Associação hoteleira algarvia favorável ao uso de armas de fogo pelos seguranças
Já foi apresentado um memorando ao ministro da tutela, no qual se solicita permissão de posse de armas de fogo para a segurança hoteleira e reforço dos meios policiais na região, mas o presidente do Turismo do Algarve não está de acordo.
O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve acredita que só uma alteração legislativa poderá ajudar a combater o aumento dos assaltos. Elidérico Viegas defende que os seguranças hoteleiros devem poder usar armas de fogo. “Se os seguranças estão impedidos de utilizar armas, não se pode esperar que façam frente a assaltos cometidos por criminosos armados até aos dentes”, sustenta Elidérico Viegas. “À semelhança do que acontece em muitos outros países, os seguranças deviam ser objecto de formação adequada para a utilização de armas”, acrescenta. As declarações de Elidérico Viegas surgem após um assalto a um hotel de quatro estrelas em Vilamoura, na madrugada de sábado. Dois homens encapuzados agrediram um segurança e levaram dinheiro da recepção do hotel. Por sua vez, o presidente do Turismo não concorda com a proposta de Elidérico Viegas.
Presidente do Turismo do Algarve defende reforço da videovigilância
Aumento da criminalidade no Algarve tem atingido as unidades hoteleiras. Opiniões dividem-se quanto às estratégias a adoptar para travar os roubos. O presidente do Turismo do Algarve não concorda que os seguranças dos hotéis possam usar armas de fogo para travar o aumento da criminalidade. Como alternativa, António Pina propõe, em declarações à agência Lusa, o aumento da videovigilância nas zonas turísticas e de comércio tradicional, assim como o reforço policial na região. "Eu preferia ver mais polícia municipal, por exemplo, do que forças civis a usarem armas. Senão qualquer dia isto fica como na América, em que toda a gente tem armas em casa”, argumenta António Pina. Apesar de afirmar que o Algarve pode estar a ser vítima de uma “onda” de assaltos, António Pina encarou o assalto violento da madrugada de sábado, que ocorreu em Vilamoura, como uma ocorrência “passageira”. “Eu quero considerar que são [ocorrência] passageiras, embora comecem a ser mais do que eu gostaria”, apontou. O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve tem opinião diferente. Elidérico Viegas considera que os seguranças hoteleiros devem poder usar armas de fogo.
"As instituições de solidariedade são a verdadeira almofada social deste país"
O Presidente da República encontrou-se com as instituições de solidariedade social e transmitiu a sua confiança aos responsáveis para lidar com um ano de 2012 que se prevê difícil. O padre Lino Maia, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), afirma que o encontro de hoje com Cavaco Silva foi útil, porque o Presidente deu uma palavra de alento e sugeriu que todas as instituições trabalhem em rede. Uma sugestão bem recebida pelo CNIS e pelas várias outras instituições de solidariedade social que estiveram presentes. “Estas instituições de solidariedade são a verdadeira almofada social deste país. ‘O que seria deste país’, afirmou [Cavaco Silva] claramente, ‘se estas instituições arrefecessem ou congelassem’. Elas estão de facto muito activas, o país está a viver dificuldades muito grandes. Houve uma palavra muito importante do senhor Presidente, que foi a de transmitir a sua confiança e a de lançar um desafio às instituições”, conta o padre Lino Maia.
“Uma grande conclusão deste encontro”, na opinião do responsável da CNIS, “é que é importante que todos nós estejamos de mãos dadas". "E estamos, há grandes colaborações entre nós. O senhor Presidente disse aquilo que é conhecido por todos, que o ano 2012 perspectiva-se como o ano provavelmente mais difícil, pelo menos da história da democracia”, diz. O padre Lino Maia foi o porta-voz da reunião desta tarde no Palácio de Belém, nas qual as instituições fizeram o ponto da situação às necessidades decorrentes da actual crise e concluem que as receitas diminuíram, mas as despesas aumentaram. “Há a diminuição das comparticipações dos utentes, há congelação nas transferências do Governo para as instituições. A população está a diminuir na sua generosidade e, por outro lado, os pedidos estão a aumentar. Estão a aumentar os pedidos extraordinários, casos de endividamento na água, luz, rendas de casa”, descreve o padre Lino Maia. “Muitas famílias que estiveram anos e anos a pagar o crédito à banca e agora têm de abandonar a casa e ingressar nos números dos sem-abrigo. Pagaram anos e anos e ficam sem casa”, lamentou ainda o padre Lino Maia, à saída do Palácio de Belém.
Cavaco Silva tem dúvidas sobre transferência de competências dos governos civis
Presidente da República pede ao Governo que pondere melhor o caso da declaração do estado de emergência civil. O Presidente da Republica promulgou o diploma sobre a transferência de competências dos governos civis, mas tem dúvidas no que diz respeito à atribuição aos comandantes distritais da Protecção Civil da declaração do estado de emergência civil. Num texto publicado no sítio da Presidência na Internet, Cavaco Silva faz saber que promulgou o diploma, por se inserir na política geral que o Governo definiu para o país, mas revela também que, na mensagem enviada à Assembleia da República, sugere a reponderação no caso da emergência civil. O Presidente considera que, no contexto do regime jurídico da segurança nacional, a opção tomada pelo Governo pode não ser a melhor e pede por isso aos deputados que a estudem melhor.
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O Cerco a Portugal
Grécia e Portugal são “casos perdidos”, diz economista
Nouriel Roubini diz que não será grave se os dois saírem do Euro, grave será se a crise chegar a Itália e Espanha. Cavaco Silva volta a pedir “acção rápida” aos líderes europeus.
O economista norte-americano Nouriel Roubini olha para Portugal como um “caso perdido” comparável à Grécia. Nouriel Roubini, que previu a crise financeira de 2008, diz ser muito provável a saída da Grécia do Euro e acrescenta que Portugal poderá seguir o mesmo caminho. Em entrevista à Reuters, Roubini sustenta que a prioridade para garantir a sobrevivência da moeda única é assegurar a estabilidade económica e financeira em Espanha e Itália. “Nos próximos 12 ou 18 meses é muito provável a saída da Grécia da Zona Euro. Julgo que Portugal, que agora não está no centro das preocupações, é também um caso perdido como a Grécia. O mais importante não é Portugal ou Grécia – são suficientemente pequenos para poderem sair do Euro de forma minimamente ordeira se Espanha e Itália tiverem a devida protecção. Agora, de Itália e Espanha – terceira e quarta maiores economias do Euro – tiverem de sair, então isso significará a ruptura da moeda única”, disse. Os líderes europeus, da Comissão Europeia e do BCE, nomeadamente, têm garantido que os 17 países da zona euro vão continuar juntos e que não vai haver um euro a duas velocidades, mas já se diz que Alemanha e França estão a preparar alternativas.
Mercados não esperam por "discussões labirínticas”, alerta Presidente. O Presidente da República voltou hoje a pedir "acção rápida" aos líderes europeus, sublinhando que os mercados não esperam por "discussões labirínticas e negociações intermináveis" entre os protagonistas. "Este tempo exige, mais do que nunca, convergência, solidariedade e responsabilidade sem falhas da parte dos Estados e das instituições europeias", afirmou Cavaco Silva, numa conferência, na Universidade de Stanford, na Califórnia. Considerando que a União Europeia vive "horas decisivas para o seu futuro", Cavaco Silva retomou o discurso das últimas semanas, insistindo que o que está em causa é defender o maior activo dos povos europeus: a integração europeia, de que o Euro é "uma componente central". Numa intervenção feita em Inglês, o chefe de Estado renovou ainda a garantia de que Portugal honrará "plenamente" os seus compromissos, restabelecerá o equilíbrio das finanças públicas e levará por diante as reformas estruturais indispensáveis ao reforço da competitividade da economia. "Estão a ser exigidos duros sacrifícios ao povo português, que tem respondido com grande sentido patriótico de responsabilidade, mas igualmente com a esperança de que o caminho que estamos a percorrer venha a conduzir a uma economia saudável e competitiva", vincou o chefe de Estado. E, acrescentou, se "esse caminho pode parecer incerto e longínquo", vale a pena recordar que ao longo da sua História, Portugal venceu desafios que muitos julgariam impossíveis de ultrapassar. Na 'palestra' que proferiu na Universidade de Stanford, onde se propôs a apresentar outra visão de Portugal, "diferente daquela que geralmente é apresentada no simplismo efémero dos rodapés dos noticiários das televisões", Cavaco Silva deixou ainda alguns dos exemplos da capacidade de inovação dos portugueses.
Proposto fim de quatro canais da RTP e fusão da Internacional com a África
Grupo de trabalho defende que não deve haver qualquer tipo de publicidade no serviço público de comunicação social. O relatório do grupo de trabalho para a definição do serviço público de comunicação social, que foi divulgado hoje, recomenda o fim da RTP Informação, da RTP Memória, RTP Açores e RTP Madeira, além da fusão da RTP África com a RTP Internacional. Segundo o grupo de trabalho liderado pelo presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, João Duque, a missão da RTP Informação é garantida "amplamente" pelos canais privados existentes, "pelo que não se justifica a sua manutenção". "Julgamos que se corre o risco de este canal redundar numa plataforma ao serviço de interesses que extravasam o domínio do serviço público", escrevem os autores. Por outro lado, o grupo de trabalho não vê "qualquer interesse público num canal como a RTP Memória", sendo que os seus conteúdos deviam passar para a página de Internet da estação. Em relação à RTP Internacional e RTP África, os elementos que compunham a equipa encarregue pelo Governo de definir o serviço público no âmbito da comunicação social explicam que "o Estado deve concentrar o serviço internacional num único canal, com o objectivo de manter e desenvolver a presença externa do país projectando a língua portuguesa". Tanto na rádio como na televisão públicas, o grupo de trabalho propõe noticiários curtos, limitados ao essencial.
Missão da RTP Madeira e Açores está "terminada": O grupo de trabalho para a definição do serviço público de comunicação social considera que "a missão histórica" da RTP Açores e RTP Madeira está "terminada", segundo o relatório hoje divulgado. "Sobre a RTP Açores e RTP Madeira, consideramos que a sua missão histórica está terminada", escrevem os autores do relatório, acrescentando que existe nas regiões autónomas, tal como no continente, "a tendência do poder político para tornar cativos os canais". O grupo de trabalho presidido pelo economista João Duque ressalva que a missão "de afirmação das autonomias e de ligação entre si e ao continente" foi cumprida, mas está agora ultrapassada. Relativamente à possibilidade de haver despedimentos no seguimento destas indicações do grupo de trabalho, João Duque ressalva que a proposta de reestruturação feita pela administração da RTP já quantifica o número de pessoas a despedir e que pode ir até às 300.
Serviço público sem publicidade: O grupo de trabalho encarregue de definir o conceito de serviço público de comunicação social defende que não deve haver qualquer tipo de publicidade nestes serviços. "Defendemos o fim da publicidade comercial, em qualquer formato, incluindo a colocação de produtos (product placement) no ou nos canais de serviço público de televisão, tal como em qualquer outro serviço público de comunicação social", lê-se no relatório. O grupo de trabalho salienta ainda que "num qualquer processo de privatização, recomendamos que o Governo acautele os impactos no mercado da comunicação social, cuja independência e pluralidade é um valor em si mesmo". O fim da publicidade no serviço público vai contra a proposta de reestruturação apresentada pela administração da RTP. Em declarações aos jornalistas, João Duque, o coordenador do grupo de trabalho, desvaloriza esta divergência. João Duque lamenta que vários elementos tenham abandonado o grupo de trabalho antes da apresentação das conclusões. "Estou convencido que subscreveriam na generalidade, talvez com uma ou outra declaração de voto, aquilo que foi a consideração final", sublinha. O grupo de trabalho foi criado em Agosto pelo Governo, através de um despacho que estabelecia um prazo de 60 dias para apresentação de um relatório sobre a definição de serviço público de comunicação social. Coordenado pelo economista João Duque, o grupo de trabalho integrou António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco. Fizeram ainda parte deste grupo Francisco Sarsfield Cabral, João do Amaral e Felisbela Lopes, que se demitiram - os dois primeiros em Outubro, a terceira a 9 de Novembro.
Europa aceita manter programa que apoia 400 mil carenciados em Portugal
Ministra da Agricultura satisfeita com manutenção do programa. Cerca de 18 milhões de europeus beneficiam do apoio. A actual situação de crise terá sido determinante para uma mudança de posições, já que os apoios estavam em risco de cessar. Os ministros da Agricultura da União Europeia deverão hoje chegar a acordo para a manutenção do programa alimentar de apoio aos mais desfavorecidos. O programa, que apoia 400 mil portugueses, deve ficar em vigor pelo menos durante mais dois anos. O programa apoia anualmente 18 milhões de europeus, mas a sua existência estava em risco devido à oposição de um pequeno grupo de países liderado pela Alemanha. A actual situação de crise terá sido determinante para uma mudança de posições, ainda que temporária. A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, congratulou-se com esta evolução, mas alertou para a necessidade de preparar a discussão para o futuro. “Com um número de pobres tão elevado, com pessoas a sofrerem tantas dificuldades, era difícil sustentar que não se mantivesse esta política pelo menos pelos dois anos que estava inicialmente prevista”, explicou a ministra da Agricultura. Para o futuro, diz Assunção Cristas, “com certeza que haverá matéria para discutir, mas, para já, com este enquadramento, com este orçamento, mantém-se o que estava previsto, que é muito positivo”. Durante os próximos dois anos, o programa continuará a ser totalmente financiado por dinheiros europeus, contando com cerca de 500 milhões de euros do orçamento da Política Agrícola Comum. Dentro de dois anos, a sua existência ou a modificação da respectiva fonte de financiamento estará novamente em discussão. Os alimentos comprados com estas verbas são uma parte essencial dos bens distribuídos por entidades como o Banco Alimentar, cuja intervenção social tem assumido uma relevância crescente na actual situação de crise.
Banco Alimentar aplaude manutenção de programa que apoia 400 mil portugueses
Isabel Jonet considera relevante o facto de a Alemanha ter desistido do braço de ferro que, juntamente com um pequeno grupo de países, se opunha a esta iniciativa. A presidente do Banco Alimentar contra a Fome recebe com grande satisfação a notícia de que foi aprovado o programa comunitário de apoio alimentar, que se vai manter pelo menos até 2013. Esta ajuda, no valor de 20 milhões de euros, vai socorrer 400 mil pessoas carenciadas só em Portugal. “Vem uma dotação orçamental, mas não há nenhum dinheiro envolvido. São produtos que são entregues ao Ministério da Solidariedade Social, que faz a distribuição e os entrega a vários associações de solidariedade, algumas das quais são bancos alimentares”, explica Isabel Jonet, que considera relevante o facto de a Alemanha ter desistido do braço de ferro que, juntamente com um pequeno grupo de países, se opunha a esta iniciativa. “Há cada vez mais pobres na Europa que dependem destes apoios até para sobreviver. Eu acho que é revelador que a Europa ainda está junta e que consegue sobrepor-se a braços ferros políticos, pensando nas pessoas mais pobres que precisam de ajuda”, sublinha Isabel Jonet.
