Anders Behring Breivik foi ouvido hoje em tribunal. Quiz que a sessão em que vai explicar os seus actos seja aberta à comunicação social. Em tribunal, Breivik terá dito que agiu para defender a Europa do islamismo. Até agora, morreram 93 pessoas. Portugal era um dos alvos apontados por Anders Behring Breivik, o autor dos atentados na Noruega. No manifesto que publicou na Internet no dia dos ataques (sexta-feira, 22), apontava ainda Durão Barroso como uma das figuras que podia ser vítima de um ataque. O presidente da Comissão Europeia surge como exemplo de figuras que podiam ser alvo de ameaças ou até de acções terroristas. Em território português, o reactor de investigação do Instituto Tecnológico e Nuclear na Bobadela era um dos alvos a atacar. O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, considera que há que ter cuidados redobrados. "É preciso manter vigilância sobre infra-estruturas críticas", diz José Manuel Anes. “É fundamental, por um lado, não tomar à letra aquele documento de 1.500 páginas que ele publicou e onde diz que é preciso matar na Europa 400 mil pessoas e em Portugal 10 mil e atacar um conjunto de infra-estruturas críticas que temos cá. Mas é preciso, sobretudo, continuar a vigilância sobre essas infra-estruturas críticas, porque pode haver alguma tentação de imitação, de algum religionário ou simpatizante das ideias”, refere.
A audiência do autor confesso dos atentados na Noruega está marcada para o meio-dia. Entretanto, o juiz vai decidir se a sessão será à porta fechada ou aberta aos jornalistas – como, aliás, pretende o acusado. Anders Behring Breivik, de 32 anos, diz que vai explicar as razões dos seus actos: os atentados em Oslo e numa ilha a 40 quilómetros da capital norueguesa que mataram, pelo menos, 93 pessoas. Desta manhã, surge a notícia de que a polícia norueguesa vai pedir que o tempo de prisão preventiva seja excepcionalmente duplicado para oito semanas e que a sessão decorra à porta fechada. “Corri e escondi-me numa cabana”.
Polícia chocada. "É muito difícil, mas vamos gerindo a situação", admite polícia norueguesa. Entretanto, surgem os relatos de sobreviventes em Utoeya: “Quando ouvi os primeiros tiros, estava no acampamento, por isso, não consegui ver o atirador. Mas, pouco depois, tornou-se óbvio que isto se estava a tornar sério. Eu vi os meus amigos correrem na minha direcção, a fugirem, depois ouvi tiros e pessoas a caírem no chão. De seguida, vi-o a andar na direcção dessas pessoas e a dar-lhes tiros na cabeça enquanto eles estavam deitados no chão. Foi nessa altura que eu obviamente me apercebi que era tão grave, que simplesmente corri e escondi-me numa zona arborizada, numa cabana, até a polícia chegar”, relata Vegard Groslie-Wennesland à BBC. Da parte das autoridades policiais, admite-se que é difícil lidar com uma tragédia desta dimensão. "É muito difícil, mas vamos gerindo a situação", admite polícia norueguesa.
“A polícia é treinada para lidar com situações deste tipo, mas isto teve uma dimensão de tal ordem, foram tantos jovens que foram mortos, que é muito difícil. Mas vamos gerindo esta situação”, afirma um agente. Quarenta quilómetros a Norte de Oslo, na ilha de Utoeya, prosseguem as buscas para tentar encontrar jovens que continuam desaparecidos. “Ao que tudo indica, há quatro ou cinco pessoas desaparecidas na ilha de Utoeya, por isso, prosseguimos as buscas”, afirma uma responsável da Cruz Vermelha, que ontem “teve no local 32 barcos, quase um centena de voluntários a participar nas buscas”. Cruz Vermelha garante que irá trabalhar em Utoeya "enquanto for preciso". “Agora, com a luz do dia, vamos continuar a procurar. Como já disse a polícia, iremos continuar a trabalhar enquanto for preciso”, acrescenta. Entretanto, as autoridades norueguesas e suecas pediram aos cidadãos do seu país para fazerem um minuto de silêncio em nome das vítimas.
