Liberdade e o Direito de Expressão

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E os piratas somos nós...

Descoberto novo buraco nas contas da Madeira
                                                                                                          
O Governo já está a estudar um plano de austeridade, que prevê mais impostos, corte no número de funcionários públicos e o fim do subsídio de insularidade.
                                  
O Tribunal de Contas está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da Madeira. A confirmar-se, o desvio financeiro na região autónoma fica perto dos dois mil milhões de euros. A nova dívida que o Tribunal de Contas está agora a investigar terá sido contraída recentemente pela Empresa de Electricidade da Madeira. O dinheiro, ao que conta o jornal “Público”, foi desviado pelo governo de Alberto João Jardim para pagar despesas de funcionamento, incluindo salários e subsídios de férias dos cerca de 30 mil funcionários da administração pública regional. A situação já definida pelo ministro das Finanças como insustentável vai levar o Executivo a impor um rigoroso programa de austeridade. O Governo já está a estudar um plano de austeridade, que prevê mais impostos, corte no número de funcionários públicos e o fim do subsídio de insularidade, segundo a imprensa desta manhã.
Segundo o “Diário Económico”, entre as medidas está um corte do número de funcionários públicos mais ambicioso do que os 2% impostos pela troika, o que pode aumentar o objectivo anual de redução de 600 funcionários públicos madeirenses. Funcionários que também vão deixar de receber o subsídio de insularidade, que representa um acréscimo de 2% nos seus vencimentos. Na lista de medidas consta também um aumento do IVA superior ao fixado no memorando de ajuda a Portugal. De acordo com a lei das Finanças Regionais ao furar o tecto de endividamento, o Executivo é obrigado a reduzir as transferências num valor igual ao que vai além do limite máximo determinado para a região autónoma. Mas isso só será conhecido com o Orçamento de Estado para 2012. Uma situação que pode ser agravada já que o memorando da troika obriga á alteração da lei das Finanças Regionais até ao fim deste ano.
                                                                                                
Dívida da Madeira era de 5,8 mil milhões em Junho
                                                                                                                      
Três mil milhões de euros de dívida são do Governo Regional e 2,8 mil milhões do sector público empresarial. O secretário Regional do Plano e Finanças da Madeira, Ventura Garcês, disse hoje que a dívida da região era de 5,8 mil milhões de euros a 30 de Junho último. "Se tivermos em linha de conta todas as responsabilidades da região, a 30 de Junho de 2011, o montante total ascendia a 5,8 mil milhões de euros, dos quais três mil milhões do Governo Regional e 2,8 mil milhões de euros do sector público empresarial, estando aqui incluídos 1,2 mil milhões de euros de avales concedidos a empresas públicas, detidas ou participadas pela região", afirmou Ventura Garcês. Segundo Ventura Garcês, "estas são as verdadeiras responsabilidades da região no final do primeiro semestre de 2011, que em muito diferem dos dados que têm sido avançados". A Região Autónoma da Madeira, prosseguiu, "coloca-se neste momento numa posição de total transparência e evidencia, com rigor, perante o País e todos os seus cidadãos, as dívidas existentes, incluindo aquelas detidas por entidades empresariais que estão capacitadas para fazer face aos seus
compromissos, sem que seja necessário qualquer esforço do Orçamento da região". O governante sustentou que "tratam-se de valores que estiveram ao serviço do desenvolvimento e do crescimento económico".
Numa declaração à imprensa, no Funchal, sem direito a perguntas, o responsável referiu que em 1995 a Madeira apresentava um valor do produto interno bruto per capita de 66% da média da União Europeia, passando para 103% em 2008. "Posto isto, será legítimo considerar a Madeira o bode expiatório de todos os males deste País quando as suas responsabilidades representam aproximadamente 2,6% da dívida do Estado e do sector empresarial e um valor pouco significativo se, por exemplo, for comparada com o passivo, de cerca de 70 mil milhões de euros do sector empresarial do Estado?", perguntou Ventura Garcês, que comparou o valor das responsabilidades da região com o passivo das empresas públicas de comunicação social, das sociedades Polis e dos hospitais EPE. O secretário regional declarou que "a diferença, talvez com alguma importância, é que enquanto que a região, no seu conjunto, para um passivo de 5,8 mil milhões de euros, tem receitas do Orçamento do Estado de cerca de 200 milhões de euros, as empresas de comunicação social do Estado, para um passivo de 943 milhões de euros, recebem, indemnizações compensatórias do Orçamento do Estado superiores a 160 milhões de euros".
Ventura Garcês acrescentou que outra diferença que merece ser analisada é que "o passivo da Madeira decorre, em grande parte, da prestação de contas de cuidados de saúde e da construção de infra-estruturas, visadas pelo Tribunal de Contas", enquanto que "o passivo das empresas de comunicação social, por exemplo, decorre em grande medida da prestação de serviços". A região, "mesmo em véspera de eleições, teve a coragem de mostrar as suas contas com total transparência", sublinhou o responsável, reconhecendo que, embora se possa "melhorar e corrigir erros do passado", é "óbvio que, na maioria das ocasiões", se aplicou "bem os recursos". Ventura Garcês considerou ainda que "não é, certamente, neste pequeno território, isolado, distante e ultraperiférico, que ainda há bem pouco tempo sofreu prejuízos na ordem dos mil milhões de euros com o aluvião de 20 de Fevereiro, que residem os problemas de Portugal".
                                                                                                       
