Depois de uma descida entre três e quatro cêntimos na semana passada, os preços vão voltar a subir por causa do furacão.A gasolina deve ficar mais cara em Portugal a partir da próxima semana reflectindo a subida dos preços do petróleo nos últimos dias.
Os mercados estão preocupados quanto ao impacto do furacão “Irene” sobre as refinarias da costa Oeste dos Estados Unidos.
Fonte da Galp deixou no ar esta possibilidade já que a petrolífera "reflecte a evolução das cotações médias da gasolina e do gasóleo no mercado europeu".
Livro analisa perigos que correm forças de segurança
“Polícia à portuguesa, take 2” analisa também as elevadas taxas de suicídio. Numa altura em que as condições de trabalho nas forças de segurança voltaram a ter destaque mediático, sobretudo por causa dos protestos já agendados para Setembro, chega às bancas mais um livro sobre a vida dos polícias portugueses. Chama-se “Polícia à portuguesa, take 2”, e repete a fórmula de um outro livro lançado em 2008 pelos mesmos autores, ou seja, tem como base entrevistas realizadas a vários profissionais, de várias polícias. Há três anos, no livro “Policia à portuguesa, um retrato dramático”, descrevia-se uma PSP mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho. Agora alarga-se o olhar à GNR e à Polícia Judiciária e incide-se o foco no risco que estes profissionais correm, seja no dia-a-dia nacional, seja nas missões internacionais.
Uma nova abordagem que conduz o leitor para os perigos da profissão mas, igualmente, para o peso significativo que o suicídio tem nas estatísticas das forças de segurança: quase meia centena de suicídios registados na PSP nos últimos 18 anos e quase o dobro na GNR. Fernando Contumélias, um dos autores, diz que essa é, aliás, uma das grandes reflexões propostas por este livro. E mesmo que a relação causa efeito seja meramente estatística, Fernando Contumélias não hesita em aplicá-la nas forças de segurança. De resto, com base uma vez mais no método de recolha de testemunhos aleatórios dentro dos dispositivos, os autores concluem que é impensável cortar ainda mais, num sector que nunca teve o orçamento necessário, que quanto mais cortes forem feitos mais complicada será a vida dentro das polícias mas também que, apesar de tudo, o sentido profissional será sempre mais forte do que a vontade de protestar. O livro de Fernando e Mário Contumélias é lançado pela editora Babel.
Associação de municípios concorda com extinção de empresas municipais
O Governo decidiu ontem alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria. A Associação de Municípios Portugueses (AMP) dá um parecer positivo à decisão do Governo de proibir a criação de mais empresas municipais e concorda que as que não cumprirem os objectivos devem ser encerradas. Fernando Ruas diz que não quer criar um campo de batalha com o Governo na questão das empresas municipais, por isso, para o presidente AMP, a resposta à troika pode já ser dada: “a partir de agora, não há possibilidade de criar mais empresas municipais”. Fernando Ruas diz ainda que concorda com a extinção de as empresas que não se justifiquem estarem abertas.
“A associação a que presido estará inteiramente de acordo com todas as empresas municipais que não se justifiquem sejam extintas de imediato. Todas as que não se justifiquem. Queremos também salvaguardar as empresas municipais que são um óptimo auxiliar de gestão, que cumprem muito bem a sua função, e que não se generalize no sentido de as anular todas”, defende Fernando Ruas. O presidente da Associação de Municípios Portugueses a demonstrar apoio ao Governo, mas quanto ao número de empresas a encerrar, prefere aguardar pelas conclusões do estudo sobre as empresas municipais. O Governo decidiu ontem em Conselho de Ministros alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria.
Passos Coelho vai fazer périplo pela Europa
Na próxima semana, o primeiro-ministro português tem encontros marcados com Merkel, Sarkosy e Zapatero. O primeiro-ministro realiza na próxima semana um périplo europeu que inclui encontros com a Chanceler alemã, o chefe do Governo espanhol e o Presidente francês, disse à Lusa fonte do gabinete Pedro Passos Coelho. Na quarta-feira, tem uma reunião em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, com quem deve passar em revista, os últimos desenvolvimentos na Europa e na Zona Euro, bem como o plano de reformas estruturais e de ajustamento económico em Portugal, na sequência do Conselho Europeu de 23 de Junho e da Cimeira da Zona Euro de 21 de Julho. Da agenda do encontro fazem ainda parte as relações bilaterais entre os dois países e outros temas de actualidade internacional. Na quinta-feira, 1 de Setembro, Passos Coelho vai encontrar-se em Berlim com a Chanceler alemã, Ângela Merkel, com uma agenda de trabalho semelhante à de Madrid. No regresso de Berlim, o primeiro-ministro passa ainda por Paris, onde participa numa reunião internacional promovida pelo Presidente francês, Nicholas Sarkozy.
Jardim lança novas obras, e dívida madeirense sobe 11,5%...
Dados do Tribunal de Contas revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. O líder da Madeira lança novas obras públicas, mesmo depois de admitir ruptura financeira e ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas. Com as eleições à porta, Alberto João Jardim continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas, escreve o “Diário Económico”. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar “luz verde” a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Mas em clima de pré-campanha eleitoral (as eleições estão marcadas para 9 de Outubro), Alberto João Jardim deu prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. Em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d' Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.
EUA pediram informações sobre comunidade muçulmana em Portugal
A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. Os Estados Unidos pediram à sua diplomacia em Lisboa informações sobre a comunidade muçulmana em Portugal, refere um telegrama de Janeiro de 2010 divulgado pela WikiLeaks. Em resposta ao pedido, a embaixada norte-americana em Lisboa disse que "a comunidade muçulmana em Portugal é de cerca de 50 mil membros (menos de 1% da população), a maioria são descendentes indo-paquistaneses, bem como imigrantes das antigas colónias de Portugal de Moçambique e Guiné-Bissau". No telegrama, de 14 de Janeiro de 2010 e com referência “10LISBON20”, a embaixada norte-americana diz ainda que a mesquita principal é localizada em Lisboa, existindo "muitas salas de oração em todo o país", destacando que "os muçulmanos em Portugal não são politicamente activos enquanto muçulmanos e mantêm um perfil relativamente discreto".
A diplomacia norte-americana reportou, no mesmo telegrama, que "mantém contacto com a comunidade muçulmana" e com vários líderes religiosos, acrescentando que "tem o mesmo envolvimento com a comunidade muçulmana em Portugal que com outras comunidades religiosas em Portugal". A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. A organização começou na quarta-feira a publicar telegramas até agora desconhecidos, incluindo relatórios diplomáticos confidenciais. Além de Portugal, foram divulgados documentos relativos a Angola, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.
Instituições de Solidariedade estão com a corda na garganta
Falta dinheiro para cumprir compromissos, por exemplo, pagar obras. Apoios às instituições de solidariedade tem faltado, diz Pe. Lino Maia. Grande parte das Instituições de Solidariedade Social está com dificuldades económicas. A denúncia é feita por António Figueiredo, da União Distrital de Setúbal, que aponta as instituições de Setúbal, Braga e Aveiro como as mais endividadas. O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), garante que estes são apenas exemplos da realidade nacional. “Por um lado, são as famílias que não podem suportar as suas comparticipações, por causa do endividamento, desemprego, crise. Também não tem havido aumentos de apoios por parte do Estado”, explica. A falta de verbas é visível, assegura o presidente da CNIS. “Algumas [instituições estão] com obras em curso e com dificuldade em pagar”.



