Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 21 de maio de 2011

Debates televisivos terminam

Frente-a-frente entre Sócrates e Passos Coelho
                                                                                                            
O ainda Primeiro Ministro centrou o debate nas contradições do líder do PSD. Passos Coelho contrariou posisões tomadas pelo chefe do Governo em exercício, e afirmou que estamos no "fim do ciclo socrático".
                                                      
Os debates televisivos em torno das eleições legislativas antecipadas terminam hoje com o aguardado confronto entre o líder do PS, José Sócrates, e do PSD, Pedro Passos Coelho, a dois dias do arranque oficial da campanha. Desde 06 de maio, os líderes das cinco forças partidárias com assento parlamentar já protagonizaram um total de nove debates nas três estações televisivas generalistas (RTP, SIC e TVI), à semelhança do modelo adotado em 2009. O frente-a-frente de hoje terá uma duração de 60 minutos, ao contrário dos restantes, que se realizaram durante 45 minutos. No final do debate, os candidatos fazem uma intervenção de fecho, com o máximo de um minuto. Até ao momento, o debate entre José Sócrates e o líder do CDS-PP, Paulo Portas, a 09 de maio, foi o mais visto, por cerca de 1,5 milhões de pessoas. Segundo politólogos contactados pela agência Lusa o primeiro debate entre Sócrates e Passos Coelho assume maior relevância que outros no passado, envolvendo "expetativas relativamente altas", dado o número de indecisos e os empates técnicos revelados nas sondagens. As eleições legislativas antecipadas realizam-se a 05 de junho e a campanha eleitoral decorre entre 22 de maio a 03 de junho.
                                                                                
Sócrates centra debate nas posições de Passos, líder do PSD responde com herança do primeiro-ministro
                                                                                              
José Sócrates confrontou ontem Passos Coelho com posições que defendeu sobre a economia portuguesa em 2009 e sobre a saúde, enquanto o líder do PSD exigiu que o secretário-geral do PS discutisse as suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro. A primeira metade do debate entre os líderes do PS e do PSD, na RTP, foi caracterizado por uma autêntico braço de ferro em torno de quem comandava os temas a colocar à discussão. Sócrates começou por apresentar um relatório assinado por Passos Coelho enquanto administrador da Fomentinvest (de 2010, em relação à situação económica de 2009) em que este último assumiu a dimensão internacional da crise financeira portuguesa e, mais à frente, citou diversas posições do presidente do PSD sobre saúde, acusando-o de pretender "destruir" o Serviço Nacional de Saúde.
Passos Coelho, pelo contrário, procurou colocar a questão central do debate nos seis anos de Governo de José Sócrates, acusando o secretário-geral do PS de querer discutir as ideias do PSD para encobrir "a vacuidade" do programa do PS, de pretender fugir às suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro, depois de deixar o país à beira "da bancarrota", com 700 mil desempregados, de ter cortado salários e prestações sociais. "O senhor vai a votos como primeiro-ministro", mas é espantoso a dificuldade que tem em discutir as suas responsabilidades", disse Passos Coelho, ouvindo a seguinte resposta de Sócrates: "Sou responsável por todas as medidas difíceis, nunca virei a cara às dificuldades, mas o senhor é responsável pela abertura de uma crise política, que levou Portugal a pedir ajuda externa".
                                                              
Passos Coelho sentencia "fim de ciclo" de Sócrates como primeiro-ministro
                                                                                                  
O presidente do PSD, Passos Coelho, sentenciou o "fim de ciclo" do primeiro-ministro socialista José Sócrates, após o debate televisivo que os opôs, o último de uma série de 10 sobre as Legislativas de 05 de junho. "O debate foi bastante vivo. Os portugueses tiveram oportunidade de confrontar alguém que está a chegar ao fim de um ciclo. Há uma nova liderança em Portugal", afirmou o líder social-democrata à saída das instalações da RTP. Para Passos Coelho, "Sócrates está a chegar ao fim do seu tempo como primeiro-ministro, sem conseguir apresentar propostas para o futuro". Sublinhou que o secretário-geral socialista se limitou a tentar criticar o programa de Governo do PSD.
"Eu esforcei-me para que essa imagem de confiança chegasse aos portugueses. Escolhi o caminho mais difícil que foi dizer o que vou fazer, ao invés de dizer o que não vou fazer", continuou. Sobre os resultados das eleições e futura formação de governo, Passos Coelho reiterou a posição de apenas aceitar o cargo de chefe do Executivo em caso de vitória. "A minha posição é transparente e clara. Os portugueses compreenderiam que se eu não ganhasse as eleições ia formar eu o Governo?", questionou, acrescentando que o PSD, sob a sua liderança, demonstrou responsabilidade, com a viabilização do orçamento de Estado e várias medidas de exceção apresentadas por Sócrates. Sobre a constituição do próximo Executivo, Passos Coelho limitou-se a dizer que "o Governo não pode ser uma salada russa".
                                                                            
Passos diz que redução da despesa está a ser feita pela metade, Sócrates acusa-o de maledicência
                                                                                                             
O presidente do PSD criticou a execução do Orçamento para 2011 dizendo que a redução da despesa está a ser feita pela metade, o que levou o primeiro-ministro e secretário-geral do PS a acusá-lo de maledicência. "A execução orçamental que foi hoje divulgada e que, pelos vistos, gera a satisfação ao senhor engenheiro Sócrates, gera a maior preocupação para quem pode vir a ser Governo a partir de junho", porque a despesa primária "está a descer pela metade", disse o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, num debate com o secretário-geral do PS, na RTP. Segundo Passos Coelho, "os objetivos fixados para este ano de 5,9 por cento para o défice já não são atingíveis se o resultado da execução orçamental que foi hoje divulgada for projetado para o resto do ano", o que significa que "o engenheiro Sócrates não conseguiu deixar arrefecer o que assinou com a União Europeia e já não está a cumprir". José Sócrates reagiu acusando Passos Coelho de "dizer mal de tudo, até das boas notícias", quando o Governo conseguiu reduzir "75 por cento o défice relativamente ao ano passado", e considerou que é tempo "de parar com a maledicência"
                                                                             
"Derby" entre claques "laranja" e "rosa" à porta da RTP
                                                                                             
Mais de uma centena de apoiantes socialistas e social-democratas concentrou-se em frente à RTP, cerca de hora e meia antes do início debate Sócrates-Passos Coelho, disputando uma espécie de "derby" de palavras de ordem. Quando o primeiro-ministro demissionário chegou à RTP encontrou apenas intenções de votos à direita. É que os militantes estavam separados pela estrada de acesso à RTP e os elementos da JSD escolheram o lado esquerdo para saudar Passos Coelho. Uns chegaram em carros particulares, outros em autocarro, quase todos vestidos a rigor, com t-shirts com os seus "líderes", empunhando bandeiras de todos os tamanhos e com a ajuda de megafones, mais de 100 pessoas fizeram uma festa de aquecimento, durante mais de uma hora, sob vigilância de uma dezena de polícias. Mas houve quem tenha passado despercebido aos olhares da PSP. Um pouco mais longe do portão, dois candidatos por Lisboa e o cabeça de lista por Santarém do Partido Nova Democracia assistiram ao espetáculo. "Ali em cima estão as claques de futebol", ironizou o candidato do PND Sérgio Pina, junto da sua carrinha mortuária decorada.
Entre as bandeiras socialistas, sobressaía o turbante roxo de Harbhajansingh, operário de construção civil indiano, de 50 anos, há 20 a viver em Portugal, ladeado do comerciante paquistanês Ashraf Sahi, de 55 anos. As dificuldades com o Português não impediram o operário indiano de dar a sua opinião, recorrendo à língua inglesa: "Com Sócrates muito bom. No problem!". "O meu coração é PS e gosta muito de Portugal", acrescentava o paquistanês Sahi, que chegou a Lisboa há 18 anos. Do outro lado da estrada, os megafones social-democratas tentavam abafar a festa socialista: "Assim se canta, assim se vê é a força do PSD", gritavam os jovens, que às 20:30 começaram a abandonar o "estádio", já com os dois protagonistas do último da série de dez debates televisivos nos "balneários" a ultimar a maquilhagem. "Espero que se discutam ideias, que é algo que tem faltado", disse à Lusa Rui Castelhano, um jovem elemento da junta de freguesia de Agualva, Sintra. O autarca social-democrata considerou Passos Coelho a "pessoa certa, no momento certo para o país ultrapassar a situação difícil".
                                                                                               
