Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agosto começa com chuva e fogo

Incêndio destrói bares na Foz do Arelho
                                                                                                                          
Os bombeiros receberam o alerta para o incêndio às 05h10. Bares de madeira no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha, ficaram destruídos. GNR está a recolher indícios no local e é aguardada a chegada da Polícia Judiciária. Fogo arrasa bares de praia. Mais de 20 pessoas ficam sem emprego.
                           
Cinco bares de madeira foram completamente destruídos por um incêndio no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. O fogo foi dominado cerca das 06h30. "Os bombeiros receberam às 5h10 o alerta de que estariam dois bares a arder, mas quando chegámos as chamas já tinham alastrado a todos os bares e ao estrado sintético", disse à Lusa o comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, José António Silva. Os bombeiros conseguiram impedir que as chamas chegassem aos quiosques de venda de artigos de praia, contíguos aos bares. No local estiveram 10 veículos e 30 homens das corporações das Caldas da Rainha, São Martinho do Porto e Óbidos, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria. A GNR está a recolher indícios no local onde, às 07h30 os bombeiros aguardavam a chegada da Polícia Judiciária.
Centenas de milhares de euros em prejuízos materiais e a perda de cerca de 20 postos de trabalho são as consequências de um incêndio que destruiu sete bares de madeira no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. "Os prejuízos ainda não estão contabilizados, mas serão na ordem das centenas de milhares de euros", disse à Lusa Miguel Machado, proprietário de um dos sete bares destruídos pelo fogo. "Aqui trabalhávamos quatro pessoas e nos outros seis bares, além dos proprietários, também todos tinham funcionários", afirma o comerciante, que estima que se tenham perdido "seguramente mais de 20 postos de trabalhos directos e cerca de mais uma dezena indirectos". Maria da Luz Barros, proprietária do bar "Rainha da Filhós", é outra das comerciantes com perda total no estabelecimento que explora há 19 anos, nove dos quais nas instalações de madeira que agora arderam. "Temos seguro, mas, por agora, ficamos sem nada e não sabemos como será o futuro. O Verão está acabado", lamenta. Os bombeiros receberam o alerta para o incêndio às 05h10, através de um pescador que terá dado a indicação de que estariam dois bares a arder. A PJ está a investigar o incidente.
                                                                          
Buzi-Não às portagens
                                                                                                                       
Algumas buzinadelas de protesto na ponte 25 de Abril, mas a altura de pagar decorreu sem problemas. O renovado apelo ao buzinão contra a introdução de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto teve algumas respostas, especialmente a partir das 17 horas. Ao longo do dia muitos dos que passaram na ponte foram mostrando esse descontentamento com algumas buzinadelas, mas quando chegou à altura, sempre pagaram sem problemas. A comissão de utentes foi apelando e coordenando os protestos, sendo que a melhor resposta foi do lado dos utentes que saiam de Lisboa. Os manifestantes protestavam contra as portagens, mas também contra o aumento dos
                                                                                             
Eixo Atlântico diz aos galegos que visitem Portugal "sem temor" das portagens
                                                                                                                                          
Até que os sistemas de cobrança estejam operacionais para veículos com matrícula estrangeira, os galegos esperam que continue a “política de tolerância”. O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular apela a que os galegos façam turismo no norte de Portugal porque os pórticos das antigas SCUT não fazem a leitura de matrículas estrangeiras. O secretário-geral da associação, o galego Xoan Mao, sustenta que é impossível aos estrangeiros procurarem sistemas de pagamento das portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador e faz um apelo à tolerância do Governo português. Xoan Mao afirma que a “conversa” com a Secretaria de Estado dos Transportes de Portugal o leva a “animar” os espanhóis a “visitar Portugal sem qualquer temor a ter problemas por causa das portagens”. Em declarações à imprensa, Xoan Mao diz que a questão das portagens criou uma “psicose” entre os turistas da Galiza que estão a procurar outros destinos de férias, prejudicando dessa forma o Turismo do Norte de Portugal. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, o socialista José Maria Costa, diz que são muito significativas as perdas do turismo e da restauração da região, desde que entrou em vigor o pagamento de portagens nas ex-SCUT e lembra aos galegos que podem viajar.
                                                                                  
Portagens provocaram “quebra de 20%” na economia do Norte e Galiza
                                                                                                                         
Autarcas do Norte de Portugal e da Galiza vão pedir reuniões com os governos de Lisboa e Madrid. Os governos de Portugal e Espanha vão receber pedidos de reunião urgente dos autarcas do Eixo Atlântico que pretendem abordar o actual momento da mobilidade transfronteiriça, apontando uma quebra de 20% no movimento económico. A posição saiu de um encontro que esta sexta-feira juntou os autarcas do Norte de Portugal e da Galiza, no qual o secretário-geral do Eixo Atlântico mostrou a "inquietude" galega com as dificuldades na mobilidade entre as duas regiões. Xoán Mao disse mesmo que desde a introdução de portagens nas antigas SCUT do Norte de Portugal a actividade económica na euro-região registou "uma redução na ordem dos 20%". Mao afirmou que só uma estimativa da empresa Repsol aponta para a redução do consumo de combustíveis, entre a zona de Tui e Valença, "de cerca de 10%", o que é visto como prova da redução do tráfego naquela zona de fronteira entre Portugal e Galiza. Do encontro voltou a sair a exigência dos autarcas de que o Governo português "tem de dar aos automobilistas galegos uma solução que garanta segurança [no pagamento] e que não aumente a incerteza actual". Isto, tendo em conta as dificuldades que o sistema de cobrança virtual está a provocar aos automobilistas espanhóis. Reclamam, por isso, um sistema de pagamento das portagens "único" para Portugal e Galiza.
Outra solução apontada pelo Eixo Atlântico, para "facilitar" o pagamento de portagens aos automobilistas espanhóis, prevê a emissão de vinhetas de utilização, válidas para um dia, e de fácil aquisição em vários postos de venda. Do lado português, dizem, a redução das deslocações de turistas galegos está a provocar uma quebra nos negócios de fronteira, sobretudo na hotelaria e restauração. Temas que os responsáveis pretendem abordar com os governos dos dois países. Ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o presidente do Eixo Atlântico vai também pedir um investimento na modernização da linha ferroviária entre Porto e Valença, para tornar a ligação à Galiza mais competitiva. Para que os comboios funcionem com tempos de viagem "mais curtos" e não as actuais mais de três horas do serviço desde o Porto, sustentou, por seu turno, Abel Caballero, também autarca de Vigo.
                                                                                                                   
