Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A vergonhosa sociedade que os políticos criaram!

Solidão marcava a vida de duas idosas encontradas mortas em casa
                                                                                                                                        
Câmara convocou reunião de urgência. “Este caso, pelos traços que o caracterizam, é suficientemente grave para nada ficar como dantes”, diz vereador... Há emigrantes portugueses a dormir nas estações de comboios da Suíça... Chantagem fiscal - Estudantes encostados à parede: Alunos perdem bolsa de estudo se os pais tiverem dívidas à Segurança Social.
                                                                         
A solidão marcava a vida das duas idosas encontradas mortas em casa na freguesia das Mercês, em Lisboa, disseram os vizinhos. “Soube na reunião de condomínio que quem morava no 2º andar eram duas irmãs, uma não saía e outra saía muito pouco, e que não tinham televisão, era a única coisa que se comentava, que as senhoras viviam praticamente isoladas”, conta José Lopes, que vive no mesmo prédio onde habitavam as duas irmãs, de 80 e 74 anos. O caso levou já o vereador da Protecção Civil de Lisboa, Manuel Brito, a marcar uma reunião de urgência. “Este caso, pelos traços que o caracterizam, é suficientemente grave para nada ficar como dantes”, sustenta em declarações à imprensa. “Alguma coisa tem que ser alterada, nomeadamente nos processos de alerta. O problema central é como e quando somos avisados, porque temos as equipas prontas a sair, agora, alguma coisa tem de ser mudada nos métodos de aviso, de alerta, tem que ser uma questão de vizinhança, de juntas de freguesia”, defende Manuel Brito.
Segundo o vereador da Protecção Civil, o número de casos de pessoas isoladas encontradas mortas em casa tem vindo a aumentar em Lisboa. “Há dois anos foram 60 pessoas, 800 foram salvas, mas o ano passado foram 71 pessoas encontradas já em estado de cadáver”, refere Manuel Brito. As duas irmãs encontradas mortas em casa tinham 80 e 74 anos. Os corpos foram descobertos esta quarta-feira no apartamento onde vivam, nas Mercês, em Lisboa. Já estavam em estado de decomposição, segundo fonte policial. A PSP estima que as duas idosas estivessem mortas há mais de um mês, sendo provável que uma delas tenha morrido vítima de doença, o que precipitou a morte da outra, por falta de assistência. A polícia e os Sapadores de Lisboa entraram na casa das vítimas, depois de alertados por um vizinho que estranhou a ausência de contactos.
                                                                                                    
Pedidos de ajuda a emigrantes portugueses dispararam
                                                                                                                              
Pedidos de ajuda que chegam à Igreja cresceram significativamente. Governo reconhece que "sozinho" não consegue dar repostas às situações de carência que vão surgindo nas comunidades portuguesas no estrangeiro. O número de pedidos de ajuda à Igreja de emigrantes portugueses na Suíça aumentou 80% nos últimos dois anos, alerta o padre Aloísio Araújo, coordenador nacional da Pastoral das Missões Católicas naquele país. “Todos os dias, temos gente a bater à porta das missões e já há compatriotas nossos a dormir nas grandes estações de comboios, nos abrigos comunais”, relata o padre Aloísio Araújo. A Suíça é o destino da Europa para onde os portugueses mais emigram. Só no ano passado, 11 mil portugueses partiram para aquele país, onde a comunidade lusa ronda as 200 mil pessoas. As leis da imigração na Suíça são bastante rígidas e o mercado de trabalho está saturado. Quando todas as portas se fecham, "as da Igreja continuam abertas para fazer o possível", diz o padre Aloísio Araújo, coordenador nacional da Pastoral das Missões Católicas na Suíça. Os pedidos de ajuda visam as necessidades mais básicas, mas também para arranjar trabalho, como é o caso de Patrícia Moreira, uma enfermeira que tem os pais na Suíça. O Governo reconhece que "sozinho" não consegue dar repostas às situações de carência que vão surgindo nas comunidades portuguesas no estrangeiro. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, afirma que quem emigrar deve fazê-lo “sempre com contratos de trabalho que lhes dêem algumas garantias”. Apela ainda para que “não se deixem iludir com promessas fáceis”.
                                                                                                                                                 
Chantagem fiscal: Alunos perdem bolsas de estudo se os pais tiverem dívidas à Segurança Social
                                                                                                                                                 
O coordenador da Pastoral do Ensino Superior fala em "problema gravíssimo". Os alunos com pais que tenham dívidas à Segurança Social não podem candidatar-se a uma bolsa de estudo, segundo a Pastoral Universitária. O padre Nuno Miguel Santos, coordenador da Pastoral do Ensino Superior, fala num “problema gravíssimo”. "Muitos pais têm dívidas à Segurança Social por questões de empresas e pessoais. Alguns deles até estão em processos de decisão, nem sequer se sabe se eles devem mesmo ou não e os filhos ficam impedidos de receber. Temos muitas situações nesse sentido”, afirma o padre Nuno Miguel Santos. Este problema vai estar em destaque no encontro que a Pastoral do Ensino Superior tem marcado para Fátima, no próximo dia 4 de Fevereiro. Já sobre os elevados número de desistências no ensino superior - cerca de 3.300 desde o início do ano lectivo -, o responsável da Pastoral Universitária aponta a crise como uma das principais causas. Já quanto às respostas da Igreja, o padre Nuno Miguel Santos explica que a estratégia passa por apoio às propinas, alojamento, alimentação, planeamento e programação dos planos de estudo e acompanhamento dos alunos durante as teses.
EPIS alerta para carências entre estudantes. Número de alunos encaminhados para redes sociais triplicou em meio ano. Os valores são sinal de preocupação, mas não ainda de alarme, explica dirigente de associação que analisa e acompanha alunos em situação de risco. A associação Empresários Pela Inclusão Social (EPIS) alerta para o aumento de casos de alunos encaminhados para as redes sociais de apoio. A EPIS identificou três vezes mais casos, nos últimos seis meses, incluindo de carência alimentar. Não é uma situação preocupante, mas sobretudo um alerta social que fica no início do segundo período lectivo. Nos últimos seis meses triplicou o número de alunos encaminhados pela EPIS para as redes sociais locais. A carência alimentar é, de acordo com a EPIS, o motivo principal de reencaminhamento. Nos últimos quatro anos, a associação analisou 30 mil alunos, acompanhando actualmente cerca de nove mil estudantes, com o objectivo de combater o insucesso escolar. Neste grupo restrito de alunos, 30% apresenta sinais de risco. Há factores que condicionam o sucesso escolar e que a Associação “Empresários pela Inclusão Social” destaca, quando se inicia mais um período lectivo nas escolas. Serve, sobretudo, como sinal de alerta, os números que a EPIS apurou e que espelham o momento difícil partilhado por muitas famílias: “Estamos a falar de percentagens de cerca de 0,5 nos últimos dois anos passarem agora para 1,5%. Triplicaram, são um sinal de alerta, mas ainda não são um sinal de alarme.” Neste universo há casos mais preocupantes que outros, nomeadamente aqueles que envolvem carência alimentar: “Em todos estes casos podemos destacar a questão que se relaciona com a crise actual, que tem a ver com o desemprego do pai ou da mãe, com carência económica o que muitas vezes também está relacionado com carência alimentar. Estamos a falar de uma percentagem de casos que se manteve, num total de casos de alerta que aumentaram, mas que já tinha subido há um ano e meio”, explica. A EPIS desenvolve o seu trabalho em escolas com o 3º ciclo, em 12 concelhos das regiões Norte, Centro e Algarve. A esta rede, junta-se a partir deste mês, também o concelho do Porto.
                                                                                                                                                                    
