Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sábado, 13 de agosto de 2011

“Não tenham pressa de chegar”

Metade de Agosto já lá vai...
                                                                                                                                  
A GNR tem na estrada a operação “Férias Seguras” até às 24 horas de segunda-feira. Desde o início do ano: há menos 6.449 acidentes, menos 66 mortos, menos 91 feridos graves e menos 1.330 feridos ligeiros do que no mesmo período do ano passado.
                                         
Está na estrada desde a meia-noite a terceira fase da operação “Férias Seguras”. A GNR espera um dos fins de semana mais movimentados do ano e pede aos condutores para não terem pressa. “Não tenham pressa de chegar. Não tentem ganhar na estrada o que não é possível”, diz o tenente-coronel Pedro Costa Lima. O final da tarde de hoje e da próxima segunda-feira, feriado nacional, devem ser os picos de maior trânsito, com milhares de portugueses a sair e a regressar de férias. É essa a expectativa do tenente-coronel Pedro Costa Lima. “É expectável que desde a tarde desta sexta-feira seja o período de maior concentração de viaturas a deslocar-se para os locais de destino e depois esperamos o movimento inverso na segunda-feira, final de tarde e noite”, disse. A GNR diz estar particularmente atenta a todos os comportamentos ao volante (velocidade, condução sob o efeito de drogas ou álcool, respeito pelas regras e uso indevido de telemóveis). Segundo a PSP, o número de pessoas que morreram em acidentes nas estradas portuguesas desde 1 de Agosto até ontem é mais trágico do que em 2010: sete em apenas 11 dias, segundo os dados provisórios. Já a GNR não indica, para já, os dados desses primeiros 11 dias, mas avançou com os dados desde o início do ano: há menos 6.449 acidentes, menos 66 mortos, menos 91 feridos graves e menos 1.330 feridos ligeiros do que no mesmo período do ano passado.
                                                                                                                                  
Troika “gostava de ter visto mais cortes” na despesa
                                                                                                
O representante da Comissão Europeia, Jurgen Kroeger, salientou a importância da implementação de cortes na despesa do Estado, tendo em conta o alto nível de gastos. No final da conferência de imprensa desta manhã, a"troika" admitiu que teria gostado de ver mais medidas do lado da despesa, mas também referiu que são mais difíceis de colocar em prática. Questionado sobre o que foi feito ao nível dos cortes da despesa do Estado, Jurgen Kroeger, representante da Comissão Europeia, respondeu que “os cortes nas despesas são importantes para a consolidação, tendo em conta o alto nível de gastos”. "É evidente que gostaríamos de ter visto mais cortes, mas não houve tempo. Têm de acontecer também noutros sectores”, acrescentou. Jurgen Kroeger afirmou também que “o Governo está apenas há quatro semanas em funções" e que "os cortes são importantes, mas ainda não houve tempo". "O corte no subsídio de Natal é uma medida fácil", disse. Ainda assim, Jurgen Kroeger esclareceu que “não diria que não foi feito nada". "Diria que deixou de haver aumentos e há impostos indirectos e cortes que vêm da redução do pessoal no sector público.” Em declarações à imprensa, fonte do Ministério das Finanças diz que o Governo ainda não apresentou um plano de cortes porque ainda não foram aprovados em conselho de ministros.
                                                                                              
Vítor Gaspar não diz onde vai ser o corte na despesa
                                                                                                                 
Na TVI, o governante também não se compromete com o valor para a descida da TSU, O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, recusa por agora antecipar onde o Governo vai cortar na despesa do Estado. O governante refere a existência de valores de base, já decididos, mas que podem ainda sofrer alterações. Em entrevista esta noite à TVI, Vítor Gaspar diz por isso não fazer sentido adiantar desde já quais as medidas que o Executivo pode aplicar. “Não quero tornar pública essa informação neste momento porque esses números servem de base e de ponto de partida para o exercício orçamental, mas existem várias dimensões que podem variar ao longo do processo. Sendo um processo exigente não faz sentido antecipar todo o processo no domínio público”, disse. Vítor Gaspar remete para o final do mês o anúncio de linhas estratégicas de contenção orçamental. E no dia em que os elementos da troika sugeriram uma baixa da Taxa Social Única (TSU) na ordem dos 6 a 7%, o ministro das Finanças revelou não estar ainda decidido o valor do
                                                                                                                    
Luz e gás mais caros já este ano
                                                                                                          
Foi uma das medidas anunciadas esta manhã pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. O ministro das Finanças anunciou esta manhã a antecipação de algumas medidas previstas no memorando da “troika”: o aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás natural e o congelamento das progressões de carreira nos Ministérios da Defesa e da Administração Interna. Mais sete euros em conta de 41 euros. Para os consumidores domésticos, numa factura média de 41 euros mensais, o aumento do IVA para 23% representa um acréscimo de quase sete euros. A electricidade sofreu um aumento médio de 3,8% no início do ano e ainda não há valores para 2012. Já no gás natural, as tarifas foram actualizadas no início de Julho, altura em que subiram 3,9%. Três meses depois, a factura do gás natural vai voltar a aumentar. A subida do IVA sobre a electricidade e o gás natural estava prevista para 2012, mas será aplicada no último trimestre de 2011. Passa assim da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). Vítor Gaspar garante que o esforço as famílias de menores recursos será minimizado, através da tarifa social. “Esta antecipação permitirá obter uma receita adicional de cerca de 100 milhões de euros ainda em 2011”, precisou o ministro. Quanto ao congelamento das progressões na carreira, vão entrar em vigor “já em Setembro”, afirmou o ministro. “Será assim evitada a perpetuação de uma situação de irregularidade”, justificou. A antecipação da implementação destas medidas decorre de ajustamentos que a missão da “troika”, o Governo e o Banco de Portugal acharam por bem fazer na execução do memorando de ajuda internacional, explicou Vítor Gaspar, que iniciou a conferência de imprensa recordando os objectivos do acordo sobre a ajuda externa, sublinhando ser importante “não defraudar a confiança” depositada pelas instituições internacionais em Portugal.
A missão da “troika” está desde o início da semana em Lisboa para avaliar o cumprimento da primeira fase do programa de ajuda. Em análise estiveram as medidas previstas até 31 de Julho, cuja maioria foi cumprida, como destacou esta manhã Vítor Gaspar. Entre elas, o fim das “golden share” na PT, EDP e Galp, a escolha de um comprador para o Banco Português de Negócios (BPN), o aumento do preço dos transportes públicos, a apresentação de propostas de novas leis de execução orçamental e das privatizações e o relatório sobre a redução da taxa social única. No quadro do exercício de avaliação dos membros da “troika”, “foram feitos alguns ajustamentos de conteúdo e de implementação”, afirmou ainda o ministro, para justificar a antecipação, depois anunciada, de algumas medidas. “Com persistência, trabalho e esforço seremos capazes de ultrapassar a crise”, finalizou Vítor Gaspar, numa conferência de imprensa sem direito a perguntas dos jornalistas.
“Desvio previsível” do défice confirmado. A missão da “troika” avaliou também a execução orçamental até ao primeiro semestre. Vítor Gaspar confirma desvio de 1,1% da meta do défice para 2011. “Foi analisada em detalhe a situação orçamental do país, tendo-se confirmado a existência de um desvio previsível face à meta estabelecida para o défice de 2011 de cerca de 1,1% do PIB”, afirmou Vítor Gaspar. “A sobretaxa extraordinária em sede de IRS, já aprovada pela Assembleia da República, permitirá compensar uma parte significativa deste desvio. Será igualmente imprescindível assegurar a execução das medidas incluídas na lei do Orçamento do Estado para 2011, designadamente as que visam conter a despesa, não apenas da esfera do Estado, mas abrangendo igualmente os municípios, as regiões autónomas, os serviços e fundos autónomos e o sector empresarial do Estado”, adiantou o ministro.
                                                                                                                               
