Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Não lhes escapa nada...

COMÉRCIO AUTOMÓVEL DESCE A MÍNIMOS
                                                                                                                      
Com o Governo PSD a decapitar a economia, em poucos meses veremos Portugal ruir... Emigrantes portugueses denunciam aquilo que parece ser o mercado de trabalho escravo da UE do séc. XXI... O distrito do Porto lidera nas famílias que de um dia para o outro ficam sem nada, perante a frieza dos políticos... Neo-fascismo: em plena crise, o povo português será "espremido" até à exaustão económica das famílias.
                                          
A descida na venda de carros ligeiros chegou a 31%. Até as marcas de luxo acusaram a crise, vendendo menos 24% em 2011. A recessão que a economia portuguesa atravessa fez de 2011 um dos piores anos de que há memória no sector automóvel. Os números divulgados ontem pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP) confirmam as piores expectativas em termos de vendas. Entre Janeiro e Dezembro de 2011, a queda no volume de vendas no mercado de ligeiros de passageiros atingiu 31,3%, o que significa que não ultrapassaram as 153.433 unidades. No total do ano, foram vendidos 188.321 carros ligeiros, quando em 2010 registaram-se 269.133 unidades vendidas. Em Dezembro a quebra foi ainda mais significativa: 60,1% face ao mesmo mês de 2010. Um cenário que é justificado pela extinção do programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida e pelo agravamento da taxa de IVA de 21% para 23%. Face à quebra de vendas em 2011, o secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro, acredita que, embora ainda não haja "dados conclusivos", "Portugal vai ter das piores quedas da União Europeia". E recorda que, desde que o sector foi liberalizado, em 1988, "estes são os piores números de vendas no sector". Também ontem a congénere espanhola da ACAP divulgou os números do ano passado, revelando uma descida nas vendas de 17,7%. Este valor já é considerado o pior das últimas duas décadas. Perante a actual conjuntura de contínua redução do consumo privado, aumento do desemprego e dificuldades no acesso ao crédito por parte dos portugueses, o secretário-geral da ACAP não tem dúvidas quanto às perspectivas do sector no ano que agora começa: "Não se perspectiva um 2012 nada animador e prevemos, para já, uma descida de vendas em torno dos 20%." Hélder Pedro lembra que está previsto um agravamento do ISV sobre os veículos comerciais de 70%, o que "vai penalizar ainda mais o sector". Sobre as quedas no mercado dos carros de luxo, o representante do sector realçou que, apesar de este ser um nicho de mercado, "desta vez a quebra afecta todos os segmentos". Hélder Pedro salientou ainda que também as fábricas automóvel instaladas em Portugal ainda vão registar aumentos de produção. Mas, para 2012, e tendo em conta as dificuldades económicas dos países da exportação - Alemanha, Espanha e França - "vemos com apreensão o evoluir da produção".
                                                                               
MULTAS DE TRÂNSITO RENDERAM AO ESTADO 250.000 EUROS POR DIA EM 2011
                                                                                                                             
Neo-fascismo: em plena crise, o povo português será "espremido" até à exaustão económica das famílias... As contas ainda não estão fechadas mas já é certo que a GNR, PSP, polícias municipais e empresas de estacionamento autárquicas vão fechar as contas das multas em 2011 muito acima do conseguido em 2010, de acordo com os dados avançados pelo Diário de Notícias. Os cofres do Estado recebem 40% do valor conseguido pela GNR, pela PSP e polícias municipais que, por sua vez ficam com 30% do valor das multas. O mesmo jornal escreve que, no caso da GNR, já estão garantidos 13,5 milhões, ao passo que a PSP se aproxima dos nove milhões. As autarquias e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária são outros dos beneficiários das verbas. Tendo em consideração que o valor das contra-ordenações não subiu de 2010 para 2011, as operações de fiscalização e o número de infracções detectadas é que aumentaram. A entidade responsável pelo maior número de contra-ordenações detectadas foi a GNR, que regula cerca de 90% do trânsito em Portugal. A GNR recebeu uma dotação por parte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária de mais de 13 milhões de euros, isto é, mais um milhão do que em 2010. Pelo contrário a PSP ficou com menos dividendos em 2011, ao receber mais de nove 8,7 milhões de euros quando no ano anterior tinha ultrapassado os nove milhões. Quanto a fiscalizações, a GNR entre Janeiro e Novembro foi responsável por quase 500 mil autos de contra-ordenação, sendo o excesso de velocidade o motivo mais comum detectado nos mais de 11 milhões de carros interceptados, refere o Diário de Notícias.
                                                                         
