Liberdade e o Direito de Expressão

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sábado, 25 de junho de 2011

Tiros, Droga e... Política

Droga em Loulé com traficantes perigosos
                                                                                                              
Alvoroço com traficantes: GNR apreende 20 mil doses de heroína e detém suspeito após uma rocambolesca perseguição que incluiu tiros em Loulé. Dois conseguiram fugir.
                                         
A GNR apreendeu na quinta-feira, em Loulé, um saco de heroína com o equivalente a 20 mil doses individuais, depois de proceder a uma perseguição, com tiros de advertência, a três indivíduos, informou hoje fonte da guarda. Segundo um comunicado da GNR, os três indivíduos encetaram a fuga à polícia quando circulavam pelas 21:50 de quinta-feira numa viatura junto à estrada municipal, próxima da Estação de Caminhos de Ferro de Loulé. No decurso da fuga, a viatura em que seguiam os três suspeitos embateu no carro da GNR, ficando ambas imobilizadas na via e tendo os ocupantes tentado fugir a pé por uma zona de mato. Um dos homens estava munido de uma pistola que apontou na direção dos militares que os perseguiam, adiantou a mesma fonte. Os militares efetuaram disparos de advertência e, posteriormente, atingiram um deles com um disparo na perna, obrigando à sua hospitalização sob detenção. Durante a fuga, o trio abandonou um saco que continha "uma elevada quantidade em dinheiro, e de heroína suficiente para cerca de 20 mil doses individuais", lê-se na mesma nota. Os outros dois indivíduos continuam a monte
                                                                         
Concelho de Ministros europeu estimula Portugal
                                                                                                  
Líderes europeus saúdam "forte compromisso" do novo Governo português em executar programa de reformas. Passos Coelho diz que Conselho Europeu «não podia ter corrido melhor a Portugal». Os líderes europeus vão saudar o "forte compromisso do recém-eleito Governo português" em implementar integralmente o programa de ajustamento, segundo uma versão provisória de uma declaração do Conselho Europeu a que a agência Lusa teve acesso. Com a complexa situação grega a dominar a atualidade europeia, os chefes de Estado e de Governo, reunidos até ontem em Bruxelas, decidiram adotar uma declaração de apoio à Grécia, que alude também à situação dos outros dois Estados-membros que recorreram ao mecanismo de ajuda, Portugal e Irlanda. Segundo o "esboço" da declaração que os 27 se preparam para adotar, na primeira cimeira em que participa o novo primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, o Conselho Europeu "saúda o forte compromisso do recém-eleito Governo português em implementar integralmente o seu programa de reformas". De acordo com o Conselho, a "implementação estrita" dos programas de reformas, que reuniu um consenso entre as principais forças políticas, tanto no caso português como no caso irlandês, "vai assegurar a sustentabilidade da dívida e vai ajudar ao regresso de Irlanda e Portugal aos mercados financeiros".
Na sua intervenção na cimeira, Passos Coelho irá reafirmar aos parceiros europeus a determinação do novo Governo em cumprir o programa de assistência financeira negociado pelo anterior executivo, uma ideia que vincou já hoje em Bruxelas, tanto num encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, como numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE). O primeiro-ministro garantiu, no final do encontro que manteve com Durão Barroso, que o novo Governo não terá férias de modo a tomar nos próximos meses "o essencial das decisões" para a efetiva implementação do programa de reformas e garantiu que Portugal "não descansará" enquanto não devolver a confiança em si depositada pelos seus parceiros europeus. Quanto à Grécia, não deverá haver referências na declaração do Conselho ao desembolso da próxima "tranche" de ajuda, devendo os líderes instar antes as forças políticas gregas a apoiarem os programas de reformas reclamados por UE e FMI com vista à sua implementação a partir de julho.
                                                                   
Não podia ser melhor...
                                                                                               
