ESPECTÁCULO DE MADONNA NA ABERTURA DO SUPER BOWL 2012 COM ALUSÕES E SÍMBOLOS AO DOMÍNIO ILLUMINATI DA NWO
A deusa-faraó, deusa do sol, Madonna terminou o espectáculo com traje ritual, capa negra llluminati... Entretanto, a banca apresenta prejuízo recorde de 1.000 milhões... Com a mensagem do primeiro-ministro não precisamos de ser palhaços para gozar o Carnaval!
Com uma audiência recorde, 114 milhões viram a performance de Madonna no show do intervalo da Super Taça. O instituto de pesquisas Nielsen disse ter sido o programa mais visto da história da televisão norte-americana, ofuscando a audiência de 111 milhões do jogos de 2011. Milhões de telespectadores sintonizaram o luxuoso espectáculo de Madonna, inspirado em Cleópatra, dando à "Material girl" a distinção de ter o show de intervalo mais assistido na história do Super Bowl. Com efeitos especiais inovadores e hollywoodescos, Madonna apresentou-se como Cleópatra dominando o mundo, com referências claras à deusa She Ra (da BD) e onde não faltaram alusões directas aos llluminati e à NWO que dominam o mundo actualmente, pois representou a pirâmide de luz, o olho que tudo vê (simbolo dos llluminati), as alusões ao Império do Sol, terminando o espectáculo com a sua música gospel - Like a Prayer - onde todos os intervenientes estão vestidos de trajes maçónicos com capas negras. Madonna aproveitou o evento espectacular para anunciar a sua nova tournée que terá início em Israel, antes de ir para a Europa, com passagens pela América do Sul e Austrália, onde não se apresenta há 20 anos, depois de ter estado 3 anos afastada dos palcos. Os detalhes sobre os shows na América do Sul ainda não foram divulgados. O espectáculo em: http://www.youtube.com/watch?v=IHCiYbdoscc&feature=related.
BANCA COM PREJUÍZO RECORDE ACIMA DOS 1.000 MILHÕES
Ontem só o BPI abriu a bolsa a perder mais de 10%... As contas de 2011 ficarão na história da banca, pela negativa. Já quanto ao capital, o sector nunca esteve tão sólido. A apresentação de resultados anuais para a banca, que arranca esta semana, não promete boas notícias. Tudo somado, os cinco principais bancos do mercado deverão apresentar prejuízos acima dos 1.000 milhões de euros, ainda que se preveja que um deles - o Santander Totta - apresente resultados positivos. O BCP deverá liderar o ‘ranking' com os prejuízos mais elevados, seguido muito provavelmente por esta ordem: CGD, BPI e BES. Este número pode ainda ficar mais negro caso, como alguns analistas antecipam, algumas instituições aproveitem os maus resultados de 2011 para "limparem" o seu balanço, com vista a iniciarem um novo ano sem os fantasmas dos anos anteriores. Com estas medidas, as equipas de gestão do sector tentam também preparar os bancos para os imprevisíveis efeitos que a crise ainda pode ter no sector. Depois, a banca tem ainda de contar com as novas exigências da autoridade bancária europeia e da ‘troika' e, em alguns casos, com os efeitos da transferência dos fundos de pensões. O BCP deverá ser um dos bancos que mais vai querer aproveitar para limpar e reforçar o seu balanço. De acordo com os cálculos dos especialistas ouvidos pelo Diário Económico, o maior banco português deverá revelar prejuízos recordes, equivalentes a mais de dois terços da sua capitalização bolsista, ou seja, superiores a 700 milhões de euros. Juan Pablo López, analista do Espírito Santo Investment Bank, numa nota de ‘research' publicada esta semana, reconhece que "os resultados do [BCP] do último trimestre de 2011 vão ser distorcidos pelo reconhecimento de impactos extraordinários". O analista, que antecipa prejuízos de 499 milhões de euros para o banco ainda liderado por Santos Ferreira, refere, por exemplo, que a transferência do fundo de pensões deverá ter um impacto líquido de 198 milhões sobre os resultados do banco e que o BCP deverá ainda completar o ‘writedown' do ‘goodwill' das suas operações na Grécia, actualmente registadas no balanço por 147 milhões de euros.
PASSOS COELHO DÁ MACHADADA NO COMÉRCIO DE CARNAVAL E NOS ESPECTÁCULOS PREPARADOS COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA
A mensagem do 1.º Ministro: afinal para se ser palhaço não precisamos de sair à rua no Carnaval... Sobre a tolerância de ponto retirada pelo Governo ao dia de Carnaval, Passos Coelho dizia. "É tempo de saber quem quer lutar para vencer crise ou ficar agarrado a velhas tradições". O primeiro-ministro desafiou a que se façam as contas ao que o país produz trabalhando no Carnaval, considerando que é tempo de "saber quem é que quer lutar para vencer esta crise" ou "ficar agarrado às velhas tradições". Em declarações aos jornalistas, e depois de confrontado com as várias críticas ao seu anúncio de que este ano não haverá tolerância de ponto no Carnaval, Pedro Passos Coelho assinalou que a celebração do Carnaval se faz em vários dias e não apenas numa terça-feira e defendeu que os portugueses "saberão entender" esta decisão. Passos frisou ter anunciado a ausência de tolerância de ponto "a quase 20 dias de distância" do Carnaval e defendeu que isso "que não quer dizer que os portugueses não possam celebrar aquilo que é uma tradição em Portugal". "Podem fazê-lo durante o fim-de-semana e também toda a indústria que está montada em torno do Carnaval", notou. Questionado sobre o impacto económico negativo que esta decisão pode trazer, o primeiro-ministro desafiou todos a fazerem as contas ao que "um país inteiro que trabalha dois dias pode produzir".
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Vaias de vento em popa!
PASSOS COELHO COMEÇA A SER INSULTADO POR POPULARES
Quando os Primeiros-ministros são vaiados em público, ficam pouco tempo no poder... Foi na inauguração do Centro de Arte Moderna de Matosinhos! Privatização da Segurança Social: Se o Estado já quase não pagava o que devia, imagine-se seguradoras a pagarem subsídios... Transportes públicos perdem milhões de passageiros: num país com população de 10,5 milhões, 2,7 milhões é uma perda muito significativa... 2012 será o início do Apocalipse... económico!
Foi em Matosinhos que Pedro Passos Coelho teve, esta quarta-feira, a sua primeira “chuva” de apupos e insultos enquanto primeiro-ministro. À chegada ao novo Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, que inaugurou, houve manifestações de descontentamento de alguns populares, mas também outras de apoio. Na partida das viaturas oficiais houve mesmo necessidade da intervenção policial para acalmar os ânimos mais exaltados. Na cerimónia, o primeiro-ministro defendeu que “cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia” de que o país nunca recupera. E rejeitou que, em tempos de crise, a arte e a cultura devam ser subordinadas a outras prioridades. Durante a sua intervenção, após ter visitado o novo espaço cultural, o primeiro-ministro defendeu que “hoje o desafio crucial para os portugueses é saber aproveitar todas as capacidades de cada pessoa”, condenando o facto de “durante demasiado tempo” Portugal ter reservado “um olhar desaprovador para a irreverência das novas gerações”. “Este não é o Portugal em que eu acredito. (…) O capital humano não é senão a capacidade de inventar um futuro novo, de multiplicar possibilidades e abrir horizontes. Cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia de que nunca recuperaremos. Isto vale para as artes como para a economia”, defendeu.
PEDRO MOTA SOARES AVANÇA COM PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL
O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência. Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”. “A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”. A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro. O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.
TRANSPORTES PERDEM QUASE 3 MILHÕES DE UTENTES POR CAUSA DA CRISE E DOS AUMENTOS
O desemprego, os aumentos sem paralelo nas tarifas, a contracção no rendimento disponível das famílias por via de aumentos fiscais, dos preços ou pela redução dos salários actualmente em curso... As razões são mais que muitas e as empresas de transporte começam a sentir o seu impacto: desde Agosto, mês em que entraram em vigor os aumentos médios de 15% nas tarifas, as empresas de transportes começaram a sofrer uma quebra de 5% a 6% na procura mensal – cerca de menos 2,7 milhões de passageiros por mês –, segundo dados até Outubro recolhidos pelo i junto da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) e de algumas empresas públicas de transporte. Só a transportadora rodoviária de Lisboa, a Carris, está a registar quase menos um milhão de passageiros por mês desde os aumentos de 15%. A Carris transporta por ano cerca de 240 milhões de passageiros, e a tendência de quebra manteve-se em Novembro, segundo dados preliminares da empresa. Cenário idêntico vive-se na Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) e, neste caso, o impacto do aumento de 15% das tarifas é evidente. A procura pela rede de comboios urbanos nos meses em análise recuou 3,2% face ao período homólogo, enquanto a oferta do Metro de Lisboa registou uma quebra homóloga de 1,8%, transportando 42 milhões de passageiros entre Julho e Setembro deste ano. A actualização tarifária em 15% decretada pelo governo em Agosto também mexeu com algumas empresas privadas, já que alguns títulos que subiram de preço são passes combinados para privadas e públicas. As empresas representadas pela Antrop, segundo a associação, transportam anualmente cerca de 400 milhões de passageiros. Caso a quebra registada entre Agosto e Outubro se mantenha constante, tal implica que num ano estas empresas vão perder 20 milhões de passageiros. Já na Carris, o impacto anual pode chegar a uma redução na procura equivalente a menos 12 milhões de passageiros.
