Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

terça-feira, 28 de junho de 2011

Época governativa vai arrancar

Já há programa de Governo
                                                                                                                                                           
Documento foi entregue no Parlamento por volta das 15h00 pelo ministro dos Assuntos Parlamentares. Independentes representam quase metade do novo Executivo. Secretários de Estado tomaram posse hoje.
                                           
O ministro e a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares entregaram no Parlamento, cerca das 15h00 horas, o Programa do XIX Governo, em papel e em formato digital. O Programa de Governo foi entregue por Miguel Relvas e Teresa Morais à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. "O programa foi entregue, será agora distribuído aos grupos parlamentares e a todos os senhores deputados", disse o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas. O documento vai agora a debate na Assembleia da República, na quinta e sexta-feira.
                                                  
Leia aqui o programa do Governo:
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Documentos/Programa_GC19.pdf
                                                                                             
Plantel de Passos Coelho está fechado
                                                                                                             
Já tomaram posse os secretários de Estado do XIX Governo Constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho (PSD). A cerimónia, que decorreu hoje no Palácio de Belém, demorou pouco menos de meia hora e não contemplou discursos. A composição do novo Governo fica assim definida: são 35 secretários de Estado e 11 ministros, liderados pelo presidente dos sociais-democratas. Dois secretários de Estado tinham tomado posse na semana passada, juntamente com o primeiro-ministro e os restantes ministros que compõem este Executivo. Um a um, os secretários de Estado leram a declaração de compromisso de honra, prometendo cumprir com "lealdade" as funções que lhe são confiadas, e assinaram o auto de posse, numa cerimónia que demorou 25 minutos e decorreu na Sala das Bicas. Na mesa, o Presidente da República, Cavaco Silva, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assistiam ao juramento.
No final, o chefe de Estado assinou também o "auto de posse". Depois, o secretário-geral da Presidência da República, Arnaldo Pereira Coutinho, deu por encerrada a cerimónia e o chefe de Estado, acompanhado da presidente da Assembleia da República e pelo primeiro-ministro cumprimentaram um a um os novos secretários de Estado. Como é habitual na tomada de posse dos secretários de Estado, nem o Presidente da República nem o primeiro-ministro discursaram. A assistir à cerimónia estavam 10 dos 11 ministros do novo Executivo, com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, a ser a única ausente, por estar hoje no Luxemburgo numa reunião com os seus homólogos da União Europeia. Ao todo, a equipa de secretários de Estado do Governo liderado por Pedro Passos Coelho integra 35 personalidades, dos quais quase metade são independentes.
                                                                                                 
Cronista do Reino "estraga" planos do PM
                                                                                                                   
Bernardo Bairrão não ficou como secretário de Estado. Marcelo Rebelo de Sousa revelou no seu programa dominical de "mexeriquice política" que o até aqui administrador delegado da Media Capital ia ser secretário de Estado. Passos Coelho trocou-lhe as voltas... Embora tivesse sido contactado, o nome de Bernardo Bairrão não surgiu na lista dos 35 secretários de Estado do Governo liderado Pedro Passos Coelho. Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que o até aqui administrador delegado da Media Capital, que detém a TVI, ia ser secretário de Estado da Administração Interna, facto que não se confirmou. Filipe Lobo D'Ávila é o nome que surge na lista de Pedro Passos Coelho na secretaria de Estado da Administração Interna - e não o de Bernardo Bairrão. Esta manhã, a administração da Media Capital esclareceu à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários que Bernardo Bairrão tinha renunciado ao cargo de administrador delegado. O texto não precisava os motivos da renúncia. Certo é que a lista de secretários de Estado que Pedro Passos Coelho propôs hoje ao Presidente da República não contempla o nome do ex-administrador da empresa que detém a TVI. A tomada de posse dos novos secretários de EStado teve lugar hoje, ao meio-dia.
                                    