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou no final da sua primeira cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que a reunião não podia ter corrido melhor a Portugal. "No essencial este foi um Conselho, o primeiro em que participei, que, ao contrário de outros, pelo que me dizem, mais conturbados, acabou por ter uma conclusão bastante consensual e rápida, e não creio que do ponto de vista de Portugal ele tivesse podido correr melhor", declarou. Passos Coelho considerou bastante positiva a referência à situação portuguesa que consta das conclusões adotadas pelos líderes europeus, que saudaram "o forte compromisso" do novo Governo português em aplicar "integralmente" o seu programa de reformas, sublinhando a importância da manutenção do consenso entre as maiores forças políticas do país. De acordo com o primeiro-ministro, "em jeito de balanço" daquela que foi a sua primeira cimeira europeia, esta "do ponto de vista estritamente português, correu bastante bem", mas também "do ponto de vista da Europa" foi "muito produtiva", com uma mensagem clara de apoio à Grécia com vista a um novo programa de ajuda.
                                                                              
Líderes europeus aprovaram novas regras para o espaço Schengen
                                                                                                   
Os dirigentes europeus aprovaram hoje novas regras para o espaço Schengen que facilitam o restabelecimento do controlo de fronteiras, mas asseguraram que elas não põem em causa o princípio da liberdade de circulação. A alteração, aprovada na cimeira europeia em Bruxelas, foi proposta pela Comissão Europeia, num contexto de polémicas entre países europeus, nomeadamente as que opuseram França e Itália a propósito do afluxo de imigrantes clandestinos da Tunísia e da Líbia. "Isto não põe em causa o princípio da liberdade de circulação" dos cidadãos europeus no espaço Schengen, "isto permite controlar essa liberdade de circulação", afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, à imprensa. Se nada fosse feito, disse, "então sim, havia o risco de Schengen desaparecer". "Trata-se de melhorar Schengen, de o tornar mais bem adaptado às exigências dos cidadãos", disse por seu lado o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Nos termos do compromisso encontrado, a Comissão Europeia vai ser encarregue de avaliar as situações caso a caso para determinar se estão reunidas "circunstâncias excecionais" para permitir acionar uma "cláusula de salvaguarda" que permita restabelecer temporariamente o controlo das fronteiras.
O compromisso admite que a Comissão faça uma avaliação de casos em que, por exemplo, um país não está a conseguir vigiar as fronteiras da UE - as fronteiras externas - mas, sublinhou Sarkozy, "a decisão continua a ser nacional". Os controlos das fronteiras nacionais também poderão ser restabelecidos quando uma parte de uma fronteira externa da UE estiver sob uma pressão migratória "forte e inesperada". Este princípio inspira-se em dois casos polémicos recentes: quando a Grécia não conseguiu controlar a sua fronteira com a Turquia e quando a Itália decidiu regularizar 25 mil migrantes tunisinos que pretendiam ir para França. Atualmente, o restabelecimento do controlo das fronteiras internas do espaço Schengen é possível em caso de "ameaça grave para a ordem pública ou a segurança interna". A declaração comum hoje aprovada frisa o "carácter excecional" da nova disposição, condiciona-a a "uma situação verdadeiramente crítica" e limita a sua duração. O espaço Schengen integra 22 Estados membros da UE - o Reino Unido, a Irlanda, a Bulgária, a Roménia e Chipre não pertencem - e os extra-comunitários Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
                                                                               
José Seguro desafiou Passos a alterar lei das Autárquicas e Legislativas até ao fim do ano
                                                                                                                    
O candidato à liderança do PS António José Seguro desafiou ontem, em Portimão (Algarve), o primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, para que até ao final deste ano celebre um acordo para alterar a legislação das Autárquicas e Legislativas. "O meu desejo é que as eleições Autárquicas de 2013 e as Legislativas de 2015 já sejam com as alterações nas leis Autárquicas e Legislativas", disse António José Seguro, num encontro com os militantes socialistas algarvios que teve lugar esta noite no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) para apresentar a moção. O candidato a secretário-geral do PS desafiou esta noite Pedro Passos Coelho a comprometer-se a estabelecer um "acordo" para que a alteração da legislação das Autárquicas e Legislativas em vigor seja feita até ao final deste ano.
                                                                                                             
Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas apoia Seguro e diz que este é a pessoa mais capaz de credibilizar PS
                                                                                                                         
