Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
Mostrar mensagens com a etiqueta Juventude. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Juventude. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Eleições Legislativas: Dia 5

Presidente da República faz cimeira da Justiça
                                                                                                                 
Cavaco Silva decidiu chamar a Belém as principais figuras do sector para um almoço de trabalho. Um dos temas deverá ser o compromisso assinado com a "troika" para acelerar o funcionamento dos tribunais, um problema que também consta dos programas dos partidos, mas com receitas diferentes.
                                            
Tornar a Justiça portuguesa mais rápida é o objectivo de todos: partidos e "troika". O memorando de entendimento com FMI e Comissão europeia coloca mesmo como meta a eliminação dos processos pendentes. A questão é como chegar lá. A receita para a "troika" é criar serviços especiais nos tribunais, acelerar a reforma do mapa judiciário e aumentar a capacidade dos julgados de paz. O alargamento dos julgados de paz e das possibilidades de mediação extra-judicial também passam pelos programas de PS e PSD, que querem simplificar a justiça fiscal e a cobrança de dívidas. A isso, o CDS acrescenta o aumento das penas para os crimes fiscais. Mas em matéria de justiça, o CDS quer mesmo mexer no equilíbrio de poderes e propõe o alargamento dos poderes do Presidente da República e a criação de um Conselho Superior do Poder Judicial que substitua os dois conselhos superiores que actualmente existem.
À esquerda, a prioridade na justiça é o combate à corrupção. O BE quer a criminalização do enriquecimento ilícito e o PCP a criação de um programa nacional de prevenção e combate à criminalidade económica. Os comunistas também pretendem alterar o regime de custas judiciais e revogar a lei de política criminal. Ainda na justiça, o PSD quer uma gestão por objectivos e tem uma proposta sobre um assunto sempre polémico, mas que tem andado arredado desta campanha: o segredo de justiça. Os sociais-democratas querem aumentar as multas para a violação do segredo de justiça, independentemente da forma como foi obtida a informação. No programa de Marina Pimentel “Em nome da lei”, o professor de Direito Luís Fábrica defendeu que Cavaco Silva pode ter um papel importante, nesta altura de lutas partidárias. Também o advogado e professor de Direito Constitucional, Rui Medeiros, considera que faz sentido dar ao Presidente mais poder na área da Justiça.
                                                                                                  
Cavaco apela à união para cumprir reformas da “troika” para Justiça
                                                                                     
Numa nota colocada no site da Presidência, o chefe de Estado frisa que quer contribuir para a criação de um clima de apaziguamento e de diálogo entre os vários agentes judiciais e o poder político. Desse modo, o Presidente da República reuniu-se hoje com responsáveis da área da Justiça e apelou à união de esforços para que seja possível fazer uma reforma profunda no sistema e concretizar os compromissos de Portugal com a “troika”. Uma nota da Presidência indica que, “com este encontro, o Presidente da República pretendeu contribuir para a criação de um clima de apaziguamento e de diálogo e cooperação construtivos entre os diversos agentes judiciais e entre estes e o poder político”. Cavaco Silva, adianta a nota colocada no site da Presidência, “apelou à congregação de vontades e à união de esforços para a concretização de uma reforma profunda do funcionamento do sistema de Justiça e para a realização dos compromissos, na área do sistema judicial, assumidos por Portugal no âmbito do programa de assistência financeira negociado com a União Europeia”. Neste almoço, no Palácio de Belém, participaram o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, o presidente do Supremo Tribunal Administrativo, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins, e o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma.
                                                                                               
"Temos que encontrar uma alternativa à esquerda"
                                                                                                           
No sentido de melhorar a actual situação em Portugal, Jerónimo de Sousa defende também que Portugal devia comprar parte da sua dívida, o que implica ter de vender obrigações de outros países. Jerónimo de Sousa considera que é necessário criar uma convergência à esquerda após as eleições de 5 de Junho. Em entrevista, o secretário-geral do PCP acredita que a sintonia entre comunistas, Bloco de Esquerda e alguns insatisfeitos com o PS é o que o país precisa para encontrar o rumo certo. “Consideramos que é um processo que tem que ser paulatinamente construído. Já houve momentos, designadamente perante problemas sérios na sociedade portuguesa, onde se verificaram convergências – com os trabalhadores, com as populações, com organizações sociais, com diversas instituições. Verificaram-se convergências de pontos de vista e eu creio que o país bem precisava” agora do mesmo, defendeu o líder comunista. “Esta experiência de política de direita durante 34 anos não resultou, basta olhar para a realidade do país. Então, temos que encontrar uma alternativa”, sustentou, considerando que entre PS e PSD não há diferença.
“Os dois têm um programa comum, que é o programa da ‘troika’. Uso muitas vezes a imagem de quando se está na frigideira: quer-se sair, mas não é para cair no lume. Não é? Portanto, entre a frigideira e o lume, veremos. Veremos”, afirmou. O secretário-geral do PCP criticou ainda a falta de solidariedade da União Europeia para com os Estados-membros em dificuldades e que Portugal deve reestruturar a sua dívida para ultrapassar o actual momento de crise. No sentido de melhorar a actual situação em Portugal, Jerónimo de Sousa defende também que Portugal devia comprar parte da sua dívida, o que implica ter de vender obrigações de outros países. “Andam pelo estrangeiro por volta de 55 mil milhões de euros de tesouro, títulos do tesouro, que estão aplicados noutras dívidas de outros países, Japão e até nos Estados Unidos. Tendo em conta que são instituições onde o Estado tem um papel ou determinante ou predominante, nós sugeríamos que se vendesse cerca de 30% desses títulos e obrigações, num simples negócio que se faz nessa área, e que se comprasse dívida pública portuguesa”, afirmou.
                                                                                     
Com o FMI, “podemos ter uma tragédia à portuguesa”, diz Jerónimo
                                                                                                                   
O líder comunista esteve em campanha pelo Alentejo, onde fez duras críticas ao PSD a respeito das políticas de agricultura. Antes do jantar em Alcácer do Sal, Jerónimo de Sousa serviu o PSD de entrada. Perante uma centena de pessoas, o secretário-geral do PCP criticou a posição de Passos Coelho sobre agricultura. “Ainda hoje o tal líder do PSD descobriu uma coisa espantosa: foi errado as sucessivas políticas em que se subsidiou para não se produzir. Bravo, diríamos nós! Mas então o seu partido não teve responsabilidades nenhumas?”, interrogou Jerónimo de Sousa. “Eles, com o PS e o CDS andaram anos e anos a promover e a apoiar esses subsídios que vinham, que eram fundamentalmente para os agrários e os grandes proprietários, e pouco ou nada para os pequenos. Vejam lá que o homem descobriu que era errado subsidiar para não produzir”, ironizou o líder comunista. Jerónimo de Sousa lembrou que Portugal está a seguir o mesmo caminho da Grécia, que não está a conseguir cumprir o acordo estabelecido com o FMI e voltou a criticar Passos Coelho.“O líder do PSD dizia hoje que se não cumprirmos o acordo, estamos sujeitos a uma ‘tragédia grega’, pois nós pensamos que podemos ter uma ‘tragédia à portuguesa’, se esse acordo for aplicado em toda a sua dimensão”, defendeu. O dia de campanha da CDU fecha com um comício em Santiago do Cacém.
                                                                 
Sócrates afirma que apelo de Passos ao voto socialista é “patético”
                                                                                                                        
