Passados cinco anos de ter aderido à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos (Abril de 2004), na qualidade de membro fundador, o Município de Loulé viu reconhecido o trabalho levado a cabo em termos de eliminação das barreiras arquitectónicas e recebeu, na passada quinta-feira, a Bandeira de Prata da Mobilidade, entregue pela Associação Portuguesa de Planeadores do Território.
Esta distinção decorreu, desta forma, da obra realizada na malha urbana central de Loulé e que, a partir de agora, irá servir como “laboratório de boas-práticas” para o resto do território louletano. A intervenção foi levada a cabo no lado nascente da Avenida José da Costa Mealha e por um sistema de eixos vários com funções principais e colectoras que irrigam a malha urbana principal, num perímetro correspondente aos seguintes arruamentos: Avenida José da Costa Mealha, Avenida 25 de Abril, Rua Ascensão Guimarães, Rua José Afonso (parte da rua), Rua Teixeira Gomes (parte da rua), Rua Nuno Ataíde de Mascarenhas e Rua dos Torneiros.
Relativamente aos problemas detectados em termos de mobilidade e que foram resolvidos com estas intervenções, destaca-se a existência de passeios de reduzidas dimensões, com algumas irregularidades nos pavimentos, alguns deles com obstáculos comerciais incontornáveis, a existência de esplanadas no meio da rua, as caldeiras de árvores, cabines telefónicas implantadas no meio da via, a ausência de passadeiras, o rebaixamento das vias, a localização desalinhada da iluminação pública e da sinalética. Como tal, os trabalhos incidiram, sobretudo, em matéria de mobiliário urbano.
Segundo Inês Marrazes, responsável a nível nacional pelo projecto Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos e membro da Direcção da APPLA, “este prémio não significa que, de repente, está tudo feito em questão de mobilidade mas sim que há obra feita, o que implica fazer um projecto e intervir, eliminando essas mesmas barreiras arquitectónicas e urbanísticas”. Esta responsável adiantou ainda que “o que foi realizado nesta área se irá expandir como uma mancha de óleo para o resto do Concelho pois, a partir de agora, o que foi feito aqui será, obviamente, realizado noutras áreas”.
Já o edil, Seruca Emídio, falou deste galardão como um “uma forma de incentivar um trabalho de continuidade daquilo que foi iniciado há uns anos atrás”, reafirmando que “este é um caminho sem retorno pois, quanto mais tarde os municípios, os autarcas e os cidadãos em geral se aperceberem desta utilidade deste trabalho, mais difícil será”. O presidente da Câmara de Loulé disse que, em torno desta problemática, “mais importante do que as verbas é a atitude das pessoas”.

