Crise fecha 100 estabelecimentos comerciais por dia
Crise fecha 100 estabelecimentos comerciais por dia. Só nos primeiros seis meses do ano, registaram-se cerca de 15 mil desempregados no comércio.
Todos os dias fecham em Portugal 100 estabelecimentos comerciais. Os números são avançados pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e das associações do sector. Segundo João Vieira Lopes, presidente da CPP, as áreas mais tingidas pela crise são as dos electrodomésticos, mobiliário, venda de automóveis e nas áreas da restauração, cabeleireiros e lavandarias. O corte parcial do próximo subsídio de Natal deste ano vai reflectir-se no consumo das pessoas. Muitas delas optam por adiar certas compras, o que afecta os negócios, sublinha João Vieira Lopes. “Há uma coisa em que estão a cortar menos, que é a alimentação, onde estão a substituir por produtos mais baratos”, refere.
Esta quebra no consumo prejudica o comércio, daí o encerramento de muitos estabelecimentos comerciais e o consequente desemprego o presidente da CPP. Nos últimos dois anos, os números duplicaram, passando de 50 para 100 mil desempregados no sector. Só nos primeiros seis meses deste ano, registaram-se cerca de 15 mil desempregados no comércio.
IMI deverá aumentar em 80% dos imóveis urbanos
Menezes Leitão antevê dificuldades de prova dos contratos de arrendamento antigos
Estimativa foi avançada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao programa “Em Nome da Lei”, da Renascença, que é transmitido este sábado. O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverá aumentar em 80% dos imóveis urbanos cujo valor patrimonial será reavaliado em 2012, prevê o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Em declarações ao programa “Em Nome da Lei”, da Renascença, Paulo Núncio afirma que, em metade dos casos, a subida não será superior a 75 euros. O governante admite ainda que, em relação a 20% dos mais de 5 milhões de prédios que serão reavaliados, haverá até uma redução de imposto. “Tendo por base as avaliações dos imóveis feitas a partir de 2003, estimamos que, em 20% dos imóveis que vierem a ser avaliados no âmbito da avaliação geral, o IMI pago será menor do que está a ser pago actualmente, porque a actualização do valor patrimonial tributário será compensada pela redução da taxa aplicada aos prédios avaliados”, avança Paulo Núncio.
De acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o memorando inicial de entendimento com a “troika” previa o fim de todas as isenções sobre imóveis urbanos, mesmo as que já tinham sido concedidas, o que permitiria arrecadar uma verba de 250 milhões de euros. Paulo Núncio diz que a equipa negocial com a “troika” conseguiu afastar esse cenário. Já os proprietários dos imóveis com rendas congeladas terão de fazer prova das condições do contrato de arrendamento até 31 de Agosto do próximo ano é aí que Menezes Leitão, o presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, antevê dificuldades de prova. “Espero que a situação não seja prejudicada pelas dificuldades probatórias que possam existir relativamente à situação das rendas antigas. O que aparece nesta indicação é que é necessário exibir o contracto de arrendamento ou outro meio de prova idóneo que é fixado pela portaria. Nós sabemos que muitos casos de arrendamentos desses foram arrendamentos verbais, ou seja, nalguns casos são situações extremamente antigas, sobre as quais é difícil fazer prova.” O programa “Em Nome da Lei”, esta semana dedicado ao novo regime do IMI, pode ser ouvido na íntegra este sábado, depois do meio-dia, na antena da Renascença. O debate é moderado pela jornalista Marina Pimentel.
Obama recebe Cavaco na Casa Branca
A visita de seis dias do Presidente da República aos Estados Unidos realiza-se já para a semana. Os detalhes do encontro - que contará com a presença do Governo, através do ministro Paulo Portas - não são conhecidos. Fonte oficial de Belém diz que a visita de Cavaco Silva aos Estados Unidos tem um objectivo “fulcral”: o Presidente quer afirmar a imagem de Portugal como país “credível e respeitado, capaz de superar as dificuldades”, tal como já fez no passado. Os seis dias que o Presidente da República vai passar nos Estados Unidos ficam marcados pela reunião que vai ter com Barack Obama, já na próxima quarta-feira. O presidente norte-americano manifestou interesse em receber Cavaco Sivla na Casa Branca. Os detalhes do encontro - que contará com a presença do Governo, através do ministro Paulo Portas - não são conhecidos. O Presidente português é o primeiro chefe de Estado que Obama recebe depois da cimeira do G20, quando o futuro da Zona Euro e do projecto europeu estão sob os holofotes internacionais.
Cavaco Silva vai ainda presidir a uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas e, na Costa Oeste, vai encontrar-se com as comunidades portuguesas da Califórnia. Do programa consta ainda um encontro com os portugueses ou luso-descendentes eleitos para cargos públicos nos Estados Unidos, cujo objectivo, salienta fonte oficial da Presidência, é mostrar que Portugal “tem uma diáspora influente e organizada”. A visita de Cavaco aos Estados Unidos tem uma forte componente económica. Em Silicon Valley, o Presidente da República vai visitar empresas e empreendedores portugueses e norte-americanos, onde pretende mostrar que Portugal é um “país de talento, de inovação e que pode ser uma porta de entrada para investimentos do sector tecnológico na Europa e o elo de ligação ao Brasil e a África”.
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Todos falam, todos sabem, mas fazer...
Marques Mendes diz como «cortar nas gorduras» do Estado
Social-democrata mostra lista de institutos e serviços a extinguir
Comentários Marques Mendes defendeu esta quinta-feira no TVI24 que o Governo pode cortar vários serviços, organismos e institutos do Estado reduzindo assim a despesa. Segundo o social-democrata, estes cortes podem ser feitos «sem prejuízo para as pessoas, a não ser para aqueles que lá estão administradores e directores». O comentador da TVI começou por salientar que o primeiro-ministro prometeu acabar com os «serviços inúteis», mas «cortar nas gorduras do Estado, zero». Marques Mendes deu alguns exemplos, por ministério.
Ministério das Obras Públicas: Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias, Gabinete de Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários, Instituto para Estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa, Fundação das Comunicações Móveis.
Ministério da Agricultura: Gabinete de Planeamento do PRODER ou IFAP, Fundação Alter Real, EDIA e GestAlqueva.
Ministério do Trabalho e da Segurança Social: Conselho Nacional da Formação Profissional, Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho, Conselho Nacional de Segurança Social, Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção, Conselho Nacional para a Reabilitação, Conselho Consultivo das Famílias, Comissão de Protecção das Políticas das Famílias. Instituto de Informática e o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu. Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação.
Ministério da Saúde: Alto Comissário para a Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Ministério do Ambiente: ICN, INAG e Conselho Nacional da Água. Administração de Recursos Hídricos.
Ministério da Administração Interna: Governos Civis, Empresa dos Meios Aéreos
Ministério da Educação: Gabinete de Avaliação Educacional, Gabinete de Estudos e Planeamento e Gabinete Coordenador do Sistema Informático.
Assembleia da República: Comissão Nacional de Eleições, Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos
Comentário de Luís Ventura:
No seu habitual comentário no programa Política Mesmo da TVI 24, o antigo presidente do PSD, recuou até 2010, o ano em foi decido colocar portagens nas Scut, lembrando que houve um acordo entre o Governo de Sócrates e o grupo Mota para a introdução de portagens nas auto-estradas Costa de Prata, Grande Porto e Beira Litoral.
O antigo presidente do PSD, lembrou que os prejuízos “quase davam para pagar o subsídio de férias e de Natal que vai ser cortado aos funcionários públicos e pensionistas” (cerca dois mil milhões em termos líquidos) e falou na possibilidade de se estar perante “um caso de polícia”.
O papel a que se presta Marques Mendes, alguém que muito provavelmente terá amigos e conhecidos na administração da Mota-Engil, expõe a matéria moralmente putrefacta que enche as entranhas desta actual direita partidária que nos calhou em desgraça. O que ele diz publicamente será apenas uma pequeníssima parte, e sem o vernáculo, do que a oligarquia vocifera contra Sócrates em restaurantes, jantares, casamentos, jogatanas de golfe e idas aos saldos a Londres. Estamos a falar de marmanjos que celebram compulsivamente a riqueza pela riqueza, desbundando desde o berço com as historietas das negociatas deste e daquele que se encheram à grande e à portuguesa. Estamos a falar de passarões que estão juridicamente blindados pelos melhores escritórios de advogados e têm acesso directo à protecção dos mais poderosos que servem ou poderão vir a servir. Estamos a falar da pândega, bolorenta, elite nacional.
Eis o que Mendes se permite despejar na rua: tivemos um Governo embrulhado em duas crises internacionais, um bocadinho para lá de colossais, que aproveitou a necessidade de reduzir as despesas do Estado para entregar dois mil milhões de euros a uns senhores que os pediram apenas porque o seu papel na sociedade é sacar o nosso papel. Que devemos pensar de gente assim? De acordo com este ex-presidente do PSD, insigne cavaquista, devemos louvar o sucesso do Grupo Mota na tramóia e devemos gritar à janela que os tais ex-governantes envolvidos na coisa são criminosos da pior espécie, tão ruins, tão ruins, tão ruins que o actual Governo, um Governo de e da gente séria, não teria de cortar os subsídios de Natal e de férias aos funcionários do Estado e aos pensionistas não fora este gamanço a pedir polícia e tribunal. Muito bem, até aqui estou com o Mendes, acho que ele é um bravo, um exemplo para a mocidade portuguesa com a sua excitação na denúncia da malandragem. A chatice é que o Mendes não informou a respeito dos passos seguintes, nomeadamente da sua ida à Procuradoria para entregar provas ou indícios, o que me faz pensar na alta probabilidade de estarmos perante mais uma escabrosa pulhice com sabor a laranja.
Perante estas declarações, vindas de quem vêm, o silêncio dos visados na calúnia pode significar que assumem a culpa, restando-lhes esperar pela bófia, mas também pode significar que não querem perder tempo com velhacos que atiçam os piores instintos dos mais ignorantes e doentes, muito menos com dançarinos para quem o Estado de direito é apenas música na grande festança dos privilegiados.
LV
Social-democrata mostra lista de institutos e serviços a extinguir
Comentários Marques Mendes defendeu esta quinta-feira no TVI24 que o Governo pode cortar vários serviços, organismos e institutos do Estado reduzindo assim a despesa. Segundo o social-democrata, estes cortes podem ser feitos «sem prejuízo para as pessoas, a não ser para aqueles que lá estão administradores e directores». O comentador da TVI começou por salientar que o primeiro-ministro prometeu acabar com os «serviços inúteis», mas «cortar nas gorduras do Estado, zero». Marques Mendes deu alguns exemplos, por ministério.
Ministério das Obras Públicas: Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias, Gabinete de Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários, Instituto para Estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa, Fundação das Comunicações Móveis.
Ministério da Agricultura: Gabinete de Planeamento do PRODER ou IFAP, Fundação Alter Real, EDIA e GestAlqueva.
Ministério do Trabalho e da Segurança Social: Conselho Nacional da Formação Profissional, Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho, Conselho Nacional de Segurança Social, Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção, Conselho Nacional para a Reabilitação, Conselho Consultivo das Famílias, Comissão de Protecção das Políticas das Famílias. Instituto de Informática e o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu. Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação.
Ministério da Saúde: Alto Comissário para a Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Ministério do Ambiente: ICN, INAG e Conselho Nacional da Água. Administração de Recursos Hídricos.
Ministério da Administração Interna: Governos Civis, Empresa dos Meios Aéreos
Ministério da Educação: Gabinete de Avaliação Educacional, Gabinete de Estudos e Planeamento e Gabinete Coordenador do Sistema Informático.
