Liberdade e o Direito de Expressão
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Turismo interno em queda no Algarve
Austeridade mudou os hábitos das férias da Páscoa e foram os mercados internacionais que vieram salvar o turismo.... Subsídios de férias e Natal podem acabar de vez... Novas regras de subsídio de desemprego pode levar a despedimentos nos "Recibos Verdes"!
Com a crise os portugueses estão a viajar menos, mesmo dentro de Portugal. Nesta Páscoa, quem saiu foi mesmo para fora de portas. No Algarve, a Páscoa superou as expectativas, mas não pela procura interna. “As ocupações estão acima do que estava inicialmente previsto, atendendo à situação económica que o país atravessa e às medidas de austeridade. Por um lado, assiste-se a uma descida por parte do mercado interno e espanhol e, por outro lado, uma subida do nosso principal mercado fornecedor, que é o Reino Unido, o que, de alguma forma ajuda a compensar a descida que se verifica no mercado interno e espanhol”, afirma à Renascença o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Elidérico Viegas. O mesmo sentem os responsáveis pelo turismo na Madeira: os portugueses foram para outro lado e deram lugar aos estrangeiros. “Esta época da Páscoa ficou abaixo dos anos anteriores. As ocupações são satisfatórias, mas aquém daquilo que é normal numa época como esta. O mercado que teve um resultado menos bom foi o nacional, que diminuiu significativamente as reservas para a Madeira nesta época do ano. E foi compensado pelos mercados internacionais, que cresceram”, indica João Welch, da Associação das Agências de Viagens. Ao que tudo indica, os portugueses preferiram sair para fora do país. O destino mais procurado foi Cabo Verde, para onde os voos “charter” esgotaram. “Foi um destino que se vendeu muitíssimo bem, teve bastante procura”, refere Nuno Anjos, do operador Soltrópico, adiantando que os Açores também tiveram “um aumento da procura” esta Páscoa. A crise fez-se, assim, sentir nos principais destinos turísticos portugueses, mas os mercados internacionais vieram compensar um pouco a perda.
"Troika" admite que subsídios de férias e Natal acabem de vez
"Teremos que ver isso. Por agora, por razões constitucionais, a duração é de dois anos. Teremos que ver se isto se tornará uma medida permanente ou não, mas isso agora não foi discutido", refere o chefe adjunto da missão da "troika", Peter Weiss. A “troika” não exclui que o corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos portugueses venha a ter carácter permanente. O fim do 13º e do 14º mês deverá durar até 2013, enquanto durar o programa de ajustamento, mas, na apresentação da mais recente avaliação da implementação deste programa por Portugal, Peter Weiss, o chefe adjunto da missão da “troika”, não descartou a possibilidade de tal medida vir a assumir carácter permanente. “Teremos que ver isso. Por agora, por razões constitucionais, a duração é de dois anos. Teremos que ver se isto se tornará uma medida permanente ou não, mas isso agora não foi discutido”, afirmou. Na apresentação do relatório, Weiss destacou ainda o aumento do desemprego e os seus custos orçamentais como a principal preocupação dos credores internacionais. Por isso, a “troika” defende que Portugal reduza ainda mais a duração do subsídio de desemprego prevista para os trabalhadores com mais de 20 anos de serviço. Quanto ao aumento do desemprego, que atingiu os 15% e superou as previsões da própria “troika”, a explicação deste responsável europeu é, no mínimo, peculiar: “Pode até acontecer a pedido dos trabalhadores, que é claro que estão interessados em ter uma maior duração do subsídio de desemprego, que pedem ‘em vez de me despedir em Abril, despeça-me em Março’ - pode ser isso. Isto está sempre a acontecer: quando se aumenta os impostos sobre o tabaco, as pessoas começam a comprar cigarros. Isto é um comportamento normal. Não temos quaisquer provas disso, mas avancei isso como uma das razões, porque, como eu disse ,nós não entendemos completamente os números”. No cômputo geral, a “troika” consdiera que o desempenho de Portugal está a ser assinalável e dá luz verde ao pagamento dos 15 mil milhões de euros da quarta tranche do programa de ajuda, o que poderá acontecer no final de Maio ou início de Junho. A Comissão Europeia apresentou o seu relatório sobre a terceira avaliação do programa de ajuda externa. O documento é globalmente positivo para Portugal, mas inclui alguns alertas, nomeadamente sobre o desemprego e o custo excessivo das rendas de energia.