Campanha "Direito à Alimentação" de pratos vazios
Restaurantes não aderiram à campanha que pretendia dar comida aos mais necessitados. Não correspondeu às expectativas a campanha “Direito à alimentação”, patrocinada pelo Presidente da República e que tinha como objectivo dar as refeições que sobravam nos restaurantes às pessoas mais carenciadas. O sector não aderiu. “Havia alguma expectativa, da minha parte e de todos quantos assinaram. Estou à espera de resposta. O projecto era interessante e tinha tudo para dar certo”, afirma à Renascença António Costa Pereira, da comissão de honra da campanha e pioneiro na mobilização da sociedade contra o desperdício alimentar. A campanha foi lançada no dia 10 de Dezembro de 2010. Passado quase um ano, a expectativa caiu por terra. A Associação de Hotelaria e Restauração (AHRESP), que lançou o projecto, recusa-se a fazer um balanço, apesar dos pedidos que a Renascença tem feito desde Julho. Depois de meses de insistência, com marcações de entrevista e sucessivos adiamentos, a AHRESP acabou por dizer que o momento não é oportuno para falar sobre a campanha. Garante apenas que está a decorrer em 91 municípios.
Mas, com a lista na mão, bastam uns telefonemas para concluir que em grande parte das autarquias nada foi feito. É o caso de Loures e Sintra, na Grande Lisboa, bem como de outros como Viseu, onde nenhum restaurante se inscreveu na iniciativa. A Lusa contactou também com algumas autarquias e percebeu que muitas delas abandonaram o projecto, apesar de o seu nome constar da lista da AHRESP. Da comissão de honra do “Direito à Alimentação” fazem parte 15 entidades, entre bancos, empresas, a Associação Nacional de Municípios e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, a quem, diz António Costa Pereira, a AHRESP devia apresentar resultados. “Tenho a expectativa de que o irão fazer. Perante a expectativa que foi criada, perante tanta gente envolvida, tantas instituições que assinaram e o próprio Presidente da República, obviamente que vão ter de dar resposta, não se podem refugiar”, considera.
Ir além das sobras: Mas houve municípios que conseguiram mobilizar os restaurantes. É o caso do Entroncamento, onde o compromisso passa por confeccionar refeições para quem precisa. Para garantir que haja sempre comida disponível para quem precisa, não se fala em aproveitar sobras, que é a base da campanha “Direito à Alimentação”. “Não se trata propriamente daquilo que inicialmente se tinha pensado nesta campanha – oferecer o que sobra. Os restaurantes contam com ‘x’ número de pessoas para aquele dia e confeccionam para os seus clientes e para as pessoas que estão inseridas na campanha. Tenho receio de que hoje para amanhã não se consiga garantir a prestação deste serviço”, refere a vice-presidente da Câmara do Entroncamento, Paula Pereira. A autarquia identificou as famílias necessitadas e fez a ponte com os restaurantes, que assumiram o compromisso diário de fornecer as refeições. Oito famílias locais conseguem assim, pelo menos, uma refeição diária. O projecto arrancou com quatro restaurantes, um deles desistiu.
Não há ainda dados sobre reestruturação dos transportes
O ministro Álvaro Santos Pereira diz que precisa de mais tempo até dar respostas. Os resultados do grupo de trabalho que analisa o sector serão conhecidos nas próximas semanas. Álvaro Santos Pereira, que hoje passou o dia no Parlamento a discutir o Orçamento que tem para as várias áreas que tutela, falou há pouco da prometida reestruturação das empresas de transportes públicos para dizer que ainda não sabe quantos postos de trabalho estão em causa. O ministro da Economia diz que precisa de mais algumas semanas para ter essa resposta. “Depois do grupo de trabalho nos ter dado as respostas e depois de termos ouvido as autarquias, consultadas as partes e as empresas, poderei dar uma resposta concreta. Neste momento, sinceramente, não a tenho”, disse Álvaro Santos Pereira. “Os resultados do grupo de trabalho serão dados a conhecer nas próximas semanas, portanto o Governo irá avaliar todas as propostas. Muitas das propostas serão acatadas, outras certamente as autarquias e o próprio Governo poderão não concordar, mas teremos uma resposta técnica aos problemas actuais e que é absolutamente essencial para levarmos a cabo uma boa reestruturação do sector”, sublinhou.
Autarquias devem 90 milhões às empresas privadas
Segundo a ANTROP, grande parte do valor em dívida é referente ao transporte escolar. A dívida das Câmaras Municipais às empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros ascende a 90 milhões de euros, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários Pesados de Passageiros (ANTROP). "As Câmaras devem 90 milhões de euros às associadas da ANTROP", avançou Luís Cabaço Martins, escudando-se a especificar os montantes em falta por autarquia. Segundo o presidente da ANTROP, que representa 120 operadores privados de transporte rodoviário de passageiros, grande parte do valor em dívida é referente ao transporte escolar, mas inclui também "alugueres e outros serviços" prestado pelas transportadoras rodoviárias privadas às Câmaras Municipais.
Nouriel Roubini diz que não será grave se os dois saírem do Euro, grave será se a crise chegar a Itália e Espanha. Cavaco Silva volta a pedir “acção rápida” aos líderes europeus.
O economista norte-americano Nouriel Roubini olha para Portugal como um “caso perdido” comparável à Grécia. Nouriel Roubini, que previu a crise financeira de 2008, diz ser muito provável a saída da Grécia do Euro e acrescenta que Portugal poderá seguir o mesmo caminho. Em entrevista à Reuters, Roubini sustenta que a prioridade para garantir a sobrevivência da moeda única é assegurar a estabilidade económica e financeira em Espanha e Itália. “Nos próximos 12 ou 18 meses é muito provável a saída da Grécia da Zona Euro. Julgo que Portugal, que agora não está no centro das preocupações, é também um caso perdido como a Grécia. O mais importante não é Portugal ou Grécia – são suficientemente pequenos para poderem sair do Euro de forma minimamente ordeira se Espanha e Itália tiverem a devida protecção. Agora, de Itália e Espanha – terceira e quarta maiores economias do Euro – tiverem de sair, então isso significará a ruptura da moeda única”, disse. Os líderes europeus, da Comissão Europeia e do BCE, nomeadamente, têm garantido que os 17 países da zona euro vão continuar juntos e que não vai haver um euro a duas velocidades, mas já se diz que Alemanha e França estão a preparar alternativas.
Mercados não esperam por "discussões labirínticas”, alerta Presidente. O Presidente da República voltou hoje a pedir "acção rápida" aos líderes europeus, sublinhando que os mercados não esperam por "discussões labirínticas e negociações intermináveis" entre os protagonistas. "Este tempo exige, mais do que nunca, convergência, solidariedade e responsabilidade sem falhas da parte dos Estados e das instituições europeias", afirmou Cavaco Silva, numa conferência, na Universidade de Stanford, na Califórnia. Considerando que a União Europeia vive "horas decisivas para o seu futuro", Cavaco Silva retomou o discurso das últimas semanas, insistindo que o que está em causa é defender o maior activo dos povos europeus: a integração europeia, de que o Euro é "uma componente central". Numa intervenção feita em Inglês, o chefe de Estado renovou ainda a garantia de que Portugal honrará "plenamente" os seus compromissos, restabelecerá o equilíbrio das finanças públicas e levará por diante as reformas estruturais indispensáveis ao reforço da competitividade da economia. "Estão a ser exigidos duros sacrifícios ao povo português, que tem respondido com grande sentido patriótico de responsabilidade, mas igualmente com a esperança de que o caminho que estamos a percorrer venha a conduzir a uma economia saudável e competitiva", vincou o chefe de Estado. E, acrescentou, se "esse caminho pode parecer incerto e longínquo", vale a pena recordar que ao longo da sua História, Portugal venceu desafios que muitos julgariam impossíveis de ultrapassar. Na 'palestra' que proferiu na Universidade de Stanford, onde se propôs a apresentar outra visão de Portugal, "diferente daquela que geralmente é apresentada no simplismo efémero dos rodapés dos noticiários das televisões", Cavaco Silva deixou ainda alguns dos exemplos da capacidade de inovação dos portugueses.
Proposto fim de quatro canais da RTP e fusão da Internacional com a África
Grupo de trabalho defende que não deve haver qualquer tipo de publicidade no serviço público de comunicação social. O relatório do grupo de trabalho para a definição do serviço público de comunicação social, que foi divulgado hoje, recomenda o fim da RTP Informação, da RTP Memória, RTP Açores e RTP Madeira, além da fusão da RTP África com a RTP Internacional. Segundo o grupo de trabalho liderado pelo presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, João Duque, a missão da RTP Informação é garantida "amplamente" pelos canais privados existentes, "pelo que não se justifica a sua manutenção". "Julgamos que se corre o risco de este canal redundar numa plataforma ao serviço de interesses que extravasam o domínio do serviço público", escrevem os autores. Por outro lado, o grupo de trabalho não vê "qualquer interesse público num canal como a RTP Memória", sendo que os seus conteúdos deviam passar para a página de Internet da estação. Em relação à RTP Internacional e RTP África, os elementos que compunham a equipa encarregue pelo Governo de definir o serviço público no âmbito da comunicação social explicam que "o Estado deve concentrar o serviço internacional num único canal, com o objectivo de manter e desenvolver a presença externa do país projectando a língua portuguesa". Tanto na rádio como na televisão públicas, o grupo de trabalho propõe noticiários curtos, limitados ao essencial.
Missão da RTP Madeira e Açores está "terminada": O grupo de trabalho para a definição do serviço público de comunicação social considera que "a missão histórica" da RTP Açores e RTP Madeira está "terminada", segundo o relatório hoje divulgado. "Sobre a RTP Açores e RTP Madeira, consideramos que a sua missão histórica está terminada", escrevem os autores do relatório, acrescentando que existe nas regiões autónomas, tal como no continente, "a tendência do poder político para tornar cativos os canais". O grupo de trabalho presidido pelo economista João Duque ressalva que a missão "de afirmação das autonomias e de ligação entre si e ao continente" foi cumprida, mas está agora ultrapassada. Relativamente à possibilidade de haver despedimentos no seguimento destas indicações do grupo de trabalho, João Duque ressalva que a proposta de reestruturação feita pela administração da RTP já quantifica o número de pessoas a despedir e que pode ir até às 300.
Serviço público sem publicidade: O grupo de trabalho encarregue de definir o conceito de serviço público de comunicação social defende que não deve haver qualquer tipo de publicidade nestes serviços. "Defendemos o fim da publicidade comercial, em qualquer formato, incluindo a colocação de produtos (product placement) no ou nos canais de serviço público de televisão, tal como em qualquer outro serviço público de comunicação social", lê-se no relatório. O grupo de trabalho salienta ainda que "num qualquer processo de privatização, recomendamos que o Governo acautele os impactos no mercado da comunicação social, cuja independência e pluralidade é um valor em si mesmo". O fim da publicidade no serviço público vai contra a proposta de reestruturação apresentada pela administração da RTP. Em declarações aos jornalistas, João Duque, o coordenador do grupo de trabalho, desvaloriza esta divergência. João Duque lamenta que vários elementos tenham abandonado o grupo de trabalho antes da apresentação das conclusões. "Estou convencido que subscreveriam na generalidade, talvez com uma ou outra declaração de voto, aquilo que foi a consideração final", sublinha. O grupo de trabalho foi criado em Agosto pelo Governo, através de um despacho que estabelecia um prazo de 60 dias para apresentação de um relatório sobre a definição de serviço público de comunicação social. Coordenado pelo economista João Duque, o grupo de trabalho integrou António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco. Fizeram ainda parte deste grupo Francisco Sarsfield Cabral, João do Amaral e Felisbela Lopes, que se demitiram - os dois primeiros em Outubro, a terceira a 9 de Novembro.
Europa aceita manter programa que apoia 400 mil carenciados em Portugal
Ministra da Agricultura satisfeita com manutenção do programa. Cerca de 18 milhões de europeus beneficiam do apoio. A actual situação de crise terá sido determinante para uma mudança de posições, já que os apoios estavam em risco de cessar. Os ministros da Agricultura da União Europeia deverão hoje chegar a acordo para a manutenção do programa alimentar de apoio aos mais desfavorecidos. O programa, que apoia 400 mil portugueses, deve ficar em vigor pelo menos durante mais dois anos. O programa apoia anualmente 18 milhões de europeus, mas a sua existência estava em risco devido à oposição de um pequeno grupo de países liderado pela Alemanha. A actual situação de crise terá sido determinante para uma mudança de posições, ainda que temporária. A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, congratulou-se com esta evolução, mas alertou para a necessidade de preparar a discussão para o futuro. “Com um número de pobres tão elevado, com pessoas a sofrerem tantas dificuldades, era difícil sustentar que não se mantivesse esta política pelo menos pelos dois anos que estava inicialmente prevista”, explicou a ministra da Agricultura. Para o futuro, diz Assunção Cristas, “com certeza que haverá matéria para discutir, mas, para já, com este enquadramento, com este orçamento, mantém-se o que estava previsto, que é muito positivo”. Durante os próximos dois anos, o programa continuará a ser totalmente financiado por dinheiros europeus, contando com cerca de 500 milhões de euros do orçamento da Política Agrícola Comum. Dentro de dois anos, a sua existência ou a modificação da respectiva fonte de financiamento estará novamente em discussão. Os alimentos comprados com estas verbas são uma parte essencial dos bens distribuídos por entidades como o Banco Alimentar, cuja intervenção social tem assumido uma relevância crescente na actual situação de crise.
Banco Alimentar aplaude manutenção de programa que apoia 400 mil portugueses
Isabel Jonet considera relevante o facto de a Alemanha ter desistido do braço de ferro que, juntamente com um pequeno grupo de países, se opunha a esta iniciativa. A presidente do Banco Alimentar contra a Fome recebe com grande satisfação a notícia de que foi aprovado o programa comunitário de apoio alimentar, que se vai manter pelo menos até 2013. Esta ajuda, no valor de 20 milhões de euros, vai socorrer 400 mil pessoas carenciadas só em Portugal. “Vem uma dotação orçamental, mas não há nenhum dinheiro envolvido. São produtos que são entregues ao Ministério da Solidariedade Social, que faz a distribuição e os entrega a vários associações de solidariedade, algumas das quais são bancos alimentares”, explica Isabel Jonet, que considera relevante o facto de a Alemanha ter desistido do braço de ferro que, juntamente com um pequeno grupo de países, se opunha a esta iniciativa. “Há cada vez mais pobres na Europa que dependem destes apoios até para sobreviver. Eu acho que é revelador que a Europa ainda está junta e que consegue sobrepor-se a braços ferros políticos, pensando nas pessoas mais pobres que precisam de ajuda”, sublinha Isabel Jonet.
Campanha "Direito à Alimentação" de pratos vazios
Restaurantes não aderiram à campanha que pretendia dar comida aos mais necessitados. Não correspondeu às expectativas a campanha “Direito à alimentação”, patrocinada pelo Presidente da República e que tinha como objectivo dar as refeições que sobravam nos restaurantes às pessoas mais carenciadas. O sector não aderiu. “Havia alguma expectativa, da minha parte e de todos quantos assinaram. Estou à espera de resposta. O projecto era interessante e tinha tudo para dar certo”, afirma à Renascença António Costa Pereira, da comissão de honra da campanha e pioneiro na mobilização da sociedade contra o desperdício alimentar. A campanha foi lançada no dia 10 de Dezembro de 2010. Passado quase um ano, a expectativa caiu por terra. A Associação de Hotelaria e Restauração (AHRESP), que lançou o projecto, recusa-se a fazer um balanço, apesar dos pedidos que a Renascença tem feito desde Julho. Depois de meses de insistência, com marcações de entrevista e sucessivos adiamentos, a AHRESP acabou por dizer que o momento não é oportuno para falar sobre a campanha. Garante apenas que está a decorrer em 91 municípios.
