Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

INÉDITO NA DEMOCRACIA PORTUGUESA

PETIÇÃO PARA DEMITIR CAVACO SILVA JÁ TEM MAIS DE 30.000 ASSINATURAS
                                                                                                                                       
Esta é para o presidente demissionário que deixou Sócrates e Passos Coelho espezinharem a Constituição em prol do federalismo europeu... A PSP recolheu moedas e géneros alimentares que cerca de 300 manifestantes pretendiam entregar no Palácio de Belém... Até já o FMI considera demasiado as medidas de austeridade!
                                                            
Quase 30 mil pessoas já assinaram a petição 'online' que pede a demissão do Presidente da República. Depois de ter sido lançada no sábado por Nuno Luís Marreiros, às 10h15 de hoje já tinham subscrito a petição 'online' "Pedido de demissão do Presidente da República" 28.493 pessoas. No texto da petição, são recordadas as declarações do chefe de Estado na sexta-feira, quando Cavaco Silva afirmou que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas. "Estas declarações estão a inundar de estupefação e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros", lê-se no texto da petição. Perante "tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa", é ainda referido na petição, o Presidente da República "não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa". "Peso isto bem como o medíocre desempenho do senhor Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fraturantes da sociedade portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao senhor Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa", é ainda referido.
                                                                                                                        
FLASH MOB "TRAZ UMA MOEDA PRÓ CAVACO" IMPEDIDA DE ENTREGAR FUNDOS E BENS ALIMENTARES RECOLHIDOS PARA AJUDAR O PRESIDENTE
                                                                                                                                   
"Presidente-palhaço", "presidente-fantoche" foram alguns dos apelidos que o pobre presidente recebeu... A PSP recolheu as moedas e os géneros alimentares que cerca de 300 manifestantes pretendiam entregar no Palácio de Belém no protesto simbólico contra as declarações do Presidente da República a propósito das suas reformas. A manifestação tipo ‘flash mob’, convocada através da rede social Facebook começou cerca das 17h30 e terminou 60 minutos depois, após terem sido angariados pacotes de leite, cereais, arroz, pão e algumas moedas. A entrega de bens na Presidência não foi permitida pela PSP até porque a segurança fora reforçada, devido à presença do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy. A manifestação foi convocada na segunda-feira como uma flash mob e embora a adesão não tenha transmitido os níveis de contestação que têm alastrado ao país, depois de Cavaco Silva ter dito, na sexta-feira, que as pensões de reforma que recebe da Caixa Geral de Aposentações (1300 euros) e do Banco de Portugal, até cerca de 8 mil euros, num total de 10 mil euros, não daria provavelmente para pagar as despesas.
"Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, de visita ao Porto, na sexta-feira. “Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”. Após estas declarações, o Presidente da República foi vaiado, em Guimarães, no sábado, durante a abertura da Capital Europeia da Cultura 2012, ouviu críticas de líderes políticos como Jerónimo de Sousa (PCP) e Francisco Louçã (BE), do lider parlamentar socialista Carlos Zorrinho, mas também de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa (PSD). Quanto à petição online em que se pede a demissão do Presidente, em três dias já congregou mais de 22 mil assinaturas, até às 19h00 de hoje. O vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=paL0FjSopQ8.
                                                                                                 
FMI AVISA GOVERNOS EUROPEUS: "ACABEM COM A AUSTERIDADE"
                                                                                                                                     
Até já o FMI considera demasiado as medidas de austeridade tomadas pelos Governos da NWO europeus... O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou ontem os governos europeus de que não devem perseguir o cumprimento das rigorosas metas orçamentais caso se confirme o agravamento da situação económica. O aviso do FMI – pertinente para Portugal, que planeia este ano um ajustamento orçamental sem precedentes na Europa – sucede à publicação na semana passada de previsões que sugerem um agravamento significativo da economia da zona euro. “Os governos devem evitar responder a qualquer descida inesperada no crescimento com mais aperto nas políticas [orçamentais]”, aponta o FMI na actualização do “Fiscal Monitor”, o documento que acompanha a evolução orçamental em várias regiões do mundo. O Fundo recomenda que países que tenham margem e acesso a financiamento nos mercados deixem operar os chamados “estabilizadores automáticos”, ou seja, rubricas orçamentais (subsídio de desemprego e impostos progressivos, como o IRS) que se ajustam automaticamente à conjuntura, suavizando o seu impacto na economia (com contrapartida nas contas). Em contraste com a posição mais rígida da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do governo alemão – para quem a austeridade é a forma de reconquistar credibilidade junto dos mercados que castigam a dívida do euro –, o FMI argumenta que a reacção dos investidores pode ser contrária ao esperado. “Decréscimos adicionais no défice ajustado do ciclo [económico] podem ser indesejáveis não só numa perspectiva de crescimento, mas também numa perspectiva de mercado [de dívida]”, sublinha o Fundo.
O documento nota que as economias com crescimento maior estão a beneficiar de juros mais baixos, o que “reflecte em parte a preocupação com a consolidação orçamental e a solvência num contexto de fraco crescimento”. E Portugal? Para os países do euro com espaço para agir, a mensagem é de prudência – mas e para Portugal, cujo financiamento depende da troika? O FMI já antes indicou que, em caso de agravamento da conjuntura interna e externa, o programa de ajustamento deveria ser revisto. O risco de agravamento é grande. O Banco de Portugal estima que há uma probabilidade superior a 50% de a recessão em 2012 ser pior que a previsão de –3,1%. Parte do risco é interna – é difícil prever como reagirá a economia a um aperto sem precedentes –, outra parte é externa, como mostra a revisão em baixa anunciada pelo Fundo para a economia da zona euro. A maior tolerância do FMI colide com a rigidez até agora mostrada quer pelas instituições europeias da troika – lideradas informalmente pela Alemanha e formalmente pela Comissão Europeia –, quer pelo governo. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reiterou a semana passada o cumprimento da meta de 4,5% para o défice este ano. “O esforço de Portugal este ano [corte no défice de 6,1% do PIB] não tem paralelo na democracia portuguesa, nem na economia europeia”, realça Cristina Casalinho, economista-chefe do Banco BPI. “Mas a única forma de não cumprir a meta este ano é com uma abertura por parte da troika”, afirma Cristina Casalinho. O FMI já deu o sinal, faltando agora o lado europeu. Na única referência explícita a Portugal no “Fiscal Monitor”, o FMI destaca que o corte no défice em 2011 foi “menor que o esperado”, tendo sido conseguido com a transferência dos fundos de pensões da banca. Mesmo assim, o FMI considera que a redução alcançada foi “muito significativa”, citando o emagrecimento de 4% do PIB no défice estrutural.
                                                                                                                                             
                                                                                                                                           
                                                                                                                                                        

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um "novo mundo" social chega amanhã!