Preço dos transportes aumentaram hoje, e voltam a subir em Janeiro
                                                                                                                              
Preços subiram hoje, em média, 15%. Ministro da Economia avança que vai haver novos aumentos no início de 2011. O preço médio dos transportes públicos vai aumentar em Janeiro de 2012, disse hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Em declarações à TSF, o governante garante que o Executivo vai fazer tudo para evitar novos aumentos, mas deixou claro que "em Janeiro, como sempre, haverá uma nova actualização das tarifas". Esta certeza de novos aumentos dentro de poucos meses foi deixada precisamente no dia em que entram em vigor os novos preços nos transportes públicos, que implicam um aumento médio de 15%. Álvaro Santos Pereira garante ainda que a reestruturação do sector que vai ser feita nos próximos meses vai levar a uma "redução dos custos de operação”. As empresas públicas de transportes dão milhões de euros de prejuízos e estão, algumas delas, em falência técnica.
                                                                                      
Ministro admite que corte da TSU implica "ajustamentos" no IVA
                                                                                                                   
Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirma que o défice do sector dos transportes é superior a 17 mil milhões de euros, o equivalente a cinco TGV’s entre Lisboa e Porto. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admite ajustamentos do IVA aquando da descida da Taxa Social Única (TSU) - as transferências das empresas para a Segurança Social. Álvaro Santos Pereira garante que a compensação pela descida a TSU terá de ser feita, sobretudo, com a redução da despesa, mas diz que será também necessário introduzir alguns "ajustamentos" no imposto sobre os produtos. "Se a descida da TSU for para a frente: cortar despesa, a austeridade tem que ser feita, principalmente, ao nível da despesa, e obviamente teremos que fazer alguns ajustamentos do IVA." O ministro revela que o Governo já tem em seu poder alguns estudos sobre os valores da eventual descida da Taxa Social Única e explica, em declarações à RTP, as vantagens da descida da TSU. O corte da TSU significa uma redução dos custos laborais e que não vai ser preciso reduzir salários para conseguir uma redução dos custos laborais, refere Álvaro Santos Pereira. As empresas, sublinha, ficam mais competitivas, conseguem exportar mais, aumentar a produção, precisam de contratar mais pessoas e reduzem o desemprego, que "é a principal chaga social que nós temos neste momento".
                                                                                                              
Sindicato considera que aumento nos transportes deve-se a "gestão desastrosa"
                                                                                                                             
A FECTRANS não ficou convencida com os argumentos do Ministério da Economia sobre o substancial aumento nos transportes públicos. No dia em que as tarifas dos transportes públicos aumentaram em média 15%, uma delegação dos sindicatos dos transportes e dos movimentos de utentes foi recebida no Ministério da Economia. "A gestão desastrosa" no sector é apontada por um dos sindicatos como uma das causas da actual situação. Amável Alves, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), considera que “a verdade é que há alternativas e esta situação a que chegamos deriva daquilo que é uma política desastrosa na gestão destas empresas e também as opções políticas ao longo dos anos”. Amável Alves resumiu ainda aos jornalistas o encontro no ministério da Economia: “O que nos foi dito foi o velho argumento de que estas são decisões que são impostas do exterior, pela 'troika'. [A decisão] também [tem que ver] com a dificuldade das empresas [e foi-nos dito que] não haveria alternativa aos aumentos nos transportes”, disse o responsável da FECTRANS. Esta manhã foram ensaiados alguns protestos e a linha do Norte chegou a estar cortada em Santa Iria por meia hora. O Ministério da Economia apela à compreensão dos portugueses, afirmando que as empresas de transportes públicos estão numa situação muito difícil. Também por decisão do Ministério, este ano não há borlas nas portagens em Agosto na ponte 25 de Abril. Hoje, para as 18h00, está marcado um buzinão de protesto.
                                                                                      
Ministro da Defesa garante que vai arranjar dinheiro para pagar salários
                                                                                                                              
José Pedro Aguiar-Branco não diz, contudo, se a solução para arranjar os 160 milhões pode passar pelo Orçamento Rectificativo. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, reconhece dificuldades para pagar os ordenados no sector que tutela, mas garante que tudo está a ser feito para arranjar os 160 milhões de euros necessários até ao final do ano. José Pedro Aguiar-Branco não diz, contudo, se a solução pode passar pelo Orçamento Rectificativo que o Governo irá apresentar quarta-feira. Apenas garante que o problema será ultrapassado. “No momento oportuno, todas estas situações serão ultrapassadas. É uma garantia que posso dar aos portugueses”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.
                                                                                            
PS admite aprovar Orçamento Rectificativo
                                                                                                                           
Documento vai ser apresentado depois de amanhã pelo Governo e é votado na sexta-feira. António José Seguro admite aprovar o Orçamento Rectificativo que o Governo vai apresentar depois de amanhã. O novo secretário-geral do PS esteve reunido hoje com Pedro Passos Coelho durante três horas e esse foi um dos assuntos em discussão. “Olharei para o conteúdo dessa iniciativa [Orçamento Rectificativo] e, se ela for a bem dos interesses de Portugal, naturalmente que terá o nosso voto favorável. Se não for, terá o nosso voto negativo”, disse António José Seguro. O Orçamento Rectificativo vai ser discutido depois de amanhã e é votado na sexta-feira
                                                                                                                             
Seguro não abre o jogo sobre as três horas de reunião com Passos Coelho
                                                                                                                     
Líder socialista reuniu-se com primeiro-ministro, mas não deu pormenores sobre reunião. António José Seguro e Pedro Passos Coelho estiveram reunidos esta manhã em São Bento durante três horas. À saída da reunião, o secretário-geral socialista não quis revelar o conteúdo da conversa. Seguro apenas disse que o PS é um partido responsável e que vai estar empenhado na defesa do interesse do país. “Foram abordados muitos temas nesta reunião: crescimento económico do país, a consolidação das contas públicas, por exemplo, mas uma coisa fica clara: para nós, Portugal está primeiro e nós estaremos sempre do lado da solução dos problemas dos portugueses”. António José Seguro comentou ainda os números do desemprego hoje revelados pelo Eurostat: a taxa caiu pela primeira vez este ano, de 12,4% para 12,2%. Apesar da descida, o secretário-geral dos socialistas mostra-se preocupado com os dados, uma vez que "o país está numa situação muito difícil".
                                                                                                           