Ministro da Justiça assegura que sistema prisional "não está em situação de rutura"
                                                                                               
O ministro da Justiça, Alberto Martins, garantiu ontem que o sistema prisional português "não está em situação de rutura", mas admitiu que se trata de uma "preocupação". "O sistema prisional não está em rutura, é uma preocupação que está a ser respondida", afirmou Alberto Martins, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do novo Tribunal de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, nos Açores. O ministro salientou que a situação do sistema prisional "está próxima da lotação" máxima, mas frisou que estão a ser tomadas medidas para inverter este quadro. Nesse sentido, recordou as obras em Alcoentre e no Linhó para "alargamento do espaço prisional", que poderá albergar mais três centenas de reclusos. A "gestão não condicionada" de reclusos nas cadeias portuguesas e a construção de novos estabelecimentos prisionais já "decidida" também vão contribuir para melhorar a situação do sistema prisional. Por outro lado, Alberto Martins recordou que a contabilização dos reclusos "não valoriza os que estão em regime aberto, livre, de saída", cuja existência "descongestiona" o serviço prisional.
                                                                                        
Louçã prova "rosas", um doce tradicional, durante visita ao Festival Islâmico de Mértola
                                                                                                     
O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, visitou ontem o Festival Islâmico de Mértola, com a crise como pano de fundo nas conversas com os vendedores, onde houve tempo para provar "rosas", um doce tradicional local. O Festival Islâmico de Mértola, no distrito de Beja que é de tradição comunista, recebeu hoje a visita de Francisco Louçã, num contacto com a população que durou cerca de uma hora. Rua acima, rua abaixo, num ambiente multicultural e diversificado, com inúmeras bancas com vários produtos, Louçã contactou com população e vendedores. Distribuiu jornais, cumprimentou quem passava, perguntou aos vendedores pelo estado do negócio, e houve até alguns que pediram para tirar uma fotografia com o líder do bloco. Uma das paragens mais demoradas de Louçã foi no espaço da Paróquia de Mértola, onde se faz a venda de vários produtos para angariar fundos, e aí, as várias voluntárias que lá estavam, deram pirolitos, rosas e demais doces para o candidato provar. "Não me encham de guloseimas senão não saio daqui", disse, em tom de brincadeira.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter comido um doce com o nome do símbolo socialista, Louçã, de novo em registo divertido, respondeu: "é uma rosa muito diferente daquela que está a pensar". "De qualquer forma tudo o que é natural é bastante melhor do que o que é artificial", atirou. Sobre o Festival Islâmico de Mértola, o coordenador do bloco disse levar "o encanto de pessoas, de culturas muito diferentes que gostam de viver no nosso país, que se sentem bem aqui entre os nossos e que são dos nossos". "Isso faz parte da grandeza do país. Ter sido um país de tanta emigração e que recebe tão culturas diferentes porque se respeitam, porque são todos responsáveis e porque são muito importantes para a vida comum", afirmou. Sobre as conversas que teve com os vendedores, Louçã manifestou preocupação por um grupo de apicultores que lhe disse que a associação ia fechar "porque lhes tinha sido prometida uma ajuda técnica que foi recusada esta semana". A viagem em pré-campanha por terras alentejanas da comitiva do Bloco de Esquerda segue agora para Elvas, para o comício da noite.
                                                               
Jerónimo de Sousa exige que Governo diga quem pagou resultados da execução orçamental
                                                                                
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, exigiu ontem que o Governo explique os resultados conseguidos na execução orçamental, afirmando que por trás dos números estão "sacrifícios" pedidos "a quem menos tem e menos pode". Instado a comentar os números da execução orçamental hoje divulgados, à margem de uma ação de pré-campanha eleitoral no distrito de Braga, Jerónimo de Sousa afirmou que o Governo é "perito em estatísticas", mas "o que é importante saber é à custa de quem" se conseguiu a redução do défice. "É fácil apresentar estas contas, mas à custa de uma maior exploração, da degradação das condições de vida, particularmente de quem trabalha e quem vive da sua reforma ou da sua pensão", disse. Jerónimo de Sousa afirmou que "foram esses que pagaram, provocando consequências sociais dramáticas e aleijões sociais de difícil recuperação". "Podem até resolver o problema do défice", admitiu, referindo-se também à ajuda externa a Portugal.
Mas para Jerónimo de Sousa, "dois mais dois são quatro": reduzem-se "salários e pensões, aumentam-se os impostos e reduzem-se apoios sociais", mas em contrapartida "os grandes lucros e o grande capital" passam "incólumes". E quanto ao Banco de Portugal, "limita-se a trautear a canção da 'troika', que no seu programa já prevê a recessão, o aumento do desemprego e uma severa austeridade". "A questão é saber onde é que isto vai parar", apontou. O défice do subsetor Estado nos quatro primeiros meses do ano foi de 2539 milhões de euros, uma redução de 45,3 por cento quando comparado com igual período do ano passado, segundo a execução orçamental. De acordo com os dados hoje divulgados pela direção Geral do Orçamento, as contas públicas beneficiaram ainda de uma melhoria de 181 milhões de euros no saldo dos Serviços e Fundos Autónomos, incluindo o Serviço Nacional de Saúde, apresentando um saldo positivo de 991 milhões de euros.
                                                           
Paulo Portas insiste em avaliação de professores baseada no modelo dos privados
                                                                                                                    
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, insistiu ontem num modelo de avaliação dos professores baseado no sistema do ensino particular e apontou a autoridade dos docentes como essencial no setor da Educação. "[O sistema vigente no ensino particular e cooperativo] funciona, está a correr bem e foi subscrito por professores e empregadores", declarou Paulo Portas, depois de uma visita à feira quinzenal de Arouca e de outra à Vicaima, uma empresa em Vale de Cambra. Entre os aspetos positivos que identifica no modelo atualmente em vigor no ensino particular, Paulo Portas sublinhou que o relatório é entregue a 30 de junho, quando as aulas já acabaram, que a avaliação é feita pelo diretor pedagógico, ou seja, o avaliador não concorre com o avaliado para o mesmo lugar, que a avaliação termina antes do novo ano letivo começar e que em caso de divergência existe um sistema de arbitragem para a dirimir. Para o líder dos centristas, a avaliação deve ser "exigente", mas "nem injusta nem burocrática", e deve também incidir sobre alunos, manuais, currículos, programas e escolas.
"Comprometo-me com um modelo de avaliação de professores que é exigente, mas justo. Não é burocrático nem discriminatório", assegurou. Em relação à autoridade dos docentes, o cabeça de lista por Aveiro e candidato a primeiro-ministro admite que "em casa manda a família", mas argumenta que "a autoridade na escola tem que ser o professor". Depois, no que se refere à avaliação dos alunos, Paulo Portas disse apoiar um sistema "que implica exames no final de ciclo", o que habitua os jovens "à superação de dificuldades", já que quando concluírem a escolaridade é isso que vão encontrar "na vida laboral". Autoridade ao professor, avaliação de alunos e avaliação de docentes foram assim "os três princípios" que o líder do CDS-PP aponta como "essenciais" no domínio da Educação e aos quais reconhece a capacidade de, "com adaptações, inspirarem uma solução no ensino público".
                                                                              
