Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
Mostrar mensagens com a etiqueta Investigação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Investigação. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pode ser verdade, mas... Lançado ao mar?

"Morreu Bin Laden, mas o terrorismo não"
                                                                                                                       
Especialistas alertam para possíveis represálias. Barack Obama anunciou esta madrugada (hora de Lisboa) que Osama bin Laden foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
                                           
José Manuel Anes, director do Observatório para Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, considera que a notícia da morte de bin Laden pode desencadear uma onda de retaliações por parte de pequenos grupos radicais ligados à Al-Qaeda. “É uma boa notícia, mas não é caso para deitarmos foguetes: morreu Bin Laden, mas o terrorismo não morreu. Penso que há o risco deles ensaiarem alguma acção espectacular ou várias de vingança pela morte do herói desse islamismo radical e terrorista”, alerta. O General Loureiro dos Santos, também alerta para as prováveis retaliações. Em declarações à Renascença, este especialista em assuntos militares considera que os principais alvos são os Estados Unidos, a Europa e os países muçulmanos moderados, como a Indonésia, Israel, Arábia Saudita e Índia, onde as medidas de segurança já foram reforçadas.
O rosto do terrorismo mundial: O líder da Al-Qaeda, morto hoje numa operação militar norte-americana no Paquistão, nasceu em Riade, na Arábia Saudita, em 1957. Foi o 17.º filho dos 50 de Mohamed bin Laden, um magnata da construção próximo da família real saudita. A mãe, síria, e o pai mantiveram uma educação islâmica estrita, o que, segundo vários especialistas, acabou por condicionar o futuro de Osama. Pai de cerca de 20 crianças - distribuídos por cinco mulheres -, bin Laden casou-se pela primeira vez com uma prima, aos 17 anos, e usou parte da fortuna para apoiar o combate contra a invasão soviética do Afeganistão, na década de 1980, mantendo-se ao lado do mentor, Abdullah Azzam. No final da guerra, e depois de ter sido recebido na Arábia Saudita como um herói mujahidin, bin Laden forma a Al-Qaeda (A Base). Quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990, a Arábia Saudita virou-se para os Estados Unidos e bin Laden abandonou o país onde nasceu. Seguiu para o Sudão, onde se reuniram muitos dos seus apoiantes.
O nome surge pouco depois relacionado com um grupo da “jihad” islâmica do Egipto, liderado por Ayman al-Zawahiri. Quando o grupo tentou assassinar Hosni Mubarak, em 1995, foi expulso do Sudão. Bin Laden regressou ao Afeganistão, onde, protegido pelo regime talibã, começa a instalar os primeiros acampamentos de treino para as acções globais da Al-Qaeda. O seu nome é relacionado com alguns dos principais ataques terroristas contra os Estados Unidos, incluindo os das embaixadas em Dar es Salaam (Tanzânia) e em Nairobi (Quénia) em 1998 e o ataque contra o USS Cole, em 2000. Bin Laden é considerado o autor moral dos atentados contra as Torres Gémeas em Nova Iorque, em 2001, passando então a ser o principal alvo da "guerra contra o terror", iniciada pelo anterior Presidente norte-americano George W. Bush. Várias vezes, no passado, se chegou a falar da morte de Bin Laden mas, apesar da oferta de uma recompensa de 25 milhões de dólares, nunca foi apanhado. Afinal, morreu hoje numa simples operação militar norte-americana no Paquistão, onde niguém ficou ferido, e só Bin Ladem morreu. O seu corpo foi lançado ao mar, noticiou a imprensa norte-americana.
                                                                       
(Lançado ao mar???
Se nos lembrar-mos da exposição mediática do corpo de Che Guevara quando caíu numa emboscada da CIA, na Bolívia, achamos que isto não passa de um embuste à moda parola do Tio Sam...)
                                                                                                              
Governo e “troika” discutem eventual alargamento de prazos para o défice
                                                                                                                             
Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (uma das instituições que integra a troika), espera que "haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar". O alargamento do prazo para Portugal reduzir o défice está, de facto, a ser discutido entre as autoridades portuguesas e a “troika” que vai decidir o resgate financeiro. O vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, não nega essa hipótese, embora também não a queira comentar. “É uma discussão sempre útil, evidentemente. No contexto das negociações, penso que se chegará a um consenso aceitável, quer para as três instituições que estão envolvidas, quer para Portugal. Espero que haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar”, disse.
Vítor Constâncio, em declarações à imprensa, em Bruxelas, insistiu uma vez mais na necessidade de haver um acordo alargado entre Governo e oposição sobre as medidas de austeridade que vão ser impostas. “Vejo como muito importante, porque Portugal fez o pedido de assistência financeira com um Governo minoritário e a decisão do Ecofin sublinhava que era necessário um consenso nacional mais alargado para permitir que houvesse um compromisso do país em relação ao cumprimento de medidas que se vão estender ao longo dos próximos anos”, acrescenta Constâncio. O défice deve chegar aos 4,6% este ano, aos 3% em 2012 e aos 2% em 2013.
                                                                
Partido finlandês volta a rejeitar apoio a Portugal
                                                                                                     
Extrema-direita finlandesa, terceira classificada nas eleições, afirma ainda que a Grécia e outros países devem reestruturar as suas dívidas. O líder do partido “Verdadeiros Finlandeses”, Timo Soini, afirma que a Finlândia e a União Europeia têm de chegar a um acordo sobre o plano de resgate financeiro a Portugal sem o apoio do seu partido. Citado pela agência financeira Bloomberg, Soini disse ainda que prevê que a Grécia e outros membros do euro tenham de reestruturar as suas dívidas. O líder do partido de extrema-direita, que nas eleições finlandesas de 17 de Abril ficou na terceira posição, disse que as conversações para formar Governo são “sérias”, mas enfatizou a sua oposição ao resgate a Portugal. "Espero que haja um Governo de coligação quando esta questão de Portugal for resolvida. Pode não ser nos próximos dois dias, mas talvez dentro de um mês.
                                                                                          
(Lembrete: Os nossos amigos europeus da Filândia está a precisar que lhe seja recordado, que no final da 2ª. Grande Guerra Mundial estava decrépita e esfomeada, tendo na altura sido ajudade por Portugal com alimentos, vestuário e bens de consumo variados)
                                                                                  
