Dia 6 - Paulo Portas-Jerónimo de Sousa RTP
" 9 - José Sócrates-Paulo Portas TVI
" 10 - Passos Coelho-Jerónimo de Sousa TVI
" 11 - José Sócrates-Francisco Louçã SIC
" 12 - Francisco Louçã-Jerónimo de Sousa RTP
" 13 - Passos Coelho-Paulo Portas SIC
" 16 - José Sócrates-Jerónimo de Sousa SIC
" 17 - Passos Coelho-Francisco Louçã TVI
" 19 - Paulo Portas-Francisco Louçã SIC
" 20 - José Sócrates-Passos Coelho RTP
Morais Sarmento "parte a loiça" no PSD
PSD não devia ter posto em causa o PEC 4, e Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento, defende Morais Sarmento.
O social-democrata Nuno Morais Sarmento diz que tem “dificuldade” em rever-se em Fernando Nobre como segunda figura do Estado e acrescenta mesmo que o antigo candidato presidencial não tem perfil para o cargo. As críticas ao convite de Pedro Passos Coelho foram feitas pelo antigo ministro de Durão Barroso no programa “Falar Claro” da Renascença. “Fernando Nobre, alcandorado a segunda figura do Estado, estamos a falar do Fernando Nobre que foi mandatário de Francisco Louçã há poucos anos e, portanto, se me perguntar se me revejo nele como segunda figura do Estado, respondo com dificuldade. Por outro lado, como presidente da Assembleia da República arriscamo-nos a ter um menos bom presidente e a perder aquilo que poderia ser um óptimo protagonista político na linha da frente, entenda-se, com responsabilidades governativas ou executivas”, afirmou.
Nuno Morais Sarmento explicou depois porque é que considera que Fernando Nobre não tem perfil para o cargo. “O lugar de presidente da Assembleia da República é um lugar de intervenção passiva, (...) ora Fernando Nobre é, contrariamente ao perfil para presidente da Assembleia da República, alguém que tem um percurso de acção activa, no terreno, de trabalho, de execução, mais do que de conceptualização política”, acrescentou.
O antigo dirigente do PSD defendeu ainda que Fernando Nobre seria mais útil noutras funções. “Se nós pudéssemos contar com Fernando Nobre no Governo, num qualquer lugar executivo da primeira linha de combate. Fernando Nobre poderia aí ajudar com a capacidade que tem de consensualizar, de dialogar, de envolver sectores que não são normalmente sectores que trabalhem correntemente com o PSD. Envolver até muitos daqueles que com ele fizeram o percurso da candidatura presidencial, o que não acontece nem é possível no lugar de presidente da Assembleia da República”, concluiu. Já sobre o congresso do PS, Nuno Morais Sarmento classificou-o como “uma liturgia pagã ao deus Sócrates” acrescentando que a unidade em torno do líder foi “vazia”. “Eu acho que é muito típico dos momentos imediatamente antes dos fins de ciclo que todos estejam para que não possam nenhum deles ser acusado de terem sido responsáveis pelo que vai acontecer e, portanto, é mesmo na véspera da morte de César que os senadores se juntam. Foi o que aconteceu”, concluiu.
O social-democrata Nuno Morais Sarmento defende que o PSD não devia ter posto em causa o chamado PEC 4 negociado em Bruxelas pelo primeiro-ministro José Sócrates. Em declarações no programa “Falar Claro” da Renascença, o antigo ministro de Durão Barroso acrescenta que “esse foi o maior erro” do seu partido, porque o que foi negociado em Bruxelas não “tinha volta atrás”. “Aquilo que foi negociado em Bruxelas, e eu penso que esse é o erro maior do PSD, não tinha já volta atrás, portanto o erro do PSD é o de não ter dito e tão só: a palavra que o primeiro-ministro dá em Bruxelas é a palavra de Portugal. A maneira de reconstruir confiança é não a pôr em causa. Ela está dada. Não vamos discutir o PEC 4”, afirma.
