Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"Zona 30"

Concelhos algarvios limitam velocidade a 30 km/hora

É uma das medidas que algumas autarquias estão a começar a implementar para reduzir o tráfego e os acidentes nas cidades, a criação de "zonas 30". Em Lisboa já existe uma e, segundo a câmara, está a ser um sucesso.

O aumento dos atropelamentos nas zonas urbanas e o congestionamento do tráfego já levou 15 cidades e vilas portuguesas a começar a implementar um limite de velocidade máximo de 30 km/hora em algumas vias ou bairros. A par de Lisboa, que há cerca de um mês criou uma "zona 30" no Bairro Azul, segundo fonte da Agência Portuguesa do Ambiente(APA) existem planos de mobilidade nas autarquias de Faro, Portimão, Loulé e Silves, para além de Coimbra, Beja, Amarante, Arganil, Chaves, Mirandela, Vendas Novas, Golegãe Figueiró dos Vinhos que vão seguir os passos da capital.
Apesar de dezenas de autarquias estarem a equacionar impor "zonas 30", a Câmara de Lisboa é a que tem o plano mais arrojado. Nos próximos quatro anos, cerca de 20 bairros devem ver o limite de velocidade reduzido para 30 km/hora em alguns locais. As "zonas 30" são assim designadas porque o método mais marcante de moderação nestas áreas é a limitação de velocidade máxima a 30 km/hora, embora a criação de zonas pedonais e de outros obstáculos à circulação automóvel também sejam características deste "conceito".
Há um mês foi criada a primeira "zona 30" no Bairro Azul, em Lisboa, uma experiência que, segundo Nunes da Silva, "está a decorrer da melhor forma". "Segundo informações que temos, os residentes estão bastante satisfeitos", acrescentou o vereador da Câmara de Lisboa. Além de pretender "cortar o tráfego de atravessamento nas zonas residenciais e melhorar a qualidade de vida dos residentes", o vereador da CML explica que "um dos objectivos desta moderação de tráfego é evitar atropelamentos e salvaguardar idosos e crianças em zonas residenciais".
No entanto, este limite de velocidade não se aplica a todo o território da cidade, ficando a maioria das vezes confinado a zonas residenciais ou escolares. De acordo com o Projecto de Mobilidade da APA, o número de cidades que impõem esta "acalmia no tráfego" tende a aumentar, devendo em breve ultrapassar as 15 localidades. Como explicou Nunes da Silva, estas medidas "não ignoram os dados que têm vindo a público de que os atropelamentos aumentaram e serão fundamentais para inverter isso". Os atropelamentos mortais subiram 30% este ano em relação a 2009, com 40 mortes nas cidades portugueses.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mortes na estrada

“Vamos travar este drama”

Sinistralidade diminuiu. O Distrito de Faro regista menos 26 mortos nas estradas da região em 2008 comparativamente ao ano anterior