Jardim pode vir a ser processado criminalmente, diz Marcelo
                                                                                                                 
Comentador da TVI diz que o líder madeirense complicou a sua vida ao dizer que omitiu as contas deliberadamente. Ao confessar que omitiu informações sobre as contas da Madeira, Alberto João Jardim corre o risco de ser processado criminalmente, diz Marcelo Rebelo de Sousa. O comentador da TVI admite, no entanto, que a prova num processo desses será difícil de obter. “Alberto João Jardim não facilitou a sua tarefa quando num discurso ontem veio dizer que «andou a esconder isto porque se não ainda recebíamos menos dinheiro». O problema aqui é um problema de prova que é saber-se se há ou não má fé ou dolo, que é uma prova difícil de dizer”, disse. O analista considerou ainda que a descoberta do novo buraco financeiro na Madeira põe em causa a credibilidade externa do país. “Já tínhamos tido os buracos nos tempos de Sócrates, mais as promoções, mais o BPN, mais a Madeira. É evidente que, num momento em que todos dizem que Portugal não é como a Grécia e está a cumprir, depois aparece uma realidade que aos olhos dos europeus significa um estranho critério de contabilização e a ideia de que se andou a ocultar alguma coisa. Não é bom”, acrescenta. De recordar que, já hoje, António José Seguro, líder do PS, veio acusar Alberto João Jardim de "gozar com a situação" e, ao mesmo tempo, exigir a Pedro Passos Coelho que esclareça se mantém ou não confiança política no presidente do Governo Regional da Madeira.
                                                                                                  
Seguro volta a exigir a Passos Coelho que se pronuncie sobre a Madeira
                                                                                                                  
Secretário-geral socialista critica Alberto João Jardim e reafirma pedido ao primeiro-ministro para que diga se continua a confiar no líder madeirense. António José Seguro volta a pedir a Pedro Passos Coelho que retire a confiança política a Alberto João Jardim na Madeira. “Dirigi-me ao primeiro-ministro, que é também líder do PSD, e perguntei-lhe se, perante isto, ele não retirava a confiança política ao Dr. Alberto João Jardim. E o que é que o primeiro-ministro disse? «Isso não é comigo, é com a Madeira e com o PSD da Madeira». Pois, eu digo-lhe, senhor primeiro-ministro e senhor líder do PSD, isto é com o senhor e eu continuo a exigir que o senhor diga com clareza se mantém ou não a confiança política no Dr. Alberto João Jardim”, disse. Em Castelo de Paiva, o secretário-geral socialista falou da situação do arquipélago para dizer que o presidente do Governo Regional andou a esconder a realidade das contas propositadamente. “Quem é responsável pela situação de catástrofe a que chegou a Madeira ainda goza com a situação, diz que o fez deliberadamente, que violou a lei e que escondeu propositadamente a dívida do Governo da República e das instituições responsáveis por apurar essa realidade”, disse. Já esta tarde, o presidente do Governo Regional voltou a falar para dizer que "Salazar é que não fazia obra para não gastar dinheiro". Jardim afirmou que o que fez foi aproveitar os fundos comunitários e construir no momento certo. Contudo admitiu que isso implicou o crescimento da dívida.
                                                                                                   
