Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Turismo "Jóia"...

Hotel premiado construiu uma suite clandestina e um jacuzzi sobre a falésia
                                                                                                                                            
Autarca diz que a empresa prometeu repor a legalidade (Foto: Melanie Maps) 
Uma vizinha austríaca queixou-se, a Câmara de Albufeira mandou embargar as obras e os promotores arriscam-se a ter que demolir o que construíram de forma ilegal.
                                                                         

 
A Câmara de Albufeira mandou embargar as obras clandestinas de ampliação do Hotel Vila Joya, na praia da Galé. Um jacuzzi exterior, com uma área de 11 metros quadrados, construído sobre a falésia, e uma suite de 50 metros quadrados, poderão vir a ser demolidos.
O vice-presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, mandou ontem a fiscalização municipal para ver a "evolução dos trabalhos" que tinham sido mandados embargar a 20 de Dezembro, na sequência de uma reclamação apresentada pela proprietária da vivenda ao lado. "A legalidade tem de ser reposta", diz o autarca, acrescentando que o cônsul da Áustria, Eduardo Henrique Vieira, foi um dos intervenientes no processo, "chamando a atenção para o que se estava a passar".
Quem se sentiu lesada foi Dagmar Möller, viúva do ex-presidente da Câmara de Viena de Áustria, Helmut Zik, por sentir a sua privacidade atingida com a construção, ilegal, da suite número sete do empreendimento. A construção do jacuzzi, do ponto de vista ambiental, foi o que mais deu nas vistas. Porém, a fiscalização municipal, ontem, já encontrou a intervenção disfarçada. A escavação foi coberta com um tapete relvado. "Uma vez que se trata de obras clandestinas, terão que ser demolidas e reposta a situação inicial", sustenta o vice-presidente do município.
Os promotores, entretanto, solicitaram à câmara o "levantamento parcial" do embargo, para dar continuidade às obras de conservação. "Só na próxima semana é que assunto será analisado, depois do parecer técnico dos serviços e do parecer jurídico", acrescentou o autarca, "lamentando" que este assunto tenha coincidido com a realização no hotel do VI Festival Tribute to Claudia - um evento que este ano conta com a presença da cantora Sheryl Crow, os actores Michael Imperioli (Os Sopranos) e Mathew Modine (Too Big To Fail).
O autarca não esconde o incómodo da situação - uma vez que a própria câmara, pela relevância do acontecimento internacional, associou-se à iniciativa -, mas mostra-se intransigente no cumprimento da legislação: "Tenho a promessa dos promotores de que será demolido aquilo que foi ilegalmente construído."
A 30 de Dezembro, entretanto, deu entrada na câmara um requerimento a garantir que iria ser "reposta a legalidade", mas as obras de ampliação do empreendimento, testemunhou o PÚBLICO, prosseguiam anteontem - embora estivesse a ser erguido um muro, no lado poente, para garantir a privacidade à vivenda Dusika, pertencente a Dagmar Möller.
No que diz respeito à construção do jacuzzi, José Carlos Rolo entende que a obra, por se encontrar na área de intervenção do Plano de Ordenamento da Orla Costeira, "obriga ao parecer, vinculativo, da Administração da Região Hidrográfica". Para saber da evolução do processo o PÚBLICO contactou o director-geral da Vila Joya, que remeteu o assunto para o escritório do advogado que representa a empresa, em Lisboa, mas onde não foi possível obter um comentário. 
                                                                                   
in PÚBLICO - 12.01.2012 - 19:58 Por Idálio Revez
                                                                                                                     
                                                                                                           
                                                                                 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Revisão da Constituição

Todos contra proposta (sorriso) do PSD

As ideias de Passos Coelho não convenceram vários sectores da sociedade portuguesa. Os acordos com o Governo "foram ali e já vêm"... Resta saber o que vai dizer o Partido Socialista.