Há fome e pobreza envergonhada entre os estudantes do superior
                                                                                                                                                      
Cerca de seis mil alunos abandonaram este ano as universidades... Nos jornais surgem notícias de fome e dificuldades nas universidades do Algarve e Aveiro, mas Lisboa não é excepção. “Há muita gente que durante o dia come uma sandes que traz de casa, porque 2,40 euros é muito para ir almoçar à cantina”, diz Catarina Pires, da associação de estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na Universidade de Lisboa, foi criado há dois anos o projecto UL - Consciência Social, que analisa cada caso de carência e distribui ajudas em senhas de refeição, passes de transporte e bolsas de mérito social. Em 2012, não sabe se terá verbas suficientes para aceitar todos os pedidos de apoio social. No dia em que as associações de estudantes do ensino superior se manifestam junto à Assembleia da República contra o sistema de atribuição de bolsas, a pró-reitora Luísa Cerdeira assume que há casos dramáticos de fome na Universidade de Lisboa e muitos atrasos no pagamento de propinas. Luísa Cerdeira diz que o “ensino superior cresceu muito em termos de frequência, mas quando vamos verificar quem é que estuda maioritariamente, vemos que a proveniência ainda é bastante elitista: cresceu a frequência, mas não há uma real democratização no acesso ao superior". "Com esta diminuição dos apoios vindos dos fundos públicos, numa situação de crise, temo que realmente estejamos a reiniciar um processo de elitização do ensino superior”, acrescenta. Cerca de seis mil alunos abandonaram este ano a universidade.
Disparou o número de alunos que abandonaram o ensino superior, e o maior número de desistências registou-se na Madeira. Mais de três mil estudantes cancelaram as suas inscrições nas universidades desde o início do ano lectivo – mais 6% do que no ano passado. Os números são avançados hoje pelo jornal “Público”, segundo o qual a Universidade da Madeira aparece no primeiro lugar da lista, com 300 alunos (20% das inscrições) a desistirem do curso. Seguem-se as Universidades de Lisboa, Clássica e do Minho. Em Coimbra, o número de desistências é semelhante ao do ano passado, mas no ISCTE e em Aveiro houve ligeiras quebras. No Algarve há, até esta altura, perto de 200 inscrições canceladas. No total, de acordo com dados publicados pelo “Público”, 3.300 alunos abandonaram o ensino superior desde o início do ano lectivo. No entender dos responsáveis de algumas universidades, o principal motivo é a actual crise económica – a mesma justificação apontada num inquérito realizado pela Universidade do Algarve, onde esta foi a resposta mais votada pelos alunos desistentes.
                                                                                                            
                                                                                                                                          
                                                                                           

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aumentos sobem em flexa

Transportes públicos devem aumentar 15%
                                                                                                                                             
“O outro ficou com um murro no estômago quando a agência de ‘rating’ disse que Portugal estava no lixo. Como é que as pessoas vão [agora] reagir? É murros no estômago, é murros na cara, é murros em todo o lado!”, critica Luísa Ramos, da Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul. Novas tarifas entram em vigor já em Agosto.
                                                           
O preço dos transportes públicos vai aumentar 15% no próximo mês de Agosto. A informação é avançada pelo “Diário Económico”. De acordo com o jornal, o Governo vai comunicar hoje às operadoras de transporte público que os bilhetes e passes sociais devem sofrer um aumento médio de 15% já a partir do próximo dia 1 de Agosto. A par de um aumento médio de 15% das tarifas nos transportes, o que significa que alguns títulos podem subir até 25%, enquanto outros não serão actualizados , o Governo propõe-se a rever a noção de serviço público, o que deverá passar pela redução ou eliminação de algumas carreiras de transporte. Já em Setembro será criado um novo tarifário que pretende reduzir o impacto dos aumentos junto das famílias mais desfavorecidas.
                                                                                                              
Governo confirma aumento nos transportes em Agosto
                                                                                                                            
Fonte do Ministério da Economia confirmou à que os transportes públicos vão sofrer um aumento nas tarifas. O anúncio será feito hoje. A medida enquadra-se no acordo com a “troika” e não agrada aos movimentos de utentes. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos considera que a subida de preços nos transportes na ordem dos 15% é inaceitável, tal como outras decisões do actual Governo. Aumento é "inqualificável e injustificável", diz Movimento de Utentes dos Serviços Públicos. “São aumentos que, a somar ao congelamento de salários, de reformas e pensões e a outros aumentos que se têm verificado e vão continuar a verificar, merecem da nossa parte total oposição e uma posição muito crítica. [São] medidas que penalizam os mesmos do costume”, sustenta Carlos Braga, em declarações à imprença. O dirigente do Movimento apela ainda “às respectivas comissões de utentes na área dos transportes que manifestem o seu protesto e que apelem às populações para que também manifestem esse protesto face a este brutal aumento, que consideramos inqualificável e injustificável”.
A mesma opinião tem a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul. Luísa Ramos, desta comissão, questiona mesmo se haverá quem possa suportar um aumento de 15% no custo dos transportes públicos. "É murros no estômago, na cara, é murros em todo o lado", reage Luísa Ramos. “Essa média de 15%, a confirmar-se, é aterrador. Qual é o agregado familiar que hoje pode suportar um aumento médio de 15%? Isso é inacreditável e inaceitável. Essa gente é criminosa, porque só vai buscar dinheiro a quem já não tem! O outro ficou com um murro no estômago quando a agência de rating disse que Portugal estava no lixo. Como é que as pessoas vão [agora] reagir? É murros no estômago, é murros na cara, é murros em todo o lado!”, critica, em declarações à imprensa. O acordo estabelecido com a “troika” não faz referência à percentagem de aumento dos transportes, mas, de acordo com a notícia avançada pelo “Diário Económico”, deverá ser da ordem dos 15%, podendo haver títulos que podem subir até 25%, enquanto outros não serão actualizados. O Governo propõe-se também a rever a noção de serviço público, o que pode passar pela redução ou eliminação de algumas carreiras de transporte. Em Setembro, ainda de acordo com o “DE”, será criado um novo tarifário, que pretende reduzir o impacto dos aumentos junto das famílias mais desfavorecidas. Contactada, a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) prefere não comentar para já o aumento, remetendo para mais tarde, quando receber a informação do Governo, uma reacção.
                                                                                                                               