O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingos Azevedo, revelou o seu apoio a António José Seguro na corrida à liderança do PS, considerando que este é "a pessoa mais indicada para gerir" e "credibilizar" o partido. "Já me decidi, acho que o António José Seguro é neste momento a pessoa mais indicada para gerir o partido e para conseguir dar uma imagem diferente e que é necessária dar do PS", afirmou à agência Lusa Domingos Azevedo, na sua qualidade de militante socialista e também de presidente da Comissão de Fiscalização Económica e Financeira do PS. Domingos Azevedo considerou que nos últimos tempos, o PS mostrou uma imagem de "alguma indecisão na gestão do Governo e do poder" e que Seguro é capaz de voltar a credibilizar o partido. Na opinião do atual bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, António José Seguro deve ser capaz de transformar o PS numa "instituição que procura as melhores soluções para o bem-estar dos cidadãos". "O PS precisa de ser credibilizado nesse domínio, de criar uma maior envolvência e de criar uma imagem diferente", reforçou. As eleições no PS, que colocam frente-a-frente António José Seguro e Francisco Assis, estão marcadas para 22 e 23 de julho.
                                                                               
Passos Coelho revelará na próxima semana medidas de ajustamento que podem incluir novidades
                                                                                                                
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ontem que na próxima semana o Governo anunciará um pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas, admitindo que possam ser decididas medidas adicionais. Falando à saída de um Conselho Europeu, em Bruxelas, Passos Coelho escusou-se a "entrar em grandes pormenores", por estar a "ultimar justamente com o ministro das Finanças", Vítor Gaspar, o anúncio que deverá ser feito, em vésperas de apresentação do programa de Governo na Assembleia da República, da antecipação de "medidas essenciais, sobretudo na área da reforma estrutural e no pacote das privatizações". Ainda assim, o chefe de Governo admitiu que, além de algumas das medidas que constam do programa negociado com a "troika" poderem ser antecipadas, poderão ser igualmente decidas outras que não constam do programa de ajustamento. Passos indicou que "as duas tarefas mais imediatas" que vão merecer a atenção do Governo serão "proceder de forma mais intensa à consolidação orçamental" e reestruturar "todo o setor público empresarial". "Isso irá traduzir-se na apresentação de um conjunto de medidas que, por um lado, já estão previstas no nosso programa, mas que nós entendemos que devem ser antecipadas já para este semestre, e eventualmente de outras medidas que não estavam previstas no programa e que nós poderemos vir a entender necessárias para reforçar quer o controlo de redução do nosso défice, bem como de matérias relativas à reestruturação do setor público, não só administrativo mas também empresarial", declarou. Pedro Passos Coelho indicou que "esses detalhes serão conhecidos na próxima semana".
                                                                                                                               
Extinção dos Governadores civis não afeta combate aos incêndios florestais, diz ministro da Administração Interna
                                                                                                                           
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, garantiu hoje que a extinção do cargo de governador civil não põe em causa o combate aos incêndios florestais e que na próxima semana haverá novidades nesta matéria. "Em cada distrito há um responsável, que não é o governador civil, pelas operações que têm a ver com o sistema de proteção civil e incêndios", disse Miguel Macedo, no final de uma reunião com a Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras, para avaliar o dispositivo de combate aos incêndios florestais. O novo ministro da Administração Interna adiantou que os governadores civis estão em funções neste momento e que no início da próxima semana será conhecido "exatamente" o que o Governo pretende fazer nesta matéria. Na tomada de posse, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que não vai nomear novos governadores civis. Na sequência do anúncio, já confirmaram a entrega do seu pedido de demissão os governadores de Lisboa (António Galamba), Braga (Fernando Moniz), Santarém (Sónia Sanfona), Leiria (Paiva de Carvalho), Setúbal (Manuel Macaísta Malheiros), Castelo Branco (Alzira Serrasqueiro), Guarda (Santinho Pacheco), Évora (Fernanda Ramos), Bragança (Jorge Gomes), Vila Real (Alexandre Chaves), Porto (Fernando Moreira), Beja (Manuel Monge), Portalegre (Jaime Estorninho) e Viseu (Mónica Costa). O ministro da Administração Interna fez hoje a sua primeira deslocação desde que tomou posse, realizando uma reunião na Autoridade Nacional de Proteção Civil.
                                                                                       
                                                                                 
                                                                                                                                               

sábado, 14 de maio de 2011

"Ai Agostinho, que rico vinho"... (Ivone Silva, em Sabadabadu...)