Socialistas pedem esclarecimentos sobre venda do BPN
                                                                                                                             
Maria de Belém diz que os “contribuintes continuam a ser chamados a um grande esforço e não se vê nenhuma sanção relativamente a todos os actos” criminosos e de má gestão. O PS quer mais esclarecimentos sobre a solução que foi encontrada para o Banco Português de Negócios (BPN), mas quer sobretudo saber como anda o processo judicial que envolve aquele banco. Na primeira reacção oficial ao anúncio de que o BPN será vendido ao BIC por 40 milhões de euros e ainda sem que o Governo tenha explicado todos os contornos deste negócio, o PS vem dizer que é muito importante saber em que ponto está o processo judicial. “Precisamos de acompanhar tudo isto com muito pormenor e achamos que este contrato deve ser pautado por uma enorme transparência. Eu presidi à comissão do BPN, passou-nos muita coisa estranha debaixo dos olhos, para não chamar outra coisa”, afirma a líder da bancada parlamentar socialista. Maria de Belém diz que os “contribuintes continuam a ser chamados a um grande esforço e não se vê nenhuma sanção relativamente a todos os actos” criminosos e de má gestão. Em relação aos contornos do negócios de venda do BPN ao BIC, a líder parlamentar do PS diz: “Só conhecemos que 40 milhões correspondem a um esforço de capitalização muito maior” e que as indemnizações a pagar a trabalhadores estarão a cargo do Estado. “Não teria feito nenhum sentido que a troika tivesse imposto a reprivatização do banco para acabar com encargos para o Estado e o Estado continuasse com encargos”, apesar
                                                                                                                           
Comunistas acusam o Governo de ter oferecido o BPN
                                                                                                                                
Governo ainda não deu explicações sobre o negócio da venda do BPN ao banco angolano. O PCP considera que o caso BPN é um negócio lesivo para os interesses do Estado. Rui Fernandes, da comissão política dos comunistas, acusa o Governo de ter oferecido o banco a privados. “Este é um negócio que não serve o interesse nacional. Prosseguindo o rumo do Governo PS, o Estado paga para que um grupo privado fique com o BPN limpo, pronto a poder começar a facturar em todo o seu esplendor”, disse. Também o Bloco de Esquerda considera que se trata de um negócio ruinoso para o Estado. A Federação do Sector Financeiro também critica a solução encontrada pelo Governo. O Governo ainda não explicou o porquê da escolha do BIC para vender o Banco Português de Negócios (BPN) por 40 milhões de euros. Segundo as notícias avançadas ontem, havia propostas superiores a 100 milhões de euros, mas foi o banco luso-angolano a ficar com o BPN. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas.
                                                                                                                                          
Nuno Melo pede que Vítor Constâncio assuma falhas no caso BPN
                                                                                                                                                         
O BPN foi vendido por 40 milhões de euros ao banco luso-angolano BIC Portugal. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas. Nuno Melo olha para a venda do BPN, por 40 milhões de euros ao BIC, como a solução possível, após a desvalorização da instituição financeira. O agora eurodeputado do CDS, que presidiu à comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, lamenta os 2,4 mil milhões que a nacionalização do banco custou aos contribuintes. Diz ainda que Vítor Constâncio devia agora assumir a responsabilidade das falhas de supervisão, enquanto governador do Banco de Portugal. “Durante este tempo, os contribuintes foram suportando os prejuízos, o Estado agora arrecada o montante que pode, que é manifestamente insuficiente”, lamenta o eurodeputado. Mas Nuno Melo criticou também a actuação de Vítor Constâncio, enquanto governador do Banco de Portugal. Agora que o banco está vendido, o eurodeputado pede que o actual vice-governador do Banco Central Europeu reconheça "ao menos alguma, pouca que fosse, responsabilidade numa supervisão que acabou por ser, nas suas falhas, a causadora deste desfecho”. O BPN foi vendido por 40 milhões de euros ao banco luso-angolano BIC Portugal. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas. O total do custo do Estado com o BPN, descontado do preço de venda, ascende nesta data a cerca de 2,4 mil milhões de euros. Esta tarde, o PS pediu mais esclarecimentos sobre a solução encontrada para o Banco Português de Negócios, mas quer, sobretudo, saber como anda o processo judicial que envolve aquele banco. Também o Bloco de Esquerda considera que se trata de um negócio ruinoso para o Estado. Da mesma forma, a Federação do Sector Financeiro também critica a solução encontrada pelo Governo. Ao coro das críticas junta-se o PCP, que considera que o caso BPN é um negócio lesivo para os interesses do Estado. Rui Fernandes, da comissão política dos comunistas, acusa o Governo de ter oferecido o banco a privados.
                                                                                                                                          
Comissária europeia quer desmantelar "cartel" das agências americanas
                                                                                                                                         
“A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, defende Viviane Reding. A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, propôs hoje o desmantelamento das três maiores agências de "rating" norte-americanas - Standard & Poor's, Moody's e Fitch. A proposta foi feita em declarações ao jornal alemão “Die Welt”. “A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, disse a comissária luxemburguesa, exigindo mais transparência e mais concorrência na avaliação de Estados pelas referidas agências. “Só vejo duas soluções: ou os Estados do G20 decidem desmantelar o cartel das três agências de 'rating' norte-americanas e de três agências fazem seis, por exemplo; ou criar agências de 'rating' independentes na Europa e na Ásia”, descreveu Reding. A controvérsia em torno das agências de “rating” em questão - que têm sede em Nova Iorque e, por isso, estão fora da esfera de influência da União Europeia - reacendeu-se na semana passada, depois da Moody’s ter baixado em três níveis a notação da dívida pública de Portugal, passando a classificá-la como"lixo". A referida agência alegou que Portugal irá precisar de um segundo pacote de ajuda externa, tal como a Grécia, o que gerou vários protestos, sobretudo porque o novo Governo de Pedro Passos Coelho se comprometeu a ir além do plano de austeridade negociado há poucas semanas com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.
                                                                                                                                    
                                                                                                           
                                                                                                                                                       

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crise entra no auge

"Empresas caem como castelos de cartas"
                                                                                                   
O patrão da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, diz que o seu grupo perdeu 19 fornecedores importantes no primeiro trimestre e instiga os portugueses a pedirem responsabilidades aos governantes.
                                          
O presidente da Jerónimo Martins garante que as empresas portuguesas estão a cair "como castelos de cartas" por falta de crédito bancário. Num encontro promovido ontem pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Faro, um dos empresários mais bem-sucedidos do país pediu à sociedade civil que exigisse responsabilidades aos governantes. "Somos nós que lhes pagamos o ordenado", lembra Soares dos Santos
“O país tem que ser o resultado da nossa vontade. É isso que temos que dizer aos nossos governantes, porque eles estão lá para nos governar. Somos nós que lhes pagamos o ordenado. Eles têm que compreender isso - não têm o poder de destruir as nossas contribuições. É isto que a sociedade civil em Portugal tem que fazer”, defendeu Alexandre Soares Santos. E, entre confidências empresariais, o empresário revelou que o seu grupo está a financiar alguns produtores de vinhos, porque a banca cortou os empréstimos. “E como a banca cortou os empréstimos, as empresas estão a cair como castelos de cartas”, alertou. "As empresas estão a cair como castelos de cartas", alerta patrão da Jerónimo Martins. “Em fornecedores, no primeiro trimestre, o Pingo Doce perdeu 19 importantíssimos, todos por falta de fundo de maneio. E há produtores de vinho neste país a quem estamos a financiar as vindimas, porque não têm dinheiro”, sublinhou ainda, acrescentando que uma das situações que mais o ofende é ver e ouvir dizer que uma empresa fechou portas. A palestra organizada pela ACEGE decorreu ontem à noite e foi subordinada ao tema “Portugal tem futuro”.
                                                                                                  
