Gravuras de Siega Verde foram integradas na lista do património mundial da UNESCO, e ampliam dimensão do Património Mundial do Vale do Côa.A extensão do Vale do Côa, pela "Siega Verde", em Espanha, foi inscrita na lista de património mundial segundo uma decisão do Comité do Património Mundial da UNESCO, disse à Lusa fonte próxima do processo. A zona arqueológica de Sierra Verde é uma das duas candidaturas apresentadas por Espanha e Portugal, sendo a outra os sítios de icnofósseis de dinossauros na Península Ibérica.
A 34ª Sessão do Comité do Património Mundial decorrerá até ao próximo dia 03 e está a analisar os pedidos de registo de 41 novos sítios na Lista de Bens do Património Mundial. O Comité do Património Mundial, reunido esta semana em Brasília até ao dia 3, inscreveu na sua lista novos locais culturais do Vietname, China, Tajiquistão, França e Países Baixos, segundo um comunicado da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), com sede em Paris. Este comité aprovou igualmente a extensão de locais culturais já inscritos na Alemanha e Noruega.
Sobre a extensão do Vale do Côa, pela Sierra Verde, em Espanha, "é o mais importante e denso conjunto de arte paleolítica de ar livre em Espanha", afirma Alexandra Cerveira Lima, diretora do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). Alexandra Lima considera que esta notícia é igualmente "boa para o Côa", pois "amplia a sua dimensão e o seu valor patrimonial e dita uma articulação ibérica para a sua gestão e valorização".
Situada junto ao rio Águeda, um afluente do Douro, a estação rupestre de Siega Verde, - de Sega (Ceifa) - , encontra-se a poucos quilómetros da fronteira portuguesa de Vilar Formoso, em "Villar de la Yegua" (Salamanca). Ao todo são 94 painéis espalhados por 15 quilómetros, com mais de 500 representações de animais e alguns signos esquemáticos, que foram descobertos nos finais dos anos oitenta. Semelhanças com as gravuras de Foz Côa, permitiram então, aos especialistas, assegurar que as gravuras de Siega Verde foram realizadas pelos homens do Paleolítico Superior, entre 20 mil e 12 mil anos antes da nossa era.
Um pequeno edifício de interpretação, recentemente melhorado pela Junta de Castela e Leão - responsável pela estação rupestre juntamente com a Câmara de "Villar de la Yegua" - recebe os visitantes às sextas, sábados, domingos e feriados. Os visitantes podem igualmente descer às gravuras, que estão vedadas num percurso de 14 painéis, acompanhados por um guia, numa visita que demora sensivelmente meia hora, está tudo ali, numa zona relativamente pequena que se centra na ponte rodoviária "de la unión". Localizadas na Meseta ocidental ibérica, Foz Côa e SiegaVerde distam em cerca de 75 quilómetros e estão agora na rota do Património Mundial da UNESCO.
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O Centro de Interpretação de Vila do Bispo e o Caminho Municipal da Cordoama vão ser inaugurados no próximo dia 3 de Maio, numa cerimónia presidida pelo Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.