“Deixem-me ver se eu entendi. Então ele quer que os socialistas votem nele para termos outro referendo sobre interrupção voluntária da gravidez? Então ele pede o voto aos socialistas para privatizar o Serviço Nacional de Saúde?”, perguntou José Sócrates. José Sócrates considera “patético” o apelo de Passos Coelho, que no fim-de-semana, desafiou os socialistas descontentes a votar no PSD. Esta manhã, no final de uma arruada na Lourinhã, o secretário-geral do Partido Socialista respondeu que o líder do PSD quer o voto dos socialistas para implementar o seu programa. “Deixem-me ver se eu entendi. Então ele quer que os socialistas votem nele para termos outro referendo sobre interrupção voluntária da gravidez? Então ele pede o voto aos socialistas para privatizar o Serviço Nacional de Saúde?”, perguntou José Sócrates. “Então ele pede o voto aos socialistas para pôr em causa a escola pública? Ele pede o voto aos socialistas, imaginem, para acabar com a proibição do despedimento sem justa causa. Eu acho que este apelo é apenas um apelo patético”, criticou o secretário-geral do PS. José Sócrates encontrou-se, também hoje, com personalidades do mundo da cultura. José Sócrates saiu em defesa do Estado social e acusou o PSD de ter um "preconceito" contra a cultura.
O secretário-geral do PS, José Sócrates, acusou o PSD de ter um preconceito contra a cultura, durante um encontro em Lisboa com personalidades do sector. José Sócrates aproveitou para fazer uma defesa do Estado social e atacar o PSD pela ideia de reduzir a cultura de ministério a secretaria de Estado. Neste encontro, mais do que cultura falou-se dos serviços nacionais de educação e saúde, com José Sócrates a dizer que é tudo isso que está em causa a 5 de Junho, dia das eleições. “A verdade é esta: é o modelo social que vai a votos e aqui chegamos à cultura. Porque a cultura é apenas uma consequência desse radicalismo político, é apenas um preconceito, é o preconceito do Estado mínimo, é o preconceito do Estado apenas regulador, é o preconceito que a direita agora demonstra de forma clara”, acusa o líder socialista. “Eles acham que o Estado não deve ser uma força de garantia de acesso à cultura, eles acham que tudo isso deve ser entregue ao mercado”, sublinha.
                                                                                                       
Ferro Rodrigues diz que não se pode desperdiçar o voto
                                                                                                      
Antigo ministro do PS e actual cabeça de lista reforça que as próximas eleições são muito importantes. O antigo líder socialista e actual cabeça de lista por Lisboa, Ferro Rodrigues, considera que o voto em branco é “uma rendição” e o voto à esquerda do PS é um “voto perdido”. “O voto em branco é um voto de rendição, o voto ao centro que não seja no PS é um voto no insulto, é um voto na agressão, é um voto em tudo menos na necessidade que o país tem de sair das eleições fortalecido e com um Governo capaz de unir o país”, disse. Ferro Rodrigues considera ainda que “o voto em alguns partidos que se dizem à nossa esquerda é um voto perdido porque a reestruturação da dívida é, pura e simplesmente, irrealista e impossível. Levaria a que Portugal tivesse que sair do euro e que os sacrifícios fossem muito maiores”. Caracterizando o PS como "o partido do serviço nacional de saúde, da escola pública e da segurança social universal, pública e para todos", o antigo líder socialista afirmou que nas próximas eleições se trava "um combate muito importante".
                                                                                                     
Bloco de Esquerda à caça do voto entre os indecisos do Norte
                                                                                                             
Francisco Louçã, na feira de Espinho, ouviu queixas de reformados, jovens e desempregados. "Porque é no Norte onde há mais eleitores indecisos", a caravana do Bloco de Esquerda rumou à feira de Espinho. É o próprio Francisco Louçã que justifica a sua passagem por aquela zona do país. "É no Norte que há mais indecisos, é no Norte que há mais pessoas que estão magoadas com a crise, que são vítimas da crise", explica. Francisco Louçã também não perdeu a oportunidade para lançar novas críticas a José Sócrates. O dirigente bloquista considera que o secretário-geral do PS faz campanha "a falar com grupos dos seus apoiantes e com muitos dos seus assessores que andam à sua volta, mas nunca estendeu a mão para apertar a de uma pessoa que o pode criticar". Depois da feira de Espinho, a campanha do Bloco de Esquerda segue para o Hospital de São João da Madeira. O dia vai terminar em Coimbra.
Francisco Louçã olha para a crise grega, juntando-lhe a Irlanda, para falar em incompetência económica. O líder do Bloco de Esquerda lembrou que “não só a Grécia não tem a certeza de conseguir fazer os seus pagamentos, porque está em ruptura financeira graças ao aumento do endividamento e do seu défice, mas também a Irlanda veio dizer hoje que ainda não tem um ano de intervenção destes programas e já está a ter que pedir um segundo empréstimo”. Louça alertou que “a espiral da dívida arrasta estes países para a incompetência económica e para a incapacidade de responder perante os seus povos”. “É mais uma razão para insistirmos na renegociação da dívida”, defende o líder do BE.
                                                                                                                                              
“Troika” preocupada com Portugal, Passos Coelho espera cumprir acordo
                                                                                                                 
Líder do PSD garante que tudo fará “para que possamos cumprir o acordo que foi estabelecido”. A “troika” internacional manifesta preocupação com o risco de Portugal não cumprir as condições do acordo negociado com o FMI, BCE e Comissão Europeia. Em causa estão os reduzidos prazos para a introdução das medidas previstas no memorando. Fontes contactadas pela SIC dizem tratar-se de uma situação urgente lembrando a necessidade dos partidos com condições para integrar o novo Governo nomearem um alto comissário para a elaboração de estudos técnicos. Os prazos para a execução das reformas foram encurtados após uma reunião dos ministros das Finanças em Bruxelas. A mesma fonte, citada pela SIC, sustenta que na base desta redução esteve a pressão de vários Governos do Norte da Europa.
Enquanto isso, o líder do PSD voltou hoje a prometer que se for eleito primeiro-ministro fará tudo para cumprir os prazos ditados pela “troika”. Pedro Passos Coelho escusou-se, no entanto, a comprometer-se com a antecipação de medidas e voltou a criticar o Governo por não ter informado os partidos da oposição da alteração de calendários. “O Governo está tão preocupado com isso que nem sequer informou os partidos da oposição da alteração de calendário que acertou com a troika”, disse. Passos Coelho garante que ninguém está mais preocupado com essa questão do que ele, mas acredita que “depois das eleições – se as vier a ganhar como penso – a primeira coisa que faremos é procurar inteirar-me de tudo o que for necessário para pôr a resposta portuguesa o mais afinada possível para que possamos cumprir o acordo que foi estabelecido”. Pedro Passos Coelho fez estas declarações ao final da tarde em Viana do Castelo
                                                                                                     
Passos quer “Governo capaz” de evitar tragédia grega
                                                                                                                        
O líder do PSD promete pagar e sair da ajuda externa. Para isso, é preciso um Governo "competente", sustenta. O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, diz que é preciso ter um Governo competente em Portugal, para que os sacrifícios valham a pena e para evitar um cenário idêntico ao da Grécia.
“[Os gregos] fizeram grandes sacrifícios e no final, passado um ano, o que lhes foram dizer é que o Governo não cumpriu. E agora precisam de mais ajuda e a Europa está a pensar como é que consegue dar mais ajuda à Grécia, mas pode não dar”, afirmou Passos Coelho, de visita a Ponte de Lima. “Já imaginaram o que pode acontecer naquele país, aquelas pessoas todas, que se sacrificaram e vêem todo o seu sacrifício posto em causa por não terem um Governo que tivesse sido capaz de cumprir o que foi acordado? Eu não quero que isso aconteça em Portugal”, declarou. Aconteça o que acontecer, o líder do PSD promete pagar e sair da ajuda externa. Para isso, é preciso um Governo capaz, sublinha. “Se é indispensável voltar a ganhar a confiança dos países que nos emprestaram dinheiro, dos mercados sem os quais não podemos viver depois, então nós vamos cumprir, mas, para isso, temos de ter um Governo competente e capaz. Não podemos correr riscos em Portugal de nos acontecer o que aconteceu aos países que tiveram maus governos”, rematou Passos Coelho.
                                                                                                                     
“Vai ser preciso trabalhar todo o Verão”
                                                                                                                                  
