O primeiro quarto anti-ressonar do mundo vai ser testado entre hoje e 06 de julho no hotel Crown Plaza de Vilamoura, recorrendo a tecnologia para reduzir o ruído que impede os parceiros de dormir, anunciaram os promotores da iniciativa.
O de Vilamoura será um dos nove hotéis Crown Plaza na Europa e Médio Oriente que irá testar o novo quarto, onde estarão instalados "painéis de insonorização nas paredes para absorver as altas frequências, desviar as ondas sonoras e minimizar o impacto do ressonar", explicaram os responsáveis pela comunicação da unidade hoteleira. Além dos painéis, os quartos estão equipados com espuma absorvente nas paredes, "que permite reduzir o ruído", e uma tábua de cabeceira "que absorve o som" e "foi especialmente criada para funcionar em conjunto com os painéis de insonorização para abafar o eco no quarto". Os hóspedes do novo quarto disporão também de "uma almofada anti-ressonar" e de "uma máquina de ruído branco que ajuda a abafar o som do ressonar e dormir e relaxar", acrescentou. “Já todos passámos por esta situação. Estar deitados sem conseguir dormir às três da manhã com uma almofada em cima da cabeça a tentar abafar o ressonar da pessoa ao nosso lado. Não há nada pior que ficar acordado durante a noite e por isso criámos este quarto especial para ajudar os hóspedes a ter uma boa noite de sono”, afirmou Rosanna Badalamenti, responsável do Marketing do Grupo IHG, que detém a marca Crown Plaza, para a Itália e Península Ibérica.
Os promotores da iniciativa citam também Chris Idzikowski, especialista de sono do Reino Unido. "O ressonar é feito por vibrações do palato mole e tecido da boca, nariz e garganta. Há várias coisas que pode fazer para ajudar a controlar o problema e estou bastante satisfeito pelo Crowne Plaza estar a testar um quarto com absorção do ressonar para tentar reduzir o impacto do ruído nasal noturno”. Segundo um estudo da Nielsen citado pelos promotores da iniciativa, "42 por cento dos casais em Portugal perde entre 1 a 15 minutos de sono, por noite, devido ao ressonar dos parceiros", enquanto "12,2 por cento fica acordado entre 30 minutos a uma hora". "Estes resultados demonstram que se perdem, em média, 2:30 horas de sono por semana", sublinha o estudo. Refere ainda que "48 por cento dos inquiridos revela que o parceiro ressona a maior parte das noites e 15,3 por cento diz que ressona todas as noites", sendo que "a solução encontrada por 48,9 por cento é acordá-lo", enquanto "47 por cento diz não ter reação quando o ressonar do outro o acorda".
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Cavaco Silva considera que Portugal chegou a "situação explosiva"
"Não podemos ter ilusões de que temos uma estrada fácil à nossa frente", avisa o Presidente da República. O Presidente da República afirma que os portugueses não podem ter ilusões, porque Portugal chegou a uma "situação explosiva". Cavaco Silva não comenta medidas concretas do programa do Governo, conhecido hoje, mas insiste na "distribuição justa" dos sacrifícios. "Já tive ocasião de dizer e tem sido muito repetido que têm sido tempos muito difíceis e não tenhamos ilusões, e os portugueses sabem bem disso, e se bem se recordam há talvez mais de dois anos que disse que Portugal se aproximava de uma situação explosiva, lamentavelmente chegámos a essa situação explosiva", diz Cavaco Silva. Escusando-se a comentar as medidas de austeridades defendidas pelo Governo e a antecipação da sua implementação, porque "essa é uma matéria de discussão da Assembleia da República", Cavaco Silva reconheceu que será "preciso muito trabalho". "Não podemos ter ilusões de que temos uma estrada fácil à nossa frente, basta olhar para outros países para termos bem a consciência de que vamos passar por sacrifícios, não serão talvez fáceis, mas o importante é que haja uma luz de esperança", insistiu.
