Médio Oriente a "ferro e fogo": Depois da Turquia e Egipto... a Líbia
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Várias
Primeiro jornal exclusivo para Ipad foi lançado
Publicação obrigou a um investimento inicial de 23 milhões de euros. O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha.
“The Daily”, é o primeiro jornal feito exclusivamente para Ipad, foi apresentado ontem no Museu Guggenheim, em Nova Iorque. O lançamento da publicação, que pertence ao grupo News Corp, tinha estado agendada para dia 19 de Janeiro, mas foi adiada de modo a que a Apple concluísse um novo sistema de subscrição para implementar o jornal. A apresentação foi feita por Robert Murdoch, presidente da News Corp., e por Eddy Cue, vice-presidente da Apple para a área da internet. O título é diário e obrigou a um investimento inicial de cerca de 23 milhões de euros.
iPad em Portugal com preços entre os 499 e 799 euros
O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha. O iPad está à venda em Portugal com preços entre os 499 euros (versão de 16 gigas só com wi-fi) e os 799 euros (versão de 64 gigas com 3G e wi-fi). O "tablet" da Apple foi alvo de um lançamento especial numa superfície comercial de Lisboa, ainda que o evento tenha sido marcado inicialmente para a meia-noite. As versões do iPad sem 3G e só com wi-fi vão custar 499 euros (16 gigas), 599 euros (32 gigas) e 699 euros (64 gigas). Já as versões com 3G custam mais 100 euros em cada um dos modelos: a versão 3G com 16 gigas vai custar 599 euros, a de 32 gigas com 3G vai situar-se nos 699 euros e a versão mais cara - 64 gigas com 3G - vai custar 799 euros.
O lançamento oficial do iPad na loja da Worten, no Colombo (Lisboa), foi adiado. Inicialmente marcado para as 00h00, o evento passou para as 9h00 de amanhã, dia 30. O iPad foi apresentado nos Estados Unidos em Janeiro deste ano, mas só chega ao mercado português nas vésperas de Dezembro. Actualmente, já circulam na Net rumores sobre a próxima geração do iPad, cuja apresentação deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2011.
O Galaxy Tab, da Samsung, foi o primeiro "tablet" lançado em Portugal. A nível internacional, está previsto o lançamento do Playbook no próximo ano, "tablet" que vai ser colocado no mercado pela RIM, empresa responsável pela marca "Blackberry". Os portugueses vão pagar mais pelo iPad do que os vizinhos espanhóis, embora a diferença não seja substancial. Na versão mais barata, o iPad de 16 gigas só com wi-fi custa 488 euros em Espanha, menos 11 euros que em Portugal. Esta é a maior diferença de preços, sendo que a menor é de apenas seis euros e regista-se na versão mais cara - a de 64 gigas com 3G -, que em Espanha custa 793 euros, por oposição aos 799 euros praticados em Portugal.
Violência laboral está a aumentar na União Europeia
Portugueses são dos mais preocupados com o problema, conclui estudo internacional. A violência laboral está a aumentar na União Europeia (UE). A conclusão é de um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, agora divulgado. Há sectores mais afectados, mas a situação varia conforme os países e os portugueses são dos mais preocupados com a intimidação, bullying e assédio no trabalho. O estudo europeu revela que a violência nos locais de trabalho está a aumentar e em muitos casos, concretizada por terceiros: entre 5% e 20% dos trabalhadores sentem-se afectados pelos utentes, sobretudo nos sectores da saúde, assistência social, educação e serviços públicos.
O Relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho reúne vários estudos europeus e nacionais. O último é do ano passado e nele os portugueses mostram-se dos mais preocupados com o aumento da violência e do assédio, logo atrás dos turcos. Os nórdicos são os que menos razões têm para se preocupar. Os métodos usados são diferentes, mas as conclusões são muito próximas. E revelam que as mulheres, os mais jovens e os que têm contratos precários são alvos preferenciais da violência ou ameaças de terceiros. E também, de ameaças e de assédio sexual. O estudo revela também que há factores que favorecem a violência de terceiros, nomeadamente ter dinheiro ou valores à guarda, trabalhar em contacto com o público, prestar cuidados na área da saúde, educação, serviços prisionais ou de inspecção, trabalhar sozinho, sem local definido, à noite e de manhã cedo ou em locais perigosos.
Os principais alvos do assédio sexual são as mulheres, sobretudo, entre os 15 e 29 anos. O sector da saúde também é dos mais problemáticos e a situação piora em ambientes de trabalho dominados por homens. A intimidação, o bullying e o assédio têm consequências para as vítimas, mas também para as empresas e a sociedade. A violência física geralmente faz crescer o absentismo, as baixas por doença, os trabalhadores estão menos motivados e produzem menos. Isso aumenta os custos nacionais com saúde, reduz a produtividade, favorece as reformas antecipadas e tem prejuízos para a economia dos respectivos países. E no caso do assédio – sexual e moral – a pressão e a humilhação crescentes podem levar a reacções extremas, como o suicídio.