O líder centrista garante que só assim vai ser possível cumprir o acordo com a “troika”. Paulo Portas volta a sugerir que o Parlamento não feche durante o Verão dado o volume de trabalho necessário para implementar as medidas acordadas com o FMI e a UE em contrapartida pelo resgate financeiro. O presidente do CDS-PP diz àqueles que o apelidaram de demagogo, quando pela primeira vez falou neste assunto, que basta olhar para os prazos muito longos para a formação de Governo em Portugal para perceber que, este ano, os deputados não podem ter férias. “O CDS foi o primeiro a dizê-lo. Houve quem dissesse que estávamos a ser demagogos, quando basta fazer contas aos prazos. O Parlamento vai ter que trabalhar em Julho, vai ter que trabalhar em Agosto e vai ter que trabalhar em Setembro se quer que Portugal seja um país que cumpre os seus compromissos para ganhar margem de manobra para melhorar alguns aspectos deste acordo”, disse. O líder centrista queixa-se, nomeadamente, do prazo alargado para a formação de Governo.
                                                                                                                               
"Pessoas têm razão para estar revoltadas" com a greve na CP
                                                                                                         
Líder da CGTP compreende insatisfação dos utentes, mas diz que "a causa primeira da greve é o facto de a administração não cumprir aquilo que assinou com os sindicatos". O líder da CGTP compreende a revolta dos utentes e admite que a greve em curso até ao final do mês só vai prejudicar a CP. “Eu acho que as pessoas têm razão para estar revoltadas. Agora, a causa primeira da greve é o facto de a administração não cumprir aquilo que assinou com os sindicatos, que era seguir a proposta dos sindicatos, por considerá-la mais vantajosa para a empresa, e não seguir as orientações da tutela”, afirma Carvalho da Silva, em declarações à imprensa. O contexto em que esta greve é apresentada, salienta o líder sindical, "prejudica" os utentes dos comboios e "favorece dinâmicas muito perigosas no nosso país”. Carvalho da Silva exige que Portugal identifique os responsáveis pela actual situação económica portuguesa e aponta desde já algumas pistas, como o desperdício de fundos comunitários, obras públicas desnecessárias. “A gente sabe quem é que beneficia das dezenas de milhares de milhões de euros que se evaporam pelas parcerias público-privadas. Há meia dúzia de grupos que circulam nessas parcerias e isso tem que ser colocado em evidência”, alerta. Já sobre a situação política e económica portuguesa, Carvalho da Silva diz que, “dentro de um ano, estamos iguais à Grécia”. O líder da CGTP diz que a receita do Fundo Monetário Internacional não surtiu efeito em Atenas e desafia os partidos que subscreveram o memorando da “troika” a falarem das implicações do programa.
                                                                                                                   
Duas em cada cinco crianças portuguesas vivem em situação de pobreza
                                                                                                                               
Nenhuma criança está privada de televisão por falta de dinheiro, mas 23% vivem em alojamentos sobrelotados e 5% fazem refeições de carne ou peixe com intervalos de dois dias. Está a aumentar a pobreza infantil em Portugal, de acordo com um relatório encomendado pelo Ministério do Trabalho ao Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza, ou seja, 40% do total. O documento foi hoje noticiado pelo jornal Público” e vai ser apresentado depois de amanhã, no Dia Mundial da Criança.
Os números de privação:
- 9% sem dinheiro para ir ao dentista
- 14% não têm acesso a roupa nova
- 4% não têm frutas e legumes diariamente
- Quase metade não têm uma semana de férias por ano fora de casa.
Foram analisados dados de 2004 a 2009, que revelam que a pobreza ultrapassa as questões económicas. Nenhuma criança está privada de televisão por falta de dinheiro, mas 23% vivem em alojamentos sobrelotados e 5% fazem refeições de carne ou peixe com intervalos de dois dias. Do total dos 40% que vive em situação de pobreza, "cerca de 11% das crianças conjugam duas situações, que consideramos serem bastante gravosas: acabam por estar em risco de pobreza monetária e de privação", adiantou Carla Machado, uma das investigadoras. O estudo revela ainda que o grupo etário até aos 17 anos é o mais vulnerável à pobreza, tendo ultrapassado o dos idosos.
Apoios sociais não eficazes. Os apoios sociais, como o abono de família, não são eficazes e devem ser repensados. O estudo do ISEG conclui por isso que estes apoios têm um impacto muito limitado na diminuição da pobreza: uma majoração do abono de família em 10%, por exemplo, reduz a taxa de pobreza infantil em menos de 2%. Carla Machado defende soluções alternativas, como, por exemplo, permitir apoios não monetários, nomeadamente em espécie. A pobreza infantil é uma tendência que deve agravar-se, segundo a investigadora, pois 2010 e 2011 são anos de recessão no país, situação que se vai reflectir nas crianças.
                                                                                                    
                                                                                 
                                                                                      

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Educação na primária

Repressão da violência é prioridade nas escolas

Nove em cada 10 estabelecimentos de ensino escolhem violência como área de intervenção primária, dizem os especialistas.

Nove em cada dez escolas escolhem o tema da «violência» como área de intervenção primária. Isto para que os alunos estejam alerta para uma problemática que atinge os jovens cada vez mais cedo, lembraram esta quarta-feira especialistas. Os últimos estudos indicam que «as novas gerações começam a agredir-se cada vez mais cedo», sublinhou Sara Falcão Casaca, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG). A responsável falava durante a cerimónia de entrega dos prémios do concurso «Pensar os afectos, viver em Igualdade», que decorreu esta quarta-feira no Auditório Cultural Casapiano, em Lisboa.
Vários professores e especialistas revelaram à Lusa que a dramática realidade da violência nas camadas mais jovens faz com que muitas escolas optem por dedicar especial atenção ao tema. «No ano lectivo 2009/2010, a globalidade das escolas, 91%, seleccionou a violência como área de intervenção prioritária», resumiu Isabel Almeida, subdirectora geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular. Nas escolas discutem-se os mais diversos subtemas desde as «relações familiares, a violência escolar, o bullying, afectos e relações, violência sexual e abuso sexual», lembrou Isabel Almeida. De acordo com um estudo citado por aquela responsável, «75 por cento das escolas identificam como essenciais os afectos e a relações interpessoais».
No Centro Cultural Casapiano, seis escolas foram premiadas esta quarta-feira com os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano sobre violência no namoro, no âmbito do concurso promovido pela CIG em colaboração Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC). O primeiro prémio atribuído a alunos da secundária foi para a Escola Profissional de Aveiro e o segundo para a Escola Profissional Psicossocial do Porto. «Amar é abraçar, não amarrar» era o tema do Agrupamento de Escolas de Bucelas que levou o segundo prémio na categoria 2º ciclo. O primeiro prémio foi para a Escola Secundária do Sabugal que lembrou que «Namorar é bom quando o que bate é só o coração». Na categoria das crianças do primeiro ciclo, os premiados foram o Agrupamento de Escolas O Rouxinol, em Miratejo (1º prémio) e o Agrupamento de Escolas Miradouro de Alfazina, do Monte da Caparica (2º prémio).

sábado, 26 de junho de 2010

PR no Roteiro da Juventude

Cavaco não quer deixar “herança pesada”

Portugal tem "nova geração de empreendedores" que "não se resignam", diz Cavaco... Mas Sócrates sente-se sozinho a puxar pelas energias do país.

