Agora é tempo de reflexão, e há uma questão crucial a lembrar: que quem se abstém perde legitimidade para criticar o próximo Governo o qual tem que cumprir compromissos internacionais. Votos em branco ou nulos simplesmente farão que os votantes aguentem os resultados eleitorais!
Este blogue só volta a colocar posts políticos, em caso extraordinário de informação, antes de Domingo.
Especial Legislativas 2011
Conheça as principais ideias e propostas dos partidos nas diferentes matérias
Ao longo das últimas semanas muito se tem dito e escrito sobre as propostas de cada um dos partidos que se apresentam às eleições do próximo dia 5 de Junho. À esquerda ou à direita, as propostas divergem numas matérias mas convergem noutras. Temas como a economia, a fiscalidade e a justiça social dominam as agendas partidárias, enquanto outros como a educação ou a saúde perdem protagonismo. Para facilitar a compreensão e ajudar à decisão de voto, o MSN compilou alguma das ideias mais importantes e apresenta-as divididas pelas temáticas que mais importam aos portugueses.
Confira as propostas eleitorais do Partido Socialista
No seguimento da rejeição do PEC IV na Assembleia da República no dia 23 de Março de 2011, o então Primeiro-Ministro José Sócrates apresentou a sua demissão ao Presidente da República. Mais tarde assumiu-se novamente como candidato eleitoral pelo Partido Socialista e, caso vença as eleições do próximo dia 5 de Junho, voltará a ocupar o cargo que desempenhou de Fevereiro de 2005 até Abril deste ano.
Confira agora algumas das propostas eleitorais do PS:
Economia
Sem apresentar linhas muito diferentes do que já foi definido até este momento, o Partido Socialista (PS) aborda no seu programa eleitoral a necessidade de reduzir o défice e controlar a divida pública. O aumento do salário mínimo social, conseguido com uma “política de diálogo social e de reforço da concertação”, é uma das bandeiras apresentadas. Ainda na economia o reforço das exportações é outro dos objectivos para um novo governo PS.
Política Fiscal
O PS aposta na reestruturação do sistema fiscal, a fim de reforçar a luta contra a fraude e evasão fiscal. Dar apoio ao cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos contribuintes e concluir o processo de convergência do IRS, no que diz respeito às pensões e rendimentos dos trabalhadores. Revisão da estrutura do sistema de deduções e benefícios fiscais, racionalização do IVA e actualização dos impostos sobre o consumo, são outras das propostas avançadas pelos socialistas.
Educação
Na educação, o partido liderado por José Sócrates planeia continuar o projecto de modernização do Parque Escolar, bem como continuar o investimento em ciência e o alargamento do acesso dos jovens às universidades. Tenciona ainda fomentar o plano tecnológico e promover a inovação são outras das apostas.
Administração Pública
A reforma da Administração Pública, graças à aplicação de processos como o Simplex e as Lojas do Cidadão de segunda geração promete continuar, diz o programa do PS, dado que “levou Portugal, em meia dúzia de anos, à liderança do ranking europeu relativo à disponibilização e sofisticação dos serviços públicos electrónicos”.
Saúde
O reforço do Serviço Nacional de Saúde, onde se inclui um investimento de 200 milhões de euros na construção de oito novos hospitais, com novas unidades de saúde familiar e uma nova rede de cuidados continuados é outro dos projectos que o PS promete continuar.
Energia
As energias renováveis apresentam-se como uma promessa para a economia portuguesa, em que o PS promete continuar o reforço da independência energética. Isto porque “o novo ‘cluster’ industrial das energias renováveis contribuiu em 2010 com mais de 400 milhões de euros para exportações”.
Justiça
Algumas das propostas socialistas passam pelo debate sobre a reforma do sistema da justiça, aposta na redução dos custos de contexto e reforço da competitividade. Procurar ainda garantir o cumprimento dos contratos de arrendamento, execução dos créditos e cobrança de dívidas. Deve-se ainda apostar na liquidação das empresas em insolvência e pagamento dos credores, e nas resoluções alternativas de litígios.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PS quer garantir a execução financeira do PRODER, em que o partido promete, caso seja governo, em fornecer 3 mil milhões de euros para apoio público ao investimento, até 2015. Propõe ainda o encerramento do dossier da Politica Agrícola Comum.