Assembleia da República: Comissão Nacional de Eleições, Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos
Comentário de Luís Ventura:
No seu habitual comentário no programa Política Mesmo da TVI 24, o antigo presidente do PSD, recuou até 2010, o ano em foi decido colocar portagens nas Scut, lembrando que houve um acordo entre o Governo de Sócrates e o grupo Mota para a introdução de portagens nas auto-estradas Costa de Prata, Grande Porto e Beira Litoral.
O antigo presidente do PSD, lembrou que os prejuízos “quase davam para pagar o subsídio de férias e de Natal que vai ser cortado aos funcionários públicos e pensionistas” (cerca dois mil milhões em termos líquidos) e falou na possibilidade de se estar perante “um caso de polícia”.
O papel a que se presta Marques Mendes, alguém que muito provavelmente terá amigos e conhecidos na administração da Mota-Engil, expõe a matéria moralmente putrefacta que enche as entranhas desta actual direita partidária que nos calhou em desgraça. O que ele diz publicamente será apenas uma pequeníssima parte, e sem o vernáculo, do que a oligarquia vocifera contra Sócrates em restaurantes, jantares, casamentos, jogatanas de golfe e idas aos saldos a Londres. Estamos a falar de marmanjos que celebram compulsivamente a riqueza pela riqueza, desbundando desde o berço com as historietas das negociatas deste e daquele que se encheram à grande e à portuguesa. Estamos a falar de passarões que estão juridicamente blindados pelos melhores escritórios de advogados e têm acesso directo à protecção dos mais poderosos que servem ou poderão vir a servir. Estamos a falar da pândega, bolorenta, elite nacional.
Eis o que Mendes se permite despejar na rua: tivemos um Governo embrulhado em duas crises internacionais, um bocadinho para lá de colossais, que aproveitou a necessidade de reduzir as despesas do Estado para entregar dois mil milhões de euros a uns senhores que os pediram apenas porque o seu papel na sociedade é sacar o nosso papel. Que devemos pensar de gente assim? De acordo com este ex-presidente do PSD, insigne cavaquista, devemos louvar o sucesso do Grupo Mota na tramóia e devemos gritar à janela que os tais ex-governantes envolvidos na coisa são criminosos da pior espécie, tão ruins, tão ruins, tão ruins que o actual Governo, um Governo de e da gente séria, não teria de cortar os subsídios de Natal e de férias aos funcionários do Estado e aos pensionistas não fora este gamanço a pedir polícia e tribunal. Muito bem, até aqui estou com o Mendes, acho que ele é um bravo, um exemplo para a mocidade portuguesa com a sua excitação na denúncia da malandragem. A chatice é que o Mendes não informou a respeito dos passos seguintes, nomeadamente da sua ida à Procuradoria para entregar provas ou indícios, o que me faz pensar na alta probabilidade de estarmos perante mais uma escabrosa pulhice com sabor a laranja.
Perante estas declarações, vindas de quem vêm, o silêncio dos visados na calúnia pode significar que assumem a culpa, restando-lhes esperar pela bófia, mas também pode significar que não querem perder tempo com velhacos que atiçam os piores instintos dos mais ignorantes e doentes, muito menos com dançarinos para quem o Estado de direito é apenas música na grande festança dos privilegiados.
LV
Grécia vai a referendo a 4 de Dezembro
"Não queremos ser confundidos com a Grécia", diz o primeiro-ministro Passos Coelho
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses.
À entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que "é evidente" que esta decisão do governo grego tem um efeito de contágio "ao conjunto dos países europeus" e torna em parte inúteis "os resultados" das últimas cimeiras europeias. "Eu espero que Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação, para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse. Passos Coelho acrescentou que, "quanto mais incerto e arriscado é o ambiente externo, mais Portugal precisa de se mostrar unido, coeso, a executar o seu programa sem falhas", mostrando "que honra os seus compromissos externos".
O referendo anunciado por Atenas deverá acontecer a 04 de dezembro e a questão colocada será relativa à participação ou não da Grécia na Zona Euro, afirmou hoje em Cannes, França, o primeiro-ministro grego, George Papandreou. "Poderemos fazer o referendo a 04 de dezembro", afirmou Papandreou à imprensa, esta noite após um encontro com os líderes francês e alemã e com dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando que a questão colocada ao povo grego ainda não está definida mas que o seu enfoque será "claramente" sobre a participação ou não da Grécia na Zona Euro. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na segunda-feira a realização de um referendo sobre o acordo a que os 17 países da zona euro chegaram na passada semana e que reduz em cerca de um terço a dívida grega. A decisão grega fez com que a União Europeia (UE) considerasse a possibilidade de congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, situação entretanto confirmada pelo presidente francês e pela chanceler alemã.
Os líderes europeus recusam renegociar os requisitos para o segundo resgate da Grécia e bloquearão a ajuda urgente de 8 mil milhões de euros ao país, caso Atenas não aplique os ajustes exigidos, segundo a imprensa espanhola e francesa. Segundo a agência Europa Press, que cita o jornal El Monde, essa é a mensagem que o presidente francês, Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã, Angela Merkel, transmitirão ao presidente grego, George Papandreou hoje à tarde.
Os três responsáveis reúnem-se em Cannes antes do início da cimeira do G-20, e depois de Papandreou ter anunciado a realização de um referendo sobre as condições do resgate europeu. Nesse encontro participarão também a directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e os representantes das instituições da União Europeu. Recorde-se que a ajuda de 8.000 milhões de euros, que corresponde à sexta tranche do primeiro resgate à Grécia, foi aprovada a 21 de Outubro depois de vários atrasos da Grécia na aplicação de medidas de austeridade acordadas.
O Le Monde refere que tanto a UE como o FMI consideram "inimaginável" entregar esse pacote de 8.000 milhões de euros depois do anúncio do referendo. Os cálculos em Paris sugerem que a Grécia ficará sem dinheiro o mais tardar em Dezembro, factor que tencionam usar como pressão para que se cancele o referendo ou que, a avançar, acelere a sua realização. Segundo o jornal os líderes europeus pedirão também ao governante grego que questione directamente os cidadãos do seu país sobre se desejam ou não sair da moeda única. "Não podemos impedir que os gregos se suicidem", refere um diplomata francês citado pelo jornal.
Lusa
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses.
À entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que "é evidente" que esta decisão do governo grego tem um efeito de contágio "ao conjunto dos países europeus" e torna em parte inúteis "os resultados" das últimas cimeiras europeias. "Eu espero que Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação, para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse. Passos Coelho acrescentou que, "quanto mais incerto e arriscado é o ambiente externo, mais Portugal precisa de se mostrar unido, coeso, a executar o seu programa sem falhas", mostrando "que honra os seus compromissos externos".
O referendo anunciado por Atenas deverá acontecer a 04 de dezembro e a questão colocada será relativa à participação ou não da Grécia na Zona Euro, afirmou hoje em Cannes, França, o primeiro-ministro grego, George Papandreou. "Poderemos fazer o referendo a 04 de dezembro", afirmou Papandreou à imprensa, esta noite após um encontro com os líderes francês e alemã e com dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando que a questão colocada ao povo grego ainda não está definida mas que o seu enfoque será "claramente" sobre a participação ou não da Grécia na Zona Euro. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na segunda-feira a realização de um referendo sobre o acordo a que os 17 países da zona euro chegaram na passada semana e que reduz em cerca de um terço a dívida grega. A decisão grega fez com que a União Europeia (UE) considerasse a possibilidade de congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, situação entretanto confirmada pelo presidente francês e pela chanceler alemã.
Os líderes europeus recusam renegociar os requisitos para o segundo resgate da Grécia e bloquearão a ajuda urgente de 8 mil milhões de euros ao país, caso Atenas não aplique os ajustes exigidos, segundo a imprensa espanhola e francesa. Segundo a agência Europa Press, que cita o jornal El Monde, essa é a mensagem que o presidente francês, Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã, Angela Merkel, transmitirão ao presidente grego, George Papandreou hoje à tarde.
Os três responsáveis reúnem-se em Cannes antes do início da cimeira do G-20, e depois de Papandreou ter anunciado a realização de um referendo sobre as condições do resgate europeu. Nesse encontro participarão também a directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e os representantes das instituições da União Europeu. Recorde-se que a ajuda de 8.000 milhões de euros, que corresponde à sexta tranche do primeiro resgate à Grécia, foi aprovada a 21 de Outubro depois de vários atrasos da Grécia na aplicação de medidas de austeridade acordadas.
O Le Monde refere que tanto a UE como o FMI consideram "inimaginável" entregar esse pacote de 8.000 milhões de euros depois do anúncio do referendo. Os cálculos em Paris sugerem que a Grécia ficará sem dinheiro o mais tardar em Dezembro, factor que tencionam usar como pressão para que se cancele o referendo ou que, a avançar, acelere a sua realização. Segundo o jornal os líderes europeus pedirão também ao governante grego que questione directamente os cidadãos do seu país sobre se desejam ou não sair da moeda única. "Não podemos impedir que os gregos se suicidem", refere um diplomata francês citado pelo jornal.
Lusa
Duarte Lima foragido à justiça
Governador do Rio de Janeiro espera que "responsável" por homicídio de Rosalina Ribeiro "seja punido"
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje esperar que aquele que for o responsável pelo assassínio da portuguesa Rosalina Ribeiro "seja identificado e punido".
À margem da assinatura de um protocolo com a empresa portuguesa de transportes Carris, em Lisboa, Sérgio Cabral frisou, porém, que apenas tem acompanhado pela televisão o caso que envolve o ex-deputado português Duarte Lima, a quem foi decretada a prisão preventiva na terça-feira. Duarte Lima é acusado pela justiça brasileira pelo assassínio da portuguesa Rosalina Ribeiro, em dezembro de 2009, no município de Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro. "Tenho o hábito de não falar sobre assuntos específicos de investigação. Como não tenho conhecimento particular do caso, prefiro não emitir opinião", começou por dizer o governador carioca, questionado pelos jornalistas. "Tomara, evidentemente, que aquele que seja responsável, seja ele político ou não político, parlamentar ou não parlamentar, seja identificado e punido", adiantou Sérgio Cabral.
O Ministério Público brasileiro pediu prisão preventiva do ex-deputado do PSD e na terça-feira o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou essa decisão. "Os factos desencadeadores da ação penal denotam importantes indícios de autoria pelo denunciado, cuja liberdade gera perigo à instrução criminal e à aplicação da lei penal, posto que é cidadão estrangeiro, não residente no Brasil, elementos que inspiram maiores cuidados", considerou o juiz, no despacho publicado na terça-feira. Na decisão, o magistrado realça ainda que o arguido "em nada colaborou" com as investigações, desde o início do inquérito policial, criando, ao contrário, dificuldades na apuração dos factos. "Situação que demonstra que o mesmo não pretende se submeter à aplicação da lei penal, o que reforça a necessidade de sua segregação cautelar", sustentou o magistrado.
Lusa
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse hoje esperar que aquele que for o responsável pelo assassínio da portuguesa Rosalina Ribeiro "seja identificado e punido".
À margem da assinatura de um protocolo com a empresa portuguesa de transportes Carris, em Lisboa, Sérgio Cabral frisou, porém, que apenas tem acompanhado pela televisão o caso que envolve o ex-deputado português Duarte Lima, a quem foi decretada a prisão preventiva na terça-feira. Duarte Lima é acusado pela justiça brasileira pelo assassínio da portuguesa Rosalina Ribeiro, em dezembro de 2009, no município de Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro. "Tenho o hábito de não falar sobre assuntos específicos de investigação. Como não tenho conhecimento particular do caso, prefiro não emitir opinião", começou por dizer o governador carioca, questionado pelos jornalistas. "Tomara, evidentemente, que aquele que seja responsável, seja ele político ou não político, parlamentar ou não parlamentar, seja identificado e punido", adiantou Sérgio Cabral.
