Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As armas do crime

Sabe o que os seus filhos andam a fazer na internet?


Já viu as fotos que os seus filhos têm nas redes sociais? Sabe com quem falam na net?

Provavelmente não sabe.
84,1% dos pais pensam que os filhos estão a estudar na internet – quando afinal estão nos chats. Se tem dúvidas, confira. E considere que estes conselhos são para os pais menos atentos.

Controlo parental: accione o software de controlo parental e bloqueie sites ou conteúdos indesejados. O Windows tem estes programas por defeito e há mais na internet. Mas saiba que também há desbloqueadores fáceis de encontrar no Google. Verifique com regularidade se os filtros estão activos.
Conhecer: sabe o que o seu filho faz na internet ou pensa que sabe? Um estudo do Projecto EU Kids Online, de 2008, concluiu que os pais portugueses são os que menos conhecem o que os filhos fazem online. Quando dizem que estão a estudar é possível que estejam no YouTube. 84,1% dos pais acreditam, mas eles estão nos chats.
Ensinar: a máxima “não fales com desconhecidos” é velha mas continua a servir. Às vezes os miúdos não entendem que publicar fotos à porta de casa constitui um risco, por isso os pais devem dar essas dicas desde cedo. Não é proibir, é explicar porque não se deve dar o número de telemóvel.
Ficar alerta: mudanças súbitas no comportamento ou na aparência indiciam problemas e é provável que venham na internet. Às vezes é só uma fase, outras vezes é um homem de 25 anos que corteja uma adolescente de 13 e a incita a pintar os lábios de vermelho. Ou um caso sério de cyberbullying.
Falar: há pais que compram um computador para os filhos e nunca perguntam mais nada. Não seja um destes pais. Manter as linhas de comunicação abertas parece conversa de panfleto mas é importante.
Ver: quando se trata de crianças ou pré-adolescentes, os especialistas avisam que o computador deve estar na sala e não no quarto. Há poucos motivos para que um miúdo de dez anos exija privacidade total quando navega na internet. Ou então não se esqueça de ver os relatórios do controlo parental.
Limitar: tal como não é razoável deixar crianças ver cinco horas seguidas de televisão, também não é deixá-las usar a internet a tarde toda. É aconselhável negociar um limite diário de uso e garantir que é cumprido. Nenhum bem pode advir quando uma criança se senta horas a fio à frente de um computador.
Atenção aos telemóveis: não serve de muito proibir a internet se o seu filho tem um telemóvel com acesso ilimitado. Tudo o que se vê num computador está disponível através do telemóvel; ou da consola. Os filhos mentem por medo ou respeito com facilidade e podem estar a contornar as suas regras sem que se aperceba.

Os rsicos que eles correm... mesmo quando acham que não


Fotos roubadas: ser uma estrela do Hi5 pode ser muito atractivo, mas publicar fotos em biquíni ou com a língua de fora numa garrafa de vodka vai atrair as pessoas erradas. Essas fotos podem ir parar a sites de pornografia e suscitar a atenção de terceiros com tudo menos boas intenções.
Ser enganado: é o amigo da mãe que precisa do número de telemóvel, o rapaz engraçado que quer ir beber café, a miúda que tem uma consola novinha em folha para vender. A hipótese de ser enganado na net é tão alta que a regra deve ser desconfiar. Todos mentem na net.
Cyberbullying: o perfil era um sucesso, mas de repente começaram a chover comentários maus. Chamam nomes, ameaçam, insistem. A melhor maneira de lidar com isso é não responder, NUNCA. Alinhar no jogo só piora a situação, garantem os especialistas.
Cair em armadilha: escrever o nome da escola em que andam? Nem sequer o nome verdadeiro deve estar no Hi5 e no Facebook. O que impede alguém de esperar na porta da escola? Ou de saber tanta informação sobre uma criança que pode passar por seu tio na recepção?
Dar cabo do pc: ele tem um antivírus e mesmo assim aceita o pedido de amizade de um desconhecido no Facebook, que envia links estranhos? Cuidado também com os jogos do Facebook e os atalhos. Nunca se sabe o que vai entrar pela porta de trás do computador.
Ser humilhado: enviar um MMS com fotos em roupa interior pode não ser boa ideia, mesmo que a paixão seja grande. No dia seguinte, essa foto pode estar no telemóvel de toda a gente na escola. E ir parar ao mural do teu pior inimigo no Facebook. Uma vez na internet, não há nada a fazer.
Pôr os pais em risco: se calhar o joão12 não tem 12 anos e não quer saber de ti para nada. Quer é saber quando é que os teus pais estão fora e se costumam dar a volta à chave quando vão passear o cão. Ou se têm dinheiro para te comprar uma PS3 e um iPhone pelos anos. Porquê? Talvez lhes façam uma visita.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prevenção: Sismos

Saiba o que fazer em caso de sismo

Sabe o que fazer antes, durante e depois de ocorrer um sismo?

ANTES

Informe-se sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo na sua zona.

Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena com os seus familiares e amigos.

Elabore um plano de emergência para a sua família.

Certifique-se que todos sabem o que fazer no caso de ocorrer um sismo.

Combine previamente um local de reunião, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo.

Organize o seu kit de emergência. Reúna uma lanterna, um rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros.

Armazene ainda água em recipientes de plástico e alimentos enlatados para dois ou três dias (Verifique com periodicidade os prazos de validade).

Identifique os locais mais seguros, distribuindo os seus familiares por eles: vão de portas interiores, cantos de paredes mestras, debaixo de mesas e camas sólidas.

Mantenha uma distância de segurança em relação a objectos que possam cair ou estilhaçar.

Conheça os locais mais perigosos, como junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objectos que possam tombar.

Não utilize elevadores e afaste-se de saídas para a rua. Fixe as estantes, os vasos e floreiras às paredes da sua casa.

Coloque os objectos pesados, ou de grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas.
Ensine todos os familiares como desligar a electricidade e cortar a água e o gás.

Tenha à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de emergência.

DURANTE

a) Dentro de casa

Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.

Mantenha-se afastado de janelas e espelhos.

Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos.

b) Se estiver na rua

Dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água.

Não corra nem ande a vaguear pela ruas.

Mantenha-se afastado dos edifícios (sobretudo os mais degradados, altos ou isolados) dos postes de electricidade e outros objectos que lhe possam cair em cima.

Afaste-se de taludes, muros, chaminés e varandas que possam desabar.

c) Se está a conduzir

Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.

Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.

DEPOIS

Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas.

Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores.

Não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Podem ocorrer fugas de gás.