GOVERNO DEMISSIONÁRIO DE PASSOS COELHO FAZ AUSTERIDADE À BRUTA ANTES DE SAIR
                                                                                                                                                      
Sócrates, Troika e Passos Coelho arrasaram o Estado Social e Económico em Portugal em apenas 3 anos... Copiada da Alemanha pré-nazi, o facilitismo ao despedimento dos trabalhadores visa, como muitas outras empobrecer a classe média ainda mais... Vamos ter um "novo mundo" social, completamente diferente em 2012 do de 2011... Será de perguntar se vem aí de novo a escravatura?
                                   
O objectivo é traçado até 2014. Meta de redução de pessoal na função pública duplicou entre Setembro e Dezembro. O Governo comprometeu-se a duplicar o ritmo de redução do número de funcionários públicos entre 2012 e 2014. Só na Administração Central, a redução prevista será de 30 mil empregos, contra os 15 mil enunciados há três meses. Nas câmaras e nas regiões autónomas, a redução será de 7600 empregos. No documento da segunda revisão ao programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a troika, o Governo afirma que irá limitar as admissões na administração pública de modo a alcançar reduções anuais de 2%. Em Setembro, a meta era de apenas 1% ao ano. As aposentações serão uma forma de redução do pessoal, mas não a única. Além disso, a Troika exige ao Governo mais mobilidade geográfica na Função Pública escreve hoje o Jornal de Negócios. Serviços de Saúde, Segurança Social e Emprego são os principais alvos da medida. Memorando confirma revisão dos escalões salariais e aumenta a pressão sobre a redução do número de funcionários O Governo vai reforçar os mecanismos de mobilidade, "nomeadamente mobilidade geográfica", até ao final do segundo trimestre do próximo ano, prevê a nova versão do memorando da troika, avança hoje o Jornal de Negócios. Esta "optimização" da gestão de recursos humanos será particularmente dirigida a áreas como a Saúde, a Segurança Social ou o Emprego.
                                                                                                          
FMI INSISTE NOS DESPEDIMENTOS FACILITADOS NAS EMPRESAS
                                                                                                                                          
Copiada da Alemanha pré-nazi, esta medida visa, como muitas outras empobrecer a classe média ainda mais... Despedimentos por inadaptação mantêm-se na segunda avaliação do FMI a Portugal. Empresas também vão poder despedir mesmo quando há postos de trabalho compatíveis. O "Diário Económico" escreve que o Governo já tinha demonstrado aos parceiros sociais a vontade de deixar cair uma das propostas da troika, que iria permitir estender a todos os trabalhadores a possibilidade de despedimento por inadaptação quando há objectivos acordados e não cumpridos, por culpa do trabalhador. No entanto, este ponto mantém-se na segunda avaliação do memorando de entendimento. Entre as mudanças previstas, está a possibilidade do trabalhador poder ser despedido por inadaptação mesmo que não tenham sido introduzidas tecnologias ou alterações no posto de trabalho. No caso do despedimento por extinção do posto de trabalho, a empresa deixa de estar obrigada a tentar transferir o trabalhador para um posto compatível.
                                                                                                           
ESCUTAS ILEGAIS NA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS LEMBRA OS VELHOS TEMPOS DA PIDE
                                                                                                                                
As escutas dentro das próprias empresas? até onde vão chegar a extrema-direita e as sociedades secretas? O relatório da Caixa Geral de Depósitos aponta para "gravações de conversas a pessoas não gratas" à direcção do Gabinete de Protecção e Segurança. O "Correio da Manhã" escreve que gravações de conversas e "escutas telefónicas internas a pessoas não gratas à direcção ou a certos elementos" do Gabinete de Protecção e Segurança (GPS) da Caixa Geral de Depósitos, são referidas num relatório interno, a que o jornal teve acesso, onde se afirma que existe suspeição quanto a uma compra de microgravadores, que são "accionáveis por voz e cuja necessidade de aquisição parece estranha". "Vários empregados" da CGD disseram que servem para escutas ilegais. As suspeitas, são levantadas "por vários funcionários do GPS", num relatório explosivo que foi mantido secreto nos últimos 14 anos. Três dos actuais responsáveis do banco receberam o documento em 1997 e nunca deram conhecimento dos factos à Polícia Judiciária e ao Ministério Público.
                                                                                                                                                          
GOVERNO OBRIGA PORTUGUESES A TRABALHAREM MAIS 23 DIAS EM 2012
                                                                                                                                              
Será que vem aí a escravatura? Depois de perdermos subsídios, segurança social e saúde, perdemos também o tempo para a família... Cortes nas férias, feriados a menos e horas de trabalho a mais vão penalizar trabalhadores. É o tema da reunião de hoje da concertação social. O "Público" escreve que os trabalhadores vão dar às empresas mais 23 dias de trabalho por ano, caso se aprovem as medidas propostas pelo Governo, a apreciar hoje em reunião do Conselho Permanente da Concertação Social. A reunião está marcada para as 15.00 e pretende-se um "compromisso para o crescimento, competitividade e emprego". Mas apenas o lado patronal parece satisfeito. A CGTP mostra o seu descontentamento com o agravamento dos dias de trabalho e também a UGT não volta atrás, garantindo que não dará acordo a um plano que aumenta o horário de trabalho em meia hora diária.
                                                                                                                                                            