O Presidente da República, que falava aos jornalistas no final da sessão de encerramento do 8º Encontro Nacional Inovação COTEC, que decorreu em Lisboa, frisou ainda que não irá "interferir no debate" do programa do Governo, porque este "é o tempo da Assembleia da República", mas voltou a alertar para a necessidade do país ser "rigoroso" na implementação do acordo de ajuda financeira. Só assim, acrescentou, será possível ganhar a confiança das instituições internacionais e junto dos mercados internacionais. Ainda a propósito do programa do Governo, que foi hoje entregue no Parlamento, o chefe de Estado voltou a lembrar que os portugueses fizeram "uma escolha inequívoca" nas últimas eleições e, agora, o executivo deve ter "a oportunidade de aplicar as ideias que apresentou". Questionado sobre a possibilidade de serem pedidos mais sacrifícios aos portugueses, Cavaco Silva reiterou que "há limites" e que será preciso "ter muito cuidado na distribuição justa desses sacrifícios". "Agora é o Governo que vai ser posto à prova na execução do seu programa e na execução do acordo que teve o apoio das três maiores forças políticas portuguesas", defendeu. Por outro lado, continuou, será necessários que os portugueses se "agarrem à solução que escolheram" e "essa solução que escolheram terá que ser muito responsável perante o voto que obteve".
PR defende produtos nacionais e férias em Portugal
O Chefe de Estado acrescenta que o país está a sofrer “riscos de origem externa”. Comprar produtos nacionais e passar férias em Portugal é parte da solução defendida pelo Presidente da República para o país ultrapassar a crise. Em declarações em Lisboa, Cavaco Silva defendeu também mais poupança e melhor trabalho, "uma forma de cada português ajudar o país". “Cada português pode dar a sua ajuda, desde logo consumindo produtos nacionais, passando férias em Portugal e agora que se aproxima o Verão, em que têm que fazer uma escolha, é muito importante que os portugueses decidam passar férias em Portugal. Mas também muitos podem contribuir poupando mais e trabalhando melhor. Só com a ajuda de todos é que nós – que sofremos riscos de origem externa - conseguiremos ultrapassar as nossas dificuldades”, disse. O Chefe de Estado fez estas declarações esta tarde à margem do Encontro Nacional de Inovação, em Lisboa.
Novo imposto pode estar a caminho
Trata-se de uma taxa excepcional de IRS, que integra o novo pacote de medidas adicionais. CGTP diz não ter conhecimento de nada. O Governo está a preparar um imposto extraordinário, avança o “Jornal de Negócios”, segundo o qual se trata de uma taxa especial de IRS, que irá recair sobre os contribuintes singulares. A nova taxa vai ser cobrada a título excepcional e de uma só vez. É uma maneira encontrada pelo Executivo de Pedro Passos Coelho para garantir que atinge ou ultrapassa, ainda este ano, as metas de redução do défice para 2011. O jornal adianta que a medida não consta do Programa de Governo, mas deve integrar o novo pacote de austeridade que o primeiro-ministro levará esta quinta e sexta-feira ao Parlamento. A informação terá sido apurada junto de parceiros sociais. Carvalho da Silva, secretário da CGTP, que esteve reunido na segunda-feira com o ministro da Economia, diz que ninguém lhe disse nada.
Carvalho da Silva não sabe de nada. “A nós não nos foi comunicado nada, não temos informação sobre isso. Se foi comunicado a alguns parceiros sociais, mostra desde já qual o conceito de diálogo do Governo na sociedade: é diálogo com aqueles que acha que são amigos”, comenta, em declarações à imprensa. No que toca a impostos, o Governo defende, no seu Programa de Governo, uma redução no tempo de isenção do (Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e ainda a actualização do valor das casas. Mais: vai haver cortes nos benefícios e deduções fiscais, só ainda não se sabe em quais. E vão ser reduzidos os escalões do IRS.
Vêm aí mais sacrifícios, admite Guilherme Silva. Será o PEC 5?