Produtores de leite fecham portas devido à concorrência estrangeira
                                                                                                           
Nos últimos anos, encerraram mil explorações leiteiras. 90% do leite vendido pelas marcas brancas é importado. Está a aumentar o encerramento de explorações leiteiras no país. O alerta parte da Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENELAC), cujo secretário-geral, Fernando Cardoso, explica que o problema é que “a grande distribuição enveredou por uma estratégia, nos últimos anos, de importação de produtos lácteos”, que chegam ao mercado português “a preços muito, muito baixos”. “Há pouco tempo, tivemos leite vendido nas grandes superfícies a 39 cêntimos por litro. Se o consumidor opta por essas importações, é evidente que há uma parte da produção nacional que não é comercializada ou é comercializada a um preço muito baixo”, acrescenta Fernando Cardoso. A produção nacional é suficiente para as necessidades do consumo interno, garante o secretário-geral da FENELAC. "O problema está nas importações, essencialmente promovidas pela grande distribuição para as suas marcas próprias e a preços muito baixos”. O futuro do sector está hoje em debate num seminário internacional em Santa Maria da Feira.
                                                                        
Presidente da CGD vai reunir com equipa da Moody’s
                                                                                                       
Apesar de criticar o recente comportamento das agências de “rating”, o banqueiro defende que a solução não passa por diabolizar estas empresas mas sim pela criação de uma agência de “rating” europeia. O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, vai reunir-se nos próximos dias com uma equipa da Moody’s, a agência de notação financeira que cortou esta semana o “rating” de Portugal para “lixo”. Faria de Oliveira diz que o encontro já estava agendado e adianta que sobre a mesa vai estar uma eventual descida do “rating” da banca portuguesa mas também os resultados dos testes de stress. O banqueiro considera que “não devemos entrar numa diabolização das agências de ‘rating’. Neste momento há de facto muitas interrogações que se colocam, mas as respostas devem ser dadas de uma maneira construtiva e pela positiva. A criação de uma agência de ‘rating’ europeia independente é uma excelente resposta às dúvidas que possa haver”. “A eventual utilização doutras agências de ‘rating’ de outras paragens e que são aceites em exigentes mercados financeiros” também pode ser uma solução, defende Faria de Oliveira. O presidente da CGD falava esta manhã à margem da apresentação de um estudo sobre a competitividade das cidades europeias. Já o comissário europeu para os assuntos económicos e monetários, Olli Rhen, veio dizer esta manhã que Bruxelas está efectivamente a trabalhar na criação de uma agência de “rating” europeia, uma tarefa que deverá estar concluída no Outono.
                                                                                                            
Presidente do BCE elogia medidas de austeridade em Portugal
                                                                                                     
“Também notei que 80 % do Parlamento aprovou os ajustes ao programa e isso é algo que considero ser importante”, acrescentou ainda Trichet. O presidente do Banco Central Europeu elogiou hoje as medidas tomadas pelo Governo português que vão além do acordado com a troika. “No caso do Governo português, constatei muito positivamente que algumas das decisões foram tomadas além daquilo que estava no programa [de ajuda externa]”, disse Jean Claude Trichet, que elogiou a extensão da lista de privatizações e o novo imposto extraordinário. “Também notei que 80 % do Parlamento aprovou os ajustes ao programa e isso é algo que considero ser importante”, acrescentou ainda Trichet. No final da reunião do conselho de governadores de hoje, em Frankfurt, o BCE decidiu subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base para 1,5%. O BCE anunciou também hoje que decidiu abdicar da opinião das agências de “rating” sobre a dívida portuguesa e que vai continuar a aceitar dívida portuguesa como garantia nas operações de financiamento.
                                                                    
Standard and Poor’s mantém “rating” de Portugal
                                                                                            
A maior agência de “rating” mundial diverge da sua parceira Moody’s, que decidiu colocar Portugal no “lixo”. As críticas não têm parado e está já marcada uma concentração para amanhã, em Lisboa. A agência de notação Standard and Poor’s decidiu manter o “rating” da dívida portuguesa. No entender da maior agência mundial do sector, Portugal deve conseguir baixar o défice público até 3% do PIB em 2013. A Standard and Poor’s acredita que o país sairá da recessão com um crescimento de 1%, um cenário assumido em Maio. Portugal está, assim, fora do "lixo", mas a agência avisa que os perigos e as dificuldades mantêm-se: os salários devem cair e as famílias e empresas podem enfrentar graves problemas. A percepção da Standard and Poor’s sobre a evolução do país contraria e leitura da Moody's, que colocou Portugal na categoria “lixo”. As críticas não têm parado e, ontem, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, foi claro: "Esses senhores não entram mais aqui!". Para amanhã, está marcada uma concentração de protesto em Lisboa.
                                                                         
Instituto de Gestão da Tesouraria acusa Moody's de "arrogância"
                                                                                 
A posição foi manifestada através de um e-mail enviado a todos os colocadores de dívida pública portuguesa, nomeadamente, internacionais. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) acusa a agência de notação financeira Moody’s de “arrogância” e de ter desvalorizado trabalho da “troika”. A posição foi manifestada através de um e-mail enviado a todos os colocadores de dívida pública portuguesa, nomeadamente, internacionais. De acordo com o “Jornal de Negócios”, o IGCP considera que "a análise da Moody’s é superficial baseada mais em opiniões do que em provas concretas, e mostra alguma arrogância em ignorar algumas das conclusões tiradas pela troika depois de um trabalho intensivo e contactos muito mais vastos". O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público adianta que os responsáveis da agência de notação “nem sequer se encontram com qualquer membro do novo Governo antes de avaliar os riscos relativos à execução orçamental". "A Moody’s não deu o benefício da dúvida a um novo Governo eleito com um mandato claro de implementar um ajustamento orçamental ainda mais duro do que o acordado com a troika", sublinha o instituto liderado por Alberto Soares.
                                                                                