Mas, com a lista na mão, bastam uns telefonemas para concluir que em grande parte das autarquias nada foi feito. É o caso de Loures e Sintra, na Grande Lisboa, bem como de outros como Viseu, onde nenhum restaurante se inscreveu na iniciativa. A Lusa contactou também com algumas autarquias e percebeu que muitas delas abandonaram o projecto, apesar de o seu nome constar da lista da AHRESP. Da comissão de honra do “Direito à Alimentação” fazem parte 15 entidades, entre bancos, empresas, a Associação Nacional de Municípios e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, a quem, diz António Costa Pereira, a AHRESP devia apresentar resultados. “Tenho a expectativa de que o irão fazer. Perante a expectativa que foi criada, perante tanta gente envolvida, tantas instituições que assinaram e o próprio Presidente da República, obviamente que vão ter de dar resposta, não se podem refugiar”, considera.
Ir além das sobras: Mas houve municípios que conseguiram mobilizar os restaurantes. É o caso do Entroncamento, onde o compromisso passa por confeccionar refeições para quem precisa. Para garantir que haja sempre comida disponível para quem precisa, não se fala em aproveitar sobras, que é a base da campanha “Direito à Alimentação”. “Não se trata propriamente daquilo que inicialmente se tinha pensado nesta campanha – oferecer o que sobra. Os restaurantes contam com ‘x’ número de pessoas para aquele dia e confeccionam para os seus clientes e para as pessoas que estão inseridas na campanha. Tenho receio de que hoje para amanhã não se consiga garantir a prestação deste serviço”, refere a vice-presidente da Câmara do Entroncamento, Paula Pereira. A autarquia identificou as famílias necessitadas e fez a ponte com os restaurantes, que assumiram o compromisso diário de fornecer as refeições. Oito famílias locais conseguem assim, pelo menos, uma refeição diária. O projecto arrancou com quatro restaurantes, um deles desistiu.
Não há ainda dados sobre reestruturação dos transportes
O ministro Álvaro Santos Pereira diz que precisa de mais tempo até dar respostas. Os resultados do grupo de trabalho que analisa o sector serão conhecidos nas próximas semanas. Álvaro Santos Pereira, que hoje passou o dia no Parlamento a discutir o Orçamento que tem para as várias áreas que tutela, falou há pouco da prometida reestruturação das empresas de transportes públicos para dizer que ainda não sabe quantos postos de trabalho estão em causa. O ministro da Economia diz que precisa de mais algumas semanas para ter essa resposta. “Depois do grupo de trabalho nos ter dado as respostas e depois de termos ouvido as autarquias, consultadas as partes e as empresas, poderei dar uma resposta concreta. Neste momento, sinceramente, não a tenho”, disse Álvaro Santos Pereira. “Os resultados do grupo de trabalho serão dados a conhecer nas próximas semanas, portanto o Governo irá avaliar todas as propostas. Muitas das propostas serão acatadas, outras certamente as autarquias e o próprio Governo poderão não concordar, mas teremos uma resposta técnica aos problemas actuais e que é absolutamente essencial para levarmos a cabo uma boa reestruturação do sector”, sublinhou.
Autarquias devem 90 milhões às empresas privadas
Segundo a ANTROP, grande parte do valor em dívida é referente ao transporte escolar. A dívida das Câmaras Municipais às empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros ascende a 90 milhões de euros, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários Pesados de Passageiros (ANTROP). "As Câmaras devem 90 milhões de euros às associadas da ANTROP", avançou Luís Cabaço Martins, escudando-se a especificar os montantes em falta por autarquia. Segundo o presidente da ANTROP, que representa 120 operadores privados de transporte rodoviário de passageiros, grande parte do valor em dívida é referente ao transporte escolar, mas inclui também "alugueres e outros serviços" prestado pelas transportadoras rodoviárias privadas às Câmaras Municipais.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mais euros para Portugal
FMI desbloqueia mais 4 mil milhões
Pacote total é de 78 mil milhões de euros e vai ser emprestado com juros nos próximos três anos. Crise motiva 800 baixas médicas por dia. Depressão e esquemas para não perder subsídio de desemprego fazem aumentar o número.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) desbloqueou a segunda parcela do resgate a Portugal, de 3,98 mil milhões de euros, elevando os fundos atribuídos a Lisboa para um total de 10,43 mil milhões de euros. "O conselho de administração do FMI completou hoje a primeira avaliação do desempenho de Portugal em relação ao programa de apoio a três anos de 27,27 mil milhões de euro", refere a instituição liderada por Christine Lagarde, em comunicado. O fundo de resgate do FMI, aprovado em Maio de 2011, faz parte de um pacote de apoio em parceria com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu, que ascende aos 78 mil milhões de euros, nos próximos três anos.
A crise está a fazer disparar as baixas médicas. Só durante o mês de Junho mais de 24 mil portugueses meteram baixa médica, uma média superior a 800 casos por dia, revelam dados do Ministério da Solidariedade e Segurança Social. No total, mais de 117 mil trabalhadores estavam de baixa em Junho, avança o jornal “Correio da Manhã”. As medidas de austeridade do novo Governo, combinadas com a ameaça de perder o posto de trabalho, numa altura em que a taxa de desemprego bate recordes e vai continuar a subir, tem provocado um pico do número de trabalhadores que metem baixa por depressão. Também se tem verificado um aumento nas baixas médicas para não se perder o subsídio de desemprego. Segundo o jornal, há desempregados que, para evitarem as acções de formação obrigatórias ou um trabalho, conseguem meter baixa. Sem a justificação médica, perderiam o subsídio.
Setembro traz mais austeridade. Governo quer adoptar mais de 75 medidas
Ter carro ou fumar vai ficar mais caro. O Executivo vai também divulgar a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA. Setembro promete ser um mês de austeridade. O Governo quer adoptar mais de 75 medidas no âmbito do empréstimo acordado com a troika, segundo o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, que na última semana prometeu cumprir à risca o calendário. Na saúde, os utentes vão passar a pagar mais taxas moderadoras e os contribuintes vão recuperar menos dinheiro através do IRS. O Executivo quer reduzir em dois terços as isenções fiscais com consultas, medicamentos e seguros privados. O Estado quer também poupar com o transporte de doentes, que vai ficar assim mais caro, e reduzir os custos operacionais dos hospitais em 200 milhões de euros. Já os médicos ficam proibidos de tirar licenças sem vencimento. A nível fiscal, os benefícios e incentivos fiscais vão ser todos congelados - alguns podem mesmo desaparecer. Vai ainda ser divulgada a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA, com a revisão das taxas reduzida e intermédia. Está também prevista a revisão do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Além disso, ter carro ou fumar vai ficar também mais caro, com o agravamento do imposto sobre veículos e do imposto sobre o tabaco.
No imobiliário, o Executivo quer alterar a lei do arrendamento com a liberalização gradual das rendas antigas. Pretende ainda facilitar os processos de despejo dos inquilinos que não pagam, eliminar burocracia na reabilitação das casas e rever a avaliação dos imóveis e terrenos. Na defesa, entra em vigor o congelamento das progressões salariais para os militares. Vai haver ainda limites para novas contratações na administração pública, local e regional, além de novos limites ao endividamento. No próximo mês terá ainda de dar entrada no Parlamento a proposta para a reforma administrativa local. Na justiça, o objectivo é reduzir os processos pendentes nos tribunais, preparar a reforma da gestão dos tribunais e rever as custas judiciais. Já em Outubro, avança o agravamento do IVA na electricidade e gás natural - sobe para 23%. Está também prevista uma decisão sobre a redução da taxa social única, uma matéria ainda em estudo.
Seguro considera "grande vitória" recuo do PSD na revisão da Constituição
O PSD anunciou que não irá apresentar um projecto de revisão constitucional, excepto se o PS admitir um consenso para colocar na Lei Fundamental limites ao défice e endividamento. O secretário-geral do PS considerou hoje "uma grande vitória" a decisão do PSD de não apresentar para já um projecto de revisão constitucional, reiterando que "a Constituição não é um problema", disse fonte do seu gabinete à Agência Lusa. Questionado sobre o anúncio feito hoje pelo PSD de que não irá apresentar um projecto de revisão constitucional, excepto se o PS admitir um consenso para colocar na Lei Fundamental limites ao défice e endividamento, fonte do gabinete de António José Seguro respondeu: "Trata-se de uma grande vitória do PS e do secretário-geral, que sempre disse que a Constituição não é um problema".
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, anunciou hoje que a sua bancada não apresentará qualquer projecto de revisão constitucional nesta sessão legislativa, admitindo apenas constitucionalizar limites ao défice e ao endividamento, caso o PS esteja disponível para isso. Sobre a disponibilidade do PS para um eventual consenso, a mesma fonte remeteu para declarações feitas por António José Seguro, que já afirmou que só tomará uma decisão sobre essa matéria depois de ouvir os órgãos do partido. No discurso de abertura do XVIII Congresso do PS, que decorreu este fim-de-semana em Braga, o secretário-geral socialista salientou que o PS se revê "no essencial do actual texto constitucional" e que o partido "não está disponível para sufragar uma agenda de enfraquecimento do Estado social".
Rever a Constituição? Só para limitar défice e dívida, diz PSD
"Julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", declarou Luís Montenegro. O líder do grupo parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, anunciou hoje que o PSD não apresentará qualquer projecto de revisão constitucional nesta sessão legislativa, admitindo apenas constitucionalizar limites ao défice e ao endividamento, caso o PS esteja disponível para isso. "Julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", declarou Luís Montenegro na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PSD, no Fundão. "Abriremos uma única excepção se houver disponibilidade do PS para, a exemplo do que sucedeu em Espanha, constitucionalizarmos limites aos níveis do défice e do endividamento", acrescentou. Antes, o líder da bancada social-democrata referiu que "há mais de um ano que o PSD lançou ao país ao PS o repto de actualizar o texto fundamental, retirando-lhe a excessiva carga ideológica e programática que indiscutivelmente tem".
Segundo Luís Montenegro, "este ímpeto reformista do PSD esbarrou numa teimosa postura de imobilismo e de complexo ideológico do PS", que acusou de não ter tido nem ter "coragem nem ambição para aprofundar e modernizar na Constituição" a democracia portuguesa. "E digo não teve nem tem porque isso mesmo foi reafirmado pelo seu líder no passado fim de semana. Ora, se juntarmos a essa circunstância de intransigência do PS a necessidade de o país se concentrar hoje em cumprir o seu programa de ajustamento financeiro, e de promover reformas estruturais inadiáveis, julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", concluiu. Contudo, logo em seguida o líder parlamentar do PSD ressalvou que o seu partido está aberto a rever a Constituição exclusivamente para introduzir limites ao défice e à dívida, "se houver disponibilidade do PS", desafiando os socialistas a esclarecerem se estão ou não disponíveis para essa alteração. "A nossa abertura para a consagração desses limites tem como fundamento garantir às futuras gerações que não lhes faremos o que nos fizeram a nós", em nome da "justiça" e da "solidariedade inter-geracional", justificou.
PSD quer criminalizar enriquecimento ilícito
A proposta social-democrata ainda está a ser ultimada, mas deve estar pronta no 23, altura em que o Parlamento debate o projecto do Bloco sobre esta matéria. Os sociais-democratas prometem apresentar um projecto de lei para criminalizar o enriquecimento ilícito, apesar da matéria não constar do acordo político com o CDS-PP. Ainda assim, Luís Montenegro, líder dos deputados "laranja", diz que o CDS está a colaborar nesta iniciativa. “[A proposta] não consta do acordo político de incidência parlamentar que celebrámos com o CDS-PP, mas consta dos propósitos do grupo parlamentar do PSD e, nessa medida, estamos em coordenação com o grupo parlamentar do CDS para podermos apresentar a nossa iniciativa legislativa nessa matéria”, afirmou Luís Montenegro. O PSD não revela, para já, os detalhes do diploma, que ainda está a ser ultimado e que deverá ir a debate no Parlamento no dia 23, juntamente com um projecto do Bloco de Esquerda. A criminalização do enriquecimento ilícito é também uma das prioridades da actual ministra da Justiça. Na altura em que apresentou o programa do Governo, Paula Teixeira da Cruz disse que essa devia ser uma prioridade na revisão dos códigos penais.
Utentes das SCUT dizem que não conseguem pagar por causa dos CTT
CTT não estarão a conseguir respeitar os prazos e as multas chegam mesmo aos utentes que tentaram pagar as portagens. O Provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, recebeu "várias queixas" de utentes das ex-SCUT que foram multados por falta de pagamento e que se queixam que não conseguiram liquidar as portagens dentro do prazo por indisponibilidade dos CTT, que não teria os dados necessários ao pagamento. A falta dos dados obrigou os utentes a pagar fora de prazo, tendo sido mais tarde surpreendidos com a abertura de processos de contra-ordenação, no âmbito dos quais tiveram de pagar as taxas em falta e ainda de liquidar "custos administrativos de valor muito superior ao que estariam obrigados se tivessem tido a oportunidade de liquidar as taxas quando se dirigiram aos CTT para esse efeito". A Provedoria ouviu os CTT, que confirmaram que as concessionárias enviaram a informação dentro das datas previstas, mas salientaram "que o circuito de prestação de informação aos CTT não é online" e existe sempre "um desfasamento entre a data da passagem e a data de início a pagamento".
O Provedor sugeriu aos CTT que passem uma declaração que ateste a presença do utente na estação dos correios para pagar a taxa de portagem, caso os dados não estejam disponíveis, por forma a que o utente possa contestar, em caso de ser confrontado com um processo de contra-ordenação por falta de pagamento. Ainda no tempo do Governo PS ficaram definidas três formas de pagamento nas ex-SCUT: a “tradicional” Via Verde, e duas novas formas, um pré-carregamento com contrato, associado ao condutor, e um pré-carregamento com anonimato, associado ao identificador electrónico da viatura, Há ainda a hipótese de pós pagamento nas ex-SCUT que deve ser realizado no prazo máximo de cinco dias úteis, numa estação dos CTT ou rede PayShop. Esta alternativa ao pagamento é efectuada quando o veículo não tem dispositivo electrónico de matrícula, identificador da Via Verde ou dispositivo temporário e passa nos pórticos instalados ao
Rendas podem aumentar mais de 3% para o ano
Os inquilinos dizem que, em tempo de crise, este aumento é demais. Já os proprietários insistem na liberalização de todas as rendas. As rendas devem aumentar 3,19% no próximo ano. As contas estão feitas e foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, que deve publicá-las até 30 de Outubro. O aumento está indexado ao valor da inflação, segundo o novo regime do arrendamento urbano, passando assim de 0,3% em 2010 para 3,19% em 2012. Os inquilinos não concordam e pedem a suspensão do aumento das rendas. Romão Lavadinho, da Associação de Inquilinos Lisbonenses, diz que, em tempo de crise, "é demais". “Os salários estão congelados, vai haver um corte no 13º mês e, portanto, aconselhava a que o Governo e a Assembleia não aplicassem a lei, mas decretassem alguma alteração sobre esta matéria”, defende Romão Lavadinho. Por seu lado, a Associação Lisbonense de Proprietários diz que “do mal o menos”, reiterando a necessidade de liberalizar as rendas em todos os contratos. “As rendas devem ser liberalizadas e ser as partes a fixar a actualização, como acontece com as rendas novas”, defende Menezes.
