Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sexta-feira, 9 de março de 2012

Opinião

Três questões que merecem uma boa reflexão
                                                                                                                        
A política que podemos ser, porque é do que somos que se trata, nascerá da recuperação deste radical compromisso: sermos autónomos. O discurso de destruição do Estado, o endeusamento dos mercados e a exaltação do egoísmo selvagem desculpabilizaram o trabalho escravo, a destruição ambiental e os ditadores convenientes a bem da santa globalização. Para cúmulo da humilhação, os senhores responsáveis pela degradação irreversível da situação política e económica em 2011 dizem-se os salvadores da Pátria e continuam a despejar as responsabilidades pelas suas decisões para cima daqueles que estavam a fazer os possíveis, e até alguns impossíveis, para evitar este sofrimento absurdo e vil.
                                                                                                               
O que é a política? 12 anos seguidos de ensino de acordo com um programa estatal deviam chegar para que se iniciasse a vida adulta na posse de uma definição universal. Contudo, esse mínimo denominador comum ou não existe ou, a existir, é decadente. A política não é aquilo que fazem os políticos que ganham a vida na política. Antes, é a realidade da política que permite a sua profissionalização por um fragmento dos seres políticos. Saber o que é a política para os restantes, os amadores, é uma das nossas presentes urgências cívicas.
O nosso actual regime político, europeu e ocidental como ele é, tem as suas raízes numa geografia, numa cultura e numa época precisas. A facilidade com que os fenícios estabeleciam acordos comerciais com diferentes povos levou ao aparecimento das primeiras experiências de comunitarismo político, as quais viriam a consolidar-se na fórmula grega das cidades-Estado: a polis. O poder político, ao deixar de se fundamentar na arma e na terra, foi tomado pelos que estavam a criar riqueza. Os mercadores e os artesãos iam engrossando a sua importância como geradores de cidades, e o espaço urbano atraia populações e recursos em quantidades imparavelmente crescentes. Até que os latifundiários e a nobreza perderam o braço-de-ferro com uma nova tipologia de povo: os cidadãos. O que viriam a ser as sociedades modernas, com o triunfo das formas republicana e democrata, nasceu há 2.700 anos numa cultura que, em simultâneo, inventava a filosofia e a ciência. Não se trata de uma coincidência.
Podemos ler a história da filosofia, desde Tales, como a prática da autonomia. O filósofo, partindo de uma consciência de perda, de falta, mas também de excesso e de deslumbramento, assume a responsabilidade de preencher esse vazio e dar sentido a essa presença. E a linguagem torna-se o instrumento da refundação do mundo. Por isso, os blocos textuais que o cercam passam a ser objecto de transformação. Os mitos revelam-se alegorias naturalistas ou morais, os deuses são metáforas, os costumes são escolhas. A confusão entre filósofos e sofistas – que a fortuna conservou intacta nas obras que nos chegaram de Platão, em especial – ilustrava a nova paisagem política: havia um espaço onde o saber, ou a sua aparência, ou a sua manipulação, dava acesso ao topo da hierarquia social, o poder pelo poder, ou à mais alta realização do potencial humano, o saber para poder. Esses dois caminhos eram ambos políticos, estando o primeiro omnipresente na concepção actual do que seja a actividade política e o segundo completamente esquecido – aliás, mais do que esquecido, é perseguido pelos cínicos, hoje como ontem e amanhã.
A política que podemos ser, porque é do que somos que se trata, nascerá da recuperação deste radical compromisso: sermos autónomos. A capacidade para exercer as nossas faculdades intelectuais e volitivas no seio de um grupo que partilha um problema em comum é a essência mesma da acção política. O cinismo, o tribalismo e o egoísmo são incompatíveis com este exercício do poder máximo que nos habita, essa experiência de nos sabermos reis de nós próprios. Como é que seria uma organização com este princípio fundador? Seria algo ainda nunca visto.
                                                                                                                                                  
Se algo caracteriza o capitalismo é o objetivo de maximização do lucro e a desregulação das décadas pós-Reagan/Tatcher foram uma cavalgada gloriosa da especulação sem responsabilidade social. Nunca a economia financeira se tornou tão virtual e desligada da vida real, jamais as desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres cresceram de forma tão rápida. O vício em crédito não é um pecado de devassos latinos como parece dizer a ortodoxa Merkel, luterana formada na RDA. As primeiras vítimas do colapso foram bancos americanos, islandeses ou irlandeses, salvos à custa dos contribuintes a bem do interesse geral e dos acionistas irresponsáveis.
O discurso de destruição do Estado, o endeusamento dos mercados e a exaltação do egoísmo selvagem desculpabilizaram o trabalho escravo, a destruição ambiental e os ditadores convenientes a bem da santa globalização. Sabemos como a nossa banca promoveu a festa da dívida a bem dos lucros gigantes e do autofinanciamento de guerras de poder tipo BCP. Não vale a pena culpar da crise o RSI ou usá-la como pretexto para destruir a saúde ou a educação públicas. A dívida pública portuguesa em 2008, antes do colapso global, estava no nível médio europeu. A dívida privada é que desde 1995 passou de 80% para 250% do PIB em créditos a Berardos, Finos, habitação a preços de rico, carros sempre novos e férias a pagar um dia. Os mesmos que nada viram do desastre anunciado exigem hoje a cura de austeridade, o apoio passivo do Estado e a imediata devolução dos fundos de pensões recém-entregues ao Governo para maquilhar o défice de 2011.
Quando a Espanha diz que a redução brusca do défice é suicida, a fundamentalista Holanda derrapa e até Cameron fala em crescimento, só o glorioso Passos pretende submeter à ditadura financeira a esperança restante que era o QREN ou a contratação de professores. Sabíamos que Álvaro ministro era o inepto timoneiro de uma nau inviável à partida. Agora, é o espantalho adiado que será culpado pelas más colheitas. Cuidado, Passos, que a dívida pode ter perdão, a nova moderna pobreza, não. Cavaco dixit.
                                                                                                                          