Governo convoca conselho de ministros extraordinário para hoje
                                                                                                                       
Ministro das Finanças lidera reunião de hoje, devido à presença de Passos Coelho em Bruxelas. Está convocada para hoje de manhã, pelas 8h00, nova reunião do conselho de ministros. O encontro vai ser presidido pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. A agenda não foi divulgada, mas fonte governamental adiantou que se trata da continuação da reunião de ontem. O primeiro-ministro não vai liderar a reunião, por estar em Bruxelas na cimeira extraordinária dos países da Zona Euro, que decorre em simultâneo. Este é o segundo conselho de ministros no espaço de dois dias, já que hoje houve reunião, da qual saiu a nova legislação para os despedimentos. reunião de hoje, surge poucos dias depois de Pedro Passos Coelho ter dito que vão ser anunciadas novas medidas de austeridade até Agosto. Passos Coelho afirmou na altura que as medidas de contenção a anunciar visam a contenção da despesa, contrariamente à receita esperada pelo imposto extraordinário já anunciado. O conselho de ministros desta tarde aprovou as novas regras laborais que permitem a flexibilização e facilitação dos despedimentos, com as indemnizações por despedimento a passarem de 30 para 20 dias de serviço prestado por ano. O Governo anunciou que as medidas aplicam-se, para já, apenas aos novos contratos celebrados. As explicações dadas ontem aos parceiros sociais apontavam para a entrada em vigor da nova lei laboral em Agosto ou princípio de Setembro. Este encontro extraordinário do conselho de ministros de amanhã acontece no dia seguinte ao final do prazo para venda do Banco Português de Negócios (BPN).
                                                                                                          
Portugueses vão pagar novo imposto. Faça contas com um simulador
                                                                                                                                  
Descarregue numa calculadora para saber o montante adicional que lhe vai ser retido na fonte em Dezembro. A grande maioria dos portugueses vai ter de pagar mais ao Estado em Dezembro. O Governo chama-lhe "sobretaxa extraordinária". Se é trabalhador por conta de outrem ou pensionista, pode consultar o simulador para saber qual é o montante adicional que lhe vai ser retido na fonte no último mês do ano, que coincide com o pagamento do subsídio de Natal. O novo imposto incide sobre rendimentos englobáveis de IRS. Assim, logo ficará a saber quanto é que vai pagar a mais e qual vai ser o valor do seu subsídio de Natal. Se tiver mais dúvidas, envie um mail para online@rr.pt. O simulador não deverá contabilizar os acertos a fazer em 2012, já que quem tiver mais filhos, por exemplo, vai ser beneficiado no momento do reembolso. Por outro lado, quem tiver mais-valias - provenientes de acções, por exemplo -, também será alvo de acertos.
                                                                                     
Governo aprova redução das indemnizações por despedimento
                                                                                                                   
As regras aplicam-se, para já, apenas aos novos contratos celebrados. O Governo deu ontem início ao processo que vai facilitar os despedimentos, com a aprovação das alterações ao código de trabalho, decidida esta manhã em conselho de ministros. As indemnizações por despedimento passam a ter 20 dias de retribuição base por cada ano de serviço, com limite máximo igual a 240 salários mínimos (116.400 euros). As novas regras são válidas apenas para os novos contratos, garante o secretário de Estado da presidência do conselho de ministros, Luís Marques Guedes: “Não se aplica aos trabalhadores que já têm contratos de trabalho e que estão neste momento no exercício das suas funções”, assegura Marques Guedes. Sobre o futuro das novas regras a aplicar aos contratos já celebrados, tal como prevê o memorando de entendimento com a “troika”, Marques Guedes não se pronuncia, dizendo apenas que o Governo está “comprometido com os compromissos do memorando”. “O que está no memorando é uma orientação de convergência, que terá de ser trabalhado em sede de concertação social”, finalizou. O conselho de ministros aprovou também a criação de um fundo de compensação de base empresarial, a ser constituído e suportado pelos empregadores e trabalhadores. As alterações ao código do trabalho sobem a plenário no dia 28, num calendário imposto pela presidente da Assembleia da República e contra a vontade de PCP e Bloco de Esquerda. Os dois partidos alegam que não está ser respeitado o obrigatório prazo para o debate público e, por isso mesmo, PCP e Bloco vão recorrer para o plenário do Parlamento.
                                                                                                                               
CGTP: “O Governo usa a política do bandido, dispara primeiro e pergunta depois”
                                                                                                              
A central sindical critica o facto de não ter havido discussão séria com os trabalhadores antes da aprovação da nova lei laboral. A CGTP apela ao Presidente da República para que impeça a compressão dos prazos de discussão pública das alterações à lei laboral. Carvalho da Silva pede directamente ao chefe de Estado para que evite um alegado atropelo constitucional. CGTP faz um apelo ao Presidente da República: “Queremos deixar um apelo ao Presidente da República, que seja cumpridor da Constituição da República e que não permita estas farsas, designadamente, em relação a um princípio constitucional, que tem grande valor, que é o direito de participação dos trabalhadores na discussão da legislação do trabalho”, disse o dirigente sindical. Carvalho da Silva critica falta de diálogo na aprovação da nova lei. Carvalho da Silva deixou duras críticas ao Governo, dizendo que “no que diz respeito à participação dos trabalhadores e em concreto em relação a este projecto, que visa tornar mais fácil e muito mais barato o despedimento, o Governo usa a política do bandido – dispara primeiro e pergunta depois”. O Governo aprovou ontem em conselho de ministros as alterações ao código de trabalho, que determinam que as indemnizações por despedimento passam a ter 20 dias de retribuição base por cada ano de serviço, com limite máximo igual a 240 salários mínimos.
                                                                                                                         
Bolsas de estudo vão ter novas regras. Estudantes temem atrasos
                                                                                                                
Terminou ontem o prazo de candidatura à renovação das bolsas de estudo para os alunos do ensino superior, numa fase em que ainda não se conhece o novo regulamento. O Governo vai alterar as regras para atribuição das bolsas de estudo. O Ministério da Educação confirmou que foi criado um grupo de trabalho com esse fim, que vai ser supervisionado pelo secretário de Estado do Ensino Superior. De acordo com fonte do gabinete do ministro Nuno Crato, o grupo já tem uma série de princípios estruturados, mas o trabalho ainda não está concluído. Federação Académica do Porto teme atrasos nos pagamentos das bolsas. Luis Rebelo, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), mostra-se preocupado com “os possíveis atrasos no pagamento das bolsas daqui para a frente”.
O presidente da FAP recorda que, “no último ano, a regulamentação ficou pronta já a 19 de Outubro”, acabando por “atirar o pagamento de muitas das primeiras prestações das bolsas de estudo para Fevereiro ou Março”. O prazo para as candidaturas às bolsas de estudo terminou ontem, mas, uma vez que as novas regras ainda não são conhecidas, Luís Rebelo admite pedir um prolongamento ou a abertura de um novo período de candidaturas em Setembro. Bolsas de estudo devem satisfazer necessidades dos estudantes, diz AAC. Já Eduardo Melo, da Associação Académica de Coimbra, espera “que as propostas que o movimento associativo tem feito sejam atendidas”. Eduardo Melo defende ainda “um regulamento que responda às necessidades dos estudantes”. Os atrasos na publicação do novo regulamento da acção social vão estar em debate na reunião de dirigentes associativos, marcada para hoje, no Porto.
                                                                                         
