Liberdade e o Direito de Expressão

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Crónica do Kl@ndestino


Um BPN chamado Boliqueime


                                                                               

Depois de 500 longos anos de doença crónica, Portugal está em fase terminal. Nada de espantoso, até aqui, não houvesse 10 000 000 de habitantes que tivessem estado a descontar para a História, ao longo de todo este tempo, e se vissem agora na iminência de morrer como cães.
Fomos exemplares na nossa postura, já que nunca nos indignamos, e estamos sempre preparados para transformar tudo em piedosas procissões, como no Pingo Doce, ou na miserável Fátima, de Miguel Portas.
Podemos dizer que também fomos jeitosos, no nosso experimentalismo político, já que andámos pela Monarquia, que se provou ser uma forma decadente da República; experimentámos a República que era uma forma decadente da Monarquia; passámos pela Ditadura, que era uma forma decadente da Democracia, e acabámos a vegetar numa Democracia, que é uma forma decadente de Ditadura.
Até aqui, ainda tudo bem, porque a Polónia conheceu destinos piores, os Curdos e Palestinianos ainda estão à espera, e de Israel é melhor nem falar. Focando-nos na agonia, o meu problema não é o fim do fim, mas as enfermeiras, os auxiliares e os médicos que temos em redor.
Se me perguntarem quando é que a coisa começou, talvez, algures, quando D. Manuel começou a gastar muito mais do que o que tinha, e, depois de andar pelo Mundo a viver do que o que o Mundo tinha, expulsou os Judeus, para começar a viver com o que tinham os da própria casa. Este sinal, como é sabido nos bairros problemáticos do País, como o do Cerco, o da Bela Vista, o da Quinta da Marinha e da Beloura, que é o começar a roubar no próprio quarteirão, é sempre sinal de que a coisa está em riscos de implodir, depois de ter andado a explodir.
As formas do fim, ou os fenómenos do fenómeno, como diria o Petitot, podem ser polimorfas ou metastáticas, ou “ambas as duas”, à Portuguesa, e as nossas, são de facto, “ambas as duas”.
A minha memória política é curta, tão curta quanto intensa a minha memória ética, e, já que falámos de Ética, o último ministro que se demitiu, já em pleno pântano, foi o Jorge Coelho, depois de cair uma ponte com uma camioneta cheia de almas simples, que iam ver florir as cerejeiras. Acabaram por não ver, e muitos – paz às suas almas – por não voltarem a ser vistos, enquanto o Coelho, dizem as más línguas, encontrou um excelente pretexto para ir dirigir a teia de crime que a Mota-Engil oculta. A partir de aí, se bem se lembram, ética, não politicamente, todos passaram a ficar hirtos e firmes, sem mexer um músculo, na expectativa de que passasse a memória da baixaria em que chavascavam. Houve um Portas que não se foi embora, nem depois de um Reitor xexé, de uma “Universidade” indecente, ter dito que aquilo não era um lugar de aulas, mas de “coisas horríveis, que metiam mulheres, tráfico de droga e armas”.
Na altura, devem ter pensado que era o nome completa da cadeira de Inglês Técnico de lá, e deslocaram o “staff” todo para os antros seguintes, sei lá, a “Independente”, onde os sicários de Isabel dos Santos vinham buscar o diploma, para passarem diretamente de gorilas de dorso prateado, para “senhores engenheiros” e “doutores”. No embalo, passou umSapatilhas, que era Secretário de Estado do péssimo ambiente em que vivíamos, e sacou um diploma, cuja validade era tão nula como a de muita gente que perceveja a nossa realidade política, como o Henrique Neto, que é “doutor” em causa própria, o Vasco Franco e o Vara, que aspiram, o primeiro, a mestrados da “Lusófona”, a fraude que se seguiu, e o célebre Miguel Relvas, que parece que chegou a um primeiro ano de Direito, e a partir de aí intuiu os restantes que lhe faltavam para Doutor. É, portanto, o Primeiro Ministro sombra, nesta fase de agonia, e é normal que o seja, porque já se percebeu que não é um diploma, que, em qualquer estado do Espaço Europeu, só pela suspeita de falsificação, faria o passarinho ter de sair do poleiro, aqui provoca reação. O Primeiro não se demitiu, e fecharam a “Independente”. Com o Tribunal Constitucional, os Aventalados e os do Cilíco estão agora a intentar a mesma coisa. Por cá, nada disso interessa, entretidos que estamos com o lugar a que Pinto da Costa chegou, com um número mínimo de investimento nos árbitros. Portanto, lá seguimos em frente e a coisa até melhorou, até se estar agora a afundar na Bancarrota.
Sócrates, apesar de ser um canalha, tinha apenas uma ligeira quota parte da culpa, já que, como aquele dissidente chinês, ceguinho dos olhos e da ideologia, a família Sócrates tinha procriado, como coelhos, contrariamente ao padrão oficial chinês, que defende a máxima “um tio, um off-shore”, e havia tantos parentalhos quantos dinheiros ocultos, mas, como se diz na Bíblia, não podemos culpar o sobrinho por serem todos os tios tão maus, nem os primos de pior teor, mãe incluída, já que, como adoradora de Jeová, apenas conhecia as pragas e preceitos do Livro Velho, desconhecendo todas as benesses do Ingénuo dos Quatro Evangelhos.
Por outro lado, e agora vai o texto adensar-se, um tal de Senhor Aníbal, que representa uma espécie de sopa da pedra, feita com todos os restos dos defeitos de regime atrás expostos, mais umas sobras do vomitado da ementa mediterrânica algarvia, um “estrangeiro”, já que não fazia parte do Reyno, mas dos Algarves, lembrou-se de emergir, pelo meio de uma ligeira fresta de liberdade, que estas pessoas, agora em estado final, gozaram, algures, entre meados dos anos 70 e 80, e veio-nos recordar que a nossa vida era um vale de lágrimas, com as paredes cobertas de misérias estéticas de Foz Coa, e as margens do canal recheadas de presépios, com os porquinhos a obrarem directamente na ribeira.
O homem parece que passara diretamente das sementeiras e das snifadelas da última gota, não do piço, mas da mangueira do saloio do pai, para um permanente êxtase, que o levou a York, onde a Universidade, recém formada, dava doutoramentos aos mendigos do Sul – coitadinhos, também precisam… -- e como este era do Sul do Sul, ainda veio com mais tesão, e uma sapiência que era obsoleta como tudo na vida dele, 50 anos de atraso, intelectuais, teóricos e de emoção. Naquele tempo, ter um doutoramento era tão extraordinário como ver o solzinho a dançar, embora, no caso do Aníbal, eu preferisse que ele tivesse ficado a ver o solzinho a dançar, já que, mal se enfiou na Nova, começou a dar faltas em barda, tal como a fêmea fazia, na Católica, onde ensinava João de Deus, aos meninos da samarra.
Como se sabe, Política e Ensino são incompatíveis, embora a Política seja um enorme escola, e a Escola um enorme convite a NUNCA enveredar pela Política, quando a Opus Dei fez um golpe de estado, através do Partido Alien de Ramalho Eanes – um tal de P.R.D., se não me engano, que era um coio de oportunistas, ressaibiados e pedófilos – já o Sr. Aníbal estava a navegar como Primeiro Ministro, com um valente processo disciplinar em cima, do Reitor, Fraústo da Silva, por nunca pôr as mãos suadas nas aulas da Universidade. Felizmente, Deus e a sua profetisa, a Irmã Lúcia, são grandes, eJoão de Deus Pinheiro, outra nódoa do regime, ocupava a Pasta da Educação, o que fez com que o processo se evaporasse, o que pôs o Senhor Aníbal em estado de permanente agradecimento, elevando a nódoa Pinheira a Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se dizia que “le Ministre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires”, a Comissário Europeu, e a uma longa série de cargos vegetativos, que se torna difícil enumerar, já que representam uma espécie de Princípio de Peter, em forma de montanha russa.
Aqui, já vocês devem estar a pensar que me perdi, mas não me perdi, e quero que se centrem no lado de gratidão que o Sr. Aníbal demonstra, para com todos os que o servem, ou serviram, tal como o de vingança, já que, mal se apanhou na sua Maioria Absoluta, tratou de desvincular da Carreira de Juízes a Carreira de Professores Universitários, provocando um choque remuneratório nesse nojento Reitor, que se atrevera a mover-lhe um processo disciplinar.
Como ele próprio diria, se duas vezes voltasse a nascer, duas vezes o faria, e fez, já que, como na Política deve imperar a Ética, exceto nos momentos em que a emergência possa levar a invocar Maquiavel, mal se apanhou, na segunda metade de 80, com a sua primavera salazarista nas garras, tratou de se rodear da pior escória que Portugal já conhecera à sua frente, pelo menos, até à primavera socratista.
É evidente que as pessoas envelhecem, e os anos as tornam sérias. Cavaco Silva é uma puta cujos anos nunca conseguiram tornar séria, e, quando, com a maior desfaçatez, nega ter alguma vez ter tido alguma coisa com os canalhas que lhe preencheram os alvéolos dos governos que destruíram o aparelho produtivo, tornaram Portugal num canal de circulação de todos os tráficos, e arruinaram la feericamente a Cultura, está a renegar a cama onde todos se esfregavam, o que revela uma ingratidão vaginal, indigna do mais alto útero da Nação.
Claro que todos nós sabemos que o cidadão Cavaco Silva nada teve a ver com o BPN, que provocou o colapso do Estado Português, mas, em contrapartida, o BPN tinha, e tem, tudo a ver com o cidadão Cavaco Silva, já que se trata de uma anomalia financeira, um “Cisne Negro”, na terminologia de Taleb e Mandelbrot , criado pela gentinha e gentalha a quem ele deu a mão, para ascender na escada descendente dos últimos 30 anos da ética política portuguesa, os tais Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o traidor Mira Amaral e o assassino Duarte Lima, entre tantos outros.
Numa Europa civilizada, um Presidente sobre o qual recaísse uma simples suspeita de jogadas financeiras, saltava fora, como aconteceu com o Alemão. Este… não, e para provar que nada tinha a ver com essa gente, nomeou-os para o Conselho de Estado, e nasceu duas vezes, quando os segurou por lá, até depois do impossível.
Alguém teria de explicar a esse homúnculo, cobarde e retorcido, que é a Ética, e não a Política, que, neste momento, o impede, definitivamente, de continuar a manchar o elevado cargo que ocupa.
A agonia de Portugal é, pois, esta: ao pé do BPN, o “Freeport” não passa de uma brincadeira milionária, destinada a alimentar uma família numerosa. Se me perguntassem se gostava de ver Sócrates, ao lado do vende pátrias, Miguel Relvas, na prisão, é evidente que gostaria disso, como qualquer Português dotado de um mínimo de sensibilidade, mas, para este novo Pedro de Boliqueime, que, cobardemente, nega e renega tudo o que, ao logo do seu miserável percurso, fez e promoveu, num permanente papel de possidónio do Monte das Oliveiras, eu, sinceramente, gostaria de um castigo mais refinado, mais à altura, mais ao nível rasteiro em que a sua existência se construiu: a marquise de cobertura, do topo da base.
Aparentemente, estão-lhe a prepará-lo para 12 de maio.
Assim seja.
                                                                                       