Câmara de Lisboa apela a concertação contra a Moody's
                                                                                             
Depois de ter ontem cortado o 'rating' a três dos principais bancos portufgueses, a agência de notação americana Moody's continua na sua "senda destruidora" contra Portugal, e anunciou hoje que baixou o 'rating' das cidades de Lisboa e Sintra, bem como das regiões autónomas dos Açores e Madeira, para "lixo". A Câmara de Lisboa considerou hoje "incompreensível" o corte do "rating" da cidade para "lixo", decidido pela agência de notação norte-americana Moody's. A autarquia apela a uma "actuação concertada" com os restantes visados pelo corte: Sintra, Açores e Madeira. "É incompreensível a actuação da Moody's pelo 'downgrading' [quebra na notação] atribuído à Câmara de Lisboa. E estranho o momento", disse a vereadora das finanças da Câmara de Lisboa, Maria João Mendes (PS). A vereadora lamentou ainda que "a Europa não saiba defender-se a si própria" e apelou a "uma actuação concertada de todos os visados". Já o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara (PSD), disse à Lusa que considera a classificação "natural", dado que "segue as regras da Moody's na sequência da desclassificação da República portuguesa". Fernando Seara recusou prestar mais comentários. A agência justificou a quebra na notação dos quatro locais pela descida dos 'ratings' atribuídos a Portugal na terça-feira, o que teve "implicações para os 'ratings' dos governos locais e regionais dentro do país, dadas as suas estreitas ligações financeiras com o governo central". A agência de notação Moody's anunciou hoje que baixou o 'rating' das cidades de Lisboa e Sintra, bem como das regiões autónomas dos Açores e Madeira, para "lixo". A Moody's cortou o nível de Lisboa e Sintra em quatro degraus, de Baa1 para Ba2, com 'outlook' negativo, enquanto os Açores passaram de Baa2 para Ba3 e a Madeira de Baa3 para B1.
                                                                                                     
É oficial. Ponte 25 de Abril vai ter portagens em Agosto
                                                                                                               
A isenção de portagens em Agosto durou 15 anos e foi acordada no âmbito da renegociação do contrato de concessão entre o Estado e a Lusoponte. Este ano, as regras mudam. O Ministério da Economia confirma que, em Agosto, a ponte 25 de Abril vai ter portagens a pagamento. Num comunicado, o Ministério de Álvaro Santos Pereira justifica a decisão com as dificuldades financeiras que o país atravessa e os compromissos de redução de despesa pública assumidos pelo Estado Português. O Governo decidiu assim manter a medida já inscrita no orçamento para este ano e que vai permitir um ganho de 4,4 milhões de euros em 2011. Até 2019, a poupança será na ordem dos 48 milhões de euros.
                                                                                                          
Maior “jackpot” de sempre, hoje no Euromilhões
                                                                                                      
Sorteio de hoje vai ter um primeiro prémio no valor de 185 milhões de euros. Nenhum apostador voltou hoje a acertar na semana passada, pela sétima semana consecutiva, na chave completa do Euromilhões, pelo que haverá um “jackpot” de 185 milhões de euros, o maior de sempre, na sexta-feira, anunciou a Santa Casa Misericórdia de Lisboa. O segundo prémio, de 330.571,23 euros, foi atribuído a nove jogadores, um dos quais com aposta registada em Portugal. Já o terceiro prémio, no valor de 70.836,69 euros, coube a 14 apostadores, todos fora de Portugal, de acordo com os resultados do escrutínio divulgados pelo departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A última vez que houve um totalista no Euromilhões foi a 20 de Maio. O primeiro prémio valia 27,6 milhões de euros. Superados os 185 milhões de euros, valor máximo do primeiro prémio, o remanescente de receitas associadas passa para o segundo prémio, o que poderá acontecer a partir de sexta-feira caso não volte a haver totalista. Em Fevereiro, um 'jackpot' de 183 milhões de euros, o maior até à data e acumulado durante quase três meses, foi distribuído por três apostadores, um dos quais português.
                                                                                     
Sabia que maioria dos vencedores perde tudo em dois anos?
                                                                                            
Um especialista em finanças pessoais deixa-lhe alguns conselhos para que tal não aconteça, no caso de ser um dos felizardos desta sexta-feira. Cinco números e duas estrelas podem mudar a vida a muita gente. Mas essa mudança pode não durar para sempre. Estudos desenvolvidos por economistas e neuro-economistas revelam que as pessoas que ganham elevados montantes de dinheiro de repente gastam tudo em dois anos.
Não embarque em investimentos ou negócios oferecidos, aconselha Susana Albuquerque. Uma maneira de evitar que tal aconteça é não emprestar dinheiro “para investimentos que nos são oferecidos”, refere Susana Albuquerque, especialista em finanças pessoais, alertando para as várias “propostas de negócios e investimentos” que surgem quando alguém é premiado. “O meu conselho é que sejam o mais conservadores possível, se querem garantir a manutenção da sua riqueza”, refere Susana Albuquerque, em declarações à imprensa. A especialista em finanças pessoais considera que a melhor maneira de manter - e também aumentar - a fortuna é investir uma larga fatia do prémio num dos produtos mais conservadores que existe: depósitos a prazo. Os depósitos a prazo são local seguro para guardar o seu dinheiro. “Primeiro, colocar a maior fatia, 90%, do dinheiro, em investimento seguro, de depósitos a prazo. Depois, os outros 10%, é ter bom aconselhamento profissional e compreender esse aconselhamento, pedindo que mostrem os resultados do seu trabalho nos últimos dois, três anos, ou seja, quanto dinheiro já deram a ganhar a outras pessoas”, aconselha Susana Albuquerque.
Hoje, há jackpot do Euromilhões. Os apostadores concorrem ao maior prémio de sempre deste concurso: estão em jogo 185 milhões de euros. É normal, por isso, que por estes dias os apostadores façam contas e sonhem com o que podiam fazer com tanto dinheiro. Antes do jogo desta sexta-feira, o maior valor – de 183 milhões de euros – foi sorteado em Fevereiro, com três apostadores portugueses a arrecadarem o prémio. Se o concurso de hoje voltar a não ter qualquer vencedor, os 185 milhões de euros vão manter-se como primeiro prémio, passando o remanescente para o segundo. O último sorteio em que o primeiro prémio foi atribuído já ocorreu há mais de um mês, a 20 de Maio, dia em que a chave vencedora rendeu 27,6 milhões de euros. Desde então, o primeiro prémio tem crescido todas as semanas.
                                                                                                            