Já Vera Jardim fica “perplexo” com a possibilidade de haver mais medidas de austeridade. O social-democrata Guilherme Silva admite que o novo pacote de austeridade, “prometido” por Pedro Passos Coelho, vai exigir “novos sacrifícios aos portugueses”. No programa “Falar Claro”, o histórico deputado “laranja” admite essa possibilidade, esperando, no entanto, que “também venham medidas de esperança e medidas de estímulo à economia”. Já o socialista Vera Jardim, habitual comentador, fica “perplexo” com esta possibilidade de haver novas medidas de austeridade e deixa a pergunta no ar: “O que é que justificará isso?”
“Suponho eu que é o PEC5 e, porventura, haverá um PEC6. Devo dizer que estou um pouco perplexo. Não sei o que se passou exactamente em Bruxelas, mas nós temos um programa da “troika” muito pesado, a exigir muito trabalho, e agora fico perplexo que haja mais medidas”, refere. Guilherme Silva responde a Vera Jardim dizendo que o novo plano é uma forma de reforçar “a credibilidade junto dos mercados financeiros” e mostrar “que não estamos a fazer os mínimos”. O plano de Passos Coelho ainda não é conhecido, mas deve ser revelado ainda esta semana. Noutro âmbito, Vera Jardim, ex-ministro da Justiça, acha “muito difícil” que o Ministério consiga ser gerido apenas com um secretário de Estado e lembra o seu exemplo pessoal. “Eu comecei com um secretário de Estado e depois pedi ao primeiro-ministro, numa remodelação que houve, outro secretário de Estado porque o Ministério da Justiça é muito amplo”.
IVA pode subir para alguns bens já em Julho
Fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera que a medida pode ser positiva se for para estimular a criação de emprego. O Governo vai antecipar para Julho uma das medidas que constam do programa da “troika”: a revisão da lista de bens que estão no escalão mais baixo e intermédio do IVA. A notícia é avançada na edição desta terça-feira do “Diário de Noticias”. mSegundo o jornal, o Governo vai decidir até meados de Julho que produtos sobem de 6% para 13% ou 23%. Só os bens considerados essenciais vão manter a taxa reduzida. Esta será uma das medidas do já anunciado novo pacote de medidas de austeridade e pretende compensar a má execução orçamental do primeiro trimestre deste ano. Fiscalista concorda com subida do IVA se ajudar á criação de emprego. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera que “isto em si não é uma medida positiva, mas se for utilizada esta receita para descer os impostos sobre o trabalho, para tentar criar mais postos de trabalho, faz todo o sentido”. Presidente da CIP defende IVA a subir, apenas se descer a TSU. Já António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, considera que “qualquer alteração, neste momento, em taxa de IVA deve ser acompanhada, na nossa perspectiva, de uma redução da Taxa Social Única”. Numa antevisão daquilo que o Governo vai decidir, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro prevê que a energia e os produtos alimentares transformados são exemplos de bens que vão ver alterada a sua taxa de IVA.
Estacionamento mais caro em Lisboa e dividido em escalões
Novo tarifário da EMEL entra em vigor na segunda-feira. No escalão mais caro cada hora de estacionamento vai custar 1.60€. O novo tarifário da EMEL entra em vigor na segunda-feira (dia 4). O estacionamento pago na capital vai passar a ser dividido em três zonas – verde, amarela e vermelha – cada uma com valores diferentes. Na zona verde, uma hora custa 80 cêntimos, na amarela 1.20€ e na vermelha 1.60€. António Júlio de Almeida, presidente da EMEL, explica que o objectivo é que o novo sistema “reflicta as condições de cada zona e possa ser realmente um instrumento de gestão da oferta e da procura no mercado de estacionamento”. Cerca de dois terços dos lugares de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa vão pertencer à zona verde, 35% à zona amarela e 3% à zona vermelha. Neste último escalão, vai existir um limite de estacionamento de duas horas e o valor a pagar vai ser “a doer”, admite António Júlio de Almeida. O presidente da EMEL explica que a ideia é transmitir a seguinte mensagem: “páre o mínimo, liberte o espaço porque o espaço aqui é exíguo, tem outras ofertas de parque de estacionamento na zona, tem transportes públicos, liberte o espaço”.