Autor dos atentados na Noruega fica detido oito semanas
A justiça norueguesa decretou oito semanas de prisão preventiva para o assumido autor do atentado e tiroteio de sexta-feira. Anders Behring Breivik fica também proibido de ter contactos com o exterior. Quatro das semanas de detenção serão em regime de total isolamento, sem direito a visitas, jornais ou qualquer tipo de correspondência. O tribunal considera que há risco de destruição das provas. O arguido está formalmente acusado de actos de terrorismo. Esta medida de coação, segundo o pedido da acusação, vai permitir investigar o caso contra Anders Behring Breivik, de 32 anos, que assumiu a responsabilidade dos ataques de sexta-feira. O norueguês, autor confesso do atentado à bomba e do massacre que matou mais de 90 pessoas nas imediações de Oslo, segundo a Reuters, disse em tribunal que tinha mais dois grupos de colaboradores. A audição decorreu, como previsto, à porta fechada, mas segundo o juiz , Anders Breivik confessou a autoria do atentado à bomba em Oslo e também os disparos na ilha de Utoya, com o objectivo de fazer o maior número possível de vítimas. Ainda assim, Breivik não admitiu culpa criminal. Confessou a autoria dos ataques, mas não reconhece que estivesse a cometer um crime. O objectivo, terá dito o arguido, era evitar novas filiações no partido trabalhista, partido que considera “traidor à pátria” por “colaborar na estratégia de colonização da Europa por muçulmanos”. Em tribunal, Breivik terá dito que agiu para defender a Europa do islamismo.
Portugal reforçou segurança devido às ameaças do atirador norueguês
O atirador da Noruega coloca Portugal na lista de países como alvos a abater. Anders Behring Breivik é ouvido hoje em tribunal, numa sessão à porta fechada. O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, garante que a segurança já foi reforçada nos chamados ponto-chave de todo o país, face às ameaças deixadas pelo atirador da Noruega no manifesto que divulgou na Internet. “Estou a dizer que se fez tudo o que está previsto fazer numa situação destas, que é tomar as medidas, adoptar os dispositivos que estão previstos que ocorram quando pode acontecer alguma situação que perturbe a paz e a tranquilidade pública”, afirmou Miguel Macedo aos jornalistas, sem adiantar pormenores. O Instituto Tecnológico e Nuclear da Bobadela é um dos alvos mencionados por Anders Behring Breivik, que se assume como cruzado de uma cruzada anti-islâmica e anti-multiculturalismo. Durão Barroso é descrito como perigoso marxista. Breivik, que na sexta-feira (dia 22) conduziu dois atentados na Noruega, é hoje presente a juiz. Os olhos do mundo estão a esta hora na sala de audiências número 8, num tribunal de Oslo, mas as portas estão fechadas, ao contrário do que o atirador gostaria.
Ao que tudo indica, as autoridades vão pedir o tempo máximo de detenção possível nesta fase do processo: oito semanas em solitária. “Só vão ser permitidos os contactos com o advogado. Ele pretendia ter uma audiência em porta aberta. Queria utilizar a audiência como palco para transmitir os seus pontos de vista. Precisava de fazer isso para iniciar uma revolução na Noruega contra o Governo, mas não vai ter essa possibilidade”, conta Jan Espen Kruse, jornalista da rádio nacional norueguesa NRK. Anders Behring Breivik, de 32 anos, vai ser acusado da morte de 93 pessoas. Há ainda 96 feridas, mas os números podem mudar, uma vez que há ainda pessoas desaparecidas. O norueguês auto-intitula-se "um libertador da Europa". Colocou uma bomba no centro de Oslo e abriu fogo durante mais de uma hora num acampamento de jovens numa ilha nos arredores da capital. Às 11h00, a Noruega calou-se em homenagem às vítimas, um silêncio que se estendeu à vizinha Suécia.
Suspeito norueguês publicou manifesto extremista no dia dos ataques
O documento mostra que a acção já estava a ser planeada há algum tempo e descreve principalmente a ideologia extremista por trás dos ataques de Anders Behring Breivik. O documento mostra que a acção já estava a ser planeada há algum tempo e descreve principalmente a ideologia extremista por trás dos ataques de Breivik. Apresentando-se como um “cavaleiro” das cruzadas da era moderna, Breivik defende uma revolução para “libertar a Europa da invasão multiculturalista”. Foi publicado no dia dos trágicos eventos em Oslo e na ilha de Utoeya, como confirma o chefe da polícia norueguesa. O texto tem também uma série de instruções que indicam modos de pesquisar métodos de fabrico de bombas na Internet sem lançar alertas às autoridades, e destaca "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas". Assinado "Andrew Berwick", que as autoridades admitem ser uma versão anglicizada do nome do suspeito, o próprio refere que será lembrado como "o maior monstro nazi desde a II Guerra Mundial". Breivik fala extensamente nos “males” do Islão e do que chama o “marxismo cultural” que invadiu a Europa.