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje existir "uma nova geração de empreendedores" no país que "não se resignam" e devem ser apoiados, para que não se vejam forçados a "partir para outras partes do mundo. Existe uma nova geração de empreendedores no nosso país, com elevadas qualificações, familiarizados com as modernas tecnologias e com a mobilidade, jovens que conhecem outras culturas, outras gentes, e com uma firme vontade de vencer", declarou o Chefe de Estado, no final do seu V Roteiro para a Juventude.
Depois de durante dois dias ter conhecido diversas iniciativas empreendedoras de jovens na região de Lisboa, Cavaco Silva disse ter constatado que os jovens empreendedores nacionais "não estão abatidos pelo desânimo ou pelo desalento. São jovens que não se resignam em que Portugal seja apenas o 19.º país da União Europeia em termos de desenvolvimento económico e tenha atrás de si oito países, aqueles que entraram há poucos anos no espaço da União Europeia. São jovens que não aceitam que Portugal no ano de 2012 esteja ainda a produzir menos do que produziu em 2007, tal como resulta das previsões oficiais", ilustrou. Por isso, defendeu, "a sociedade portuguesa deve ouvir os seus jovens empreendedores, seguir os seus sinais e abrir espaço para que eles manifestem a sua capacidade criativa e inovadora".
"Deixemos respirar e acarinhemos esta capacidade inovadora, criadora dos jovens portuguesas. Porque se nós não criarmos espaço para os jovens portugueses afirmarem os seus talentos e os seus méritos teremos a tristeza de os ver partir para outras partes do mundo. E, se isso acontecer, o futuro do nosso país será um pouco mais sombrio. A sociedade portuguesa tem a grande responsabilidade de criar condições para que as potencialidades dos jovens empreendedores passem de sonhos a realidades", disse. Chamando a atenção para a necessidade de "não deixar uma herança demasiado pesada" para os jovens portugueses, o Chefe de Estado salientou: "continuarei a apoiar os jovens empreendedores na convicção de que esta será a geração que dá a volta definitiva à crise que o país atravessa".
O segundo e último dia do quinto roteiro presidencial dedicado à juventude começou simbolicamente com uma visita à Casa da Juventude da Tapada das Mercês, onde o Chefe de Estado visitou projetos de alunos envolvidos no programa "Aprender a Empreender" - como um apanhador de dejetos de animais ou um ecoponto concebido para ser colocado na parede.
A caravana presidencial seguiu depois para a vila de Sintra, onde Cavaco Silva se demorou numa visita a 22 stands de jovens empresários do concelho e assistiu a uma exibição de danças africanas, na companhia de Ângelo Correia, o presidente da Assembleia Municipal local. Já numa sala do Palácio Valenças, o vice-presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida, lembrou que as responsabilidade particulares cometidas ao poder local, para quem os cidadãos olham em busca de um conforto que "a outra parte do Estado não garante".

Cooperação estratégica "continuará até ao último dia" do mandato

O Presidente da República, Cavaco Silva, assegurou ontem que a cooperação estratégica que tem mantido na relação com o Governo prosseguirá "até ao último dia" do seu mandato. "Isso continuará até ao último dia do meu mandato. E quem não sabe o que é a cooperação estratégica então vá ler o livro de roteiros que está lá bem explicado o que é", disse Cavaco Silva questionado pelos jornalistas à margem do seu V Roteiro para a Juventude. Assegurando nunca ter abdicado da cooperação estratégica que tem procurado manter com o executivo em áreas que considera essenciais, o Chefe de Estado salientou: "Eu sou uma pessoa que tem dois princípios fundamentais na vida: a honestidade e a verdade, e cumprir as promessas feitas. Está lá escrito, é para cumprir até ao último dia".
Intervindo num jantar com jovens empresários no final do primeiro dia do roteiro presidencial, Cavaco Silva lançou vários alertas sobre a situação económica e financeira "insustentável" do país, chamou a atenção para a escassez crescente de acesso ao financiamento externo e considerou "urgente que toda a política pública seja avaliada em função da competitividade externa das empresas". Já hoje, o primeiro ministro recusou-se a comentar as palavras do Chefe de Estado alegando desconhecê-las, mas referiu que muitas vezes se sente sozinho a puxar pela confiança e as energias do país.
"Muitas vezes sinto-me sozinho a puxar pelas energias do país e acho que o negativismo e o catastrofismo, próprio da lógica do quanto pior melhor, não terá sucesso", declarou José Sócrates aos jornalistas no final do debate quinzenal, na Assembleia da República. Questionado pelos jornalistas sobre as palavras de José Sócrates, o Presidente da República afirmou: "Não faço normalmente quaisquer comentários sobre outros agentes políticos (...) apresento as minhas ideias de forma clara e mantendo-me no meu campo de atuação". De resto, Cavaco Silva contrapôs o "entusiasmo, alegria e vontade de vencer" que, "do primeiro ao último dia", percorreu o roteiro que hoje concluiu. "Quanto ao resto não me merece qualquer comentário dada a falta de aderência que se os senhores quiserem podem revelar", referiu.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os jovens e a crise

Confronto com a realidade

O Presidente da República apela ao apoio aos jovens e crianças em época de crise.

O Presidente da República, Cavaco Silva, salientou a importância do apoio às crianças e jovens numa época de crise, para que estes não sejam afetados pelas dificuldades pelas quais passam as famílias, apelando à "força solidária dos portugueses".
"Neste campo da juventude e nos tempos de crise que vivemos é preciso que existam instituições que prestem uma atenção particular aos filhos daqueles que são atingidos pela crise que atingiu o nosso país", disse Cavaco Silva durante o seu discurso no âmbito das comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde. Para o Presidente da República, "é importante que as crianças e os mais jovens não sofram nos seus estudos, na sua alimentação, na sua convivência em resultado do desemprego dos seus pais ou das dificuldades por que passam as suas famílias".
"Cada um de nós pode interrogar-se qual seria a situação do nosso país no domínio da pobreza, da exclusão social, dos idosos, dos deficientes se não existissem as misericórdias, as instituições de solidariedade social, os grupos de voluntariado, as redes de entreajuda que se dedicam ao apoio dos mais fracos e vulneráveis", realçou Cavaco Silva. Segundo o Presidente da República, os 500 anos de existência da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde evidenciam o facto de a "força solidária do povo português não ser de agora", vindo já de "muito longe".
"Eu espero bem que esta força solidária dos portugueses, neste tempo que é difícil, venha ao de cima com uma determinação, uma dedicação ainda maior", enfatizou. Cavaco Silva salientou ainda a ideia de que estas instituições merecem "de todos aqueles que trabalham em nome do povo, em atividades políticas, um reconhecimento muito especial pelo contributo que dão para minorar, para reduzir o sofrimento de tantos milhares de portugueses".
"Hoje, aqui, perante uma instituição que celebra meio milénio de existência, sentimo-nos todos um pouco diminuídos perante este tempo de apoio aos mais pobres, aos mais desfavorecidos, aos mais vulneráveis, aos mais fracos desta região", disse. O Presidente da República esteve hoje na Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, no âmbito das comemorações dos 500 anos da instituição, tendo depois seguido para a Exponor, em Matosinhos, onde mantém uma reunião com os empresários do Norte.

Passos Coelho considera medidas de austeridade insuficientes para Portugal "seguir o caminho certo

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou hoje, em Arruda dos Vinhos, que as medidas de austeridade propostas pelo Governo não são suficientes para dar um rumo seguro a Portugal, sendo necessário apostar numa alternativa política. "Isto chega para Portugal seguir o caminho certo? Não chega. Temos de fazer muito mais, mas isso não é possível com um Governo que pensa que já fez tudo pelo país", declarou durante a inauguração da sede do PSD em Arruda dos Vinhos, Lisboa, e na tomada de posse da respetiva comissão política.
Passos Coelho aproveitou para reiterar que o acordo PS-PSD no pacote de medidas pretendeu apenas evitar o abrir de "uma crise que os portugueses pagassem com língua de palmo". Justificando o facto de o PSD se ter abstido na votação da moção de censura apresentada ao Executivo pelo PCP, o presidente dos sociais democratas reforçou que o partido não está colado às decisões do Governo. "O PSD não é um partido que apoie o Governo. Está a apoiar o país como o maior partido da oposição ao cooperar para resolver a situação grave no sentido de estabilizar as contas públicas", afirmou, considerando que a função do PSD "é oferecer uma alternativa ao país" em termos de governação.

sábado, 24 de abril de 2010

Fim de Semana

Desemprego jovem aumenta

Portugal fica acima dos 20% até 2012, com a geração dos 15 aos 24 anos a ser penalizada pela falta de criação de emprego.