Provedor de Justiça recomenda mais cuidado à EMEL ao passar multas
Alfredo José de Sousa reconhece que a lei prevê o pagamento de coima, nos casos em que o título não esteja legível, mas sugere que isso seja esquecido quando for possível provar que o pagamento foi feito. O Provedor de Justiça recomenda à EMEL que deixe de multar os automobilistas que tenham os títulos de pagamento mal colocados, como por exemplo, aqueles que estão virados ao contrário ou caídos no chão. Desde que consigam provar que pagaram, os automobilistas não devem ser multados, diz a recomendação de Alfredo José de Sousa agora enviada à administração da empresa. O Provedor reconhece que a lei prevê o pagamento de coima, nos casos em que o título não esteja legível, mas sugere que isso seja esquecido quando for possível provar que o pagamento foi feito. Até porque, acrescenta o Provedor de Justiça, sempre que há reclamações, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária tem mandado arquivar as contra-ordenações.
Forças Armadas vão sofrer corte de 10% nos efectivos
O único limite, bem expresso, é que a capacidade operacional não seja afectada. “Racionalizar” é a palavra que mais aparece no Programa do Governo para a área da Defesa. As Forças Armadas vão sofrer um corte de 10% nos efectivos militares e outras mudanças, que visam aproveitar melhor os recursos existentes. No documento apresentado estão traçadas as linhas que o Executivo quer seguir para resolver os problemas que têm surgido e que chegaram a pôr em causa o pagamento de salários. Ao todo, são 18 medidas, que passam por “racionalizar” os recursos humanos, privilegiando sempre a componente operacional, mas também “racionalizar” e optimizar a estrutura orgânica do Ministério da Defesa Nacional, liderado por Pedro Aguiar-Branco, e a Estrutura Superior das Forças Armadas, apostando na coordenação e na exploração das sinergias entre ambos. A “racionalização” da despesa militar passa, nomeadamente, pela melhor articulação entre os seus ramos, o que pressupõe um corte nos custos gerais e nos efectivos militares dos actuais 40 mil militares para os 30 mil. Antecipa ainda a concretização da reforma iniciada pelo anterior Governo no que respeita à saúde militar e anuncia mais cortes, designadamente no plano da desactivação de "unidades e sistemas de armas não essenciais".
Reestruturar as indústrias de defesa é outra indicação do Programa de Governo e proceder à revisão da Lei de Programação Militar, adaptando-a aos constrangimentos da actual situação económica e financeira. A "prioridade das questões relacionadas com o Mar" é também sublinhada no documento, além do aprofundamento da "participação activa do nosso país em missões internacionais de carácter humanitário e de manutenção da paz". Isto, além da necessidade de melhor coordenação com as estruturas dependentes do Ministério da Administração Interna. Os constrangimentos orçamentais obrigam a mudanças que, na opinião do antigo chefe de Estado Maior da Armada Melo Gomes devem ser mais abrangentes. Em declarações, o almirante sugere mesmo um conceito de segurança nacional. O Programa de Governo foi apresentado ontem à tarde no Parlamento. A discussão está marcada para quinta e sexta-feira.
Governo abre a porta aos privados na água, saneamento e resíduos
Programa de Governo abre aos privados todo o sistema de tratamento de lixos urbanos da Empresa Geral de Fomento, composto por 12 sistemas multimunicipais que cobrem 60% da população portuguesa, distribuída por 168 municípios. Sem surpresa, o Governo prevê a entrada de privados no abastecimento de água e saneamento básico. Mas tal como no programa do PSD, é uma abertura a privados que se estende ao sector dos resíduos. O Governo quer privatizar o sector dos resíduos da Águas de Portugal, ou seja, abre-se a porta dos privados a todo o sistema de tratamento de lixos urbanos da Empresa Geral de Fomento, composto por 12 sistemas multimunicipais que cobrem 60% da população portuguesa, distribuída por 168 municípios. É uma das empresas da Águas de Portugal, a holding que já foi dirigida por Mário Lino e que apresentou no ano passado os maiores lucros de sempre, olhando para os 17 anos que a empresa já tem.
