Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Polémica no Parlamento

PSD "brinca" às experiências, faz chamada falsa para o “112”... e negou!
                                                                                                                                 
PS lembrou que fazer chamadas falsas de emergência pode ser considerado um crime. Para Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, havia outras formas de aferir os tempos de espera. E o "escândalo" das secretas?...
                                
Para testar os dados avançados pelo presidente do INEM sobre os tempos de atendimento nas centrais do serviço - 5 segundos em 62% das chamadas -, o PSD resolveu fazer a prova ligando para o “112”. “O grupo parlamentar do PSD fez, já durante esta audição, uma chamada para o serviço 112. Desde o primeiro toque até serem atendidos, decorreram 14 segundos. Evidentemente que este é um exemplo, mas nove segundos de diferença entre os 5 segundos e os 14 segundos desde o primeiro toque até ao atendimento efectivo podem, de facto, fazer a diferença na vida ou na morte de um cidadão que contacte o INEM”, diz Joana Barata Lopes, deputada do PSD. A bancada socialista lembrou que fazer chamadas falsas para o INEM é crime e o próprio presidente do instituto não deixou de o frisar também: "Foi aqui dito – quem sou eu para julgar – que chamadas falsas para o 112 constituem eventualmente um ilícito e eventualmente um crime”, disse Miguel Soares de Oliveira, presidente do INEM, que esteve hoje no Parlamento. A deputada social-democrata Joana Barata Lopes lembrou ainda que a auditoria do Tribunal de Contas apontava para um tempo médio de espera no atendimento entre 12 e 13 segundos.
Miguel Soares de Oliveira aproveitou para esclarecer "um erro habitual": ligar para o 112 não é o mesmo que ligar para o INEM. “Só depois de triada a chamada, [feita] muito rapidamente pela central 112 da PSP, é que a chamada é transferida para o INEM e é a partir daí que começa a nossa quota-parte de responsabilidade – que é grande e que estamos a melhorar. Agora, não podemos confundir o 112 com o INEM - é um erro clássico, habitual, enraizado na cultura do povo e que temos de alterar. O 112 não é o INEM”. O PSD insistiu numa interpelação: “No documento que acabaram de distribuir, o tempo começa desde que ligamos para o 112. Qual é o tempo de espera efectivo?”. “O INEM não recebe, não tutela as chamadas do 112. As chamadas 112 entram na central da PSP”, respondeu Miguel Soares de Oliveira
                                                                                            
Chamada do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta"
                                                                           
O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), Vítor Almeida, considera que a chamada feita por deputados do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta" para aferir os tempos de espera. Havia, no entender de Vítor Almeida, outras formas de proceder: "Os deputados podiam criar uma comissão de inquérito, podiam visitar as centrais de emergência, estar presentes um dia inteiro, verificando as dificuldades que os profissionais sentem na pele". Sobre a iniciativa da chamada para o 112, Vítor Almeida prefere não "crucificar" a deputada do PSD, Joana Barata Lopes, que deu nota da existência do telefonema. "Não se pode exigir a um deputado jovem, que nem é especialista na matéria, que tenha conhecimento pormenorizado dos factos". "É indiscutível que a deputada avançou para esta forma de confirmar ou clarificar o tempo de espera do INEM por boa fé, não tenho dúvidas disso", afirma o técnico de emergência médica. O presidente da APME reafirma, ainda assim, que "fazer uma chamada não foi a metodologia correcta". No fundo, explica, a chamada "não tem qualquer validade científica". "Para aferir a realidade teria de fazer centenas de chamadas".
Em relação ao prejuízo que o telefonema possa ter tido na operacionalidade do sistema, o médico desvaloriza: "Uma chamada que não chegou a ser atendida não tem peso no sistema, não tem consequências para ninguém. Não toma tempo ao operador". Por outro lado, Vítor Almeida refere que a chamada tinha um propósito positivo, porque os deputados do PSD procuravam "demonstrar ao presidente do INEM que tinham alguns motivos de discordância quanto aos factos que apresentou no Parlamento" e admite que há razões para isso. "É indiscutível que continuam a existir graves atrasos no atendimento das chamadas: por um lado, nas centrais da PSP, no 112, e depois no encaminhamento" para o INEM, admite Vítor Almeida, clarificando que "esta chamada de atenção é real é verdadeira e os profissionais continuam a verificá-lo no dia-a-dia". O responsável afirma-se satisfeito por saber que afinal o telefonema feito pelo PSD para o 112, para testar o tempo de espera, não foi uma chamada falsa. Refere que o propósito era "positivo", mas "a forma não foi a mais correcta".
PSD nega chamada falsa: O grupo parlamentar do PSD negou hoje, em comunicado, ter feito uma chamada falsa para o 112, reconhecendo que foi feito um telefonema para testar o tempo de espera, mas que não chegou a ocupar qualquer operador. Na base do comunicado está a polémica de ontem, durante a audição do presidente do INEM na comissão de saúde, no Parlamento. A deputada do PSD Joana Barata Lemos afirmou ter sido testado o tempo de atendimento das chamadas do INEM através de uma chamada para o 112, o que levou a deputada socialista Luísa Salgueiro a condenar o grupo parlamentar do PSD por ter feito um telefonema falso para o 112, salientando que se trata de um ilícito. O número de chamadas para o INEM aumentou 5,2% no primeiro semestre de 2011, comparativamente ao período homólogo de 2010, enquanto as chamadas desligadas antes de serem atendidas baixaram 17,5%, anunciou quarta-feira na comissão parlamentar de Saúde o presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira.
                                                                                                                
Passos Coelho pede "procedimento interno" sobre fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                
Primeiro-ministro tomou a decisão depois de ter recebido um relatório do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu hoje ao secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para "dar seguimento" a um "procedimento interno" na sequência do caso das alegadas fugas dos serviços. Fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à Agência Lusa que o chefe do Governo recebeu hoje o inquérito que tinha pedido a 23 de Julho ao secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, na sequência das notícias do semanário "Expresso" sobre alegadas fugas de informação do ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho. Esse relatório, segundo a mesma fonte, é classificado e foi enviado ao presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP, Marques Júnior, que hoje foi ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais sobre o caso das alegadas fugas. Maques Júnior confirmou a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram "postos em causa".
                                                                                                 
Conselho de Fiscalização confirma fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                                      
Marques Júnior, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, foi hoje ouvido na comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, Marques Júnior, confirma a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram postos "em causa". Marques Júnior falava hoje aos jornalistas no final da comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação nas "secretas". A reunião decorreu à porta fechada e os deputados estão obrigados a "sigilo e confidencialidade". Em causa está o funcionamento dos serviços de informação depois de o semanário "Expresso" ter avançado nas últimas semanas que o ex-diretor do SIED, Silva Carvalho, terá passado informações para a empresa Ongoing, antes de abandonar a chefia dos serviços, em Novembro de 2010. Silva Carvalho afirmou, entretanto, que "não enviou informação do serviço de informações para a Ongoing, nem nunca tal afirmou" e pediu para ser ouvido pelos deputados da comissão.
                                                                                                                   