(Quarteto do tenha vergonha e vá-se embora, seu manequim dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

                                                                               
Fonte: http://kldt.blogspot.pt/
                                                                                
                                                                     
                                                               

domingo, 29 de abril de 2012

Crónica do KL@NDESTINO


O último Rey da Ibéria
                                                                                                                                
Quando a Goldman Sachs falir, na forma incarnada do seu banco, o Mundo acaba.Ora, nada disto teria qualquer relevância, se não fosse já para junho, e se nós pudéssemos continuar a assobiar para o ar, com os infortúnios do Fábio Coentrão, que o Real Madrid quer recambiar para a barraca, de onde nunca deveria ter saído.O Goldman Sachs, enquanto banco, é uma instituição criminosa, que transformou o Dinheiro num holograma onanista, e que está para os Estados Unidos como o BPN está para Portugal, com algumas pequenas ressalvas, que passo a enumerar: aparentemente, tinham o vício de ir buscar os melhores, enquanto o BPN, à portuguesa, se contentava com os piores; os diplomas de ouro tinham sempre nele assento, enquanto as quartas classes da chico espertalhonice profileravam na Sociedade Lusa de Negócios, com exceção de Rui Machete, que já era mau antes de o ser. O outro  "je ne sais pas quoi" é que o BPN era uma saloice à escala dos presépios da Cavaca Velha, enquanto o Goldman Sachs opera à escala global, pelo que, através de uma regra de três simples, mais ou menos manhosa, se o BPN, do Cavaco e do Dias Loureiro foi suficiente para afundar Portugal, a falência, de aqui a dois meses, do Goldman Sachs arrastará o Mundo para a Bancarrota.Até aqui, nada de mal, dirão as Portuguesas, dos programas da tarde, das generalistas, com os seus célebres, "é assim, temos que nos acostumar...", ou o "eles é que sabem, eles é que mandam, a gente só tem de cumprir".Todavia, desta vez não vai ser assim, porque, ao colapsar o Sistema Financeiro, a nível mundial, a Globalização, que consistiu no ir explorar chinesinhas e vietnamitas, para vender coisas no Ocidente a preços ligeiramente mais baixos, e com margens de lucro, de intermediários, infinitamente astronómicas, destruindo empregos e toda a estrutura do Estado Social, a Globalização, dizia eu, vai para o caralho, e como tudo isto está colado com cuspo, países como o nosso, que se tornou residual, importador bruto, e bandeira de conveniência de drogas, e outras coisas que não servem para a alimentação, um belo dia vai acordar, e, ao contrário do que se pensa, o problema não vai estar em meter o multibanco na ranhura, e não haver notas, mas em ir à prateleira das sucursais da Jerónimo Martins, e nada haver para comer.É certo que o canibalismo resta, como solução, mas com o conselho -- avisado, diga-se de passagem --, dos sicários de Passos Coelho, para "emigrarmos", o que sucederá será que não vamos poder comer sequer, frango, mas só galinha velha, daquela que se arrasta para Fátima, para ver o solzinho dançar, e eu odeio alimentação fora de prazo, pelo que não me apetece acabar os meus dias a ratar uma artrose de uma crente da Beata Lúcia.Afora o humor, esta merda está-se a desintegrar, por algumas razões que são evidentes, posto que algumas medidas previstas pela "Troika", dado o poder de não previsão de quem assinou aquele compromisso, tinham, como efeitos colaterais, a prisão de meia classe política, e ir mexer nos vespeiros que movem, na sombra, a nossa bandeira de conveniência.Era evidente que não se ia mexer nos salários mais elevados dos gestores, porque isso era ir mexer nos salários dos gajos que tinham ido para esses lugares de gestão, depois de terem fielmente cumprido o papel político de desintegradores da Coisa Pública. Também não se podia mexer nas parcerias público privadas, porque a própria designação é aberrante: uma coisa ou é pública, ou privada, exceto os eventos sexuais de quem nos governa, e, à Portuguesa, resolvemos bem a questão: era tudo pago pelo Estado, só que umas tinham o nome de "Estado" e as outras não tinham. Também não se podia desmantelar o cancro das autarquias, porque as metástases eram famílias inteiras, caciquismo partidário generalizado, a provocar rombos fabulosos nas contas públicas, de maneira que só havia duas saídas: ou se deixava tudo na mesma, como aconteceu, e se preferiu ir para umas medidas cosméticas, para intimidarem os cafres, como roubar nas reformas, e pôr as velhinhas de oitenta anos a calcetar as ruas, ou se tentava meter parceiros duvidosos no baralho, como países onde a prática democrática deixa muito a desejar, como Venezuela, Angola e a China.Quanto a Angola, é certo que tínhamos, e temos, porque ainda não foi pelos ares, com uma bomba de um anarquista, o célebre Miguel Relvas, que, depois de beijar o cu ao bode, na sua Loja Maçónica, também foi lamber o cu à Isabel dos Santos. Ora quem lambe o cu a um bode e à Isabel dos Santos, depois disso, lambe qualquer cu, em qualquer circunstância e a qualquer preço.Acontece que o procedimento de Miguel Relvas, por alegoria, se poderia entender como a postura de todo o bando de marginais, que enturmou, com Passos Coelho, sob a designação de "Governo".Na realidade, não há Governo, há só um grupo de pessoas, aterrorizado, a tentar, de três em três meses, com a chico espertice típica deste povo desolado e desolador, tentar enganar a "Troika", que vem ver, se de facto, estamos a cumprir. É já mais do que claro que não estamos, exceto nos tais pormenores que não custam nada e que mantiveram a população em estado catalético, durante os escassos meses que esta tortura tem durado.Subitamente, as coisas começaram a parecer estar a mudar, porque, para esta gente, que não reage a nada, começaram a tocar nos árbitros, nas maternidades e na escolinha das suas crias, ou seja, no património intra uterino, que se conjuga entre a homofilia dos estádios e a ditadura das mulheres de bigode.Para Stephen Hawking, Portugal terá entrado numa singularidade espácio temporal, e, numa terra habituada a queimar gatos e a deitar azeite a ferver nas crianças, deu-se um evento inusitado, que foi a tentativa de um "desperado" se imolar pelo fogo, frente à Câmara Municipal do Porto, onde reside um dos maiores mafiosos de Portugal.Ora, a onda de choque disto é imprevisível, e vamos ver para que lado encosta, se para os cravos de abril, se para os cravas de maio, ou se para mais uma gigantesca procissão do adeus, em Fátima. Pessoalmente, inclino-me mais para esta última, mas isso faz parte do solipsismo nacional já que, na realidade, por mais horas que passem a fazer grandes planos, televisivos, do focinho da santa com cara de saloia, o que está em cena é uma enorme ampulheta, que já está a escorrer para o lado oposto, sobretudo  em España, onde o último dos Bourbons já está num estado de degenerescência neurológica só comparável com a de Cavaco Silva, já que, todos nós aprendemos, desde pequeninos, que ninguém mata elefantes por equívocos, embora, por equívocos desses, possam cair Monarquias, como já caíram com os brioches da Joana Josefa de Lorena, arquiduquesa de Áustria, e rainha de França, e em outras tantas circunstâncias. Quando a Monarquia cair, a España transforma-se nos Balcãs peninsulares, com a Cataluña e os Bascos centrífugos, e, enfim, malhas que o Império tece, a Galiza a querer "ajuntar-se" ao Norte, para que Lisboa deixe de ser a capital do Porto, e seja finalmente substituída, nessa função, por Vigo.Já nessa altura terá falido o Goldman Sachs, não haverá comida, e o escarumba que os "soixant- huitardes" tanto aplaudiram, sem perceber que era a mais espantosa ratoeira que a América neo fascista lhes tinha aprontado, não só terá conseguido dar cabo do Euro como terá destruído o Dólar.Eu sei que tudo isto é uma chatice, mas como é inevitável, aconselho-vos a entreterem-se, nesta trégua de dois meses, antes do Apocalipse, com as vitórias do Sporting, ou como eu, que, metido numa interminável forma de sufoco e tédio, dei hoje comigo, estupefacto, a olhar para as mamas da Joana Amaral Dias.
                                                                                                     Fonte: http://kldt.blogspot.pt/