O Ministério Público brasileiro pediu prisão preventiva do ex-deputado do PSD e na terça-feira o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou essa decisão. "Os factos desencadeadores da ação penal denotam importantes indícios de autoria pelo denunciado, cuja liberdade gera perigo à instrução criminal e à aplicação da lei penal, posto que é cidadão estrangeiro, não residente no Brasil, elementos que inspiram maiores cuidados", considerou o juiz, no despacho publicado na terça-feira. Na decisão, o magistrado realça ainda que o arguido "em nada colaborou" com as investigações, desde o início do inquérito policial, criando, ao contrário, dificuldades na apuração dos factos. "Situação que demonstra que o mesmo não pretende se submeter à aplicação da lei penal, o que reforça a necessidade de sua segregação cautelar", sustentou o magistrado.
Lusa
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
The Braganza Mothers
10 000 000 Gonçalvistas
Ontem, enquanto estava a assistir àquela escola de imbecilização, que é a "Casa dos Segredos", da rameira Teresa Guilherme, e ia fazendo um aborto espontâneo, por desfastio, e, à moda antiga, com agullha de croché, lembrei-me de que, assim como o crime europeu tinha história, e remontava ao tempo em que Cavaco Silva destruía Portugal, com duas maiorias absolutas, e cadastrados como Duarte Lima, Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Leonor Beleza, Mira Amaral e outros, a fazerem coro, também o subsídio de férias e o subsídio de natal tinham a sua história.
É verdade, tinham mesmo, e era surpreendente: remontavam a 1975, a par com o salário mínimo, e vinham assinados pela mão de um dos mais denegridos primeiros ministros de Portugal, o celebérrimo General Vasco Gonçalves.
Imediatamente me lembrei da minha queridíssima tia adotiva, Irene Gonçalves, que tantas vezes andou comigo ao colo, e tive um pensamento surpreendente: este imenso coro de justas vozes, que agora se ergue contra a penhora dos subsídios de férias e natal devia ser toda um bando de perigosos comunistas, que se estavam a preparar para implantar em Portugal uma ditadura, sei lá, do tipo da Coreia do Sul, ou uma nova Cuba, como tantas vezes prenunciou o nosso vidente da Madeira, Alberto João Jardim.
Que seria dos meus colares de esmeraldas, se tal acontecesse?...
Vasco Gonçalves, a sombra negra do pós 25 de abril era então o culpado por essa insanidade, que, agora, o drogado e insomne Vitor Gaspar, vinha retirar f a l a n d o m u i t o l e n t a m e n t e, p a r a p a r e c e r v e r d a d e, para salvar o país da bancarrota, e eu fiquei muito confuso, porque, como é sabido, tenho dentro de mim uma Catia, da "Casa dos Segredos", e, por fora, um Titã, capaz de esborrachar qualquer animal cínico que se me cruze no caminho.
Depois, assim, muito lentamente, também me lembrei de que Vasco Gonçalves tinha nacionalizado a Banca, como aconteceu com o BPN, e fiquei muito mais assustado, porque isto estava mesmo a parecer-se com os tempos presentes, e em que Duran Clemente, agora, pelo "Facebook", mas, então, com barbas, anunciava na televisão qualquer coisa do tipo isto agora vai ser... e, subitamente, caiu a ligação, e apareceu uma cavalgadura, chamada Ramalho Eanes, próxima da Opus Dei, e casada com uma égua, que protegia a coudelaria da Casa Pia, onde os Políticos, Intelectuais e gente do Espetáculo ia buscar os rapazinhos, para as orgias da República de Salo, também conhecida por "República Portuguesa", com o Carlos Cruz a filmar, com as películas da RTP.
Mesmo eu, que tive um treino paramilitar, na altura em que era moda praticar, em Shaolin, as artes marciais, com aqueles primos, semiprimos e meios irmãos de José Sócrates, comecei a sentir uns tremeliques, e pensei, "vem aí uma revolução, estamos outra vez no PREC, e os militares, quando se sentirem apertados, vão agarrar na Múmia de Boliqueime, na Marcela Rebela de Sousa, no Portas, e enfiam tudo num avião, para acabar com o Regime", e, ai, ai, ai, o que vai ser de nós, porque o Campo Pequeno seria demasiado pequeno para me enfiar a mim e a todos os outros, que estávamos desfasados do Sistema.
Eu sei que a esta altura já estão desconcertados com o texto, mas eu vou dar algumas pistas, que são elementares: como sempre, em que tudo o que eu escrevo, metade é verdade, e dói muito, e tudo o resto é mentira, e, por isso mesmo, ainda mais dói, o que, objetivamente, se traduz em coisas extraordinárias. A primeira, uma verdade, foi eu saber que havia sociedades, no Algarve, que abriam "off-shores", coisa que eu continuo a não saber exatamente o que é, mas, em contrapartida, tenho plena consciência de que são espaços onde todas as trafulhices, fugas aos impostos, crime económico e fraude agravada se praticam. A segunda foi saber que os órgãos de comunicação social sabiam onde ficavam essas empresas, e que, ao passá-las na televisão, estavam a cometer um crime público, que deveria imediatamente ser investigado por esse gajo, que se intitula Procurador Geral da República, e que já devia ter levado um chuto no cu, não estarem ainda a pagar-lhe uma extensa fatura, que foi o favor de abafar o "Casa Pia", célebre processo onde estava envolvida quase toda a (falta) de Classe Política. A terceira, suponho que a mais evidente para o meu leitor, ao haver a passagem de uma peça jornalística desse calibre, na televisão, imediatamente se deveria ter desencadeado um processo judiciário de selagem dos dados de quem criava "off-shores" para roubar a Nação Portuguesa, com consequente imediato arresto dos bens, e prisão preventiva dos envolvidos nesses processos.
Assim, por alto, creio que os subsídios de natal e de férias, do "Gonçalvismo", ficariam imediatamente resolvidos, e que se conseguiria fazer uma recapitalização dos bancos, e cumprir os tão falados "prumenores", de que o Cabrão Algarvio, responsável primaz pela destruição do tecido produtivo, e, logo, criador imediato da Dívida, referiu no Paraguai, um país à escala e dignidade do seu Poço de Boliqueime.
Sei que isto é uma pista, mas no estado em que estamos são trocos, e vou já para a altura e velocidade de cruzeiro deste texto: hoje mesmo, o dominó de mentiras financeiras em que vivemos, fez falir a MF Global, prisioneira do JP Morgan e do Deutsche Bank, este último, por sua vez, refém da Bancarrota Grega, ou seja, o bater das asas de uma Bancarrota no Mediterrâneo já está a provocar um tufão de nível 5, na Cacilhas de Nova York, tal como estava previsto na Teoria do Caos, e aconteceu mesmo. Sendo o sistema americano impiedoso com estas coisas, e sendo umas exemplo das outras, como poderia escrever o Padre António Vieira, o que se anuncia é que, a exemplo desta uma, comecem a chover uma chuva de outras, e isso vai ser fantástico, dado que a América, tal como Portugal, está desprovida de Presidente, e tem uma coisa, em forma de sucedâneo, que está lá só para entreter, justamente na altura em que precisamos de tudo menos de entretimento.
Na América, o processo é simples, e linear: numa questão de meses, a ultadireita, uma coisa que nem imaginamos o que seja, porque é umas mescla de fundamentalismo moral com usura absoluta, vai pôr fora o caneco do Illinois, mais a sua preta, e impor o fascismo americano, um facto que será novidade na História do Mundo, e pela qual toda a gente anseia, embora não assuma; por cá, infelizmente, creio que não chegaremos a 2012, muito menos ao momento de ver o penoso Sr. Aníbal das Vacas ser substituído por um ranhoso ainda pior, já que estamos em pleno PREC, e é provável que, um breve dia, os militares agarrem nos Lopos Xavieres, nos Pachecos, nos Vitorinos, nos Borges de Macedo e lhes interrompam o Processo Sistemático em Curso e lhes digam que vai ser posta ordem na coisa, porque a ordem tem de ser posta rapidamente, com Cavaco preso, Constâncio preso, Dias Loureiro preso, Armando Vara preso, Mira Amaral preso, Sócrates preso, Pinto da Costa preso, Duarte Lima preso, etc., tal como preconizava a "Velha", ou a "Bruxa", das Escutas do Face Oculta, que o maçónico Noronha do Nascimento mandou queimar, mas de que há, felizmente, várias cópias, e em sítio seguro, e a Senhora de Mota Amaral, essa excrescência da Opus Dei, decidiu que não tinham valor legal.
Foi recompensada com um BMW e um caralhão por aquela peida seráfica acima, ao contrário da "Bruxa", que advogava uma suspensão da Democracia, por seis meses.
Acontece que nós já não vivemos em Democracia, posto que a nossa sociedade é tão só governada por diferentes sociedades secretas, que utilizam os métodos das mafias chinesa e italiana, como é visível em coisas recentes,como os sequestros e torturas, de que nunca se soube nada, exceto tardiamente, ou a naturalidade com que agora se faz rebentar uma caixa multibanco por dia, com recurso a botijas de gás.
Há um enorme silêncio sobre tudo isto, já que o importante é a mudança da cor do cabelo do Hulk, um anormal queLombroso adoraria ter podido estudar, tal como os casos Mourinho e Pinto da Costa, e é este silêncio que deixa supor uma sociedade ainda mais estranha do que aquela que nos é vendida nos monitores da mentira diária positiva, onde o nascimento do 7 000 000 000 poluidor humano da Nave Gea é apresentado como uma vitória e não mais um gravíssimo crime ecológico.
O Mundo, tal como o conhecemos, está a acabar. Como dizem os comentadores de muitos lugares, em vez de perdermos tempo a escrever, seria mais útil que agíssemos. Eu explico: o tempo que me demorou a compor este texto teria sido mais útil ao mundo se eu tivesse assestado, enquanto Vítor Constâncio, outro que deveria ter mandato de captura internacional, estivesse a mentir às centésimas, a pistola, e ele tivesse recebido duas unidades, bem no centro da testa. Acontece que não tenho arma, e sou péssimo em pontaria, mas sei de quem é bom, e, em contrapartida, não consegue escrever, pelo que lhe deixo a ele a parte dele, enquanto eu cumpro, e creio que não mal, a minha aqui...
A verdade é que a coisa não vai durar muito, porque os sistemas monitorizadores da globalidade estão fartos de ouvir falar de números e querem agora ver liquidez, em cima da mesa, equivalente a esses números. Acontece que essa liquidez não existe, e, se, alguém, ou alguéns, amanhã, se lembrasse de nos agarrar no ombro, e disser, pague já tudo o que deve, o Sistema desmoronava-se, pior, o Mundo afundar-se-ia numa nova guerra.
É dessa guerra que eu tenho medo, e é essa guerra que se está agora a anunciar. Talvez para o filha da puta de Boliqueime seja só um "purmenor" do seu autista "pügrèsso".
Só tenho pena daqueles, que, com eu, e vocês, vamos estar, sem qualquer defesa, no meio do fogo cruzado, deste iminente armagedão.
em "The Braganza Mothers"
Ontem, enquanto estava a assistir àquela escola de imbecilização, que é a "Casa dos Segredos", da rameira Teresa Guilherme, e ia fazendo um aborto espontâneo, por desfastio, e, à moda antiga, com agullha de croché, lembrei-me de que, assim como o crime europeu tinha história, e remontava ao tempo em que Cavaco Silva destruía Portugal, com duas maiorias absolutas, e cadastrados como Duarte Lima, Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Leonor Beleza, Mira Amaral e outros, a fazerem coro, também o subsídio de férias e o subsídio de natal tinham a sua história.
É verdade, tinham mesmo, e era surpreendente: remontavam a 1975, a par com o salário mínimo, e vinham assinados pela mão de um dos mais denegridos primeiros ministros de Portugal, o celebérrimo General Vasco Gonçalves.