Português apoiado pela fundação Gates investiga cura da SIDA
                                                                                                                    
Projecto visa “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento", refere o investigador. Só 85 em 2.500 candidatos foram seleccionados e um deles é português: o investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, acaba de receber um financiamento de 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados. O programa apoia investigadores em todo o mundo a explorarem formas não ortodoxas para a resolução de problemas de saúde pública em países em vias de desenvolvimento. O projecto do investigador português (intitulado “Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cell”) ambiciona chegar a uma cura contra a SIDA.
Hoje, apesar dos avanços médicos que melhoraram a qualidade de vida dos doentes, não se conhecem formas de erradicar o HIV-1 de um organismo infectado. O financiamento vai permitir “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento". "Significa também que a ciência básica portuguesa é reconhecida internacionalmente e que pode ser um importante motor de desenvolvimento do país", afirma João Gonçalves, em comunicado. O projecto, desenvolvido em laboratório, vai durar 12 meses. Caso os resultados sejam promissores, o investigador poder ser de novo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, desta vez com um milhão de dólares, para a produção em larga escala das nanopartículas terapêuticas e para testes "in vivo" (em ratinhos e macacos) de eficácia e segurança desta abordagem.
                                                                                
Eleições: O problema está na escolha
                                                                                                               
17 forças políticas concorrem às eleições de 5 de Junho, e CNE confirma que 10 “vão a jogo” em todos os círculos nacionais. São dezassete as forças políticas apresentaram listas para as eleições legislativas de 5 de Junho, mas apenas nove partidos e uma coligação vão candidatar-se a todos os círculos eleitorais, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE). De acordo com a CNE, PS, PSD, CDS-PP, BE, PCTP-MRPP, Movimento Esperança Portugal (MEP), Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Nacional Renovador (PNR) e a CDU (coligação que integra PCP e PEV) apresentaram listas aos 22 círculos. Em 2009, 15 forças apresentaram listas, mas também apenas nove partidos e uma coligação, a CDU, candidataram-se a todos os círculos. Segundo o resultado do sorteio das candidaturas apresentadas nos respectivos tribunais para ordenação dos boletins de voto, divulgado no “site” da CNE, o recém-criado Partido Pelos Animais e Pela Natureza (PAN) apresentou listas em 21 círculos eleitorais. O Partido Trabalhista Português irá concorrer a 19 círculos, ficando de fora nos círculos de Faro, Viana do Castelo e Fora da Europa. O partido Portugal Pró-Vida (PPV) apresentou listas em 12 círculos eleitorais, enquanto o Partido Democrático do Atlântico (PDA) e o Partido Nova Democracia (PND) concorrem em nove círculos. Já o Partido Humanista (PH) e o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS) irão concorrer em oito círculos.
                                                                           
Menos 11 mil bolsas de acção social para estudantes universitários
                                                                                                                                     
Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) atribuiu 64 mil bolsas de acção social a estudantes universitários, menos 11 mil que no ano passado. Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros e que não responderam aos pedidos de esclarecimento que foram feitos. Uma outra fatia dos indeferimentos deve-se à falta de aproveitamento escolar. As regras mudaram este ano e, ao contrário do que acontecia no passado, agora os maus alunos deixam de ter a possibilidade de receber bolsa. Ainda segundo o MCTES, as novas regras permitem agora que cerca de 19 mil estudantes do ensino universitário, politécnico e privado possam receber mais dinheiro. Em alguns casos, trata-se de mais de 700 euros de acréscimo. As novas regras também têm o seu reverso, sendo que cerca de 22 mil alunos viram a verba da bolsa ser reduzida. Para que estas ajudas aos estudantes cheguem em tempo útil, o MCTES, a Direcção-Geral do Ensino Superior e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas decidiram que, a partir do próximo ano lectivo, a candidatura à bolsa passa a ser submetida no início do ano lectivo e os resultados anunciados no arranque das aulas.
                                                                                                                                           
Quatros indivíduos assaltam bar. Cliente e dono foram agredidos e sequestrados
                                                                                                                  
Grupo, que actuou encapuzado, levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora. Um cliente e o proprietário de um bar na freguesia de Maceira, concelho de Leiria, foram agredidos e sequestrados esta madrugada por um grupo de quatro indivíduos que assaltaram o estabelecimento. "A situação passou-se cerca das 2h20, quando quatro indivíduos entraram dentro do estabelecimento, tendo agredido o cliente e o proprietário, que depois amarraram", explicou fonte policial à Lusa, adiantando que pelo menos um dos suspeitos estava munido de uma arma de fogo. O grupo, que actuou encapuzado, "levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora", tendo ainda furtado um veículo que se encontrava estacionado nas imediações do bar. Passadas duas horas, as duas vítimas conseguiram libertar-se, tendo pedido ajuda à GNR. O grupo é suspeito de estar envolvido num outro assalto a uma perfumaria na vila da Batalha, dado que a viatura que foi vista no local "tem características idênticas à que foi furtada" na Maceira. A investigação está agora sob a alçada do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.
                                                                                                   
                                                                                    
                                                             

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Investigação

NASA revela nova forma de vida terrestre
                                                                                                                                     
Bactéria encontrada em lago da Califórnia tem arsénio em vez de fósforo no seu ADN, uma forma de vida sem igual no mundo.
                                      
A agência espacial norte-americana NASA descobriu num lago da Califórnia uma forma de vida diferente de todas as conhecidas até agora. Trata-se de uma bactéria que tem arsénio na sua base química em vez de fósforo, o que até aos dias de hoje nunca tinha sido considerado possível. "O que eu vos estou a mostrar aqui hoje é um micróbio que faz algo diferente daquilo que estamos habituados. Como bioquímica foi-me ensinado que toda a vida da Terra, que toda a vida de que temos conhecimento, vai de encontro à teoria do pálido ponto azul, de Carla Sagan, e se descobrimos um organismo na Terra que se comporta de maneira diferente, estamos a abrir a porta para as possibilidades de vida no resto do universo”, afirmou Felisa Simon, responsável pela investigação, em conferência de imprensa. “Este micróbio substitui arsénio por fósforo no seu sistema biomolecular e o que mais poderemos encontrar, que mais poderemos procurar?”, sublinha a cientista.
As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo. A bactéria GFAJ-1 foi encontrada por especialistas da NASA nas lamas do lago Mono, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. O lago Mono tem uma elevada concentração de arsénio e é um local hostil para a vida. Os investigadores descobriram nestas águas tóxicas e salubres da Califórnia uma bactéria que pode substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN. A NASA considera que esta descoberta abre a possibilidade de existirem formas de vida em planetas que não têm fósforo na sua atmosfera
                                                                                            