O programa de Governo pouco concretiza face ao programa eleitoral do PSD, pelo contrário, reduz quase todos os parágrafos a metade e, por isso, pouco detalha sobre medidas como a revisão dos impostos ambientais ou do défice tarifário na água. O Governo promete criar um plano para o uso eficiente da água, definindo metas de redução de consumo para todos os sectores, o que deve abranger a agricultura, onde se perde a maior fatia de água em Portugal. O Governo dispõe-se a combater as alterações climáticas por mitigação de emissões e anuncia uma nova estratégia para a conservação da natureza e biodiversidade. Nos lixos perigosos, a proposta é optimizar o tratamento que está a ser desenvolvido nos CIRVER. Nos solos, o Governo quer avançar com uma nova Lei e definir programas para tentar resolver a contaminação provocada pela actividade industrial em muitos pontos do país.
Confiança dos consumidores portugueses perto do mínimo histórico
Famílias esperam mais dificuldades financeiras e temem o desemprego. A confiança dos consumidores portugueses caiu pelo terceiro mês consecutivo e está agora perto do seu mínimo histórico. Também o clima económico voltou a piorar em Junho. De acordo com os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico sofreu um agravamento para os 2,2 pontos negativos em Junho, face aos 2,0 negativos registados em Maio. A explicação para este recuo prende-se com a evolução negativa de todos os indicadores de confiança sectoriais, com excepção dos serviços. Quanto à confiança dos consumidores, segue pelo terceiro mês consecutivo a piorar, atingindo os 50, 7 pontos negativos no mês passado. O INE diz que este resultado se prende com o piorar das expectativas dos inquiridos no que respeita à situação financeira do lar nos próximos 12 meses.
Profissionais de segurança fazem diagnóstico para entregar ao Governo
As dificuldades no terreno, na partilha de informação e a coordenação entre as diversas forças e serviços de segurança são alguns dos pontos a abordar. A comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, de que fazem parte a PSP, a GNR, a Polícia Marítima, os Guardas Prisionais, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), faz hoje um levantamento das questões que envolvem a segurança interna e pública do país, com o objectivo de entregar um diagnóstico da situação ao Governo. A CCP integra os sindicatos e associações mais representativas do sector da segurança interna. As dificuldades no terreno, na partilha de informação e a coordenação entre as diversas forças e serviços de segurança são alguns dos pontos que devem ser abordados no documento que sair da reunião de hoje e que vai ser entregue aos Ministérios da Administração Interna, da Defesa e da Economia. O objectivo agora é apenas fazer um diagnóstico, mais tarde, caso o Governo o entenda, a CCP poderá apresentar propostas para melhorar a segurança interna e pública no país. Os sindicatos e associações dos serviços e forças de segurança estão disponíveis, para encontrar soluções "sem envolver grandes verbas", garante o secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, também presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP). A CCP é constituída pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sócio-profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato Nacional dos Guardas Prisionais (SNGP), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e Associação Sindical dos Funcionais da ASAE.