PS não quer reduzir os "tachos"...
O PS e PSD estão de candeias às avessas por causa da redução de deputados. O tema voltou ontem de tarde a ser discutido na Assembleia da República com os sociais-democratas a criticarem as diferentes posições dos socialistas. Afinal, o PS parece não estar interessado na redução do número de deputados, tal como defendeu, a título pessoal, o ministro Jorge Lacão numa entrevista que deu esta semana ao "Diário Económico". Ontem, no Parlamento, o líder parlamentar Francisco Assis afirmou que não vê vantagens nessa redução e nem sequer irá analisar qualquer proposta nesse sentido, o que provocou de imediato críticas na bancada social-democrata.
"Não tencionamos apresentar, nem tencionamos viabilizar qualquer iniciativa que vise pôr em causa o número de deputados actualmente existentes no Parlamento", disse Assis. É que – ontem mesmo – o PSD tinha manifestado disponibilidade para discutir o assunto através de Miguel Macedo, líder parlamentar social-democrata. "Na sequência que o ministro Jorge Lacão fez no sentido de podermos reduzir o número de deputados na Assembleia da República, damos conta da inteira disponibilidade do PSD para encetarmos de imediato esse trabalho". Sobre esta eventual futura discussão sobre a redução de deputados, CDS-PP e PCP já disseram que não concordam. A proposta seria passar de 230 para 180 deputados.
Dívida: CDS compara Governo a “bombeiro pirómano”
"A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", acusa Paulo Portas. O líder do CDS-PP responsabiliza o Governo pelo estado a que chegou a dívida pública. Paulo Portas acusa o Executivo de má gestão e de aumentar a dependência externa do país. O Governo comporta-se como um "bombeiro pirómano" ao aumentar de forma exponencial a dívida nacional perante o exterior, cuja consequência é o pagamento de juros "proibitivos", disse Paulo Portas aos jornalistas.
Falando no final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a agenda da próxima cimeira europeia, Paulo Portas não comentou directamente os resultados do leilão de dívida pública portuguesa nos mercados internacionais. Mas, nesta matéria, o presidente do CDS deixou várias críticas ao executivo socialista. "O Governo português, infelizmente - e foi avisado disso - comportou-se em relação à dívida pública como um bombeiro pirómano. A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", apontou Paulo Portas. Segundo o líder democrata-cristão, foi precisamente essa via do Executivo socialista "que colocou Portugal neste estado de dependência externa, pagando juros que são proibitivos. Esses juros repercutem no contribuinte e na liberdade de escolha dos jovens que amanhã são o futuro do país. Penso que o Governo tem pouca margem para dizer seja o que for sobre dívida ou ajuda externa, porque foi este executivo que nos conduziu até aqui", acusou.
Publicação obrigou a um investimento inicial de 23 milhões de euros. O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha.“The Daily”, é o primeiro jornal feito exclusivamente para Ipad, foi apresentado ontem no Museu Guggenheim, em Nova Iorque. O lançamento da publicação, que pertence ao grupo News Corp, tinha estado agendada para dia 19 de Janeiro, mas foi adiada de modo a que a Apple concluísse um novo sistema de subscrição para implementar o jornal. A apresentação foi feita por Robert Murdoch, presidente da News Corp., e por Eddy Cue, vice-presidente da Apple para a área da internet. O título é diário e obrigou a um investimento inicial de cerca de 23 milhões de euros.
iPad em Portugal com preços entre os 499 e 799 euros
O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha. O iPad está à venda em Portugal com preços entre os 499 euros (versão de 16 gigas só com wi-fi) e os 799 euros (versão de 64 gigas com 3G e wi-fi). O "tablet" da Apple foi alvo de um lançamento especial numa superfície comercial de Lisboa, ainda que o evento tenha sido marcado inicialmente para a meia-noite. As versões do iPad sem 3G e só com wi-fi vão custar 499 euros (16 gigas), 599 euros (32 gigas) e 699 euros (64 gigas). Já as versões com 3G custam mais 100 euros em cada um dos modelos: a versão 3G com 16 gigas vai custar 599 euros, a de 32 gigas com 3G vai situar-se nos 699 euros e a versão mais cara - 64 gigas com 3G - vai custar 799 euros.
O lançamento oficial do iPad na loja da Worten, no Colombo (Lisboa), foi adiado. Inicialmente marcado para as 00h00, o evento passou para as 9h00 de amanhã, dia 30. O iPad foi apresentado nos Estados Unidos em Janeiro deste ano, mas só chega ao mercado português nas vésperas de Dezembro. Actualmente, já circulam na Net rumores sobre a próxima geração do iPad, cuja apresentação deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2011.