Imediatamente me lembrei da minha queridíssima tia adotiva, Irene Gonçalves, que tantas vezes andou comigo ao colo, e tive um pensamento surpreendente: este imenso coro de justas vozes, que agora se ergue contra a penhora dos subsídios de férias e natal devia ser toda um bando de perigosos comunistas, que se estavam a preparar para implantar em Portugal uma ditadura, sei lá, do tipo da Coreia do Sul, ou uma nova Cuba, como tantas vezes prenunciou o nosso vidente da Madeira, Alberto João Jardim.
Que seria dos meus colares de esmeraldas, se tal acontecesse?...
Vasco Gonçalves, a sombra negra do pós 25 de abril era então o culpado por essa insanidade, que, agora, o drogado e insomne Vitor Gaspar, vinha retirar f a l a n d o m u i t o l e n t a m e n t e, p a r a p a r e c e r v e r d a d e, para salvar o país da bancarrota, e eu fiquei muito confuso, porque, como é sabido, tenho dentro de mim uma Catia, da "Casa dos Segredos", e, por fora, um Titã, capaz de esborrachar qualquer animal cínico que se me cruze no caminho.
Depois, assim, muito lentamente, também me lembrei de que Vasco Gonçalves tinha nacionalizado a Banca, como aconteceu com o BPN, e fiquei muito mais assustado, porque isto estava mesmo a parecer-se com os tempos presentes, e em que Duran Clemente, agora, pelo "Facebook", mas, então, com barbas, anunciava na televisão qualquer coisa do tipo isto agora vai ser... e, subitamente, caiu a ligação, e apareceu uma cavalgadura, chamada Ramalho Eanes, próxima da Opus Dei, e casada com uma égua, que protegia a coudelaria da Casa Pia, onde os Políticos, Intelectuais e gente do Espetáculo ia buscar os rapazinhos, para as orgias da República de Salo, também conhecida por "República Portuguesa", com o Carlos Cruz a filmar, com as películas da RTP.
Mesmo eu, que tive um treino paramilitar, na altura em que era moda praticar, em Shaolin, as artes marciais, com aqueles primos, semiprimos e meios irmãos de José Sócrates, comecei a sentir uns tremeliques, e pensei, "vem aí uma revolução, estamos outra vez no PREC, e os militares, quando se sentirem apertados, vão agarrar na Múmia de Boliqueime, na Marcela Rebela de Sousa, no Portas, e enfiam tudo num avião, para acabar com o Regime", e, ai, ai, ai, o que vai ser de nós, porque o Campo Pequeno seria demasiado pequeno para me enfiar a mim e a todos os outros, que estávamos desfasados do Sistema.
Eu sei que a esta altura já estão desconcertados com o texto, mas eu vou dar algumas pistas, que são elementares: como sempre, em que tudo o que eu escrevo, metade é verdade, e dói muito, e tudo o resto é mentira, e, por isso mesmo, ainda mais dói, o que, objetivamente, se traduz em coisas extraordinárias. A primeira, uma verdade, foi eu saber que havia sociedades, no Algarve, que abriam "off-shores", coisa que eu continuo a não saber exatamente o que é, mas, em contrapartida, tenho plena consciência de que são espaços onde todas as trafulhices, fugas aos impostos, crime económico e fraude agravada se praticam. A segunda foi saber que os órgãos de comunicação social sabiam onde ficavam essas empresas, e que, ao passá-las na televisão, estavam a cometer um crime público, que deveria imediatamente ser investigado por esse gajo, que se intitula Procurador Geral da República, e que já devia ter levado um chuto no cu, não estarem ainda a pagar-lhe uma extensa fatura, que foi o favor de abafar o "Casa Pia", célebre processo onde estava envolvida quase toda a (falta) de Classe Política. A terceira, suponho que a mais evidente para o meu leitor, ao haver a passagem de uma peça jornalística desse calibre, na televisão, imediatamente se deveria ter desencadeado um processo judiciário de selagem dos dados de quem criava "off-shores" para roubar a Nação Portuguesa, com consequente imediato arresto dos bens, e prisão preventiva dos envolvidos nesses processos.
Assim, por alto, creio que os subsídios de natal e de férias, do "Gonçalvismo", ficariam imediatamente resolvidos, e que se conseguiria fazer uma recapitalização dos bancos, e cumprir os tão falados "prumenores", de que o Cabrão Algarvio, responsável primaz pela destruição do tecido produtivo, e, logo, criador imediato da Dívida, referiu no Paraguai, um país à escala e dignidade do seu Poço de Boliqueime.
Sei que isto é uma pista, mas no estado em que estamos são trocos, e vou já para a altura e velocidade de cruzeiro deste texto: hoje mesmo, o dominó de mentiras financeiras em que vivemos, fez falir a MF Global, prisioneira do JP Morgan e do Deutsche Bank, este último, por sua vez, refém da Bancarrota Grega, ou seja, o bater das asas de uma Bancarrota no Mediterrâneo já está a provocar um tufão de nível 5, na Cacilhas de Nova York, tal como estava previsto na Teoria do Caos, e aconteceu mesmo. Sendo o sistema americano impiedoso com estas coisas, e sendo umas exemplo das outras, como poderia escrever o Padre António Vieira, o que se anuncia é que, a exemplo desta uma, comecem a chover uma chuva de outras, e isso vai ser fantástico, dado que a América, tal como Portugal, está desprovida de Presidente, e tem uma coisa, em forma de sucedâneo, que está lá só para entreter, justamente na altura em que precisamos de tudo menos de entretimento.
Na América, o processo é simples, e linear: numa questão de meses, a ultadireita, uma coisa que nem imaginamos o que seja, porque é umas mescla de fundamentalismo moral com usura absoluta, vai pôr fora o caneco do Illinois, mais a sua preta, e impor o fascismo americano, um facto que será novidade na História do Mundo, e pela qual toda a gente anseia, embora não assuma; por cá, infelizmente, creio que não chegaremos a 2012, muito menos ao momento de ver o penoso Sr. Aníbal das Vacas ser substituído por um ranhoso ainda pior, já que estamos em pleno PREC, e é provável que, um breve dia, os militares agarrem nos Lopos Xavieres, nos Pachecos, nos Vitorinos, nos Borges de Macedo e lhes interrompam o Processo Sistemático em Curso e lhes digam que vai ser posta ordem na coisa, porque a ordem tem de ser posta rapidamente, com Cavaco preso, Constâncio preso, Dias Loureiro preso, Armando Vara preso, Mira Amaral preso, Sócrates preso, Pinto da Costa preso, Duarte Lima preso, etc., tal como preconizava a "Velha", ou a "Bruxa", das Escutas do Face Oculta, que o maçónico Noronha do Nascimento mandou queimar, mas de que há, felizmente, várias cópias, e em sítio seguro, e a Senhora de Mota Amaral, essa excrescência da Opus Dei, decidiu que não tinham valor legal.
Foi recompensada com um BMW e um caralhão por aquela peida seráfica acima, ao contrário da "Bruxa", que advogava uma suspensão da Democracia, por seis meses.
Acontece que nós já não vivemos em Democracia, posto que a nossa sociedade é tão só governada por diferentes sociedades secretas, que utilizam os métodos das mafias chinesa e italiana, como é visível em coisas recentes,como os sequestros e torturas, de que nunca se soube nada, exceto tardiamente, ou a naturalidade com que agora se faz rebentar uma caixa multibanco por dia, com recurso a botijas de gás.
Há um enorme silêncio sobre tudo isto, já que o importante é a mudança da cor do cabelo do Hulk, um anormal queLombroso adoraria ter podido estudar, tal como os casos Mourinho e Pinto da Costa, e é este silêncio que deixa supor uma sociedade ainda mais estranha do que aquela que nos é vendida nos monitores da mentira diária positiva, onde o nascimento do 7 000 000 000 poluidor humano da Nave Gea é apresentado como uma vitória e não mais um gravíssimo crime ecológico.
O Mundo, tal como o conhecemos, está a acabar. Como dizem os comentadores de muitos lugares, em vez de perdermos tempo a escrever, seria mais útil que agíssemos. Eu explico: o tempo que me demorou a compor este texto teria sido mais útil ao mundo se eu tivesse assestado, enquanto Vítor Constâncio, outro que deveria ter mandato de captura internacional, estivesse a mentir às centésimas, a pistola, e ele tivesse recebido duas unidades, bem no centro da testa. Acontece que não tenho arma, e sou péssimo em pontaria, mas sei de quem é bom, e, em contrapartida, não consegue escrever, pelo que lhe deixo a ele a parte dele, enquanto eu cumpro, e creio que não mal, a minha aqui...
A verdade é que a coisa não vai durar muito, porque os sistemas monitorizadores da globalidade estão fartos de ouvir falar de números e querem agora ver liquidez, em cima da mesa, equivalente a esses números. Acontece que essa liquidez não existe, e, se, alguém, ou alguéns, amanhã, se lembrasse de nos agarrar no ombro, e disser, pague já tudo o que deve, o Sistema desmoronava-se, pior, o Mundo afundar-se-ia numa nova guerra.
É dessa guerra que eu tenho medo, e é essa guerra que se está agora a anunciar. Talvez para o filha da puta de Boliqueime seja só um "purmenor" do seu autista "pügrèsso".
Só tenho pena daqueles, que, com eu, e vocês, vamos estar, sem qualquer defesa, no meio do fogo cruzado, deste iminente armagedão.
em "The Braganza Mothers"
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Crónicas Sem Tempo
Mãos sujas de Políticos e Académicos
Vem agora o capitalismo especulativo retrógrado pôr em causa as conquistas arrancadas a ferros do 13º mês no Natal e do 14º mês do subsidio de férias, autenticas migalhas comparadas com os lucros fabulosos dos saques protagonizados pelos monopólios.
Hoje já ninguém tem duvidas de que foram as políticas de direita troglodita, mal intencionada e reaccionária dos últimos 35 anos aplicadas ao País pelos partidos da Troika nacional: PS/PSD/CDS, que se puseram de cócoras perante a Troika internacional: FMI/BCE/UE, legitima defensora dos interesses do grande capital monopolista mafioso que estrangula as pequenas economias, procurando à escala global transformar a vida dos cidadãos em novos escravos da gleba, fazendo regredir o Mundo no seu continuado progresso milenar aos tempos do Coliseu de Roma, onde os visionários progressistas eram lançados às feras e devorados, de modo a que não pudessem contaminar as massas populares com a sua clarividência redentora contra a opressão imperial. A Humanidade viveu milénios de horror, mas a partir da Revolução Francesa de 1789, da tomada da Bastilha, o povo apoderou-se das armas do Arsenal, liberta os presos e a Assembleia Nacional Constituinte, suprimiu todas as servidões feudais, tendo sido votada a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão em defesa dos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.
Passados mais de dois séculos destes acontecimentos, jamais o Mundo andou para trás mesmo com duas Guerras Mundiais e uma interessante experiência de mais de 70 anos de implantação do socialismo real na Europa de Leste, que demonstrou ser possível a Humanidade encontrar uma boa alternativa ao capitalismo selvagem, sem regras, sem lei, produzido à medida das conveniências egoístas dos usurpadores do poder, sem respeito pela forma republicana democrática e laica. Com estes atropelos, não restam duvidas que mais tarde ou mais cedo se caminhará lucidamente para um sistema politico socialista de raiz democrático, assente na liberdade, igualdade e fraternidade seguindo os padrões da justiça social e no respeito do contraditório constitucional. Tal como vencida a opressão de regimes ditatoriais, a rua árabe caminha para regimes teocráticos muçulmanos com alguma abertura, não acreditando na mentira ocidental das falsas democracias de fachada que na realidade são as piores das ditaduras. Ora, tudo isto foi ganho com a Revolução dos Cravos do 25 de Abril de 1974 e o progresso é por demais evidente no avanço das conquistas populares, carecidas de infraestruturas e estruturas viárias, rodoviárias, ferroviárias, de saneamento básico, de saúde, higiene e limpeza, de acesso às novas tecnologias, de formação académica, de educação e ciência, de apoio social, de protecção na doença, segurança e velhice, nas instituições sócio artísticas, desportivas e na constituição de associações de solidariedade social de múltiplas matizes, credos e objectivos, etc, etc.