Ex-director do SIED exige urgente conhecimento integral de relatório
                                                                                                          
Presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, diz que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação". O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, exige o "urgente conhecimento integral" das conclusões do relatório do Conselho de Fiscalização sobre fugas de informação. Numa declaração escrita enviada na quinta-feira à Agência Lusa, o advogado de Jorge Silva Carvalho, Nuno Morais Sarmento, refere que "as declarações hoje [quinta-feira] proferidas à saída da audiência [parlamentar] não clarificam, de forma inequívoca", que o ex-director do SIED "não está envolvido, por qualquer forma, neste processo". Assim sendo, "é necessário e urgente o conhecimento integral das conclusões que foram transmitidas à comissão parlamentar, o que se aguarda aconteça amanhã [hoje, sexta-feira]", adianta a nota. Na quinta-feira, no final de uma reunião, à porta fechada, com a comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, sobre alegadas fugas de informação por parte de Jorge Silva Carvalho, o presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, afirmou que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação", o que, contudo, não é susceptível de "colocar em causa a segurança interna e a defesa dos interesses nacionais". O caso foi iniciado pelo semanário “Expresso”, que recentemente noticiou que o ex-director do SIED passou à empresa privada Ongoing, onde trabalha actualmente, informações relacionadas com dois empresários russos e metais estratégicos, antes de abandonar a chefia do organismo, em Novembro de 2010.
                                                                                                             
PS diz que é prematuro falar em comissão de inquérito às secretas...
                                                                                                                                       
O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O Partido Socialista considera prematuro falar-se numa comissão de inquérito às fugas de informação nas secretas portuguesas. O deputado socialista Ricardo Rodrigues disse que está em curso a fase de recolha de informação e que só mais tarde será possível formular um juízo de valor sobre os acontecimentos. “Nós pedimos mais elementos, achamos que ainda havia outros elementos que eram possíveis de ser esclarecidos e, com base nesses elementos, vamos continuar a saber se existe alguma outra necessidade ou não”, adianta o deputado. “Neste momento, é prematura falar seja em comissão de inquérito seja em qualquer outro grau de fiscalização, porque ainda não temos todas as informações que precisamos para formular um juízo sobre os factos e os acontecimentos”, sublinha Ricardo Rodrigues. O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
                                                                                                                             
Autarquias já gastaram "mais de 200 milhões" em apoios sociais
                                                                                                                          
Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) revela que os municípios já gastaram mais 200 milhões de euros no apoio aos mais carenciados. “Nós fizemos as contas – tenho o número com alguma incerteza – mas penso que mais de 200 milhões de euros que nós temos gasto com o apoio social”, afirma Fernando Ruas. O responsável explica que “os municípios vão implementando programas no seu âmbito municipal e depois eles passam [para outros municípios]”. “Foram-se generalizando por esta cópia de boas práticas”, sublinha. Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. “Nós achamos que o plano é importante, agora não sei se este plano terá lá as preocupações que nós manifestámos”, refere. O presidente da Associação Nacional de Municípios avisa que “não se pode esperar que se faça mais apoio social com um nível de apoio financeiro mais pequeno”. Fernando Ruas falava esta noite à margem da reunião da Câmara de Viseu, onde enquanto autarca manifestou preocupação perante o número de pedidos de ajuda no
                                                                                                                
Governo pode vir a taxar entrada de carros nas grandes cidades
                                                                                                                   
Na Europa quase 40 cidades já seguem o "sistema do cordão". O Governo vai analisar a possibilidade de criar uma taxa à entrada de carros nos grandes centros urbanos. A hipótese foi admitida pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, seguindo o que já acontece em várias cidades da Europa, como Londres ou Estocolmo, revela o "Diário de Notícias". A medida que afectaria os automobilistas que circulam diariamente entre Lisboa e Porto agrada à Comissão Europeia e àqueles que defendem a redução do trânsito nas grandes cidades. De acordo com a Galp, Lisboa recebe uma média de 450 mil carros por dia (cerca de 630 mil pessoas), enquanto no Porto a média ronda os 300 mil carros (420 mil pessoas).
                                                                                     
Novas portagens à vista?
                                                                                                            
IC19, CRIL e IP podem vir a ser portajadas, mas a última palavra é do Governo. A Estradas de Portugal (EP) quer mais vias a pagar portagens. IC19, CRIL e Itinerários Principais (IP) e Complementares (IC) de todo o país podem vir a ser abrangidos por esta intenção. A decisão final é do Governo. A empresa, segundo a edição de hoje do “Jornal de Negócios”, defende que “todos os troços com características de auto-estrada podem ser portajados”. O objectivo é reforçar o princípio do utilizador-pagador e sustentar o seu modelo de financiamento. Para a empresa, esta solução devia ser adoptada em todo os troços que estejam classificados como auto-estrada e tenham características de auto-estrada, com duas ou mais vias em cada sentido. Neste perfil encaixam vias como o IC19 e a CRIL. No país existem ainda vários IP e IC com perfil de auto-estrada, mas não são portajados. Em declarações , a porta-voz da extinta comissão de utentes do IC19 rejeita qualquer tipo de cobrança nesta via que liga Lisboa a Sintra. Adelina Machado lembra que o IC19 não tem percurso alternativo e espera que a introdução de portagens nesta via não passe de uma "brincadeira". A aplicação de portagens depende de um aval do Governo, que, por agora, não quer fazer comentários à notícia. A EP, contactada pela imprensa, remete esclarecimentos para mais tarde.
                                                                                                                    
Escolas abrem portas entre 8 e 15 de Setembro
                                                                                                           
Estabelecimentos de ensino fecham para férias a 16 de Dezembro. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. O arranque do novo ano lectivo para o ensino pré-escolar, básico e secundário está marcado para a semana de 8 a 15 de Setembro, com excepção dos estabelecimentos particulares de ensino especial, que devem reiniciar as actividades no dia 2. De acordo com o despacho ministerial publicado hoje em Diário da República, o calendário escolar definido para o ano lectivo 2011/2012 marca o arranque do primeiro período para a semana de 8 a 15 de Setembro e com o fim a 16 de Dezembro, para férias de Natal. O segundo período escolar decorre entre 3 de Janeiro e 23 de Março de 2012. O terceiro período ficou definido entre 10 de Abril e 8 de Junho para os 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos, entre 10 de Abril e 15 de Junho para os 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos e entre 10 de Abril e 06 de Julho para a educação pré-escolar. “As interrupções das actividades educativas, nos períodos do Natal e da Páscoa, devem corresponder a um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, a ocorrer, respectivamente, entre os dias 19 e 30 de Dezembro de 2011 e entre os dias 26 de Março e 9 de Abril de 2012, inclusive”, lê-se no despacho. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. Para os estabelecimentos particulares de ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação, o calendário é diferente e obriga a que o arranque das aulas seja feito a 2 de Setembro e termine a 15 de Julho. Aqui, o primeiro período vai de 2 de Setembro de 2011 a 6 de Janeiro de 2012 e o segundo período de 11 de Janeiro a 15 de Junho de 2012, com três interrupções previstas para entre 20 e 23 de Dezembro, inclusive; 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive; e 5 e 9 de Abril de 2012, inclusive. De acordo com o despacho, a avaliação dos alunos realiza-se em duas fases, primeiro entre 9 e 10 de Janeiro de 2012 e depois entre 18 e 21 de Junho de 2012.
                                                                                      
