Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

E tudo o vento levou...

"Há dois dias havia areia, mas o vento levou o resto"

Ondas fortes e marés vivas ameaçam casas na Praia de Faro. Na Fuseta em dois dias, mais 11 habitações foram destruídas.

A forte ondulação das marés e a força do vento na praia de Faro têm deixado os moradores em sobressalto. Em cima das dunas, no lado poente da praia, algumas casas continuam a resistir à força das águas, que não param de roubar chão às frágeis habitações.
A água levou a areia que sustenta parte do pátio da casa de Vasco Silva e à vista ficaram as estacas. "Há dois dias havia aqui areia. Agora veio o vento de sudoeste e levou o resto. Não podemos lutar contra o ar", explica
Ana Maria Cruz também tem a casa em perigo. "O meu marido, eu e o meu filho ficamos toda a noite aqui, não dormimos nadinha", conta. "Tenho muito medo mesmo, até pensei que esta noite levasse o passeiozinho que a gente aqui fez, mas não. Levantei-me às três da manhã e o mar estava mais calmo", remata.
Pequenas escavadoras da câmara vão tentando limpar a estrada que ficou submersa de areia e por todo o lado há uma imensa nuvem de pó no ar, devido ao forte vento que se faz sentir.
Quase todos os estabelecimentos estão fechados, mas há quem vá tentando resistir: "Está sempre tudo cheio de areia. A estrada cheia de areia, a esplanada cheia de areia e não se faz mais nada que é limpar a areia, todos os dias", comenta João Rosa, que tem um café-quiosque junto à praia. Na ilha poucos se lembram de um inverno tão rigoroso como este nos últimos 10 anos.
Também na Fuseta, o mar continua a romper a ilha até à ria Formosa. Em apenas dois dias, mais onze casas ficaram completamente destruídas. Mas, desde o início do Inverno, já cerca de 30 as casas vieram abaixo na Fuseta. Muitas pessoas têm ido até à ilha ver os estragos e o que sobrou depois da passagem do mar revolto. A ilha foi rasgada de uma ponta à outra pela água e abriu-se uma nova barra de passagem.
Ninguém mora na ilha todo o ano, mas algumas pessoas vão tentando tirar os pertences que têm nas casas de férias com receio que o mar acabe por chegar às habitações que ainda vão resistindo. Para o fim-de-semana esperam-se novas vagas e tempestades no mar, mas as marés vivas mais fortes do ano estão previstas para Março.
Sebastião Teixeira, geólogo da Administração Hidrográfica do Algarve, tem acompanhado de perto a evolução e os estragos causados pelas marés, tanto em Faro como na ilha da Fuseta.
O geólogo considera que esta é a evolução esperada, mas relembra que o pior pode ainda estar para vir. " O período de tempestades ainda não acabou e está prevista uma para o fim-de-semana", alerta o especialista. "Em Março vem a maior maré do ano. O final do mês [de Fevereiro] vai ser um período crítico para a ilha", remata Sebastião Teixeira.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E tudo o temporal levou...

Seis desmoronamentos de falésias no Algarve

Com três temporais seguidos, que destruíram ainda quatro casas de férias, a Região fica virada do avesso.

O temporal registado no Algarve provocou seis desmoronamentos de falésias, a destruição de quatro casas de férias e pôs em risco três apoios de praia, disse à Lusa a presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) da região.
«Até ao momento registaram-se seis desmoronamentos de falésias com grande expressão, entre as praias das Belharucas e Oura. Apesar disso, a área mais crítica é a Ilha da Fuzeta, onde o temporal levou à destruição de quatro casas de férias», afirmou Valentina Calixto. A responsável da ARH acrescentou que a ilha da Fuzeta «tem 76 edificações e já estava referenciada como área altamente vulnerável», onde desde 2008 já ruíram 20 habitações.
«O que tivemos foi três temporais seguidos, que, pela sua frequência, afectaram o assoreamento de todas as praias da região», explicou, precisando que normalmente costumam ocorrer «com um período de retorno entre cinco e 10 anos». A presidente da ARH do Algarve frisou que a frequência dos temporais fez com que «houvesse um desassoreamento das zonas mais a poente das praias», tendo os casos mais graves de erosão sido registados nas praias do Peneco, Belharucas e Vale do Olival, onde durante a tarde houve trabalhos para evitar a destruição do apoio de praia pelo mar.
«Tecnicamente, dentro de dois meses a areia será reposta pelo próprio mar. O único caso em que o enchimento será artificial é o de Vale do Lobo. A ARH, em parceria com o empreendimento turístico de Vale do Lobo, vão proceder à recarga de 1,25 milhões de metros cúbicos de areia, numa extensão de frente de mar de quase cinco quilómetros, entre as praias de Forte Novo (Quarteira) e de Vale do Garrão (Almancil)», precisou Valentina Calixto.
Os apoios de praia afectadas são os da praia do Barranco do Vale do Olival (Silves), Vale do Lobo e praia das Júlias (Loulé), praia da Oura e do Inatel (Albufeira).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Continua o mau tempo no Algarve

Praias e pomares destruidos, pontes fechadas

Pontes fechadas, estradas cortadas, cafés inundados, pomares e cultivos inundados e praias destruídas. No Algarve era ontem este o cenário provocado pela chuva intensa e vento forte. Vale de Lobo ficou irreconhecível.