GNR sem dinheiro para reparar viaturas, alerta sindicato
Comando Geral da GNR diz que aquela força de segurança "tem exercido uma forte contenção orçamental, mas, até ao momento, tem conseguido cumprir as suas obrigações ao nível operacional". Os comandos territoriais da GNR estão com dificuldades financeiras e sem dinheiro para reparar viaturas e há destacamentos com mais de metade dos parques automóveis "inoperacionais", denunciou hoje a Associação Sócio-profissional Independente da Guarda (ASPIG/GNR). Devido aos "cortes orçamentais", o Comando Geral da GNR vive "dificuldades financeiras imensas" e "não tem dinheiro para dar aos comandos territoriais", que atravessam "dificuldades muito para lá do normal", disse hoje à Agência Lusa o presidente da ASPIG/GNR, José Alho. Segundo o responsável, devido à "falta de dinheiro" para reparar viaturas, "há destacamentos, essencialmente de trânsito", com "mais de 50%" dos seus parques automóveis "inoperacionais". Confrontado pela Lusa com as denúncias da ASPIG/GNR, o Comando Geral da GNR, através do oficial de relações públicas, o major Henrique Armindo, disse que "a GNR tem exercido uma forte contenção orçamental, mas, até ao momento, tem conseguido cumprir as suas obrigações ao nível operacional".
Contudo, José Alho apontou o caso do destacamento de trânsito do Comando Territorial de Beja da GNR, que "tem oito viaturas avariadas num total de 15" usadas para operações de fiscalização de trânsito nas estradas do distrito. "As viaturas estão velhas, vão ficando inoperacionais e não há dinheiro para as manter e mandar reparar", explicou. O "problema" no destacamento de trânsito de Beja da GNR "é apenas uma ponta do iceberg ou uma gota de água num oceano enorme" e "um exemplo transversal a todos os comandos e valências (territorial, trânsito e fiscal)" da GNR a nível nacional, frisou. Além da falta de verbas para reparar viaturas, "também não há dinheiro para o combustível das que estão operacionais", disse José Alho, referindo que "muitas" viaturas de "muitos destacamentos" das áreas fiscal, territorial e de trânsito estão "retidas nos quartéis, porque já gastaram os plafonds" disponíveis de combustível e, devido às "restrições" nas rondas, "só saem em caso de serviços específicos ou emergência". "A sinistralidade rodoviária e a segurança das populações não se compadecem com isto", disse José Alho, que espera que, após a tomada de posse dos secretários de Estado, o novo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, "se reúna imediatamente com as associações" representativas da GNR e "tente resolver este problema gravíssimo".
MAI quer acabar com duplicações de objectivos, missões e intervenções
Programa de Governo não concretiza junção de polícias. Na área da Administração Interna a versão final do programa do Governo é bastante menos objectiva do que a proposta inicialmente elaborada pelo PSD. Medidas como a junção de forças de segurança numa Polícia Nacional (com três valências que agregaria a Polícia Judiciária, a PSP e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), juntar num mesmo organismo a Autoridade de Protecção Civil, o INEM e a Comissão do Planeamento Civil de Emergência – organismo que passaria para a tutela do Ministério da Defesa e a proposta de fusão das duas secretas – SIS e SIED juntos num único serviço - não estão agora claramente assumidas. O que está escrito é que é preciso acabar com incertezas e duplicações de objectivos, missões e intervenções, que é preciso olhar para a área de forma integrada, sem desperdiçar recursos, reforçando a partilha de informação e deixando de funcionar numa lógica de compartimentos estanques. Mais concretas encontram-se duas medidas: O Ministério agora liderado por Miguel Macedo propõe-se alterar a Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança e cumprir o memorando assinado com a “troika” concretizando a reforma do sistema de saúde das forças polícias. Programa de Governo foi apresentado esta tarde no Parlamento. A discussão está marcada para quinta e sexta-feira.
PJ detém dois funcionários das Finanças
Suspeitos propunham soluções ilícitas para problemas fiscais dos contribuintes. A Polícia Judiciária deteve hoje dois funcionários das Finanças por suspeita de corrupção. Um deles é um jurista colocado nos serviços regionais do Porto e o outro é funcionário da repartição de Penafiel. No primeiro caso, o detido propunha soluções ilícitas para problemas fiscais dos contribuintes, essencialmente relacionados com execuções fiscais, conseguindo com isso obter avultadas quantias, que variavam entre os 2 mil e os 6 mil euros por cada caso resolvido. Em vários casos, este arguido principal contou com a ajuda do funcionário de Penafiel, para a alteração informática de dados fiscais. Depois de vários meses de investigações, a Judiciária deu hoje cumprimento aos mandados do Ministério Público e realizou três buscas – duas delas dentro das respectivas instalações das Finanças.
