Liberdade e o Direito de Expressão

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

As cinzas do vulcão

Aeroportos portugueses cancelam 32 voos, a maioria em Faro

Incerteza no tráfego aéreo é "pistola apontada à cabeça dos hoteleiros" algarvios - diz Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve.

Até ao meio dia de hoje os aeroportos portugueses cancelaram 32 voos nos aeroportos portugueses, a maioria em Faro, devido à nuvem de cinzas do vulcão islandês, segundo uma informação divulgada pela ANA - Aeroportos de Portugal. "Na sequência das restrições que ocorreram em partes distintas do espaço aéreo europeu, nomeadamente no Reino Unido, Irlanda e Países Baixos, foram hoje cancelados 32 voos no conjunto dos aeroportos geridos pela ANA", avança a gestora dos aeroportos.
O aeroporto de Faro, no Algarve, foi o mais afetado, tendo sido cancelados 26 voos (13 partidas e 13 chegadas). No aeroporto de Lisboa foram cancelados quatro voos (duas partidas e duas chegadas) e no aeroporto da Madeira, gerido pela ANAM, foram cancelados dois voos (uma partida e uma chegada). Nos aeroportos do Porto e de Ponta Delgada não foram cancelados voos mas, "por efeito desta situação atípica, verificam-se atrasos nas chegadas e partidas", refere a ANA.
Desde março passado que o vulcão Eyjafjoell, localizado num glaciar do sul da Islândia, se encontra em actividade, emanando uma nuvem de cinzas que provocou o encerramento do espaço aéreo de vários países da Europa, entre 14 e 21 de abril. A actividade do vulcão voltou a intensificar-se na semana passada, provocando uma nuvem de cinzas que está a atravessar a Europa Ocidental.

Será dramático, "se esta situação se manter intermitentemente ao longo da época turística".

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, considerou ontem que a incerteza provocada nos transportes aéreos pela nuvem de cinzas vulcânica é "uma pistola apontada à cabeça dos hoteleiros". "Num ano já de si muito complicado em termos de taxas médias de ocupação, com descida muito significativa relativamente ao pior ano dos últimos 15, que foi o ano passado, (esta situação) deixa os hoteleiros à beira de um ataque de nervos perante esta pistola permanentemente apontada à cabeça", afirmou Elidérico Viegas, em declarações à Lusa.
O presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, também disse à Lusa que a situação está a afetar "toda a operação turística" e, se persistir, irá provocar "sérios problemas e danos graves sob o ponto de vista económico para o Algarve enquanto melhor destino turístico português".
"Até ao meio-dia [de hoje] foram cancelados 26 voos para Faro. São notícias preocupantes porque não temos um horizonte temporal para o fim do problema, que tem sido intermitente mas recorrente, o que nos está a prejudicar a operação", afirmou Nuno Aires, frisando que a incerteza na realização de voos "provoca ansiedade e insegurança" nas pessoas. Sobre os prejuízos económicos para a região, Nuno Aires garantiu que o Turismo do Algarve continua a acompanhar e a avaliar as perdas, "mas para já, para além do levantamento que foi feito numa primeira fase, que rondou entre os 9 e 9,5 milhões, nove milhões e meio de prejuízos" para a região, "não existe ainda um número exato"
"É um fenómeno natural que não controlamos. Resta-nos esperar que problema não entre pelo verão dentro, porque se isso acontecer estamos a falar de um problema muito, muito complexo, muito grave, para a indústria hoteleira, mas não só, para toda a indústria de turismo do Algarve", frisou. O responsável da AHETA considerou, por seu turno, que "a grande preocupação" dos hoteleiros algarvio aquando da primeira crise provocada por toda a Europa pela nuvem de cinzas libertada pelo vulcão da Islândia era a de "esta situação se manter intermitentemente ao longo da época turística".
"Além dos transtornos normais, causa a desmotivação das pessoas em vir de férias, por não saberem, primeiro, se podem vir e, depois, se podem regressar", acrescentou. Viegas sublinhou que "a grande maioria de voos que o aeroporto de Faro acolhe são provenientes ou para os primeiros países afetados, que são o Reino Unido e Irlanda". A nuvem vulcânica proveniente da Islândia voltou hoje a provocar o cancelamento de mais de duas dezenas de voos no aeroporto de Faro devido ao encerramento de várias estruturas aeroportuárias no Reino Unido. No início da semana passada, o aeroporto de Faro também teve que encerrar devido à nuvem vulcânica ter atingido o espaço aéreo português, isto depois de, em abril, quase toda a Europa ter ficado sem voos devido a impossibilidade de realizar voos nessas condições.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Voltou a núvem do vulcão

Reaberto o tráfego aéreo no Aeroporto de Faro

Nova nuvem de cinzas afectou aeroportos em Portugal continental e nas ilhas. 281 voos cancelados, mas os voos normalizaram na Madeira esta madrugada.