PSD não devia ter posto em causa o PEC 4
Num comentário à entrevista de José Sócrates à RTP, o antigo dirigente social-democrata acusa o primeiro-ministro de não ter feito o balanço dos seis anos de governação que é o que vai estar em causa nas eleições do dia 5 de Junho. “Eu acho que aquilo que importa e, curiosamente, não é referido na entrevista do primeiro-ministro é o balanço dos seus seis anos de governação. É isso que os portugueses vão ser chamados a fazer é a avaliação de um Governo que foi Governo de Portugal durante seis anos e avaliar, nos pratos da balança a vantagem relativa desse governo ou das propostas que o partido líder da oposição, em alternativa, nos venha a apresentar até 5 de Junho”, acrescenta. O antigo ministro social-democrata salienta ainda que as recentes descidas do “rating”, pelo menos no que respeita às empresas de transportes, não tem a ver com as eleições antecipadas. “Eu estava aqui a ver as notas que foram dadas pelas agências de rating no momento em que desceram os ratings e em relação à REFER não tem a ver com as eleições. Tem a ver com o facto de a companhia ter um empréstimo de 300 milhões de euros que vence em Abril não sendo previsível que a empresa tenha essa folga financeira. Na CP também não tem a ver com irmos para eleições. Tem a ver com o facto de ter 200 milhões de euros em empréstimos bancários que se vão vencer ou se venceram já. O Metro por ter mais de 100 milhões de euros que em Junho de 2011 vão ser pagos, portanto eu acho que é altura de deixarmos o politiques”, conclui.
“Programas eleitorais devem ser concretos”, defende Vera Jardim
Já o socialista Vera Jardim defende que o clima de crise financeira pede que os programas eleitorais não sejam vagos, mas contenham medidas concretas para sair da crise. “As eleições vão passar-se num clima um pouco diferente doutras eleições. Vão passar-se neste clima de crise financeira, crise das dividas soberanas e em especial da divida soberana portuguesa, que é o que nos interessa, a pedir uma coisa que não são programas vagos e promessas vagas e chavões e frases bonitas. É um programa muito concreto, medido, contabilizado e calculado das medidas para nos fazer sair da crise e também, naturalmente, para o relançamento da economia”, afirma. O actual vice-presidente da Assembleia da República acusa ainda o PSD de ter provocado a crise política por questões internas e para obrigar o PS, num governo de gestão, a pedir ajuda externa. “Era preciso provocar eleições o mais depressa possível para defesa da actual direcção do PSD. Essa é a minha interpretação mas também posso ter outra. É que o PSD provocou isto tudo para obrigar o PS, num governo de gestão, a pedir ajuda externa”, conclui.
Sarmento critica listas do PSD
O social-democrata Nuno Morais Sarmento critica as listas apresentadas pelo PSD de candidatos a deputados que não corresponde aquilo que esperávamos e “não reflectem uma grande abertura dentro e fora do partido”. Uma posição assumida pelo antigo ministro de Durão Barro no no programa Falar Claro da Renascença. “Se me perguntar se eu acho, e digo as coisas de forma clara. Aprovadas que foram por unanimidade, se eu acho que estas listas reflectem uma grande abertura dentro do partido, eu respondo-lhe não”, afirmou. Nuno Morais Sarmento esclarece que não se trata de uma questão da presença ou não de barrosistas nas listas apresentadas por Pedro Passos Coelho. “Aquilo que me parece importante é ir buscar quem na sociedade civil tem um percurso, uma actividade, conseguiu resultados nas suas áreas de actuação, que revela uma particular capacidade e sentido do colectivo e, portanto, envolvido na política poderia ser um contributo útil. É nesse sentido e não no sentido de barrosistas ou não barrosistas, sinceramente, não é nessa leitur é nesta leitura de abertura que eu acho que o PSD poderia e deveria ter ido mais longe”, acrescentou.
De acordo com o antigo presidente do conselho de jurisdição nacional do PSD a única excepção é o escritor Francisco José Viegas. “O único caso que destaco positivamente. O resto acho que, francamente, não corresponde aquilo que contávamos fosse a possibilidade de o PSD ir à sociedade civil encontrar parceiros de entre as pessoas mais preparadas e, portanto, mais capazes de ajudar num momento díficil que pudesse acrescentar. Não é pictóricos, lá está, porque muitas vezes vão-se buscar umas estrelinhas”, concluiu. Já, o deputado e dirigente socialista, Vera jardim que não se candidata a deputado nas próximas eleições “desconfia” dos que dos que vêm da sociedade civil para purificar a política, referindo-se ao cabeça de lista do PSD em Lisboa, Fernando Nobre.
“Nós temos a sociedade civil que tem os defeitos que, naturalmente, o aparelho e o sistema político também têm ou melhor os actores o sistema político porque eles vêm da sociedade civil também. Não vêm do céu, não são catapultados por uma máquina, digamos, que cria políticos e carreiras políticas, coisa que eu não gosto muito. Quando aparecem estas pessoas que vêm fazer uma espécie de um acto salvífico da sociedade civil em relação em relação à política e que vão, digamos, purificar a política eu fico sempre muito desconfiado”, afirmou. Vera Jardim considerou ainda lamentável o que se está a passar à volta da candidatura de Fernando Nobre a presidente da Assembleia da República. “Lamentável a vários títulos porque, efectivamente, não me parece grande escolha desde logo, e, sobretudo, não me parece que escolher uma pessoa para ser presidente da Assembleia da República, é algo de insólito e até, de certo modo, como tem sido sublinhado por várias pessoas, depreciativo para não dizer insultuoso para a própria Assembleia da República que escolhe o seu presidente livremente depois de todos os deputados eleitos”, concluiu.