O Galaxy Tab, da Samsung, foi o primeiro "tablet" lançado em Portugal. A nível internacional, está previsto o lançamento do Playbook no próximo ano, "tablet" que vai ser colocado no mercado pela RIM, empresa responsável pela marca "Blackberry". Os portugueses vão pagar mais pelo iPad do que os vizinhos espanhóis, embora a diferença não seja substancial. Na versão mais barata, o iPad de 16 gigas só com wi-fi custa 488 euros em Espanha, menos 11 euros que em Portugal. Esta é a maior diferença de preços, sendo que a menor é de apenas seis euros e regista-se na versão mais cara - a de 64 gigas com 3G -, que em Espanha custa 793 euros, por oposição aos 799 euros praticados em Portugal.
Violência laboral está a aumentar na União Europeia
Portugueses são dos mais preocupados com o problema, conclui estudo internacional. A violência laboral está a aumentar na União Europeia (UE). A conclusão é de um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, agora divulgado. Há sectores mais afectados, mas a situação varia conforme os países e os portugueses são dos mais preocupados com a intimidação, bullying e assédio no trabalho. O estudo europeu revela que a violência nos locais de trabalho está a aumentar e em muitos casos, concretizada por terceiros: entre 5% e 20% dos trabalhadores sentem-se afectados pelos utentes, sobretudo nos sectores da saúde, assistência social, educação e serviços públicos.
O Relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho reúne vários estudos europeus e nacionais. O último é do ano passado e nele os portugueses mostram-se dos mais preocupados com o aumento da violência e do assédio, logo atrás dos turcos. Os nórdicos são os que menos razões têm para se preocupar. Os métodos usados são diferentes, mas as conclusões são muito próximas. E revelam que as mulheres, os mais jovens e os que têm contratos precários são alvos preferenciais da violência ou ameaças de terceiros. E também, de ameaças e de assédio sexual. O estudo revela também que há factores que favorecem a violência de terceiros, nomeadamente ter dinheiro ou valores à guarda, trabalhar em contacto com o público, prestar cuidados na área da saúde, educação, serviços prisionais ou de inspecção, trabalhar sozinho, sem local definido, à noite e de manhã cedo ou em locais perigosos.
Os principais alvos do assédio sexual são as mulheres, sobretudo, entre os 15 e 29 anos. O sector da saúde também é dos mais problemáticos e a situação piora em ambientes de trabalho dominados por homens. A intimidação, o bullying e o assédio têm consequências para as vítimas, mas também para as empresas e a sociedade. A violência física geralmente faz crescer o absentismo, as baixas por doença, os trabalhadores estão menos motivados e produzem menos. Isso aumenta os custos nacionais com saúde, reduz a produtividade, favorece as reformas antecipadas e tem prejuízos para a economia dos respectivos países. E no caso do assédio – sexual e moral – a pressão e a humilhação crescentes podem levar a reacções extremas, como o suicídio.
PS não quer reduzir os "tachos"...
O PS e PSD estão de candeias às avessas por causa da redução de deputados. O tema voltou ontem de tarde a ser discutido na Assembleia da República com os sociais-democratas a criticarem as diferentes posições dos socialistas. Afinal, o PS parece não estar interessado na redução do número de deputados, tal como defendeu, a título pessoal, o ministro Jorge Lacão numa entrevista que deu esta semana ao "Diário Económico". Ontem, no Parlamento, o líder parlamentar Francisco Assis afirmou que não vê vantagens nessa redução e nem sequer irá analisar qualquer proposta nesse sentido, o que provocou de imediato críticas na bancada social-democrata.
"Não tencionamos apresentar, nem tencionamos viabilizar qualquer iniciativa que vise pôr em causa o número de deputados actualmente existentes no Parlamento", disse Assis. É que – ontem mesmo – o PSD tinha manifestado disponibilidade para discutir o assunto através de Miguel Macedo, líder parlamentar social-democrata. "Na sequência que o ministro Jorge Lacão fez no sentido de podermos reduzir o número de deputados na Assembleia da República, damos conta da inteira disponibilidade do PSD para encetarmos de imediato esse trabalho". Sobre esta eventual futura discussão sobre a redução de deputados, CDS-PP e PCP já disseram que não concordam. A proposta seria passar de 230 para 180 deputados.
Dívida: CDS compara Governo a “bombeiro pirómano”
"A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", acusa Paulo Portas. O líder do CDS-PP responsabiliza o Governo pelo estado a que chegou a dívida pública. Paulo Portas acusa o Executivo de má gestão e de aumentar a dependência externa do país. O Governo comporta-se como um "bombeiro pirómano" ao aumentar de forma exponencial a dívida nacional perante o exterior, cuja consequência é o pagamento de juros "proibitivos", disse Paulo Portas aos jornalistas.
Falando no final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a agenda da próxima cimeira europeia, Paulo Portas não comentou directamente os resultados do leilão de dívida pública portuguesa nos mercados internacionais. Mas, nesta matéria, o presidente do CDS deixou várias críticas ao executivo socialista. "O Governo português, infelizmente - e foi avisado disso - comportou-se em relação à dívida pública como um bombeiro pirómano. A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", apontou Paulo Portas. Segundo o líder democrata-cristão, foi precisamente essa via do Executivo socialista "que colocou Portugal neste estado de dependência externa, pagando juros que são proibitivos. Esses juros repercutem no contribuinte e na liberdade de escolha dos jovens que amanhã são o futuro do país. Penso que o Governo tem pouca margem para dizer seja o que for sobre dívida ou ajuda externa, porque foi este executivo que nos conduziu até aqui", acusou.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Se a moda pega...