Confira mais informações sobre o Partido Socialista Sem apresentar linhas muito diferentes do que já foi definido até este momento, o Partido Socialista (PS) aborda no seu programa eleitoral a necessidade de reduzir o défice e controlar a divida pública. O aumento do salário mínimo social, conseguido com uma “política de diálogo social e de reforço da concertação”, é uma das bandeiras apresentadas. Ainda na economia o reforço das exportações é outro dos objectivos para um novo governo PS.
Política Fiscal
O PS aposta na reestruturação do sistema fiscal, a fim de reforçar a luta contra a fraude e evasão fiscal. Dar apoio ao cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos contribuintes e concluir o processo de convergência do IRS, no que diz respeito às pensões e rendimentos dos trabalhadores. Revisão da estrutura do sistema de deduções e benefícios fiscais, racionalização do IVA e actualização dos impostos sobre o consumo, são outras das propostas avançadas pelos socialistas.
Educação
Na educação, o partido liderado por José Sócrates planeia continuar o projecto de modernização do Parque Escolar, bem como continuar o investimento em ciência e o alargamento do acesso dos jovens às universidades. Tenciona ainda fomentar o plano tecnológico e promover a inovação são outras das apostas.
Administração Pública
A reforma da Administração Pública, graças à aplicação de processos como o Simplex e as Lojas do Cidadão de segunda geração promete continuar, diz o programa do PS, dado que “levou Portugal, em meia dúzia de anos, à liderança do ranking europeu relativo à disponibilização e sofisticação dos serviços públicos electrónicos”.
Saúde
O reforço do Serviço Nacional de Saúde, onde se inclui um investimento de 200 milhões de euros na construção de oito novos hospitais, com novas unidades de saúde familiar e uma nova rede de cuidados continuados é outro dos projectos que o PS promete continuar.
Energia
As energias renováveis apresentam-se como uma promessa para a economia portuguesa, em que o PS promete continuar o reforço da independência energética. Isto porque “o novo ‘cluster’ industrial das energias renováveis contribuiu em 2010 com mais de 400 milhões de euros para exportações”.
Justiça
Algumas das propostas socialistas passam pelo debate sobre a reforma do sistema da justiça, aposta na redução dos custos de contexto e reforço da competitividade. Procurar ainda garantir o cumprimento dos contratos de arrendamento, execução dos créditos e cobrança de dívidas. Deve-se ainda apostar na liquidação das empresas em insolvência e pagamento dos credores, e nas resoluções alternativas de litígios.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PS quer garantir a execução financeira do PRODER, em que o partido promete, caso seja governo, em fornecer 3 mil milhões de euros para apoio público ao investimento, até 2015. Propõe ainda o encerramento do dossier da Politica Agrícola Comum.
Propostas Eleitorais PSD
O Partido Social Democrata procura voltar a Governar, seis anos após Pedro Santana Lopes ter perdido o poder para José Sócrates nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005. Desde a sua eleição como líder do PSD em Março de 2010, Pedro Passos Coelho tem procurado construir um programa que leve os Sociais-Democratas a constituir novamente Governo.
Confira agora algumas das propostas eleitorais do PSD:
Economia
Para o PSD recuperar a credibilidade e desenvolver Portugal é bandeira de campanha. O partido liderado por Pedro Passos Coelho pretende construir um país com finanças sólidas e uma balança de pagamentos a tender para o equilíbrio. Para tal, a proposta do partido aponta para uma consolidação orçamental “duradoura e de qualidade”, objectivo a atingir sem aumento de impostos e com base na melhoria da administração fiscal, do combate à fraude e evasão fiscal.
A redução da despesa primária, com maior racionalização e eficiência do sector público, menos organismos e entidades, fixação de plafond de despesa, menos despesas e subsídios com indeminizações no sector empresarial do Estado são outras da metas propostas por Passos Coelho com vista a cortar nas gorduras estatais.
Política Fiscal
Em matéria fiscal, Passos Coelho promete uma reestruturação do IVA, mantendo o cabaz alimentar básico com taxa reduzida. O partido laranja visa ainda proteger os pensionistas com pensões mais baixas, garantindo-lhes a isenção de tributação.