PORTUGUESES DA CONSTRUÇÃO TRATADOS COMO ESCRAVOS NA ALEMANHA E FRANÇA
                                                                                                                                
Albano Ribeiro denunciou aquilo que parece ser o mercado de trabalho escravo da UE do séc. XXI... O presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, vai alertar o Governo, para a emigração de trabalhadores da construção, recrutados por "redes mafiosas", que nos países de acolhimento são tratados como escravos. "Vamos sensibilizar o senhor secretário de Estado das Comunidades para intervir com o objectivo de minimizar o sofrimento por que os trabalhadores da construção estão a passar", adiantou à Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, que esta terça-feira se reúne com José Cesário, realçando que as situações mais graves estão a acontecer na Alemanha, Inglaterra e França. Em declarações à Lusa, Albano Ribeiro afirmou que "estão a emigrar todos os dias trabalhadores da construção, que são contratados por angariadores de mão de obra, e encontram condições terríveis em termos de alojamento e de alimentação". O presidente do Sindicato da Construção de Portugal contou à Lusa que recentemente visitou três países da União Europeia e viu condições de tratamento aos trabalhadores que nunca esperou ver, o que transmitirá ao secretário de Estado das Comunidades. "Dormem 12 trabalhadores num espaço para quatro, muitos têm apenas uma refeição por dia e recebem 700 euros quando lhes prometem 2500 euros", relatou, estimando que "a curto prazo emigrem cerca de 30 mil trabalhadores do sector, que está a viver a maior crise de sempre". Albano Ribeiro explicou que "as redes mafiosas estão a angariar trabalhadores sobretudo nos distritos do Porto, Vila Real, Bragança e Braga", que nos países de acolhimento são tratados como "escravos contemporâneos". (in, Jornal de Notícias).
                                                                                                                                                           
GOVERNO INDIFERENTE ÀS FALÊNCIAS DAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS
                                                                                                                                                                                
O distrito do Porto lidera nas famílias que de um dia para o outro ficam sem nada, perante a frieza dos políticos... Três em cada dez famílias que abriram falência no ano passado vivem no distrito do Porto, onde se tem sistematicamente verificado o maior número de insolvências pessoais. Em 2011, os tribunais decretaram falidas 7316 famílias, mais 160% face ao ano anterior. Desde 2004, é possível uma pessoa - e, por arrastamento, toda a sua família - abrir falência (insolvência), em Portugal. Nos primeiros anos, poucas foram as que recorreram à figura jurídica, mas no ano passado o número disparou e, pela primeira vez, mais famílias foram declaradas falidas do que empresas. Dados do Instituto Informador Comercial mostram que, no ano passado, 7316 pessoas abriram falência, face a 4535 empresas.
                                                                                                                             
ALBERTO JOÃO JARDIM RECUSA AVANÇAR COM REDUÇÃO DE MUNICÍPIOS E FREGUESIAS
                                                                                                                                   
Não faltará muito para Alberto João começar o seu processo de independência, com armas na mão... O Governo regional publicou em Diário da República uma resolução que determina que a Madeira não vai aplicar a reforma da administração local, imposta pela troika. "Não se aplicará a esta Região Autónoma nada do que decorra do disposto no ‘Documento Verde da Reforma da Administração Local' de 2011", lê-se na resolução hoje publicada em Diário da República, e aprovada na Assembleia Legislativa da madeira a 15 de Dezembro. Alberto João Jardim deixa assim claro que não haverá na região alterações ao nível dos municípios e freguesias, apesar das imposições da 'troika' que negociou a ajuda externa. O acordo entre o Governo e a 'troika' (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) refere que Portugal terá de reduzir a partir de Julho de 2012 o número de câmaras e juntas de freguesias, actualmente 308 e 4.259 respectivamente, reduções que terão de estar concretizadas nas próximas eleições autárquicas de 2013.
                                                                                                           
                                                                                                         
                                                                                                                                 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Abertas 24 horas por dia

Novo horário de funcionamento para farmácias

O Governo aprova decreto lei que regula novo período de funcionamento das farmácias, mas "Ordem dos Farmacêuticos" diz que abertura 24h/dia é medida "avulsa" e revela "desregulação".

