Para este País, como para outro qualquer, as pessoas só viajam para onde se sentem seguras. O exemplo nos mercados turísticos é disso o maior exemplo. Mas o Governo português não enxerga, nem se comove. Por isso, os autarcas do Algarve pedem reforço do efectivo policial, pois nesta altura do ano a região é procurada por muitos turistas nacionais e estrangeiros. Macário Correia, presidente da comunidade inter-municipal do Algarve e presidente da Câmara de Faro, sublinha que o recente reforço de 100 agentes da GNR ajuda, mas não chega. “O reforço que foi anunciado é inferior ao que nós precisamos. Espero em que o Governo possa analisar o assunto com mais detalhe e que o reforço venha a ter outra expressão e dimensão”, disse em jeito de recado dirigido ao novo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. O autarca Macário Correia assume que têm havido “alguns focos com alguma criminalidade” e lembra que o Algarve é um “palco do mundo, com uma visibilidade mediática grande”. Por isso, uma ocorrência que noutros locais será menos divulgada, nesta zona é conhecida no mundo inteiro. “O que tem havido de cuidado das forças de segurança e o que está anunciado como de medidas de prevenção” é registado com agrado, acrescenta. A 31 de Maio, o Ministério da Administração Interna dava orientações à GNR e à PSP para reforçarem a actividade operacional no Algarve para aumentar o nível de segurança e intensificar a prevenção da criminalidade na região.
Cavaco recebe Passos para primeira reunião semanal
No encontro, o primeiro-ministro deve dar a conhecer ao Presidente da República os nomes dos seus secretários de Estado. O Presidente da República e o primeiro-ministro têm hoje a primeira reunião semanal e Pedro Passos Coelho pode levar já fechada a equipa do seu Executivo. A cerimónia de tomada de posse dos secretários de Estado está agendada para amanhã. Daniel Campelo (CDS-PP) será, ao que apurou a Renascença, um dos elementos da equipa e estará sob a tutela de Assunção Cristas (Agricultura). Outros nomes que têm vindo a público são Bernardo Bairrão, actual administrador da TVI/Media Capital (secretário de Estado do Ministério da Administração Interna), e Morais Leitão, para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, dirigido por Paulo Portas. Paulo Núncio vai para os Assuntos Fiscais e o social-democrata Almeida Henriques para secretário de Estado adjunto da Economia. Pedro Martins deve ocupar a Secretaria de Estado do Emprego. O encontro entre Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho está marcado para as 11h00 e ocorre menos de uma semana depois de o novo primeiro-ministro ter tomado posse e três dias depois da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que o primeiro-ministro reconheceu que não podia ter corrido melhor a Portugal. O primeiro-ministro também já prometeu que esta semana o Governo anunciará um novo pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas.
Marcelo “ligeiramente preocupado” com os secretários de Estado escolhidos
Comentador da TVI critica escolhas na Economia e a não separação clara entre Governo e PSD. Marcelo Rebelo de Sousa critica a escolha dos secretários de Estado para a área da Economia. São já conhecidos dois nomes do Ministério de Álvaro Santos Pereira: o social-democrata Almeida Henriques, que ficará como secretário de Estado adjunto e da Economia, e o independente Pedro Martins, responsável pelo Emprego.
Marcelo Rebelo de Sousa "ligeiramente preocupado" com secretários de estado: Estas são escolhas preocupantes, disse o professor Marcelo no seu habitual comentário na TVI. “Na Economia fico ligeiramente preocupado e fico ligeiramente preocupado porque o nível geral dos secretários de Estado é pouca coisa para um ministro que vem de fora”, disse. Também a escolha de Marco António Costa para a Secretaria de Estado da Segurança Social é contestada por Marcelo Rebelo de Sousa. O ex-líder do PSD esperava que Passos Coelho separasse as águas entre o partido e o Governo, mas não o fez quando escolheu Miguel Relvas para ministro dos Assuntos Parlamentares e voltou a repetir o erro ao escolher um vice-presidente do partido para as funções de secretário de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa contra partidarização do Governo: “Repito o que já disse sobre a ida de Miguel Relvas: é a ida de Marco António Costa para secretário de Estado da Segurança Social. Tinha ficado na minha cabeça a ideia de que Pedro Passos Coelho iria separar claramente a máquina do partido do Governo”, acrescenta. Marcelo Rebelo de Sousa acabou também por deixar uma notícia no seu comentário semanal: Bernardo Bairrão, administrador da TVI, vai ser secretário de Estado da Administração Interna. A posse dos secretários de Estado está marcada para terça-feira.