Empresas e Estado vão aproveitar novas regras de subsídio de desemprego para despedir "Recibos Verdes"
Em clima de crise, e com os recibos verdes integrados no subsídio, paradoxalmente haverá despedimentos em massa... A prestação vai durar também menos tempo mas os direitos adquiridos até Março ficam salvaguardados na primeira perda de emprego. Se vai pedir o subsídio de desemprego, saiba que há novas regras desde ontem. O valor e a duração da prestação são algumas das novidades mais relevantes. Os prazos da prestação vão ser reduzidos, mas os direitos adquiridos até 31 de Março dos actuais trabalhadores ficam salvaguardados na primeira perda de emprego. As novas regras de atribuição do subsídio de desemprego para trabalhadores dependentes, que foram aprovadas pelo Governo em Conselho de Ministros a 19 de Janeiro, entraram em vigor a 1 de Abril e implicam alterações para a atribuição desta prestação social. Desde logo, a redução da duração do subsídio de desemprego para 18 meses, embora se admita o alargamento até aos 26 meses para quem tenha mais de 50 anos. Também o período mínimo de concessão do subsídio de desemprego vai passar de nove para cinco meses. É ainda criado um regime "transitório e excepcional de apoio aos desempregados com filhos" com uma majoração de 10% do montante do subsídio de desemprego para casais e famílias monoparentais com filhos a cargo.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Alga venenosa na costa algarvia
Desde o princípio da tarde que a Polícia Marítima está a percorrer toda a zona afectada, impondo o içamento da bandeiras vermelha e instruindo os nadadores salvadores para que desaconselhem a prática balnear. A praia das Furnas é a única das interditadas que não é considerada zona balnear, não tendo nadador salvador pelo que a Polícia Marítima "terá especial cuidado" no aconselhamento dos banhistas daquele areal. A interdição, decretada pela Administração Regional de Saúde, deverá manter-se todo o fim-de-semana, adiantou a mesma fonte.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Algarve tropical
Eles sempre "estiveram cá", só que andavam escondidos... Um tubarão-martelo avistado pela Autoridade Marítima, na costa algarvia, ao sul de Quarteira.Um tubarão-martelo com cerca de três metros foi avistado na terça-feira a Sul de Quarteira pela tripulação de uma lancha da Marinha, disse hoje à Lusa fonte da Autoridade Marítima. De acordo com a mesma fonte, o animal foi avistado a 4,5 milhas da costa (aproximadamente oito quilómetros), num mês em que já se registaram pelo menos mais dois avistamentos, na praia do Zavial, Vila do Bispo e na Fuseta, Olhão. Na praia do Zavial os banhistas foram mesmo aconselhados pelos nadadores salvadores a sair da água, conduta que, segundo o diretor de Ciência e Educação do parque temático Zoomarine, é a correta nestes casos. "Como com qualquer animal selvagem deve evitar-se estar próximo dos tubarões e sair da água de forma calma", referiu Élio Vicente, lembrando, contudo, que o animal costuma também afastar-se na presença de humanos. De acordo com o biólogo, a presença de tubarões na costa portuguesa "é normal", pois sempre houve, e o que é "novidade" é o facto de estes se aproximarem da costa e os humanos os avistarem. "Os tubarões sempre estiveram cá mas não eram vistos", resume, acrescentando que existe uma rota migratória de tubarões com passagem pela costa portuguesa nesta altura do ano. A migração de várias espécies de tubarões por motivos de alimentação ou reprodução em conjunto com o aumento da temperatura da água são fatores que favorecem o avistamento destes animais, explica o biólogo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Vermelho para "Algarve Litoral"
O Tribunal de Contas (TC) recusou a atribuição de visto prévio ao contrato da concessão rodoviária Algarve Litoral, adjudicada ao consórcio liderado pela Edifer, disse hoje à Lusa fonte oficial da empresa.
A fonte oficial da Edifer disse à Lusa que foi informada da recusa do visto prévio pela Estradas de Portugal (EP).
A concessão Algarve Litoral é a quarta concessão rodoviária à qual o TC recusa a atribuição de visto prévio, depois das concessões Douro Interior, adjudicada ao consórcio liderado pela Mota-Engil, Auto-Estrada Transmontana, adjudicada ao consórcio encabeçado pela Soares da Costa, e Baixo Alentejo, adjudicada ao consórcio liderado pela Edifer.
A concessão Algarve Litoral encontra-se na "fase de finalização dos projectos e de arranque dos trabalhos no terreno", disse a fonte oficial da Edifer, referindo que "não são ainda relevantes nem as intervenções efectuadas nem os valores de investimento associados".
O arranque dos trabalhos nesta concessão, que representa um investimento de 399 milhões de euros e deverá criar 1.500 postos de trabalho, deverá acontecer "até ao final do ano", de acordo com a Edifer.
A concessão Algarve Litoral foi lançada em Março de 2008 e contratada em Abril de 2009 ao consórcio Rotas do Algarve Litoral, constituído pela Edifer, Iridium, Dragados, Tecnovia e Conduril.
Esta concessão inclui a construção, conservação e exploração de um conjunto de variantes das estradas nacionais (EN) 125, da EN2, EN395 e EN270.
O TC deverá ainda analisar os contratos das concessões rodoviárias Litoral Oeste e Baixo Tejo.