O Governo aprovou na generalidade um decreto lei que regula a possibilidade de abertura de farmácias 24 horas por dia, todos os dias da semana. Na conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, a ministra da Saúde, Ana Jorge, explicou que o diploma permite "clarificar as situações" e "evitar situações confusas de interpretação daquilo que é a legislação. É a prevenção de situações de conflito judicial", sublinhou. A semana passada o Infarmed proibiu uma farmácia de Lisboa (da zona de Benfica) de funcionar entre as 24:00 e as 06:00, depois de seis farmácias da mesma zona terem interposto uma providência cautelar contra a farmácia e o Infarmed.
No entanto, a aprovação em Conselho de Ministros do diploma que regula a abertura das farmácias 24 horas por dia é considerada pela Ordem dos Farmacêuticos uma medida "avulsa" e que revela "desregulação do sistema". "Não me parece que exista um problema de assistência farmacêutica às populações e muito menos nos grandes centros. Considero que esta é mais uma medida de desregulação do sistema", afirmou o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, à agência Lusa.
Na origem deste processo está a Farmácia Uruguai, em Lisboa, que foi proibida de funcionar entre as 00:00 e as 06:00 pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que executou a ordem de um tribunal administrativo após seis farmácias da mesma zona (Benfica) terem interposto uma providência cautelar contra o estabelecimento e o Infarmed. Para o bastonário, "é uma má prática acontecerem situações concretas e isso levar a que se legisle no Conselho de Ministros seguinte. Ou temos uma política estruturada sobre a matéria e achamos que está bem e deve continuar ou achamos que deve ser melhorada, que deve ser alterada, e assumimos essa alteração. Esta medida não passa de uma medida avulsa", apontou Carlos Barbosa, para quem "a liberalização na área do medicamento não é favorecedora dos interesses dos doentes".
Afirmando ter "sérias dúvidas quanto ao valor prático da medida", o presidente da Ordem dos Farmacêuticos acrescentou que, se o diploma vier a ser efetivamente aplicado, conduzirá a "uma alteração radical no modelo de funcionamento das farmácias em Portugal", algo de que o Governo talvez "não tenha tido consciência". Para o responsável, o atual modelo de funcionamento das farmácias, "que tem demonstrado servir os interesses dos cidadãos, não é compaginável com o modelo de abertura 24 horas".
O Governo "tem de definir o que pretende para o funcionamento das farmácias, que são 2800 pequenas empresas que têm a sua estrutura de custos, o seu quadro de pessoal e que têm de funcionar com qualidade", sublinhou. Na opinião de Carlos Maurício Barbosa, "as farmácias têm uma qualidade de funcionamento que tem sido reconhecida pela população", bem como técnicos com formação superior, que obedecem a normas deontológicas. "Para que tudo isto seja conseguido, é necessário que tenham a devida viabilidade económica. Eu temo que estas alterações possam pôr em causa a qualidade a que as farmácias vêm habituando os portugueses e ameaçar a autonomia e independência dos farmacêuticos que aí trabalham", alertou.
Até agora, as farmácias funcionam num esquema de turnos para a noite, fins de semana e feriados, com base em mapas definidos pelas Administrações Regionais de Saúde e, segundo o bastonário, "nalgumas povoações, além das 55 horas semanais abertas ao público, as farmácias ficam, depois de fechadas, em regime de disponibilidade permanente", pelo que a mudança do modelo de funcionamento se mostra "desnecessária". Ontem, o Conselho de Ministros aprovou, na generalidade, um decreto-lei que regula a possibilidade de abertura daqueles estabelecimentos 24 horas por dia todos os dias da semana. O diploma foi considerado "bem-vindo" pela Associação de Farmácias de Portugal, tendo a Associação Nacional das Farmácias declinado comentar o documento, alegando ainda não estar a par do seu conteúdo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comércio

Governo anuncia apoio ao pequeno Comércio

Sócrates anuncia projeto para facilitar pequeno comércio e pede cooperação das autarquias, "porque essa cooperação é essencial para que nós possamos reduzir os custos administrativos na nossa sociedade e potenciar a iniciativa privada", disse.