Ao suscitar o debate, mas, pelo pior motivo - para já, todos parecem contra a proposta de revisão constitucional do PSD. As críticas surgem de vários quadrantes, começando pelos partidos, passando pelos constitucionalistas e até os utentes dos serviços públicos.
Um dos mais críticos foi o constitucionalista Jorge Miranda, que discordou abertamente com a retirada da expressão «justa causa», bem como o reforço dos poderes presidenciais. Também o «pai» do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, atirou: «É uma tentativa de golpe de Estado. Ele pretende mudar o nosso modelo social de uma forma perfeitamente reaccionária e insensata. É um recuo civilizacional de 40 anos, pois pretende destruir o Estado Social para voltar ao Estado Novo. É uma proposta verdadeiramente insensata, é um despautério político».
Argumentos similares são utilizados pelo Movimento dos Utentes de Saúde. «A garantia do acesso aos cuidados de saúde, teoricamente, competia ao Estado já antes do 25 de Abril, no tempo final do regime anterior, através de uma lei de um secretário de Estado. Agora, o objectivo é claro: liberalizar os cuidados de saúde», comentou Santos Cardoso à Lusa, resumindo: «Há aqui como que uma perda da universalidade do acesso». José Sócrates, por seu lado, deixou para mais tarde uma reacção oficial, até porque pretende primeiro reunir-se com o secretariado nacional do PS. A posição do Partido Socialista sobre a revisão constitucional será fundamental, dado que só com a sua concordância poderá avançar.
Para o ministro da Justiça, Alberto Martins, «a Constituição da República não constitui um problema para a organização do Estado em Portugal», defendendo que o lançamento «prematuro» do debate sobre a revisão constitucional «não serve a República, nem os actos eleitorais que vamos ter a curto prazo. «Ainda não tive oportunidade de ler (a proposta do PSD), mas acho que no programa do PS há uma ideia central que é a da estabilidade constitucional», afirmou Alberto Martins.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, criticou o ante-projecto do PSD de revisão da Constituição por considerar que põe em causa o sistema público de educação. «Não aceitamos propostas que de alguma forma questionem o sistema público de educação, não é essa a linha que nós aceitamos», disse Isabel Alçada. A ministra salientou que Portugal deu «um passo em frente» ao generalizar o acesso de todos à educação pública. «Valorizamos a educação pública. Consideramos que foi um passo em frente que o nosso país deu ao generalizar o acesso a todos através de um sistema público de educação. Temos vindo a valorizá-lo com resultados muito positivos», realçou. O Estado deixaria, no entanto, de estar obrigado a «criar um sistema público» e a «estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino» ¿ excertos que são suprimidos na proposta do PSD.

Proposta de revisão do PSD é «ofensa aos direitos sociais»