Assaltantes explodiram nova caixa de multibanco em Setúbal
Foi utilizada uma "garrafa de gás" para rebentar a estrutura. Um método que tem vindo a ser utilizado com maior frequência neste tipo de assaltos, que ascendem já a dez nos últimos dois meses. Uma caixa de multibanco foi assaltada com recurso a explosão, esta madrugada na cidade de Setúbal, pelas 04h45. O assalto ocorreu na Av. Infante Dom Henrique, num multibanco do banco Santander, instalado num estabelecimento comercial. A explosão "provocou elevados danos materiais", mas os assaltantes "não conseguiram chegar ao cofre com o dinheiro", disse à Lusa fonte da Direcção Nacional da Policia de Segurança Pública (PSP). Os assaltantes utilizaram o "mesmo modus operandi" que "ultimamente tem sido utilizado para rebentarem com as caixas de multibanco", acrescentou a fonte da PSP, pelo que a ocorrência "passou para a tutela da Policia Judiciária". Foi usada uma "garrafa de gás", com recurso a uma bateria utilizada como fonte de ignição, para provocar o rebentamento. O alerta foi dado por populares, que acordaram com o barulho da explosão, e ligaram às autoridades.
Morreu o jovem cantor e actor Angélico
O óbito de Angélico foi confirmado pelo Hospital de Santo António, no Porto, onde cantor se encontrava internado. O cantor e actor Angélico Vieira morreu hoje em consequência das graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima, anunciou hoje o Hospital de Santo António, no Porto. António Barros, relações públicas do Centro Hospitalar do Porto, leu para a Renascença o comunicado emitido esta noite. O óbito foi declarado após a confirmação do estado de morte cerebral. "Sandro Milton Angélico Vieira faleceu hoje em consequência das graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima. O óbito foi declarado após a confirmação do estado de morte cerebral", explica António Barros. O estado de saúde do cantor e actor, de 28 anos, havia piorado nas últimas horas, na sequência do grave acidente de viação que sofreu no sábado. Na sequência do acidente ocorrido na auto-estrada A1, no sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja, Angélico sofreu um traumatismo crânio-encefálico "muito grave". O jovem, que foi submetido a uma cirurgia naquela unidade hospitalar depois do acidente, esteve ligado a um sistema de suporte de vida, que acabou por ser hoje à tarde desligado, depois de os médicos terem declarado a sua morte cerebral.
Sandro Milton Angélico Vieira, nascido em Lisboa em 31 de Dezembro de 1982, trabalhava como modelo e estudava gestão de empresas quando, aos 21 anos, foi escolhido para representar o papel de David na série televisiva "Morangos com Açúcar". Paralelamente, Angélico ganhou notoriedade como vocalista da "boys band" D'Zrt, que, após três anos de sucessos, se desfez. Em declarações à agência Lusa no dia do acidente, fonte da GNR afirmou que o acidente foi causado pelo rebentamento do pneu esquerdo da frente do automóvel conduzido pelo antigo vocalista dos D'Zrt. "O carro bateu no separador lateral e o condutor, Angélico, e outros dois ocupantes foram projetados, pelo que, em princípio, não teriam cinto de segurança", afirmou a fonte, acrescentando que a vítima mortal foi atingida por um outro automóvel que seguia atrás. O único ocupante que não foi projectado era um homem que seguia ao lado do condutor e teve ferimentos ligeiros, referiu o responsável da GNR. Atrás seguiam outro homem, que foi atropelado mortalmente, e uma mulher, que sofreu ferimentos graves e está internada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Santo António. Desde que entrou no hospital, muitos foram os familiares e amigos que se deslocaram ao Santo António.