No final, há fotografias do noruguês vestido com roupas militares e a segurar uma grande arma. Escrito em inglês, o texto tem o título "A European Declaration of Independence - 2083" - Uma Declaração de Independência Europeia – 2083. Também no Youtube foi publicado um vídeo, no dia dos ataques, expressando o mesmo tipo de ideias fundamentalistas. O único suspeito dos ataques na Noruega que fez 93 mortos e dezenas de feridos será apresentado amanhã a um juiz para decidir sobre a prisão preventiva. De acordo com a legislação norueguesa, o juiz pode decidir a prisão preventiva por um máximo de quatro semanas, que pode ser renovada numa nova audiência no final desse período.
Deco alerta para novas estratégias que enganam os consumidores
As empresas de toques, imagens ou jogos de telemóvel estão com vendas mais agressivas. A estratégia foi aperfeiçoada e faz cair nas suas malhas muitos consumidores desprevenidos e bem intencionados, diz a Associação de Defesa do Consumidor. Estão a proliferar concursos na Internet que oferecem “vouchers” de compras em lojas de marcas conhecidas, mas que servem apenas para que o consumidor, distraído, subscreva, sem o saber, um serviço de valor acrescentado no telefone. O alerta parte da Deco. “Há um conjunto de anúncios que apelam à participação do consumidor em concursos [e pedem para] fornecer alguns dos seus dados, no sentido de poder obter um ‘voucher’ de um valor elevado em compras de marcas idóneas - hipermercados, electrodomésticos, que nada fazem desconfiar o consumidor. Ao inserir esses dados, nomeadamente o nome e o telemóvel, acabam por subscrever um contrato que não desejam”, relata o jurista da Deco Luís Pisco. A lei prevê que os consumidores que não estejam interessados em receber serviços de valor acrescentado possam inscrever-se na lista de exclusão criada pela Direcção-Geral do Consumidor. O que acaba por acontecer é que “não participam em concurso nenhum, em promoção nenhuma, a marca desconhece totalmente o que está a acontecer” e os consumidores passam a ter “um débito, que pode ser diário ou por semana, de valores elevados, que podem ir de um a quatro euros por mensagem”, adianta o responsável. A mudança de estratégia das empresas de venda de toques, imagens ou jogos para telemóvel está apanhar os consumidores desprevenidos e por isso a Deco volta a pedir o barramento por defeito dos serviços de valor acrescentado. Só no primeiro semestre deste ano, a Deco e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) receberam mais de mil reclamações de consumidores que se dizem enganados. “As reclamações que estão neste bolo do primeiro semestre seguiram para fiscalização, para se verificar exactamente o que está a acontecer”, garante à Renascença Ilda Matos, da Anacom. A Autoridade Nacional de Comunicações fechou 10 processos de contra-ordenação. Seis empresas recorreram e quatro acataram.
Santana estranha ausência de nomes católicos no novo mapa de freguesias
O ex-presidente da Câmara de Lisboa considera que as assembleias de freguesia deviam ter sido ouvidas no processo. O número de freguesias de Lisboa vai ser reduzido para metade e desaparecem a maior parte dos nomes de inspiração cristã. É o que está previsto na reforma administrativa da capital que está em fase de aprovação. Santana Lopes estranha desaparecimento de nomes de inspiração cristã. O antigo dirigente do PSD e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, percebe as razões económicas que levam a reduzir numericamente as freguesias, mas estranha que do novo mapa desapareçam praticamente todos os nomes de inspiração cristã. “São Miguel, Santo Estevão, São Nicolau, Mártires; muitos nomes de inspiração religiosa desaparecem, é algo de estranho que é como que uma aversão aos nomes de inspiração religiosa nestas designações propostas. Foi uma deliberação da Câmara e agora vai ser da assembleia municipal, mas quem tem competência para decidir isto é a Assembleia da República. A lei manda que tenham que ser ouvidas as assembleias de freguesia e não foram neste processo”, sublinha Santana Lopes. O ex-autarca falou esta noite em declarações à TVI.
União zoófila lança apelo contra abandono de animais
O número de animais abandonados aumenta especialmente nos períodos em que os donos se ausentam para férias. Numa altura em que muitos portugueses partem para férias, a União Zoófila lança uma campanha contra o abandono de animais. A campanha vai juntar várias personalidades que vão percorrer o país com mensagens que condenam estes abandonos. Mafalda Ferreira, colaboradora da União Zoófila, explica que “o objectivo principal desta campanha é alertar para o problema do abandono”, que aumenta principalmente na época de férias. Associada a esta campanha, a União Zoófila lança ainda o apelo “não compre, adopte”, pretendendo dar um novo lar aos animais abandonados. “Espero que estes cartazes despertem a consciência das pessoas, porque é uma falta de sensibilidade e sentido ético que existe em muita gente. Um animal quando se adopta é para fazer parte da família, a mudança de mentalidades sabemos que é uma coisa lenta, mas se não formos lutando por isso nunca vamos conseguir”, defende Mafalda Ferreira.