A extinção do Lince Ibérico
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 30 de outubro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Recursos
Humanidade passa a "viver a crédito" a partir de sexta
Os habitantes da terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data já passarão a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.
O alerta foi deixado hoje pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano. O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais. "Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", salientou o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel.
Em 2009, o limite dos recursos naturais foi alcançado em 25 de Setembro, mas, segundo o responsável do GFN, o desempenho deste ano não significa que o consumo em 2010 tenha aumentado. "Este ano analisamos todos os nossos dados e percebemos que, até agora, tínhamos sobreavaliado a produtividade das florestas e das pastagens: em outras palavras, exageramos a capacidade que a Terra" tem para regenerar e absorver o nosso excesso.
A Global Footprint Network também calculou os serviços e recursos que são fornecidos pela natureza e comparou-os ao consumo do seres humanos e as emissões poluentes que estes emitem.0 "Na década de 1980, a nossa Pegada Ecológica era mais ou menos equivalente à dimensão da terra. Actualmente é 50% superior", alertou. "Se você gastar o seu orçamento anual em nove meses provavelmente ficaria muito preocupado com a situação: a situação não é menos grave quando falamos das nossas reservas naturais", sustentou Mathis Wackernagel.
De acordo com o responsável da GFN, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a desflorestação, a escassez de água e de alimentos "são todos sinais de que não podemos continuar a consumir [este tipo de recursos] à crédito". Apesar de "dados preliminares" mostrarem que a crise económica e financeira mundial -- que se intensificou em 2008 -- teve um "impacto significativo no consumo", esses dados ainda não são claros, adiantou o responsável. A título de exemplo, Wackernagel referiu o "consumo de energia que tem vindo a diminuir na Europa e nos EUA, mas não na China".
Para inverter esta tendência, sustenta, é preciso que "a população mundial comece a declinar", uma necessidade que já está a ser percebida entre os demógrafos e ambientalistas, também no seio das Nações Unidas. "As pessoas pensam que isso seria terrível para a humanidade, que [o aumento da população] é de fato uma vantagem económica. Mas é uma escolha", afirmou Mathis Wackernagel.
Os habitantes da terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data já passarão a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.O alerta foi deixado hoje pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano. O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais. "Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", salientou o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel.
Em 2009, o limite dos recursos naturais foi alcançado em 25 de Setembro, mas, segundo o responsável do GFN, o desempenho deste ano não significa que o consumo em 2010 tenha aumentado. "Este ano analisamos todos os nossos dados e percebemos que, até agora, tínhamos sobreavaliado a produtividade das florestas e das pastagens: em outras palavras, exageramos a capacidade que a Terra" tem para regenerar e absorver o nosso excesso.
A Global Footprint Network também calculou os serviços e recursos que são fornecidos pela natureza e comparou-os ao consumo do seres humanos e as emissões poluentes que estes emitem.0 "Na década de 1980, a nossa Pegada Ecológica era mais ou menos equivalente à dimensão da terra. Actualmente é 50% superior", alertou. "Se você gastar o seu orçamento anual em nove meses provavelmente ficaria muito preocupado com a situação: a situação não é menos grave quando falamos das nossas reservas naturais", sustentou Mathis Wackernagel.
De acordo com o responsável da GFN, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a desflorestação, a escassez de água e de alimentos "são todos sinais de que não podemos continuar a consumir [este tipo de recursos] à crédito". Apesar de "dados preliminares" mostrarem que a crise económica e financeira mundial -- que se intensificou em 2008 -- teve um "impacto significativo no consumo", esses dados ainda não são claros, adiantou o responsável. A título de exemplo, Wackernagel referiu o "consumo de energia que tem vindo a diminuir na Europa e nos EUA, mas não na China".
Para inverter esta tendência, sustenta, é preciso que "a população mundial comece a declinar", uma necessidade que já está a ser percebida entre os demógrafos e ambientalistas, também no seio das Nações Unidas. "As pessoas pensam que isso seria terrível para a humanidade, que [o aumento da população] é de fato uma vantagem económica. Mas é uma escolha", afirmou Mathis Wackernagel.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Reprodução de Linces em cativeiro
Linces voltaram a nascer em Silves
A coordenadora diz que "há um balanço positivo do 1º ano do centro de reprodução, com o nascimento de duas crias de linces ibéricos, em Silves".
O nascimento de duas crias de linces ibéricos logo na primeira época do novo centro nacional de reprodução em cativeiro, aberto há um ano em Silves, dá nota positiva àquela estrutura, disse à Lusa a coordenadora do projeto. "Foi um sucesso haver reprodução de linces ibéricos na primeira época em que o centro abriu, sobretudo de um animal - Azahar - que tinha tido duas tentativas sem sucesso em Espanha", disse Lurdes de Carvalho, coordenadora do plano de ação para a conservação do lince ibérico em Portugal, em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia da Conservação da Natureza, que se assinala na quarta feira.
Lurdes Carvalho explicou que, apesar de as duas crias terem morrido por causa de uma "infeção bacteriana" e de "problemas congénitos", o facto de terem sido concebidas e terem nascido com vida em Silves, no Algarve, só por si já é um fator positivo no primeiro ano de existência do centro nacional de reprodução do lince ibérico, representando as primeiras reproduções comprovadas em Portugal nos últimos 30 anos.
Uma das crias morreu a 11 de abril, tendo resistido com vida sete dias, e a outra no dia 18, resistindo 15 dias com vida. Os resultados das autópsias realizadas no Centro de Análises e Diagnóstico de Málaga, em Espanha - centro que realiza as autópsias dos linces que morrem em cativeiro -, indicam que as crias nasceram com problemas congénitos incompatíveis com a vida, apesar de estarem bem formadas e com as proporções corretas.
Uma das crias apresentava má formação da tiróide, responsável pela hormona do crescimento, e à segunda cria foi diagnosticada uma rutura de intestino, explica o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB). Dez meses depois de Portugal ter começado a receber linces ibéricos, felinos em vias de extinção, Lurdes Carvalho informa que o centro está a "funcionar em pleno" e que o trabalho está "rotinado para a preparação de linces para a reprodução".
"Queremos obter mais indivíduos", declarou a responsável pelo plano de conservação da espécie de felino mais ameaçada do planeta, o Lynx pardinus. O primeiro centro nacional de reprodução em cativeiro do lince ibérico em Portugal foi inaugurado em maio de 2009 na Herdade das Santinhas, em Silves, e em outubro de 2009 começou a receber os primeiros linces, de um total de 16, que hoje habitam em Silves.
A obra nasceu para compensar os impactes ambientais da barragem de Odelouca, uma imposição da União Europeia para finalizar uma obra suspensa durante três anos. No centro de reprodução trabalham dois veterinários, uma bióloga na área do comportamento e cinco tratadores. De uma população de 100 mil animais no início do século XX, o número de linces ibéricos situa-se hoje na ordem das duas centenas em estado selvagem, além daqueles que são mantidos em centros como o de Silves.
A coordenadora diz que "há um balanço positivo do 1º ano do centro de reprodução, com o nascimento de duas crias de linces ibéricos, em Silves".O nascimento de duas crias de linces ibéricos logo na primeira época do novo centro nacional de reprodução em cativeiro, aberto há um ano em Silves, dá nota positiva àquela estrutura, disse à Lusa a coordenadora do projeto. "Foi um sucesso haver reprodução de linces ibéricos na primeira época em que o centro abriu, sobretudo de um animal - Azahar - que tinha tido duas tentativas sem sucesso em Espanha", disse Lurdes de Carvalho, coordenadora do plano de ação para a conservação do lince ibérico em Portugal, em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia da Conservação da Natureza, que se assinala na quarta feira.
Lurdes Carvalho explicou que, apesar de as duas crias terem morrido por causa de uma "infeção bacteriana" e de "problemas congénitos", o facto de terem sido concebidas e terem nascido com vida em Silves, no Algarve, só por si já é um fator positivo no primeiro ano de existência do centro nacional de reprodução do lince ibérico, representando as primeiras reproduções comprovadas em Portugal nos últimos 30 anos.
Uma das crias morreu a 11 de abril, tendo resistido com vida sete dias, e a outra no dia 18, resistindo 15 dias com vida. Os resultados das autópsias realizadas no Centro de Análises e Diagnóstico de Málaga, em Espanha - centro que realiza as autópsias dos linces que morrem em cativeiro -, indicam que as crias nasceram com problemas congénitos incompatíveis com a vida, apesar de estarem bem formadas e com as proporções corretas.
Uma das crias apresentava má formação da tiróide, responsável pela hormona do crescimento, e à segunda cria foi diagnosticada uma rutura de intestino, explica o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB). Dez meses depois de Portugal ter começado a receber linces ibéricos, felinos em vias de extinção, Lurdes Carvalho informa que o centro está a "funcionar em pleno" e que o trabalho está "rotinado para a preparação de linces para a reprodução".
"Queremos obter mais indivíduos", declarou a responsável pelo plano de conservação da espécie de felino mais ameaçada do planeta, o Lynx pardinus. O primeiro centro nacional de reprodução em cativeiro do lince ibérico em Portugal foi inaugurado em maio de 2009 na Herdade das Santinhas, em Silves, e em outubro de 2009 começou a receber os primeiros linces, de um total de 16, que hoje habitam em Silves.
A obra nasceu para compensar os impactes ambientais da barragem de Odelouca, uma imposição da União Europeia para finalizar uma obra suspensa durante três anos. No centro de reprodução trabalham dois veterinários, uma bióloga na área do comportamento e cinco tratadores. De uma população de 100 mil animais no início do século XX, o número de linces ibéricos situa-se hoje na ordem das duas centenas em estado selvagem, além daqueles que são mantidos em centros como o de Silves.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Poluição no top
Algarve é região que mais polui por habitante
Hotelaria e restauração, onde a produção de lixo é maior do que numa habitação familiar, são factores predominantes.Com uma produção de lixo superior a 800 quilos por habitante, o Algarve é a região portuguesa onde se regista a maior quantidade de resíduos sólidos urbanos por morador, enquanto os três valores mais baixos pertencem ao Norte.
Segundo os dados mais atualizados da Sociedade Ponto Verde (SPV), os 16 concelhos que compõem a região mais a sul do país produziram 355 352 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2008, quando a sua população total era de 421 528 habitantes, o que equivale a 843 quilos por pessoa.
A empresa intermunicipal que gere os resíduos de todo o Algarve justifica a capitação com o fato de o turismo, sobretudo a hotelaria e a restauração, ser a principal actividade económica e lembra que o cálculo está condicionado pela flutuação de população durante todo o ano, embora mais expressiva no verão. Os turistas contribuem "fortemente" para a produção de resíduos, mas não são contabilizados na população residente.