O primeiro ministro assegurou hoje que vai ser mais fácil abrir um pequeno negócio quando estiver em vigor o projeto que visa substituir a emissão de licenças por mera comunicação prévia, e apelou à cooperação das autarquias. Na apresentação do projeto, designado "Licenciamento Zero" e que será submetido à Assembleia da República através de uma autorização legislativa, José Sócrates alertou que será "absolutamente essencial" uma "cooperação mais intensa" entre o Estado e as autarquias."Porque essa cooperação é essencial para que nós possamos reduzir os custos administrativos na nossa sociedade e potenciar a iniciativa privada", disse.
O projeto prevê a criação de um balcão único eletrónico junto do qual os empresários poderão comunicar previamente as informações necessárias às autoridades e abrir a porta "no dia a seguir", segundo garantiu o primeiro ministro. Na sessão, que decorreu no Centro Cultural de Belém, o primeiro ministro disse que a medida "acabará com a cultura de desconfiança da administração" que impunha "o caminho das pedras" e o "calvário burocrático" aos empreendedores e criará um "novo paradigma de confiança". Sócrates garantiu que a existência de um balcão único eletrónico "que una Estado e autarquias e que contemple todas as licenças" evitará o processo burocrático para todos "aqueles que querem montar o seu pequeno negócio", disse.
O primeiro ministro acrescentou que o objetivo do Governo de redução dos custos administrativos "continuará a ser uma prioridade da ação política" e que o projeto Licenciamento Zero funcionará como projeto piloto no início. De acordo com a documentação distribuída à imprensa, o programa implicará "o reforço da fiscalização" e o agravamento do regime sancionatório". A eliminação de licenças, "muitas delas inúteis e ridículas", segundo afirmou José Sócrates, destina-se ao pequeno comércio, como restaurantes, exploração de máquinas de diversão, venda de bilhetes, e ocupação do espaço público, entre outras.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Comerciantes à beira de um ataque de nervos

Mais uma grande superfície aprovada em Portimão

A nova grande superfície aprovada pela Câmara de Portimão para a cidade, ficará localizada defronte do hospital do barlavento.

A ACRAL, Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve revela em comunicado que “vem assistindo ao longo dos últimos anos ao avolumar do número de grandes superfícies no Algarve, pese embora o parecer sempre negativo da Associação junto da Comissão de Licenciamento. Este crescimento constante está a asfixiar o Comércio Local tornando insustentável a sua manutenção.
A par da crise económica que passamos, estamos a começar a pagar o preço de medidas menos sensatas tomadas pelas políticas Governamentais, nomeadamente a implementação de grandes superfícies dentro da malha urbana. Temos consciência de que este novo formato de venda é uma realidade que, não podemos ignorar, mas ao deixa-las crescer dentro das cidades temos que tomar consciência que estamos a liquidar a economia local, temos que ter a consciência que estamos a engrossar o número do desemprego, uma vez que, por cada posto de trabalho criado numa grande superfície desaparecem 4 no comercio local.
A comprovar tudo isto está a aprovação do Plano de Pormenor do Sítio das Taipas em Portimão, pela Assembleia Municipal de Portimão, na sua reunião ordinária realizada no passado dia 7 de Setembro, que prevê uma área total de construção de 110.243 metros quadrados, dos quais 60.666 são exclusivamente para a implantação de mais uma grande unidade comercial. Portimão é já uma cidade com um elevado número de grandes superfícies estando neste momento a ser construída uma, outra lançada a 1ª pedra, e agora mais esta novidade, criando um anel comercial e residencial a volta do centro urbano, levando sem duvida a sua desertificação habitacional e comercial.
É imperativo e urgente que a SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, E.M. que tem competência para revitalizar e reabilitar o centro histórico da cidade, definida como área crítica de recuperação e reconversão urbanística, crie as condições necessárias à instalação de uma loja âncora tipo “El Corte Inglês”, que possa atrair um maior número de pessoas ao Comércio Local da cidade.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Câmaras ajudam à concorrência desleal

Empresários contra licenciamentos provisórios

Um grupo onde pontuam os pricipais empresários das maiores discotecas algarvias, assume-se contra o que apelidam de “licenças imorais” na industria da animação, proporcionadas aleatoriamente pelas Autarquias.