Corte a água e o gás e desligue a electricidade.

Utilize lanternas a pilhas.

Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.

Limpe urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (ex: álcool ou tintas).

Evite passar por locais onde existam fios eléctricos soltos.

Não utilize o telefone, excepto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás ou incêndios).

Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.


Estas são indicações do Laboratório Vulcanológico e Sismológico da Universidade dos Açores.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Saúde: Cancro da mama

Outubro: mês da Luta Contra o Cancro da Mama

Prevenção pode aumentar em 90% a probabilidade de sobrevivência no cancro da mama.

Surgem anualmente em Portugal mais de 4500 novos casos de cancro da mama, doença responsável pela morte de cerca de 1500 mulheres por ano. Com o objectivo de recordar as mulheres portuguesas acerca da gravidade desta doença, da importância da prevenção e do tratamento, a Roche Farmacêutica apoia a Viva Mulher Viva Associação com o lançamento da peça de teatro “Em Busca do Bem-Estar”, no mês que marca a Luta Contra o Cancro da Mama. A peça estará em cena no teatro A Barraca até ao próximo dia 18 de Outubro.
O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele) e corresponde à segunda causa de morte por cancro na mulher. No entanto, quando detectado numa fase inicial, a probabilidade de recuperação aumenta sendo para isso imprescindível a prevenção, através da apalpação da mama e das visitas regulares ao médico.
Segundo a Dr.ª Luzia Travado, presidente da Viva Mulher Viva Associação, “os objectivos da peça de teatro “Em Busca do Bem-Estar” são a sensibilização para a importância do diagnóstico precoce do cancro da mama e a enfatização da importância do papel da doente, dos familiares e dos profissionais de saúde na promoção de uma adaptação positiva à doença, com mais bem-estar e com mais qualidade de vida.” Uma mensagem importante que transmite que a recuperação é possível. Numa abordagem positiva e mesmo bem-disposta, sem nunca perder o rigor que este tema merece, esta peça promete oferecer uma visão diferente de uma doença que marca as sociedades modernas.
O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.
No mundo inteiro, milhões de mulheres vivem com o diagnóstico de cancro, pelo que o conhecimento de novas formas detecção e tratamento são imprescindíveis para o aumento da sobrevivência e a melhoria da qualidade de vida de quem sofre desta doença.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Autódromo Internacional do Algarve

Cursos de condução para os mais novos

O Autódromo Internacional do Algarve vai promover durante o mês de Setembro três cursos de condução automóvel a fim de proporcionar a todos, a oportunidade de melhorar os seus níveis de condução.

A novidade está no curso de condução direccionado para os mais jovens e que se intitula ‘Teen’s Experience” e que terá lugar no próximo dia 9 de Setembro em conjunto com os normais cursos de condução. Este curso é direccionado a adolescentes, com ou sem carta de condução, que queiram dar início aos primeiros passos ao volante de um automóvel ou aperfeiçoar os conhecimentos já adquiridos.
Os menores de 18 anos que queiram inscrever-se só o poderão fazer mediante a assinatura do termo de responsabilidade dos pais. O curso terá quatro vertentes: ‘step one’ que visa aprender e/ou melhorar o arranque na viatura e ponto de embraiagem; ‘teen’s control’ visa a aprendizagem e controlo sobre a viatura em casos extremos como piso escorregadio; ‘teen’s dynamic’ que consiste num ‘slalon’ de perícia com travagem de emergência; e o ‘teen’s drive’ que permite ao instruendo efectuar diversas voltas à pista, que estará dividida com pinos, simulando uma estrada.
Para além desta componente prática, está igualmente prevista uma parte teórica que incide sobretudo em aspectos de prevenção rodoviária, segurança e técnicas de condução. O custo do curso é de 299€ e será monitorizado por pilotos experientes.
Para além deste curso destinado aos mais jovens estão ainda programados mais dois cursos durante o mês de Setembro: no dia 16 e no dia 27. Este último destina-se apenas a senhoras e vem na sequência do sucesso do primeiro curso realizado no início do mês de Agosto. As inscrições estão abertas no site do Autódromo Internacional do Algarve.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Prémios e Prevenção

100% Cool ao volante

GNR e ANEBE sensibilizam jovens para o consumo moderado de álcool e vão premear condutores 100%Cool em Albufeira.

A GNR e ANEBE realizam amanhã, dia 28 de Agosto, a partir das 23 horas, em Albufeira uma acção 100%Cool, numa iniciativa inovadora com esta força de segurança que visa sensibilizar os jovens para o consumo moderado de álcool. Inserida numa acção de patrulhamento normal, elementos da GNR e da ANEBE irão realizar testes de alcoolemia e atribuir prémios simbólicos aos condutores que registem taxas de alcoolemia de 0%.
Os prémios 100%Cool - vales de gasolina da BP no valor de 25€– serão atribuídos aos primeiros 80 condutores, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, que registem 0% de álcool no teste de alcoolemia e transportem, pelo menos, mais dois amigos seguindo a filosofia subjacente ao conceito do “Condutor Designado 100%Cool”. A inédita parceria com a GNR é a novidade da 7ª edição do 100%Cool promovida pela ANEBE e que conta também com o renovado alto patrocínio da Presidência da República.
O 100% Cool, tem como público-alvo os jovens entre os 18 e os 30 anos e por objectivo sensibilizar os jovens para um consumo moderado de álcool. A campanha de prevenção rodoviária difere em larga medida de muitas outras desenvolvidas no nosso país, pois procura evitar o lado repressivo, apostando antes na educação, motivação e responsabilização dos jovens para um consumo moderado de álcool.
Os parceiros da 7ª fase do 100%Cool promovido pela ANEBE são, este ano, a Comissão Europeia; Ministério da Administração Interna; The European Forum for Responsible Drinking; Screenvision; BP e a GNR.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Estação para alerta de tsunamis

Foi retirada de águas algarvias

O primeiro equipamento europeu do género foi recolhido com sucesso para que os dados possam ser analisados.