Fundo Social Solidário da Igreja já ajudou três mil pessoas
A Diocese que mais tem recorrido ao Fundo é a de Vila Real. O Fundo Social Solidário, criado há um ano pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), já ajudou três mil pessoas e quase 1.400 famílias. Foram gastos mais de 323 mil euros, principalmente com o pagamento de rendas e criação de emprego. A Diocese que mais tem recorrido ao Fundo é a de Vila Real, onde cerca de 650 pessoas com problemas financeiros já receberam auxílio. A Diocese dispõe de uma verba 65 mil euros proveniente do Fundo, que está a ser usada em várias situações, como o pagamento da renda de casa, electricidade, água, medicamentos, livros escolares, óculos, próteses e criação de emprego, entre outros. Frederico Meireles, de 41 anos, é uma das pessoas que está a ser ajudad pelo Fundo Social da Cáritas na Diocese de Vila Real. Está a tirar a carta de condução com o apoio da Cáritas e espera que esta “ferramenta de trabalho” lhe abra as portas do mundo do trabalho. Hélder Afonso, gestor do Fundo Social em Vila Real, refere que o número de pedidos não pára de aumentar e surgem de todos os sectores da sociedade. “Existem até funcionários públicos que acabam por recorrer ao fundo para pagar dívidas de renda, de água, luz, medicamentos”, explica Hélder Afonso. Quem mais recorre ao fundo em Vila Real são pessoas que ficaram sem o Rendimento Social de Inserção, sem o subsídio de desemprego ou sem qualquer rendimento “e que se vêem afogadas em dívidas”, sublinha o gestor do Fundo Social em Vila Real.
Pacote total é de 78 mil milhões de euros e vai ser emprestado com juros nos próximos três anos. Crise motiva 800 baixas médicas por dia. Depressão e esquemas para não perder subsídio de desemprego fazem aumentar o número. O Fundo Monetário Internacional (FMI) desbloqueou a segunda parcela do resgate a Portugal, de 3,98 mil milhões de euros, elevando os fundos atribuídos a Lisboa para um total de 10,43 mil milhões de euros. "O conselho de administração do FMI completou hoje a primeira avaliação do desempenho de Portugal em relação ao programa de apoio a três anos de 27,27 mil milhões de euro", refere a instituição liderada por Christine Lagarde, em comunicado. O fundo de resgate do FMI, aprovado em Maio de 2011, faz parte de um pacote de apoio em parceria com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu, que ascende aos 78 mil milhões de euros, nos próximos três anos.
A crise está a fazer disparar as baixas médicas. Só durante o mês de Junho mais de 24 mil portugueses meteram baixa médica, uma média superior a 800 casos por dia, revelam dados do Ministério da Solidariedade e Segurança Social. No total, mais de 117 mil trabalhadores estavam de baixa em Junho, avança o jornal “Correio da Manhã”. As medidas de austeridade do novo Governo, combinadas com a ameaça de perder o posto de trabalho, numa altura em que a taxa de desemprego bate recordes e vai continuar a subir, tem provocado um pico do número de trabalhadores que metem baixa por depressão. Também se tem verificado um aumento nas baixas médicas para não se perder o subsídio de desemprego. Segundo o jornal, há desempregados que, para evitarem as acções de formação obrigatórias ou um trabalho, conseguem meter baixa. Sem a justificação médica, perderiam o subsídio.
Setembro traz mais austeridade. Governo quer adoptar mais de 75 medidas
Ter carro ou fumar vai ficar mais caro. O Executivo vai também divulgar a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA. Setembro promete ser um mês de austeridade. O Governo quer adoptar mais de 75 medidas no âmbito do empréstimo acordado com a troika, segundo o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, que na última semana prometeu cumprir à risca o calendário. Na saúde, os utentes vão passar a pagar mais taxas moderadoras e os contribuintes vão recuperar menos dinheiro através do IRS. O Executivo quer reduzir em dois terços as isenções fiscais com consultas, medicamentos e seguros privados. O Estado quer também poupar com o transporte de doentes, que vai ficar assim mais caro, e reduzir os custos operacionais dos hospitais em 200 milhões de euros. Já os médicos ficam proibidos de tirar licenças sem vencimento. A nível fiscal, os benefícios e incentivos fiscais vão ser todos congelados - alguns podem mesmo desaparecer. Vai ainda ser divulgada a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA, com a revisão das taxas reduzida e intermédia. Está também prevista a revisão do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Além disso, ter carro ou fumar vai ficar também mais caro, com o agravamento do imposto sobre veículos e do imposto sobre o tabaco.
No imobiliário, o Executivo quer alterar a lei do arrendamento com a liberalização gradual das rendas antigas. Pretende ainda facilitar os processos de despejo dos inquilinos que não pagam, eliminar burocracia na reabilitação das casas e rever a avaliação dos imóveis e terrenos. Na defesa, entra em vigor o congelamento das progressões salariais para os militares. Vai haver ainda limites para novas contratações na administração pública, local e regional, além de novos limites ao endividamento. No próximo mês terá ainda de dar entrada no Parlamento a proposta para a reforma administrativa local. Na justiça, o objectivo é reduzir os processos pendentes nos tribunais, preparar a reforma da gestão dos tribunais e rever as custas judiciais. Já em Outubro, avança o agravamento do IVA na electricidade e gás natural - sobe para 23%. Está também prevista uma decisão sobre a redução da taxa social única, uma matéria ainda em estudo.
Seguro considera "grande vitória" recuo do PSD na revisão da Constituição
O PSD anunciou que não irá apresentar um projecto de revisão constitucional, excepto se o PS admitir um consenso para colocar na Lei Fundamental limites ao défice e endividamento. O secretário-geral do PS considerou hoje "uma grande vitória" a decisão do PSD de não apresentar para já um projecto de revisão constitucional, reiterando que "a Constituição não é um problema", disse fonte do seu gabinete à Agência Lusa. Questionado sobre o anúncio feito hoje pelo PSD de que não irá apresentar um projecto de revisão constitucional, excepto se o PS admitir um consenso para colocar na Lei Fundamental limites ao défice e endividamento, fonte do gabinete de António José Seguro respondeu: "Trata-se de uma grande vitória do PS e do secretário-geral, que sempre disse que a Constituição não é um problema".
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, anunciou hoje que a sua bancada não apresentará qualquer projecto de revisão constitucional nesta sessão legislativa, admitindo apenas constitucionalizar limites ao défice e ao endividamento, caso o PS esteja disponível para isso. Sobre a disponibilidade do PS para um eventual consenso, a mesma fonte remeteu para declarações feitas por António José Seguro, que já afirmou que só tomará uma decisão sobre essa matéria depois de ouvir os órgãos do partido. No discurso de abertura do XVIII Congresso do PS, que decorreu este fim-de-semana em Braga, o secretário-geral socialista salientou que o PS se revê "no essencial do actual texto constitucional" e que o partido "não está disponível para sufragar uma agenda de enfraquecimento do Estado social".
Rever a Constituição? Só para limitar défice e dívida, diz PSD
"Julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", declarou Luís Montenegro. O líder do grupo parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, anunciou hoje que o PSD não apresentará qualquer projecto de revisão constitucional nesta sessão legislativa, admitindo apenas constitucionalizar limites ao défice e ao endividamento, caso o PS esteja disponível para isso. "Julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", declarou Luís Montenegro na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PSD, no Fundão. "Abriremos uma única excepção se houver disponibilidade do PS para, a exemplo do que sucedeu em Espanha, constitucionalizarmos limites aos níveis do défice e do endividamento", acrescentou. Antes, o líder da bancada social-democrata referiu que "há mais de um ano que o PSD lançou ao país ao PS o repto de actualizar o texto fundamental, retirando-lhe a excessiva carga ideológica e programática que indiscutivelmente tem".
Segundo Luís Montenegro, "este ímpeto reformista do PSD esbarrou numa teimosa postura de imobilismo e de complexo ideológico do PS", que acusou de não ter tido nem ter "coragem nem ambição para aprofundar e modernizar na Constituição" a democracia portuguesa. "E digo não teve nem tem porque isso mesmo foi reafirmado pelo seu líder no passado fim de semana. Ora, se juntarmos a essa circunstância de intransigência do PS a necessidade de o país se concentrar hoje em cumprir o seu programa de ajustamento financeiro, e de promover reformas estruturais inadiáveis, julgo ser oportuno clarificar que o PSD não apresentará nesta sessão legislativa qualquer projecto de revisão constitucional", concluiu. Contudo, logo em seguida o líder parlamentar do PSD ressalvou que o seu partido está aberto a rever a Constituição exclusivamente para introduzir limites ao défice e à dívida, "se houver disponibilidade do PS", desafiando os socialistas a esclarecerem se estão ou não disponíveis para essa alteração. "A nossa abertura para a consagração desses limites tem como fundamento garantir às futuras gerações que não lhes faremos o que nos fizeram a nós", em nome da "justiça" e da "solidariedade inter-geracional", justificou.
PSD quer criminalizar enriquecimento ilícito
A proposta social-democrata ainda está a ser ultimada, mas deve estar pronta no 23, altura em que o Parlamento debate o projecto do Bloco sobre esta matéria. Os sociais-democratas prometem apresentar um projecto de lei para criminalizar o enriquecimento ilícito, apesar da matéria não constar do acordo político com o CDS-PP. Ainda assim, Luís Montenegro, líder dos deputados "laranja", diz que o CDS está a colaborar nesta iniciativa. “[A proposta] não consta do acordo político de incidência parlamentar que celebrámos com o CDS-PP, mas consta dos propósitos do grupo parlamentar do PSD e, nessa medida, estamos em coordenação com o grupo parlamentar do CDS para podermos apresentar a nossa iniciativa legislativa nessa matéria”, afirmou Luís Montenegro. O PSD não revela, para já, os detalhes do diploma, que ainda está a ser ultimado e que deverá ir a debate no Parlamento no dia 23, juntamente com um projecto do Bloco de Esquerda. A criminalização do enriquecimento ilícito é também uma das prioridades da actual ministra da Justiça. Na altura em que apresentou o programa do Governo, Paula Teixeira da Cruz disse que essa devia ser uma prioridade na revisão dos códigos penais.
Utentes das SCUT dizem que não conseguem pagar por causa dos CTT
CTT não estarão a conseguir respeitar os prazos e as multas chegam mesmo aos utentes que tentaram pagar as portagens. O Provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, recebeu "várias queixas" de utentes das ex-SCUT que foram multados por falta de pagamento e que se queixam que não conseguiram liquidar as portagens dentro do prazo por indisponibilidade dos CTT, que não teria os dados necessários ao pagamento. A falta dos dados obrigou os utentes a pagar fora de prazo, tendo sido mais tarde surpreendidos com a abertura de processos de contra-ordenação, no âmbito dos quais tiveram de pagar as taxas em falta e ainda de liquidar "custos administrativos de valor muito superior ao que estariam obrigados se tivessem tido a oportunidade de liquidar as taxas quando se dirigiram aos CTT para esse efeito". A Provedoria ouviu os CTT, que confirmaram que as concessionárias enviaram a informação dentro das datas previstas, mas salientaram "que o circuito de prestação de informação aos CTT não é online" e existe sempre "um desfasamento entre a data da passagem e a data de início a pagamento".
O Provedor sugeriu aos CTT que passem uma declaração que ateste a presença do utente na estação dos correios para pagar a taxa de portagem, caso os dados não estejam disponíveis, por forma a que o utente possa contestar, em caso de ser confrontado com um processo de contra-ordenação por falta de pagamento. Ainda no tempo do Governo PS ficaram definidas três formas de pagamento nas ex-SCUT: a “tradicional” Via Verde, e duas novas formas, um pré-carregamento com contrato, associado ao condutor, e um pré-carregamento com anonimato, associado ao identificador electrónico da viatura, Há ainda a hipótese de pós pagamento nas ex-SCUT que deve ser realizado no prazo máximo de cinco dias úteis, numa estação dos CTT ou rede PayShop. Esta alternativa ao pagamento é efectuada quando o veículo não tem dispositivo electrónico de matrícula, identificador da Via Verde ou dispositivo temporário e passa nos pórticos instalados ao
Rendas podem aumentar mais de 3% para o ano
Os inquilinos dizem que, em tempo de crise, este aumento é demais. Já os proprietários insistem na liberalização de todas as rendas. As rendas devem aumentar 3,19% no próximo ano. As contas estão feitas e foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, que deve publicá-las até 30 de Outubro. O aumento está indexado ao valor da inflação, segundo o novo regime do arrendamento urbano, passando assim de 0,3% em 2010 para 3,19% em 2012. Os inquilinos não concordam e pedem a suspensão do aumento das rendas. Romão Lavadinho, da Associação de Inquilinos Lisbonenses, diz que, em tempo de crise, "é demais". “Os salários estão congelados, vai haver um corte no 13º mês e, portanto, aconselhava a que o Governo e a Assembleia não aplicassem a lei, mas decretassem alguma alteração sobre esta matéria”, defende Romão Lavadinho. Por seu lado, a Associação Lisbonense de Proprietários diz que “do mal o menos”, reiterando a necessidade de liberalizar as rendas em todos os contratos. “As rendas devem ser liberalizadas e ser as partes a fixar a actualização, como acontece com as rendas novas”, defende Menezes.
Fundo Social Solidário da Igreja já ajudou três mil pessoas
A Diocese que mais tem recorrido ao Fundo é a de Vila Real. O Fundo Social Solidário, criado há um ano pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), já ajudou três mil pessoas e quase 1.400 famílias. Foram gastos mais de 323 mil euros, principalmente com o pagamento de rendas e criação de emprego. A Diocese que mais tem recorrido ao Fundo é a de Vila Real, onde cerca de 650 pessoas com problemas financeiros já receberam auxílio. A Diocese dispõe de uma verba 65 mil euros proveniente do Fundo, que está a ser usada em várias situações, como o pagamento da renda de casa, electricidade, água, medicamentos, livros escolares, óculos, próteses e criação de emprego, entre outros. Frederico Meireles, de 41 anos, é uma das pessoas que está a ser ajudad pelo Fundo Social da Cáritas na Diocese de Vila Real. Está a tirar a carta de condução com o apoio da Cáritas e espera que esta “ferramenta de trabalho” lhe abra as portas do mundo do trabalho. Hélder Afonso, gestor do Fundo Social em Vila Real, refere que o número de pedidos não pára de aumentar e surgem de todos os sectores da sociedade. “Existem até funcionários públicos que acabam por recorrer ao fundo para pagar dívidas de renda, de água, luz, medicamentos”, explica Hélder Afonso. Quem mais recorre ao fundo em Vila Real são pessoas que ficaram sem o Rendimento Social de Inserção, sem o subsídio de desemprego ou sem qualquer rendimento “e que se vêem afogadas em dívidas”, sublinha o gestor do Fundo Social em Vila Real.
sábado, 27 de agosto de 2011
Custo de vida sobe, sobe, sobe...
Combustíveis vão voltar a subir
Depois de uma descida entre três e quatro cêntimos na semana passada, os preços vão voltar a subir por causa do furacão.