"Só por este fato e se considerarmos que, embora não existam dados oficiais concretos, se estima que a população média presente (flutuante mais residente) é de 843 551 habitantes e que a produção de RSU foi de 423 284 em 2008 [valor superior ao da SPV], verificamos que a capitação é de 502 quilos por habitante", aponta a Algar. A uma semana de disponibilizar gratuitamente os seus serviços para receber resíduos da iniciativa "Limpar Portugal", a empresa sublinha que na hotelaria e na restauração a produção de lixo é maior do que numa habitação familiar: "Basta pensar no que existe à disposição num buffet de um hotel e no que é realmente consumido".
Os três valores mais baixos de produção de RSU por habitante em 2008 (303, 338 e 346 quilos) registaram-se na região Norte, em três grupos de concelhos, o primeiro dos quais composto por Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Amarante, Marco de Canaveses, Mondim de Basto e Baião.
Os dados de 2009, ainda não apurados, poderão manter estes municípios e os dos outros dois grupos na primeira posição, já que as empresas que geriam cada um se fundiram no final do ano passado. Apesar de ter o valor mais baixo, o Norte engloba quantidades muito variáveis que vão até aos 534 quilos por morador, no caso do sistema intermunicipal que engloba a cidade do Porto. Na Madeira o número de quilos por residente é de 551 e nos Açores varia entre 352 e 565.
No Alentejo a diferença entre os vários valores é menor, mas dos quatro sistemas de gestão de resíduos três são superiores a 500 quilos e um deles apresenta a segunda maior quantidade do país (594 quilos por habitante, no litoral). As regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo reúnem grande parte dos valores intermédios: na primeira o lixo por habitante está entre os 356 e 526 quilos e na segunda vai de 437 a 492 quilos.
Segundo os dados mais atualizados da Sociedade Ponto Verde (SPV), os 16 concelhos que compõem a região mais a sul do país produziram 355 352 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2008, quando a sua população total era de 421 528 habitantes, o que equivale a 843 quilos por pessoa.
A empresa intermunicipal que gere os resíduos de todo o Algarve justifica a capitação com o fato de o turismo, sobretudo a hotelaria e a restauração, ser a principal actividade económica e lembra que o cálculo está condicionado pela flutuação de população durante todo o ano, embora mais expressiva no verão. Os turistas contribuem "fortemente" para a produção de resíduos, mas não são contabilizados na população residente.
"Só por este fato e se considerarmos que, embora não existam dados oficiais concretos, se estima que a população média presente (flutuante mais residente) é de 843 551 habitantes e que a produção de RSU foi de 423 284 em 2008 [valor superior ao da SPV], verificamos que a capitação é de 502 quilos por habitante", aponta a Algar. A uma semana de disponibilizar gratuitamente os seus serviços para receber resíduos da iniciativa "Limpar Portugal", a empresa sublinha que na hotelaria e na restauração a produção de lixo é maior do que numa habitação familiar: "Basta pensar no que existe à disposição num buffet de um hotel e no que é realmente consumido".
Os três valores mais baixos de produção de RSU por habitante em 2008 (303, 338 e 346 quilos) registaram-se na região Norte, em três grupos de concelhos, o primeiro dos quais composto por Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Amarante, Marco de Canaveses, Mondim de Basto e Baião.
Os dados de 2009, ainda não apurados, poderão manter estes municípios e os dos outros dois grupos na primeira posição, já que as empresas que geriam cada um se fundiram no final do ano passado. Apesar de ter o valor mais baixo, o Norte engloba quantidades muito variáveis que vão até aos 534 quilos por morador, no caso do sistema intermunicipal que engloba a cidade do Porto. Na Madeira o número de quilos por residente é de 551 e nos Açores varia entre 352 e 565.
No Alentejo a diferença entre os vários valores é menor, mas dos quatro sistemas de gestão de resíduos três são superiores a 500 quilos e um deles apresenta a segunda maior quantidade do país (594 quilos por habitante, no litoral). As regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo reúnem grande parte dos valores intermédios: na primeira o lixo por habitante está entre os 356 e 526 quilos e na segunda vai de 437 a 492 quilos.
Informação e mobilidade
E quando chegarem os carros eléctricos?
Os operadores da rede de mobilidade eléctrica fornecerão aos condutores a informação necessária para seleccionar o melhor itinerário.Imagine-se em 2020. Decide fazer uma surpresa à família e passar o fim-de-semana no Algarve. Circula na auto-estrada no seu carro eléctrico, toda a família ansiosa por chegar, quando percebe que a carga da bateria se está a esgotar. Certamente uma situação que ninguém quererá enfrentar.
Também é difícil aceitar que durante a noite o nosso carro eléctrico forneça energia eléctrica à rede e pela manhã não tenhamos carga suficiente para levar as crianças à escola e chegar a horas ao emprego.
A resposta a estas questões residirá na permanente comunicação entre todos os equipamentos e sistemas da rede de mobilidade eléctrica. Mais que o desenvolvimento da infra- estrutura de carregamento das baterias, o factor-chave para o sucesso dos carros eléctricos junto do grande público será a gestão da informação necessária ao seu uso quotidiano.
Os operadores da rede de mobilidade eléctrica fornecerão aos condutores a informação necessária para seleccionar o melhor itinerário, em função da disponibilidade de pontos de carregamento e estações de troca de baterias.
Os sistemas de carregamento farão a gestão dos ciclos de carga/descarga das baterias de forma optimizada. E, o que é não menos importante, os serviços e os modelos de negócio a implementar serão certamente suportados nos dispositivos móveis que todos nós já utilizamos hoje em dia, os telemóveis e os computadores portáteis.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Um passo para melhor ambiente
Obras na ETAR de Messines e Parragil
Mais de 1,7 milhões de euros vão ser investidos pela empresa Águas do Algarve (responsável pelo sistema multimunicipal de água e saneamento) na remodelação da ETAR de São Bartolomeu de Messines e no sistema de intercepção e tratamento de águas residuais de Parragil (concelho de Loulé).
No que se refere à ETAR de Messines, o objectivo é criar um sistema de tratamento terciário, que permitirá a desinfecção das águas por radiação ultravioleta, enquanto em Parragil será construída uma estação elevatória com emissário de descarga e uma ETAR de lamas dimensionada para uma população de 1500 pessoas.
No que se refere à ETAR de Messines, o objectivo é criar um sistema de tratamento terciário, que permitirá a desinfecção das águas por radiação ultravioleta, enquanto em Parragil será construída uma estação elevatória com emissário de descarga e uma ETAR de lamas dimensionada para uma população de 1500 pessoas.
Lince ibérico atropelado
Próximo de Ayamonte
Um lince ibérico fêmea com idade compreendida entre os dois e os três anos foi atropelado na estrada que faz a ligação entre San Lorenzo de Calatrava e Huertezuelas, em Ciudad Real, Espanha, tendo o cadáver seguido para o centro de recuperação da fauna silvestre de Albacete, para autópsia.
O acidente, ocorrido a 30 de Dezembro, aconteceu perto do parque natural de Andújar, que aloja a maior população espanhola de linces ibéricos, espécie em vias de extinção.
Juan José Fuentes, do Conselho de Indústria, Energia e Meio Ambiente, aponta a chuva intensa como a causa do atropelamento. O lince, que se encontrava em fase de colonização de novos territórios, poderá ter-se desorientado no regresso à toca devido à subida dos rios.
Para evitar a extinção, foi criado em Silves o Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico, que, juntamente com Espanha, estimula a reprodução em cativeiro.
O acidente, ocorrido a 30 de Dezembro, aconteceu perto do parque natural de Andújar, que aloja a maior população espanhola de linces ibéricos, espécie em vias de extinção.
Juan José Fuentes, do Conselho de Indústria, Energia e Meio Ambiente, aponta a chuva intensa como a causa do atropelamento. O lince, que se encontrava em fase de colonização de novos territórios, poderá ter-se desorientado no regresso à toca devido à subida dos rios.
Para evitar a extinção, foi criado em Silves o Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico, que, juntamente com Espanha, estimula a reprodução em cativeiro.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Cimeira de Copenhaga
EUA igual a si mesmo: «Não há tempo a perder»
Obama disse que estava na Conferência para agir, mas não convenceu. China opôs dificuldade de suster os nefastos efeitos da sua emergente industrialização.
Chegou-se a acordo em Copenhaga. Mas o entendimento entre a comunidade internacional, não vinculativo até 2010 como data limite para tratado vinculativo, por isso é insuficiente para travar as alterações climáticas. O presidente dos EUA assumiu as limitações das negociações na capital dinamarquesa, mas realçou que elas devem ser ponto de partida para que o mundo avance para um novo acordo mais ambicioso.
O descortinar do entendimento chegou com o anúncio de que Obama chegara a acordo com os líderes da China, da Índia e da África do Sul - três dos países emergentes mais importantes. Um responsável norte-americano, citado pela agência Reuters, descreveu esse entendimento com «um histórico passo em frente».
Esse mesmo responsável, que não foi identificado pela agência noticiosa, refere, contudo, que este acordo «não é suficiente para combater a ameaça das alterações climáticas mas um importante primeiro passo».
Apesar de todos os dados apontarem para o fracasso, Barack Obama disse estar em Copenhaga para ajudar a encontrar um solução que salva a Cimeira do Clima.
O presidente dos Estados Unidos foi avisando: «Vim para agir». Na sua perspectiva, se não houver transparência o acordo terá «palavras vazias numa página de papel». «A mudança climática supõe um perigo crescente para todos nós. Este risco não é ficção, mas ciência», frisou.
«Há duas décadas que falamos dito e o fenómeno das alterações climáticas continua a crescer. É altura de colocar um ponto final. Podemos chegar a um acordo que faça história e melhorar a vida dos nossos filhos e netos, ou podemos continuar a atrasar-nos, utilizando os mesmos argumentos. Não há tempo a perder. A América já tomou uma decisão e está disposta a fazê-lo, mas tem de haver movimentos noutras partes», referiu Obama.
Uma das grandes dúvidas estava relacionada com a China, até porque o primeiro-ministro, Wen Jiabao, não deixou muito clara a sua posição. «A China atravessa um período rápido de industrialização e situação do carbono faz com que seja difícil reduzir as emissões», recordou, admitindo estar disponível para «melhorar os métodos de medição e aumentar a transparência», o que não é o suficiente para que a conferência possa ser tomada como um sucesso positivo para o futuro.
Lula da Silva, por seu lado, revelou frustração pela não existência de um acordo e avançou com a intenção de reforça o compromisso de financiamento dos países em vias de desenvolvimento:
«Se for preciso um maior sacrifício, o Brasil está disposto a pôr dinheiro para ajudar outros países. Estamos dispostos a participar nos mecanismos de financiamento se chegarmos a um acordo nesta conferência. Não estamos é disponíveis que haja um acordo em que as principais figuras do planeta assinem um qualquer papel só para dizer que chegaram a um acordo.»