Fez esta semana 1 ano que o Presidente da República escolheu a solenidade da sua tomada de posse para iniciar o processo que levaria à queda do Governo em poucas semanas. Fê-lo com um discurso comicieiro onde ofendeu toda a classe política e apelou à revolta popular nas ruas. Fê-lo nunca se referindo à problemática europeia e colocando no Governo o exclusivo ónus pelos constrangimentos financeiros. Fê-lo de modo tão desvairadamente rancoroso que nem lhe ocorreu naquele institucional e simbólico momento fazer uma mínima referência às Forças Armadas de que é Comandante Supremo, sequer aos militares que representam Portugal no exterior arriscando a vida em diversos conflitos internacionais. Fê-lo depois de ter consultado os principais responsáveis pela situação política e económica portuguesa, incluindo Durão Barroso, ao longo do mês de Fevereiro. Fê-lo na posse de todas informações de que precisava para decidir de acordo com os melhores interesses do País. Fê-lo do alto da sua propalada excelência em economia e finanças. Fê-lo sabendo que a abertura de uma crise política levaria a eleições, e que a ida para eleições arrastaria Portugal para um empréstimo de emergência em condições ruinosas. Fê-lo depois de ter prometido na campanha eleitoral vir a colaborar com o Governo para ajudar Portugal a sair da situação de pressão dos mercados. Fê-lo apesar de ter garantido aos portugueses que só ele poderia dar estabilidade ao País nos tempos mais próximos.
Eis o que 1 ano depois sabemos:
- Cavaco mentiu com a intenção de enganar o eleitorado. Caso tivesse anunciado que pretendia correr com Sócrates na primeira oportunidade, provavelmente não teria ganhado as eleições ou, no mínimo, teria ido à segunda volta.
- Cavaco mentiu ao dizer-se apanhado de surpresa pelo PEC IV, o qual era assunto corrente na Europa, logo em Belém.
- Cavaco mentiu ao dizer-se incapaz de promover uma solução política que levasse à aprovação do PEC IV, posto que não deu qualquer sinal de a querer, antes pelo contrário.
- Cavaco sacrificou o interesse nacional com o único fito de afastar Sócrates e PS do poder.
Resultado? É perguntar aos portugueses que viram a sua vida a empobrecer abrupta e avassaladoramente logo a partir de Abril de 2011, ainda antes da troika e de Passos-Relvas, quando a economia fez aquilo que a Manuela Ferreira Leite tinha inscrito como único objectivo no seu programa: parar tudo, meter travões a fundo no investimento e no consumo e o dinheiro desaparecer de circulação. Para cúmulo da humilhação, os senhores responsáveis pela degradação irreversível da situação política e económica em 2011 dizem-se os salvadores da Pátria e continuam a despejar as responsabilidades pelas suas decisões para cima daqueles que estavam a fazer os possíveis, e até alguns impossíveis, para evitar este sofrimento absurdo e vil. Todavia, como se vê pelas sondagens, pelo comportamento da oposição e pela atitude das figuras públicas, temos o que merecemos.
Temos precisamente aquilo que queríamos: um bode expiatório e milhões de borregos absolvidos de qualquer culpa.
Carlos Ferreira
                                                                                                                                    
                                                                                                                       
                                                                                                                 

O País que seus filhos herdaram !

CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA
                                                                                                                               
As penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar a classe média de rastos, e milhares sem condições de vida!
                                                                                                       
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.
                                                                                                                
Mendigar online? Sim já é possível!
                                                                                                   
O mundo cibernético é uma imagem da vida real reflectida por espelhos tecnológicos. Existem regras, leis, deveres e mendigos… sim esta estranha forma de vida onde indivíduos perambulam de um local para outro, vida vagabunda, errante e agora cyberbeg!
Chama-se Cyberbeg o local na Internet onde os pedintes podem pedir esmola e angariar dinheiro para os seus gastos básicos… muitas vezes de sobrevivência. São pedidos de esmola, de ajuda monetária que os ajudam a combater a fome, as doenças e a solidão… que os ajuda muitas das vezes a manter a vida.
Claro que a ideia tem origem norte-americana e já foi notícia nos mais badalados canais de televisão onde conseguiram recolher, desde 2007, mais de 23 mil dólares em esmolas e donativos. Mas claro, o mendigo tem de ter alguma instrução pois este mundo da tecnologia tem regras: Antes de mais terá de se registar. Receberá no email a confirmação que a sua conta foi criada com um desejo incentivador “Best of luck to you!”.
Depois clica no site no menu Beg e insere o seu username (mail) e password. Poderá criar agora um “site” com os elementos básicos como a sua mensagem, onde irão destacar na página principal do site e título do pedido. Este acesso será para quem quiser doar dinheiro. Poderá dentro desse título ver a mensagem completa que o necessitado criou quando iniciou a sua conta. Esta mensagem é acompanhada com alguns dados que tem de responder. Dentro das categorias que podem justificar este pedido de ajuda estão objectivos interessantes, como salvar ou começar um negócio, pagamento de dívidas, problemas familiares, estudos, problemas de saúde ou mesmo viajar.
Agora, para começar o indíviduo terá de pagar uma inscrição, terá de desembolsar 15 dólares e cada acção, como passar o seu pedido para cima são mais 3 dólares. Terá de ter uma conta no Paypal, entre outros requisitos… já não será para um desgraçado iletrado de certeza!
Mas, dando uma volta por lá encontra-se um pouco de tudo e a cada 3 meses os anúncios são rodados, aparecendo outros e outros e muitos outros pedidos.
                                                                                                                  
                                                                                                                               
                                                                                                                                             

Parece que o plano de exterminação está a resultar!

Ai que frio que está !!!
                                                                                                             
23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa...
                                                                                                                                                                                               
                                                                                                   
Está a correr bem. 3000 idosos mortos em 5 dias..., é obra que se veja.
Foi o frio, dizem.
Não tem nada a ver com os baixos rendimentos destes idosos, nada a ver com o custos da energia com a qual se deveriam aquecer, nada a ver com a crescente inacessibilidade aos cuidados médicos, nada a ver com o alto custo dos medicamentos.
Foi o frio.
Matam-se 10 manhosos nas estradas por via de manobras perigosas e excessos de velocidade, saem as televisões em direto e os jornais em diferido a dar conta de tamanha catástrofe. Legisla-se a favor dos vendedores de pneus, aumentam-se as coimas, investe-se em viaturas e radares para as polícias.
Os portugueses são hoje um povo perseguido por "gatunos" oficializados, desde as finanças às multas.
Morrem 3000 portugueses vítimas das condições terceiro-mundistas em que viviam, abusados por garotagem sem escrúpulos que os roubou de tudo o que tinham..., e nem um pio.
Foi o frio !...
                                                                                     