Aí está mais uma rede social. E esta leva mesmo "mais" no nome
                                                                                                                                   
Para quem está insatisfeito (e não só) com a rede social mais popular do mundo - o Facebook -, a Google acaba de lançar uma alternativa. A Google não desiste das redes sociais e avança agora com o Google +. "Será um Facebook mais simples", com "potencialidades para poder ser uma alternativa interessante a quem não estiver satisfeito" com os serviços do Facebook e do Twitter, descreve Carlos Martins, autor do blogue "Aberto até de Madrugada". Depois dos fracassos do Orkut e do Buzz, "parece que finalmente a Google tem uma ferramenta que tem um potencial bastante interessante", salienta ainda Carlos Martins, em entrevista à Renascença. Além de ser de "compreensão mais simples", "mais versátil" e ter "uma interface mais bem pensada", Carlos Martins salienta que a maior vantagem desta nova rede social é mesmo o facto de estar integrada com os restantes serviços da Google. A nova rede social já é vista como uma ameaça "mais para o Facebook do que para o Twitter", na opinião de Pedro Anastácio, do blogue "Revolução Digital". "Se o serviço começar a pegar, a expansão poderá ser muito rápida", observa Pedro Anastácio. Ainda assim, o autor do "Revolução Digital" faz um alerta: "Uma rede social pode ser muito bem desenhada, mas não funciona se não tiver pessoas. Se não funcionar, a Google fica em maus lençóis, porque já é a terceira tentativa e a empresa poderá não ter muita margem de manobra para depois voltar a tentar", salienta Pedro Anastácio.
Mais uma ferramenta ao dispor dos media: - Uma nova rede social significa também mais um instrumento ao dispor dos órgãos de comunicação social. Pedro Anastácio considera que será uma mais-valia, sobretudo "se ganhar a dimensão que o Facebook tem". Por sua vez, Paulo Frias, docente e investigador de ciências da comunicação na Universidade do Porto, considera que ainda é cedo para prever o comportamento dos "media" nesta nova rede social. Relembra, aliás, que "o próprio Facebook começou por ser inicialmente uma rede de carácter muito conversacional" e hoje já apresenta uma forte componente informativa.
O que difere do Facebook: - Carlos Martins, do "Aberto até de Madrugada", já experimentou o Google +. Destaca os "google circles", que permitem agregar as pessoas por círculos de conhecimento. Por exemplo, o utilizador pode ter um círculo só de amigos e outro de colegas de trabalho - uma vez estabelecidos os "círculos", pode partilhar conteúdos exclusivamente com essas pessoas ou com todas ao mesmo tempo. Carlos Martins distingue também a função "stream", que permitir partilhar fotografias automaticamente, e a opção "hangouts", que possibilita fazer videoconferências entre um grupo de amigos. Considera, aliás, que esta é uma funcionalidade "muito interessante", dado que "podem estar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo, cada uma em sua casa, mas estão todos juntos no computador a verem-se uns aos outros". Outra das novidades consiste num motor de recomendações, denominado "Sparks", que organiza conteúdos de acordo com interesses do utilizador, obtendo informação através do motor de busca da Google. Para já, o Google + ainda funciona a meio gás, sendo apenas possível aderir através de convite, o que, na opinião de Pedro Anastácio, acarreta alguns riscos. Se, por um lado, "pode levar a que as pessoas tenham vontade de experimentar e haver aquela noção de fruto proibido", por outro lado "também pode levar a que as pessoas possam olhar para aquilo e pensar 'não me posso registar' e depois não voltam lá", diz.
Redes sociais a mais? - "A Internet está repleta de redes sociais", constata Carlos Martins. "Entretanto, não sabemos bem onde é que havemos de publicar o quê", acrescenta Pedro Anastácio. Para ambos, a questão é saber qual das redes sociais será a mais aglutinadora dos milhões de pessoas, agregando todas as funcionalidades num só serviço. Já Paulo Frias discorda dos dois "bloggers". Para o investigador, o que acontece é que as redes se vão sucedendo umas às outras, num ciclo de vida muito peculiar. "Em determinados momentos, há determinadas formas de comunicar que perdem espaço, porque há outras propostas diferentes e que atraem mais pessoas", argumenta Paulo Frias. "Não podemos ver isto como um somatório de redes gigantescas, porque isso nunca vai acontecer", conclui.
                                                                                  
Uma em cada três crianças portuguesas tem peso a mais
                                                                                                                    
OMS considera que obesidade está a atingir níveis epidémicos: em todo o mundo, 45 milhões são afectadas por esta doença. Portugal apresenta dos piores indicadores na Europa. Um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso e Portugal é um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil. Os dados são revelados por um estudo da Associação Internacional do Estudo da Obesidade (IASO), que vai ser apresentado esta semana numa conferência internacional, em Oeiras. A análise foi feita em 13 países europeus e Portugal é dos que tem maior prevalência de peso a mais em crianças, com a Itália a surgir em primeiro lugar. "Temos 14% de crianças com obesidade e 32% com excesso de peso", afirma a nutricionista Ana Rito, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, à agência Lusa. Bulgária, Irlanda, Lituânia, Noruega, Portugal, Suécia, Bélgica, Chipre, República Checa, Itália, Malta, Eslovénia e Letónia foram os países considerados. Dentro de dois anos, o sistema de vigilância nutricional infantil da Europa, conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conta ter novos dados, já com países como Espanha e Grécia. Apesar do leque de países estudados ainda não ser muito extenso, Ana Rito considera "muito preocupantes" os dados relativos a Portugal. Em Portugal, o estudo envolveu as cinco Administrações Regionais de Saúde e as regiões autónomas da Madeira e Açores – neste arquipélago, verificou-se maior prevalência de excesso de peso e obesidade. O Algarve foi a região que obteve melhores resultados. Os peritos nacionais e internacionais vão debater, em Oeiras, a problemática da obesidade infantil. Trata-se da Conferência Internacional de Obesidade Infantil – CIOI 2011, que conta com o apoio institucional do Instituto Nacional da Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e decorre no âmbito da Estratégia Internacional de Abordagem de Obesidade Infantil. Em todo o mundo, 45 milhões de crianças são afectadas por esta doença, que a OMS já considerou estar a atingir níveis epidémicos.
                                                                                                      
Crianças portuguesas comem pizzas e batatas fritas 4 vezes por semana
                                                                                                                       
Apenas 0,1% das crianças é que bebem água diariamente, segundo um estudo sobre obesidade infantil divulgado hoje. Mais de 90% das crianças portuguesas comem pizzas ou batatas fritas de pacote e bebem refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana. Apenas 0,1% das crianças é que bebem água diariamente. Os resultados são de um inquérito feito a mais de três mil pais de crianças do 1º ciclo, apresentados hoje pela nutricionista Ana Rito, durante a conferência internacional sobre obesidade infantil, que decorre em Oeiras. Outros dados deste estudo, avançado pela agência Lusa, indicam que hambúrgueres e salsichas são consumidos por 93% das crianças pelos menos quatro vezes em cada sete dias. O mesmo acontece com rebuçados, gomas ou chocolates em 88% dos menores. Sabe-se ainda que apenas 2% é que comem fruta fresca diariamente e só 3,5% incluem os legumes nas refeições. O estudo revela que um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso, sendo Portugal considerado um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil.
                                                                                              
                                                                                             
                                                                          

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Todos contra "judiarias" financeiras americanas