O tráfego aéreo em Faro foi reaberto às 22h00 desta terça-feira e o da Madeira será restabelecido à 1h00 de quarta-feira, anunciou em comunicado a NAV-Navegação Aérea de Portugal, citada pela Lusa. A nuvem de cinzas vulcânicas da Islândia levou no domingo à suspensão do tráfego aéreo na Madeira e ao encerramento do aeroporto de Faro esta terça-feira, provocando o cancelamento de centenas de voos.
O conjunto dos aeroportos geridos pela ANA - Aeroportos de Portugal, incluindo o Aeroporto da Madeira gerido pela ANAM, registou o cancelamento de 281 voos até às 17:00 locais, na sequência da nuvem de cinza vulcânica, escreve a Lusa. Assim, no aeroporto de Lisboa foram cancelados 76 voos, sendo que 37 se referem a partidas e 39 a chegadas, verificando-se atrasos nas chegadas e partidas, revela a ANA em comunicado. O mesmo acontece no aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto), onde foram cancelados 19 voos sendo que oito se referem a partidas e 11 a chegadas. Ainda no Continente foram cancelados em Faro 95 voos, sendo que 48 se referem a partidas e 47 a chegadas.
Nos Açores, em Ponta Delgada foram cancelados 16 voos sendo que oito se referem a partidas e oito a chegadas. O mesmo aconteceu na Horta, com 12 voos cancelados, sendo que seis se referem a partidas e seis a chegadas. No aeroporto de Santa Maria foram cancelados dois voos à semelhança do que aconteceu nas Flores (dois voos cancelados): em ambos os aeroportos os cancelamentos dizem respeito a uma partida e a uma chegada. Na ilha das Flores foram cancelados dois voos: uma partida e uma chegada. No aeroporto da Madeira, infraestrutura gerida pela ANAM, foram cancelados 59 voos, sendo que 29 se referem a partidas e 30 se referem a chegadas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vulcão expõe debilidades no Algarve

Faltam motoristas de autocarro

Escoar turistas presos na região é a prioridade, mas tem-se revelado difícil.

O escoamento dos turistas tem sido o principal problema que os operadores do Algarve enfrentam esta semana porque não há motoristas suficientes para conduzir os autocarros e, por isso, apelam a uma maior articulação com a CP. São consequências da nuvem de cinzas que tem estado a afectar os céus da Europa, encerrando o espaço aéreo em vários países.
«Os operadores económicos, as unidades hoteleiras e as empresas de transportes estão a ser responsáveis, mas nós temos a nossa capacidade de escoamento e (...) neste momento já não há condutores para levar os autocarros aos destinos», alerta João Soeiro, da operadora turística Full Services, em declarações aos jornalistas. O responsável reitera que apesar de ainda existirem autocarros no Algarve, a situação é «aborrecida», porque a região está «sem condutores para os mesmos».
«O Governo devia estar a trabalhar activamente nisto e não apenas as regiões de turismo, não apenas os "players" da zona. Penso que a CP devia estar a assumir - e que seria uma oportunidade estratégica para a CP para se reposicionar e contribuir para um marketing territorial - dizendo nós temos a nossa capacidade de escoamento, temos a capacidade de em conjunto com os "players" internacionais encontrar soluções de escoamento», declarou.
Também Eduardo Magalhães, da Tui, a maior operadora turística da Europa, constata que a falta de motoristas para conduzir autocarros é um «inconveniente» provocado por uma legislação que obriga a que um autocarro tenha quatro motoristas para uma qualquer viagem do Algarve - região periférica - até ao centro da Europa.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

40 mil turistas não chegaram ao Algarve

“Cinzas” do vulcão largam prejuízo em Portugal

O presidente do Turismo do Algarve estima que existam 15 a 20 mil passageiros retidos na região e que cerca de 40 mil turistas não deram entrada neste destino.