Estão abertas as candidaturas ao ensino superior
                                                                                                                             
Este ano, é só pela Internet e os estudantes ainda não sabem como vai ser a atribuição de bolsas. Desde a meia-noite que mais de 54 mil vagas estão a concurso nas instituições públicas de ensino superior universitário e politécnico. A novidade este ano é que os alunos só podem fazer a sua candidatura via Internet no site da Direcção-Geral do Ensino Superior. É a primeira fase de candidaturas ao ensino superior, que decorre até 17 Agosto. Há 1.181 cursos à escolha, dos quais 176 em horário pós-laboral. No acto da candidatura, o aluno deve logo indicar se pretende candidatar-se também a bolsa (não se sabe ainda como vai ser a atribuição). Em Viseu, há quem tenha esperado pela meia-noite para ser das primeiras a apresentar a sua candidatura – caso de Isabel Maria, que quer ir para Coimbra estudar Direito. A segunda fase de candidatura ao ensino superior decorre entre 19 e 30 de Setembro.
                                                                                                                    
Há mais 82 vagas nas universidades
                                                                                                                                      
Este ano os alunos só poderão fazer a sua candidatura via internet, no site da Direcção-geral do Ensino Superior. A primeira fase arranca já na próxima quinta-feira, dia 21 de Julho. Os cursos de Ensino Superior público, a nível de licenciatura, disponibilizam este ano apenas mais 82 vagas, num total de 54.068, segundo os dados do Ministério da Educação e Ciência (MEC), hoje revelados. As vagas serão distribuídas por 1.181 cursos, dos quais 176 em regime pós-laboral e 10 no sistema de ensino a distância. A primeira fase de candidatura ao Ensino Superior começa na quinta-feira e prolonga-se até 17 de Agosto. No ano lectivo 2011-2012, as universidades oferecem 27.037 vagas em regime normal, 1.753 pós-laboral e 30 de ensino a distância. Nos institutos politécnicos, abrem 20.974 vagas em regime normal, 3.994 em pós-laboral e 280 para ensino à distância. As áreas que mais vagas oferecem são as de Ciências Sociais, Comércio e Direito (28%), Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (23%) e Saúde e Serviço Social (15%).
Segundo o MEC, 75 das novas vagas serão "financiadas pelas próprias instituições" de Ensino Superior. Estão abrangidas por esta modalidade 10 vagas em Ciências Agrárias na Universidade dos Açores, 25 em Estatística Aplicada na Universidade do Minho, 20 vagas em Educação Artística no Instituto Politécnico de Portalegre e outras tantas em Informação Turística no Instituto Politécnico de Viseu. A informação hoje divulgada pelo ministério dá ainda conta de 217 vagas de ingresso no curso de Medicina para licenciados, "mais 133%". O MEC aponta o início de funcionamento do curso de Medicina, "com abertura de vagas exclusivamente para licenciados através de concurso especial, na Universidade de Aveiro", com 40 vagas, "às quais acrescem 32 vagas do curso de Medicina da Universidade do Algarve", em moldes idênticos. Pela primeira vez desde a adopção do sistema de candidaturas via Internet, em 2007, a candidatura é apresentada "exclusivamente desta forma", no sítio da Direcção-Geral do Ensino Superior. No ano lectivo transacto, houve 53.986 vagas para os alunos candidatos ao Ensino Superior, mais 2.068 do que em 2009, nas instituições públicas.
                                                                                                
Portugueses entregaram 500 casas por mês aos bancos em 2011
                                                                                                                             
Associação das Empresas de Mediação Imobiliária garante que os bancos estão a ser concorrentes desleais. Nos primeiros seis meses do ano, mais de três mil imóveis foram entregues aos bancos, em resultado do incumprimento nos créditos à habitação e à construção. São dados da Associação das Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP). Só entre Maio e Junho, foram entregues mais de 1.200 imóveis, a maioria nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Banca está a fazer concorrência desleal, acusa Luis Lima. Em declarações à Renascença, Luís Lima, presidente da APEMIP, garante que este agravamento é mais notório nas construtoras do que nos particulares e acusa a banca de concorrência desleal: “A banca fica com os imóveis e quando os vai vender, quando são deles, dá condições preferenciais”, explica.
                                                            
Algarve vai ter mais 180 polícias
                                                                                                                                   
Albufeira será a cidade algarvia a receber o maior reforço: 30 polícias. O ministro da Administração Interna anunciou hoje que o Algarve vai contar com mais 180 polícias. Miguel Macedo fez questão de sublinhar que a região não se encontra numa situação de emergência, embora haja um certo alarme social decorrente das repetidas notícias de assaltos, sobretudo em Albufeira, cidade que vai receber o maior reforço policial. "Foram destacados mais 180, concretamente aqui em Albufeira houve um reforço de 30 homens, num quadro de reforço das forças de segurança para o Verão, onde temos muito mais gente no Algarve”, anunciou Miguel Macedo. No final de um encontro com representantes das forças de segurança algarvias, os presidentes dos municípios e outros agentes da região, o ministro da Administração Interna garantiu que o Algarve não está “numa situação de emergência”, mas reconheceu que era importante “tomar algumas medidas urgentes para acorrer a esta situação”. Quanto à reestruturação dos comandos e alteração ou ajustamento da lei da videovigilância são assuntos em cima da mesa do ministro.
                                                                         
Londres aconselha cautela a turistas após dois ataques no Algarve
                                                                                                                      
O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico lembra que o número de ataques violentos em Portugal é baixo, mas que mesmo assim é necessário ter cuidado, depois dos casos ocorridos desde o início deste ano, nomeadamente po casa da morte de algund turistas. As autoridades britânicas aconselham os turistas que venham para Portugal a serem cautelosos depois da morte de um homem que foi atacado na rua por um gangue de jovens, noticiou hoje o “The Independent”, que recorda ainda um caso passado em Março. Segundo a edição online do jornal britânico, Ian Haggath, de 50 anos, de Dunston, ficou inconsciente após sido atacado em Albufeira, a 15 de Maio, por um gangue associado a pelo menos outros dois ataques. Morreu no hospital de Faro a 25 de Maio último. O “The Independent” referiu que o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico reviu as recomendações para os turistas que pretendam viajar para o Algarve e advertiu para que se mantenham sempre alerta.
O jornal adiantou que membros do Consulado britânico estão em contacto com a polícia portuguesa para avaliar a gravidade da ameaça. “Claro que a morte é um motivo de preocupação e a forma como ocorreu. Estamos preocupados com a possibilidade de ataques violentos e levamos este assunto muito a sério. Actualizámos a nossa recomendação de viagem para advertir contra a possibilidade de ataques violentos e estamos em contacto com a polícia e as autoridades locais”, afirmou um porta-voz do Ministério. Haggarth sofreu ferimentos fatais na cabeça quando foi atacado por quatro pessoas. Alegadamente, estes indivíduos pertencem ao gangue que atacou e matou outro cidadão britânico, Darren Lackie, de 22 anos, em Março último, e esfaqueou um turista irlandês, David Hoban, de 44 anos, que sobreviveu. Os três homens foram todos atacados em Montechoro, precisou o jornal. Na recomendação para turistas que se desloquem ao Algarve, o ministério afirma que o número de ataques violentos em Portugal é baixo mas que mesmo assim é necessário ter cuidado.
                                                                                                           