Patrões dizem que aumento do gás e da electricidade penaliza as empresas
                                                                                                                    
Em Outubro, a electricidade e o gás natural passam da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). A CIP - Confederação Empresarial de Portugal antecipa grandes problemas de tesouraria nas empresas nacionais devido ao aumento, hoje anunciado, do IVA do gás e da luz. António Saraiva explica que os orçamentos são feitos anualmente e este tipo de antecipações só podem dar mau resultado. "[Esta medida] vem penalizar pela imprevisibilidade fiscal, já que as empresas portuguesas fazem os orçamentos de exploração com um ano de antecedência, no mínimo”, explica António Saraiva. Por outro lado, critica o presidente da CIP, “mais uma vez é pelo lado dos impostos que se obtém receita”. “É tempo de se atalhar também pelo lado da despesa”, aconselha António Saraiva. Esta manhã, o ministro das Finanças anunciou a antecipação de algumas medidas previstas no memorando da “troika", como o aumento da taxa do IVA sobre a electricidade e o gás natural. A subida do IVA sobre a electricidade e o gás natural estava prevista para 2012, mas será aplicada no último trimestre de 2011, ou seja, já em Outubro. Passa assim da taxa reduzida (6%) para a taxa normal (23%). Segundo Vítor Gaspar, esta antecipação permitirá obter uma receita adicional de cerca de 100 milhões de euros ainda em 2011.
                                                                                                                                                   
Cáritas critica "caminho feroz de exigências" imposto pela troika
                                                                                                                           
Eugénio Fonseca duvida que a troika tenha consciência das especificidades da pobreza em Portugal. O presidente da Cáritas Portuguesa criticou hoje "o caminho feroz de exigências" que está a ser imposto pela troika e seguido pelo Governo, alertando que já há dioceses com listas de espera. Eugénio Fonseca, presente em Fátima para a Peregrinação do Migrante, reagia ao aumento do IVA na electricidade e no gás, hoje anunciado pelo Governo para Outubro, e que levará a um aumento de 11 euros por mês em facturas médias mensais de 45 e 25 euros, respectivamente. O presidente da Cáritas disse à agência Lusa que começa "a ter dúvidas se os elementos da troika têm consciência de que a situação de pobreza em Portugal tem especificidades" em relação a muitos países europeus.
                                                                                                                               
PS quer explicações sobre antecipação dos aumentos do IVA na energia
                                                                                                                                         
A deputada Sónia Fertuzinhos considera que estas medidas agravam as condições de vida das famílias. O PS vai chamar ao Parlamento o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, para prestar esclarecimentos sobre a antecipação do aumento do IVA do gás e da electricidade, medida que "agravará as condições de vida das famílias". Em declarações à agência Lusa, a deputada do PS Sónia Fertuzinhos anunciou que vai requerer a audição urgente de Vítor Gaspar, considerando que as medidas anunciadas pelo ministro "são medidas gravosas e têm que ser devidamente explicadas ao país". A deputada sublinhou que tem havido "uma sucessiva tomada de medidas que incidem pelo lado do aumento da receita e, portanto, pelo agravamento das condições de vida das famílias".
                                                                                                                          
                                                                                           
                                                                                                                 

Portugal visto de fora..


Portugal mostrado pela TVE Espanhola from Luis Oliveira on Vimeo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Escolas na ordem do dia

São as 297 escolas do Ensino Básico que vão encerrar
                                                                                                                  
O processo de reorganização da rede escolar vai prosseguir no próximo ano lectivo, adianta o Ministério da Educação. Saiba as que fecham no Algarve.
                                              
Vão encerrar 297 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico no âmbito do processo de reorganização da rede escolar, avança o Ministério da Educação. “Os alunos destes estabelecimentos de ensino iniciam o novo ano lectivo em centros escolares ou escolas com infra-estruturas e recursos que permitem melhores condições de ensino”, diz o gabinete do ministro Nuno Crato, em comunicado. As unidades a encerrar foram identificadas em colaboração com as autarquias e situam-se em locais onde estão concluídos os centros escolares. O processo de reorganização da rede vai prosseguir no próximo ano lectivo, adianta o Ministério da Educação. No mês passado, o ministro Nuno Crato tinha já anunciado que 266 escolas com menos de 21 alunos teriam garantidamente que fechar, indicando ao mesmo tempo que novas agregações de escolas estavam suspensas.
"Houve acordo município a município": António José Ganhão, responsável na Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) pela área da educação, diz que foram cumpridos os critérios definidos para o seu encerramento. “Houve acordo município a município. Foi respeitado um conjunto de critérios para o encerramento das escolas que a Associação Nacional de Municípios sempre defendeu em todas as circunstâncias. Respeitados esses princípios, havendo acordo dos municípios, das famílias, melhores condições de trabalho para os alunos, melhores condições de aprendizagem, há pleno acordo da Associação Nacional de Municípios”, sublinha António Ganhão. A maioria das escolas que agora encerra situa-se no interior do país, assinala o responsável da ANMP em declarações à imprensa. “Nós assistimos ao fenómeno de desertificação do interior norte, centro e sul. Há uma faixa transversal interior que todos os dias vai perdendo população, não há emprego e não havendo emprego não há possibilidade de as pessoas permanecerem agarrados à agricultura de subsistência”, refere. “Enquanto não houver medidas tendentes a fixar as populações no interior, através de políticas de desenvolvimento do mesmo, vamos continuar a assistir a este fenómeno”, adverte António Ganhão.
                                                           
Saiba as que fecham no Algarve:
                                                                            
DREAlg Albufeira EB Mouraria
DREAlg Lagoa EB Vale D'El Rei
DREAlg Loulé EB de Caliços
DREAlg Loulé EB de Vale d` Éguas
DREAlg Vila do Bispo EB de Barão de S. Miguel
DREAlg Vila do Bispo EB de Burgau
DREAlg Vila Real de Santo António EB de S. João (Manta Rota)
                                                                             
Escolas abrem portas entre 8 e 15 de Setembro
                                                                                                                                       
Estabelecimentos de ensino fecham para férias a 16 de Dezembro. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. O arranque do novo ano lectivo para o ensino pré-escolar, básico e secundário está marcado para a semana de 8 a 15 de Setembro, com excepção dos estabelecimentos particulares de ensino especial, que devem reiniciar as actividades no dia 2. De acordo com o despacho ministerial publicado hoje em Diário da República, o calendário escolar definido para o ano lectivo 2011/2012 marca o arranque do primeiro período para a semana de 8 a 15 de Setembro e com o fim a 16 de Dezembro, para férias de Natal. O segundo período escolar decorre entre 3 de Janeiro e 23 de Março de 2012. O terceiro período ficou definido entre 10 de Abril e 8 de Junho para os 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos, entre 10 de Abril e 15 de Junho para os 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos e entre 10 de Abril e 06 de Julho para a educação pré-escolar. “As interrupções das actividades educativas, nos períodos do Natal e da Páscoa, devem corresponder a um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, a ocorrer, respectivamente, entre os dias 19 e 30 de Dezembro de 2011 e entre os dias 26 de Março e 9 de Abril de 2012, inclusive”, lê-se no despacho.
Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. Para os estabelecimentos particulares de ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação, o calendário é diferente e obriga a que o arranque das aulas seja feito a 2 de Setembro e termine a 15 de Julho. Aqui, o primeiro período vai de 2 de Setembro de 2011 a 6 de Janeiro de 2012 e o segundo período de 11 de Janeiro a 15 de Junho de 2012, com três interrupções previstas para entre 20 e 23 de Dezembro, inclusive; 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive; e 5 e 9 de Abril de 2012, inclusive. De acordo com o despacho, a avaliação dos alunos realiza-se em duas fases, primeiro entre 9 e 10 de Janeiro de 2012 e depois entre 18 e 21 de Junho de 2012.
                                                                                                                                        