Confrontos entre ‘gangs’ causa pânico nas praias
Presidente da Câmara de Cascais responsabiliza ministério por incidentes no Tamariz. Confrontos causaram o pânico nas praias e no passeio marítimo, obrigando clientes de uma esplanada a resguardarem-se debaixo das mesas.
O presidente da Câmara de Cascais (PSD) considerou ontem que a falta de reforço do policiamento nas praias da zona, como acontece habitualmente nesta altura do ano, "ou é irresponsabilidade, ou incompetência ou então perseguição" ao concelho. O autarca social democrata, que falava à agência Lusa a propósito dos confrontos de ontem na praia do Tamariz (Cascais) alegadamente causados por dois gangues rivais que causaram o pânico na população e dos quais resultou um ferido, responsabilizou diretamente o Ministério da Administração Interna (MAI) pelo acontecido, uma vez que não reforçou a segurança na zona, como habitualmente acontece na época balnear.
Na sequência daqueles incidentes, o autarca exige uma reunião urgente com o ministro da Administração Interna, o ministro da Economia ou o secretário de Estado do Turismo, por considerar "absolutamente indispensável" tomar medidas que evitem a repetição deste tipo de incidentes, que "acabam com o turismo". Com essa reunião, o autarca pretende saber que medidas concretas irá o MAI tomar para reforçar a segurança no concelho, sublinhando ter já enviado um comunicado à PSP de Cascais, o mesmo que "às 09:00 de segunda feira estará na secretária do ministro. Não se percebe porque é que o MAI não funciona", referiu o autarca, alegando que habitualmente nesta altura do ano o MAI reforçava o policiamento daquelas praias, o que não está a acontecer este ano.
Por seu lado, a polícia respondeu hoje à Lusa que "a PSP continuará a reforçar toda a linha da CP de Cascais e as praias da linha, principalmente as que possuem estações de comboio e parques de estacionamento nas proximidades". Segundo a polícia "este reforço é efetivo desde o passado dia 21 de junho altura em que a PSP iniciou a Operação Verão Seguro". Questionado pela Lusa sobre se a autarquia tem informações sobre os grupos que hoje se envolveram em confrontos, o autarca disse que sabe quem são, escusando-se a revelar mais pormenores. Acrescentou apenas que, segundo informações da PSP local, não residem no concelho. Instado a responder sobre se teme a repetição de incidentes como os de hoje, respondeu: "Não temo; se não for reforçada pela Polícia de Segurança Pública, como acontece todos os anos, a vigilância das praias e do paredão é evidente que se vão repetir".
O autarca recordou também os desacatos que nas últimas duas semanas se têm verificado nos comboios da linha de Cascais, alegando que perante aquelas situações o MAI "fez zero" ao nível de reforço da segurança em Cascais. "E o que está anunciado é verdadeiramente caricato, é anedótico", disse, numa alusão a uma força de intervenção que aos fins de semana irá patrulhar alternadamente as praias dos concelhos de Cascais e Oeiras, considerando a medida "absolutamente insatisfatória".
Presidente da Câmara de Cascais responsabiliza ministério por incidentes no Tamariz. Confrontos causaram o pânico nas praias e no passeio marítimo, obrigando clientes de uma esplanada a resguardarem-se debaixo das mesas.O presidente da Câmara de Cascais (PSD) considerou ontem que a falta de reforço do policiamento nas praias da zona, como acontece habitualmente nesta altura do ano, "ou é irresponsabilidade, ou incompetência ou então perseguição" ao concelho. O autarca social democrata, que falava à agência Lusa a propósito dos confrontos de ontem na praia do Tamariz (Cascais) alegadamente causados por dois gangues rivais que causaram o pânico na população e dos quais resultou um ferido, responsabilizou diretamente o Ministério da Administração Interna (MAI) pelo acontecido, uma vez que não reforçou a segurança na zona, como habitualmente acontece na época balnear.
Na sequência daqueles incidentes, o autarca exige uma reunião urgente com o ministro da Administração Interna, o ministro da Economia ou o secretário de Estado do Turismo, por considerar "absolutamente indispensável" tomar medidas que evitem a repetição deste tipo de incidentes, que "acabam com o turismo". Com essa reunião, o autarca pretende saber que medidas concretas irá o MAI tomar para reforçar a segurança no concelho, sublinhando ter já enviado um comunicado à PSP de Cascais, o mesmo que "às 09:00 de segunda feira estará na secretária do ministro. Não se percebe porque é que o MAI não funciona", referiu o autarca, alegando que habitualmente nesta altura do ano o MAI reforçava o policiamento daquelas praias, o que não está a acontecer este ano.