O PCP considerou ontem, terça-feira, «muito inquietante» o conteúdo do anteprojecto de revisão constitucional do PSD, declarando que pode representar o «desmantelamento de princípios fundamentais do regime democrático constitucional. É muito inquietante porque aquilo que tem sido divulgado acerca do projecto do PSD em matéria de direitos sociais fundamentais revela um propósito de desmantelamento de princípios fundamentais do regime democrático constitucional, designadamente na área social», disse, em declarações à Lusa, o deputado do PCP António Filipe.
O deputado comunista aponta exemplos: «aquilo que se anuncia de substituir a proibição do despedimento sem justa causa por uma expressão do tipo "despedimento por razão atendível" - o que representaria evidentemente a constitucionalização da arbitrariedade nos despedimentos - ou a eliminação de princípios de gratuitidade em matéria de direitos sociais como a saúde ou a educação representa de facto uma ofensiva contra direitos sociais». Direitos que, salientou, «são verdadeiras conquistas civilizacionais do povo português consagradas na Constituição ao fim da luta de muitas gerações de portugueses». Prometendo «a mais firme oposição» do PCP às propostas sociais democratas de alteração da Lei Fundamental, António Filipe disse esperar «da parte de todos os democratas que se oponham a este projecto e não o deixem passar».
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, prometeu um «combate firme» às alterações à Constituição constantes no anteprojecto de revisão do PSD que, considerou, põem em causa «o essencial do regime democrático. As propostas que têm vindo a ser conhecidas confirmam as nossas expectativas negativas, tendo em conta o discurso de caráter liberal que vinha sendo feito pela direção do PSD (...) Está em causa o essencial do nosso regime democrático tal como a Constituição o equaciona. Da nossa parte isto merecerá um combate firme do ponto de vista político, pelos meios que estiverem ao nosso alcance», disse, em declarações à Lusa. Para José Manuel Pureza, «quer do ponto de vista económico e social, quer do ponto de vista político» o anteprojecto social-democrata introduz «uma transformação profunda e negativa daquilo que é a democracia tal como ela está equacionada pela Constituição».
«A nossa Constituição, apesar das suas diversas revisões, sempre casou democracia com serviços públicos e direitos sociais, porque justamente a há na sociedade portuguesa um nível de pobreza muito acentuado, onde há fragilidades sociais muito grandes. E, portanto, coisas essenciais como educação e saúde são áreas em que a democracia tem que valer, sob pena de ser uma sociedade cada vez mais desequilibrada e injusta», alertou.
Já o CDS-PP acusou o PS e o PSD de estarem a tratar a revisão constitucional com «tacticismo político», simulando um desacordo naquilo que tem sido «uma constância de acordo». Lembrando o entendimento que PS e PSD têm tido em «matérias fundamentais» como as SCUT, o PEC ou o aumento de impostos, Nuno Magalhães considerou que os dois partidos estão a «simular um desacordo naquilo que tem sido uma constância de acordo, apenas serve para ficcionar esse mesmo desacordo e para tacticismo político». Nuno Magalhães adiantou ainda que o CDS-PP constituiu já um grupo de trabalho que está a desenvolver «propostas concretas», que «a seu tempo» serão apresentadas.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Combate à iliteracia

Incentivo na excelência do ensino

Empresa investe cerca de 15 mil euros no enriquecimento cultural e educacional da comunidade escolar na Região.

O Grupo DST assinou, no passado dia 30, um protocolo com o Agrupamento de Escolas de Nogueira (AEN) com o objectivo de promover a excelência no ensino e os níveis de literacia dos estudantes da região, através de um incentivo de aproximadamente 15 mil euros. “Iremos continuar a investir no apoio à comunidade escolar, pois queremos contribuir para que os futuros profissionais cheguem à empresa qualificados mas cultos, qualidade cuja falta limita, de facto, a competitividade das empresas e de Portugal”, salienta José Teixeira, CEO do Grupo DST.
A empresa vai oferecer dois Prémios, de Excelência e de Mérito, no valor global de cinco mil euros, aos alunos que, respectivamente, se distinguirem pelo excelente aproveitamento escolar ou através de trabalhos académicos e actividades artísticas, literárias, desportivas, científicas, entre outras, e por acções meritórias em favor da comunidade.
Paralelamente, cada aluno vai receber um livro no dia do seu aniversário, tendo depois que preencher uma ficha de leitura que será submetida a avaliação na disciplina de português. Além disso, as escolas terão apoio técnico no desenvolvimento de actividades relacionadas com o ambiente e a eficiência energética, bem como na edição de uma publicação sobre os resultados das avaliações ao AEN. "O nosso sonho é que Portugal seja visto como um país culto, pelo que seria proveitoso que todos os alunos, pelo menos desde o 1º ciclo ao 12.º ano, recebessem um livro no seu dia de anos, oferecido pelas empresas portuguesas que desenvolvem negócios com o Estado", acrescenta José Teixeira.
Recorde-se que o Grupo DST coopera regularmente com outras entidades, através do patrocínio da Feira do Livro de Braga, da entrega de um Prémio de Literatura, de âmbito nacional, no valor de 15 mil euros, do apoio a iniciativas da Universidade Católica Portuguesa e Universidade do Minho e da oferta de livros a várias escolas e associações, entre várias outras.