O descortinar do entendimento chegou com o anúncio de que Obama chegara a acordo com os líderes da China, da Índia e da África do Sul - três dos países emergentes mais importantes. Um responsável norte-americano, citado pela agência Reuters, descreveu esse entendimento com «um histórico passo em frente».
Esse mesmo responsável, que não foi identificado pela agência noticiosa, refere, contudo, que este acordo «não é suficiente para combater a ameaça das alterações climáticas mas um importante primeiro passo».
Apesar de todos os dados apontarem para o fracasso, Barack Obama disse estar em Copenhaga para ajudar a encontrar um solução que salva a Cimeira do Clima.
O presidente dos Estados Unidos foi avisando: «Vim para agir». Na sua perspectiva, se não houver transparência o acordo terá «palavras vazias numa página de papel». «A mudança climática supõe um perigo crescente para todos nós. Este risco não é ficção, mas ciência», frisou.
«Há duas décadas que falamos dito e o fenómeno das alterações climáticas continua a crescer. É altura de colocar um ponto final. Podemos chegar a um acordo que faça história e melhorar a vida dos nossos filhos e netos, ou podemos continuar a atrasar-nos, utilizando os mesmos argumentos. Não há tempo a perder. A América já tomou uma decisão e está disposta a fazê-lo, mas tem de haver movimentos noutras partes», referiu Obama.
Uma das grandes dúvidas estava relacionada com a China, até porque o primeiro-ministro, Wen Jiabao, não deixou muito clara a sua posição. «A China atravessa um período rápido de industrialização e situação do carbono faz com que seja difícil reduzir as emissões», recordou, admitindo estar disponível para «melhorar os métodos de medição e aumentar a transparência», o que não é o suficiente para que a conferência possa ser tomada como um sucesso positivo para o futuro.
Lula da Silva, por seu lado, revelou frustração pela não existência de um acordo e avançou com a intenção de reforça o compromisso de financiamento dos países em vias de desenvolvimento:
«Se for preciso um maior sacrifício, o Brasil está disposto a pôr dinheiro para ajudar outros países. Estamos dispostos a participar nos mecanismos de financiamento se chegarmos a um acordo nesta conferência. Não estamos é disponíveis que haja um acordo em que as principais figuras do planeta assinem um qualquer papel só para dizer que chegaram a um acordo.»
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Desertificação já visível
Algarve e Alentejo são as primeiras vítimas
A influência das alterações climáticas na desertificação não é certa, mas sim a maneira como o homem trata os solos.As grandes searas de trigo alentejanas podem desaparecer. E em seu lugar ficará um inóspito deserto com a terra sulcada. Será este o cenário, caso nada se faça contra o avanço da desertificação. Mas já há zonas em perigo iminente. "Na serra do Caldeirão já se nota uma elevada mortalidade entre a flora, como nos sobreiros", avisa Luís Silva, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Alentejo e Algarve serão, aliás, as primeiras zonas do País a sofrer com a desertificação, fenómeno que já foi assumido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) como "um dos maiores desafios ambientais da actualidade". Em todo o mundo, cinquenta mil pessoas podem ter de abandonar as suas terras nos próximos 10 anos, devido à perda de biodiversidade. A zona mediterrânea é considerada um dos locais mais afectados pela desertificação, assim como a América Latina e Caraíbas.
Luis Silva diz não ter dúvidas de que as alterações climáticas potenciam a desertificação, como pode ser notado pelo estado do tempo que se faz sentir em Portugal. "Há mais ondas de calor, que provocam incêndios florestais, o principal factor de desertificação", argumenta. Além disso, lembra que o Alentejo e o Algarve são zonas com menor precipitação e uma temperatura elevada durante o ano todo, sendo por isso as mais afectadas pela desertificação.
Também João Corte-Real, professor de Física da Universidade de Évora e especialista em desertificação, defende que o clima interfere na deserstificação, chamando a atenção para as fortes chuvas que se fazem sentir em pequenos períodos de tempo: "As chuvadas provocam a erosão dos solos, como quando se deita um balde de água sobre a terra."No entanto, já em relação às alterações climáticas e aos seus efeitos na desertificação, o professor de física admite não existirem certezas absolutas. "Não é totalmente fundamentado por estudos que a desertificação seja causada pelas mudanças climáticas", diz. No entanto, acrescenta: "Há indícios em Portugal continental que a partir dos anos 70 passaram a haver períodos de seca de cinco em cinco anos."
O que é certo para os dois peritos é que o homem é quem mais tem influência na desertificação. Isto, ao destruir do coberto vegetal e do arvoredo disperso, ao permitir pasto excessivo, ao realizar processos de rega inadequados e ao avançar com salinização e pressão demográfica em zonas de risco. Tudo isto leva à alteração do microclima e a terra torna-se árida.
As Nações Unidas estão preocupadas com a situação da Península Ibérica e alertam para o despovoamento do Sul e interior de Portugal. Uma das soluções são políticas agrícolas, de emprego, educação e ordenamento do território que tragam pessoas que cuidem da terra nestas regiões.
Cimeira de Copenhaga
Subida dos oceanos implica ameaça para países inteiros
Há incertezas sobre o perigo colocado pela subida do nível dos mares, devido às mudanças climáticas e o derretimentos dos gelos eternos. Mas o impacto pode ser devastador para territórios muito povoados: milhões de refugiados, tempestades, perdas económicas. Muitos países vivem sob a ameaça a prazo da água. Em Portugal, regiões como Lisboa e o Algarve podem ser das mais afectadas.
Um dos efeitos mais imprevisíveis das alterações climáticas será a subida dos oceanos. Os cientistas têm dificuldade em adiantar estimativas, dada a complexidade dos sistemas em causa, mas os números apontam para que esteja em curso uma subida do nível do mar que pode ter graves consequências, sobretudo se forem inundados territórios de países pobres ou se, em associação a tempestades, forem atingidas cidades de grande dimensão.
O nível do mar não foi sempre igual. Há 20 mil anos, era mais de 100 metros inferior ao actual; há 120 mil anos, quando as temperaturas do planeta tinham um grau centígrado acima das de hoje, o mar estava 2 a 6 metros mais elevado; há 3 milhões de anos, as temperaturas globais eram 2 a 3 graus superiores e o mar encontrava-se 25 a 30 metros acima do nível moderno.
As estimativas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre alterações climáticas) apontam para a subida do nível do mar entre 0,5 metros e 1,4 metros até 2100, relativamente ao nível de 1990; mas há peritos que falam no intervalo de um metro a dois metros. Entre 1996 e 2006, os mares cresceram em média 3,3 milímetros por ano e o ritmo parece estar a acelerar. A esta velocidade, as cidades teriam tempo para se adaptar à subida, mas o maior perigo não vem do aumento do nível, mas da associação deste fenómeno a violentas tempestades, que serão mais frequentes e podem arrasar territórios inteiros.
Estão em perigo arquipélagos isolados e países como Vietname ou Sri Lanka. A subida de um metro na água do mar inundará 15% do Bangladesh, país onde vivem 140 milhões de pessoas. Na Europa, o maior símbolo é Veneza, cidade que se afunda há centenas de anos, mostrando por um lado a adaptabilidade dos habitantes, mas também os custos que poderá ter um fenómeno de subida de águas mais rápido do que o previsto.
Colombo, Carachi, Hanói são algumas das cidades asiáticas mais vulneráveis a inundações provocadas por chuvas intensas, associadas à subida das águas do mar. Na América, poderiam ser destruídas por tempestades cidades como Nova Iorque ou Miami, tal como aconteceu a Nova Orleães em Agosto de 2005.
O estuário do Tejo, Londres, Hamburgo e parte substancial da Holanda são exemplos de zonas sensíveis na Europa. Em 1953, na madrugada de 1 de Fevereiro, uma tempestade no mar do Norte atingiu a Holanda e destruiu os diques que protegiam as terras baixas. As inundações mataram 1800 pessoas. Calcula-se que a tempestade tenha provocado uma subida de quatro metros no mar, algo nunca visto desde 1916 e 1717.
O país preparou entretanto defesas para estas tempestades do século, mas a ciência afirma que haverá mais fenómenos extremos de clima à medida que as temperaturas globais forem subindo. Alguns países têm dinheiro para se preparar, mas outros serão vulneráveis, com muita gente a viver em deltas de rios ou em cidades de milhões de habitantes.
As alterações climáticas deverão provocar grandes problemas na distribuição da água no planeta. O degelo dos glaciares nos Himalaias causará inundações súbitas, derrocadas e acima de tudo secas. O IPCC estima que, em 2020, entre 75 e 250 milhões de pessoas viverão numa situação de falta de água devido às mudanças climáticas.
As perdas económicas, por seu turno, parecem incalculáveis: será preciso investir em diques sofisticados e novos sistemas de irrigação. Muitos agricultores vão perder as suas colheitas e populações abandonarão territórios expostos ao mar. Os analistas militares falam em deslocações em massa de populações e guerras causadas pela escassez de água.
O furacão 'Katrina', em Agosto de 2005, atingiu em cheio a cidade de Nova Orleães, destruindo os diques que a protegiam. As cheias e a confusão que se seguiu provocaram a morte a um número elevado de pessoas, certamente superior a mil. A cidade perdeu entretanto um terço da população, apesar do investimento na reconstrução.
Numerosos tesouros artísticos que fazem parte do património cultural da humanidade estão ameaçados pela subida das águas do mar. Será preciso investir fortemente na protecção destes monumentos, muitos deles em locais costeiros de países sem dinheiro para os proteger. Outra ameaça tem a ver com a biodiversidade.
Vários arquipélagos já se encontram em dificuldade, não apenas no Pacífico, mas também no Índico. Calcula-se que a era industrial produziu uma subida de meio metro nas águas do mar e isso é mais visível em ilhas isoladas. Uma subida de mais um metro condenará vários microestados e as populações não terão para onde ir.
Embora nem todas as zonas costeiras portuguesas estejam em grande risco de inundações, a subida do mar pode destruir áreas habitadas, particularmente na região do Algarve (Lagos, Albufeira, Faro). O estuário do Tejo será sensível a inundações associadas a tempestades. Este perigo está bem estudado, não devido a eventuais impactos do clima, mas porque o Tejo (Lisboa e o Algarve) está sob a ameaça de tsunamis.
Partes da ilha de Manhattan estão apenas um metro e meio acima do nível do mar e se o oceano subisse um metro (estimativa optimista), a cidade estaria em grande perigo no caso de ser atingida por um furacão. A água poderia provocar estragos incalculáveis, infiltrar-se no subsolo e afectar a estabilidade de edifícios em partes da cidade.
Cidade plana e costeira, Bombaim é um dos melhores exemplos de zona urbana ameaçada pela subida do mar. Milhões de pessoas concentram-se numa área pequena, difícil de proteger. As inundações provocadas pelo degelo dos Himalaias e as derrocadas causadas pela mudança nas chuvas afectarão toda a Índia. A perturbação das monções pode matar milhões de agricultores.