NASA vai revelar descoberta sobre vida extra-terrestre
                                                                                                            
Anúncio da agência espacial norte-americana está a criar expectativa um pouco por todo o mundo. A NASA promete revelar hoje uma descoberta ligada à vida extra-terrestre. Para o efeito, está marcada uma conferência de imprensa, em Washington, que está a causar expectativa no mundo científico. Os especialistas de astrobiologia - disciplina que estuda a vida no universo - da agência espacial norte-americana vão falar de algo que, segundo garantem, terá consequências na procura de provas de vida além da Terra. A conferência terá lugar às 19h00 de Lisboa, de hoje. Os apaixonados pelo tema inundaram a blogosfera com especulações sobre o conteúdo e importância deste anúncio, mas a NASA não deu mais detalhes até o momento.
                                                         
Lua tem muita água
                                                                                                                                               
NASA continua a investigar o satélite da Terra. A quantidade de água existente no solo da lua é suficiente para sustentar uma base lunar, conclui a NASA. Segundo a Agência Espacial norte-americana, esta novidade surge na sequência do envio de uma sonda contra a superfície do satélite natural da Terra, há um ano. Os especialistas da NASA referem que o impacto no solo lunar provou que em apenas uma área de dez quilómetros podem existir 3,8 mil milhões de litros de água. Segundo a investigação publicada na revista “Science”, foram também encontrados no solo da lua hidróxido, monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, amoníaco, sódio, prata, hidrogénio e mercúrio. Este último, tóxico pode revelar-se um problema para a exploração humana do satélite da Terra.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

“Portugal Tecnológico 2009”

UAlg destaca-se em mostra nacional

A Universidade do Algarve vai participar no maior evento nacional de tecnologias e inovação, num espaço onde empresas de pequena, média e grande dimensão, instituições e Administração Pública, apresentam o que de melhor se faz no domínio tecnológico em Portugal.

O “Portugal Tecnológico” apresentará de 7 a 10 de Outubro em Lisboa, (FIL, Parque das Nações), as melhores soluções em sectores tão distintos como a Energia, Telecomunicações, Educação, Saúde e Mobilidade.
A Universidade do Algarve faz-se representar pelo Centro Regional para a Inovação do Algarve (CRIA), organismo criado no seio da UAlg, em 2003, com o objectivo de promover as relações entre a Universidade e as empresas, apoiar a constituição de novas empresas (start-ups e spin-offs) de base tecnológica e de conhecimento.
Rede wireless ao serviço da segurança subaquática: Para além do CRIA, também vão participar nesta mostra três projectos de investigação. O projecto Underwater Acoustic Network (UAN), cujo responsável é o Prof. Sérgio Jesus, que visa conceber, desenvolver e testar no mar uma rede inovadora e operacional, cujo objectivo é colocar a rede wireless ao serviço da segurança subaquática de infra-estruturas estratégicas, como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energias renováveis, tanto no alto mar como em zonas costeiras.
Avaliação do nível acústico, através de manequim biauricular: Equipado com um sistema de audição estéreo, que permite avaliar o nível acústico a que um ocupante está sujeito em espaços interiores não uniformes e o nível de conforto acústico, da clareza da voz, entre outros, em ambientes ocupados, é um dos projectos que também poderá ser observado no “Portugal Tecnológico 2009”, com a presença do manequim biauricular “Marisa”, da responsabilidade do Prof. Eusébio Conceição.
The autonomous Simpatico system, para uma monitorização in situ: O investigador Erwan Garel apresenta um sistema de gravação autónomo com acesso remoto aos dados, intitulado “The autonomous Simpatico system”, para uma monitorização contínua, in situ, da qualidade da água e das correntes do Estuário do Guadiana. Os dados gravados são descarregados automaticamente e exibidos na web.
“Como se produz bioetanol de 2ª geração?”: “Alfaetílico - Produção de bioetanol de 2ª geração”, da responsabilidade da Prof.ª Emília Costa, também marcará presença no “Portugal Tecnológico 2009”. Os visitantes poderão obter explicações sobre “Como se produz bioetanol de 2ª geração?” O bioetanol é um álcool de origem biológica, não petrolífero, potencial substituto da gasolina nos veículos automóveis. Neste projecto é produzido a partir de polpa de alfarroba, proveniente de resíduos da indústria transformadora da região do Algarve. Esta matéria-prima, rica em açúcares, é fermentada por leveduras, dando origem ao álcool etílico de combustão-limpa.
A mostra Portugal Tecnológico tem entrada livre, e estará aberta entre os dias 7 a 10 de Outubro, entre as 11h00 e as 21h00, na FIL, Parque das Nações, em Lisboa.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ciência e investigação

Cientistas portugueses fazem descoberta importante

A geração de neurónios já não é mistério. Investigadores da Unidade de Biologia do Desenvolvimento do Instituto de Medicina Molecular identificam mecanismos a partir de células estaminais embrionárias.

É uma descoberta científica que abre caminho a novos tratamentos de lesões do sistema nervoso ou de doenças degenerativas. Investigadores portugueses identificaram as várias etapas que ocorrem desde as células embrionárias até à formação dos neurónios, usando células estaminais embrionárias de ratinho, notícia a Lusa.
O trabalho é publicado esta terça-feira na revista científica norte-americana PLoS ONE e foi realizado por uma equipa da Unidade de Biologia do Desenvolvimento do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
«Em vez de recorrer ao embrião em si, usámos um método in vitro que permite obter um grande número de células, ao longo de diferentes etapas, para tentar perceber o que acontece durante o desenvolvimento embrionário», disse à Lusa Elsa Abranches, primeira autora do estudo.
A cientista referiu que os resultados obtidos ajudam a compreender de que forma as células estaminais embrionárias se diferenciam para originar neurónios. Este passo é considerado essencial para que se desenvolvam novas terapias que permitam tratar lesões do sistema nervoso que resultem de traumatismo ou de doenças neurodegenerativas.
«Para conseguirmos perceber por que é que as doenças aparecem é preciso perceber como é que os neurónios se formam, já que, quando as doenças aparecem, normalmente é porque alguma coisa correu mal», afirmou. «Conhecendo como se desenvolve o processo quando tudo corre bem, poderemos também perceber o que acontece de mal quando as coisas correm mal e actuar sobre isso», explicou.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os engenheiros do futuro

Pioneiro em computação evolutiva fala na UAlg

David Goldberg, que é um dos fundadores da plataforma de partilha de informação online ShareThis, vai falar sobre como devem ser os engenheiros do futuro.