O Governo e o Turismo do Algarve estão a "trabalhar" num "plano de contingência" para responder, em termos de alojamento, caso seja necessário, aos turistas retidos devido ao cancelamento de voos, revelou hoje o secretário de Estado do Turismo. A direção do Turismo do Algarve reuniu hoje em Faro com dezenas de responsáveis do turismo algarvio para encontrar soluções a curto e médio prazo para a crise provocada pelo cancelamento massivo de voos na Europa, devido à nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia.
O escoamento dos turistas é o principal problema que os operadores do Algarve enfrentam hoje porque não há motoristas suficientes para conduzir os autocarros e, por isso, apelam a uma maior articulação com a CP. Nuno Aires afirmou ser fundamental "manter as condições mínimas na permanência extraordinária destas pessoas no Algarve" e pediu esforços aos operadores turísticos para fazerem uma avaliação aos seus danos financeiros de forma a calcular os prejuízos regionais.
"Precisamos de antecipar cenários em relação à operação no destino para vermos o que fazer depois. Temos de ter a noção do impacte económico a curto e médio prazo", refere o presidente do Turismo Algarvio. O prolongamento da estada e a remarcação de reservas são as consequências mais diretas registadas até ao momento depois da interdição do espaço aéreo europeu, mas o Turismo do Algarve avança também que o mês de "maio é o mais comprometido"
Se não se registarem novas erupções, nem nuvens de cinzas, o tráfego aéreo deverá estar completamente normalizado até quinta-feira. Uma enorme nuvem de cinzas libertadas por um vulcão na Islândia, que entrou em erupção em 14 de abril, tem estado a afetar o tráfego aéreo em quase todo o espaço europeu, tendo sido cancelados milhares de voos.

Nuvem de cinzas atingiu zona de influência do espaço aéreo português

A nuvem de cinzas vulcânicas que tem provocado o cancelamento de voos na Europa entrou no espaço aéreo português, encontrando-se localizada na zona noroeste da ilha de Santa Maria, nos Açores, anunciou hoje o Instituto de Meteorologia (IM). "O que sabemos de momento é que a pluma de cinzas vulcânicas continua a influenciar o continente europeu, no qual se inclui as Ilhas Britânicas, e que uma parte da pluma já entrou no espaço aéreo nacional, na zona noroeste da ilha de Santa Maria", disse à Lusa o meteorologista de serviço do IM, Fernando Rei, adiantando que a área afetada é "muito pequena".
Uma nova erupção do vulcão islandês, registada na segunda feira, intensificou a nuvem de cinzas vulcânicas que desde a passada semana está a condicionar a circulação aérea na Europa, obrigando ao encerramento de vários aeroportos e cancelamento de milhares de voos. Segundo um comunicado dos Serviços Nacionais de Tráfego Aéreo (NATS), entidade que gere o espaço aéreo britânico, a erupção do vulcão islandês "intensificou-se" e "uma nova de cinzas espalhou-se para sul e para leste", em direção à Grã-Bretanha.
Em declarações à Lusa, no entanto, o meteorologista Fernando Rei recusa falar de uma nova nuvem de cinzas, dizendo que se trata da mesma, embora intensificada. "A dimensão e intensidade da pluma de cinzas está dependente da actividade do vulcão, já que há períodos em que expele mais ou menos cinzas, além de toda a dinâmica atmosférica, que vai originando o espalhamento da pluma", explicou o meteorologista. "Dadas essas condicionantes, chegou mais perto do continente americano, embora também tenha entrado no espaço aéreo de Santa Maria", acrescentou.
De acordo com Fernando rei, "até ao final do dia de hoje", a nuvem de cinzas "não deverá afetar" o território continental, sendo "muito difícil" prever qual será a sua direção. "A situação só estará resolvida quando o vulcão deixar de expelir cinzas", frisou, dizendo ainda que a nuvem "não é visível a olho nu" e que, à distância a que se encontra, abaixo dos 20.000 pés, "é quase impercetível".

