Fernando Santo, secretário de Estado da Administração Patrimonial e de Equipamentos, considera que se trata de valores muito elevados e anuncia que está a estudar uma solução.O Estado está a pagar 100 mil euros por cada cela de reclusos nos Estabelecimentos Prisionais de Lisboa e de Pinheiro da Cruz. As prisões foram vendidas pelo anterior Governo socialista que, no entanto, não desocupou os terrenos. Por isso, paga-se nesta altura renda daquilo que já pertenceu ao Estado. Fernando Santo, secretário de Estado da Administração Patrimonial e de Equipamentos, considera que se trata de valores muito elevados e anuncia que está a estudar uma solução. “No Estabelecimento Prisional de Lisboa e de Pinheiro da Cruz, que ainda se mantêm em funcionamento, o custo dos concursos que estavam previstos levaria a que tivéssemos de gastar quase outro tanto do que o valor recebido”, explica Fernando Santo.
O secretário de Estado conclui que “há aqui também problemas que me levam a olhar para os custos dos estabelecimentos prisionais, para dizer que modelo é que temos vindo a desenvolver para chegarmos num número próximo daquele que encontrei, cerca de 100 mil euros por cela, por pessoa detida. Parece-me um valor muito elevado”, finaliza. As declarações de Fernando Santo foram feitas esta tarde na primeira comissão, onde também a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, constatou que há muitos guardas prisionais que desempenham apenas funções de secretaria. Perante os pedidos do sindicato dos guardas prisionais para a contratação de mais efectivos, Paula Teixeira da Cruz lembrou que tal, nesta altura, não é possível e que o caminho passa por uma reorganização do pessoal.
Polícia Judiciária captura fugitivo norte-americano 41 anos depois. FBI agradece
Chama-se George Wright, tem actualmente 68 anos de idade e uma história digna de um filme policial. A Polícia Judiciária deteve ontem, na região de Lisboa, um norte-americano que estava fugido à justiça do seu país há 41 anos. Chama-se George Wright, tem actualmente 68 anos de idade e uma história digna de um filme policial. Esteve preso por matar um homem, fugiu da prisão, desviou um avião e, sempre em fuga, acabou por encontrar refúgio em Portugal. Na sequência de uma serie de assaltos à mão armada praticados em finais de 1962, o grupo criminoso a que George Wright pertencia matou o empregado de uma bomba de gasolina em Nove Jérsia. Detido alguns dias depois, viria a ser condenado a uma pena de 15 a 30 anos de prisão, dos quais cumpriu menos de oito, uma vez que conseguiu fugir da cadeia. Dois anos depois, em 1972, George Wright, na companhia de outros quatro adultos e três crianças, desviou um avião do Delta Airlines de Detroit para Miami. Pediram um milhão de dólares para libertar os passageiros, o que veio a acontecer, mas voltaram a desviar o avião, desta vez para Boston e daí para a Argélia, onde pediram asilo político.
Os cúmplices viriam a ser detidos em Paris em 1976 mas de Wright as autoridades norte-americanas não voltaram a ter notícias. Agora, foi detido nos arredores de Lisboa, onde vive há mais de 10 anos. Tinha uma identidade falsa e sabe-se que chegou a Portugal oriundo de um país africano, onde também esteve escondido. Tal como sempre acontece com pedidos de extradição, o detido foi ouvido no Tribunal da Relação de Lisboa, de onde saiu esta tarde em prisão preventiva, situação em que vai ficar até ser tomada uma decisão. A Lisboa chegaram entretanto as felicitações das autoridades norte-americanas. O FBI agradece, e enaltece, o trabalho realizado pela Judiciária.
“Portugal está no caminho certo”, diz Hillary Clinton
Secretária de Estado norte-americana elogia o nosso país e considera que Portugal está melhor posicionado que outros países para sair da crise. Hillary Clinton diz não ter dúvidas de que Portugal está a seguir o caminho certo para resolver a crise da dívida. A secretária de Estado norte-americana aplaude o esforço de contenção do Estado português. No final de um encontro, em Washington, com o ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, a chefe da diplomacia dos Estados Unidos sublinhou que Portugal está melhor posicionado do que outros países para resolver o actual quadro de crise. "O povo português e o governo de Portugal demonstram uma determinação impressionante em pôr de lado divergências políticas para aplicar medidas difíceis de austeridade, que estão a ajudar a estabilizar a economia portuguesa, mas também a prepará-la para o sucesso económico de longo prazo", disse Hillary Clinton. Contudo, a secretária de Estado norte-americana não esconde as dificuldades do caminho de regresso à prosperidade económica.
Programa de apoio aos desempregados discutido 5ª feira com parceiros sociais
Sobre os temas mais polémicos, como os despedimentos ou o Fundo de Compensação do Trabalho, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, ainda não enviou qualquer proposta para as confederações sindicais e patronais. O Governo vai discutir o programa de apoio aos desempregados na quinta-feira com os parceiros sociais. É uma das propostas que o Governo fez chegar aos parceiros esta manhã. Sobre os temas mais polémicos, como os despedimentos ou o Fundo de Compensação do Trabalho, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, ainda não enviou qualquer proposta para as confederações sindicais e patronais. Para já, sabe-se apenas que o Executivo quer mesmo facilitar o relacionamento das empresas com a Autoridade das Condições de Trabalho (ACT). Na proposta que enviou ontem aos parceiros, o Governo reforça a ideia que já tinha deixado na reunião do grupo de trabalho da Concertação Social, a semana passada: as empresas deixam de ser obrigadas a comunicar à (ACT) dados como os que se prendem com elementos e regulamentos internos da empresa, horários de trabalho ou trabalhadores no domicílio.
Noutros casos, apenas terão de o fazer por via electrónica, como acontece com o pedido de alargamento do horário ou de laboração contínua. No que toca à redução ou eliminação do intervalo para descanso, acaba o pedido de autorização à ACT; a empresa apenas precisa de enviar por e-mail o documento com a concordância do trabalhador. Medidas que, no entender do Executivo, servem para facilitar a vida das entidades empregadoras e reduzir encargos desnecessários, mas que na opinião das centrais sindicais, esvaziam as competências da ACT no acompanhamento das regras legais e contratuais nas empresas. O outro documento enviado aos parceiros pelo Ministério da Economia prende-se com o “lay-off”, ou seja, a suspensão do trabalho por motivos de crise empresarial. Retomou o que estava no acordo tripartido de Março para referir que as entidades empregadoras não podem cessar contratos de trabalho durante o “lay-off” ou nos 30 ou 60 dias a seguir, consoante a duração tenha sido de até seis meses ou até um ano. Depois, podem terminar os contratos.