“Playing well with others in a Creative Era” é o título da palestra que o Prof. David Goldberg assegura na UAlg no dia 29 de Maio, às 15h00, no Anfiteatro Teresa Júdice Gamito, localizado no Campus de Gambelas.
Engenheiro civil de formação, Goldberg é líder mundial em computação evolutiva, uma das áreas emergentes da inteligência artificial, é o cientista responsável pela plataforma ShareThis e é co-director da iFoundry, organização incubada pela University of Illinois at Urbana-Champaign (EUA) e vocacionada para transformar o paradigma actual da educação em engenharia. Nos últimos anos Goldberg tem, justamente, percorrido o planeta a defender a sua convicção de que a aliança entre multidisciplinaridade e criatividade é a melhor maneira de educar os futuros engenheiros.
O fundador da plataforma ShareThis e actual co-director da iFoudry (Illinois Foundry for Innovation in Engineering Education), David Goldberg, vai estar na UAlg no próximo dia 29 de Maio para falar sobre a importância do trabalho interdisciplinar e da criatividade na educação em engenharia. Na palestra que assegura a partir das 15h00, intitulada “Playing well with others in a Creative Era”, Goldberg vai explicar como, em sua opinião, devem ser educados os engenheiros do futuro (e para o futuro), fazendo um enquadramento sobre a ineficácia do trabalho interdisciplinar em engenharia desde a II Guerra Mundial.
Durante a manhã do dia 29 de Maio, antes da conferência marcada para as 15h00, David Goldberg vai integrar o júri da defesa da tese de doutoramento do doutorando da UAlg Cláudio Lima, que em 2006 e 2008 trabalhou com David Goldberg na University of Illinois at Urbana-Champaign.
Assim, na próxima sexta-feira, Cláudio Lima apresenta o seu trabalho na área da computação evolutiva, que compreende programas de computador de inspiração biológica capazes de resolver problemas complexos nos mais variados domínios. O doutorando da UAlg desenvolveu novos algoritmos evolutivos que permitem obter ganhos de performance significativos.
Actualmente a computação evolutiva é um dos ramos emergentes no campo da inteligência artificial e é uma área na qual David Goldberg é líder mundial.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Financiamento comunitário

7.º Programa-Quadro da União Europeia

UAlg coordena projecto europeu para criar rede de comunicação wireless debaixo de água.

O Laboratório de Processamento de Sinais (SiPLAB) da UAlg lidera um grupo de seis parceiros europeus que pretendem criar uma rede sem fios para comunicar através do som dentro de água. Os cinco pontos desta rede vão cobrir um perímetro de 100 km2 transmitindo mensagens entre si através de uma espécie de e-mail: enviam texto e imagens uns aos outros usando ondas sonoras, que se propagam facilmente debaixo de água. O objectivo é colocar a rede wireless ao serviço da segurança subaquática de infra-estruturas estratégicas, como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energias renováveis. Além do SiPLAB, participam no projecto europeu Underwater Acoustic Network (UAN) cinco centros de investigação e empresas da Itália, Noruega e Suécia.
Rede sem fios detecta ameaças ambientais ou provocadas pelo Homem
Apesar de serem estruturas com alguma dimensão, as plataformas petrolíferas são extremamente vulneráveis a uma série de ameaças ambientais, sobretudo as que ficam localizadas em águas profundas. São exemplos “um tsunami, um tremor de terra ou as próprias ondas internas do oceano”, fenómeno natural que embora pouco frequentemente pode gerar duas correntes em sentidos contrários, capazes de desequilibrar uma plataforma.
Mas a UAN poderá ser igualmente programada para reconhecer outros sinais, com sensores para detectar presença de submarinos, por exemplo, ou outros veículos subaquáticos que não deveriam estar perto de um perímetro de segurança. “Embora existam mapas de localização das várias plataformas petrolíferas no mundo, há sempre potenciais riscos a monitorizar”, continua o investigador.
Uma vez pronta, a UAN poderá ter tantas utilizações quantas a imaginação humana permita. “O que estamos a fazer agora é definir um formato base para construir a rede. A partir deste modelo a rede poderá ser adaptada, tanto em número como em tipo de nós e de sensores, a outras circunstâncias, como defesa de portos, estreitos ou instalações costeiras, mas também de património geológico ou arqueológico, por exemplo”, refere o coordenador do projecto.
Iniciada em Outubro de 2008, a UAN terá de esperar até Setembro de 2010 para ser testada pela primeira vez em águas italianas, numa operação em que vão participar todos os parceiros do consórcio europeu coordenado pelo SiPLAB. Em 2011 terá lugar o teste final, na Noruega, sendo que já em Março de 2010 serão efectuados, ao largo de Vilamoura, testes preliminares à estação-base que está a ser desenvolvida na UAlg.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mostra sobre investigação

“Encontros Imediatos com a Ciência”

O evento decorre entre 27 de Abril e 2 de Maio, no Centro de Ciência Viva de Tavira (CCVTav).

A exposição “Encontros Imediatos com a Ciência” é uma mostra pública da investigação científica, cujo objectivo é divulgar o que os cientistas fazem, de um modo simples e acessível a todos. Após o sucesso alcançado pela primeira edição da iniciativa em 2008, o CCVTav, em parceria com a UAlg e outras entidades locais e nacionais, está a organizar a segunda edição da exposição “Encontros Imediatos com a Ciência”.
Esta iniciativa do CCVTav tem como objectivo promover a cultura científica na região algarvia e aproximar os cidadãos da comunidade científica através da apresentação de diversos projectos de alguns centros de investigação da Universidade do Algarve (Centro de Ciências do Mar - CCMAR, o Centro de Investigação Marinha e Ambiental - CIMA, o Centro de Desenvolvimento de Ciências e Técnicas de Produção Vegetal – CDCTPV, e um grupo que integra o Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia - IBB), a Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira e o Projecto Monit.
Dirigida à comunidade escolar, esta mostra tem entrada gratuita e estará particularmente orientada para os alunos das escolas secundárias, estando também aberta ao público em geral.
Quem visitar o CCVTav nestes dias terá a oportunidade não só de ver mas também de experimentar, envolvendo-se na investigação desenvolvida e de falar com os próprios cientistas, que poderão esclarecer e motivar os participantes para uma maior envolvência com a ciência.
Ao percorrer esta exposição será possível aprender mais sobre as radiações electromagnéticas das comunicações móveis; como se forma um tsunami ou como se comportam os vírus; acompanhar o processo de replantação dos fundos marinhos no Parque Marinho da Arrábida; descobrir a importância das algas castanhas na preservação da biodiversidade; perceber as diferenças entre a fruta de agricultura biológica e convencional, bem como tomar consciência dos riscos da erosão na linha costeira da região Algarvia e das consequências dos produtos químicos nos recém-nascidos; interpretar a história dos peixes através do estudo das escamas e entender o desenvolvimento tecnológico associado à produção em aquicultura completam esta mostra de projectos.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Investigação científica

Nuno Rodrigues dos Santos integra a UAlg

Investigador da UAlg distinguido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro com bolsa Terry Fox para estudar a leucemia.

