Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 13 de agosto de 2011

“Não tenham pressa de chegar”

Metade de Agosto já lá vai...
                                                                                                                                  
A GNR tem na estrada a operação “Férias Seguras” até às 24 horas de segunda-feira. Desde o início do ano: há menos 6.449 acidentes, menos 66 mortos, menos 91 feridos graves e menos 1.330 feridos ligeiros do que no mesmo período do ano passado.
                                         
Está na estrada desde a meia-noite a terceira fase da operação “Férias Seguras”. A GNR espera um dos fins de semana mais movimentados do ano e pede aos condutores para não terem pressa. “Não tenham pressa de chegar. Não tentem ganhar na estrada o que não é possível”, diz o tenente-coronel Pedro Costa Lima. O final da tarde de hoje e da próxima segunda-feira, feriado nacional, devem ser os picos de maior trânsito, com milhares de portugueses a sair e a regressar de férias. É essa a expectativa do tenente-coronel Pedro Costa Lima. “É expectável que desde a tarde desta sexta-feira seja o período de maior concentração de viaturas a deslocar-se para os locais de destino e depois esperamos o movimento inverso na segunda-feira, final de tarde e noite”, disse. A GNR diz estar particularmente atenta a todos os comportamentos ao volante (velocidade, condução sob o efeito de drogas ou álcool, respeito pelas regras e uso indevido de telemóveis). Segundo a PSP, o número de pessoas que morreram em acidentes nas estradas portuguesas desde 1 de Agosto até ontem é mais trágico do que em 2010: sete em apenas 11 dias, segundo os dados provisórios. Já a GNR não indica, para já, os dados desses primeiros 11 dias, mas avançou com os dados desde o início do ano: há menos 6.449 acidentes, menos 66 mortos, menos 91 feridos graves e menos 1.330 feridos ligeiros do que no mesmo período do ano passado.
                                                                                                                                  
Troika “gostava de ter visto mais cortes” na despesa
                                                                                                
O representante da Comissão Europeia, Jurgen Kroeger, salientou a importância da implementação de cortes na despesa do Estado, tendo em conta o alto nível de gastos. No final da conferência de imprensa desta manhã, a"troika" admitiu que teria gostado de ver mais medidas do lado da despesa, mas também referiu que são mais difíceis de colocar em prática. Questionado sobre o que foi feito ao nível dos cortes da despesa do Estado, Jurgen Kroeger, representante da Comissão Europeia, respondeu que “os cortes nas despesas são importantes para a consolidação, tendo em conta o alto nível de gastos”. "É evidente que gostaríamos de ter visto mais cortes, mas não houve tempo. Têm de acontecer também noutros sectores”, acrescentou. Jurgen Kroeger afirmou também que “o Governo está apenas há quatro semanas em funções" e que "os cortes são importantes, mas ainda não houve tempo". "O corte no subsídio de Natal é uma medida fácil", disse. Ainda assim, Jurgen Kroeger esclareceu que “não diria que não foi feito nada". "Diria que deixou de haver aumentos e há impostos indirectos e cortes que vêm da redução do pessoal no sector público.” Em declarações à imprensa, fonte do Ministério das Finanças diz que o Governo ainda não apresentou um plano de cortes porque ainda não foram aprovados em conselho de ministros.
                                                                                              
Vítor Gaspar não diz onde vai ser o corte na despesa
                                                                                                                 
Na TVI, o governante também não se compromete com o valor para a descida da TSU, O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, recusa por agora antecipar onde o Governo vai cortar na despesa do Estado. O governante refere a existência de valores de base, já decididos, mas que podem ainda sofrer alterações. Em entrevista esta noite à TVI, Vítor Gaspar diz por isso não fazer sentido adiantar desde já quais as medidas que o Executivo pode aplicar. “Não quero tornar pública essa informação neste momento porque esses números servem de base e de ponto de partida para o exercício orçamental, mas existem várias dimensões que podem variar ao longo do processo. Sendo um processo exigente não faz sentido antecipar todo o processo no domínio público”, disse. Vítor Gaspar remete para o final do mês o anúncio de linhas estratégicas de contenção orçamental. E no dia em que os elementos da troika sugeriram uma baixa da Taxa Social Única (TSU) na ordem dos 6 a 7%, o ministro das Finanças revelou não estar ainda decidido o valor do
                                                                                                                    
Luz e gás mais caros já este ano
                                                                                                          
Foi uma das medidas anunciadas esta manhã pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. O ministro das Finanças anunciou esta manhã a antecipação de algumas medidas previstas no memorando da “troika”: o aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás natural e o congelamento das progressões de carreira nos Ministérios da Defesa e da Administração Interna. Mais sete euros em conta de 41 euros. Para os consumidores domésticos, numa factura média de 41 euros mensais, o aumento do IVA para 23% representa um acréscimo de quase sete euros. A electricidade sofreu um aumento médio de 3,8% no início do ano e ainda não há valores para 2012. Já no gás natural, as tarifas foram actualizadas no início de Julho, altura em que subiram 3,9%. Três meses depois, a factura do gás natural vai voltar a aumentar. A subida do IVA sobre a electricidade e o gás natural estava prevista para 2012, mas será aplicada no último trimestre de 2011. Passa assim da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). Vítor Gaspar garante que o esforço as famílias de menores recursos será minimizado, através da tarifa social. “Esta antecipação permitirá obter uma receita adicional de cerca de 100 milhões de euros ainda em 2011”, precisou o ministro. Quanto ao congelamento das progressões na carreira, vão entrar em vigor “já em Setembro”, afirmou o ministro. “Será assim evitada a perpetuação de uma situação de irregularidade”, justificou. A antecipação da implementação destas medidas decorre de ajustamentos que a missão da “troika”, o Governo e o Banco de Portugal acharam por bem fazer na execução do memorando de ajuda internacional, explicou Vítor Gaspar, que iniciou a conferência de imprensa recordando os objectivos do acordo sobre a ajuda externa, sublinhando ser importante “não defraudar a confiança” depositada pelas instituições internacionais em Portugal.
A missão da “troika” está desde o início da semana em Lisboa para avaliar o cumprimento da primeira fase do programa de ajuda. Em análise estiveram as medidas previstas até 31 de Julho, cuja maioria foi cumprida, como destacou esta manhã Vítor Gaspar. Entre elas, o fim das “golden share” na PT, EDP e Galp, a escolha de um comprador para o Banco Português de Negócios (BPN), o aumento do preço dos transportes públicos, a apresentação de propostas de novas leis de execução orçamental e das privatizações e o relatório sobre a redução da taxa social única. No quadro do exercício de avaliação dos membros da “troika”, “foram feitos alguns ajustamentos de conteúdo e de implementação”, afirmou ainda o ministro, para justificar a antecipação, depois anunciada, de algumas medidas. “Com persistência, trabalho e esforço seremos capazes de ultrapassar a crise”, finalizou Vítor Gaspar, numa conferência de imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas.
“Desvio previsível” do défice confirmado. A missão da “troika” avaliou também a execução orçamental até ao primeiro semestre. Vítor Gaspar confirma desvio de 1,1% da meta do défice para 2011. “Foi analisada em detalhe a situação orçamental do país, tendo-se confirmado a existência de um desvio previsível face à meta estabelecida para o défice de 2011 de cerca de 1,1% do PIB”, afirmou Vítor Gaspar. “A sobretaxa extraordinária em sede de IRS, já aprovada pela Assembleia da República, permitirá compensar uma parte significativa deste desvio. Será igualmente imprescindível assegurar a execução das medidas incluídas na lei do Orçamento do Estado para 2011, designadamente as que visam conter a despesa, não apenas da esfera do Estado, mas abrangendo igualmente os municípios, as regiões autónomas, os serviços e fundos autónomos e o sector empresarial do Estado”, adiantou o ministro.
                                                                                                                               