Segundo o comunicado emitido por um grupo de empresários da noite algarvia, “são vários (e bastante elevados) os investimentos necessários para a criação e manutenção, de discotecas das mais conceituadas do país no que diz respeito à animação nocturna em Portugal, as quais muito prestigiam e promovem a Região, bem como Portugal, que estão à mercê de uma concorrência desleal proporcionada pelas Câmara Municipais.
Funcionando quase por inteiro nos 12 meses do ano, atraindo mais e mais pessoas a região com animação constante, não nos sendo contudo possível irem mais além do que já têm feito única e exclusivamente devido à falta de condições financeiras e incentivos que permitam fazer algo mais em prol da animação do Sul.
Porém, o aparecimento de alguma concorrência desleal por parte de outros estabelecimentos que funcionam como estabelecimentos de animação nocturna, apesar de não o serem efectivamente, tem vindo a demonstrar-se prejudicial para as discotecas que aqui funcionam há largos anos.
Ainda assim, mantêm as empresas a funcionar todo o ano, suportando vencimentos dos funcionários e procedendo ao pagamento de todos os impostos relativos a 14 meses, na esperança de que os meses de estação alta Julho e Agosto possam recuperar dos prejuízos acumulados.
Pagando ao longo de todo o ano todas as licenças, avenças, taxas e todo o tipo de responsabilidades a que são obrigados, não poupando quaisquer esforços e estando conscientes que apenas é possível ter um estabelecimento a funcionar desde que o façam em total cumprimento da lei, tendo presente acima de tudo, que o mais importante para eles é sem dúvida a segurança dos clientes, contribuindo igualmente para que o Algarve seja a melhor referência no que diz respeito à animação nocturna.
Por outro lado, existem as empresas que apenas funcionam nos melhores dias do Verão e que, após esse período encerram as suas portas, suspendendo a sua actividade até ao ano seguinte. Como é do conhecimento geral estes estabelecimentos nem sempre possuem as condições de segurança e higiene necessárias para funcionar porquanto entendem que, face ao reduzido período em que irão funcionar, não vale a pena diligenciar por toda a burocracia necessária para tal.

Todos nós, que continuamos todo o ano a funcionar e a promover esta região, resta-nos conformarmo-nos com a passagem “devastadora” (em termos económicos) de tais estabelecimentos “temporários”, muitos deles subsidiados ou financiados por Câmaras Municipais através de empresas Municipais ou empresas publico privadas, ficando com a incumbência de, durante os períodos de menor movimento, serem as discotecas a manter a noite em movimento e em constante animação.
Não é correcto que armazéns, salas de conferências, apoios de praia e outros espaços se transformem, do dia para a noite e apenas durante os meses de Julho e Agosto, em “discotecas” sem quaisquer condições de funcionamento e sem cumprir todas as exigências legais.
É nosso entendimento que todos temos de trabalhar em conjunto para o bem de toda a região. Estamos e estaremos sempre abertos a quaisquer propostas com o intuito de a promover e a realizar eventos que sejam atractivos para aqueles que a pretendam visitar. Porém, parece-nos necessário alertar para o que de incorrecto se tem passado no que diz respeito aos estabelecimentos de animação nocturna, mas ao mesmo tempo sensibilizar para as preocupações que pensamos que a todos diz respeito”.
O comunicado informa ainda que foram enviados pedidos de reuniões aos mais variados organismos publicos desde Câmaras, Governo Civil, AMAL, ASAE, CCILE, Turismo de Portugal, Ministerio da Economia e ao Secretario de Estado do Turismo. “Todos já nos receberam á excepção da Câmra Municipal de Silves, Ministro da Economia e Secretario de Estado do Turismo, que aguardamos a qualquer momento a marcação de uma reunião, para que em conjunto possamos encontrar uma solução que termine com a concorência desleal que permite a imoralidade das licenças provisórias”.

sábado, 27 de junho de 2009

Yes! Pregão em inglês

“A simpatia é a alma do negócio”

Vendedores do Mercado Municipal de Portimão com aulas de inglês.

Com o objectivo de proporcionar o melhor atendimento possível aos clientes do Mercado Municipal de Portimão, um primeiro grupo de 18 operadores (vendedores(as) estão a frequentar um curso de Inglês com 50 horas de duração, para aperfeiçoarem os seus conhecimentos nesta língua, falada e entendida por praticamente todos os turistas.
Esta acção é ministrada pela formadora Ana Reis e conta com a colaboração da Freguesia de Portimão, do Instituto de Emprego e Formação Profissional e do Município de Portimão, decorrendo de segunda a quinta-feira, entre as 14h30 e as 16h30, numa sala do Mercado Municipal de Portimão, seguindo-se novo grupo de 18 operadores.
Para a vendedeira Maria de Lurdes, de 70 anos, a experiência está a revelar-se “muito positiva, pois a gente está sempre a aprender e eu só fiz o exame da 4ª classe. Gosto muito destas lições e acho que chego lá, com o tempo…” Na sua óptica, “é muito importante para todos nós sabermos comunicar com os turistas, principalmente ao falarmos dos frutos e dos legumes e ao pedirmos os preços, de um modo simpático e bem-educado.”
Na ideia de Paulo Alfarroba, de 43 anos, “a simpatia é a alma do negócio e se eu, na minha actividade, souber dizer bem as informações do dia-a-dia, como o nome das flores e os preços, acho que obtenho um efeito de bola de neve e os meus clientes ficarão duplamente satisfeitos. O segredo está em conseguirmos disponibilizar o nosso tempo para estas acções, porque é um investimento que vale a pena”.
Como sublinha o director geral do Mercado Municipal de Portimão, Renato Mendes, “a administração incentiva este tipo de acções e por isso proporciona as melhores condições para que as mesmas se realizem, devido à importância de que se revestem para a evolução dos operadores enquanto protagonistas da filosofia inovadora e dinâmica que caracteriza este espaço comercial”.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Novo Shopping em Tavira