DESEMPREGADOS VÃO TER DE ACEITAR SALÁRIOS MAIS BAIXOS
                                                                                                                                                       
A realidade é esta: um "novo mundo" social, completamente diferente de 2011 vai chegar amanhã... A redução dos valores do subsídio para todos os que ficarem desempregados depois da entrada em vigor da lei é, na prática, uma alteração indirecta ao conceito de "emprego conveniente". A redução do valor do subsídio de desemprego vai obrigar os futuros desempregados a aceitar salários mais baixos. Este é um dos efeitos indirectos do novo valor máximo de 1.048 euros (em vez de 1.258 euros), bem como da norma que prevê a redução do valor da prestação em 10% a partir dos primeiros seis meses. "Ou prescindem do subsídio de Natal e aceitam um corte adicional de 20% nos salários do próximo ano, ou o negócio fecha portas dentro de seis meses". Foi nestes termos que a administração de uma empresa da região de Lisboa e Vale do Tejo se dirigiu, no início de Dezembro, aos seus cerca de cem trabalhadores. Governo legisla à boleia da troika. Os credores internacionais avisam que, sem reformas estruturais, o País não cresce.Governo legisla à boleia da troika. Os credores internacionais avisam que, sem reformas estruturais, o País não cresce.
                                                                                                       
                                                                                                                              
                                                                                                                           

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quando o inacreditável acontece...

PSD defende programa de emigração para portugueses
                                                                                                                                  
Morais Sarmento defende programa de colocação de portugueses no estrangeiro. O social-democrata Nuno Morais Sarmento acredita mesmo que esse programa político de cooperação e colocação de portugueses no exterior será um dos passos do Governo para 2012. Passos Coelho aconselhou portugueses a emigrar... Helena Roseta e PCP consideram inaceitável optar pelo mais fácil... "empurrar" portugueses para fora do País, em vez de fazerem um programa de emprego.
                                       
O social-democrata Nuno Morais Sarmento considera que a proposta do Governo de sugerir a saída de professores excedentários para o exterior poderia ter sido defendida, sem qualquer polémica, se devidamente enquadrada num programa de cooperação ao abrigo do qual se colocassem professores no exterior. Morais Sarmento admite que pode ter existido um defeito na comunicação, mas estas ideias que surgem como negativas aos olhos dos portugueses são positivas, para resolver os problemas do país. Sarmento afirma que o projecto tem de ser político. Estas declarações foram feitas no habitual espaço de debate “Falar Claro” onde esteve, como habitualmente, Vera Jardim. O ex-ministro socialista criticou a sugestão do primeiro-ministro considerando que Pedro Passos Coelho se transformou num factor adicional de depressão para o país.
Passos Coelho sugere emigração a professores desempregados. Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse numa entrevista ao Correio da Manhã, que foi publicada hoje. Passos Coelho deu esta resposta após ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”. “Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse. “Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.
                                                                                                                             
Roseta considera “bastante infelizes” declarações de Passos Coelho
                                                                                                                    
Helena Roseta critica Passos Coelho por declarações sobre desempregados. Vereadora da câmara de Lisboa diz que primeiro-ministro “tem que pensar bem no que diz e na maneira como se dirige aos portugueses”. Helena Roseta diz que as declarações do primeiro-ministro, aconselhando a emigração de professores, são “bastante infelizes”. “Penso que fica muito mal a qualquer membro do Governo, seja ele primeiro-ministro ou secretário de Estado, colocar como alternativa aos portugueses a emigração. Nenhum governante pode colocar essa alternativa. Todos os governantes têm que ter o dever de fazer com que Portugal seja um dia bom para vivermos. Dizer ‘vão embora’ não é solução. Foram declarações bastante infelizes”, disse. A vereadora da Habitação na câmara de Lisboa diz que do primeiro-ministro se exige uma posição de líder que mobilize as pessoas e que ajude os portugueses. “Não sei se isto não é intencional: todos os dias dizer coisas negativas, cada vez mais negativas, para assustar as pessoas e para que se conformem com as poucas coisas que vão tendo e que vão aceitando, mais ou menos passivamente, as medidas duras que temos pela frente. Acho que isto é uma estratégia excessiva. Quero um governante que me ponha uma esperança e mobilize as pessoas. Não aceito que me venham dizer ‘não há solução, não há alternativa, isto é cada vez pior’”, sublinha. Helena Roseta acrescenta que o primeiro-ministro “tem que pensar bem no que diz e na maneira como se dirige aos portugueses porque, de facto, assim, não ajuda”. De recordar que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho sugeriu, em entrevista ao “Correio da Manhã”, que os docentes desempregados emigrassem, nomeadamente para Angola ou o Brasil. Os partidos da oposição e os sindicatos já criticaram estas declarações do Chefe de Governo. Já antes, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Alexandre Mestre, tinha feito a mesma sugestão.
                                                                                            
Seguro "chocado" com afirmações de Passos Coelho sobre docentes desempregados
                                                                                                                                 
Lembra que é a segunda vez que um membro do Governo manda os portugueses emigrar. O secretário-geral do PS mostrou-se hoje "profundamente chocado" com afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem. "Significa que é um primeiro-ministro que está demissionário, que está passivo e de braços caídos", disse António José Seguro aos jornalistas na Figueira da Foz, onde participou num almoço de Natal com militantes. "Estamos a falar de professores, jovens nos quais o Estado investiu bastante na sua qualificação. Gente qualificada, com inteligência, que está disponível para dar o seu melhor ao país", acrescentou. O líder socialista frisou que “já não é a primeira vez que o Governo diz que a solução para os desempregados em Portugal é emigrar”. Primeiro, "foi um secretário de Estado que o disse", recordando uma declaração do secretário de Estado da Juventude, que também sugeriu aos jovens desempregados para procurarem trabalho no estrangeiro.
                                                                                                                       