Patrões dizem que aumento do gás e da electricidade penaliza as empresas
                                                                                                                    
Em Outubro, a electricidade e o gás natural passam da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). A CIP - Confederação Empresarial de Portugal antecipa grandes problemas de tesouraria nas empresas nacionais devido ao aumento, hoje anunciado, do IVA do gás e da luz. António Saraiva explica que os orçamentos são feitos anualmente e este tipo de antecipações só podem dar mau resultado. "[Esta medida] vem penalizar pela imprevisibilidade fiscal, já que as empresas portuguesas fazem os orçamentos de exploração com um ano de antecedência, no mínimo”, explica António Saraiva. Por outro lado, critica o presidente da CIP, “mais uma vez é pelo lado dos impostos que se obtém receita”. “É tempo de se atalhar também pelo lado da despesa”, aconselha António Saraiva. Esta manhã, o ministro das Finanças anunciou a antecipação de algumas medidas previstas no memorando da “troika", como o aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás natural. A subida do IVA sobre a electricidade e o gás natural estava prevista para 2012, mas será aplicada no último trimestre de 2011, ou seja, já em Outubro. Passa assim da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). Segundo Vítor Gaspar, esta antecipação permitirá obter uma receita adicional de cerca de 100 milhões de euros ainda em 2011.
                                                                                                                                                   
Cáritas critica "caminho feroz de exigências" imposto pela troika
                                                                                                                           
Eugénio Fonseca duvida que a troika tenha consciência das especificidades da pobreza em Portugal. O presidente da Cáritas Portuguesa criticou hoje "o caminho feroz de exigências" que está a ser imposto pela troika e seguido pelo Governo, alertando que já há dioceses com listas de espera. Eugénio Fonseca, presente em Fátima para a Peregrinação do Migrante, reagia ao aumento do IVA na electricidade e no gás, hoje anunciado pelo Governo para Outubro, e que levará a um aumento de 11 euros por mês em facturas médias mensais de 45 e 25 euros, respectivamente. O presidente da Cáritas disse à agência Lusa que começa "a ter dúvidas se os elementos da troika têm consciência de que a situação de pobreza em Portugal tem especificidades" em relação a muitos países europeus.
                                                                                                                               
PS quer explicações sobre antecipação dos aumentos do IVA na energia
                                                                                                                                         
A deputada Sónia Fertuzinhos considera que estas medidas agravam as condições de vida das famílias. O PS vai chamar ao Parlamento o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, para prestar esclarecimentos sobre a antecipação do aumento do IVA do gás e da electricidade, medida que "agravará as condições de vida das famílias". Em declarações à agência Lusa, a deputada do PS Sónia Fertuzinhos anunciou que vai requerer a audição urgente de Vítor Gaspar, considerando que as medidas anunciadas pelo ministro "são medidas gravosas e têm que ser devidamente explicadas ao país". A deputada sublinhou que tem havido "uma sucessiva tomada de medidas que incidem pelo lado do aumento da receita e, portanto, pelo agravamento das condições de vida das famílias".
                                                                                                                          
                                                                                           
                                                                                                                 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Era só o que faltava !

Consultora alerta para o risco de bancarrota da Europa
                                                                                                                                     
Relatório da Ernst & Young aconselha acção concertada para evitar o pior e prevê que acesso ao crédito vai continuar a ser difícil. Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”.
                                                           
A Europa continua a viver sob o risco de bancarrota. É o que conclui a análise feita pela consultora Ernst & Young. No primeiro de uma série de relatórios sobre o impacto da crise económica, a consultora considera que governos, bancos centrais e todas as instituições financeiras precisam de encontrar estratégias comuns para evitar a tragédia. A Ernst & Young diz que a crise da dívida soberana na Grécia, Irlanda e Portugal lança uma sombra sobre o sector bancário e lembra as dificuldades que a banca tem sentido nos três países para se conseguir financiar. A consultora lembra que vão ser divulgados esta sexta-feira os mais recentes testes de stress a que a banca europeia foi sujeita e afirma que é preciso que os relatos sejam credíveis, para restaurar a confiança dos mercados. O relatório prevê que a desaceleração do crédito na zona euro esteja para durar por mais cinco anos e que se continue a assistir a um crescimento lento dos empréstimos, particularmente ao nível do crédito à habitação. A consultora lembra também que uma atitude excessivamente cautelosa para empréstimos no rescaldo da crise vai atrasar a recuperação económica na zona euro, onde se prevê uma evolução assimétrica, com países como a Alemanha e a França a terem um incremento médio na sua taxa de crescimento de 2,2% e as economias periféricas, como Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia, a crescerem, na melhor das hipóteses, 1,2%.
                                                                          
Zona Euro não exclui incumprimento parcial da Grécia
                                                                                                     
“A opção não está excluída”, adianta o ministro das Finanças da Holanda. A Zona Euro não exclui o incumprimento da Grécia, no quadro do segundo plano de ajuda ao país, que a UE está a tentar organizar, disse hoje o ministro holandês das Finanças. “Essa opção não está excluída” pelo grupo de trabalho encarregado de encontrar uma solução para salvar as finanças públicas gregas e o país da bancarrota, implicando no plano os credores privados, disse Jan Kees de Jager, em Bruxelas, no início de um encontro com os homólogos da UE. O ministro holandês disse mesmo que foi o próprio chefe do grupo dos ministros das Finanças europeus, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, quem o afirmou na segunda-feira. “Manifestamente, o Banco Central Europeu (BCE) defende as suas posições, mas os 17 ministros da Zona Euro não excluem essa opção [do incumprimento parcial], mas temos numerosas opções adicionais para estudar”, acrescentou. Os responsáveis europeus continuam sem conseguir chegar a acordo sobre a necessidade – ou não – de envolver os privados (banca, companhias de seguros, fundos de pensões) num plano que evite que a Grécia entre em bancarrota. O BCE recusa esta opção, porque receia que criem uma situação de contágio e ameaçou que poderá não aceitar a dívida soberana grega como colateral para emprestas dinheiro à banca grega.
                                                                                                         
Ministro das Finanças tem “toda a confiança” nos bancos portugueses
                                                                                                           
Vítor Gaspar falou à saída da sua estreia em reunião com os ministros das Finanças da Zona Euro. Vítor Gaspar realçou que tem “toda a confiança” na capacidade de gestão dos bancos portugueses e que estes têm tido um comportamento “muito positivo” desde o início da crise global em 2007. Para mais, Vítor Gaspar salientou que tem também "toda a confiança na qualidade da supervisão do Banco de Portugal". Em declarações à agência Lusa, o responsável pelas Finanças portuguesas recusou fazer qualquer comentário ao anúncio que vai ser feito na sexta-feira sobre os testes de resistência aos principais bancos europeus e nacionais porque se trata de “uma questão sensível para o mercado”. O novo ministro das Finanças fez hoje em Bruxelas uma intervenção de três minutos onde apresentou as mais recentes medidas implementadas pelo Governo português para cumprir o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e o FMI. Vítor Gaspar aproveitou a reunião para reiterar a intenção do Governo de cumprir o programa mas também em ir mais longe na prossecução dos objectivos, dando o exemplo do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal. Em relação às agências de “rating” Vítor Gaspar não comentou o recente “downgrade” da Moody’s a Portugal por não ter constado da agenda da reunião, mas mostrou-se favorável à criação de uma agência de “rating” europeia. No final da reunião dos ministros das Finanças dos 27 saiu um sinal de abertura à flexibilização na utilização de alguns dos instrumentos criados nos últimos meses, nomeadamente a diminuição das taxas de juro pagas pelos países que, como Portugal, negociaram programas de apoio financeiro. Quanto ao cenário ventilado em Bruxelas sobre a possibilidade de haver uma cimeira europeia extraordinária para debater a situação na Grécia, Vítor Gaspar não comentou e não existe ainda confirmação oficial por parte das instituições europeias. No entanto, fonte diplomática garante à agência Reuters o assunto está em cima da mesa e o presidente da União Europeia também não coloca a hipótese de parte. Herman Van Rompuy vai reunir esta tarde Cavaco Silva e Passos Coelho em Lisboa, na primeira visita desde a tomada de posse do novo Governo.
                                                                                                                            