Cerca de 20 mil professores podem ficar sem trabalho, adverte FENPROF
                                                                                                               
Sindicalista António Avelãs acusa Governo de ter uma "política para quem o desemprego parece ser uma situação normal". São cerca de 20 mil os professores contratados que não vão ter trabalho no próximo ano lectivo. A estimativa é avançada pela Federação Nacional de Professores (FENPROF). António Avelãs, da FENPROF, afirma, em declarações que as recentes medidas para o sector da educação vão provocar desemprego massivo. “Que raio de política é esta? É uma política para quem o desemprego parece ser uma situação normal. As medidas tomadas apontam para qualquer coisa como entre 17 a 20 mil professores contratados que estiveram ao serviço este ano e que não vão ter colocação no próximo ano”, acusa António Avelãs. A FENPROF diz ser possível a colocação de muitos professores em algumas das escolas de zonas próximas das grandes cidades. “Ao mesmo tempo que isto acontece, também é verdade que há, sobretudo, nas zonas próximas das grandes cidades escolas com turmas enormes e sobrelotadas. Talvez aí fosse possível encontrar algum lugar para os professores contratados”, afirma António Avelãs. Por sua vez, Lucinda Dâmaso, vice-secretária geral da Federação Nacional da Educação (FNE), garante que não há professores a mais em Portugal. O ministro da Educação, Nuno Crato, revelou hoje que muitos professores não vão ter colocação e que muitos outros vão ficar com “horário zero” no próximo ano lectivo. “Bastantes professores” não vão ser contratados, disse Nuno Crato, no Parlamento, onde foi ouvido na comissão parlamentar de educação, ciência e cultura. O ministro não deu números concretos, mas admitiu que serão “bastantes professores não contratados e é muito possível que haja bastantes professores com horário zero”.
                                                                                                                
Governo definiu cortes nos ministérios
                                                                                                                          
Serão esses cortes que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, vai anunciar amanhã, às 9h00. Está explicada a demora do Conselho de Ministros de hoje. A reunião de quase dez horas serviu para aprovar limites de despesa de cada Ministério no próximo ano. Ou seja, o Governo esteve a definir Ministério a Ministério os cortes que serão feitos para respeitar o compromisso de reduzir em 10% a despesa pública. Serão esses mesmo cortes que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, vai anunciar amanhã logo pela manhã, às 9h00. Para as 9h30 está marcada uma conferência de imprensa dos representantes da “troika”, formada por Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, que vão fazer a primeira avaliação do plano de ajuda a Portugal. Uma vez que os cortes na despesa não devem afectar os salários nem as pensões, que representam o grosso da despesa pública, o trabalho do Conselho de Ministros de hoje foi uma exaustiva revisão da despesa de cada sector para ir decidindo onde mais cortar. Já na semana passada o ministro das Finanças tinha anunciado que os tectos de despesa de cada Ministério seriam aprovados até ao fim deste mês e no calendário das medidas acordadas para a ajuda financeira a Portugal está prevista a publicação até ao fim deste mês de um documento de estratégia orçamental para as administrações públicas. Quanto à primeira avaliação feita pela delegação da "troika" a estes primeiros dois meses de execução do plano de ajuda a Portugal, tudo indica que será a nota será positiva. Em avaliação estão as medidas previstas até 31 de Julho. E destas a grande maioria está cumprida, como a escolha de um comprador para o BPN, o aumento do preço dos transportes públicos, a apresentação de propostas de novas leis de execução orçamental e das privatizações, o fim das golden share na PT, EDP e Galp e o relatório sobre a redução da taxa social única.
                                                                                                
"Troika" apresenta avaliação da ajuda a Portugal esta sexta-feira
                                                                                                                                      
Em avaliação estão as medidas previstas até 31 de Julho, a grande maioria das quais está cumprida. A missão da “troika”, formada pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, apresenta amanhã, sexta, os resultados da primeira avaliação ao programa de apoio a Portugal. Ao que a Renascença sabe, a conferência de imprensa deverá decorrer durante a manhã, sendo que o relatório final já estará finalizado. Antes da “troika” divulgar as suas conclusões, o ministro das Finanças Vítor Gaspar faz uma declaração aos jornalistas, pelas 9h00, para anunciar os limites da despesa de cada Ministério para os próximos anos. A missão da “troika” está desde o início da semana em Lisboa para avaliar o cumprimento da primeira fase do programa de ajuda a Portugal. Em avaliação estão as medidas previstas até 31 de Julho e destas a grande maioria está cumprida, como a escolha de um comprador para o Banco Português de Negócios (BPN), o aumento do preço dos transportes públicos, a apresentação de propostas de novas leis de execução orçamental e das privatizações, o fim das “golden share” na PT, EDP e Galp e o relatório sobre a redução da taxa social única. A avaliação positiva do cumprimento do programa é essencial para que Portugal vá recebendo as tranches de ajuda previstas.
                                                                                                                                  
Alemães consideram que países periféricos devem vender reservas de ouro
                                                                                                                                  
Recado alemão visa Roma e Madrid. A Alemanha propõe que Espanha e Itália vendam as reservas de ouro para reduzir a dívida. A ideia é defendida pelos partidos da coligação de Governo, CDU e FDP, citados hoje pela versão alemã do “Financial Times”. A sugestão visa Roma e Madrid, mas também se adequa a Portugal, detentor de 385 toneladas de ouro acumuladas no período anterior ao 25 de Abril. O país ocupa o 14º lugar mundial na lista de países com mais reservas de ouro per capita. Certo é que a proposta alemã é travada pelas regras do Banco Central Europeu (BCE), que definem quando e quanto ouro pode ser vendido pelos bancos centrais, como explica o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque. “Tinham obrigação de saber que as vendas por parte dos bancos centrais, particularmente aqueles que compõem o espaço do euro, está condicionada. É uma política definida pelo BCE, que é quem faz a gestão e decide quando é que se deve alienar ouro, quais o bancos e as quotas”, diz João Duque. O presidente do ISEG lembra ainda que as reservas são garantes da sustentabilidae dos sistemas financeiros dos países e que, indirectamente, este metal precioso já está a ser utilizado na crise da dívida, como garantia de operações dos bancos centrais.
BCE compra dívida espanhola e italiana: Apesar da queda dos juros, os seguros de incumprimento da dívida, CDS, estão a subir. O Banco Central Europeu está a comprar divida espanhola e italiana de forma agressiva. Estas compras já estão a ter reflexos nos juros que estão a cair. É uma informação avançada pela agência de notícias Dow Jones que cita operadores do mercado financeiro. Ainda assim, os investidores não se mostram descansados. Os seguros para prevenir o incumprimento das dívidas, conhecidos como CDS (Credit Default Swaps) estão a subir e a bater novos máximos
                                                                                  
Mário Soares diz que o Governo está a arruinar património por "tuta e meia"
                                                                                                                          