Conferência de líderes agenda discussão do programa do Governo
O novo Execitivo, de maioria PSD/CDS-PP, tomou posse na terça-feira, dia 21 de Junho, e vai iniciar hoje a discussão do programa do Governo, sendo hoje agendada na primeira conferência de líderes da XII Legislatura. A sessão é presidida pela nova presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Além do agendamento das sessões plenárias para apreciação do programa do XIX Governo Constitucional, a conferência de líderes irá ainda definir o número, competências e composição das comissões parlamentares permanentes da nova Legislatura. A conferência vai ainda fixar também as grelhas de tempo de intervenção para a XII Legislatura e marcará a eleição para os cargos externos à Assembleia da República. De acordo com o número 1 do artigo 192 da Constituição "o programa do Governo é submetido à apreciação da Assembleia da República, através de uma declaração do primeiro-ministro, no prazo máximo de dez dias após a sua nomeação".
FMI prevê recessão profunda já este ano e forte quebra no poder de compra
Documento data de 17 de Maio e traça um cenário macroeconómico gravoso para Portugal. O FMI revê em baixa o cenário macroeconómico para Portugal. A recessão será mais profunda já este ano e o poder de compra dos portugueses vai sofrer uma forte quebra nos próximos anos. A inflação vai atingir, este ano, e segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional, os 3,5% - ou seja, mais do dobro do valor registado no ano passado. Em 2012, ainda deve ultrapassar os 2%. Com salários e pensões congeladas, prevê-se assim uma forte quebra do poder de compra dos portugueses nos próximos anos. O produto (PIB) deve reduzir-se 2,2%, contra os previstos 1,5% no relatório de Abril do próprio FMI. A queda de actividade será, no próximo ano, de 1,8%, mais do triplo da anterior previsão. Em relação à dívida pública, espera-se também um forte agravamento. Depois de um salto de 93% para 106% ainda em 2011, o indicador irá agravar-se até 2013, ultrapassando então os 115,3%, para só começar a descer a partir de 2015. Quanto à taxa de desemprego, ultrapassará, já este ano, os 12% e deve atingir os 13,4% em 2012 (um ponto acima da última previsão), mantendo-se quase ao mesmo nível em 2013. Os dados constam do relatório do FMI datado de 17 de Maio e anexado ao memorando de entendimento estabelecido para a ajuda externa a Portugal.
Consenso político permanente é essencial: No texto que faz o diagnóstico da situação económica em Portugal e acompanha o programa de ajuda financeira admitem-se vários riscos que podem vir a comprometer a eficácia do resgate. Desde logo, a possibilidade de o programa acordado não ser suficiente para pôr fim à crise da dívida soberana, com “impacto desfavorável sobre as perspectivas de financiamento do Governo”. Alerta-se ainda para o risco de um menor crescimento económico em relação ao previsto poder tornar as projecções de aumento da dívida ainda piores. Para o FMI, sem o necessário suporte social e o consenso político permanente, poderá ainda estar em risco o próprio objectivo de consolidação das contas públicas.
O problema do aumento do rácio da dívida público: Na opinião de Graça Franco, directora de informação da Renascença e especialista em assuntos económicos, o dado mais preocupante é o aumento do rácio da dívida para valores muitíssimo elevados. Sublinhando que “este relatório corresponde ao cenário macroeconómico subjacente à ajuda” (“faz o enquadramento e previsões que decorrem da aplicação deste programa”), a jornalista lamenta o facto do país estar a conhecer “o programa às fatias”. Uma das soluções para a crise da dívida é, na opinião de Miguel Cadilhe a criação de um imposto extraordinário, aplicado uma só vez, sobre a riqueza líquida. “A medida que Cadilhe propõe iria ao encontro da necessidade de fazer face a este rácio da dívida pública, mas tem custos políticos muito altos. Não está previsto no programa e duvido que venha a estar sobre a mesa”, considera Graça Franco.