Uma equipa de cientistas a bordo do navio italiano «Urania» retirou esta semana do fundo marítimo do Algarve a primeira estação europeia de alertas precoce de tsunami, onda gigante, uma operação que decorreu total sucesso, afirmam.
«Retirámos todos os equipamentos com uma taxa de sucesso de 100 por cento, mas agora vamos levar entre um a dois anos a analisá-los com uma equipa de cerca de 10 pessoas», declarou à Agência Lusa o cientista Nevio Zitellini, coordenador pela colocação do Geostar ao largo do Cabo de Sagres.
«Saber quando é que vai aparecer uma onda gigante e poder alertar em tempo útil as pessoas de todo o mundo, mas também e principalmente as que estão junto à costa marítima é um dos grandes objectivos do projecto europeu Nearest», explicou Nevio Zitellini.
O observatório colocado no fundo do mar foi baptizado de Geostar e serve para medir os níveis sísmicos da área e estudar um eventual tsunami.
Colocada há um ano a 80 milhas, cerca de 150 quilómetros, da ponta do Cabo de Sagres, o observatório Geostar está equipado com sismógrafos e sensores capazes de efectuar levantamentos geológicos e geofísicos e prevenir eventuais tsunamis a partir do fundo do mar.
O Geostar foi colocado no Banco de Goringe (foto abaixo), a cerca de 80 milhas a sudoeste de Sagres, e perto do Golfo de Cadiz, local do epicentro do sismo de 1755.

«É uma das maiores experiências deste género feitas em todo o mundo»

Durante um ano, foram recolhidos «500 gigabytes» de informação pelo Geostar e por 24 «buoy» - máquinas que serviram para registar os pequenos tremores de terra e que foram colocadas no fundo do mar ao largo de Sagres na mesma altura do Geostar.
Toda a informação vai ser posteriormente analisada, mas as conclusões preliminares vão ser divulgadas em Outubro em Berlim, local onde os cientistas relacionados com o projecto da estação europeia para alerta de tsunamis vão reunir-se, indicou o coordenador Nevio Zitellini, do Instituto de ciências Marítimas em Bolonha (Itália).
A primeira estação europeia para alerta de tsunamis colocada no Algarve conta com a participação de cientistas de Espanha, Itália, Marrocos, França e Alemanha, mas este mês a expedição do Urania termina. O observatório Geostar ficou submerso numa área de risco de sismos e tsunamis - devido ao facto de ter forte actividade tectónica - e, durante cerca de um ano, estudou a área junto ao Algarve.
Na Ásia já existe equipamento capaz de alertar as populações da existência de tsunamis, mas no Mediterrâneo a estratégia tem de ser diferente e o desafio é realizar a vigilância dos tsunamis na falha tectónica. «É uma das maiores experiências deste género feitas em todo o mundo», adiantou Paolo Favali, cientista do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, Itália, que integra o projecto financiado pela União Europeia.
Após o fim do projecto europeu «Nearest», o cientista Nevio Zitellini tem intenções de desenvolver um outro estudo relacionado com o estudo das zonas mais afectadas no Algarve e sul de Espanha caso haja um tsunami. O objectivo é trabalhar com as autoridades locais para desenvolver um método de alertar a população sobre a chegada de uma onda gigante.

Prevenção de Sismos

Algarve tem plano de emergência

Réplica de terramoto de 1755 poderia resultar em 3 mil mortos e 27 mil desalojados. Locais mais vulneráveis, Sagres, Lagos, Armação de Pêra, Albufeira e Quarteira.

Um sismo com a mesma magnitude do registado em 1755 causaria hoje no Algarve cerca de 3.000 mortos e 27.000 desalojados. Estes são os resultados preliminares do Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis para o Algarve (ERSA), segundo noticia a Lusa.
Os progressos do estudo foram apresentados esta quarta-feira em Faro numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna. O estudo vai estar pronto no final de 2008 e permite elaborar um plano de emergência detalhado para cada município algarvio.
Se o sismo de 1755 - com epicentro no Banco de Gorringe e uma magnitude de 8,5 graus na Escala de Richter - se repetisse hoje, causaria danos sobretudo no Barlavento, mais próximo do epicentro.
Este foi um dos cenários sísmicos apresentados por Carlos Sousa Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico (IST) e consultor da Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC), que frisou tratarem-se de «resultados preliminares».

Outro dos cenários avançados, tendo por base as características do sismo de 1722 - com epicentro em Tavira e magnitude de 7,8 graus na Escala de Richter -, aponta para uma estimativa de 12.000 mortos e 18.000 edifícios destruídos, com o Sotavento a ser mais afectado.
Contudo, segundo o professor do IST, o número de mortes imediatas só poderá ser diminuído quando se trabalhar na prevenção.
«Temos que olhar para o problema sísmico de uma maneira preventiva, tal como na Medicina, em que apanhamos vacinas para não deixar entrar vírus ou bactérias», observou, dizendo que a principal preocupação são os equipamentos de saúde e escolas.
Segundo disse aos jornalistas a directora nacional de Planeamento de Emergência, Susana Silva, o plano de emergência será testado no terreno em 2009.
De acordo com aquela responsável, o principal objectivo do plano é conseguir que as diferentes entidades se articulem para dar resposta nas primeiras 72 horas, sobretudo aos feridos mais graves.
No que respeita às consequências de um tsunami (maremoto) no Algarve, o estudo está a incidir sobretudo nas zonas da costa identificadas como mais vulneráveis, nomeadamente Sagres, Lagos, Armação de Pêra, Albufeira e Quarteira.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Estudo controverso

Sexo sem preservativo dá melhor saúde mental

A conclusão é, no mínimo (perigosamente), controversa. Um artigo publicado na mais recente edição do Archives of Sexual Behaviour defende que a frequência das relações sexuais entre heterossexuais sem preservativo está associada a uma melhor saúde mental.

Segundo um artigo de Andrea Cunha Freitas, publicado no jornal ‘Público’ de hoje, os investigadores, Rui Miguel Costa e Stuart Brody, da Universidade do Oeste da Escócia, baseiam-se em vários trabalhos académicos para sustentar esta polémica tese. Um dos principais estudos citados resulta de um questionário feito a 210 portugueses. Em 2008, a mesma dupla de investigadores apresentou um artigo, no Journal of Sexual Medicine, onde alegavam que o uso de preservativo num coito vaginal estava associado a mecanismos imaturos de defesa psicológica. Uma conclusão retirada das respostas de 99 mulheres e 11 homens portugueses (sobretudo estudantes universitários de Lisboa) a um questionário anónimo sobre os seus hábitos sexuais, a frequência de relações e orgasmos, entre outras perguntas. O uso do preservativo ficava, desta forma, associado pela primeira vez a uma pior saúde mental.
Agora, numa carta ao editor, os autores apoiam-se em vários estudos para reforçar a controversa ideia que vai contra qualquer política de saúde pública, onde o preservativo ocupa um lugar principal nas estratégias de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidezes indesejadas. Os autores alegam que a espécie humana está biologicamente programada para o sexo desprotegido, como forma de assegurar a continuidade da espécie e maximizar as hipóteses de reprodução.
Stuart Brody é autor de mais estudos nesta área, como o que associa orgasmos femininos ao modo de caminhar ou o que defende que uma noite de sexo pode tratar do stress de uma palestra no dia seguinte. A tese vai contra qualquer política de saúde pública onde o preservativo é uma arma essencial de prevenção.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cenários de alerta e prevenção

Plano de contingência para a Gripe A

O alarme está dado: farmácias preparam-se para cenário de pandemia.