A caminho de “Making of” Magis: contagem decrescente para a grande abertura
                                                                                                                        
As Jornadas Mundiais da Juventude realizam-se em Madrid, de 16 a 21 de Agosto. Os preparativos para as Jornadas Mundiais de Juventude (JMJ) avançam a bom ritmo. Até à capital de Espanha, no dia 16, está previsto que chegue mais de um milhão de peregrinos. Entre este milhão, três mil são peregrinos Magis, que vêm de todo o mundo e que vão a Madrid depois de terem vivido uma intensa experiência pela Península Ibérica. Este programa dos jesuítas para as JMJ, que dura os dez dias anteriores a Madrid, tem abertura oficial marcada para esta sexta-feira, dia 5, em Loyola. Hoje, nesta terra de Santo Inácio, refundida num vale perto de San Sebastián, estão já dezenas de jovens do “staff” do Magis a acelerar os últimos preparativos para a grande festa, depois de meses de planeamento nos seus países de origem. Hospedados no Centro de Espiritualidade, em Loyola, estes voluntários vêm em equipas, cada uma com a sua missão. Há o coro, o teatro, os animadores, os encarregados da comunicação, da Feira Magis. Estando cada equipa a trabalhar em paralelo, há ainda algum mistério sobre o que cada um está a preparar para o fim-de-semana. As refeições são escalonadas para a cantina conseguir albergar todos. A servir a comida, um simpático jesuíta americano, de Nova Orleães, um rapaz polaco, um noviço italiano e ainda uma basca chamada Amaya, que orienta o pessoal todo, já dão ideia do cariz internacional do evento. Nos corredores do centro cada vez aparece mais gente e o pequeno-almoço é marcado pela quantidade de tons de pele e línguas faladas diferentes.
Acertar pormenores: Estes dias são de ensaios, como o afinar de instrumentos que se ouve nos corredores, ou mesmo de montagem de infra-estruturas – como é o caso do grupo de portugueses que chegou ontem de Lisboa depois de uma viagem de 15 horas que atravessou Espanha. Estes portugueses, cerca de 10 jovens acompanhados do mesmo número de noviços jesuítas e ainda um padre, estão encarregues da grande cerimónia de abertura. Os pormenores da cerimónia são para já confidenciais - alguns portugueses conseguiram apenas espreitar uns adereços de guarda-roupa e algumas caixas de fogo-de-artifício na parte de trás de uma carrinha. O grupo está concentrado em tentar levantar uma estrutura alta, composta por cubos, nas traseiras da Basílica de St. Inácio. Helena, de 25 anos, estudante de artes do espectáculo, explica o que a fez aceitar o convite de ser voluntária Magis, dizendo que quer, “através de um espectáculo visual, contagiar os participantes logo no momento de abertura, com a alegria e a convicção de ser cristã”. Para a sua vivência pessoal, espera “recarregar energias ‘espirituais’ e crescer na fé, na medida em que conheço novas formas de viver e ouço testemunhos de outras culturas. A dimensão máxima de comunidade vive-se aqui”, diz. Também neste grupo de portugueses está Vasco, um estudante de filosofia de 19 anos para quem a decisão foi simples -convidaram-no e veio. Mais tarde, vai animar a “caravana” que vai levar jovens dos colégios dos jesuítas de todo o país até Madrid. Quando questionado sobre o que espera encontrar, a reposta sai com algum humor: “O Papa”. Mais a sério, responde que lhe interessa a oportunidade de “ter contacto com uma Igreja enorme, mundial”. “Espero que as JMJ sejam uma forma de mostrar que a Igreja não é uma coisa de ‘velhos’, que já acabou”, diz. Madalena, também de 25 anos, educadora de infância, defende que esta mensagem do Magis pode ser vivida por qualquer pessoa. “Porque Magis é ser 'mais', viver o mais possível e melhor, conseguir a excelência de si próprio”. Madalena espera encontrar quem lhe mostre “formas diferentes de viver a mesma coisa e como ser um jovem católico no dia-a-dia”. Este tipo de experiências, explica Madalena, “acrescenta sempre". Depois, atrai-a a ideia de universalidade e perceber que esta escolha de vida cristã “é vivida no mundo todo - é completamente além-fronteiras”. Helena diz ainda que “isto é como se respondêssemos ao apelo do Papa para festejarmos a fé, mesmo antes de irmos ter com ele”. A motivação dos voluntários parece também passar pela actualidade da proposta dos jesuítas. Helena explica que “a forma de viver que propõem é aberta, criativa e heterogénea”. Na chegada, os participantes do Magis vão receber um guia de bolso, o “Manual do Peregrino”, com algumas informações práticas e também algumas pistas orientadoras para tirarem o melhor partido destes dias. A ideia de “viagem e caminho” domina. João, de 23 anos, inscrito numa “experiência” em Marrocos, confessa que procura “uma aventura” que o ajude a quebrar “a barreira da língua”. Mais não diz. O Manual do Peregrino descreve que esta é uma oportunidade de “começar uma nova aventura pessoal, em que não se estará sem companheiros de outras terras, que chegam também a Loyola com o desejo de procurar este Deus que muda vidas e que pede sempre mais”.
                                                                           
"De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?"
                                                                                                              