O PSD defende também o reforço da competitividade da economia com redução da Taxa Social Única (até quatro pontos percentuais ao longo da lesgislatura) com compensação simultânea da segurança social. Ou seja, desta forma as empresas terão maior disponibilidade de capital para investir, sem prejuízo das comparticipações para a segurança social e sem descapitalizar o estado social. Trata-se de “reduzir o custo do trabalho para as empresas de forma a promover o emprego” pode ler-se no programa eleitoral do partido.
Os incentivos fiscais para atrair poupanças de emigrantes portugueses são outra das medidas propostas pelos laranjas.
Educação
A qualificação das pessoas pela educação e formação é também uma das bandeiras defendidas pelo PSD. O partido de Passos Coelho assume a educação como serviço público universal e estabelece como missão “a substituição do facilitismo pelo esforço e pelo rigor e exigência”. A gestão escolar descentralizada, responsabilizando escolas, direcção, pais e comunidade local é outra das ideias apresentadas. Um novo modelo de avaliação das escolas e dos professores, assim como uma análise ao programa Novas Oportunidades fazem parte das metas propostas.
Administração Pública
Tanto o PSD como o CDS-PP convergem no mesmo sentido prometendo a reforma do mapa administrativo, reduzindo o número de municípios. A extinção dos Governos Civis é outra medida em que os dois partidos de direita concordam.
Saúde
Para a Saúde, o PSD aponta as suas propostas no sentido de aumentar a participação do Estado no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde e na manutenção do Serviço Nacional de Saúde gratuito e acessível a todos os cidadãos.
Energias
Apesar de ver a energia como um sector de grande importância para o país, o PSD prevê algumas mudanças face às políticas seguidas nos últimos anos. Entre elas, a redução do consumo de energia no sector do Estado, a criação de novos planos energéticos municipais, e promoção de sistemas de transportes inteligentes nos municípios. Por outro lado, Passos Coelho pretende fazer uma revisão da calendarização da implementação das várias tecnologias renováveis, assim como repensar os modelos de consurso de licenciamento para produção eléctrica. A privatização da participação do Estado nas grandes empresas do sector é outra das premissas do PSD para a área energética.
Justiça
O PSD propõe no seu programa que a arquitectura do sistema de justiça seja repensada. Criar mecanismos efectivos de avaliação exteriores, responsabilizando o Ministério da Justiça pelos resultados, melhorar o sistema de recrutamento e formação dos magistrados e a sua efectiva avaliação de desempenho são algumas das medidas propostas. Aumentar a eficiência, reduzir custos e evitar desperdícios (novas tecnologias, limitação de contratação de estudos, publicação de todos os gastos) e a simplificação processual são outras metas definidas.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PSD não apresentou nenhuma proposta específica para estás áreas.
Para o PSD recuperar a credibilidade e desenvolver Portugal é bandeira de campanha. O partido liderado por Pedro Passos Coelho pretende construir um país com finanças sólidas e uma balança de pagamentos a tender para o equilíbrio. Para tal, a proposta do partido aponta para uma consolidação orçamental “duradoura e de qualidade”, objectivo a atingir sem aumento de impostos e com base na melhoria da administração fiscal, do combate à fraude e evasão fiscal.
A redução da despesa primária, com maior racionalização e eficiência do sector público, menos organismos e entidades, fixação de plafond de despesa, menos despesas e subsídios com indeminizações no sector empresarial do Estado são outras da metas propostas por Passos Coelho com vista a cortar nas gorduras estatais.
Política Fiscal
Em matéria fiscal, Passos Coelho promete uma reestruturação do IVA, mantendo o cabaz alimentar básico com taxa reduzida. O partido laranja visa ainda proteger os pensionistas com pensões mais baixas, garantindo-lhes a isenção de tributação.
O PSD defende também o reforço da competitividade da economia com redução da Taxa Social Única (até quatro pontos percentuais ao longo da lesgislatura) com compensação simultânea da segurança social. Ou seja, desta forma as empresas terão maior disponibilidade de capital para investir, sem prejuízo das comparticipações para a segurança social e sem descapitalizar o estado social. Trata-se de “reduzir o custo do trabalho para as empresas de forma a promover o emprego” pode ler-se no programa eleitoral do partido.
Os incentivos fiscais para atrair poupanças de emigrantes portugueses são outra das medidas propostas pelos laranjas.