Há incertezas sobre o perigo colocado pela subida do nível dos mares, devido às mudanças climáticas e o derretimentos dos gelos eternos. Mas o impacto pode ser devastador para territórios muito povoados: milhões de refugiados, tempestades, perdas económicas. Muitos países vivem sob a ameaça a prazo da água. Em Portugal, regiões como Lisboa e o Algarve podem ser das mais afectadas.Um dos efeitos mais imprevisíveis das alterações climáticas será a subida dos oceanos. Os cientistas têm dificuldade em adiantar estimativas, dada a complexidade dos sistemas em causa, mas os números apontam para que esteja em curso uma subida do nível do mar que pode ter graves consequências, sobretudo se forem inundados territórios de países pobres ou se, em associação a tempestades, forem atingidas cidades de grande dimensão.
O nível do mar não foi sempre igual. Há 20 mil anos, era mais de 100 metros inferior ao actual; há 120 mil anos, quando as temperaturas do planeta tinham um grau centígrado acima das de hoje, o mar estava 2 a 6 metros mais elevado; há 3 milhões de anos, as temperaturas globais eram 2 a 3 graus superiores e o mar encontrava-se 25 a 30 metros acima do nível moderno.
As estimativas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre alterações climáticas) apontam para a subida do nível do mar entre 0,5 metros e 1,4 metros até 2100, relativamente ao nível de 1990; mas há peritos que falam no intervalo de um metro a dois metros. Entre 1996 e 2006, os mares cresceram em média 3,3 milímetros por ano e o ritmo parece estar a acelerar. A esta velocidade, as cidades teriam tempo para se adaptar à subida, mas o maior perigo não vem do aumento do nível, mas da associação deste fenómeno a violentas tempestades, que serão mais frequentes e podem arrasar territórios inteiros.
Estão em perigo arquipélagos isolados e países como Vietname ou Sri Lanka. A subida de um metro na água do mar inundará 15% do Bangladesh, país onde vivem 140 milhões de pessoas. Na Europa, o maior símbolo é Veneza, cidade que se afunda há centenas de anos, mostrando por um lado a adaptabilidade dos habitantes, mas também os custos que poderá ter um fenómeno de subida de águas mais rápido do que o previsto.Colombo, Carachi, Hanói são algumas das cidades asiáticas mais vulneráveis a inundações provocadas por chuvas intensas, associadas à subida das águas do mar. Na América, poderiam ser destruídas por tempestades cidades como Nova Iorque ou Miami, tal como aconteceu a Nova Orleães em Agosto de 2005.
O estuário do Tejo, Londres, Hamburgo e parte substancial da Holanda são exemplos de zonas sensíveis na Europa. Em 1953, na madrugada de 1 de Fevereiro, uma tempestade no mar do Norte atingiu a Holanda e destruiu os diques que protegiam as terras baixas. As inundações mataram 1800 pessoas. Calcula-se que a tempestade tenha provocado uma subida de quatro metros no mar, algo nunca visto desde 1916 e 1717.
O país preparou entretanto defesas para estas tempestades do século, mas a ciência afirma que haverá mais fenómenos extremos de clima à medida que as temperaturas globais forem subindo. Alguns países têm dinheiro para se preparar, mas outros serão vulneráveis, com muita gente a viver em deltas de rios ou em cidades de milhões de habitantes.
As alterações climáticas deverão provocar grandes problemas na distribuição da água no planeta. O degelo dos glaciares nos Himalaias causará inundações súbitas, derrocadas e acima de tudo secas. O IPCC estima que, em 2020, entre 75 e 250 milhões de pessoas viverão numa situação de falta de água devido às mudanças climáticas.
As perdas económicas, por seu turno, parecem incalculáveis: será preciso investir em diques sofisticados e novos sistemas de irrigação. Muitos agricultores vão perder as suas colheitas e populações abandonarão territórios expostos ao mar. Os analistas militares falam em deslocações em massa de populações e guerras causadas pela escassez de água.
Em Maio de 2008, um ciclone de intensidade 4 (numa escala de 5) atingiu a zona do delta do Irrauadi, em Myanmar (Birmânia). Houve mais de 140 mil mortos e foram afectadas gravemente 2,4 milhões de pessoas. O que piorou a situação foi a falta de acção do próprio Governo, que impediu a ajuda humanitária de entrar no país.
A subida dos mares, devido às mudanças climáticas, é um pesadelo para as autoridades italianas, que se esforçam por impedir o afundamento da cidade. Todos os anos Veneza é inundada por marés devastadoras e as tempestades fazem estragos extensos. Se os mares subirem mais do que dois metros, Veneza pode estar perdida.
A subida dos mares, devido às mudanças climáticas, é um pesadelo para as autoridades italianas, que se esforçam por impedir o afundamento da cidade. Todos os anos Veneza é inundada por marés devastadoras e as tempestades fazem estragos extensos. Se os mares subirem mais do que dois metros, Veneza pode estar perdida.
O furacão 'Katrina', em Agosto de 2005, atingiu em cheio a cidade de Nova Orleães, destruindo os diques que a protegiam. As cheias e a confusão que se seguiu provocaram a morte a um número elevado de pessoas, certamente superior a mil. A cidade perdeu entretanto um terço da população, apesar do investimento na reconstrução.Numerosos tesouros artísticos que fazem parte do património cultural da humanidade estão ameaçados pela subida das águas do mar. Será preciso investir fortemente na protecção destes monumentos, muitos deles em locais costeiros de países sem dinheiro para os proteger. Outra ameaça tem a ver com a biodiversidade.
Vários arquipélagos já se encontram em dificuldade, não apenas no Pacífico, mas também no Índico. Calcula-se que a era industrial produziu uma subida de meio metro nas águas do mar e isso é mais visível em ilhas isoladas. Uma subida de mais um metro condenará vários microestados e as populações não terão para onde ir.
Embora nem todas as zonas costeiras portuguesas estejam em grande risco de inundações, a subida do mar pode destruir áreas habitadas, particularmente na região do Algarve (Lagos, Albufeira, Faro). O estuário do Tejo será sensível a inundações associadas a tempestades. Este perigo está bem estudado, não devido a eventuais impactos do clima, mas porque o Tejo (Lisboa e o Algarve) está sob a ameaça de tsunamis.
Partes da ilha de Manhattan estão apenas um metro e meio acima do nível do mar e se o oceano subisse um metro (estimativa optimista), a cidade estaria em grande perigo no caso de ser atingida por um furacão. A água poderia provocar estragos incalculáveis, infiltrar-se no subsolo e afectar a estabilidade de edifícios em partes da cidade.
Cidade plana e costeira, Bombaim é um dos melhores exemplos de zona urbana ameaçada pela subida do mar. Milhões de pessoas concentram-se numa área pequena, difícil de proteger. As inundações provocadas pelo degelo dos Himalaias e as derrocadas causadas pela mudança nas chuvas afectarão toda a Índia. A perturbação das monções pode matar milhões de agricultores.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Ambiente: Cimeira de Copenhaga
China e EUA em discórdia sobre redução de emissões e financiamento
A China e os Estados Unidos enfrentaram-se ontem na conferência de Copenhaga sobre clima, discordando acerca da redução de emissões e da fórmula de financiamento da mitigação dos efeitos das alterações climáticas, esencialmente causadas pelos países ricos.Os dois países geram 40 por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa.
A China pretendeu conferir uma nova dinâmica à conferência com o seu primeiro-ministro, Wen Jiabao, presente e assistindo às negociações, juntamente com mais de uma centena de chefes de Estado e de governo.
O chefe da delegação norte-americana em Copenhaga, Todd Stern, comentou que "o país com as emissões a subir de forma radical, realmente radical, é a China, que agora mais contamina o mundo". Todd Stern referiu que não se conseguirá ter a redução de emissões necessária em termos globais se a China não for o agente principal das medidas nesse sentido. Washington já afastou a integração no protocolo de Quioto, o único mecanismo legal que existe actualmente e ao qual se vincularam 37 países industrializados e que vigora até final de 2012.
Por seu lado, Pequim insiste que os EUA devem participar naquele protocolo, e aumentar o seu projecto da redução, jé que nos últimos anos os EUA ultrapassaram em 12 por cento as emissões, anteriormente apresentadas em Quioto. O secretário executivo da conferência de Copenhaga, Yvo de Boer, disse hoje em conferência de imprensa que Quioto vai sobreviver por várias razões, nomeadamente porque foram necessários oito anos para que entrasse em vigor e agora é urgente tomar medidas imediatas.
Delegações de 192 países estão reunidas até 18 de Dezembro em Copenhaga naquele que é já considerado o maior e mais importante encontro de sempre sobre o clima. O objectivo é chegar a um consenso em relação a um texto para um acordo legalmente vinculativo, que concretize os objectivos necessários para assegurar que o aquecimento global não será superior a dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.
Está confirmada a presença de mais de cem chefes de Estado e de Governo na conferência de Copenhaga, convocada pela ONU, a que também assistirão cerca de 15 mil delegados e o próprio secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O primeiro-ministro português, José Sócrates, participa na cimeira.
A China pretendeu conferir uma nova dinâmica à conferência com o seu primeiro-ministro, Wen Jiabao, presente e assistindo às negociações, juntamente com mais de uma centena de chefes de Estado e de governo.
O chefe da delegação norte-americana em Copenhaga, Todd Stern, comentou que "o país com as emissões a subir de forma radical, realmente radical, é a China, que agora mais contamina o mundo". Todd Stern referiu que não se conseguirá ter a redução de emissões necessária em termos globais se a China não for o agente principal das medidas nesse sentido. Washington já afastou a integração no protocolo de Quioto, o único mecanismo legal que existe actualmente e ao qual se vincularam 37 países industrializados e que vigora até final de 2012.
Por seu lado, Pequim insiste que os EUA devem participar naquele protocolo, e aumentar o seu projecto da redução, jé que nos últimos anos os EUA ultrapassaram em 12 por cento as emissões, anteriormente apresentadas em Quioto. O secretário executivo da conferência de Copenhaga, Yvo de Boer, disse hoje em conferência de imprensa que Quioto vai sobreviver por várias razões, nomeadamente porque foram necessários oito anos para que entrasse em vigor e agora é urgente tomar medidas imediatas.
Delegações de 192 países estão reunidas até 18 de Dezembro em Copenhaga naquele que é já considerado o maior e mais importante encontro de sempre sobre o clima. O objectivo é chegar a um consenso em relação a um texto para um acordo legalmente vinculativo, que concretize os objectivos necessários para assegurar que o aquecimento global não será superior a dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.