O mau tempo atingiu várias praias, que segundo o comandante da zona marítima do Sul, ficaram sem areia. "O mau tempo provocou o desassoreamento de várias praias, No lugar da areia, ficaram pedras", explicou ao DN o comandante Marques Ferreira, garantindo que a situação foi já comunicada à Administração Regional Hidrográfica do Algarve.
No entanto, o responsável garante que não é razão para alarme. "Ainda estamos longe da época balnear", diz. Segundo adiantou ao DN, foram seis as praias atingidas, que ficaram sem areal. São elas: Fuzeta. Cancela, Faro. Garrão, Salema e Vale do Lobo. Esta última foi a que, segundo as autoridades, ficou em pior estado.
A zona de Tavira foi das mais afectadas. Aqui e desde a madrugada, duas pontes ficaram intransitáveis: a de São Domingos e a de Almargem A primeira , atravessada pela Estrada Municipal nº. 397 com ligação de Tavira a Cachopo, "ficará interdita à circulação até serem efectuadas obras de recuperação por ter ruído o acesso poente", disse ao DN fonte da autarquia.
Além das pontes, duas estradas nacionais estiveram encerradas durante várias horas - a Estrada de Almargem e de Asseca. Mas foram reabertas ontem à tarde. tendo sido enviados para o local elementos da protecção civil.
O mau tempo provocou ainda avultados prejuízos no sector agrícola. Um dos mais atingidos pelo temporal junto à ribeira de Assêca, foi o agricultor Gilberto Ferro, proprietário de um pomar de cerca de 40 hectares com centenas de laranjeiras e limoeiros.
Os estragos atingiram ainda dois terrenos com vinhas, num total de onze hectares. "Ficou tudo inundado e nem consigo chegar junto daquilo que foi destruído. Também a tubagem e o sistema de rega foram arrancados e alagados", contou ao DN Gilberto Ferro, também presidente da Associação de Regantes do Sotavento, que só quando o tempo melhorar, fará uma avaliação dos prejuízos.
Na cidade de Lagos, o Restaurante 'Chefe Artur' sofreu a quarta inundação em poucos meses devido à subida da maré que irrompeu por uma das tampas do colector de esgotos. "Uma arca frigorífica sofreu um curto-circuito e o peixe e carne congelados que se encontravam no interior foram para o lixo, provocando um prejuízo superior a 300 euros e a perda de clientes ao almoço", disse Artur Craveiro, dono do restaurante.
O mau tempo afectou ainda a rede eléctrica na cidade, tendo várias habitações, situadas numa zona antiga, ficado sem energia durante mais de12 horas. Isto devido a fusíveis queimados no sistema de abastecimento da EDP por causa do mau tempo.

Agora vem aí o frio


Esta terça-feira, o sul do país está em alerta devido ao mau tempo.

A chuva que tem atingido Portugal nos últimos dias vai manter-se durante esta terça-feira. A previsão do Instituto de Meteorologia aponta para chuva para todo o território nacional e nos próximos dias deverá verificar-se uma descida das temperaturas. Nas regiões do interior, a temperatura mínima deverá mesmo registar valores negativos.
Mas se nos próximos dias, o frio não deverá faltar, a chuva promete parar a meio da semana. A precipitação começa já a diminuir gradualmente a partir de terça-feira.
Esta terça-feira, a zona sul está em alerta amarelo devido ao mau tempo. No litoral é a ondulação do mar que ameaça causar problemas. As ondas deverão chegar aos 5 metros. Nas terras altas, a maior preocupação é o vento que deverá soprar forte com rajadas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pode nevar esta noite no Algarve

Monchique e Caldeirão poderão ficar mais brancos

A massa de ar frio que assola o país, empurrada para Sul pelo vento, poderá fazer nevar esta noite no Algarve, diz o Instituto de Meteorologia

Segundo o Instituto Meteorológico (IM) o tempo frio, com acentuado arrefecimento nocturno, vai continuar até domingo e a neve poderá cair, entre hoje e o início de sábado, em todas as regiões do litoral até ao Algarve, incluindo a região de Lisboa. O IM prevê entretanto que a temperatura mínima suba na segunda-feira com o aumento gradual da nebulosidade e a ocorrência de precipitação.
No Algarve, existe “uma possibilidade muito remota, em todo o caso as regiões em que essa possibilidade é mais significativa será nas regiões mais elevadas, Serra de Monchique e Serra do Caldeirão, mas junto à praia a probabilidade é muito baixa. Em todo o caso, as condições que existem neste momento são favoráveis a aguaceiros sob a forma de neve em regiões menos comuns, onde normalmente não ocorre”, afirma o Instituto de Meteorologia.
A ‘deslocação’ da neve de Norte (onde já está a nevar há várias horas) para Sul deve-se, segundo o IM, à massa de ar que afecta o território nacional e à localização do centro da depressão que se desloca para Sul, devido a ventos de Nordeste. Devido ao frio, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) aconselha cuidados acrescidos para os grupos mais vulneráveis, nomeadamente sem-abrigo, crianças e idosos.
Na página da Internet, a ANPC recomenda à população para que use várias camadas de roupa, evite as actividades físicas intensas, poupe energia, desligando os aparelhos eléctricos que não sejam necessários, e que tenha à mão lanterna e pilhas, para o caso de faltar a luz.
A ANPC alerta também para o aumento do número de acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio motivado pela eventual formação de gelo e para os cuidados que se deve ter com os aquecedores e lareiras. Os valores da temperatura mínima no dia de hoje variaram entre 8,5 graus negativos em Bragança e Penhas Douradas e 4,5 graus positivos em Faro.