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crónica clandestina

O indesejado: "Portugueses, sejam menos Viegas"
                                                                                                                         
Acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História.
                                                       
Em poucos meses de governação, em que achei que a boca de Pedro Passos Coelho só se conseguia abrir para soltar banalidades de apeadeiro da Linha de Sintra, ou as encomendas dos gajos mafiosos que o empurram para a frente do linchamento, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, por fim, consegui ouvir uma frase que me agradou, soou bem, e que acho que sintetiza toda a necessidade de salvação que Portugal sente: com o seu sotaque de Massamá, Pedro Passos Coelho, o magnânimo, disse, "Portugueses, sejam menos piegas...". Para os ignaros, e somos muitos -- pois quantos de vós detêm um "despacho" de um CNO, ou uma alta classificação em Inglês Técnico?... -- eu esclareço: assim como em Viseu, o Cavaquistão, se trocam os "Vês" pelos "Bês", e se diz "binho", em vez de "vinho", em Massamá, de onde provem, e onde se vem, sua Excelência o Primeiro Ministro, trocam-se os "Vês" pelos "Pês". Reposto o sotaque, Passos Coelho quis então dizer aos Portugueses, "Portugueses, sejam menos... Viegas", num clara alusão aos cambalhaços e cunhas que, à pala de "Cultura", motoristas e gabinetes, se fazem.
Já muito queimado vai André Wilson da Luz Viola, e os seus 1800 € de vencimento, e, para todos os que afirmam, a pés juntos, que ele é um excelente motorista... do banco de trás, a verdade é que ele não passa de um traste suplente de uma lista de cunhas à Câmara de Lagos, que uma mão ignota, mas certeira, depois empurrou para um salário razoável, para conduzir outro traste, este não suplente, mas efetivo, de uma coisa que deveria, há muito, estar extinta, e insiste em se chamar Secretaria de Estado da "Cultura". "Portugueses, sejam menos... viegas", é, pois, a palavra sábia de um homem de letras e ciências, um Pedro Hispano mal compreendido, desta fase terminal da III República, que, polifonicamente, pede a todos os seus concidadãos que utilizem menos a cunha, que não contratem, como Miguel Relvas, motoristas a 2500 €, e que não consolem as ternuras dos 60, com motoristas como o da Senhora Bosca de Mota Amaral.
Humildemente, numa simples frase, Passos Coelho pediu aos Portugueses que fosse menos viegas, que não se fizessem empoleirar em assessorias de gabinete com subsídio de férias e natal, já incluídos, como "suplemento", e, sobretudo, que evitassem megas ferreiras, graças mouras, claras ferreiras alves, e coisas afins, que passam por "Cultura", e que, muito mais mansamente do que em outros casos, já que a estupidez nacional, que, genericamente, é abissalmente acrítica, quando se trata de "Cultura", ainda se consegue tornar mais acrítica. O texto em que se disparou contra esse cancro da vida pública portuguesa, Mega Ferreira, foi fatal ao "Braganza Mothers", já que era tão verista que apanhou imediatamente com o lápis azul da nova Censura por cima...
Mega Ferreira, tal como Graça Moura, é um "viegas", ou seja, um "aquilo" que os Portugueses não devem ser, e eu passo a explicar. No caso de Mega Ferreira, quando se pergunta, "quem é Mega Ferreira?...", imediatamente chovem cascatas sobre os poleiros que ocupou, mas nenhuma resposta sobre "como começou", porque estes "viegas", tal como Aristóteles profetizara, são fruto de geração espontânea, e tudo o resto é percurso, umas vezes ditado por causas naturais, outras, por milagres da fé, e algumas coisas cuja decência impede pôr aqui. Faça um exercício: vire-se para o seu vizinho, e pergunte: "quem é Dias Loureiro?", e ele imediatamente lhe responderá todos os crimes que Dias Loureiro cometeu, embora nos fique sempre a dúvida primordial sobre a origem da "espécie".
Quanto ao próprio Francisco José Viegas, a resposta a "quem é Francisco José Viegas?..." é redundante: Francisco José Viegas é um "viegas", ou seja, tudo aquilo que os Portugueses nunca deverão ser. Como Laura "Bouche" diz, o hiperviegas, por antonomásia, é Aníbal Cavaco Silva, que não veio do Pocinho, antes, "soube sair do Poço (de Boliqueime), mas o Poço nunca saiu dele..." (Laura dixit), e essa é, ou deveria ser, uma lição de moral para todos os Portugueses. Futuramente, como ditam as palavras sábias de Passos Coelho, sejamos menos viegas, e, na "Cultura", por exemplo, produzamos mais Cultura, e menos secretários de estado. Criemos mais obras de arte, e vamos menos à mesa dos outros, mamar subsídios. Estudemos mais, e penduremo-nos menos nas assessorias de gabinete. Façamos, como a Islândia, e persigamos e levemos a tribunal os banqueiros e políticos que nos arrastaram para este drama nacional.
Preparemos uma resistência, como na Grécia, contra o neonazismo pós-estalinista de Angela Merkel, que nasceu, na Alemanha de "Leste", a conduzir carros poluentes, em forma de caixa de sapato, e quer agora dar lições de soberania aos herdeiros dos construtores da Acrópole.
Sejamos menos viegas, acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História, ou, como eu acabei de fazer, sejamos, não viegas, mas Portugueses, daqueles, de 900 anos, e, assim com eu agora fiz, com as palavras, que são a minha arma, que cada um agarre na sua, e preguemos-lhes, pelo menos, um valente tiro nos cornos. Basta um, que servirá de aviso, para evitar os restantes: vão ver que os viegas todos abandonarão, como os ratos, o barquito, num instante.
Na klandestinidade
                                                                                            
                                                                                                                                   
                                                                                                                                                  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crónicas Sem Tempo

Golpe Cavaco-Palaciano
                                                                                                                              
A forma de lutar contra tais violências é precisamente utilizar a violência revolucionária a que alguém chamou o direito à indignação, visto que manifestações pacificas, resultam como forma de aparência e legalização do sistema anti democrático de total abuso dos poderosos e aceitação do golpe cavaco palaciano há muito sonhado e que foi denunciado com as declarações do PR sobre as miseras reformas que aufere e lhe não chegam para pagar as despesas domésticas inexistentes.
                                            