É de tudo isto que o povo português não quer abrir mão, posto que foi conquistado com sangue, suor e lágrimas de muitas gerações, não aceitando agora que venham falsos académicos obscurantistas do Canadá, a que chamamos Alvaros ou Gaspares vindos do seio dos endeusados mercados ultramontanos do capitalismo especulativo retrógrado pôr em causa as conquistas arrancadas a ferros do 13º mês no Natal e do 14º mês do subsidio de férias, autenticas migalhas comparadas com os lucros fabulosos dos saques protagonizados pelos monopólios num esbulho contante, alvar e cada vez mais criminoso, querendo fazer voltar às trevas e transformar as forças do trabalho em meras bestas de carga, tornando a mão de obra mais barata como nos países subdesenvolvidos num retrocesso civilizacional de consequências imprevistas. Se temos a geração mais instruída, preparada e educada, como é possível oferecer-lhe condições minimas de ocupação descartável, para jovens que ultrapassam 30% de desempregados dos 24 aos 35 anos ? Já se não põe a hipótese de trabalho para pessoas com mais de 35 anos, que em Portugal são consideradas velhas e de nenhuma serventia, quando as revistas cor de rosa, do coração bajulam os velhos ricos...
O Professor Gomes Canotilho, deu a última lição na Universidade de Coimbra, onde exerceu o seu magistério de professor catedrático, durante muitos anos, que passaram depressa. Ainda nos lembramos do Professor pertencer ao Partido Comunista, assim como Vital Moreira, hoje num grande tacho de Deputado no Parlamento Europeu, em representação do Partido Socialista. A maior parte dos actuais poderosos, passaram pelo Partido Comunista ou andaram lá perto, só que, não teriam chegado tão longe se lá continuassem, como o Pina Moura, alcunhado de cardeal, tendo saltado para o PS, abocanhou logo a pasta de Ministro das Finanças no Governo de Guterres e hoje ideologicamente ultrapassa largamente pela direita fascistóide o CDS, sendo detentor de uma fortuna fabulosa, tendo entrado na politica com uma mão à frente e outra atrás, como diz o nosso povo. Perante este estado de coisas, como é possível vir o Professor Canotilho, defender que em relação a muitos políticos que enriqueceram de forma fraudulenta, não possam vir a ser responsabilizados criminalmente, alegando :”Que todos temos as mãos sujas...” em entrevista ao programa da manhã da Atena 1 da RDP. Alto aí Gomes Canotilho, nós e milhões de portugueses, ultra explorados por estas elites sociais e académicas rascas que sustentam a oligarquia governante, não temos as mãos sujas e exigimos que se faça Justiça nos Tribunais, sem chegar à Guilhotina!
Vem agora o capitalismo especulativo retrógrado pôr em causa as conquistas arrancadas a ferros do 13º mês no Natal e do 14º mês do subsidio de férias, autenticas migalhas comparadas com os lucros fabulosos dos saques protagonizados pelos monopólios.
Hoje já ninguém tem duvidas de que foram as políticas de direita troglodita, mal intencionada e reaccionária dos últimos 35 anos aplicadas ao País pelos partidos da Troika nacional: PS/PSD/CDS, que se puseram de cócoras perante a Troika internacional: FMI/BCE/UE, legitima defensora dos interesses do grande capital monopolista mafioso que estrangula as pequenas economias, procurando à escala global transformar a vida dos cidadãos em novos escravos da gleba, fazendo regredir o Mundo no seu continuado progresso milenar aos tempos do Coliseu de Roma, onde os visionários progressistas eram lançados às feras e devorados, de modo a que não pudessem contaminar as massas populares com a sua clarividência redentora contra a opressão imperial. A Humanidade viveu milénios de horror, mas a partir da Revolução Francesa de 1789, da tomada da Bastilha, o povo apoderou-se das armas do Arsenal, liberta os presos e a Assembleia Nacional Constituinte, suprimiu todas as servidões feudais, tendo sido votada a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão em defesa dos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.
Passados mais de dois séculos destes acontecimentos, jamais o Mundo andou para trás mesmo com duas Guerras Mundiais e uma interessante experiência de mais de 70 anos de implantação do socialismo real na Europa de Leste, que demonstrou ser possível a Humanidade encontrar uma boa alternativa ao capitalismo selvagem, sem regras, sem lei, produzido à medida das conveniências egoístas dos usurpadores do poder, sem respeito pela forma republicana democrática e laica. Com estes atropelos, não restam duvidas que mais tarde ou mais cedo se caminhará lucidamente para um sistema politico socialista de raiz democrático, assente na liberdade, igualdade e fraternidade seguindo os padrões da justiça social e no respeito do contraditório constitucional. Tal como vencida a opressão de regimes ditatoriais, a rua árabe caminha para regimes teocráticos muçulmanos com alguma abertura, não acreditando na mentira ocidental das falsas democracias de fachada que na realidade são as piores das ditaduras. Ora, tudo isto foi ganho com a Revolução dos Cravos do 25 de Abril de 1974 e o progresso é por demais evidente no avanço das conquistas populares, carecidas de infraestruturas e estruturas viárias, rodoviárias, ferroviárias, de saneamento básico, de saúde, higiene e limpeza, de acesso às novas tecnologias, de formação académica, de educação e ciência, de apoio social, de protecção na doença, segurança e velhice, nas instituições sócio artísticas, desportivas e na constituição de associações de solidariedade social de múltiplas matizes, credos e objectivos, etc, etc.
É de tudo isto que o povo português não quer abrir mão, posto que foi conquistado com sangue, suor e lágrimas de muitas gerações, não aceitando agora que venham falsos académicos obscurantistas do Canadá, a que chamamos Alvaros ou Gaspares vindos do seio dos endeusados mercados ultramontanos do capitalismo especulativo retrógrado pôr em causa as conquistas arrancadas a ferros do 13º mês no Natal e do 14º mês do subsidio de férias, autenticas migalhas comparadas com os lucros fabulosos dos saques protagonizados pelos monopólios num esbulho contante, alvar e cada vez mais criminoso, querendo fazer voltar às trevas e transformar as forças do trabalho em meras bestas de carga, tornando a mão de obra mais barata como nos países subdesenvolvidos num retrocesso civilizacional de consequências imprevistas. Se temos a geração mais instruída, preparada e educada, como é possível oferecer-lhe condições minimas de ocupação descartável, para jovens que ultrapassam 30% de desempregados dos 24 aos 35 anos ? Já se não põe a hipótese de trabalho para pessoas com mais de 35 anos, que em Portugal são consideradas velhas e de nenhuma serventia, quando as revistas cor de rosa, do coração bajulam os velhos ricos...
O Professor Gomes Canotilho, deu a última lição na Universidade de Coimbra, onde exerceu o seu magistério de professor catedrático, durante muitos anos, que passaram depressa. Ainda nos lembramos do Professor pertencer ao Partido Comunista, assim como Vital Moreira, hoje num grande tacho de Deputado no Parlamento Europeu, em representação do Partido Socialista. A maior parte dos actuais poderosos, passaram pelo Partido Comunista ou andaram lá perto, só que, não teriam chegado tão longe se lá continuassem, como o Pina Moura, alcunhado de cardeal, tendo saltado para o PS, abocanhou logo a pasta de Ministro das Finanças no Governo de Guterres e hoje ideologicamente ultrapassa largamente pela direita fascistóide o CDS, sendo detentor de uma fortuna fabulosa, tendo entrado na politica com uma mão à frente e outra atrás, como diz o nosso povo. Perante este estado de coisas, como é possível vir o Professor Canotilho, defender que em relação a muitos políticos que enriqueceram de forma fraudulenta, não possam vir a ser responsabilizados criminalmente, alegando :”Que todos temos as mãos sujas...” em entrevista ao programa da manhã da Atena 1 da RDP. Alto aí Gomes Canotilho, nós e milhões de portugueses, ultra explorados por estas elites sociais e académicas rascas que sustentam a oligarquia governante, não temos as mãos sujas e exigimos que se faça Justiça nos Tribunais, sem chegar à Guilhotina!
Manuel Aires
É urgente moralizar a classe política
Vergonhoso... Pensões vitalícias de antigos políticos poupadas à austeridade
Ex-ministros vão continuar a receber as suas pensões, apenas tributadas em sede de IRS. “Tem que haver uma moralização da classe política”, defende o fiscalista. "Aqueles que decidiram a situação do país têm ainda mais responsabilidade de dar o exemplo", defende Tiago Caiado Guerreiro.
Tudo indica que os antigos titulares de cargos políticos vão escapar ao esforço adicional de austeridade que está a ser exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de 485 euros. Segundo o “Diário de Notícias”, as pensões vitalícias de ex-políticos são poupadas aos cortes, uma vez que o Orçamento do Estado para 2012 prevê que sejam apenas tributadas em sede de IRS. Uma das explicações poderá estar no facto de as subvenções vitalícias serem pagas em 12 prestações mensais, pelo que não há oportunidade de cortar nos subsídios de férias e de Natal. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro refere, contudo, que basta vontade política para que os cortes sejam efectuados e que correspondam ao que é retirado aos funcionários públicos.
“O facto de estas terem sido desenhadas para serem pagas em 12 meses não altera a situação. Mais: estão ligados a cargos políticos, aqueles que decidiram a situação do país, por isso, ainda mais responsabilidade têm de dar o exemplo. Devia ter sido criado um mecanismo específico para cortar aquilo que é cortado correspondentemente aos funcionários públicos e até devia rever-se, com toda a atenção, se essas pessoas estão a acumular pensões de vários tipos e a acumulá-las como exercício de funções privadas”, defende, em declarações à imprensa.
Tiago Caiado Guerreiro lamenta ainda que os políticos sejam sistematicamente excluídos do esforço de austeridade e condena o facto de a classe ganhar “pensões ao fim de pouquíssimos anos, enquanto as pessoas normais têm de trabalhar 40 anos”. Deixa, por isso, um apelo: “Tem que haver uma moralização da classe política, para que as pessoas aceitem a austeridade com legitimidade e essa equidade”. Aguarda-se que o Ministério das Finanças esclareça sobre a notícia avançada pelo “DN”.
"Horrível." "Desumano." "Vergonha." As palavras dos portugueses para o Orçamento
"Com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE)?" A Lusa foi saber como é que os portugueses classificam o Orçamento do Estado para 2012. As palavras não são simpáticas e o receio é imenso. "Falso." "Horrível." "Desumano." "Assustador." "Inacreditável." "Brutalidade." "Desgraça." "Ridículo." "Vergonha." A lista prossegue e resulta de uma pergunta que a Lusa foi colocar aos portugueses numa jornada pelas ruas de Lisboa: com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano?
À listagem de cima juntam-se ainda termos como “inadmissível”, “péssimo”, “terrível” ou “desastre”. “Acabei de ouvir o ministro das Finanças e vão mexer mesmo nos ordenados. Sou professora e vai-me tocar directamente. Não sei o que ele quer mais - já me retirou o subsídio de férias e o 13º mês, o senhor Sócrates fez-me o favor de retirar quase 300 euros e não sei onde é que isto vai parar”, diz à Lusa Maria Silva, de 53 anos.