A gasolina deve ficar mais cara em Portugal a partir da próxima semana reflectindo a subida dos preços do petróleo nos últimos dias.
Os mercados estão preocupados quanto ao impacto do furacão “Irene” sobre as refinarias da costa Oeste dos Estados Unidos.
Fonte da Galp deixou no ar esta possibilidade já que a petrolífera "reflecte a evolução das cotações médias da gasolina e do gasóleo no mercado europeu".
Livro analisa perigos que correm forças de segurança
“Polícia à portuguesa, take 2” analisa também as elevadas taxas de suicídio. Numa altura em que as condições de trabalho nas forças de segurança voltaram a ter destaque mediático, sobretudo por causa dos protestos já agendados para Setembro, chega às bancas mais um livro sobre a vida dos polícias portugueses. Chama-se “Polícia à portuguesa, take 2”, e repete a fórmula de um outro livro lançado em 2008 pelos mesmos autores, ou seja, tem como base entrevistas realizadas a vários profissionais, de várias polícias. Há três anos, no livro “Policia à portuguesa, um retrato dramático”, descrevia-se uma PSP mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho. Agora alarga-se o olhar à GNR e à Polícia Judiciária e incide-se o foco no risco que estes profissionais correm, seja no dia-a-dia nacional, seja nas missões internacionais.
Uma nova abordagem que conduz o leitor para os perigos da profissão mas, igualmente, para o peso significativo que o suicídio tem nas estatísticas das forças de segurança: quase meia centena de suicídios registados na PSP nos últimos 18 anos e quase o dobro na GNR. Fernando Contumélias, um dos autores, diz que essa é, aliás, uma das grandes reflexões propostas por este livro. E mesmo que a relação causa efeito seja meramente estatística, Fernando Contumélias não hesita em aplicá-la nas forças de segurança. De resto, com base uma vez mais no método de recolha de testemunhos aleatórios dentro dos dispositivos, os autores concluem que é impensável cortar ainda mais, num sector que nunca teve o orçamento necessário, que quanto mais cortes forem feitos mais complicada será a vida dentro das polícias mas também que, apesar de tudo, o sentido profissional será sempre mais forte do que a vontade de protestar. O livro de Fernando e Mário Contumélias é lançado pela editora Babel.
Associação de municípios concorda com extinção de empresas municipais
O Governo decidiu ontem alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria. A Associação de Municípios Portugueses (AMP) dá um parecer positivo à decisão do Governo de proibir a criação de mais empresas municipais e concorda que as que não cumprirem os objectivos devem ser encerradas. Fernando Ruas diz que não quer criar um campo de batalha com o Governo na questão das empresas municipais, por isso, para o presidente AMP, a resposta à troika pode já ser dada: “a partir de agora, não há possibilidade de criar mais empresas municipais”. Fernando Ruas diz ainda que concorda com a extinção de as empresas que não se justifiquem estarem abertas.
“A associação a que presido estará inteiramente de acordo com todas as empresas municipais que não se justifiquem sejam extintas de imediato. Todas as que não se justifiquem. Queremos também salvaguardar as empresas municipais que são um óptimo auxiliar de gestão, que cumprem muito bem a sua função, e que não se generalize no sentido de as anular todas”, defende Fernando Ruas. O presidente da Associação de Municípios Portugueses a demonstrar apoio ao Governo, mas quanto ao número de empresas a encerrar, prefere aguardar pelas conclusões do estudo sobre as empresas municipais. O Governo decidiu ontem em Conselho de Ministros alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria.
Passos Coelho vai fazer périplo pela Europa
Na próxima semana, o primeiro-ministro português tem encontros marcados com Merkel, Sarkosy e Zapatero. O primeiro-ministro realiza na próxima semana um périplo europeu que inclui encontros com a Chanceler alemã, o chefe do Governo espanhol e o Presidente francês, disse à Lusa fonte do gabinete Pedro Passos Coelho. Na quarta-feira, tem uma reunião em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, com quem deve passar em revista, os últimos desenvolvimentos na Europa e na Zona Euro, bem como o plano de reformas estruturais e de ajustamento económico em Portugal, na sequência do Conselho Europeu de 23 de Junho e da Cimeira da Zona Euro de 21 de Julho. Da agenda do encontro fazem ainda parte as relações bilaterais entre os dois países e outros temas de actualidade internacional. Na quinta-feira, 1 de Setembro, Passos Coelho vai encontrar-se em Berlim com a Chanceler alemã, Ângela Merkel, com uma agenda de trabalho semelhante à de Madrid. No regresso de Berlim, o primeiro-ministro passa ainda por Paris, onde participa numa reunião internacional promovida pelo Presidente francês, Nicholas Sarkozy.
Jardim lança novas obras, e dívida madeirense sobe 11,5%...
Dados do Tribunal de Contas revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. O líder da Madeira lança novas obras públicas, mesmo depois de admitir ruptura financeira e ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas. Com as eleições à porta, Alberto João Jardim continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas, escreve o “Diário Económico”. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar “luz verde” a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Mas em clima de pré-campanha eleitoral (as eleições estão marcadas para 9 de Outubro), Alberto João Jardim deu prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. Em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d' Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.
EUA pediram informações sobre comunidade muçulmana em Portugal
A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. Os Estados Unidos pediram à sua diplomacia em Lisboa informações sobre a comunidade muçulmana em Portugal, refere um telegrama de Janeiro de 2010 divulgado pela WikiLeaks. Em resposta ao pedido, a embaixada norte-americana em Lisboa disse que "a comunidade muçulmana em Portugal é de cerca de 50 mil membros (menos de 1% da população), a maioria são descendentes indo-paquistaneses, bem como imigrantes das antigas colónias de Portugal de Moçambique e Guiné-Bissau". No telegrama, de 14 de Janeiro de 2010 e com referência “10LISBON20”, a embaixada norte-americana diz ainda que a mesquita principal é localizada em Lisboa, existindo "muitas salas de oração em todo o país", destacando que "os muçulmanos em Portugal não são politicamente activos enquanto muçulmanos e mantêm um perfil relativamente discreto".
A diplomacia norte-americana reportou, no mesmo telegrama, que "mantém contacto com a comunidade muçulmana" e com vários líderes religiosos, acrescentando que "tem o mesmo envolvimento com a comunidade muçulmana em Portugal que com outras comunidades religiosas em Portugal". A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. A organização começou na quarta-feira a publicar telegramas até agora desconhecidos, incluindo relatórios diplomáticos confidenciais. Além de Portugal, foram divulgados documentos relativos a Angola, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.
Instituições de Solidariedade estão com a corda na garganta
Falta dinheiro para cumprir compromissos, por exemplo, pagar obras. Apoios às instituições de solidariedade tem faltado, diz Pe. Lino Maia. Grande parte das Instituições de Solidariedade Social está com dificuldades económicas. A denúncia é feita por António Figueiredo, da União Distrital de Setúbal, que aponta as instituições de Setúbal, Braga e Aveiro como as mais endividadas. O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), garante que estes são apenas exemplos da realidade nacional. “Por um lado, são as famílias que não podem suportar as suas comparticipações, por causa do endividamento, desemprego, crise. Também não tem havido aumentos de apoios por parte do Estado”, explica. A falta de verbas é visível, assegura o presidente da CNIS. “Algumas [instituições estão] com obras em curso e com dificuldade em pagar”.
Depois de uma descida entre três e quatro cêntimos na semana passada, os preços vão voltar a subir por causa do furacão.A gasolina deve ficar mais cara em Portugal a partir da próxima semana reflectindo a subida dos preços do petróleo nos últimos dias.
Os mercados estão preocupados quanto ao impacto do furacão “Irene” sobre as refinarias da costa Oeste dos Estados Unidos.
Fonte da Galp deixou no ar esta possibilidade já que a petrolífera "reflecte a evolução das cotações médias da gasolina e do gasóleo no mercado europeu".
Livro analisa perigos que correm forças de segurança
“Polícia à portuguesa, take 2” analisa também as elevadas taxas de suicídio. Numa altura em que as condições de trabalho nas forças de segurança voltaram a ter destaque mediático, sobretudo por causa dos protestos já agendados para Setembro, chega às bancas mais um livro sobre a vida dos polícias portugueses. Chama-se “Polícia à portuguesa, take 2”, e repete a fórmula de um outro livro lançado em 2008 pelos mesmos autores, ou seja, tem como base entrevistas realizadas a vários profissionais, de várias polícias. Há três anos, no livro “Policia à portuguesa, um retrato dramático”, descrevia-se uma PSP mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho. Agora alarga-se o olhar à GNR e à Polícia Judiciária e incide-se o foco no risco que estes profissionais correm, seja no dia-a-dia nacional, seja nas missões internacionais.
Uma nova abordagem que conduz o leitor para os perigos da profissão mas, igualmente, para o peso significativo que o suicídio tem nas estatísticas das forças de segurança: quase meia centena de suicídios registados na PSP nos últimos 18 anos e quase o dobro na GNR. Fernando Contumélias, um dos autores, diz que essa é, aliás, uma das grandes reflexões propostas por este livro. E mesmo que a relação causa efeito seja meramente estatística, Fernando Contumélias não hesita em aplicá-la nas forças de segurança. De resto, com base uma vez mais no método de recolha de testemunhos aleatórios dentro dos dispositivos, os autores concluem que é impensável cortar ainda mais, num sector que nunca teve o orçamento necessário, que quanto mais cortes forem feitos mais complicada será a vida dentro das polícias mas também que, apesar de tudo, o sentido profissional será sempre mais forte do que a vontade de protestar. O livro de Fernando e Mário Contumélias é lançado pela editora Babel.
Associação de municípios concorda com extinção de empresas municipais
O Governo decidiu ontem alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria. A Associação de Municípios Portugueses (AMP) dá um parecer positivo à decisão do Governo de proibir a criação de mais empresas municipais e concorda que as que não cumprirem os objectivos devem ser encerradas. Fernando Ruas diz que não quer criar um campo de batalha com o Governo na questão das empresas municipais, por isso, para o presidente AMP, a resposta à troika pode já ser dada: “a partir de agora, não há possibilidade de criar mais empresas municipais”. Fernando Ruas diz ainda que concorda com a extinção de as empresas que não se justifiquem estarem abertas.
“A associação a que presido estará inteiramente de acordo com todas as empresas municipais que não se justifiquem sejam extintas de imediato. Todas as que não se justifiquem. Queremos também salvaguardar as empresas municipais que são um óptimo auxiliar de gestão, que cumprem muito bem a sua função, e que não se generalize no sentido de as anular todas”, defende Fernando Ruas. O presidente da Associação de Municípios Portugueses a demonstrar apoio ao Governo, mas quanto ao número de empresas a encerrar, prefere aguardar pelas conclusões do estudo sobre as empresas municipais. O Governo decidiu ontem em Conselho de Ministros alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria.
Passos Coelho vai fazer périplo pela Europa
Na próxima semana, o primeiro-ministro português tem encontros marcados com Merkel, Sarkosy e Zapatero. O primeiro-ministro realiza na próxima semana um périplo europeu que inclui encontros com a Chanceler alemã, o chefe do Governo espanhol e o Presidente francês, disse à Lusa fonte do gabinete Pedro Passos Coelho. Na quarta-feira, tem uma reunião em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, com quem deve passar em revista, os últimos desenvolvimentos na Europa e na Zona Euro, bem como o plano de reformas estruturais e de ajustamento económico em Portugal, na sequência do Conselho Europeu de 23 de Junho e da Cimeira da Zona Euro de 21 de Julho. Da agenda do encontro fazem ainda parte as relações bilaterais entre os dois países e outros temas de actualidade internacional. Na quinta-feira, 1 de Setembro, Passos Coelho vai encontrar-se em Berlim com a Chanceler alemã, Ângela Merkel, com uma agenda de trabalho semelhante à de Madrid. No regresso de Berlim, o primeiro-ministro passa ainda por Paris, onde participa numa reunião internacional promovida pelo Presidente francês, Nicholas Sarkozy.
Jardim lança novas obras, e dívida madeirense sobe 11,5%...
Dados do Tribunal de Contas revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. O líder da Madeira lança novas obras públicas, mesmo depois de admitir ruptura financeira e ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas. Com as eleições à porta, Alberto João Jardim continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas, escreve o “Diário Económico”. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar “luz verde” a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Mas em clima de pré-campanha eleitoral (as eleições estão marcadas para 9 de Outubro), Alberto João Jardim deu prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. Em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d' Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.
EUA pediram informações sobre comunidade muçulmana em Portugal
A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. Os Estados Unidos pediram à sua diplomacia em Lisboa informações sobre a comunidade muçulmana em Portugal, refere um telegrama de Janeiro de 2010 divulgado pela WikiLeaks. Em resposta ao pedido, a embaixada norte-americana em Lisboa disse que "a comunidade muçulmana em Portugal é de cerca de 50 mil membros (menos de 1% da população), a maioria são descendentes indo-paquistaneses, bem como imigrantes das antigas colónias de Portugal de Moçambique e Guiné-Bissau". No telegrama, de 14 de Janeiro de 2010 e com referência “10LISBON20”, a embaixada norte-americana diz ainda que a mesquita principal é localizada em Lisboa, existindo "muitas salas de oração em todo o país", destacando que "os muçulmanos em Portugal não são politicamente activos enquanto muçulmanos e mantêm um perfil relativamente discreto".
A diplomacia norte-americana reportou, no mesmo telegrama, que "mantém contacto com a comunidade muçulmana" e com vários líderes religiosos, acrescentando que "tem o mesmo envolvimento com a comunidade muçulmana em Portugal que com outras comunidades religiosas em Portugal". A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. A organização começou na quarta-feira a publicar telegramas até agora desconhecidos, incluindo relatórios diplomáticos confidenciais. Além de Portugal, foram divulgados documentos relativos a Angola, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.
Instituições de Solidariedade estão com a corda na garganta
Falta dinheiro para cumprir compromissos, por exemplo, pagar obras. Apoios às instituições de solidariedade tem faltado, diz Pe. Lino Maia. Grande parte das Instituições de Solidariedade Social está com dificuldades económicas. A denúncia é feita por António Figueiredo, da União Distrital de Setúbal, que aponta as instituições de Setúbal, Braga e Aveiro como as mais endividadas. O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), garante que estes são apenas exemplos da realidade nacional. “Por um lado, são as famílias que não podem suportar as suas comparticipações, por causa do endividamento, desemprego, crise. Também não tem havido aumentos de apoios por parte do Estado”, explica. A falta de verbas é visível, assegura o presidente da CNIS. “Algumas [instituições estão] com obras em curso e com dificuldade em pagar”.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Temos milhões colossais... em processos, idosos e impostos
Testamento vital regressa ao Parlamento
O processo foi interrompido já numa fase avançada, devido à dissolução da Assembleia da República. Segundo o estudo, além da dor, os portugueses receiam uma situação de doença incurável ou em fase terminal. Mais de metade (51%) prefere morrer em casa.