PCP considera inaceitável que Passos defenda emigração para desempregados
                                                                                                                            
Líder comunista desafia o primeiro-ministro a dar indicações sobre como combater o desemprego. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considera "inaceitáveis" as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, desafiando Passos Coelho a explicar aos portugueses porque é que toma medidas que aumentam o desemprego. "Como é que estão preocupados com o emprego se todas as medidas que tomam vão no sentido de mais desemprego, com esta ideia peregrina que Passos Coelho foi avançando já que a alternativa será a emigração para o Brasil ou para Angola. É inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa. O líder do PCP, que falava aos jornalistas à margem de um almoço convívio com militantes do partido que hoje se realizou na escola secundária da Parede, concelho de Cascais, sublinhou ainda que "a juventude tem direito a ficar no seu país, a construir aqui o seu futuro, as suas vidas e a sua própria autonomia". Jerónimo de Sousa, que acusou o Governo de estar preocupado com o emprego mas tomar medidas que fazem aumentar o desemprego, desafiou o primeiro-ministro a explicar essa "contradição". Sobre as reformas estruturais para combater o desemprego em 2012, apresentadas na reunião informal de Conselho de Ministros, a decorrer no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Jerónimo de Sousa afirmou que "reforma é uma palavra de conveniência". "Significa pôr os trabalhadores portugueses a trabalharem mais 20 dias por ano à borla, com a liquidação dos feriados e mais meia hora por dia ou a reforma da Segurança Social que significará a médio e longo prazo a falta de sustentabilidade. Ou seja, aquilo que é nefrálgico no Estado Social, este Governo procura demolir tudo", disse Jerónimo de Sousa. Ainda sobre as perspectivas de Passos Coelho de diminuir os impostos até 2015, o líder do PCP afirmou: "Antes diziam que em 2013 vamos começar a recuperação, mas a OCDE veio mostrar que isso era conversa fiada. Agora já vão anunciando para 2015. Qualquer dia estão a anunciar para 2020".
                                                                                           
Associações de bombeiros podem cancelar mil contratos de trabalho devido à crise
                                                                                                                        
Incapacidade financeira já ditou o fim de 500 contratos. Número pode duplicar nos próximos meses. O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, afirmou hoje que as associações de bombeiros voluntários já cancelaram cerca de 500 contratos com bombeiros profissionais e que esse número poderá aumentar para o dobro até Abril. Durante a apresentação da Carta de Risco da Mitrena, elaborada pela Câmara de Setúbal em parceria com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Duarte Caldeira avançou que o número de contratos cancelados por incapacidade financeira das Associações Humanitárias de Bombeiros "já deve andar muito perto do meio milhar” e que, se nada for feito nos próximos três meses, “esse valor pode duplicar".
O responsável disse também se a situação se mantiver, em Março ou Abril vão existir “menos mil bombeiros profissionais nas Associações Humanitárias de Bombeiros". À margem da iniciativa realizada em Setúbal, Duarte Caldeira explicou que na origem do cancelamento dos contratos de trabalho está as alterações às regras de transporte de doentes. "Temos vindo a verificar uma redução substancial do número de serviços e da facturação paga pelo Ministério da Saúde aos bombeiros, ao abrigo de um protocolo celebrado em 2007 e homologado pelo Secretário de Estado da Saúde de então", disse. O presidente da LBP considera que se poderá perder o grau de profissionalização adquirido nos últimos anos.
Liga de bombeiros ameaça com protesto público. Duarte Caldeira avança que a LBP vai participar no grupo de trabalho conjunto com o Ministério da Saúde, na sequência de um acordo celebrado entre as partes, a 23 de Novembro. Alertou, no entanto, que caso não se obtenham “resultados concretos”, vão avançar para um protesto público. "Iremos monitorizar os resultados deste grupo de trabalho na fase inicial e, se as perspectivas que se apresentarem vierem a ser negativas, do ponto de vista da não reversão da situação, infelizmente teremos de passar a uma fase seguinte, de esclarecimento massivo à população e de protesto público", sublinhou o responsável.
                                                                                                                                     
FMI pede mais reformas para Portugal manter taxa social única
                                                                                                                                   
Fundo Monetário Internacional aprovou tranche de 2,9 mil milhões de euros para Portugal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) pede mais reformas estruturais para compensar manutenção da taxa social única (TSU). O FMI diz que Portugal está no bom caminho para cumprir o défice orçamental previsto para 2012, mas defende a necessidade do Governo português implementar reformas estruturais. No comunicado onde anuncia a aprovação do envio da tranche de 2,9 mil milhões de euros para o nosso país, no âmbito do programa de assistência financeira ao país, o Fundo elogia as medidas tomadas pelo Governo português e apela à tomada de mais medidas, uma vez que a redução da taxa social única ficou pelo caminho. O texto assinado pelo vice-director geral da Instituição, David Lipton, diz que a decisão de não implementar a desvalorização fiscal cria uma lacuna considerável na agenda das reformas estruturais.
                                                                                                                           
                                                                                                                            
                                                                                                                                   

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A caminho do caos

GOVERNO PREPARA-SE PARA O PIOR: A SUA QUEDA DEPOIS DA PRIMAVERA
                                                                                                                             
PS prepara-se para "assaltar" o poder, aproveitando os abusos troikistas e autoritários do Governo... Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor... Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve... Roubos e assaltos a ourivesarias e super-mercados triplicaram!
                                                           
Depois de um fim-de-semana de conversas com o PS, a maioria recuou e introduziu uma alteração ao Orçamento do Estado que sobe de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias começam a ser cortados a funcionários públicos e pensionistas. Mas a alteração não evitou que o Governo levasse uma profunda facada nas costas da bancada do Partido Socialista. Até ao último momento, José Seguro dava a entender que votaria a favor, mas o resultado foi surpreendente para a bancada do PSD e do CDS. A proposta apresentada pelo PSD e CDS, mesmo depois de adaptada e suavizada, foi considerada “decepcionante” pelos socialistas que se aliaram assim à esquerda para enfrentar as medidas autoritárias abusivas e anti-constitucionais do Governo. Os socialistas fizeram as contas e concluíram que havia margem para só cortar os subsídios de férias e de Natal a partir dos 750 euros – o valor a partir do qual o corte é progressivo – e para aumentar o tecto do corte dos dois subsídios para os 1250 euros. A intenção não foi acolhida pelo governo, que preferiu avançar com uma “cedência muito curta”, no entender dos socialistas, e levou o PS a demarcar-se da possibilidade de os dois partidos fazerem uma proposta conjunta. Com mais medidas autoritárias a caminho, justificadas pelo Governo como sendo necessárias para que a economia portuguesa cumpra os critérios exigidos pela UE, FMI e Troika, só resta Passos Coelho preparar-se para a rápida queda do seu Governo, talvez logo após a Primavera, como aconteceu com o de Sócrates.
                                                                                       