“É inacreditável”, diz Anabela Simões, de 47 anos. “Tenho muito medo, principalmente por causa dos meus filhos”, afirma ainda. Rui Cavaleiro, um técnico oficial de contas de 44 anos, considera que o OE é “uma vergonha”. “Como qualquer outro português, tenho muito medo. Acho que as coisas não estão para brincar e hoje em dia as pessoas têm que ter muito cuidado nas decisões que tomam a nível financeiro, tanto os particulares como as empresas”, considera Rui Cavaleiro. “É inadmissível”, considera Luís Lousada, de 27 anos. “Já estou a contar com o pior”, acrescenta.
“É do do pior e é muito mau”, diz, por sua vez, Miguel Rodrigues, de 47 anos, que também receia o que aí vem. “Tenho muito medo, até porque trabalho na banca e tenho bem a noção do que vai acontecer a seguir. Não vai ser fácil.”
Entre os ecos de uma rua situada bem no centro de Lisboa, não há um adjectivo positivo para descrever o Orçamento do Estado para 2012. Ainda assim, há quem fale em inevitabilidade das medidas, ainda que mantenha o tom na adjectivação. “É [um orçamento] necessário, mas é uma barbaridade”, afirmou um dos transeuntes à Lusa.
Referendo grego cria "insegurança e imprevisibilidade"
Ministro português dos Negócios Estrangeiros apreensivo com decisão do Governo de Atenas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, manifestou hoje a sua "apreensão" perante o anúncio do primeiro-ministro grego de fazer um referendo sobre o plano de resgate europeu, considerando que cria "um factor de insegurança e imprevisibilidade". "É uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade", declarou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, em Caracas, onde se encontra a cumprir uma visita oficial de três dias à Venezuela. Em declarações aos jornalistas, o governante aproveitou para endereçar um recado aos portugueses para valorizarem a "estabilidade e o consenso" que existem em Portugal relativamente às medidas para combater a crise e as metas estabelecidas pela "troika". "Permitam-me que diga aos nossos compatriotas que, quanto mais virem noutros países sinais de instabilidade e de divisão, mais os portugueses devem valorizar a estabilidade e o consenso em Portugal, porque é isso que faz de Portugal um país diferente, um caso singular, sermos vistos como um país estável e cumpridor", declarou. O anúncio de referendo feito segunda-feira pelo primeiro-ministro grego de referendar as medidas da União Europeia para reduzir a dívida helénica está a agitar os meios políticos e financeiros europeus, tendo já o governo alemão manifestado a sua surpresa com a decisão e anunciando esperar "informações oficiais" de Atenas para tomar posição.
O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou segunda-feira no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado. Se o 'não' vencer, isso poderá levar à queda da moeda europeia e à impossibilidade da Grécia em pagar a sua dívida, o que deixará o sistema bancário europeu e as economias regionais em risco de uma nova crise, de acordo com opiniões publicadas na Imprensa estrangeira. O anúncio de um referendo caiu como um balde de água fria nos parceiros da Zona Euro, que temem agora um quebra incontrolada dos compromissos por parte da Grécia, com consequências nefastas para outros países da UE. Desde Bruxelas, Paris e Berlim sucederam-se os apelos insistentes a Atenas para manter o plano de aplicação do resgate europeu. Os receios de que o referendo na Grécia afunde o plano contra a crise na Europa abalou também hoje os mercados, com o índice Dow Jones a cair mais de 175 pontos e os índices bolsistas europeus a seguirem a mesma tendência. Entretanto, a Alemanha e a França mostraram-se decididas a aplicar inteiramente" as decisões da cimeira europeia da semana passada, em Bruxelas, considerando-as "mais necessárias do que nunca" perante a situação na Grécia.
Acções dos bancos caem a pique. Bolsa fecha no "vermelho"
Títulos dos bancos nacionais perderam entre 9,4% e 13,5%. O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa fechou hoje com uma queda de 3,7%, arrastada pelo desempenho dos bancos. Foi uma “terça-feira negra” nas praças europeias. O Banco Comercial Português (BCP) liderou as perdas, ao cair 13,55%. Cada acção vale agora 13 cêntimos. O Bancos Espírito Santo (BES) derrapou 9,5%, o BPI tombou 10% e o Banif perdeu hoje 9,4%. Pode falar-se num autêntico “crash” no sector da banca à escala europeia, com quedas entre 10 e os 16% para os principais bancos franceses e alemães. A Bolsa de Paris caiu 5,4%, a de Frankfurt desceu 5% e, em Nova Iorque, o Dow Jones continua a cair 2,1%.
"Se não acontecer nada, a população portuguesa fica pobre, velhinha e trôpega"
No dia em que o mundo ultrapassou os sete mil milhões de habitantes, a Renascença olhou para o futuro demográfico de Portugal. O sociólogo Manuel Villaverde Cabral admite que o cenário pode ser “horripilante”. A demógrafa Maria Filomena Mendes alerta para o futuro da Segurança Social. É uma dupla perspectiva: somos mais, mas vamos ser menos. A primeira análise é válida quando se perspectiva o mundo inteiro: a população mundial ultrapassou hoje os sete mil milhões de habitantes - somos mais. Por outro lado, e segundo as previsões da ONU, Portugal vai registar a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, com 1,3 filhos por mulher - vamos ser menos. Para onde caminha Portugal? “Se não acontecesse nada daqui até ao final do século XXI, a população portuguesa ficava reduzida a 15% ou 20%, ainda por cima pobre, velhinha e trôpega. Esse cenário é de tal maneira horripilante que eu penso que vai acontecer alguma coisa”, argumenta Manuel Villaverde Cabral, director do Instituto do Envelhecimento. O sociólogo acusa os políticos de ignorarem o problema da baixa fertilidade e do envelhecimento e alerta para as consequências das “políticas liberais” que estão a ser implementadas para baixar o défice e o endividamento do país. “As medidas que são tomadas são medidas desfavoráveis à natalidade. Acho que se devia ir buscar onde fosse necessário e não possível para, de facto, começarmos a promover medidas favoráveis às mulheres jovens e às crianças pequenas, porque é por aí que se pode rectificar.” Manuel Villaverde Cabral sustenta ainda que é preciso criar condições para que as mulheres possam conciliar a maternidade com a carreira profissional, o que passa pela criação de equipamentos, como creches, e por uma maior flexibilidade laboral, preconiza.
O problema da Segurança Social: A presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), Maria Filomena Mendes, adianta que a diminuição da imigração e o aumento da emigração são outros factores “duplamente penalizadores para Portugal em termos de envelhecimento”. E como vai ser então o país dentro de algumas décadas, se nada mudar? Um aumento significativo da proporção de idosos, lembra a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, traz consequências para o sistema de Segurança Social, de Saúde e ao nível do mercado de trabalho. "Adaptação a uma nova realidade" deve ser a mensagem de ordem, sublinha Maria Filomena Mendes. Para compensar o aumento de encargos da Segurança Social, Manuel Villaverde Cabral defende que já devia ter sido introduzido um “tecto” mais baixo para as pensões e considera que o factor de sustentabilidade introduzido em Portugal é um corte cego. “Ninguém quis fazer nada e por isso é que estamos onde estamos. Não é por causa da crise financeira internacional. A crise é um revelador dos erros que cometemos.” Portugal, refere o director do Instituto do Envelhecimento, “tem muito pouca confiança em si próprio e isso, de alguma maneira, é trágico e esperemos que, ao batermos no fundo, haja um sobressalto e que as coisas se alterem, embora seja mais um voto do que uma perspectiva, porque a perspectiva é muito, muito, muito problemática”.
"Passos Coelho insiste em infernizar a vida aos portugueses"
Ângelo Alves, da comissão política do PCP, critica o facto de o Governo pretender renegociar com a "troika". Pedro Passos Coelho teima em “infernizar a vida aos portugueses”. É desta forma que o PCP reage às declarações do primeiro-ministro deste fim-de-semana, no Paraguai, sobre a necessidade de um ajustamento ao programa de assistência financeira. Ângelo Alves, da comissão política do PCP, insiste que o que o Governo tem a fazer é renegociar a dívida. “Quando a realidade impunha uma verdadeira renegociação da dívida portuguesa - porque nós não estamos perante qualquer ideia de renegociação –, quando impunha a necessidade de rejeição do pacto de agressão, o que o primeiro-ministro tem a dizer ao povo é a insistência no caminho que claramente está a empurrar o país para o abismo e a infernizar a vida dos portugueses”, declarou Ângelo Alves. "Quando se trata a ir de encontro às exigências do grande capital, tudo que figura no pacto de agressão é alterável. Já quando se trata de dar resposta aos anseios dos trabalhadores e do povo, o tal conteúdo é intocável”, lamentou o dirigente comunista. Em conferência de imprensa esta tarde, em Lisboa, os comunistas apelaram a uma participação expressiva na greve geral de 24 de Novembro.
Justiça brasileira decreta prisão preventiva de Duarte Lima
Juiz entende que o antigo deputado do PSD tem demonstrado pouca vontade de colaborar com as autoridades. A justiça brasileira decretou a prisão preventiva do antigo deputado do PSD, Duarte Lima, suspeito da morte de Rosalina Ribeiro. O juiz da 2ª vara criminal de Rio Bonito, no estado de Rio de Janeiro, confirmou o pedido feito pelo Ministério Público que alega que a companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira foi assassinada por Duarte Lima. No despacho hoje publicado, o juiz Ricardo Machado considera que as provas apresentadas demonstram, sem margem para dúvidas, a existência de homicídio. O magistrado considera que a liberdade de Duarte Lima coloca em perigo a instrução criminal e a aplicação da lei penal, dado que é um estrangeiro não residente no Brasil. Para o juiz, este factor obriga a maiores cuidados. Neste documento, o juiz sublinha que Duarte Lima em nada colaborou com as investigações desde a instauração do Inquérito Penal, criando dificuldades para o apuramento dos factos, demonstrando que o antigo deputado não quer sujeitar-se à aplicação da lei. Assim, o Juiz decretou o mandado de prisão, com carta rogatória, com Duarte Lima a ter 10 dias para apresentar defesa prévia por escrito.
Eça escreveu sobre os dias de hoje... Já lá vão mais de 100 anos
Conhecido pelo realismo da palavra, Eça de Queirós versou sobre um país só comparável à Grécia, nas "Farpas" de 1872. Mais de 100 anos depois, encontram-se "queirosianos" num espaço que o próprio escritor frequentou e foi tentar perceber, com Eça como mote, o que mudou em Portugal. Há um "cliché" que versa sobre as palavras e que diz que "há frases sempre actuais". Quando se espreita as páginas escritas por Eça de Queirós há mais de 100 anos, percebe-se que a actualidade é um tempo que se estende por vários séculos. "Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje. “Se lermos o Eça neste momento, verificamos que algumas páginas parecem completamente actuais. Uma crítica muito grande às elites e à sua debilidade, uma incapacidade total de sermos respeitados internacionalmente, um desprestígio internacional que só perde para a Grécia", diz à Renascença o advogado Pedro Rebelo de Sousa, que frequenta regularmente jantares "queirosianos" no Grémio Literário de Lisboa. Curiosamente, o mesmo Grémio que Eça costumava frequentar. Além da ponte que estabeleceu com a Grécia, que é mais actual que nunca, Eça também escreveu sobre o receio de uma crise perene. “De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura”, lê-se numa correspondência do escritor, datada de 1891. O actual embaixador de Portugal em Paris, que também frequenta os encontros no Grémio, não tem dúvidas. “Há muitas coisas que ele dizia da sociedade portuguesa do seu tempo que aplicaria à sociedade hoje”, refere Francisco Seixas da Costa. “O Eça era um homem hipercrítico em relação a Portugal e esse hipercriticismo traduzia muito do que era o seu amor a um certo Portugal”, prossegue o embaixador. “O Portugal em crise era um pouco um Portugal que ele sofria...Se fosse vivo hoje, Eça teria alguns adjectivos que ficariam famosos na nossa imprensa”, observa o Francisco Seixas da Costa.