Em 2008 morreram menos 26 pessoas nas estradas do Algarve, comparativamente ao ano anterior, revelam os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelados hoje. De acordo com o levantamento da ANSR, Faro registou um decréscimo de 26 vítimas mortais, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro do último ano, o que constitui a maior redução verificada a nível distrital. Os indicadores gerais apontam ainda para uma redução do número de vítimas mortais e de feridos graves em todo o País, o que faz de 2008 o melhor dos últimos dez anos no que diz respeito a consequências de acidentes de viação nas estradas nacionais e do Algarve.
Para além da descida do número de mortos (72 em 2007, para 46 nos últimos 12 meses), as estatísticas revelam também uma redução do número de feridos graves na região, respectivamente, de 277 para 186, ou seja, menos 91 vítimas do que no ano anterior, o que coloca este distrito em segundo lugar a nível nacional, com menos cerca de 33% de casos. De referir que, já em 2007, se registara no distrito de Faro menos sete feridos em estado grave comparativamente a 2006.
Apesar de lamentar o balanço ainda “trágico” dos acidentes registados no Algarve durante o ano que findou, a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, considera que a redução do número de vítimas mortais e de feridos graves constitui um indicador muito positivo, pois revela que o esforço intensivo desenvolvido na região com vista a combater a sinistralidade rodoviária, está a obter resultados efectivos. “Estes indicadores revelam a eficácia d o trabalho de fiscalização e de prevenção que tem vindo a ser desenvolvido na região, nomeadamente pelas forças de segurança e através das campanhas de sensibilização, que alertam para a necessidade do cumprimento das regras de trânsito e de um comportamento mais cívico por parte de todos utentes da estrada- o que também já é uma realidade visível”, refere a Governadora Civil.
Como factor decisivo para os resultados verificados este ano Isilda Gomes destaca também o trabalho desenvolvido pelo Conselho Consultivo Distrital de Segurança Rodoviária, nomeadamente através do acompanhamento e análise da sinistralidade, o que permitiu uma intervenção ‘cirúrgica’ por parte das entidades competentes em várias estruturas e locais mais problemáticos.
Isilda Gomes salienta no entanto que, apesar de constituir um estímulo para prosseguir a luta contra o drama nas estradas, tanto por parte das entidades públicas como dos próprios cidadãos, a redução do número de vítimas não constitui sinónimo de regozijo, pois o combate à sinistralidade é uma missão que não terá fim, enquanto se perderem vidas devido a acidentes de viação.
“As acções de fiscalização e de informação visam erradicar totalmente a sinistralidade rodoviária e enquanto se perder uma única vida que seja devido a acidentes desta natureza, não podemos considerar esta uma batalha ganha”, considera Isilda Gomes, apelando por isso a todos os utentes da estrada que assumam comportamentos seguros, de forma a reduzir riscos e reforçar um combate que deve ser colectivo. “É importante que nos consciencializemos de que este é um proble ma que diz respeito a todos e nesse sentido todos devem contribuir para que a estrada deixe de ser um palco de tragédias, passando a ser encarado como um espaço seguro, onde possamos circular com regras e tranquilidade ”, sublinha a Governadora Civil.
O balanço apresentado hoje revela uma redução da sinistralidade rodoviária em todo o País durante o último ano comparativamente a 2007. De 1 de Janeiro a 31 de Dezembro do ano passado 772 pessoas perderam a vida nas estradas portuguesas (menos 82 casos do que em 2007) e 2587 ficaram gravemente feridas (menos 529 casos). Durante o último ano também o número de feridos ligeiros diminuiu, verificando-se um total de 40 745 casos, ou seja menos 2457 do que em 2007.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Operação Ano Novo

Menos mortos e acidentes

Há também um menor número de feridos a registar

Até às 23h30 de domingo, registou-se um menor número de mortos, de feridos graves, ligeiros e de acidentes nas estradas portuguesas, durante a Operação Ano Novo deste ano, em comparação com a do anterior. O anúncio foi feito à agência Lusa por fonte da Unidade de Trânsito da GNR, nova designação desde 1 de Janeiro da extinta Brigada de Trânsito (BT).
Entre as 00h00 de 30 de Dezembro e as 23h30 de domingo, 4 de Janeiro, a Unidade de Trânsito da GNR contabilizou sete mortos, seis feridos graves, 353 ligeiros e 1.086 acidentes.
A mesma fonte sublinhou que, na operação do ano anterior, das 00h00 de 30 de Dezembro de 2007 às 24h00 de 03 de Janeiro de 2008, os números contabilizados cifraram-se em 11 mortos, 25 feridos graves, 354 feridos ligeiros e 1.337 acidentes. A Operação Ano Novo da GNR iniciou-se às 00h00 de terça-feira e terminou às 24h00 de domingo, num total de seis dias em que foram mobilizados cerca de 2.300 agentes e de 1.000 veículos.