Ex-presidente da República afirma que está assustado com as privatizações. “Com tais medidas, não se trata de tirar gorduras ao Estado, mas de o destruir quando mais precisamos dele”, escreve num artigo de opinião. O antigo Presidente da República faz críticas ferozes à política de privatizações. Mário Soares, num artigo de opinião publicado hoje na revista “Visão”, escreve que o Governo está a caminho de "arruinar" o património nacional por "tuta e meia". Mário Soares diz-se “assustado” com a insistência do Governo nas privatizações “a qualquer preço, arruinando o património nacional, sem contrapartidas sólidas”. O ex-chefe de Estado fala no que considera ser o “péssimo exemplo” do BPN, mas diz que “o mais grave” é o que está para vir, qualificando de “inaceitável” a possível privatização das Águas de Portugal e de “erro colossal” a alienação (ainda que parcial) da RTP, dos CTT, da TAP ou da REN. “Com tais medidas, não se trata de tirar gorduras ao Estado, mas de o destruir quando mais precisamos dele”, afirma. Mário Soares escreve que são precisos cortes, mas “com bom senso e sentido patriótico de coesão nacional”. Na opinião do antigo Presidente da República, a única saída está nas mãos da Europa. Numa fase em que a Itália e a Espanha estão a ser pressionadas pelos mercados, Mário Soares considera que a União Europeia “está a acordar para as suas responsabilidades”. E se acordar, “a situação portuguesa poderá resolver-se por si e a troika talvez pudesse deixar de ter sentido”. Sobre os Estados Unidos, diz que “é urgente que abandonem essa economia virtual e o capitalismo de casino, impondo regras aos mercados e às agências de 'rating', reduzindo-os à sua insignificância”.
                                                                                                        
Detido homem suspeito de tentativa de homicídio em Portimão
                                                                                                                                
Suspeito entrou numa vivenda e, quando foi surpreendido, golpeou com uma faca um dos moradores. A Polícia Judiciária (PJ) de Portimão anunciou hoje a detenção de um homem, de 41 anos, suspeito da tentativa de homicídio e furto qualificado. Em comunicado, a PJ afirma que o homem escalou o muro de uma vivenda no passado dia 31 de Julho, no barlavento algarvio, tendo sido surpreendido pelos moradores no jardim da casa. "Em sequência, o arguido muniu-se com um machado e com uma faca, após o que, com o propósito de matar, golpeou violentamente um dos moradores na cabeça", lê-se na nota. "Face à resistência verificada, o arguido encetou fuga, tendo sido agora detido", acrescenta a PJ. O detido já foi sujeito a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado em prisão preventiva.
                                                                                                                          
                                                                                   
                                                                                                                                    

Opinão

O suicídio do Ocidente
por Duarte Lino
                                                                                                     
A crise das dívidas soberanas no Ocidente é indício de um mal mais fundo. Pela primeira vez em séculos, os EUA e a Europa arriscam-se a perder o ceptro de líderes isolados da economia global. E se há uma regra natural da história é que a perda da liderança económica é rapidamente seguida da alteração da liderança política e militar. Os EUA terão menos recursos para defesa (sua e nossa) e os países emergentes (com a China à cabeça do pelotão) mais.
                                                                                                                                
O Ocidente tem aceitado concorrer sem barreiras com países que jogam o mesmo jogo mas com regras menos exigentes (ambientais, protecção social, para não falar de valores políticos mais fundamentais) e que põem quantidades imensas de capital à ordem dos governos para as investirem numa lógica de pura estratégia geopolítica. Falar em proteccionismo é um dos tabus actuais mais vigiados. Porém, se um mundo desalfandegado cria relevantes benefícios gerais - do desenvolvimento do terceiro mundo ao aumento do nosso poder de compra individual -, a verdade é que também comporta pesados custos. Desde logo, uma ordem mundial que premeia quem produz com piores métodos nivela por baixo. Se não conseguimos vencê-los com o nosso modo de agir, seremos forçados a baixar-nos até eles. Neste momento de impasse e na iminência de uma transição de poder, a mais elementar prudência recomenda que o Ocidente exija reciprocidade de métodos para continuar com o livre comércio global. Não se enganem, muitos dos nossos concorrentes são na verdade nossos inimigos. Querem depender da generosidade de estranhos?
                                                                                                          
Ler em:
http://www.ionline.pt/conteudo/142587-o-suicidio-do-ocidente
                                                                                                                 
                                                                                            
                                                                                                                                                    

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Redes sociais e a informação no Mundo

Passos não se compromete com "sacrifícios suaves"
                                                                                                                 
Primeiro-ministro divulgou uma mensagem na rede social Facebook. Os portugueses não podem esperar “resultados rápidos” do trabalho do Governo, avisa o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. BCE quer atacar "mercados", E Londres foi mesmo "atacada" nas últimas 48 horas.
                                              
Numa mensagem divulgada na rede social Facebook, Passos Coelho também refere que não seria realista comprometer-se com sacrifícios suaves. “Não me comprometo com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves. Não seria realista. Mas não duvido que, passada esta profunda e longa tempestade, teremos um país muito mais bem preparado para compreender, competir e vencer num mundo que assiste diariamente a importantes transformações”, escreve o primeiro-ministro. Passos Coelho sublinha que “sabemos bem que o nosso ponto de partida é extremamente débil e que a instabilidade no sistema Financeiro Europeu e Americano são travões para um percurso já de si cheio de sacrifícios tanto na intensidade como no tempo”. “Esta é a nossa realidade e um dos meus compromissos com os Portugueses é nunca ocultar a realidade, de forma a que todos compreendam as razões e os objectivos deste grande esforço colectivo”, sublinha o primeiro-ministro. O chefe do Governo aproveita esta mensagem na rede social Facebook para anunciar que vai passar uns dias de férias com a família.
                                                                                                
BCE preparado para comprar dívida de forma "activa"
                                                                                                               
A decisão é anunciada depois de uma semana em que Itália e Espanha estiveram debaixo dos holofotes dos mercados internacionais. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que está preparado para activar o programa de comprar de títulos da dívida no mercado secundário, para evitar o agravamento da crise da dívida soberana na Zona Euro. A decisão acontece depois de uma semana em que Itália e Espanha estiveram debaixo dos holofotes dos mercados internacionais. Em comunicação no final de uma teleconferência, o BCE aplaude os anúncios por parte de Espanha e Itália de novas medidas na área fiscal e das políticas estruturais e apela aos dois governos que as implementem rapidamente. O Banco Central Europeu acrescenta que “vai implementar activamente” o “Securities Markets Programme” para comprar dívida no mercado secundário. Na semana passada, os juros da dívida soberana de Itália e Espanha ultrapassaram os 6% nos mercados internacionais, o valor mais elevados dos últimos anos e considerado insustentável a longo prazo. A França e a Alemanha reafirmaram hoje o seu empenho na implementação do acordo alcançado pela Zona Euro, a 21 de Julho, para resolver o problema da crise da dívida soberana da Grécia. A posição dos governos de Paris e Berlim foi divulgada através de uma declaração conjunta.
                                                                                                