O elemento trágico: Portugal mudou significativamente desde que Eça esreveu "As Farpas"? O embaixador de Portugal em Paris divide o seu raciocínio em duas metades: há elemento trágico e um vislumbre optimista. “O Eça nasceu há 165 anos e Portugal é um país que manifestamente, em nível de vida, melhorou bastante”, começa por dizer Francisco Seixas da Costa. “Acontece que Portugal ainda não se libertou de um elemento que é quase endémico nos seus ciclos - a emigração”, constata o embaixador. “A emigração é um elemento trágico para um país”, acrescenta Francisco Seixas da Costa. “É a prova provada de que um país não conseguiu encontrar para os seus cidadãos soluções de vida dentro da sociedade”, argumenta.
Continuar a ser Portugal: Homem dos dias de hoje, o escritor Miguel Sousa Tavares cruzou-se com a Renascença no encontro do Grémio. Quando recorda o que Eça escreveu sobre a sociedade portuguesa de hoje, conclui que afinal parece que não se estava assim tão mal. “O Eça seria talvez mais cáustico do que nós ainda somos e isto é um factor de optimismo - para Eça, Portugal há 100 anos não tinha futuro e nós ainda aqui estamos. Portanto, talvez continuemos”, diz Miguel Sousa Tavares. Para o embaixador do Brasil em Portugal, Eça faz parte da estirpe de escritores que são autores de todos os tempos, de todas as eras. Mário Vilalva fez parte do painel que debateu há dias, no Grémio Literário de Lisboa, o escritor português. "Eça e a sua obra são absolutamente intemporais, ou seja, podem ser vistos em qualquer um dos tempos e podem ser comparados com os tempos em que estamos vivendo no dia de hoje”, sustenta Mário Vilalva. O embaixador brasileiro em Portugal sublinha ainda que Eça escreveu também sobre o que se encontra no lado de lá do Atlântico. "Os 'tipos' [sobre os quais] Eça de Queirós [escreveu] também poderiam ser encontrados no Brasil com muita facilidade, talvez até em mais quantidade - é muito actual."
As notícias exageradas da morte de Portugal: E hoje, como seria a análise do escritor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras” a Portugal? Mariana Eça de Queirós olha para o busto do seu bisavô no bar do Grémio e responde convictamente que “veria da mesma maneira que via antigamente”. “De uma forma crítica, uma crítica construtiva, porque não era propriamente fazer troça dos portugueses, nem falar mal”, assegura. “Era no sentido de irritação, pelo facto de os portugueses não serem mais evoluídos do que eram e do que são”. Para Pedro Rebelo de Sousa, não é bem assim. “O mundo do Eça era o de um país com profundos atrasos e hoje Portugal, numa crise financeira, é um país diferente”, diz. Miguel Sousa Tavares mantém a tónica optimista. "Mudou muita coisa, as situações não são comparáveis. Só espero que hoje, como então, as notícias da morte de Portugal sejam exageradas." E sobre a crise financeira, o que teria Eça de Queirós a dizer? Pelo menos sabe-se o que pensava em 1867, num artigo publicado no "Distrito de Évora": "Hoje, que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução". Mas Eça também era um optimista. "Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
Ex-ministros vão continuar a receber as suas pensões, apenas tributadas em sede de IRS. “Tem que haver uma moralização da classe política”, defende o fiscalista. "Aqueles que decidiram a situação do país têm ainda mais responsabilidade de dar o exemplo", defende Tiago Caiado Guerreiro.
Tudo indica que os antigos titulares de cargos políticos vão escapar ao esforço adicional de austeridade que está a ser exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de 485 euros. Segundo o “Diário de Notícias”, as pensões vitalícias de ex-políticos são poupadas aos cortes, uma vez que o Orçamento do Estado para 2012 prevê que sejam apenas tributadas em sede de IRS. Uma das explicações poderá estar no facto de as subvenções vitalícias serem pagas em 12 prestações mensais, pelo que não há oportunidade de cortar nos subsídios de férias e de Natal. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro refere, contudo, que basta vontade política para que os cortes sejam efectuados e que correspondam ao que é retirado aos funcionários públicos.
“O facto de estas terem sido desenhadas para serem pagas em 12 meses não altera a situação. Mais: estão ligados a cargos políticos, aqueles que decidiram a situação do país, por isso, ainda mais responsabilidade têm de dar o exemplo. Devia ter sido criado um mecanismo específico para cortar aquilo que é cortado correspondentemente aos funcionários públicos e até devia rever-se, com toda a atenção, se essas pessoas estão a acumular pensões de vários tipos e a acumulá-las como exercício de funções privadas”, defende, em declarações à imprensa.
Tiago Caiado Guerreiro lamenta ainda que os políticos sejam sistematicamente excluídos do esforço de austeridade e condena o facto de a classe ganhar “pensões ao fim de pouquíssimos anos, enquanto as pessoas normais têm de trabalhar 40 anos”. Deixa, por isso, um apelo: “Tem que haver uma moralização da classe política, para que as pessoas aceitem a austeridade com legitimidade e essa equidade”. Aguarda-se que o Ministério das Finanças esclareça sobre a notícia avançada pelo “DN”.
"Horrível." "Desumano." "Vergonha." As palavras dos portugueses para o Orçamento
"Com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE)?" A Lusa foi saber como é que os portugueses classificam o Orçamento do Estado para 2012. As palavras não são simpáticas e o receio é imenso. "Falso." "Horrível." "Desumano." "Assustador." "Inacreditável." "Brutalidade." "Desgraça." "Ridículo." "Vergonha." A lista prossegue e resulta de uma pergunta que a Lusa foi colocar aos portugueses numa jornada pelas ruas de Lisboa: com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano?
À listagem de cima juntam-se ainda termos como “inadmissível”, “péssimo”, “terrível” ou “desastre”. “Acabei de ouvir o ministro das Finanças e vão mexer mesmo nos ordenados. Sou professora e vai-me tocar directamente. Não sei o que ele quer mais - já me retirou o subsídio de férias e o 13º mês, o senhor Sócrates fez-me o favor de retirar quase 300 euros e não sei onde é que isto vai parar”, diz à Lusa Maria Silva, de 53 anos.
“É inacreditável”, diz Anabela Simões, de 47 anos. “Tenho muito medo, principalmente por causa dos meus filhos”, afirma ainda. Rui Cavaleiro, um técnico oficial de contas de 44 anos, considera que o OE é “uma vergonha”. “Como qualquer outro português, tenho muito medo. Acho que as coisas não estão para brincar e hoje em dia as pessoas têm que ter muito cuidado nas decisões que tomam a nível financeiro, tanto os particulares como as empresas”, considera Rui Cavaleiro. “É inadmissível”, considera Luís Lousada, de 27 anos. “Já estou a contar com o pior”, acrescenta.
“É do do pior e é muito mau”, diz, por sua vez, Miguel Rodrigues, de 47 anos, que também receia o que aí vem. “Tenho muito medo, até porque trabalho na banca e tenho bem a noção do que vai acontecer a seguir. Não vai ser fácil.”
Entre os ecos de uma rua situada bem no centro de Lisboa, não há um adjectivo positivo para descrever o Orçamento do Estado para 2012. Ainda assim, há quem fale em inevitabilidade das medidas, ainda que mantenha o tom na adjectivação. “É [um orçamento] necessário, mas é uma barbaridade”, afirmou um dos transeuntes à Lusa.
Referendo grego cria "insegurança e imprevisibilidade"
Ministro português dos Negócios Estrangeiros apreensivo com decisão do Governo de Atenas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, manifestou hoje a sua "apreensão" perante o anúncio do primeiro-ministro grego de fazer um referendo sobre o plano de resgate europeu, considerando que cria "um factor de insegurança e imprevisibilidade". "É uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade", declarou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, em Caracas, onde se encontra a cumprir uma visita oficial de três dias à Venezuela. Em declarações aos jornalistas, o governante aproveitou para endereçar um recado aos portugueses para valorizarem a "estabilidade e o consenso" que existem em Portugal relativamente às medidas para combater a crise e as metas estabelecidas pela "troika". "Permitam-me que diga aos nossos compatriotas que, quanto mais virem noutros países sinais de instabilidade e de divisão, mais os portugueses devem valorizar a estabilidade e o consenso em Portugal, porque é isso que faz de Portugal um país diferente, um caso singular, sermos vistos como um país estável e cumpridor", declarou. O anúncio de referendo feito segunda-feira pelo primeiro-ministro grego de referendar as medidas da União Europeia para reduzir a dívida helénica está a agitar os meios políticos e financeiros europeus, tendo já o governo alemão manifestado a sua surpresa com a decisão e anunciando esperar "informações oficiais" de Atenas para tomar posição.
O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou segunda-feira no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado. Se o 'não' vencer, isso poderá levar à queda da moeda europeia e à impossibilidade da Grécia em pagar a sua dívida, o que deixará o sistema bancário europeu e as economias regionais em risco de uma nova crise, de acordo com opiniões publicadas na Imprensa estrangeira. O anúncio de um referendo caiu como um balde de água fria nos parceiros da Zona Euro, que temem agora um quebra incontrolada dos compromissos por parte da Grécia, com consequências nefastas para outros países da UE. Desde Bruxelas, Paris e Berlim sucederam-se os apelos insistentes a Atenas para manter o plano de aplicação do resgate europeu. Os receios de que o referendo na Grécia afunde o plano contra a crise na Europa abalou também hoje os mercados, com o índice Dow Jones a cair mais de 175 pontos e os índices bolsistas europeus a seguirem a mesma tendência. Entretanto, a Alemanha e a França mostraram-se decididas a aplicar inteiramente" as decisões da cimeira europeia da semana passada, em Bruxelas, considerando-as "mais necessárias do que nunca" perante a situação na Grécia.
Acções dos bancos caem a pique. Bolsa fecha no "vermelho"
Títulos dos bancos nacionais perderam entre 9,4% e 13,5%. O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa fechou hoje com uma queda de 3,7%, arrastada pelo desempenho dos bancos. Foi uma “terça-feira negra” nas praças europeias. O Banco Comercial Português (BCP) liderou as perdas, ao cair 13,55%. Cada acção vale agora 13 cêntimos. O Bancos Espírito Santo (BES) derrapou 9,5%, o BPI tombou 10% e o Banif perdeu hoje 9,4%. Pode falar-se num autêntico “crash” no sector da banca à escala europeia, com quedas entre 10 e os 16% para os principais bancos franceses e alemães. A Bolsa de Paris caiu 5,4%, a de Frankfurt desceu 5% e, em Nova Iorque, o Dow Jones continua a cair 2,1%.
"Se não acontecer nada, a população portuguesa fica pobre, velhinha e trôpega"
No dia em que o mundo ultrapassou os sete mil milhões de habitantes, a Renascença olhou para o futuro demográfico de Portugal. O sociólogo Manuel Villaverde Cabral admite que o cenário pode ser “horripilante”. A demógrafa Maria Filomena Mendes alerta para o futuro da Segurança Social. É uma dupla perspectiva: somos mais, mas vamos ser menos. A primeira análise é válida quando se perspectiva o mundo inteiro: a população mundial ultrapassou hoje os sete mil milhões de habitantes - somos mais. Por outro lado, e segundo as previsões da ONU, Portugal vai registar a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, com 1,3 filhos por mulher - vamos ser menos. Para onde caminha Portugal? “Se não acontecesse nada daqui até ao final do século XXI, a população portuguesa ficava reduzida a 15% ou 20%, ainda por cima pobre, velhinha e trôpega. Esse cenário é de tal maneira horripilante que eu penso que vai acontecer alguma coisa”, argumenta Manuel Villaverde Cabral, director do Instituto do Envelhecimento. O sociólogo acusa os políticos de ignorarem o problema da baixa fertilidade e do envelhecimento e alerta para as consequências das “políticas liberais” que estão a ser implementadas para baixar o défice e o endividamento do país. “As medidas que são tomadas são medidas desfavoráveis à natalidade. Acho que se devia ir buscar onde fosse necessário e não possível para, de facto, começarmos a promover medidas favoráveis às mulheres jovens e às crianças pequenas, porque é por aí que se pode rectificar.” Manuel Villaverde Cabral sustenta ainda que é preciso criar condições para que as mulheres possam conciliar a maternidade com a carreira profissional, o que passa pela criação de equipamentos, como creches, e por uma maior flexibilidade laboral, preconiza.
