Prática comum em zonas de turismo, as massagens nas praias algarvias, e a prática de certos desportos serão analisados «caso a caso», diz novo comandante.O novo comandante da Zona Marítima do Sul afiançou esta quinta-feira que a realização de massagens nas praias algarvias ou a prática de certos desportos aquáticos na Ria Formosa irão ser analisados «caso a caso». Depois de ter cumprido a sua última comissão de serviço como comandante, que durou pouco mais de três anos, Luís Reis Ágoas passou esta quinta-feira o testemunho a Guilherme Marques Ferreira.
O comandante que hoje cessa funções obteve projecção mediática no Verão passado com a proibição de massagens nas praias e da prática de «kite» e «windsurf» nas zonas de Faro e Olhão abrangidas pela Ria Formosa. Na altura, Reis Ágoas decretou a proibição daqueles desportos nessas zonas, mas refutou ter proibido as massagens, alegando ter exigido apenas que fossem cumpridos os requisitos de licenciamento.
«Vamos analisar caso a caso e actuar de acordo com a lei», afirmou Marques Ferreira aos jornalistas, acrescentando que no caso dos desportos aquáticos tem que ser assegurada a ausência de riscos para os banhistas. O novo comandante da Zona Marítima do Sul e por inerência comandante regional da Polícia Marítima do Sul e de Faro e capitão do Porto de Faro, desempenhava antes as funções de capitão do Porto de Sines.
Nascido em Lisboa a 1 de Abril de 1960, Marques Ferreira ingressou na Escola Naval em Outubro de 1980, sendo promovido a guarda-marinha seis anos depois e especializando-se em Navegação. Afirmando que a prioridade da sua missão no Algarve é o exercício da autoridade marítima, combatendo o ilícito e a criminalidade, frisou a importância da cooperação com outras forças policiais.
«Em Sines a realidade era a de um grande porto, com todos os problemas de segurança que isso constitui», afirmou, observando que no Algarve - onde o narcotráfico é mais frequente -, a realidade é diferente. Marques Ferreira iniciou a sua carreira naval a bordo do Navio da República Portuguesa (NRP) António Enes, como aspirante, tendo também exercido as