Um em cada cinco portugueses entre os 15 e os 24 anos está desempregado. A crise actual, que passou de financeira a económica, é também social. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal tem uma taxa de desemprego jovem de 21,1%, um número que não deve descer significativamente nos próximos anos. O desemprego jovem em Portugal vai manter-se acima dos 20% até 2012.
Nos últimos dois anos, assistiu-se em Portugal a uma escalada da taxa de desemprego. Fábricas a fechar, trabalhadores despedidos e empresas impedidas de contratar. No entanto, apesar de os trabalhadores com mais de 25 anos constituírem a fatia principal da mão-de-obra, se há segmento que tem sentido a curva ascendente no desemprego é o dos jovens.
Em 2007, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos era 16,1%. Hoje é cinco pontos percentuais superior e a OCDE estima que no final de 2011 continuará elevada, nos 20,9%, mais do dobro da taxa de desemprego entre os adultos (ver gráfico). Uma perspectiva que pode ter como consequência o adiamento do tão falado processo de qualificação da mão-de-obra disponível em Portugal."Até 2009 assistiu-se a uma criação líquida de emprego qualificado significativo, apesar de nessa altura já se registar um ligeiro aumento do desemprego", afirma Pedro Adão e Silva, investigador do Instituto Universitário Europeu. "O problema é que o mercado vai estar congelado. A destruição de emprego pode até nem continuar, mas também não haverá uma dinâmica de criação", conclui.
A crise económica impôs uma travagem a fundo na criação de emprego, com limitações que dificultam a obtenção de emprego pelos mais novos. A OCDE também não tem dúvidas: "As perspectivas a curto prazo para o desemprego jovem nos países da OCDE continuam sombrias", pode ler-se no relatório. A organização que junta os países mais desenvolvidos do mundo estima que, apesar de a retoma já ter começado em alguns países, o nível de desemprego continuará a ser preocupante. "A criação de emprego deverá ficar significativamente para trás em relação à recuperação económica. Neste contexto, estima-se que o desemprego jovem permaneça a um nível elevado nos próximos dois anos e muitos jovens desempregados deverão passar por períodos prolongados de desemprego."

O perfil adiado.
A elevada taxa de desemprego jovem é ainda mais preocupante para Portugal, tendo em conta os esforços para mudar o perfil de mão-de-obra do país. A crise veio atrasar o processo de qualificação da população activa, que tinha como objectivo deixar de apresentar a mão-de-obra barata como o principal cartão de visita do país."Esta crise é mais dramática, porque além das dificuldades económicas que acarreta, acentua as nossas debilidades estruturais e torna mais difícil ultrapassá-las", explica Adão e Silva. "O processo de mudança de perfil da mão-de-obra, que, por si só, já é uma transição demorada e que não seria feita nesta ou na próxima legislatura, é adiado", garante.
No entanto, Portugal está longe de ser o único nesta posição. A subida do desemprego é um fenómeno comum a todos os países da OCDE, onde nos últimos dois anos o desemprego jovem subiu seis pontos percentuais. Actualmente, existem 15 milhões de jovens desempregados nos países da OCDE, mais quatro milhões do que no final de 2007. Em Espanha, por exemplo, a taxa de desemprego jovem é de quase 40% e na Irlanda registou-se uma subida de mais 18 pontos percentuais nos últimos dois anos.
Porquê os jovens? Toda a gente conhece pelo menos uma história de um recém-licenciado que não consegue arranjar emprego. Mas por que são os jovens sempre muito penalizados quando o desemprego sobe? Segundo Pedro Adão e Silva, existem algumas dificuldades que vêm sempre à tona em contextos de crise. "As crises tendem a aprofundar a segmentação do mercado e a diferença entre emprego mais protegido e menos protegido. No último segmento estão obviamente incluídos os jovens, uma faixa etária onde os vínculos precários são mais comuns", sublinha. "Além disso, é muito mais difícil entrar num mercado do que já lá estar presente".
O relatório da OCDE refere ainda que falhar na procura do primeiro emprego ou ter dificuldades em conservá-lo poderão deixar cicatrizes para o futuro. "Além dos efeitos negativos no salário e empregabilidade futura, períodos longos de desemprego enquanto jovem criam muitas vezes cicatrizes permanentes através de efeitos nocivos, incluindo felicidade, satisfação no trabalho e saúde", revela o relatório.

sábado, 10 de abril de 2010

Lei parada há um ano

Menores continuam a poder beber álcool à vontade

Lei seca abaixo da maioridade devia ter entrado em vigor ainda em 2009. Quando receber luz verde do governo, o plano de combate ao álcool já estará desactualizado, admite João Goulão, presidente do IDT.

O governo está há um ano para aprovar o plano contra o consumo de álcool, que inclui a proibição da venda de bebidas a menores de 18 anos. O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), João Goulão, admite que, tanto tempo depois, o documento terá que ser revisto. Com este atraso, quando vir a luz do dia já estará desactualizado. "Os timings provavelmente perderam o sentido. Havia metas previstas para serem concretizadas este ano, algumas até ainda em 2009. Terão que ser repensadas", afirma o responsável nacional pelo combate aos consumos problemáticos.
A razão para o atraso não é a falta de verbas - "não há implicações financeiras, nem necessidade de reforço dos serviços". Nem dificuldades criadas pelos produtores de bebidas alcoólicas - "estão tão interessados que o plano avance quanto nós", garante João Goulão. O plano encalhou num passo burocrático: a nomeação de um conselho interministerial que inclua representantes de mais dois ministérios, além dos que estão já previstos. Para poder aprovar as medidas de combate ao álcool, o Conselho Interministerial do Combate à Droga, criado por um decreto-lei de 2003, terá que passar a chamar-se Conselho Interministerial para os Problemas da Droga, das Toxicodependências e do Consumo Nocivo do Álcool. E integrar os representantes governamentais da Agricultura e Economia (que tutelam a produção). É essa mudança que, segundo o Ministério da Saúde, "está em curso"."Mal esteja publicada a referida alteração legislativa será realizada uma reunião do Conselho para apreciar o Plano e proceder à sua aprovação formal", justifica o Ministério da Saúde.
O aumento do consumo de álcool entre os mais jovens e os efeitos nefastos na sua saúde foram admitidos pela ministra, quando foi divulgado o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool 2010-2012. Ana Jorge sublinhava tratar-se "de um problema de saúde pública" e a proibição de venda abaixo dos 18 anos justificava-se com os "dados suficientemente alarmantes" da ingestão de bebidas nesta faixa. O documento esteve dois meses em discussão pública, e ficou pronto para ser aplicado em Abril do ano passado. Além de decretar a lei seca abaixo da maioridade, o plano prevê ainda uma nova rede de referenciação para tratar os consumos problemáticos. João Goulão afirma que esta tarefa já está em marcha. "As coisas vão-se fazendo, apesar de a aprovação do plano dar uma maior força negocial para acertar estas mudanças com os cuidados primários e a saúde mental", refere.
O Plano Nacional estabelece metas claras para cumprir nos próximos três anos. Se forem atingidas, em 2012 serão 30% os jovens entre os 15 e os 19 anos a ficarem embriagados por ano (hoje a prevalência é de 34,6%). As autoridades de saúde querem que os portugueses bebam menos. Em média, cada cidadão consome por ano uma quantidade de álcool correspondente a 58,7 litros de cerveja, 42 litros de vinho e 3,3 litros de bebidas destiladas. O objectivo é passar de um consumo per capita que ronda os 9,6 para 8 litros de etanol por ano. Por acertar está ainda a forma como será controlada a venda de bebidas em bares e discotecas, que podem ser frequentados a partir dos 16 anos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Desleixo de Pais causam acidentes

Aluno baleado na escola

Arma foi transportada na mochila. Jovem suspeito já confessou o «acidente» e vai ficar em liberdade. Mais armas apreendidas nas escolas no último ano. Pais deviam ser responsabilizados.