Experiência Magis arranca amanhã em Espanha e procura ensinar os jovens a serem peregrinos também para a vida. Viajamos pelas memórias de Santo Inácio, o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro. A grande abertura do Magis, uma experiência pastoral que antecede as Jornadas Mundiais da Juventude, foi hoje. Os trabalhos em Loyola, localidade espanhola que vai receber mais de três mil peregrinos do mundo inteiro, aceleram e multiplicam-se. Ouvem-se notícias dos grupos que se aproximam, desde os 18 peregrinos indonésios que aterraram esta tarde em Madrid aos oito argentinos "en route", até aos 99 portugueses que saíram cedo de Coimbra, Lisboa e Algarve. Na noite de ontem, os voluntários e visitantes de Loyola tiveram a oportunidade de assistir a um ensaio ao ar livre da orquestra Magis, frente à Basílica de Santo Inácio. O grupo musical do Magis tem um nome que suscita muitas piadas, especialmente entre os voluntários portugueses e espanhóis. O “Magis Music and Liturgy Organizing Comittee” é o “Mamaloco”, o que entre os portugueses cansados ao final do dia resulta em provocações como: “Estás mamaloco?!”. Brincadeiras à parte, hoje foi dia de ir às origens desta proposta Magis e, estando em Loyola, conhecer um pouco melhor o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro.
Inácio, o homem e o santo. O dia de hoje em Loyola fica marcado pela história do próprio Santo Inácio. De manhã, num passeio nas redondezas do Centro de Espiritualidade, surgiu um convite para visitar a casa onde nasceu Iñigo Lopez em 1491, uma torre feudal agora envolvida na majestosa basílica. Iñigo era um fidalgo, filho de nobres, que ansiava ganhar honra, glória e fama através das armas e batalhas. Foi o mais novo de 13 irmãos e cresceu a ouvir histórias dos feitos dos irmãos pelo mundo fora. Como guerreiro, apaixonado e bravo, quis conquistar as mais altas honras. No famoso cerco de Pamplona, Iñigo é ferido por um tiro de canhão na perna e é levado de volta a casa, em Loyola, para convalescer. Durante a longa e dolorosa recuperação, aborrecido, tinha apenas um livro da vida de Cristo e outro das vidas dos santos para ler. Da identificação com os santos começa a conversão e os primeiros pensamentos que o levariam a escrever os “Exercícios Espirituais” - nascia assim o desejo de conhecer melhor Deus. Na casa da sua família, a Renascença viu os locais onde Santo Inácio jantava, dormia e convivia, os mapas de Espanha medieval, os livros que leu e até uma primeira edição dos exercícios espirituais – curiosamente, uma edição impressa em Coimbra. Depois da recuperação, Inácio deixou a sua casa e vida de guerreiro e partiu para Jerusalém, procurando nada mais que seguir Jesus e descobrir-se a si próprio pelo caminho. Foram longos anos de busca. Mais tarde, decidiu avançar os seus estudos em Paris, onde conheceu Francisco Xavier e o provocou com a célebre frase: “De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?”. Juntos, fundaram a Companhia de Jesus, que rapidamente acumulou membros, numa altura de reformas na Igreja, e que se foi espalhando pelo mundo com a missão de levar Jesus a todos os cantos da terra.
O que procuras? O legado de Inácio de Loyola, para leigos hoje, é definitivamente o guia que deixou com os seus exercícios. Pensados para desafiar e ajudar a avaliar a vida diária, são uma bússola para o conhecimento interior e para o encontro do caminho. René, um alemão de 31 anos, no momento ainda em estudos antes de ser ordenado padre na Companhia de Jesus, salienta que o objectivo de toda esta experiência Magis é aprofundar as ligações com pessoas de outras nações. É aprender a ser peregrino também para a vida. A espiritualidade inaciana também passa por aprender a viver o momento presente, a avaliar o momento presente, a procurar Deus no quotidiano e o programa Magis está pensado também para guiar neste sentido. O local de nascimento de Santo Inácio, para René, como membro da sua Companhia, é importante, mas salienta sobretudo o facto de este ser um primeiro sítio, onde foi dado um primeiro passo depois para o mundo. Aqui em Loyola, o Magis vai tentar aproximar dos jovens que peregrinam até Madrid esta consciência de si próprios e da avaliação do seu caminho, para que as Jornadas Mundiais de Juventude tenham uma existência duradoura e para que abram lugar a mais perguntas, mais conhecimento e ainda mais crescimento.
                                                                                       
Investigadores acreditam que Terra já teve duas Luas
                                                                                                                                             
Teoria publicada na revista "Nature" defende que as duas Luas chocaram há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. A Terra teve duas Luas, antes de uma delas, a mais pequena, ter chocado com a outra, a sua "irmã mais velha", demonstra uma teoria publicada hoje na revista científica "Nature". Em resultado desta colisão, o planeta azul ficou com uma Lua mais volumosa, ligeiramente assimétrica e mais acidentada num dos lados, o mais distante da Terra. Segundo a teoria, desenvolvida por uma equipa de astrónomos norte-americanos, a colisão entre as duas Luas ocorreu há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. As duas Luas, jovens, orbitavam a Terra, com a mais pequena a poucos passos da maior e mais rápida. Só que gravidade da Lua maior era tão forte que a mais pequena não resistiu. "Estavam destinadas a colidir. Não havia saída", sustenta Erik Asphaug, co-autor da investigação, citado pela agência noticiosa AP.
                                                                                                                                 
                                                                                                      
                                                                                       

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Crónica de Domingo

Tudo se decide nos bairros de "lata"
                                                                                           
                                                             
Detesto novelas ao tipo venezuelano, com muito drama, suspense e bairros de muita "lata" (tipo Quinta da Marinha), mauzões (do PCP) e bonzinhos (do BE).
                                                                                                            