TROIKA EXIGE AO GOVERNO TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE AINDA MAIS ELEVADAS
O ataque do FMI à saúde dos portugueses roça quase o arianismo nazi! Governo prevê encaixar 199 milhões, mas a ‘troika’ exige que a receita das taxas moderadoras chegue aos 250 milhões no próximo ano. Os aumentos das taxas moderadoras anunciados nos últimos dias podem afinal vir a ser ainda mais gravosos. O Diário Económico sabe que o valor global da receita das taxas moderadoras que o Governo já anunciou, de 199 milhões no próximo ano, não satisfaz as exigências da ‘troika'. Na segunda revisão ao cumprimento do memorando de entendimento, que ocorreu no mês passado, os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, exigiram ao Governo uma receita adicional em taxas moderadoras de 150 milhões de euros em 2012, apurou o Diário Económico. Com os aumentos já anunciados, o Governo está a prever uma receita adicional de apenas 99 milhões. Isto significa que caso o Governo cumpra à risca as exigências da ‘troika' terá de avançar com taxas mais caras para compensar o desvio de 51 milhões. Mas a factura que os portugueses terão de pagar pelos cuidados de saúde poderá ainda ser agravada em 2013: é que, de acordo com a ‘troika', o Executivo terá de somar à receita arrecadada no próximo ano, mais 50 milhões de euros no ano seguinte.
PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE
João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE... Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.
STANDARD&POORS PREVÊ RECESSÃO DA ZONA EURO JÁ NO INÍCIO DE 2012
2012 será o início do Apocalipse... económico! A agência de notação financeira S&P estima que o BCE baixe a sua taxas directora para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma ligeira recuperação económica ocorrerá provavelmente nos Estados Unidos, ao passo que uma ligeira recessão deverá persistir na Europa", escreve a Standard & Poor's numa nota, divulgada na quarta-feira e noticiada pela AFP, sobre "as perspectivas de crédito no mundo em 2012". A agência norte-americana quantifica a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos em 35% e prevê que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma incapacidade de regular os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O imobiliário, o emprego e a confiança dos consumidores continuam a ser as áreas mais preocupantes para as economias desenvolvidas", explica a agência. De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P; para a Europa, "o sector industrial já está em fase de contracção na maior parte dos países europeus, devido ao enfraquecimento da procura dos mercados emergentes e à prudência acrescida dos consumidores", situação que deverá persistir, alertou. "Vemos, de novo, uma subida das taxas de poupança em toda a região, devido às incertezas renovadas sobre os mercados financeiros e aos factores políticos. As famílias estão nervosas quanto à possibilidade de a crise se prolongar por demasiado tempo e que ocorra qualquer coisa dramática", disse ainda Jean-Michel Six.
DEPUTADO DO PS: DEVEMO-NOS "MARIMBAR" PARA OS CREDORES DE PORTUGAL E "TEMOS DE TER CORAGEM DE NÃO PAGAR A DÍVIDA"
O deputado reforçou: "vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome"... Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. “A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva. No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”. O discurso do deputado durante o jantar:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825
MANUEL ALEGRE LIDERA MOVIMENTO CONTRA O FIM DE FERIADOS HISTÓRICOS
Em nome da austeridade e do federalismo, a UE está a apagar a história dos países europeus. Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O candidato a Presidente da República Manuel Alegre manifestou-se «completamente» contra a supressão ou alteração de datas de comemoração dos feriados históricos e dos religiosos com maior significado civilizacional. Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre demarcou-se do ante-projecto apresentado pelas deputadas independentes do PS (do Movimento Humanismo e Democracia), Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, no sentido de suprimir dois feriados religiosos e dois feriados histórico-políticos. «Independentemente da boa intenção dos proponentes dessa ideia, há feriados que, por aquilo que representam na História de Portugal, não podem ser suprimidos nem comemorados à segunda-feira, a menos que haja coincidência de data», sustentou. Para Manuel Alegre, «assim como o Natal se comemora a 25 de Dezembro, o 10 de Junho tem de ser comemorado a 10 de Junho, o 1º de Dezembro a 1 de Dezembro, o 25 de Abril a 25 de Abril, o 1º de Maio a 1 de Maio e o 5 de Outubro a 5 de Outubro». «Sou completamente contra que se suprima a comemoração de alguns destes feriados, porque correspondem a factos que moldaram a nossa História e a nossa identidade», frisou Manuel Alegre. Manuel Alegre deixou ainda uma advertência às forças políticas que admitem suprimir ou alterar as datas de comemoração dos feriados: «Penso que esta minha opinião corresponde ao sentimento profundo do povo português.»
GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA
Bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia... Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.
Quando os Primeiros-ministros são vaiados em público, ficam pouco tempo no poder... Foi na inauguração do Centro de Arte Moderna de Matosinhos! Privatização da Segurança Social: Se o Estado já quase não pagava o que devia, imagine-se seguradoras a pagarem subsídios... Transportes públicos perdem milhões de passageiros: num país com população de 10,5 milhões, 2,7 milhões é uma perda muito significativa... 2012 será o início do Apocalipse... económico!
Foi em Matosinhos que Pedro Passos Coelho teve, esta quarta-feira, a sua primeira “chuva” de apupos e insultos enquanto primeiro-ministro. À chegada ao novo Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, que inaugurou, houve manifestações de descontentamento de alguns populares, mas também outras de apoio. Na partida das viaturas oficiais houve mesmo necessidade da intervenção policial para acalmar os ânimos mais exaltados. Na cerimónia, o primeiro-ministro defendeu que “cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia” de que o país nunca recupera. E rejeitou que, em tempos de crise, a arte e a cultura devam ser subordinadas a outras prioridades. Durante a sua intervenção, após ter visitado o novo espaço cultural, o primeiro-ministro defendeu que “hoje o desafio crucial para os portugueses é saber aproveitar todas as capacidades de cada pessoa”, condenando o facto de “durante demasiado tempo” Portugal ter reservado “um olhar desaprovador para a irreverência das novas gerações”. “Este não é o Portugal em que eu acredito. (…) O capital humano não é senão a capacidade de inventar um futuro novo, de multiplicar possibilidades e abrir horizontes. Cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia de que nunca recuperaremos. Isto vale para as artes como para a economia”, defendeu.
PEDRO MOTA SOARES AVANÇA COM PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL
O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência. Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”. “A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”. A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro. O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.
TRANSPORTES PERDEM QUASE 3 MILHÕES DE UTENTES POR CAUSA DA CRISE E DOS AUMENTOS
O desemprego, os aumentos sem paralelo nas tarifas, a contracção no rendimento disponível das famílias por via de aumentos fiscais, dos preços ou pela redução dos salários actualmente em curso... As razões são mais que muitas e as empresas de transporte começam a sentir o seu impacto: desde Agosto, mês em que entraram em vigor os aumentos médios de 15% nas tarifas, as empresas de transportes começaram a sofrer uma quebra de 5% a 6% na procura mensal – cerca de menos 2,7 milhões de passageiros por mês –, segundo dados até Outubro recolhidos pelo i junto da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) e de algumas empresas públicas de transporte. Só a transportadora rodoviária de Lisboa, a Carris, está a registar quase menos um milhão de passageiros por mês desde os aumentos de 15%. A Carris transporta por ano cerca de 240 milhões de passageiros, e a tendência de quebra manteve-se em Novembro, segundo dados preliminares da empresa. Cenário idêntico vive-se na Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) e, neste caso, o impacto do aumento de 15% das tarifas é evidente. A procura pela rede de comboios urbanos nos meses em análise recuou 3,2% face ao período homólogo, enquanto a oferta do Metro de Lisboa registou uma quebra homóloga de 1,8%, transportando 42 milhões de passageiros entre Julho e Setembro deste ano. A actualização tarifária em 15% decretada pelo governo em Agosto também mexeu com algumas empresas privadas, já que alguns títulos que subiram de preço são passes combinados para privadas e públicas. As empresas representadas pela Antrop, segundo a associação, transportam anualmente cerca de 400 milhões de passageiros. Caso a quebra registada entre Agosto e Outubro se mantenha constante, tal implica que num ano estas empresas vão perder 20 milhões de passageiros. Já na Carris, o impacto anual pode chegar a uma redução na procura equivalente a menos 12 milhões de passageiros.