“Quer pelas posições expressas por todos os partidos na anterior legislatura, quer pelo que consta do programa do Governo, não vimos qualquer razão para que nesta sessão legislativa, e apesar de haver uma maioria de direita no Parlamento, o país não passe a dispor do testamento vital, um instrumento muito útil para as pessoas poderem defender os seus direitos num momento em que, por razões de saúde, não têm capacidade para exprimir essa vontade”, considera o bloquista. O CDS-PP já veio dizer, pela voz da deputada Galriça Neto, que se compromete a levar este processo a bom porto: “Creio que sim. Por razões inerentes ao processo legislativo, isso não foi conseguido [anteriormente]. De qualquer forma, é uma matéria em que se foram limando arestas e estabelecendo consensos. E creio que será possível estabelecer-se esse consenso à luz do trabalho desenvolvido na última legislatura”. O processo para a criação do testamento vital foi interrompido já numa fase avançada, devido à dissolução da Assembleia da República.
Portugueses receiam ser “fardo” para a família na velhice
Os portugueses receiam ser um fardo para a família na velhice e metade quer ficar em casa até aos últimos dias de vida. É o que avança um estudo internacional (PRISMA) que contou com a participação da Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos e Investigação em Saúde (CEISUC). Segundo este trabalho, além da dor, os portugueses receiam uma situação de doença incurável ou em fase terminal e 51% prefere morrer em casa – ainda assim, a percentagem mais baixa dos oito países analisados. Para o coordenador da equipa portuguesa, Pedro Ferreira, estes resultados revelam que “é necessário repensar a situação do Estado Social e, em particular, dos cuidados de final de vida”. “Muitas pessoas ignoram o que são os cuidados paliativos ou como beneficiar deles. Portugal ainda está na infância dos cuidados continuados integrados, embora esteja a caminhar bem”, explica o investigador. Pedro Ferreira espera que os dados obtidos no âmbito do projecto PRISMA, além de contribuírem para o debate de temas como o testamento vital, possam ter um reflexo directo na melhoria da qualidade de vida dos doentes terminais. Deste trabalho vai sair também um guia dirigido a profissionais do sector da saúde, com indicações sobre avaliação de sintomas e as melhores práticas para a melhoria da qualidade de vida destes doentes.
Cuidados paliativos ainda longe dos que mais necessitam
“Não há necessidade de se estar num sofrimento intolerável” e as pessoas têm que assumir isso, defende a especialista Isabel Neto. Os cuidados paliativos não chegam a quase 90% da população que precisa deles. Os números são avançados pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, no dia em que arranca o 12º congresso europeu dedicado à temática. “Isto é aquilo que mostram, inclusivamente, estudos independentes: nós não ultrapassamos os 12% de cobertura das necessidades”, afirma Isabel Neto, especialista na área e uma das organizadoras do congresso Isabel Neto, especialista na área e uma das organizadoras do congresso. Em seu entender, é importante “pedir aos governos que considerem os cuidados paliativos como um direito humano, para que efectivamente haja uma cobertura alargada”. Daí, que o tema do congresso seja “reaching out”, avança. Mas há ainda muitos portugueses que rejeitam os cuidados paliativos, porque desconhecem as suas vantagens. “Para muitos doentes – doentes com demência, com AVC, com insuficiência cardíaca nas fases avançadas – aquilo que a medicina lhes diz hoje, através dos cuidados paliativos, é que não há necessidade de estarem num sofrimento intolerável”, sublinha Isabel Neto. “É melhor que as pessoas assumam que podem estar sem sofrimento e que não rejeitem a ideia de ser positivo receber cuidados paliativos”, frisa ainda. O 12º congresso europeu vai juntar 2500 profissionais em Lisboa, a partir de hoje e até sábado.
Há 1,6 milhões de processos pendentes na justiça portuguesa
Revelação foi feita hoje pela própria ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. Paula Teixeira da Cruz informou hoje os jornalistas que a auditoria ao sector da justiça detectou 1,5 milhões de pendências na área da acção executiva e 500 mil nas áreas cível e criminal.
Paula Teixeira da Cruz alerta para existência de "falsas pendências". A ministra considera que o número não é aceitável, mas ainda assim alerta para a existência de algumas "falsas pendências", que poderão estar a inflaccionar o número: “Quando se penhora, por exemplo, um terço do ordenado de alguém, a penhora está feita, mas a acção permanece pendente durante largos anos, dependendo da quantia em dívida. Esta matéria tem de ser vista com muito cuidado numa perspectiva também técnica para não traçarmos um cenário que afinal não é tão desastroso como aparenta. Não estou a dizer que a situação é aceitável, e o número real não será muito menos, mas é preciso distinguir”.
Paula Teixeira da Cruz "inquieta" com a realidade do ministério. Sobre os gastos do Ministério da Justiça com rendas e outras infraestruturas, a ministra confessa que ficou inquieta com alguns dos resultados apurados até agora: “Para já, há números que nos inquietam muito. O senhor secretário de Estado falou ontem de 38 milhões de euros só em arrendamentos, numa gestão muito aleatória daquilo que é todo o património do Ministério da Justiça. Por isso, estamos agora a concluir essa avaliação”. A ministra da Justiça falava à margem de uma conferência promovida pelo sindicato dos magistrados do Ministério Público, em Lisboa.
Judiciária faz buscas na Câmara de Ourém e à residência do ex-presidente
Autarquia confirma que os inspectores estiveram ontem nas instalações e que pediram para ver processo antigos. Sete inspectores da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria fizeram buscas na Câmara de Ourém e na residência do ex-presidente da autarquia, David Catarino, por motivos não divulgados. A Câmara de Ourém confirmou hoje que os inspectores da PJ deslocaram-se ontem às instalações da autarquia e que pediram para ver alguns processos antigos. O executivo municipal recusou prestar esclarecimentos adicionais sobre o assunto. O ex-presidente da Câmara de Ourém, David Catarino, também confirmou à agência Lusa que os inspectores estiveram em sua casa, recusando-se a prestar mais declarações, por o processo se encontrar "em segredo de justiça". A 10 Março de 2010, a PJ deslocou-se à Câmara de Ourém e consultou dois processos de obras relacionados com actividade comercial em Fátima. Num curto comunicado lido então aos jornalistas, o vice-presidente José Manuel Alho, eleito pelo PS, confirmou a presença dos inspectores. "Foi-nos solicitado o acesso a dois processos relacionados com actividade comercial, concretamente em Fátima, processos esses que decorreram no mandato do anterior executivo [de maioria PSD]", declarou, adiantando que o esclarecimento da autarquia se deveu ao levantamento de diversas questões por parte da comunicação social.
Concentração de motos de Faro começa hoje com Iron Maiden
O evento comemora 30 anos e espera reunir 30 mil participantes. Realiza-se a partir de hoje, e até domingo, a 30ª concentração de motos de Faro. Um bar suspenso até 40 metros do chão, com uma vista panorâmica sobre o recinto, é uma das novidades. Os britânicos Iron Maiden fazem as honras de abertura. A banda de "heavy metal" encabeça o cartaz musical de uma iniciativa que é "sobretudo dirigido aos motociclistas" – a concentração não é um festival de música, sublinha o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro. Outra das grandes atracções deste ano é o bar que pode ficar suspenso até cerca de 40 metros do chão e onde não faltará cerveja e música içada por um guindaste. "Quem não tem vertigens pode ir lá acima - dizem que tem uma vista espectacular. Eu não vou, porque prefiro andar no chão", graceja José Amaro. Esperam-se 30 mil motos em Faro. Peça de Gastão Costa Nunes
A organização espera receber 30 mil pessoas, na maioria espanhóis, mas também portugueses e oriundos de outros países europeus. Apesar de ainda de não ter arrancado oficialmente o encontro, no recinto montado em Vale das Almas, junto à praia de Faro, já estão acampados algumas centenas de motociclistas. O evento conta com 1.400 voluntários e ainda com uma equipa de 40 médicos, 75 enfermeiros e 90 socorristas e motoristas. A entrada no recinto é feita mediante um bilhete único, de 45 euros, para os quatro dias.
Trânsito condicionado na ilha de Faro: O trânsito automóvel na ilha de Faro vai estar condicionado até sábado, na sequência da 30ª edição da concentração internacional de motos. "Ficou estabelecido que entre os dias 13 e 16 de Julho, entre as 21h00 e as 7h00, o trânsito automóvel estará interdito a partir do centro náutico para o lado nascente da ilha, excepto a residentes e fornecedores", lê-se numa nota de imprensa enviada à comunicação social. O comércio e a restauração vão funcionar "em pleno" e estão previstos locais de estacionamento reservado só para motos.
Acidente com motos a caminho de Faro faz um morto e 13 feridos
Choque no IP2, perto de Potel, envolveu uma carrinha de nove lugares e quatro motas. Um choque entre uma carrinha de nove lugares e quatro motos resultou na morte de uma pessoa e provocou ferimentos noutras 13. O acidente ocorreu por volta das 12h36 no IP2, na denominada "zona do Mendro", nas imediações de Portel. O comandante José Campaniço, dos Bombeiros de Portel, adiantou que os feridos, todos ligeiros, foram transportados para o Hospital de Évora. As quatro motas "seguiam, em princípio, para a concentração de motos em Faro", que decorre entre hoje e domingo em Vale das Almas. O acidente, que ocorreu entre Portel e a Vidigueira, obrigou ao corte temporário do IP2, estando a circulação a ser desviada para a Estrada Nacional (EN) 18.
Crise e desemprego podem influenciar a taxa de fecundidade
Investigadores acreditam que a instabilidade pode levar as famílias a adiarem o projecto de terem um filho, mas não a desistir. A crise económica e o desemprego podem prejudicar a taxa de fecundidade. A conclusão é do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, que refere que as dificuldades actuais podem fazer com que os casais adiem o projecto de ter um filho. Vanessa Cunha, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, analisou os dados e disse que é neste sentido que aponta a experiência e os estudos a nível internacional. A investigadora fala de um adiamento, mas não de uma alteração significativa da taxa de fecundidade em Portugal, que é das mais baixas da Europa. Ao contrário de outros países, que nos últimos anos conseguiram uma ligeira recuperação do indicador, em Portugal a fecundidade foi sempre recuando ao longo da última década, passou de 1, 6, em 2000, para 1,3 em 2009. Ao contrário de outros países, o problema nacional não é o primeiro filho, mas sim o segundo. Um projecto que, muitas vezes, acaba por ser hipotecado: os custos e a dificuldade de conciliar trabalho e família são os principais entraves referidos pelos casais quando pensam num segundo filho.
Governo espera amealhar 48 milhões até 2019 com fim da borla na 25 de Abril
Cobrança de portagens foi justificada com as "dificuldades financeiras que o país atravessa". O conselho de ministros aprovou hoje uma resolução que elimina a isenção do pagamento de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto. Com esta medida, o Governo estima amealhar cerca de 48 milhões de euros até 2019. A aprovação desta resolução do Governo foi anunciada através de comunicado. A cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril durante Agosto foi anunciada pelo Ministério da Economia e do Emprego na sexta-feira da semana passada, através de um comunicado enviado à comunicação social. A decisão de cobrar portagens em Agosto na Ponte 25 de Abril foi justificada pelo Ministério da Economia com as "dificuldades financeiras que o país atravessa" e os "compromissos de redução de despesa pública assumidos pelo Estado português".
Governo explica hoje mais um novo imposto extraordinário
As centrais sindicais foram ontem recebidas pelo primeiro-ministro e já criticaram o facto de ficarem de fora do novo imposto os rendimentos de capitais. O ministro das Finanças vai hoje explicar os contornos técnicos da contribuição fiscal extraordinária anunciada no Parlamento e fará um "enquadramento sobre as medidas" em estudo pelo Governo. Na apresentação, o ministro deverá também divulgar algumas medidas que poderão ser adoptadas para garantir um corte na despesa pública superior aos 800 milhões de euros que o Executivo prevê arrecadar com o imposto extraordinário, que equivale a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo. A conferência de imprensa terá lugar no Salão Nobre do Ministério das Finanças, às 18 horas. No debate sobre o Programa do Governo, o primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou no Parlamento que o Executivo vai adoptar, apenas este ano, "uma contribuição especial para o ajustamento orçamental" em sede de IRS "equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional". No discurso de abertura do debate, Pedro Passos Coelho justificou a medida, de "carácter extraordinário", com a necessidade de cumprir os objectivos de consolidação das contas públicas. "Esta medida, cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado, será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional. Esta contribuição especial apenas vigorará no ano de 2011", afirmou o chefe do Governo perante os deputados.
Saiba como se pode salvaguardar do novo imposto
A regra de ouro é não gastar mais de 10% do rendimento anual. Muitos portugueses já receberam ou estão prestes a receber o subsídio de férias, mas já sabem que vão pagar mais IRS, devido ao novo imposto extraordinário. A Renascença foi saber o que os contribuintes podem fazer para aproveitar o fôlego financeiro do subsídio acabado de receber. Segredo? Ter presente a regra dos 10%. Susana Albuquerque deixa o conselho clássico para o dinheiro das férias. Os gastos com as férias não devem exceder 10% dos rendimentos obtidos ao longo do ano: “Se o nosso subsídio excede esses 10%, devemos guardar o excedente para aumentar ou criar a nossa poupança financeira, em particular no momento em que estamos a viver”, afirma Susana Albuquerque, especialista em finanças pessoais. Outro passo importante é planear as férias, mas não começando pelo destino. A primeira decisão a tomar é quanto se vai gastar e só depois o local para onde se vai. “E se tenho uma família ou se vou com outras pessoas, isso poderá ser feito em conjunto”, acrescenta a especialista.
Férias: primeiro, saber quanto pode despachar. Depois, o destino
“Outro conselho muito útil é dividirmos o orçamento das férias em quantias diárias: sabermos que por dia podemos gastar ‘x’. Se num dia gastarmos um pouco mais, no outro dia fazemos um ajuste”, diz ainda Susana Albuquerque. Quem não vai de férias, porque, por exemplo, o dinheiro já está destinado para outros fins, ou quem não tem direito a subsídio, como os trabalhadores a recibos verdes, o desafio é conseguir descansar sem estoirar o orçamento mensal. Se não tem subsísio, não derrape, alerta Susana Albuquerque. Susana Albuquerque alerta que, “porque temos mais tempo disponível, pode haver a tentação de gastarmos mais dinheiro”. É, por isso, “importante, ficando cá, definir e respeitar os nossos orçamentos”, aconselha. Hoje, o ministro das Finanças revela os pormenores do imposto extraordinário anunciado há duas semanas e que vai incidir sobre o subsídio de Natal. Nos rendimentos acima do salário mínimo, o corte pode ser equivalente a metade do subsídio.
Novo imposto protege rendimentos e especulação financeira, diz CGTP
“Continuamos a ter uma política dualista, em que a riqueza produzida na especulação financeira é mais protegida do que a riqueza produzida pelo trabalho”, disse Carvalho da Silva no final de uma reunião com o primeiro-ministro. A CGTP considerou hoje que a aplicação de um imposto extraordinário ao subsídio de Natal evidencia que os rendimentos provenientes da especulação financeira estão mais protegidos que os rendimentos do trabalho. "Perguntámos ao primeiro-ministro se o Governo teria disponibilidade para actuar ao nível do sistema financeiro, por exemplo taxando as operações na banca, mas o primeiro-ministro disse que não", disse Carvalho da Silva aos jornalistas. “Continuamos a ter uma política dualista, em que a riqueza produzida na especulação financeira é mais protegida do que a riqueza produzida pelo trabalho”, adiantou o líder sindical. Carvalho da Silva, que falou aos jornalistas no final de uma reunião com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, considerou que o imposto extraordinário é injusto porque apenas vai ser aplicado a quem apresenta rendimentos englobados para IRS.
