Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Protestos contra o Papa de Londres a Barcelona

Religião

Papa vaiado na visita a Espanha
                                                                                                      
Imprensa espanhola destaca o "ataque" ao ateísmo de Bento XVI, que considerou que Espanha é um dos países onde se joga a batalha decisiva entre a fé e a razão.
                                             
A imprensa espanhola destaca o "ataque" ao ateísmo feito por Bento XVI que este sábado em Santiago de Compostela relacionou o choque entre a fé e o "laicismo agressivo" que se vive em Espanha com o anticlericalismo dos anos 30, da Segunda República. O Papa considerou que Espanha é um dos países onde se joga a batalha decisiva entre a fé e a razão. A segunda visita do papa a Espanha acontece num momento em que o catolicismo no país diminuiu, segundo indica a última pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas (CIS), lançada no início de outubro: 73,2 por cento declaram-se católicos em Espanha, em comparação a 80 porcento em 2002.
Neste momento Bento XVI está em Barcelona, foi recebido por cerca de 2000 pessoas na Praça da Catedral que gritaram "viva Benedicto" agitando bandeiras espanholas e da Santa Sé. Os fiéis encheram as ruas que circulam o Palácio do Arcebispado, onde o pontífice passou a noite. Foram muitas as pessoas que trabalharam durante toda a noite, agentes de segurança, polícia, jornalistas, técnicos de som, que preparam agora as primeiras entradas em direto. São 2 319 jornalistas acreditados para cobrir a visita do papa em Barcelona. Durante a estadia de um dia em Barcelona, o papa foi recebido pelos reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia, e terá uma reunião com o primeiro ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. Esperavam-se também durante este dia protestos contra a visita do papa do coletivo "Yo no te espero", que não está de acordo com o dinheiro público gasto com a vinda de Bento XVI a Espanha.
                                                                                                                        
Bento XVI vaiado em Barcelona
                                                                                                                        
O papa Bento XVI foi recebido ontem em Barcelona, Espanha, por 200 homens e mulheres que gritavam à sua passagem "vai-te embora" e "pedófilo". Durante cinco minutos, o grupo de manifestantes, que foi convocado através do Facebook, acompanhou a viagem de Bento XVI no "Papamóvel" em direção à Sagrada Família, onde o papa vai consagrar a catedral construída pelo arquiteto António Gaudí. Ao lado dos manifestantes, apoiantes do papa agitavam bandeiras com as cores do Vaticano (amarelo e branco). Sergi Diaz, um dos manifestantes, disse estar ali para "protestar contra a visita do Papa" e para apelar a "uma mudança de mentalidade no ensino católico que mantém uma atitude oposta aos direitos [dos homossexuais] e às diferentes formas de amar".
Acompanhada da amiga Rebecca, Helena Coll, 26 anos, lamentou o facto das "religiões falarem de humanidade, paz e respeito, mas depois esses valores serem discriminados". O grupo de manifestantes cruzou-se durante alguns minutos com os apoiantes de Bento XVI, que gritavam "Viva o papa". A viver em Barcelona há 14 anos, a Filipa Theresa Revera Oliero disse que está à espera desde as 06:00 com a filha e três amigos "para ver o Papa". Maria José Corbella, 65 anos, chegou um pouco mais tarde (às 07:00) e confessou estar "muito emocionada por ver o Santo Padre", mas lamentou que a fé se esteja a perder em Espanha, principalmente por parte dos jovens.
Para conseguir chegar mais perto de Bento XVI, alguns católicos passaram a noite junto da Sagrada Família, como foi o caso da jovem Adriana Mayner. "É uma experiência que não voltará a repetir-se na nossa cidade", disse a Adriana Mayner, 18 anos, orgulhando-se de haver "muitos jovens que seguem o papa". Perto da catedral da Sagrada Família, onde o papa iria celebrar uma missa, as opiniões divergem: "Eu odeio o papa, ele que fique no seu país e não venha incomodar-nos em Barcelona", atira Stuard Eduardo, 24 anos, explicando que não gosta do papa por causa da sua posição conservadora em relação a temas como casamento e o aborto. O papa Bento XVI chegou hoje a Barcelona, a segunda etapa de uma visita de dois dias a Espanha.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Papa "show"

Bilhete pago para ver o Papa

Ingleses recusam-se a ter de pagar bilhete para ver Bento XVI. Mas o show comercial já começou...

A cerca de um mês da visita de Bento XVI à Inglaterra e Escócia, começaram a ser vendidas as lembranças oficiais para assinalar o momento. Há brindes para todos os gostos e bolsas, desde t-shirts, canecas e bonés a pulseiras Swarovski. As receitas das vendas revertem para a Igeja Católica local, para ajudar a cobrir os custos da visita.
A polémica surgiu com a notícia de que alguns eventos poderão ser condicionados ao pagamento de um bilhete de entrada. Os fiéis não querem ter de pagar para ver o Papa e já manifestaram o descontentamento ao episcopado.
A primeira visita papal à Inglaterra e Escócia tem gerado alguma controvérsia, não só devido aos custos, como por causa dos casos de abuso sexual de menores que envolveram a Igreja Católica nos últimos tempos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A visita do Papa:

Polícias ficaram sem folgas


Associação sindical aponta que o dia de trabalho não vai ser compensado, porque os polícias ficaram prejudicados no dia de descanso pelo trabalho anteriormente realizado e a que já tinham direito.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) queixa-se de ter ficado prejudicada pela visita do Papa, já que os agentes que estavam de folga neste dia não vão ser compensados. «Este dia de trabalho não é compensado, tendo em conta que a Direcção Nacional da PSP apenas troca o dia da folga, ficando assim os profissionais prejudicados no dia de descanso pelo trabalho anteriormente realizado e a que já tinham direito», diz a ASPP em comunicado. Os agentes sublinham que o mesmo deverá acontecer no Comando Metropolitano do Porto, no dia 14 de Maio.
Também o Corpo de Intervenção da PSP não teve esta terça-feira tolerância de ponto, «com o argumento de que, administrativamente, está dependente da UEP, sediada em Belas, Sintra».
«Por esta ordem de ideias, todos os profissionais da PSP, a nível nacional, deveriam ter o direito à tolerância de ponto decretada pelo Governo, pelo facto de pertencerem administrativamente à Direcção Nacional da PSP, sediada na Penha de França, em Lisboa», apontam.
Para a ASPP, assim se demonstra que a PSP «não pode ser comparada aos outros sectores da Função Pública e, por isso, há a necessidade urgente de excluir a PSP da Lei 12-A (LVCR)», tendo sido já apresentada uma petição na Assembleia da República. «Mais uma vez se prova que o Governo e os dirigentes da PSP estão mais vocacionados em reduzir direitos ou compensações aos polícias em vez de tentar encontrar mecanismos para os motivar no sentido de melhorarem a sua prestação de serviço público», concluem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Visita papal gera "veemente protesto"

Vaticano não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem

Papa recebido com honras de “Chefe de Estado”. É como se fosse feriado em Lisboa: ao meio dia encerra tudo. Centros de saúde, escolas e tribunais fechados. ATL, museus e cinemas podem ser alternativa.

Serviços reduzidos ao mínimo, ruas cortadas e uma cidade quase parada à espera do Papa Bento XVI. Hoje, em Lisboa, o melhor é rezar para não sofrer um mal-estar súbito, adiar as burocracias e garantir um plano alternativo para entreter as crianças e adolescentes que frequentam o ensino básico e secundário. A partir do meio-dia encerra tudo ao mesmo tempo: escolas, centros de saúde, repartições de finanças, lojas do cidadão fecham, enquanto a Carris e o Metropolitano vão funcionar a conta-gotas e em função das deslocações do Papa. Sair de casa só vale a pena se estiver interessado em ver Bento XVI por entre a multidão.
Fugir à confusão não será tarefa fácil, mas lembre-se que há serviços a funcionar, como os cinemas. O Instituto dos Museus e da Conservação também abre museus e palácios, hoje com entrada grátis. É como se fosse feriado.
Os centros de saúde de Lisboa estarão hoje fechados a partir das 12h00. Os hospitais S. José, Capuchos, Santa Marta e Estefânia garantem que estão preparados para um atendimento regular. A decisão foi de fechar as escolas, e os tribunais estarão encerrados à tarde, com excepção do da Relação de Lisboa: por estar localizado na Baixa, está todo o dia de portas fechadas. O troço de metro na linha azul, entre a estação da Baixa-Chiado e Santa Apolónia, estará encerrado.

Petição assinada por notáveis foi entregue ao Presidente da República protestando contra condições concedidas à visita do Papa.


Cidadãos portugueses entregaram ontem ao Presidente da República, Cavaco Silva, uma petição a manifestar "veemente protesto" pelas condições de que se reveste a viagem a Portugal do papa Bento XVI. Os subscritores da petição "Cidadãos pela Laicidade" alegam que, embora o Estado português mantenha relações diplomáticas com o Vaticano, o Presidente Cavaco Silva, ao receber Joseph Ratzinger com honras de Chefe de Estado e simultaneamente como dirigente religioso, "fomenta a confusão entre a legítima existência de uma comunidade religiosa organizada e o discutível reconhecimento oficial a essa confissão religiosa de prerrogativas estatais".
"Importa ter presente que o Vaticano é um regime teocrático arcaico que visa a defesa, propaganda e extensão dos privilégios temporais de uma religião e que não reúne os requisitos habituais de população própria e território para ser reconhecido como um Estado", dizem os subscritores do documento. Referem também que a Santa Sé - Governo da Igreja Católica e do "Estado" do Vaticano - não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, não podendo "portanto ser um membro de pleno direito da ONU". Alegam ainda que a Santa Sé não aceita nem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para "alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas".
"Se em Portugal há católicos dos quais uma fração se regozijará com a visita de Joseph Ratzinger, há também católicos e não católicos para quem o caráter oficial da visita papal, o seu financiamento público e a tolerância de ponto concedida pelo Governo são agressões perpetradas contra os princípios de laicidade do poder político que a própria Constituição da República Portuguesa institui", diz o texto da petição.
Segundo os peticionários, esta infração da laicidade a que estão constitucionalmente vinculadas as autoridades republicanas torna-se ainda "mais gritante e deletéria" quando se celebra este ano o Centenário da Implantação da República, de cujo legado faz parte o princípio de clara separação entre Estado e Igreja. Os subscritores da petição repudiam também as "posições veiculadas pelo Papa em matéria de liberdade de consciência, igualdade entre homens e mulheres, auto-determinação sexual de adultos e outras matérias políticas".
Entre os subscritores do documento figuram Alexandre Andrade, Andrea Peniche, António Serzedelo, Carlos Esperança, Eugénio de Oliveira, Francisco Carromeu, João Pedro Cachopo, João Tunes, Joana Amaral Dias, Joana Lopes, José Rebelo, Ludwig Krippahl, Luís Grave Rodrigues, Luís Mateus, Luís Sousa, Maria Augusta Babo, Miguel Cardina, Miguel Duarte, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Onofre Varela, Palmira Silva, Pedro Viana, Porfírio Silva, Ricardo Gaio Alves, Rui Tavares, J. Xavier de Basto.
O papa Bento XVI visita Portugal a partir de hoje, até dia 14 deste mês, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.