O futuro de Portugal também depende da Grécia, diz Fitch
                                                                                                                    
Em Atenas prossegue a votação do pacote de austeridade, medida a medida. O futuro da economia portuguesa está dependente do sucesso do resgate financeiro da Grécia, diz a agência Fitch. Num relatório publicado hoje sobre as perspectivas das dívidas soberanas, a agência diz ser real o risco de contágio aos Estados mais vulneráveis da zona euro e dos seus sistemas financeiros em caso de bancarrota da Grécia. Já esta tarde o ministro alemão das finanças anunciou que as instituições financeiras do seu país vão contribuir com cerca de 3200 milhões de euros para o resgate da Grécia. Em Atenas prossegue esta tarde a votação, medida a medida, do novo pacote de austeridade para o país, a única solução para que a Grécia receba mais 12 mil milhões de euros no imediato para evitar a bancarrota.
                                                                                                                        
Presidente islandês:"O Euro já não parece uma boa fórmula mágica"
                                                                                                                        
Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. Quase três anos depois do colapso islandês e perante as crises na Irlanda, Grécia e Portugal, a Zona Euro levanta mais dúvidas do que certeas ao presidente da Islândia. "A desvalorização da coroa islandesa ajudou-nos a recuperar a força económica e hoje vemos muitos países do Euro a enfrentar grandes dificuldades, porque não conseguem alterar o valor da moeda”, afirma Ólafur Grímsson, em entrevista. “Além disso, vemos esses países, uns atrás dos outros, com graves crises. Por isso, a perspectiva, como muitos disseram no passado, de que o euro era uma fórmula mágica para ter um futuro seguro já não parece tão boa como parecia há dois anos", sublinha.
Foi um "erro" confiar nas agências de "rating": Em 2008, logo após a falência do banco de investimento Lehman Brothers nos Estados Unidos, a Islândia mergulhou numa grave crise bancária e financeira, que conduziu o país à falência. Segundo o presidente islandês, foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. "Olhando para trás, o certo é que as agências de 'rating' estavam erradas. E estes bancos ingleses e americanos que emprestaram imenso dinheiro aos bancos islandeses também estavam errados”. “Agora que as agências de 'rating' estão a dar classificações baixas à Islândia, eu espero que elas também tenham aprendido as suas lições, porque provocou grandes perdas confiar nos triplos 'A' ou dois 'A' atribuídos pelas agências de 'rating'. Nós devíamos ter ouvido mais as vozes contra-corrente durante 2006 e 2007 e não devíamos ter confiado na opinião formada pelo sistema financeiro europeu e americano e pelas famosas agências de rating." Há quase três anos, quando os três grandes bancos do país caíram em desgraça logo após a falência do Lehmann Brothers, percebeu-se que o sector financeiro islandês era um gigante com pés de barro - durante o "boom" do crédito, cresceu e expandiu-se para o estrangeiro, chegando a ser 11 vezes maior do que a economia do país. Desde que a crise rebentou, os islandeses votaram já em dois referendos contra o pagamento do dinheiro que investidores estrangeiros tinham perdido com a falência dos bancos islandeses e essas decisões abalaram e marcaram a diferença no caminho para a saída da crise da pequena ilha.
                                                                                                                    
Banco de Portugal agrava previsões de queda do PIB
                                                                                                           
A taxa de inflação vai aumentar para 3,4% este ano, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. O Banco de Portugal está um pouco mais optimista do que a troika sobre a evolução da economia nacional. Prevê uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano e de 1,8% no próximo, revendo em baixa as estimativas de Março, antes de Portugal recorrer à ajuda externa. O Boletim de Verão do Banco de Portugal mantém a receita para o país: redução da despesa pública e privada, aumento da poupança e aumento das exportações. O relatório diz que o aumento das exportações terá de ser “robusto”. As previsões apontam para um aumento à volta de 6% tanto em 2011 como em 2012. Já a taxa de inflação vai aumentar, este ano, para 3,4% e desce para 2,2% em 2012, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. Quanto à procura interna tem uma queda acentuada: menos 6,3% este ano e menos 4,4% no próximo. O investimento, tal como esperado, cai 10,8% em 2011 e 10% em 2012. As importações também caem 4% este ano e 1,2% em 2012. O emprego deve registar uma quebra de 1,1% até final do ano. Previsões BdP: Francisco Sarsfield Cabral diz este é o resultado de anos a fio a viver acima das possibilidades.
                                                                                                            
Durão Barroso: Saída de Portugal do euro seria uma tragédia
                                                                                                              
Presidente da Comissão Europeia confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que uma eventual saída de Portugal do conjunto dos países da moeda única seria dramática para a economia do país. "Isso seria uma tragédia para Portugal, de todos os pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista da destruição de riqueza que isso representaria. Quereria dizer que todo o Produto português seria reduzido (...), para além de todas as dificuldades que isso geraria para o sistema bancário, na falta de financiamento para a banca e falta de financiamento para a economia portuguesa. É um cenário que eu acho, sinceramente, que é melhor nem sequer contemplar." Durão Barroso, em declarações à RTP, confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. "Tenho toda a confiança em Portugal. O Governo e o primeiro-ministro conhecem a situação, acreditam na solução - isso é muito importante -, há condições políticas visto que à uma maioria de Governo e cerca de 85% dos deputados aprovaram o programa negociado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, o Presidente da República apoia activamente as soluções." O presidente da Comissão Europeia afirma que o programa de assistência financeira a Portugal é uma oportunidade que, tanto o Governo como os parceiros sociais, devem aproveitar para que o país saia da situação difícil em que se encontra. Já sobre o clima de desconfiança das agências de notação financeira em relação aos países periféricos da moeda única, Durão Barroso confirma que o executivo comunitário vai propor a criação de um quadro legislativo que regule a conduta das agências de “rating”.
                                                                                                                   
Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 20%
                                                                                                                                  
Juros a dois, cinco e 10 anos atingiram hoje máximos históricos. Os juros da divida pública portuguesa nunca estiveram tão altos desde que Portugal entrou no euro. Os títulos a três anos chegaram a um juro histórico de 20,14%, tendo já descido para 19,8%. A dois anos, os juros chegaram aos 18,2% e a cinco anos, nos 17,2 e as 10 anos nos 13,4%. Os valores registados esta tarde são novos máximo históricos desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro, em 1999. Os ministros das Finanças da zona euro estão reunidos hoje, numa altura em que aumentam os receios de contágio da crise da dívida soberana a outros países, nomeadamente à Itália. A Itália, a terceira maior economia da zona euro e segunda com maior dívida logo a seguir à Grécia, viu hoje os seus juros da dívida atingirem máximos históricos desde o começo da moeda única. Em Espanha, os mercados bolsista e da dívida viveram hoje uma jornada dramática, com o diferencial dos títulos a 10 anos a atingir os 342 pontos base, e a rentabilidade dos títulos a 10 anos a passar os seis por cento. Grécia, Irlanda e Portugal já receberam ajuda externa.
                                                                                                  