A arma de onde saiu o projéctil que atingiu um aluno de 17 anos do Externato Carvalho Araújo, em Braga, terá sido transportada para o interior do estabelecimento numa mochila, o que iludiu a vigilância do segurança que controla as entradas, disse à Lusa fonte escolar. A fonte adiantou que o vigilante se manteve à porta desde a primeira aula da manhã, nada tendo detectado de anormal. A arma, uma 6,35 mm, foi depois disparada acidentalmente tendo o tiro atingido um outro aluno, o João, de 17 anos, que frequenta o 12.º ano de escolaridade.
O disparo foi ouvido por vários alunos que se encontravam no local que alertaram os responsáveis da escola tendo estes chamado os bombeiros e a PSP. A Polícia Judiciária deslocou-se então ao local vindo a deter, sem qualquer resistência, o autor do disparo, que disse ter trazido a arma de casa, estando a mostrá-la ao colega quando ela se disparou. Segundo a fonte, tratou-se de «um acidente», já que os dois jovens haviam levado uma arma para o interior da escola e estavam a manuseá-la, quando esta disparou e um deles foi atingido.
O director do Serviço de Urgência do Hospital de São Marcos, Francisco Gonçalves, afirmou que o jovem baleado está estável, excluindo, por enquanto, a hipótese de uma intervenção cirúrgica. Os médicos do Hospital de São Marcos vão avaliar a evolução do estado de saúde do jovem baleado para ver se é necessário retirar a bala que ficou alojada no tórax, disse a fonte hospitalar. O estado de saúde do jovem de 17 anos é «estável», mas o ferimento da bala e o próprio projéctil podem ainda, causar, uma infecção o que obrigará à sua retirada por via cirúrgica.
«O jovem está consciente, fala bem e está estável», acrescentou Francisco Gonçalves, sublinhando que, «por enquanto, não está prevista a realização de nenhuma intervenção cirúrgica». O responsável contou que o jovem deu entrada nas urgências do Hospital de São Marcos a queixar-se de dores no peito e a sangrar na face anterior do tórax, local onde está alojada a bala.
O jovem de 17 anos que disparou o tiro foi ouvido no Ministério Público tendo sido libertado com termo de Identidade e Residência. O Tribunal entendeu que não se justificava outra medida de coacção, já que o disparo foi acidental não tendo havido intenção de ferir ou matar o colega, da mesma idade, que com ele manuseava a arma, uma pistola.
Apesar da medida de coacção, o jovem pode vir a ser acusado dos crimes de uso ilegal de arma e de ofensas à integridade física, por negligência. A fonte judicial adiantou que o autor do disparo, residente em Braga, confessou os factos e colaborou com o Ministério Público e com o juiz de instrução na investigação.
O número de armas apreendidas nas escolas aumentou no último ano lectivo, sendo a maioria armas brancas. A informação é avançada pela Lusa, que cita a responsável pelo programa Escola Segura da PSP, a subintendente Virgínia da Cruz.
A também chefe da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP remete para o relatório da Escola Segura do ano lectivo 2008/09, que será apresentado no início de Fevereiro, adiantando que, se aumentaram as armas apreendidas, diminuiu o número de casos de posse de arma, relativamente ao ano lectivo anterior.
No ano lectivo 2007/08, a PSP apreendeu 242 armas nas escolas, sendo 71 por cento armas brancas e cinco por cento de fogo.

Armas nas escolas «são situações de desleixo dos pais» que deviam ser responsabilizados.

As confederações de pais defendem que a responsabilização pelo uso de armas por parte dos filhos tem de começar nas famílias, que devem alertar para o seu perigo e guardá-las em segurança no caso de possuírem licença de porte. Em declarações à agência Lusa, a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) reagiram ao incidente numa escola de Braga em que um aluno foi atingido no peito por uma arma disparada acidentalmente por um colega, segundo a Polícia Judiciária.
Na sequência do acidente, o director do Observatório para a Segurança Escolar, João Sebastião, responsabilizou os pais pelo facto de os filhos levarem armas para a escola, embora ressalvando que os casos de uso de armas "são muito raros" nos estabelecimentos de ensino. "Terá de haver uma responsabilização das famílias nesta matéria", concordou, em declarações à Lusa, o presidente da CONFAP, Albino Almeida, defendendo a "penalização dos adultos que sejam responsáveis por crianças e jovens que levem para as escolas armas", nomeadamente armas brancas. Dados preliminares do Programa Escola Segura da PSP, divulgados à Lusa, revelam que o número de armas apreendidas nas escolas aumentou no último ano lectivo, sendo a maioria armas brancas.
Para Albino Almeida, se há pais com licença de uso e porte de arma que permitem que os filhos peguem nas suas armas, a conduta, além de "irresponsável", traduz-se num "ilícito criminal suficiente". E, nesse caso, sustenta o dirigente da Confederação Nacional das Associações de Pais, tem de haver "uma maior penalização, sem atenuantes", para os portadores da licença, cujo dever "é guardar" devidamente as armas."Todos os direitos correspondem a deveres e o direito a ter uma licença de uso e porte de arma implica o dever de acondicionamento", frisou.
Para a presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação, Maria José Viseu, "a responsabilização começa", antes de mais, "nas famílias", que, diz, não raras vezes têm à vista armas em casa."A exposição de armas pode, eventualmente, levar a que as crianças e os jovens possam pegar nessas armas", disse.
O dever dos pais, sublinhou, "é alertar para o seu perigo" e "proteger as armas, guardá-las em lugar bem seguro".
"Hoje foi um jovem de 17 anos, mas podem, eventualmente, ser crianças pequenas a pegarem nessas armas e levá-las (para a escola), julgando que não vai acontecer rigorosamente nada, porque não têm muito bem a noção do que pode ou não acontecer", reforçou Maria José Viseu, lembrando que algumas armas podem ser compradas "facilmente" no mercado.
Segundo o director do Observatório para a Segurança Escolar, há filhos que têm acesso a armas porque há pais que, "por desleixo", têm armas em casa "e muitas vezes não estão bem guardadas, estão montadas e até carregadas".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estudantes do Algarve

Exames internacionais da Universidade de Cambridge

Alunos do Colégio Internacional de Vilamoura são recebidos nas melhores universidades do mundo.


Os alunos do Colégio Internacional de Vilamoura (CIV) voltaram a obter excelentes resultados nos exames internacionais da Universidade de Cambridge em 2009. Estes exames realizados em simultâneo por alunos em diversas partes do mundo são determinantes no acesso à universidade e são 100% decisivos em detrimento das avaliações internas das escolas.
O sucesso nos exames abriu as portas de entrada nas melhores universidades europeias e o acesso a cursos prestigiados em países como a Inglaterra e a Noruega. Os alunos do colégio têm superado os seus resultados em provas internacionais e o número de estudantes das mais diversas nacionalidades com sucesso nestes exames tem crescido de ano para ano.
O Colégio Internacional de Vilamoura foi uma das escolas pioneiras no ensino precoce de línguas em Portugal nos anos noventa e serve actualmente uma vasta comunidade de 42 nacionalidades num universo global de 625 alunos. Esta escola internacional é conhecida por aplicar metodologias inovadoras de aprendizagem em contextos internacionais.
Em 2009, 100% dos alunos da classe 13 passaram nos exames, e 75% alcançaram resultados A-C, entre 15 e 20 valores na escala portuguesa. A maior parte destes alunos já estão colocados e inscritos em prestigiadas universidades, como por exemplo King´s College, em Ingalterra, considerada no ranking das universidades como uma das melhores do mundo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

União Europeia

Promove concurso para jovens tradutores

Tem hoje início a terceira edição do concurso Juvenes Translatores para os estabelecimentos do ensino secundário da UE, com a abertura do período de inscrição.