As preocupações da Intersindical alargam-se às alterações na Segurança Social que tende a tornar-se cada vez mais assistencialista. “A protecção aos mais desprotegidos ser feita num contexto em que os mais desprotegidos já estão sem acesso a direitos sociais fundamentais. E isto é uma subversão de um sistema solidário e universal de protecção social”, argumentou Carvalho da Silva. Outro dos temas da conversa entre a CGTP e o chefe do Governo, em que também participou o secretário de Estado do Emprego, foi as alterações à legislação laboral. As propostas do Executivo vão ser apresentadas dia 27 e prendem-se com a redução das indemnizações por despedimento e a criação do fundo de base empresarial. Sem tempo para uma reunião formal de concertação social, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, deverá ir falando informalmente com os parceiros sociais. Depois de aprovadas na generalidade no Parlamento, as propostas serão sujeitas a discussão pública em Agosto, o que a CGTP contesta.
Provedor de Justiça espera por aumento de queixas com o novo imposto
Os detalhes do novo imposto são hoje explicados pelo ministro das Finanças, em conferência de imprensa. O provedor de Justiça considera que o novo imposto anunciado pelo Governo, equivalente a metade do subsídio de Natal depois de descontado o salário mínimo, pode motivar queixas na Provedoria. Alfredo de Sousa espera um cenário semelhante ao verificado quando houve a redução dos ordenados na função pública, facto que originou um conjunto de queixas. "É possível e previsível" um aumento do número de queixas devido à crise, especialmente as relacionadas com o emprego, considera Alfredo de Sousa em entrevista à agência Lusa, quando assinala dois anos na Provedoria de Justiça. "Vamos aguardar. Ainda não recebemos nenhuma, até porque não há legislação nesse sentido", salienta.
Hoje, o ministro das Finanças vai explicar os contornos técnicos da contribuição fiscal extraordinária anunciada no Parlamento aquando da apresentação do Programa do Governo e deverá divulgar algumas medidas que podem ser adoptadas para garantir um corte na despesa pública superior aos 800 milhões de euros que o Executivo prevê arrecadar com o novo imposto. Caso venha a receber algum pedido a solicitar a intervenção do Tribunal Constitucional, o Provedor de Justiça diz que a queixa será "estudada". Isto porque um pedido de intervenção do provedor de Justiça no Tribunal Constitucional tem que ser muito bem ponderado: "Há que ter em conta a jurisprudência para não andar a interpor acções de inconstitucionalidade que provavelmente são condenadas ao insucesso", justifica. No contexto da crise, Alfredo de Sousa sublinha que "as únicas queixas" que deram entrada na Provedoria de Justiça foram as relacionadas com os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos, que solicitavam a inconstitucionalidade da medida. Em muitos casos, adianta, um dos fundamentos invocados era o princípio da confiança, isto é, o Estado contratou com os funcionários um certo nível de vencimentos e de um momento para o outro esse nível foi cortado. O provedor entendeu, contudo, arquivar as queixas, porque já tinha dado entrada no Tribunal Constitucional o mesmo pedido de declaração de inconstitucionalidade, por iniciativa de um grupo de deputados.
Rede Europeia Anti-Pobreza: “que o novo imposto seja mesmo transitório”
O Padre Jardim Moreira quer que Pedro Passos Coelho esclareça cabalmente a questão do “desvio colossal”. A Rede Europeia Anti-Pobreza pede ao Governo que o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal seja de facto transitório. O padre Jardim Moreira espera que a medida não afecte ainda mais aqueles que têm menos posses: “Se é um imposto transitório, um recurso extraordinário para obviar o pagamento e a saída desta situação pouco desagradável, eu admito que haja situações de crise que exigem mais que o normal. Se o é, que seja de forma transitória e deve ser definido o tempo e que não sejam molestados os mais fracos e os mais pobres nessa matéria”. Já sobre a situação financeira do Estado, depois de Pedro Passos Coelho ter falado em desvio colossal das contas públicas, o padre Jardim Moreira pede ao Governo que esclareça a verdade a país. “Isto tem de ser um problema nacional, tem de ser debatido e colocado com toda a verdade em cima da mesa. As contas hão-de dizer por si se há ou não este desvio colossal, para que o Partido Socialista também não se refugie em formas de menorizar a sua responsabilidade”, pede o sacerdote e presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza.
Polémico: Novo imposto "não pode ser cobrado se não for inscrito no OE"
Dois especialistas falam sobre o imposto extraordinário que o Governo já anunciou e que hoje apresentou detalhadamente. Para poder ser cobrado, o novo imposto anunciado pelo Governo tem que ser incluído no Orçamento do Estado (OE), defende o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rogério Fernandes Ferreira. Os contribuintes vão ter pagar o equivalente a metade do subsídio de Natal depois de descontado o salário mínimo. É preciso alterar o Orçamento para 2011, alerta ex-secretário de Estado
“Um novo imposto, para poder ser cobrado em determinado ano, no caso em 2011, necessita de ser inscrito no Orçamento do Estado, onde não está. Isto implica, necessariamente, duas competências, que são exclusivas: a competência do Governo para fazer uma proposta à Assembleia da República e a aprovação pela Assembleia da República, o que com certeza será feito. Caso contrário, não poderá ser cobrado”, argumenta Rogério Fernandes Ferreira.
O fiscalista considera que a inscrição do novo imposto no OE pode ser feita através de um orçamento rectificativo ou de outra figura do género.
Onde vai tocar o imposto extraordinário? O imposto extraordinário, que vai ser explicado hoje em detalhe pelo ministro das Finanças, vai abranger quase todos os rendimentos. Desde os salários às pensões, passando pelas rendas, rendimentos de capitais e até recibos verdes. Mas há excepções. Tendo em conta as explicações que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deu no Parlamento, só os rendimentos sujeitos a englobamento no IRS vão pagar o novo imposto. Os juros e as mais-valias, por exemplo, podem ser englobados, mas o contribuinte também pode optar por ser tributado por retenção na fonte, através de taxas liberatórias – uma situação que escapa ao agravamento fiscal.
Tiago Caiado Guerreiro diz o que deve ficar de fora do novo imposto. “Por exemplo, juros, dividendos, eventualmente também mais-valias e outros rendimentos de capital que possa ter de seguros e outras coisas com essas características, são rendimentos normalmente auferidos e detidos por entidades bancárias e que, quando nos são pagos, o Estado já nos retirou a sua parte do imposto, que é normalmente 21,5%”, afirma o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro. Segundo o jornal “Público”, o imposto extra será de 3,5% sobre os rendimentos brutos anuais, com a dedução de um salário mínimo. Contas feitas, o Estado pode arrecadar 1600 milhões de euros, o dobro do anunciado pelo primeiro-ministro no Parlamento. O Governo também garantiu que não irá haver Orçamento rectificativo, mas, segundo o mesmo diário, a hipótese está ainda a ser estudada pelo Executivo. As centrais sindicais, que ontem foram recebidas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já criticaram o facto de ficarem de fora do novo imposto os rendimentos de capitais.
Por iniciativa do Bloco de Esquerda, o Parlamento vai voltar a discutir o testamento vital. O partido anunciou hoje que fez alterações ao projecto-lei que tinha apresentado na anterior legislatura para a criação deste instrumento. De acordo com o deputado João Semedo, uma das alterações implica a impossibilidade de interpretar o testamento, ou seja, a vontade expressa pelo doente deve ser integralmente respeitada. Os bloquistas querem igualmente impedir que profissionais de saúde possam ser os procuradores dos doentes. “Profissionais de saúde ou sócios ou gestores de empresas relacionadas com a área da saúde não podem ser procuradores para o efeito do testamento vital. Abrimos uma excepção, que são os familiares destes profissionais”, refere João Semedo. O deputado Jacredita que, desta vez, vai ser possível criar o testamento vital. Na anterior legislatura, todos os partidos, excepto o PSD, apresentaram propostas.
João Semedo confia que o testamento vital será aprovado nesta legislat“Quer pelas posições expressas por todos os partidos na anterior legislatura, quer pelo que consta do programa do Governo, não vimos qualquer razão para que nesta sessão legislativa, e apesar de haver uma maioria de direita no Parlamento, o país não passe a dispor do testamento vital, um instrumento muito útil para as pessoas poderem defender os seus direitos num momento em que, por razões de saúde, não têm capacidade para exprimir essa vontade”, considera o bloquista. O CDS-PP já veio dizer, pela voz da deputada Galriça Neto, que se compromete a levar este processo a bom porto: “Creio que sim. Por razões inerentes ao processo legislativo, isso não foi conseguido [anteriormente]. De qualquer forma, é uma matéria em que se foram limando arestas e estabelecendo consensos. E creio que será possível estabelecer-se esse consenso à luz do trabalho desenvolvido na última legislatura”. O processo para a criação do testamento vital foi interrompido já numa fase avançada, devido à dissolução da Assembleia da República.
Portugueses receiam ser “fardo” para a família na velhice
Os portugueses receiam ser um fardo para a família na velhice e metade quer ficar em casa até aos últimos dias de vida. É o que avança um estudo internacional (PRISMA) que contou com a participação da Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos e Investigação em Saúde (CEISUC). Segundo este trabalho, além da dor, os portugueses receiam uma situação de doença incurável ou em fase terminal e 51% prefere morrer em casa – ainda assim, a percentagem mais baixa dos oito países analisados. Para o coordenador da equipa portuguesa, Pedro Ferreira, estes resultados revelam que “é necessário repensar a situação do Estado Social e, em particular, dos cuidados de final de vida”. “Muitas pessoas ignoram o que são os cuidados paliativos ou como beneficiar deles. Portugal ainda está na infância dos cuidados continuados integrados, embora esteja a caminhar bem”, explica o investigador. Pedro Ferreira espera que os dados obtidos no âmbito do projecto PRISMA, além de contribuírem para o debate de temas como o testamento vital, possam ter um reflexo directo na melhoria da qualidade de vida dos doentes terminais. Deste trabalho vai sair também um guia dirigido a profissionais do sector da saúde, com indicações sobre avaliação de sintomas e as melhores práticas para a melhoria da qualidade de vida destes doentes.
Cuidados paliativos ainda longe dos que mais necessitam
“Não há necessidade de se estar num sofrimento intolerável” e as pessoas têm que assumir isso, defende a especialista Isabel Neto. Os cuidados paliativos não chegam a quase 90% da população que precisa deles. Os números são avançados pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, no dia em que arranca o 12º congresso europeu dedicado à temática. “Isto é aquilo que mostram, inclusivamente, estudos independentes: nós não ultrapassamos os 12% de cobertura das necessidades”, afirma Isabel Neto, especialista na área e uma das organizadoras do congresso Isabel Neto, especialista na área e uma das organizadoras do congresso. Em seu entender, é importante “pedir aos governos que considerem os cuidados paliativos como um direito humano, para que efectivamente haja uma cobertura alargada”. Daí, que o tema do congresso seja “reaching out”, avança. Mas há ainda muitos portugueses que rejeitam os cuidados paliativos, porque desconhecem as suas vantagens. “Para muitos doentes – doentes com demência, com AVC, com insuficiência cardíaca nas fases avançadas – aquilo que a medicina lhes diz hoje, através dos cuidados paliativos, é que não há necessidade de estarem num sofrimento intolerável”, sublinha Isabel Neto. “É melhor que as pessoas assumam que podem estar sem sofrimento e que não rejeitem a ideia de ser positivo receber cuidados paliativos”, frisa ainda. O 12º congresso europeu vai juntar 2500 profissionais em Lisboa, a partir de hoje e até sábado.
Há 1,6 milhões de processos pendentes na justiça portuguesa
Revelação foi feita hoje pela própria ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. Paula Teixeira da Cruz informou hoje os jornalistas que a auditoria ao sector da justiça detectou 1,5 milhões de pendências na área da acção executiva e 500 mil nas áreas cível e criminal.
Paula Teixeira da Cruz alerta para existência de "falsas pendências". A ministra considera que o número não é aceitável, mas ainda assim alerta para a existência de algumas "falsas pendências", que poderão estar a inflaccionar o número: “Quando se penhora, por exemplo, um terço do ordenado de alguém, a penhora está feita, mas a acção permanece pendente durante largos anos, dependendo da quantia em dívida. Esta matéria tem de ser vista com muito cuidado numa perspectiva também técnica para não traçarmos um cenário que afinal não é tão desastroso como aparenta. Não estou a dizer que a situação é aceitável, e o número real não será muito menos, mas é preciso distinguir”.
Paula Teixeira da Cruz "inquieta" com a realidade do ministério. Sobre os gastos do Ministério da Justiça com rendas e outras infraestruturas, a ministra confessa que ficou inquieta com alguns dos resultados apurados até agora: “Para já, há números que nos inquietam muito. O senhor secretário de Estado falou ontem de 38 milhões de euros só em arrendamentos, numa gestão muito aleatória daquilo que é todo o património do Ministério da Justiça. Por isso, estamos agora a concluir essa avaliação”. A ministra da Justiça falava à margem de uma conferência promovida pelo sindicato dos magistrados do Ministério Público, em Lisboa.
Judiciária faz buscas na Câmara de Ourém e à residência do ex-presidente
Autarquia confirma que os inspectores estiveram ontem nas instalações e que pediram para ver processo antigos. Sete inspectores da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria fizeram buscas na Câmara de Ourém e na residência do ex-presidente da autarquia, David Catarino, por motivos não divulgados. A Câmara de Ourém confirmou hoje que os inspectores da PJ deslocaram-se ontem às instalações da autarquia e que pediram para ver alguns processos antigos. O executivo municipal recusou prestar esclarecimentos adicionais sobre o assunto. O ex-presidente da Câmara de Ourém, David Catarino, também confirmou à agência Lusa que os inspectores estiveram em sua casa, recusando-se a prestar mais declarações, por o processo se encontrar "em segredo de justiça". A 10 Março de 2010, a PJ deslocou-se à Câmara de Ourém e consultou dois processos de obras relacionados com actividade comercial em Fátima. Num curto comunicado lido então aos jornalistas, o vice-presidente José Manuel Alho, eleito pelo PS, confirmou a presença dos inspectores. "Foi-nos solicitado o acesso a dois processos relacionados com actividade comercial, concretamente em Fátima, processos esses que decorreram no mandato do anterior executivo [de maioria PSD]", declarou, adiantando que o esclarecimento da autarquia se deveu ao levantamento de diversas questões por parte da comunicação social.
Concentração de motos de Faro começa hoje com Iron Maiden
O evento comemora 30 anos e espera reunir 30 mil participantes. Realiza-se a partir de hoje, e até domingo, a 30ª concentração de motos de Faro. Um bar suspenso até 40 metros do chão, com uma vista panorâmica sobre o recinto, é uma das novidades. Os britânicos Iron Maiden fazem as honras de abertura. A banda de "heavy metal" encabeça o cartaz musical de uma iniciativa que é "sobretudo dirigido aos motociclistas" – a concentração não é um festival de música, sublinha o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro. Outra das grandes atracções deste ano é o bar que pode ficar suspenso até cerca de 40 metros do chão e onde não faltará cerveja e música içada por um guindaste. "Quem não tem vertigens pode ir lá acima - dizem que tem uma vista espectacular. Eu não vou, porque prefiro andar no chão", graceja José Amaro. Esperam-se 30 mil motos em Faro. Peça de Gastão Costa Nunes
A organização espera receber 30 mil pessoas, na maioria espanhóis, mas também portugueses e oriundos de outros países europeus. Apesar de ainda de não ter arrancado oficialmente o encontro, no recinto montado em Vale das Almas, junto à praia de Faro, já estão acampados algumas centenas de motociclistas. O evento conta com 1.400 voluntários e ainda com uma equipa de 40 médicos, 75 enfermeiros e 90 socorristas e motoristas. A entrada no recinto é feita mediante um bilhete único, de 45 euros, para os quatro dias.
