Especialistas alertam para possíveis represálias. Barack Obama anunciou esta madrugada (hora de Lisboa) que Osama bin Laden foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos. José Manuel Anes, director do Observatório para Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, considera que a notícia da morte de bin Laden pode desencadear uma onda de retaliações por parte de pequenos grupos radicais ligados à Al-Qaeda. “É uma boa notícia, mas não é caso para deitarmos foguetes: morreu Bin Laden, mas o terrorismo não morreu. Penso que há o risco deles ensaiarem alguma acção espectacular ou várias de vingança pela morte do herói desse islamismo radical e terrorista”, alerta. O General Loureiro dos Santos, também alerta para as prováveis retaliações. Em declarações à Renascença, este especialista em assuntos militares considera que os principais alvos são os Estados Unidos, a Europa e os países muçulmanos moderados, como a Indonésia, Israel, Arábia Saudita e Índia, onde as medidas de segurança já foram reforçadas.
O rosto do terrorismo mundial: O líder da Al-Qaeda, morto hoje numa operação militar norte-americana no Paquistão, nasceu em Riade, na Arábia Saudita, em 1957. Foi o 17.º filho dos 50 de Mohamed bin Laden, um magnata da construção próximo da família real saudita. A mãe, síria, e o pai mantiveram uma educação islâmica estrita, o que, segundo vários especialistas, acabou por condicionar o futuro de Osama. Pai de cerca de 20 crianças - distribuídos por cinco mulheres -, bin Laden casou-se pela primeira vez com uma prima, aos 17 anos, e usou parte da fortuna para apoiar o combate contra a invasão soviética do Afeganistão, na década de 1980, mantendo-se ao lado do mentor, Abdullah Azzam. No final da guerra, e depois de ter sido recebido na Arábia Saudita como um herói mujahidin, bin Laden forma a Al-Qaeda (A Base). Quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990, a Arábia Saudita virou-se para os Estados Unidos e bin Laden abandonou o país onde nasceu. Seguiu para o Sudão, onde se reuniram muitos dos seus apoiantes.
O nome surge pouco depois relacionado com um grupo da “jihad” islâmica do Egipto, liderado por Ayman al-Zawahiri. Quando o grupo tentou assassinar Hosni Mubarak, em 1995, foi expulso do Sudão. Bin Laden regressou ao Afeganistão, onde, protegido pelo regime talibã, começa a instalar os primeiros acampamentos de treino para as acções globais da Al-Qaeda. O seu nome é relacionado com alguns dos principais ataques terroristas contra os Estados Unidos, incluindo os das embaixadas em Dar es Salaam (Tanzânia) e em Nairobi (Quénia) em 1998 e o ataque contra o USS Cole, em 2000. Bin Laden é considerado o autor moral dos atentados contra as Torres Gémeas em Nova Iorque, em 2001, passando então a ser o principal alvo da "guerra contra o terror", iniciada pelo anterior Presidente norte-americano George W. Bush. Várias vezes, no passado, se chegou a falar da morte de Bin Laden mas, apesar da oferta de uma recompensa de 25 milhões de dólares, nunca foi apanhado. Afinal, morreu hoje numa simples operação militar norte-americana no Paquistão, onde niguém ficou ferido, e só Bin Ladem morreu. O seu corpo foi lançado ao mar, noticiou a imprensa norte-americana.
(Lançado ao mar???
Se nos lembrar-mos da exposição mediática do corpo de Che Guevara quando caíu numa emboscada da CIA, na Bolívia, achamos que isto não passa de um embuste à moda parola do Tio Sam...)
Governo e “troika” discutem eventual alargamento de prazos para o défice
Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (uma das instituições que integra a troika), espera que "haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar". O alargamento do prazo para Portugal reduzir o défice está, de facto, a ser discutido entre as autoridades portuguesas e a “troika” que vai decidir o resgate financeiro. O vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, não nega essa hipótese, embora também não a queira comentar. “É uma discussão sempre útil, evidentemente. No contexto das negociações, penso que se chegará a um consenso aceitável, quer para as três instituições que estão envolvidas, quer para Portugal. Espero que haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar”, disse.
Vítor Constâncio, em declarações à imprensa, em Bruxelas, insistiu uma vez mais na necessidade de haver um acordo alargado entre Governo e oposição sobre as medidas de austeridade que vão ser impostas. “Vejo como muito importante, porque Portugal fez o pedido de assistência financeira com um Governo minoritário e a decisão do Ecofin sublinhava que era necessário um consenso nacional mais alargado para permitir que houvesse um compromisso do país em relação ao cumprimento de medidas que se vão estender ao longo dos próximos anos”, acrescenta Constâncio. O défice deve chegar aos 4,6% este ano, aos 3% em 2012 e aos 2% em 2013.
Partido finlandês volta a rejeitar apoio a Portugal
Extrema-direita finlandesa, terceira classificada nas eleições, afirma ainda que a Grécia e outros países devem reestruturar as suas dívidas. O líder do partido “Verdadeiros Finlandeses”, Timo Soini, afirma que a Finlândia e a União Europeia têm de chegar a um acordo sobre o plano de resgate financeiro a Portugal sem o apoio do seu partido. Citado pela agência financeira Bloomberg, Soini disse ainda que prevê que a Grécia e outros membros do euro tenham de reestruturar as suas dívidas. O líder do partido de extrema-direita, que nas eleições finlandesas de 17 de Abril ficou na terceira posição, disse que as conversações para formar Governo são “sérias”, mas enfatizou a sua oposição ao resgate a Portugal. "Espero que haja um Governo de coligação quando esta questão de Portugal for resolvida. Pode não ser nos próximos dois dias, mas talvez dentro de um mês.