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vulcão da Islândia ataca de novo

Nova nuvem de cinza ameaça Reino Unido

A erupção do vulcão da Islândia intensificou-se, indicam as autoridades britânicas. A crise provocada no sector da aviação civil custou 150 milhões de euros diários, com mais de seis milhões de passageiros bloqueados nos aeroportos .
A erupção do vulcão da Islândia intensificou-se ao final do dia desta segunda-feira, com uma nova nuvem de cinzas que se desloca para a Grã-Bretanha, revelaram esta noite as autoridades aéreas britânicas. «A erupção vulcânica na Islândia intensificou-se e uma nova nuvem de cinzas está a deslocar-se para o Sul e o Leste em direcção a Grã-Bretanha», afirmou o serviço de controlo do tráfego aéreo britânico (NATS). «A última informação do Met Office (Instituto de Meteorologia) mostra que a situação está a piorar em algumas áreas», afirmou o NATS em comunicado.
Os aeroportos escoceses devem seguir em funcionamento a partir das 6h GMT (3h de Brasília), assim como foi anunciado anteriormente, mas o Nats não tinha informações sobre a situação dos aeroportos da Irlanda do Norte. As perspectivas são de que os aeroportos na Escócia possam funcionar a partir das 07:00 horas de terça-feira e que «mais algum» espaço aéreo britânico seja disponibilizado a partir das 13:00, embora os principais aeroportos de Londres devam permanecer encerrados.

O regresso completo à normalidade é esperado até quinta-feira, segundo a organização europeia para a segurança da navegação aérea, a Eurocontrol. Em relação a hoje, apenas foram efectuados 30 por cento dos voos habituais, «pode-se esperar que [os voos efectuados] aumentem entre 10 a 15 por cento na terça-feira e outro tanto na quarta», disse o seu director, Bo Redeborn. «Se as coisas continuarem como estão e o vulcão deixar de emitir cinzas para a Europa, estaremos possivelmente de regresso à normalidade até quinta-feira», acrescentou o director, antes da informação da existência de uma nova nuvem.
Entretanto, a Roménia reabriu completamente o seu espaço aéreo hoje à noite e a Suíça fá-lo-á na terça-feira, a partir das 06:00 TMG. Na Holanda, três aviões descolaram esta noite com destino a Xangai, na China, Dubai e Nova Iorque. A Estónia anunciou a reabertura do seu espaço para terça-feira, durante seis horas, a partir das 00:00 TMG, ao passo que a Letónia já autoriza o sobrevoo do seu território. A Lufthansa anunciou um reinício parcial do seu tráfego na Alemanha, cujo espaço aéreo continua oficialmente fechado, com voos a serem pilotados «à vista». Para terça-feira, a companhia alemã garante que se «realizarão todos os voos de longo curso conforme as previsões», enquanto que «alguns voos internos também se realizarão». A Air France também anunciou o reinício dos voos de longo curso, com partida dos aeroportos parisienses de Roissy e Orly, para terça-feira, tal como uma grande parte dos voos internos.
O Conselho Internacional dos Aeroportos estima em cerca de 6,8 milhões o número total de passageiros que ficaram bloqueados em 313 aeroportos, com milhares a dormirem no espaço aeroportuário. A retoma do tráfego faz-se sob pressão do sector da aviação, que criticou abertamente as restrições de voo, considerando-as excessivas. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, no acrónimo em inglês) criticou a gestão da crise pelos governos da UE, estimando um custo para o sector de 150 milhões de euros diários.

domingo, 18 de abril de 2010

Domingo especial

O vulcão que quase paralisou a Europa

A nuvem de cinza está a dissipar-se, mas mais de 20 mil voos previstos só para hoje, foram cancelados. Destes, 360 voos têm como destino ou origem Portugal.
A situação do espaço aéreo europeu ficou pior do que com o 11 de setembro nos EUA.

