Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Empobrecimento contínuo

DESPEDIMENTOS COLECTIVOS DUPLICAM EM PORTUGAL
                                                                                                                                                     
Despedimentos colectivos facilitados pelo Governo repetem a história pré-nazi... comentários do Ministro sobre os despedimentos revela bem a falta de sentimento social deste Governo... Fisco a actuar como a PIDE, muitas empresas fecham portas e os despedimentos colectivos dispararam!
                                                           
O número de empresas que recorreram ao despedimento colectivo mais do que duplicou em 2011, face ao ano anterior. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, recorreram ao despedimento colectivo 641 empresas, uma subida de 118% face a 2010, e foram despedidos 6.526 trabalhadores, o que representa um aumento de 88,5%, face ao ano anterior, em que foram despedidos 3.462 trabalhadores num universo de 294 empresas, de acordo com a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). O número de trabalhadores sujeitos a esta medida também aumentou consideravelmente: no ano passado foram abrangidos por esta medida 4.777 trabalhadores, número que compara com 22.480 trabalhadores em 2010. A DGERT revela ainda que do total de trabalhadores visados em 2011, o processo de despedimento de pelo menos 6.922 não está ainda concluído e 224 processos foram revogados. Todavia, este número quase que duplica face ao final de 2010, ano em que 3.462 aguardavam a conclusão do processo, tendo sido revogados 73. Numa análise por regiões, do total de empresas que recorreram ao despedimento colectivo, o número mais elevado fixou-se em Lisboa e Vale do Tejo (289), seguindo-se a região Norte (252) e a zona Centro (58).
Segundo o artigo 359º do Código do Trabalho em vigor, "considera-se despedimento colectivo o efectuado pelo empregador, simultânea ou sucessivamente no período de três meses, abrangendo pelo menos dois trabalhadores se a empresa tiver menos de 50 trabalhadores, ou cinco trabalhadores se a empresa tiver pelo menos 50 trabalhadores, com fundamento em encerramento de uma ou várias secções ou estrutura equivalente ou redução do número de trabalhadores determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos". Para este efeito, consideram-se, nomeadamente, "motivos de mercado, a redução da actividade da empresa provocada pela diminuição previsível da procura de bens ou serviços ou a impossibilidade superveniente, prática ou legal, de colocar esses bens ou serviços no mercado", bem como "o desequilíbrio económico-financeiro, a mudança de actividade, a reestruturação da organização produtiva ou a substituição de produtos dominantes". Motivos tecnológicos, alterações nas técnicas ou processos de fabrico, automatização de instrumentos de produção, de controlo ou de movimentação de cargas, bem como a informatização de serviços ou automatização de meios de comunicação são também considerados.
                                                                                                   
MINISTRO DA ECONOMIA ACHA NORMAL QUE HAJA DESPEDIMENTOS NOS TRANSPORTES
                                                                                                                            
A frieza dos comentários do Ministro sobre os despedimentos revela bem a falta de sentimento social deste Governo... Álvaro Santos Pereira admitiu que haverá "dispensa de trabalhadores" no sector dos transportes, através de rescisões por mútuo acordo. "O que está acertado com todos os membros do sector é que estas reformas que irão levar a poupanças muito significativas (...) passam também pela dispensa de trabalhadores no sentido de rescisões por mútuo acordo e isto é uma decisão que é consensual", disse o ministro da Economia em entrevista à SIC. Em relação ao número de trabalhadores a dispensar, Santos Pereira referiu que serão "as próprias empresas que terão de decidir, porque depende das suas necessidades". O ministro da Economia reafirmou também que a reforma no sector dos transportes vai permitir salvar "milhares de postos de trabalho" e também argumentou que a nova lei da concorrência dá "mais músculo" ao Executivo. "Fazemos estas reformas por convicção e não porque a troika nos pediu", afirmou, referindo-se às reformas estruturais que incluem a revisão da lei laboral, da concorrência e o programa Revitalizar. "Temos demasiada legislação e demasiado complexa. É importante simplificar a legislação para que as nossas Pequenas e Médias Empresas sejam cada vez mais competitivas", sustentou. No que respeita a privatização da TAP, Santos Pereira não quis adiantar pormenores, dizendo apenas que a companhia aérea "será privatizada brevemente" e que além da preocupação do Governo no sentido de que continue a ser uma empresa de bandeira, "o 'hub' tem de ficar em Lisboa".
                                                                                                                                            
FISCO FISCALIZOU 642 MILHÕES DE EUROS EM FALTA NO ANO PASSADO
                                                                                                                                                   
Com o fisco a actuar como a PIDE, muitas empresas fecham portas e os despedimentos colectivos dispararam... Fisco realizou mais de 91 mil acções de controlo fiscal em 2011. Empresas foram os principais alvos das fiscalizações. No ano passado, o Fisco detectou 642 milhões de euros de impostos em falta, menos 30% face aos 921 milhões de euros identificados em 2010. Este valor diz respeito a fugas ao Fisco ou a erros detectados nas declarações de impostos, mas que entretanto a administração tributária forçou os contribuintes a regularizar. De acordo com o relatório da actividade da Inspecção Tributária, a que o Diário Económico teve acesso, foram realizadas 91.132 acções de controlo fiscal no ano passado. As empresas foram os principais alvos da fiscalização: 55.458 receberam a visita dos inspectores tributários. O relatório conclui que o IRC detectado em falta está em queda: uma diminuição de 44% para 100 milhões de euros, menos 77 milhões face ao ano anterior. Mas, em contrapartida, a administração tributária detectou mais faltosos no IRS, com um aumento do imposto em falta de 15% para 45,4 milhões. Os fiscalistas justificam esta situação pela não entrega de retenções de IRS e o maior controlo de benefícios fiscais e acréscimos patrimoniais não justificados. "Estão a detectar-se mais erros, face às alterações nos últimos dois anos nas deduções à colecta e as empresas não estão a entregar as retenções na fonte", esclarece o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro.
                                                                                                                                                    
MERKEL CONFIRMA PLANO DOS ILLUMINATI PARA DOMÍNIO E NAZIFICAÇÃO GLOBAL APOIANDO OS "ESTADOS UNIDOS DA EUROPA"
                                                                                                                                              
O plano de domínio global dos llluminati é um sonho bem antigo; Hitler foi um desses servis adeptos da Ordem... A chanceler alemã, Angela Merkel, disse em entrevista publicada, este fim de semana, por seis jornais europeus que a sua visão para o futuro da União Europeia passa por uma união política."A minha visão é a União Política, porque a Europa tem de seguir o seu caminho próprio e exclusivo. Temos de nos aproximar passo a passo, em todos os âmbitos políticos. Porque o certo é que cada vez percebemos com maior nitidez que cada tema do vizinho nos diz respeito. A Europa é política interna", afirmou a dirigente alemã em resposta a uma questão sobre os Estados Unidos da Europa. A entrevista conjunta foi concedida a 19 de janeiro ao El Pais (Espanha), Le Monde (França), The Guardian (Reino Unido), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), La Stampa (Itália), e Gazeta Wyborcza (Polónia) e publicada no dia de abertura do Fórum Económico Mundial em Davos. De acordo com Merkel, "no decurso de um longo processo" vão ser transferidas mais competências para a Comissão Europeia, que funcionará como um "Governo europeu para as competências europeias", o que implica um Parlamento forte. O jornal britânico The Guardian interpretou as palavras de Merkel em relação à Grécia como um sinal de que Atenas poderá vir a falir sem mais apoio de Bruxelas: "Há o caso específico da Grécia, onde ainda não se conseguiu estabilizar a situação apesar de todos os esforços efectuados tanto pelos próprios gregos como pela comunidade internacional. Temos que acalmar tudo isto para recuperar a confiança dos mercados".
                                                                                                              