Presidente da CIP diz que "tem faltado bom senso na campanha" eleitoral
                                                                                                                      
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, disse ontem, na Mealhada, durante um debate com empresários, que "tem faltado bom senso na campanha eleitoral", embora os portugueses estejam "obrigados" a entenderem-se. "Tem faltado bom senso nesta campanha" eleitoral, criticou o dirigente da CIP, advertindo que, no entanto, "o próximo governo deverá ter uma ampla base de apoio", ou seja, "deverá ser de coligação". António Saraiva falava hoje à tarde numa unidade hoteleira da Mealhada (Aveiro), num debate sobre "as opções político-partidárias para a fileira da madeira e do mobiliário", com representantes dos cinco maiores partidos com assento na Assembleia da República, promovido pela Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP). "Temos de, em concertação social, chegar a um acordo para o desenvolvimento" do país, sustentou o presidente da CIP, sublinhando que "estamos todos, sem exceção, obrigados a entendermo-nos". Na ocasião, António Saraiva defendeu que "o grande problema das empresas" portuguesas - e não apenas do setor das madeiras e do mobiliário - é o financiamento, seguindo-se "os pagamentos fora de prazo e a falta de funcionamento da justiça". As leis laborais "só surgem em sétimo lugar" na lista das "principais preocupações das empresas", segundo um estudo interno feito pela CIP aos seus associados, salientou aquele responsável.
Além de António Saraiva, participam no debate, Fernando Rolin, presidente da AIMMP, Pedro Filipe Soares, deputado e cabeça de lista do BE pelo círculo de Aveiro, Miguel Viegas, também cabeça de lista por Aveiro, pela CDU, Basílio Horta, primeiro nome da lista do PS por Leiria, Salvador Malheiro, líder da Comissão Política Concelhia do PSD de Ovar, e António Loureiro, presidente da Comissão Distrital do CDS de Aveiro. Com este debate, a AIMMP pretende contribuir para "o esclarecimento dos empresários sobre os planos delineados e conhecer as propostas político partidárias para a fileira da madeira e do mobiliário" dos cinco maiores partidos, disse, na abertura da sessão, o presidente desta associação. As indústrias da madeira e mobiliário "contabilizam 2,1 mil milhões de euros de volume de vendas e exportam 1,5 mil milhões de euros", sublinhou, na mesma altura, Fernando Rolin. A transformação florestal é responsável, em Portugal, por 14 por cento do PIB [Produto Interno Bruto] industrial, por nove por cento do emprego industrial e 12 por cento das exportações nacionais", acrescentou. "Estamos em vias de sermos um sector de desperdício zero e isso orgulha-nos muito", sublinhou o presidente da AIMMP, mas, alertou, "precisamos do apoio dos nossos futuros parceiros políticos".
                                                                                                     
Falta de concorrência é "principal problema" de Portugal - Poul Thomsen
                                                                                                                              
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional para Portugal, Poul Thomsen, identificou ontem a falta de concorrência, além da inflexibilidade laboral, como principais problemas da economia portuguesa.
                                                                                                                   
Sindicatos de polícias espanhóis protestam dia 28 em Portugal contra políticas de "repressão"
                                                                                                             
Sindicatos de polícias espanhóis anunciaram que vão manifestar-se pela primeira vez em Portugal, dia 28, em solidariedade com os seus congéneres portugueses, que simultaneamente estarão do outro lado da fronteira a protestar contra as políticas de "repressão" do Governo. A ação de protesto dos sindicatos de polícias espanhóis vai decorrer em Vilar Formoso, enquanto que os congéneres portugueses estarão a manifestar-se do lado espanhol, em Fuentes de Oñoro, anunciaram hoje os sindicatos numa conferência de imprensa em Lisboa. "Não é uma manifestação, mas sim duas porque não vai haver misturas", afirmou aos jornalistas o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira, que adiantou que no protesto estarão presentes também representantes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia Judiciária.
Por seu turno, o representante da Unión de Guardias Civiles, Manuel Mato, explicou tratar-se de um protesto solidário com os sindicatos portugueses que, no seu entender, estão a ser vítimas de medidas de "repressão" do Governo português. "Portugal tem tido ao longo dos últimos seis anos uma política de repressão contra os seus polícias, sobretudo contra os dirigentes sindicais. São constantemente coagidos e silenciados pelas chefias e pelo poder político só por falar contra o Governo", acusou, chegando mesmo a comparar as políticas de José Sócrates às do salazarismo e franquismo. "Infelizmente em Espanha o Governo, que é gémeo partidário e ideológico do português, também persiste em aprender as coisas erradas com o seu congénere de Portugal", criticou. De acordo com os sindicalistas estarão presentes nos dois protestos cerca de 300 agentes.
                                                                                                                             
"Cidade" dos "indignados" tornou-se em mais um ponto para turista fotografar em Madrid
                                                                                                                                        
A 'cidade dos indignados' montada sob toldos azuis no centro da Puerta del Sol, em Madrid, tornou-se um dos pontos de atração para os muitos turistas estrangeiros e espanhóis que estão de visita à cidade. Pequenos e grandes grupos de turistas misturam-se com os manifestantes e visitam as ruas improvisadas sob os toldos, que estão presos com cordas de alpinismo à estátua de Carlos III. Mesmo quem quer registar imagens do próprio monumento do Urso e do Medronho - símbolos da cidade de Madrid - opta por incluir manifestantes ou cartazes de protesto. A coberta espelhada da entrada do Metro ou os andaimes de edifícios circundantes em obras - onde foram coladas centenas de mensagens e palavras de ordem - são outros dos alvos das câmaras dos turistas, muitos dos quais param para conversar com os manifestantes. Interessam-se pelas causas do protesto e depois por entender como está organizada a 'cidade', onde há zonas de armazenamento de comida, zonas para apoio à imprensa, um jardim infantil e, a partir de hoje à tarde, uma zona de estudo. Tudo alimentado desde ontem de manhã por duas placas solares, doadas aos manifestantes, e que se somam assim aos meios de geração de energia de que o acampamento já dispunha.
Com cada vez mais gente na Puerta del Sol e as ações dos manifestantes a ampliarem-se a cada dia que passa, vão circulando pelas redes sociais os pedidos de material mais urgente. Ao início da tarde pedia-se protetor solar, impressoras e tinteiros, discos duros para guardar fotos, vídeos e documentos e até ajuda a criar a versão profissional (paga) de contas de fotos em páginas na Internet. Pede-se água fresca, gasolina para os geradores, areia fina, cadeiras, sacos do lixo, balões e chapéus. Tudo sinais claros de que o acampamento está para permanecer e cada vez mais longe de se retirar até à meia-noite de hoje (menos uma hora em Lisboa), altura em que a Junta Eleitoral Central (JEC) considera que as concentrações passarão a ser ilegais.
                                                                                                              
                                                                                                     
                                                                                            

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Legislativas antecipadas: contagem descrescente!

"Eles" falam, falam... mas não dizem nada que não saibamos
                                                                                                                          
Partidos reúnem-se amanhã para último debate pré-campanha. PS, PSD, CDS, BE e CDU juntam-se na comissão permanente do Parlamento para discutir os temas que já começam a marcar a agenda eleitoral.
                                                        
Os partidos com assento parlamentar usam amanhã os últimos cartuchos da legislatura para debater os temas da campanha na comissão permanente da Assembleia da República. O PS quer uma nova oportunidade para discutir o programa Novas Oportunidades. Os socialistas não querem largar o assunto, que se está a tornar num dos temas da campanha eleitoral. Já o PSD e o CDS-PP viram-se para as questões económicas e financeiras, com os social-democratas a querer discutir a situação económica e social do país. Os centristas, em particular, querem debater a recessão económica e impacto orçamental. À esquerda, o BE quer saber quais as medidas com a “troika” na área da justiça e o PCP exige discutir os problemas do Hospital de São Marcos em Braga. O hospital é exemplo vivo, dizem os comunistas, de como as parcerias público-privadas têm duvidosas vantagens. A cinco dias de partirem oficialmente para a estrada, os cinco grupos parlamentares vão levar a campanha eleitoral directamente para a Assembleia da República. A campanha arranca este domingo, 22 de Maio.
                                                                                             
Passos Coelho: “PSD tem obrigação de ganhar estas eleições”
                                                                                                       