Mais duas idosas encontradas mortas em casa
                                                                                       
23.000 idosos vivem completamente sós ou isolados; a morte chega silenciosa... Duas mulheres, de 80 e 70 anos, foram encontradas mortas em casa pelos bombeiros, em Lisboa, na terça-feria à tarde. Uma mulher de 80 anos foi encontrada já cadáver pelo Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) em Lisboa numa habitação na Rua S. João da Praça. Fonte do RSB disse que o corpo foi descoberto pelas 14.30 horas de ontem. Duas horas mais tarde, o regimento foi chamado à Travessa do Barbosa, onde encontrou outro cadáver, também de uma mulher, com 70 anos.
                                                                                                                            

Quase metade dos idosos portugueses sem meios para manter a casa quente!
                                                                                                                                    
Um estudo revela que quase metade dos idosos portugueses não consegue manter a casa quente. Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados pela TSF, Portugal é o país da Europa Ocidental onde as famílias têm mais dificuldades financeiras no aquecimento da habitação.De acordo com a OMS, 44% das famílias portuguesas com pelo menos um idoso em casa são as que mais sentem dificuldades no aquecimento da habitação. Os resultados em Portugal só são superados, na Europa de Leste, pelos da Bulgária, onde quase 80% dos idosos não consegue manter a casa a uma temperatura adequada.
                                                                                          
                                                                                               
                                                                                                                 

JULGAMENTO PARA QUEM TRAIU ESTA TERRA !

A LUTA CONTRA AS PORTAGENS NA VIA DO INFANTE CONTINUA!

                                                                                                  
Mais um Buzinão e uma Marcha Lenta que se efectuou na EN 125, exigindo a suspensão das Portagens na Via do Infante. Foi ontem, dia 8 de março – um dia histórico (Dia Internacional da Mulher) e que também poderá fazer História no Algarve – com concentração em Fonte de Boliqueime e partida a caminho de Faro, passando pelo Aeroporto e terminando junto ao Fórum Algarve.
A comissão de utentes diz que "Não podemos baixar os braços e continuar a persistir na luta contra a injustiça e a arrogância do governo. O Algarve neste momento já deve ter cerca de 50 mil desempregados e as portagens estão a contribuir para o seu agravamento. Só nos resta lutar!"
Agora que a Comissão Europeia critica o governo pela introdução das portagens e quando os nossos vizinhos espanhóis de Andaluzia se estão a mobilizar cada vez mais contra as mesmas, devemos intensificar essa luta. Em Fevereiro passado já foi criada em Ayamonte, com a participação da Comissão de Utentes da Via do Infante, a Comissão Luso-Espanhola para a Supressão das Portagens na A22. No próximo dia 9 de março (HOJE), no Ayuntamiento de Ayamonte, também com a participação da Comissão de Utentes e de cerca de duas dezenas de associações sindicais, empresariais e outras, vai ser assinado um Manifesto de apoio à área transfronteiriça livre de portagens. Também vão ser discutidas novas formas de luta pela anulação das portagens na A22, podendo daqui sair uma ação envolvendo a Ponte Internacional do Guadiana.
Todos sabemos que esta luta é mais do que justa e que tem boas condições para triunfar. Então vamos em frente! O tempo é de acção e não de resignação! E quem tem medo compra um cão!
Todos à marchas pela suspenção das portagens na Via do Infante!
Pelo Algarve, pelo país – por todos nós!
                                                                            
A Comissão de Utentes da Via do Infante
                                                                    
                                                
                                                                                                           

segunda-feira, 5 de março de 2012

O MELHOR CONSELHO DO ANO !


                                                           
                                                                                       
                                                                       

Crónica de Domingo

A Direita tem uma tendência nata para mumificar
                                                                                                             
Portugal, 38 anos depois do 25 de Abril, é um dos países europeus mais pobres, mais improdutivo, com mais analfabetismo e iliteracia, maior disparidade na repartição dos rendimentos e mais doentes mentais. Será então uma coincidência que Portugal seja também o país europeu com a direita mais decadente e a esquerda mais sectária?
                                                               