Resultados dos testes de “stress” só saem sexta, lembra Banco de Portugal
                                                                                                                                         
Apesar da notícia avançada no Diário Económico de que os bancos portugueses terão passado, as instituições sublinharam hoje que ainda não há resultados oficiais. O Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esclareceram hoje que os testes de “stress” à banca não estão terminados. "O Banco de Portugal informa de novo que o exercício de 'stress test' realizado ao sistema bancário na União Europeia ainda não se encontra finalizado. Os resultados desse exercício serão divulgados apenas no próximo dia 15 de Julho de 2011, a partir das 17h00 portuguesas, conforme comunicado de imprensa da Autoridade Bancária Europeia", refere a nota do banco central à agência Lusa. A CMVM, através destas informações prestadas pelo Banco de Portugal, também esclareceu o mesmo aos investidores. O Diário Económico avançou hoje prognósticos de que os resultados revelam que BCP, BES, BPI e CGD têm rácios de capital acima do exigido para resistir à crise, passando assim no exercício. Com a divulgação dos resultados na sexta-feira, há indicações não oficiais de que nesse dia pode ter lugar uma Cimeira Europeia Extraordinária para debater a ajuda a Grécia.
                                                                                            
Inflação nacional desacelera em Junho
                                                                                                                          
Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. A inflação em Junho desceu para 3,4% homólogos, face a 3,8% em Maio, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. O relatório do INE refere que, à semelhança dos meses anteriores, o maior contributo para a variação homóloga foi o dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. A única contribuição negativa para a variação homóloga do IPC proveio da classe do vestuário e calçado.
                                                                                                                                
Bloco de Esquerda propõe emissão conjunta da dívida europeia
                                                                                                                                               
O partido defende a junção da dívida dos vários países europeus de forma “solidária” como combate à especulação dos mercados. O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projecto de resolução para atacar a crise da dívida soberana. O deputado bloquista Pedro Filipe Soares propõe a emissão da dívida pública europeia conjunta, de modo a evitar a especulação sobre a dívida de cada Estado membro. O deputado defende “a criação, de forma solidária, da emissão de obrigações públicas de dívida europeia feitas de forma conjunta na zona euro. Os chamados “eurobonds”, estas mutualizações da dívida pública europeia, potenciarão a especulação sobre a dívida soberana de cada um dos Estados, e ao criar o espaço europeu de dívida pública, diminuirá e muito os juros pagos pelos países para se financiarem”. O Bloco de Esquerda pede assim que a Europa se assuma como um todo contra a política de cada país por si. “Cada um por si são as taxas de juro sempre a subir para Portugal, Grécia, Irlanda e agora também Itália e Espanha”, sublinhou Pedro Filipe Soares. O projecto de resolução foi entregue hoje na Assembleia da República.
                                                                                                                                   
Governo de Sócrates gastou mais de 236 milhões com estudos e pareceres
                                                                                                                 
As contas resultam de duas auditorias do Tribunal de Contas às despesas de consultadoria da Administração central e de 69 empresas públicas. Só entre 2004 e 2007, algumas empresas públicas e o Governo de José Sócrates (aqui no período 2005/07) gastou mais de 236 milhões de euros com estudos e pareceres, ignorando a maioria das recomendações do Tribunal de Contas para regular as despesas de consultadoria. A notícia é avançada hoje pelo jornal “Público”, segundo o qual apesar de o Estado ter organismos competentes para essas tarefas, foram por sistema utilizados serviços externos. A grande maioria das contratações (86%) foi por ajuste directo, por concurso público apenas 1%. De acordo com o Tribunal de Contas, 1.353 foi o número de estudos e pareceres, auditorias e outros serviços adjudicados só por 13 entidades do sector público administrativo.
                                                                                                                                   
Brasileiros são a maior comunidade imigrante em Portugal
                                                                                                                           
O relatório da OCDE apresentado hoje revela que o número de naturalizações no país está a subir significativamente. Os brasileiros constituem o maior grupo de estrangeiros em Portugal, seguidos dos ucranianos e dos cabo-verdianos. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre tendências migratórias apresentado hoje em Bruxelas, em 2009 residiam em Portugal 457 mil estrangeiros, um aumento em relação aos dados registados no ano anterior. Deste total, 26% são brasileiros. Já a comunidade ucraniana representa 11% do total da população estrangeira com autorização de residência válida no nosso país. O estudo da OCDE indica também que o número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico em 2009, altura em que 25.500 pessoas conseguiram a nacionalidade portuguesa, sete vezes mais do que em 2006. A maior parte das naturalizações, cerca de 40%, tem origem nos PALOP, nomeadamente em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, e Brasil, cerca de 15%. O documento da OCDE assinala que estas comunidades vivem há mais tempo em Portugal e cumprem automaticamente as exigências de língua portuguesa, estando por isso em melhores condições para satisfazer os seis anos de residência legal. Ainda assim, o peso de outra comunidades, como a moldava, ucraniana e indiana está a aumentar, conclui o relatório.
                                                                                                                           
Imigrantes são decisivos para a recuperação económica, diz OCDE
                                                                                                                                   
A conclusão consta de um estudo da OCDE apresentado hoje. A crise económica mundial teve um efeito negativo na imigração, mas os imigrantes vão ser decisivos para a recuperação económica dos países no futuro, conclui um relatório da OCDE, que foi apresentado em Lisboa, na Fundação Luso-Americana. Pela primeira vez em cinco anos, a imigração legal nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico registou uma quebra, tendo em conta os últimos dados disponíveis. O número de imigrantes que deram entrada nos países da OCDE registou uma quebra de 6%. Os últimos dados concretos são relativos a 2008, mas a organização admite que a tendência se manteve no ano passado. Apesar disso, os imigrantes já contribuem para 1 terço das novas entradas na população activa destes países. Jean Pierre Garson, responsável pela divisão de migrações internacionais da OCDE , avisa que vão ter um papel decisivo na recuperação económica, “para ter um nível de população activa suficiente que permita o crescimento económico. Se actualmente há países com visões políticas contra os imigrantes, têm que ter em conta que vão precisar de mais imigrantes”. Apesar da crise, o decréscimo registado na população imigrante residente em Portugal foi muito pouco significativo. Um fenómeno que Rosário Farnhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, explica com as características desta população: “Têm defesas melhores, estão sempre disponíveis a começar de novo e a dar a volta aos obstáculos”. O relatório da OCDE destaca ainda a visão positiva, no geral, da opinião pública portuguesa face aos imigrantes.
                                                                                                                   
Estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses, diz ACIDI
                                                                                                                                      
Representante do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Inter-religioso desmistificou a relação entre os estrangeiros e a criminalidade em Portugal. Os estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses e não são condenados a penas mais pesadas, sublinha o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), que considera ser necessário distinguir estrangeiros e imigrantes. "Recorrentemente vemos manchetes nos jornais que [dizem que] os estrangeiros aumentaram a criminalidade em determinados períodos e somos levados a crer que os estrangeiros são mais criminosos do que os portugueses. Nada mais errado", afirmou Catarina Oliveira, coordenadora do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do ACIDI. Em Fátima, onde decorre o VII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, Catarina Oliveira acrescentou que, por vezes, as pessoas são levadas "a crer que os estrangeiros são mais criminosos porque recebem penas mais pesadas do que os portugueses". "Nada mais errado", garantiu Catarina Oliveira, admitindo que os estrangeiros possam ter uma relação mais duradoura com o sistema prisional por, com receio de fuga, lhe ser aplicada a prisão preventiva. Considerando que se deve "esclarecer a diferença" entre imigrantes e estrangeiros, a técnica sustentou que os primeiros "saíram do seu país e decidiram fazer um projecto de vida em Portugal". "É totalmente diferente de estrangeiros que foram identificados por exemplo nos aeroportos como correios de droga", referiu, sustentando que estes "não tinham qualquer relação com Portugal", mas por esse crime "ficaram retidos" no país. Para Catarina Oliveira, "o imigrante tem uma relação com Portugal ou pretende ter e, no processo de reinserção, tem uma postura diferente, ao contrário do estrangeiro". Segundo a técnica, "estes estereótipos e mitos preocupam o ACIDI", instituto público responsável pela integração dos imigrantes. Catarina Oliveira apontou ainda as medidas incluídas no II Plano para a Integração dos Imigrantes, que vigora até 2013, dirigidas a reclusos. "No actual plano, voltou a preocupação dos reclusos e, nesta vertente, consolidou-se a cooperação entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Ministério da Justiça na perspectiva de que todos os reclusos estão documentados", referiu, destacando também "uma melhor articulação de equipas de reinserção social". A disponibilidade de informação sobre medidas preventivas da liberdade e penas, em várias línguas, e a agilização ao acesso do Serviço Nacional de Saúde foram também outros dos projectos mencionados pela técnica. O encontro nacional, que termina na terça-feira, contou também esta tarde com o testemunho de três empresários cristãos que apresentaram as suas perspectivas sobre o meio prisional, os reclusos e a inserção no mercado de trabalho. A iniciativa é uma organização do Departamento da Pastoral Penitenciária da Conferência Episcopal Portuguesa e tem como tema "Prisões, um desafio à sociedade".
                                                                                                                                   
Vai de férias? O provedor das agências de viagens tem conselhos para dar
                                                                                                                                               
Atenção aos pacotes “tudo incluído” e informe-se bem antes de marcar a reserva, recomenda Vera Jardim. Em tempo de férias, o provedor do cliente das agências de viagens deixa alguns avisos. José Vera Jardim fez hoje um balanço da actividade, de onde é possível concluir que a alteração dos “pacotes tudo incluído” e os casos de “overbooking” são as principais reclamações dos turistas nacionais. O provedor deixa duas recomendações que considera fundamentais: tentar obter sempre o máximo de informação junto das agências antes de marcar uma reserva e recorrer de imediato às mesmas assim se estiver insatisfeito com o serviço. Vera Jardim nota que “é bom que as pessoas se informem junto das agências sobre os pacotes ‘tudo incluído’ e o que verdadeiramente incluem”, para depois não terem desilusões. No caso do “overbooking” (sobrelotação), Vera Jardim explica que “acontece em determinadas épocas do ano, sobretudo nas altas, não por culpa das agências, mas por uma prática que os hotéis têm de aceitar mais reservas do que os quartos que têm, porque já contam com as desistências”. Comparando com o ano passado, houve um grande decréscimo do número de reclamações recebidas, que o provedor atribui ao impacto em 2010 da falência da agência francesa de viagens Marsans. As reclamações vêm maioritariamente fora da Europa, conta Vera Jardim, que preferiu não especificar de que países.
                                                                                                                         
Em tempo de crise, portugueses optam por fazer férias cá dentro
                                                                                                                      
A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Os portugueses estão a preferir passar férias cá dentro. Comparando com o ano passado, os destinos internos estão a ter uma maior procura, nomeadamente o Algarve e a Madeira. São dados da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Paulo Brehm reconhece que se tem “estado a registar uma ligeira quebra relativamente aos anos anteriores”, contudo, diz que ainda é cedo para fazer as contas, até porque há uma tendência para as reservas serem feitas cada vez mais tarde. Para quem pode, Caraíbas, Cabo Verde e Brasil continuam nas preferências para passar férias lá fora. Mas, Paulo Brehm refere que os portugueses optam ainda por outros destinos de maior proximidade como, é o caso de Espanha e outros circuitos europeus.
                                                                                                                   
Hotéis portugueses estão a facturar mais
                                                                                                                                      
Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas. Há menos clientes portugueses. Apesar da crise, os hotéis portugueses receberam mais gente no último mês de Maio: foram 3,6 milhões de dormidas. Um crescimento de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Registaram-se 1,3 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento da procura fica a dever-se aos mercados estrangeiros. Britânicos, brasileiros, franceses e irlandeses foram os turistas que mais contribuíram para os resultados positivos da hotelaria em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas, o que representou uma subida em termos homólogos, face a 2010, de 4,4%. Madeira, Algarve e Lisboa destacam-se nas subidas em relação a Maio de 2010, no que toca às dormidas. Depois de nos últimos dois meses ter havido subidas consecutivas de hóspedes residentes, em Maio o sector sofreu uma quebra nesta área de 10,6%, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os estrangeiros representaram um crescimento de 17,6%.
                                                                                                  
                                                                            
                                                                                                               

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Angola expulsa 42 portugueses por falta de visto de trabalho

E se Portugal fizesse o mesmo? Seriam 420.000 angolanos!
                                                                                                                      
Para a permanência destes portugueses no país foi criado um esquema, que consiste no envio dos passaportes para Portugal para a renovação do visto ordinário, depois dos 90 dias permitidos por lei, dando a possibilidade das pessoas permanecerem em Angola em situação legal, mas com visto de turista.
                                         

Ainda esta semana, 42 cidadãos portugueses devem ser expulsos de Angola por se encontrarem em situação irregular no país, onde estavam a trabalhar sem visto de trabalho. O porta-voz dos Serviços de Migração de Estrangeiros (SME), Simão Milagres, disse à Lusa ter sido possível chegar ao grupo após a detenção, no sábado, de um cidadão português no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, que se encontrava na posse de 32 passaportes portugueses. "São passaportes de 32 funcionários da empresa Prebuild, mas o indivíduo detido em posse dos mesmos não pertence a essa empresa", disse Simão Milagres. Com esta apreensão, o porta-voz disse que foi possível detectar mais dez funcionários que se encontravam em situação idêntica na mesma empresa de construção civil. "Neste momento, eles encontram-se sob custódia do SME. A empresa foi notificada e deverá pagar uma multa de seis mil dólares por cada um dos trabalhadores, antes de deixarem o país" referiu. Para a permanência destes portuguess no país foi criado um esquema, que consiste no envio dos passaportes para Portugal para a renovação do visto ordinário, depois dos 90 dias permitidos por lei, dando a possibilidade das pessoas permanecerem em Angola em situação legal, mas com visto de turista. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português está a acompanhar, através da embaixada em Luanda, a situação dos 42 portugueses detidos por trabalharem ilegalmente em Angola.
                                                                                                                                     