TROIKA EXIGE AO GOVERNO TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE AINDA MAIS ELEVADAS
O ataque do FMI à saúde dos portugueses roça quase o arianismo nazi! Governo prevê encaixar 199 milhões, mas a ‘troika’ exige que a receita das taxas moderadoras chegue aos 250 milhões no próximo ano. Os aumentos das taxas moderadoras anunciados nos últimos dias podem afinal vir a ser ainda mais gravosos. O Diário Económico sabe que o valor global da receita das taxas moderadoras que o Governo já anunciou, de 199 milhões no próximo ano, não satisfaz as exigências da ‘troika'. Na segunda revisão ao cumprimento do memorando de entendimento, que ocorreu no mês passado, os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, exigiram ao Governo uma receita adicional em taxas moderadoras de 150 milhões de euros em 2012, apurou o Diário Económico. Com os aumentos já anunciados, o Governo está a prever uma receita adicional de apenas 99 milhões. Isto significa que caso o Governo cumpra à risca as exigências da ‘troika' terá de avançar com taxas mais caras para compensar o desvio de 51 milhões. Mas a factura que os portugueses terão de pagar pelos cuidados de saúde poderá ainda ser agravada em 2013: é que, de acordo com a ‘troika', o Executivo terá de somar à receita arrecadada no próximo ano, mais 50 milhões de euros no ano seguinte.
PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE
João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE... Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.
STANDARD&POORS PREVÊ RECESSÃO DA ZONA EURO JÁ NO INÍCIO DE 2012
2012 será o início do Apocalipse... económico! A agência de notação financeira S&P estima que o BCE baixe a sua taxas directora para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma ligeira recuperação económica ocorrerá provavelmente nos Estados Unidos, ao passo que uma ligeira recessão deverá persistir na Europa", escreve a Standard & Poor's numa nota, divulgada na quarta-feira e noticiada pela AFP, sobre "as perspectivas de crédito no mundo em 2012". A agência norte-americana quantifica a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos em 35% e prevê que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma incapacidade de regular os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O imobiliário, o emprego e a confiança dos consumidores continuam a ser as áreas mais preocupantes para as economias desenvolvidas", explica a agência. De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P; para a Europa, "o sector industrial já está em fase de contracção na maior parte dos países europeus, devido ao enfraquecimento da procura dos mercados emergentes e à prudência acrescida dos consumidores", situação que deverá persistir, alertou. "Vemos, de novo, uma subida das taxas de poupança em toda a região, devido às incertezas renovadas sobre os mercados financeiros e aos factores políticos. As famílias estão nervosas quanto à possibilidade de a crise se prolongar por demasiado tempo e que ocorra qualquer coisa dramática", disse ainda Jean-Michel Six.
DEPUTADO DO PS: DEVEMO-NOS "MARIMBAR" PARA OS CREDORES DE PORTUGAL E "TEMOS DE TER CORAGEM DE NÃO PAGAR A DÍVIDA"
O deputado reforçou: "vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome"... Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. “A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva. No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”. O discurso do deputado durante o jantar:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825
MANUEL ALEGRE LIDERA MOVIMENTO CONTRA O FIM DE FERIADOS HISTÓRICOS
Em nome da austeridade e do federalismo, a UE está a apagar a história dos países europeus. Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O candidato a Presidente da República Manuel Alegre manifestou-se «completamente» contra a supressão ou alteração de datas de comemoração dos feriados históricos e dos religiosos com maior significado civilizacional. Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre demarcou-se do ante-projecto apresentado pelas deputadas independentes do PS (do Movimento Humanismo e Democracia), Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, no sentido de suprimir dois feriados religiosos e dois feriados histórico-políticos. «Independentemente da boa intenção dos proponentes dessa ideia, há feriados que, por aquilo que representam na História de Portugal, não podem ser suprimidos nem comemorados à segunda-feira, a menos que haja coincidência de data», sustentou. Para Manuel Alegre, «assim como o Natal se comemora a 25 de Dezembro, o 10 de Junho tem de ser comemorado a 10 de Junho, o 1º de Dezembro a 1 de Dezembro, o 25 de Abril a 25 de Abril, o 1º de Maio a 1 de Maio e o 5 de Outubro a 5 de Outubro». «Sou completamente contra que se suprima a comemoração de alguns destes feriados, porque correspondem a factos que moldaram a nossa História e a nossa identidade», frisou Manuel Alegre. Manuel Alegre deixou ainda uma advertência às forças políticas que admitem suprimir ou alterar as datas de comemoração dos feriados: «Penso que esta minha opinião corresponde ao sentimento profundo do povo português.»
GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA
Bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia... Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Era só o que faltava !
Consultora alerta para o risco de bancarrota da Europa
A Europa continua a viver sob o risco de bancarrota. É o que conclui a análise feita pela consultora Ernst & Young. No primeiro de uma série de relatórios sobre o impacto da crise económica, a consultora considera que governos, bancos centrais e todas as instituições financeiras precisam de encontrar estratégias comuns para evitar a tragédia. A Ernst & Young diz que a crise da dívida soberana na Grécia, Irlanda e Portugal lança uma sombra sobre o sector bancário e lembra as dificuldades que a banca tem sentido nos três países para se conseguir financiar. A consultora lembra que vão ser divulgados esta sexta-feira os mais recentes testes de stress a que a banca europeia foi sujeita e afirma que é preciso que os relatos sejam credíveis, para restaurar a confiança dos mercados. O relatório prevê que a desaceleração do crédito na zona euro esteja para durar por mais cinco anos e que se continue a assistir a um crescimento lento dos empréstimos, particularmente ao nível do crédito à habitação. A consultora lembra também que uma atitude excessivamente cautelosa para empréstimos no rescaldo da crise vai atrasar a recuperação económica na zona euro, onde se prevê uma evolução assimétrica, com países como a Alemanha e a França a terem um incremento médio na sua taxa de crescimento de 2,2% e as economias periféricas, como Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia, a crescerem, na melhor das hipóteses, 1,2%.
Zona Euro não exclui incumprimento parcial da Grécia
“A opção não está excluída”, adianta o ministro das Finanças da Holanda. A Zona Euro não exclui o incumprimento da Grécia, no quadro do segundo plano de ajuda ao país, que a UE está a tentar organizar, disse hoje o ministro holandês das Finanças. “Essa opção não está excluída” pelo grupo de trabalho encarregado de encontrar uma solução para salvar as finanças públicas gregas e o país da bancarrota, implicando no plano os credores privados, disse Jan Kees de Jager, em Bruxelas, no início de um encontro com os homólogos da UE. O ministro holandês disse mesmo que foi o próprio chefe do grupo dos ministros das Finanças europeus, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, quem o afirmou na segunda-feira. “Manifestamente, o Banco Central Europeu (BCE) defende as suas posições, mas os 17 ministros da Zona Euro não excluem essa opção [do incumprimento parcial], mas temos numerosas opções adicionais para estudar”, acrescentou. Os responsáveis europeus continuam sem conseguir chegar a acordo sobre a necessidade – ou não – de envolver os privados (banca, companhias de seguros, fundos de pensões) num plano que evite que a Grécia entre em bancarrota. O BCE recusa esta opção, porque receia que criem uma situação de contágio e ameaçou que poderá não aceitar a dívida soberana grega como colateral para emprestas dinheiro à banca grega.