Alguém recordava, há dias, que, em 1977, quando Portugal recorreu ao FMI, a bandeira que justificava todos os sacrifícios tinha a ver com a consolidação da Democracia, chegada havia três anos. Em 1983, quando recorremos a nova ajuda externa, foi a adesão à Europa que nos motivou. Agora, em 2011, que bandeira temos? - Pagar o que devemos, honrar compromissos deveria ser justificação bastante, mas todos sabemos que não é. Basta sair à rua e esbarrar nalguns cartazes que falam no roubo do FMI para se perceber que há quem alimente duas ideias erradas: a de que podemos dispensar a ajuda externa ou até pura e simplesmente não pagar.
Gostaria de acreditar que está suficiente interiorizada na sociedade portuguesa a convicção de que vamos ter de mudar de vida. E de que isso significa viver de acordo com o que temos. Por isso precisamos também de produzir mais. O Estado Social com que sonhámos vai regredir e muito. Por isso é desejável que nas negociações com a troika tivesse havido espaço para acautelar os direitos dos que menos têm. Os impostos vão aumentando. Mas este pode ser um momento para começar do princípio em sectores que persistentemente se têm revelado no mínimo anacrónicos, e que funcionam mal, como é o caso da Justiça. O período que vivemos é sui generis: aproxima-se uma campanha eleitoral e, em simultâneo, discutem-se as condições e a duração da ajuda externa. Isto quer muito simplesmente dizer que parte dos programas dos partidos fica completamente à mercê dos acordos que o Estado firmar com a troika. Não há lugar a promessas, desta vez. Quando muito, só a projectos para depois de.... Depois de pagarmos, obviamente, o que significará alguns anos.
Mas esta sujeição à inevitabilidade da ajuda externa não deveria significar falta de ideias. E se no discurso político têm sobrado acusações várias que já pouco sentido fazem, faltam ideias, algo de mobilizador, uma luz, ténue que seja, no fim do túnel. Como se compreende que, nomeadamente o PSD, por ser o maior partido da Oposição e o principal candidato à formação de Governo, tanto tempo depois da queda do Governo não tivesse um programa, e nunca tenha avançado com uma ideia de Estado, não tenha feito mais do que mostrar-se disponível para governar, mesmo sem se saber quem era a equipa? E o PS, persistindo em políticas idênticas às que aqui nos trouxeram, tentando explicar a situação com o chumbo do PEC IV, como se nada se tivesse passado antes disso.
Quando, para o final deste ano, se sentir na pele o programa da troika, ou seja, quando se começar a ter uma ideia do que vai custar-nos a austeridade, os portugueses certamente ouvirão os políticos, mais uma vez, acusar-se uns aos outros pelo estado a que chegamos. Sem uma bandeira que nos motive, sem ideias, podemos facilmente concluir que também nos faltam líderes. Não que precisemos de qualquer coisa de sebastiânico. A verdade é que, no estado em que estamos, bastar-nos-ia, certamente, ter alguém em quem confiar. Alguém que nos explicasse que vamos viver muitas dificuldades, que nos justificasse cada um dos passos (mas sem Passos 'milagrosos'), mas alguém que o fizesse com tanta segurança, clareza e honestidade que todos aderiríamos ao que aí vem sem pestanejar, convencidos de que a receita para a cura não será mais um logro e que não nos vamos perder pelo caminho. E se quisermos ganhar para a Democracia muita gente que se tornou descrente e está pronta a engrossar as fileiras dos que não votam ou o fazem em branco, precisaríamos ainda de que alguém, com algum distanciamento e sem intuitos punitivos, nos explicasse muito direitinho tudo o que se passou nos últimos anos. Mas isso, certamente, é pedir demais, é entrar no campo da utopia, e não faz parte do ADN da classe política nacional.
O “Correio da Manhã” dava ontem conta de uma escuta a Edite Estrela em que a deputada europeia dizia o que pensava de muitos dos seus parceiros de partido. Edite Estrela não está acusada de nenhum crime, mas foi escutada numa conversa com Armando Vara, no âmbito da Face Oculta. A utilização de uma escuta num jornal é um procedimento que deve estar rodeado de uma série de cuidados e fundado em princípios de rigorosa excepção, que nunca poderão abranger a vida ou as afirmações de um simples cidadão, desempenhe ele o cargo que desempenhar, casualmente apanhado numa escuta de um arguido. Este jornalismo de sarjeta que o CM vem praticando mancha a profissão do jornalismo. Que saudades dos tempos do Dr. Victor Direito, de tão saudosa e democrática memória na direcção daquele jornal. Não me querendo arvorar, nem à profissão que durante anos exerci, em exemplo, há que dizer que comportamentos destes constituem um crime e vão denegrindo a imagem de uma profissão que deveria ser exemplar, porque se tende a generalizar a crítica. Não há, não pode haver, contemplações com casos destes. Há com certeza um grande interesse de uma significativa parte do público por este desnudar constante da vida privada de quem desempenha cargos públicos. E isso poderá ser bom para a venda de papel em jornais. Mas importa sublinhar que o interesse público é outra coisa.
A tentativa de requalificação e reforma do País que o Governo de Sócrates levou a cabo até se abaterem as crises económica e financeira internacionais chegou para introduzir dramáticas alterações no panorama científico, tecnológico e industrial. Foi a prova de que é possível ter um modelo de desenvolvimento que parta da educação e que promova a inteligência. Essa tentativa foi combatida com todas as forças pela direita e pela esquerda, inclusive pela esquerda do PS. Após as eleições de 2009, com o País a pedir unidade patriótica para resistir a uma crise que ninguém na Europa consegue dominar, BE e PCP preferiram aliar-se a PSD e CDS do que ao PS minoritário. Nem sequer tentaram encostar Sócrates à parede com uma negociação que aparecesse como exequível e bondosa para ambas as partes. Em vez disso, contribuíram decisivamente para desgastar e boicotar o Governo socialista, assim abrindo caminho para esta desgraça da parelha Passos, Relvas & Ciª.
Portugal, 38 anos depois do 25 de Abril, esbanjou milhões dos fundos comunitários em doses de alcatrão para benefício de "certas" empresas, e esfumou o resto em projectos que não se vêem. Abateu indústrias, agricultura e pescas pela mão de um governo "cavaquista", sendo hoje um dos países europeus mais pobres, mais improdutivo, com mais analfabetismo e iliteracia, maior disparidade na repartição dos rendimentos e mais doentes mentais. Será então uma coincidência que Portugal seja também o país europeu com a direita mais decadente e a esquerda mais sectária?
Carlos Ferreira
                                                                                                                                
                                                                                                                     
                                                                                                                           

domingo, 4 de março de 2012

O MELHOR FILME DO ANO !




O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável.
                                                                 
                                                                              
                                                                     

A hora dos bancos chegou?

Esclarecedora entrevista sobre Bitcoin from BitcoinRevolution on Vimeo.

O exemplo da Islândia

Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros
                                                                                                                            
A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés.
                                                                                                              
A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Puniu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelo povo e para o povo. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida. É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa pelo temor de que muitos a percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos ao redor do planeta observaram com atenção e estabeleceram como um modelo realista a seguir.
Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.
Este pequeno país do periférico ártico recusou salvar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Dos limites que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.
Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade do povo. A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar. Hoje, seu caso bem pode ser um caminho ilustrativo para os indignados espanhóis, o movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigem justiça social e justiça econômica em todo o mundo.
                                                                                                                   
                                                                                                 
                                                                                                                               

Fim de Semana

CAVACO SILVA PELA PRIMEIRA VEZ FALA COMO PRESIDENTE AOS PORTUGUESES
                                                                                                                                
O Presidente deixou de tomar medicação ou resolveu trabalhar, fazer aquilo para que foi eleito?... Passos mentiu como os anteriores 1.ºs ministros e começa a usar "trunfos escondidos" para evitar perda de popularidade maior... É preciso demolir a UE como a UE está a demolir a sociedade europeia a favor da hegemonia americana... A 100kms de Portugal, central nuclear parou por sobreaquecimento!
                                                                   
