Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bancos portugueses sem crédito internacional

Fitch corta rating de cinco bancos portugueses

Agência justifica corte com as dificuldades de financiamento. Avaliações da CGD e do Santander mantiveram-se.

A agência de notação financeira Fitch cortou o rating de cinco bancos portugueses. No entanto, as avaliações da Caixa e do Santander Totta mantiveram-se. Assim, a Fitch cortou o rating da dívida de longo prazo do BCP, BES, BPI e sua subsidiária Banco Português de Investimento, e do Banif, todos com outlook negativo. A justificação da agência prende-se com as dificuldades de financiamento.
Conforme explica a agência, «o downgrade reflecte a opinião da Ficth de que a recente contracção dos mercados de capital tenham limitado as fontes de financiamento dos bancos e reduzido a sua capacidade de vender papel comercial e conseguir financiamento no médio-prazo».
«Apesar de alguns bancos terem conseguido refinanciar parte das necessidades de financiamento de 2010 antecipadamente, as instituições estão a aumentar a sua dependência do financiamento de curto-prazo junto do BCE». A agência está «preocupada com as implicações no longo-prazo para o perfil de financiamento dos bancos e o impacto nos seus lucros do financiamento a custos mais elevados, quando os mercados reabrirem».

Crédito malparado

Sobem dívidas das famílias portuguesas

Crédito malparado das famílias aumenta 30 milhões, consumo é o que mais sobe. O valor emprestado para comprar casa aumentou por sua vez 448 milhões de euros, situando-se nos 139.882 milhões de euros.

O crédito malparado nos empréstimos às famílias aumentou 30 milhões de euros em maio face a abril, para os 3.985 milhões de euros, devido essencialmente a um aumento do crédito considerado de cobrança duvidosa nos empréstimos para consumo. De acordo com os números ontem divulgados pelo Banco de Portugal, o malparado no crédito concedido às famílias em maio representava 2,84 por cento do total do crédito concedido, registado em maio.
O malparado nos empréstimos ao consumo foi o que mais subiu - 21 milhões de euros em maio face a abril - situando-se nos 1.150 milhões de euros. O crédito considerado de cobrança duvidosa para esta finalidade representa 28,8 por cento do total do malparado. O valor emprestado para consumo aumentou pouco mais que o malparado, 22 milhões de euros de abril para maio, situando-se nos 15.822 milhões de euros.
No crédito para “outros fins”, o malparado aumentou 13 milhões de euros, para os 909 milhões, menos que o aumento verificado no valor concedido, de 12 milhões de euros. No crédito a habitação, a tendência do malparado inverteu-se, reduzindo-se em quatro milhões de euros de abril para maio, para os 1.926 milhões.
O valor emprestado às famílias para comprar casa aumentou por sua vez 448 milhões de euros, situando-se nos 139.882 milhões de euros. O malparado na habitação continua a representar a maior fatia do crédito considerado de cobrança duvidosa (48,3 por cento), seguido do consumo (28,8 por cento). O malparado das famílias nos créditos concedidos para “outros fins” representa 22,8 por cento do total.

terça-feira, 31 de março de 2009

Linha de Crédito

175 Milhões de euros ao dispor do mundo rural

Foi ontem publicado em Diário da República, o diploma que disponibiliza a linha de crédito de 175 milhões de euros criada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e destinada a todo o mundo rural.

Seguindo a Recomendação da Comissão Europeia 2003/361/CE, de 6 de Maio de 2003, o decreto-lei, aprovado pelo Governo a 12 de Fevereiro, tem como beneficiários as Pequenas e Médias Empresas (PME), independentemente da sua forma jurídica, que operem nos sectores referidos, a saber, o sector agrícola, o florestal e as agro-indústrias.
Ou seja, à luz da recomendação da CE, entende-se por empresa qualquer entidade que, independentemente da sua forma jurídica, exerça uma actividade económica, o que permite considerar como tal, quem desenvolve uma actividade artesanal ou outras actividades a título individual ou familiar, bem como as sociedades de pessoas ou as associações que exercem regularmente uma actividade económica.
Esta linha de crédito, que disponibiliza um montante de 75 milhões de euros para o sector agrícola e 100 milhões de euros para o sector florestal e para as agro-indústrias, permite inclusive reforçar o fundo de maneio necessário ao desenvolvimento de uma actividade e liquidar dívidas junto de instituições de crédito, ou de fornecedores de factores de produção, incluindo bens de investimento, que tenham sido contraídas no exercício da actividade.
O auxílio é concedido sob a forma de bonificação de juros, com variações entre os 100% e os 80%, sendo os empréstimos concedidos pelo prazo máximo de 4 anos e amortizáveis anualmente, permitindo um ano de carência de capital. A presente linha de crédito tem um encargo total para o Estado de cerca de 20 milhões de euros, a saldar entre 2010 e 2013.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Crédito à habitação

Desempregados com desconto na prestação da casa

Menos 50 por cento no empréstimo à habitação, anuncia Sócrates no debate quinzenal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quarta-feira mais medidas de apoio à Famílias. Os desempregados são os principais beneficiados com as medidas apresentadas, nomeadamente, no empréstimo à habitação, onde os desempregados vão ter direito a uma redução de 50 por cento.
O Executivo vai criar também um Provedor de Crédito, ideia anteriormente lançada pelo CDS-PP, para ajudar as famílias a reivindicar os direitos no crédito à habitação (lêr notícia em baixo). Segundo o primeiro-ministro, em conjunto com as instituições financeiras, o executivo vai criar uma «moratória nas prestações de crédito à habitação», que se poderá prolongar por dois anos e que pode ser requerida até ao fim deste ano.
As medidas para ajudar desempregados chegam também à Educação. Ou seja, os alunos beneficiários do abono de família que tiverem, pelo menos, um dos pais desempregados, e enquanto se mantiver a situação de desemprego, vão ter 100% dos apoios, quer no ensino básico quer no ensino secundário. Estas famílias vão ter mais ajudas na compra dos manuais escolares, no próximo ano, mas este ano os apoios vão ser já aplicados nas refeições escolares.
Os idosos são também um dos alvos de José Sócrates nas ajudas às famílias. Assim, o governo socialista pretende ajudar nas despesas com medicamentos. Os pensionistas que tiverem rendimentos de pensões inferiores ao salário mínimo nacional vão ter mais comparticipação. «Duplicaremos a comparticipação específica, que acresce ao regime geral, nos medicamentos genéricos, de 15 para 30%», declarou o primeiro-ministro.
«Isto quer dizer que a comparticipação do Estado passará a ser de 100% nos escalões A e B, que incluem os medicamentos mais usados, prescritos por exemplo para doenças crónicas, hipertensão ou insuficiência cardíaca. No escalão C, a comparticipação do Estado passará a ser de 67%; e no escalão D, que abrange um número reduzido de medicamentos, passará a ser de 45%», explicou.