Por seu lado, a polícia respondeu hoje à Lusa que "a PSP continuará a reforçar toda a linha da CP de Cascais e as praias da linha, principalmente as que possuem estações de comboio e parques de estacionamento nas proximidades". Segundo a polícia "este reforço é efetivo desde o passado dia 21 de junho altura em que a PSP iniciou a Operação Verão Seguro". Questionado pela Lusa sobre se a autarquia tem informações sobre os grupos que hoje se envolveram em confrontos, o autarca disse que sabe quem são, escusando-se a revelar mais pormenores. Acrescentou apenas que, segundo informações da PSP local, não residem no concelho. Instado a responder sobre se teme a repetição de incidentes como os de hoje, respondeu: "Não temo; se não for reforçada pela Polícia de Segurança Pública, como acontece todos os anos, a vigilância das praias e do paredão é evidente que se vão repetir".
O autarca recordou também os desacatos que nas últimas duas semanas se têm verificado nos comboios da linha de Cascais, alegando que perante aquelas situações o MAI "fez zero" ao nível de reforço da segurança em Cascais. "E o que está anunciado é verdadeiramente caricato, é anedótico", disse, numa alusão a uma força de intervenção que aos fins de semana irá patrulhar alternadamente as praias dos concelhos de Cascais e Oeiras, considerando a medida "absolutamente insatisfatória".
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Segurança no mundial de futebol ameaçada
Morte de líder político na África do Sul
Assassínio do líder da extrema-direita Terre'Blanche terá retaliação do AWB. Partido aconselha selecções a não viajar para o país.
Assassínio do líder da extrema-direita Terre'Blanche terá retaliação do AWB. Partido aconselha selecções a não viajar para o país.O ataque de dois trabalhadores da quinta de Eugène Terre'Blanche, em Ventersdorp (África do Sul), que acabou com a morte do líder do Movimento de Resistência Afrikaner (AWB), foi interpretado como "uma declaração de guerra" dos negros contra os brancos pelo partido extremista. Terre'Blanche foi espancado no sábado por dois jovens de 16 e 21 anos, depois de alegadamente lhes ter sido negado o pagamento de um trabalho.
Numa primeira reacção, o secretário-geral do AWB, Andre Visagie, pediu aos apoiantes que permaneçam calmos e cumpram o luto ao líder. O partido vai reunir-se a 1 de Maio para discutir o que fazer a seguir. "Vamos decidir como vingar a morte do sr. Terre'Blanche", esclareceu Visagie. E deixou desde logo uma recomendação para as selecções que vão participar no Mundial-2010, que começa a 11 de Julho na África do Sul: "Estamos a avisar esses países. Estão a mandar as vossas equipas de futebol para uma terra de assassinos. Não façam isso se não tiverem protecção suficiente para elas.
"Eugène Terre'Blanche tinha 69 anos. Lutou pela manutenção do apartheid no início da década de 90, mas manteve um comportamento mais discreto ao longo dos últimos anos. Terre'Blanche fundou o Movimento de Resistência Afrikaner em 1972, com seis amigos - um partido que visava proteger os direitos dos descendentes dos bóeres (sul-africanos de ascendência holandesa, francesa e alemã). Com o fim do apartheid, os movimentos de extrema-direita foram perdendo força entre a comunidade branca. O AWB, cuja bandeira se assemelha à nazi, seguiu o mesmo caminho, mas começou a ressurgir há dois anos.
Jacob Zuma, presidente sul-africano e líder do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido maioritário desde as primeiras eleições livres no país, em 1994, pediu ontem calma aos sul-africanos. "Não permitam que agentes provocadores possam tirar vantagem desta situação para incentivar ou incendiar o ódio racial", avisou.
Jacob Zuma, presidente sul-africano e líder do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido maioritário desde as primeiras eleições livres no país, em 1994, pediu ontem calma aos sul-africanos. "Não permitam que agentes provocadores possam tirar vantagem desta situação para incentivar ou incendiar o ódio racial", avisou.
A morte de Terre'Blanche ocorre pouco depois de a justiça sul-africana ter proibido uma música adoptada pela juventude do ANC cujo refrão clamava "morte aos bóeres". André Thomashausen, professor da Universidade da África do Sul, explica que o assassínio do líder da extrema-direita branca "pode mobilizar as franjas de brancos empobrecidos pela política de afirmação da raça negra do governo que se sentem marginalizados e sob ameaça física, a recorrer a acções que chamem a atenção do mundo durante o Mundial".
Para Thomashausen, o presidente Jacob Zuma falhou ao não proibir Julius Malema, líder da juventude do ANC, de cantar slogans antibóer. "E ainda tentou desculpá-lo, afirmando que até Nelson Mandela, quando era mais jovem, entoou slogans radicais", lamenta o académico.