GNR desmantela estufas de cannabis e cogumelos alucinogénios
                                                                                                      
Duas pessoas foram detidas e 250 plantas de cannabis apreendidas. A GNR de Tomar desmantelou hoje um complexo de produção de droga em Ourém, nomeadamente cannabis e cogumelos alucinogénios, tendo detido duas pessoas. O comandante do GNR de Tomar, capitão Duarte da Graça, adiantou à Agência Lusa que o complexo era composto por quatro estufas com sistema de irrigação, iluminação, aquecimento, ventilação, secagem e selecção de sementes para produção de cannabis e cogumelos alucinogénios. Nas diligências efectuadas, os militares da GNR apreenderam 250 plantas de cannabis e vários quilos da mesma planta pronta a ser consumida. Na ocasião, dois indivíduos, uma homem e uma mulher, de 33 e 35 anos respectivamente, foram detidos para serem presentes quinta-feira a Tribunal, informou a mesma fonte. A acção levada a cabo pela GNR resultou de um trabalho de investigação de 15 dias no âmbito da produção, distribuição e consumo proveniente daquele complexo. Na acção de desmantelamento, que decorreu entre as 15h00 e as 21h00 horas, estiveram envolvidos 15 militares e dois binómios (homem/cão).
                                                                                                                                        
                                                                                          
                                                                                                             
                                    

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Caloiros

Universitários de Faro contra Macário

Associação Académica contesta decisão da autarquia de reduzir os horários da Festa do Caloiro e querem "luto académico".

O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve convocou, esta quarta-feira, uma Assembleia Magna para votar dois dias de luto académico contra a decisão da Câmara de Faro de reduzir os horários da Festa do Caloiro. Cerca de dois mil estudantes da Universidade do Algarve concentraram-se à frente da Câmara de Faro para pedir ao presidente autarquia, Macário Correia, que reavaliasse a decisão de reduzir os horários de abertura do recinto em que decorrerá a festa de recepção aos novos alunos.
De acordo com a Lusa, o presidente da Associação Académica, Guilherme Portada, pediu a Macário Correia, durante a sessão pública desta quarta-feira da reunião do executivo camarário, que reconsiderasse a decisão de obrigar que o recinto feche até às 02:00 (de domingo a segunda) e até às 03:00 (na sexta e no sábado). Macário Correia recusou reconsiderar, invocando a lei do ruído. O autarca comunicou que apenas autorizaria outros horários se os estudantes entregassem assinaturas dos moradores próximos do recinto.
«Se me trouxerem assinaturas dos moradores próximos do Largo de S. Francisco, a subscrever os horários que propõem, ficam livres e eu dou autorização. Mas têm de compreender que a população não pode ficar sem dormir durante 10 dias úteis», declarou Macário Correia. À saída da reunião do executivo camarário, Guilherme Portada disse aos jornalistas que a proposta de Macário Correia era «inaceitável», «fundamentalista» e «vergonhosa» e que ia convocar uma Assembleia Magna para decidir dois dias de luto académico. Ainda assim, Guilherme Portada garantiu que a Associação Académica vai «cumprir os horários» determinados pela Câmara, porque os estudantes são «civilizados».

quinta-feira, 25 de março de 2010

Protesto na Universidade do Algarve

Alunos queixam-se de serem usados como cobaias

Faculdade abandonou as aulas semestrais e passou a avaliar os alunos por módulos.

Os alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve queixam-se de estar a ser cobaias de um sistema que fez disparar a taxa de reprovação e exigem que sejam repostas as aulas em semestres.
A Faculdade funciona com base num sistema de módulos de oito semanas, o que de acordo com os alunos impossibilita a realização de uma avaliação contínua e prejudica a aprendizagem por ser demasiado intenso. A universidade reconhece, por seu turno, que o sistema, implementado no ano lectivo de 2006/2007, não tem funcionado como seria desejável e já anunciou a reposição da organização das disciplinas em semestres para 2011/2012.
O sistema de módulos foi implementado no ano lectivo 2006/2007 com blocos de cinco semanas, tendo este ano lectivo a duração dos módulos sido alargada para oito semanas, por se ter verificado que o tempo era muito curto. Contudo, apesar de a organização das disciplinas ser diferente, Rui Cabral e Silva rejeita que os alunos da FCT estejam a ser cobaias e diz que o sistema de avaliação é igual em todas as faculdades da universidade.

Ministro reconhece atrasos «inaceitáveis» nas bolsas, mas rejeitou qualquer responsabilidade da tutela

O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, reconheceu «atrasos excessivos e inaceitáveis» na atribuição de bolsas de estudo, mas rejeitou qualquer responsabilidade da tutela na transferência de verbas para as universidades e politécnicos. «Face a atrasos excessivos e naturalmente inaceitáveis no interesse dos estudantes procurámos ajudar as próprias instituições a superar as razões desses atrasos», afirmou o ministro, durante uma audição nas Comissões Parlamentares de Educação e Ciência e Orçamento e Finanças, no âmbito do Orçamento de Estado para 2010.
No seu discurso inicial, Mariano Gago assegurou que da parte do seu ministério «não houve, não há, nem haverá» quaisquer atrasos na transferência de verbas justificadas pelas instituições para pagamento de bolsas de estudo. «Hoje, o Estado já apoia com bolsas de estudo mais de 21 por cento do total dos estudantes do Ensino Superior. O aumento da dotação orçamental para a Acção Social do Ensino Superior em 2010 concentra-se num esforço adicional de 16 milhões de euros na dotação disponível para bolsas de estudo», acrescentou.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lembrou que o Governo decidiu estipular prazos limitados de resposta aos pedidos de bolsa, renovação ou alteração, e criou uma plataforma que permite dispensar documentos aos serviços e aceder a informações relevantes noutros serviços públicos. «Decidimos adoptar um modelo de contratualização plurianual da atribuição da bolsa de estudos por todo o período do ciclo de estudos», afirmou Mariano gago, anunciando que o mesmo estará em aplicação «no início do próximo ano lectivo».
O Bloco de Esquerda criticou o não alargamento dos critérios para atribuição de bolsas e exigiu um maior investimento nos serviços de Acção Social Escolar das instituições, exemplificando com um caso de quatro funcionários que todos os anos têm de analisar mais de nove mil processos. Mariano Gago anunciou também a intenção de reforçar as condições de apoio hoje previstas para estudantes bolseiros que tenham necessidade de se deslocar por força da frequência de estágios curriculares.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CIAC promove conferência

“O mundo contemporâneo nestes tempos interessantes”

É o mote para a conferência que irá ser proferida por António Pinto Ribeiro, da Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 17 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Faro.

