Em entrevista à LepeVisión, a Governadora Civil de Faro precisou ir a Ilha Cristina para realçar a cooperação entre autoridades do Algarve e da Andaluzia É um tema em que se fala muito - a cooperação entre o Algarve e a Andaluzia, mas na prática sente-se pouco, e a visibilidade não é nenhuma. Mesmo assim, a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, defendeu ontem, em entrevista ao programa ‘Sin Frontera’ do canal espanhol de televisão LepeVisión, a importância da colaboração entre as autoridades do Algarve e da Andaluzia nas áreas da Segurança e da Protecção Civil, no que se refere, respectivamente, ao controlo de circulação de pessoas e veículos entre os dois países e à realização de exercícios de prevenção de catástrofes naturais.
Durante a entrevista realizada na Ilha Cristina, na província andaluza, Isilda Gomes, revelou que, no âmbito da Protecção Civil, o primeiro simulacro para testar o plano de emergência de risco sísmico e de prevenção de tsunamis na região, será realizado após a conclusão do estudo que está a ser executado por peritos da Universidade do Algarve e destacou ainda os “resultados positivos” em matéria de segurança, obtidos no âmbito da cooperação entre as autoridades das duas regiões através do posto misto de fronteira, que permite manter uma maior eficácia no combate a actividades ilícitas nos dois territórios vizinhos.
Entrevistada pelo jornalista da LepeVisión, António Suárez Candilejo, numa conversa informal em que participaram também o ex-vereador espanhol Jesus Llanes e o jornalista português Rogério Barroso, Isilda Gomes traçou um breve cenário da região algarvia, tendo salientado o contributo fundamental das políticas do Governo socialista para o progresso do Algarve, nomeadamente com a aprovação de investimentos públicos e privados nas áreas da saúde e do turismo, de que são exemplo a construção do Hospital Central e os 12 Projectos de Interesse Nacional (PIN) que permitirão criar uma bolsa de emprego equivalente a cerca de 5 mil postos de trabalho.Isilda Gomes adiantou ainda haver, por parte do executivo de José Sócrates, o desejo de avançar com a dragagem da barra do Guadiana, intervenção reivindicada pelos profissionais da pesca de ambos os países. Reconhecendo que, a exemplo da Andaluzia, o Algarve reúne todas as condições para se tornar uma região autónoma, Isilda Gomes admitiu esperar que a resposta ao próximo referendo à regionalização seja positiva. “O Algarve dará uma resposta positiva porque é uma região claramente definida”, referiu Isilda Gomes, sublinhando que este é um projecto comum à maioria dos algarvios, já que se trata de um “grande passo rumo ao progresso” pois “é muito importante que as decisões sejam tomadas na região”.