Ministro das Finanças tem “toda a confiança” nos bancos portugueses
Vítor Gaspar falou à saída da sua estreia em reunião com os ministros das Finanças da Zona Euro. Vítor Gaspar realçou que tem “toda a confiança” na capacidade de gestão dos bancos portugueses e que estes têm tido um comportamento “muito positivo” desde o início da crise global em 2007. Para mais, Vítor Gaspar salientou que tem também "toda a confiança na qualidade da supervisão do Banco de Portugal". Em declarações à agência Lusa, o responsável pelas Finanças portuguesas recusou fazer qualquer comentário ao anúncio que vai ser feito na sexta-feira sobre os testes de resistência aos principais bancos europeus e nacionais porque se trata de “uma questão sensível para o mercado”. O novo ministro das Finanças fez hoje em Bruxelas uma intervenção de três minutos onde apresentou as mais recentes medidas implementadas pelo Governo português para cumprir o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e o FMI. Vítor Gaspar aproveitou a reunião para reiterar a intenção do Governo de cumprir o programa mas também em ir mais longe na prossecução dos objectivos, dando o exemplo do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal. Em relação às agências de “rating” Vítor Gaspar não comentou o recente “downgrade” da Moody’s a Portugal por não ter constado da agenda da reunião, mas mostrou-se favorável à criação de uma agência de “rating” europeia. No final da reunião dos ministros das Finanças dos 27 saiu um sinal de abertura à flexibilização na utilização de alguns dos instrumentos criados nos últimos meses, nomeadamente a diminuição das taxas de juro pagas pelos países que, como Portugal, negociaram programas de apoio financeiro. Quanto ao cenário ventilado em Bruxelas sobre a possibilidade de haver uma cimeira europeia extraordinária para debater a situação na Grécia, Vítor Gaspar não comentou e não existe ainda confirmação oficial por parte das instituições europeias. No entanto, fonte diplomática garante à agência Reuters o assunto está em cima da mesa e o presidente da União Europeia também não coloca a hipótese de parte. Herman Van Rompuy vai reunir esta tarde Cavaco Silva e Passos Coelho em Lisboa, na primeira visita desde a tomada de posse do novo Governo.
O futuro de Portugal também depende da Grécia, diz Fitch
Em Atenas prossegue a votação do pacote de austeridade, medida a medida. O futuro da economia portuguesa está dependente do sucesso do resgate financeiro da Grécia, diz a agência Fitch. Num relatório publicado hoje sobre as perspectivas das dívidas soberanas, a agência diz ser real o risco de contágio aos Estados mais vulneráveis da zona euro e dos seus sistemas financeiros em caso de bancarrota da Grécia. Já esta tarde o ministro alemão das finanças anunciou que as instituições financeiras do seu país vão contribuir com cerca de 3200 milhões de euros para o resgate da Grécia. Em Atenas prossegue esta tarde a votação, medida a medida, do novo pacote de austeridade para o país, a única solução para que a Grécia receba mais 12 mil milhões de euros no imediato para evitar a bancarrota.
Presidente islandês:"O Euro já não parece uma boa fórmula mágica"
Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. Quase três anos depois do colapso islandês e perante as crises na Irlanda, Grécia e Portugal, a Zona Euro levanta mais dúvidas do que certeas ao presidente da Islândia. "A desvalorização da coroa islandesa ajudou-nos a recuperar a força económica e hoje vemos muitos países do Euro a enfrentar grandes dificuldades, porque não conseguem alterar o valor da moeda”, afirma Ólafur Grímsson, em entrevista. “Além disso, vemos esses países, uns atrás dos outros, com graves crises. Por isso, a perspectiva, como muitos disseram no passado, de que o euro era uma fórmula mágica para ter um futuro seguro já não parece tão boa como parecia há dois anos", sublinha.
Foi um "erro" confiar nas agências de "rating": Em 2008, logo após a falência do banco de investimento Lehman Brothers nos Estados Unidos, a Islândia mergulhou numa grave crise bancária e financeira, que conduziu o país à falência. Segundo o presidente islandês, foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. "Olhando para trás, o certo é que as agências de 'rating' estavam erradas. E estes bancos ingleses e americanos que emprestaram imenso dinheiro aos bancos islandeses também estavam errados”. “Agora que as agências de 'rating' estão a dar classificações baixas à Islândia, eu espero que elas também tenham aprendido as suas lições, porque provocou grandes perdas confiar nos triplos 'A' ou dois 'A' atribuídos pelas agências de 'rating'. Nós devíamos ter ouvido mais as vozes contra-corrente durante 2006 e 2007 e não devíamos ter confiado na opinião formada pelo sistema financeiro europeu e americano e pelas famosas agências de rating." Há quase três anos, quando os três grandes bancos do país caíram em desgraça logo após a falência do Lehmann Brothers, percebeu-se que o sector financeiro islandês era um gigante com pés de barro - durante o "boom" do crédito, cresceu e expandiu-se para o estrangeiro, chegando a ser 11 vezes maior do que a economia do país. Desde que a crise rebentou, os islandeses votaram já em dois referendos contra o pagamento do dinheiro que investidores estrangeiros tinham perdido com a falência dos bancos islandeses e essas decisões abalaram e marcaram a diferença no caminho para a saída da crise da pequena ilha.
Banco de Portugal agrava previsões de queda do PIB
A taxa de inflação vai aumentar para 3,4% este ano, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. O Banco de Portugal está um pouco mais optimista do que a troika sobre a evolução da economia nacional. Prevê uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano e de 1,8% no próximo, revendo em baixa as estimativas de Março, antes de Portugal recorrer à ajuda externa. O Boletim de Verão do Banco de Portugal mantém a receita para o país: redução da despesa pública e privada, aumento da poupança e aumento das exportações. O relatório diz que o aumento das exportações terá de ser “robusto”. As previsões apontam para um aumento à volta de 6% tanto em 2011 como em 2012. Já a taxa de inflação vai aumentar, este ano, para 3,4% e desce para 2,2% em 2012, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. Quanto à procura interna tem uma queda acentuada: menos 6,3% este ano e menos 4,4% no próximo. O investimento, tal como esperado, cai 10,8% em 2011 e 10% em 2012. As importações também caem 4% este ano e 1,2% em 2012. O emprego deve registar uma quebra de 1,1% até final do ano. Previsões BdP: Francisco Sarsfield Cabral diz este é o resultado de anos a fio a viver acima das possibilidades.
Durão Barroso: Saída de Portugal do euro seria uma tragédia
Presidente da Comissão Europeia confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que uma eventual saída de Portugal do conjunto dos países da moeda única seria dramática para a economia do país. "Isso seria uma tragédia para Portugal, de todos os pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista da destruição de riqueza que isso representaria. Quereria dizer que todo o Produto português seria reduzido (...), para além de todas as dificuldades que isso geraria para o sistema bancário, na falta de financiamento para a banca e falta de financiamento para a economia portuguesa. É um cenário que eu acho, sinceramente, que é melhor nem sequer contemplar." Durão Barroso, em declarações à RTP, confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. "Tenho toda a confiança em Portugal. O Governo e o primeiro-ministro conhecem a situação, acreditam na solução - isso é muito importante -, há condições políticas visto que à uma maioria de Governo e cerca de 85% dos deputados aprovaram o programa negociado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, o Presidente da República apoia activamente as soluções." O presidente da Comissão Europeia afirma que o programa de assistência financeira a Portugal é uma oportunidade que, tanto o Governo como os parceiros sociais, devem aproveitar para que o país saia da situação difícil em que se encontra. Já sobre o clima de desconfiança das agências de notação financeira em relação aos países periféricos da moeda única, Durão Barroso confirma que o executivo comunitário vai propor a criação de um quadro legislativo que regule a conduta das agências de “rating”.
Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 20%
Juros a dois, cinco e 10 anos atingiram hoje máximos históricos. Os juros da divida pública portuguesa nunca estiveram tão altos desde que Portugal entrou no euro. Os títulos a três anos chegaram a um juro histórico de 20,14%, tendo já descido para 19,8%. A dois anos, os juros chegaram aos 18,2% e a cinco anos, nos 17,2 e as 10 anos nos 13,4%. Os valores registados esta tarde são novos máximo históricos desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro, em 1999. Os ministros das Finanças da zona euro estão reunidos hoje, numa altura em que aumentam os receios de contágio da crise da dívida soberana a outros países, nomeadamente à Itália. A Itália, a terceira maior economia da zona euro e segunda com maior dívida logo a seguir à Grécia, viu hoje os seus juros da dívida atingirem máximos históricos desde o começo da moeda única. Em Espanha, os mercados bolsista e da dívida viveram hoje uma jornada dramática, com o diferencial dos títulos a 10 anos a atingir os 342 pontos base, e a rentabilidade dos títulos a 10 anos a passar os seis por cento. Grécia, Irlanda e Portugal já receberam ajuda externa.
Resultados dos testes de “stress” só saem sexta, lembra Banco de Portugal
Apesar da notícia avançada no Diário Económico de que os bancos portugueses terão passado, as instituições sublinharam hoje que ainda não há resultados oficiais. O Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esclareceram hoje que os testes de “stress” à banca não estão terminados. "O Banco de Portugal informa de novo que o exercício de 'stress test' realizado ao sistema bancário na União Europeia ainda não se encontra finalizado. Os resultados desse exercício serão divulgados apenas no próximo dia 15 de Julho de 2011, a partir das 17h00 portuguesas, conforme comunicado de imprensa da Autoridade Bancária Europeia", refere a nota do banco central à agência Lusa. A CMVM, através destas informações prestadas pelo Banco de Portugal, também esclareceu o mesmo aos investidores. O Diário Económico avançou hoje prognósticos de que os resultados revelam que BCP, BES, BPI e CGD têm rácios de capital acima do exigido para resistir à crise, passando assim no exercício. Com a divulgação dos resultados na sexta-feira, há indicações não oficiais de que nesse dia pode ter lugar uma Cimeira Europeia Extraordinária para debater a ajuda a Grécia.