(Lembrete: Os nossos amigos europeus da Filândia está a precisar que lhe seja recordado, que no final da 2ª. Grande Guerra Mundial estava decrépita e esfomeada, tendo na altura sido ajudade por Portugal com alimentos, vestuário e bens de consumo variados)
Português apoiado pela fundação Gates investiga cura da SIDA
Projecto visa “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento", refere o investigador. Só 85 em 2.500 candidatos foram seleccionados e um deles é português: o investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, acaba de receber um financiamento de 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados. O programa apoia investigadores em todo o mundo a explorarem formas não ortodoxas para a resolução de problemas de saúde pública em países em vias de desenvolvimento. O projecto do investigador português (intitulado “Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cell”) ambiciona chegar a uma cura contra a SIDA.
Hoje, apesar dos avanços médicos que melhoraram a qualidade de vida dos doentes, não se conhecem formas de erradicar o HIV-1 de um organismo infectado. O financiamento vai permitir “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento". "Significa também que a ciência básica portuguesa é reconhecida internacionalmente e que pode ser um importante motor de desenvolvimento do país", afirma João Gonçalves, em comunicado. O projecto, desenvolvido em laboratório, vai durar 12 meses. Caso os resultados sejam promissores, o investigador poder ser de novo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, desta vez com um milhão de dólares, para a produção em larga escala das nanopartículas terapêuticas e para testes "in vivo" (em ratinhos e macacos) de eficácia e segurança desta abordagem.
Eleições: O problema está na escolha
17 forças políticas concorrem às eleições de 5 de Junho, e CNE confirma que 10 “vão a jogo” em todos os círculos nacionais. São dezassete as forças políticas apresentaram listas para as eleições legislativas de 5 de Junho, mas apenas nove partidos e uma coligação vão candidatar-se a todos os círculos eleitorais, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE). De acordo com a CNE, PS, PSD, CDS-PP, BE, PCTP-MRPP, Movimento Esperança Portugal (MEP), Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Nacional Renovador (PNR) e a CDU (coligação que integra PCP e PEV) apresentaram listas aos 22 círculos. Em 2009, 15 forças apresentaram listas, mas também apenas nove partidos e uma coligação, a CDU, candidataram-se a todos os círculos. Segundo o resultado do sorteio das candidaturas apresentadas nos respectivos tribunais para ordenação dos boletins de voto, divulgado no “site” da CNE, o recém-criado Partido Pelos Animais e Pela Natureza (PAN) apresentou listas em 21 círculos eleitorais. O Partido Trabalhista Português irá concorrer a 19 círculos, ficando de fora nos círculos de Faro, Viana do Castelo e Fora da Europa. O partido Portugal Pró-Vida (PPV) apresentou listas em 12 círculos eleitorais, enquanto o Partido Democrático do Atlântico (PDA) e o Partido Nova Democracia (PND) concorrem em nove círculos. Já o Partido Humanista (PH) e o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS) irão concorrer em oito círculos.
Menos 11 mil bolsas de acção social para estudantes universitários
Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) atribuiu 64 mil bolsas de acção social a estudantes universitários, menos 11 mil que no ano passado. Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros e que não responderam aos pedidos de esclarecimento que foram feitos. Uma outra fatia dos indeferimentos deve-se à falta de aproveitamento escolar. As regras mudaram este ano e, ao contrário do que acontecia no passado, agora os maus alunos deixam de ter a possibilidade de receber bolsa. Ainda segundo o MCTES, as novas regras permitem agora que cerca de 19 mil estudantes do ensino universitário, politécnico e privado possam receber mais dinheiro. Em alguns casos, trata-se de mais de 700 euros de acréscimo. As novas regras também têm o seu reverso, sendo que cerca de 22 mil alunos viram a verba da bolsa ser reduzida. Para que estas ajudas aos estudantes cheguem em tempo útil, o MCTES, a Direcção-Geral do Ensino Superior e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas decidiram que, a partir do próximo ano lectivo, a candidatura à bolsa passa a ser submetida no início do ano lectivo e os resultados anunciados no arranque das aulas.
Quatros indivíduos assaltam bar. Cliente e dono foram agredidos e sequestrados
Grupo, que actuou encapuzado, levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora. Um cliente e o proprietário de um bar na freguesia de Maceira, concelho de Leiria, foram agredidos e sequestrados esta madrugada por um grupo de quatro indivíduos que assaltaram o estabelecimento. "A situação passou-se cerca das 2h20, quando quatro indivíduos entraram dentro do estabelecimento, tendo agredido o cliente e o proprietário, que depois amarraram", explicou fonte policial à Lusa, adiantando que pelo menos um dos suspeitos estava munido de uma arma de fogo. O grupo, que actuou encapuzado, "levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora", tendo ainda furtado um veículo que se encontrava estacionado nas imediações do bar. Passadas duas horas, as duas vítimas conseguiram libertar-se, tendo pedido ajuda à GNR. O grupo é suspeito de estar envolvido num outro assalto a uma perfumaria na vila da Batalha, dado que a viatura que foi vista no local "tem características idênticas à que foi furtada" na Maceira. A investigação está agora sob a alçada do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.