BCE ignora agências de “rating” e decide aceitar obrigações portuguesas
                                                                                                                             
A decisão de Jean Claude Trichet surge na sequência de um contestado corte para “lixo” na notação da dívida portuguesa por parte da agência Moody’s.
                                           
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu abdicar da opinião das agências de “rating” sobre a dívida portuguesa. O presidente do BCE, Jean Claude Trichet, anunciou hoje que a instituição vai continuar a aceitar dívida portuguesa como colateral nas operações de financiamento. Isto significa que mesmo que as agências de “rating” desçam a notação de Portugal de forma radical, o BCE vai ainda assim aceitar as obrigações portuguesas como garantia. "Decidimos suspender a aplicação do patamar mínimo de 'rating' de crédito aplicado aos requisitos de elegibilidade de colateral em operações de crédito do eurosistema, neste caso instrumentos de dívida emitidos ou garantidos pelo governo português", anunciou hoje Trichet. As declarações de Jean Claude Trichet foram feitas em Frankfurt, no final do conselho de governadores do BCE, que decidiu subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base para 1,5%.
                                                                                   
Cavaco diz que não há justificação para o corte de "rating"
                                                                                 
A julgar por declarações enviadas para a agência Lusa por fonte da Presidência da República, Cavaco Silva considera não haver a mínima justificação para a decisão da Moody’s. A agência colocou o "rating" português ao nível de "lixo". Em declarações atribuídas pela Lusa ao Presidente da República, Cavaco Silva defende uma resposta europeia, congratulando-se "com a condenação da atitude da agência de notação por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus". Segundo a mesma fonte, Cavaco Silva defende ainda que "as questões em torno da avaliação do risco e da notação financeira dos Estados-membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia". As respostas terão sido enviadas a questões colocadas pela Lusa sobre o corte de "rating" anunciado ontem pela Moody’s, que colocou Portugal ao nível de “lixo”.
                                                                
Estela Barbot defende Europa unida perante agências de "rating"
                                                                                                           
"Existe, realmente, uma posição de destruição da parte das agências, que a Europa como um todo tem que reagir", afirma a conselheira do FMI. A economista Estela Barbot, que integra o grupo de conselheiros do Fundo Monetário Internacional (FMI), diz que a Europa deve-se unir e reagir face à posição adoptada pelas agências de “rating”. Em declarações à imprensa, a empresária acusa as agências de notação de comportamento agressivo, um dia depois de a Moody’s ter cortado o “rating” de Portugal para “lixo”. “Eu acho que aqui existe, realmente, uma posição de destruição da parte das agências, que a Europa como um todo tem que reagir, ter medidas e conversas, eventualmente, com as próprias agências”, afirma Estela Barbot. “É um bom momento para a Europa se unir, porque isto não é um problema português, e a Europa tem que pensar em que medidas deve tomar para as agências americanas de rating não terem a importância que estão a ter”, sublinha. Questionada se é preciso diminuir o peso das agências de notação financeira, a economista responde que neste momento “isso seria muito bom pela maneira como elas se estão a portar”. “Obviamente que não há tempo para julgar o que vai acontecer em Portugal, mas estão a ser dados todos os sinais de um verdadeiro empenhamento. É nestas alturas que se demonstra que não podemos andar para trás, que não podemos sair do euro, que a Europa tem que ser unida”, afirma Estela Barbot. A conselheira do FMI diz que o trabalho das agências é necessário, mas lembra que os clientes das agências são potenciais interessados nas privatizações portuguesas.
                                                                                                 
"Não garanto resultados espectaculares" no inquérito às agências de rating
                                                                                                                    
“Basta que se pense que as agências de rating são organizações internacionais instaladas [noutros países], neste caso nos Estados Unidos", afirma Pinto Monteiro. O procurador-geral da República não está muito optimista quanto aos resultados do inquérito a uma queixa de um grupo de economistas contra as agências de “rating”. Pinto Monteiro diz que é "uma investigação dificil", que não garante “resultados espectaculares". “Basta que se pense que as agências de rating são organizações internacionais instaladas [noutros países], neste caso nos Estados Unidos. É uma investigação nada fácil, nem posso garantir que tenha resultados espectaculares. Mas sendo uma queixa fundamentada, explicada e com documentos, teve que se abrir um inquérito”, afirmou hoje aos jornalistas Pinto Monteiro, sem nada adiantar sobre prazos. Os economistas que apresentaram a queixa acusam as agências de crime de manipulação de mercado. Pinto Monteiro confirma que foi pedido um parecer à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), porque “é a entidade mais competente para falar sobre este assunto em Portugal”. “Foram pedidas informações. Quando houver algum despacho, será comunicado”, adiantou, à margem de uma acção de formação no Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
                                                                                              
Patrões lamentam inércia da União Europeia face às agências de "rating"
                                                                                                 
António Saraiva lembrou que Portugal sozinho não se consegue proteger da ameaça das agências de notação, que na sua opinião não são isentas nem independentes. O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) critica a inércia das autoridades europeias relativamente às agências de "rating". António Saraiva considera que há falta de proactividade da União Europeia "face ao poder especulativo" das agências de notação. “É inexplicável e não se compreende como a União Europeia permite que Estados-membros estejam expostos e fragilizados diante destas agências de 'rating', que lamentavelmente não são isentas, nem independentes”, sustentou hoje o presidente da CIP, em declarações prestadas em Leça da Palmeia. “Era uma inevitabilidade que esta surpresa que a Moody’s nos trouxe [corte do 'rating' de Portugal para 'lixo'] teria reflexos em toda a actividade económica - a banca, empresas, famílias”, lamenta ainda António Saraiva. O presidente da CIP considera ainda que Portugal não pode combater "sozinho estas ameaças". “Um dia saberemos o que legitimou estas continuadas quedas de notação. Mas é um problema que temos de tratar enquanto União Europeia. Portugal sozinho dificilmente conseguirá barrar-se a estas ameaças”.
                                                                           