DISPARAM ASSALTOS A SUPERMERCADOS, GASOLINEIRAS E OURIVESARIAS
                                                                                                             
Os roubos a supermercados, ourivesarias e gasolineiras foram os que mais subiram, mas os assaltos a viaturas lideraram os crimes registados pela PSP, segundo um relatório da Polícia sobre a zona metropolitana de Lisboa. O relatório do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (COMETLIS) de Outubro sobre a criminalidade violenta no que toca aos roubos a estabelecimentos e viaturas, a que agência Lusa teve acesso, refere que no mês passado foram registados 43 crimes, representando os assaltos a viaturas 30 por cento, ourivesarias 19, supermercados 16 e bombas de gasolina sete por cento. O documento refere que a divisão com maior número de roubos foi Loures, com 10, seguindo-se Cascais e Benfica (terceira divisão), com sete cada, e Sintra, com seis. Segundo o relatório, em Outubro confirmou-se a «tendência de subida dos roubos em supermercados, atingindo níveis dos meses de Janeiro e Abril» em que se registaram também sete assaltos. A PSP indica que a maioria dos roubos a supermercados na região da capital foi efectuada com recurso a armas de fogo, tendo todos os suspeitos fugido a pé. Os assaltos a bombas de gasolina também aumentaram em Outubro face ao mês anterior, passando de dois para três, roubos que foram praticados com armas de fogo e usadas viaturas para a fuga. No mês passado verificou-se ainda «um aumento significativo dos roubos a ourivesarias», quase o triplo de Setembro e atingindo o máximo do ano com oito, ocorridos maioritariamente nas divisões de Loures e Sintra, com três assaltos em cada.
                                                                                                
COM MEDO DA ESQUERDA GOVERNO ADMITE REPENSAR MEDIDA DA MEIA HORA EXTRA PARA OS TRABALHADORES
                                                                                                           
Os parceiros sociais recusaram a proposta que é altamente ilegal e inconstitucional. Os sindicatos recusaram ontem, na reunião mensal com o Governo, o aumento de horários proposto pelo Exevcutivo Social Democrata. Do lado dos patrões, o Comércio volta a insistir em mexidas nas férias. O Governo garante que continua empenhado no diálogo social e ontem mesmo admitiu que está disposto a ouvir alternativas ao aumento dos horários no sector privado. Por outro lado, patrões e sindicatos vão avançar para reuniões entre si, antes de insistir num acordo tripartido sobre competitividade. "Se existirem alternativas, se os parceiros entenderem que têm alternativas, o Governo está perfeitamente disposto a ouvir exactamente essas alternativas", disse o ministro da Economia no final da reunião de concertação social. Álvaro Santos Pereira indica assim que está disposto a negociar uma medida que devia vigorar nos próximos dois anos, anunciada pelo primeiro-ministro como forma de compensar mexidas na Taxa Social Única. O Diário Económico sabe que o aumento do tempo de trabalho continua a ser a medida considerada pelo Governo como mais indicada para os objectivos.
                                                                                                                
JOSÉ SEGURO MENOS SEGURO NA LIDERANÇA DA BANCADA DO PS APÓS VOTAÇÃO CONTRA MEDIDAS DO PSD
                                                                                          
Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor. Um 'mail' entre deputados não permitiu voto a favor no atenuar do corte de subsídios. Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. Entre os vários contestatários surgiram deputados como Eduardo Cabrita (presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças), José Lello, Filipe Neto Brandão, Isabel Moreira (que violou a disciplina de voto, decisão que agora a direcção da bancada diz estar a "avaliar"), Idália Serrão e Sérgio Sousa Pinto. Apesar de ter garantido que votaria a favor de qualquer proposta que tornasse o orçamento menos injusto, Seguro recuou. O PS votou contra a subida dos 1.000 para 1100 euros do limite mínimo a partir do qual funcionários públicos e pensionistas perdiam dois subsídios. E absteve-se no número que definia a modulação dos cortes para trabalhadores e pensionistas que subia o limite dos 485 para os 600 euros. Horas antes, António José Seguro, havia garantido estar disponível para votar a “favor qualquer proposta que torne o Orçamento menos injusto”. A proposta de alteração foi, contudo, aprovada com os votos do PSD e CDS. O BE, PCP e Verdes votaram contra. Esta proposta significa que mais 120 mil pensionistas e mais 40 mil funcionários públicos não vão sofrer reduções nos subsídios de Natal e de Férias em 2012.
                                                                                                      
MÁRIO SOARES: "SE A EUROPA NÃO MUDA, TERÁ DE HAVER UMA REVOLUÇÃO"
                                                                                                                         
Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve. Mário Soares diz estar preocupadíssimo com a situação na Europa e admite que podemos estar em vésperas de “uma revolução”. Em entrevista ao jornal 'i', Mário Soares diz que "a Europa está numa crise profundíssima, está à beira do abismo" e "a União Europeia está desorientada", lembrando que "dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos, que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor. Estas duas famílias políticas foram colonizadas pelo neoliberalismo". E aponta um dos culpados pela actual situação da Europa: "O senhor Blair teve uma importância maléfica nisto tudo, porque convenceu bastantes partidos socialistas europeus a converterem-se à 'terceira via'".
Considerando "grave" a nomeação de primeiros-ministros não eleitos, como aconteceu em Itália, na Irlanda e na Grécia, o histórico socialista defende que para subsistir a Europa "não pode deixar de ser uma federação democrática". E se o actual estado de coisas no Velho Continente não mudar "vai ser terrível. Não só para nós, europeus, mas para o resto do mundo. E não sabemos onde podemos parar". E concluiu: "Se for assim, terá de haver uma revolução. As revoluções às vezes são rupturas e resolvem os problemas. Tenho alguma esperança numa revolução pacífica, não violenta, mas na ruptura profunda. Não gostaria de uma revolução violenta no meu País. Seria terrível para todos". Na mesma entrevista, O ex-Presidente da República criticou ainda o comportamento da 'troika'. "A troika, como diz, bem, o presidente do BPI, é um conjunto de tecnocratas de quinta ou sétima linha, que julgam poder governar por nós. Alguém aceitará que tecnocratas estrangeiros, de várias procedências, governem o nosso País? Mas por que carga de água?", disse. E o "mal", frisou Mário Soares, é os conselhos da troika estarem a ser "acolhidos pelo governo. Como se fossem ordens. Ora nós estamos a cortar tudo e não estamos a construir nada para obter maior crescimento económico e para reduzir o desemprego. Se assim continuar, daqui a um ano vamos estar pior do que estamos hoje. (in, Económico).
                                                                                                        
