Alvoroço com traficantes: GNR apreende 20 mil doses de heroína e detém suspeito após uma rocambolesca perseguição que incluiu tiros em Loulé. Dois conseguiram fugir.
A GNR apreendeu na quinta-feira, em Loulé, um saco de heroína com o equivalente a 20 mil doses individuais, depois de proceder a uma perseguição, com tiros de advertência, a três indivíduos, informou hoje fonte da guarda. Segundo um comunicado da GNR, os três indivíduos encetaram a fuga à polícia quando circulavam pelas 21:50 de quinta-feira numa viatura junto à estrada municipal, próxima da Estação de Caminhos de Ferro de Loulé. No decurso da fuga, a viatura em que seguiam os três suspeitos embateu no carro da GNR, ficando ambas imobilizadas na via e tendo os ocupantes tentado fugir a pé por uma zona de mato. Um dos homens estava munido de uma pistola que apontou na direção dos militares que os perseguiam, adiantou a mesma fonte. Os militares efetuaram disparos de advertência e, posteriormente, atingiram um deles com um disparo na perna, obrigando à sua hospitalização sob detenção. Durante a fuga, o trio abandonou um saco que continha "uma elevada quantidade em dinheiro, e de heroína suficiente para cerca de 20 mil doses individuais", lê-se na mesma nota. Os outros dois indivíduos continuam a monte
Concelho de Ministros europeu estimula Portugal
Líderes europeus saúdam "forte compromisso" do novo Governo português em executar programa de reformas. Passos Coelho diz que Conselho Europeu «não podia ter corrido melhor a Portugal». Os líderes europeus vão saudar o "forte compromisso do recém-eleito Governo português" em implementar integralmente o programa de ajustamento, segundo uma versão provisória de uma declaração do Conselho Europeu a que a agência Lusa teve acesso. Com a complexa situação grega a dominar a atualidade europeia, os chefes de Estado e de Governo, reunidos até ontem em Bruxelas, decidiram adotar uma declaração de apoio à Grécia, que alude também à situação dos outros dois Estados-membros que recorreram ao mecanismo de ajuda, Portugal e Irlanda. Segundo o "esboço" da declaração que os 27 se preparam para adotar, na primeira cimeira em que participa o novo primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, o Conselho Europeu "saúda o forte compromisso do recém-eleito Governo português em implementar integralmente o seu programa de reformas". De acordo com o Conselho, a "implementação estrita" dos programas de reformas, que reuniu um consenso entre as principais forças políticas, tanto no caso português como no caso irlandês, "vai assegurar a sustentabilidade da dívida e vai ajudar ao regresso de Irlanda e Portugal aos mercados financeiros".
Na sua intervenção na cimeira, Passos Coelho irá reafirmar aos parceiros europeus a determinação do novo Governo em cumprir o programa de assistência financeira negociado pelo anterior executivo, uma ideia que vincou já hoje em Bruxelas, tanto num encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, como numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE). O primeiro-ministro garantiu, no final do encontro que manteve com Durão Barroso, que o novo Governo não terá férias de modo a tomar nos próximos meses "o essencial das decisões" para a efetiva implementação do programa de reformas e garantiu que Portugal "não descansará" enquanto não devolver a confiança em si depositada pelos seus parceiros europeus. Quanto à Grécia, não deverá haver referências na declaração do Conselho ao desembolso da próxima "tranche" de ajuda, devendo os líderes instar antes as forças políticas gregas a apoiarem os programas de reformas reclamados por UE e FMI com vista à sua implementação a partir de julho.
Não podia ser melhor...