Inflação nacional desacelera em Junho
Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. A inflação em Junho desceu para 3,4% homólogos, face a 3,8% em Maio, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. O relatório do INE refere que, à semelhança dos meses anteriores, o maior contributo para a variação homóloga foi o dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. A única contribuição negativa para a variação homóloga do IPC proveio da classe do vestuário e calçado.
Bloco de Esquerda propõe emissão conjunta da dívida europeia
O partido defende a junção da dívida dos vários países europeus de forma “solidária” como combate à especulação dos mercados. O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projecto de resolução para atacar a crise da dívida soberana. O deputado bloquista Pedro Filipe Soares propõe a emissão da dívida pública europeia conjunta, de modo a evitar a especulação sobre a dívida de cada Estado membro. O deputado defende “a criação, de forma solidária, da emissão de obrigações públicas de dívida europeia feitas de forma conjunta na zona euro. Os chamados “eurobonds”, estas mutualizações da dívida pública europeia, potenciarão a especulação sobre a dívida soberana de cada um dos Estados, e ao criar o espaço europeu de dívida pública, diminuirá e muito os juros pagos pelos países para se financiarem”. O Bloco de Esquerda pede assim que a Europa se assuma como um todo contra a política de cada país por si. “Cada um por si são as taxas de juro sempre a subir para Portugal, Grécia, Irlanda e agora também Itália e Espanha”, sublinhou Pedro Filipe Soares. O projecto de resolução foi entregue hoje na Assembleia da República.
Governo de Sócrates gastou mais de 236 milhões com estudos e pareceres
As contas resultam de duas auditorias do Tribunal de Contas às despesas de consultadoria da Administração central e de 69 empresas públicas. Só entre 2004 e 2007, algumas empresas públicas e o Governo de José Sócrates (aqui no período 2005/07) gastou mais de 236 milhões de euros com estudos e pareceres, ignorando a maioria das recomendações do Tribunal de Contas para regular as despesas de consultadoria. A notícia é avançada hoje pelo jornal “Público”, segundo o qual apesar de o Estado ter organismos competentes para essas tarefas, foram por sistema utilizados serviços externos. A grande maioria das contratações (86%) foi por ajuste directo, por concurso público apenas 1%. De acordo com o Tribunal de Contas, 1.353 foi o número de estudos e pareceres, auditorias e outros serviços adjudicados só por 13 entidades do sector público administrativo.
Brasileiros são a maior comunidade imigrante em Portugal
O relatório da OCDE apresentado hoje revela que o número de naturalizações no país está a subir significativamente. Os brasileiros constituem o maior grupo de estrangeiros em Portugal, seguidos dos ucranianos e dos cabo-verdianos. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre tendências migratórias apresentado hoje em Bruxelas, em 2009 residiam em Portugal 457 mil estrangeiros, um aumento em relação aos dados registados no ano anterior. Deste total, 26% são brasileiros. Já a comunidade ucraniana representa 11% do total da população estrangeira com autorização de residência válida no nosso país. O estudo da OCDE indica também que o número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico em 2009, altura em que 25.500 pessoas conseguiram a nacionalidade portuguesa, sete vezes mais do que em 2006. A maior parte das naturalizações, cerca de 40%, tem origem nos PALOP, nomeadamente em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, e Brasil, cerca de 15%. O documento da OCDE assinala que estas comunidades vivem há mais tempo em Portugal e cumprem automaticamente as exigências de língua portuguesa, estando por isso em melhores condições para satisfazer os seis anos de residência legal. Ainda assim, o peso de outra comunidades, como a moldava, ucraniana e indiana está a aumentar, conclui o relatório.
Imigrantes são decisivos para a recuperação económica, diz OCDE
A conclusão consta de um estudo da OCDE apresentado hoje. A crise económica mundial teve um efeito negativo na imigração, mas os imigrantes vão ser decisivos para a recuperação económica dos países no futuro, conclui um relatório da OCDE, que foi apresentado em Lisboa, na Fundação Luso-Americana. Pela primeira vez em cinco anos, a imigração legal nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico registou uma quebra, tendo em conta os últimos dados disponíveis. O número de imigrantes que deram entrada nos países da OCDE registou uma quebra de 6%. Os últimos dados concretos são relativos a 2008, mas a organização admite que a tendência se manteve no ano passado. Apesar disso, os imigrantes já contribuem para 1 terço das novas entradas na população activa destes países. Jean Pierre Garson, responsável pela divisão de migrações internacionais da OCDE , avisa que vão ter um papel decisivo na recuperação económica, “para ter um nível de população activa suficiente que permita o crescimento económico. Se actualmente há países com visões políticas contra os imigrantes, têm que ter em conta que vão precisar de mais imigrantes”. Apesar da crise, o decréscimo registado na população imigrante residente em Portugal foi muito pouco significativo. Um fenómeno que Rosário Farnhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, explica com as características desta população: “Têm defesas melhores, estão sempre disponíveis a começar de novo e a dar a volta aos obstáculos”. O relatório da OCDE destaca ainda a visão positiva, no geral, da opinião pública portuguesa face aos imigrantes.
Estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses, diz ACIDI
Representante do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Inter-religioso desmistificou a relação entre os estrangeiros e a criminalidade em Portugal. Os estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses e não são condenados a penas mais pesadas, sublinha o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), que considera ser necessário distinguir estrangeiros e imigrantes. "Recorrentemente vemos manchetes nos jornais que [dizem que] os estrangeiros aumentaram a criminalidade em determinados períodos e somos levados a crer que os estrangeiros são mais criminosos do que os portugueses. Nada mais errado", afirmou Catarina Oliveira, coordenadora do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do ACIDI. Em Fátima, onde decorre o VII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, Catarina Oliveira acrescentou que, por vezes, as pessoas são levadas "a crer que os estrangeiros são mais criminosos porque recebem penas mais pesadas do que os portugueses". "Nada mais errado", garantiu Catarina Oliveira, admitindo que os estrangeiros possam ter uma relação mais duradoura com o sistema prisional por, com receio de fuga, lhe ser aplicada a prisão preventiva. Considerando que se deve "esclarecer a diferença" entre imigrantes e estrangeiros, a técnica sustentou que os primeiros "saíram do seu país e decidiram fazer um projecto de vida em Portugal". "É totalmente diferente de estrangeiros que foram identificados por exemplo nos aeroportos como correios de droga", referiu, sustentando que estes "não tinham qualquer relação com Portugal", mas por esse crime "ficaram retidos" no país. Para Catarina Oliveira, "o imigrante tem uma relação com Portugal ou pretende ter e, no processo de reinserção, tem uma postura diferente, ao contrário do estrangeiro". Segundo a técnica, "estes estereótipos e mitos preocupam o ACIDI", instituto público responsável pela integração dos imigrantes. Catarina Oliveira apontou ainda as medidas incluídas no II Plano para a Integração dos Imigrantes, que vigora até 2013, dirigidas a reclusos. "No actual plano, voltou a preocupação dos reclusos e, nesta vertente, consolidou-se a cooperação entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Ministério da Justiça na perspectiva de que todos os reclusos estão documentados", referiu, destacando também "uma melhor articulação de equipas de reinserção social". A disponibilidade de informação sobre medidas preventivas da liberdade e penas, em várias línguas, e a agilização ao acesso do Serviço Nacional de Saúde foram também outros dos projectos mencionados pela técnica. O encontro nacional, que termina na terça-feira, contou também esta tarde com o testemunho de três empresários cristãos que apresentaram as suas perspectivas sobre o meio prisional, os reclusos e a inserção no mercado de trabalho. A iniciativa é uma organização do Departamento da Pastoral Penitenciária da Conferência Episcopal Portuguesa e tem como tema "Prisões, um desafio à sociedade".