Passos Coelho promete renegociar os juros da ajuda externa. Francisco Louçã diz que PSD é o "campeão do Estado gordo" e demonstra "radicalismo extremista". “O PSD tem a obrigação de ganhar as próximas eleições”, disse o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, no debate desta noite, na TVI, com o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã. Passos Coelho sublinha que é preciso convencer os portugueses de que o PSD tem um “bom programa”, porque o “país precisa de se livrar de um Governo incompetente e irresponsável". Se for eleito, o líder social-democrata promete renegociar a actual taxa de juro do pedido de ajuda externa, que considera um “castigo”, mas rejeita a proposta do Bloco de Esquerda de reestruturar a dívida de Portugal. Francisco Louçã afirma que "é preciso a coragem de uma renegociação" da dívida e sublinha que Portugal vai pagar 30 mil milhões de euros em juros pelo pedido de ajuda externa, e que está a “seguir as pisadas do erro grego”. "Se hoje aceita a renegociação da taxa de juro", então "está-me a dar razão", disse o líder bloquista a Passos Coelho.
Passos Coelho criticou o Governo de José Sócrates por ter aumentado impostos sem cortar na despesa pública, conduzindo o país ao abismo. Louçã atirou que "ainda bem que [Passos Coelho ] reconhece que as medidas que aprovou contribuíram para esta recessão". "PSD é o campeão das despesas do Estado gordo": O coordenador do Bloco de Esquerda deu o exemplo da Região Autónoma da Madeira, presidida por Alberto João Jardim, para acusar o "PSD de ser o campeão das despesas do Estado gordo" e deu o exemplo de algumas obras públicas e do "Jornal da Madeira". Passos Coelho diz que se alguma coisa na Madeira não correu com a transparência que devia, há órgãos para apurar essas acções, e que o PSD orgulha-se da obra feita na Madeira. O líder social-democrata rejeita que a culpa do despesismo seja do PSD e acusa o Governo de José Sócrates de ter duplicado o passivo das empresas pública nos últimos anos.
Passos diz que Novas Oportunidades são "embuste do Governo Sócrates: Francisco Louçã disse que encontra no “PSD um radicalismo extremista que nunca tinha visto na política portuguesa" e criticou os sociais-democratas por querem obrigar desempregados a aceitar trabalho comunitário. "Não pode tratar os desempregados assim", sustenta o líder bloquista. Na resposta, Passos Coelho defendeu a ideia que quem recebe algumas pensões sociais deve retribuir esse apoio financeiro à sociedade. Sobre o programa Novas Oportunidades, que está a marcar a pré-campanha, Passos Coelho diz que foi um dos "embustes" criados pelos governos de José Sócrates, mas não critica as pessoas que se esforçaram para ter uma boa formação, apenas o dinheiro gasto com o que diz ser acções de "propaganda" do Executivo. Francisco Louçã considera que Passos Coelho “não pode dizer que as Novas Oportunidades são um embuste" sem conhecer os resultados da auditoria que o PSD propõe.
                                                                                  
“Se for preciso reestruturar a dívida é preciso fazê-lo com tempo”
                                                                                                   
Programa da "troika" é muito exigente e “tem que ser executado por um Governo de maioria e tecnicamente muito bom”, avisa António Carrapatoso. António Carrapatoso diz, em entrevista ao programa "Terça à Noite" da Renascença, que espera que não venha a haver a necessidade de reestruturar a dívida mas, “se isso vier a acontecer, essa é uma decisão que deve ser tomada com antecedência. O pior que pode acontecer é fazer a reestruturação da dívida numa situação de emergência, isso já deu muito mau resultado noutros países”, afirmou Carrapatoso. O líder do movimento "Mais Sociedade", que contribuiu para o programa do PSD, diz que este programa da "troika" é muito exigente e “tem que ser executado por um Governo de maioria e tecnicamente muito bom”. Carrapatoso não considera necessário que PSD e PS tenham que estar no mesmo Governo, se for possível uma maioria PSD/CDS, porém considera que “tem que haver um compromisso dos socialistas com as medidas que estão no acordo que o PS assinou”. Nesta entrevista, António Carrapatoso lamenta que o programa da "troika" não tenha inscritas as metas de cortes na despesa e aumento na receita do Estado, “isso permitiria maior transparência na execução do plano e daria a possibilidade de perceber atempadamente caso haja necessidade de reestruturar a divida”.
                                                                                                          
Jerónimo de Sousa quer renegociar dívida depois das eleições
                                                                                       
O secretário-geral do PCP defende que só assim se defende o interesse nacional. O PCP prepara-se para apresentar no Parlamento uma proposta da renegociação da dívida pública portuguesa logo depois das eleições. Jerónimo de Sousa insiste que só essa solução defende o interesse do país. “Aquilo que verdadeiramente defenderia o interesse nacional, mas que o Governo se recusa a fazer, é a renegociação da dívida pública portuguesa”, sublinha. Jerónimo de Sousa diz ainda que era necessário “renegociar taxas de juro, dizendo não aos valores escandalosos que nos últimos meses têm sido aplicados, e fixando taxas de juro que permitissem, em vez da recessão, o crescimento económico”. Mexer nos prazos de pagamento permitiria ganhar folga para os problemas de liquidez, acrescenta Jerónimo de Sousa. O secretário-geral comunista sublinha ainda que é preciso actuar já porque as condições do pacto assinado com o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia são insustentáveis. “Em troca de um novo empréstimo de 78 mil milhões de euros, o Governo português prepara-se para entregar empresas e recursos nacionais, cortar nos salários e nas pensões, subir preços, fechar serviços públicos”, acusa. Basta olhar para as consequências desta mesma receita na Grécia para perceber que não serve, sublinha ainda. Jerónimo de Sousa critica a própria União Europeia pelos juros que vai cobrar a Portugal e acusa PS, PSD e CDS de terem forjado um pacto de submissão e agressão.
                                                                                               
Passos Coelho "insultou 500 mil portugueses", acusa José Sócrates
                                                                                                                     
O líder socialista reagiu com indignação às afirmações do presidente do PSD sobre o Novas Oportunidades. Passos Coelho prometeu uma auditoria ao programa e reformular o seu funcionamento. O secretário-geral do PS afirmou hoje que o líder do PSD “ultrapassou todos os limites" e insultou 500 mil portugueses ao dizer que o programa das Novas Oportunidades pretende "certificar a ignorância". "Não se trata apenas de insultar o Governo e a mim próprio, coisa que faz muitas vezes, mas trata-se de insultar os 500 mil portugueses que obtiveram, com o seu esforço e coragem, uma melhoria das suas habilitações", sustentou José Sócrates no Funchal, onde participou num almoço-comício integrado na pré-campanha das eleições de 5 de Junho. Para o líder do PS, Pedro Passos Coelho revelou "ignorância" ao atacar o programa e defender uma auditoria externa, porque essa análise já é efectuada e, "além disso, referiu-se a esse programa dizendo que pretende certificar a ignorância e, aí, passou todos os limites". "Ao exprimir o preconceito social, mostrou que não sabe do que fala", acusou José Sócrates, acrescentando que o líder do PSD "não hesita perante nada para atacar tudo, dizer mal de tudo, numa política de terra queimada que em nada contribui para afirmar a defesa dos interesses superiores do país".
Parte do discurso de José Sócrates contemplou palavras dirigidas directamente aos madeirenses, afirmando que "o PS e o Governo socialista se orgulham de nunca ter faltado à Madeira nos momentos difíceis e de sempre ter estado ao lado dos madeirenses quando precisaram de solidariedade nacional". José Sócrates apelou depois ao empenho de todos para participar numa campanha eleitoral "de nobreza, de elevação, que discute ideias e não recorra nem ao insulto, nem ao ataque pessoal, e muito menos às brejeirices políticas que têm sido utilizadas nestes últimos tempos". Por seu turno, o líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão, criticou o facto de Pedro Passos Coelho não ter mostrado disponibilidade para se deslocar em campanha a esta região, indicando que "a direita nunca conviveu bem com o processo autonómico" e "não quer ser confrontado com as políticas de regabofe de Alberto João Jardim, nem com a situação de falta de democracia e desrespeito pelas regras elementares do Estado de direito".
                                                                                               
