É uma das medidas que algumas autarquias estão a começar a implementar para reduzir o tráfego e os acidentes nas cidades, a criação de "zonas 30". Em Lisboa já existe uma e, segundo a câmara, está a ser um sucesso.O aumento dos atropelamentos nas zonas urbanas e o congestionamento do tráfego já levou 15 cidades e vilas portuguesas a começar a implementar um limite de velocidade máximo de 30 km/hora em algumas vias ou bairros. A par de Lisboa, que há cerca de um mês criou uma "zona 30" no Bairro Azul, segundo fonte da Agência Portuguesa do Ambiente(APA) existem planos de mobilidade nas autarquias de Faro, Portimão, Loulé e Silves, para além de Coimbra, Beja, Amarante, Arganil, Chaves, Mirandela, Vendas Novas, Golegãe Figueiró dos Vinhos que vão seguir os passos da capital.
Apesar de dezenas de autarquias estarem a equacionar impor "zonas 30", a Câmara de Lisboa é a que tem o plano mais arrojado. Nos próximos quatro anos, cerca de 20 bairros devem ver o limite de velocidade reduzido para 30 km/hora em alguns locais. As "zonas 30" são assim designadas porque o método mais marcante de moderação nestas áreas é a limitação de velocidade máxima a 30 km/hora, embora a criação de zonas pedonais e de outros obstáculos à circulação automóvel também sejam características deste "conceito".
Há um mês foi criada a primeira "zona 30" no Bairro Azul, em Lisboa, uma experiência que, segundo Nunes da Silva, "está a decorrer da melhor forma". "Segundo informações que temos, os residentes estão bastante satisfeitos", acrescentou o vereador da Câmara de Lisboa. Além de pretender "cortar o tráfego de atravessamento nas zonas residenciais e melhorar a qualidade de vida dos residentes", o vereador da CML explica que "um dos objectivos desta moderação de tráfego é evitar atropelamentos e salvaguardar idosos e crianças em zonas residenciais".
No entanto, este limite de velocidade não se aplica a todo o território da cidade, ficando a maioria das vezes confinado a zonas residenciais ou escolares. De acordo com o Projecto de Mobilidade da APA, o número de cidades que impõem esta "acalmia no tráfego" tende a aumentar, devendo em breve ultrapassar as 15 localidades. Como explicou Nunes da Silva, estas medidas "não ignoram os dados que têm vindo a público de que os atropelamentos aumentaram e serão fundamentais para inverter isso". Os atropelamentos mortais subiram 30% este ano em relação a 2009, com 40 mortes nas cidades portugueses.