MERKEL SÓ SALVA O EURO SE ASSUMIR SOBERANIA ECONÓMICA SOBRE TODOS OS PAÍSES
                                                                                                                             
Tal como Hitler, Merkel assume finalmente que quer TODO o poder económico da UE nas suas mãos. A Alemanha quer uma união orçamental com sanções e poder de decisão das autoridades europeias nas contas dos países do euro. Enquanto os ministros das Finanças se reúnem hoje em Bruxelas para decidir se poupam a Grécia à falência técnica nos próximos 20 dias, em Berlim o governo alemão anuncia a estratégia para salvar o euro do colapso, numa altura em que o gigante italiano já se financia a mais de 8%. O objectivo é obter, o mais rapidamente possível, uma revisão do Tratado de Lisboa, criando uma união orçamental, a que Berlim chama ‘união de estabilidade", com sanções, sistemas de controlo e poderes intrusivos das autoridades europeias nas contas dos países do euro. E só depois considerar soluções solidárias, como sejam ‘eurobonds' ou uma participação mais robusta do Banco Central Europeu. O plano alemão será debatido pelos líderes europeus a 9 de Dezembro em Bruxelas, antecipando-se algumas resistências. Até ao novo Tratado estar em vigor, cabe ao BCE e à sua compra avulsa de dívida soberana a tarefa de acalmar os mercados. Em alternativa discute-se activar a nova linha de crédito do FMI com os recursos que sobram no Fundo de Resgate.
Berlim ganha tempo para ver até onde estão dispostos a ir os periféricos com as suas reformas. "Primeiro, temos de ter uma união de estabilidade e depois veremos como isso funciona", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, citado pela Bloomberg. BCE e ‘eurobonds' "são debates que teremos depois, não agora", de momento "qualquer discussão sobre ‘eurobonds' reduz a probabilidade de termos o enfoque necessário" nas mudanças ao Tratado. Esta integração orçamental, acrescenta Michael Meister - deputado porta-voz do partido de Angela Merkel -, é a pré-condição para que a Alemanha rever no futuro a sua posição sobre soluções de risco partilhado. E mesmo assim, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, deixa o aviso para os que falam em "mostrar a Bazooka": "Na Europa não podemos fingir uma força financeira que não temos". A Alemanha explora a posição de maior país e maior contribuinte da UE, fixando os termos dos acordos futuros. O discurso de Merkel no Parlamento a 2 de Dezembro vai determinar os contornos do acordo político de revisão do Tratado a fixar entre os líderes na semana seguinte. Estas mudanças, explica Seibert, "devem poder ser adoptadas num prazo de tempo que será surpreendentemente curto para alguns". Trata-se de um "calendário ambicioso porque acreditamos que a Europa não pode esperar para sempre".
                                                                                                               
"ISTO É O PRINCÍPIO DO FIM DO EURO"
                                                                                                                              
Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI considera que o Euro já iniciou o seu fim irremediável. Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, escreve que está lançado o mote para a dissolução da união monetária. "Os investidores enviaram aos políticos europeus uma mensagem dolorosa na semana passada quando a Alemanha teve uma emissão de dívida seriamente decepcionante", escreve Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, num artigo publicado hoje no blogue "The Baseline Scenario", e assinado em conjunto com Peter Boone, da London School of Economics. Recorde-se que nessa emissão, da última quarta-feira, a Alemanha não conseguiu vender a totalidade das obrigações a 10 anos, no leilão com a procura mais baixa desde a criação do euro, pelo menos. O juro desses títulos de dívida também subiu face à última emissão comparável. Para Simon Johnson - um dos primeiros economistas estrangeiros a antecipar um resgate a Portugal, e que na altura até mereceu resposta de Teixeira dos Santos -, a mensagem deste falhanço é clara: "a Alemanha já não é um porto seguro". No artigo, os dois autores indicam que desde a crise financeira global de 2008, os investidores se têm focado no risco do crédito e têm recompensado o país liderado por Angela Merkel com baixos juros. "Mas agora os mercados vão focar-se no risco da moeda", antecipam, o que terá como consequência o aumento da inflação e "o euro pode entrar em colapso de uma forma que coloca em risco todas as obrigações em euros".
Por tudo isto, Simon Johnson e Peter Boone consideram que "isto é o princípio do fim da zona euro". Os dois autores referem que Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e agora Itália têm grandes quantias de dívida de curto prazo que não conseguem refinanciar a baixo custo e que os maiores bancos europeus estão na mesma situação. "Mais realisticamente, nenhum destes países vai conseguir financiar-se nos mercados financeiros no curto prazo", e o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, está fora da realidade quando defende que o país vai voltar ao mercado em 2013, argumentam. Mais ainda, Simon Jonhson e Peter Boone consideram que mesmo com uma "bazuca" financeira, o BCE não iria conseguir restaurar a competitividade nos países periféricos, e que, por isso, os países mais problemáticos do euro, onde se incluirá Portugal, iriam precisar de muitos mais anos de "dura austeridade e reformas orçamentais para estabilizar a dívida". Para os dois autores, o rumo da zona euro está a tornar-se claro. "À medida que as condições na Europa se agravam, vai haver cada vez menos activos em euros que os investidores podem comprar com segurança". "Aguarda-nos uma tragédia". É a triste previsão dos dois autores, que terminam o artigo referindo que nos resta apenas a esperança de que os políticos europeus estejam a planear discretamente uma acção concertada para "evitar que a desordem se transforme em caos".
                                                                                                                                  
                                                                                                                 
                                                                                                                                                         

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ao que chegámos !