Cavaco acompanha situação, garante que sabe quando deve falar
Chefe de Estado reafirma que o mais importante é a defesa do superior interesse nacional e que se deve aguardar as negociações políticas, até porque ainda não se conhece o plano financeiro. O Presidente da República garante estar a acompanhar a situação portuguesa depois do pedido de ajuda externa, mas escusou-se a fazer comentários, alegando que há alturas em que "o protagonismo mediático é contra a defesa do interesse nacional". "Eu sei muito bem quando é que devo falar em público e quando devo falar em privado. Para mim o mais importante é a defesa do superior interesse nacional, não é o protagonismo mediático, e há várias situações em que o protagonismo mediático é contra a defesa do interesse nacional", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas à saída da cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, que decorreu em Lisboa. Admitindo que está "a acompanhar a situação portuguesa", Cavaco Silva lembrou, contudo, que por enquanto está a decorrer "uma análise e uma discussão técnica feita por representantes de organizações internacionais, tendo em vista a preparação de negociações políticas". Essas negociações políticas, acrescentou, ainda não começaram e, por isso, há que aguardar pelo seu início."Temos ainda que aguardar, porque tudo o que se possa dizer neste momento, quanto sei, é pura especulação", frisou.
A austeridade chegou para ficar. Saiba como poupar e dar a volta à crise
Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses - ainda para mais com o FMI à porta. A Renascença foi ouvir Rita Pinho Rodrigues, da DECO, que deixa algumas dicas para engordar o mealheiro. Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses. Rita Pinho Rodrigues, da DECO, deixa algumas dicas para engordar o mealheiro.
Cada vez tenho mais despesas e o dinheiro não estica. Como posso poupar?
O primeiro passo que a família deve tomar é fazer uma avaliação daquilo que são as despesas. Depois, vendo se existe folga ou não, a família deve começar a poupar. Se já tem folga, deve colocar todos os meses um montante certo de poupança. Seria o ideal se pudesse rondar cerca de 20% do que são os seus rendimentos, mas não vamos fazer disso um objectivo inalcançável. Vamos tomar a decisão de colocar qualquer coisa de lado, em função daquilo que foi a minha avaliação e que me permite dizer que todos os meses consigo por ‘x’ de lado.
Qual deve ser o valor do meu fundo de emergência?
As boas práticas dizem que, se a família tiver um orçamento equilibrado e conseguir colocar de parte 20% do seu rendimento todos os meses, à cabeça, não vai ser surpreendida com despesas inesperadas e tem a tal almofadinha de conforto. Contudo, com as dificuldades que os consumidores atravessam, o lema é: não esmoreça. Se não consegue colocar os 50 euros de parte, mas 20 ou 10, já é um bom princípio.
Comprei casa e estou a pagar empréstimo. Há forma de poupar uns trocos?
Neste momento, para quem vai contratar um empréstimo, a primeira dica é a comparação entre as várias instituições financeiras. Há alguma margem de negociação que permite gerar poupança. Quem já tem crédito deve olhar bem para as suas condições contratuais, ver se está a usufruir de todos os benefícios.
Além da casa, também estou a pagar crédito do carro. Há forma de poupar?
Neste caso, mesmo assim é possível ter crédito mais vantajoso e gerar poupança. Na maioria das vezes, o que acontece é que vou ao ‘stand’, compro o carro e é lá que me propõem também o crédito. Não se deixe ficar apenas com essa possibilidade. Vá ao banco com quem tem uma relação diária e veja se não tem condições mais vantajosas. Algumas das vezes, percebemos que o credito no ‘stand’ não é o mais vantajoso. A dica é a de sempre: compare.
Nesta altura estou a pagar mais de dois créditos ao banco. Que posso fazer?
O primeiro raciocínio que deve fazer é a consolidação de crédito, ou seja, quando os créditos são muitos e começa a haver dificuldade em suportá-los, deve ser aferida a hipótese de congregar todos os créditos num só. Mas nem sempre é vantajoso. Por isso, veja bem quais são as condições de cada um dos seus empréstimos, qual a taxa de juro em cada um deles e faça uma simulação para ver se compensa ou não. Tome isso como uma possibilidade, mas não como a única solução.