Existe uma Elite de Opinião Portuguesa que sofre de algum síndroma deste pais pequeno e miserabilista do sul da Europa, e que gritam e falam muito alto e muita coisa - alguma sem nexo - contra essa tal hipotética germanização europeia. Mas muito sinceramente, eu penso que nós portugueses não temos, mas não temos mesmo nada apontar á Alemanha em todo o nosso processo civilizacional, a Alemanha nunca foi hostil a Portugal em nenhum momento da história, e num passado recente muito menos, emprestou-nos dinheiro e nos anos 80,90 com fundos estruturais que muito mal foram mal aplicados (e a culpa não é deles, cadê Soares, Cunhal, Cavaco, Freitas do Amaral, e outros...), e que na altura poucos questionaram a sua aplicabilidade a verdade é que Alemanha foi apanhada neste enredo tão de surpresa como nós... mas com uma diferença eles são um pais sem divida externa mas isso não é culpa deles...
Com lógica, os contribuintes alemães querem saber agora como vai ser aplicado os seus fundos de tesouro. Até aqui, tudo bem.
Apesar de estar no activo há muito pouco tempo, este novo Governo começa da dar sinais de alguma insegurança, e sobretudo a ter os costumeiros intervenientes da dinossáurica opinião (Marcelo) e o terrorismo de Estado levado ao rubro como sempre pelo homem da República das Bananas. Portugal Continental é solidário para com as ilhas autónomas. Não se compreende porque estas não hão-se ser solidárias e parte integrante da Nação nos DEVERES, OBRIGAÇÕES, SACRIFíCIOS e BENEFÍCIOS. Querem ser tratadas como mascotes, priveligiadas por estarem a kilómetros do "nosso olho". O que ganhamos nós em que o paraíso do senhor Alberto João Jardim - onde há festa mês sim - mês sim - ostente a bandeira portuguesa? A dívida madeirense para com o continente não tem fim à vista... Este homem tem sido um gigolô do trabalho dos portugueses, para manter madeirenses, e toda aquela seita de pedófilos, gays a tarados sexuais lá na Pérola do Atlântico. Porque será que eles não pedem a independência? - Vinha mesmo a calhar! Assim teriam de ir mamar para outro lado!O que já era tempo... Porque, se o senhor Jardim tivesse um pouco de discernimento e VERGONHA, nem falava dos "gays"... Porque tem a República das Bananas ifestada de PEDÓFILOS, GAYS NO GOVERNO, AUTARQUIAS e NALGUMAS FUNDAÇÕES! - Quer um conselho, senhor João: Cale-se, e tenha tento na língua porque já está velho para tanto disparate!!
O Governo diz que a RTP dá prejuízo, logicamente devia ser para privatizar. Mas não, os "barões do tacho" (Balsemão/Amaral) em secreta reunião na Quinta da Marinha, decidiram não deixar privatizar. Só se deve privatizar o que dá lucro. Ponto dois: Se não era para privatizar porque foi anunciado? Já sabiam quais seriam os opositores, são todos da família... Ponto três: Este governo começa a parecer uma Capela de Fátima: É só promessas. Passos Coelho tinha tudo para se tornar um pequeno herói a curto tempo. Bastaria que fizesse o que prometera eleitoralmente, custasse a quem custasse, e tivesse pulso no irrequieto e ladino Portas. Num mês as esperanças de que isso acontecesse estão a esfumar-se. Será que Passos mostra que sempre "os tem no sítio"? Pobre Portugal,coitados dos portugueses.
Estou a ver muitas medidas de austeridade a aplicar ao SNS. Gostaria de ler sobre as medidas de austeridade a aplicar à ADSE, e outros subsistemas que custam um balúrdio a manter. Já que o valor médio dos vencimentos na função pública é superior ao valor médio dos ordenados no sector privado, em categorias profissionais equivalentes, e seria justo que também mexessem nas regalias da saúde no sector público. Mas parece-me que este Governo PSD/CDS-PP está a começar a passar as marcas da decência e honestidade. A sociedade portuguesa, principalmente o estrato que ainda tinha algum poder de compra mediano, começa a sentir-se estrangulado sob o jugo das imposições deste governo. Os impostos sobem, há mais serviços para pagar e aumentos nos que já eram pagos, retiram subsídios, ameaçam com mais imposições e cada dia que passa se sente maior o aperto.
Para além de se ouvir o governo exigir mais dos que já pagam muito, só se ouve falar nos subsídios para os que pagam pouco ou nunca pagaram. O tal princípio do utilizador/pagador de que se ouve hoje falar de novo, deveria implicar que já não se pagasse IRS ou qualquer outro imposto. Afinal, quando eu preencho a minha declaração de IRS constato que metade dos meus rendimentos vai para os impostos entre IRS, IVA, IMI, IUA e todos os outros que mais ou menos sub-repticiamente estão diluídos nas contas. Se em quase tudo o que o Estado “oferece” já existe pagamento ou co-pagamento e se fala na existência de mais pagamentos, pergunto, então, que uso dão aos biliões de euros que os portugueses já pagam nos impostos? Não são os impostos, uma forma do Estado financiar aquilo que posteriormente “oferece” ou coloca ao serviço dos cidadãos. Então porquê cobrar duplamente esses serviços. Podem crer que se eu tivesse agora vinte ou vinte e poucos anos, saia deste país de políticos inqualificáveis, corruptos, vigaristas, aldrabões e ladrões.
Só mais uma achega: As fundações não precisam de ser extintas. Não podem é receber qualquer cêntimo do Estado. As Fundações devem ter Capitais próprios que se rentabilizam, trabalhando. Caso da Gulbenkian! - Ou então, os socialistas e sociais democratas que paguem o que gastaram para além do que tinham!
Proponho uma simples reflexão final sobre o "mundo dos capitalistas" e a "lata" que esta gentinha tem em terra de miséria. Independentemente das ligações partidárias de fundadores e dirigentes do BPN, ainda haverá alguém que duvide nos imensos interesses escondidos nos dois maiores partidos? Alguém se convence que o anterior governo enterraria os tais milhões se não tivesse benefícios em mente? O tempo dos anjos barrocos já lá vai, só ficou o tempo dos parvos que é nosso. É claro que ao PS fica bem fazer o lugar de oposição. O Dias Loureiro é o que se sabe e os outros, assessores e camaradas de Partido do PR? Já agora... Como é que a filha do presidente de Angola tem tanto dinheiro por aí depositado, dentro e fora do País? Isto, dá-me vómitos, nojo e repugnância total. Porque detesto novelas ao tipo venezuelano, com muito drama, bairros de muita "lata" (tipo Quinta da Marinha), mauzões (do PCP) e bonzinhos (do BE), mas no fim, quem se trama somos todos nós. Isso, é claro como água de chuva.
                                                                          
Carlos Ferreira
                                                 
(Agora opino, quando me é possível... desculpem, é a crise)
                                                                                
                                                                                       
                                                             
                                                   

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Recordar como o sucesso pode ser efémero...

                                                                                               

Agosto começa com chuva e fogo

Incêndio destrói bares na Foz do Arelho
                                                                                                                          
Os bombeiros receberam o alerta para o incêndio às 05h10. Bares de madeira no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha, ficaram destruídos. GNR está a recolher indícios no local e é aguardada a chegada da Polícia Judiciária. Fogo arrasa bares de praia. Mais de 20 pessoas ficam sem emprego.
                           
Cinco bares de madeira foram completamente destruídos por um incêndio no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. O fogo foi dominado cerca das 06h30. "Os bombeiros receberam às 5h10 o alerta de que estariam dois bares a arder, mas quando chegámos as chamas já tinham alastrado a todos os bares e ao estrado sintético", disse à Lusa o comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, José António Silva. Os bombeiros conseguiram impedir que as chamas chegassem aos quiosques de venda de artigos de praia, contíguos aos bares. No local estiveram 10 veículos e 30 homens das corporações das Caldas da Rainha, São Martinho do Porto e Óbidos, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria. A GNR está a recolher indícios no local onde, às 07h30 os bombeiros aguardavam a chegada da Polícia Judiciária.
Centenas de milhares de euros em prejuízos materiais e a perda de cerca de 20 postos de trabalho são as consequências de um incêndio que destruiu sete bares de madeira no Cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. "Os prejuízos ainda não estão contabilizados, mas serão na ordem das centenas de milhares de euros", disse à Lusa Miguel Machado, proprietário de um dos sete bares destruídos pelo fogo. "Aqui trabalhávamos quatro pessoas e nos outros seis bares, além dos proprietários, também todos tinham funcionários", afirma o comerciante, que estima que se tenham perdido "seguramente mais de 20 postos de trabalhos directos e cerca de mais uma dezena indirectos". Maria da Luz Barros, proprietária do bar "Rainha da Filhós", é outra das comerciantes com perda total no estabelecimento que explora há 19 anos, nove dos quais nas instalações de madeira que agora arderam. "Temos seguro, mas, por agora, ficamos sem nada e não sabemos como será o futuro. O Verão está acabado", lamenta. Os bombeiros receberam o alerta para o incêndio às 05h10, através de um pescador que terá dado a indicação de que estariam dois bares a arder. A PJ está a investigar o incidente.
                                                                          
Buzi-Não às portagens
                                                                                                                       
Algumas buzinadelas de protesto na ponte 25 de Abril, mas a altura de pagar decorreu sem problemas. O renovado apelo ao buzinão contra a introdução de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto teve algumas respostas, especialmente a partir das 17 horas. Ao longo do dia muitos dos que passaram na ponte foram mostrando esse descontentamento com algumas buzinadelas, mas quando chegou à altura, sempre pagaram sem problemas. A comissão de utentes foi apelando e coordenando os protestos, sendo que a melhor resposta foi do lado dos utentes que saiam de Lisboa. Os manifestantes protestavam contra as portagens, mas também contra o aumento dos
                                                                                             