Vai de férias? O provedor das agências de viagens tem conselhos para dar
Atenção aos pacotes “tudo incluído” e informe-se bem antes de marcar a reserva, recomenda Vera Jardim. Em tempo de férias, o provedor do cliente das agências de viagens deixa alguns avisos. José Vera Jardim fez hoje um balanço da actividade, de onde é possível concluir que a alteração dos “pacotes tudo incluído” e os casos de “overbooking” são as principais reclamações dos turistas nacionais. O provedor deixa duas recomendações que considera fundamentais: tentar obter sempre o máximo de informação junto das agências antes de marcar uma reserva e recorrer de imediato às mesmas assim se estiver insatisfeito com o serviço. Vera Jardim nota que “é bom que as pessoas se informem junto das agências sobre os pacotes ‘tudo incluído’ e o que verdadeiramente incluem”, para depois não terem desilusões. No caso do “overbooking” (sobrelotação), Vera Jardim explica que “acontece em determinadas épocas do ano, sobretudo nas altas, não por culpa das agências, mas por uma prática que os hotéis têm de aceitar mais reservas do que os quartos que têm, porque já contam com as desistências”. Comparando com o ano passado, houve um grande decréscimo do número de reclamações recebidas, que o provedor atribui ao impacto em 2010 da falência da agência francesa de viagens Marsans. As reclamações vêm maioritariamente fora da Europa, conta Vera Jardim, que preferiu não especificar de que países.
Em tempo de crise, portugueses optam por fazer férias cá dentro
A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Os portugueses estão a preferir passar férias cá dentro. Comparando com o ano passado, os destinos internos estão a ter uma maior procura, nomeadamente o Algarve e a Madeira. São dados da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Paulo Brehm reconhece que se tem “estado a registar uma ligeira quebra relativamente aos anos anteriores”, contudo, diz que ainda é cedo para fazer as contas, até porque há uma tendência para as reservas serem feitas cada vez mais tarde. Para quem pode, Caraíbas, Cabo Verde e Brasil continuam nas preferências para passar férias lá fora. Mas, Paulo Brehm refere que os portugueses optam ainda por outros destinos de maior proximidade como, é o caso de Espanha e outros circuitos europeus.
Hotéis portugueses estão a facturar mais
Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas. Há menos clientes portugueses. Apesar da crise, os hotéis portugueses receberam mais gente no último mês de Maio: foram 3,6 milhões de dormidas. Um crescimento de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Registaram-se 1,3 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento da procura fica a dever-se aos mercados estrangeiros. Britânicos, brasileiros, franceses e irlandeses foram os turistas que mais contribuíram para os resultados positivos da hotelaria em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas, o que representou uma subida em termos homólogos, face a 2010, de 4,4%. Madeira, Algarve e Lisboa destacam-se nas subidas em relação a Maio de 2010, no que toca às dormidas. Depois de nos últimos dois meses ter havido subidas consecutivas de hóspedes residentes, em Maio o sector sofreu uma quebra nesta área de 10,6%, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os estrangeiros representaram um crescimento de 17,6%.
Relatório da Ernst & Young aconselha acção concertada para evitar o pior e prevê que acesso ao crédito vai continuar a ser difícil. Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”.
A Europa continua a viver sob o risco de bancarrota. É o que conclui a análise feita pela consultora Ernst & Young. No primeiro de uma série de relatórios sobre o impacto da crise económica, a consultora considera que governos, bancos centrais e todas as instituições financeiras precisam de encontrar estratégias comuns para evitar a tragédia. A Ernst & Young diz que a crise da dívida soberana na Grécia, Irlanda e Portugal lança uma sombra sobre o sector bancário e lembra as dificuldades que a banca tem sentido nos três países para se conseguir financiar. A consultora lembra que vão ser divulgados esta sexta-feira os mais recentes testes de stress a que a banca europeia foi sujeita e afirma que é preciso que os relatos sejam credíveis, para restaurar a confiança dos mercados. O relatório prevê que a desaceleração do crédito na zona euro esteja para durar por mais cinco anos e que se continue a assistir a um crescimento lento dos empréstimos, particularmente ao nível do crédito à habitação. A consultora lembra também que uma atitude excessivamente cautelosa para empréstimos no rescaldo da crise vai atrasar a recuperação económica na zona euro, onde se prevê uma evolução assimétrica, com países como a Alemanha e a França a terem um incremento médio na sua taxa de crescimento de 2,2% e as economias periféricas, como Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia, a crescerem, na melhor das hipóteses, 1,2%.
Zona Euro não exclui incumprimento parcial da Grécia
“A opção não está excluída”, adianta o ministro das Finanças da Holanda. A Zona Euro não exclui o incumprimento da Grécia, no quadro do segundo plano de ajuda ao país, que a UE está a tentar organizar, disse hoje o ministro holandês das Finanças. “Essa opção não está excluída” pelo grupo de trabalho encarregado de encontrar uma solução para salvar as finanças públicas gregas e o país da bancarrota, implicando no plano os credores privados, disse Jan Kees de Jager, em Bruxelas, no início de um encontro com os homólogos da UE. O ministro holandês disse mesmo que foi o próprio chefe do grupo dos ministros das Finanças europeus, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, quem o afirmou na segunda-feira. “Manifestamente, o Banco Central Europeu (BCE) defende as suas posições, mas os 17 ministros da Zona Euro não excluem essa opção [do incumprimento parcial], mas temos numerosas opções adicionais para estudar”, acrescentou. Os responsáveis europeus continuam sem conseguir chegar a acordo sobre a necessidade – ou não – de envolver os privados (banca, companhias de seguros, fundos de pensões) num plano que evite que a Grécia entre em bancarrota. O BCE recusa esta opção, porque receia que criem uma situação de contágio e ameaçou que poderá não aceitar a dívida soberana grega como colateral para emprestas dinheiro à banca grega.
Ministro das Finanças tem “toda a confiança” nos bancos portugueses
Vítor Gaspar falou à saída da sua estreia em reunião com os ministros das Finanças da Zona Euro. Vítor Gaspar realçou que tem “toda a confiança” na capacidade de gestão dos bancos portugueses e que estes têm tido um comportamento “muito positivo” desde o início da crise global em 2007. Para mais, Vítor Gaspar salientou que tem também "toda a confiança na qualidade da supervisão do Banco de Portugal". Em declarações à agência Lusa, o responsável pelas Finanças portuguesas recusou fazer qualquer comentário ao anúncio que vai ser feito na sexta-feira sobre os testes de resistência aos principais bancos europeus e nacionais porque se trata de “uma questão sensível para o mercado”. O novo ministro das Finanças fez hoje em Bruxelas uma intervenção de três minutos onde apresentou as mais recentes medidas implementadas pelo Governo português para cumprir o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e o FMI. Vítor Gaspar aproveitou a reunião para reiterar a intenção do Governo de cumprir o programa mas também em ir mais longe na prossecução dos objectivos, dando o exemplo do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal. Em relação às agências de “rating” Vítor Gaspar não comentou o recente “downgrade” da Moody’s a Portugal por não ter constado da agenda da reunião, mas mostrou-se favorável à criação de uma agência de “rating” europeia. No final da reunião dos ministros das Finanças dos 27 saiu um sinal de abertura à flexibilização na utilização de alguns dos instrumentos criados nos últimos meses, nomeadamente a diminuição das taxas de juro pagas pelos países que, como Portugal, negociaram programas de apoio financeiro. Quanto ao cenário ventilado em Bruxelas sobre a possibilidade de haver uma cimeira europeia extraordinária para debater a situação na Grécia, Vítor Gaspar não comentou e não existe ainda confirmação oficial por parte das instituições europeias. No entanto, fonte diplomática garante à agência Reuters o assunto está em cima da mesa e o presidente da União Europeia também não coloca a hipótese de parte. Herman Van Rompuy vai reunir esta tarde Cavaco Silva e Passos Coelho em Lisboa, na primeira visita desde a tomada de posse do novo Governo.
O futuro de Portugal também depende da Grécia, diz Fitch
Em Atenas prossegue a votação do pacote de austeridade, medida a medida. O futuro da economia portuguesa está dependente do sucesso do resgate financeiro da Grécia, diz a agência Fitch. Num relatório publicado hoje sobre as perspectivas das dívidas soberanas, a agência diz ser real o risco de contágio aos Estados mais vulneráveis da zona euro e dos seus sistemas financeiros em caso de bancarrota da Grécia. Já esta tarde o ministro alemão das finanças anunciou que as instituições financeiras do seu país vão contribuir com cerca de 3200 milhões de euros para o resgate da Grécia. Em Atenas prossegue esta tarde a votação, medida a medida, do novo pacote de austeridade para o país, a única solução para que a Grécia receba mais 12 mil milhões de euros no imediato para evitar a bancarrota.
Presidente islandês:"O Euro já não parece uma boa fórmula mágica"
Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. Quase três anos depois do colapso islandês e perante as crises na Irlanda, Grécia e Portugal, a Zona Euro levanta mais dúvidas do que certeas ao presidente da Islândia. "A desvalorização da coroa islandesa ajudou-nos a recuperar a força económica e hoje vemos muitos países do Euro a enfrentar grandes dificuldades, porque não conseguem alterar o valor da moeda”, afirma Ólafur Grímsson, em entrevista. “Além disso, vemos esses países, uns atrás dos outros, com graves crises. Por isso, a perspectiva, como muitos disseram no passado, de que o euro era uma fórmula mágica para ter um futuro seguro já não parece tão boa como parecia há dois anos", sublinha.