(Comentário do AR: Este Marcelo já começa a meter nojo!!!)
                                                                                        
“Razões políticas e pessoais” deixaram Bernardo Bairrão fora do Governo
                                                                                                            
Aquele que Marcelo Rebelo de Sousa dava como certo na Administração Interna acabou por sair da Media Capital e não integrar o novo Executivo. O ministro Miguel Macedo confirma que Bernardo Bairrão, ex-administrador da TVI e apontado por Marcelo Rebelo de Sousa como novo secretário de Estado do Ministério da Administração Interna, foi convidado para integrar o Governo, mas “razões políticas e pessoais” levaram a que fosse tomada uma decisão em sentido contrário. “Por razões que foram ponderadas, designadamente no dia de ontem, entendemos, aceitando as razões também que o Dr. Bernardo Bairrão invocou, que não devia assumir funções”, afirma Miguel Macedo, sublinhando que “razões políticas e pessoais levaram a esta decisão”. O ministro da Administração Interna diz ainda lamentar “que essa indicação não se tenha consumado, [pois] era um contributo importante para o trabalho que temos que fazer”.
Em declarações ao “Expresso, Bernardo Bairrão diz que foi por sua decisão que ficou fora do Governo e afirma não fazer sentido regressar à Media Capital: a saída é irreversível. Garante ainda que se reuniu com o ministro Miguel Macedo (Administração Interna) e decidiu voltar atrás, porque, nas suas palavras, não fazia sentido assumir funções. Às 15h00, é entregue no Parlamento o Programa de Governo, que será discutido na quinta e sexta-feira. É um programa que vai trazer mais e novas medidas de austeridade, além das acertadas com a “troika”. Ao contrário do que prometeu em Bruxelas, o primeiro-ministro não tem agendada qualquer declaração sobre novas medidas urgentes de controlo das contas públicas. Passos Coelho prometeu falar aos portugueses antes de entregar o Programa no Parlamento.
                                                                                                           
Fim da Secretaria de Estado da Protecção Civil preocupa bombeiros
                                                                                                                      
Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros, diz ser necessário saber como se vai processar a divisão de dossiers entre o ministro Miguel Macedo e o secretário de Estado da Administração Interna, agora que está confirmado o nome de Filipe Lobo d’Ávila para o cargo. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) olha com expectativa e preocupação para a extinção da Secretaria de Estado da Protecção Civil. Duarte Caldeira, presidente da LBP, diz ser necessário saber como se vai processar a divisão de dossiers entre o ministro Miguel Macedo e o secretário de Estado da Administração Interna, agora que está confirmado o nome de Filipe Lobo d’Ávila para o cargo. Em declarações, o presidente da Liga dos Bombeiros diz temer uma desvalorização da Protecção Civil. “Pelos dados disponíveis, a nossa expectativa é preocupada, porque tememos que, em vez de podermos vir a ter, como era nossa expectativa, saltos qualitativos na resolução de alguns problemas centrais que o sistema possui, podemos vir a regredir no tempo e no projecto e isso seria absolutamente inaceitável numa área que é cada vez mais importante”, afirma Duarte Caldeira.
                                                                                             
Passos Coelho "está a começar mal"
                                                                                                                                                    
António José Seguro critica o primeiro-ministro e também Durão Barroso. O candidato à liderança do PS António José Seguro critica o primeiro-ministro por anunciar que Portugal precisa de um novo plano de austeridade. Durante um encontro em Leiria com militantes e simpatizantes socialistas, o candidato a secretário-geral do PS disse que o primeiro-ministro "está a começar mal" e que "escolheu mal o caminho", numa referência às declarações de Pedro Passos Coelho, que revelou em Bruxelas na sexta-feira que na próxima semana o Governo anunciará um pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas, admitindo que possam ser decididas medidas adicionais. Segundo António José Seguro, o país "precisa de projectos e programas que possam colocar Portugal a crescer economicamente", o que, na sua opinião, não sucede com a austeridade. "Sabemos que austeridade conduz precisamente a uma diminuição do nosso crescimento e a uma contracção da nossa economia", referiu o candidato socialista, ao sublinhar que o "caminho não é mais austeridade", mas "incentivo naquelas áreas do aparelho produtivo nacional que podem criar riqueza". O candidato socialista alertou ainda que o memorando não é a salvação da economia de Portugal: "Esse memorando serve para financiar a economia, mas há uma margem enorme que temos de aproveitar para poder ajudar a colocar Portugal numa rota sustentável económica", salientou.
Tecendo críticas à chanceler alemã Angela Merkel, que acusou de virar as costas aos restantes países, António José Seguro também apontou o dedo ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. "Gostaria de ter na Europa um líder que tratasse todos os europeus por igual e que fosse capaz de chamar a atenção dos egoísmos nacionais que, neste momento, estão a matar o projecto europeu", disse. Por isso, na moção que irá apresentar ao Congresso, António José Seguro defende que o PS "esteja na primeira linha da construção de um outro projecto europeu, mais solidário". António José Seguro salientou ainda que fará uma oposição "responsável, construtiva e positiva". Sempre que discordar do Governo apresentará "uma proposta alternativa", garantiu. As eleições directas do PS estão marcadas para os dias 22 e 23 de Julho e o congresso extraordinário para os dias 9, 10 e 11 de Setembro. O outro candidato é Francisco Assis.
                                                                                               