França e Alemanha reafirmam empenho em resolver crise da dívida
                                                                                                                             
A posição dos governos de Paris e Berlim foi divulgado através de uma declaração conjunta. A França e a Alemanha reafirmaram hoje o seu empenho na implementação do acordo alcançado pela Zona Euro, a 21 de Julho, para resolver o problema da crise da dívida soberana da Grécia. A posição dos governos de Paris e Berlim foi divulgada através de uma declaração conjunta, numa altura em que Espanha e Itália estão debaixo dos holofotes dos mercados internacionais. O acordo alcançado pela Zona Euro, a 21 de Julho, prevê que os credores privados contribuam com 106 mil milhões de euros líquidos, até 2020, para financiar a Grécia. O sector privado fica de fora da ajuda a Portugal e à Irlanda, no entanto, estes países vão beneficiar de algumas das outras facilidades. Vão passar a ter uma taxa de juro mais baixa, de 3,5%, a pagar sobre os empréstimos que recebem da União Europeia. Além disso, vão ver as maturidades desses mesmos empréstimos prolongadas para um mínimo de 15 anos. Para hoje está marcada uma reunião do Banco Central Europeu (BCE). Segundo fonte da instituição, o presidente Jean-Claude Trichet quer que o conselho de governadores decida, sem demoras, sobre a compra de títulos da dívida italiana. A reunião extraordinária começou pelas 17h00 e o objectivo é acalmar os mercados que têm colocado sob pressão os juros da dívida italiana, que na semana passada atingiram níveis recorde. Se o conselho de governadores decidir pela compra de dívida, então o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais podem começar a adquirir títulos antes da abertura dos mercados.
BCE vai intervir de forma "decisiva" nos mercados. Banco Central Europeu (BCE) esteve hoje reunido de emergência e terá decidido comprar títulos da dívida de Itália e Espanha (em actualização). O sistema europeu de bancos centrais decidiu intervir de forma decisiva nos mercados para responder à escalada da crise da dívida. A notícia é avançada por uma fonte da Zona Euro, citada pela agência Reuters, e resulta da conferência telefónica de hoje do Banco Central Europeu (BCE). A situação de Itália e Espanha foi analisada cuidadosamente e tomaram em conta a posição conjunta da França e da Alemanha, que hoje reafirmaram o seu empenho com as reformas financeiras na Europa e com o acordo alcançado a 21 de Julho pela Zona Euro. “O sistema Euro vai intervir de forma muito significante nos mercados e responder de forma significativa e coesa”, disse fonte da Zona Euro à agência Reuters.
                                                                                         
Segunda noite de confrontos em Londres
                                                                                                                              
Os tumultos aconteceram na zona de Einfield e acontecem 24 horas depois dos primeiros relatos de distúrbios em Tottenham, um bairro do norte de Londres. Cerca de 200 jovens partiram montras e atacaram um carro da polícia esta noite na cidade de Londres. Os tumultos aconteceram na zona de Einfield e acontecem 24 horas depois dos primeiros relatos de distúrbios em Tottenham, um bairro do norte de Londres. A televisão Sky News avança que há cerca de duas centenas de jovens nas ruas e mostra imagens de vidros de lojas partidos, bem como uma farmácia aparentemente saqueada. Um carro da polícia também terá sido vandalizado, apesar das forças de segurança terem reforçado as patrulhas nas ruas da capital britânica. Os confrontos de sábado para domingo, em Tottenham, resultaram em 26 policias feridos e 55 pessoas detidas, a maioria por furto.
Pelo menos 42 pessoas foram detidas na sequência dos distúrbios registados na noite de sábado em Tottenham, no norte de Londres, onde vários veículos e edifícios foram incendiados e lojas saqueadas. O comandante da Polícia Metropolitana Adrian Hanstock actualizou hoje o balanço dos confrontos entre populares e polícias, dando conta de 26 polícias feridos, dois dos quais continuam no hospital. Pelo menos três civis tiveram de receber assistência médica, adiantou, e 42 pessoas foram detidas. Este responsável rejeitou críticas feitas à falta de meios policiais, alegando que a “violência desta dimensão não podia ter sido antecipada”. Mas o deputado eleito pela região, David Lammy, questionou hoje se “pequenos distúrbios iniciais podiam ter sido parados mais rapidamente”. O político lamentou que a violência se tenha prolongado “durante muitas horas" até ser visto o policiamento que considerou "ser apropriado”. O Governo já condenou o sucedido, que o primeiro-ministro, David Cameron, considerou “absolutamente inaceitável”. “Não há justificação para a agressão que a polícia e a população enfrentaram e os estragos a propriedades”, afirmou num comunicado.
No local estão dezenas de elementos de forças de segurança, bem como bombeiros, que continuam a tentar eliminar os incêndios da noite anterior. Os confrontos aconteceram após uma manifestação a propósito da morte de um residente local, Mark Duggan, na quinta-feira, durante uma operação policial. Duggan morreu no táxi onde seguia na sequência de uma troca de tiros quando um polícia tentou fazer uma detenção relacionada com crime violento, mas não são conhecidos os pormenores do incidente. A manifestação, inicialmente pacífica, acabou no arremesso de objectos a polícias e à esquadra local, tendo dois veículos policiais sido incendiados. Uma multidão de mais de uma centena de pessoas atacou então lojas, partindo vitrinas, saqueando o interior e incendiando algumas destes estabelecimentos comerciais. Esta manhã era possível ver o fumo a sair de alguns edifícios, dos quais algumas pessoas tiveram de abandonar as habitações para fugir às chamas das lojas no piso térreo. Distúrbios foram também registados em bairros adjacentes, nomeadamente pilhagens em Wood Green. A zona dos confrontos foi entretanto fechada pela polícia, que está a investigar os acontecimentos. Tottenham, no norte de Londres, é um bairro pobre com muitas comunidades étnicas, sendo frequentemente identificado com criminalidade e tensões sociais.
Em 1985, um polícia morreu durante motins resultantes da indignação popular após a morte de uma mulher durante umas buscas policiais.
                                                                                                         
                                                                                                        
                                                                                               
                  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Polémica no Parlamento

PSD "brinca" às experiências, faz chamada falsa para o “112”... e negou!
                                                                                                                                 
PS lembrou que fazer chamadas falsas de emergência pode ser considerado um crime. Para Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, havia outras formas de aferir os tempos de espera. E o "escândalo" das secretas?...
                                
Para testar os dados avançados pelo presidente do INEM sobre os tempos de atendimento nas centrais do serviço - 5 segundos em 62% das chamadas -, o PSD resolveu fazer a prova ligando para o “112”. “O grupo parlamentar do PSD fez, já durante esta audição, uma chamada para o serviço 112. Desde o primeiro toque até serem atendidos, decorreram 14 segundos. Evidentemente que este é um exemplo, mas nove segundos de diferença entre os 5 segundos e os 14 segundos desde o primeiro toque até ao atendimento efectivo podem, de facto, fazer a diferença na vida ou na morte de um cidadão que contacte o INEM”, diz Joana Barata Lopes, deputada do PSD. A bancada socialista lembrou que fazer chamadas falsas para o INEM é crime e o próprio presidente do instituto não deixou de o frisar também: "Foi aqui dito – quem sou eu para julgar – que chamadas falsas para o 112 constituem eventualmente um ilícito e eventualmente um crime”, disse Miguel Soares de Oliveira, presidente do INEM, que esteve hoje no Parlamento. A deputada social-democrata Joana Barata Lopes lembrou ainda que a auditoria do Tribunal de Contas apontava para um tempo médio de espera no atendimento entre 12 e 13 segundos.
Miguel Soares de Oliveira aproveitou para esclarecer "um erro habitual": ligar para o 112 não é o mesmo que ligar para o INEM. “Só depois de triada a chamada, [feita] muito rapidamente pela central 112 da PSP, é que a chamada é transferida para o INEM e é a partir daí que começa a nossa quota-parte de responsabilidade – que é grande e que estamos a melhorar. Agora, não podemos confundir o 112 com o INEM - é um erro clássico, habitual, enraizado na cultura do povo e que temos de alterar. O 112 não é o INEM”. O PSD insistiu numa interpelação: “No documento que acabaram de distribuir, o tempo começa desde que ligamos para o 112. Qual é o tempo de espera efectivo?”. “O INEM não recebe, não tutela as chamadas do 112. As chamadas 112 entram na central da PSP”, respondeu Miguel Soares de Oliveira
                                                                                            