As Farmácias desenvolveram um plano de contingência para antecipar e gerir o impacto de uma eventual situação de pandemia, causada pelo vírus da Gripe H1N1 (Gripe A), que foi já distribuído às cerca de três mil Farmácias do país.
O documento foi elaborado em articulação com as orientações da Direcção-Geral de Saúde, no sentido de manter os serviços essenciais em funcionamento e de minimizar a propagação do vírus.
Pela proximidade em relação às populações e pela distribuição geográfica, as farmácias têm uma particular responsabilidade enquanto agentes de saúde, no seguimento e promoção das medidas consideradas adequadas e na garantia de que os cidadãos vão manter o acesso a serviços e bens essenciais numa situação de pandemia gripal.
O plano de contingência prevê a adopção de medidas preventivas para assegurar que a dispensa de medicamentos e de produtos de saúde, bem como a prestação de serviços farmacêuticos e o funcionamento orgânico da Farmácia não sofram perturbações.
O texto, de fácil consulta, apresenta não só as medidas a observar pela equipa de farmácia, como as respostas e informações essenciais a dar aos utentes. O canal de televisão interno das Farmácias - a Farmácia TV - vai também, de imediato, passar a difundir informação relevante à população sobre a Gripe A.

Recomendações para cenário de pandemia

No seguimento da decisão anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de elevar o nível de alerta pandémico do vírus H1N1 para a fase 6, o nível máximo, a Marsh, empresa mundial de corretagem de seguros e consultoria de risco, recomenda que todas as organizações continuem atentas aos principais riscos económicos e jurisdicionais resultantes da pandemia. Além disso, as organizações devem continuar a preparar-se para as potenciais consequências sociais e de saúde e a acelerarem a vigilância de focos pandémicos que possam afectar as suas operações, mercados ou fornecedores.
De acordo com a Marsh, as empresas devem continuar a monitorizar a possibilidade de intervenção dos governos, que pode ir desde o encerramento compulsivo de fábricas e escritórios até à fiscalização mais intensiva de bens e pessoas nas fronteiras, quarentenas aleatórias e isolamento social.
A realidade das economias globais interdependentes permite antecipar que uma pandemia pode ter ramificações na capacidade de uma empresa aceder a bens e manter as suas operações e níveis de serviço um pouco por todo o mundo. No entanto, é importante ter em atenção que as acções e os impactos vão variar de acordo com a severidade dos surtos em países ou regiões específicas.
Jaime Gato, coordenador de Risk Consulting da Marsh em Portugal, afirmou: «Com a declaração da pandemia, as organizações públicas e privadas devem procurar finalizar, validar e testar os seus planos de continuidade do negócio, resistência da cadeia de fornecimento e de comunicação de crise, para que sejam mais capazes de gerir quaisquer consequências de natureza económica ou jurisdicional. A capacidade das empresas para responder aos desafios colocados por uma pandemia pode ser dificultada pela recessão económica global, que conduziu a reduções significativas no número de trabalhadores, à simplificação das cadeias de fornecimento e a cortes nas operações.»
Segundo a Marsh, com o nível de alerta na fase 6, as empresas devem actualizar os seus planos de continuidade à luz de uma pandemia, assegurando que os seus parceiros comerciais fazem o mesmo. Este planeamento deve incluir os seguintes pontos:- a compreensão de como e onde a organização pode ser afectada, especialmente nas cadeias de fornecimento globais que são suportadas por parceiros comerciais e fornecedores de infra-estruturas públicas;- prioridades de negócio e modelos de decisão predefinidos que prevejam as interdependências;- um processo para encerrar fábricas de forma organizada ou reduzir serviços devido a eventuais quedas na procura, indisponibilidade de mão-de-obra, ausência de matérias-primas ou falhas em infra-estruturas críticas, como a saúde e segurança pública, energia, comunicações, transportes ou infra-estruturas sanitárias;- planos de recuperação, restauração ou reabertura que prevejam todos os processos e recursos fundamentais e que definam o tempo desejado de recuperação (no mínimo, estes planos devem incluir métodos alternativos para aceder a matérias-primas e produtos, recrutar colaboradores alternativos e políticas de trabalho em casa).

A Marsh refere ainda que as empresas devem usar a actual pandemia como base para reverem e actualizarem o seguinte:- plano de gestão de crise e continuidade do negócio, incluindo políticas de viagens de negócios, localização de colaboradores, procedimentos de isolamento e uma força de trabalho alternativa;- plano de comunicação da pandemia que assegure que todas as partes interessadas (‘stakeholders') sejam mantidas informadas e saibam o que se espera delas;- política de cuidados de saúde físicos e comportamentais para gestão de colaboradores e locais infectados, bem como políticas de higiene e rastreio médico, medicamentos anti-virais, apoio médico (por exemplo, máscaras, produtos sanitários anti-bacterianos, etc) e procedimentos para gerir os impactos emocionais.

Além disso, refere ainda a Marsh, as empresas devem equacionar a possibilidade de comprar extensões de cobertura para o seu programa de seguros e compreender como este se relaciona com a fase 6 da pandemia; nas últimas semanas, em todo o mundo, muitas empresas actualizaram os seus planos para a pandemia no que se refere aos impactos sociais, económicos, na saúde e na segurança, evidenciados por medidas como:- pedir aos trabalhadores que regressam de países infectados que permaneçam em casa durante três a sete dias;- restringir viagens de negócios;- activar sistemas de avaliação de colaboradores e membros do agregado familiar;- rever os planos para os colaboradores poderem trabalhar em casa;- monitorizar e vigiar ocorrências e comunicar regularmente toda a informação relevante;- validar o grau de preparação dos parceiros comerciais.

Jaime Gato referiu ainda: «Vamos retirar muitas lições da resposta inicial a esta pandemia, em termos de coordenação internacional, de comunicações e da necessidade de atribuirmos prioridades aos aspectos fundamentais para as organizações continuarem a operar. Há uma urgência em encontrar e aplicar esses ensinamentos. Baseadas na experiência passada no que se refere a pandemias no mundo, as empresas necessitam de se preparar para a possibilidade de recorrência do H1N1 mais para o final do ano e para a eclosão de futuras pandemias.»

sábado, 18 de julho de 2009

Prevenção e segurança

Campanha tem alvo a Concentração Motard

Foi lançada uma acção específica de prevenção da sinistralidade rodoviária durante a 28ª Concentração de Motos de Faro.