Foi um "erro" confiar nas agências de "rating": Em 2008, logo após a falência do banco de investimento Lehman Brothers nos Estados Unidos, a Islândia mergulhou numa grave crise bancária e financeira, que conduziu o país à falência. Segundo o presidente islandês, foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. "Olhando para trás, o certo é que as agências de 'rating' estavam erradas. E estes bancos ingleses e americanos que emprestaram imenso dinheiro aos bancos islandeses também estavam errados”. “Agora que as agências de 'rating' estão a dar classificações baixas à Islândia, eu espero que elas também tenham aprendido as suas lições, porque provocou grandes perdas confiar nos triplos 'A' ou dois 'A' atribuídos pelas agências de 'rating'. Nós devíamos ter ouvido mais as vozes contra-corrente durante 2006 e 2007 e não devíamos ter confiado na opinião formada pelo sistema financeiro europeu e americano e pelas famosas agências de rating." Há quase três anos, quando os três grandes bancos do país caíram em desgraça logo após a falência do Lehmann Brothers, percebeu-se que o sector financeiro islandês era um gigante com pés de barro - durante o "boom" do crédito, cresceu e expandiu-se para o estrangeiro, chegando a ser 11 vezes maior do que a economia do país. Desde que a crise rebentou, os islandeses votaram já em dois referendos contra o pagamento do dinheiro que investidores estrangeiros tinham perdido com a falência dos bancos islandeses e essas decisões abalaram e marcaram a diferença no caminho para a saída da crise da pequena ilha.
Banco de Portugal agrava previsões de queda do PIB
A taxa de inflação vai aumentar para 3,4% este ano, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. O Banco de Portugal está um pouco mais optimista do que a troika sobre a evolução da economia nacional. Prevê uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano e de 1,8% no próximo, revendo em baixa as estimativas de Março, antes de Portugal recorrer à ajuda externa. O Boletim de Verão do Banco de Portugal mantém a receita para o país: redução da despesa pública e privada, aumento da poupança e aumento das exportações. O relatório diz que o aumento das exportações terá de ser “robusto”. As previsões apontam para um aumento à volta de 6% tanto em 2011 como em 2012. Já a taxa de inflação vai aumentar, este ano, para 3,4% e desce para 2,2% em 2012, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. Quanto à procura interna tem uma queda acentuada: menos 6,3% este ano e menos 4,4% no próximo. O investimento, tal como esperado, cai 10,8% em 2011 e 10% em 2012. As importações também caem 4% este ano e 1,2% em 2012. O emprego deve registar uma quebra de 1,1% até final do ano. Previsões BdP: Francisco Sarsfield Cabral diz este é o resultado de anos a fio a viver acima das possibilidades.
Durão Barroso: Saída de Portugal do euro seria uma tragédia
Presidente da Comissão Europeia confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que uma eventual saída de Portugal do conjunto dos países da moeda única seria dramática para a economia do país. "Isso seria uma tragédia para Portugal, de todos os pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista da destruição de riqueza que isso representaria. Quereria dizer que todo o Produto português seria reduzido (...), para além de todas as dificuldades que isso geraria para o sistema bancário, na falta de financiamento para a banca e falta de financiamento para a economia portuguesa. É um cenário que eu acho, sinceramente, que é melhor nem sequer contemplar." Durão Barroso, em declarações à RTP, confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. "Tenho toda a confiança em Portugal. O Governo e o primeiro-ministro conhecem a situação, acreditam na solução - isso é muito importante -, há condições políticas visto que à uma maioria de Governo e cerca de 85% dos deputados aprovaram o programa negociado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, o Presidente da República apoia activamente as soluções." O presidente da Comissão Europeia afirma que o programa de assistência financeira a Portugal é uma oportunidade que, tanto o Governo como os parceiros sociais, devem aproveitar para que o país saia da situação difícil em que se encontra. Já sobre o clima de desconfiança das agências de notação financeira em relação aos países periféricos da moeda única, Durão Barroso confirma que o executivo comunitário vai propor a criação de um quadro legislativo que regule a conduta das agências de “rating”.
Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 20%
Juros a dois, cinco e 10 anos atingiram hoje máximos históricos. Os juros da divida pública portuguesa nunca estiveram tão altos desde que Portugal entrou no euro. Os títulos a três anos chegaram a um juro histórico de 20,14%, tendo já descido para 19,8%. A dois anos, os juros chegaram aos 18,2% e a cinco anos, nos 17,2 e as 10 anos nos 13,4%. Os valores registados esta tarde são novos máximo históricos desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro, em 1999. Os ministros das Finanças da zona euro estão reunidos hoje, numa altura em que aumentam os receios de contágio da crise da dívida soberana a outros países, nomeadamente à Itália. A Itália, a terceira maior economia da zona euro e segunda com maior dívida logo a seguir à Grécia, viu hoje os seus juros da dívida atingirem máximos históricos desde o começo da moeda única. Em Espanha, os mercados bolsista e da dívida viveram hoje uma jornada dramática, com o diferencial dos títulos a 10 anos a atingir os 342 pontos base, e a rentabilidade dos títulos a 10 anos a passar os seis por cento. Grécia, Irlanda e Portugal já receberam ajuda externa.
Resultados dos testes de “stress” só saem sexta, lembra Banco de Portugal
Apesar da notícia avançada no Diário Económico de que os bancos portugueses terão passado, as instituições sublinharam hoje que ainda não há resultados oficiais. O Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esclareceram hoje que os testes de “stress” à banca não estão terminados. "O Banco de Portugal informa de novo que o exercício de 'stress test' realizado ao sistema bancário na União Europeia ainda não se encontra finalizado. Os resultados desse exercício serão divulgados apenas no próximo dia 15 de Julho de 2011, a partir das 17h00 portuguesas, conforme comunicado de imprensa da Autoridade Bancária Europeia", refere a nota do banco central à agência Lusa. A CMVM, através destas informações prestadas pelo Banco de Portugal, também esclareceu o mesmo aos investidores. O Diário Económico avançou hoje prognósticos de que os resultados revelam que BCP, BES, BPI e CGD têm rácios de capital acima do exigido para resistir à crise, passando assim no exercício. Com a divulgação dos resultados na sexta-feira, há indicações não oficiais de que nesse dia pode ter lugar uma Cimeira Europeia Extraordinária para debater a ajuda a Grécia.
Inflação nacional desacelera em Junho
Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. A inflação em Junho desceu para 3,4% homólogos, face a 3,8% em Maio, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. O relatório do INE refere que, à semelhança dos meses anteriores, o maior contributo para a variação homóloga foi o dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. A única contribuição negativa para a variação homóloga do IPC proveio da classe do vestuário e calçado.
Bloco de Esquerda propõe emissão conjunta da dívida europeia
O partido defende a junção da dívida dos vários países europeus de forma “solidária” como combate à especulação dos mercados. O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projecto de resolução para atacar a crise da dívida soberana. O deputado bloquista Pedro Filipe Soares propõe a emissão da dívida pública europeia conjunta, de modo a evitar a especulação sobre a dívida de cada Estado membro. O deputado defende “a criação, de forma solidária, da emissão de obrigações públicas de dívida europeia feitas de forma conjunta na zona euro. Os chamados “eurobonds”, estas mutualizações da dívida pública europeia, potenciarão a especulação sobre a dívida soberana de cada um dos Estados, e ao criar o espaço europeu de dívida pública, diminuirá e muito os juros pagos pelos países para se financiarem”. O Bloco de Esquerda pede assim que a Europa se assuma como um todo contra a política de cada país por si. “Cada um por si são as taxas de juro sempre a subir para Portugal, Grécia, Irlanda e agora também Itália e Espanha”, sublinhou Pedro Filipe Soares. O projecto de resolução foi entregue hoje na Assembleia da República.
Governo de Sócrates gastou mais de 236 milhões com estudos e pareceres
As contas resultam de duas auditorias do Tribunal de Contas às despesas de consultadoria da Administração central e de 69 empresas públicas. Só entre 2004 e 2007, algumas empresas públicas e o Governo de José Sócrates (aqui no período 2005/07) gastou mais de 236 milhões de euros com estudos e pareceres, ignorando a maioria das recomendações do Tribunal de Contas para regular as despesas de consultadoria. A notícia é avançada hoje pelo jornal “Público”, segundo o qual apesar de o Estado ter organismos competentes para essas tarefas, foram por sistema utilizados serviços externos. A grande maioria das contratações (86%) foi por ajuste directo, por concurso público apenas 1%. De acordo com o Tribunal de Contas, 1.353 foi o número de estudos e pareceres, auditorias e outros serviços adjudicados só por 13 entidades do sector público administrativo.