O investigador Nuno Rodrigues dos Santos, do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural (CBME) da UAlg, integrado no Laboratório Associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB), acaba de receber uma bolsa Terry Fox no valor de 15.000 euros.
Com esta bolsa, atribuída pelo Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRS-LPCC) e pela Embaixada do Canadá, que organiza em Portugal a Corrida Terry Fox, o investigador vai continuar a estudar a interacção entre células normais e cancerígenas no contexto da leucemia aguda de linfócitos T. Este cancro tem a sua origem no timo, órgão onde os linfócitos T (um tipo de glóbulos brancos) crescem e amadurecem, afecta sobretudo crianças e adolescentes e é de progressão rápida.
“Expressão da proteína RelB no timo e desenvolvimento de leucemia aguda de linfócitos T” é o nome do projecto que Nuno Rodrigues dos Santos submeteu a concurso no âmbito das Bolsas Terry Fox, todos os anos atribuídas pelo NRS-LPCC e pela Embaixada do Canadá, através das quais são distinguidas três propostas de investigação inovadoras no campo da Oncologia com bolsas individuais de 15.000 euros.
“Estou muito grato à Liga Portuguesa Contra o Cancro, à Embaixada do Canadá e à Fundação Terry Fox pela atribuição desta bolsa. Além de se tratar de um reconhecimento da qualidade do trabalho já produzido até aqui em torno da leucemia aguda de linfócitos T, será uma ajuda preciosa para continuar a explorar os mecanismos moleculares que estão na origem desta patologia”, explica Nuno Rodrigues dos Santos. Na UAlg desde 2008 ao abrigo do Programa Ciência 2007, o investigador tem vindo a debruçar-se sobre a doença desde 2000. Nessa altura ingressou no Instituto Curie (França), justamente para estudar este tipo de leucemia, logo após ter completado o seu doutoramento em Oncobiologia na Universidade de Nijmegen, nos Países Baixos.

É no timo que tudo se passa

A leucemia aguda de linfócitos T, doença que Nuno Rodrigues dos Santos vai continuar a estudar nos próximos anos, é desencadeada em células precursoras derivadas das células estaminais da medula óssea que entram no timo para se diferenciarem em linfócitos T. As células estaminais da medula óssea dão origem aos linfócitos (um tipo de glóbulos brancos) que são essenciais para a resposta imunológica.
O timo é um órgão localizado no tórax por cima do coração, que funciona como uma espécie de incubadora do sistema imunitário humano: uma vez dentro do timo, as células precursoras que vão transformar-se em linfócitos T passam por várias fases de maturação bem definidas, durante as quais têm de superar uma série de testes para não serem eliminadas e passarem à etapa seguinte. Este processo é designado por selecção tímica.
“Durante o seu desenvolvimento, os linfócitos T, os que nos interessam para estudar este tipo de leucemia, circulam por diferentes regiões do timo, interagindo com células normais, cuja função é mostrar a estes glóbulos brancos pequenos fragmentos do que é normal no organismo assim “ensinando-os” a não atacar as células normais do corpo. Se os linfócitos T se colarem às células do organismo são eliminados, assim evitando o aparecimento de uma resposta imunológica contra as células do próprio organismo o que poderia resultar em doença auto-imune”, explica Nuno Rodrigues dos Santos.
E parece ser durante esta sequência de armadilhas que são montadas às células precursoras aspirantes a linfócitos T, quando entram em contacto e interagem com células normais do timo, que algo desencadeia a formação de células cancerígenas.

À procura de uma resposta nas proteínas

Nuno Rodrigues dos Santos centrou a sua investigação numa proteína que existe nas células normais do timo, o RelB, e que é muito importante para a produção de outras proteínas que vão, por sua vez, interagir com os linfócitos T em formação. O investigador já verificou, em trabalhos anteriores, usando ratinhos como modelo de estudo, que se as células normais do timo estiverem geneticamente alteradas (com mutações induzidas), apagando o gene que controla a produção de proteína RelB, a leucemia vai desenvolver-se mais tarde.
Para perceber até que ponto esta proteína RelB seria importante para o desenvolvimento a leucemia aguda de linfócitos T, o investigador comparou a resposta de dois tipos de ratinhos transgénicos: os TEL-JAK2, que expressavam a proteína RelB, e um outro grupo de ratinhos TEL-JAK2 mas com uma mutação induzida que apagou o gene RelB.
“Os ratinhos com o gene activo desenvolveram leucemia ao fim de poucos meses, entre dois a cinco, ao passo que os ratinhos sem o gene RelB activo só foram afectados pela doença muito mais tarde, perto do final do primeiro ano de vida”. Com a bolsa atribuída pela LPCC, Nuno Rodrigues dos Santos quer agora identificar que proteínas são controladas pela proteína RelB e de entre estas, quais são as que contribuem para o desenvolvimento da leucemia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Polo de investigação

Faro vai ter centro UNESCO

O centro Internacional de Ecohidrologia Costeira vai funcionar no edifício do “Solar do Capitão-Mor”.

O município de Faro aprovou, em reunião de Câmara os termos do contrato de comodato a celebrar entre o Município de Faro, a Associação ICCE (International Centre for Coastal Ecohydrology) e TMF – Teatro Municipal de Faro, E.M. para a instalação de dos serviços correspondentes à sede institucional do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira, proposto sob os auspícios da UNESCO. Este centro vai funcionar no edifício do “Solar do Capitão-Mor”.
A Associação ICCE tem como principais objectivos a promoção da cooperação nacional e internacional, da investigação científica e desenvolvimento tecnológico, disseminação, ensino e formação que potenciem a gestão sustentável das zonas costeiras assente no conceito da Ecohidrologia.
O contrato de comodato é celebrado por um período de sete anos, e foi ainda deliberada a adesão do Município à Associação ICCE como sócio fundador.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Estudo sobre HIV revela

Vírus com mais de 30 anos adapta-se

Mostrando ganhar resistências imunitárias, está a adaptar-se aos seres humanos, mostra artigo publicado na "Nature".