Utilizadores do Facebook convocam protesto contra a Moody's
                                                                                                  
Entre as ideias que circulam nas redes sociais, há uma que propõe o envio de lixo para a agência norte-americana. A classificação de Portugal como ‘lixo’, decidida terça-feira pela Moody’s, está a indignar os utilizadores do Facebook, que se estão a mobilizar contra a agência de ‘rating’ e já convocaram um protesto, marcado para sábado em Lisboa. As múltiplas páginas, eventos e comunidades criadas desde o corte do "rating" português apelam a diferentes tipos de intervenção e vão dos mais simples grupos de discussão à manifestação mais ou menos organizada que está a ser promovido no “Protesto contra as agências de ‘rating’”. O local escolhido é o Terreiro do Paço, em Lisboa, e os organizadores pedem a quem quiser participar (mais de 200 pessoas já disseram que sim) que leve um saco de lixo, que servirá de “bandeira simbólica”. O antropólogo Pedro Félix, que se associou ao autor da ideia, o assessor da TAP André Serpa Soares, sublinhou que o objectivo é mostrar que “os cidadãos também têm opinião” e que esta não se resume à dos "opinion-makers" que aparecem nas televisões e nos jornais. Pedro Félix destacou que as redes sociais também podem e devem ser usadas “como instrumento para mobilizar as pessoas e não servem só como espaço de manifestação”.
Enviar lixo para a Moody’s: Um outro movimento que corre no Facebook, designado “Cortar na cotação da Moody’s”, já conta com mais de 16 mil aderentes e pede para “responder na mesma moeda” a quem “pôs o país no lixo”. O criador, David Carvalho, sugere que se “corte” na Moody’s, avaliando o website da empresa como ‘lixo’. Outra forma de indignação é a proposta pela página “Portuguese Junk Money", criada por Margarita Cardoso Menezes. “Vamos provar à Moody's que podemos pagar... com a nossa nova moeda” é a frase que lança o objectivo: enviar lixo para a morada da agência de "rating" norte-americana. Há também quem peça um minuto para protestar “contra o poder e comportamento das agências de ‘rating’”, no dia 11 de Julho, às 13h00, como a “Support Rating Agencies”, de António Mateus. Bruno Silva e Mário Ferreira, autores deste evento, defendem que é preciso “mostrar o desagrado” e sugere que se mande uma mensagem “em bom português”, incluindo o vernáculo, para o sítio da Internet da agência de notação financeira.
                                                                               
Governo garante que não vai haver orçamento rectificativo
                                                                                        
Secretário de Estado Luís Marques Guedes afirma que todos os departamentos da Administração Pública vão cumprir o Orçamento do Estado do próximo ano. O Governo não quer um orçamento rectificativo ou suplementar em 2012. O calendário para as contas do próximo ano já está definido. É o pontapé de saída para a elaboração do Orçamento do Estado para 2012. Amanhã, são nomeados os interlocutores políticos e técnicos de cada ministério e fica a garantia do secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes: “Não está prevista a apresentação de qualquer orçamento rectificativo ou suplementar”. O que está previsto, sim, são reduções significativas nas dotações de cada ministério: “Os limites de despesa serão divulgados até ao dia 28 de Julho”, anunciou. O Governo promete ainda urgência, exigência e transparência: “Desejamos que todo este processo e todos os esforços que vai ser necessário assumirmos colectivamente possam ser do conhecimento dos portugueses, apresentados de uma forma o mais transparente possível, para que toda a gente possa entender, em cada momento, aquilo que é preciso fazer e como é que o Governo está a fazê-lo”. Outra garantia de Luís Marques Guedes é que o calendário de elaboração do Orçamento do Estado será rigorosamente cumprido por todos os departamentos da administração pública, governamentais ou não. A data prevista para aprovação da proposta de Orçamento do Estado para 2012 em conselho de ministros é 6 de Outubro. O calendário hoje divulgado refere que a data limite para a entrega do Orçamento no Parlamento é 15 de Outubro. Quanto a cortes no “rating”, nem uma palavra. O secretário de Estado da Presidência não quis fazer comentários – isto no dia em a Moody’s voltou a cortar, desta vez na dívida emitida com aval do Estado por quatro bancos portugueses: Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES e Banif.
                                                                                                                        
Judiciária desmantela rede de tráfico de cocaína por correio
                                                                                             
A operação resultou na detenção de sete pessoas e 10 mil doses individuais. A Polícia Judiciária desmantelou um grupo que se dedicava ao tráfico de cocaína do Paraguai para Portugal através de encomendas postais. Na operação foram detidas sete pessoas, das quais cinco são estrangeiras e duas portuguesas, e foram apreendidas cerca de 10 mil doses individuais. De acordo com a Polícia Judiciária, o grupo dissimulava a cocaína no interior de diversos artigos, que eram acondicionados e transportados a coberto de encomendas postais. Quatro dos detidos ficaram em prisão preventiva.
                                                                            
Concentração de motos em Faro espera receber 30 mil pessoas
                                                                                      
Concentração atrai milhares de pessoas a Faro. O evento, um dos mais reconhecidos ao nível mundial, começa dia 14 (quinta-feira). As inscrições custam 45 euros. O Moto Clube de Faro prevê ter 30 mil inscritos na Concentração Internacional de Motos, que arranca dia 14 na capital do Algarve e que comemora este ano 30 anos. O investimento da edição de 2011 está estimado em 800 mil euros. "Esta é a 30ª concentração. São três décadas de trabalho em prol do motociclismo e esperamos que seja uma grande concentração, a exemplo das anteriores. Que tudo corra bem e que seja uma grande festa das motos", afirma o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro, em entrevista à agência Lusa. “Tudo foi preparado para receber 30 mil inscritos", garante, adiantando que as inscrições custam 45 euros. A concentração decorre entre 14 e 17 de Julho (de quinta a domingo) e, no terceiro dia, realiza-se o 20º 'Bike Show', "uma exposição de motos em que a vencedora vai depois representar Faro nos Estados Unidos, em Agosto", refere José Amaro. Além do “Bike Show”, os participantes podem contar com "a animação permanente e bons concertos no palco principal", onde se destaca a presença dos britânicos Iron Maiden. Xutos e Pontapés, Iris, os britânicos Mindlock e os espanhóis Mago de Oz e Los Inhumanos compõem o cartaz. No domingo, como já é tradição, a concentração termina com o desfile dos “motards” pelas ruas de Faro. Desde o passado fim-de-semana, está patente no Museu Municipal de Faro uma exposição que relata um pouco dos 30 anos da concentração e do que tem sido a vida do Moto Clube. O seu presidente conta que a mostra conta a história do clube e revela motos antigas. A exposição vai estar aberta ao público durante Julho e Agosto.
                                                                                              
Maria José Nogueira Pinto "viveu plenamente até ao último instante"
                                                                                             
O funeral da deputada Maria José Nogueira Pinto, que morreu ontem, aos 59 anos, realizou-se hoje entre as 17h30 e as 18h00 no cemitério de A-dos-Negros (Óbidos). O corpo de Maria José Nogueira Pinto saiu de Lisboa, onde esteve em câmara ardente na sua residência no Campo Grande, por volta das 16h00. Maria José Nogueira Pinto morreu ontem, vítima de cancro no pâncreas. Foi deputada entre 1995 e 1999 pelo CDS-PP e, desde 2009, pelo PSD. Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do programa do Governo. Jurista de formação, foi ainda subsecretária de Estado da Cultura do XII Governo Constitucional, dirigido por Cavaco Silva, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro da direcção da Maternidade Alfredo da Costa e vereadora da autarquia da capital pelas listas do CDS-PP.