Comprar português não é fácil e sai mais caro
Numa lista de compras básica, comprar exclusivamente produtos nacionais sai 33% mais caro ao bolso dos consumidores quando comparado com o cabaz equivalente mais barato. Em tempo de crise e de escassez financeira, não é fácil cumprir a vontade de comprar português. Saindo determinado em direcção a um hipermercado (o ponto de venda em causa faz parte do grupo Sonae) com uma lista de compras, que foi distribuída por dois carrinhos: um exclusivamente com produtos portugueses, outro com os produtos mais baratos que se encontram nas prateleiras.
Primeira conclusão: comprar português sai mais caro. A factura do carrinho nacional foi de 80,04 euros, ao passo que o carrinho mais barato ficou-se pelos 60,84 euros. A grande diferença é que a maioria dos produtos que ficou no carrinho mais em conta é de marca branca. No rótulo destes produtos lê-se “Fabricado na União Europeia”, o que, em bom rigor, até pode significar que é fabricado em Portugal. Tentou-se obter esclarecimentos junto da Sonae sobre a origem destes produtos, mas até agora essa informação não foi disponibilizada. Segunda conclusão: mesmo com muito esforço, é difícil saber se o consumidor está ou não a comprar produtos nacionais. Não são muitos os produtos que ostentam o selo “Compre o que é Nosso” ou aqueles que explicitamente referem que é “made in” Portugal. Na maioria dos casos, dá-se a volta às embalagens, encontram-se moradas portuguesas dos distribuidores, mas não se sabe se a origem do produto é nacional. A excepção é composta pelos legumes e pelas frutas- nestes casos, a origem dos produtos está bem explícita. E aqui as notícias são boas: a maior parte dos legumes e frutas mais baratos são portugueses. Apenas as cebolas e as bananas nacionais são ultrapassadas pelas estrangeiras. Nota ainda para os alhos, feijão verde, pimento e ananás. Nestes produtos, o cliente não tinha escolha: ou levava alhos espanhóis, feijão verde marroquino, pimentos espanhóis e ananases equatorianos ou ficava de mãos a abanar.
Marcas brancas vão poder usar selo "Compro o que é Nosso"
A Associação Empresarial Portugal (AEP) diz que há cada vez mais marcas interessadas em tornar visível a portugalidade dos produtos porque os clientes estão a valorizar o que é nacional. Actualmente, quase três mil marcas fazem parte do projecto "Compro o que é Nosso". O comportamento dos consumidores está a mudar. Cada vez mais, os clientes querem comprar português. Está, por isso, aberto o caminho para que o selo "Compro o que é Nosso" seja cada vez mais visível e em breve vai estar até nos produtos de marca branca que sejam portugueses. São revelações feitas à Renascença por Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal.
Porque é tão difícil para os consumidores ter a certeza que estão a comprar produtos portugueses?
Os consumidores mudaram de mentalidade. Agora saber que é português vende mais. Quando nós iniciámos o "Compro o que é Nosso" há quatro anos, nós tínhamos consciência que este projecto iria implicar uma profunda alteração cultural, porque, se calhar, há quatro anos atrás, o que vendia era o produto ser importado - nós não valorizávamos aquilo que era português. As coisas felizmente alteraram-se e hoje o que sentimos é precisamente o contrário. Acontece que só agora é que grande parte das cadeias de distribuição ou algumas marcas perceberam que esse factor adicional de informação vende, ajuda a vender. Por isso é que neste momento estamos a ver muitas marcas a aderir ao "Compro o que é Nosso", estamos a ver cada vez mais marcas a colocar na sua embalagem o nosso logótipo ou qualquer outra indicação relativamente à portugalidade.
As chamadas marcas brancas podem levar o selo "Compro o que é Nosso"?