ESPANHA RETROCEDE 30 ANOS NA LEI DO ABORTO
                                                                                                                                     
Europa a regredir socialmente... até à Idade Média...? O ministro de Justiça do governo de direita espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, confirmou ontem que a reforma da actual lei do aborto, aprovada em 2010, vai pôr fim à interrupção voluntária da gravidez até as 14 semanas e voltar ao sistema anterior, onde o aborto só é permitido em casos de violação, mal formação do feto ou risco de vida para a mulher. A reforma da lei para “defender o direito à vida” será “a mais progressista que já fiz”, explicou Gallardón à imprensa espanhola. Para o ministro, a lei aprovada pelo governo socialista há dois anos “não pode pressupor a desprotecção dos direitos do não nascido”, segundo a doutrina de 1985 do Tribunal Constitucional. Gallardón lembrou que a lei actual foi aprovada “sem consenso e com a opinião desfavorável dos órgãos consultivos” e indicou que a reforma será inspirada na defesa do direito à vida como manda a doutrina já definida pelo Tribunal Constitucional. O ministro já tinha anunciado uma modificação da lei que incluía a eliminação da possibilidade das menores entre 16 e 18 anos poderem interromper a gravidez sem autorização dos pais. Para o ministro, a lei vigente é um “erro” porque implica que em Espanha “uma menor de idade deve pedir autorização aos seus pais para fazer um piercing ou uma tatuagem mas possa legalmente interromper a sua gravidez, sem sequer ter de comunicá-lo aos seus pais”.
                                                                                                              
                                                                                                          
                                                                                                                                    

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Os 53 segundos que explicam a crise do euro e o lugar de Portugal | iOnline

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Carvalho da Silva “Haverá uma altura em que o governo terá de dizer como se sai daqui” | iOnline

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Polémica. Sarkozy gasta mais do que a Rainha de Inglaterra | iOnline

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Crónica clandestina

O indesejado: "Portugueses, sejam menos Viegas"
                                                                                                                         
Acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História.
                                                       
Em poucos meses de governação, em que achei que a boca de Pedro Passos Coelho só se conseguia abrir para soltar banalidades de apeadeiro da Linha de Sintra, ou as encomendas dos gajos mafiosos que o empurram para a frente do linchamento, Miguel Relvas e Miguel Macedo, entre outros, por fim, consegui ouvir uma frase que me agradou, soou bem, e que acho que sintetiza toda a necessidade de salvação que Portugal sente: com o seu sotaque de Massamá, Pedro Passos Coelho, o magnânimo, disse, "Portugueses, sejam menos piegas...". Para os ignaros, e somos muitos -- pois quantos de vós detêm um "despacho" de um CNO, ou uma alta classificação em Inglês Técnico?... -- eu esclareço: assim como em Viseu, o Cavaquistão, se trocam os "Vês" pelos "Bês", e se diz "binho", em vez de "vinho", em Massamá, de onde provem, e onde se vem, sua Excelência o Primeiro Ministro, trocam-se os "Vês" pelos "Pês". Reposto o sotaque, Passos Coelho quis então dizer aos Portugueses, "Portugueses, sejam menos... Viegas", num clara alusão aos cambalhaços e cunhas que, à pala de "Cultura", motoristas e gabinetes, se fazem.
Já muito queimado vai André Wilson da Luz Viola, e os seus 1800 € de vencimento, e, para todos os que afirmam, a pés juntos, que ele é um excelente motorista... do banco de trás, a verdade é que ele não passa de um traste suplente de uma lista de cunhas à Câmara de Lagos, que uma mão ignota, mas certeira, depois empurrou para um salário razoável, para conduzir outro traste, este não suplente, mas efetivo, de uma coisa que deveria, há muito, estar extinta, e insiste em se chamar Secretaria de Estado da "Cultura". "Portugueses, sejam menos... viegas", é, pois, a palavra sábia de um homem de letras e ciências, um Pedro Hispano mal compreendido, desta fase terminal da III República, que, polifonicamente, pede a todos os seus concidadãos que utilizem menos a cunha, que não contratem, como Miguel Relvas, motoristas a 2500 €, e que não consolem as ternuras dos 60, com motoristas como o da Senhora Bosca de Mota Amaral.
Humildemente, numa simples frase, Passos Coelho pediu aos Portugueses que fosse menos viegas, que não se fizessem empoleirar em assessorias de gabinete com subsídio de férias e natal, já incluídos, como "suplemento", e, sobretudo, que evitassem megas ferreiras, graças mouras, claras ferreiras alves, e coisas afins, que passam por "Cultura", e que, muito mais mansamente do que em outros casos, já que a estupidez nacional, que, genericamente, é abissalmente acrítica, quando se trata de "Cultura", ainda se consegue tornar mais acrítica. O texto em que se disparou contra esse cancro da vida pública portuguesa, Mega Ferreira, foi fatal ao "Braganza Mothers", já que era tão verista que apanhou imediatamente com o lápis azul da nova Censura por cima...
Mega Ferreira, tal como Graça Moura, é um "viegas", ou seja, um "aquilo" que os Portugueses não devem ser, e eu passo a explicar. No caso de Mega Ferreira, quando se pergunta, "quem é Mega Ferreira?...", imediatamente chovem cascatas sobre os poleiros que ocupou, mas nenhuma resposta sobre "como começou", porque estes "viegas", tal como Aristóteles profetizara, são fruto de geração espontânea, e tudo o resto é percurso, umas vezes ditado por causas naturais, outras, por milagres da fé, e algumas coisas cuja decência impede pôr aqui. Faça um exercício: vire-se para o seu vizinho, e pergunte: "quem é Dias Loureiro?", e ele imediatamente lhe responderá todos os crimes que Dias Loureiro cometeu, embora nos fique sempre a dúvida primordial sobre a origem da "espécie".
Quanto ao próprio Francisco José Viegas, a resposta a "quem é Francisco José Viegas?..." é redundante: Francisco José Viegas é um "viegas", ou seja, tudo aquilo que os Portugueses nunca deverão ser. Como Laura "Bouche" diz, o hiperviegas, por antonomásia, é Aníbal Cavaco Silva, que não veio do Pocinho, antes, "soube sair do Poço (de Boliqueime), mas o Poço nunca saiu dele..." (Laura dixit), e essa é, ou deveria ser, uma lição de moral para todos os Portugueses. Futuramente, como ditam as palavras sábias de Passos Coelho, sejamos menos viegas, e, na "Cultura", por exemplo, produzamos mais Cultura, e menos secretários de estado. Criemos mais obras de arte, e vamos menos à mesa dos outros, mamar subsídios. Estudemos mais, e penduremo-nos menos nas assessorias de gabinete. Façamos, como a Islândia, e persigamos e levemos a tribunal os banqueiros e políticos que nos arrastaram para este drama nacional.
Preparemos uma resistência, como na Grécia, contra o neonazismo pós-estalinista de Angela Merkel, que nasceu, na Alemanha de "Leste", a conduzir carros poluentes, em forma de caixa de sapato, e quer agora dar lições de soberania aos herdeiros dos construtores da Acrópole.
Sejamos menos viegas, acordemos, agarremos neste gajos, e nós, que num século, cometemos regicídios, matámos dois Presidentes, limpámos o sarampo a dois primeiros ministros, e metralhámos algumas revoluções e golpes de estado, sejamos menos viegas, e agarremos nestes viegas todos e coloquemo-los perante o Tribunal da História, ou, como eu acabei de fazer, sejamos, não viegas, mas Portugueses, daqueles, de 900 anos, e, assim com eu agora fiz, com as palavras, que são a minha arma, que cada um agarre na sua, e preguemos-lhes, pelo menos, um valente tiro nos cornos. Basta um, que servirá de aviso, para evitar os restantes: vão ver que os viegas todos abandonarão, como os ratos, o barquito, num instante.
Na klandestinidade
                                                                                            
                                                                                                                                   
                                                                                                                                                  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Curioso... ou não?