Maioria dos autarcas socialistas com Seguro
                                                                                                                                       
As contas são feitas pela candidatura de António José Seguro. O outro candidato é Francisco Assis. Na corrida à liderança do PS, a candidatura de Antonio José Seguro fez a contabilização aos apoios já alcançados: das 132 Câmaras socialistas, 83 apoiam Seguro. Estes dados foram avançados este sábado pela sua candidatura. Rui Solheiro, presidente da associação nacional de autarcas socialistas, considera que António José Seguro representa a renovação da política no PS. Francisco Assis é o outro candidato à liderança do PS e à sucessão de José Sócrates. As eleições estão marcadas para 22 e 23 de Julho.
                                                                                                                              
PS “tem que ser refundado”, diz Mário Soares
                                                                                                                                                       
Histórico socialista deixa aviso, mas volta a não se comprometer com nenhum dos dois candidatos. Mário Soares defendeu hoje, em Arcos de Valdevez, que o Partido Socialista "tem de ser refundado" e "ter política a sério". "O PS tem de ser refundado de alguma maneira, tem de ser melhorado, tem de discutir política a sério e tem de ter política a sério e grandes ideias para o futuro", afirmou Mário Soares. Em relação às eleições para a liderança do PS, Soares reafirmou que não toma partido por nenhum dos candidatos. "Sou amigo de ambos, são ambos muito inteligentes, muito bem preparados, qualquer um dá um bom secretário-geral do partido", afirmou. A corrida à sucessão de José Sócrates no PS é entre Francisco Assis e António José Seguro. Soares falava à margem da iniciativa Concelho de Estado, que nesta segunda edição homenageou Mikhail Gorbachov. O antigo líder soviético não esteve presente, por questões de saúde, mas enviou uma mensagem gravada, em que alerta para o "impressionante estado das finanças" na Europa e para o perigo de serem os mercados a comandar os destinos dos países, em vez de serem os governos. Uma mensagem partilhada por Mário Soares, que sublinhou que a situação na Europa "é caótica" e que urge mudar o paradigma. "Se não muda o paradigma, vamos caminhar para uma situação muito difícil", avisou.
                                                                                                                                        
O que estão a fazer à Grécia é "uma vergonha"
                                                                                                                                                    
"A Europa é uma vergonha, porque não tem um líder à altura da situação", diz o histórico socialista. O ex-Presidente da República, Mário Soares, considera "uma vergonha" o tratamento que as instituições da União Europeia estão a dar à Grécia, dizendo que a Europa não tem líderes à altura dos tempos. Mário Soares falava aos jornalistas depois de ter apresentado o livro de António José Seguro, candidato à liderança do PS, intitulado "Compromissos para Futuro". "A Europa é uma vergonha, porque não tem líder à altura da situação. O que estão a fazer à Grécia é uma vergonha, porque a Grécia é a pátria e a inventora da democracia, da ciência e da cultura", considerou o ex-Presidente da República. Para Mário Soares, neste problema com as dívidas soberanas dos países europeus, "a Grécia deveria ser bem tratada". "Não vou fazer excepções entre os líderes europeus [responsáveis por esse tratamento]. Aliás, são quase todos conservadores. Não é por acaso que em 27 Estados-membros só dois [líderes políticos] são socialistas", disse. Já sobre o que devem fazer as forças socialistas europeias na actual conjuntura, Mário Soares deu a seguinte resposta: "Devem quanto antes deitar abaixo os governos conservadores", afirmou.
                                                                                                                     