Paulo Portas quer ser Primeiro Minstro
                                                                                                             
Os líder's políticos estão a fazer debates de estômago cheio, com efeitos colaterais... Passos quer governar com o CDS, mas Portas assume meta de liderar Executivo... Passos Coelho voltou a pedir uma maioria absoluta no debate da noite de ontem. Paulo Portas diz que o PSD foi "muleta do PS". Com tanta divagação, Sócrates "sujeita-se" a ter que formar novo Governo.
                                               
O líder do CDS-PP defendeu em debate com o líder do PSD, que Portugal precisa de mais um candidato a primeiro-ministro para além de José Sócrates e Pedro Passos Coelho e assumiu-se como objectivo liderar um Governo maioritário. "É perfeitamente possível um Governo de apoio maioritário, porque o voto está solto e está livre, ter a liderança do CDS. Eu vou lutar por isso, como é evidente", afirmou Paulo Portas, durante um debate na SIC com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho. Neste frente a frente, tanto o presidente do PSD como o presidente do CDS-PP se manifestaram dispostos a coligar-se, mas ambos disseram querer liderar essa coligação. "Realisticamente, doutor Paulo Portas, considera ou não que a escolha para primeiro-ministro se vai fazer entre o engenheiro Sócrates e mim próprio?", perguntou o presidente do PSD, obtendo como resposta que "Portugal precisa de mais uma candidatura a primeiro-ministro".
Passos quer governar com o CDS: Pedro Passos Coelho declarou no debate com Paulo Portas que conta com o CDS-PP para governar, mesmo que conquiste uma maioria absoluta nas eleições de 5 de Junho. “O PSD precisa de ter uma ampla votação para poder ganhar ao PS e chefiar um Governo. Aspiro a uma maioria absoluta, já o disse, mas também disse que o PSD contaria sempre com o CDS para governar. Contará com ele para governar se não tiver essa maioria absoluta, mas se tiver essa maioria absoluta conta com o CDS na mesma”, afirmou Passos Coelho. No debate na estação de televisão SIC, Paulo Portas respondeu que teria sido preferível fazer uma coligação pré-eleitoral entre CDS e PSD, porque “teria gerado uma dinâmica de vitória maior”. O líder do CDS-PP considera, por outro lado, que Passos Coelho não está a ser “realista” quando pede maioria absoluta e sustenta que o "PSD não fez o suficiente para ser premiado com o voto". "O PSD esteve muito colado ao PS", nomeadamente no Orçamento do Estado e nos vários PEC, e “foi muleta" de José Sócrates, acabando por prejudicar o país, acusa Paulo Portas, que lançou mais uma farpa a Passos Coelho: "Mudou de posição sobre muitos assuntos, muito frequentemente". Na resposta, o líder social-democrata afirmou José Sócrates teve "todas as condições para evitar esta crise dramática", não por causa do CDS-PP, mas porque o PSD deu a "mão ao país".
Taxa social única divide PSD e CDS: A taxa social única (TSU) foi outra das questões debatidas. Passos Coelho explicou que o PSD propõe uma descida de 4%, de forma progressiva ao longo de quatro anos, e diz que essa medida é crítica para ajudar a criar empregos e a economia a crescer. O líder do PSD diz que a o corte da TSU está previsto no acordo com “troika” e que a alternativa é cortar nos salários, algo que recusa fazer. Paulo Portas, por seu lado, manifesta reservas e diz não ter a "certeza que haja modo de financiamento desta medida". O líder centrista afirma que há outras medidas alternativas, como créditos fiscais às empresas ou baixa do preço da energia.
“No CDS não há caciques”: Em relação aos cortes no poder local, Paulo Portas afirmou que o seu partido está à vontade nesta matéria, porque no “CDS não há caciques", numa crítica implícita ao PSD. Paulo Portas defende uma modernização do mapa administrativo, em que seja possível agregar juntas de freguesia, permitindo melhorar serviços e, ao mesmo tempo, evitar desperdícios. Passos Coelho, por seu lado, admite a extinção de freguesias nas zonas urbanas, mas não nas áreas rurais. O PSD tem uma grande tradição no poder local, mas isso não significa que os cortes não cheguem às autarquias, disse Passos Coelho. Sobre a redução do número de funcionários públicos, Passos Coelho defende a entrada de apenas um trabalhador por cada cinco saídas e garante que os cortes não serão "cegos". Paulo Portas quer um programa plurianual de rescisões por mútuo acordo, com indemnizações atractivas. Em relação ao Parlamento, Passos Coelho admite uma redução de 230 para 181 deputados e Paulo Portas foi mais longe e disse que está disposto ter uma Assembleia com apenas 115 deputados, desde que haja uma ampla reforma da lei eleitoral.
                                                     