Os «Juvenes Translatores» - expressão latina que significa «jovens tradutores» - terão a oportunidade de traduzir um texto para uma língua da sua escolha e de ganhar um prémio. Este concurso, cada vez mais popular, decorrerá em moldes idênticos aos das duas edições anteriores. Todos os estabelecimentos do ensino secundário que desejem participar podem inscrever-se de 1 de Setembro até 20 de Outubro.
«Um concurso que começou por ser um projecto-piloto e que se transformou num dos momentos altos do ano escolar, suscitando grandes expectativas», assim se exprime Leonard Orban, Comissário responsável pelo multilinguismo. O objectivo do concurso é proporcionar aos estudantes a oportunidade de aplicarem as competências linguísticas que adquiriram, de tentarem «trabalhar» como tradutores, e aumentar a sensibilização para a arte da tradução. As reacções das escolas e dos participantes nas anteriores edições do concurso demonstram que esses objectivos foram atingidos. «Congratulo-me por saber que alguns dos vencedores estão agora a seguir estudos de tradução a nível universitário», afirmou o Comissário Orban.
Na primeira fase, convidam-se os estabelecimentos do ensino secundário de todos os Estados-Membros a inscreverem-se, utilizando para tal o formulário em linha disponível no sítio web do concurso http://ec.europa.eu/translation/contest/index_pt.htm.
As várias escolas de cada Estado-Membro que se tenham inscrito serão aleatoriamente seleccionadas por computador. Como o número de escolas é limitado, a selecção terá por base o número de votos de que o Estado-Membro dispõe no Conselho da União Europeia multiplicado por dois. No caso de Portugal poderão ser seleccionadas até 24 escolas participantes.
Na segunda fase, cada escola apresentará os nomes de cinco estudantes, no máximo, nascidos em 1992. Simultaneamente, os estudantes devem escolher o par linguístico com que desejam trabalhar. A escolha é livre entre as 23 línguas oficiais da UE (por exemplo, de polaco para romeno ou de maltês para finlandês).
O concurso realizar-se-á em 24 de Novembro de 2009 e as traduções decorrerão ao mesmo tempo em todos os Estados-Membros sob a supervisão das escolas. Os concorrentes disporão de duas horas para traduzir o texto enviado às escolas pouco antes do início das provas. Podem utilizar dicionários, mas não aparelhos electrónicos. Após as provas, as traduções serão avaliadas por um painel composto de tradutores profissionais da Direcção-Geral da Tradução da Comissão e o júri do concurso escolherá a melhor tradução de cada Estado-Membro.
Todos os vencedores serão convidados a participar numa cerimónia de entrega dos prémios em Bruxelas, na presença do Comissário Europeu responsável pelo multilinguismo. Durante a sua deslocação a Bruxelas, os vencedores poderão conhecer-se e encontrar-se com vários tradutores comunitários.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Denúncia: Associação “Novas Descobertas”

Impedida de realizar Campos de Férias

O comunicado desta associação é elucidativo, e revela a falta de apoio que preside ao associativismo no Algarve, bem como a (des)organização nas iniciativas dedicadas aos tempos livres da juventude em Portugal.

“É com grande tristeza que anunciamos mais um Verão sem campos de férias residenciais no Algarve. Pedimos desculpa por o fazermos tão tarde, mas a verdade é que esperávamos uma resposta positiva em relação à licença de habitação do espaço do Vale da Lama/Lagos, onde se realizavam os campos de férias desta associação, mas tal não aconteceu. Ainda considerámos realizá-los numa escola secundária, mas as novas leis de campos de férias não o permitem. Como tal, é impossível realizá-lo, uma vez que não dispomos de local apropriado.
Como sabem, esta associação tem alvará para a realização de campos de férias, mas só isso não chega. São também necessários edifícios com alvará para os realizar e, para se iniciar esse pedido de licenciamento, temos primeiro de ter a licença de habitação dos mesmos.
No entanto, continuamos em frente, apesar de, por vezes, haver desânimo e vontade de desistir, enquanto esperamos pela legalização do nosso espaço para podermos realizar os campos de férias. Pedimos desculpa e agradecemos a todos os Pais, instituições, jovens, cozinheiras e monitores, que nos ligam a pedir a realização de campos de férias. São vocês a razão pela qual não desistimos desta luta absurda que dura há demasiado tempo.
Esta associação celebra este mês 15 anos de existência e fez o seu primeirocampo de férias em Monchique, em 1994. Quinze anos de experiência é algo que não podemos deitar fora, e esperamos que alguém nos ajude nesta nossa vontade de querer servir as populações que desejam boas actividades para os seus filhos.
Mais informamos que não existem outros campos de férias legais no Algarve, pelo menos que o Instituto Português da Juventude tenha conhecimento. Para poder compensar esta grande falha vamos ter outras actividades mas, infelizmente, só podemos realizá-las para os jovens e crianças da nossa zona (Vila do Bispo e Lagos) e não para os jovens do resto do País, já que não lhes podemos oferecer dormida, pelo que lamentamos profundamente este estado de coisas”.
http://www.projectonovasdescobertas.org/
http://click.icptrack.com/icp/relay.php?r=1042490363&msgid=31047164&act=KGBB&c=55714&admin=0&destination=http%3A%2F%2Fw2.webmail.telepac.pt%2Fservices%2Fgo.php%3Furl%3Dhttp%253A%252F%252Fprojetonovasdescobertas.blogspot.com%252F

Atletas distinguidos

Jovens "Tubarões" vão de férias

Realizou-se no pavilhão Dr.ª Laura Ayres, em Quarteira, o jantar de encerramento da época 08/09.

Com objectivo principal de distinguir os jovens jogadores que mais se empenharam e dedicaram a modalidade este evento contou com a presença de mais de 170 pessoas entre miúdos e graúdos o clima de festa e o espírito jovem são a sua imagem de marca.
Os primeiros a ser distinguidos foram os atletas masculinos onde os vencedores foram no escalão de sub 18 masculinos Michael Andrade – 1º Mais esforçado e Jorge Martin – 1º Melhor Defesa, nos sub 16 masculinos Cláudio Seabra – 2º Mais esforçado e Tiago Gonçalves – 1º Mais esforçado, João Ferro – 2º Melhor Defesa e José Manuel – 1º Melhor Defesa, nos sub 14 masculinos João Gonçalves – 2º Mais esforçado e José Lima – 1º Mais esforçado, Ricardo Sousa – 2º Melhor Defesa e Adriano Mendez – 1º Melhor Defesa.
Nos femininos os vencedores por escalão foram nas sub 19 femininas Bianca Ferreira – 1º Mais esforçado e Cheila Carvalho – 1º Melhor Defesa, nas sub 16 femininas Margarida Abreu – 2º Mais esforçado e Inês Santos – 1º Mais esforçado, Rita Quitéria – 2º Melhor Defesa e Raquel Leonardo – 1º Melhor Defesa, nas sub 14 femininas Tatiana Betoque – 2º Mais esforçado e Diana Afonso – 1º Mais esforçado, Inês Figueiras – 2º Melhor Defesa e Lúcia Giura – 1º Melhor Defesa.
Passou-se de seguida a fotografia de grupo dos premiados masculinos e femininos da formação. Por ultimo nas não por serem menos importantes, muito pelo contrário no minibasquete os atletas distinguidos foram, Igor Guerreiro pela assiduidade e Francisco Canhoto foi o jogador revelação. Todos os mini tubarões foram distinguidos com um diploma pela assiduidade, comportamento e evolução.

sábado, 6 de junho de 2009

Criatividade e inovação

Portolio Night Portugal supera expectativas

A 7º Edição de Portfolio Night realizou-se na quinta-feira, pela primeira vez em Portugal.