O problema da Segurança Social: A presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), Maria Filomena Mendes, adianta que a diminuição da imigração e o aumento da emigração são outros factores “duplamente penalizadores para Portugal em termos de envelhecimento”. E como vai ser então o país dentro de algumas décadas, se nada mudar? Um aumento significativo da proporção de idosos, lembra a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, traz consequências para o sistema de Segurança Social, de Saúde e ao nível do mercado de trabalho. "Adaptação a uma nova realidade" deve ser a mensagem de ordem, sublinha Maria Filomena Mendes. Para compensar o aumento de encargos da Segurança Social, Manuel Villaverde Cabral defende que já devia ter sido introduzido um “tecto” mais baixo para as pensões e considera que o factor de sustentabilidade introduzido em Portugal é um corte cego. “Ninguém quis fazer nada e por isso é que estamos onde estamos. Não é por causa da crise financeira internacional. A crise é um revelador dos erros que cometemos.” Portugal, refere o director do Instituto do Envelhecimento, “tem muito pouca confiança em si próprio e isso, de alguma maneira, é trágico e esperemos que, ao batermos no fundo, haja um sobressalto e que as coisas se alterem, embora seja mais um voto do que uma perspectiva, porque a perspectiva é muito, muito, muito problemática”.
"Passos Coelho insiste em infernizar a vida aos portugueses"
Ângelo Alves, da comissão política do PCP, critica o facto de o Governo pretender renegociar com a "troika". Pedro Passos Coelho teima em “infernizar a vida aos portugueses”. É desta forma que o PCP reage às declarações do primeiro-ministro deste fim-de-semana, no Paraguai, sobre a necessidade de um ajustamento ao programa de assistência financeira. Ângelo Alves, da comissão política do PCP, insiste que o que o Governo tem a fazer é renegociar a dívida. “Quando a realidade impunha uma verdadeira renegociação da dívida portuguesa - porque nós não estamos perante qualquer ideia de renegociação –, quando impunha a necessidade de rejeição do pacto de agressão, o que o primeiro-ministro tem a dizer ao povo é a insistência no caminho que claramente está a empurrar o país para o abismo e a infernizar a vida dos portugueses”, declarou Ângelo Alves. "Quando se trata a ir de encontro às exigências do grande capital, tudo que figura no pacto de agressão é alterável. Já quando se trata de dar resposta aos anseios dos trabalhadores e do povo, o tal conteúdo é intocável”, lamentou o dirigente comunista. Em conferência de imprensa esta tarde, em Lisboa, os comunistas apelaram a uma participação expressiva na greve geral de 24 de Novembro.
Justiça brasileira decreta prisão preventiva de Duarte Lima
Juiz entende que o antigo deputado do PSD tem demonstrado pouca vontade de colaborar com as autoridades. A justiça brasileira decretou a prisão preventiva do antigo deputado do PSD, Duarte Lima, suspeito da morte de Rosalina Ribeiro. O juiz da 2ª vara criminal de Rio Bonito, no estado de Rio de Janeiro, confirmou o pedido feito pelo Ministério Público que alega que a companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira foi assassinada por Duarte Lima. No despacho hoje publicado, o juiz Ricardo Machado considera que as provas apresentadas demonstram, sem margem para dúvidas, a existência de homicídio. O magistrado considera que a liberdade de Duarte Lima coloca em perigo a instrução criminal e a aplicação da lei penal, dado que é um estrangeiro não residente no Brasil. Para o juiz, este factor obriga a maiores cuidados. Neste documento, o juiz sublinha que Duarte Lima em nada colaborou com as investigações desde a instauração do Inquérito Penal, criando dificuldades para o apuramento dos factos, demonstrando que o antigo deputado não quer sujeitar-se à aplicação da lei. Assim, o Juiz decretou o mandado de prisão, com carta rogatória, com Duarte Lima a ter 10 dias para apresentar defesa prévia por escrito.
Eça escreveu sobre os dias de hoje... Já lá vão mais de 100 anos
Conhecido pelo realismo da palavra, Eça de Queirós versou sobre um país só comparável à Grécia, nas "Farpas" de 1872. Mais de 100 anos depois, encontram-se "queirosianos" num espaço que o próprio escritor frequentou e foi tentar perceber, com Eça como mote, o que mudou em Portugal. Há um "cliché" que versa sobre as palavras e que diz que "há frases sempre actuais". Quando se espreita as páginas escritas por Eça de Queirós há mais de 100 anos, percebe-se que a actualidade é um tempo que se estende por vários séculos. "Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje. “Se lermos o Eça neste momento, verificamos que algumas páginas parecem completamente actuais. Uma crítica muito grande às elites e à sua debilidade, uma incapacidade total de sermos respeitados internacionalmente, um desprestígio internacional que só perde para a Grécia", diz à Renascença o advogado Pedro Rebelo de Sousa, que frequenta regularmente jantares "queirosianos" no Grémio Literário de Lisboa. Curiosamente, o mesmo Grémio que Eça costumava frequentar. Além da ponte que estabeleceu com a Grécia, que é mais actual que nunca, Eça também escreveu sobre o receio de uma crise perene. “De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura”, lê-se numa correspondência do escritor, datada de 1891. O actual embaixador de Portugal em Paris, que também frequenta os encontros no Grémio, não tem dúvidas. “Há muitas coisas que ele dizia da sociedade portuguesa do seu tempo que aplicaria à sociedade hoje”, refere Francisco Seixas da Costa. “O Eça era um homem hipercrítico em relação a Portugal e esse hipercriticismo traduzia muito do que era o seu amor a um certo Portugal”, prossegue o embaixador. “O Portugal em crise era um pouco um Portugal que ele sofria...Se fosse vivo hoje, Eça teria alguns adjectivos que ficariam famosos na nossa imprensa”, observa o Francisco Seixas da Costa.
O elemento trágico: Portugal mudou significativamente desde que Eça esreveu "As Farpas"? O embaixador de Portugal em Paris divide o seu raciocínio em duas metades: há elemento trágico e um vislumbre optimista. “O Eça nasceu há 165 anos e Portugal é um país que manifestamente, em nível de vida, melhorou bastante”, começa por dizer Francisco Seixas da Costa. “Acontece que Portugal ainda não se libertou de um elemento que é quase endémico nos seus ciclos - a emigração”, constata o embaixador. “A emigração é um elemento trágico para um país”, acrescenta Francisco Seixas da Costa. “É a prova provada de que um país não conseguiu encontrar para os seus cidadãos soluções de vida dentro da sociedade”, argumenta.
Continuar a ser Portugal: Homem dos dias de hoje, o escritor Miguel Sousa Tavares cruzou-se com a Renascença no encontro do Grémio. Quando recorda o que Eça escreveu sobre a sociedade portuguesa de hoje, conclui que afinal parece que não se estava assim tão mal. “O Eça seria talvez mais cáustico do que nós ainda somos e isto é um factor de optimismo - para Eça, Portugal há 100 anos não tinha futuro e nós ainda aqui estamos. Portanto, talvez continuemos”, diz Miguel Sousa Tavares. Para o embaixador do Brasil em Portugal, Eça faz parte da estirpe de escritores que são autores de todos os tempos, de todas as eras. Mário Vilalva fez parte do painel que debateu há dias, no Grémio Literário de Lisboa, o escritor português. "Eça e a sua obra são absolutamente intemporais, ou seja, podem ser vistos em qualquer um dos tempos e podem ser comparados com os tempos em que estamos vivendo no dia de hoje”, sustenta Mário Vilalva. O embaixador brasileiro em Portugal sublinha ainda que Eça escreveu também sobre o que se encontra no lado de lá do Atlântico. "Os 'tipos' [sobre os quais] Eça de Queirós [escreveu] também poderiam ser encontrados no Brasil com muita facilidade, talvez até em mais quantidade - é muito actual."
As notícias exageradas da morte de Portugal: E hoje, como seria a análise do escritor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras” a Portugal? Mariana Eça de Queirós olha para o busto do seu bisavô no bar do Grémio e responde convictamente que “veria da mesma maneira que via antigamente”. “De uma forma crítica, uma crítica construtiva, porque não era propriamente fazer troça dos portugueses, nem falar mal”, assegura. “Era no sentido de irritação, pelo facto de os portugueses não serem mais evoluídos do que eram e do que são”. Para Pedro Rebelo de Sousa, não é bem assim. “O mundo do Eça era o de um país com profundos atrasos e hoje Portugal, numa crise financeira, é um país diferente”, diz. Miguel Sousa Tavares mantém a tónica optimista. "Mudou muita coisa, as situações não são comparáveis. Só espero que hoje, como então, as notícias da morte de Portugal sejam exageradas." E sobre a crise financeira, o que teria Eça de Queirós a dizer? Pelo menos sabe-se o que pensava em 1867, num artigo publicado no "Distrito de Évora": "Hoje, que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução". Mas Eça também era um optimista. "Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
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Perguntas sem resposta...
Custa a acreditar, mas parece que o Governo aproveitou a cimeira no Paraguai para vender computadores Magalhães. Mas ao contrário de Sócrates, que implementou o programa e-escolinha e que acreditava nos seus benefícios, Passos suspendeu-o.
A direita nunca lhe reconheceu qualquer mérito, muito pelo contrário. Portanto, que raio de argumentos terão usado para os venderem aos mexicanos? Não são bons para nós, mas são bons para os outros? Onde está a seriedade?
E a empresa que os produz e exporta, e que era acusada de todo o tipo de trafulhices envolvendo o anterior Governo, já merece ser promovida nas cimeiras em que o actual Governo participa? Onde está a coerência?
Perguntas que ficam sem resposta porque a comunicação social, vá lá saber-se porquê, deixou de se interessar pelo assunto. Tal como não está muito interessada em dar-nos notícias sobre a visita de três dias de Paulo Portas à Venezuela.
Será que houve eleições neste País e nós não soubemos de nada? Não era este País que era governado por um ditador com quem as pessoas sérias da direita jamais fariam qualquer tipo de negócio?
Custa a acreditar, mas parece que o Governo aproveitou a cimeira no Paraguai para vender computadores Magalhães. Mas ao contrário de Sócrates, que implementou o programa e-escolinha e que acreditava nos seus benefícios, Passos suspendeu-o.
A direita nunca lhe reconheceu qualquer mérito, muito pelo contrário. Portanto, que raio de argumentos terão usado para os venderem aos mexicanos? Não são bons para nós, mas são bons para os outros? Onde está a seriedade?
E a empresa que os produz e exporta, e que era acusada de todo o tipo de trafulhices envolvendo o anterior Governo, já merece ser promovida nas cimeiras em que o actual Governo participa? Onde está a coerência?
Perguntas que ficam sem resposta porque a comunicação social, vá lá saber-se porquê, deixou de se interessar pelo assunto. Tal como não está muito interessada em dar-nos notícias sobre a visita de três dias de Paulo Portas à Venezuela.
Será que houve eleições neste País e nós não soubemos de nada? Não era este País que era governado por um ditador com quem as pessoas sérias da direita jamais fariam qualquer tipo de negócio?
Carlos Ferreira
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