Sócrates alerta para "impreparação" do PSD para governar
                                                                                                
Líder socialista critica Passos Coelho por admitir que pode rever programa eleitoral em matéria de educação. O secretário-geral do PS acusa o líder do PSD de revelar "impreparação para governar" ao pretender rever o seu programa na área da Educação. “O facto de o PSD apresentar o seu programa e, uma semana depois, anunciar que o vai alterar, isto apenas revela, pela parte do PSD, a sua completa impreparação para governar o nosso país”, afirmou José Sócrates. Num jantar comício, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o líder socialista desafiou Pedro Passos Coelho fazer as alterações antes ainda do debate televisivo de dia 20. “Eu já fiz dois debates com dois líderes que não tinham programa. Era o que faltava agora fazer um debate com um líder cujo o programa já não está em vigor”, referiu. Na sua intervenção, António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, afirmou que a candidatura de Sócrates não é a candidatura de “um homem abandonado pelo seu partido”, mas sim “de todo um partido que se honra da sua história”. Quanto ao PSD, António Costa considera que “pelo caminho que isto leva, ainda não é desta que vão voltar ao Governo”.
                                             
Serviço Nacional “garante igualdade no acesso à saúde”, defende Sócrates
                                                                                                          
Para o primeiro-ministro, o serviço de saúde público é o que melhor preserva o valor da equidade. José Sócrates vestiu o fato de primeiro-ministro para inaugurar o novo Hospital de Braga, que só abre portas em definitivo no fim do mês. Os argumentos foram também de pré-campanha. Sócrates defende que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o “garante da igualdade no acesso à saúde”. “Apesar da gestão estar entregue a um privado, é um hospital público, do Estado”, relembrou o primeiro-ministro. Sócrates disse acreditar “numa sociedade que luta pelos valores da igualdade em alguns domínios” como é o caso do “acesso à saúde e do acesso aos tratamentos contra o sofrimento”.
Por isso, defende, “em nenhum país do mundo foi conseguida a igualdade no acesso ao tratamento, ao combate ao sofrimento e à defesa da vida sem construir um serviço nacional de saúde”. Para o primeiro-ministro “o serviço de saúde público é o que melhor preserva o valor da equidade: cada um paga conforme os seus rendimentos e cada um recebe conforme as suas necessidades”. O novo Hospital de Braga representa um investimento de 167 milhões de euros e vai servir cerca de 1,2 milhões de utentes dos distritos de Braga e Viana do Castelo. Além disso, o novo hospital foi também concebido como unidade nuclear da licenciatura em Medicina da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.
Parcerias público-privadas na saúde podem ter “vantagens”: A ministra Ana Jorge admite nem sempre ter visto com bons olhos as parcerias público-privadas (PPP) na saúde, mas não deixa, no entanto, de criticar os ataques recorrentes a esta opção. O recurso às PPP, diz a ministra, afinal até tem vantagens. “Nunca fui muito adepta deste modelo mas também não alinho com o discurso catastrofista em relação às parecerias público-privadas e que agora, repito, é muito voz corrente. Este recurso justifica-se com os objectivos de renovar de forma mais rápida e menos onerosa o parque hospitalar”, disse na inauguração do novo Hospital de Braga.
                                                                       
Droga: É mais seguro comprar na PSP...
                                                                                                      