Se alguém tinha duvidas de que quando a direita politica portuguesa anti democrática como a classificou o Professor Diogo Freitas do Amaral, obtivesse uma maioria, um Governo e um Presidente, as “conquistas da Revolução dos Cravos”, iriam todas por água abaixo, voltando tudo à primeira forma fascista. Aí está a demonstração com este executivo, liderado por Passos Coelho, o mais liberal de todos os lideres que o PPD/PSD já teve desde a sua fundação em Maio de 1974. O caminho que os seus pais: Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota, não desejavam, visto que naqueles tempos heróicos, pareciam homens de ideais sociais democratas de índole marxista, que pugnavam pela instauração em Portugal de um regime social democrata de centro esquerda avançado, parecido ao que existia nos países do norte da Europa ocidental, tais como a Suécia, Dinamarca, Holanda e Noruega. Dos fundadores vivos só resta o Dr. Pinto Balsemão, que assim como Sá Carneiro, chegou a Primeiro Ministro, mas não teve sorte, apanhou a primeira crise de 1981/83, tendo sido derrotado por esta mesma direita interna do PPD/PSD, chefiada por um ilustre desconhecido, Aníbal Cavaco Silva e toda uma juventude onde se destacava Pedro Santana Lopes, José Judice, Proença de Carvalho e muitos outros com idades entre os 20 e os 35 anos.
“Les Infant terribles” começaram muito cedo a conspirar, ainda no tempo de Sá Carneiro em conluio com outra rapaziada das mesmas idades, que militavam no CDS: Lucas Pires, Basílio Horta, Ribeiro e Castro, etc. Só que ainda era muito cedo porque os obstáculos eram enormes: Conselho da Revolução, Presidente da Republica, General Costa Gomes, maioria sociológica de esquerda com forte predominância dos Partidos Socialista e Comunista e homens de centro direita de convicções verdadeiramente democratas, para além dos países da CEE serem governados quase todos por partidos e coligações de centro esquerda, que inviabilizariam qualquer aventura da direita e extrema direita pura e dura. Devido aos escolhos escolheram prosseguir o caminho mais prudente aproveitando as crescentes contradições do regime que cada vez se lhes abria mais com as sucessivas revisões constitucionais que desfiguraram e banalizaram a acção governativa dos governos do Bloco Central que num rotativismo monárquico foram descredibilizando a politica. A partir dos anos noventa do século XX com os yupis acabaram as barreiras e a cavalgada jamais parou, atingindo o pleno neste começo da segunda década do século XXI, não só em Portugal, mas praticamente nos 27 países da União Europeia e o caos é tudo aquilo que se conhece, desde o colapso do capitalismo de fachada democrática que ruiu em 2008 com a falência do Leman Broders.
A História de Portugal, sobretudo desde o fim das invasões francesas, praticamente os períodos de liberdade contam-se por poucas dezenas de anos que começam com a Revolução Liberal de 1820 e constantemente interrompidos por revoltas, avanços e recuos até ao Setembrismo de 1836 que vence as forças retrógradas e com isso perdem parte significativa dos privilégios feudais. Depois veio uma época de progresso desenvolvimentista conhecida por fontismo com abertura de estradas, a implementação dos caminhos de ferro, criando uma mobilidade aos cidadãos até aí desconhecida. O Código de Seabra de 1862, foi outro grande avanço na área da Justiça, embora não se obtivesse ainda uma aplicação isenta, independente e com igualdade de armas, o que infelizmente hoje pouco difere, diga-se, naquilo que é o maior escândalo nacional. No último quartel do século XIX, vive-se uma crise de contornos irresponsáveis, duma monarquia corrupta que culminou no ultimato inglês de 1890, fortalecendo os movimentos republicanos que acabaram por derrotar em 1910 a monarquia troglodita. Os 26 anos do novo regime republicano também não conseguiu os designos apregoados da liberdade, igualdade e fraternidade por que dizia bater-se. Os vícios da burguesia republicana realmente acabaram por justificar o golpe de 28 de Maio de 1926 e a consequente ditadura ultramontana que durou 48 anos, a que os Capitães de Abril puseram fim.
Tal como a Iª Republica, estes 37 anos de pseudo democracia, criou o caldo de cultura para nova ditadura por via do voto directo, secreto e universal de 6 de Junho de 2011, que trouxe à actual administração o Governo ultra reaccionário que subvertendo a Constituição da Republica, a que o PS, por enquanto se recusou a rever nos moldes em que os partidos da maioria queriam. Ultrapassam por via legislativa esses obstáculos, criando leis lesivas dos interesses económicos, políticos e sociais da classe média, dos trabalhadores, dos funcionários públicos, dos reformados e aposentados que nos últimos 7 meses viram os seus proventos resultantes da única riqueza que é o trabalho desvalorizado em 40%, com baixas de salários, aumentos generalizados dos bens de consumo, supressão de subsídios, desvalorização do trabalho extraordinário, eliminação das indemnizações por despedimentos arbitrários e um nunca mais acabar de mal feitorias. A forma de lutar contra tais violências é precisamente utilizar a violência revolucionária a que alguém chamou o direito à indignação, visto que manifestações pacificas, resultam como forma de aparência e legalização do sistema anti democrático de total abuso dos poderosos e aceitação do golpe cavaco palaciano há muito sonhado e que foi denunciado com as declarações do PR sobre as miseras reformas que aufere e lhe não chegam para pagar as despesas domésticas inexistentes.
Manuel Aires
                                                                                                                 
                                                                                                               
                                                                                                         

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Crónica clandestina

Desparasitar a concentração social


As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre...


Desde que o "Concorde" voou pela última vez que estou limitado à oferta dos transportes públicos banais. Ora, coisa que é heráldica nos transportes públicos banais é o exercício da coprofilia física e mental dos sanitários anexos. Português que se preza deixa suja a casinha, para o que se lhe segue, senão, não é macho, e isso de ser macho é coisa que anda a rarefazer-se, tal como a qualidade da democracia nacional. Todos nós, conhecemos, pois, aquele angustiante momento da aflição, em que temos MESMO de esvaziar o intestino, e começamos a saltar de reservado em reservado, em busca daquele que ofereça melhores condições de não sairmos de lá com uma infetocontagiosa de estirpe resistente. Bergson estudou esta qualidade psicológica do Tempo, e Proust explorou-a depois, e só nos vêm estas referências culturais, quando, depois de percorrermos tudo, achamos mais saudável procurar uma moita, que se apreste a receber a fase terminal do nosso almoço caro... Como devem perceber, já estou a falar da substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na gestão daquela retrete de calcário caro que o Sr. Aníbal mandou prantar em Belém, e conseguiu, já na altura, o prodígio de custar, incompleta, quase o dobro do genial Guggenheim de Bilbao, mas nós cá só sabemos fazer coisas em grande, lapidares, CARAS, para deixarem, não rasto, mas dívidas, para a Eternidade.
Mega Ferreira, uma espécie de Carrilho dos postos "culturais", fez uma carreira que ninguém percebe onde começou, mas sabe por onde passou e que teve os apoios da poia do costume. Para mim, sibarita e nefelibata, o momento mais alto do percurso do traste foi, quando, casado oportunisticamente com a célebre Vice Reitora e pró copofónica Clara Pinto Correia, ela um dia veio, à praça pública, estúpida, sem saber que já havia antes um juiz e os rapazinhos todos do "Bric à Bar" -- os tais do memorável apartamento de Santos -- dizer que andava a ser encornada com um célebre trapezista e médico dos "bas fond gay". A crise tinha se dado em Atenas, muito antes da bancarrota, quando numa briga de bichas, o trapezista Risério saiu do carro, e deixou a Mega sozinha e parada, num engarrafamento de uma das cidades mais poluídas e corruptas do mundo... O carmo e a trindade não caíram, porque, em Portugal, nada cai, nada se desmancha, tudo se integra, e ficou a pairar sempre aquela dúvida da má língua, que, ciclicamente, recai sobre figuras impolutas como Marco Paulo, Zezé Castel Branco, Cláudio Ramos e Ribeiro e Castro.
É claro que o Mega não... "era", e a coisa passou em claro, sobretudo, quando ele começou a abastecer-se no mercado "low price" de Cuba, com os nossos dinheiros da Parque Expo: os machos vinham, faziam o que tinham a fazer, e regressavam aos arquipélagos que Colombo confundiu com as Índias Orientais, de onde veio o topónimo "Gare do Oriente", onde Mega simulava longos orgasmos, sobretudo depois da colostomia a que foi sujeito, e que, de vez, lhe limpou o nome da infâmia com que o cobriam, de ter feito a carreira toda "de empurrão".
A verdade é que, ao longo de uma carreira realmente toda feita "de empurrão", entre outros empurrões, foi conhecendo trastes afins, como Francisco José Viegas, o futuro breve rombo, costa concordiano, deste governo: fizeram "parties" no "Expresso", na "Ler", no "Círculo de Leitores" (de lombadas), e, assim como o Viegas nunca parou muito tempo nos mesmos sítios, o Mega tinha uma estaca enterrada no cu, que o ia alçando a postos cada vez mais altos, e mais de acordo com o Princípio de Peter. Mal se viram em situação de se traírem, mutuamente, sabendo cada um o NADA que valia cada qual, um demitiu o outro, e, ao demiti-lo cavou a sua sepultura, pois nunca se deve pedir a quem pediu, nem servir o Pocinho de quem serviu...
Acontece que, ao contrário dos Alpes, dos Pirenéus, do Atlas e dos Himalaias, Portugal só tem uma coisa rasteirinha, a Serra da Estrela, que as saloias costumam considerar ser uma das sete maravilhas naturais do mundo, sobretudo, depois de virem de lá com as crias a deitar ranho pelo nariz, naqueles dias de névoa e nevão, pelo que, a hierarquia dos poleiros nunca consegue alcançar grandes elevações, neste país desgraçado. À maneira de Cavaco Silva, que conseguiu alcançar o seu topo da base no Palácio de Belém, Mega Ferreira teve os seus quinze minutos de glória enxovalhada nos penicos da Expo e do CCB, embora toda a gente soubesse que, para criatura de tal estatura, seria necessário ressuscitar Frederico e Catarina, a Grande, para o convidarem para Potsdam e São Petersburgo, para ouvir o que a luminária teria para lhes ensinar. O complexo disto tudo é que o enxovalhamento que acabei de fazer de Mega (micro) Ferreira se adapta, quase ponto por ponto, ao traste que o foi substituir, no CCB. De Vasco Graça Moura, exceto a má catadura que tem, poderíamos ressalvar ser, como Mega, um comissário político, que frequenta a "Cultura", tal como o Mega frequentava os célebres sanitários defronte da Maternidade Alfredo da Costa, onde me chegou a assediar, mostrando uma coisinha que, deus meu, já na altura parecia um prodígio da nanotecnologia... Vasco Graça Moura, pelo contrário, é mais daquelas gajas que se recobrem de leopardos e andam com a defunta "Franco Maria Ricci" debaixo do braço, embora não percebessem peva de italiano, mas só para mostrar que gostavam de comprar dourado impresso em negro.
As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre, esse tal de Viegas, do Pocinho, uma Clara Ferreira Alves de calças, que, por aparecer muito na televisão, a falar de papel estragado com obras inexistentes, levou a preta de Massamá a dizer ao Passos Coelho, "querido, já temos o nosso homem na Cultura...", e tinham, um homem que frequentara tudo o que eram águas mornas das letras do Sistema, com graves omissões de passagem pelo "Correio da Manhã", como poderão confirmar na "Wikipédia", por três razões principais, e o que eu vou escrever não sou eu que sei, foi um passarinho que me contou: a de Francisco José Viegas fazer parte da terceira escolha, como Otávio Ribeiro, para a direção da choldra, em sede vacante, depois da saída de António Marcelino e de Leonor Pinhão, da "Mafia do Record" -- a mesma do Carlos Abreu Amorim, cujas "Blasfémias" não passaram de um mero pretexto e trampolim para a bancada do Sistema, versão PSD -- e de Paula Teixeira da Cruz, incurável viuvinha do homem mais sinistro de Portugal, Paulo Teixeira Pinto, do poema "Tão"; e, por fim, a de ter abocanhado a secção "Imperdível", da Revista de Domingo, com o pseudónimo de António Sousa Homem, onde se prova que um gajo que tem a alma vendida tantas vezes até consegue estar na posição de fazer "crítica" a si mesmo.
O "judaísmo" de Francisco José Viegas, esse Secretário da "Cultura" a curto prazo não é judaísmo, é oportunismo, puro fariseísmo, e a epítome do rés do chão do estado de coisas a que chegámos. Adoraríamos saber quanto recebe por continuar a fazer "cut & past" de lugares de cultura onde nunca foi, e recomendações literárias de coisas que nunca viu, não conhece, nem verá. Está-lhe no sangue, e à altura da "Cultura" nacional, cujo última epifania é aquele entubamento, ligado à máquina, de "Guimarães 2012", uma coisa que se intitula "portuguesa", e estreia com os "Fura dels Baus" (!), que devem ter custado uma fortuna, e um incêndio na Sede do PSD, que, disse-me também um passarinho... não foi "inocente". Toda a gente sabe que esta merda está por um fio, para estoirar: pode ser que estoire, desta vez, de uma forma diferente..., culturalmente..., sei lá, pela minha pena, ou de um outro qualquer..., sei lá, de alguém que, como eu, que não escrevo nem com um décimo da qualidade do António Sousa Bicha, perdão, Homem, nem tenho os 23 cms de André Wilson da Luz Viola para me consolarem, finalmente se decida a pôr a boca no trombone. Há consolos que não são para todos, como as miseráveis reformas do Senhor Cavaco, que só as ações traficadas do BPN consolam...
Na clandestinidade