Educação
A qualificação das pessoas pela educação e formação é também uma das bandeiras defendidas pelo PSD. O partido de Passos Coelho assume a educação como serviço público universal e estabelece como missão “a substituição do facilitismo pelo esforço e pelo rigor e exigência”. A gestão escolar descentralizada, responsabilizando escolas, direcção, pais e comunidade local é outra das ideias apresentadas. Um novo modelo de avaliação das escolas e dos professores, assim como uma análise ao programa Novas Oportunidades fazem parte das metas propostas.
Administração Pública
Tanto o PSD como o CDS-PP convergem no mesmo sentido prometendo a reforma do mapa administrativo, reduzindo o número de municípios. A extinção dos Governos Civis é outra medida em que os dois partidos de direita concordam.
Saúde
Para a Saúde, o PSD aponta as suas propostas no sentido de aumentar a participação do Estado no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde e na manutenção do Serviço Nacional de Saúde gratuito e acessível a todos os cidadãos.
Energias
Apesar de ver a energia como um sector de grande importância para o país, o PSD prevê algumas mudanças face às políticas seguidas nos últimos anos. Entre elas, a redução do consumo de energia no sector do Estado, a criação de novos planos energéticos municipais, e promoção de sistemas de transportes inteligentes nos municípios. Por outro lado, Passos Coelho pretende fazer uma revisão da calendarização da implementação das várias tecnologias renováveis, assim como repensar os modelos de consurso de licenciamento para produção eléctrica. A privatização da participação do Estado nas grandes empresas do sector é outra das premissas do PSD para a área energética.
Justiça
O PSD propõe no seu programa que a arquitectura do sistema de justiça seja repensada. Criar mecanismos efectivos de avaliação exteriores, responsabilizando o Ministério da Justiça pelos resultados, melhorar o sistema de recrutamento e formação dos magistrados e a sua efectiva avaliação de desempenho são algumas das medidas propostas. Aumentar a eficiência, reduzir custos e evitar desperdícios (novas tecnologias, limitação de contratação de estudos, publicação de todos os gastos) e a simplificação processual são outras metas definidas.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PSD não apresentou nenhuma proposta específica para estás áreas.
Confira mais informações sobre as propostas eleitorais do Partido Social Democrata
Propostas Eleitorais do CDS-PP
O CDS-PP procura nestas eleições conquistar uma posição, que lhe permita voltar a governar. Depois de ter governado em coligação com o PSD de 2002 a 2005, o partido liderado por Paulo Portas tem-se revelado nos últimos meses um dos maiores contestatários do Governo de José Sócrates.
Confira algumas das propostas eleitorais do CDS:
Economia
Limitar o endividamento do Estado na Constituição é uma das medidas propostas pelo CDS com o objectivo de evitar excessos como os actuais, a que se juntam outras como a suspensão do TGV ou o adiamento do novo aeroporto de Lisboa. A avaliação das actuais parcerias público-privadas (PPP) e a proibição da celebração de novas até conclusão dos projectos em curso são outras propostas de impacte económico assumidas pelo partido liderado por Paulo Portas. O CDS propõe ainda o fim das golden shares (participação do Estado em empresas que competem directamente com operadores privados) e a reforma da missão da CGD que deve focar-se “no apoio às PME”.
Política Fiscal
Para o CDS, a equidade fiscal é fundamental em tempo de austeridade. “Há formas de aumentar a receita que tornam evitáveis aumentos da carga fiscal”. O combate à fraude e à evasão fiscal é outra das bandeiras dos centristas.
Educação
O CDS defende o investimento nos jovens e apostará numa despesa eficiente, apoiando a contratualização na educação. Pretende ainda dar maior autonomia ao ensino público.
Administração Pública
Convergindo com o PSD, o CDS promete a reforma do mapa administrativo, reduzindo o número de municípios. A extinção dos Governos Civis é outra medida em que os dois partidos de direita concordam.
Saúde
Tal como o PSD, o CDS aponta as suas propostas no sentido de aumentar a participação do Estado no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde e na manutenção do Serviço Nacional de Saúde gratuito e acessível a todos os cidadãos. Defende também a correcção urgente de desperdícios e ineficiências. A distribuição de medicamentos por unidose é uma das propostas concretas de Paulo Portas.