Chamada do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta"
                                                                           
O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), Vítor Almeida, considera que a chamada feita por deputados do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta" para aferir os tempos de espera. Havia, no entender de Vítor Almeida, outras formas de proceder: "Os deputados podiam criar uma comissão de inquérito, podiam visitar as centrais de emergência, estar presentes um dia inteiro, verificando as dificuldades que os profissionais sentem na pele". Sobre a iniciativa da chamada para o 112, Vítor Almeida prefere não "crucificar" a deputada do PSD, Joana Barata Lopes, que deu nota da existência do telefonema. "Não se pode exigir a um deputado jovem, que nem é especialista na matéria, que tenha conhecimento pormenorizado dos factos". "É indiscutível que a deputada avançou para esta forma de confirmar ou clarificar o tempo de espera do INEM por boa fé, não tenho dúvidas disso", afirma o técnico de emergência médica. O presidente da APME reafirma, ainda assim, que "fazer uma chamada não foi a metodologia correcta". No fundo, explica, a chamada "não tem qualquer validade científica". "Para aferir a realidade teria de fazer centenas de chamadas".
Em relação ao prejuízo que o telefonema possa ter tido na operacionalidade do sistema, o médico desvaloriza: "Uma chamada que não chegou a ser atendida não tem peso no sistema, não tem consequências para ninguém. Não toma tempo ao operador". Por outro lado, Vítor Almeida refere que a chamada tinha um propósito positivo, porque os deputados do PSD procuravam "demonstrar ao presidente do INEM que tinham alguns motivos de discordância quanto aos factos que apresentou no Parlamento" e admite que há razões para isso. "É indiscutível que continuam a existir graves atrasos no atendimento das chamadas: por um lado, nas centrais da PSP, no 112, e depois no encaminhamento" para o INEM, admite Vítor Almeida, clarificando que "esta chamada de atenção é real é verdadeira e os profissionais continuam a verificá-lo no dia-a-dia". O responsável afirma-se satisfeito por saber que afinal o telefonema feito pelo PSD para o 112, para testar o tempo de espera, não foi uma chamada falsa. Refere que o propósito era "positivo", mas "a forma não foi a mais correcta".
PSD nega chamada falsa: O grupo parlamentar do PSD negou hoje, em comunicado, ter feito uma chamada falsa para o 112, reconhecendo que foi feito um telefonema para testar o tempo de espera, mas que não chegou a ocupar qualquer operador. Na base do comunicado está a polémica de ontem, durante a audição do presidente do INEM na comissão de saúde, no Parlamento. A deputada do PSD Joana Barata Lemos afirmou ter sido testado o tempo de atendimento das chamadas do INEM através de uma chamada para o 112, o que levou a deputada socialista Luísa Salgueiro a condenar o grupo parlamentar do PSD por ter feito um telefonema falso para o 112, salientando que se trata de um ilícito. O número de chamadas para o INEM aumentou 5,2% no primeiro semestre de 2011, comparativamente ao período homólogo de 2010, enquanto as chamadas desligadas antes de serem atendidas baixaram 17,5%, anunciou quarta-feira na comissão parlamentar de Saúde o presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira.
                                                                                                                
Passos Coelho pede "procedimento interno" sobre fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                
Primeiro-ministro tomou a decisão depois de ter recebido um relatório do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu hoje ao secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para "dar seguimento" a um "procedimento interno" na sequência do caso das alegadas fugas dos serviços. Fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à Agência Lusa que o chefe do Governo recebeu hoje o inquérito que tinha pedido a 23 de Julho ao secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, na sequência das notícias do semanário "Expresso" sobre alegadas fugas de informação do ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho. Esse relatório, segundo a mesma fonte, é classificado e foi enviado ao presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP, Marques Júnior, que hoje foi ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais sobre o caso das alegadas fugas. Maques Júnior confirmou a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram "postos em causa".
                                                                                                 
Conselho de Fiscalização confirma fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                                      
Marques Júnior, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, foi hoje ouvido na comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, Marques Júnior, confirma a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram postos "em causa". Marques Júnior falava hoje aos jornalistas no final da comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação nas "secretas". A reunião decorreu à porta fechada e os deputados estão obrigados a "sigilo e confidencialidade". Em causa está o funcionamento dos serviços de informação depois de o semanário "Expresso" ter avançado nas últimas semanas que o ex-diretor do SIED, Silva Carvalho, terá passado informações para a empresa Ongoing, antes de abandonar a chefia dos serviços, em Novembro de 2010. Silva Carvalho afirmou, entretanto, que "não enviou informação do serviço de informações para a Ongoing, nem nunca tal afirmou" e pediu para ser ouvido pelos deputados da comissão.
                                                                                                                   
Ex-director do SIED exige urgente conhecimento integral de relatório
                                                                                                          
Presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, diz que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação". O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, exige o "urgente conhecimento integral" das conclusões do relatório do Conselho de Fiscalização sobre fugas de informação. Numa declaração escrita enviada na quinta-feira à Agência Lusa, o advogado de Jorge Silva Carvalho, Nuno Morais Sarmento, refere que "as declarações hoje [quinta-feira] proferidas à saída da audiência [parlamentar] não clarificam, de forma inequívoca", que o ex-director do SIED "não está envolvido, por qualquer forma, neste processo". Assim sendo, "é necessário e urgente o conhecimento integral das conclusões que foram transmitidas à comissão parlamentar, o que se aguarda aconteça amanhã [hoje, sexta-feira]", adianta a nota. Na quinta-feira, no final de uma reunião, à porta fechada, com a comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, sobre alegadas fugas de informação por parte de Jorge Silva Carvalho, o presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, afirmou que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação", o que, contudo, não é susceptível de "colocar em causa a segurança interna e a defesa dos interesses nacionais". O caso foi iniciado pelo semanário “Expresso”, que recentemente noticiou que o ex-director do SIED passou à empresa privada Ongoing, onde trabalha actualmente, informações relacionadas com dois empresários russos e metais estratégicos, antes de abandonar a chefia do organismo, em Novembro de 2010.
                                                                                                             
PS diz que é prematuro falar em comissão de inquérito às secretas...
                                                                                                                                       
O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O Partido Socialista considera prematuro falar-se numa comissão de inquérito às fugas de informação nas secretas portuguesas. O deputado socialista Ricardo Rodrigues disse que está em curso a fase de recolha de informação e que só mais tarde será possível formular um juízo de valor sobre os acontecimentos. “Nós pedimos mais elementos, achamos que ainda havia outros elementos que eram possíveis de ser esclarecidos e, com base nesses elementos, vamos continuar a saber se existe alguma outra necessidade ou não”, adianta o deputado. “Neste momento, é prematura falar seja em comissão de inquérito seja em qualquer outro grau de fiscalização, porque ainda não temos todas as informações que precisamos para formular um juízo sobre os factos e os acontecimentos”, sublinha Ricardo Rodrigues. O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
                                                                                                                             
Autarquias já gastaram "mais de 200 milhões" em apoios sociais
                                                                                                                          
Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) revela que os municípios já gastaram mais 200 milhões de euros no apoio aos mais carenciados. “Nós fizemos as contas – tenho o número com alguma incerteza – mas penso que mais de 200 milhões de euros que nós temos gasto com o apoio social”, afirma Fernando Ruas. O responsável explica que “os municípios vão implementando programas no seu âmbito municipal e depois eles passam [para outros municípios]”. “Foram-se generalizando por esta cópia de boas práticas”, sublinha. Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. “Nós achamos que o plano é importante, agora não sei se este plano terá lá as preocupações que nós manifestámos”, refere. O presidente da Associação Nacional de Municípios avisa que “não se pode esperar que se faça mais apoio social com um nível de apoio financeiro mais pequeno”. Fernando Ruas falava esta noite à margem da reunião da Câmara de Viseu, onde enquanto autarca manifestou preocupação perante o número de pedidos de ajuda no
                                                                                                                