"É impossível impor mais austeridade aos grupos mais vulneráveis da sociedade", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, em entrevista à TSF. "Há um conjunto que nós chamamos hoje os "novos pobres" que são aqueles que são mais atingidos por medidas que, não tendo em devida conta a especificidade de cada grupo, as atingem. É preciso olhar às pessoas", disse o Presidente da República. "Eu penso que esse é um conhecimento generalizado. É impossível impor mais austeridade a grupos como aqueles que eu acabo de referir", acrescentou. Ao longo da entrevista, Cavaco Silva referiu-se aos pensionistas, aos pequenos empresários, às famílias que sofreram reduções "abruptas" dos rendimentos ou que estão sobreendividadas. Presidente da República critica supervisão e agências de rating Na mesma entrevista em que lamentou que os líderes europeus se deixem "chantagear" pela agências de rating, defendendo que sejam regulamentadas, Cavaco Silva criticou a falta de supervisão na Europa "Não se critique apenas a Grécia, não se critique apenas a Irlanda, não se critique apenas Portugal, que podem ter tido as suas responsabilidades por terem ultrapassado alguns limites", a nível de desequilíbrio orçamental, de dívida pública ou de dívida externa. "O certo é que a supervisão multilateral não foi realizada por quem competia realizar com a eficácia com que devia ser realizada", considerou.
Cavaco Silva lamentou ainda que os líderes europeus se deixem "chantagear" pelas agências de rating que, defendeu, devem ser regulamentadas. "Surpreende-me como é que vinte e sete chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar e até chantagear por três agências de rating norte-americanas". Cavaco Silva defendeu que é preciso uma regulamentação que garanta transparência nas agências de rating, e que resolva eventuais problemas de conflitos de interesse. Salientando que a "visibilidade tipo directório" da Alemanha e da França é "bastante negativa" para a Europa, pondo em causa a coesão e comprometendo as relações com o resto do mundo. "Está-se a tentar avançar num federalismo mitigado na área orçamental, na medida em que se procura reforçar a disciplina orçamental, a supervisão dos orçamentos dos Estados-membros, a coordenação das políticas económicas. Isto são passos no sentido federal. Mas estamos muito muito longe de um orçamento federal.", afirmou o presidente, lembrando que o Orçamento da União Europeia corresponde apenas a 1% do produto interno bruto Cavaco Silva considerou que a carta de Cameron "está incompleta", nomeadamente quanto ao que propõe para o crescimento económico, já que não defende políticas expansionistas aos países com excedente orçamental que permitam equilibrar a austeridade nos países do Sul e evitar que o crescimento seja "anémico". (in, Jornal de Negócios).
                                                                                
PASSOS COELHO COMEÇA A USAR ÚLTIMOS "TRUNFOS" NA MANGA PARA DESCULPAR AUSTERIDADE
                                                                                                 
Passos mentiu como os anteriores 1.ºs ministros e começa a usar "trunfos escondidos" para evitar perda de popularidade maior... Passos Coelho diz que o País estava numa situação "muito pior" do que dizia o Governo socialista. O primeiro-ministro afirmou na terça-feira à noite que o Governo foi obrigado a aplicar mais medidas de austeridade para atingir os objetivos do défice para 2012 porque a situação era pior do que dizia o anterior Executivo. "Nós não dissemos que queríamos fazer baixar o défice mais depressa e que, por isso, íamos aplicar uma dose de austeridade maior, para conseguirmos eliminar esse problema profundo. Não, nós precisámos de ir mais além para chegarmos aos mesmos objectivos", disse Pedro Passos Coelho em Setúbal. Segundo Passos Coelho, só há "uma leitura" para o sucedido: "Se precisámos de ir mais além para chegar aos mesmos objectivos, é porque o nosso ponto de partida não era aquele que nos tinha sido comunicado pelo anterior Governo. Era muito pior". O chefe do Governo falava a cerca de duas centenas de militantes social-democratas, numa reunião partidária da Assembleia Distrital de Setúbal do PSD Satisfeito com a avaliação positiva do programa de ajustamento da economia portuguesa feita pela "troika" constituída pelo FMI (Fundo Monetário internacional), BCE (Banco Central Europeu) e Comissão Europeia, o presidente do PSD reconheceu, no entanto, que o país continua em "situação de emergência". "Quando o PSD ganhou as eleições e formou Governo com o CDS/PP, nós estávamos numa verdadeira situação de emergência nacional. Estávamos e estamos", acrescentou Pedro Passos Coelho, reconhecendo que "há muito trabalho por fazer, apesar das reformas estruturais já efectuadas, ou que estão em curso". "A 'história' que estamos hoje a fazer teria sido evitada se durante os últimos anos Portugal tivesse feito as reformas e não se tivesse endividado ao ritmo que se endividou.
                                                                                       
"AUSTERIDADE É DEMAIS" GRITARAM PROTESTANTES À PORTA DO CONSELHO EUROPEU
                                                                                                                              
É preciso demolir a UE como a UE está a demolir a sociedade europeia a favor da NWO... Lisboa, Atenas, Madrid e Bruxelas foram alguns dos palcos europeus com manifestações contra a austeridade, em resposta ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos. Em frente ao edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, a euronews ouviu algumas das vozes que protestam contra os novos esquemas de rigor a serem aprovados na cimeira da União Europeia, quinta e sexta-feira. “Construam uma outra política, a vossa política de austeridade não funciona e criou um abismo entre os cidadãos europeus e os dirigenats da Europa”, disse Claude Rolin, secretário-geral do sindicato CSC. “A Grécia está em défice, mas o equivalente a très vezes a dívida publica da Grécia está em bancos na Suíça. Logo, há formas de obter o dinheiro sem que sejam os trabalhadores a pagar por ela”, é a opinião de Michèle Dehaen, do sindicato CGSP. A correspondente da euronews em Bruxelas, Gulsum Alan, realça o extremar de posições: “Apesar de decorrerem manifestações anti-austeridade por toda a Europa, os líderes da UE vão assinar, esta sexta-feira, em Bruxelas, o novo do pacto orçamental. Mas os sindicalistas acreditam que esse tratado pode conduzir a Europa à recessão. “
                                                                                                              
CENTRAL NUCLEAR DE CÁCERES A 100KM DE PORTUGAL PAROU POR PERIGOSO SOBREAQUECIMENTO
                                                                                                                                
A falta de peritagens regulares tão comum na Europa pode levar a perigosos acidentes nucleares como o de Fukushima... A central nuclear de Almaraz II, em Cáceres, a 100 quilómetros de Portugal, parou ontem a produção por causa das altas temperaturas detectadas numa das bombas de refrigeração. De acordo com o Conselho de Segurança Nuclear espanhol (CSN), a paragem não programada do reactor justifica-se com “a presença de altas temperaturas numa das bombas principais de refrigeração do reactor”. “Como medida preventiva, e antes de alcançar um valor que obrigue a uma paragem automática do reactor, os responsáveis decidiram parar a central” e desligá-la da rede, acrescenta o CSN em comunicado. Este organismo garante que “os sistemas de segurança actuaram correctamente”. A paragem da central “não representa riscos nem para as pessoas nem para o ambiente e está classificada como o nível 0 na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES)”, conclui o CSN. A INES é uma escala com sete níveis definida pela Agência Internacional de Energia Atómica e pela OCDE, utilizada para divulgar à sociedade a gravidade de um evento nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima (Japão), em Março, foi classificado como nível 7 nesta escala, assim como a catástrofe de Tchernobil (Ucrânia), em Abril de 1986. Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho de Segurança Nuclear. As restantes são Santa Maria de Garoña, Trillo, Cofrentes e Vandellós II. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.
                                                                                                 