A dispersão mundial do vírus da Sida tem mais de 30 anos, mas já há provas que o HIV está a adaptar-se ao homem. Um estudo internacional publicado hoje na revista "Nature", mostra que está a ganhar resistências às características imunitárias das várias populações humanas. “Apesar de o HIV estar há pouco tempo nos seres humanos, tem conseguido evadir-se aos esforços naturais do controlo do vírus pelo sistema imunitário”, disse, em comunicado, Philip Goulder, da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Sem medicamentos para controlar a infecção, uma pessoa que contrai o HIV demora em média dez anos a desenvolver a doença que acaba por matar. Mas em alguns casos, as pessoas ficam com sida em apenas 12 meses. E há outras que vivem 20 anos saudáveis sem tocarem num remédio. Uma das causas desta variação temporal é a variabilidade do complexo de genes HLA. Estes genes são diferentes em todas as pessoas e permitem o reconhecimento dos agentes patogénicos, desencadeando a resposta imunitária capaz de, por exemplo, matar as células infectadas com o HIV. O vírus ataca principalmente os linfócitos CD4+ e, quanto mais capaz for o organismo de reconhecer o vírus através dos genes HLA, mais rápida e fortemente os CD8+ podem ser accionados para matar os CD4+ infectados e travar a infecção.

O que os investigadores descobriram é que, de acordo com variações populacionais no HLA, que permitem uma resposta mais forte ao HIV, o vírus tende a mutar e fixar a alteração nessas populações, fintando a resposta imunitária. “Em populações onde um gene do HLA favorável esteja muito presente, vemos que existe um alto nível de mutações que permitem ao HIV resistir ao efeito particular desse gene”, disse Rodney Phillips, um dos autores do artigo. O estudo concentrou-se em várias regiões do globo, como o Reino Unido, África do Sul, Botswana, Austrália, Canadá e Japão.
O exemplo do Japão é paradigmático. O HLA-B*51 é uma variação de um dos genes do complexo que melhor respondem ao HIV. No entanto, 96 por cento das pessoas infectadas pelo HIV que têm este gene já apresentam o vírus com uma mutação capaz de se desviar dele. No Japão, esta variação do HLA é muito comum na população. Isto faz com que mesmo entre as poucas pessoas que não apresentam esta variante genética, 66 por cento estejam infectadas com o vírus mutado para resistir a esta forma alternativa do gene. Hoje em dia, a resposta imunitária entre pessoas com e sem o HLA-B*51 é parecida, quando nos anos 1980 quem tinha a variante resistia melhor à infecção.“A tentação é olhar para isto como uma má notícia, mas não tem que ser assim. Pode também ser que à medida que o vírus muda, outras respostas imunitárias passam a entrar no jogo e podem tornar-se mais eficazes”, disse Goulder. Uma das implicações do estudo é que uma vacina futura tem que jogar com a capacidade de mutação do HIV e “actualizar-se”, como se faz actualmente com o vírus da gripe.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Universidade do Algarve

Prémio para docente da UAlg

Docente da UAlg recebe prémio luso-brasileiro de investigação em Psicologia da Saúde.

Saul Neves de Jesus, professor catedrático da Universidade do Algarve, recebeu o “Prémio Luso-Brasileiro de Investigação em Psicologia da Saúde 2009”, no âmbito do I Congresso Luso-Brasileiro de Psicologia da Saúde, que se realizou no Campus de Gambelas da UAlg, entre 5 e 7 de Fevereiro, e contou com a presença de cerca de 500 participantes.
O Prémio foi atribuído pela Comissão Científica do Congresso, que integrava mais de 30 especialistas, indicados pela Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde (SPPS) e pela Associação Brasileira de Psicologia da Saúde (ABPSA).
De acordo com o regulamento, o prémio “destina-se a distinguir os investigadores que apresentem melhor currículo científico e que mais tenham contribuído para a realização de investigações conjuntas entre Portugal e o Brasil, no domínio da Psicologia da Saúde”. A Administração Regional de Saúde do Algarve patrocinou o prémio, no montante de 500€, tendo Saul Neves de Jesus doado este valor à Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve.
O prof. Saul Neves de Jesus Obteve o grau de Doutor em 1996 e a Agregação em 2001, sendo Professor Catedrático (o último grau da carreira académica em Portugal) desde 2003. Na Universidade do Algarve tem exercido diversas funções relevantes, sendo actualmente Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Director de vários mestrados, em particular do Mestrado em Psicologia da Saúde, e Coordenador do Centro Universitário de Investigação em Psicologia (CUIP). Anteriormente, desempenhou as funções de Director da Licenciatura em Psicologia, Director do Departamento de Psicologia e de Presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais.
Colabora com várias universidades portuguesas e estrangeiras, em júris de doutoramento e de mestrado, projectos de investigação, conferências, aulas e cursos breves, sendo o Brasil o país com o qual tem desenvolvido maior colaboração.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Saúde & Investigação

Pacemaker pioneiro em Portugal

Foi colocado o primeiro pacemaker compatível com a ressonância magnética.

Realizou-se no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a primeira cirurgia em Portugal, para a colocação de um pacemaker compatível com a ressonância magnética.
O inovador dispositivo da Medtronic, empresa líder mundial em dispositivos médicos, foi desenhado, testado e aprovado para ser utilizado durante a ressonância magnética em condições específicas e está agora disponível para ser comercializado em países europeus seleccionados, representando um marco importante da evolução na história dos dispositivos cardíacos implantáveis.
Segundo o Dr. João de Sousa, responsável pela primeira implantação deste pacemaker em Portugal, “a cirurgia foi realizada numa doente de 74 anos, com diagnóstico de miocardiopatia hipertrófica e disfunção do nódulo sinusal, com arritmias desde 2007. Foi um procedimento simples, com anestesia local, e demorou cerca de 30 minutos. Esta será a primeira portadora de pacemaker, que poderá ser submetida a ressonância magnética, em Portugal”.
Aproximadamente 2 milhões de europeus são portadores de pacemaker. Em Portugal estima-se que são implantados por ano cerca de 7.000 pacemakers, um dispositivo que permite tratar bradiarritmias (ritmos cardíacos lentos).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Conferência internacional

O desenvolvimento agrícola

Técnicas seguras e amigas do ambiente para garantir a qualidade dos frutos e legumes após a colheita, vão estar em debate na UAlg