Promovida pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Faculdade de Ciências Humanas e Socais da Universidade do Algarve, a conferência marca a abertura da pós-graduação em Gestão Cultural.
Segundo Mirian Tavares, coordenadora do CIAC, hoje fala-se muito sobre Arte Contemporânea, contemporaneidade, cultura global. Até que ponto sabemos exactamente o que é o contemporâneo e de que maneira a arte e a cultura são criadas e circulam dentro desta realidade? Ninguém melhor do que o conferencista convidado para tentar responder a estas questões. Além de programador cultural, António Pinto Ribeiro é também promotor cultural, trabalho que vem realizando através dos programas Gulbenkian que dirige há alguns anos e dos livros de ensaios que tem publicado.
No intuito de aprofundar o tema da cultura na contemporaneidade, Pinto Ribeiro escreveu o argumento do filme O Estado do Mundo. Segundo ele “temos de reconhecer que hoje não é concebível uma única síntese do Mundo, ainda que provisória. Os tempos de um universo como vontade e representação esgotaram-se, com o fim da história universal e de uma qualquer revolução global”. Assim “a complexidade daquilo que podemos, por facilidade, designar como o nosso mundo é tal, tanto em relação aos factos, como às relações ou aos seus intérpretes, que, só por ligeireza, alguém poderá reivindicar para ele uma imagem ou uma representação”.
Para dar corpo a suas ideias, Pinto Ribeiro, através de um programa da Gulbenkian, convidou seis realizadores, para que cada um fizesse uma reflexão sobre o seu mundo. O resultado apresenta-se num filme, O Estado do Mundo, composto por seis partes. Os realizadores são os seguintes: Apichatpong Weerasethakul (Tailândia) com "Luminous People", Vicente Ferraz (Brasil) com "Germano", Ayisha Abraham (Índia) com "One Way", Wang Bing (China) com "Brutality Factory", Pedro Costa (Portugal) com "Tarrafal" e Chantal Akerman (França) com "Tombée de Nuit sur Shangaï - Avril 2007". No final da conferência será exibido este filme.

A Pós-Graduação em Gestão Cultural pretende formar profissionais qualificados em gestão, administração e mediação cultural, que possam trabalhar em papéis de liderança no âmbito público ou privado, tanto de projectos generalistas como em projectos mais específicos em diversos sectores, tais como: audiovisual, artes do espectáculo, serviços patrimoniais ou artes visuais.
Este curso permitirá uma melhor articulação entre a aprendizagem teórica nos campos tradicionais do saber e facilitará ainda o acesso à compreensão dos elementos que constituem a gestão cultural dentro da contemporaneidade. Pretende-se, com essa articulação, promover o desenvolvimento das competências necessárias para que os estudantes possam exercer como profissionais no âmbito da gestão cultural ou dedicar-se a investigação sobre este tema. O objectivo principal é proporcionar uma formação universitária com nível superior de exigência, tanto metodológico, como temático, sobre as tendências e percursos da gestão cultural na actualidade.
A pós-graduação tem a duração de um ano. O curso prevê um upgrade para um mestrado para todos os alunos que queiram fazer um segundo ano. Destina-se a detentores de um primeiro ciclo em Ciências Humanas e Sociais e em Artes. Esta pós-graduação responde ao desafio lançado à Universidade do Algarve pela Associação dos Gestores Culturais da região, pois não há, a sul do Tejo, nenhum curso que responda às suas necessidades.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Universidade do Algarve

Entre nós estudantes da Ilhas Fiji ao Cazaquistão

UAlg dá as boas-vindas a duas centenas de novos estudantes internacionais.

São mais de 200 os novos estudantes internacionais que já chegaram à UAlg ao abrigo dos vários programas de mobilidade para frequentar cursos de 1.º, 2.º e 3.º ciclos no ano lectivo de 2009/2010. A recepção oficial destes novos alunos terá lugar no dia 9 de Outubro, a partir das 10h30, no anfiteatro 1.5 do Campus da Penha, em Faro, numa sessão em que será feita uma apresentação sobre a universidade e sobre a associação académica. O Welcome Day prossegue com um almoço oferecido pela UAlg aos estudantes internacionais na cantina do Campus da Penha, seguindo-se depois para o centro de Faro, onde foi organizada uma visita guiada ao centro histórico em colaboração com o Museu Municipal de Faro.
Turquia, Trindade e Tobago, Ilhas Fiji, Iémen, Quénia, Sri Lanka, Índia, Canadá, Tailândia, Indonésia, Etiópia, Chile, Lesoto, Ucrânia, México, China, Austrália, Somália, Cazaquistão, Angola, Moçambique, Irão, Timor-Leste, Zâmbia, Nigéria, Uzbequistão, Egipto, Filipinas ou Cabo Verde são alguns dos países de origem dos mais de 200 novos estudantes internacionais que já estão na UAlg para frequentar o ano lectivo de 2009/2010. Chegam através de vários programas de mobilidade, como o Erasmus, o Erasmus Mundus, o External Cooperation Window e o programa de bolsas Luso-Brasileiras Santander-Universidades, mas também por intermédio de acordos bilaterais que a UAlg mantém, por exemplo, com algumas universidades brasileiras.
“Este afluxo de alunos de outras nacionalidades reflecte muito bem a qualidade do ensino que é praticado na Universidade do Algarve, justamente o que nos permite integrar várias redes de instituições de ensino superior europeias e mundiais, e atrair estudantes internacionais para Portugal”, explica a Prof.ª Teresa Cerveira Borges, Pró-Reitora para as Relações Internacionais e Mobilidade.
Estas duas centenas de estudantes representam um total de 50 nacionalidades, sendo apenas 16 europeias, esperando-se um aumento destes números no segundo semestre do ano lectivo de 2009/2010, momento em que rumarão à UAlg mais estudantes internacionais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

“Portugal Tecnológico 2009”

UAlg destaca-se em mostra nacional

A Universidade do Algarve vai participar no maior evento nacional de tecnologias e inovação, num espaço onde empresas de pequena, média e grande dimensão, instituições e Administração Pública, apresentam o que de melhor se faz no domínio tecnológico em Portugal.