ESPECTÁCULO DE MADONNA NA ABERTURA DO SUPER BOWL 2012 COM ALUSÕES E SÍMBOLOS AO DOMÍNIO ILLUMINATI DA NWO
                                                                                                                                    
A deusa-faraó, deusa do sol, Madonna terminou o espectáculo com traje ritual, capa negra llluminati... Entretanto, a banca apresenta prejuízo recorde de 1.000 milhões... Com a mensagem do primeiro-ministro não precisamos de ser palhaços para gozar o Carnaval!
                                                                                                    
Com uma audiência recorde, 114 milhões viram a performance de Madonna no show do intervalo da Super Taça. O instituto de pesquisas Nielsen disse ter sido o programa mais visto da história da televisão norte-americana, ofuscando a audiência de 111 milhões do jogos de 2011. Milhões de telespectadores sintonizaram o luxuoso espectáculo de Madonna, inspirado em Cleópatra, dando à "Material girl" a distinção de ter o show de intervalo mais assistido na história do Super Bowl. Com efeitos especiais inovadores e hollywoodescos, Madonna apresentou-se como Cleópatra dominando o mundo, com referências claras à deusa She Ra (da BD) e onde não faltaram alusões directas aos llluminati e à NWO que dominam o mundo actualmente, pois representou a pirâmide de luz, o olho que tudo vê (simbolo dos llluminati), as alusões ao Império do Sol, terminando o espectáculo com a sua música gospel - Like a Prayer - onde todos os intervenientes estão vestidos de trajes maçónicos com capas negras. Madonna aproveitou o evento espectacular para anunciar a sua nova tournée que terá início em Israel, antes de ir para a Europa, com passagens pela América do Sul e Austrália, onde não se apresenta há 20 anos, depois de ter estado 3 anos afastada dos palcos. Os detalhes sobre os shows na América do Sul ainda não foram divulgados. O espectáculo em: http://www.youtube.com/watch?v=IHCiYbdoscc&feature=related.
                                                                                                                                           
BANCA COM PREJUÍZO RECORDE ACIMA DOS 1.000 MILHÕES
                                                                                                                                
Ontem só o BPI abriu a bolsa a perder mais de 10%... As contas de 2011 ficarão na história da banca, pela negativa. Já quanto ao capital, o sector nunca esteve tão sólido. A apresentação de resultados anuais para a banca, que arranca esta semana, não promete boas notícias. Tudo somado, os cinco principais bancos do mercado deverão apresentar prejuízos acima dos 1.000 milhões de euros, ainda que se preveja que um deles - o Santander Totta - apresente resultados positivos. O BCP deverá liderar o ‘ranking' com os prejuízos mais elevados, seguido muito provavelmente por esta ordem: CGD, BPI e BES. Este número pode ainda ficar mais negro caso, como alguns analistas antecipam, algumas instituições aproveitem os maus resultados de 2011 para "limparem" o seu balanço, com vista a iniciarem um novo ano sem os fantasmas dos anos anteriores. Com estas medidas, as equipas de gestão do sector tentam também preparar os bancos para os imprevisíveis efeitos que a crise ainda pode ter no sector. Depois, a banca tem ainda de contar com as novas exigências da autoridade bancária europeia e da ‘troika' e, em alguns casos, com os efeitos da transferência dos fundos de pensões. O BCP deverá ser um dos bancos que mais vai querer aproveitar para limpar e reforçar o seu balanço. De acordo com os cálculos dos especialistas ouvidos pelo Diário Económico, o maior banco português deverá revelar prejuízos recordes, equivalentes a mais de dois terços da sua capitalização bolsista, ou seja, superiores a 700 milhões de euros. Juan Pablo López, analista do Espírito Santo Investment Bank, numa nota de ‘research' publicada esta semana, reconhece que "os resultados do [BCP] do último trimestre de 2011 vão ser distorcidos pelo reconhecimento de impactos extraordinários". O analista, que antecipa prejuízos de 499 milhões de euros para o banco ainda liderado por Santos Ferreira, refere, por exemplo, que a transferência do fundo de pensões deverá ter um impacto líquido de 198 milhões sobre os resultados do banco e que o BCP deverá ainda completar o ‘writedown' do ‘goodwill' das suas operações na Grécia, actualmente registadas no balanço por 147 milhões de euros.
                                                                                                
PASSOS COELHO DÁ MACHADADA NO COMÉRCIO DE CARNAVAL E NOS ESPECTÁCULOS PREPARADOS COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA
                                                                                                                                      
A mensagem do 1.º Ministro: afinal para se ser palhaço não precisamos de sair à rua no Carnaval... Sobre a tolerância de ponto retirada pelo Governo ao dia de Carnaval, Passos Coelho dizia. "É tempo de saber quem quer lutar para vencer crise ou ficar agarrado a velhas tradições". O primeiro-ministro desafiou a que se façam as contas ao que o país produz trabalhando no Carnaval, considerando que é tempo de "saber quem é que quer lutar para vencer esta crise" ou "ficar agarrado às velhas tradições". Em declarações aos jornalistas, e depois de confrontado com as várias críticas ao seu anúncio de que este ano não haverá tolerância de ponto no Carnaval, Pedro Passos Coelho assinalou que a celebração do Carnaval se faz em vários dias e não apenas numa terça-feira e defendeu que os portugueses "saberão entender" esta decisão. Passos frisou ter anunciado a ausência de tolerância de ponto "a quase 20 dias de distância" do Carnaval e defendeu que isso "que não quer dizer que os portugueses não possam celebrar aquilo que é uma tradição em Portugal". "Podem fazê-lo durante o fim-de-semana e também toda a indústria que está montada em torno do Carnaval", notou. Questionado sobre o impacto económico negativo que esta decisão pode trazer, o primeiro-ministro desafiou todos a fazerem as contas ao que "um país inteiro que trabalha dois dias pode produzir".
                                                                                                      
                                                                                                           
                                                                                    

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um desabafo !

SEDES - Quem te ouviu e quem te vê?
                                                                                                                              
De associação cívica que era, sobrevivendo de quotizações, restar-lhes-ia agora passar (está lá dito no blogue da casa por um membro) a think tank financiado de fora, como nos países ricos. Mas quem estará interessado em pôr dinheiro num clube de mortos-vivos, marretas e jarretas?
                                                        