Inauguração com Concerto dos Fingertips

A abertura do Tavira Grand Plaza, reforça presença da Sonae no Algarve e cria 273 novos postos de trabalho.

Dinamizar a economia, prosseguir o crescimento orgânico e continuar a oferecer ao cliente a melhor proposta de valor, mas sempre em sintonia com o mercado. São estes os vectores do plano de expansão em curso na Sonae, comprovados por mais esta abertura no sotavento algarvio. Com um investimento de 15 milhões de euros, a Sonae cria 273 empregos directos no Tavira Gran-Plaza, propriedade da Martifer e gerido pela Sonae.
A empresa continua atenta às oportunidades que o mercado vai proporcionando, analisando com acuidade todos os projectos com potencial para gerar valor. Apesar da actual conjuntura, marcada por uma continuada retracção da economia, o Algarve é uma região do país onde a Sonae tem uma grande implantação, com 65 lojas, representando um total de 2200 postos de trabalho.
Com estas novas unidades, aumentamos a proximidade às famílias algarvias e a todos os turistas que, ano após ano, procuram a região e a quem continuaremos a assegurar a melhor proposta de valor, caracterizada pela variedade e qualidade dos produtos, disponibilizados aos mais baixos
preços do mercado. Ao criar 273 novos postos de trabalho no Tavira Gran-Plaza, a Sonae vai contribuir para uma maior dinamização da economia local.
A festa de Inauguração ocorreu ontem, com um concerto pelos Fingertips, e a abertura ao público decorre hoje, dia 5 de Junho, sexta-feira. O complexo Tavira Gran-Plaza, que vai servir Tavira, Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel e Olhão, e dispõe de 1045 lugares de estacionamento.

sábado, 23 de maio de 2009

VIII Olhão Moda

Desfile mostra tendências para o Verão

Organizado pela ACRAL e logistas da Baixa da cidade.

No próximo dia 30 de Maio, pelas 21H00, na Av. da República, em Olhão, realizar-se-á o "VIII Olhão Moda", um desfile de moda com a participação de estabelecimentos comerciais da cidade de Olhão, dos ramos de pronto a vestir de homem, senhora, criança e óptica.
Os Estabelecimentos participantes serão: Alfar Homem, Alfar Infantil/ Juvenil, Tintoretto, Charme Noivas, Melro Sport, Mary James, Etc…, Carrocel, Atrevida, Atoalhados Milady, Óptica Nascente, King Jones, e Tentação Boutique.
Os manequins serão penteados pela Cabeleireira Cristina e maquilhados pela Esteticista Si.
Este evento contará ainda com espectáculos de música e dança e outras surpresas.
O "VIII Olhão Moda" é organizado pelo Secretariado de Olhão da ACRAL e Associação da Baixa de Olhão com a colaboração da Sociedade Recreativa Olhanense e conta com o apoio da Câmara Municipal de Olhão e Junta de Freguesia de Olhão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ria Shopping inaugurado em Olhão

A crise não impede romaria de visitantes

Espaço permite o contacto visual com a cidade e exibe elementos temáticos da Ria Formosa.

