Aeroportos portugueses cancelam 32 voos, a maioria em Faro
Incerteza no tráfego aéreo é "pistola apontada à cabeça dos hoteleiros" algarvios - diz Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve.Até ao meio dia de hoje os aeroportos portugueses cancelaram 32 voos nos aeroportos portugueses, a maioria em Faro, devido à nuvem de cinzas do vulcão islandês, segundo uma informação divulgada pela ANA - Aeroportos de Portugal. "Na sequência das restrições que ocorreram em partes distintas do espaço aéreo europeu, nomeadamente no Reino Unido, Irlanda e Países Baixos, foram hoje cancelados 32 voos no conjunto dos aeroportos geridos pela ANA", avança a gestora dos aeroportos.
O aeroporto de Faro, no Algarve, foi o mais afetado, tendo sido cancelados 26 voos (13 partidas e 13 chegadas). No aeroporto de Lisboa foram cancelados quatro voos (duas partidas e duas chegadas) e no aeroporto da Madeira, gerido pela ANAM, foram cancelados dois voos (uma partida e uma chegada). Nos aeroportos do Porto e de Ponta Delgada não foram cancelados voos mas, "por efeito desta situação atípica, verificam-se atrasos nas chegadas e partidas", refere a ANA.
Desde março passado que o vulcão Eyjafjoell, localizado num glaciar do sul da Islândia, se encontra em actividade, emanando uma nuvem de cinzas que provocou o encerramento do espaço aéreo de vários países da Europa, entre 14 e 21 de abril. A actividade do vulcão voltou a intensificar-se na semana passada, provocando uma nuvem de cinzas que está a atravessar a Europa Ocidental.
O aeroporto de Faro, no Algarve, foi o mais afetado, tendo sido cancelados 26 voos (13 partidas e 13 chegadas). No aeroporto de Lisboa foram cancelados quatro voos (duas partidas e duas chegadas) e no aeroporto da Madeira, gerido pela ANAM, foram cancelados dois voos (uma partida e uma chegada). Nos aeroportos do Porto e de Ponta Delgada não foram cancelados voos mas, "por efeito desta situação atípica, verificam-se atrasos nas chegadas e partidas", refere a ANA.
Desde março passado que o vulcão Eyjafjoell, localizado num glaciar do sul da Islândia, se encontra em actividade, emanando uma nuvem de cinzas que provocou o encerramento do espaço aéreo de vários países da Europa, entre 14 e 21 de abril. A actividade do vulcão voltou a intensificar-se na semana passada, provocando uma nuvem de cinzas que está a atravessar a Europa Ocidental.
O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, considerou ontem que a incerteza provocada nos transportes aéreos pela nuvem de cinzas vulcânica é "uma pistola apontada à cabeça dos hoteleiros". "Num ano já de si muito complicado em termos de taxas médias de ocupação, com descida muito significativa relativamente ao pior ano dos últimos 15, que foi o ano passado, (esta situação) deixa os hoteleiros à beira de um ataque de nervos perante esta pistola permanentemente apontada à cabeça", afirmou Elidérico Viegas, em declarações à Lusa.
O presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, também disse à Lusa que a situação está a afetar "toda a operação turística" e, se persistir, irá provocar "sérios problemas e danos graves sob o ponto de vista económico para o Algarve enquanto melhor destino turístico português".
"Até ao meio-dia [de hoje] foram cancelados 26 voos para Faro. São notícias preocupantes porque não temos um horizonte temporal para o fim do problema, que tem sido intermitente mas recorrente, o que nos está a prejudicar a operação", afirmou Nuno Aires, frisando que a incerteza na realização de voos "provoca ansiedade e insegurança" nas pessoas. Sobre os prejuízos económicos para a região, Nuno Aires garantiu que o Turismo do Algarve continua a acompanhar e a avaliar as perdas, "mas para já, para além do levantamento que foi feito numa primeira fase, que rondou entre os 9 e 9,5 milhões, nove milhões e meio de prejuízos" para a região, "não existe ainda um número exato"
"É um fenómeno natural que não controlamos. Resta-nos esperar que problema não entre pelo verão dentro, porque se isso acontecer estamos a falar de um problema muito, muito complexo, muito grave, para a indústria hoteleira, mas não só, para toda a indústria de turismo do Algarve", frisou. O responsável da AHETA considerou, por seu turno, que "a grande preocupação" dos hoteleiros algarvio aquando da primeira crise provocada por toda a Europa pela nuvem de cinzas libertada pelo vulcão da Islândia era a de "esta situação se manter intermitentemente ao longo da época turística".
"Além dos transtornos normais, causa a desmotivação das pessoas em vir de férias, por não saberem, primeiro, se podem vir e, depois, se podem regressar", acrescentou. Viegas sublinhou que "a grande maioria de voos que o aeroporto de Faro acolhe são provenientes ou para os primeiros países afetados, que são o Reino Unido e Irlanda". A nuvem vulcânica proveniente da Islândia voltou hoje a provocar o cancelamento de mais de duas dezenas de voos no aeroporto de Faro devido ao encerramento de várias estruturas aeroportuárias no Reino Unido. No início da semana passada, o aeroporto de Faro também teve que encerrar devido à nuvem vulcânica ter atingido o espaço aéreo português, isto depois de, em abril, quase toda a Europa ter ficado sem voos devido a impossibilidade de realizar voos nessas condições.