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crónica clandestina

A quantos megas trabalha um prestidigitador ?
                                                                                                                                               
O secretário da Cultura, como os próximos tempos, antes da sua demissão, irão mostrar, consegue estar ainda abaixo de tudo, já que incarna uma vírgula entre dois vazios, o de uma página em branco, e o de uma cavidade completamente oca, exatamente à altura daquilo a que chegámos, mas isso faz-nos falta, para que percebamos por que é que as agências internacionais de todo o género mensalmente nos vão classificando de lixo atrás de lixo.
                            
Tenho, como regra, avaliar um Governo pelos trastes que coloca na Cultura e na Educação. Paciência, cada um tem os seus barómetros, o meu barómetro é esse, e até vai mais longe: Portugal é um país onde qualquer coisa serve, para ocupar ambas as pastas. Já tivémos Ferreiras Leites, Coelhos, Lurdes Rodrigues, um que foi Ministro da Cultura por engano, Santanas Lopes, Carrilhos, e agora, bom, agora, parece que batemos mesmo no fundo. Desde junho, quando percebi que este era um governo para ano e meio, quando muito, comecei por tentar perceber por onde é que se iria começar a desfiar. Aparentemente, a anomalia mais evidente era aquele permanente sorriso de merceeiro do "Ministro" da Economia, que conseguia ser "Ministro" de um país que trocara toda a Economia por BPN's, no tempo do segundo maior português de sempre, Aníbal de Boliqueime, também conhecido pelo Manequim dos Anos 50 da Rua dos Fanqueiros. Engano de alma ledo e cedo, que a Fortuna não iria deixar durar muito, já que a verdade estava tão à frente dos olhos que não se conseguia focar bem.
Francisco José Viegas, a "coisa" do Pocinho, sofre daquele mal atávico de que sofrem todos os provenientes de buracos, covas, poças e cavidades da nossa geologia: o problema de nascerem abaixo da linha de água tende para que, por mero tropismo, leve a que todos os seus atos futuros sejam uma fatal atração por afundar tudo em seu redor. Salazar, que vinha de Santa Comba Dão, um lugarejo frequentado por morcegos e misantropos, conseguiu arrastar-nos para 48 anos de trevas. Cavaco vinha do Poço de Boliqueime, e transformou-nos, em 10 anos, num poço sem fundo. Guterres saiu do Fundão, e deixou-nos, de raspão, no estado de afundados. A Cova da Piedade, do "Cherne", empurrou-nos para uma impiedosa sarjeta, que, com o desastre do vigarista de Vilar de Maçada, nos atirou do... do... má para Massamá, e cremos, que, a partir de aqui, só a Fossa das Marianas, mas com bilhete de ida, e sem volta. A Cultura é uma assunto demasiado subtil, idiossincrático e lapidar, para que se compadeça com aves de voo raso, já que deve ser das poucas coisas sobre as quais ninguém tem mãos, nem burocracias, nem orientações, nem decretos lei, nem sugestões, intenções ou contenções. Transborda por onde calha, a arrasta consigo o que quer e espalha, por mais freios, censuras e desmoralizações rasteiradas, que lhe ponham.
Passos Coelho, com a sua visão das falésias de Massamá, infinitamente mais curta do que a do Infante, quando, em Sagres, contemplava o mar sem fim, sentado no seu sofá Moviflor, com a monstra, que, entre o anal e o Pau de Cabinda, o vai aconselhando, e dizendo, "olha, aquele deve ser bom para o Governo, porque aparece muitas vezes na televisão!", uma espécie de Maria Cavaca, remediada, mas com as membranas do mete mete ainda no ativo, chegou a brilhantes conclusões: o Crato, que vinha rosnar sobre ensino mnemónico, e percebe tanto de Educação como percebia a maçónica Alçada, e o Viegas, uma espécie de Professor Marcelo, em pobre, muito pobre, já que se achava sempre na crista da onda, sobre tudo o que era publicado. Sofria, e sofre, de uma doença grave, que é confundir livro com tudo o que é editado, e, mais grave ainda, Literatura com edição, o que é irrelevante, já que a matéria do prelo, em Portugal desceu aos seus níveis mínimos, com as culinárias do Sousa Tavares, as paixões da retrognata Inês Pedrosa e uns gajos que agora disparam muito, mas deve ser para dar saída à pasta de papel do excesso de eucaliptos, que empobreceu o nosso solo e a nossa Literatura.
Quando morreu a "Capital", um jornal de referência, lembro-me de ter aí um recorte, onde o Coitado do Pocinho dizia que ansiava avidamente pela chegada da edição de Lisboa, para poder devorar tudo, desde as letras, capitais, ao necrotério, e a chegada era longa e lenta, já que, naquelas paragens de Foz Coa, onde a pobreza artística nacional ainda continuava a rabiscar comboios a vapor, depois de ter raspado, milénios, aquela monótona vaca, nos xistos, num atraso de 35 000 anos, comparativamente a Chauvet, por exemplo, que alguns Portugueses só agora descobriram, embora valha mais tarde do que nunca, a arte era nula. Do Pocinho, reza a biografia, saltou para Chaves, a quem chamam a Nova Iorque de Trás os Montes, e, a partir de aí, terra fria, onde os homens copulam com as ovelhas, começou a rastejar na direção da maior aldeia de Portugal, que tem a típica patologia de atrair estas... coisas, que nunca deveriam abandonar o seu ecosistema.
Nada tenho contra a imigração, sobretudo interna, já que, assim, não vão, lá para fora, desgraçar, ainda mais, a nossa imagem, e, enquanto se deslumbram com as avenidas degradadas de Lisboa, pelo menos não vão assassinar bichas velhas, em Manhattan, como fez o Estripador de Cantanhede, ou herdeiras ricas, como o chefe da bancada parlamentar do Cavaquismo fez, mas volto a lembrar que, enquanto os outros povos buscam as grandes cidades para ficarem em estupefação pela sua grandeza, esta raça rasteira dos pocinhos, das covas e das buracas, mal chega aos sítios, imediatamente acampa, e tenta transformá-los em coisas parecidas com as dimensões físicas e mentais dos fojos de onde (nunca) saíram. A mediocridade de Francisco José Viegas, que pelo Princípio de Peter, agora ficou, finalmente, debaixo dos holofotes, vai ser, aliás, já começou a ser, motivo das próximas, muitas, conversas, cujo tom se irá agravar, ao ponto de cumprir a minha profecia de ser ele o primeiro rato a ser chutado pela borda fora deste desastre político a que alguns ainda chamam Governo, mas deixo essa tarefa para outros, já que, neste preciso instante, ando fascinado com a numismática dos Ptolomeus, entre Paphos, Cirene e Alexandria, portanto, podem imaginar o quando o Francisco José Viegas está, e estará, na minha rota de interesses...
Poderão, e estão no vosso direito, de me perguntar por que fui, então, buscar essa anomalia, para a dissecar aqui, mas refugio-me no princípio da alegoria, já que, finalmente, conseguiram alguém que incarnasse o presente estado das coisas "culturais", em Portugal. Durante muito tempo, Carrilho com a célebre história das retretes do Palácio da Ajuda, epifania de quando ele se dedicava ao uranismo, nos sanitários defronte da Alfredo da Costa, e Santana Lopes, com as suas obras inéditas de Fryderyk Chopin, representaram o nível mais baixo que a "Cultura", aliás, os rostos que o Poder colocava na "Cultura", podiam alcançar. A diferença é que os outros ainda nos faziam soltar gargalhadas, este é, simplesmente... patético, e deixa-nos pensar que, no estado em que estamos, se calhar a tal Secretaria de Estado, que veio substituir o Ministério, antes devia ter sido convertida numa Direção Geral, tutelada pelas Finanças, ou, mais pragmaticamente, extinta, de vez. Francisco José Viegas, como os próximos tempos, antes da sua demissão, irão mostrar, consegue estar ainda abaixo disso tudo, já que incarna uma vírgula entre dois vazios, o de uma página em branco, e o de uma cavidade completamente oca, exatamente à altura daquilo a que chegámos, mas isso faz-nos falta, para que percebamos por que é que as agências internacionais de todo o género mensalmente nos vão classificando de lixo atrás de lixo.
A nota positiva, já que agora se fala tanto de sociedades secretas, vai para o único talento que esse tal de Viegas demonstrou, qual infiltração, em ir-se insinuando por tudo o que era fresta. Para uns, ficou o estigma da Loja, esta semana, tão em moda; para outros, a pertença à "Obra"; para outros, ainda, mais modestos, o cartão partidário, ou o clássico "opening the legs". Francisco José Viegas conseguiu o cúmulo disso tudo, já que, como bem anunciava a sua miserável "Morte no Estádio", o importante não era o jogo, mas a angustiada psicanálise do homem casado, que espera, ansiosamente, nos sanitários do estádio, que a adrenalina das bestas de bancada dele faça, durante alguns momentos esmolados de sexo, a mulher frustrada que arrasta dentro de si. Essa foi a sua primeira porta, a da mariquice, já que frequentava os balneários dos seniores, "Ler", "Jornal de Letras", "Expresso", entre outros, por onde pairava a sombra patriarcal dos Senhor dos Anais, Mega Ferreira. Do Avental, não reza a história, por ser demasiado óbvia, mas prefiro que investiguem vocês, que eu sou mais de literatura de rumores, mas a verdade é que andou muito pelo Futebol, já que balneários e suburbanos transpirados sempre deram boa literatura. A pérola do percurso, realmente, por que estas coisas só podem lembrar a uma mente de um calculismo absoluto, o que, à falta de talento, devo eu considerar como sendo de um rasgo talentoso, foi a conversão ao Judaísmo, coisa que não lembraria nem ao Diabo, mas, tão só, a um oportunista de carreira.
Nota negativa, como daria o Professor Marcelo, e que competirá às Finanças investigar é se as medíocres crónicas que, sob pseudónimo, continua a publicar, no "Correio da Manhã", são alvo de tributação, e passíveis de compatibilidade, com uma fraude que ocupa tão miserável lugar político.
Na Klandestinidade
                                                                                                                                        