Novas Oportunidades, nova troca de acusações entre PS e PSD
                                                                                                                                
Passos Coelho quer fazer uma auditoria externa ao programa Novas Oportunidades, o Governo fala em “mau serviço ao país” e o PSD acusa Sócrates de distribuir diplomas “a granel”. As afirmações do líder social-democrata, ontem, sobre o programa Novas Oportunidades desencadearam hoje uma troca de acusações entre Governo e PSD, com o social-democrata Pedro Duarte a acusar instrumentalizar o programa para fins eleitorais. "Este programa é um mero instrumento de propaganda eleitoral do PS. O engenheiro Sócrates usa as pessoas e está convencido que pode trocar diplomas por votos. E o facto de distribuir a granel diplomas, significa que vai ter mais votos. Mas isso é enganar as pessoas e isso é que é grave. É enganar as pessoas com o dinheiro dos contribuintes portugueses", afirmou, na sede do partido, em Lisboa. As declarações de Pedro Duarte surgiram em resposta às declarações do ministro da Economia, que acusou, hoje de manhã, Pedro Passos Coelho de desconhecer que, desde 2008, é feita uma avaliação externa ao programa. “É, mais uma vez, um mau serviço prestado ao país pelo Dr. Pedro Passos Coelho, que parece não perder uma oportunidade para demonstrar a sua impreparação, o seu desconhecimento e a leviandade com que aborda assuntos importantes da vida social, económica e política portuguesa”, acusou Vieira da Silva. Passado uma hora, Pedro Duarte respondeu em nome do PSD, para dizer que uma auditoria é diferente de um inquérito à satisfação dos candidatos envolvidos.
"Vamos aos factos", propõe PSD: “Também aqui o engenheiro Sócrates recorre à ilusão e à fantasia. Vamos aos factos. A avaliação da Universidade Católica Portuguesa é um inquérito à satisfação dos candidatos envolvidos. Em momento algum se avaliou, até hoje, o rigor das aprendizagens ou o rigor na aplicação dos milhares de milhões de euros envolvidos neste programa”, defendeu. Pedro Duarte garante que o PSD não tenciona acabar com o programa Novas Oportunidades, mas quer dar-lhe mais transparência e rigor e transformá-lo num modelo que aproxime as pessoas das empresas. Tal como está, trata-se de "um mero instrumento de propaganda eleitoral", com José Sócrates a distribuir " a granel" diplomas em troca de votos, acusou o social-democrata. "Há uma pergunta que se impõe e uma explicação que continua por ser dada. De que tem medo o engenheiro Sócrates? Porque reage de forma tão sensível a uma mera proposta de auditoria externa e independente? Porque não quer dar mais transparência à execução e aos resultados do programa Novas Oportunidades?", questionou.
O vice-presidente da bancada parlamentar afirmou ainda que o programa Novas Oportunidades tem "inúmeros casos de facilitismo", o que considerou "absolutamente inaceitável", por representar um "desrespeito pelo esforço" dos formandos e pela "simulação" da qualificação. Considerou ainda que a iniciativa "falhou" no seu objectivo essencial. Na segunda-feira, o presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, anunciou que vai pedir uma auditoria externa ao Novas Oportunidades e prometeu a sua reformulação, considerando um "escândalo" a forma como a iniciativa tem sido desenvolvida. O líder “laranja” considerou que o programa “não serve”, “é pago a preço de ouro” e “só passa certificados à ignorância”. “Esta mega produção mais não fez que estar a atribuir um crédito e uma credenciação à ignorância”, acusou Pedro Passos Coelho, acrescentando querer reformular o programa, “de modo a que ele possa servir realmente aqueles que precisam de uma segunda oportunidade”.
                                                                                                                         
Ribeiro e Castro contra “golpe de estado constitucional”
                                                                                               
Deputado centrista considera que o PSD e o CDS, se tiverem maioria em conjunto, devem formar Governo, mesmo em caso de vitória do PS. A hipótese de o PS formar Governo, caso vença as eleições, ainda que PSD e CDS possam ter maioria, é classificada por Ribeiro e Castro como um “golpe de estado constitucional”. O ex-líder do CDS-PP considera que quem tiver maioria para governar deve assumir o poder. “O que o nosso sistema determina é que nós elegemos uma Assembleia da República e o Governo resulta da maioria da Assembleia da República”, diz. “Partidos que se apresentem no final da eleição a dizer que têm maioria para governar, é essa maioria que indica a formação do Governo. Tudo o que não seja isto é um golpe de estado, é um atentado à nossa Constituição. Seria um golpe de estado constitucional procurar impor que quem não tivesse maioria pudesse governar. Isso seria completamente ilegítimo”, refere. Ribeiro e Castro acrescenta que “é preciso ter maioria e essa maioria ou se tem sozinho ou em coligação". "É assim em democracia”, defende. Ontem, José Sócrates disse num debate com Jerónimo de Sousa que a tradição mostra que quem ganha eleições é que vai para o Governo.
                                                                                
Cavaco Silva: Execução do acordo da "troika" será "muito exigente"
                                                                                                         
No Facebook, o Presidente da República sublinhou que a decisão de ontem dos ministros das Finanças da UE “foi muito importante" para Portugal e também para a União. O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou hoje a importância da aprovação do programa de auxílio financeiro a Portugal pelos ministros das Finanças da União Europeia e realçou que a execução do acordo “será muito exigente”. Numa mensagem publicada hoje de manhã na sua página na rede social Facebook, Cavaco Silva sublinhou que a decisão de ontem dos ministros das Finanças da UE “foi muito importante" para Portugal e também para a União. O chefe de Estado refere que “Portugal tem agora a responsabilidade de honrar os compromissos assumidos e encontrar um espaço para a justiça social e o desenvolvimento económico” e realça que “a execução do acordo de assistência financeira será muito exigente e irá pôr à prova a capacidade dos agentes políticos”.
“Confio na determinação dos portugueses para enfrentar este desafio. Como sempre demonstrámos ao longo da nossa história, vamos ser capazes de vencer esta etapa difícil da nossa vida colectiva”, sublinhou. Os ministros das Finanças da Zona Euro e da União Europeia aprovaram na segunda-feira o pedido de assistência financeira a Portugal. A ajuda será repartida em partes iguais de 26 mil milhões de euros pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) e Fundo Monetário Internacional (FMI), o que dá um total de 78 mil milhões. Para receber a assistência financeira, Portugal comprometeu-se a realizar um programa de três anos - de Junho de 2011 até meados de 2014 -, que inclui reformas estruturais para assegurar um aumento do potencial de crescimento da economia, a criação de empregos e a melhoria da competitividade. O programa inclui ainda uma estratégia de consolidação dos desequilíbrios das finanças públicas, que prevê a redução do défice orçamental para 3,% do PIB até 2013, e um regime de apoio ao sistema bancário até 12 mil milhões de euros.
                                                                                                                       
Medidas da "troika" são "demasiado duras", defende Secretário-geral da CES
                                                                                                                          
Para John Monks a austeridade não funciona. Por isso, defende uma espécie de Plano Marshall para países em dificuldade. As condições impostas para o resgate financeiro a Portugal são demasiado duras. É a opinião John Monks, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), transmitida no Congresso daquela organização que decorre em Atenas. John Monks diz que os prazos de pagamento deviam ser alargados. Medidas da "troika" são "demasiado duras", defende Secretário-geral da CES. “Acho que os termos gerais do entendimento são um pouco duros e os prazos para o pagamento do empréstimo, muito curtos. Preferia que fossem mais alargados”, afirmou. O Secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos ainda não conhece os detalhes da ajuda da União Europeia a Portugal mas à semelhança do que já aconteceu com a Grécia e a Irlanda, vai impor a austeridade. Ora, para John Monks a austeridade não funciona. Por isso, defendeu uma espécie de Plano Marshall.
Austeridade não funciona diz John Monks. “A austeridade não está a funcionar, está a matar o crescimento, está a matar postos de trabalho. A Europa precisa de fazer mais, numa espécie de espírito de um Plano Marshall para os países em dificuldades”. Com um número crescente de países em dificuldade e consequente contestação, especialmente na Europa do Sul, John Monks foi questionado sobre a hipótese de uma greve geral europeia. Para o secretário-geral CES isso poderia ser entendimento como um sinal de fraqueza. Não está nos planos da CES convocar qualquer greve geral. “Seria muito difícil para alguns países acompanhar-nos. Por isso, de momento, eu não convocaria nenhuma greve geral. Poderia ser um sinal de fraqueza, não um sinal de resistência. E portanto, não está nos planos da CES convocar qualquer greve geral”, garantiu. No entanto, John Monks ressalva todo o apoio e solidariedade manifestado aos sindicatos dos diferentes países nas lutas nacionais e muito especialmente às confederações sindicais gregas, anfitriãs do Congresso que decorre em Atenas até quinta-feira.
                                                              