Ministro aconselha jovens a emigrar...
                                                                                                                                      
Governante sugere que jovens desempregados emigrem. Alexandre Miguel Mestre deixou sugestão no Brasil durante um seminário. Miguel Relvas apoia porque ... actualmente a emigração portuguesa "é uma emigração muito bem preparada".
                                                             
O jovem português desempregado em vez de ficar na "zona de conforto" deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre. "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros. Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da "fuga de cérebros". Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá "dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem". Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante "regressará depois de conhecer as boas práticas" do outro país e poderá "replicar o que viu" no sentido de "dinamizar, inovar e empreender". Com o intuito de capacitar o jovem português e aumentar os laços com outros países, o responsável diz que o governo português pretende incentivar também os intercâmbios estudantis e os estágios no estrangeiro. Miguel Mestre falou à Lusa no seminário "Luso-brasilidade: Reflexões e Actualidade", iniciativa piloto para aproximar o governo das comunidades portuguesas em outros países onde estiveram outros governantes portugueses.
Ministro diz que emigração pode ser “extremamente positiva”. Miguel Relvas apoia declaração do secretário de Estado da Juventude e Desporto, apesar das críticas da oposição. O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, considera que a emigração de jovens portugueses qualificados sem oferta de emprego em Portugal pode ser algo "extremamente positivo". "Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo", afirmou. "Também nesta matéria é importante que se tenha uma visão cosmopolita do mundo", acrescentou Miguel Relvas. O ministro Adjunto dos Assuntos Parlamentares, que falava durante uma reunião sobre o Orçamento do Estado para 2012, respondeu assim à oposição, que criticou o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, por este ter sugerido aos jovens desempregados que saíssem da sua "zona de conforto" e procurassem oportunidades "além fronteiras". Dirigindo-se especialmente aos comunistas, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares acusou-os de terem uma "visão pobre" sobre a emigração e qualificou de "normal" aquilo que foi dito pelo secretário de Estado da Juventude, num encontro com jovens em São Paulo, no Brasil. Segundo Miguel Relvas, actualmente a emigração portuguesa "é uma emigração muito bem preparada", com "jovens altamente bem preparados" colocados em lugares no estrangeiro, e quem afirma o contrário está a olhar para Portugal "a partir do espelho retrovisor do passado".
                                                                                           
“O pior está para vir”, avisa Poul Thomsen - FMI
                                                                                                       
Representante do FMI na “troika” avisa que o que vem aí não é fácil mas tem esperança de que Portugal “deverá começar a recuperar no próximo ano e no princípio de 2013”. O dinamarquês Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional (FMI), diz que “o pior” para a economia portuguesa “ainda está para a vir”. Em entrevista, esta noite, à RTP, Poul Thomsen manifestou, no entanto, a esperança de que Portugal consiga “voltar a crescer dentro de mais de um ano”. “Claro que a economia está ainda numa fase descendente. Nesse sentido, o pior está para vir, mas penso que a economia deverá começar a recuperar no próximo ano e no princípio de 2013 começará a crescer. Continua a ser essa a nossa perspectiva e, com este ênfase nas reformas estruturais, estou confiante de que há de facto uma luz no fundo do túnel, no sentido em que vamos começar a ver resultados no final do próximo ano e no início do seguinte. Têm de sublinhar as reformas estruturais, é isso o mais importante.”, disse. Thomsen recordou os problemas de competitividade da economia portuguesa e sublinhou que os ajustamentos nunca são fáceis de fazer. Em relação a eventuais folgas orçamentais, o representante do FMI na “troika” disse que não encontrou nenhuma margem de manobra, rejeitando a tese do PS de que, pelo menos, um subsídio da Função Pública poderia ser mantido em 2012.
                                                                                        
"Tens duas opções: ou ficas a chorar ou estás na rua a vender lenços"
                                                                                          
Numa altura em que os portugueses são inundados por notícias negativas, é importante saber reagir. A Lusa foi saber qual a melhor atitude a tomar para contornar as adversidades. É o lado positivo da crise. Trabalhar muito e trabalhar com paixão são os principais conselhos que Miguel Gonçalves dá a quem quer dar a volta à crise. O empresário e criativo ficou conhecido do público quando participou no programa da RTP “Prós e Contras”, onde defendeu que as pessoas têm que mostrar o que valem e “bater punho” para singrar no mercado de trabalho. Em entrevista à Renascença, sublinha que os momentos de crise representam oportunidades. No final, deixa mais uma daquelas frases que ficam: "Ou estás em casa a chorar ou estás na rua a vender lenços".
                                                                              
Que conselhos dá às pessoas que estão a passar por tempos difíceis com esta crise?
Neste momento, parece-me oportuno as pessoas perceberem que têm de gostar daquilo que fazem. Têm que desenvolver esse conceito de paixão. Se gostas do que fazes, fazes mais; se fazes mais, fazes melhor; eventualmente, se fazes melhor, és mais bem pago por isso. Portanto, uma das grandes sugestões que se pode dar a quem quer trabalhar é fazê-lo numa área em que sintam carinho e bastante paixão - e, por inerência, competência - por aquilo que fazem.
                                                                                               
Mas nem sempre os empregos disponíveis são os que mais nos agradam. Enquanto não os encontramos, como é que devemos olhar para a frente, que acções devemos desencadear?
Depende muito da pessoa de que estamos a falar, se é um recém-licenciado de 25 anos ou uma pessoa de 40. Entrar e sair do mercado de trabalho é, neste momento, uma constante, faz parte. ‘It´s the nature of the game’. Para quem está a trabalhar e não está a fazer aquilo que gosta, uma boa opção será distribuir parte do seu tempo para desenvolver actividades que lhes permitam, a médio ou longo prazo, entrar no mercado onde precisamente querem trabalhar. Se por qualquer motivo ainda não conseguiste criar uma oportunidade na área, no negócio, no mercado onde queres trabalhar, trabalha das nove às três ou às quatro numa área que te permita pagar contas e a partir daí, até ao final do dia, trabalha no sonho, na paixão.
                                                                                               