O Ria Shopping foi ontem inaugurado, e logo no primeiro dia de abertura ao público recebeu cerca de 45 mil visitantes. Em pleno centro de Olhão, o novo complexo assume um conceito de proximidade e de sedução, afirmando-se como forte impulsionador económico e “socio-cultural” da região, já que será o novo-entretem dos domingos para a população.
Com 80 lojas e 1.100 lugares de estacionamento, o primeiro investimento em Portugal da Sans Frontieres, de 30 milhões de euros, envolve uma área de influência com cerca de 200 mil pessoas, variando com a sazonalidade algarvia.
Do ponto de vista arquitectónico, destacam-se dois elementos no Ria Shopping, desenhado pelo gabinete de arquitectura Broadway Malyan: a enorme cobertura em tela tensionada com cerca de 2.700 metros quadrados, que permite um contacto visual com a cidade, a partir do último piso, bem como uma maior eficiência energética (elimina a necessidade de iluminação artificial durante o dia e diminui os gastos em arrefecimento no Verão) e a praça urbana, conseguida através de uma imponente pala de madeira que surge na entrada principal.

De referir uma sumptuosa parede em vidro que serve a cascata de água com mais de 15 metros de altura. Salienta-se ainda os pormenores do terraço ao ar livre, as ruas interiores feitas de calçada portuguesa que permitem o atravessamento do quarteirão passando pela decoração com elementos temáticos da Ria Formosa.
As âncoras deste novo espaço comercial de Olhão são: três salas de cinema Algarcine, Pão de Açúcar, Box, Sportzone, Book it, Zippy, Worten Mobile, Sapataria Loop, Page One, Lanidor Loft, Multiópticas, Vodafone, TMN, Burger Ranch, além de vários espaços de lazer, restauração e serviços. De referir que as componentes de restauração e de lazer são particularmente importantes – o 'food court' é imponente e inclui um terraço ao ar livre, equipado com zonas de entretenimento.
Construído pela empresa “Casais” no tempo recorde de 15 meses, o Ria Shopping apresenta-se como a aposta no potencial de uma cidade que ainda não tinha qualquer espaço de lazer e de entretenimento desta natureza; a primeira da Sans Frontieres . empresa de Centros Comerciais, criada em 2006 pelo Schiltz Investment Group e pelo Grupo Casais.

segunda-feira, 30 de março de 2009

“Mercadinho De Loulé”

Mercado da Primavera está de regresso

Artes, Livros e Coleccionismo, Antiguidades e Velharias, Flores e Ervas Aromáticas, de tudo um pouco se vai vender no mercadinho.

Arranca no próximo sábado, 4 de Abril, na Cerca do Convento, mais um ciclo de Primavera do “Mercadinho de Loulé”, uma iniciativa promovida pela Autarquia local que tem em vista dinamizar o centro da cidade aos sábados de manhã.
São cinco os mercados temáticos que irão realizar-se até ao mês de Junho: Artes, Livros e Coleccionismo (4 de Abril e 23 de Maio), Artesanato (11 de Abril e 2 de Maio), Antiguidades e Velharias (18 de Abril e 16 de Maio), Flores e Ervas Aromáticas (25 de Abril e 6 de Junho) e Prazeres (9 e 30 de Maio).
O encerramento deste ciclo terá lugar no dia 13 de Junho, na Avenida José da Costa Mealha, num mercado que irá reunir todas as temáticas, com mais de meia centena de bancas.
Esta iniciativa decorre entre as 11h00 e as 17h00 e é uma oportunidade para quem visitar o centro da cidade para fazer umas compras e adquirir produtos tradicionais únicos,
Simultaneamente, o “Mercadinho de Loulé” é mais um contributo para a criação de um “centro comercial a céu aberto” e para o incremento do comércio local.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MODCOM – 4ª. Fase

Nova fase de incentivos à modernização do comércio

O governo lançou a 4ª fase de candidaturas ao Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio (MODCOM), com uma dotação de 25 milhões de euros, dos quais 1 125 mil são destinados à região algarvia.

Nesta fase do programa, que visa a modernização e revitalização da actividade comercial, foram introduzidas alterações que permitem responder às necessidades actuais e prementes das empresas, nomeadamente o acréscimo da taxa de apoio das despesas elegíveis, de 35% e 45%, para 50%. Quanto aos projectos apresentados por associações comerciais contarão com apoios a fundo perdido na ordem dos 60%.
De acordo com a Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, a 4ª fase de candidaturas ao programa estipula ainda o aumento dos montantes máximos de incentivo associados a projectos empresariais autónomos e integrados, respectivamente de 35 e 45 mil euros, para 50 mil euros, bem como do limite de despesa para a realização de obras de modernização das lojas, que passam de 20 para 25 mil euros. Outra novidade introduzida nesta nova fase do MODCOM, que visa alargar a base de candidaturas, é a melhoria das condições de acesso a cumprir pelas micro, pequenas e médias empresas de comércio, nomeadamente através da redução de 20% para 15% no rácio de autonomia financeira.
A 4ª fase do MODCOM preconiza um maior enfoque aos projectos associativos de promoção do comércio tradicional nas áreas urbanas com maior incidência de grandes superfícies comerciais, atribuindo-lhes maior pontuação no âmbito dos respectivos processos de avaliação. Criado no âmbito do Fundo de Modernização do Comércio, o MODCOM já apoiou no distrito de Faro um total de 96 projectos, correspondentes a um financiamento na ordem dos 2,4 milhões de euros. Quaisquer informações sobre as novas condições de acesso ao MODCOM e apresentação de candidaturas de projectos podem ser solicitadas junto do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, I.P. (IAPMEI) e da Direcção-Geral das Actividades Económicas (DGAE).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Portugal de olhos em bico