A pouco mais de dois meses do início do Mundial-2010, o aviso do AWB às selecções que vão marcar presença na prova é um sinal de que a competição pode ser um pretexto para vários atentados. O porta-voz do partido de Zuma considera que o aviso não é correcto, até porque "este é um Mundial para todos, não apenas para os negros do país". A África do Sul recebe o primeiro Mundial realizado no continente africano. Com o assassínio de Terre'Blanche, o governo fica com preocupações de segurança acrescidas.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Programa comunitário Equal
Resposta inovadora à violência doméstica
A “Resposta Integrada na Violência Doméstica”, uma metodologia inovadora no acompanhamento às vítimas de violência doméstica, está a ser implementada em Portugal.
Este programa vai ser apresentado ao município de Silves, na sexta-feira, dia 8, pelas 14h30, no Auditório da Biblioteca Municipal. Trata-se de um projecto que foi criado em 2005, em Penafiel, e os bons resultados obtidos nas primeiras experiências levaram os responsáveis a querer disseminá-lo. Actualmente estão a adoptar a “Resposta Integrada na Violência Doméstica” cerca de 30 municípios, chegando agora a hora de ser apresentado ao município de Silves, no Algarve.
Pela primeira vez em Portugal existe um projecto que consegue congregar uma estratégia local e regional de apoio às pessoas alvo de violência doméstica, facilitando todo o percurso da vítima, desde que procura ajuda, até ao momento da inserção sócio-profissional. Assim, este modelo permitiu criar uma série de procedimentos e unir diferentes instituições em torno de uma causa comum.
Uma das mais-valias reside no facto de haver uma resposta em rede, evitando que a vítima, fragilizada, tenha de contar a sua história aos diferentes intervenientes no processo de apoio psicológico, jurídico, social e profissional. No mesmo local, as vítimas de violência doméstica recebem todas as respostas que querem ouvir. De acordo com cada caso, as vítimas podem ser realojadas, colocadas em casas de abrigo, receber apoios financeiros e, caso necessitem, reintegradas no mercado de trabalho.
Promovida pela Associação de Desenvolvimento de Figueira, a «Resposta Integrada na Violência Doméstica» começou a ser implementada pelo Gabinete Janela Aberta, em Penafiel, em 2005. Em pouco tempo, esta instituição já deu resposta a cerca de 500 vítimas, 35 por cento das quais já se encontraram integradas socialmente. As restantes, ainda se encontram a receber acompanhamento.
Face ao sucesso, e no âmbito do programa comunitário Equal, o projecto começou a ser disseminado por outros concelhos para o acompanhamento das vítimas, já que, na génese, é um problema comum, embora com as variantes inerentes a cada local. No total cerca de 30 concelhos estão neste momento a implementar a “Resposta Integrada na Violência Doméstica”.
Este programa vai ser apresentado ao município de Silves, na sexta-feira, dia 8, pelas 14h30, no Auditório da Biblioteca Municipal. Trata-se de um projecto que foi criado em 2005, em Penafiel, e os bons resultados obtidos nas primeiras experiências levaram os responsáveis a querer disseminá-lo. Actualmente estão a adoptar a “Resposta Integrada na Violência Doméstica” cerca de 30 municípios, chegando agora a hora de ser apresentado ao município de Silves, no Algarve.
Pela primeira vez em Portugal existe um projecto que consegue congregar uma estratégia local e regional de apoio às pessoas alvo de violência doméstica, facilitando todo o percurso da vítima, desde que procura ajuda, até ao momento da inserção sócio-profissional. Assim, este modelo permitiu criar uma série de procedimentos e unir diferentes instituições em torno de uma causa comum.
Uma das mais-valias reside no facto de haver uma resposta em rede, evitando que a vítima, fragilizada, tenha de contar a sua história aos diferentes intervenientes no processo de apoio psicológico, jurídico, social e profissional. No mesmo local, as vítimas de violência doméstica recebem todas as respostas que querem ouvir. De acordo com cada caso, as vítimas podem ser realojadas, colocadas em casas de abrigo, receber apoios financeiros e, caso necessitem, reintegradas no mercado de trabalho.
Promovida pela Associação de Desenvolvimento de Figueira, a «Resposta Integrada na Violência Doméstica» começou a ser implementada pelo Gabinete Janela Aberta, em Penafiel, em 2005. Em pouco tempo, esta instituição já deu resposta a cerca de 500 vítimas, 35 por cento das quais já se encontraram integradas socialmente. As restantes, ainda se encontram a receber acompanhamento.
Face ao sucesso, e no âmbito do programa comunitário Equal, o projecto começou a ser disseminado por outros concelhos para o acompanhamento das vítimas, já que, na génese, é um problema comum, embora com as variantes inerentes a cada local. No total cerca de 30 concelhos estão neste momento a implementar a “Resposta Integrada na Violência Doméstica”.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Violência com menores
600 casos de abuso sexual foram denunciados em 2008
Medidas de protecção estão a funcionar. Comissões de Protecção de Menores acompanharam mais de 65 mil crianças.
As Comissões de Protecção de Menores acompanharam no ano passado 600 casos de abusos sexuais a menores, adiantou em conferência de imprensa o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens (CNPCJ), Armando Leandro. «Os abusos sexuais a menores representam 2,2 por cento do total de casos apreciados nas comissões e os dados de 2008 não demonstram um aumento», acrescenta o juiz.