É ver a crise também como uma oportunidade?
Passa muito por isso. Todos os momentos de suposta dificuldade ou de constrangimentos acabam por ser momentos de oportunidade para algumas pessoas. A realidade acaba por ser a mesma para toda a gente, portanto, passa muito por acreditar que existem oportunidades. É o primeiro passo: isto não é uma situação dramática, onde caíram todas as pragas do Egipto. Faz sentido considerar que há muitas oportunidades e que, ao limite, depende de cada um criar essas mesmas oportunidades, porque elas existem. Não se pode desistir. Eventualmente, é preciso ser um pouco mais persistente. Se há dois ou três ou cinco anos trabalhávamos com taxas de conversão maiores – ou seja, ter-me apresentado a cinco empresas e ter gerado uma oportunidade –, hoje terás que te apresentar a 10 ou a 15 ou a 20 ou a 30 para gerar uma mesma oportunidade. Portanto, tem é que se redobrar a persistência.
                                                                                              
E dentro das empresas? Devem empregados e empregadores unir esforços para evitar ou enfrentar as dificuldades?
O que vemos nas empresas é que elas só despedem alguém se a pessoa de facto não for produtiva. Quando estamos a falar de uma pessoa que é produtiva, que gera valor, que gera riqueza, um empresário à partida não tem nenhum interesse em despedir essa pessoa - só se não tiver outra alternativa. Vemos recentemente que, em virtude de novas leis, será mais fácil despedir pessoas. Ok, podemos considerar que é mais fácil despedir, mas também podemos fazer a leitura oposta: espera aí, a partir de agora será mais fácil contratar pessoas. O mercado estará mais liberalizado e, por inerência, será mais fácil contratar pessoas. Penso que essa é a leitura que deve ser feita. E vemos, em algumas organizações, como de software e indústrias criativas, um conjunto de soluções que as empresas estão em marcha para motivar mais os colaboradores e de facto introduzirem maiores índices de geração de riqueza - por exemplo, iniciativas como ‘profit sharing’. Há empresas que estão a fazer distribuição de lucros com os seus colaboradores.
                                                                                                      
Isso quer dizer que, antes de entrar em dificuldades, as empresas podem desde logo desencadear acções para motivar mais os seus trabalhadores e retirar daí maior produtividade?
Podem e estão a fazê-lo. As empresas estão a fazê-lo. As empresas não estão mortas, estão cada vez mais aguçadas. Estes momentos de dificuldade aguçam e limam o mercado. Quem não está bem eventualmente terá de sair do jogo, mas estes contextos faz com que as empresas tenham de pensar melhor e tenham que ser mais focadas e centradas nos seus objectivos. Vejo que isso está a acontecer, pelo menos com as empresas com quem tenho trabalhado.
                                                                                         
Existe algum conselho que queira dirigir à população em geral, tendo em conta que Portugal no seu todo vive dificuldades?
É preciso trabalhar muito. Este não é o momento particularmente oportuno para gente que anda a ver e apenas a apalpar e a sentir o mercado. É preciso trabalhar mesmo mesmo muito, colocar em consideração o facto de o mercado neste momento não ter muito espaço para amadores. Tens duas opções: ou estás em casa sentado a chorar ou estás de pé, na rua, a vender lenços. Faz parte compreender que este momento de dificuldade é também um momento de oportunidade e de crescimento.
                                                                                                                
                                                                                               
                                                                                                                    

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Grécia vai a referendo a 4 de Dezembro

"Não queremos ser confundidos com a Grécia", diz o primeiro-ministro Passos Coelho
                                                                                                    
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses.
                                                  
À entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que "é evidente" que esta decisão do governo grego tem um efeito de contágio "ao conjunto dos países europeus" e torna em parte inúteis "os resultados" das últimas cimeiras europeias. "Eu espero que Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação, para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse. Passos Coelho acrescentou que, "quanto mais incerto e arriscado é o ambiente externo, mais Portugal precisa de se mostrar unido, coeso, a executar o seu programa sem falhas", mostrando "que honra os seus compromissos externos".
O referendo anunciado por Atenas deverá acontecer a 04 de dezembro e a questão colocada será relativa à participação ou não da Grécia na Zona Euro, afirmou hoje em Cannes, França, o primeiro-ministro grego, George Papandreou. "Poderemos fazer o referendo a 04 de dezembro", afirmou Papandreou à imprensa, esta noite após um encontro com os líderes francês e alemã e com dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando que a questão colocada ao povo grego ainda não está definida mas que o seu enfoque será "claramente" sobre a participação ou não da Grécia na Zona Euro. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na segunda-feira a realização de um referendo sobre o acordo a que os 17 países da zona euro chegaram na passada semana e que reduz em cerca de um terço a dívida grega. A decisão grega fez com que a União Europeia (UE) considerasse a possibilidade de congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, situação entretanto confirmada pelo presidente francês e pela chanceler alemã.
Os líderes europeus recusam renegociar os requisitos para o segundo resgate da Grécia e bloquearão a ajuda urgente de 8 mil milhões de euros ao país, caso Atenas não aplique os ajustes exigidos, segundo a imprensa espanhola e francesa. Segundo a agência Europa Press, que cita o jornal El Monde, essa é a mensagem que o presidente francês, Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã, Angela Merkel, transmitirão ao presidente grego, George Papandreou hoje à tarde.
Os três responsáveis reúnem-se em Cannes antes do início da cimeira do G-20, e depois de Papandreou ter anunciado a realização de um referendo sobre as condições do resgate europeu. Nesse encontro participarão também a directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e os representantes das instituições da União Europeu. Recorde-se que a ajuda de 8.000 milhões de euros, que corresponde à sexta tranche do primeiro resgate à Grécia, foi aprovada a 21 de Outubro depois de vários atrasos da Grécia na aplicação de medidas de austeridade acordadas.
O Le Monde refere que tanto a UE como o FMI consideram "inimaginável" entregar esse pacote de 8.000 milhões de euros depois do anúncio do referendo. Os cálculos em Paris sugerem que a Grécia ficará sem dinheiro o mais tardar em Dezembro, factor que tencionam usar como pressão para que se cancele o referendo ou que, a avançar, acelere a sua realização. Segundo o jornal os líderes europeus pedirão também ao governante grego que questione directamente os cidadãos do seu país sobre se desejam ou não sair da moeda única. "Não podemos impedir que os gregos se suicidem", refere um diplomata francês citado pelo jornal.
                                                                           
Lusa