Cinco mil lojas chinesas estão em Portugal

O impacto da comunidade chinesa em Portugal pode medir-se pelo número de estabelecimentos: cerca de 300 restaurantes, quase 500 armazéns e entre 4.000 e 5.000 lojas, segundo contas do presidente da Liga dos Chineses em Portugal.

De acordo com Y Ping Chow, Portugal conta com cerca de 20.000 cidadãos de nacionalidade e de ascendência chinesa, a maioria dos quais dedicada a lojas.
«A maioria tem lojas, os restaurantes passaram a ser secundários. Começaram pelos restaurantes, mas agora apostam nas lojas, porque o investimento é menor e o negócio mais rentável», explicou Y Ping Chow à Lusa.
Em 1979, quando Portugal estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular da China, «havia apenas algumas centenas de chineses no país, praticamente todos com passaporte de Taiwan», disse. A partir de 1990, «registou-se um aumento significativo com a ajuda da regularização extraordinária da lei de imigração portuguesa».
Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o número de pessoas de nacionalidade chinesa a residir em Portugal quase quadruplicou entre 1999, ano da transferência de Macau para a China, e 2007, passando de 2.762 para 10.448.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A invasão dos ‘shoppings’

O centro das cidades fica para as moscas

Vem aí uma “enchurrada” de novas megas-superfícies. Os comerciantes e empresários do comércio tradicional bem podem mudar de vida

Sessenta lojas, doze unidades de restauração, hipermercado, quatro salas de cinema, mil lugares de estacionamento grátis. Vai ser assim o novo shopping de Tavira, junto à porta Este da cidade, para fazer concorrência ao “La Plaza” de Ayamonte.
Em Olhão é o “Ria Park” que desafia o “Fórum Algarve”. Na Guia vai ser o novo “Gran Plaza” a concorrer com o “Algarve Shopping”. Em Portimão é o mega “Portimão Shopping” contra o “Modelo”.
Também Lagos terá, em breve, o seu “Lagos Shopping” ou “Fórum Lagos”... ou coisa parecida, uma vez que ainda não foi divulgada a designação.
Argumenta-se que os novos centros comerciais “modernizam as cidades e o comércio, criam mais empregos, oferecem contrapartidas importantes”. E que, “com maior concorrência, os produtos baixam de preço”. Argumentos até agora por provar, bem pelo contrário. As autoridades dizem também que “não há razões para alarme entre os comerciantes locais”. Com razão, porque essas mesmas “autoridades” já não pertencem ao grupo dos pequenos comerciantes locais.
A realidade é que cada shopping elimina quatro empregos no comércio local por cada emprego (de baixa remuneração) que cria. A verdade é que centenas de pequenas empresas vão continuar a fechar, muitas delas de base familiar. Mas, “não há razões para alarme”...
Os shoppings viram as cidades do avesso. Onde hoje é o centro amanhã será um deserto. Onde hoje é a periferia amanhã haverá um shopping igual ao de outras cidades moribundas. Mas, “não há razões para alarme”...
O futuro das principais cidades algarvias não é difícil de prever. Por este caminho, aumentarão as ‘cidades-fantasma’. E crescerá o desemprego, a criminalidade e as desigualdades sociais.
Entretanto, no meio desta guerra de shoppings, e ao contrário do que seria de supor, as entidades oficiais (CCDR & Cia.) reguladoras dos espaços comerciais, continuam a ignorar as petições das associações comerciais, e prosseguem fazendo cedencias – sabe-se lá porquê? – aos grandes grupos do capital. Sem antes porém, fazerem estudos de viabilização económica dos espaços já existentes nas cidades.