Tribunal de Contas alertou Governo anterior para problemas na Madeira
                                                                                                                                 
O Tribunal de Contas faz chegar todos os anos a várias entidades os seus relatórios, que davam conta do saldo deficitário da execução orçamental. O Governo anterior também sabia de problemas nas contas da Madeira, já que recebeu os relatórios do Tribunal de Contas. O Governo PS, a Assembleia da República, o Governo Regional da Madeira e o Ministério Público foram, ao longo dos anos, alertados para os “buracos” nas contas da Madeira. O Tribunal de Contas faz chegar todos os anos a estas entidades os seus relatórios que davam conta do saldo deficitário da execução orçamental, inobservância da regra do equilíbrio orçamental e de operações extra orçamentais que eliminavam a receita e aumentavam o défice. Ao Tribunal de Contas cabe fiscalizar e analisar as contas, e ao Ministério Público proceder a uma acusação perante as irregularidades. Só assim o Tribunal de Contas pode depois sancionar. As obras na Madeira também têm sido alvo do escrutínio do Tribunal de Contas e também aqui já foram feitas recomendações.
                                                                                                                                    
Aprovada criminalização do enriquecimento ilícito
                                                                                                           
Partido Socialista foi o único que não votou a favor da iniciativa legislativa. Foi aprovada no Parlamento a criação do crime de enriquecimento ilícito dos titulares de cargos públicos. A iniciativa passou com os votos favoráveis de todos os partidos, excepto o Partido Socialista. Os deputados socialistas Ana Paula Vitorino, Eduardo Cabrita e Idália Serrão abstiveram-se em relação ao projecto da maioria PSD/CDS-PP, divergindo assim da posição oficial da bancada do PS. Durante o debate, Jorge Lacão foi a voz dos argumentos socialistas: “O que acontece se o Ministério Público não prova a aquisição lícita?”, questiona Lacão. Deduz-se que “a aquisição foi ilícita”, dando-se assim “a inversão do ónus da prova”, conclui o deputado. Os socialistas, por seu lado, apresentaram um outro projecto que pretendia penalizar a ausência ou a prestação de informações erradas sobre rendimentos e património. O documento foi chumbado com os votos contra do PSD, CDS-PP, PCP e BE e com a abstenção do PEV.
Luis Montenegro, líder da bancada do PSD, acusa o PS de “andar a afirmar ao país que quer criminalizar o enriquecimento ilícito”, mas na realidade apenas está a “fingir”. “Caiu a máscara ao Partido Socialista”, conclui. Foi também aprovado, na generalidade, com o voto contra do PS e a abstenção do CDS-PP, um projecto do BE que altera a lei do controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos. Zorrinho diz que o projecto "inverte os princípios fundamentais da civilização". O PS insiste que a criminalização do enriquecimento ilícito, hoje aprovada no Parlamento, não tem condições para ser aplicada. Carlos Zorrinho, líder da bancada parlamentar do PS, afirmou que “foi aprovado um projecto que inverte os princípios fundamentais da nossa civilização, o princípio da inocência, o princípio da inversão da prova e é um projecto que pela sua natureza não vai ser aplicado na prática, e portanto deixará tudo na mesma”. O deputado socialista comentou ainda que “é estranho que PSD e CDS, a reboque do PCP e BE, aprovem um projecto populista que no concreto não terá nenhum efeito”.
                                                                                 
Setembro traz maior austeridade. Governo quer adoptar mais de 75 medidas
                                                                                                                                  
Ter carro ou fumar vai ficar mais caro. O Executivo vai também divulgar a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA. Setembro promete ser um mês da austeridade. O Governo quer adoptar mais de 75 medidas no âmbito do empréstimo acordado com a troika, segundo o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, que na última semana prometeu cumprir à risca o calendário. Na saúde, os utentes vão passar a pagar mais taxas moderadoras e os contribuintes vão recuperar menos dinheiro através do IRS. O Executivo quer reduzir em dois terços as isenções fiscais com consultas, medicamentos e seguros privados. O Estado quer também poupar com o transporte de doentes, que vai ficar assim mais caro, e reduzir os custos operacionais dos hospitais em 200 milhões de euros. Já os médicos ficam proibidos de tirar licenças sem vencimento. A nível fiscal, os benefícios e incentivos fiscais vão ser todos congelados - alguns podem mesmo desaparecer. Vai ainda ser divulgada a lista dos produtos que passam a pagar mais IVA, com a revisão das taxas reduzida e intermédia.
Está também prevista a revisão do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Além disso, ter carro ou fumar vai ficar também mais caro, com o agravamento do imposto sobre veículos e do imposto sobre o tabaco. No imobiliário, o Executivo quer alterar a lei do arrendamento com a liberalização gradual das rendas antigas. Pretende ainda facilitar os processos de despejo dos inquilinos que não pagam, eliminar burocracia na reabilitação das casas e rever a avaliação dos imóveis e terrenos. Na defesa, entra em vigor o congelamento das progressões salariais para os militares. Vai haver ainda limites para novas contratações na administração pública, local e regional, além de novos limites ao endividamento. No próximo mês terá ainda de dar entrada no Parlamento a proposta para a reforma administrativa local. Na justiça, o objectivo é reduzir os processos pendentes nos tribunais, preparar a reforma da gestão dos tribunais e rever as custas judiciais. Já em Outubro, avança o agravamento do IVA na electricidade e gás natural - sobe para 23%. Está também prevista uma decisão sobre a redução da taxa social única, uma matéria ainda em estudo.
                                                                                                       