Está confirmada a presença de mais de cem chefes de Estado e de Governo na conferência de Copenhaga, convocada pela ONU, a que também assistirão cerca de 15 mil delegados e o próprio secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O primeiro-ministro português, José Sócrates, participa na cimeira.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A cimeira que quer salvar o mundo
Copenhaga discute o (in)evitável aquecimento global
Mundo tem os olhos postos na Dinamarca. Discutir or not discutir? Eis a questão.
Descubra aqui as razões.
Um mundo afundado ou um planeta sem água. Os efeitos do aquecimento global estão ainda longe do controlo do Homem, mas as previsões do futuro da humanidade estão em cima da mesa e encontram diferentes ecos na voz de cientistas. Na linha da frente vão os salvadores do planeta que se reúnem a partir desta segunda-feira em Copenhaga para impedir que o clima nos leve a melhor e conseguir um acordo com força de lei.
A cimeira das cimeiras está em pleno arranque e o encontro de 190 países em Copenhaga domina a agenda mediática global. Uma espécie de Mundial do Ambiente que faz avultar o número de iniciativas para que um tal de acordo seja atingido e o mundo fique finalmente seguro. Este fim-de-semana foram muitos os europeus que saíram à rua em luta e até as prostitutas tiveram uma palavra a dizer.
Mas afinal, tanto barulho porquê?
A resposta é simples: por dois graus. A temperatura do planeta é afinal o que nos leva a Copenhaga. Contrariar a previsão do aumento da temperatura global em dois graus é um dos objectivos da Cimeira. Actualmente a terra está nos 14,3 graus, mais 0,8 graus do que no período anterior à revolução industrial.
O aumento da temperatura pode levar a efeitos catastróficos nomeadamente com a subida das águas, que com mais dois graus de calor pode levar a um aumento de quatro a seis metros no nível da água do mar.
Mas Copenhaga é mais do que temperatura. A cimeira que tem em vista juntar mais de chefes de Estado, pelo menos 105 já confirmaram a presença, quer alcançar um acordo histórico que permita reduzir as emissões poluentes entre 25% e 40% e ainda diminuir a desflorestação e degradação das florestas do planeta.
Acordo vinculativo ou palavra de político?
No entanto, e apesar de se terem alcançado avanços significativos nas negociações são poucos os que esperam que de Copenhaga saia um texto ambicioso e vinculativo, mas apenas um acordo político minimalista.
Em Portugal, a exigência de um acordo é feita pela Quercus que está representada na cimeira, mas é abrangente a vários líderes políticos, nomeadamente, o Brasil e os EUA que já se comprometeram a lutar pelo acordo significativo na redução de gases poluentes. Opinião contrária tem o pai do aquecimento global que nas vésperas da cimeira defendeu a não existência de um acordo, uma vez que os pressupostos da cimeira estão já desactualizados. Ou seja, o mundo parte para uma nova construção ambiental com alicerces inquinados.
E afinal, estamos preocupados?
Com o frenesim mediático em torno da cimeira que corre contra o tempo na «obrigação» de construir soluções para a salvação do planeta, está a opinião pública preocupada? Como em tudo o que rodeia Copenhaga, as opiniões dividem-se. Inquéritos divulgados na véspera mostram que se por um lado a preocupação pelo clima esmoreceu, por outro, muitos consideram este um tema «muito importante».
A reacção da população à ameaça global tem como não poderia ser várias vertentes. Se por um lado temos os «salvadores do planeta», do outro temos os que acreditam no «climagate»: a teoria que defende que afinal o mundo não está assim a aquecer tanto e que não há emergência.
Mundo tem os olhos postos na Dinamarca. Discutir or not discutir? Eis a questão.Descubra aqui as razões.
Um mundo afundado ou um planeta sem água. Os efeitos do aquecimento global estão ainda longe do controlo do Homem, mas as previsões do futuro da humanidade estão em cima da mesa e encontram diferentes ecos na voz de cientistas. Na linha da frente vão os salvadores do planeta que se reúnem a partir desta segunda-feira em Copenhaga para impedir que o clima nos leve a melhor e conseguir um acordo com força de lei.
A cimeira das cimeiras está em pleno arranque e o encontro de 190 países em Copenhaga domina a agenda mediática global. Uma espécie de Mundial do Ambiente que faz avultar o número de iniciativas para que um tal de acordo seja atingido e o mundo fique finalmente seguro. Este fim-de-semana foram muitos os europeus que saíram à rua em luta e até as prostitutas tiveram uma palavra a dizer.
Mas afinal, tanto barulho porquê?
A resposta é simples: por dois graus. A temperatura do planeta é afinal o que nos leva a Copenhaga. Contrariar a previsão do aumento da temperatura global em dois graus é um dos objectivos da Cimeira. Actualmente a terra está nos 14,3 graus, mais 0,8 graus do que no período anterior à revolução industrial.
O aumento da temperatura pode levar a efeitos catastróficos nomeadamente com a subida das águas, que com mais dois graus de calor pode levar a um aumento de quatro a seis metros no nível da água do mar.
Mas Copenhaga é mais do que temperatura. A cimeira que tem em vista juntar mais de chefes de Estado, pelo menos 105 já confirmaram a presença, quer alcançar um acordo histórico que permita reduzir as emissões poluentes entre 25% e 40% e ainda diminuir a desflorestação e degradação das florestas do planeta.
Acordo vinculativo ou palavra de político?
No entanto, e apesar de se terem alcançado avanços significativos nas negociações são poucos os que esperam que de Copenhaga saia um texto ambicioso e vinculativo, mas apenas um acordo político minimalista.
Em Portugal, a exigência de um acordo é feita pela Quercus que está representada na cimeira, mas é abrangente a vários líderes políticos, nomeadamente, o Brasil e os EUA que já se comprometeram a lutar pelo acordo significativo na redução de gases poluentes. Opinião contrária tem o pai do aquecimento global que nas vésperas da cimeira defendeu a não existência de um acordo, uma vez que os pressupostos da cimeira estão já desactualizados. Ou seja, o mundo parte para uma nova construção ambiental com alicerces inquinados.
E afinal, estamos preocupados?
Com o frenesim mediático em torno da cimeira que corre contra o tempo na «obrigação» de construir soluções para a salvação do planeta, está a opinião pública preocupada? Como em tudo o que rodeia Copenhaga, as opiniões dividem-se. Inquéritos divulgados na véspera mostram que se por um lado a preocupação pelo clima esmoreceu, por outro, muitos consideram este um tema «muito importante».
A reacção da população à ameaça global tem como não poderia ser várias vertentes. Se por um lado temos os «salvadores do planeta», do outro temos os que acreditam no «climagate»: a teoria que defende que afinal o mundo não está assim a aquecer tanto e que não há emergência.
Cimeira Mundial Sobre o Ambiente
Europa mobilizada para Copenhaga
Políticos tentam reduzir efeitos do escândalo dos 'emails' pirateados e que, segundo os cépticos, poêm em causa a tese do aquecimento global. ONU mantém as conclusões e britânicos publicam séries de temperatura com 150 anos.
A um dia do início da Cimeira de Copenhaga sobre o clima, a opinião pública europeia mobilizou- -se a favor de um acordo que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, enquanto os dirigentes políticos criticavam as pressões vindas dos cépticos ambientais.
Pequenas manifestações ecologistas foram ontem organizadas em várias capitais europeias, nomeadamente em Londres e Paris. Em Bruxelas, um comboio baptizado "Expresso do Clima" saiu rumo a Copenhaga, transportando militantes. No plano político decorrem ainda negociações de última hora, mas os esforços dos dirigentes centram-se agora na tentativa de reduzir os efeitos negativos do chamado "Climategate", um caso em torno da divulgação de e-mails pirateados a um centro de investigação de clima e que, segundo os críticos do aquecimento global, provam a má-fé dos cientistas.
O organismo da ONU Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) divulgou ontem um comunicado em que reafirma a qualidade dos dados que apontam para alterações provocadas por gases com efeito de estufa. "O aquecimento do sistema climático é inequívoco. Baseia-se em medições feitas por instituições independentes de todo o mundo, que mostram mudanças significativas em terra, na atmosfera, nos oceanos e nas áreas do planeta cobertas por gelo."
Numa tentativa de apaziguar as críticas que surgiram após a divulgação dos mails, o serviço meteorológico britânico anunciou ontem que vai publicar os dados sobre temperaturas recolhidos nos últimos 150 anos por estações meteorológicas de todo o mundo (cerca de mil estações). A informação será divulgada na próxima semana no site da Internet do Met Office.
As autoridades científicas estão convencidas da fiabilidade destas séries longas e explicam que os valores mostram claramente um efeito de aumento de temperaturas globais durante o período, que é também caracterizado pelo aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico.
Numa entrevista ao The Guardian, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, criticou em termos duros os que acreditam no Climategate. Na sua opinião, são flat- -earthers, ou seja, pessoas que acreditam que a Terra é plana. "A poucos dias de Copenhaga, não nos podemos deixar distrair por cépticos de outros tempos, anticiência", disse Brown. A divulgação dos mails (que os cientistas dizem estar descontextualizados) causou furor nos meios conservadores dos EUA e levou países como a Arábia Saudita a contestar as conclusões do IPCC.
Ler mais em: http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1440171&especial=Cimeira de Copenhaga&seccao=MUNDO
Políticos tentam reduzir efeitos do escândalo dos 'emails' pirateados e que, segundo os cépticos, poêm em causa a tese do aquecimento global. ONU mantém as conclusões e britânicos publicam séries de temperatura com 150 anos.A um dia do início da Cimeira de Copenhaga sobre o clima, a opinião pública europeia mobilizou- -se a favor de um acordo que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, enquanto os dirigentes políticos criticavam as pressões vindas dos cépticos ambientais.
Pequenas manifestações ecologistas foram ontem organizadas em várias capitais europeias, nomeadamente em Londres e Paris. Em Bruxelas, um comboio baptizado "Expresso do Clima" saiu rumo a Copenhaga, transportando militantes. No plano político decorrem ainda negociações de última hora, mas os esforços dos dirigentes centram-se agora na tentativa de reduzir os efeitos negativos do chamado "Climategate", um caso em torno da divulgação de e-mails pirateados a um centro de investigação de clima e que, segundo os críticos do aquecimento global, provam a má-fé dos cientistas.
O organismo da ONU Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) divulgou ontem um comunicado em que reafirma a qualidade dos dados que apontam para alterações provocadas por gases com efeito de estufa. "O aquecimento do sistema climático é inequívoco. Baseia-se em medições feitas por instituições independentes de todo o mundo, que mostram mudanças significativas em terra, na atmosfera, nos oceanos e nas áreas do planeta cobertas por gelo."
Numa tentativa de apaziguar as críticas que surgiram após a divulgação dos mails, o serviço meteorológico britânico anunciou ontem que vai publicar os dados sobre temperaturas recolhidos nos últimos 150 anos por estações meteorológicas de todo o mundo (cerca de mil estações). A informação será divulgada na próxima semana no site da Internet do Met Office.