Justiça
O partido de Paulo Portas defende maiores poderes para o Presidente da República para “responsabilizar” a Justiça, a criação do Conselho Superior do Poder judicial para substituir o Conselho Superior de Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Chama também a atenção da necessidade de adopção de um novo modelo com processos judiciais mais simples
Agricultura, Pescas e Florestas
O CDS defende uma aposta “fortíssima” nos sectores produtivos que considera estratégicos. Agricultura, Floresta, Mar, Turismo, Indústrias Criativas, Cultura e Lazer são “vantagens naturais diferenciadoras” que o país possui e onde tem “grande potencial competitivo”. O CDS defende por isso a criação de políticas públicas que se concentrem em aumentar as exportações nestas áreas.
Confira mais informações sobre o CDS-PP
Propostas Eleitorais do BE
Fundado em 1998, o Bloco de Esquerda elegeu o seu primeiro deputado para a Assembleia da República em 2004. Nas últimas eleições legislativas em 2009, o Bloco elegeu o maior número de deputado na sua curta história...16. O partido liderado por Francisco Louçã procura agora melhorar a marca alcançada há 2 anos.
Confira algumas das propostas eleitorais do Bloco de Esquerda:
Economia
O Bloco de Esquerda propõe a renegociação da divida pública, “com novos prazos e taxas de juro”, bem como uma auditoria, de forma a “conhecer a composição da divida pública e privada”. O cancelamento das Parcerias Público-Privadas pendentes e o controlo das despesas militares, nomeadamente com a NATO, são outras das medidas apontadas. O partido de Louçã defende ainda a aplicação do Orçamento de Base Zero, com “a justificação de gastos por departamento de Estado”, e a criação de um Fundo Nacional de Resgate da Dívida, “assente na tributação das operações bolsistas e transferências para paraísos fiscais”, são outras das propostas.
Para o BE, os salários no sector público também devem ser alvo de mudanças, sendo o limite comparado ao vencimento do Presidente da República.
Política Fiscal
Para os bloquistas, em questões de matéria fiscal, deve ser criado um imposto único sobre o património, que inclua bens financeiros e acções, em que o IMI “não deve ser alterado”. Os donos de grandes fortunas devem ser sujeitos a um imposto complementar apropriado, cuja receita deve ir para a Segurança Social.
Educação
O partido de Francisco Louçã tem como grande objectivo combater o insucesso escolar. Pretende prevenir a violência nas escolas, reduzir o número de alunos por turma e alargar o ensino superior a todos os que o desejarem frequentar.
Saúde
O Bloco defende que os serviços prestados no sector privado e pagos pelo Estado devem ser transferidos para o Serviço Nacional de Saúde.
Energia
Tendo a "Eficiência Energética" como slogan, o BE pretende que as remunerações das empresas de energia deverão deixar de estar dependentes do volume de energia que vendem, mas dos ganhos directos das poupanças de energia obtidas pela prestação do serviço.
Justiça
Já o Bloco de Esquerda acredita que os governos civis devem ser abolidos e que deve existir uma redução das consultadorias externas.
Agricultura, Pescas e Florestas
O BE defende a criação de um Banco de Terras que “dê a ocupação a quem deseje plantar e trabalhar”, apoio ao sector agro-industrial.
Confira mais informações sobre o Bloco de Esquerda
Propostas Eleitorais do PCP
Um dos partidos mais emblemáticos no panorama político nacional, o Partido Comunista Português procura nestas legislativas elevar o seu actual número (15) de deputados com assento parlamentar. Liderados por Jerónimo de Sousa, o maior opositor do PCP será porventura o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã.
Confira algumas das propostas eleitorais do PCP:
Economia
Os comunistas, tal como o Bloco, defendem a renegociação da dívida pública, “com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar”. Tudo para “aliviar o Estado do peso e do esforço (…) canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo”. Diversificar as fontes de financiamento, com emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro, e a “intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares da divida pública”, numa “acção convergente”, são as principais apostas na economia. Um reforço do investimento público, “voltado para a indústria, agricultura e pescas”, reforçar o Sector Empresarial do Estado e uma aposta nas PME, com uma politica de apoio ao investimento, “com recurso ao QREN, PRODER e PROMAR” são outras das propostas. Para o PCP, o salário mínimo deverá ser de 600 euros em 2013. Já no âmbito das PPP o partido defende que os contratos que neste momento estão em vigor devem ser cessados ou renegociados.