Governo pode vir a taxar entrada de carros nas grandes cidades
                                                                                                                   
Na Europa quase 40 cidades já seguem o "sistema do cordão". O Governo vai analisar a possibilidade de criar uma taxa à entrada de carros nos grandes centros urbanos. A hipótese foi admitida pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, seguindo o que já acontece em várias cidades da Europa, como Londres ou Estocolmo, revela o "Diário de Notícias". A medida que afectaria os automobilistas que circulam diariamente entre Lisboa e Porto agrada à Comissão Europeia e àqueles que defendem a redução do trânsito nas grandes cidades. De acordo com a Galp, Lisboa recebe uma média de 450 mil carros por dia (cerca de 630 mil pessoas), enquanto no Porto a média ronda os 300 mil carros (420 mil pessoas).
                                                                                     
Novas portagens à vista?
                                                                                                            
IC19, CRIL e IP podem vir a ser portajadas, mas a última palavra é do Governo. A Estradas de Portugal (EP) quer mais vias a pagar portagens. IC19, CRIL e Itinerários Principais (IP) e Complementares (IC) de todo o país podem vir a ser abrangidos por esta intenção. A decisão final é do Governo. A empresa, segundo a edição de hoje do “Jornal de Negócios”, defende que “todos os troços com características de auto-estrada podem ser portajados”. O objectivo é reforçar o princípio do utilizador-pagador e sustentar o seu modelo de financiamento. Para a empresa, esta solução devia ser adoptada em todo os troços que estejam classificados como auto-estrada e tenham características de auto-estrada, com duas ou mais vias em cada sentido. Neste perfil encaixam vias como o IC19 e a CRIL. No país existem ainda vários IP e IC com perfil de auto-estrada, mas não são portajados. Em declarações , a porta-voz da extinta comissão de utentes do IC19 rejeita qualquer tipo de cobrança nesta via que liga Lisboa a Sintra. Adelina Machado lembra que o IC19 não tem percurso alternativo e espera que a introdução de portagens nesta via não passe de uma "brincadeira". A aplicação de portagens depende de um aval do Governo, que, por agora, não quer fazer comentários à notícia. A EP, contactada pela imprensa, remete esclarecimentos para mais tarde.
                                                                                                                    
Escolas abrem portas entre 8 e 15 de Setembro
                                                                                                           
Estabelecimentos de ensino fecham para férias a 16 de Dezembro. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. O arranque do novo ano lectivo para o ensino pré-escolar, básico e secundário está marcado para a semana de 8 a 15 de Setembro, com excepção dos estabelecimentos particulares de ensino especial, que devem reiniciar as actividades no dia 2. De acordo com o despacho ministerial publicado hoje em Diário da República, o calendário escolar definido para o ano lectivo 2011/2012 marca o arranque do primeiro período para a semana de 8 a 15 de Setembro e com o fim a 16 de Dezembro, para férias de Natal. O segundo período escolar decorre entre 3 de Janeiro e 23 de Março de 2012. O terceiro período ficou definido entre 10 de Abril e 8 de Junho para os 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos, entre 10 de Abril e 15 de Junho para os 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos e entre 10 de Abril e 06 de Julho para a educação pré-escolar. “As interrupções das actividades educativas, nos períodos do Natal e da Páscoa, devem corresponder a um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, a ocorrer, respectivamente, entre os dias 19 e 30 de Dezembro de 2011 e entre os dias 26 de Março e 9 de Abril de 2012, inclusive”, lê-se no despacho. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. Para os estabelecimentos particulares de ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação, o calendário é diferente e obriga a que o arranque das aulas seja feito a 2 de Setembro e termine a 15 de Julho. Aqui, o primeiro período vai de 2 de Setembro de 2011 a 6 de Janeiro de 2012 e o segundo período de 11 de Janeiro a 15 de Junho de 2012, com três interrupções previstas para entre 20 e 23 de Dezembro, inclusive; 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive; e 5 e 9 de Abril de 2012, inclusive. De acordo com o despacho, a avaliação dos alunos realiza-se em duas fases, primeiro entre 9 e 10 de Janeiro de 2012 e depois entre 18 e 21 de Junho de 2012.
                                                                                      
A caminho de “Making of” Magis: contagem decrescente para a grande abertura
                                                                                                                        
As Jornadas Mundiais da Juventude realizam-se em Madrid, de 16 a 21 de Agosto. Os preparativos para as Jornadas Mundiais de Juventude (JMJ) avançam a bom ritmo. Até à capital de Espanha, no dia 16, está previsto que chegue mais de um milhão de peregrinos. Entre este milhão, três mil são peregrinos Magis, que vêm de todo o mundo e que vão a Madrid depois de terem vivido uma intensa experiência pela Península Ibérica. Este programa dos jesuítas para as JMJ, que dura os dez dias anteriores a Madrid, tem abertura oficial marcada para esta sexta-feira, dia 5, em Loyola. Hoje, nesta terra de Santo Inácio, refundida num vale perto de San Sebastián, estão já dezenas de jovens do “staff” do Magis a acelerar os últimos preparativos para a grande festa, depois de meses de planeamento nos seus países de origem. Hospedados no Centro de Espiritualidade, em Loyola, estes voluntários vêm em equipas, cada uma com a sua missão. Há o coro, o teatro, os animadores, os encarregados da comunicação, da Feira Magis. Estando cada equipa a trabalhar em paralelo, há ainda algum mistério sobre o que cada um está a preparar para o fim-de-semana. As refeições são escalonadas para a cantina conseguir albergar todos. A servir a comida, um simpático jesuíta americano, de Nova Orleães, um rapaz polaco, um noviço italiano e ainda uma basca chamada Amaya, que orienta o pessoal todo, já dão ideia do cariz internacional do evento. Nos corredores do centro cada vez aparece mais gente e o pequeno-almoço é marcado pela quantidade de tons de pele e línguas faladas diferentes.
Acertar pormenores: Estes dias são de ensaios, como o afinar de instrumentos que se ouve nos corredores, ou mesmo de montagem de infra-estruturas – como é o caso do grupo de portugueses que chegou ontem de Lisboa depois de uma viagem de 15 horas que atravessou Espanha. Estes portugueses, cerca de 10 jovens acompanhados do mesmo número de noviços jesuítas e ainda um padre, estão encarregues da grande cerimónia de abertura. Os pormenores da cerimónia são para já confidenciais - alguns portugueses conseguiram apenas espreitar uns adereços de guarda-roupa e algumas caixas de fogo-de-artifício na parte de trás de uma carrinha. O grupo está concentrado em tentar levantar uma estrutura alta, composta por cubos, nas traseiras da Basílica de St. Inácio. Helena, de 25 anos, estudante de artes do espectáculo, explica o que a fez aceitar o convite de ser voluntária Magis, dizendo que quer, “através de um espectáculo visual, contagiar os participantes logo no momento de abertura, com a alegria e a convicção de ser cristã”. Para a sua vivência pessoal, espera “recarregar energias ‘espirituais’ e crescer na fé, na medida em que conheço novas formas de viver e ouço testemunhos de outras culturas. A dimensão máxima de comunidade vive-se aqui”, diz. Também neste grupo de portugueses está Vasco, um estudante de filosofia de 19 anos para quem a decisão foi simples -convidaram-no e veio. Mais tarde, vai animar a “caravana” que vai levar jovens dos colégios dos jesuítas de todo o país até Madrid. Quando questionado sobre o que espera encontrar, a reposta sai com algum humor: “O Papa”. Mais a sério, responde que lhe interessa a oportunidade de “ter contacto com uma Igreja enorme, mundial”. “Espero que as JMJ sejam uma forma de mostrar que a Igreja não é uma coisa de ‘velhos’, que já acabou”, diz. Madalena, também de 25 anos, educadora de infância, defende que esta mensagem do Magis pode ser vivida por qualquer pessoa. “Porque Magis é ser 'mais', viver o mais possível e melhor, conseguir a excelência de si próprio”. Madalena espera encontrar quem lhe mostre “formas diferentes de viver a mesma coisa e como ser um jovem católico no dia-a-dia”. Este tipo de experiências, explica Madalena, “acrescenta sempre". Depois, atrai-a a ideia de universalidade e perceber que esta escolha de vida cristã “é vivida no mundo todo - é completamente além-fronteiras”. Helena diz ainda que “isto é como se respondêssemos ao apelo do Papa para festejarmos a fé, mesmo antes de irmos ter com ele”. A motivação dos voluntários parece também passar pela actualidade da proposta dos jesuítas. Helena explica que “a forma de viver que propõem é aberta, criativa e heterogénea”. Na chegada, os participantes do Magis vão receber um guia de bolso, o “Manual do Peregrino”, com algumas informações práticas e também algumas pistas orientadoras para tirarem o melhor partido destes dias. A ideia de “viagem e caminho” domina. João, de 23 anos, inscrito numa “experiência” em Marrocos, confessa que procura “uma aventura” que o ajude a quebrar “a barreira da língua”. Mais não diz. O Manual do Peregrino descreve que esta é uma oportunidade de “começar uma nova aventura pessoal, em que não se estará sem companheiros de outras terras, que chegam também a Loyola com o desejo de procurar este Deus que muda vidas e que pede sempre mais”.
                                                                           