                                                                                                     
                                                                                                                                        

sábado, 27 de agosto de 2011

Custo de vida sobe, sobe, sobe...

Combustíveis vão voltar a subir
                                                                                                                          
Depois de uma descida entre três e quatro cêntimos na semana passada, os preços vão voltar a subir por causa do furacão.
A gasolina deve ficar mais cara em Portugal a partir da próxima semana reflectindo a subida dos preços do petróleo nos últimos dias.
Os mercados estão preocupados quanto ao impacto do furacão “Irene” sobre as refinarias da costa Oeste dos Estados Unidos.
Fonte da Galp deixou no ar esta possibilidade já que a petrolífera "reflecte a evolução das cotações médias da gasolina e do gasóleo no mercado europeu". 
                                                                                                       
Livro analisa perigos que correm forças de segurança
                                                                           
“Polícia à portuguesa, take 2” analisa também as elevadas taxas de suicídio. Numa altura em que as condições de trabalho nas forças de segurança voltaram a ter destaque mediático, sobretudo por causa dos protestos já agendados para Setembro, chega às bancas mais um livro sobre a vida dos polícias portugueses. Chama-se “Polícia à portuguesa, take 2”, e repete a fórmula de um outro livro lançado em 2008 pelos mesmos autores, ou seja, tem como base entrevistas realizadas a vários profissionais, de várias polícias. Há três anos, no livro “Policia à portuguesa, um retrato dramático”, descrevia-se uma PSP mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho. Agora alarga-se o olhar à GNR e à Polícia Judiciária e incide-se o foco no risco que estes profissionais correm, seja no dia-a-dia nacional, seja nas missões internacionais.
Uma nova abordagem que conduz o leitor para os perigos da profissão mas, igualmente, para o peso significativo que o suicídio tem nas estatísticas das forças de segurança: quase meia centena de suicídios registados na PSP nos últimos 18 anos e quase o dobro na GNR. Fernando Contumélias, um dos autores, diz que essa é, aliás, uma das grandes reflexões propostas por este livro. E mesmo que a relação causa efeito seja meramente estatística, Fernando Contumélias não hesita em aplicá-la nas forças de segurança. De resto, com base uma vez mais no método de recolha de testemunhos aleatórios dentro dos dispositivos, os autores concluem que é impensável cortar ainda mais, num sector que nunca teve o orçamento necessário, que quanto mais cortes forem feitos mais complicada será a vida dentro das polícias mas também que, apesar de tudo, o sentido profissional será sempre mais forte do que a vontade de protestar. O livro de Fernando e Mário Contumélias é lançado pela editora Babel.
                                                                                          
Associação de municípios concorda com extinção de empresas municipais
                                                                                              
O Governo decidiu ontem alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria. A Associação de Municípios Portugueses (AMP) dá um parecer positivo à decisão do Governo de proibir a criação de mais empresas municipais e concorda que as que não cumprirem os objectivos devem ser encerradas. Fernando Ruas diz que não quer criar um campo de batalha com o Governo na questão das empresas municipais, por isso, para o presidente AMP, a resposta à troika pode já ser dada: “a partir de agora, não há possibilidade de criar mais empresas municipais”. Fernando Ruas diz ainda que concorda com a extinção de as empresas que não se justifiquem estarem abertas.
“A associação a que presido estará inteiramente de acordo com todas as empresas municipais que não se justifiquem sejam extintas de imediato. Todas as que não se justifiquem. Queremos também salvaguardar as empresas municipais que são um óptimo auxiliar de gestão, que cumprem muito bem a sua função, e que não se generalize no sentido de as anular todas”, defende Fernando Ruas. O presidente da Associação de Municípios Portugueses a demonstrar apoio ao Governo, mas quanto ao número de empresas a encerrar, prefere aguardar pelas conclusões do estudo sobre as empresas municipais. O Governo decidiu ontem em Conselho de Ministros alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria.
                                                                                                                  