As Comissões de Protecção de menores acompanharam no ano passado mais de 65 mil crianças e jovens em risco, destacando-se a negligência como principal problemática, 36,5 por cento(10205), logo seguida da exposição a modelos de comportamento desviante, 16,8 por cento (4696), abandono escolar, 14,6 por cento (4085), maus tratos psicológicos/abuso emocional, 12,9 por cento (3611), e maus tratos físicos, 7,4 por cento (2081), segundo refere a Lusa, citando o relatório anual.
Os números de casos apreciados e da percentagem por problemática tendem a estabilizar, não se tendo registado variações assinaláveis, diz Armando Leandro. «Registo apenas uma diminuição no absentismo escolar», destaca o magistrado. As faixas etárias entre os 6 e os 14 anos são as mais expostas às problemáticas acompanhadas nas 282 comissões existentes no país.
O relatório anual da actividade destas comissões refere que, em 2008, foram instaurados 29.279 processos, correspondendo a menos 0,9 por cento do que em 2007. A tendência de estabilização é, para o presidente da CNPCJ «um bom indicador» de que «as medidas de intervenção em primeira linha estão a funcionar». Ou seja, «as escolas, as polícias, a saúde, e as populações estão mais sensibilizadas, o que explica que nos últimos anos tenhamos assistido a um aumento nos casos acompanhados», refere.
No ano passado foi aplicada pela primeira vez a medida de atribuição de apoio económico como elemento de apoio à família tendo sido atribuído pela Segurança Social um montante superior a «285 mil euros».
Além dos novos processos, as comissões acompanharam ainda outros que transitaram de anos anteriores (33394, sendo que 30320 são de 2007) ou que foram reabertos, correspondendo o volume global de casos acompanhados a 66.659 processos, envolvendo 65.887 crianças e jovens.
A transição de processos de uns anos para os outros é, por vezes, «inevitável» dada a necessidade de acompanhar as problemáticas. A maioria das crianças acompanhadas é do sexo masculino (53,1 por cento), registando-se um aumento de sinalizações de crianças e jovens provenientes de outros países, designadamente dos PALOP.
Armando Leandro admite que o actual contexto social, com elevados índices de desemprego, «pode resultar num aumento de casos sinalizados durante este ano», apesar de, para já, não dispor de informação sobre isso. Os estabelecimentos de ensino e as autoridades policiais foram, no ano passado, os principais denunciantes.
Medidas de protecção estão a funcionar. Comissões de Protecção de Menores acompanharam mais de 65 mil crianças.As Comissões de Protecção de Menores acompanharam no ano passado 600 casos de abusos sexuais a menores, adiantou em conferência de imprensa o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens (CNPCJ), Armando Leandro. «Os abusos sexuais a menores representam 2,2 por cento do total de casos apreciados nas comissões e os dados de 2008 não demonstram um aumento», acrescenta o juiz.
As Comissões de Protecção de menores acompanharam no ano passado mais de 65 mil crianças e jovens em risco, destacando-se a negligência como principal problemática, 36,5 por cento(10205), logo seguida da exposição a modelos de comportamento desviante, 16,8 por cento (4696), abandono escolar, 14,6 por cento (4085), maus tratos psicológicos/abuso emocional, 12,9 por cento (3611), e maus tratos físicos, 7,4 por cento (2081), segundo refere a Lusa, citando o relatório anual.
Os números de casos apreciados e da percentagem por problemática tendem a estabilizar, não se tendo registado variações assinaláveis, diz Armando Leandro. «Registo apenas uma diminuição no absentismo escolar», destaca o magistrado. As faixas etárias entre os 6 e os 14 anos são as mais expostas às problemáticas acompanhadas nas 282 comissões existentes no país.
O relatório anual da actividade destas comissões refere que, em 2008, foram instaurados 29.279 processos, correspondendo a menos 0,9 por cento do que em 2007. A tendência de estabilização é, para o presidente da CNPCJ «um bom indicador» de que «as medidas de intervenção em primeira linha estão a funcionar». Ou seja, «as escolas, as polícias, a saúde, e as populações estão mais sensibilizadas, o que explica que nos últimos anos tenhamos assistido a um aumento nos casos acompanhados», refere.No ano passado foi aplicada pela primeira vez a medida de atribuição de apoio económico como elemento de apoio à família tendo sido atribuído pela Segurança Social um montante superior a «285 mil euros».
Além dos novos processos, as comissões acompanharam ainda outros que transitaram de anos anteriores (33394, sendo que 30320 são de 2007) ou que foram reabertos, correspondendo o volume global de casos acompanhados a 66.659 processos, envolvendo 65.887 crianças e jovens.
A transição de processos de uns anos para os outros é, por vezes, «inevitável» dada a necessidade de acompanhar as problemáticas. A maioria das crianças acompanhadas é do sexo masculino (53,1 por cento), registando-se um aumento de sinalizações de crianças e jovens provenientes de outros países, designadamente dos PALOP.