Ministério da Educação suspende fecho de 650 escolas
                                                                                                                              
Decisão tem sido bem recebida pelas autarquias. São mais de 650 escolas que deveriam encerrar já este mês, mas o Ministério da Educação suspendeu a medida que levaria ao fecho dos estabelecimentos com menos de 21 alunos. O Diário de Notícias, na edição de hoje, explica que a equipa de Nuno Crato vai reavaliar a situação destes estabelecimentos de ensino. A decisão já terá sido comunicada aos municípios que, diz o D.N., adiam assim dois problemas: a necessidade de assegurar transporte para os novos centros escolares e os custos associados. De acordo com o jornal a decisão da equipa de Nuno Crato foi bem recebido pelas autarquias.
A FNE apoia suspensão do encerramento de escolas. João Dias da Silva pede que haja diálogo com as comunidades, A Federação Nacional da Educação manifestou-se hoje favoravelmente em relação à decisão do Ministro da Educação, Nuno Crato, de suspender o encerramento de mais de 650 escolas com menos de 21 alunos. João Dias da Silva, da federação, congratula-se com a decisão e pede que haja mais diálogo com as comunidades locais: “Aquilo que consideramos fundamental é que haja suspensão destes procedimentos de reordenamento da rede, que se reapreciem os critérios, que se dialogue com as comunidades, com os diferentes parceiros para se encontrarem soluções que envolvam e mobilizam as comunidades”, pede o dirigente da FNE.
Também Fernando Ruas apoia decisão de Nuno Crato. Nos casos em que os estudos estão prontos não faz sentido adiar, diz presidente da Associação Nacional de Municípios. O presidente da Associação Nacional de Municípios aplaude a suspensão do encerramento das escolas com menos de 21 alunos mas lembra que, em muitos casos, já está tudo pronto para que a reestruturação avance. Fernando Ruas considera, por isso, que é importante que a suspensão decidida pelo novo ministro da Educação, e hoje noticiada pelo Diário de Notícias, seja vista caso a caso. “Adiar a decisão para analisar melhor o assunto parece-nos bem, e nesse sentido estamos em sintonia. O que dizemos é que este princípio tem de ser visto à luz dos centros educativos que já estão prontos, não nos parece que aí seja necessário adiar. Já foram feitos os estudos preparativos das mudanças, e por isso nesses casos não nos parece necessário haver adiamento”, considera Fernando Ruas. Esta é uma matéria que o presidente dos autarcas espera discutir em breve com Nuno Crato, numa reunião que ainda não está marcada.
                                                                                                                          
Países com ensino descentralizado e mais exames têm melhores resultados
                                                                                                                          
Programa do novo Governo prevê exames nacionais nos 4.º, 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos. O novo ministro da Educação defende mais autonomia para as escolas e exames feitos por uma entidade independente. Países como a China, os Estados Unidos ou o Reino Unido, com melhores resultados do que Portugal no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), têm mais exames e uma gestão descentralizada da educação. A China, que ocupa o primeiro lugar no relatório de 2009, tem nove anos de escolaridade obrigatória. Há dois exames por ano, no final de cada semestre. Nos exames nacionais, que dão acesso ao Ensino Superior, há três disciplinas obrigatórias: inglês, chinês e matemática. Já nos Estados Unidos, as escolas têm grande autonomia no dia-a-dia, sob alçada de uma administração cuja jurisdição pode abranger uma cidade, um condado, distrito ou estado. Por isso, desde o nível básico até ao liceu, os processos de avaliação variam consoante as regiões. No final do liceu, há uma avaliação nacional, determinante no acesso à faculdade, mas a responsabilidade pela realização dos exames é de uma organização não lucrativa, o College Board. No Reino Unido há um sistema em que os alunos realizam uma avaliação no final de cada etapa do Currículo Nacional para avaliar o progresso e desempenho no âmbito de uma escala de oito níveis. Aos 16 anos, fim da escolaridade obrigatória, os alunos escolhem, entre 40 temas, que exames nacionais (GCSE) querem fazer. A maioria das universidades exige cinco GCSE com notas elevadas e ainda "A-Levels", exames feitos aos 18 anos e que são a via mais tradicional de acesso ao ensino superior.
                                                                                                                            
Universidades propõem férias diferentes a jovens do secundário
                                                                                                    
São experiências que servem de tubo de ensaio para a universidade. As inscrições são gratuitas. Os jovens a partir dos 15 anos podem, este Verão, conhecer um pouco do que se ensina em várias universidades portuguesas. Em Lisboa e no Porto, o ensino superior torna-se mais acessível durante umas semanas. A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto decidiu criar a Semana Académica de Verão. Os jovens “vão ter oportunidade de realizar várias actividades laboratoriais, nomeadamente microbiologia genética, ciência e tecnologia alimentar e ciência e tecnologia do ambiente”, explica Paula Teixeira, professora de microbiologia e segurança alimentar. “Vão para o laboratório e vão resolver problemas propostos, produzir um determinado alimento. De forma lúdica, contactar com o que é a vivência universitária nestas áreas de intervenção”, acrescenta. E já só há vagas para a terceira semana. A primeira começa hoje.
Em Lisboa, as universidades aproveitaram os contactos com antigos estudantes conhecidos do grande público para captar potenciais candidatos entre os jovens do ensino secundário, através de seminários e actividades científicas dirigidas a alunos de excelência. A Universidade Católica Portuguesa tem já 23 alunos inscritos para a "Academia Júnior", que decorre de 4 a 8 de Julho e na qual vão marcar presença a apresentadora Carolina Patrocínio e a actriz Sofia Arruda. A iniciativa é dirigida a alunos do 9º ao 12º ano e não pretende abranger um número muito alargado de alunos. Na Faculdade de Ciências Humanas, onde se concentram as licenciaturas em Comunicação Social, Serviço Social, Línguas e Filosofia, a semana divide-se em ateliês temáticos, que permitem um primeiro contacto com o ambiente universitário e podem ajudar a definir vocações. A visita guiada às instalações fica a cargo da Associação de Estudantes, que estará também disponível para esclarecer dúvidas. Na Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, o departamento de Matemática vai organizar uma escola de verão, a "MatNova 2011", destinada a "alunos de excelência", sobretudo a alunos que concluíram o 10.º e o 11.º anos. O convite é para trabalhar. A admissão passa pelas notas dos alunos e uma carta de recomendação do professor. A Universidade Técnica de Lisboa (UTL) estreia este ano "O verão na UTL", destinado a alunos do ensino secundário de todo o país. As opções são tão variadas quanto às escolas da UTL: veterinária, agronomia, economia e gestão, engenharia, ciências sociais e políticas, arquitectura e desporto.
                                                                                                           
Em tempo de crise, portugueses optam por fazer férias cá dentro
                                                                                                                         
A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Os portugueses estão a preferir passar férias cá dentro. Comparando com o ano passado, os destinos internos estão a ter uma maior procura, nomeadamente o Algarve e a Madeira. São dados da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Paulo Brehm reconhece que se tem “estado a registar uma ligeira quebra relativamente aos anos anteriores”, contudo, diz que ainda é cedo para fazer as contas, até porque há uma tendência para as reservas serem feitas cada vez mais tarde. Para quem pode, Caraíbas, Cabo Verde e Brasil continuam nas preferências para passar férias lá fora. Mas, Paulo Brehm refere que os portugueses optam ainda por outros destinos de maior proximidade como, é o caso de Espanha e outros circuitos europeus.
                                                                                 
Cavaco Silva defende produtos nacionais e férias em Portugal
                                                                                
Chefe de Estado acrescenta que o país está a sofrer “riscos de origem externa”. Comprar produtos nacionais e passar férias em Portugal é parte da solução defendida pelo Presidente da República para o país ultrapassar a crise. Em declarações em Lisboa, Cavaco Silva defendeu também mais poupança e melhor trabalho, "uma forma de cada português ajudar o país". “Cada português pode dar a sua ajuda, desde logo consumindo produtos nacionais, passando férias em Portugal e agora que se aproxima o Verão, em que têm que fazer uma escolha, é muito importante que os portugueses decidam passar férias em Portugal. Mas  também muitos podem contribuir poupando mais e trabalhando melhor. Só com a ajuda de todos é que nós – que sofremos riscos de origem externa - conseguiremos ultrapassar as nossas dificuldades”, disse. O Chefe de Estado fez estas declarações esta tarde à margem do Encontro Nacional de Inovação, em Lisboa.
                                                                                                                                   
