Liberdade e o Direito de Expressão

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pobreza / Empréstimos

Previsões apontam próximo ano como "negro" em Portugal
                                                                                                             
Pobreza vai aumentar em 2011 em Portugal, alerta Jerónimo de Sousa. De acordo com o Diário de Notícias, citando o Banco Alimentar Contra a Fome, existem pelo menos 300 mil portugueses a passar fome em Portugal.
                                      
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou hoje em Torres Vedras que a pobreza vai aumentar em 2011 com o novo Orçamento do Estado, ao comentar a existência de 300 mil portugueses no limiar da pobreza. "Infelizmente, quando entrarem em vigor as medidas do Orçamento do Estado para 2011, tendo em conta que se vai reduzir salários, congelar reformas, aumentar os impostos e reduzir o investimento, inevitavelmente que a vida vai piorar para a maioria dos portugueses", afirmou à agência Lusa Jerónimo de Sousa, prevendo um aumento da pobreza em Portugal. Para o líder dos comunistas, a existência de 300 mil portugueses a passar fome no país "resulta fundamentalmente de uma política de destruição do aparelho produtivo e da produção nacional, do aumento do desemprego e do aumento das injustiças na repartição da riqueza".
Jerónimo de Sousa defendeu uma "rutura" nas políticas no sentido de "valorizar o que temos de bom no país e a capacidade de resposta do país na criação de mais emprego". Falando sobre precariedade laboral e desemprego, o líder comunista não esqueceu o candidato presidencial e atual Presidente da República, Cavaco Silva, que no sábado se sentiu "envergonhado" pela pobreza existente no país. "O Presidente da República tem grande capacidade de sacudir a água do capote, mas tem lá a sua assinatura moral [no Orçamento do Estado para 2011] e vem agora com ar muito compungido dizer que temos pobreza em Portugal", disse.
De acordo com o Diário de Notícias, citando o Banco Alimentar Contra a Fome, existem pelo menos 300 mil portugueses a passar fome em Portugal. Sobre eleições, Jerónimo de Sousa comentou o anúncio da recandidatura do presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. "Ele é como a pescada. Antes de o ser já o era", disse, acrescentando que o candidatado "não é eterno e o PSD um dia acabará por perder a sua influência" no arquipélago "com ou sem João Jardim". Jerónimo de Sousa falava no final de um almoço com militantes de Torres Vedras.
                                                                                   
Especulação internacional sobre a dívida portuguesa
                                                                                                                
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, classificou hoje de "especulações" as notícias que dão conta da necessidade de uma intervenção da UE e do FMI nos dois países ibéricos por causa da crise financeira. O responsável deu hoje uma entrevista ao canal de televisão público alemão ARD e, quando questionado sobre a possibilidade de outros países, além da Grécia e da Irlanda, nomeadamente, Portugal e Espanha, recorrerem ao fundo de ajuda europeu, afirmou que se opõe "a todas essas especulações". Segundo Wolfgang Schaeuble, citado pela agência noticiosa francesa AFP, é necessário compreender que "é extremamente desagradável para os países em questão o recurso aos fundos de apoio".
E apontou para o que se passou com a Grécia e com a Irlanda, salientando que "o governo irlandês estava muito relutante em dar esse passo".
O ministro alemão também rejeitou a ideia da necessidade de um aumento da capacidade dos fundos de apoio: "Para resgatar a Irlanda, não temos sequer que utilizar 10 por cento dos recursos totais disponibilizados. É por isso que não precisamos especular sobre a necessidade de aumentar este fundo ou não. Os principais problemas dos mercados financeiros mundiais não estão localizados na Europa", acrescentou o ministro alemão.
Paralelamente, Wolfgang Schaeuble, recentemente nomeado pelo Financial Times como o melhor ministro das Finanças europeu - num 'ranking' em que Teixeira dos Santos ocupa o 16º. lugar - reiterou a oposição da Alemanha à emissão de empréstimos obrigacionistas europeus, assim como já o havia feito a chanceler Angela Merkel na sexta-feira. "É uma ideia completamente falsa", sublinhou o ministro. Essa possibilidade é defendida pelo líder dos ministros das Finanças do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e por alguns países. Para o político alemão, a variação das taxas de juro em cada país "é a única forma de pressionar os Estados membros a seguirem uma política financeira sólida". Acrescentou que "o euro é uma moeda estável e todos os países membros estão dispostos a defendê-lo".