A ida de Campos e Cunha para o CCB levou-me a dar um saltinho à SEDES para ver como param as modas nesse afamado caga-sentenças do laranjal, poiso certo dos colossos intelectuais que dão pelo nome de Medina Carreira, João Duque, Mira Amaral, Henrique Neto, João Salgueiro e o próprio novíssimo director-consultivo do CCB, entre outros. Na secção "Tomadas de Posição", a mais actual e a mais política das áreas temáticas expostas, encontramos a última datada de 18 de Maio de 2011, lançada em cima das eleições legislativas. De lá para cá, nicles batatóides, a SEDES ainda não tomou uma qualquer posição a respeito da actual situação política – talvez por não lhes ocorrer nada para dizer, há fases dessas, ou por considerarem que tudo está a correr às mil maravilhas, sabe-se lá. Mas esse dia chegará, certamente, e muito nos irá ensinar.
Por exemplo, eis um pedacito do que estes paradigmas da honestidade intelectual escreveram nas vésperas de um acto eleitoral: "O País sofre diariamente os maus exemplos que chegam de cima e nenhuma sociedade pode resistir por muito tempo ao impacto negativo dos comportamentos desviantes da ética da verdade e da responsabilidade. A pedagogia do bom governo não é apenas um factor de credibilidade das instituições democráticas, mas uma bitola permanente para o comportamento dos cidadãos. O exemplo é sempre um factor superior do funcionamento das sociedades democráticas mais avançadas e não pode ser menosprezado".
É difícil discordar, mesmo sem compreender patavina do parágrafo. A expressão ética da verdade e da responsabilidade fica bem em qualquer texto, em qualquer entrevista, em qualquer almoçarada. E mesmo para mudar um pneu a meio da noite e a chover, se à vista desarmada não parece de grande ajuda, seguramente que é uma expressão que não atrapalha o processo e até pode servir de alento na ocasião. Por isso, sim. Portanto, pois. Toca de alertar a malta para esse perigo que ameaça a sociedade. E venham os exemplos. Os exemplos exemplares. Aqueles exemplos que só homens (não há mulheres a botar faladura na SEDES, pois continua a ser preciso que alguém esteja a preparar o jantar enquanto decorrem as sessões de laboriosa reflexão) veramente exemplares estão em condições de dar ou, não tendo tempo para tal, em condições de validar através dos seus exemplares juízos a respeito.
Que irá a SEDES dizer, então, deste actual Governo que prometeu o branco e aplica o preto, que chama aos portugueses de piegas, e diz  para emigrar e aos militares para desertar, que repete ser necessário empobrecer tudo e todos à excepção dos seus amiguinhos e que castiga o povo com a arrogância dos brutos e a soberba dos celerados? De que modo esta postura fanática se enquadra na ética da verdade e da responsabilidade que a SEDES generosamente tinha vertido com tanto afinco até às últimas eleições para educação das massas e salvação da Pátria?
Em Fevereiro de 2008, a SEDES saiu a terreiro para denunciar um siciliano “difuso mal-estar” que estaria a pôr em causa a coesão nacional. E pudemos até ler esta profecia: "O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever". - Só foi pena que o poderio intelectual da SEDES, e a sua “ética da responsabilidade” que chega a fazer inveja à do Criador, não tivesse complementado o aviso com esta pequena informação: o voto em Cavaco e o voto em Passos Coelho seriam os meios mais rápidos para chegar à temida crise social de contornos difíceis de prever. Na próxima Tomada de Posição, é favor incluir esse tipo de pormenores para termos ainda mais razões para ficarmos agradecidos aos magníficos pensadores que se sacrificam por nossa causa em salas de reunião, quiçá também em restaurantes e bares de hotel, onde a SEDES marca a sua preclara presença.
Apanhei boleia de um link e lá fui esgravatar no site do clube dos amigos do Salgueiro. Aquilo está putrefacto há mais de 30 anos. A SEDES dos anos 70 existiu realmente, antes e até depois do 25 d'Abril. Esta coisa de agora arrasta-se penosamente. O cadáver já teve várias certidões de óbito, mas é reanimado quando o governo é socialista. Para que serve este trambolho? O fundador Salgueiro caminha para gagá. Outros fundadores debandaram há muito, morreram ou estão na fila. Rui Vilar pisgou-se. Gente mais jovem e com valor não vai ou não pára lá. Criaram um blogue onde uma meia dúzia de reformados tagarelam uns com os outros, sem qualquer impacto político no público. De dois em dois anos, com oportunismo eleiçoeiro, lá vem uma “tomada de posição” de banalidades que a TV e os jornais citam em duas ou três frases... A SEDES nem para vazadouro de génios incompreendidos e outros falhados da política serve, esses já têm palco permanente na SIC.
De associação cívica que era, sobrevivendo de quotizações, restar-lhes-ia agora passar (está lá dito no blogue da casa por um membro) a think tank financiado de fora, como nos países ricos. Mas quem estará interessado em pôr dinheiro num clube de mortos-vivos, marretas e jarretas?
Carlos Ferreira
                                                                                                                                
                                                                                                                   
                                                                                                                           

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Reino da Vadiação: Passos Coelho pede aos portugueses para serem "men...

Reino da Vadiação: Passos Coelho pede aos portugueses para serem "men...: "Ó Passos, arranja-me um “Taxito” na EDP a ganhar 44.999,00€/mês que eu deixo de ser “piegas” de certeza absoluta"! O primeiro-ministro, Pe...

"New York Times" sabe mais que nós!

"PORTUGAL LITERALMENTE JÁ NÃO TEM NADA A PERDER"
                                                                                                                                       
Portugal perdeu tudo o que havia para perder, está no fundo; resta-nos agora a agonia de uma economia moribunda... Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus!
                                                         
O New York Times descreve as expectativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal... Os mercados financeiros estão "preocupados com Portugal", e os investidores acreditam que a dívida portuguesa será reestruturada como a da Grécia, escreve o New York Times. O artigo, escrito pelo correspondente do diário nova-iorquino para a Península Ibérica, descreve as expetativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal. Segundo o Times, quando a Grécia concluir um acordo para a reestruturação da sua dívida, é provável que Portugal "venha a seguir". O Governo grego está atualmente a negociar com os credores a dimensão e formato do 'haircut' (redução) da dívida. O economista Edward Hugh, citado pelo Times, afirma que "o mais provável é que Portugal diga que também quer um acordo desses", até porque "literalmente já não tem nada a perder". O artigo nota que o Governo português tem reiterado a sua intenção de cumprir o acordo de assistência financeira assinado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e que até agora não contemplou a hipótese de reestruturação. O Times cita ainda Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa, segundo o qual "a vantagem mais importante que Portugal tem [sobre a Grécia] é provavelmente o seu consenso político e social interno".
                                                                                                                                  
ELÍSIO ESTANQUE: A CLASSE MÉDIA EM EXTINÇÃO RÁPIDA
                                                                                                                        
Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... O sociólogo Elísio Estanque concluiu que a classe média portuguesa corre sérios riscos de desaparecer como consequência da grave crise económica que o país atravessa. Esta é uma das conclusões a que o sociólogo chegou e um dos temas abordados num livro que vai lançar esta semana. Segundo a obra, a classe média «está em risco de um empobrecimento muito rápido» que pode levar a um «descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa». Os resultados desta condição podem levar ao «enfraquecimento do sistema socioeconómico» e fragilização do sistema democrático, defende o autor. No livro «Classe Média: Ascensão e Declínio», o sociólogo defende que muitos jovens que têm formação superior e pertencem à classe média experienciam uma «condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política», sendo mesmo esta faixa da sociedade que «alimenta os movimentos de protesto». 
                                                                                                                               
GRÉCIA RECUSA CEDER SOBERANIA ORÇAMENTAL À UE
                                                                                                                                  
Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus... Atenas teria de abdicar da sua soberania orçamental, aceitando a colocação permanente das finanças gregas sob o controlo de um comissário e ainda de tornar lei a prioridade do pagamento da sua dívida aos credores. Sem estas condições, a entrega de 130 mil milhões de euros previstos na segunda tranche de ajuda à Grécia, poderá estar em risco. Mas Atenas já recusou discuti-las. "Está fora de causa que nós aceitemos, essas são competências que pertencem à soberania nacional", reagiram fontes governamentais gregas. "Há efetivamente uma nota informal que foi apresentada ao Eurogrupo” para colocar sob controlo europeu o orçamento grego, "mas a Grécia não discute uma tal eventualidade", sublinhou a mesma fonte, confirmando a notícia, avançada pelo Financial Times. Segundo a proposta, alegadamente colocada pela Alemanha, as finanças gregas ficariam subordinadas ao parecer de um comissário, designado pelos ministros das Finanças da zona euro. Este comissário do Orçamento teria o poder de vetar as decisões orçamentais decididas pelo governo grego.
A segunda condição, avançada igualmente no documento, seria a aceitação de que os rendimentos do estado grego dariam total prioridade ao pagamento futuro da dívida contraída por Atenas junto da Comissão Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu (troika) e de investidores privados. O objetivo seria impedir ameaças políticas de incumprimento por parte do próprio governo grego e ainda a "eliminação de facto da possibilidade de incumprimento". "Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários", considera a proposta. Esta segunda medida terá ainda de se tornar lei, "de preferência através de uma emenda constitucional", conclui a nota que sublinha ainda cumprimento "dececionante até agora" da Grécia, que a obriga a aceitar a "transferência da soberania orçamental para um nível europeu, por um certo tempo." O documento conclui pela necessidade de colocar "a consolidação orçamental sob orientação e sistema de controlo rigorosos". No documento, ambas as condições são consideradas essenciais para o Eurogrupo aprovar um Memorando de Entendimento que desbloqueie o segundo pacote de resgate à Grécia. A Grécia arrisca entrar em bancarrota se não receber uma nova tranche de 130 mil milhões de euros. As condições para o desbloqueamento da verba têm estado a ser negociadas há duas semanas, incluindo um perdão da dívida grega por parte dos bancos credores.
                                                                                                                      