As autoridades científicas estão convencidas da fiabilidade destas séries longas e explicam que os valores mostram claramente um efeito de aumento de temperaturas globais durante o período, que é também caracterizado pelo aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico.
Numa entrevista ao The Guardian, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, criticou em termos duros os que acreditam no Climategate. Na sua opinião, são flat- -earthers, ou seja, pessoas que acreditam que a Terra é plana. "A poucos dias de Copenhaga, não nos podemos deixar distrair por cépticos de outros tempos, anticiência", disse Brown. A divulgação dos mails (que os cientistas dizem estar descontextualizados) causou furor nos meios conservadores dos EUA e levou países como a Arábia Saudita a contestar as conclusões do IPCC.
Ler mais em: http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1440171&especial=Cimeira de Copenhaga&seccao=MUNDO
sábado, 3 de outubro de 2009
Fim de Semana
O que é reciclável
Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado, e dê o seu contributo para um mundo melhor: faça a sua parte.
Nós sabemos que o mundo está cheio de boas intenções quando o assunto é "cada um fazer a sua parte" pelo planeta. Mas para que essa predisposição se transforme em acção efectiva, é necessário mais do que vontade: é preciso informação. E atitude. Um bom começo é arregaçar as mangas e começar em casa mesmo, separando o lixo orgânico do reciclável. Vejam só quantas coisas dá pra reaproveitar:
Vidro: embalagens, copos, garrafas, vidro de janela e cacos - desde que estes sejam colocados numa caixa de papelão ou embrulhado em jornal para não magoar a pessoa responsável pela colecta selectiva.
Papel: revistas, jornais, caixas de papel e papelão, envelopes, folhas de caderno, folhas de sulfite usadas, cartazes velhos e formulários de computador.
Latas: de alumínio, como as de refrigerante e cerveja; de folha de flandres, como as de óleo, leite em pó e salsichas.
Aço: armações de óculos e talheres.
Alumínio: embalagens de marmitex limpas, papel alumínio limpo (sem resíduos orgânicos), embalagens de ‘pronto a comer’.
Plástico: copos, potes, pratos e embalagens vazias (como as de shampoo e detergente), tampas plásticas, sacos (como os de arroz ou leite), embalagens PET de refrigerante, plásticos mistos (como CD e DVD), sacos plásticos e plástico filme (desde que estejam limpos).
Pilhas: podem ser deitadas no lixo comum, mas são nocivas ao meio ambiente, pois contêm pequenas quantidades de metais pesados. Ao longo de muitos anos, esses metais pesados vão acumulando-se na natureza, podendo transformar-se num grande problema ambiental. O ideal é enviá-las para reciclagem, mesmo que isso não seja obrigatório. Uma boa idéia pode ser usar pilhas recarregáveis, que duram mais e não precisam ser deitadas fora.
Lâmpadas fluorescentes: assim como no caso das pilhas, também podem ser deitadas no lixo comum. Só que contêm mercúrio na forma de vapor, um resíduo perigoso que, no momento em que a lâmpada se quebra, pode ser libertado para o ar, prejudicando o ambiente e a nossa saúde. O ideal é enviar para as reciclagem. Mas fique atento/a: só as lâmpadas fluorescentes são recicláveis. As outras devem ser mandadas para o lixo comum.
Também podem ser recicláveis:
Componentes eletrónicos: algumas partes podem ser reaproveitadas, mas os aparelhos precisam de ser encaminhados para locais específicos que façam a reciclagem. Isso porque a maioria dos componentes eletrónicos tem metais pesados em sua composição - como chumbo e mercúrio - que, quando são manuseados ou dispostos de maneira inadequada, oferecem risco à nossa saúde e ao meio ambiente.
O ideal é fazer uma pesquisa pela internet para saber que entidades podem aproveitá-los. Como alguns fabricantes estão aceitar alguns dos seus produtos de volta para encaminhá-los para a reciclagem, pode ser interessante dar uma ligação ao Serviço de Atendimento ao Consumidor para saber se (e como) isso pode ser feito.
Embalagens longa vida: podem e devem ser recicladas, mas existem empresas e entidades especializadas nesse trabalho. Uma boa idéia é consultar um site sobre o tema para saber onde encontrá-las na sua cidade.
É muita coisa para aprender, mas com a prática vai ficando mais fácil. Há um detalhe importante que não deve ser esquecido: lave e seque bem os materiais que estiveram em contacto com alimentos ou outros produtos orgânicos, para evitar contaminação dos demais materiais. Assim, evita-se que eles sejam descartados por não serem considerados aptos para a reciclagem.
Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado, e dê o seu contributo para um mundo melhor: faça a sua parte.Nós sabemos que o mundo está cheio de boas intenções quando o assunto é "cada um fazer a sua parte" pelo planeta. Mas para que essa predisposição se transforme em acção efectiva, é necessário mais do que vontade: é preciso informação. E atitude. Um bom começo é arregaçar as mangas e começar em casa mesmo, separando o lixo orgânico do reciclável. Vejam só quantas coisas dá pra reaproveitar:
Vidro: embalagens, copos, garrafas, vidro de janela e cacos - desde que estes sejam colocados numa caixa de papelão ou embrulhado em jornal para não magoar a pessoa responsável pela colecta selectiva.
Papel: revistas, jornais, caixas de papel e papelão, envelopes, folhas de caderno, folhas de sulfite usadas, cartazes velhos e formulários de computador.
Latas: de alumínio, como as de refrigerante e cerveja; de folha de flandres, como as de óleo, leite em pó e salsichas.
Aço: armações de óculos e talheres.
Alumínio: embalagens de marmitex limpas, papel alumínio limpo (sem resíduos orgânicos), embalagens de ‘pronto a comer’.
Plástico: copos, potes, pratos e embalagens vazias (como as de shampoo e detergente), tampas plásticas, sacos (como os de arroz ou leite), embalagens PET de refrigerante, plásticos mistos (como CD e DVD), sacos plásticos e plástico filme (desde que estejam limpos).
Pilhas: podem ser deitadas no lixo comum, mas são nocivas ao meio ambiente, pois contêm pequenas quantidades de metais pesados. Ao longo de muitos anos, esses metais pesados vão acumulando-se na natureza, podendo transformar-se num grande problema ambiental. O ideal é enviá-las para reciclagem, mesmo que isso não seja obrigatório. Uma boa idéia pode ser usar pilhas recarregáveis, que duram mais e não precisam ser deitadas fora.
Lâmpadas fluorescentes: assim como no caso das pilhas, também podem ser deitadas no lixo comum. Só que contêm mercúrio na forma de vapor, um resíduo perigoso que, no momento em que a lâmpada se quebra, pode ser libertado para o ar, prejudicando o ambiente e a nossa saúde. O ideal é enviar para as reciclagem. Mas fique atento/a: só as lâmpadas fluorescentes são recicláveis. As outras devem ser mandadas para o lixo comum.
Componentes eletrónicos: algumas partes podem ser reaproveitadas, mas os aparelhos precisam de ser encaminhados para locais específicos que façam a reciclagem. Isso porque a maioria dos componentes eletrónicos tem metais pesados em sua composição - como chumbo e mercúrio - que, quando são manuseados ou dispostos de maneira inadequada, oferecem risco à nossa saúde e ao meio ambiente.
O ideal é fazer uma pesquisa pela internet para saber que entidades podem aproveitá-los. Como alguns fabricantes estão aceitar alguns dos seus produtos de volta para encaminhá-los para a reciclagem, pode ser interessante dar uma ligação ao Serviço de Atendimento ao Consumidor para saber se (e como) isso pode ser feito.
Embalagens longa vida: podem e devem ser recicladas, mas existem empresas e entidades especializadas nesse trabalho. Uma boa idéia é consultar um site sobre o tema para saber onde encontrá-las na sua cidade.
E outros:
- Materiais feitos em PVC rígido, como canos.
- Tubos de pasta de dente e outras embalagens de produtos de higiene e beleza, de preferência vazios ou limpos.
- Canetas esferográficas sem a carga, só a capa.
- Disquetes e fitas cassetes, que têm a parte exterior feita de plástico. A fita magnética que vai dentro e não é reciclável, deve ser descartada.
- Pedaços de materiais ou produtos de pequena dimensão - como de papel ou plástico ou de metal, como pregos e grampos. Como são pequenos, devem ser juntados em potes para enviar à reciclagem. O ideal é separar por tipo de material.
Materiais que não devem ser enviados para reciclagem
Papel: guardanapos de papel e lenços de papel sujos; papel higiênico, papéis plastificados (usados em embalagens); papel de fax, celofane, fotografias e fraldas descartáveis.
Isopor: até existe tecnologia para sua reciclagem, mas em geral ele não é aproveitado. O ideal é evitar comprar produtos embalados com esse material.
Madeira: mesmo sendo um material orgânico, ela não pode ser reciclada.
E também:
- Fita crepe, etiquetas ou fitas adesivas
- Embalagens metalizadas, como as de biscoitos e salgados
- Lã ou esponja de aço
- Porcelana (como pratos, chávenas e travessas)
- Canos velhos e cabos de panela
- Espuma
- Esponja de cozinha
- Materiais de cerâmica
- Tubos de imagem de TV
- Materiais feitos em PVC rígido, como canos.
- Tubos de pasta de dente e outras embalagens de produtos de higiene e beleza, de preferência vazios ou limpos.
- Canetas esferográficas sem a carga, só a capa.
- Disquetes e fitas cassetes, que têm a parte exterior feita de plástico. A fita magnética que vai dentro e não é reciclável, deve ser descartada.
- Pedaços de materiais ou produtos de pequena dimensão - como de papel ou plástico ou de metal, como pregos e grampos. Como são pequenos, devem ser juntados em potes para enviar à reciclagem. O ideal é separar por tipo de material.
Materiais que não devem ser enviados para reciclagemPapel: guardanapos de papel e lenços de papel sujos; papel higiênico, papéis plastificados (usados em embalagens); papel de fax, celofane, fotografias e fraldas descartáveis.
Isopor: até existe tecnologia para sua reciclagem, mas em geral ele não é aproveitado. O ideal é evitar comprar produtos embalados com esse material.
Madeira: mesmo sendo um material orgânico, ela não pode ser reciclada.
E também:
- Fita crepe, etiquetas ou fitas adesivas
- Embalagens metalizadas, como as de biscoitos e salgados
- Lã ou esponja de aço
- Porcelana (como pratos, chávenas e travessas)
- Canos velhos e cabos de panela
- Espuma
- Esponja de cozinha
- Materiais de cerâmica
- Tubos de imagem de TV
É muita coisa para aprender, mas com a prática vai ficando mais fácil. Há um detalhe importante que não deve ser esquecido: lave e seque bem os materiais que estiveram em contacto com alimentos ou outros produtos orgânicos, para evitar contaminação dos demais materiais. Assim, evita-se que eles sejam descartados por não serem considerados aptos para a reciclagem.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Dia Nacional da Água
Quér sensibilizar o consumo
Tavira assinala data que lembra o quanto é preciso poupar o consumo e preservar o “precioso líquido”.