Eixo Atlântico diz aos galegos que visitem Portugal "sem temor" das portagens
                                                                                                                                          
Até que os sistemas de cobrança estejam operacionais para veículos com matrícula estrangeira, os galegos esperam que continue a “política de tolerância”. O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular apela a que os galegos façam turismo no norte de Portugal porque os pórticos das antigas SCUT não fazem a leitura de matrículas estrangeiras. O secretário-geral da associação, o galego Xoan Mao, sustenta que é impossível aos estrangeiros procurarem sistemas de pagamento das portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador e faz um apelo à tolerância do Governo português. Xoan Mao afirma que a “conversa” com a Secretaria de Estado dos Transportes de Portugal o leva a “animar” os espanhóis a “visitar Portugal sem qualquer temor a ter problemas por causa das portagens”. Em declarações à imprensa, Xoan Mao diz que a questão das portagens criou uma “psicose” entre os turistas da Galiza que estão a procurar outros destinos de férias, prejudicando dessa forma o Turismo do Norte de Portugal. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, o socialista José Maria Costa, diz que são muito significativas as perdas do turismo e da restauração da região, desde que entrou em vigor o pagamento de portagens nas ex-SCUT e lembra aos galegos que podem viajar.
                                                                                  
Portagens provocaram “quebra de 20%” na economia do Norte e Galiza
                                                                                                                         
Autarcas do Norte de Portugal e da Galiza vão pedir reuniões com os governos de Lisboa e Madrid. Os governos de Portugal e Espanha vão receber pedidos de reunião urgente dos autarcas do Eixo Atlântico que pretendem abordar o actual momento da mobilidade transfronteiriça, apontando uma quebra de 20% no movimento económico. A posição saiu de um encontro que esta sexta-feira juntou os autarcas do Norte de Portugal e da Galiza, no qual o secretário-geral do Eixo Atlântico mostrou a "inquietude" galega com as dificuldades na mobilidade entre as duas regiões. Xoán Mao disse mesmo que desde a introdução de portagens nas antigas SCUT do Norte de Portugal a actividade económica na euro-região registou "uma redução na ordem dos 20%". Mao afirmou que só uma estimativa da empresa Repsol aponta para a redução do consumo de combustíveis, entre a zona de Tui e Valença, "de cerca de 10%", o que é visto como prova da redução do tráfego naquela zona de fronteira entre Portugal e Galiza. Do encontro voltou a sair a exigência dos autarcas de que o Governo português "tem de dar aos automobilistas galegos uma solução que garanta segurança [no pagamento] e que não aumente a incerteza actual". Isto, tendo em conta as dificuldades que o sistema de cobrança virtual está a provocar aos automobilistas espanhóis. Reclamam, por isso, um sistema de pagamento das portagens "único" para Portugal e Galiza.
Outra solução apontada pelo Eixo Atlântico, para "facilitar" o pagamento de portagens aos automobilistas espanhóis, prevê a emissão de vinhetas de utilização, válidas para um dia, e de fácil aquisição em vários postos de venda. Do lado português, dizem, a redução das deslocações de turistas galegos está a provocar uma quebra nos negócios de fronteira, sobretudo na hotelaria e restauração. Temas que os responsáveis pretendem abordar com os governos dos dois países. Ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o presidente do Eixo Atlântico vai também pedir um investimento na modernização da linha ferroviária entre Porto e Valença, para tornar a ligação à Galiza mais competitiva. Para que os comboios funcionem com tempos de viagem "mais curtos" e não as actuais mais de três horas do serviço desde o Porto, sustentou, por seu turno, Abel Caballero, também autarca de Vigo.
                                                                                                                   
Preço dos transportes aumentaram hoje, e voltam a subir em Janeiro
                                                                                                                              
Preços subiram hoje, em média, 15%. Ministro da Economia avança que vai haver novos aumentos no início de 2011. O preço médio dos transportes públicos vai aumentar em Janeiro de 2012, disse hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Em declarações à TSF, o governante garante que o Executivo vai fazer tudo para evitar novos aumentos, mas deixou claro que "em Janeiro, como sempre, haverá uma nova actualização das tarifas". Esta certeza de novos aumentos dentro de poucos meses foi deixada precisamente no dia em que entram em vigor os novos preços nos transportes públicos, que implicam um aumento médio de 15%. Álvaro Santos Pereira garante ainda que a reestruturação do sector que vai ser feita nos próximos meses vai levar a uma "redução dos custos de operação”. As empresas públicas de transportes dão milhões de euros de prejuízos e estão, algumas delas, em falência técnica.
                                                                                      
Ministro admite que corte da TSU implica "ajustamentos" no IVA
                                                                                                                   
Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirma que o défice do sector dos transportes é superior a 17 mil milhões de euros, o equivalente a cinco TGV’s entre Lisboa e Porto. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admite ajustamentos do IVA aquando da descida da Taxa Social Única (TSU) - as transferências das empresas para a Segurança Social. Álvaro Santos Pereira garante que a compensação pela descida a TSU terá de ser feita, sobretudo, com a redução da despesa, mas diz que será também necessário introduzir alguns "ajustamentos" no imposto sobre os produtos. "Se a descida da TSU for para a frente: cortar despesa, a austeridade tem que ser feita, principalmente, ao nível da despesa, e obviamente teremos que fazer alguns ajustamentos do IVA." O ministro revela que o Governo já tem em seu poder alguns estudos sobre os valores da eventual descida da Taxa Social Única e explica, em declarações à RTP, as vantagens da descida da TSU. O corte da TSU significa uma redução dos custos laborais e que não vai ser preciso reduzir salários para conseguir uma redução dos custos laborais, refere Álvaro Santos Pereira. As empresas, sublinha, ficam mais competitivas, conseguem exportar mais, aumentar a produção, precisam de contratar mais pessoas e reduzem o desemprego, que "é a principal chaga social que nós temos neste momento".
                                                                                                              
Sindicato considera que aumento nos transportes deve-se a "gestão desastrosa"
                                                                                                                             
A FECTRANS não ficou convencida com os argumentos do Ministério da Economia sobre o substancial aumento nos transportes públicos. No dia em que as tarifas dos transportes públicos aumentaram em média 15%, uma delegação dos sindicatos dos transportes e dos movimentos de utentes foi recebida no Ministério da Economia. "A gestão desastrosa" no sector é apontada por um dos sindicatos como uma das causas da actual situação. Amável Alves, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), considera que “a verdade é que há alternativas e esta situação a que chegamos deriva daquilo que é uma política desastrosa na gestão destas empresas e também as opções políticas ao longo dos anos”. Amável Alves resumiu ainda aos jornalistas o encontro no ministério da Economia: “O que nos foi dito foi o velho argumento de que estas são decisões que são impostas do exterior, pela 'troika'. [A decisão] também [tem que ver] com a dificuldade das empresas [e foi-nos dito que] não haveria alternativa aos aumentos nos transportes”, disse o responsável da FECTRANS. Esta manhã foram ensaiados alguns protestos e a linha do Norte chegou a estar cortada em Santa Iria por meia hora. O Ministério da Economia apela à compreensão dos portugueses, afirmando que as empresas de transportes públicos estão numa situação muito difícil. Também por decisão do Ministério, este ano não há borlas nas portagens em Agosto na ponte 25 de Abril. Hoje, para as 18h00, está marcado um buzinão de protesto.
                                                                                      