                                                                                                                       
                                                                                               

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A caminho dos "Illuminati"...

POLÍTICOS MENTIROSOS, DEMAGÓGICOS E IRRESPONSÁVEIS ESTÃO A LEVAR O POVO AO LIMITE DAS SUAS CAPACIDADES
                                                                                                                                              
Na presença de Cavaco e da Ministra da Justiça, Marinho Pinho atacou sem dó nem piedade as políticas do Governo... Parece claro que este Governo está a fazer um "shutdown" do país inteiro a favor do federalismo de Merkel... O plano de domínio global dos llluminati é um sonho bem antigo; Hitler foi um desses servis adeptos da Ordem... Austeridade europeia e nacional está a conduzir muitas pessoas para o suicídio!
                                                         
No seu discurso de abertura do ano judicial, o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, teceu duras críticas à situação da justiça em Portugal: “A situação da justiça e do país tem vindo a degradar-se, sem que se vislumbrem soluções que restabeleçam a confiança do povo português no nosso sistema judicial e no sistema político vigente”.O bastonário realçou a “mentira, a demagogia e a irresponsabilidade” como métodos de “actuação política”, acusando a classe política de não honrar os “compromissos eleitorais”. Marinho Pinto alertou para a actual situação social, referindo que “o povo português está no limite das suas capacidades e começa a dar sinais preocupantes de não suportar mais sacrifícios” e tecendo duras críticas ao Governo que, diz, não se preocupa. Num discurso em que os elogios foram apenas para o Tribunal Constitucional na sua luta pela defesa da Constituição e ao Procurador-Geral da República, que está de saída do cargo e, segundo o bastonário, “honrou a magistratura portuguesa e dignificou a justiça e os tribunais”, Marinho Pinto centrou o seu alvo no Governo. O bastonário declarou que há “sectores e entidades que se isentaram dos sacrifícios” e criticou os sacrifícios pedidos aos funcionários públicos, dizendo que “não se compreende” por que é que são mais penalizados do que os outros sectores. Sobretudo, disse, “não se compreende por que é que dentro da função pública há de haver sectores que ficam isentos de algumas medidas de austeridade e outros não”. O caso do Banco de Portugal (BdP), cujos funcionários continuam a usufruir dos subsídios, foi referido pelo bastonário, que criticou as diferenças entre os magistrados e os quadros do BdP, tendo também criticado a política de privatizações seguida pelo Governo.
As nomeações para cargos públicos também não foram esquecidas por Marinho Pinto, que declarou que “as gigantescas remunerações que gestores transformados em políticos e políticos transformados em gestores se atribuem uns aos outros em lugares e cargos para que se nomeiam uns aos outros constituem uma inominável agressão moral” aos portugueses. Quanto à área da justiça, Marinho Pinto denunciou uma “política errática marcada pelo populismo” e uma incapacidade de resolução dos problemas, criticou o “processo de desjudicialização” que prevê a deslocação da justiça dos tribunais para outras instâncias e para entidades “privadas cujo escopo é o lucro”. As privatizações na área da justiça receberam duras críticas do bastonário, que fala numa “justiça semi-clandestina que são os tribunais arbitrais em que as partes escolhem e pagam aos pseudo-juízes”. Marinho Pinto sublinhou ainda o encerramento de cerca de 50 tribunais, antecipando as “dificuldades” acrescidas no acesso à justiça de pessoas que terão de percorrer “centenas de quilómetros para se deslocarem a um tribunal”. “É preciso proclamar bem alto que a justiça não é um bem de mercado e não pode ser gerida segundo as leis da oferta e da procura”, afirmou. Quanto às alterações previstas para o processo penal, Marinho Pinto avisou que “vai aumentar ainda mais o caos nos nossos tribunais” e denunciou a existência de “uma justiça para ricos e outra para pobres”.
                                                                                                    
"FECHO DOS TRIBUNAIS É MACHADADA NO INTERIOR" DIZ AUTARCA DO PSD
                                                                                                                       
Parece claro que este Governo está a fazer um "shutdown" do país inteiro a favor do federalismo de Merkel... O vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Fernando Campos, do PSD, considerou o encerramento de tribunais como "a machadada final" no interior, alertando que um acesso difícil à Justiça poderá levar a que se faça "Justiça com as próprias mão". "Dois terços do território estão a ficar desertificados e agora tomam medidas para acelerar esta desertificação. Se o interesse é que a gente saia daqui, então que digam de uma vez e nós fazemos as malas e vamos aí para um dos bairros periféricos dos grandes centros criar mais problemas", afirmou o também presidente da Câmara de Boticas, um dos tribunais a encerrar. Fernando Campos realçou que o encerramento de tribunais "é uma machadada final nos territórios do interior", porque o Ministério da Justiça (MJ) não é um ministério qualquer, mas sim "o último representante da soberania do país". "Nós não queremos mais nada que não seja Justiça. E a Justiça tem de ser feita fazendo um estudo e uma proposta de reorganização séria, que tenham em atenção as preocupações das pessoas e que não impeçam o acesso à Justiça. Se não, elas passarão a fazer Justiça pelas próprias mãos e o Estado de Direito não deve permitir que isso aconteça", disse. O autarca social-democrata classificou o estudo que serviu de base à reorganização dos tribunais como "uma vergonha" e considerou que a solução encontrada demonstra a "insensibilidade de quem faz a régua e esquadro, e com o guia Michelin, uma proposta de reforma do mapa judiciário". "Isto é absolutamente de quem nunca saiu de Lisboa, de quem está habituado a passar férias nas praias do Mediterrâneo, de quem não faz a mínima ideia de quais são as dificuldades do interior do país", afirmou.
                                                                                      
MERKEL CONFIRMA PLANO DOS ILLUMINATI PARA DOMÍNIO E NAZIFICAÇÃO GLOBAL APOIANDO OS "ESTADOS UNIDOS DA EUROPA"
                                                                                                
O plano de domínio global dos llluminati é um sonho bem antigo; Hitler foi um desses servis adeptos da Ordem... A chanceler alemã, Angela Merkel, disse em entrevista publicada, esta semana, por seis jornais europeus que a sua visão para o futuro da União Europeia passa por uma união política."A minha visão é a União Política, porque a Europa tem de seguir o seu caminho próprio e exclusivo. Temos de nos aproximar passo a passo, em todos os âmbitos políticos. Porque o certo é que cada vez percebemos com maior nitidez que cada tema do vizinho nos diz respeito. A Europa é política interna", afirmou a dirigente alemã em resposta a uma questão sobre os Estados Unidos da Europa. A entrevista conjunta foi concedida a 19 de janeiro ao El Pais (Espanha), Le Monde (França), The Guardian (Reino Unido), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), La Stampa (Itália), e Gazeta Wyborcza (Polónia) e publicada no dia de abertura do Fórum Económico Mundial em Davos. De acordo com Merkel, "no decurso de um longo processo" vão ser transferidas mais competências para a Comissão Europeia, que funcionará como um "Governo europeu para as competências europeias", o que implica um Parlamento forte. O jornal britânico The Guardian interpretou as palavras de Merkel em relação à Grécia como um sinal de que Atenas poderá vir a falir sem mais apoio de Bruxelas: "Há o caso específico da Grécia, onde ainda não se conseguiu estabilizar a situação apesar de todos os esforços efectuados tanto pelos próprios gregos como pela comunidade internacional. Temos que acalmar tudo isto para recuperar a confiança dos mercados".
                                                                                                                    