PR aponta para melhores dias no futuro
                                                                                                                                         
O Presidente da República diz que Portugueses são um povo lúcido, alegre e com uma sabedoria ancestral que permite ultrapassar as dificuldades. Cavaco Silva acredita que melhores tempos virão para os portugueses. Questionado esta manhã pelos jornalistas sobre o corte de 50% do equivalente ao subsídio de Natal no valor acima do salário mínimo, o presidente da República não quis fazer avaliação da medida dizendo que vai olhar para ela quando chegar às suas mãos. Cavaco Silva diz que medidas de combate à crise não são uma fatalidade. No Barreiro, Cavaco apenas disse estar confiante num futuro melhor: “Não é uma fatalidade. Se nós cumprirmos rigorosamente os compromissos que assumimos perante as entidades internacionais, há uma grande possibilidade de melhores dias chegarem no futuro”.
O Presidente recusou-se, contudo, a comentar o teor da medida: “Eu não tenho o hábito de pronunciar-me sobre medidas que ainda vão ser discutidas na Assembleia da República e que, nos termos da lei, só depois chegam à mão do Presidente da República para efeitos de promulgação. Vou analisar quando chegar à minha mão”, explicou. Ainda antes, no discurso da cerimónia dos 50 anos da Escola de Fuzileiros Navais, no Barreiro, Cavaco Silva retomou a mensagem de confiança em relação ao futuro do país. “Os portugueses são um povo lúcido, alegre, e com uma sabedoria ancestral que nos permite, em situações de grande crise, escolher um caminho seguro rumo à estabilidade. Somos um povo com uma pátria que amamos, com referências, com valores e capacidade de vencer os desafios que se nos apresentam. Essa capacidade está mais uma vez a ser posta a prova, estou confiante que mais uma vez iremos vencer”, afirmou Cavaco Silva. Palavras do presidente da República proferidas na última hora no Barreiro, durante a cerimonia dos 50 anos da Escola de Fuzileiros Navais.
                                                                                                                     
Imposto extraordinário deve ser compensado com outras medidas, diz D. Manuel Clemente
                                                                                                                              
"Quero acreditar que, para se tomar uma medida destas, foi absolutamente necessário fazê-lo", diz o Bispo do Porto. Os bispos do Porto e da Guarda mostram-se preocupados com a justiça social, no que diz respeito ao imposto extraordinário sob o subsídio de Natal que o Governo anunciou ontem. D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, espera que a medida seja de facto útil, mas diz que há uma parte da população a quem não se pode pedir mais sacrifícios. “Espero que isto contribua de alguma maneira. É uma medida drástica que deverá ser compensada com outras medidas, sobretudo para garantir os direitos dos mais fracos. Que isto contribua para ultrapassar a crise e não agravar. Quero acreditar que, para se tomar uma medida destas, foi absolutamente necessário fazê-lo. Agora é necessário complementá-la com outras medidas que minorem os seus efeitos sobre aquela parte da população que não pode ser mais agravada, nem mais perturbada”, afirmou D. Manuel Clemente, à margem de uma conferência promovida pela TSF, no Porto.
Por sua vez, na Guarda, D. Manuel Felício afirma que está disposto a fazer sacrifícios, mas insiste que apenas faz sentido se for de forma equilibrada: “Se encontrarmos mecanismos para distribuir os sacrifícios, está bem. Eu quero fazer sacrifícios com objectivos, mas de forma equilibrada. Evidentemente que se me pedem só a mim e não aos outros, ou se pedem a quem menos tem porque os outros sabem encobrir a sua situação, eu já fico menos contente”. A medida "não salvará o país", considera o Bispo, "mas se ajudar já será bom", uma vez que D. Manuel Felício não quer ver passar-se em Portugal o que está a acontecer na Grécia. “Provavelmente não resolverá. Será um contributo e, até prova em contrário, penso que iniciativas destas são para acolher de uma forma boa, porque o que está em causa é salvar o país, e salvar o país é salvar as pessoas. Não queremos ver a vergonha da Grécia a instalar-se entre nós”, afirma D. Manuel Felício.
                                                                                                                                                                             
A austeridade chegou para ficar. Saiba como poupar e dar a volta à crise
                                                        
Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses - ainda para mais com o FMI à porta. Rita Pinho Rodrigues, da DECO, que deixa aqui algumas dicas para engordar o mealheiro. Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses. A Renascença foi ouvir Rita Pinho Rodrigues, da DECO, que deixa algumas dicas para engordar o mealheiro.
                                                                     
Cada vez tenho mais despesas e o dinheiro não estica. Como posso poupar?
O primeiro passo que a família deve tomar é fazer uma avaliação daquilo que são as despesas. Depois, vendo se existe folga ou não, a família deve começar a poupar. Se já tem folga, deve colocar todos os meses um montante certo de poupança. Seria o ideal se pudesse rondar cerca de 20% do que são os seus rendimentos, mas não vamos fazer disso um objectivo inalcançável. Vamos tomar a decisão de colocar qualquer coisa de lado, em função daquilo que foi a minha avaliação e que me permite dizer que todos os meses consigo por ‘x’ de lado.
                                                                                                                
Qual deve ser o valor do meu fundo de emergência?
As boas práticas dizem que, se a família tiver um orçamento equilibrado e conseguir colocar de parte 20% do seu rendimento todos os meses, à cabeça, não vai ser surpreendida com despesas inesperadas e tem a tal almofadinha de conforto. Contudo, com as dificuldades que os consumidores atravessam, o lema é: não esmoreça. Se não consegue colocar os 50 euros de parte, mas 20 ou 10, já é um bom princípio.
                                                                           
Comprei casa e estou a pagar empréstimo. Há forma de poupar uns trocos?
Neste momento, para quem vai contratar um empréstimo, a primeira dica é a comparação entre as várias instituições financeiras. Há alguma margem de negociação que permite gerar poupança. Quem já tem crédito deve olhar bem para as suas condições contratuais, ver se está a usufruir de todos os benefícios.
                                                                                 
Além da casa, também estou a pagar crédito do carro. Há forma de poupar?
Neste caso, mesmo assim é possível ter crédito mais vantajoso e gerar poupança. Na maioria das vezes, o que acontece é que vou ao ‘stand’, compro o carro e é lá que me propõem também o crédito. Não se deixe ficar apenas com essa possibilidade. Vá ao banco com quem tem uma relação diária e veja se não tem condições mais vantajosas. Algumas das vezes, percebemos que o credito no ‘stand’ não é o mais vantajoso. A dica é a de sempre: compare.
                                                                                
Nesta altura estou a pagar mais de dois créditos ao banco. Que posso fazer?
O primeiro raciocínio que deve fazer é a consolidação de crédito, ou seja, quando os créditos são muitos e começa a haver dificuldade em suportá-los, deve ser aferida a hipótese de congregar todos os créditos num só. Mas nem sempre é vantajoso. Por isso, veja bem quais são as condições de cada um dos seus empréstimos, qual a taxa de juro em cada um deles e faça uma simulação para ver se compensa ou não. Tome isso como uma possibilidade, mas não como a única solução.
                                                                                                          
Como podemos poupar nos gastos diários em casa?
A família poupa fazendo um ataque ao desperdício. Sem perder conforto, é preciso reequilibrar alguns dos hábitos e rotinas. Por exemplo, verificar se a tarifa que tem na electricidade é a correcta. Ver se os seus hábitos de consumo não permitem uma tarifa bio-horária ou tri-horária. Fazer um ataque ao desperdício no que diz respeito a luzes acesas em zona de passagem, desligar os aparelhos em 'stand by', porque são devoradores de energia para nada. E porque não distribuir pela casa lâmpadas economizadoras. Na água, a aplicação de redutores de caudal nas torneiras é um utensílio barato que ajuda controlar a quantidade de água que vai para aquela torneira. Assim, poupa sem perder conforto, poupa na água e, no caso da água quente, também no esquentador que a aquece.
                                                                                                                   