Política Fiscal
Na área fiscal os comunistas defendem uma “reforma que alivie a tributação, directa e indirecta, dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas”.
Economia
Os comunistas, tal como o Bloco, defendem a renegociação da dívida pública, “com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar”. Tudo para “aliviar o Estado do peso e do esforço (…) canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo”. Diversificar as fontes de financiamento, com emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro, e a “intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares da divida pública”, numa “acção convergente”, são as principais apostas na economia. Um reforço do investimento público, “voltado para a indústria, agricultura e pescas”, reforçar o Sector Empresarial do Estado e uma aposta nas PME, com uma politica de apoio ao investimento, “com recurso ao QREN, PRODER e PROMAR” são outras das propostas. Para o PCP, o salário mínimo deverá ser de 600 euros em 2013. Já no âmbito das PPP o partido defende que os contratos que neste momento estão em vigor devem ser cessados ou renegociados.
Política Fiscal
Na área fiscal os comunistas defendem uma “reforma que alivie a tributação, directa e indirecta, dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas”.
Educação
O PCP pretende aprovar um novo estatuto da carreira docente, assegurar a distribuição gratuita dos manuais escolares para todo o ensino obrigatório e ainda aprovar uma nova Lei do Financiamento do Ensino Superior.
Saúde
Recentemente num comício, Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP "defende um projecto que integra um Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e gratuito como instrumento para garantir a concretização do acesso à saúde a todos os portugueses independentemente das suas condições sócio-económicas."
Energia
Entre as propostas do PCP encontra-se a defesa da eficiência e poupança energéticas e investimento em energias renováveis e sustentáveis. O partido liderado por Jerónimo de Sousa afirma-se ainda como uma força contra o nuclear. Justiça
Defende um maior poder para o Presidente da República para “responsabilizar” a justiça, a criação do Conselho Superior do Poder Judicial para substituir o Conselho Superior de Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Chama ainda a atenção da necessidade de adopção de um novo modelo com processos judiciais mais simples.
Conheça mais sobre o Partido Comunista Português
Sondagem diária Renascença / SIC / Expresso (sextafeira)
Ligeira reaproximação do PS ao PSD no último dia de campanha: PSD - 35,5% | PS - 31,0% | CDS - 13,0% | CDU - 8,2% | BE - 6,3%
No último dia de campanha, desce ligeiramente a distância entre os dois maiores partidos na sondagem diária Renascença / SIC / Expresso. Ontem era de 4,8 pontos percentuais, hoje fixa-se em 4,5 pontos. PS e PSD descem, mas é maior a queda dos sociais-democratas: quatro décimas, para 35,5%. Os socialistas perdem uma décima e ficam com 31% das intenções de voto.
O CDS-PP obtém a terceira posição e estabilizada nos 13%. O partido de Paulo Portas repete o mesmo valor de ontem. À esquerda do PS, o Bloco de Esquerda e a CDU sobem quatro décimas cada um. A CDU está com 8,2% e o Bloco de Esquerda com 6,3%.
À direita, PSD/CDS têm mais 3 pontos que a esquerda. Está agora nos 48%, percentagem que deve assegurar uma maioria absoluta aos dois partidos. O bloco central PS/PSD soma 66,5%, dois terços do eleitorado. O número de indecisos, que foi descendo ao longo destas duas semanas de sondagens diárias, atinge ainda os 19,5% a dois dias das eleições.
Ficha técnica
Esta sondagem foi efectuada por telefone, pela Eurosondagem, para a Renascença, "Expresso" e SIC, no dia 2 de junho, em Portugal Continental, tendo como universo a população com mais de 18 anos residente em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade. A amostra foi estratificada por regiões: 20% na Região Norte, 13% na área Metropolitana do Porto, 26% na área Metropolitana de Lisboa, 31% na Região Centro e 10% na região Sul. Num total de 520 entrevistas validadas que correspondem a uma taxa de resposta de 72%. A intenção de voto resulta de um exercício meramente matemático em que se considera como abstencionistas os 19,5% que "não sabe" ou não responde. Os resultados ponderados resultam de uma média dos últimos quatro estudos que totalizam 2052 entrevistas validadas com a margem de erro de 2,16 por cento. O grau de probabilidade é de 95 por cento.