“A Imprudência pode custar a Vida”, é a mensagem transmitida, desde ontem, aos motociclistas que participam na 28ª Concentração Internacional de Motos. O slogan ilustra a nova acção de sensibilização integrada na campanha regional de prevenção da sinistralidade rodoviária, promovida pelo Governo Civil de Faro. A acção, dirigida especialmente aos mais jovens, foi concebida pelos alunos do Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico, da Escola Secundária de Albufeira, que aceitaram o repto da Governadora Civil para produzirem um desdobrável sobre a temática da prevenção da sinistralidade rodoviária, durante a sua deslocação àquele estabelecimento de ensino, no âmbito da Agenda Temática “O Algarve e a Educação”.
O desdobrável distribuído hoje aos participantes na Concentração de Motos, aconselha os jovens a adoptarem atitudes e comportamentos adequados a uma segura inserção em ambiente rodoviário e salienta a importância da educação rodoviária, enquanto vertente da formação do cidadão.
Os autores do projecto chamam ainda a atenção dos automobilistas para a necessidade de evitarem comportamentos de risco, como a condução sob o efeito do álcool, o excesso de velocidade e as manobras perigosas. Esta iniciativa, promovida pelo Governo Civil de Faro, contou com a colaboração do Gabinete Coordenador de Segurança Rodoviária Distrital de Faro e da Direcção Regional de Educação do Algarve.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Rastreio e prevenção inéditos

Como está o coração dos Louletanos?

Técnicos de Saúde deslocam-se a casa da população para estudo inédito à fibrilhação auricular, arritmia cardíaca responsável por 15% dos AVC.

Loulé é uma das primeiras localidades portuguesas a receber rastreios à fibrilhação auricular, no âmbito do primeiro estudo epidemiológico que percorrerá Portugal para avaliar a incidência deste importante factor de risco para os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). Entre os dias 22 de Junho e 11 de Julho, das 16h00 às 21h30, uma equipa de técnicos de saúde deslocar-se-á aleatoriamente à residência dos Louletanos e pedirá a colaboração da população para se submeter a um electrocardiograma e um inquérito destinado a recolher dados demográficos, sócio-económicos, clínicos e terapêuticos.
Os objectivos deste estudo são a avaliação da prevalência da fibrilhação auricular em indivíduos com idade igual ou superior a 40 anos e análise do conhecimento sobre patologias do ritmo cardíaco. A iniciativa, da responsabilidade do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) e da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) vai abranger um universo de 10 mil portugueses residentes em 70 localidades e será implementada até 31 de Novembro de 2009. O que a distingue das habituais acções de rastreio cardiovasculares e a torna inédita em Portugal, é o facto de serem os Técnicos de Saúde a deslocar-se às habitações da população e a utilização da metodologia de escolha das casas “Random-Route”.
A fibrilhação auricular é um distúrbio do ritmo cardíaco, caracterizado pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores do coração (aurículas) conduzindo a batimentos cardíacos rápidos e irregulares. É frequente, afectando cerca 5 indivíduos em cada 1000, de ambos os sexos, aumentando a sua incidência com a idade.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Gripe A "passou" por Vila Real S. António

Criança com gripe A perto de ter alta

Ministra da Saúde garante que Portugal está «longe de pandemia».

A ministra da Saúde confirmou que uma criança de oito anos está internada no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, com o vírus H1N1, vinda do Algarve - sendo o terceiro caso de gripe A em Portugal.
«A criança está clinicamente bem, estando a ser tratada com um tratamento preventivo com anti-virais. Os médicos contam dar-lhe alta ainda esta semana», disse Ana Jorge. A TVI24 tentou saber se a criança já teve alta, mas nem o hospital nem o ministério confirmaram essa informação.
O menino infectado viajou sexta-feira do Canadá com o irmão, através de uma companhia aérea canadiana, estando entregues aos cuidados das hospedeiras, pelo que estas constituem a principal preocupação neste momento. «Já passaram mais de 48 horas da sua chegada, por isso o tempo para fazer a intervenção já passou, mas é importante divulgar o caso para saber se mais passageiros foram infectados. A família está a ser acompanhada, alguns estão a fazer profilaxia», adiantou, acrescentando que o irmão «não tem sintomatologia».
A criança que estava no Algarve, foi observada em Vila Real de Santo António e, após contacto do médico, foi levada pelo INEM para o Hospital D. Estefânia. A ministra da Saúde garantiu que, apesar da OMS ter subido o alerta para o nível máximo, Portugal «ainda está longe de pandemia».
«A OMS já foi notificada deste terceiro caso, que não representa uma preocupação acrescida, mas também não significa um atenuar das medidas já tomadas», referiu. Ana Jorge sublinhou que não há outro caso suspeito ou em investigação laboratorial em Portugal.

Calor chegou em força

Algarve com maior risco de incêndios

São dez os distritos em alerta Amarelo. Odemira, no distrito de Beja, Aljezur, Monchique e Alcoutim, no distrito de Faro, apresentam risco muito elevado.

Braga, Lisboa, Setúbal e Faro estão em alerta Amarelo devido ao calor. O Instituto de Meteorologia colocou também o arquipélago da Madeira em alerta por causa da chuva e do vento forte, escreve a Lusa.
Braga, Lisboa e Faro podem chegar aos 32 graus Celsius, enquanto em Setúbal pode atingir aos 33º. Também a Direcção-Geral da Saúde colocou Setúbal em alerta Amarelo devido ao calor. A DGS pede «atenção ao calor» e avisa que «devido às temperaturas elevadas pode haver efeitos na saúde».
De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia estão previstos, para Portugal continental, períodos de céu muito nublado, aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, mais prováveis durante a tarde e nas regiões do interior, e uma pequena subida de temperatura.
Os distritos de Beja e Faro são os que apresentam maior risco de incêndio, esta terça-feira, segundo o Instituto de Meteorologia. Já os concelhos de Odemira, no distrito de Beja, Aljezur, Monchique e Alcoutim, no distrito de Faro, apresentam um risco muito elevado.
O Instituto de Meteorologia revela que na segunda-feira o concelho de Monchique, no Algarve, viveu um dia com risco máximo de incêndio. Beja e Faro apresentaram risco muito elevado. Também com risco elevado estão os distritos de Setúbal, Portalegre, Castelo Branco, Santarém e Viseu.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil registou neste domingo 28 fogos, devido às condições meteorológicas. Na segunda-feira, foram registados 38 incêndios em território nacional.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia Mundial do Ritmo Cardíaco

Prevenção do coração passa pelo Hospital de Faro

Iniciativa pioneira celebra-se por todo o país, e junta 10 hospitais portugueses.