Especialistas de 22 países vão reunir na UAlg, entre 14 e 16 de Janeiro de 2009, para discutir técnicas de ponta no domínio da determinação da qualidade de frutos e legumes na fase de pós-colheita. Em primeiro plano estará a análise de processos seguros para a saúde humana e para o ambiente, capazes de garantir um controlo de qualidade mais eficaz dos frutos e legumes que chegam ao consumidor final.
Mais de 80 especialistas vão rumar à UAlg no início do ano para participar nesta importante reunião financiada pela União Europeia ao abrigo do programa COST, que se destina a promover o intercâmbio entre centros de investigação de uma mesma área de trabalho - neste caso, o COST 924, que se refere ao campo da pós-colheita -, dinamizando assim a troca de experiências e conhecimento entre os investigadores da União Europeia.
“Fazer investigação após a colheita é tentar prolongar ao máximo a vida útil dos frutos e legumes sem que estes percam a qualidade. Não nos podemos esquecer que as frutas e legumes continuam a respirar, mesmo após a colheita, e que já não têm a protecção de quando estão na planta. Este processo origina a degradação do produto, que se expressa na, textura e odores indesejáveis, perda de sabor e qualidade nutricional e apodrecimentos”, explica a Dr.ª Carla Nunes, investigadora na área da pós-colheita no CDCTPV da UAlg e coordenadora da comissão organizadora e científica desta reunião.
Por outro lado, estes investigadores, maioritariamente agrónomos e biólogos, trabalham no desenvolvimento de alternativas seguras aos produtos químicos de síntese na pós-colheita e em métodos não destrutivos para avaliar as características dos alimentos após a colheita (como a acidez, o estado de maturação ou a qualidade nutricional).
“Não se pode destruir tudo o que vai para o circuito comercial para avaliar as características dos alimentos, o que aconteceria se apenas se recorresse a técnicas invasivas para determinar estes parâmetros. Por isso a Ciência tem evoluído bastante nesta área, no sentido de desenvolver técnicas não invasivas, como o recurso a infra-vermelhos, fluorescência, ressonância magnética ou raios-x, que permitem preservar a integridade de frutos e vegetais, oferecendo em simultâneo resultados mais fiáveis do que as técnicas invasivas”, continua a especialista.
A sessão de abertura da conferência internacional “COST 924 - Tecnologias seguras e amigas do ambiente no controlo de qualidade de frutos e legumes” terá lugar no dia 14 de Janeiro de 2009, às 09h00, no Auditório Verde da FERN da UAlg (Campus de Gambelas), sendo que ao longo dos três dias do evento terão lugar sete palestras-chave, asseguradas por especialistas dos Estados Unidos da América, Espanha, Itália, Bélgica, Grécia e Portugal (Prof.ª Cristina Oliveira, do Instituto Superior de Agronomia).

UAlg em sintonia com tendências dos mercados internacionais

A fruta e legumes cortados e embalados, prontos para consumo, têm chegado com cada vez mais força às grandes superfícies comerciais, ganhando adeptos de dia para dia. A investigação de técnicas ambientalmente seguras para avaliar a qualidade destes produtos é uma área ainda incipiente em Portugal. A UAlg, durante o ano de 2009, vai dar inicio a investigação nesta área, ao começar a fazer testes com iluminação ultra-violeta (UV-C), água electrolizada, ozono e uso de microrganismos antagonistas para manter a qualidade nutricional e prevenir a contaminação microbiológica deste tipo de produtos.
“Na fruta cortada não é possível, por exemplo, usar produtos químicos para manter os parâmetros de qualidade como acontece na fruta inteira, sendo apenas possível o uso de cloro para desinfectar água de lavagem do produto, pelo que é necessário apostar em métodos preventivos e de substituição do cloro, como a aplicação de anti-oxidantes, água electrolizada, ou iluminação UV-C, no sentido de manter sob controlo as bactérias que se desenvolvem nestes ambientes específicos”, continua Carla Nunes, igualmente coordenadora do grupo de Patologia e Controlo Biológico em Pós-Colheita do CDCTPV e da Estação de I&D em Pós-colheita, inaugurada na UAlg em 2007.
Outra tendência importante dos mercados actuais prende-se com o limite, imposto por cada país actualmente, de resíduos permitidos sobre a fruta que entra no respectivo circuito comercial. Este comportamento generalizado dos mercados está a fazer com que os fungicidas saiam do circuito de produção, por serem demasiado tóxicos e devido ao desinvestimento das empresas produtoras.
“Neste momento há mercados a pedir resíduos zero, como a Rússia por exemplo, ou a impor limites muito próximos do zero, como o Reino Unido”, contextualiza a especialista, acrescentando: “Se antes esta era uma questão de saúde, estando a imposição de limites relacionada com a tentativa de minimizar o impacto na saúde humana, agora é uma questão económica e de marketing, que cada país ostenta como um carimbo de qualidade dos produtos que comercializa, produzidos dentro e fora das respectivas fronteiras.”
Em 2000, a UAlg foi pioneira em Portugal, ao trazer para território nacional um projecto europeu justamente no âmbito do controlo biológico das doenças em pós-colheita (em fruta não cortada). Aliás, confirma Carla Nunes, “temos um grupo de investigação consolidado no estudo da reacção de diversos microrganismos antagonistas, como bactérias e leveduras, e várias substâncias em desenvolvimento, alternativas aos actuais fungicidas”. Inclusive, “o nosso grupo já identificou uma espécie nova de microrganismo, assim como procedeu à descoberta da sua utilidade no âmbito do controlo biológico de fruta para consumo”, concretiza a investigadora.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Investigação científica

Investigador da UAlg na revista Science

O Prof. Matthias Futschik, do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural (CBME) da UAlg, é um dos membros da equipa liderada pelo Prof. Jörg Gsponer, da Universidade de Cambridge, que publicou recentemente na prestigiada revista Science o resultado de um trabalho sem precedentes na área da proteómica

Os investigadores estudaram e descreveram a forma como as proteínas humanas não estruturadas, envolvidas no desenvolvimento de vários tipos de cancros e doenças neurodegenerativas, são reguladas dentro de cada célula. O extenso trabalho levado a cabo pela equipa de investigadores, que resultou na descrição da forma como cada célula humana mantém sob controlo as suas proteínas não estruturadas e de como estas proteínas se relacionam entre si, abre novas perspectivas à investigação médica mundial. Com base no estudo que Matthias Futschik, investigador do CBME da UAlg, ajudou a concretizar, novos caminhos terapêuticos podem agora ser explorados no campo da Oncologia, mas também no domínio das doenças neurodegenerativas.
“O nosso trabalho é uma espécie de novo ponto de partida no que toca à procura de respostas terapêuticas para várias patologias, uma vez que descrevemos pela primeira vez, e extensamente, como se comportam as proteínas não estruturadas no organismo humano, como se relacionam entre si e como cada célula usa todos os recursos próprios disponíveis em cada momento para manter estas proteínas sob controlo”, adianta Matthias Futschik, investigador contratado pela UAlg ao abrigo do programa Ciência 2007 e que nos próximos 5 anos vai desenvolver o seu trabalho no CBME, centro de investigação da UAlg integrado no laboratório associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB).