Sim. No âmbito do "Compro o que é Nosso", nós não só aceitamos como aderentes marcas de empresa portuguesas que geram valor acrescentado em Portugal, como também abrimos a possibilidade de as cadeias de distribuição poderem colocar nos produtos de marca branca o nosso logótipo, desde que esses produtos sejam comprados a fabricantes portugueses. Esse, de facto, parece ser o caminho. Hoje, nós sabemos que, na grande distribuição, o peso das marcas brancas relativamente ao total das marcas vendidas é cada vez maior e, se calhar, ainda vai crescer, tendo em conta o período difícil sob o ponto de vista económico e financeiro que estamos e vamos continuar a atravessar. Foi nesse sentido que concretizamos um protocolo entre a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que, por um lado, tenta sensibilizar as grandes cadeias de distribuição a comprarem cada vez mais em Portugal - desde que encontrem em Portugal fornecedores com qualidade para esse produto ou serviço -, mas também que, de alguma forma, dêem visibilidade ao nosso projecto, colocado nas embalagens o logótipo, desde que ele possa ser usado.
Quando é que isso poderá acontecer?
Há processos de alteração a nível de rotulagem e de etiquetagem que não se mudam numa semana, nem se mudam num mês. Agora o que eu tenho a certeza é que neste momento existe não só por parte da APED, mas acima de tudo pela grande maioria dos seus associados, uma vontade que isso aconteça. Há aqui uma guerra comercial e as pessoas têm cada vez mais de usar factores discriminativos que ajudem a vender cada vez mais. Não tenho a mínima dúvida que a visibilidade do produto ser português vai ser cada vez maior e os portugueses vão ter cada vez mais uma opção consciente de compra.
Actualmente, há muitos produtos de marca branca a ser produzidos em Portugal?
Eu não tenho essa informação, mas sei, por exemplo, que algumas grandes cadeias de distribuição, e podemos citar o exemplo do Continente, que tem um "Clube de Produtores" com produtores nacionais. Portanto, eu não tenho a mínima dúvida que, hoje, grande parte das marcas brancas é produzida em Portugal. O que falta é assinalar essa origem e acho que neste momento todos temos interesse que isso aconteça.
Hospitais públicos perdem 46 cirurgiões e 20 ortopedistas num só ano
A pediatria, por seu lado, ganhou 26 profissionais em 2009. Os hospitais públicos perderam, num ano, 46 cirurgiões, 20 ortopedistas e 13 otorrinos, as especialidades que mais clínicos viram sair, segundo um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS), relativo a 2009. O documento mostra que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinham, em 2009, quase mais 300 médicos do que no ano anterior, mas muitas especialidades perderam clínicos. É o caso da cirurgia geral (que ficou com menos 46 especialistas), da ortopedia (menos 20), da dermatologia (menos 12 médicos) e da psiquiatria (menos 17). Obstetrícia, gastrenterologia, medicina interna, oftalmologia, otorrino e urologia são as outras especialidades que ficaram com menos clínicos. Para um saldo positivo contribui a pediatria, que ganhou 26 profissionais, e a pneumologia, com mais 17 especialistas. A cardiologia manteve os seus 411 médicos. Segundo o documento da DGS, houve um acréscimo de 47 especialistas, mas em áreas que não são as mais procuradas e que não surgem especificadas no documento. Além disso, para o saldo positivo de médicos por especialidade contam também os médicos do internato. Já os enfermeiros registaram um acréscimo significativo nos hospitais públicos, com mais 1.021 profissionais em 2009, com crescimento em todas as áreas: cirurgia, saúde infantil, obstetrícia e saúde mental e psiquiátrica.
Portugueses esperam quase um ano por uma consulta no hospital
Em termos globais, é o Hospital do Barlavento Algarvio que mostra pior desempenho. O relatório da Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde destaca dados de 2010, mas vira-se também para o futuro e alerta: é importante que cada um seja mais responsável pela sua saúde e pela maneira como usa o sistema público. Por especialidade médica, o relatório aponta casos extremos de espera: 1.321 dias para uma consulta de ginecologia no hospital de Santarém e 1.200 dias para uma consulta de cardiologia no hospital de S. João, no Porto.