ÓSCARES MANIPULADOS PELOS GRANDES INTERESSES DA NWO
                                                                                                             
A manipulação de resultados dos festivais de cinema começa muito antes dos resultados finais... O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original, informou ontem a Reuters. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável. Mas não foi patrocinada apenas pelo seu produtor francês...
Por detrás de todo o espectáculo montado em Hollywood parece estar uma estratégia puramente comercial dos EUA, uma vez mais com "mãozinha" da CIA e das estratégias secretas da Casa Branca para que a indústria de Hollywood prevaleça em todo o mundo, por ser uma das maiores indústrias lucrativas daquele país. Costureiros famosos, jóias das melhores marcas, um espectáculo publicitário a todas as marcas da elite llluminati da NWO. Nos dois últimos festivais de Cannes, apareceram filmes premiados da grande máquina de produção norte-americana e arrebataram prémios naquele que era conhecido como o maior festival de "série B" da Europa. Uma forma dos EUA invadirem em força a produção cinematográfica francesa e europeia e assim esmagarem os realizadores mais "à esquerda", com menores recursos e maior criatividade. Como pagamento dessa estratégia para favorecer as produtoras mais ricas do mundo, a NWO obteve em troca o grande destaque de uma mega-produção belgo-francesa ao estilo de Holywood anos 20/30 onde todas as estratégias visavam claramente arrebatar o máximo de estatuetas e, sobretudo, dar nas vistas. Até o discurso do melhor actor foi pensado nessa estratégia de unificação, claramente preparado com antecedência. Esta grande produção teve o claro apoio da máquina produtiva de Hollywood e de mega-financiamentos da CIA. A NWO tenta assim a união cultural forçada entre EUA e Europa, ao mesmo tempo tentada por Merkel na política e na economia. Conseguirão enganar tantos milhões de pessoas?
                                                                              
                                                               
                                                                                                                                                              

Passos espera que portugueses façam boa gestão para irem de férias - Política - PUBLICO.PT

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Especialistas em saúde pública associam excesso de mortalidade à crise económica - Sociedade - PUBLICO.PT

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Jornalistas que escaparam da Síria relatam massacres “que vão envergonhar o mundo” - Mundo - PUBLICO.PT

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Portugal já tem diagnóstico !

Esquizofrenia
                                                                                                                                        
O uso de esquizofrénico como adjectivo no discurso político está em alta neste mês de Fevereiro e atingiu políticos e comentadores por igual, na direita como na esquerda. Começou com a entrevista de Relvas à RDP, no dia 2, termina a 29 com o Primeiro-Ministro, em Itália. Alguém, de preferência na área da saúde mental, devia dizer uma palavrinha sobre o assunto, nem que fosse para aliviar o estigma que permanece como factor escondido de agravamento da doença dos verdadeiros doentes.
                                                                                