No dia 01 de Outubro, a Câmara Municipal de Tavira e o Centro de Ciência Viva assinalam o Dia Nacional da Água, no Jardim da Água, com actividades pedagógicas dirigidas a crianças.
A manhã será destinada a duas turmas da Escola EB1 nº 2 (Porta Nova) e o período da tarde a um grupo da Fundação Irene Rolo e a outro da Associação Porta Amiga.
As experiências e jogos educativos previstos visam sensibilizar os participantes para a importância da diminuição do consumo abusivo da água, na medida em que se trata de um recurso que deve ser preservado.
No dia 01 de Outubro, a Câmara Municipal de Tavira e o Centro de Ciência Viva assinalam o Dia Nacional da Água, no Jardim da Água, com actividades pedagógicas dirigidas a crianças.
A manhã será destinada a duas turmas da Escola EB1 nº 2 (Porta Nova) e o período da tarde a um grupo da Fundação Irene Rolo e a outro da Associação Porta Amiga.
As experiências e jogos educativos previstos visam sensibilizar os participantes para a importância da diminuição do consumo abusivo da água, na medida em que se trata de um recurso que deve ser preservado.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ria de Alvor
Passeio para observação de aves
No âmbito do Fim-de-Semana Europeu de Observação de Aves, o Município de Portimão promove no domingo, 4 de Outubro, um passeio pedestre pela Ria de Alvor.
Com ponto de encontro agendado para as 9h30 no parque de estacionamento da Quinta da Rocha, os participantes poderão apreciar uma zona de elevado interesse ecológico e natural, aproveitando para observar algumas aves que escolhem este valioso ecossistema como seu habitat.
Para esta caminhada com cerca de duas horas e meia de duração, aconselha-se o uso de vestuário e calçado confortáveis, protecção solar, binóculos e água.
Entre as 7h30 e as 9h00, os interessados podem tomar parte numa sessão de anilhagem de aves, que tem lugar na sede d’A Rocha - Associação Cristã de Estudo e Defesa do Ambiente.
As inscrições para o passeio devem ser feitas até ao dia 2 de Outubro para Câmara de Portimão – Departamento de Ambiente, telefone 282 480 412.
No âmbito do Fim-de-Semana Europeu de Observação de Aves, o Município de Portimão promove no domingo, 4 de Outubro, um passeio pedestre pela Ria de Alvor.Com ponto de encontro agendado para as 9h30 no parque de estacionamento da Quinta da Rocha, os participantes poderão apreciar uma zona de elevado interesse ecológico e natural, aproveitando para observar algumas aves que escolhem este valioso ecossistema como seu habitat.
Para esta caminhada com cerca de duas horas e meia de duração, aconselha-se o uso de vestuário e calçado confortáveis, protecção solar, binóculos e água.
Entre as 7h30 e as 9h00, os interessados podem tomar parte numa sessão de anilhagem de aves, que tem lugar na sede d’A Rocha - Associação Cristã de Estudo e Defesa do Ambiente.
As inscrições para o passeio devem ser feitas até ao dia 2 de Outubro para Câmara de Portimão – Departamento de Ambiente, telefone 282 480 412.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
2ª Semana da Imagem Subaquática
No Museu de Portimão
Após a grande receptividade obtida no ano passado, o Museu de Portimão volta a receber a 2ª Semana da Imagem Subaquática, marcada para o período entre 2 e 11 de Outubro.
Esta, é uma organização conjunta entre o PORTISUB - Clube Subaquático de Portimão e a APDM – Associação Portuguesa para a Dinamização do Mergulho.
A conferência com Richie Kohler, um dos mais conhecidos mergulhadores do mundo, uma exposição de fotografias, um festival de vídeo subaquático e a derradeira etapa do Troféu Nacional de Fotografia Subaquática, constituem os principais aliciantes do evento, que tem o apoio institucional da Câmara Municipal de Portimão e da Algarve Film Comission e os patrocínios do centro de mergulho Subnauta e do Hotel Júpiter.
Após a grande receptividade obtida no ano passado, o Museu de Portimão volta a receber a 2ª Semana da Imagem Subaquática, marcada para o período entre 2 e 11 de Outubro.Esta, é uma organização conjunta entre o PORTISUB - Clube Subaquático de Portimão e a APDM – Associação Portuguesa para a Dinamização do Mergulho.
A conferência com Richie Kohler, um dos mais conhecidos mergulhadores do mundo, uma exposição de fotografias, um festival de vídeo subaquático e a derradeira etapa do Troféu Nacional de Fotografia Subaquática, constituem os principais aliciantes do evento, que tem o apoio institucional da Câmara Municipal de Portimão e da Algarve Film Comission e os patrocínios do centro de mergulho Subnauta e do Hotel Júpiter.
Kohler, apaixonado pelo mergulho técnico e pela história marítima, explorou alguns dos destroços dos naufrágios mais conhecidos do mundo, incluindo o “Andrea Doria” e o “HMHS Britannic”, tendo descoberto vários submarinos e navios da 2ª Guerra Mundial, assim como embarcações de outras épocas. Juntamente com John Chatteron, co-apresentou as várias temporadas da série “Deep Sea Detectives” (“Detectives das Profundidades”, na versão portuguesa) do Canal História e participou em diversos projectos de filmes subaquáticos para entidades como Paramount Pictures, CBS, PBS, National Geographic e Discovery Channel.
A Semana integra o VideoDigiSub – Festival de Vídeo Subaquático e uma mostra fotográfica com uma selecção dos melhores instantâneos obtidos na última edição do Troféu Nacional de Fotografia Subaquática – Fotodigisub 2008. Através dessas imagens, são dados a conhecer as belezas subaquáticas e os fundos submarinos de Portugal, captadas pelos melhores fotógrafos nacionais desta categoria.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Semana Europeia da Mobilidade
Baixo Guadiana sustentável
A IV Expo Energias Renováveis e "Algarve Green Vehicle Challenge" realiza-se em Mointe Gordo de 19 a 22 de Setembro.
Nesta 4ª edição a Expo Energias Renováveis e Mobilidade Sustentável 2009 - que é de entrada livre - é a maior exposição a nível nacional exclusivamente dedicada às energias renováveis e à mobilidade sustentada. Esta iniciativa englobará um variado conjunto de actividades, das quais se destacam Seminários, Sessões de Cinema de Educação Ambiental "Cine-Eco", Workshops de reutilização de materiais, uma visita guiada à Central Fotovoltaica da Amareleja (considerada como um caso exemplar de aproveitamento de energias renováveis), disponibilização gratuita de bicicletas, monitorização do ar/ruído etc.
Dada a extrema falta de informação que ainda existe sobre estas matérias, esta "testing expo" permite a todos os cidadãos, de forma gratuita, experimentar todos os tipos de veículos amigos do ambiente existentes no mercado, e no que diz respeito às energias renováveis, ver os equipamentos devidamente ligados e a funcionar por forma a serem comparados.
Para esta exposição que se realizará de 19 a 22 de Setembro de 2009, em Monte Gordo - integrada na Semana da Mobilidade/ Baixo Guadiana Sustentável numa organização conjunta da Odiana e do site www.algarverenovavel.com - confirmadas estão já 30 entidades públicas e privadas, das quais 11 grandes empresas de energias renováveis (algumas ocupando dois stands, dada a quantidade de equipamentos que trazem), tais como a Solar One, JORO, Guadiclima, Natural Energy, Just4sun, Guaditubos, Enernatura, Solar Panels 4u, Alren, TáSol, e Alsolar , pelo que poderão ser vistas das 16:30 ás 24 h. as melhores marcas de painéis solares térmicos e fotovoltaicos, aproveitamento da energia eólica, geotermia, biomassa, fornos solares, etc. Muitas destas empresas dedicam-se à instalação de equipamentos de micro-geração (que permitem a venda à rede de electricidade gerada a partir de energia solar), estando praticamente todas as opções e marcas existentes no mercado presentes, devidamente montadas e a funcionar, numa altura em que existem incentivos fiscais e económicos a este tipo de investimento ambiental.
A esmagadora maioria da população não tem ainda a noção que gasta mais energia em casa para aquecer água (seja com esquentadores a gás ou cilindros eléctricos) do que em todas as outras aplicações eléctricas juntas...
E também desconhece que um equipamento solar térmico convencional de termosifão está actualmente a preços tão acessíveis e tem incentivos fiscais que num curtíssimo espaço de tempo (cerca de 2 anos) fica totalmente pago, podendo-nos livrar do gás em casa, que para além do seu elevado custo (apesar de engenhosas campanhas publicitárias com garrafas "mais leves", o seu preço é extremamente pesado) e incómodo (carregar botijas de gás para casa uma vida inteira é tudo menos cómodo), e perigoso... Por contraponto, a energia solar é eterna, vai ter directamente e de forma constante aos nossos telhados e é gratuita!
Os custos dos equipamentos solares térmicos baixaram tanto, que há equipamentos solares de termosifão para aquecimento de águas domésticas desde pouco mais de 800€, ora em termos de deduções fiscais uma família que adquira um equipamento solar térmico pode abater no IRS mais de 700 €, pelo que há certos equipamentos no mercado que praticamente ficam pagos logo após a sua instalação!
No que diz respeito aos vários veículos amigos do ambiente à venda em Portugal, poderão ser vistos automóveis eléctricos, automóveis hibridos, automóveis solares, automóveis a bi-fuel, scooters eléctricas, Bicicletas eléctricas, Segways, Easy-gliders, City cruisers, entre outros. Estarão presentes a Megasport, Algarve By Segway, MS Car, Futi, entre outras. Muitos cidadãos desconhecem ainda que, para além dos incentivos fiscais actualmente existentes, existem scooters eléctricas à venda a partir de 1300 €, bicicletas eléctricas desde 700 €, easygliders desde 500 €, Segways desde 6800 €, automóveis eléctricos desde 8500 €, etc.
No dia de encerramento – Terça-feira, dia 22 de Setembro–Dia Europeu Sem Carros, realizar-se-á o IV Algarve Green Vehicle Challenge, uma prova única a nível nacional, na qual apenas podem participar veículos realmente amigos do ambiente, automóveis eléctricos, automóveis solares, automóveis híbridos, scooters eléctricas, Bicicletas eléctricas, Segways, Easy-gliders, City cruisers, entre outros.