Trânsito condicionado na ilha de Faro: O trânsito automóvel na ilha de Faro vai estar condicionado até sábado, na sequência da 30ª edição da concentração internacional de motos. "Ficou estabelecido que entre os dias 13 e 16 de Julho, entre as 21h00 e as 7h00, o trânsito automóvel estará interdito a partir do centro náutico para o lado nascente da ilha, excepto a residentes e fornecedores", lê-se numa nota de imprensa enviada à comunicação social. O comércio e a restauração vão funcionar "em pleno" e estão previstos locais de estacionamento reservado só para motos.
Acidente com motos a caminho de Faro faz um morto e 13 feridos
Choque no IP2, perto de Potel, envolveu uma carrinha de nove lugares e quatro motas. Um choque entre uma carrinha de nove lugares e quatro motos resultou na morte de uma pessoa e provocou ferimentos noutras 13. O acidente ocorreu por volta das 12h36 no IP2, na denominada "zona do Mendro", nas imediações de Portel. O comandante José Campaniço, dos Bombeiros de Portel, adiantou que os feridos, todos ligeiros, foram transportados para o Hospital de Évora. As quatro motas "seguiam, em princípio, para a concentração de motos em Faro", que decorre entre hoje e domingo em Vale das Almas. O acidente, que ocorreu entre Portel e a Vidigueira, obrigou ao corte temporário do IP2, estando a circulação a ser desviada para a Estrada Nacional (EN) 18.
Crise e desemprego podem influenciar a taxa de fecundidade
Investigadores acreditam que a instabilidade pode levar as famílias a adiarem o projecto de terem um filho, mas não a desistir. A crise económica e o desemprego podem prejudicar a taxa de fecundidade. A conclusão é do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, que refere que as dificuldades actuais podem fazer com que os casais adiem o projecto de ter um filho. Vanessa Cunha, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, analisou os dados e disse que é neste sentido que aponta a experiência e os estudos a nível internacional. A investigadora fala de um adiamento, mas não de uma alteração significativa da taxa de fecundidade em Portugal, que é das mais baixas da Europa. Ao contrário de outros países, que nos últimos anos conseguiram uma ligeira recuperação do indicador, em Portugal a fecundidade foi sempre recuando ao longo da última década, passou de 1, 6, em 2000, para 1,3 em 2009. Ao contrário de outros países, o problema nacional não é o primeiro filho, mas sim o segundo. Um projecto que, muitas vezes, acaba por ser hipotecado: os custos e a dificuldade de conciliar trabalho e família são os principais entraves referidos pelos casais quando pensam num segundo filho.
Governo espera amealhar 48 milhões até 2019 com fim da borla na 25 de Abril
Cobrança de portagens foi justificada com as "dificuldades financeiras que o país atravessa". O conselho de ministros aprovou hoje uma resolução que elimina a isenção do pagamento de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto. Com esta medida, o Governo estima amealhar cerca de 48 milhões de euros até 2019. A aprovação desta resolução do Governo foi anunciada através de comunicado. A cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril durante Agosto foi anunciada pelo Ministério da Economia e do Emprego na sexta-feira da semana passada, através de um comunicado enviado à comunicação social. A decisão de cobrar portagens em Agosto na Ponte 25 de Abril foi justificada pelo Ministério da Economia com as "dificuldades financeiras que o país atravessa" e os "compromissos de redução de despesa pública assumidos pelo Estado português".
Governo explica hoje mais um novo imposto extraordinário
As centrais sindicais foram ontem recebidas pelo primeiro-ministro e já criticaram o facto de ficarem de fora do novo imposto os rendimentos de capitais. O ministro das Finanças vai hoje explicar os contornos técnicos da contribuição fiscal extraordinária anunciada no Parlamento e fará um "enquadramento sobre as medidas" em estudo pelo Governo. Na apresentação, o ministro deverá também divulgar algumas medidas que poderão ser adoptadas para garantir um corte na despesa pública superior aos 800 milhões de euros que o Executivo prevê arrecadar com o imposto extraordinário, que equivale a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo. A conferência de imprensa terá lugar no Salão Nobre do Ministério das Finanças, às 18 horas. No debate sobre o Programa do Governo, o primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou no Parlamento que o Executivo vai adoptar, apenas este ano, "uma contribuição especial para o ajustamento orçamental" em sede de IRS "equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional". No discurso de abertura do debate, Pedro Passos Coelho justificou a medida, de "carácter extraordinário", com a necessidade de cumprir os objectivos de consolidação das contas públicas. "Esta medida, cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado, será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional. Esta contribuição especial apenas vigorará no ano de 2011", afirmou o chefe do Governo perante os deputados.
Saiba como se pode salvaguardar do novo imposto
A regra de ouro é não gastar mais de 10% do rendimento anual. Muitos portugueses já receberam ou estão prestes a receber o subsídio de férias, mas já sabem que vão pagar mais IRS, devido ao novo imposto extraordinário. A Renascença foi saber o que os contribuintes podem fazer para aproveitar o fôlego financeiro do subsídio acabado de receber. Segredo? Ter presente a regra dos 10%. Susana Albuquerque deixa o conselho clássico para o dinheiro das férias. Os gastos com as férias não devem exceder 10% dos rendimentos obtidos ao longo do ano: “Se o nosso subsídio excede esses 10%, devemos guardar o excedente para aumentar ou criar a nossa poupança financeira, em particular no momento em que estamos a viver”, afirma Susana Albuquerque, especialista em finanças pessoais. Outro passo importante é planear as férias, mas não começando pelo destino. A primeira decisão a tomar é quanto se vai gastar e só depois o local para onde se vai. “E se tenho uma família ou se vou com outras pessoas, isso poderá ser feito em conjunto”, acrescenta a especialista.
Férias: primeiro, saber quanto pode despachar. Depois, o destino
“Outro conselho muito útil é dividirmos o orçamento das férias em quantias diárias: sabermos que por dia podemos gastar ‘x’. Se num dia gastarmos um pouco mais, no outro dia fazemos um ajuste”, diz ainda Susana Albuquerque. Quem não vai de férias, porque, por exemplo, o dinheiro já está destinado para outros fins, ou quem não tem direito a subsídio, como os trabalhadores a recibos verdes, o desafio é conseguir descansar sem estoirar o orçamento mensal. Se não tem subsísio, não derrape, alerta Susana Albuquerque. Susana Albuquerque alerta que, “porque temos mais tempo disponível, pode haver a tentação de gastarmos mais dinheiro”. É, por isso, “importante, ficando cá, definir e respeitar os nossos orçamentos”, aconselha. Hoje, o ministro das Finanças revela os pormenores do imposto extraordinário anunciado há duas semanas e que vai incidir sobre o subsídio de Natal. Nos rendimentos acima do salário mínimo, o corte pode ser equivalente a metade do subsídio.
Novo imposto protege rendimentos e especulação financeira, diz CGTP
“Continuamos a ter uma política dualista, em que a riqueza produzida na especulação financeira é mais protegida do que a riqueza produzida pelo trabalho”, disse Carvalho da Silva no final de uma reunião com o primeiro-ministro. A CGTP considerou hoje que a aplicação de um imposto extraordinário ao subsídio de Natal evidencia que os rendimentos provenientes da especulação financeira estão mais protegidos que os rendimentos do trabalho. "Perguntámos ao primeiro-ministro se o Governo teria disponibilidade para actuar ao nível do sistema financeiro, por exemplo taxando as operações na banca, mas o primeiro-ministro disse que não", disse Carvalho da Silva aos jornalistas. “Continuamos a ter uma política dualista, em que a riqueza produzida na especulação financeira é mais protegida do que a riqueza produzida pelo trabalho”, adiantou o líder sindical. Carvalho da Silva, que falou aos jornalistas no final de uma reunião com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, considerou que o imposto extraordinário é injusto porque apenas vai ser aplicado a quem apresenta rendimentos englobados para IRS.
As preocupações da Intersindical alargam-se às alterações na Segurança Social que tende a tornar-se cada vez mais assistencialista. “A protecção aos mais desprotegidos ser feita num contexto em que os mais desprotegidos já estão sem acesso a direitos sociais fundamentais. E isto é uma subversão de um sistema solidário e universal de protecção social”, argumentou Carvalho da Silva. Outro dos temas da conversa entre a CGTP e o chefe do Governo, em que também participou o secretário de Estado do Emprego, foi as alterações à legislação laboral. As propostas do Executivo vão ser apresentadas dia 27 e prendem-se com a redução das indemnizações por despedimento e a criação do fundo de base empresarial. Sem tempo para uma reunião formal de concertação social, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, deverá ir falando informalmente com os parceiros sociais. Depois de aprovadas na generalidade no Parlamento, as propostas serão sujeitas a discussão pública em Agosto, o que a CGTP contesta.
Provedor de Justiça espera por aumento de queixas com o novo imposto
Os detalhes do novo imposto são hoje explicados pelo ministro das Finanças, em conferência de imprensa. O provedor de Justiça considera que o novo imposto anunciado pelo Governo, equivalente a metade do subsídio de Natal depois de descontado o salário mínimo, pode motivar queixas na Provedoria. Alfredo de Sousa espera um cenário semelhante ao verificado quando houve a redução dos ordenados na função pública, facto que originou um conjunto de queixas. "É possível e previsível" um aumento do número de queixas devido à crise, especialmente as relacionadas com o emprego, considera Alfredo de Sousa em entrevista à agência Lusa, quando assinala dois anos na Provedoria de Justiça. "Vamos aguardar. Ainda não recebemos nenhuma, até porque não há legislação nesse sentido", salienta.
Hoje, o ministro das Finanças vai explicar os contornos técnicos da contribuição fiscal extraordinária anunciada no Parlamento aquando da apresentação do Programa do Governo e deverá divulgar algumas medidas que podem ser adoptadas para garantir um corte na despesa pública superior aos 800 milhões de euros que o Executivo prevê arrecadar com o novo imposto. Caso venha a receber algum pedido a solicitar a intervenção do Tribunal Constitucional, o Provedor de Justiça diz que a queixa será "estudada". Isto porque um pedido de intervenção do provedor de Justiça no Tribunal Constitucional tem que ser muito bem ponderado: "Há que ter em conta a jurisprudência para não andar a interpor acções de inconstitucionalidade que provavelmente são condenadas ao insucesso", justifica. No contexto da crise, Alfredo de Sousa sublinha que "as únicas queixas" que deram entrada na Provedoria de Justiça foram as relacionadas com os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos, que solicitavam a inconstitucionalidade da medida. Em muitos casos, adianta, um dos fundamentos invocados era o princípio da confiança, isto é, o Estado contratou com os funcionários um certo nível de vencimentos e de um momento para o outro esse nível foi cortado. O provedor entendeu, contudo, arquivar as queixas, porque já tinha dado entrada no Tribunal Constitucional o mesmo pedido de declaração de inconstitucionalidade, por iniciativa de um grupo de deputados.
Rede Europeia Anti-Pobreza: “que o novo imposto seja mesmo transitório”
O Padre Jardim Moreira quer que Pedro Passos Coelho esclareça cabalmente a questão do “desvio colossal”. A Rede Europeia Anti-Pobreza pede ao Governo que o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal seja de facto transitório. O padre Jardim Moreira espera que a medida não afecte ainda mais aqueles que têm menos posses: “Se é um imposto transitório, um recurso extraordinário para obviar o pagamento e a saída desta situação pouco desagradável, eu admito que haja situações de crise que exigem mais que o normal. Se o é, que seja de forma transitória e deve ser definido o tempo e que não sejam molestados os mais fracos e os mais pobres nessa matéria”. Já sobre a situação financeira do Estado, depois de Pedro Passos Coelho ter falado em desvio colossal das contas públicas, o padre Jardim Moreira pede ao Governo que esclareça a verdade a país. “Isto tem de ser um problema nacional, tem de ser debatido e colocado com toda a verdade em cima da mesa. As contas hão-de dizer por si se há ou não este desvio colossal, para que o Partido Socialista também não se refugie em formas de menorizar a sua responsabilidade”, pede o sacerdote e presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza.
Polémico: Novo imposto "não pode ser cobrado se não for inscrito no OE"
Dois especialistas falam sobre o imposto extraordinário que o Governo já anunciou e que hoje apresentou detalhadamente. Para poder ser cobrado, o novo imposto anunciado pelo Governo tem que ser incluído no Orçamento do Estado (OE), defende o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rogério Fernandes Ferreira. Os contribuintes vão ter pagar o equivalente a metade do subsídio de Natal depois de descontado o salário mínimo. É preciso alterar o Orçamento para 2011, alerta ex-secretário de Estado
“Um novo imposto, para poder ser cobrado em determinado ano, no caso em 2011, necessita de ser inscrito no Orçamento do Estado, onde não está. Isto implica, necessariamente, duas competências, que são exclusivas: a competência do Governo para fazer uma proposta à Assembleia da República e a aprovação pela Assembleia da República, o que com certeza será feito. Caso contrário, não poderá ser cobrado”, argumenta Rogério Fernandes Ferreira.
O fiscalista considera que a inscrição do novo imposto no OE pode ser feita através de um orçamento rectificativo ou de outra figura do género.
Onde vai tocar o imposto extraordinário? O imposto extraordinário, que vai ser explicado hoje em detalhe pelo ministro das Finanças, vai abranger quase todos os rendimentos. Desde os salários às pensões, passando pelas rendas, rendimentos de capitais e até recibos verdes. Mas há excepções. Tendo em conta as explicações que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deu no Parlamento, só os rendimentos sujeitos a englobamento no IRS vão pagar o novo imposto. Os juros e as mais-valias, por exemplo, podem ser englobados, mas o contribuinte também pode optar por ser tributado por retenção na fonte, através de taxas liberatórias – uma situação que escapa ao agravamento fiscal.
Tiago Caiado Guerreiro diz o que deve ficar de fora do novo imposto. “Por exemplo, juros, dividendos, eventualmente também mais-valias e outros rendimentos de capital que possa ter de seguros e outras coisas com essas características, são rendimentos normalmente auferidos e detidos por entidades bancárias e que, quando nos são pagos, o Estado já nos retirou a sua parte do imposto, que é normalmente 21,5%”, afirma o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro. Segundo o jornal “Público”, o imposto extra será de 3,5% sobre os rendimentos brutos anuais, com a dedução de um salário mínimo. Contas feitas, o Estado pode arrecadar 1600 milhões de euros, o dobro do anunciado pelo primeiro-ministro no Parlamento. O Governo também garantiu que não irá haver Orçamento rectificativo, mas, segundo o mesmo diário, a hipótese está ainda a ser estudada pelo Executivo. As centrais sindicais, que ontem foram recebidas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já criticaram o facto de ficarem de fora do novo imposto os rendimentos de capitais.
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