O “Portugal Tecnológico” apresentará de 7 a 10 de Outubro em Lisboa, (FIL, Parque das Nações), as melhores soluções em sectores tão distintos como a Energia, Telecomunicações, Educação, Saúde e Mobilidade.
A Universidade do Algarve faz-se representar pelo Centro Regional para a Inovação do Algarve (CRIA), organismo criado no seio da UAlg, em 2003, com o objectivo de promover as relações entre a Universidade e as empresas, apoiar a constituição de novas empresas (start-ups e spin-offs) de base tecnológica e de conhecimento.
Rede wireless ao serviço da segurança subaquática: Para além do CRIA, também vão participar nesta mostra três projectos de investigação. O projecto Underwater Acoustic Network (UAN), cujo responsável é o Prof. Sérgio Jesus, que visa conceber, desenvolver e testar no mar uma rede inovadora e operacional, cujo objectivo é colocar a rede wireless ao serviço da segurança subaquática de infra-estruturas estratégicas, como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energias renováveis, tanto no alto mar como em zonas costeiras.
Avaliação do nível acústico, através de manequim biauricular: Equipado com um sistema de audição estéreo, que permite avaliar o nível acústico a que um ocupante está sujeito em espaços interiores não uniformes e o nível de conforto acústico, da clareza da voz, entre outros, em ambientes ocupados, é um dos projectos que também poderá ser observado no “Portugal Tecnológico 2009”, com a presença do manequim biauricular “Marisa”, da responsabilidade do Prof. Eusébio Conceição.
The autonomous Simpatico system, para uma monitorização in situ: O investigador Erwan Garel apresenta um sistema de gravação autónomo com acesso remoto aos dados, intitulado “The autonomous Simpatico system”, para uma monitorização contínua, in situ, da qualidade da água e das correntes do Estuário do Guadiana. Os dados gravados são descarregados automaticamente e exibidos na web.
“Como se produz bioetanol de 2ª geração?”: “Alfaetílico - Produção de bioetanol de 2ª geração”, da responsabilidade da Prof.ª Emília Costa, também marcará presença no “Portugal Tecnológico 2009”. Os visitantes poderão obter explicações sobre “Como se produz bioetanol de 2ª geração?” O bioetanol é um álcool de origem biológica, não petrolífero, potencial substituto da gasolina nos veículos automóveis. Neste projecto é produzido a partir de polpa de alfarroba, proveniente de resíduos da indústria transformadora da região do Algarve. Esta matéria-prima, rica em açúcares, é fermentada por leveduras, dando origem ao álcool etílico de combustão-limpa.
A mostra Portugal Tecnológico tem entrada livre, e estará aberta entre os dias 7 a 10 de Outubro, entre as 11h00 e as 21h00, na FIL, Parque das Nações, em Lisboa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Universidade do Algarve

Mestrado para professores no âmbito de Bolonha

Estão abertas as candidaturas ao Mestrado em Dinamização das Ciências em Contexto Escolar.

Dinamizar as Ciências Físicas e Naturais em contexto escolar, tendo em conta temas científico-tecnológicos de interesse actual, é o objectivo principal do curso de mestrado em Dinamização das Ciências em Contexto Escolar, oferecido pela Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. As candidaturas encontram-se a decorrer até ao próximo dia 16 de Outubro.
Adequado às actuais orientações no âmbito das ciências da educação, este curso pressupõe um desenvolvimento profissional e pessoal dos professores, que permita melhorar o processo de ensino e aprendizagem das ciências. “Química Farmacêutica”, “Organismos vivos geneticamente modificados”, “Biomecânica”, entre outros, serão alguns temas focados.
Deste modo, oferecer-se-á aos professores (mestrandos) uma cultura científica que permita a actualização dos seus conhecimentos em várias temáticas, contactando com a investigação em educação, em ciências físicas e naturais e com as metodologias de trabalho de investigação. Pretende-se ainda que os mestrandos elaborem actividades em ciências passíveis de transposição didáctica em contexto escolar, promovam actividades integradas em projectos educativos e entendam o impacto das ciências nos processos de inserção de alunos oriundos de diferentes comunidades.
O mestrado em Dinamização das Ciências em Contexto Escolar destina-se a Licenciados nas áreas de Biologia, Geologia, Física, Química e Ciências da Natureza com habilitação profissional para leccionar no 2.º ou 3.º Ciclo do Ensino Básico ou no Ensino Secundário nas áreas científicas referidas e a profissionais portadores de currículo relevante que atestem competências consideradas indispensáveis para o frequentar.
Consultar mais informações em: http://www.ese.ualg.pt/dinamizacao_ciencias

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Universidade do Algarve

85% das vagas na UAlg preenchidas na 1.ª fase

No âmbito da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior para o ano lectivo de 2009/2010, 1498 estudantes foram colocados na UAlg, que este ano disponibilizou, à semelhança do que aconteceu no ano lectivo anterior, 1755 vagas. Mais candidatos para o mesmo número de vagas do ano passado.

Neste momento estão preenchidas 85,4% das vagas colocadas a concurso, sendo que 33 dos 48 cursos que a UAlg oferece para o próximo ano lectivo já estão lotados. Restam 257 vagas para as 2.ª e 3.ª fase de candidaturas. A Escola Superior de Saúde e a Faculdade de Economia são as unidades orgânicas da UAlg que, logo na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, ficaram com as vagas totalmente preenchidas, respectivamente com 185 e 170 alunos colocados.
Por área científica, Ciências e Tecnologias da Saúde registam 100% das vagas preenchidas, seguindo-se Economia, Gestão e Turismo, com uma taxa de preenchimento de 96%, e Ciências Sociais, da Educação e da Formação com 90%. Na área das Ciências da Vida, da Terra, do Mar e do Ambiente já estão preenchidas 79% das vagas, sendo que no campo das Ciências Básicas e da Engenharia a ocupação se situa nos 60%.
Nesta 1.ª fase, os cinco cursos da UAlg em relação aos quais se registou maior procura foram Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Análises Clínicas e Saúde Pública, Desporto e Radiologia, sendo que os cinco cursos em relação aos quais houve maior procura em 1.ª opção foram Desporto, Enfermagem, Design de Comunicação, Ciências Farmacêuticas e Ciências da Comunicação.
Ao todo foram oferecidos 25 cursos de licenciatura politécnica, 19 cursos de licenciatura universitária e quatro mestrados integrados (universitários), num total de 48 cursos, de entre os quais 33 já têm todas as vagas preenchidas.
Em 2009/2010 a percentagem de vagas preenchidas na 1.ª fase mantém-se estável face ao ano lectivo anterior, altura em que 86% das vagas foram preenchidas na 1.ª fase. Já em 2007/2008 esta taxa atingiu um pico face aos três anos lectivos anteriores, situando-se nos 80%.
Até ao final de Outubro o número de estudantes admitidos pela UAlg deverá crescer, uma vez finalizados os processos relativos aos concursos especiais de ingresso, ainda em curso, designadamente os candidatos maiores de 23 anos que superaram as provas de selecção oportunamente realizadas, e concluídas as 2.ª e 3.ª fases de acesso ao ensino superior, para as quais ainda restam 257 vagas.
Registe-se que para as 1755 vagas que a UAlg disponibilizou para 2009/2010 foram formalizadas 7751 candidaturas no âmbito do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o que representa um crescimento de 7% face ao ano lectivo anterior. Também o número de candidatos que colocaram um curso da UAlg em 1.ª opção cresceu em relação ao ano lectivo anterior: para 2009/2010 um total de 1388 candidatos seleccionaram a UAlg como 1.ª escolha, o que corresponde a um aumento de 9%, sendo que, destes, 79% ficaram colocados na UAlg.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Universidade do Algarve

O estudo dos ecossistemas aquáticos

Primeiro Centro UNESCO com sede em Portugal apresentado publicamente hoje na UAlg, no Grande Auditório do Campus de Gambelas.