Vaivém lançado no espaço transporta tecnologia portuguesa
                                                                                                                              
Endeavour vai estar 16 dias em órbita. Módulo experimental de física de partículas que segue a bordo teve envolvimento português e pretende contribuir para a descoberta de alguns segredos. O vaivém espacial Endeavour foi hoje lançado de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, com seis astronautas. A bordo segue o espectrómetro magnético Alpha 2, módulo experimental de física de partículas que tem participação portuguesa e que vai ficar acoplado, por um período de dez anos, à Estação Espacial Internacional. O objectivo é adicionar conhecimento científico às origens do universo, como explica Fernando Barão, coordenador do Laboratório de Instrumentação Física Experimental de Partículas do Instituto Superior Técnico.          
“Este tipo de instrumento permitirá – nós esperamos – responder a três questões essenciais: a existência de anti-matéria de origem primordial - essa questão continua em aberto; a segunda questão fundamental é a existência de matéria escura, ou seja, há uma larga fracção do universo constituída de matéria que não é feita daquilo que nós somos e que nós não sabemos daquilo que é feita; o terceiro ponto é o estudo da radiação cósmica”, disse. Esta é a 25ª e última missão no espaço do Endeavour. Após o regresso à terra, o vaivém será exposto no LA Museum, nos Estados Unidos. Pelo menos 45 mil convidados assistiram à descolagem do Endeavour, comandado por Mark Kelly, o marido da congressista republicana Gabrielle Giffords, que assistiu ao início da última viagem do vaivém na sala privada do Centro Espacial Kennedy. O Endeavour e os seus seis astronautas alcançam na quarta-feira a estação espacial internacional (ISS), para uma missão de 16 dias e que inclui o transporte de um importante módulo para se estudar a origem do universo.
                                                                                                       
                                                                                                     
                                                                                                      
                                                                            

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ataques em "banho maria" para as Eleições!

Debate entre Sócrates e Jerónimo
                                                                                             
Sócrates rejeita Governo PSD/CDS se PS ganhar as eleições. O líder do PS afastou a hipótese de haver um governo PSD-CDS com maioria parlamentar caso o PS vença as eleições.
                                                    
José Sócrates, questionado no debate com Jerónimo de Sousa sobre a repetida recusa dos líderes do PSD e do CDS em negociar consigo em caso de vitória relativa do PS, afastou uma hipótese que tem sido admitida nos últimos dias: "Não vejo isso como uma solução." Reafirmando a sua disponibilidade e do PS para dialogar com os restantes partidos no pós-eleições, Sócrates assinalou que a tradição portuguesa passa por ser o partido vencedor das eleições a formar Governo. O secretário-geral do PCP acusou Sócrates de falta de coragem para enfrentar os bancos ou as grandes superfícies e de não defender o Estado social. Jerónimo de Sousa deu, como exemplos do que qualificou como uma "forma esquisita de [Sócrates] defender" o Estado social, o não pagamento dos cheques-bebé e o corte nos abonos de família. José Sócrates, que disse concordar com o líder do PCP quando este rejeitou a solução de cortes salariais como forma de aumentar a produtividade, disse lamentar que os comunistas não tivessem reconhecido mérito à aprovação de medidas de carácter social do seu Governo.
                                                                                
"Aposta no PS é no sentido de Estado contra a inexperiência e impreparação do PSD", diz Sócrates
                                                                                            
O secretário-geral socialista, José Sócrates, disse hoje em Cabeceiras de Basto que apostar no PS nas próximas eleições é optar pela "segurança e sentido de Estado" contra "a inexperiência e impreparação do PSD". "Não vejo nenhum sinal de preparação, experiência e firmeza na liderança de um partido que é responsável por esta crise", afirmou Sócrates. O secretário-geral do PS insistiu que, "no momento em que o país enfrenta a mais séria e difícil crise internacional dos últimos 80 anos, exige-se às lideranças uma vontade firme de ação". Alertando contra a "aventura de privatizar" a Caixa Geral de Depósitos, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, o líder socialista, acusou o PSD de apresentar "propostas de aventura irresponsável e leviana de quem não está à altura dos desafios". Grande parte do discurso do líder do PS no almoço que se realizou hoje em Cabeceiras de Basto, Braga, foi voltado para as críticas ao maior partido da oposição e ao seu presidente. Sócrates reafirmou que a queda do Governo foi provocada por "um líder [Passos Coelho] que não mediu bem o interesse do país". "Aqueles que provocaram a crise política, fizeram-no por ganância de poder, porque sentiram que era momento, de forma egoísta, para regressar ao Governo", observou.
Discursando perante cerca de um milhar de simpatizantes, incluindo vários autarcas de Braga do PS, o secretário geral socialista insistiu que o líder do PSD provocou a crise "porque as sondagens lhe davam mais". "Vamos ver qual vai ser a decisão do país", afirmou Sócrates, mostrando-se seguro que o seu partido vai vencer as eleições legislativas antecipadas de 05 de junho. Reafirmando que "o PSD quer aproveitar a crise para pôr em causa o modelo do Estado social", defendeu que "todos os que se reveem no valor da solidariedade devem apostar no PS". "Aqui está o PS em campanha para servir os portugueses com a mesma atitude de disputar as eleições, mobilizando todos os portugueses", concluiu. Do programa de hoje do secretário-geral do PS consta ainda uma paragem em Fafe, outro concelho socialista e onde estão a decorrer as feiras francas. De manhã esteve em Vizela, onde foi recebido por centenas de apoiantes no centro da cidade.
                                                          
PSD tenta desmistificar "mentiras" e "intoxicação" e defende ensino obrigatório gratuito
                                                                                                
O líder do PSD procurou hoje desmistificar "mentiras" e uma "intoxicação que não é honesta" e que tem sido feita pelos seus adversários, insistindo que os sociais-democratas defendem o ensino obrigatório gratuito. "Temos nesta campanha de desmitificar um conjunto de mentiras e uma intoxicação que não é honesta que tem vindo a ser feita por adversários políticos nossos", afirmou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, durante um almoço de pré-campanha com professores, em Vila Franca de Xira. Num longo discurso em que foi deixando 'farpas' aos adversários, em especial ao PS, Passos Coelho garantiu que o partido defende que "o ensino obrigatório tem de ser gratuito" e prometeu velar para que todos tenham lugar à educação independentemente dos seus rendimentos. Passos Coelho recusou ainda a ideia que o PSD só defende "os privados", mas rejeitou também o "preconceito" socialista de que "tudo o que não é controlado diretamente pelo Estado tem de ser fiscalizado com muito mais intensidade do que aquilo que está na rede estatal".
"Dizem que nós só queremos os privados, eles só querem os públicos. Mas a verdade é que eu conheço muitas instituições que são instituições ligadas claramente a pessoas que tem proeminência histórica até ao nível de outros partidos, nós sabemos bem que nem sempre houve transparência na forma como utilizou o nosso dinheiro para poder apoiar uns e não outros", disse. Sobre as medidas para educação que o PSD propõe, Passos Coelho reconheceu que algumas têm de ser melhoradas, pois "o PSD não é daqueles partidos que acha que tudo aquilo que produz é uma obra-prima". "Às vezes há políticos que preferem deixar o país cair no charco e na bancarrota só para não dizer que falharam. Nós não nos importamos de reconhecer que há aspetos que precisam de ser melhorados e melhoraremos na nossa prática governativa", disse. Recusando a prática de fazer reformas por "decreto" e insistindo de que as alterações têm de ser feitas depois de "conquistar os professores para a mudança", o líder social-democrata avançou com algumas propostas, como a de dar mais autonomia às escolas e fazer um reexame de todos os "mega-agrupamentos que foram constituídos. A aposta da exigência e no rigor foi outra das promessas deixadas por Passos Coelho que prometeu deixar de "mascarar" o insucesso escolar, apostando em exames no final de cada ciclo, revogar o atual sistema de avaliação dos professores e implementar outro "mais justo, honesto e estabilizador para as escolas".
                                                                                                    