                                                                                                                                         
                                                                                                                                                 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crónica clandestina

A laranja já cheira a sangue
                                                                                                                                        
Os rumores que enchem todas as redes sociais, as correntes de emails, os textos inflamados da Blogosfera, as expressões de desespero dos comentadores do Sistema, dia após dia, a tentarem esconder o Sol com a peneira, mostram que qualquer coisa está para breve, e o que mais me inquieta é que está para breve, não só cá dentro, como nos nossos arredores mais próximos e apartados, e poderia passar a enunciar...
                                                
Às vezes, os partidos surpreendem-nos, como é o caso do PSD, que adoraria ser laranja, mas cada vez mais se confunde com o vermelho da cor do sangue. Eu explico, porque se trata apenas de fazer uma breve arqueologia do crime e do mau gosto: começa com um rosto do homicídio, Leonor Beleza, uma poupadinha, que, enquanto Ministra da Saúde do Cavaquismo, achou que devia poupar uns dinheirinhos, injetando sangue contaminado de HIV, nos pobres hemofílicos, que precisavam de um determinado derivado do plasma sanguíneo; passa, depois, por outro anormal do Cavaquismo, Carlos Borrego, que comentou que, dado o excesso de alumínio nas águas de Évora, em vez de ir às minas, se deviam reciclar os hemodialisados (!), e culmina agora na "bruxa", das escutas do "Face Oculta", que, ao lado daquela enormidade, que insiste em se pré candidatar à Presidência da República, António Barreto, que já só engana os idiotas que se deixam enganar, achou que, depois de certa idade, 70, suponho, quem precisava de hemodiálise devia pagar (!)...
Acontece que eu até estou de acordo com ela, já que Portugal está cheio de velhas ricas, que vão comer torradas, e encher os bancos de deficientes do autocarro 728, quando já deviam era estar todas enterradas, e ceder o banco ao operariado, que diariamente tem de ir trabalhar, ou ir buscar a senha, à porta do Centro de Desemprego, ou ir catrogar, na casa dos 54 000 €/mês, como diz o outro, para voltar às suas funções originais de gestor. Aliás, eles voltam sempre, e é este voltar sempre, e nunca mais ceder o lugar à geração abaixo, nem à geração abaixo da geração abaixo, que gera este insuportável pântano de inatividade e podridão, em que se tornou a sociedade portuguesa. Como sabem, a explicação é simples, porque, como todos ascenderam por Lojas, por Obras, por Lobbies, por vácuos pós revolucionários, por compadrios, nepotismos, atos de prostituição física e mental, no dia em que deixarem de escorar a Grande Loja do Polvo Português, a coisa cai em forma de baralho de cartas, e desgraçam-se as 300 famílias que têm o monopólio desta merda, e mantêm o país refém, em todas as suas vertentes...
Mas, voltemos ao sangue, porque isto é um tempo que está a caminho de ver correr sangue, e a velha talvez tenha razão, ao voltar a trazer o vermelho, da guerra, para o terreno da batalha: até eu, que sou ingénuo, e ligeiramente totó, de quando em vez, ainda pensei, durante um breve segundo de CERN, o tal que vai ver o Bosão de Higgs, que Passos Coelho fosse um mero manequim, para agradar aos olhos de quem se tinha habituado aos travestismos de fato e gravata de José Sócrates, o tal que, brevemente, vai deixar de ser "engenheiro", na barra dos tribunais. Infelizmente, no segundo seguinte, já eu estava na mais pura desilusão, ao ouvir dizer que Sua Excelência o Primeiro Ministro deste antro, se aconselhava com o futuro (?) cadastrado Dias Loureiro, e coisas afins. O resto já vocês sabem, pois se converteu na maior torrente de atrocidades de direitos e cidadania a que este país já assistiu, desde o Maior Português de Sempre e os seus lídimos sucessores, Aníbal, de Boliqueime, e o Vigarista de Vilar de Maçada.
Os rumores que enchem todas as redes sociais, as correntes de emails, os textos inflamados da Blogosfera, as expressões de desespero dos comentadores do Sistema, dia após dia, a tentarem esconder o Sol com a peneira, mostram que qualquer coisa está para breve, e o que mais me inquieta é que está para breve, não só cá dentro, como nos nossos arredores mais próximos e apartados, e poderia passar a enunciar: a guerra civil em que mergulhará Angola, de aqui a 4 meses, por ter havido, ou não ter, uma gigantesca fraude eleitoral, que levará, como em Pyongyang, ao fim apocalíptico da Dinastia "Dos Santos"; a guerra suja, cuja ampulheta iraniana já está muito avançada, na contagem decrescente iraniana, e deverá vir para Março, que é quando eles costumam lançar a coleção Primavera/Verão dos canecos Nobel da Paz e os colapsos regionais, que se vão colar à crise da queda da Grande Loja dos Snifadores de Coca, Sarkozy, e das Aventaladas de Leste, Merkel. Deve haver um monte de coisas de que me estou a esquecer, mas elas virão, "de soi", e sem qualquer "soie", abruptamente, reles, ásperas e chocantes, uma espécie de Rei Ghob mundial, a ter os holofotes disparadamente em cima.
Para que o texto não pareça apenas profetizar desgraça. lembremos as coisas boas que 2012 nos reserva: o desligar do sinal analógico de televisão irá ser acompanhado pelo regresso ao canal imobiliário de uma cara que nos afável e desperta muito carinho, Carlos Cruz, o homem que trouxe o Euro-2004 para Portugal, com a promessa, para os velhos babosos, que regem, na sombra essas coisas, de que havia cá cu barato de puto órfão, em barda, na Lusitânia. Aliás, aquela coisa inconcebível, a quem chamam "Ministro da Economia", parece que também quer relançar esse setor, o dos "Pastéis de Belém", instituição, que, como o Galo de Barcelos, tinha associada uma conotação, uma alegoria, e um sentido anagógico, já que, no primeiro andar da casa, o rapazinho tenro era conhecido por "pastel", e vendia bem, para líbidos em pleno crepúsculo, como bem se lembra o nosso querido dentista Ferreira Dinis, quando pedia ao dono da "Adega de Belém", ali, bem ao lado, para ter sempre chupa chupas na gaveta... Faz bem em apostar no comércio tradicional, já que com o empobrecimento geral da população, é natural que, tal como na Grécia, os pais tenham de começar a entregar os filhos a tutelas alheias.
Nisso, suponho que todos concordarão: se os filhos têm de sair das famílias que já não os podem sustentar, para pagar os 45 000 € do Catroga, o pai dos deficits monstruosos do Cavaquismo, é melhor que vão para mãos de apreciadores, do que de desconhecidos. Lamento dizer, mas esta ideia não é original: Francisco José Viegas, essa aberração do Pocinho, que já devia ter levado um bom par de patins, parece que vai publicar, no pseudónimo que agora usa, para continuar a escrever, no "Correio da Manhã", uma crónica sobre o mesmo tema. É natural, porque isso, dos rapazinhos, é como a Maçonaria, parece continuar a ser das raras coisas que apresenta produtividade, e se expande, em Portugal. Acontece, e recomenda-se, ainda que mal disfarçada de pastel de nata...
Na klandestinidade
                                                                                           