Hoje, a partir das 15h00, vai ter lugar a sessão pública de apresentação do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira (International Centre for Coastal Ecohydrology – ICCE), um evento que vai decorrer na Universidade do Algarve, no Grande Auditório do Campus de Gambelas, e que contará com a participação de diversas personalidades da UNESCO e do Governo de Portugal. Estarão presentes neste evento o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional e o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. Durante a cerimónia será assinada, por várias entidades de âmbito nacional e internacional, a Declaração de apoio à missão do ICCE.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira, que ficará sedeado no Algarve, vai integrar o grupo restrito de vinte Centros UNESCO existentes a nível Mundial que trabalham na área dos recursos hídricos.
O processo de criação de um Centro UNESCO em Portugal teve início em Janeiro de 2008, momento em que o Governo de Portugal apresentou uma candidatura à UNESCO para o estabelecimento de um Centro internacional UNESCO na área da ecohidrologia costeira, que seria designado por International Centre for Coastal Ecohydrology (ICCE), ou Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira.
Esta candidatura, desenvolvida no âmbito da Comissão Nacional do Programa Hidrológico Internacional e da Comissão Nacional da UNESCO, passou favoravelmente as diversas etapas de avaliação interna da UNESCO, tendo sido aprovada pelo respectivo Conselho Executivo em Abril de 2009. O estabelecimento deste centro UNESCO em Portugal será apresentado aos 193 estados-membros da organização durante a Conferência Geral da UNESCO, que decorrerá em Outubro, sendo que tudo aponta para a sua aprovação.

Missão do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira

Enquanto Centro UNESCO, a missão do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira será contribuir para a implementação dos programas da UNESCO, em particular do Programa Hidrológico Internacional. Este objectivo será atingido através do desenvolvimento de actividades e estratégias científicas, educacionais e culturais, assentes no conceito de ecohidrologia e que contribuam para minimizar os impactes decorrentes da intervenção do Homem nos ecossistemas aquáticos, promovendo a transferência de tecnologia, a investigação científica aplicada, a formação avançada, a difusão de conhecimentos e a cooperação internacional.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira prestará uma atenção especial às linhas de trabalho da UNESCO e da União Europeia, designadamente ao Programa Hidrológico Internacional e à Directiva-Quadro da Água.
Vocacionado para a cooperação com todas as regiões do mundo, o Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira valoriza com sua prioridade as relações com as regiões mediterrânicas e africanas, designadamente com os países de língua portuguesa. A sua intervenção será pautada pelo estudo e avaliação das problemáticas, pela procura de soluções estáveis e com efeitos a longo prazo, pela mobilização das comunidades locais e pela garantia, sempre que possível, da adopção dos melhores resultados sob os pontos de vista ecológico, social e económico.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira dará especial atenção ao estabelecimento de uma rede activa com os restantes Centros de Ecohidrologia e outros, igualmente criados sob os auspícios da UNESCO e localizados em diversos países do mundo, favorecendo sempre que possível linhas conjuntas de trabalho.
De forma a apoiar a criação do centro foi constituída uma associação que neste momento integra a Universidade do Algarve, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve, vários Municípios do Algarve (Albufeira, Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António), a empresa ALGAR. SA, para além de várias outras instituições nacionais e internacionais nas áreas cientifica, cultural, educacional e empresarial que demonstraram o seu interesse em apoiar este Centro UNESCO em Portugal.

sábado, 18 de julho de 2009

Universidade do Algarve

Concursos especiais de acesso

40% dos candidatos Maiores de 23 aprovados para concorrer ao ensino superior na Ualg.

Do total inicial de 474 inscritos na UAlg no âmbito do Concurso Especial de Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 Anos, para o ano lectivo de 2009/2010, 192 candidatos superaram todas as provas, obtendo luz verde para formalizar as respectivas candidaturas à frequência de cursos de 1.º ciclo na UAlg.
Desporto, Engenharia Civil e Assessoria de Administração foram os três cursos de 1.º ciclo mais procurados pelos candidatos ao ensino superior através do concurso especial de acesso para maiores de 23 para o ano lectivo de 2009/2010.
Após realização da prova de ingresso (composta por duas componentes, uma de cultura geral e língua portuguesa e outra, específica, para avaliar as competências do candidato no âmbito da área de conhecimento em que pretende alargar a sua formação), feitas as análises curriculares e concretizadas as entrevistas, um total de 192 candidatos estão agora aptos a concorrer às 123 vagas que a UAlg disponibiliza no ano lectivo de 2009/2010 para Maiores de 23.
Toda a informação sobre o Concurso Especial de Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 Anos na UAlg disponível em http://www.ualg.pt/

sábado, 27 de junho de 2009

Escritora americana em Lagoa e Vila do Bispo

Jean Auel visita sítios arqueológicos

A famosa autora de O Clã dos Ursos das Cavernas esteve no Algarve a pesquisar para o seu próximo romance.

A romancista histórica norte-americana Jean Auel esteve em Portugal para conhecer alguns dos sítios paleolíticos mais importantes do território nacional. A visita começou no Algarve, onde Auel se encontrou com o Prof. Nuno Bicho, director do curso de Arqueologia da UAlg, que a levou aos sítios arqueológicos de Ibn Ammar (Lagoa) e Vale Boi (Vila do Bispo). A informação que recolhida vai ser usada na produção do próximo romance da colecção Os Filhos da Terra, que relata o momento em que O Clã dos Ursos das Cavernas, personagens centrais da colecção, atravessam a Europa e chegam à costa Atlântica, actual território português.
Jean M. Auel nasceu em Chicago e vive actualmente em Oregon, inteiramente dedicada à sua investigação para a colecção Os Filhos da Terra, romances históricos ficcionais que constituem hoje um dos fenómenos literários mais surpreendentes a nível mundial.
A pesquisa que Auel está a fazer para o sétimo livro da colecção incluiu uma estadia de três dias em Portugal, onde no Algarve, com Nuno Bicho, responsável pelo curso de Arqueologia da UAlg, visitou os sítios arqueológicos de Ibn Ammar (Lagoa) e Vale Boi (Vila do Bispo). Depois seguiu em direcção ao Norte onde visitou a Gruta da Figueira-brava, perto de Sesimbra. No dia 26 está em Leiria com Francisco Almeida, para conhecer a estação arqueológica de Lapedo, onde foi encontrada uma sepultura de criança com cerca de 25 mil anos.
A colecção Os Filhos da Terra conta já com cinco volumes. O Clã dos Ursos das Cavernas, publicado em 1980, é o ponto de partida desta viagem épica, onde Auel faz o relato histórico da vida dos nossos antepassados na última fase da Era Glaciar, quando os homens de Neandertal e de Cro-Magnon dividiam a Terra.
Na foto, Lawrence Straus, professor da Universidade do Novo México (EUA), Jean Auel, Nuno Bicho, da UAlg, e Ray Auel, marido da escritora, em Vale Boi (Vila do Bispo).