Morreu o fundador de um "império"... Salvador Caetano
                                                                                                                                        
Com uma carreira iniciada aos 11 anos a pintar carroçarias, Salvador Caetano construiu um império automóvel para deixar aos filhos. É um dos "case studies" do sucesso empresarial à portuguesa. Salvador Caetano, fundador do império do sector automóvel do mesmo nome, faleceu hoje aos 85 anos, depois de uma doença prolongada. Durante a sua longa carreira, foi distinguido com o grau de Comendador da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial pelo Governo português, as medalhas de ouro das cidades de Gaia e Ovar e homenageado pelo Governo japonês com a Ordem do Tesouro Sagrado pelo trabalho frente à Toyota portuguesa. Nascido Salvador Fernandes Caetano a 2 de Abril de 1926 em São Lourenço, freguesia de Vilar de Andorinho em Vila Nova de Gaia, foi o terceiro de nove irmãos. Proveniente de origens humildes e de uma família numerosa, Salvador Caetano é conhecido hoje como protagonista de uma história de sucesso empresarial à portuguesa. Filho de um carpinteiro de Santo Ovídio, a situação financeira da família levou-o a sair da escola para trabalhar logo aos 11 anos. O primeiro emprego foi como pintor de carroçarias, até se lançar sozinho na reparação de autocarros na empresa Gondomarense. Entretanto, fazia teatro na sociedade recreativa local, onde conheceu Ana Pereira, sua companheira para a vida, com quem teve três filhos: Maria Angelina, Salvador Acácio e Ana Maria.
Aos 20 anos, em 1946, fundou a empresa de carroçarias Martins & Caetano & Irmão com o irmão e um amigo. Salvador Caetano acabou por ficar sozinho ao leme da empresa depois do abandono dos sócios. O projecto compôs-se com a construção de autocarros, primeiro para o Porto e depois exportados para Inglaterra, até que, em 1968, Salvador Caetano se torna “o homem que trouxe a Toyota para Portugal”, conseguindo a representação oficial da marca na Toyota Caetano Portugal. Em 1971, Salvador Caetano constrói em Ovar a primeira fábrica de montagem industrial de automóveis. Dez anos depois, a unidade atingia a montagem de 100 mil viaturas. Em 1996, após 50 anos de actividade, 50 empresas de vários sectores já tinham sido criadas ou adquiridas por Salvador Caetano. O empresário esteve na “lista negra” durante o PREC. A 11 de Março de 1975, pediu um caixote e uma garrafa de água e fez um discurso na sede de Lisboa que mudou o rumo dos acontecimentos. Numa altura de nacionalizações, a empresa consagrou-se o maior conglomerado privado no país.
No ano passado, o empresário decidiu estabelecer as partilhas do império e da fortuna que criou, dividindo as posições accionistas do grupo Salvador Caetano em três partes iguais pelos três filhos. A filha mais nova, Ana Maria, vendeu logo a sua parte nas duas “holding” principais aos irmãos e lançou-se num projecto empresarial independente. A fortuna da família Caetano está avaliada em 600 milhões de euros pela revista "Exame" e é considerada a décima maior do país. Confessou, na biografia publicada pela Fundação Salvador Caetano, que se pudesse mudar alguma coisa da sua vida, "teria continuado os estudos" e tirado o curso de Direito. O empresário faleceu ontem, deixando um importante legado industrial. O seu lema continua publicado no site do grupo: “Hoje como ontem, a nossa vocação continua a ser o futuro". Fundada a partir de uma unidade de carroçarias em Vila Nova de Gaia, a empresa tem agora presença em Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Cabo Verde e Angola e emprega quase sete mil funcionários.
                                                                                                                                                         
                                                                                                                             
                                                                                                                                           
                                                                    

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Em causa a Segurança do Turismo

Autarcas do Algarve pedem reforço policial
                                                                                                                                     
Este ano, aconteceram já diversos casos de assaltos a turistas. Um inglês, de 50 anos, acabou mesmo por falecer. Os Governos não se "comovem" e o turísmo como uma das principais fontes de receita vai sofrer.
                                 