Só 45% dos portugueses que esperavam por uma consulta de especialidade em 2010 é que acabaram por consegui-la. O relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que hoje vai ser apresentado, revela como é difícil aceder a consultas hospitalares dentro dos prazos que a lei prevê. A demora média ronda os 361 dias – praticamente um ano. Em termos globais, foi, no entanto, o Hospital do Barlavento Algarvio que mostrou pior desempenho, com tempos máximos de resposta a rondar os três anos para consultas de psiquiatria, cardiologia e otorrino-laringologia. O ano de 2011 começou com quase um milhão e meio de portugueses inscritos para uma consulta de especialidade hospitalar. Quase um milhão entrou para a lista em 2010 e mais de 400 mil já lá estavam em 2009 - isto porque no ano anterior só 627 mil utentes conseguiram ser atendidos. O lado bom é que a maioria destas consultas (69%) respeitou os prazos máximos previstos por lei. Considera-se que uma situação normal pode esperar cinco meses por uma consulta de especialidade. Já os casos muito prioritários devem ser consultados no espaço máximo de um mês. Curiosamente, diz o relatório, é aqui que, em todas as regiões do país, há mais demoras: até final do ano passado, no Algarve, os doentes considerados muito prioritários esperavam em média 636 dias, enquanto os de Lisboa tinham pela frente um ano de espera.
Crise e responsabilidade na saúde: Estas conclusões constam do relatório da Primavera do Observatório dos Sistemas de Saúde, que aponta os riscos implícitos nas medidas da “troika” e sublinha que o envolvimento dos cidadãos de forma activa e informada será determinante. O documento refere que é preciso discutir e fundamentar as medidas a tomar – e é preciso fazê-lo com transparência. É também crucial, defende o texto, que cada um seja mais responsável pela sua saúde e pela maneira como usa – ou abusa, por vezes – do sistema público. Novos cortes num sector que já este ano perde 13% do seu orçamento torna todo e qualquer passo particularmente sensível para não deixar pelo caminho os mais vulneráveis. Um exemplo: usar as taxas moderadoras para aplicar na prática co-pagamentos dos serviços de saúde consoante os rendimentos é considerado um passo arriscado, sugerido pela “troika”, mas não obrigatório.
Aliás, diz o relatório, já se segue nesse sentido, por exemplo, com o corte no transporte dos doentes, que ameaça interromper tratamentos e afastar muitos utentes dos serviços, ou no corte do salário aos médicos, que pode agravar a fuga para o sector privado, para a reforma ou para fazerem cirurgias no sector privado e social, onde a sua remuneração não será afectada. O documento revela também um receio muito claro quanto à capacidade do futuro Governo para enfrentar os poderosos grupos de interesses económicos e profissionais que marcam o sector da saúde. Diz-se que pode haver a tentação de substituir algumas medidas por outras aparentemente mais fáceis, mas, no final, mais caras para as pessoas – não só porque tornarão mais difícil o acesso universal a cuidados, como aumentarão a carga fiscal dos contribuintes. O relatório sublinha, por outro lado, o que o memorando da “troika” não refere, mas considera essencial - a necessidade de proteger de imediato os mais vulneráveis, a manutenção do investimento nos cuidados continuados numa sociedade cada vez mais envelhecida ou a urgência de medidas de prevenção e promoção da saúde, que também podem evitar muitos gastos.
Cantor Angélico mantém prognóstico "muito reservado"
Antigo vocalista dos D'Zrt, de 28 anos, sofreu um acidente de viação na A1, no qual perdeu parte da massa encefálica. Jornais revelam que está em "morte cerebral", e que a mãe "pede um milagre". O cantor e actor Angélico Vieira, que sábado sofreu um grave acidente de viação, continua internado no Hospital Santo António, Porto, com "prognóstico muito reservado". A chefe de equipa do Serviço Urgência do Santo António disse hoje que o antigo vocalista dos D'Zrt, de 28 anos, "continua internado na Unidade de Cuidados Intensivos e o prognóstico é muito reservado, já que o cantor perdeu parte da massa encefálica no aparatoso acidente". Na mesma Unidade de Cuidados Intensivos encontra-se uma rapariga de 17 anos que ficou também gravemente ferida no acidente. O acidente ocorreu cerca das 3h15 de sábado ao quilómetro 258 da auto-estrada A1, no sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja, tendo resultado num morto, dois feridos graves e um ferido ligeiro.