Células cheias de recursos para manter pulso firme sobre proteínas não estruturadas
Para melhor compreender o papel das proteínas não estruturadas comparemos a célula a um navio, com uma estrutura composta por várias partes rígidas (as proteínas estruturadas) mas que têm de estar ligadas na medida certa por um material flexível que as una, uma espécie de cola (as proteínas não estruturadas).
“Como todos sabemos, para que um navio seja funcional as várias peças que o compõem não devem estar nem demasiado coladas, nem demasiado soltas. O mesmo se passa dentro da célula, no contexto do desenvolvimento de diferentes doenças humanas em que as proteínas não estruturadas surgem desreguladas”, explica Futshick. Mantendo o cenário do navio, esta equipa verificou que a célula se comporta como um mecânico experiente e desenrascado que consegue reparar todas as pequenas falhas na estrutura da embarcação, evitando falhas gerais no sistema.
“Foi uma surpresa para nós descobrirmos que as proteínas não estruturadas são muito controladas, na medida em que julgávamos que apenas dois ou três passos regulatórios seriam importantes. Isto significa que a célula usa de todos os recursos que tem ao seu dispor para colocar as proteínas sob apertada regulação”, continua o especialista. Para chegar a esta conclusão, a equipa de investigadores recorreu à análise bioinformática de um vasto conjunto de dados, cruzando informações sobre múltiplos níveis de regulação em vez de explorar apenas um destes níveis isoladamente, algo de inédito no domínio da proteómica (estudo das proteínas).
“Até agora a procura de resposta terapêuticas para estas doenças era feita numa lógica de tentativa e erro. Com o trabalho que desenvolvemos, em que descrevemos extensamente, e pela primeira vez, não só a forma como as proteínas são mantidas sob controlo pela célula mas também como se relacionam entre si, vai ser possível criar novas abordagens para identificar mecanismos associados ao desenvolvimento de doenças, mais baseadas na lógica do que na tentativa e erro”, continua o investigador, que trabalhou com especialistas de um dos centros de investigação mais prestigiados do mundo, o Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge, onde por exemplo, na década de 60 do século passado James Watson e Francis Crick descreveram a estrutura do ADN, trabalho fundamental para o desenvolvimento da moderna biologia molecular.
O artigo científico intitulado “Tight regulation of unstructured proteins: from transcript synthesis to protein degradation”, que descreve o resultado deste trabalho liderado pela Universidade de Cambridge, foi publicado na revista Science na edição de 28 de Novembro de 2008.

Resumo do artigo disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19039133

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O mundo acaba amanhã?

Acelerador de partículas vai mesmo ser ligado

Nada admira que seja o homem o causador do Big Bang
Ameaças não faltam...

Segundo as últimas das agências noticiosas, o LHC (Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hadrões) está prestes a entrar em acção. É já esta quarta-feira e alguns cientistas dizem que pode provocar o fim do mundo.
Trata-se do maior acelerador de partículas, localizado no CERN (Organização Europeia para Investigação Nuclear), na Suíça, possui um túnel de 100 metros na fronteira com a França, onde os protões serão acelerados no anel de colisão que tem cerca de 27 km de circunferência e 8,6 km de diâmetro.
Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, tentando desvendar alguns segredos do universo. O desafio é fazê-lo sem destruir o mundo.
Produzindo um feixe de protões em cada direcção do anel, a intenção é colidi-los quando estiverem na máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang. Os cientistas envolvidos nesta experiência, a maior de sempre, até já foram alvos de ameaças de morte, precisamente devido a esse risco de causarem o fim do mundo. Várias pessoas têm recebido e-mails e chamadas telefónicas ameaçadoras, de pessoas que dizem temer o surgimento de terramotos e tsunamis, denunciou o The Telegraph.

Não à colonagem de animais

PE defende proibição da clonagem de animais para fins alimentares

O Parlamento Europeu (PE) pediu à Comissão que proíba a clonagem de animais na UE para fins alimentares

Para os eurodeputados a clonagem de animais para a provisão de alimentos compromete "a imagem e o conteúdo do modelo agrícola europeu, que se baseia na qualidade dos produtos, bem como em princípios relativos ao respeito do ambiente e normas estritas quanto às condições de bem-estar dos animais". Os membros do PE sublinharam ainda que "a clonagem reduziria consideravelmente a diversidade genética dos efectivos de gado, aumentando o risco de manadas inteiras virem a ser dizimadas por doenças às quais sejam susceptíveis".
A resolução aprovada hoje no Parlamento Europeu convida a Comissão a apresentar propostas tendentes a proibir, para a provisão de alimentos,não só a clonagem de animais, mas também a criação, importação e colocação no mercado de animais clonados e seus descendentes ou de carne, produtos derivados, sémen e embriões de animais clonados e descendência.

A resolução tem em conta as recomendações da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) e do Grupo Europeu de Ética para as Ciências e as Novas Tecnologias (EGE).
A AESA publicou, em Julho, um parecer científico sobre as implicações da clonagem de animais para a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos animais e do ambiente, no qual conclui que se revelou terem sido afectados, muitas vezes de forma grave e até fatal, a saúde e o bem-estar de uma proporção significativa de clones.
Devido aos actuais níveis de sofrimento e aos problemas de saúde das mães portadoras e dos clones animais, o Grupo Europeu de Ética questiona se a clonagem de animais para o aprovisionamento alimentar se justifica do ponto de vista ético e não encontra argumentos convincentes para justificar a produção alimentar a partir de clones e dos seus descendentes, sublinha o PE na resolução.
Os processos de clonagem revelam uma baixa taxa de sobrevivência de embriões transferidos e animais clonados. Muitos animais morrem nos primeiros anos de vida em virtude de insuficiência cardiovascular, deficiências imunitárias, problemas respiratórios ou anormalidades renais e do sistema músculo-esquelético.