Outros pontos de interesse desta exposição são a presença da Biocar, Hidrogenpower e Tozeve que disponibilizam kits agora existentes no mercado para tornar os veículos convencionais muito mais amigos do ambiente. O seu carro convencional poderá passar a andar a óleo alimentar usado, a hidrogéneo ou a electricidade. Por sua vez a ALGAR, a Ecoteca de Olhão, Quercus, a Universidade do Algarve(Escola Superior de Engenharia) e a Tá Sol desenvolverão diversos workshops ensinando a miúdos e a graúdos como reutilizar os materiais para fins úteis, a bem do ambiente.
A IV Expo Energias Renováveis e "Algarve Green Vehicle Challenge" realiza-se em Mointe Gordo de 19 a 22 de Setembro.Nesta 4ª edição a Expo Energias Renováveis e Mobilidade Sustentável 2009 - que é de entrada livre - é a maior exposição a nível nacional exclusivamente dedicada às energias renováveis e à mobilidade sustentada. Esta iniciativa englobará um variado conjunto de actividades, das quais se destacam Seminários, Sessões de Cinema de Educação Ambiental "Cine-Eco", Workshops de reutilização de materiais, uma visita guiada à Central Fotovoltaica da Amareleja (considerada como um caso exemplar de aproveitamento de energias renováveis), disponibilização gratuita de bicicletas, monitorização do ar/ruído etc.
Dada a extrema falta de informação que ainda existe sobre estas matérias, esta "testing expo" permite a todos os cidadãos, de forma gratuita, experimentar todos os tipos de veículos amigos do ambiente existentes no mercado, e no que diz respeito às energias renováveis, ver os equipamentos devidamente ligados e a funcionar por forma a serem comparados.
Para esta exposição que se realizará de 19 a 22 de Setembro de 2009, em Monte Gordo - integrada na Semana da Mobilidade/ Baixo Guadiana Sustentável numa organização conjunta da Odiana e do site www.algarverenovavel.com - confirmadas estão já 30 entidades públicas e privadas, das quais 11 grandes empresas de energias renováveis (algumas ocupando dois stands, dada a quantidade de equipamentos que trazem), tais como a Solar One, JORO, Guadiclima, Natural Energy, Just4sun, Guaditubos, Enernatura, Solar Panels 4u, Alren, TáSol, e Alsolar , pelo que poderão ser vistas das 16:30 ás 24 h. as melhores marcas de painéis solares térmicos e fotovoltaicos, aproveitamento da energia eólica, geotermia, biomassa, fornos solares, etc. Muitas destas empresas dedicam-se à instalação de equipamentos de micro-geração (que permitem a venda à rede de electricidade gerada a partir de energia solar), estando praticamente todas as opções e marcas existentes no mercado presentes, devidamente montadas e a funcionar, numa altura em que existem incentivos fiscais e económicos a este tipo de investimento ambiental.
A esmagadora maioria da população não tem ainda a noção que gasta mais energia em casa para aquecer água (seja com esquentadores a gás ou cilindros eléctricos) do que em todas as outras aplicações eléctricas juntas...
E também desconhece que um equipamento solar térmico convencional de termosifão está actualmente a preços tão acessíveis e tem incentivos fiscais que num curtíssimo espaço de tempo (cerca de 2 anos) fica totalmente pago, podendo-nos livrar do gás em casa, que para além do seu elevado custo (apesar de engenhosas campanhas publicitárias com garrafas "mais leves", o seu preço é extremamente pesado) e incómodo (carregar botijas de gás para casa uma vida inteira é tudo menos cómodo), e perigoso... Por contraponto, a energia solar é eterna, vai ter directamente e de forma constante aos nossos telhados e é gratuita!Os custos dos equipamentos solares térmicos baixaram tanto, que há equipamentos solares de termosifão para aquecimento de águas domésticas desde pouco mais de 800€, ora em termos de deduções fiscais uma família que adquira um equipamento solar térmico pode abater no IRS mais de 700 €, pelo que há certos equipamentos no mercado que praticamente ficam pagos logo após a sua instalação!
No que diz respeito aos vários veículos amigos do ambiente à venda em Portugal, poderão ser vistos automóveis eléctricos, automóveis hibridos, automóveis solares, automóveis a bi-fuel, scooters eléctricas, Bicicletas eléctricas, Segways, Easy-gliders, City cruisers, entre outros. Estarão presentes a Megasport, Algarve By Segway, MS Car, Futi, entre outras. Muitos cidadãos desconhecem ainda que, para além dos incentivos fiscais actualmente existentes, existem scooters eléctricas à venda a partir de 1300 €, bicicletas eléctricas desde 700 €, easygliders desde 500 €, Segways desde 6800 €, automóveis eléctricos desde 8500 €, etc.
No dia de encerramento – Terça-feira, dia 22 de Setembro–Dia Europeu Sem Carros, realizar-se-á o IV Algarve Green Vehicle Challenge, uma prova única a nível nacional, na qual apenas podem participar veículos realmente amigos do ambiente, automóveis eléctricos, automóveis solares, automóveis híbridos, scooters eléctricas, Bicicletas eléctricas, Segways, Easy-gliders, City cruisers, entre outros.
Outros pontos de interesse desta exposição são a presença da Biocar, Hidrogenpower e Tozeve que disponibilizam kits agora existentes no mercado para tornar os veículos convencionais muito mais amigos do ambiente. O seu carro convencional poderá passar a andar a óleo alimentar usado, a hidrogéneo ou a electricidade. Por sua vez a ALGAR, a Ecoteca de Olhão, Quercus, a Universidade do Algarve(Escola Superior de Engenharia) e a Tá Sol desenvolverão diversos workshops ensinando a miúdos e a graúdos como reutilizar os materiais para fins úteis, a bem do ambiente.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Turismo Náutico de Natureza
Macário mais interessado que nunca
O candidato ouve reivindicações dos empresários do sector em passeio de barco pela Ria Formosa, e promete maior intervenção na resolução dos problemas.
No concelho de Faro, os passeios náuticos de turismo de natureza pelos canais da Ria Formosa são um negócio florescente que se faz, contudo, sobre águas revoltas. Com efeito, os quatro empresários do sector vêm revelando grande insatisfação com o estado a que as coisas chegaram sem que as diversas entidades com responsabilidades tenham uma acção decisiva. Estava dado o mote para que Macário Correia se reunisse com todos eles, num passeio de barco pela Ria Formosa, na tarde da última sexta-feira, onde estiveram também diversos jornalistas.
Os operadores, representados por José Vargas/Animaris, Paulo Nugas/Formosamar, Ricardo Barradas/Natura Algarve e Telma Fernandes/Sunquays, mostraram a sua preocupação com uma série de problemas de resolução sempre adiada: a exiguidade do Cais da Porta Nova, a falta de condições de atracagem, a compatibilização dos horários das carreiras de passageiros, a total inadequação dos pontos de venda e promoção, a falta de respeito pelos limites de velocidade nos canais, a urgência de uma limpeza geral da Ria, entre outros.
De igual forma, o estado de alguns canais de navegação também preocupa. O leito é pouco profundo em muitos locais e torna-se urgente uma acção de dragagem. A problemática coabitação com a linha do comboio e com o pontão, que um dia foi móvel, e as dificuldades de acessibilidade para utilizadores especiais, como os portadores de deficiência motora, bebés e idosos, são aspectos que também fazem desesperar estes empresários. Afinal, são empreendedores que tanto e tão bem investiram numa operação turística promissora, amiga do ambiente e que, como se não bastasse, ainda cria mais de 60 postos de trabalho qualificado. Uma actividade que, na verdade, merece outra atenção dos poderes públicos com responsabilidades, a começar pela Município.
No concelho de Faro, os passeios náuticos de turismo de natureza pelos canais da Ria Formosa são um negócio florescente que se faz, contudo, sobre águas revoltas. Com efeito, os quatro empresários do sector vêm revelando grande insatisfação com o estado a que as coisas chegaram sem que as diversas entidades com responsabilidades tenham uma acção decisiva. Estava dado o mote para que Macário Correia se reunisse com todos eles, num passeio de barco pela Ria Formosa, na tarde da última sexta-feira, onde estiveram também diversos jornalistas.
Os operadores, representados por José Vargas/Animaris, Paulo Nugas/Formosamar, Ricardo Barradas/Natura Algarve e Telma Fernandes/Sunquays, mostraram a sua preocupação com uma série de problemas de resolução sempre adiada: a exiguidade do Cais da Porta Nova, a falta de condições de atracagem, a compatibilização dos horários das carreiras de passageiros, a total inadequação dos pontos de venda e promoção, a falta de respeito pelos limites de velocidade nos canais, a urgência de uma limpeza geral da Ria, entre outros.
De igual forma, o estado de alguns canais de navegação também preocupa. O leito é pouco profundo em muitos locais e torna-se urgente uma acção de dragagem. A problemática coabitação com a linha do comboio e com o pontão, que um dia foi móvel, e as dificuldades de acessibilidade para utilizadores especiais, como os portadores de deficiência motora, bebés e idosos, são aspectos que também fazem desesperar estes empresários. Afinal, são empreendedores que tanto e tão bem investiram numa operação turística promissora, amiga do ambiente e que, como se não bastasse, ainda cria mais de 60 postos de trabalho qualificado. Uma actividade que, na verdade, merece outra atenção dos poderes públicos com responsabilidades, a começar pela Município.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Desportos Radicais
Escalada na Rocha da Pena
A Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve irá realizar no próximo dia 5 de Setembro uma actividade de escalada, inserida na iniciativa "Escalada para todos".
A Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve irá realizar no próximo dia 5 de Setembro uma actividade de escalada, inserida na iniciativa "Escalada para todos".Esta é uma actividade destinada a todos os sócios e não sócios da associação que pretendam iniciar e/ou praticar a modalidade de escalada, de todos os níveis de prática (iniciação, aperfeiçoamento ou avançado). Desta vez a actividade irá desenrolar-se na zona da Rocha da Pena - Salir, num dos sectores de escalada desportiva existentes.
É de inscrição gratuita para todos os federados (com seguro válido) e no valor de 2,5? para todos aqueles que não possuam seguro adequado (o valor servirá para activar um seguro diários junto da FPME), tendo que ser realizada até dia 28 de Maio de forma a se poder proceder à activação do seguro (enviando e-mail para geral@amea.pt, com nome completo, nº de BI, data de nascimento e contacto telefónico).
Não poderão participar na actividade participantes sem seguro válido.A actividade será enquadrada por técnicos da AMEA, e também estará à disposição dos participantes todo o material necessário para a prática, à excepção do calçado mais adequado (pés de gato). A associação espera mobilizar muitos aderentes, contando que divulguem pelos vossos amigos e conhecidos.
O ponto de Encontro será no café "Bar das Grutas", na base da zona de Escalada da Rocha da Pena, por volta das 15h30, de forma a evitar as horas de maior calor. A actividade terminará por volta das 20h, havendo de seguida um jantar de convívio (facultativo) num restaurante em Salir.
Para mais informações: http://www.amea.pt/escaladaparatodos.htm
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