PS, PSD e CDS-PP são "três gémeos falsos" unidos pelo "acordo de ferro" com a "troika", diz o líder PCP
                                                                                                              
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje PS, PSD e CDS-PP de serem "três gémeos falsos" que estão "ligados por cordão umbilical" ao "acordo de ferro" da "troika" que negociou a ajuda externa a Portugal. "São como três gémeos falsos que estão ligados por cordão umbilical àquilo que é o acordo, que é o programa da 'troika' estrangeira, que visa a quebra da justiça social e da nossa independência nacional", criticou. O líder do PCP discursava em Pias, no concelho alentejano de Serpa, após um almoço, com cerca de 1.500 militantes e simpatizantes comunistas, nas antigas instalações da Unidade Coletiva de Produção (UCP) "Esquerda Vencerá". Ao referir-se aos manifestos eleitorais do PS, PSD e CDS-PP, garantiu que são "programas a fingir", porque esses partidos têm "um programa comum", que é o acordo "imposto pela 'troika' estrangeira". "Os portugueses têm o direito de lhes perguntar: o que é que fizeram à minha reforma e à minha pensão, o que é que querem fazer ao meu salário, aos meus direitos", mas "eles não podem responder", argumentou. Segundo o secretário-geral do PCP, esses três partidos "andam por aí numa grande febre a dizer que têm um programa", quando, no fundo, "não querem que se saiba que têm este programa comum".
"O resto é conversa. Às turras uns com os outros para parecer que estão muito zangados, mas para esconder que, no essencial, os três estão prisioneiros daquele acordo blindado" e "de ferro, imposto pela 'troika' estrangeira", sustentou. Nas eleições legislativas de 05 de junho, afiançou, os portugueses têm duas opções. Ou votam em "mais do mesmo", sem distinções entre PS, PSD e CDS-PP, que apenas têm "zangas de garganta" e vão "ajoelhar perante a 'troika'", ou votam na CDU, em que "cada voto não é esquecido". Sempre com muitas críticas ao plano de ajuda externa, Jerónimo de Sousa vaticinou que, "daqui a pouco tempo", Portugal corre o "risco" de ficar como a Grécia, que também recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse país, comparou, "aplicaram a mesma receita que aplicaram a Portugal", adiantando que "hoje, a Grécia está desgraçada e não sabe como é que há-de sair da crise". Em Portugal, "milhares de milhões de euros" vão "para os principais responsáveis da crise", para que "continue o regabofe dos lucros escandalosos", enquanto o povo "vai pagar com 'língua de palmo'", sem ter culpa da situação do país. O primeiro-ministro, José Sócrates "gosta de dizer que é preciso coragem para impor os sacrifícios", mas tal "é falso", porque "coragem não é bater nos pequenos, em quem menos tem e quem menos pode". Pelo contrário, frisou o líder comunista, "coragem seria confrontar as grandes fortunas, os grandes interesses que hoje proliferam em Portugal" e que, apesar da crise "continuam a encher os bolsos".
                                                                             
Nuno Melo que que os "ataques de Fernando Nogueira a Portas" mostram que CDS está a "incomodar muita gente
                                                                                                                     
O dirigente do CDS e eurodeputado Nuno Melo considerou hoje que as críticas do ex-presidente do PSD Fernando Nogueira a Paulo Portas, de quem disse ter "tiques socráticos", indicam que o CDS-PP "está a incomodar muita gente". "Percebe-se que o CDS anda a incomodar muita gente. Depois de 15 anos, Fernando Nogueira faz o seu reaparecimento político e com tanta coisa que poderia dizer sobre o momento político que o país atravessa, apenas aparece para criticar o CDS e o seu presidente. Isso diz tudo", disse à Lusa o eurodeputado. Para Nuno Melo, "Fernando Nogueira representa talvez um tempo em que as pessoas se julgavam donas dos votos dos eleitores e daquilo que os eleitores deveriam fazer". Só que as eleições de 05 de junho, acrescentou, "marcam uma diferença grande". "Desta vez os eleitores percebem mais alguém que dentro do arco da governabilidade se apresenta como candidato a primeiro-ministro, justificando essa opção", sublinhou. "Em democracia é sempre possível aquilo que os eleitores queiram e estou convencido que Paulo Portas vai ser primeiro-ministro de Portugal. Veremos", disse o eurodeputado.
O antigo presidente do PSD Fernando Nogueira considerou hoje que o líder do CDS-PP, Paulo Portas, está com "tiques socráticos" e pediu-lhe "um ego mais reduzido" em nome de uma futura coligação entre sociais-democratas e centristas. "Temos de apostar naquilo que deu provas no passado de que pode funcionar. Uma coligação PSD/CDS pode funcionar, desde que o doutor Paulo Portas tenha um pouco mais de modéstia e quando se olha ao espelho não esteja a ver o primeiro-ministro que só ele é que vê naquele espelho, mais ninguém vê", declarou Fernando Nogueira aos jornalistas, em Sintra. Segundo Fernando Nogueira, "José Sócrates é um caso perdido", não tem parceiro para formar "um Governo alargado", e a solução para o país é uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, mas Paulo Portas está com a atitude errada. "Fiquei algo mal impressionado com o doutor Paulo Portas, que me parece que está a ficar com uns tiques socráticos, uma vez que ele próprio se arvora a posição de candidato a primeiro-ministro. Isto é o reino do faz de conta, ninguém acredita que Paulo Portas possa ser primeiro-ministro, porque é impossível, tinha de haver um cataclismo eleitoral", disse. "Além disso, vejo-o com muito mais satisfação a atacar o PSD do que o PS, quando o mal que existe no país foi provocado pelo PS do engenheiro José Sócrates. Portanto, espero que ele arrepie caminho e que seja mais sensato, menos sarcástico e que tenha um ego mais reduzido", acrescentou.
                                                                                            
Louçã considera "surpreendente" que Teixeira do Santos se declare "confortável" com ajuda externa
                                                                                                                
Francisco Louçã considerou hoje "surpreendente" que o ministro das Finanças se declare "confortável" com a aprovação da ajuda externa a Portugal já que "este plano tem como efeito que Portugal seja o único país europeu em recessão no próximo ano". O líder do Bloco de Esquerda (BE), que falava aos jornalistas durante a arruada hoje em Braga, quando afirmou ser "surpreendente" que "no dia em que a Grécia está a pedir ajuda da ajuda", Teixeira dos Santos de diga "confortável". "O que me surpreende é que no dia em que a Grécia esta a pedir um novo empréstimo porque as condições anteriores arruinaram a economia grega o ministro das Finanças português diga que está confortável com o acordo de ajuda a Portugal aprovado". À chegada à reunião de ministros das Finanças europeus onde iria ser aprovado o resgate a Portugal, o ministro das Finanças afirmou: "Creio que os problemas mais delicados que havia que resolver a nível europeu foram portanto esclarecidos e resolvidos, e daí que eu esteja numa posição, eu diria, relativamente confortável e confiante perante a reunião que vamos ter daqui a pouco", declarou.
Francisco Louçã justificou a surpresa com a afirmação de Teixeira dos Santos explicando que "este plano de ajuda tem como efeito inevitável que Portugal se torna o único país da Europa, porventura do mundo, em recessão no próximo ano". Afirmando não haver "grande surpresa" na aprovação do acordo pelas instâncias europeias, o líder bloquista apontou "outros caminhos" para Portugal: "o que Portugal precisa é de programas de investimento, que possam criar emprego. Porque se os salários diminuem, diminui o negócio na mercearia, diminui a economia". Louçã acusou ainda Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas de "extremismo ideológico" por defenderem, afirmou, "a ideia que tudo fica melhor se se facilitar os despedimentos". Francisco Louçã vai estar esta noite em Guimarães para um comício acompanhado de Pedro Soares, cabeça-de lista pelo distrito de Braga.
                                                                                                                     