A nuvem de cinzas vulcânicas originária da Islândia está a afetar cada vez mais países europeus. Segundo o posto de observação suíço Payerne, a nuvem de cinzas desceu 2.000 metros de altitude acima do nível do mar na última noite, tornando-se menos densa. "As partículas estão a começar a cair no chão", disse o especialista do observatório Bertrand Calpini, adiantando que a "nuvem está a começar a desaparecer".
Com base em medições feitas hoje de manhã, o especialista afirmou que os resíduos das cinzas vulcânicas já entraram na camada atmosférica que contém o ar que a Humanidade respira e em breve será capaz de detetar partículas da superfície, como aconteceu sábado à noite na estação suíça Jungfrau, situada a 3 600 metros de altitude. Apesar da nuvem estar a diluir-se, Bertrand Calpini não exclui a hipótese do vulcão islandês enviar outra onda de cinzas.
Cerca de 20 mil voos previstos para hoje em toda a Europa encontram-se cancelados, devido ao encerramento da "maior parte" do espaço aéreo europeu. O último balanço da Agência Europeia para a Segurança e Navegação Aérea - Eurocontrol indica que apenas 4.000 dos 24.000 voos previstos durante o dia de hoje poderão operar.
Entre quinta feira e o final do dia de hoje serão cerca de 63 mil os voos cancelados em toda a Europa. Segundo a Eurocontrol, os países europeus que encerraram total ou parcialmente o espaço aéreo são: Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, a maior parte de França, Hungria, Irlanda, norte de Itália, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Servia, Eslovénia, norte de Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia e o Reino Unido. Entretanto, o espaço aéreo da Croácia e Roménia foi reaberto.
Em Espanha já são 16 os aeroportos encerrados. O espaço aéreo alemão vai manter-se encerrado pelo menos até às 18:00 de hoje (19:00 em Lisboa), um problema comum aos 16 aeroportos internacionais do país, assim como a todos os aeródromos regionais. O espaço aéreo holandês vai manter-se fechado até pelo menos as 12:00 GMT (13:00 em Lisboa), enquanto a maioria dos aeroportos franceses se conserva igualmente encerrada.
As autoridades francesas anunciaram já a intenção de manter os aeroportos encerrados até pelo menos às 08:00 de segunda feira (07:00 de segunda feira em Lisboa). Em Itália, os aeroportos do norte do país permanecem também sem operar aviões. No sul do país, os aeroportos estão operacionais, mas com grandes atrasos e cancelamentos. O espaço aéreo dinamarquês e o austríaco ficarão, por seu lado, encerrados, até às 02:00 de segunda feira (mais uma do que em Lisboa).

Entretanto, as autoridades da Bulgária decidiram encerrar parcialmente o espaço aéreo do país a partir das 06:00 GMT de hoje (07:00 em Lisboa), mas sem afetar o aeroporto da capital Sofia. Também o espaço aéreo da Estónia, Letónia e Lituânia continuará fechado pelo menos até à tarde de hoje.
Na República Checa, as previsões de hoje de manhã apontam para o encerramento do espaço aéreo até segunda feira às 12:00 locais (11:00 em Lisboa). O espaço aéreo croata e bósnio foi encerrado hoje de manhã, pelo menos até às 12:00 locais.
Em Portugal, mais de 360 voos foram cancelados até ao meio dia de hoje, devido ao encerramento de vários aeroportos na Europa provocado pela nuvem vulcânica com origem na Islândia, segundo a ANA - Aeroportos de Portugal. No conjunto dos aeroportos nacionais geridos pela ANA e ANAM-Aeroportos da Madeira foram cancelados 364 voos entre as 00:00h e as 12:00. "A maioria dos destinos e origens destes voos continuam a ser na Europa Central, Europa do Norte e Reino Unido", refere a ANA em comunicado enviado à agência Lusa.
O maior número de voos cancelados (155) foi no Aeroporto de Lisboa, sendo que 78 se referem a partidas e 77 a chegadas. No Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, foram cancelados 81 voos (41 partidas e 40 chegadas) e no Aeroporto de Faro 114 voos (58 partidas e 56 chegadas).
Dois voos (uma partida e uma chegada) foram cancelados no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, enquanto no Aeroporto da Madeira, gerido pela ANAM, foram anulados 12 voos (seis partidas e 6 chegadas).
A ANA - Aeroportos de Portugal, que fará novo balanço da situação às 17:30, aconselha os passageiros que tenham os seus voos planeados para hoje a contactar as companhias aéreas ou as agências de viagens antes de se dirigirem para os aeroportos. Apesar de algumas companhias aèreas já terem efectuado voos de teste, a TAP não o vair fazer, esperanto o resultado das outras companhias como a KLM, a Air France e a Air Berlin.

Cavaco Silva ficou retido em Praga

Regressou de carro, mas pode não sair de Barcelona esta noite de avião.