Passos Coelho vai fazer périplo pela Europa
                                                                                                                  
Na próxima semana, o primeiro-ministro português tem encontros marcados com Merkel, Sarkosy e Zapatero. O primeiro-ministro realiza na próxima semana um périplo europeu que inclui encontros com a Chanceler alemã, o chefe do Governo espanhol e o Presidente francês, disse à Lusa fonte do gabinete Pedro Passos Coelho. Na quarta-feira, tem uma reunião em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, com quem deve passar em revista, os últimos desenvolvimentos na Europa e na Zona Euro, bem como o plano de reformas estruturais e de ajustamento económico em Portugal, na sequência do Conselho Europeu de 23 de Junho e da Cimeira da Zona Euro de 21 de Julho. Da agenda do encontro fazem ainda parte as relações bilaterais entre os dois países e outros temas de actualidade internacional. Na quinta-feira, 1 de Setembro, Passos Coelho vai encontrar-se em Berlim com a Chanceler alemã, Ângela Merkel, com uma agenda de trabalho semelhante à de Madrid. No regresso de Berlim, o primeiro-ministro passa ainda por Paris, onde participa numa reunião internacional promovida pelo Presidente francês, Nicholas Sarkozy.
                                                                                                                  
Jardim lança novas obras, e dívida madeirense sobe 11,5%...
                                                                                               
Dados do Tribunal de Contas revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. O líder da Madeira lança novas obras públicas, mesmo depois de admitir ruptura financeira e ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas. Com as eleições à porta, Alberto João Jardim continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas, escreve o “Diário Económico”. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar “luz verde” a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Mas em clima de pré-campanha eleitoral (as eleições estão marcadas para 9 de Outubro), Alberto João Jardim deu prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. Em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d' Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.
                                                                                                                       
EUA pediram informações sobre comunidade muçulmana em Portugal
                                                                                                                       
A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. Os Estados Unidos pediram à sua diplomacia em Lisboa informações sobre a comunidade muçulmana em Portugal, refere um telegrama de Janeiro de 2010 divulgado pela WikiLeaks. Em resposta ao pedido, a embaixada norte-americana em Lisboa disse que "a comunidade muçulmana em Portugal é de cerca de 50 mil membros (menos de 1% da população), a maioria são descendentes indo-paquistaneses, bem como imigrantes das antigas colónias de Portugal de Moçambique e Guiné-Bissau". No telegrama, de 14 de Janeiro de 2010 e com referência “10LISBON20”, a embaixada norte-americana diz ainda que a mesquita principal é localizada em Lisboa, existindo "muitas salas de oração em todo o país", destacando que "os muçulmanos em Portugal não são politicamente activos enquanto muçulmanos e mantêm um perfil relativamente discreto".
A diplomacia norte-americana reportou, no mesmo telegrama, que "mantém contacto com a comunidade muçulmana" e com vários líderes religiosos, acrescentando que "tem o mesmo envolvimento com a comunidade muçulmana em Portugal que com outras comunidades religiosas em Portugal". A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. A organização começou na quarta-feira a publicar telegramas até agora desconhecidos, incluindo relatórios diplomáticos confidenciais. Além de Portugal, foram divulgados documentos relativos a Angola, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.
                                                                                                                    
Instituições de Solidariedade estão com a corda na garganta
                                                                                                                           
Falta dinheiro para cumprir compromissos, por exemplo, pagar obras. Apoios às instituições de solidariedade tem faltado, diz Pe. Lino Maia. Grande parte das Instituições de Solidariedade Social está com dificuldades económicas. A denúncia é feita por António Figueiredo, da União Distrital de Setúbal, que aponta as instituições de Setúbal, Braga e Aveiro como as mais endividadas. O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), garante que estes são apenas exemplos da realidade nacional. “Por um lado, são as famílias que não podem suportar as suas comparticipações, por causa do endividamento, desemprego, crise. Também não tem havido aumentos de apoios por parte do Estado”, explica. A falta de verbas é visível, assegura o presidente da CNIS. “Algumas [instituições estão] com obras em curso e com dificuldade em pagar”.