Mais três arguidos no caso de tráfico de droga na PSP. Existem agora sete elementos da PSP indiciados por actos ilícitos, no âmbito da investigação por tráfico de droga, de influências e de segurança privada ilegal. Para além dos quatro polícias detidos pela Divisão de Investigação Criminal da PSP, na última madrugada, por suspeita de posse e tráfico de droga, existem outros três elementos da PSP que foram constituídos arguidos no mesmo processo. Um deles chefia o núcleo de operações do próprio Comando Metropolitano da PSP de Lisboa e não foi também detido apenas porque não havia ainda matéria suficiente no processo. O Intendente Luís Elias, chefe da área operacional da PSP de Lisboa, revelou hoje, em conferência de imprensa, a implicação de sete polícias neste caso.
O Intendente da PSP confirma os pormenores da investigação criminal. “Temos a registar quatro detenções, a detenção de um oficial, de um subcomissário, de um chefe e de dois agentes”, explicou o Intendente, que acrescentou a informação da detenção de um cidadão “que foi indiciado no âmbito da investigação de envolvimento em actos ilícitos”. Os três novos arguidos no caso “não foram detidos por não estarem reunidos os pressupostos legais para a sua detenção”, explicou Luís Elias. Trata-se de um oficial e dois agentes, todos no activo. Dos quatro detidos, o subcomissário é actualmente comandante da PSP do Estoril, e o chefe e os dois agentes provêm das Brigadas de Investigação Criminal de Cascais.
O grupo, a operar na linha de Cascais, é suspeito de se dedicar a diversas actividades ilegais, desde o tráfico de droga, à segurança ilegal de estabelecimentos de diversão nocturna, entre os quais, duas casas de alterne. Luís Elias, Intendente da PSP, explica as detenções em causa
A devassa da vida privada, a extorsão e o abuso de poder, são outros crimes de que são suspeitos, em actividades nas quais era usado equipamento de vigilância que está agora apreendido, conforme confirmou Luís Elias. Durante as 19 buscas realizadas durante a madrugada, que incluíram as esquadras do Estoril e de Cascais, foram apreendidas diversas armas de fogo, 1.300 munições, oito viaturas, equipamento informático e de vigilância, e ainda 13.500 euros. Os detidos serão ouvidos amanhã no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.
                                                               
Sabia que Portugal ainda tem 385 toneladas de ouro?
                                                                                                    
Os alemães sugerem venda. Portugal ocupa o 14º lugar mundial na lista de países com mais reservas de ouro per capita. Algumas personalidades alemãs exigiram nas páginas do tablóide “Bild”, que Portugal vendesse as suas reservas de ouro, antes de recorrer à ajuda externa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia. “Portugal deve primeiro ajudar-se a si mesmo, e vender também as reservas de ouro”, exigiu Reiner Holznagel, vice-presidente da Federação dos Contribuintes Alemães, em declarações ao jornal. O deputado liberal Frank Schaeffler, perito em assuntos financeiros, considerou que “não seria solidário” Portugal pedir um empréstimo internacional sem vender as 385 toneladas de ouro que possui, avaliadas em 12 mil milhões de euros. Schaeffler, que é membro de um dos partidos do Governo de centro-direita, já tinha exigido ultimamente sanções mais duras contra os países periféricos que violem os limites do défice orçamental do Pacto de Estabilidade da Zona Euro.
Venda desestabilizadora para os mercados?: O matutino “Frankfurter Allgemeine”, jornal de negócios, já se tinha referido na quarta-feira à questão, advertindo, no entanto, que uma venda das reservas portuguesas seria problemática, já que todos os bancos centrais da Zona Euro se comprometeram, há alguns anos, a vender apenas pequenas quantidades de ouro, e Portugal já esgotou praticamente o contingente que lhe cabia. O mesmo jornal sublinhava ainda que, mesmo que Portugal conseguisse vender rapidamente todo o seu ouro a bom preço e rapidamente, o que é considerado pouco provável pelos analistas, só conseguiria amortizar uma pequena parte da sua dívida soberana. Em contrapartida, a referida venda poderia provocar ainda mais turbulências nos mercados, e agravar a situação dos países a braços com crises da dívida soberana, adverte-se no mesmo artigo. Portugal ocupa o 14º lugar mundial na lista de países com mais reservas de ouro per capita. Segundo este índice, Portugal está praticamente a par da Alemanha, que possui 3400 toneladas de ouro, e ocupa o segundo lugar na lista mundial absoluta.
                                                                                                    
(Com amigos europeus destes, para que é que precisamos de inimigos?)