Armando Leandro admite que o actual contexto social, com elevados índices de desemprego, «pode resultar num aumento de casos sinalizados durante este ano», apesar de, para já, não dispor de informação sobre isso. Os estabelecimentos de ensino e as autoridades policiais foram, no ano passado, os principais denunciantes.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Livro denúncia
O drama da violência sexual na guerra
O livro da jornalista Helen Benedict descreve a experiência das mulheres militares norte americanas que são violentadas pelos próprios companheiros na frente de batalha. Cerca de 30% são violadas durante o serviço militar.
A ocupação americana no Iraque chegou a ter, no seu auge de guerra, mais de 150 mil soldados. Desde 2003, quando George W. Bush ordenou a invasão, o carroussel de tropas levou 206 mil mulheres para aquele país. Dessas, apenas 600 foram feridas e 104, mortas, mas muitas outras sofreram com um outro tipo de violência, quase imperceptível para o grande público, mas demasiado traumática para quem a sofre - a violência sexual.
O drama de ir para a guerra e ser violentada pelos próprios colegas e superiores nas Forças Armadas está detalhado no livro The Lonely Soldier: The Private War of Women Serving in Iraq (tradução:"A soldado solitária: a luta particular das mulheres que serviram no Iraque"), de Helen Benedict, professora de jornalismo na Universidade Columbia, dos Estados Unidos.
No livro, Helen conta que, das 40 mulheres que ela entrevistou, 28 foram assediadas, atacadas de alguma forma sexual ou simplesmente violadas por colegas. Os números reflectem também estudos oficiais realizados nos Estados Unidos, os quais mostram que 90% das mulheres militares sofrem assédio sexual nalgum momento da sua carreira militar, e 30% são violadas.
O livro da jornalista Helen Benedict descreve a experiência das mulheres militares norte americanas que são violentadas pelos próprios companheiros na frente de batalha. Cerca de 30% são violadas durante o serviço militar.A ocupação americana no Iraque chegou a ter, no seu auge de guerra, mais de 150 mil soldados. Desde 2003, quando George W. Bush ordenou a invasão, o carroussel de tropas levou 206 mil mulheres para aquele país. Dessas, apenas 600 foram feridas e 104, mortas, mas muitas outras sofreram com um outro tipo de violência, quase imperceptível para o grande público, mas demasiado traumática para quem a sofre - a violência sexual.
O drama de ir para a guerra e ser violentada pelos próprios colegas e superiores nas Forças Armadas está detalhado no livro The Lonely Soldier: The Private War of Women Serving in Iraq (tradução:"A soldado solitária: a luta particular das mulheres que serviram no Iraque"), de Helen Benedict, professora de jornalismo na Universidade Columbia, dos Estados Unidos.
No livro, Helen conta que, das 40 mulheres que ela entrevistou, 28 foram assediadas, atacadas de alguma forma sexual ou simplesmente violadas por colegas. Os números reflectem também estudos oficiais realizados nos Estados Unidos, os quais mostram que 90% das mulheres militares sofrem assédio sexual nalgum momento da sua carreira militar, e 30% são violadas.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Um exemplo a seguir
Jogos violentos retirados das lojas na Alemanha
Uma das maiores cadeias alemãs de armazéns anunciou que vai deixar de vender videojogos violentos, em reacção ao massacre da semana passada em Wiennenden, no qual morreram 16 pessoas.
Além dos títulos para maiores de 18 anos, serão também retirados dos escaparates dos armazéns Kaufhof todos os filmes para adultos de conteúdo violento.
“Fazemos isto para alertar toda a sociedade”, disse, em Colónia, uma porta-voz da cadeia Kaufhof.
Os jogos violentos e filmes de terror eram um dos passatempos preferidos do jovem homicida de 17 anos, de acordo com a polícia. Ao que indicam as autoridades, na noite anterior ao massacre, Tim Kretschmer tinha passado algumas horas no computador a jogar.
Este, pode ser um exemplo a seguir pelo Governo português, e por muitas outras instituições e nações de todo o mundo.
Uma das maiores cadeias alemãs de armazéns anunciou que vai deixar de vender videojogos violentos, em reacção ao massacre da semana passada em Wiennenden, no qual morreram 16 pessoas.Além dos títulos para maiores de 18 anos, serão também retirados dos escaparates dos armazéns Kaufhof todos os filmes para adultos de conteúdo violento.
“Fazemos isto para alertar toda a sociedade”, disse, em Colónia, uma porta-voz da cadeia Kaufhof.
Os jogos violentos e filmes de terror eram um dos passatempos preferidos do jovem homicida de 17 anos, de acordo com a polícia. Ao que indicam as autoridades, na noite anterior ao massacre, Tim Kretschmer tinha passado algumas horas no computador a jogar.
Este, pode ser um exemplo a seguir pelo Governo português, e por muitas outras instituições e nações de todo o mundo.
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