Como podemos poupar no supermercado?
Poupa-se fazendo uma escolha adequada do hiper ou supermercado onde vamos comprar os nossos produtos e estarmos atentos às cadeias que têm o cabaz tendencialmente mais barato. Organizar a ida ao supermercado, fazer uma lista. Comprar o que preciso e não aquilo que me é oferecido pela publicidade como apelativo e que na maioria das vezes não preciso. Não ir para supermercado com fome. Ser fiel à minha lista, fazer a comparação dos preços pela unidade de medida. Não me deixar levar pela promoção do “pague 2 e leve 3”, mas comparar por quilo e por litro, porque aí é que fico a perceber se é ou não vantajoso.
                                                                     
Os meus filhos andam na escola. Como posso poupar no material escolar?
Aproveitando desde logo, no início das aulas, as grandes promoções do material. Se me organizar e comprar logo aquilo que é mais ou menos a quantidade que sei que o meu filho vai precisar, estou a aproveitar preços de promoção e depois não vou ter de os comprar a preços normais.
                                                                                               
O Verão está a chegar e preciso renovar o guarda-roupa. Como posso poupar no vestuário?
A melhor forma de remodelar o guarda-roupa é perder algum tempo a olhar para aquilo que temos, ver o que pode ser aproveitado e alterado. Se tem mesmo de comprar, não o faça na primeira loja que encontra. Faça uma comparação. Veja se, de facto, precisa daquela peça de roupa. Questionar antes de entrar: será que preciso, ser-me-á útil, será uma boa compra? São três perguntas que ajudam muito nesta lógica de poupança. Fazer uma comparação loja a loja das vantagens de um determinado produto em detrimento do outro, tendo o preço como grande elemento de comparação. E, no final destes percursos de compras, vai perceber que poupou alguns euros.
                                                                                      
Moro longe do trabalho. O que posso fazer para gastar menos em deslocações?
Estes tempos de crise levam a que se repense os hábitos interiorizados. Podemos deixar de trazer o carro e passar a vir de transportes ou podemos deixar de vir em determinado transporte público e vir noutro, porque é mais barato, ou escolher ainda um passe combinado, que também fica mais barato. Quando a única opção é vir de carro, a partilha, organizando com colegas ou vizinhos, é uma boa alternativa, mas que nem sempre é viável. Se tem mesmo de ir de carro e tem que o abastecer, existe a alternativa de combustível mais barato para que possa gerar mais alguma poupança nesse abastecimento.
                                                                                         
Trabalho o ano todo e preciso de descansar. Como fazer férias sem gastar muito?
Não se deixar levar pelos destinos paradisíacos e que estão fora das nossas possibilidades. É uma tentação que deve ser colocada de parte. Se a disponibilidade para gastar nas férias não é a maior, primeiro deve tentar planear com a máxima antecedência essas férias, porque, quanto mais cedo as marcar, melhores condições poderá usufruir. Por outro lado, desenvolver criatividade. Existem férias muito interessantes em contacto com a natureza, que não são menos apelativas do que os destinos paradisíacos. Privilegie o facto de estar em família, privilegie os piqueniques às refeições fora de casa, em restaurantes.
                                                                         
Ainda vale a pena investir as poupanças em produtos financeiros?
Neste momento não. De facto, os PPR foram uma óptima solução, na medida em que a poupança era gerada através dos benefícios fiscais, que neste momento não existem. Se tem um pé-de-meia que quer investir, esteja atento ao mercado e veja soluções como fundos de investimento e veja a melhor taxa que se adequa ao tempo em que prevê imobilizar esse dinheiro. Mas quer os PPR, quer os Certificados de Aforro, deixaram de ser uma boa solução.
                                                                                                                 
Está nas suas mãos ter uma boa reforma. Saiba como
                                                                                                                          
Perguntas e respostas que ajudam a “salvar” e “engordar” a sua reforma. Por exemplo, sabia que se tomar o pequeno-almoço em casa pode poupar até 50 mil euros? A população está a envelhecer e os novos reformados vão trabalhar e descontar mais, mas ganhar menos. A Renascença falou com um dos autores do livro “Como salvar a minha reforma”, David Almas (que assina a obra com Joaquim Madrinha). Ambos traçam o retrato de uma Segurança Social que vive no “fio da navalha” e lembram uma estimativa da Comissão Europeia, segundo a qual, em 2020, as pensões vão ser equivalentes a 50% do último vencimento.
                                                                                             
A reforma deixou de ser um bem garantido?
A Segurança Social não vai desaparecer por completo, mas as pessoas vão acabar por trabalhar mais e ter pensões mais baixas. Para compensar essa perda de poder de compra, devem pegar nas suas reformas e investir.
                                                                                          
Dizem que os Planos Poupança Reforma (PPR) não são a melhor solução. Porquê?
Da análise que fizemos a 600 produtos, concluímos que são caros: têm comissões demasiado elevadas e não renderam o suficiente para justificar essas comissões. Na análise que fizemos entre 1990 e 2009, os PPR renderam cerca de 1,5% acima da inflação. Ora, é um valor baixo tendo em conta que produtos de baixo risco - os certificados de aforro, por exemplo, renderam mais.
                                                                                                           
Isso quer dizer que as pessoas foram mal aconselhadas?
A culpa não é só das instituições financeiras – apesar de continuarem a cobrar comissões demasiado altas –, mas é também das pessoas, que não fizeram o estudo devido, já que se trata do seu dinheiro. O último inquérito do Banco de Portugal refere que mais de metade dos inquiridos apenas confia nas recomendações dos funcionários bancários para fazer o seu investimento.
                                                                                                                         
Os portugueses podem desistir dos seus PPR?
Com as mudanças legislativas inseridas pelo Orçamento do Estado, os titulares dos PPR podem abandonar os PPR, devolvendo 1% do capital investido ao Fisco. Além disso, podem ter de pagar comissões de reembolsos às sociedades que gerem os produtos.
Dependendo da idade da pessoa e quanto tempo falta para a reforma, têm duas opções:
- Se estiverem próximos da reforma, ou mantêm os PPR ou transferem para outros melhores.
- Em alternativa, podem pedir o reembolso e elegem um produto alternativo que lhes dê mais rendimento no futuro.
                                                                                                                                  
Quais são as melhores alternativas para fazer um bom pé-de-meia?
Uma combinação entre fundos de investimento – que são instrumentos de investimento colectivo, mas em geral não têm comissões elevadas – com certificados de aforro e de tesouro, que são títulos de dívida pública de fácil acesso e podem ser adquiridos nos correios a partir de montante de 100 euros.
                                                                                                                                  
Antes de decidir por um instrumento financeiro, que deve fazer um aforrador?
Deve-se informar e ter conhecimento do funcionamento do produto. É fundamental que leia os prospectos do produto e tirar dúvidas. Além disso, deve fazer análise comparativa. Não se deve prender aos produtos que o seu próprio banco comercializa: se existirem outros mais atraentes e que tenham um potencial de rentabilidade mais elevado até à sua reforma, devem ponderar abrir conta noutra instituição.
                                                                                                 
Quando é que se deve começar a poupar para reforma?
Um euro poupado aos 20 anos gera tanto na idade da reforma como dez euros poupados aos 40 anos. Quanto mais cedo começar, menor será o esforço ao longo da vida e mais garantidamente se chega a um complemento de reforma suficiente.
                                                                                                                               
Como é que se pode poupar de forma eficiente?
Assim que recebem o seu rendimento, devem dirigir uma parte para a poupança. Há até algumas instituições financeiras que permitem fazer uma poupança automática mensal. Nesta fase mais difícil do país, é possível cortar no supérfluo: nos pacotes de televisão por subscrição ou começar a tomar pequeno-almoço em casa. Neste último, a poupança é de cerca de 50 mil euros ao fim de 30 anos.