A Presidência da República está a ser permanentemente informada sobre a situação no aeroporto de Barcelona, mas neste momento é ainda "imprevisível" saber se Cavaco Silva conseguirá partir daquela cidade espanhola para Lisboa ao início da noite. Segundo fonte da Presidência da República, as informações fornecidas pelas autoridades espanholas estão permanentemente a ser atualizadas. Por isso, a Presidência da República irá fazer uma "nova avaliação da situação" a meio da tarde, com as informações que dispuser nessa altura.
O chefe de Estado saíu de carro de Praga com destino a Estrasburgo, de onde partiu às 08:10 locais (07:10 em Lisboa), cidade francesa onde chegou no sábado ao início da noite, depois de uma viagem de 600 quilómetros desde Praga, onde ficou retido na sexta feira devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente da Islândia. A chegada de Cavaco Silva a Barcelona está prevista para o início da noite e se o aeroporto daquela cidade da Catalunha estiver aberto, o Presidente da República terá à sua espera um Falcon para o transportar para Lisboa.
A restante comitiva será transportada para a capital portuguesa num C-130 da Força Aérea.
Caso o aeroporto de Barcelona encerre, Cavaco Silva e a toda a comitiva presidencial irá passar a noite naquela cidade espanhola, seguindo a viagem para Lisboa por via terrestre na manhã de segunda feira. Fonte oficial da TAP disse esta manhã à Lusa que o aeroporto de Barcelona foi hoje encerrado devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente da Islândia. Segundo informações dos Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea, o aeroporto de Barcelona foi encerrado por razões de segurança às 08:30 e deverá abrir às 16:00 (horas locais, 15:00 em Lisboa).

Contratempos para uns, sorte para outros

Houve um sortudo no meio da erupção do vulcão na Islândia. Devido ao cancelamento de voos da Irlanda do Norte para destinos fora da Grã-Bretanha, um taxista de Belfast facturou, nada mais, nada menos, do que 800 euros, com uma só viagem. O taxista Duffy precisou de 24 horas para levar um grupo de empresários de Belfast a Londres: depois de atravessar o mar entre a Irlanda e a Grã-Bretanha continuou por terra até ao aeroporto de Heathrow, a oeste de Londres. “Recebi uma chamada para ir até ao Hotel Hilton, em Belfast. A caminho do barco, eles perguntaram-me se eu podia levá-los a Londres. Pensava que era uma piada, mas eles disseram que era a sério”, contou o taxista à BBC.Apanhar um táxi, justificaram os empresários, saía mais barato do que pagar todos os bilhetes de autocarro ou comboio. No final dos 640 quilómetros, os passageiros ainda ofereceram uma gorjeta de 57 euros. A empresa de táxis onde Duffy trabalha - a Fonacab - afirmou que a viagem até Londres foi a mais longa e cara que qualquer taxista da empresa já fez.

Nem a força do vulcão os fez demover

O bloqueio aéreo europeu está a ter efeitos um pouco por todo o mundo. Ao que parece, a nuvem de cinzas insiste em estragar os planos de milhares de pessoas, até de um casal de noivos. Mas os namorados, um britânico e uma australiana, não se deram por vencidos e nem um vulcão os fez desistir do seu grande sonho: casar.
A decisão tinha sido tomada há três semanas, na Austrália, e o casamento estava já marcado para este fim-de-semana, na cidade inglesa de Ealing. No entanto, ao tentar voar para a Inglaterra, Sean Murtagh e Natalia foram surpreendidos pelo caos aéreo e obrigados a permanecer no Dubai. Um pequeno contratempo que não fez com que alterassem os seus planos.
A paixão do casal não cedeu... nem a um vulcão. E os noivos decidiram casar-se online.
Os funcionários do hotel ajudaram o casal a preparar a transmissão da cerimónia via net para que os parentes e amigos pudessem acompanhar tudo. «Os empregados decoraram o hotel. Fizeram um bolo de três andares e arranjaram um computador portátil com o programa Skype e um projector», revelou o noivo, satisfeito. Um casamento original, diz Carolina Black, que conduziu a cerimónia online a partir de Londres. Afinal «foi um casamento como outro qualquer, só a noiva e o noivo não estavam presentes».

Ler mais em: http://www.ionline.pt/conteudos/home.html