                                                                                       
                                                                                           

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Crónica Klandestina

Eles cantam bem, mas já não alegram...
                                                                                                                                                 
O problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que alguns Senhores e os seus acólitos sempre tão bem se moveram.
                              
Se fosse dado a crendices, diria que estas ultimas semanas foram, para Portugal, apenas comparáveis àquela em que a santa pastorinha, Lúcia, viu o solzinho a dançar, mas como não sou crente, nem crendista, prefiro abordar a coisa do ponto de vista económico, que é muito mais "fashion", e diria que o país profundo finalmente respondeu ao apelo do Saloio de Boliqueime, e, subitamente, "suddenly", se cobriu de "Lojas", do comércio tradicional. Até aqui tudo seria bom, não fosse a inquietante palavra "tradicional", ou seja, indo ao étimo, costume de longa prática, consuetudinário, e enraizado na natureza das coisas, como tão bem soube ver o acólito desses balcões, o venal Francisco José Viegas. Baixando à terra, o que me espanta não é ver as pessoas espantadas com descobrirem que vivem num país permanentemente manipulado por sociedades secretas, umas mais obscuras do que outras, mas o só se terem espantado agora, já que a coisa, como "tradicional", se perde na noite dos usos e costumes desta terra desgraçada.
Fernando Nobre, um traste, lamentava que a Maçonaria, tão penalizada pelas ditaduras, estivesse, agora, em vias de ser novamente ostracizada. Como diz o ditado popular, quem boa cama fizer, nela se deitará, e parece que, desta, o sono vai ser grande e ortopédico, mas, já que estamos, a conselho do Aleijão de Boliqueime, a enveredar pelo "tradicional", também há outro ditado que nos diz que, quando a esmola é grande, deve o pobre desconfiar. Convem, pois, que abandonemos o barco desta súbita euforia, e nos foquemos no que por detrás dela está. Como se sabe, em situações de crise extrema, o ser humano vai buscar forças inusitadas, para sobreviver, e, se o ser humano o faz, o que dizer, então, das empresas em crise, no extremo do desumano?
Quando as empresas se chamam "Impresa", e têm como patrão a sombra de Bilderberg, Balsemão, que toda a gente sabe estar com a corda na garganta, por diversas razões, porque perdeu dinheiro no BPP, e em lados que é melhor nem sabermos, porque já toda a gente descobriu que a SIC é um repositório de vendas nos olhos, porque já toda a gente se fartou do Búfalo da Coca, e a Blogosfera naturalmente venceu a venal e limitada Clara Ferreira Alves, que nos chegou a tratar, como já deverão ter-se esquecido, nos seguintes termos: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring".
Aparentemente, estava a fazer um seu autoretrato, poupadinho na parte do célebre por do sol no Cairo, e foi então levada a Bilderberg, já de maca, com propósitos que só deus saberá, mas que, se juntarmos os cordelinhos todos não será difícil descortinar.
A verdade é que este bombardear das lojas maçónicas não é ingénuo. Como atrás se disse, sempre as houve, e chegaram a ser respeitáveis e frequentadas por gente notável, o que faz parte da História, e, depois, de um certo historicismo decadente, e sem fulgor. Hoje em dia, aqueles aparatos, à Lady Gaga, e aquelas palhaçadas, misto Cirque du Soleil com os Fura del Baus, de venda nos olhos e na boca, só devem fazer sorrir, quem gosta de jeans, bom sol e de um cocktail de frutas, ao pé do mar, mas a verdade é que, como os nódulos da tiróide da Cristina Krischner, essas coisas obrigam-nos diariamente a tropeçar nelas, provocam-nos dificuldades respiratórias, e problemas de deglutição. Num nível mais grave, e é nesse que as devemos atacar, provocam um determinismo da atribuição dos bons lugares, e barreiras invisíveis de progresso, pelo lado do talento, que nem o pior Calvinismo se atreveria a propor.
Resumidamente, para aqueles que se riram do funeral do palhaço da Coreia do Norte, nós também temos, nos bastidores, uma "nomenklatura" de aventalinho, que se move imovelmente, e impede, pantanosamente, que os melhores alcancem os melhores lugares. A longo prazo, e não há prazo maior do que a "tradição", este lastro leva os países ao fundo, como levou Portugal.
A verdade é que, e ainda voltando ao Sr. Balsemão, para ele se dar ao luxo de usar as armas químicas de atacar uma sociedade secreta com todos os seus méritos e vergonhas, é que já está mesmo desesperado, e aquilo a que assistimos não é, afinal, interesse nenhum em repor qualquer tipo de verdade, mas uma guerra fratricida, entre piranhas, lacraus e víboras, que mistura "Ongoings", secretas, "Impresas", RTPs, "Expressos", SIC, a coca do costume e prejuízos colossais. É verdade que ele levou a égua para Bilderberg-2011, mas isso não chega, porque tudo o que aqui diariamente escrevemos, todas as correntes de emails que diariamente recebemos, todas as correntes de "Facebook", as sms, os brilhantes textos de atiradores anónimos e menos anónimos, enfim, tudo isso fez entrar em agonia o Monopólio da Mentira, em que o Sr. Balsemão e a sua pécora durante várias décadas tão bem se deram. Como dizia o outro, aconteceu-lhes o mau, o muito mau e o péssimo, já que, realmente, se pode enganar um pouco de gente todo o tempo, e também se pode enganar toda a gente durante algum, mas é literalmente impossível, sobretudo, nesta turbulenta segunda década do séc. XXI, enganar todos, para sempre, e, com o advento do peixe congelado, o chumbo de papel inútil do "Expresso" já nem para embrulhar peixe fresco hoje serve.
Vamos, todavia, ao centro deste texto, que é muito mais importante do que andarmos a contar cabeças de lojistas, na Assembleia da República, já que toda a gente deveria saber que, entre tantos debates de Parlamento, e debates televisivos, alguma coisa deveria andar a correr mal, porque a enormidade de tempo neles dispendida e a desproporção das conclusões obtidas só se poderia justificar por a conversa já ter sido tida, e orquestrada, nas vésperas e nos desfechos, em salas de rituais, em capelas da "Obra", ou em saunas de apanhar no cu, ou, em resumo, o que parece espontâneo e legal não é mais do que uma permanente encenação, para o público crente e parolo, de hierarquias do Polvo, que fingem digladiar-se, em praça pública, para manterem, na verdade, o Sistema ferreamente intacto.
O importante deste texto não é andarem políticos travestidos de varinas da Nazaré, ou de carregadoras de tabuleiros de Tomar, ou a beijarem o cu a um bode, que, depois se converteu, alegoricamente, em incluírem os putos da Casa Pia nos seus decrépitos rituais pedófilos, o grave deste estado de coisas é o Poder Judicial estar exatamente nas mesmas mãos de luva maçónica, ou de cilício, e isso afetar, em cheio, o coração do Estado de Direito, já que a garantia da Democracia é a garantia da igualdade do cidadão perante a Lei. Se tantas vezes se questionou por que é que não há políticos presos, a resposta é agora evidente: é porque aqueles que os poderiam prender também frequentam os mesmos colos, sejam esses colos chamados Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, ou Opus não-Gay.
Não vou prolongar-me no retrato: o resto do trabalho fica ao vosso critério, com um pequeno carinho para o Sr. Balsemão e a sua corja: que ele nunca se esqueça de que a não investigação da vertente feminina do caso "Casa Pia" foi um milagre que o salvou uma vez, mas pode ser que o não salve duas, porque a Blogosfera, onde nós praticamos o nosso "onanismo literário", pode ser que se lembre de desenterrar esse esqueleto do armário, velho do tempo em que Carlos Cruz - de quem o "Expresso", "la voix de son maître", agora publicita, prefaciado pelo obsceno Miguel Esteves Cardoso, o livro da vergonha - cobria a Titinha, e a Marluce se deliciava com a carne fresca, aquém e além mar. Sim, pode, como um bom manso, tentar relançar Carlos Cruz, o seu amigo de há muito, a reboque da medíocre Clarinha, mas como sabe, ou, se não sabe, aprende, já não estamos nos Anos 70 e 80, e a Opinião Pública, com isso atirado para cima da mesa, pode começar a ter reações menos, enfim..., próprias, e a perceber que o problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que alguns Senhores e os seus acólitos sempre tão bem se moveram.
Talvez fosse altura de se reformarem, e levar consigo esses espetros, que a Sociedade Portuguesa, que pensa, tão bem dispensa.
Na Klandestinidade
                                                                                                                              