Brasileiros são a maior comunidade imigrante em Portugal
O relatório da OCDE apresentado hoje revela que o número de naturalizações no país está a subir significativamente. Os brasileiros constituem o maior grupo de estrangeiros em Portugal, seguidos dos ucranianos e dos cabo-verdianos. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre tendências migratórias apresentado hoje em Bruxelas, em 2009 residiam em Portugal 457 mil estrangeiros, um aumento em relação aos dados registados no ano anterior. Deste total, 26% são brasileiros. Já a comunidade ucraniana representa 11% do total da população estrangeira com autorização de residência válida no nosso país. O estudo da OCDE indica também que o número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico em 2009, altura em que 25.500 pessoas conseguiram a nacionalidade portuguesa, sete vezes mais do que em 2006. A maior parte das naturalizações, cerca de 40%, tem origem nos PALOP, nomeadamente em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, e Brasil, cerca de 15%. O documento da OCDE assinala que estas comunidades vivem há mais tempo em Portugal e cumprem automaticamente as exigências de língua portuguesa, estando por isso em melhores condições para satisfazer os seis anos de residência legal. Ainda assim, o peso de outra comunidades, como a moldava, ucraniana e indiana está a aumentar, conclui o relatório.
Imigrantes são decisivos para a recuperação económica, diz OCDE
A conclusão consta de um estudo da OCDE apresentado hoje. A crise económica mundial teve um efeito negativo na imigração, mas os imigrantes vão ser decisivos para a recuperação económica dos países no futuro, conclui um relatório da OCDE, que foi apresentado em Lisboa, na Fundação Luso-Americana. Pela primeira vez em cinco anos, a imigração legal nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico registou uma quebra, tendo em conta os últimos dados disponíveis. O número de imigrantes que deram entrada nos países da OCDE registou uma quebra de 6%. Os últimos dados concretos são relativos a 2008, mas a organização admite que a tendência se manteve no ano passado. Apesar disso, os imigrantes já contribuem para 1 terço das novas entradas na população activa destes países. Jean Pierre Garson, responsável pela divisão de migrações internacionais da OCDE , avisa que vão ter um papel decisivo na recuperação económica, “para ter um nível de população activa suficiente que permita o crescimento económico. Se actualmente há países com visões políticas contra os imigrantes, têm que ter em conta que vão precisar de mais imigrantes”. Apesar da crise, o decréscimo registado na população imigrante residente em Portugal foi muito pouco significativo. Um fenómeno que Rosário Farnhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, explica com as características desta população: “Têm defesas melhores, estão sempre disponíveis a começar de novo e a dar a volta aos obstáculos”. O relatório da OCDE destaca ainda a visão positiva, no geral, da opinião pública portuguesa face aos imigrantes.
Estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses, diz ACIDI
Representante do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Inter-religioso desmistificou a relação entre os estrangeiros e a criminalidade em Portugal. Os estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses e não são condenados a penas mais pesadas, sublinha o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), que considera ser necessário distinguir estrangeiros e imigrantes. "Recorrentemente vemos manchetes nos jornais que [dizem que] os estrangeiros aumentaram a criminalidade em determinados períodos e somos levados a crer que os estrangeiros são mais criminosos do que os portugueses. Nada mais errado", afirmou Catarina Oliveira, coordenadora do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do ACIDI. Em Fátima, onde decorre o VII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, Catarina Oliveira acrescentou que, por vezes, as pessoas são levadas "a crer que os estrangeiros são mais criminosos porque recebem penas mais pesadas do que os portugueses". "Nada mais errado", garantiu Catarina Oliveira, admitindo que os estrangeiros possam ter uma relação mais duradoura com o sistema prisional por, com receio de fuga, lhe ser aplicada a prisão preventiva. Considerando que se deve "esclarecer a diferença" entre imigrantes e estrangeiros, a técnica sustentou que os primeiros "saíram do seu país e decidiram fazer um projecto de vida em Portugal". "É totalmente diferente de estrangeiros que foram identificados por exemplo nos aeroportos como correios de droga", referiu, sustentando que estes "não tinham qualquer relação com Portugal", mas por esse crime "ficaram retidos" no país. Para Catarina Oliveira, "o imigrante tem uma relação com Portugal ou pretende ter e, no processo de reinserção, tem uma postura diferente, ao contrário do estrangeiro". Segundo a técnica, "estes estereótipos e mitos preocupam o ACIDI", instituto público responsável pela integração dos imigrantes. Catarina Oliveira apontou ainda as medidas incluídas no II Plano para a Integração dos Imigrantes, que vigora até 2013, dirigidas a reclusos. "No actual plano, voltou a preocupação dos reclusos e, nesta vertente, consolidou-se a cooperação entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Ministério da Justiça na perspectiva de que todos os reclusos estão documentados", referiu, destacando também "uma melhor articulação de equipas de reinserção social". A disponibilidade de informação sobre medidas preventivas da liberdade e penas, em várias línguas, e a agilização ao acesso do Serviço Nacional de Saúde foram também outros dos projectos mencionados pela técnica. O encontro nacional, que termina na terça-feira, contou também esta tarde com o testemunho de três empresários cristãos que apresentaram as suas perspectivas sobre o meio prisional, os reclusos e a inserção no mercado de trabalho. A iniciativa é uma organização do Departamento da Pastoral Penitenciária da Conferência Episcopal Portuguesa e tem como tema "Prisões, um desafio à sociedade".
Vai de férias? O provedor das agências de viagens tem conselhos para dar
Atenção aos pacotes “tudo incluído” e informe-se bem antes de marcar a reserva, recomenda Vera Jardim. Em tempo de férias, o provedor do cliente das agências de viagens deixa alguns avisos. José Vera Jardim fez hoje um balanço da actividade, de onde é possível concluir que a alteração dos “pacotes tudo incluído” e os casos de “overbooking” são as principais reclamações dos turistas nacionais. O provedor deixa duas recomendações que considera fundamentais: tentar obter sempre o máximo de informação junto das agências antes de marcar uma reserva e recorrer de imediato às mesmas assim se estiver insatisfeito com o serviço. Vera Jardim nota que “é bom que as pessoas se informem junto das agências sobre os pacotes ‘tudo incluído’ e o que verdadeiramente incluem”, para depois não terem desilusões. No caso do “overbooking” (sobrelotação), Vera Jardim explica que “acontece em determinadas épocas do ano, sobretudo nas altas, não por culpa das agências, mas por uma prática que os hotéis têm de aceitar mais reservas do que os quartos que têm, porque já contam com as desistências”. Comparando com o ano passado, houve um grande decréscimo do número de reclamações recebidas, que o provedor atribui ao impacto em 2010 da falência da agência francesa de viagens Marsans. As reclamações vêm maioritariamente fora da Europa, conta Vera Jardim, que preferiu não especificar de que países.
Em tempo de crise, portugueses optam por fazer férias cá dentro
A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Os portugueses estão a preferir passar férias cá dentro. Comparando com o ano passado, os destinos internos estão a ter uma maior procura, nomeadamente o Algarve e a Madeira. São dados da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Paulo Brehm reconhece que se tem “estado a registar uma ligeira quebra relativamente aos anos anteriores”, contudo, diz que ainda é cedo para fazer as contas, até porque há uma tendência para as reservas serem feitas cada vez mais tarde. Para quem pode, Caraíbas, Cabo Verde e Brasil continuam nas preferências para passar férias lá fora. Mas, Paulo Brehm refere que os portugueses optam ainda por outros destinos de maior proximidade como, é o caso de Espanha e outros circuitos europeus.
Hotéis portugueses estão a facturar mais
Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas. Há menos clientes portugueses. Apesar da crise, os hotéis portugueses receberam mais gente no último mês de Maio: foram 3,6 milhões de dormidas. Um crescimento de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Registaram-se 1,3 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento da procura fica a dever-se aos mercados estrangeiros. Britânicos, brasileiros, franceses e irlandeses foram os turistas que mais contribuíram para os resultados positivos da hotelaria em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas, o que representou uma subida em termos homólogos, face a 2010, de 4,4%. Madeira, Algarve e Lisboa destacam-se nas subidas em relação a Maio de 2010, no que toca às dormidas. Depois de nos últimos dois meses ter havido subidas consecutivas de hóspedes residentes, em Maio o sector sofreu uma quebra nesta área de 10,6%, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os estrangeiros representaram um crescimento de 17,6%.
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