"De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?"
                                                                                                              
Experiência Magis arranca amanhã em Espanha e procura ensinar os jovens a serem peregrinos também para a vida. Viajamos pelas memórias de Santo Inácio, o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro. A grande abertura do Magis, uma experiência pastoral que antecede as Jornadas Mundiais da Juventude, foi hoje. Os trabalhos em Loyola, localidade espanhola que vai receber mais de três mil peregrinos do mundo inteiro, aceleram e multiplicam-se. Ouvem-se notícias dos grupos que se aproximam, desde os 18 peregrinos indonésios que aterraram esta tarde em Madrid aos oito argentinos "en route", até aos 99 portugueses que saíram cedo de Coimbra, Lisboa e Algarve. Na noite de ontem, os voluntários e visitantes de Loyola tiveram a oportunidade de assistir a um ensaio ao ar livre da orquestra Magis, frente à Basílica de Santo Inácio. O grupo musical do Magis tem um nome que suscita muitas piadas, especialmente entre os voluntários portugueses e espanhóis. O “Magis Music and Liturgy Organizing Comittee” é o “Mamaloco”, o que entre os portugueses cansados ao final do dia resulta em provocações como: “Estás mamaloco?!”. Brincadeiras à parte, hoje foi dia de ir às origens desta proposta Magis e, estando em Loyola, conhecer um pouco melhor o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro.
Inácio, o homem e o santo. O dia de hoje em Loyola fica marcado pela história do próprio Santo Inácio. De manhã, num passeio nas redondezas do Centro de Espiritualidade, surgiu um convite para visitar a casa onde nasceu Iñigo Lopez em 1491, uma torre feudal agora envolvida na majestosa basílica. Iñigo era um fidalgo, filho de nobres, que ansiava ganhar honra, glória e fama através das armas e batalhas. Foi o mais novo de 13 irmãos e cresceu a ouvir histórias dos feitos dos irmãos pelo mundo fora. Como guerreiro, apaixonado e bravo, quis conquistar as mais altas honras. No famoso cerco de Pamplona, Iñigo é ferido por um tiro de canhão na perna e é levado de volta a casa, em Loyola, para convalescer. Durante a longa e dolorosa recuperação, aborrecido, tinha apenas um livro da vida de Cristo e outro das vidas dos santos para ler. Da identificação com os santos começa a conversão e os primeiros pensamentos que o levariam a escrever os “Exercícios Espirituais” - nascia assim o desejo de conhecer melhor Deus. Na casa da sua família, a Renascença viu os locais onde Santo Inácio jantava, dormia e convivia, os mapas de Espanha medieval, os livros que leu e até uma primeira edição dos exercícios espirituais – curiosamente, uma edição impressa em Coimbra. Depois da recuperação, Inácio deixou a sua casa e vida de guerreiro e partiu para Jerusalém, procurando nada mais que seguir Jesus e descobrir-se a si próprio pelo caminho. Foram longos anos de busca. Mais tarde, decidiu avançar os seus estudos em Paris, onde conheceu Francisco Xavier e o provocou com a célebre frase: “De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?”. Juntos, fundaram a Companhia de Jesus, que rapidamente acumulou membros, numa altura de reformas na Igreja, e que se foi espalhando pelo mundo com a missão de levar Jesus a todos os cantos da terra.
O que procuras? O legado de Inácio de Loyola, para leigos hoje, é definitivamente o guia que deixou com os seus exercícios. Pensados para desafiar e ajudar a avaliar a vida diária, são uma bússola para o conhecimento interior e para o encontro do caminho. René, um alemão de 31 anos, no momento ainda em estudos antes de ser ordenado padre na Companhia de Jesus, salienta que o objectivo de toda esta experiência Magis é aprofundar as ligações com pessoas de outras nações. É aprender a ser peregrino também para a vida. A espiritualidade inaciana também passa por aprender a viver o momento presente, a avaliar o momento presente, a procurar Deus no quotidiano e o programa Magis está pensado também para guiar neste sentido. O local de nascimento de Santo Inácio, para René, como membro da sua Companhia, é importante, mas salienta sobretudo o facto de este ser um primeiro sítio, onde foi dado um primeiro passo depois para o mundo. Aqui em Loyola, o Magis vai tentar aproximar dos jovens que peregrinam até Madrid esta consciência de si próprios e da avaliação do seu caminho, para que as Jornadas Mundiais de Juventude tenham uma existência duradoura e para que abram lugar a mais perguntas, mais conhecimento e ainda mais crescimento.
                                                                                       
Investigadores acreditam que Terra já teve duas Luas
                                                                                                                                             
Teoria publicada na revista "Nature" defende que as duas Luas chocaram há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. A Terra teve duas Luas, antes de uma delas, a mais pequena, ter chocado com a outra, a sua "irmã mais velha", demonstra uma teoria publicada hoje na revista científica "Nature". Em resultado desta colisão, o planeta azul ficou com uma Lua mais volumosa, ligeiramente assimétrica e mais acidentada num dos lados, o mais distante da Terra. Segundo a teoria, desenvolvida por uma equipa de astrónomos norte-americanos, a colisão entre as duas Luas ocorreu há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. As duas Luas, jovens, orbitavam a Terra, com a mais pequena a poucos passos da maior e mais rápida. Só que gravidade da Lua maior era tão forte que a mais pequena não resistiu. "Estavam destinadas a colidir. Não havia saída", sustenta Erik Asphaug, co-autor da investigação, citado pela agência noticiosa AP.