Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Palácio de Estói

Inaugurado como pousada histórica

O edifício do Séc. XVlll beneficiou de obras de recuperação e adaptação no valor 11 milhões de euros. O edifício de alojamento foi construído de raíz.

Está concluído e a abrir portas o “novo” Palácio de Estói, no concelho de Faro, transformado agora em pousada histórica após as obras de recuperação e adaptação, que estiveram a cargo da empresa Casais. A empreitada realizada neste edifício do séc. XVIII, classificado como imóvel de interesse público, durou cerca de dois anos e ronda os 11 milhões de euros.
A intervenção integra a recuperação do palácio original que alberga os espaços públicos do equipamento: os salões nobres deram origem a áreas de lazer; a antiga capela surge como zona de leitura, o antigo quarto do Visconde como zona de recepção e o restaurante. A cozinha e as áreas técnicas e de pessoal surgem “enterradas” abaixo da cota do palácio, dispondo apenas de um pequeno corpo à vista. Simultaneamente foi construído de raíz o edifício destinado ao alojamento dos visitantes do palácio com 60 quartos mais 3 suites e requalificadas as Antigas Cavalariças para edificio de eventos.
Do ponto de vista construtivo “o desafio foi integrar três obras diferentes numa só”, destaca Pedro Pinto, director da empresa que requalificou e construiu os novos edifícios. “O edificio dos quartos e a cozinha foram feitos de raíz, a Cavalariça foi requalificada e o Palácio foi alvo de restauro. Na mesma obra e ao mesmo tempo executava-se betão armado, demolia-se o interior das cavalariças e restaurava-se talha dourada.”

O Palácio é muito maior do que parece.

De facto segundo José Guerra, Director de obra, “quem visita o Palácio não imagina o que lá está. Quem confortavelmente sentado admira o tecto restaurado de um salão não imaginará que está sobre uma laje e que por baixo desta está uma zona técnica visitável escavada à mão. Fiquei particularmente satisfeito que a decoração da agora Pousada, tanto nos quartos como nas zonas comuns, seja feita com fotografias do desenrolar da obra. De tudo que nos orgulhamos saliento a pedra da zona de quartos, tanto exterior como interior, a complexa estrutura de betão armado desse edifício, o restauro dos salões e as zonas técnicas por baixo do Palácio e o Jardim do Labirinto. ”
O projecto, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, “foi, por si só um desafio. A execução da obra dada a exigência do projecto motivou a equipa da Casais a utilizar todo o seu know how e experiência. Se há empresa talhada para fazer esta obra essa empresa é a Casais. A noção de serviço é idiossincrática na nossa empresa. Quem pense uma obra destas na perspectiva industrial não será bem sucedido. Se tivemos sucesso é porque do primeiro ao último dia esperamos a mudança, a surpresa, a alteração, a procura contínua da excelência por todos os intervenientes e envolvemo-nos nela, sendo, aqui, de inteira justiça salientar a contribuição do Director de obra, Eng. José Guerra” afirma Pedro Pinto.
De referir que a obra executada contempla um amplo trabalho de restauro no Palácio, assim como Jardins que emergem valorizados. A obra do Palácio de Estói pela sua complexidade e carácter único assume-se como uma das mais emblemáticas obras desenvolvidas pela Casais no Algarve.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O direito de viver nos centros das cidades

14º Encontro de Municípios com Centros Históricos

Beja vai ser palco de um debate onde o direito a viver nos centros históricos das cidades portuguesas irá constituir o mote para uma abordagem aprofundada onde os exemplos pela positiva terão o merecido destaque.

Muitas cidades portuguesas assistiram nas últimas décadas a um esvaziamento dos seus centros históricos e ao envelhecimento da sua população residente, fruto de políticas que empurravam a população jovem para as periferias. Felizmente, existem excepções que merecem destaque e devem servir de exemplo para todos.
A cidade de Beja vai acolher, de 14 a 16 de Maio, a realização do Encontro Nacional de Municípios com Centros Históricos que conta com um vasto leque de oradores nacionais e internacionais, tendo na Conferência de Abertura a investigadora francesa, Françoise Choay, reputada autora de inúmeras obras de referência, em que se inclui a “Alegoria do Património”.
Discutir novos rumos e métodos para revitalizar os centros históricos será o fio condutor do Encontro, no âmbito do qual se destaca uma mesa redonda entre nove especialistas de diferentes áreas, gerida pelo jornalista Júlio Magalhães. Como o público é igualmente composto por técnicos e outros investigadores ligados a esta área de actividade, todos serão convidados a participar.

Ver mais em http://14encontrodemunicipios.pt.vu/