SUICÍDIOS E CORPOS NÃO IDENTIFICÁVEIS TEM VINDO A AUMENTAR
                                                                                                        
Este é o resultado social directo da austeridade europeia e nacional para muitas pessoas: o suicídio... Suicídios e pessoas por identificar têm vindo a aumentar. Apesar de não existirem dados concretos dos últimos meses sobre o número de suicídios e de cadáveres por identificar, o director da Unidade de Informação e Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Ramos Caniço, revelou ao jornal Destak que a tendência é de aumento. A crise pode ser uma das justificações, mas o responsável destaca os problemas familiares como principal motivo. Já no que respeita a desaparecimentos voluntários, ou seja, pessoas que fogem para recomeçar de novo em outro lugar, regista-se uma manutenção dos números. «Dá a sensação que a crise, ao contrário do que se podia pensar, uniu as famílias.» Além disso, a conjuntura económica fez com que «não seja tão fácil mudar» e recomeçar do zero. Mil desaparecidos em 2011. Em relação aos desaparecidos na região da Grande Lisboa, 2011 fechou as contas com um balanço semelhante ao dos anos anteriores com pouco mais de mil participações, que não equivalem ao mesmo número de desaparecidos, pois cada pessoa, sobretudo os jovens, podem constar desta lista mais do que uma vez. «Se desapareceram 500 ou 600 pessoas é muito, os restantes são casos de desaparecimentos múltiplos. Há jovens que desaparecem 15 vezes num ano.» Além disso, nestas estatísticas «também estão incluídos os raptos parentais», que o responsável apelida de «falsos desaparecimentos» porque a criança ou jovem não desapareceram realmente. Ou estão com um progenitor a quem não foi cedida a responsabilidade parental e que entretanto a subtraiu ao ex-companheiro ou estão com os pais a quem este foi retirado e institucionalizado, e isso já é «um sequestro». O responsável acrescenta que na maioria dos raptos parentais, as crianças e jovens são levados para fora do País, mas que também é comum haver menores estrangeiros localizados em Portugal na mesma situação. Para Ramos Caniço, os desaparecimentos não são neste momento problemáticos, pois 500 desaparecidos num universo superior a um milhão de pessoas, e em que se estão a encontrar todas as vítimas, é um balanço positivo...
                                                                                                                
                                                                                                                                              
                                                                                   

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crónicas Sem Tempo

Golpe Cavaco-Palaciano
                                                                                                                              
A forma de lutar contra tais violências é precisamente utilizar a violência revolucionária a que alguém chamou o direito à indignação, visto que manifestações pacificas, resultam como forma de aparência e legalização do sistema anti democrático de total abuso dos poderosos e aceitação do golpe cavaco palaciano há muito sonhado e que foi denunciado com as declarações do PR sobre as miseras reformas que aufere e lhe não chegam para pagar as despesas domésticas inexistentes.
                                            
Se alguém tinha duvidas de que quando a direita politica portuguesa anti democrática como a classificou o Professor Diogo Freitas do Amaral, obtivesse uma maioria, um Governo e um Presidente, as “conquistas da Revolução dos Cravos”, iriam todas por água abaixo, voltando tudo à primeira forma fascista. Aí está a demonstração com este executivo, liderado por Passos Coelho, o mais liberal de todos os lideres que o PPD/PSD já teve desde a sua fundação em Maio de 1974. O caminho que os seus pais: Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota, não desejavam, visto que naqueles tempos heróicos, pareciam homens de ideais sociais democratas de índole marxista, que pugnavam pela instauração em Portugal de um regime social democrata de centro esquerda avançado, parecido ao que existia nos países do norte da Europa ocidental, tais como a Suécia, Dinamarca, Holanda e Noruega. Dos fundadores vivos só resta o Dr. Pinto Balsemão, que assim como Sá Carneiro, chegou a Primeiro Ministro, mas não teve sorte, apanhou a primeira crise de 1981/83, tendo sido derrotado por esta mesma direita interna do PPD/PSD, chefiada por um ilustre desconhecido, Aníbal Cavaco Silva e toda uma juventude onde se destacava Pedro Santana Lopes, José Judice, Proença de Carvalho e muitos outros com idades entre os 20 e os 35 anos.
“Les Infant terribles” começaram muito cedo a conspirar, ainda no tempo de Sá Carneiro em conluio com outra rapaziada das mesmas idades, que militavam no CDS: Lucas Pires, Basílio Horta, Ribeiro e Castro, etc. Só que ainda era muito cedo porque os obstáculos eram enormes: Conselho da Revolução, Presidente da Republica, General Costa Gomes, maioria sociológica de esquerda com forte predominância dos Partidos Socialista e Comunista e homens de centro direita de convicções verdadeiramente democratas, para além dos países da CEE serem governados quase todos por partidos e coligações de centro esquerda, que inviabilizariam qualquer aventura da direita e extrema direita pura e dura. Devido aos escolhos escolheram prosseguir o caminho mais prudente aproveitando as crescentes contradições do regime que cada vez se lhes abria mais com as sucessivas revisões constitucionais que desfiguraram e banalizaram a acção governativa dos governos do Bloco Central que num rotativismo monárquico foram descredibilizando a politica. A partir dos anos noventa do século XX com os yupis acabaram as barreiras e a cavalgada jamais parou, atingindo o pleno neste começo da segunda década do século XXI, não só em Portugal, mas praticamente nos 27 países da União Europeia e o caos é tudo aquilo que se conhece, desde o colapso do capitalismo de fachada democrática que ruiu em 2008 com a falência do Leman Broders.
A História de Portugal, sobretudo desde o fim das invasões francesas, praticamente os períodos de liberdade contam-se por poucas dezenas de anos que começam com a Revolução Liberal de 1820 e constantemente interrompidos por revoltas, avanços e recuos até ao Setembrismo de 1836 que vence as forças retrógradas e com isso perdem parte significativa dos privilégios feudais. Depois veio uma época de progresso desenvolvimentista conhecida por fontismo com abertura de estradas, a implementação dos caminhos de ferro, criando uma mobilidade aos cidadãos até aí desconhecida. O Código de Seabra de 1862, foi outro grande avanço na área da Justiça, embora não se obtivesse ainda uma aplicação isenta, independente e com igualdade de armas, o que infelizmente hoje pouco difere, diga-se, naquilo que é o maior escândalo nacional. No último quartel do século XIX, vive-se uma crise de contornos irresponsáveis, duma monarquia corrupta que culminou no ultimato inglês de 1890, fortalecendo os movimentos republicanos que acabaram por derrotar em 1910 a monarquia troglodita. Os 26 anos do novo regime republicano também não conseguiu os designos apregoados da liberdade, igualdade e fraternidade por que dizia bater-se. Os vícios da burguesia republicana realmente acabaram por justificar o golpe de 28 de Maio de 1926 e a consequente ditadura ultramontana que durou 48 anos, a que os Capitães de Abril puseram fim.
Tal como a Iª Republica, estes 37 anos de pseudo democracia, criou o caldo de cultura para nova ditadura por via do voto directo, secreto e universal de 6 de Junho de 2011, que trouxe à actual administração o Governo ultra reaccionário que subvertendo a Constituição da Republica, a que o PS, por enquanto se recusou a rever nos moldes em que os partidos da maioria queriam. Ultrapassam por via legislativa esses obstáculos, criando leis lesivas dos interesses económicos, políticos e sociais da classe média, dos trabalhadores, dos funcionários públicos, dos reformados e aposentados que nos últimos 7 meses viram os seus proventos resultantes da única riqueza que é o trabalho desvalorizado em 40%, com baixas de salários, aumentos generalizados dos bens de consumo, supressão de subsídios, desvalorização do trabalho extraordinário, eliminação das indemnizações por despedimentos arbitrários e um nunca mais acabar de mal feitorias. A forma de lutar contra tais violências é precisamente utilizar a violência revolucionária a que alguém chamou o direito à indignação, visto que manifestações pacificas, resultam como forma de aparência e legalização do sistema anti democrático de total abuso dos poderosos e aceitação do golpe cavaco palaciano há muito sonhado e que foi denunciado com as declarações do PR sobre as miseras reformas que aufere e lhe não chegam para pagar as despesas domésticas inexistentes.
Manuel Aires
                                                                                                                 