No âmbito do Dia Mundial do Ritmo Cardíaco, que se assinala no próximo Sábado, dia 13 de Junho, a campanha "Bate, bate Coração" irá promover a a maior iniciativa nacional de sensibilização sobre as arritmias cardíacas, com a colocação de bancas informativas em 10 hospitais nacionais, simultaneamente, entre as 10 horas e as 18 horas.
Os hospitais que aderiram a esta iniciativa foram: os hospitais de Santa Maria e de Santa Marta em Lisboa, o hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca na Amadora, os Hospitais da Universidade de Coimbra, os hospitais Distritais de Faro, Santarém e Setúbal, o hospital Infante D. Pedro em Aveiro, o Hospital de São Marcos em Braga e o Hospital de Santo António no Porto.
Entre as 10 e as 18 horas de dia 13, os portugueses poderão dirigir-se a um destes hospitais, procurar as bancas informativas da campanha e colocar dúvidas aos profissionais de saúde presentes, que aceitaram colaborar voluntariamente com a iniciativa. No local, também será possível aprender a medir o ritmo cardíaco com um cartão especialmente concebido para o efeito e aprender mais sobre as arritmias, através dos vários folhetos informativos que os participantes poderão levar consigo.
A iniciativa tem como objectivo a sensibilização dos portugueses para as arritmias cardíacas, as suas causas, mitos, formas de prevenção e tratamento, bem como incentivar a partilha de testemunhos entre portadores de pacemaker e desfibrilhadores (CDI´s), chamando a atenção para este problema de saúde muitas vezes silencioso, afirma o Dr. Carlos Morais, Coordenador Nacional da Campanha “Bate, bate coração”.
Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais quando não tratada. Os sintomas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade. No entanto, muitas vezes, as arritmias não provocam sintomas, e por isso, grande parte da população em geral desconhece os seus riscos. A falta de informação é um dos principais factores que pode levar à morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.
Participe nas iniciativas da campanha “Bate, bate coração” e esteja atento ao seu ritmo. Para mais informações visite o site http://www.batebatecoracao.com/.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

25 Praias sem vigilância no Algarve

Bandeira a meia haste

Falta de nadadores-salvadores impediu abertura de 25 praias no Algarve, na data inicialmente prevista.


As dificuldades registadas na contratação de nadadores salvadores impediu a abertura de 25 praias do Algarve na data de início da época balnear, na passada segunda-feira, disse à Lusa a Autoridade Marítima do Sul.
"Num total de 210 praias concessionadas no Algarve, 25 não abriram a época ao público por dificuldades com os nadadores salvadores, o que representa cerca de 10 por cento", afirmou o comandante Marques Ferreira.
O responsável da zona marítima do Sul adiantou porém que "houve um número significativo de praias que abriram antes de 01 de Junho", data oficial da abertura da época balnear.
Marques Ferreira precisou que abriram antes do arranque da época balnear "35 por cento das praias localizadas na área da capitania de Vila Real de Santo António, 25 por cento na de Tavira, 26 por cento na de Faro, 87,5 por cento na da delegação marítima de Albufeira, 47 por cento na da capitania de Portimão e 14 por cento na de Lagos".
"Todas as outras abriram a partir de 01 de Junho, com excepção para essas 25 praias, que não vão abrir por dificuldades com os nadadores salvadores", frisou o comandante.
Das praias que não abriram na data prevista, três situão-se em Vila Real de Santo António, uma em Olhão, duas em Faro, 10 em Portimão e nove em Lagos.
Marques Ferreira explicou que o número mais significativo de praias que não abriram na data da temporada, regista-se na área da capitania de Lagos, porque "grande parte está situada na Costa Vicentina e só tem uma maior afluência de pessoas a partir de Julho", devido a ser uma zona "mais fria e mais ventosa".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Verão: Prevenção infantil

Coletes salva-vidas podem salvar afogamento

Colocar coletes salva-vidas às crianças em desportos náuticos ou passeios de barco e braçadeiras com duas câmaras-de-ar quando nadam em águas calmas como as piscinas são algumas medidas preventivas aconselhadas para diminuir os afogamentos infantis.

Em conferência de imprensa, a Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI) divulgou ontem, em Vilamoura, um relatório sobre os afogamentos de crianças entre 2007 e 2008 e estima que tenham morrido por afogamento 34 crianças nos dois últimos anos.
Os números oficiais do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), no entanto, indicam apenas 24 crianças mortas por afogamento nos últimos dois anos. Segundo o ISN morreram 11 crianças vítimas de afogamento em 2007, e 13 em 2008. A maioria das crianças que morre por afogamento em Portugal tem menos de quatro anos, é do sexo masculino e a tragédia ocorre principalmente em piscinas no Sul do país, enquanto que no Norte é em poços e tanques.
"Apesar de Portugal ser um país com cerca de 550 quilómetros de praias, a maioria dos afogamentos fatais não acontece no mar (...), mas em meios aquáticos construídos", nomeadamente piscinas familiares, tanques e poços de propriedades privadas", indica um estudo apresentado hoje no Algarve sobre afogamentos.

No relatório sobre "Afogamentos de crianças em Portugal em 2007 e 2008", apresentado em Vilamoura pela Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI), pode ler-se que "os afogamentos acontecem mais nas crianças com idades até aos quatro anos", havendo uma maior prevalência em crianças do sexo masculino.
Segundo a médica pediatra Elsa Rocha, também membro da APSI, no Sul verifica-se que dos zero aos 18 anos há mais afogamentos em piscinas, enquanto que no norte o pico de afogamentos é em rios, ribeiros e lagoas. A maioria dos afogamentos em Portugal ocorre em Maio e Setembro (Primavera/Verão) e enquanto que ao Hospital Central de Faro (HCF) os casos que mais surgem são em piscinas privadas, nos hospitais do Porto e Coimbra há mais registos de afogamentos em poços, fossas e tanques, acrescenta ainda o relatório hoje divulgado.
Um estudo realizado no HCF, entre 1998 e 2005, indica que 72 por cento dos casos de afogamento eram crianças não residentes, sendo mais de metade delas estrangeiras. Nos últimos sete anos morreram afogadas, pelo menos, 150 crianças e adolescentes em Portugal, e 34 dessas mortes foram registadas entre 2007 e 2008, indica ainda o mesmo documento.
Na conferência de imprensa, a APSI revela ainda, citando um estudo holandês de 2006, "por cada criança que morre por afogamento, 140 ficam hospitalizadas por afogamento não fatal e 20 crianças têm de recorrer aos serviços de emergência".