                                                                                                                             
                                                                                                                                             

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Crónica clandestina

Um tiro na Loja... Pum!
                                                                                                                                               
                                                                                                              
Em Portugal, nós detestamos a Democracia, preferimos a cunha, o compadrio e a Loja, sendo que há umas Lojas mais tenebrosas do que outras. A Crise fez com que todas se tornassem sinistras, e este rebentar das entranhas do Polvo, mais uma vez, mostra que o Regime entrou em agonia.
                                                                                
Salazar, o Maior Português de Sempre, como toda a gente sabe, ou passou a saber, desde que teve direito aos seus tais andywarollianos 15 minutos de fama, num dos recentes programas de sarjeta da televisão nacional, pré monopólio claraferreiralvista, era um homem clarividente: viu o solzinho a dançar; seguiu a luz, durante 48 anos de trevas, mais os 20 do seu sucedâneo, o Cavaquismo; manteve-nos, hirtos e firmes, na cauda da Europa, mas... mas... tinha uma virtude, aliás, duas. A primeira, tão evidente, que não se vê, que é a de ser a quinta-essência do Ser Português, coisa que nenhum daqueles livros de merda do Eduardo Lourenço, ou da bichona do José Gil, conseguiu captar, mas se resume em poucas palavras: um misto de sonso, olhos colocados na nuca, sotaque de falar azszszsim, à Albino Almeida, muito contido nos gastos, doença típica do meio-queque, de Boliqueime, visão curta, sem quaisquer faróis de nevoeiro, cornos exatamente à altura das portas baixas, uma cona rançosa ao lado, para lhe passagear as meias, e uma mãozinha de madeira, para coçar as costas, e uma ética da subcave, que serviu décadas de blindagem a um corpete de medíocres, que se abasteciam na parca manjedoura, que, apesar de curta, tendo poucas queixadas a afiambrarem-se nela, lhes parecia vasta. Era o tempo das 100 famílias, que, quando era preciso, mandavam matar, e matavam mesmo.
A segunda virtude, quanto a essa, sim, premente, foi a de achar que o Português não precisava de mais do que um Partido, eleito por mortos, moribundos e cadáveres adiados, que procriavam, e, assim sendo, proibiu solenemente que coisas, como a Opus Dei, uma aberração do fundamentalismo dos bancos, com crucifixo na porta, Maçonarias, Integralismos Lusitanos, e outros quintais afins, saíssem à luz do sol. Nunca chegou a ser Franco, nem Hitler, nem Mussolini, e poupou bastante em câmaras de gás, sendo um percursor das energias renováveis, ao utilizar os fornos solares do Tarrafal, para grelhar quem, não estando com ele, contra ele se encontrava. O Tarrafal adorou, e opus postumamente, agora que já está na ternura da pedofilia crepuscular, agraciou o Sr. Adriano Moreira com um doutoramento honoris não sei do quê, a provar que, com o tempo, "elas" se tornam todas sérias.
Houve, depois, aquele sobressalto dos Cravos e o imediato desabrochar dos cravas, que se baseou numa petição de princípio que era a de que tudo o que Salazar proibira deveria agora ser permitido. Objetivamente, isso era uma boceta de Pandora, porque sendo Salazar o Maior Português de sempre, bem sabia o que convinha aos menores portugueses que ele incarnava.
Vem este relambório todo a propósito de uma associação musical, a "Loja Mozart", especializada na venda de aventalinhos e tráfico de influências, que os novatos agora descobriram.
A novidade é uma coisa boa, mas, como já Platão dizia, a novidade não é senão o redespertar de uma coisa já vivida, pelo que não se espantem com esta descoberta, já que era só uma amnésia local, de quem não tem acompanhado o processo... Suponho que, depois da declaração do Fado, Futebol e Fátima como patrimónios imateriais da Humanidade, venha agora a vez de consagrar estas lojas de música, a Loja Mozart, a Loja Beethoven, a Loja Haydn, a Loja Debussy, e, por que não, a Loja Toy, a Loja Quim Barreiros e a Loja Marisa, como patrimónios materiais da matéria fecal atual.
Já algures escrevi que cada deputado devia ter uma etiqueta... melhor, sempre que entrasse para uma sociedade secreta, devia ser marcado, com um ferro em brasa, no meio da testa, para que, sempre que pensássemos estar a assistir a um debate parlamentar, imediatamente pudéssemos identificar, pela marca do ferrete, que pseudo diálogo de Lojas se estava ali a desenrolar, já que sendo essas lojas crentes profundas no Ser Supremo, de um ateísmo das igrejas às avessas, estaríamos perante um diálogo de diferentes credos, que, como toda a gente sabe, são filogeneticamente mais importantes do que filiações partidárias, já que, como com as crenças, primeiro vem se é cristão, judeu ou muçulmano, e, só depois, monárquico, ou republicano, e, lá para o fim, democrata cristão, social democrata, socialista, comunista, trotskista e outros etc. Deriva de aqui, que o que deveria aparecer, naquelas farsas que são os atos eleitorais, não deveria ser o símbolo do partido, mas sim, entre outras, o triângulo maçónico, o cilício da Obra, ou o triângulo rosa, da paneleirice, em vez de punhos fechados, rosas, setinhas e outras sinaléticas do engana tolos.
Quando Salazar proibiu a Maçonaria, sabia, com ostinato rigore, o que estava a fazer, e eu vou passar a descrever o juramento que essa gente faz, para que o comum dos cidadãos saiba onde vota, da próxima, que talvez seja a última, vez que irá às urnas, quando se tratar de substituir esta agonia do Cavaquismo, antes do que aí vem. Jura-se, então, assim, nessas... Lojas: "Eu prometo, e obrigo-me, perante o Grande Arquiteto do Universo (em Portugal, provavelmente, o Taveira) e esta honorável confraria, de jamais revelar os segredos dos maçons e da maçonaria, e de nunca ser causa direta ou indireta de que o dito segredo seja revelado, gravado ou impresso em quaisquer línguas ou carateres que o valham. E prometo tudo isto, sob pena de ter a garganta cortada, a língua arrancada, o coração desventrado; sob pena de ser enterrado nos mais profundos abismos do mar, o meu corpo queimado, e reduzido a cinzas, e lançado ao vento, de modo que mais nenhuma memória minha permaneça, entre os homens e os maçons".
Eu sei que ler uma coisa destas põe qualquer pessoa imediatamente úmida, mas a mim enterneceu-me, e tornou-me mais próximo do Miguel Relvas, e fez-me bem compreender aquele dorido olhar do Zorrinho, em forma de varandas em risco de aluimento, ao dizer que gostava de viver numa cidadania transparente. O Cunhal também gostava, quando escreveu "O Partido das Paredes de Vidro", cuja transparência deixava ver 30 000 000 de mortos do Estalinismo, e até levava o Saramago a defender, até ao fim, as virtudes da longa aberração cubana.
Acho que não preciso de dizer mais nada: por definição, a Democracia é a prevalência do Estado de Direito, que se resume à existência de uma legalidade, vigente e zeladora, que coloca todos os cidadãos em regime de paridade. Em Portugal, nós detestamos a Democracia, preferimos a cunha, o compadrio e a Loja, sendo que há umas Lojas mais tenebrosas do que outras. A Crise fez com que todas se tornassem sinistras, e este rebentar das entranhas do Polvo, mais uma vez, mostra que o Regime entrou em agonia. Como dizia o Otelo, cujas conceções democráticas desconheço, as Forças Armadas eram a derradeira defesa de uma Democracia em risco. Acontece que nós já passámos a zona do risco: o risco está agora já bem atrás das nossas costas. O que aqui se descreveu não é uma Democracia, é um cenário anárquico de puros jogos de interesses de sociedades secretas, que regem e agravam a miséria nacional. Curiosamente, até o tempo das garantias militares passou: não sendo já isto uma Democracia, mas um palco da coprofilia, chegou a altura dos cidadãos se entrincheirarem, e defenderem, contra esta aberração. A alternativa suponho que não suporta quaisquer descrições.
Na Klandestinidade