                                                                                                               
                                                                                                         

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Crónica de Domingo (antecipada)

Serás tu um dos que andou a viver como se não fosse pobre?
                                                                                                                                            
Podia-mos ler estas notícias e optar-se por não lhe dar valor algum. Acontece que estamos perante um governo de direita em concreto, uma direita que invoca metas do memorando de entendimento para calar tudo e todos quanto aos meios que escolhe, que são seus, com alternativa possível, para os alcançar.
                                                          
Numa entrevista ao semanário Sol, que será hoje publicada e a que a Lusa teve acesso, o primeiro-ministro nega que o empobrecimento seja a receita aplicada por este Governo. “Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso e continuaram a viver como se não fossem pobres. Viveram não daquilo que tinham mas daquilo que lhes emprestaram”, refere Pedro Passos Coelho.
Ora, então, deixa cá ver. Estamos pobres. Logo, não podemos empobrecer, porque para empobrecer é indispensável não estar pobre. Trata-se de uma dedução infalível. Donde, este Governo não está apostado no empobrecimento, apesar do que o próprio Primeiro-Ministro já disse com todas as letras e em múltiplas ocasiões. Naturalmente, terão sido afirmações nascidas da sua pobreza de espírito, pelo que estão de acordo com o postulado inicial. Que se passa, pois? Passa-se que há para aí uns distraídos que por distracção têm-se distraído a fingir que não estamos pobres. E como é que esses foliões conseguiram fugir da paupérima realidade? Através de empréstimos. Tão simples quanto isto, e tão ou mais viciante do que uma droga dura, daquelas em pó. Portanto, não fossem os malignos empréstimos e essas tais pessoas – que até poderão ser à volta de 20 ou 100 indivíduos, não se avançou um número – teriam sido obrigadas a viver como pobres que são, e que somos, e, consequentemente, não se andaria agora a dizer que o Governo quer aplicar a receita do empobrecimento.
Não querendo este Governo que empobreçamos por evidente impossibilidade lógica, que quer este Governo afinal? Acabar com os empréstimos, a fonte de todos os males. Em coerência, em nome da sua verdade, Passos Coelho deveria agora proibir a actividade bancária, mesmo que isso causasse algumas dores de privação às tais pessoas (mil? menos? mais?) que continuaram a viver como se não fossem pobres, as desgraçadas.
E já agora, alguém será capaz de explicar decentemente por que carga de água os despachos relativos à contratação de adjuntos pelo Governo têm mencionado (e continuam a mencionar) que estes têm direito a subsídio de férias e de Natal? E por que razão nalguns casos já denunciados o “lapso” foi corrigido e noutros se apresenta o argumento de que não é necessária qualquer correção porque está pressuposto que não terão direito a eles enquanto durar o programa de assistência económica e financeira? (E agora em tom de Consultório Jurídico) Como controlar o cumprimento prático dessa subentendida norma? Ainda a propósito de subsídios cortados, no todo ou em parte, na função pública, a dona Ana Avoila, o senhor Bettencourt Picanço ou o sindicalista Mário Nogueira onde andam? Na anterior legislatura fartavam-se de chinfrinar e vociferar para as câmaras (é daí que os conheço), mas agora parecem extremamente “confortados” com o quase supremo ataque ao funcionalismo público (apenas um grau abaixo dos despedimentos).
Para finalizar, uma outra coisa magnífica! - Mais uma vez a linguagem branca: “reavaliar aspectos da lei do aborto”... Podia ler-se esta notícia e optar-se por não lhe dar valor algum. Acontece que estamos perante uma direita em concreto, esta, a direita que invoca metas do memorando de entendimento para calar tudo e todos quanto aos meios que escolhe, que são seus, com alternativa possível, para os alcançar. Estamos perante essa direita batoteira, mentirosa, mesmo, de tal forma que dobra a linguagem para esconder a realidade que está a construir, destruindo uma outra, cheia de gente entre a vida e a morte de tão asfixiada pelos tais dos meios. Quem assim procede só pode estar carregado de um sentimento de moralidade deísta, é uma direita que vê os caixotes nas farmácias cheios de receitas de quem comprou fiado e estende a mão, num elogio do sacrifício, garantido que haverá redenção.
É isto: esta direita é celestial e nada lhe escapa. Animada pelo exemplo espanhol que, desde os anos 80 permite a IVG numa interpretação lata, recentemente actualizada, e que agora se vê perante a ameaça de retroceder juridica e culturalmente quase 30 anos e perseguir penalmente milhares e milhares de mulheres, olhou, viu que era bom e aplicou a ideia. A direita Calcutá começa por dizer aos moribundos que está a reavaliar a hipótese, para depois dizer umas coisas mais concretas. Estes fascistas descobriram isto: apesar do peso político de um resultado referendário expressivo; apesar de viverem num país que consagra constitucionalmente o princípio da segurança jurídica e da tutela das expectativas; apesar desta lógica de não retrocesso, apoiada nestes princípios não existentes nos EUA – donde vermos por lá coisas estranhas à nossa cultura -; eis que a vizinha Espanha dá uma mãozinha ao calvário.
É inaceitável, e mais ideias destes deuses, afinal não derrubados em Abril, virão. Atrevam-se. A política, a decência e o direito estão do nosso lado.
Carlos Ferreira
                                                                         
                                                                              
                                                                                                                             

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vidas que valem um jogo !

Confrontos entre adeptos após jogo de futebol no Egipto fez dezenas de mortos e feridos



Pelo menos 73 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na sequência de confrontos registados hoje em Port Said, no Egito, no final de futebol entre o Al-Ahly, treinado pelo português Manuel José, e o Al-Masry.


                                                                                                       

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Liberdade de expressão na Internet em perigo !

http://www.avaaz.org/po/stop_acta_spread/?ciHBLbb

Não custa nada ouvir...

Crónica clandestina

Desparasitar a concentração social


As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre...