Colocar coletes salva-vidas às crianças durante os desportos náuticos e passeios de barco e pôr braçadeiras com duas câmaras-de-ar quando elas nadam ou brincam em águas calmas, como as piscinas ou tanques, são algumas medidas preventivas para diminuir os afogamentos infantis.
Na conferência de imprensa, denominada "Prevenir os afogamentos com crianças em 2009", a APSI, que contou com o apoio da Administração Regional de Saúde do Algarve, lembrou ainda que as vedações junto das piscinas são outra forma de ajudar a prevenir os afogamentos. "Um fecho de difícil abertura que implique dois movimentos em simultâneo" e uma fechadura automática são as principais características que uma boa vedação de piscina deve ter.
Promover a aplicação e fiscalização da lei existente quanto à vedação e cobertura de poços ou publicar uma norma portuguesa para vedações eficazes na prevenção do afogamento e criar "com urgência" um enquadramento legal abrangente para as piscinas são apelos que a APSI deixa ao Governo.
"É lamentável que ao fim de tantos anos ainda não haja uma lei sobre as normas para as vedações nas piscinas", disse a presidente da APSI, Sandra Nascimento. Oitenta por cento dos casos de afogamento podem ser prevenidos, lembra Sandra Nascimento, citando uma das conclusões do Congresso Mundial de Afogamentos de 2002.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Segurança rodoviária

Suportes digitais distribuidos nas escolas

Projecto inédito sensibiliza alunos do 5º ano para questões da segurança rodoviária.

A Governadora Civil de Faro considerou ontem que a abertura das escolas do Distrito aos projectos desenvolvidos na área da prevenção da sinistralidade rodoviária, revela a forte preocupação e o empenho dos responsáveis da área da Educação, na luta contra este flagelo.
Isilda Gomes, que falava durante a cerimónia de apresentação do Projecto Educativo “Cidadania em Movimento-Segurança Rodoviária”, destinado aos alunos do 5º ano do Ensino Básico, referiu que tanto a Direcção Regional de Educação (DRE) do Algarve como as autarquias da região têm sido importantes parceiros no combate à sinistralidade, ao disponibilizarem recursos e participando nas campanhas de informação e sensibilização realizadas no Distrito.
Dirigindo-se aos jovens presentes no Salão Nobre, onde decorreu a cerimónia de apresentação e assinatura do protocolo de colaboração para a implementação do projecto nas 52 escolas do Ensino Básico 2,3 do Algarve, Isilda Gomes apelou à sua participação directa nas questões da sinistralidade, pois muitas vezes é pela voz dos mais novos que a mensagem atinge os objectivos preconizados. No âmbito da cerimónia realizada ontem, que reuniu num mesmo objectivo o Governo Civil de Faro, Direcção Regional de Educação do Algarve e Associação para a Cidadania e Conhecimento (CCA), os alunos do 5º ano do Ensino Básico vão desenvolver diversas actividades interactivas através de conteúdos multimédia nos domínios da Prevenção e Segurança Rodoviária.
O projecto, que corresponde às orientações da edição “Cidadania e Segurança” da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, pretende sensibilizar alunos e professores para as questões da segurança rodoviária e promover a utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação nos estabelecimentos de ensino que dispõem de sistemas informáticos. Os conteúdos informáticos, produzidos pela CCA em suporte digital (pen-drive), foram financiados pelo Governo Civil de Faro, sendo agora distribuídos pela DRE do Algarve às 52 escolas, onde serão desenvolvidas as referidas actividades no âmbito das disciplinas de Área de Projecto e Formação Cívica e em clubes escolares de Educação Rodoviária ou de Protecção Civil.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cruz Vermelha Portuguesa

No Quartel dos Bombeiros de S. Marcos da Serra

Câmara Municipal de Silves assina protocolo com Cruz Vermelha Portuguesa, cujo Quartel passa a sede desta instituição.

Foi assinado ontem um protocolo entre a Câmara Municipal de Silves (CMS) e a Cruz Vermelha Portuguesa, que prevê a cedência do “Quartel dos Bombeiros” de S. Marcos da Serra a esta instituição, de modo que possa ser criada ali a sua sede.
Isabel Soares, Presidente da CMS, ressaltou a importância da Cruz Vermelha, quer a nível nacional, quer a nível internacional, tendo salientado a importância que este equipamento poderá ter na formação de novos elementos/voluntários, que queiram servir o concelho de Silves.
Luís Barbosa, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, destacou o papel da instituição como prestadora de cuidados de emergência médica, mas, também, como prestadora de cuidados de emergência social.
«Temos vindo a adaptar as nossas funções e objectivos e cada vez mais somos uma instituição com um papel central no apoio social às populações», referiu o Presidente da Cruz Vermelha. Também salientou a importância de instituições deste tipo no combate de possíveis pandemias, como a da Gripe. «Se houver uma epidemia de gripe, as famílias terão de lidar com muitos problemas sozinhas, em suas casas e a Cruz Vermelha será um apoio directo a todas elas».
Nesta ocasião foi igualmente assinado um protocolo entre a Junta de Freguesia de S. Marcos da Serra e a Cruz Vermelha, protocolo que previa a cedência de uma ambulância.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eles andam por aí...

Saiba como evitar um carjacking

O primeiro caso de que há conhecimento acontecido no Algarve data de 2005. GNR explica o que procuram os criminosos e como fazer quando se é vítima deste crime.