Com 100% de adesão de participantes, foram 75 os jovens que tiveram oportunidade de apresentar os seus trabalhos a alguns dos mais prestigiados Directores Criativos de Agências Portuguesas.
Os Directores Criativos das agencias Leo Burnett, ARC, Full Six, McCann, Fuel, BBDO, DraftFCB, Grey, MSTF Partners, Fischer, Lowe, TBWA, Ogilvy, Y&R, BAR, Brandia Central, Ativism e Wunderman estiveram presentes na 7º Edição do Portfolio Night que se realizou, ontem, pela primeira vez em Portugal.
O evento, que teve início às 18h00 Horas, contou com a presença de cerca de 200 participantes e convidados. Para a apresentação de portfolios de todos aqueles que se inscreveram neste evento, foram realizados 3 ciclos de apresentação onde, em cada um deles, os participantes tinham oportunidade de, em 45 minutos, dar a conhecer o seu trabalho a três Directores Criativos.
Partindo do conceito de “speed daiting”, todo o evento funcionou como uma dança de cadeiras. Em cada um dos ciclos de apresentação de trabalhos, os directores criativos aguardavam que, aleatoriamente, os jovens criativos apresentassem em 15 minutos os seus trabalhos, revelando assim todo o seu potencial criativo. Terminados os 15 minutos os participantes dirigiam-se a uma outra mesa onde se encontrava mais um dos 25 Directores Criativos. Terminados os 45min, nos quais eram realizadas 3 apresentações, seguia-se um outro ciclo de mostra de trabalhos dando, assim, oportunidade a outros jovens que aguardavam a sua vez.
O Portfolio Night foi um projecto que nasceu no Canadá em 2002 pelas mãos da agência de publicidade I Have an Idea, organizado nesse ano em Toronto, Montreal e Vancouver. A ideia foi exportada e hoje constitui um dos eventos mais aguardados em cidades como Nova York, Chicago, Boston, San Francisco, Barcelona, Berlim, Londres, Cidade do México, Miami, Paris, São Paulo, Singapura, Amesterdão, Los Angeles, Milão, Hong Kong e Sydney.
Com total de adesão de participantes, este foi um evento que superou as expectativas, segundo a agência Leo Burnett, a anfitriã do evento.

“Escolas Criativas”

Prémios como estímulo e incentivo aos jovens

Autarquia de Faro atribui 1º Prémio às Escolas Secundárias João de Deus e Tomás Cabreira.

Foram hoje apresentados e premiados, no Clube Farense, os trabalhos do ano lectivo 2008/2009 das Escolas Secundárias do Concelho de Faro, no âmbito do projecto “Escolas Criativas”. A iniciativa, da Câmara Municipal de Faro, foi desenvolvida em colaboração estreita entre alunos e professores, de forma a desenvolver e incentivar a inovação, a criatividade e o trabalho em equipa.
O primeiro prémio foi atribuído a dois grupos e foi entregue pelo Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário: Grupo ECOWAT da Escola Secundária João de Deus, com o tema Utilização Racional de Energia- proposta de contador de energia e poster sobre a situação energética do aeroporto de Faro; Grupo LIGA da Escola Secundária Tomás Cabreira, com o tema Faro - Cidade Verde- proposta de parque/jardim na zona da Penha.
O Grupo Viridus Verus da Escola Secundária João de Deus recebeu o segundo prémio (oferta da Associação de Desenvolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro - vouchers compras na baixa), com o tema Energias Renováveis- protótipo de poste eléctrico alimentado por painel fotovoltaico a aplicar na Praia de Faro.
Em terceiro lugar ficou o Grupo Anti Crude da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, com o tema Energias Renováveis - projecto de aplicação de biodiesel nas viaturas municipais. Este prémio foi oferecido pela TMN (cartões recarregáveis).
José Apolinário destacou o envolvimento que a iniciativa promoveu entre alunos e professores e a forma como permitiu exportar para a Comunidade a imagem que os alunos fazem da sua cidade, “é preciso continuar a incentivar ao nossos jovens ao envolvimento em projectos pois isso significa estimular a criatividade e o empreendedorismo”.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Verão: Prevenção infantil

Coletes salva-vidas podem salvar afogamento

Colocar coletes salva-vidas às crianças em desportos náuticos ou passeios de barco e braçadeiras com duas câmaras-de-ar quando nadam em águas calmas como as piscinas são algumas medidas preventivas aconselhadas para diminuir os afogamentos infantis.

Em conferência de imprensa, a Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI) divulgou ontem, em Vilamoura, um relatório sobre os afogamentos de crianças entre 2007 e 2008 e estima que tenham morrido por afogamento 34 crianças nos dois últimos anos.
Os números oficiais do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), no entanto, indicam apenas 24 crianças mortas por afogamento nos últimos dois anos. Segundo o ISN morreram 11 crianças vítimas de afogamento em 2007, e 13 em 2008. A maioria das crianças que morre por afogamento em Portugal tem menos de quatro anos, é do sexo masculino e a tragédia ocorre principalmente em piscinas no Sul do país, enquanto que no Norte é em poços e tanques.
"Apesar de Portugal ser um país com cerca de 550 quilómetros de praias, a maioria dos afogamentos fatais não acontece no mar (...), mas em meios aquáticos construídos", nomeadamente piscinas familiares, tanques e poços de propriedades privadas", indica um estudo apresentado hoje no Algarve sobre afogamentos.

No relatório sobre "Afogamentos de crianças em Portugal em 2007 e 2008", apresentado em Vilamoura pela Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI), pode ler-se que "os afogamentos acontecem mais nas crianças com idades até aos quatro anos", havendo uma maior prevalência em crianças do sexo masculino.
Segundo a médica pediatra Elsa Rocha, também membro da APSI, no Sul verifica-se que dos zero aos 18 anos há mais afogamentos em piscinas, enquanto que no norte o pico de afogamentos é em rios, ribeiros e lagoas. A maioria dos afogamentos em Portugal ocorre em Maio e Setembro (Primavera/Verão) e enquanto que ao Hospital Central de Faro (HCF) os casos que mais surgem são em piscinas privadas, nos hospitais do Porto e Coimbra há mais registos de afogamentos em poços, fossas e tanques, acrescenta ainda o relatório hoje divulgado.
Um estudo realizado no HCF, entre 1998 e 2005, indica que 72 por cento dos casos de afogamento eram crianças não residentes, sendo mais de metade delas estrangeiras. Nos últimos sete anos morreram afogadas, pelo menos, 150 crianças e adolescentes em Portugal, e 34 dessas mortes foram registadas entre 2007 e 2008, indica ainda o mesmo documento.
Na conferência de imprensa, a APSI revela ainda, citando um estudo holandês de 2006, "por cada criança que morre por afogamento, 140 ficam hospitalizadas por afogamento não fatal e 20 crianças têm de recorrer aos serviços de emergência".

Colocar coletes salva-vidas às crianças durante os desportos náuticos e passeios de barco e pôr braçadeiras com duas câmaras-de-ar quando elas nadam ou brincam em águas calmas, como as piscinas ou tanques, são algumas medidas preventivas para diminuir os afogamentos infantis.
Na conferência de imprensa, denominada "Prevenir os afogamentos com crianças em 2009", a APSI, que contou com o apoio da Administração Regional de Saúde do Algarve, lembrou ainda que as vedações junto das piscinas são outra forma de ajudar a prevenir os afogamentos. "Um fecho de difícil abertura que implique dois movimentos em simultâneo" e uma fechadura automática são as principais características que uma boa vedação de piscina deve ter.
Promover a aplicação e fiscalização da lei existente quanto à vedação e cobertura de poços ou publicar uma norma portuguesa para vedações eficazes na prevenção do afogamento e criar "com urgência" um enquadramento legal abrangente para as piscinas são apelos que a APSI deixa ao Governo.
"É lamentável que ao fim de tantos anos ainda não haja uma lei sobre as normas para as vedações nas piscinas", disse a presidente da APSI, Sandra Nascimento. Oitenta por cento dos casos de afogamento podem ser prevenidos, lembra Sandra Nascimento, citando uma das conclusões do Congresso Mundial de Afogamentos de 2002.