Desde que o "Concorde" voou pela última vez que estou limitado à oferta dos transportes públicos banais. Ora, coisa que é heráldica nos transportes públicos banais é o exercício da coprofilia física e mental dos sanitários anexos. Português que se preza deixa suja a casinha, para o que se lhe segue, senão, não é macho, e isso de ser macho é coisa que anda a rarefazer-se, tal como a qualidade da democracia nacional. Todos nós, conhecemos, pois, aquele angustiante momento da aflição, em que temos MESMO de esvaziar o intestino, e começamos a saltar de reservado em reservado, em busca daquele que ofereça melhores condições de não sairmos de lá com uma infetocontagiosa de estirpe resistente. Bergson estudou esta qualidade psicológica do Tempo, e Proust explorou-a depois, e só nos vêm estas referências culturais, quando, depois de percorrermos tudo, achamos mais saudável procurar uma moita, que se apreste a receber a fase terminal do nosso almoço caro... Como devem perceber, já estou a falar da substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na gestão daquela retrete de calcário caro que o Sr. Aníbal mandou prantar em Belém, e conseguiu, já na altura, o prodígio de custar, incompleta, quase o dobro do genial Guggenheim de Bilbao, mas nós cá só sabemos fazer coisas em grande, lapidares, CARAS, para deixarem, não rasto, mas dívidas, para a Eternidade.
Mega Ferreira, uma espécie de Carrilho dos postos "culturais", fez uma carreira que ninguém percebe onde começou, mas sabe por onde passou e que teve os apoios da poia do costume. Para mim, sibarita e nefelibata, o momento mais alto do percurso do traste foi, quando, casado oportunisticamente com a célebre Vice Reitora e pró copofónica Clara Pinto Correia, ela um dia veio, à praça pública, estúpida, sem saber que já havia antes um juiz e os rapazinhos todos do "Bric à Bar" -- os tais do memorável apartamento de Santos -- dizer que andava a ser encornada com um célebre trapezista e médico dos "bas fond gay". A crise tinha se dado em Atenas, muito antes da bancarrota, quando numa briga de bichas, o trapezista Risério saiu do carro, e deixou a Mega sozinha e parada, num engarrafamento de uma das cidades mais poluídas e corruptas do mundo... O carmo e a trindade não caíram, porque, em Portugal, nada cai, nada se desmancha, tudo se integra, e ficou a pairar sempre aquela dúvida da má língua, que, ciclicamente, recai sobre figuras impolutas como Marco Paulo, Zezé Castel Branco, Cláudio Ramos e Ribeiro e Castro.
É claro que o Mega não... "era", e a coisa passou em claro, sobretudo, quando ele começou a abastecer-se no mercado "low price" de Cuba, com os nossos dinheiros da Parque Expo: os machos vinham, faziam o que tinham a fazer, e regressavam aos arquipélagos que Colombo confundiu com as Índias Orientais, de onde veio o topónimo "Gare do Oriente", onde Mega simulava longos orgasmos, sobretudo depois da colostomia a que foi sujeito, e que, de vez, lhe limpou o nome da infâmia com que o cobriam, de ter feito a carreira toda "de empurrão".
A verdade é que, ao longo de uma carreira realmente toda feita "de empurrão", entre outros empurrões, foi conhecendo trastes afins, como Francisco José Viegas, o futuro breve rombo, costa concordiano, deste governo: fizeram "parties" no "Expresso", na "Ler", no "Círculo de Leitores" (de lombadas), e, assim como o Viegas nunca parou muito tempo nos mesmos sítios, o Mega tinha uma estaca enterrada no cu, que o ia alçando a postos cada vez mais altos, e mais de acordo com o Princípio de Peter. Mal se viram em situação de se traírem, mutuamente, sabendo cada um o NADA que valia cada qual, um demitiu o outro, e, ao demiti-lo cavou a sua sepultura, pois nunca se deve pedir a quem pediu, nem servir o Pocinho de quem serviu...
Acontece que, ao contrário dos Alpes, dos Pirenéus, do Atlas e dos Himalaias, Portugal só tem uma coisa rasteirinha, a Serra da Estrela, que as saloias costumam considerar ser uma das sete maravilhas naturais do mundo, sobretudo, depois de virem de lá com as crias a deitar ranho pelo nariz, naqueles dias de névoa e nevão, pelo que, a hierarquia dos poleiros nunca consegue alcançar grandes elevações, neste país desgraçado. À maneira de Cavaco Silva, que conseguiu alcançar o seu topo da base no Palácio de Belém, Mega Ferreira teve os seus quinze minutos de glória enxovalhada nos penicos da Expo e do CCB, embora toda a gente soubesse que, para criatura de tal estatura, seria necessário ressuscitar Frederico e Catarina, a Grande, para o convidarem para Potsdam e São Petersburgo, para ouvir o que a luminária teria para lhes ensinar. O complexo disto tudo é que o enxovalhamento que acabei de fazer de Mega (micro) Ferreira se adapta, quase ponto por ponto, ao traste que o foi substituir, no CCB. De Vasco Graça Moura, exceto a má catadura que tem, poderíamos ressalvar ser, como Mega, um comissário político, que frequenta a "Cultura", tal como o Mega frequentava os célebres sanitários defronte da Maternidade Alfredo da Costa, onde me chegou a assediar, mostrando uma coisinha que, deus meu, já na altura parecia um prodígio da nanotecnologia... Vasco Graça Moura, pelo contrário, é mais daquelas gajas que se recobrem de leopardos e andam com a defunta "Franco Maria Ricci" debaixo do braço, embora não percebessem peva de italiano, mas só para mostrar que gostavam de comprar dourado impresso em negro.
As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre, esse tal de Viegas, do Pocinho, uma Clara Ferreira Alves de calças, que, por aparecer muito na televisão, a falar de papel estragado com obras inexistentes, levou a preta de Massamá a dizer ao Passos Coelho, "querido, já temos o nosso homem na Cultura...", e tinham, um homem que frequentara tudo o que eram águas mornas das letras do Sistema, com graves omissões de passagem pelo "Correio da Manhã", como poderão confirmar na "Wikipédia", por três razões principais, e o que eu vou escrever não sou eu que sei, foi um passarinho que me contou: a de Francisco José Viegas fazer parte da terceira escolha, como Otávio Ribeiro, para a direção da choldra, em sede vacante, depois da saída de António Marcelino e de Leonor Pinhão, da "Mafia do Record" -- a mesma do Carlos Abreu Amorim, cujas "Blasfémias" não passaram de um mero pretexto e trampolim para a bancada do Sistema, versão PSD -- e de Paula Teixeira da Cruz, incurável viuvinha do homem mais sinistro de Portugal, Paulo Teixeira Pinto, do poema "Tão"; e, por fim, a de ter abocanhado a secção "Imperdível", da Revista de Domingo, com o pseudónimo de António Sousa Homem, onde se prova que um gajo que tem a alma vendida tantas vezes até consegue estar na posição de fazer "crítica" a si mesmo.
O "judaísmo" de Francisco José Viegas, esse Secretário da "Cultura" a curto prazo não é judaísmo, é oportunismo, puro fariseísmo, e a epítome do rés do chão do estado de coisas a que chegámos. Adoraríamos saber quanto recebe por continuar a fazer "cut & past" de lugares de cultura onde nunca foi, e recomendações literárias de coisas que nunca viu, não conhece, nem verá. Está-lhe no sangue, e à altura da "Cultura" nacional, cujo última epifania é aquele entubamento, ligado à máquina, de "Guimarães 2012", uma coisa que se intitula "portuguesa", e estreia com os "Fura dels Baus" (!), que devem ter custado uma fortuna, e um incêndio na Sede do PSD, que, disse-me também um passarinho... não foi "inocente". Toda a gente sabe que esta merda está por um fio, para estoirar: pode ser que estoire, desta vez, de uma forma diferente..., culturalmente..., sei lá, pela minha pena, ou de um outro qualquer..., sei lá, de alguém que, como eu, que não escrevo nem com um décimo da qualidade do António Sousa Bicha, perdão, Homem, nem tenho os 23 cms de André Wilson da Luz Viola para me consolarem, finalmente se decida a pôr a boca no trombone. Há consolos que não são para todos, como as miseráveis reformas do Senhor Cavaco, que só as ações traficadas do BPN consolam...
Na clandestinidade