Impossível não notar que, nos últimos dias, sobretudo depois de a Grécia ter sido “resgatada” pela terceira vez para logo de seguida entrar, pela mão das agências de notação, em “selective default” (incumprimento controlado), a situação em Portugal tem vindo a deteriorar-se literalmente a olhos vistos. O juros da dívida, que têm baixado para a Espanha e a Itália, por cá têm subido, no mercado secundário, sobretudo na dívida a 5 e 10 anos (16% e 14% respetivamente). As perspetivas de financiamento nos mercados para o próximo ano estão cada vez mais negras. O desemprego passou praticamente de um dia para o outro de 14,3% para 14,8%!
Para coroar tudo isto, soube-se hoje que “As dívidas comerciais da Região Autónoma da Madeira estão estimadas em dois mil milhões de euros, segundo o secretário do Plano e Finanças, Ventura Garcês, pelo que a dívida global da região deve assim ultrapassar a barreira dos 8000 milhões.” (Público)
Com os alertas de várias entidades sobre a diminuição acentuada das receitas e das contribuições para a segurança social, o Governo anda desnorteado, claro, e, em desespero, resolveu regressar à velha estratégia de culpar o Governo anterior pela herança deixada. Dificilmente conseguirão que pegue, meus caros. Dizer coisas dessas no dia em que se conhecem os novos números da Madeira parece-me desplante inútil. Portugal perfila-se para ser o próximo a cair e as teorias de Gaspar podem regressar à gaveta de um gabinete do B de Portugal para revisão profunda, em especial da sua parte mais curta – a referente ao contexto -, merecido arquivamento ou mesmo queima radical. Sendo um filme de enredo trágico que ninguém gosta de ver, mas infelizmente paga para ver, não deixa de ter, apesar de tudo, os seus momentos de humor: «O ministro Miguel Relvas afirma que o Governo está a seguir as políticas necessárias para recuperar o país tendo sempre “uma grande preocupação com os sectores mais desfavorecidos”, num comentário às declarações de Cavaco Silva sobre a austeridade. “O Governo tudo tem feito para limitar a austeridade”, disse o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas.» (Público)
Álvaro Santos Pereira perde gestão dos fundos comunitários: «Segundo o jornal (DN), a coordenação dos fundos do QREN passa para o ministro das Finanças, sendo que será alterado o modelo de governação dos fundos comunitários. O objectivo passa por mover os fundos reservados para infra-estruturas, como o TGV, para outros programas de apoio ao emprego e à formação.» (Jornal de Negócios)- Já nem os transportes e o emprego, ó Álvaro? Enquanto isto, na Europa dita “séria”...
Para além do jogo de Sudoku do ministro alemão das Finanças no Parlamento, «Juncker considerou […] “escandaloso” que as despesas militares na Grécia se mantenham elevadas num contexto de redução de salários e pensões, e “um escândalo” que os “países virtuosos” insistam em vender equipamento militar a Atenas. A afirmação contém uma crítica feroz à França e Alemanha, que continuam a vender submarinos e aviões à Grécia. Segundo o Banco Mundial, Grécia é o país da UE que mais gasta em defesa em termos relativos, com gastos de 3,11% do PIB em 2010, bem longe do Reino Unido, no segundo lugar, com 2,65% do PIB.» (Público)
Acerca de jornais, e da publicação no Correio da Manhã de supostas escutas a Sócrates, Estrela Serrano e Fernanda Câncio apontaram para o que há de mais urgente a esclarecer no episódio. Acerca do próprio Correio da Manhã, apenas lembrar que não estamos perante um jornal de escândalos e porcalheiras convencional, um mero tablóide. É por demasiado evidente, que há uma intenção política na linha editorial que toma como alvo o PS, especialmente o estudante de filosofia Sócrates e os seus mais próximos colegas, fazendo deste jornal um instrumento poderoso para os objectivos da actual direita partidária, especialmente do PSD. Aliás, o modo como alimentam o ódio populista contra políticos e depois o conseguem canalizar contra individualidades estrategicamente seleccionadas é uma operação que merece estudo, um trabalhinho de manipulação muito bem feito.
Todavia, porém, contudo, o que nos interessa é o Pacheco Pereira. Esta sumidade da inteligência nacional passou os anos de 2007, 2008, 2009 e 2010 a berrar inflamado as suas descobertas a respeito da malignidade de Sócrates: tratava-se do maior monstro que alguma vez tinha ocupado o gabinete de primeiro-ministro em Portugal, tendo ao seu serviço uma equipa de meliantes que tinha tomado conta do Estado e da sociedade através de técnicas dos serviços secretos e de dois ou três blogues (não necessariamente por esta ordem). Longe de mim duvidar da honestidade e perspicácia do Pacheco, e se ele o disse e escreveu é porque indubitavelmente assim aconteceu. De resto, este ex-deputado teve a valentia de cheirar as cuecas da sua presa dentro da Assembleia da República, no que fica como um triunfo ético e civilizacional que espero o acompanhe ao deitar para o resto da sua vida. Mas, eis o cabrão do meu berbicacho, como é que esses cromos todos das artes da espionagem deixaram Sócrates andar a ser escutado aqui e ali, sabe-se lá onde e porquê? Só sabemos para quê, graças ao Correio da Manhã, ao Sol, aos magistrados de Aveiro e inclusive ao próprio Pacheco que, no Verão escaldante de 2009, garantiu virem a existir futuras revelações das perfídias de Sócrates que causariam um pequeno fim do mundo. Era fixe que o Pacheco nos ajudasse a lidar com a contradição, mesmo porque não há mais ninguém nesta terra com os seus conhecimentos.
A Inventona de Belém tinha sido até agora o episódio político mais extraordinário a que me fora dado assistir em Portugal. O que teve de extraordinário foi o facto de ninguém de ninguém ter pedido responsabilidades a Cavaco face a uma tentativa de perversão de actos eleitorais. É do domínio do fantástico. E se do lado da direita tal não surpreende dada a sua actual decadência, embora continue a chocar, do lado da esquerda raia o mistério. BE e PCP, no fundo, viram com bons olhos esse episódio, esperando colher vantagens. O Estado de direito, a decência das instituições, a democracia, tudo isso era para queimar juntamente com Sócrates. Pior ainda, indescritivelmente pior: dentro do PS havia quem enchesse a pança de gozo com os ataques à liderança do seu partido. O resultado foi o silêncio, e pelo silêncio os ficámos a conhecer.
Esta publicação de supostas escutas ultrapassa a gravidade da golpada de 2009. Faltam-me as palavras, literalmente, para descrever o espanto perante, mais uma vez, o silêncio de tudo e de todos. Nem Ministério Público, nem partidos, nem PS, nem Sócrates, nem jornalistas, nem figuras públicas, nem ex-Presidentes da República, nem o cão do Alegre, nem a minha vizinha do 4º andar. Ninguém diz nada, o auto-de-fé prossegue no seu ritmo diário, para júbilo de ranhosos e broncos. E o que tal diz do País onde pagamos impostos é, como bem sintetizou a Fernanda, assustador. O susto não consiste na pulhice da exposição da privacidade de um cidadão sem aparente legitimidade legal, muito menos moral, adentro de uma campanha de assassinato de carácter. O susto vem da cumplicidade dos que estão calados, distraídos, divertidos. Haja a esperança de que o Pacheco Pereira, num dos seus mil veículos mediáticos onde ganha aquilo com que se compram os melões, encontre uns minutos para nos demonstrar como continua a ser Sócrates o único culpado por ter sido apanhado a tratar de assuntos privados ao telefone.
A estratégia que levou ao derrube do poder eleito em 2009 consistiu na maior operação de engano do eleitorado na História de Portugal. A fraude foi meticulosamente planeada e eficazmente assumida. Nem sequer a pedra no sapato por Rangel ter perdido para Passos impediu Belém de se lançar numa jogada de altíssimo risco que poderia ter tido consequências de verdadeiro caos institucional. E assim, nos idos de Março de 2011, quase todo o País – dos partidos da falsa direita aos da esquerda verdadeira, dos patrões da comunicação social aos patrões dos sindicatos – se uniu para expulsar Sócrates e entregar a soberania a estrangeiros e seus lacaios portugueses implacáveis no projecto de suspensão da democracia e asfixia económica.
Cavaco nada fez para promover um Governo de coligação após os resultados de 2009. Deu posse a um Executivo sem minoria parlamentar porque essa era a melhor situação para os seus interesses individuais, para os interesses do PSD e para os interesses da oligarquia. Bastaria aguentar o barco até às presidenciais, ocupando o tempo a queimar Sócrates e os socialistas de todas as maneiras possíveis e imagináveis. A evolução das crises económica e financeira internacionais, com a convulsão europeia a centralizar todas as preocupações, era o cenário ideal para atribuir ao Governo de então a exclusiva responsabilidade pelos problemas nos mercados da dívida. O PSD liderou, de facto, a oposição, transformando o combate político em terrorismo moral e contando com a voluntária – e fundamental – aliança do BE e PCP para as coligações negativas que desgastavam e bloqueavam o Governo, consumadas no último acto da farsa pelo chumbo do PEC IV. Neste contexto, Cavaco vendia-se como a única fonte de credibilidade nacional, o único que tinha a capacidade de aguentar a pressão externa, o único que estava acima dos políticos incompetentes e mentirosos. Chegou ao ponto de acusar Alegre por ser imprevisível, pintando-o como um político inexperiente que iria abrir uma crise política gravíssimamente irresponsável na situação de fragilidade do País caso se apanhasse como Presidente da República. Chegou ao ponto de usar a chantagem dos mercados para apelar ao voto em si na primeira volta. No seu Manifesto Eleitoral despejou um chorrilho de vulgaridades, ambiguidades e duplicidades à volta da necessidade da sua continuidade na Presidência, da sua superioridade apolítica e da tão decisiva estabilidade para sair da crise que só ele podia garantir com os seus supinos conhecimentos, insuperável experiência e imaculado carácter.
Passos conhecia todos os números da realidade financeira e económica nacional quando decidiu ir para eleições. Passos conhecia todas as consequências para o País da abertura de uma crise política que levaria ao inevitável pedido de resgate internacional. A sua campanha consistiu em repetir à exaustão que a austeridade que o Governo de Sócrates vinha a aplicar gradual e cautelosamente não era a solução, muito pelo contrário, antes a causa de um problema para o qual ele tinha uma solução fulminante e indolor: cortar gorduras no Estado. Os sacrifícios iriam acabar e a sociedade seria finalmente libertada do polvo socialista que corrompia Portugal internamente e provocava as crescentes pressões dos mercados. O seu enviado para negociar com a troika igualmente repetiu o panfleto antes, durante e depois de ter falado com os senhores do dinheiro. A situação era a ideal, afiançou, pois com esta “ajuda externa” as “reformas” iriam mesmo ser feitas desse lá por onde desse. Catroga berrou incansavelmente, fazendo coro com os restantes dirigentes do PSD, que o chumbo do PEC IV tinha sido altamente benéfico para os portugueses mais desfavorecidos e que a classe média podia respirar de alívio por não se ir aumentar impostos caso o PSD ganhasse as eleições.
Cavaco e Passos fizeram exactamente o contrário do que prometeram ao eleitorado assim que tomaram posse. As suas primeiras acções não podiam ser mais contraditórias com os discursos produzidos em campanha. Cavaco ousou um inédito e aviltante comício na Assembleia da República onde insultou e ofendeu toda a classe política e apelou a uma revolta nas ruas contra o Governo, seguido de uma passividade rancorosa perante o desabamento da única esperança de evitar a perda da soberania financeira. Passos levou a austeridade e os sacrifícios que tinha abominado no passado recentíssimo para níveis inimagináveis por todos, incluindo a própria troika que não tinha pedido um suicídio tão rápido. A frieza, o desdém, a sobranceria com que ambos faltaram à palavra dada e prejudicaram os principais interesses nacionais pede-nos uma resposta a esta pergunta: que sabem eles a nosso respeito para agirem com tamanha impunidade e despudor?
A actual direita partidária vem de 6 anos seguidos de humilhação e ódio. Durante esse tempo não desenvolveram qualquer projecto de sociedade que sequer merecesse a atenção deles próprios por estarem completamente carentes de talentos intelectuais para tão esgotante e inútil elaboração. Não acreditavam que pudessem ganhar eleições apenas pelo mérito das suas ideias, porque eles não acreditam nos portugueses que não conseguem comprar. Em vez disso, apostaram tudo nas tácticas ancestrais de conspiração, dado que possuíam todos os meios para as aplicar pelo tempo que fosse preciso. A campanha pela vinda do FMI foi em tudo igual ao recrutamento de um exército de mercenários estrangeiros para combaterem os seus inimigos internos. Na antropologia calada da gente séria, no que revelam entrelinhas e entre paredes, sentem-se predestinados para governar pois sabem-se donos dos principais poderes fácticos desde o berço: grande empresariado, altos magistrados, super-escritórios de advogados, selecta academia, comunicação social engajada. Irem para a oposição causa-lhes um tormento existencial, deixam de acreditar que o mundo tenha sentido. Precisam da diabolização dos adversários e da moralização da política para se conseguirem organizar. Práticas milenares.
Cavaco foi reeleito depois de ter sido o responsável por uma tentativa de manipulação de actos eleitorais, entre outros episódios degradantes enquanto Presidente da República. Sendo o político há mais tempo em actividade, e que mais poder acumulado apresenta no currículo, a lavagem que faz das suas responsabilidades passadas e presentes é do foro do grande deboche. Passos jurou que Portugal precisava das receitas que estavam a destruir a Grécia e garantiu que as aplicaria com gosto e com gana de as agravar custasse o que custasse. A crise europeia que arrastava o País para a penúria era a oportunidade de ouro para brincar aos tiranetes armados em castigadores do povoléu sujo e calão. Dizem que poderá voltar a ganhar as eleições desde que consiga chegar ao último ano da legislatura com dinheiro para distribuir. O que mostram estas desgraças ambulantes acerca de nós? Mostram que o voto continua a ser a arma do povo, mas que há demasiados zarolhos a apontar a arma para a cabeça do vizinho, quando não para as próprias.
Cavaco e Passos são apenas mais dois políticos medíocres, hipócritas, cínicos. Todavia, representam a oligarquia, servem os seus propósitos com obstinação, aceitam e procuram a rasteira glória de terem a protecção do clã ao longo da vida para si e para os seus. Por isso nos tratam assim. Estão convencidos de possuírem um direito natural para conduzirem o rebanho aos seus currais. Uma vez lá dentro, podemos berrar à-vontade. Virá a tosquia, a ordenha e o abate. Eles têm bocas para alimentar.
Vivemos numa época de génios... Esquizofrénicos e paranóides!
Carlos Ferreira
                                                                                                          