Como podemos poupar nos gastos diários em casa?
A família poupa fazendo um ataque ao desperdício. Sem perder conforto, é preciso reequilibrar alguns dos hábitos e rotinas. Por exemplo, verificar se a tarifa que tem na electricidade é a correcta. Ver se os seus hábitos de consumo não permitem uma tarifa bio-horária ou tri-horária. Fazer um ataque ao desperdício no que diz respeito a luzes acesas em zona de passagem, desligar os aparelhos em 'stand by', porque são devoradores de energia para nada. E porque não distribuir pela casa lâmpadas economizadoras. Na água, a aplicação de redutores de caudal nas torneiras é um utensílio barato que ajuda controlar a quantidade de água que vai para aquela torneira. Assim, poupa sem perder conforto, poupa na água e, no caso da água quente, também no esquentador que a aquece.
Como podemos poupar no supermercado?
Poupa-se fazendo uma escolha adequada do hiper ou supermercado onde vamos comprar os nossos produtos e estarmos atentos às cadeias que têm o cabaz tendencialmente mais barato. Organizar a ida ao supermercado, fazer uma lista. Comprar o que preciso e não aquilo que me é oferecido pela publicidade como apelativo e que na maioria das vezes não preciso. Não ir para supermercado com fome. Ser fiel à minha lista, fazer a comparação dos preços pela unidade de medida. Não me deixar levar pela promoção do “pague 2 e leve 3”, mas comparar por quilo e por litro, porque aí é que fico a perceber se é ou não vantajoso.
Os meus filhos andam na escola. Como posso poupar no material escolar?
Aproveitando desde logo, no início das aulas, as grandes promoções do material. Se me organizar e comprar logo aquilo que é mais ou menos a quantidade que sei que o meu filho vai precisar, estou a aproveitar preços de promoção e depois não vou ter de os comprar a preços normais.
O Verão está a chegar e preciso renovar o guarda-roupa. Como posso poupar no vestuário?
A melhor forma de remodelar o guarda-roupa é perder algum tempo a olhar para aquilo que temos, ver o que pode ser aproveitado e alterado. Se tem mesmo de comprar, não o faça na primeira loja que encontra. Faça uma comparação. Veja se, de facto, precisa daquela peça de roupa. Questionar antes de entrar: será que preciso, ser-me-á útil, será uma boa compra? São três perguntas que ajudam muito nesta lógica de poupança. Fazer uma comparação loja a loja das vantagens de um determinado produto em detrimento do outro, tendo o preço como grande elemento de comparação. E, no final destes percursos de compras, vai perceber que poupou alguns euros.
Moro longe do trabalho. O que posso fazer para gastar menos em deslocações?
Estes tempos de crise levam a que se repense os hábitos interiorizados. Podemos deixar de trazer o carro e passar a vir de transportes ou podemos deixar de vir em determinado transporte público e vir noutro, porque é mais barato, ou escolher ainda um passe combinado, que também fica mais barato. Quando a única opção é vir de carro, a partilha, organizando com colegas ou vizinhos, é uma boa alternativa, mas que nem sempre é viável. Se tem mesmo de ir de carro e tem que o abastecer, existe a alternativa de combustível mais barato para que possa gerar mais alguma poupança nesse abastecimento.
Trabalho o ano todo e preciso de descansar. Como fazer férias sem gastar muito?
Não se deixar levar pelos destinos paradisíacos e que estão fora das nossas possibilidades. É uma tentação que deve ser colocada de parte. Se a disponibilidade para gastar nas férias não é a maior, primeiro deve tentar planear com a máxima antecedência essas férias, porque, quanto mais cedo as marcar, melhores condições poderá usufruir. Por outro lado, desenvolver criatividade. Existem férias muito interessantes em contacto com a natureza, que não são menos apelativas do que os destinos paradisíacos. Privilegie o facto de estar em família, privilegie os piqueniques às refeições fora de casa, em restaurantes.
Ainda vale a pena investir as poupanças em produtos financeiros?
Neste momento não. De facto, os PPR foram uma óptima solução, na medida em que a poupança era gerada através dos benefícios fiscais, que neste momento não existem. Se tem um pé-de-meia que quer investir, esteja atento ao mercado e veja soluções como fundos de investimento e veja a melhor taxa que se adequa ao tempo em que prevê imobilizar esse dinheiro. Mas quer os PPR, quer os Certificados de Aforro, deixaram de ser uma boa solução.