Passos Coelho promete "honrar compromissos" se for primeiro-ministro
                                                                                                                       
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse que, se for primeiro-ministro, irá "honrar os compromissos" e pagar a ajuda financeira de 78 milhões de euros a Portugal, aprovada hoje pelos parceiros europeus. "Tendo Portugal pedido ajuda e tendo a solidariedade dos países europeus, iremos honrar os compromissos que assumimos com eles", afirmou aos jornalistas Pedro Passos Coelho, ao fim de uma arruada pelas ruas da vila da Lourinhã. Após um breve discurso em cima de um achado de dinossauro colocado à porta do museu conhecido pelas descobertas paleontológicas a nível mundial, o candidato do PSD admitiu que poderá adotar "medidas diferentes daquelas que estão no acordo" da Troika mas que "têm o mesmo propósito". "Se houver oportunidade para demonstrarmos que somos merecedores de um castigo menor em termos da taxa de juro, teremos de fazer por ela", referiu o social-democrata ao ser questionado sobre a eventual renegociação dos juros da dívida pública, acrescentando: "não podemos no momento em que pedimos emprestado, porque precisámos, começar logo a queixar-nos das condições que nos deram".
Cumprimentando as dezenas de pessoas com quem se foi cruzando pela rua, Passos Coelho foi colocando o mesmo assunto nas conversas com os populares: "espero que os portugueses escolham um primeiro-ministro e um Governo que respeitem os objetivos fixados" pela troika, ao contrário, defendeu do Governo PS, explicando assim as medidas introduzidas pelos "vários Planos de Estabilidade e Crescimento". Os ministros das Finanças da Zona Euro e da União Europeia aprovaram por unanimidade, em Bruxelas, o resgate a Portugal, um pacote financeiro de 78 mil milhões de euros para três anos, considerando que o programa negociado com Lisboa é "ambicioso". Numa declaração divulgada em Bruxelas hoje, na sequência de uma reunião do Eurogrupo (17 países membros da Zona Euro) alargada aos restantes (10) Estados-membros da UE e na qual foi dada 'luz verde' ao programa de assistência a Portugal, os ministros das Finanças europeus consideram ainda que o programa "salvaguarda os grupos mais vulneráveis na sociedade" portuguesa.
                                                       
Manuel Maria Carrilho diz que a extinção de ministério da Cultura será "certidão de óbito" de um setor "morto"
                                                                                                                       
A intenção do PSD de extinguir o Ministério da Cultura (MC), caso vença as eleições legislativas, é uma "certidão de óbito" passada a um setor que "está completamente morto há muito tempo", disse hoje à agência Lusa Manuel Maria Carrilho. O antigo ministro da Cultura do governo socialista de António Guterres lamentou esta intenção do PSD, mas culpou o atual primeiro-ministro, José Sócrates, pela "mais miserável política cultural que o país conheceu desde o 25 de abril de 1974". Carrilho olha para o atual governo e fala de uma "devastação institucional" e que a "cultura deixou de ter qualquer papel na estratégia de desenvolvimento do país". "Com este anúncio tenho verdadeiramente pena é que não se perceba que a alternativa devia ser refundar o Ministério da Cultura e as políticas públicas de cultura que deixámos totalmente de ter no domínio do património, das artes, do livro, em articulação com as indústrias criativas", afirmou. Responsável pela criação de um Ministério da Cultura em 1995, que até então não existia, Manuel Maria Carrilho sublinhou que a Cultura devia ser um dos setores "a alavancar a saída da crise".
Carrilho escreveu em 2009 uma proposta de refundação das políticas culturais que ia nesse sentido, mas lamentou que as suas ideias não tenham sido acolhidas agora nas novas propostas do governo. "O ministério não tem sequer políticas para as suas grandes instituições nacionais. Já não falo dos artistas, dos teatros, das atividades culturais. Pensemos em coisas centrais como a Cinemateca, a Biblioteca Nacional, os Teatros Nacionais, a Torre do Tombo; são instituições que estão completamente devastadas com o que se fez nos últimos anos", criticou. Questionado se pode ser mais ativo nas ideias que defende para o setor, Manuel Maria Carrilho exclamou: "Eu não posso ser mais ativo. Eu defendo sempre estas ideias, escrevo sempre sobre isto. É vital que se compreenda a importância da cultura não como algo marginal e ornamental, mas estrutural na visão do país". No domingo, O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou que, se formar governo, a cultura deverá ficar na dependência direta do primeiro-ministro, deixando de haver um ministério próprio para esta área.
                                                                                                 
Balsemão reitera apelo a pacto de regime para aplicação de medidas a longo prazo
                                                                                                                      
O fundador do PSD Francisco Pinto Balsemão voltou hoje a apelar a um pacto de regime multipartidário em áreas centrais do Estado, com vista à aplicação de medidas a longo prazo, num período de pelo menos duas legislaturas. "Tenho defendido sempre que é preciso um pacto do regime entre os principais partidos para que um conjunto de medidas (...) possa ser aplicado a longo prazo", disse o fundador do PSD e presidente do grupo Impresa à margem da apresentação do estudo 'Países Como Nós', organizado pelo jornal Expresso e pela consultora PricewaterhouseCoopers. Pinto Balsemão destacou a Justiça, a Educação e a "organização da máquina do Estado" como áreas que deveriam ser alvo de uma intervenção concertada entre os principais partidos. Questionado sobre uma eventual disponibilidade dos partidos para tal cenário, o militante número um do PSD assinalou "que depois da campanha [eleitoral] vem sempre um momento de maior acalmia" onde "haverá mais ponderação para refletir sobre a necessidade de um acordo deste tipo". O Presidente da República, Cavaco Silva, "poderá e deverá", para Pinto Balsemão, ter um "papel determinante" em todo o processo. Os ministros das Finanças europeus deram hoje, em Bruxelas, 'luz verde' ao programa de assistência financeira a Portugal de 78 mil milhões de euros, acordado entre o Governo e a 'troika', constituída pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.
                                                                         
Passos Coelho recusa ideia de "salada russa" e diz que partidos não têm de ir todos para o Governo
                                                                                                                  
O líder do PSD disse hoje que quem pensa que depois das eleições todos os partidos se terão de entender e ir todos para o Governo está "muito enganado", recusando a ideia de "saladas russas" ou de "miscelâneas". "Estas eleições serão decisivas, aqueles que pensam que depois das eleições nos temos todos de entender e de irmos todos para o Governo estão enganados. O que o país precisa não é de saladas russas nem de miscelâneas, é de decisão", afirmou o líder social-democrata, durante um jantar de pré-campanha em Torres Vedras. Já com a voz rouca, Passos Coelho deixou ainda uma garantia, prometendo que caso votem no PSD, há uma coisa que os portugueses não irão arriscar: "acordar" com o PS no Governo. "Todos aqueles que votarem no PSD podem ter a certeza que no dia a seguir às eleições há uma coisa que não arriscam: é terem um Governo diferente daquele que julgaram ter escolhido, porque quem votar no PSD não vai acordar com o PS no Governo a seguir às eleições", frisou. A menos de uma semana do arranque oficial da campanha eleitoral para as eleições de 05 de junho, o líder social-democrata deixou ainda o aviso de que já não se está em altura de "desperdiçar votos", porque o país precisa de um "Governo forte".
                                                                            
Portugal recebe primeira tranche da ajuda externa de 18 mil milhões de euros
                                                                                           
O ministro das Finanças anunciou hoje, em Bruxelas, que Portugal deverá receber uma primeira tranche de "pouco mais" de 18 mil milhões de euros em finais de maio, início de junho. Fernando Teixeira dos Santos também revelou no final de uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro que Portugal deverá pagar, em média, uma taxa de juro de cerca de 5,1 por cento pelo pacote global de 78 mil milhões de euros ao longo dos 7,5 anos em que o empréstimo vai vigorar.