                                                                             
                                                                                                                

"Não queremos que pensem que somos esquizofrénicos" - Politica - DN

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Hospital de Faro proíbe médicos de irem a congressos da Roche | iOnline

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Petição que pede demissão de Cavaco Silva vai ser entregue no Parlamento na quarta-feira | iOnline

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Fazia agora falta o Portas eurocéptico | iOnline

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Bilhete Postal

Com papas e bolos...


O futuro de Portugal está no pastel de nata, e o líder do PS já percebeu isso. Para quê os doces algarvios, se as amêndoas amargas já vêm da Grécia?


António José Seguro parece andar a querer saltar da carroça da austeridade, já que - finalmente, que o líder do PS percebeu que uma coisa é ter assinado o memorando da troika, outra é ajudar a direita mais conservadora a destruir o modelo económico e social do país.
O mesmo Seguro que tem vindo a demarcar-se do mais troikista do que a Troika não deixou de aceitar o convite do Álvaro para provar um dos pastéis de nata da nova multinacional portuguesa, a Sociedade Lusa de Negócios dos Pastéis de Nata.
Parece que Seguro ficou agradado (até se fez acompanhar do deputado algarvio Miguel, angolano de nascimento...) e até perguntou ao Álvaro se Cavaco Silva já comprou algumas acções da SLNPN.
Ao que parece Seguro gosta de investir pelo seguro, e prefere seguir as apostas do velho professor de economia...