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou no final da sua primeira cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que a reunião não podia ter corrido melhor a Portugal. "No essencial este foi um Conselho, o primeiro em que participei, que, ao contrário de outros, pelo que me dizem, mais conturbados, acabou por ter uma conclusão bastante consensual e rápida, e não creio que do ponto de vista de Portugal ele tivesse podido correr melhor", declarou. Passos Coelho considerou bastante positiva a referência à situação portuguesa que consta das conclusões adotadas pelos líderes europeus, que saudaram "o forte compromisso" do novo Governo português em aplicar "integralmente" o seu programa de reformas, sublinhando a importância da manutenção do consenso entre as maiores forças políticas do país. De acordo com o primeiro-ministro, "em jeito de balanço" daquela que foi a sua primeira cimeira europeia, esta "do ponto de vista estritamente português, correu bastante bem", mas também "do ponto de vista da Europa" foi "muito produtiva", com uma mensagem clara de apoio à Grécia com vista a um novo programa de ajuda.
Líderes europeus aprovaram novas regras para o espaço Schengen
Os dirigentes europeus aprovaram hoje novas regras para o espaço Schengen que facilitam o restabelecimento do controlo de fronteiras, mas asseguraram que elas não põem em causa o princípio da liberdade de circulação. A alteração, aprovada na cimeira europeia em Bruxelas, foi proposta pela Comissão Europeia, num contexto de polémicas entre países europeus, nomeadamente as que opuseram França e Itália a propósito do afluxo de imigrantes clandestinos da Tunísia e da Líbia. "Isto não põe em causa o princípio da liberdade de circulação" dos cidadãos europeus no espaço Schengen, "isto permite controlar essa liberdade de circulação", afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, à imprensa. Se nada fosse feito, disse, "então sim, havia o risco de Schengen desaparecer". "Trata-se de melhorar Schengen, de o tornar mais bem adaptado às exigências dos cidadãos", disse por seu lado o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Nos termos do compromisso encontrado, a Comissão Europeia vai ser encarregue de avaliar as situações caso a caso para determinar se estão reunidas "circunstâncias excecionais" para permitir acionar uma "cláusula de salvaguarda" que permita restabelecer temporariamente o controlo das fronteiras.
O compromisso admite que a Comissão faça uma avaliação de casos em que, por exemplo, um país não está a conseguir vigiar as fronteiras da UE - as fronteiras externas - mas, sublinhou Sarkozy, "a decisão continua a ser nacional". Os controlos das fronteiras nacionais também poderão ser restabelecidos quando uma parte de uma fronteira externa da UE estiver sob uma pressão migratória "forte e inesperada". Este princípio inspira-se em dois casos polémicos recentes: quando a Grécia não conseguiu controlar a sua fronteira com a Turquia e quando a Itália decidiu regularizar 25 mil migrantes tunisinos que pretendiam ir para França. Atualmente, o restabelecimento do controlo das fronteiras internas do espaço Schengen é possível em caso de "ameaça grave para a ordem pública ou a segurança interna". A declaração comum hoje aprovada frisa o "carácter excecional" da nova disposição, condiciona-a a "uma situação verdadeiramente crítica" e limita a sua duração. O espaço Schengen integra 22 Estados membros da UE - o Reino Unido, a Irlanda, a Bulgária, a Roménia e Chipre não pertencem - e os extra-comunitários Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
José Seguro desafiou Passos a alterar lei das Autárquicas e Legislativas até ao fim do ano
O candidato à liderança do PS António José Seguro desafiou ontem, em Portimão (Algarve), o primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, para que até ao final deste ano celebre um acordo para alterar a legislação das Autárquicas e Legislativas. "O meu desejo é que as eleições Autárquicas de 2013 e as Legislativas de 2015 já sejam com as alterações nas leis Autárquicas e Legislativas", disse António José Seguro, num encontro com os militantes socialistas algarvios que teve lugar esta noite no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) para apresentar a moção. O candidato a secretário-geral do PS desafiou esta noite Pedro Passos Coelho a comprometer-se a estabelecer um "acordo" para que a alteração da legislação das Autárquicas e Legislativas em vigor seja feita até ao final deste ano.
Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas apoia Seguro e diz que este é a pessoa mais capaz de credibilizar PS
O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingos Azevedo, revelou o seu apoio a António José Seguro na corrida à liderança do PS, considerando que este é "a pessoa mais indicada para gerir" e "credibilizar" o partido. "Já me decidi, acho que o António José Seguro é neste momento a pessoa mais indicada para gerir o partido e para conseguir dar uma imagem diferente e que é necessária dar do PS", afirmou à agência Lusa Domingos Azevedo, na sua qualidade de militante socialista e também de presidente da Comissão de Fiscalização Económica e Financeira do PS. Domingos Azevedo considerou que nos últimos tempos, o PS mostrou uma imagem de "alguma indecisão na gestão do Governo e do poder" e que Seguro é capaz de voltar a credibilizar o partido. Na opinião do atual bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, António José Seguro deve ser capaz de transformar o PS numa "instituição que procura as melhores soluções para o bem-estar dos cidadãos". "O PS precisa de ser credibilizado nesse domínio, de criar uma maior envolvência e de criar uma imagem diferente", reforçou. As eleições no PS, que colocam frente-a-frente António José Seguro e Francisco Assis, estão marcadas para 22 e 23 de julho.
Passos Coelho revelará na próxima semana medidas de ajustamento que podem incluir novidades
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ontem que na próxima semana o Governo anunciará um pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas, admitindo que possam ser decididas medidas adicionais. Falando à saída de um Conselho Europeu, em Bruxelas, Passos Coelho escusou-se a "entrar em grandes pormenores", por estar a "ultimar justamente com o ministro das Finanças", Vítor Gaspar, o anúncio que deverá ser feito, em vésperas de apresentação do programa de Governo na Assembleia da República, da antecipação de "medidas essenciais, sobretudo na área da reforma estrutural e no pacote das privatizações". Ainda assim, o chefe de Governo admitiu que, além de algumas das medidas que constam do programa negociado com a "troika" poderem ser antecipadas, poderão ser igualmente decidas outras que não constam do programa de ajustamento. Passos indicou que "as duas tarefas mais imediatas" que vão merecer a atenção do Governo serão "proceder de forma mais intensa à consolidação orçamental" e reestruturar "todo o setor público empresarial". "Isso irá traduzir-se na apresentação de um conjunto de medidas que, por um lado, já estão previstas no nosso programa, mas que nós entendemos que devem ser antecipadas já para este semestre, e eventualmente de outras medidas que não estavam previstas no programa e que nós poderemos vir a entender necessárias para reforçar quer o controlo de redução do nosso défice, bem como de matérias relativas à reestruturação do setor público, não só administrativo mas também empresarial", declarou. Pedro Passos Coelho indicou que "esses detalhes serão conhecidos na próxima semana".
Extinção dos Governadores civis não afeta combate aos incêndios florestais, diz ministro da Administração Interna
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, garantiu hoje que a extinção do cargo de governador civil não põe em causa o combate aos incêndios florestais e que na próxima semana haverá novidades nesta matéria. "Em cada distrito há um responsável, que não é o governador civil, pelas operações que têm a ver com o sistema de proteção civil e incêndios", disse Miguel Macedo, no final de uma reunião com a Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras, para avaliar o dispositivo de combate aos incêndios florestais. O novo ministro da Administração Interna adiantou que os governadores civis estão em funções neste momento e que no início da próxima semana será conhecido "exatamente" o que o Governo pretende fazer nesta matéria. Na tomada de posse, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que não vai nomear novos governadores civis. Na sequência do anúncio, já confirmaram a entrega do seu pedido de demissão os governadores de Lisboa (António Galamba), Braga (Fernando Moniz), Santarém (Sónia Sanfona), Leiria (Paiva de Carvalho), Setúbal (Manuel Macaísta Malheiros), Castelo Branco (Alzira Serrasqueiro), Guarda (Santinho Pacheco), Évora (Fernanda Ramos), Bragança (Jorge Gomes), Vila Real (Alexandre Chaves), Porto (Fernando Moreira), Beja (Manuel Monge), Portalegre (Jaime Estorninho) e Viseu (Mónica Costa). O ministro da Administração Interna fez hoje a sua primeira deslocação desde que tomou posse, realizando uma reunião na Autoridade Nacional de Proteção Civil.