Sabe onde atacam os carjackers? O que deve fazer se for vítima de carjacking (roubo de automóveis com violência)? E como reduzir o risco? Durante uma conferência no IV Congresso Nacional de Criminologia, a decorrer no Porto, o tenente Silva Lopes, comandante do departamento de trânsito da GNR do Porto, deixou alguns conselhos.
Geralmente os carjackers atacam nos cruzamentos controlados por semáforos, caixas multibanco, áreas de serviço e lavagens de carros, locais ermos ou com fraca iluminação, zonas residenciais, parques de estacionamento e garagens em zonas mais escondidas são os locais onde estes criminosos mais atacam.
Os carjackers procuram sobretudo viaturas de gama alta para vender no mercado negro inteiro ou em peças. Mas, segundo o tenente Silva Lopes, tem aumentado o roubo de viaturas comuns, que são depois utilizadas pelos criminosos na realização de outros crimes.
Então, como reduzir o risco de se tornar vítima de carjacking?
O responsável da GNR aponta alguns comportamentos que podem minimizar o risco de ser vítima de carjacking: Caminhar decidido para o interior da viatura; Confiar nos seus instintos e se lhe parecer que a situação é ameaçadora, não hesite, entre na viatura, tranque as portas e arranque; Mantenha as portas e janelas fechadas; Quando se aproximar de um cruzamento, mantenha distância ao veículo da sua frente que lhe permita manobrar o veículo em caso de alarme; Não pare para assistir um desconhecido que tenha o carro avariado; Evite conduzir sozinho; Evite estacionar em zonas escuras e ermas; Não deixe objectos de valor à mostra;
- Separe as chaves do carro das restantes; Use sistemas que permitam a localização da viatura via satélite, GPS e equipamentos de imobilização do carro por telemóvel.

O que fazer se for vítima de carjacking

A primeira notícia conhecida de carjacking no Algarve, aconteceu em 2005, no cruzamento de entrada em Albufeira pela estrada das Ferreiras, nos então existentes semáforos, antes desta ser transformada em rotunda. O condutor foi abordado pela janela e convidado a sair, com pistola apontada. Não reagiu, e o carro esteve desaparecido durante quase dois meses, quando depois foi encontrado em aparatoso e rocambolesco acidente nas Ferreiras, num momento em que o próprio proprietário ia a passar no carro alugado em que andava. O criminoso condutor pôs-se em fuga a pé, acompanhado de uma mulher, e foi apanhado pela GNR com a ajuda do próprio proprietário que o perseguiu até o Parque de Campismo à entrada da cidade. Veio a saber-se que era natural de Albufeira, e conhecido das autoridades como traficante de droga.
Muito importante num caso de carjacking, em que os assaltantes não se coíbem de usar violência e armas, é manter a calma, não resistir e depois contactar o 112, garante o tenente Silva Lopes.
O responsável adianta que é importante tentar «memorizar características fisionómicas dos suspeitos, tipo de roupa, meios utilizados, pronúncias; sotaques, viatura utilizada, matrícula da viatura em que seguiam», quaisquer pormenores que possam ajudar a identificar os criminosos.
Com os sistemas de segurança dos veículos automóveis a tornarem-se cada vez mais sofisticados, retirar a chave ao próprio condutor com violência e sob ameaça de arma foi a solução adoptada pelos criminosos. Em 2008 foram registados em Portugal 597 casos de carjacking, sendo que à quinta-feira e durante o fim-de-semana são os dias em que ocorreram mais crimes. 40 por cento dos roubos por carjacking registados ocorrem entre as 19H00 e a 01H00 e 70 por cento são praticados por dois a quatro indivíduos, na maior parte das vezes armados (67 por cento).
A maioria dos casos (43,03 por cento) ocorre com os carros a circular na via pública. 16,97 por cento ocorre em veículos estacionados na via pública, 5,45 por cento nos semáforos, 5,45 por cento decorrem de um bloqueamento da estrada, impedindo o veículo de circular e 3,93 por cento ou através de simulação de acidente no caminho do condutor. Segue-se o estacionamento junto à residência (8,79 por cento), garagens (3,03 por cento), parques de estacionamento (2,12 por cento), estacionamento junto à praia (1,52 por cento) ou perto de locais de diversão nocturna (0,91 por cento) e em postos de abastecimento de combustível (0,61 por cento).
Mais de 5 por cento dos casos ocorrem em veículos estacionados em locais ermos, muito utilizados por namorados e cada vez mais um local de ataque dos carjackers.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Combate aos fogos florestais

“Preparados para o pior mas fazer o melhor”

Algarve preparado para vigilância e combate aos incêndios florestais.

Um total de 477 operacionais (integrados em 100 equipas), 124 veículos e três helicópteros vocacionados para o ataque inicial, vão assegurar, de 1 de Julho a 30 de Setembro, as acções de vigilância e combate aos incêndios florestais na região algarvia, no âmbito do Plano Operacional Distrital nº1/2009- Incêndios Florestais (POD) do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Faro da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), apresentado ontem em cerimónia presidida pela Governadora Civil de Faro.
Durante este período de maior vulnerabilidade para a ocorrência de incêndios florestais, que corresponde à Fase ‘Charlie’, o dispositivo operacional na região algarvia será ainda reforçado com um helicóptero vocacionado para o ataque ampliado, que permanecerá estacionado na base de Beja. Para além do reforço do número de elementos e de meios terrestres e aéreos, durante a Fase ‘Charlie’ será aumentado também, de cinco para 12, o número de postos de vigia na região. Quanto ao dispositivo correspondente à Fase Bravo, que decorre de hoje, dia 15 de Maio, a 30 de Junho, concentra na região algarvia um total de 345 operacionais (agrupados em 61 equipas) e 109 veículos. Durante este período estão activos cinco postos de vigia, que asseguram uma cobertura de toda a área florestal da região.
No âmbito da Fase Delta, que decorre de 1 a 15 de Outubro, verificar-se-á também um reforço do dispositivo comparativamente ao ano passado, com um total de 329 operac! ionais (62 equipas) e 84 veículos e cinco postos de vigia. De acordo com a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, o reforço que irá ser efectuado durante a Fase Delta corresponde aos reajustamentos do POD, face aos dados estatísticos anuais, que apontam para uma incidência significativa de incêndios florestais durante este período.
Isilda Gomes salientou ainda o reforço de mais cinco equipas de sapadores florestais que irão intervir na área da vigilância e combate aos incêndios florestais durante os meses de Verão, o qual representa uma “mais-valia” que contribuirá para que o Algarve continue a ser uma região segura, economicamente sustentável e com um turismo de excelência, já que este é um sector que não pode ser desassociada da Protecção Civil.
Reconhecendo que este é um ano difícil em matéria de incêndios florestais devido à! s condições meteorológicas registadas durante os meses de Inverno, a Governadora Civil alertou para a necessidade de uma “atenção redobrada” no que diz respeito às medidas de prevenção, tanto por parte dos cidadãos como dos agentes de Protecção Civil e entidades responsáveis pela defesa da floresta, tendo destacado o trabalho desenvolvido pelas autarquias, nomeadamente através das candidaturas ao PRODER, para gestão das faixas primárias e de combustível, nos respectivos municípios.