Ministro da Defesa garante que vai arranjar dinheiro para pagar salários
                                                                                                                              
José Pedro Aguiar-Branco não diz, contudo, se a solução para arranjar os 160 milhões pode passar pelo Orçamento Rectificativo. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, reconhece dificuldades para pagar os ordenados no sector que tutela, mas garante que tudo está a ser feito para arranjar os 160 milhões de euros necessários até ao final do ano. José Pedro Aguiar-Branco não diz, contudo, se a solução pode passar pelo Orçamento Rectificativo que o Governo irá apresentar quarta-feira. Apenas garante que o problema será ultrapassado. “No momento oportuno, todas estas situações serão ultrapassadas. É uma garantia que posso dar aos portugueses”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.
                                                                                            
PS admite aprovar Orçamento Rectificativo
                                                                                                                           
Documento vai ser apresentado depois de amanhã pelo Governo e é votado na sexta-feira. António José Seguro admite aprovar o Orçamento Rectificativo que o Governo vai apresentar depois de amanhã. O novo secretário-geral do PS esteve reunido hoje com Pedro Passos Coelho durante três horas e esse foi um dos assuntos em discussão. “Olharei para o conteúdo dessa iniciativa [Orçamento Rectificativo] e, se ela for a bem dos interesses de Portugal, naturalmente que terá o nosso voto favorável. Se não for, terá o nosso voto negativo”, disse António José Seguro. O Orçamento Rectificativo vai ser discutido depois de amanhã e é votado na sexta-feira
                                                                                                                             
Seguro não abre o jogo sobre as três horas de reunião com Passos Coelho
                                                                                                                     
Líder socialista reuniu-se com primeiro-ministro, mas não deu pormenores sobre reunião. António José Seguro e Pedro Passos Coelho estiveram reunidos esta manhã em São Bento durante três horas. À saída da reunião, o secretário-geral socialista não quis revelar o conteúdo da conversa. Seguro apenas disse que o PS é um partido responsável e que vai estar empenhado na defesa do interesse do país. “Foram abordados muitos temas nesta reunião: crescimento económico do país, a consolidação das contas públicas, por exemplo, mas uma coisa fica clara: para nós, Portugal está primeiro e nós estaremos sempre do lado da solução dos problemas dos portugueses”. António José Seguro comentou ainda os números do desemprego hoje revelados pelo Eurostat: a taxa caiu pela primeira vez este ano, de 12,4% para 12,2%. Apesar da descida, o secretário-geral dos socialistas mostra-se preocupado com os dados, uma vez que "o país está numa situação muito difícil".
                                                                                                           
Socialistas pedem esclarecimentos sobre venda do BPN
                                                                                                                             
Maria de Belém diz que os “contribuintes continuam a ser chamados a um grande esforço e não se vê nenhuma sanção relativamente a todos os actos” criminosos e de má gestão. O PS quer mais esclarecimentos sobre a solução que foi encontrada para o Banco Português de Negócios (BPN), mas quer sobretudo saber como anda o processo judicial que envolve aquele banco. Na primeira reacção oficial ao anúncio de que o BPN será vendido ao BIC por 40 milhões de euros e ainda sem que o Governo tenha explicado todos os contornos deste negócio, o PS vem dizer que é muito importante saber em que ponto está o processo judicial. “Precisamos de acompanhar tudo isto com muito pormenor e achamos que este contrato deve ser pautado por uma enorme transparência. Eu presidi à comissão do BPN, passou-nos muita coisa estranha debaixo dos olhos, para não chamar outra coisa”, afirma a líder da bancada parlamentar socialista. Maria de Belém diz que os “contribuintes continuam a ser chamados a um grande esforço e não se vê nenhuma sanção relativamente a todos os actos” criminosos e de má gestão. Em relação aos contornos do negócios de venda do BPN ao BIC, a líder parlamentar do PS diz: “Só conhecemos que 40 milhões correspondem a um esforço de capitalização muito maior” e que as indemnizações a pagar a trabalhadores estarão a cargo do Estado. “Não teria feito nenhum sentido que a troika tivesse imposto a reprivatização do banco para acabar com encargos para o Estado e o Estado continuasse com encargos”, apesar
                                                                                                                           
Comunistas acusam o Governo de ter oferecido o BPN
                                                                                                                                
Governo ainda não deu explicações sobre o negócio da venda do BPN ao banco angolano. O PCP considera que o caso BPN é um negócio lesivo para os interesses do Estado. Rui Fernandes, da comissão política dos comunistas, acusa o Governo de ter oferecido o banco a privados. “Este é um negócio que não serve o interesse nacional. Prosseguindo o rumo do Governo PS, o Estado paga para que um grupo privado fique com o BPN limpo, pronto a poder começar a facturar em todo o seu esplendor”, disse. Também o Bloco de Esquerda considera que se trata de um negócio ruinoso para o Estado. A Federação do Sector Financeiro também critica a solução encontrada pelo Governo. O Governo ainda não explicou o porquê da escolha do BIC para vender o Banco Português de Negócios (BPN) por 40 milhões de euros. Segundo as notícias avançadas ontem, havia propostas superiores a 100 milhões de euros, mas foi o banco luso-angolano a ficar com o BPN. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas.
                                                                                                                                          
Nuno Melo pede que Vítor Constâncio assuma falhas no caso BPN
                                                                                                                                                         
O BPN foi vendido por 40 milhões de euros ao banco luso-angolano BIC Portugal. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas. Nuno Melo olha para a venda do BPN, por 40 milhões de euros ao BIC, como a solução possível, após a desvalorização da instituição financeira. O agora eurodeputado do CDS, que presidiu à comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, lamenta os 2,4 mil milhões que a nacionalização do banco custou aos contribuintes. Diz ainda que Vítor Constâncio devia agora assumir a responsabilidade das falhas de supervisão, enquanto governador do Banco de Portugal. “Durante este tempo, os contribuintes foram suportando os prejuízos, o Estado agora arrecada o montante que pode, que é manifestamente insuficiente”, lamenta o eurodeputado. Mas Nuno Melo criticou também a actuação de Vítor Constâncio, enquanto governador do Banco de Portugal. Agora que o banco está vendido, o eurodeputado pede que o actual vice-governador do Banco Central Europeu reconheça "ao menos alguma, pouca que fosse, responsabilidade numa supervisão que acabou por ser, nas suas falhas, a causadora deste desfecho”. O BPN foi vendido por 40 milhões de euros ao banco luso-angolano BIC Portugal. O Estado vai entrar com mais 550 milhões para recapitalizar o BPN e ainda vai suportar os custos dos despedimentos, uma vez que o BIC pretende dispensar metade dos funcionários, ou seja, cerca de 750 pessoas. O total do custo do Estado com o BPN, descontado do preço de venda, ascende nesta data a cerca de 2,4 mil milhões de euros. Esta tarde, o PS pediu mais esclarecimentos sobre a solução encontrada para o Banco Português de Negócios, mas quer, sobretudo, saber como anda o processo judicial que envolve aquele banco. Também o Bloco de Esquerda considera que se trata de um negócio ruinoso para o Estado. Da mesma forma, a Federação do Sector Financeiro também critica a solução encontrada pelo Governo. Ao coro das críticas junta-se o PCP, que considera que o caso BPN é um negócio lesivo para os interesses do Estado. Rui Fernandes, da comissão política dos comunistas, acusa o Governo de ter oferecido o banco a privados.
                                                                                                                                          
