Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 27 de março de 2009

Sustentabilidade, Inovação e Inclusão

São os temas a debater no Fórum Autárquico

"Por uma Polis mais Humanista" é o tema principal da quinta edição do Fórum Autárquico Regional organizado pelo PS Algarve, que decorrerá no Cinema de Santo António, em Faro, no próximo dia 28 deste mês.

Subdivida em três painéis subordinados aos temas "Sustentabilidade", "Inovação" e "Inclusão", da reunião sairá a Carta de Compromisso dos 16 candidatos socialistas às autarquias da região, que serão apresentados publicamente nesse dia.
O primeiro painel a ser apresentado no âmbito do Fórum, que segundo Miguel Freitas constitui um "momento alto da caminhada socialista para o próximo acto eleitoral autárquico", proporcionará o debate sobre os instrumentos de intervenção no território, que poderão conduzir à construção de um sistema económico, ambiental e social mais justo para as empresas e famílias do Algarve. O debate terá como oradores o Secretário de Estado das Cidades e do Ordenamento, João Ferrão, a eurodeputada Jamila Madeira e elementos da Associação Almargem.
No âmbito do segundo painel, subordinado ao tema da Inovação, o Director-Geral da Cisco em Portugal, Carlos Brazão, o Professor João Guerreiro, reitor da Universidade do Algarve e Arminda Neves, do Plano Tecnológico, irão moderar o debate sobre questões relacionadas à relação entre a Administração e os cidadãos, enquanto no último painel, dedicado à Inclusão, o Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho e o Professor Adriano Pimpão, apresentarão comunicações sobre políticas sociais.
Durante a manhã decorrerá em simultâneo o Fórum das Freguesias, evento que se realiza pela primeira vez e que terá como convidados o vice-presidente da ANAFRE, Cândido Moreira, bem como três presidentes de Juntas de Freguesia localizadas nas áreas do litoral, barrocal e serra do Algarve. A reunião, que contará com a presença de um dirigente nacional do PS, prosseguirá durante a tarde com a realização de um plenário sobre o tema central do Fórum Autárquico, no qual serão intervenientes a Ministra da Saúde, Ana Jorge, o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Marcos Perestrelo, a presidente do PSOE da Andaluzia, Petrolina Guerrero e a eurodeputada Edite Estrela.
Os debates promovidos no âmbito dos três painéis temáticos e do plenário serão complementados ainda com intervenções dos candidatos às autarquias da região.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

À esquerda rodar!

Manuel Alegre:
«Ninguém tem o monopólio da verdade»

O histórico socialista falou no “Fórum das Esquerdas” para reclamar “uma democracia mais limpa”, e deixou no ar a ideia de formar um novo Partido. Marcelo Rebelo de Sousa diz que Alegre «quer tirar a maioria absoluta a Sócrates»

Era o discurso mais aguardado no «Fórum das Esquerdas» e não desiludiu que o ouviu. Durante cerca de 20 minutos, Manuel Alegre criticou políticas do Governo, os auxílios à banca e a avaliação dos professores, mas o cerne da sua intervenção abordou a necessidade da Esquerda encontrar um novo caminho. «Não se trata de reescrever a história que está escrita, nem novos dogmas. Ninguém é proprietário da esquerda, ninguém tem o monopólio da verdade, ninguém é dono do futuro», frisou, acrescentando: «A nossa força está na nossa pluralidade, nas nossas diferenças, e na capacidade de construir convergências. A reconfiguração da esquerda implica a capacidade e a vontade de construir uma perspectiva alternativa de poder».
Alegre considera que a esquerda tem de «crescer cívica e politicamente», para conseguir atrair pessoas que não estão motivadas para a intervenção política: «Há muita gente insatisfeita, eu também estou insatisfeito, mas é preciso fazer muito mais. Esse caminho somos todos nós, todos os cidadãos que querem outra política, alternativa, por uma democracia mais limpa, mais justa e mais solidária. A crise é uma oportunidade de mudança, que a esquerda deve aproveitar».
Já depois do fim do encontro, Manuel Alegre, questionado pelos jornalistas, disse que não é «santo milagreiro» e que o que vier a surgir «não é de um dia para o outro». Questionado sobre se a «base programática» que saiu do fórum é para ir a votos, a resposta foi afirmativa: «É para ir a votos. Não sou eu que defendo a insurreição».
Sobre o cenário eventual de criação de um partido político, o ex-candidato presidencial afirmou: «Está permitido por lei». E admitiu que «com este PS», liderado por José Sócrates, «dificilmente» será candidato nas próximas eleições legislativas.

“Comentador Marcelo” considera que discurso de Alegre fez «um dia histórico»

Na sua análise de Domingo, na RTP 1, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o discurso de Manuel Alegre no «Fórum de Esquerdas» foi «um dia histórico», porque «muda a vida política».
«Até ao discurso de Alegre a notícia tinha sido a reeleição de Portas», frisou no seu comentário semanal, considerando que o líder do CDS-PP se preparava para a «diabolização das políticas de Sócrates».
Rebelo de Sousa foi mais longe ao afirmar que «a vida política mudou com o discurso de Alegre. Escolheu liderar uma alternativa de Governo, o que é uma má notícia para José Sócrates e justifica o discurso de Jerónimo de Sousa. Por outro lado, é uma boa notícia para Cavaco Silva e para o PSD. Para Cavaco Silva, porque Alegre renuncia da candidatura a presidência da República; para o PSD, pois com a fatia que Alegre corta ao PS, Manuela Ferreira Leite pode ir lá e discutir a vitória nas legislativas», frisou o comentador.
Na opinião de Rebelo de Sousa, o PS poderá ver-se obrigado a «mudar de políticas» para poder aliar-se e rodar à esquerda. «Manuel Alegre pode apadrinhar uma frente que inclua o Bloco. As soluções são múltiplas. Certo é que está contra as políticas essenciais do governo e quer tirar a maioria absoluta a Sócrates, procurando uma alternativa à esquerda».