Comissária europeia quer desmantelar "cartel" das agências americanas
                                                                                                                                         
“A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, defende Viviane Reding. A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, propôs hoje o desmantelamento das três maiores agências de "rating" norte-americanas - Standard & Poor's, Moody's e Fitch. A proposta foi feita em declarações ao jornal alemão “Die Welt”. “A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, disse a comissária luxemburguesa, exigindo mais transparência e mais concorrência na avaliação de Estados pelas referidas agências. “Só vejo duas soluções: ou os Estados do G20 decidem desmantelar o cartel das três agências de 'rating' norte-americanas e de três agências fazem seis, por exemplo; ou criar agências de 'rating' independentes na Europa e na Ásia”, descreveu Reding. A controvérsia em torno das agências de “rating” em questão - que têm sede em Nova Iorque e, por isso, estão fora da esfera de influência da União Europeia - reacendeu-se na semana passada, depois da Moody’s ter baixado em três níveis a notação da dívida pública de Portugal, passando a classificá-la como"lixo". A referida agência alegou que Portugal irá precisar de um segundo pacote de ajuda externa, tal como a Grécia, o que gerou vários protestos, sobretudo porque o novo Governo de Pedro Passos Coelho se comprometeu a ir além do plano de austeridade negociado há poucas semanas com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.
                                                                                                                                    
                                                                                                           
                                                                                                                                                       

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Verniz começa a estalar na "coligação"

“Portas acha que tem mais peso político”
                                                                                                                         
O comentador e ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que divergências entre líder do CDS e Alberto João Jardim não são boas para a coligação. Mas o "grande desestabilizador" nem liga a isso.
                                             
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ontem, no seu habitual comentário na TVI, que a guerra entre Paulo Portas e Alberto João Jardim não é boa para a coligação de governo. Para o ex-líder do PSD, o comportamento de Portas revela que o ministro dos Negócios Estrangeiros acha que tem mais peso político, neste governo, do que nos tempos de Durão ou Santana Lopes. “É o primeiro rombo na coligação. Paulo Portas permite-se fazer com Passos Coelho o que não se permitia fazer com Santana Lopes”, disse Marcelo, lembrando que “em 2004, Paulo Portas não disse nada disto”. Por isso, Marcelo concluiu que Portas “acha que tem mais peso político” e alertou que há limites para as críticas entre os dois partidos que têm um acordo no governo. O ex-líder do PSD referia-se às críticas feitas pelo líder do CDS, que acusou o governo regional da Madeira de “endividamento excessivo”, tal como o governo de José Sócrates. Marcelo defendeu ainda que “não é bom do ponto de vista da autoridade do governo” o tempo que Passos Coelho está a demorar para fazer cortes na despesa. “Mesmo para quem percebe é uma situação um pouco incómoda. Ainda não há cortes visíveis”, disse.
                                                                                                                                
O "grande desestabilizador"
                                                                                                
Jardim garante que abandona a política se não tiver maioria. O presidente do Governo Regional da Madeira deixou também uma farpa ao CDS no seu discurso na festa do PSD, acusando o partido de ser “traidor”. Se não tiver maioria nas próximas eleições, Alberto João Jardim abandona a vida política. O presidente do Governo Regional da Madeira deixou a garantia ontem à tarde, na tradicional festa do PSD em Chão da Lagoa, e desafiou os líderes da oposição a fazerem o mesmo. “Se eu não tiver maioria para poder governar, eu vou-me embora da política. Mas eu quero perguntar hoje aqui aos partidos de oposição, que são sempre os mesmos não sei há quantos anos, tenham a coragem de dizer que, se perderem as eleições, eles se vão embora e se entregam os partidos a gente nova, para renovar a oposição da Madeira”, apelou Jardim. O CDS também teve destaque no discurso de Alberto João Jardim, um partido que o presidente do Governo Regional da Madeira apelidou de “traidor”, dizendo que “para um partido como o CDS, que ao longo destes anos trabalhou sempre para o Partido Socialista, todos de vós vos lembrais, que eles fizeram alianças com o PS várias vezes em eleições autárquicas, e são tão falsos, são tão fariseus, que em Lisboa fazem-se de direita e aqui jogam com o Partido Socialista e com os ricaços”, acusou. A Madeira vai a eleições para o Governo Regional dentro de dois meses, no dia 9 de Outubro.
Alberto João Jardim diz que não conhece Paulo Portas: O líder do CDS acusou ontem o Governo Regional da Madeira de, tal como o Governo socialista, ter levado a cabo uma política de despesismo “para lá do aceitável”. Alberto João Jardim diz que não conhece Paulo Portas. Confrontado com as declarações de ontem do líder do CDS, que comparou o Governo Regional da Madeira ao Governo socialista no Continente, em matéria de despesismo, o presidente da região autónoma diz que não fala sobre quem não conhece. “Lá está você a falar de quem eu não conheço”, afirmou aos jornalistas. “Não sei a lista toda dos ministros”, respondeu quando um lhe disse que era um dos ministros do Executivo de Passos Coelho. “Se eu não o conheço, vou falar de coisas de pessoas que eu não conheço?”, rematou o líder madeirense. Quanto à ausência de Pedro Passos Coelho na tradicional festa do Chão da Lagoa, Alberto João Jardim desvaloriza e esclarece que “já estava combinado assim. Quando ele esteve cá no congresso, em Abril, se ele fosse primeiro-ministro agora ia ser complicado vir para aqui, até porque uma festa destas tem sempre rasteiras e os senhores jornalistas normalmente focam é as rasteiras e não o essencial”. “É uma questão de protecção do primeiro-ministro. Eu é que já estou habituado a não ter vergonha”, acrescentou. Pouco depois de ter chegado ao recinto, admitiu, contudo que "gostava de estar com os meus amigos, entre os quais o líder do PSD". Cerca de 40 mil pessoas devem participar hoje na festa comício do PSD-Madeira, no Chão da Lagoa. Nenhuma é uma figura nacional do partido. Marques Mendes foi o último presidente do PSD a estar presente na iniciativa, em 2007. Alberto João Jardim é presidente do PSD-M desde 1976.
                                                                                                  
Portas quer mudar cor do Governo regional da Madeira
                                                                                                                        
As eleições regionais são a 9 de Outubro e o líder do CDS pede aos mais jovens para fazerem parte da renovação. A coligação vale no continente, mas na Madeira Paulo Portas quer mudar de Governo regional e já nas eleições de 9 de Outubro. O líder do CDS-PP, e parceiro de Pedro Passos Coelho no Governo, lembra que o PSD está no poder há mais de 30 anos e diz que o CDS é a alternativa. “A região autónoma é governada há bastante mais de 30 anos por uma maioria absoluta do mesmo partido. Não se discute o passado porque essa maioria foi conferida pelo povo, mas discute-se o futuro. Ao cabo de 30 e tal anos é tempo de renovação e nós contamos com o eleitorado mais jovem para forçar essa renovação”, afirmou Paulo Portas. O líder do CDS esteve ontem à noite no Funchal a assinalar os 37 anos do CDS-PP.