Para este País, como para outro qualquer, as pessoas só viajam para onde se sentem seguras. O exemplo nos mercados turísticos é disso o maior exemplo. Mas o Governo português não enxerga, nem se comove. Por isso, os autarcas do Algarve pedem reforço do efectivo policial, pois nesta altura do ano a região é procurada por muitos turistas nacionais e estrangeiros. Macário Correia, presidente da comunidade inter-municipal do Algarve e presidente da Câmara de Faro, sublinha que o recente reforço de 100 agentes da GNR ajuda, mas não chega. “O reforço que foi anunciado é inferior ao que nós precisamos. Espero em que o Governo possa analisar o assunto com mais detalhe e que o reforço venha a ter outra expressão e dimensão”, disse em jeito de recado dirigido ao novo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. O autarca Macário Correia assume que têm havido “alguns focos com alguma criminalidade” e lembra que o Algarve é um “palco do mundo, com uma visibilidade mediática grande”. Por isso, uma ocorrência que noutros locais será menos divulgada, nesta zona é conhecida no mundo inteiro. “O que tem havido de cuidado das forças de segurança e o que está anunciado como de medidas de prevenção” é registado com agrado, acrescenta. A 31 de Maio, o Ministério da Administração Interna dava orientações à GNR e à PSP para reforçarem a actividade operacional no Algarve para aumentar o nível de segurança e intensificar a prevenção da criminalidade na região.
                                                                                     
Cavaco recebe Passos para primeira reunião semanal
                                                                                                                          
No encontro, o primeiro-ministro deve dar a conhecer ao Presidente da República os nomes dos seus secretários de Estado. O Presidente da República e o primeiro-ministro têm hoje a primeira reunião semanal e Pedro Passos Coelho pode levar já fechada a equipa do seu Executivo. A cerimónia de tomada de posse dos secretários de Estado está agendada para amanhã. Daniel Campelo (CDS-PP) será, ao que apurou a Renascença, um dos elementos da equipa e estará sob a tutela de Assunção Cristas (Agricultura). Outros nomes que têm vindo a público são Bernardo Bairrão, actual administrador da TVI/Media Capital (secretário de Estado do Ministério da Administração Interna), e Morais Leitão, para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, dirigido por Paulo Portas. Paulo Núncio vai para os Assuntos Fiscais e o social-democrata Almeida Henriques para secretário de Estado adjunto da Economia. Pedro Martins deve ocupar a Secretaria de Estado do Emprego. O encontro entre Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho está marcado para as 11h00 e ocorre menos de uma semana depois de o novo primeiro-ministro ter tomado posse e três dias depois da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que o primeiro-ministro reconheceu que não podia ter corrido melhor a Portugal. O primeiro-ministro também já prometeu que esta semana o Governo anunciará um novo pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas.
                                                             
Marcelo “ligeiramente preocupado” com os secretários de Estado escolhidos
                                                                                                                     
Comentador da TVI critica escolhas na Economia e a não separação clara entre Governo e PSD. Marcelo Rebelo de Sousa critica a escolha dos secretários de Estado para a área da Economia. São já conhecidos dois nomes do Ministério de Álvaro Santos Pereira: o social-democrata Almeida Henriques, que ficará como secretário de Estado adjunto e da Economia, e o independente Pedro Martins, responsável pelo Emprego.
Marcelo Rebelo de Sousa "ligeiramente preocupado" com secretários de estado: Estas são escolhas preocupantes, disse o professor Marcelo no seu habitual comentário na TVI. “Na Economia fico ligeiramente preocupado e fico ligeiramente preocupado porque o nível geral dos secretários de Estado é pouca coisa para um ministro que vem de fora”, disse. Também a escolha de Marco António Costa para a Secretaria de Estado da Segurança Social é contestada por Marcelo Rebelo de Sousa. O ex-líder do PSD esperava que Passos Coelho separasse as águas entre o partido e o Governo, mas não o fez quando escolheu Miguel Relvas para ministro dos Assuntos Parlamentares e voltou a repetir o erro ao escolher um vice-presidente do partido para as funções de secretário de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa contra partidarização do Governo: “Repito o que já disse sobre a ida de Miguel Relvas: é a ida de Marco António Costa para secretário de Estado da Segurança Social. Tinha ficado na minha cabeça a ideia de que Pedro Passos Coelho iria separar claramente a máquina do partido do Governo”, acrescenta. Marcelo Rebelo de Sousa acabou também por deixar uma notícia no seu comentário semanal: Bernardo Bairrão, administrador da TVI, vai ser secretário de Estado da Administração Interna. A posse dos secretários de Estado está marcada para terça-feira.
                                                                                                                  
Conferência de líderes agenda discussão do programa do Governo
                                                                                                 
O novo Execitivo, de maioria PSD/CDS-PP, tomou posse na terça-feira, dia 21 de Junho, e vai iniciar hoje a discussão do programa do Governo, sendo hoje agendada na primeira conferência de líderes da XII Legislatura. A sessão é presidida pela nova presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Além do agendamento das sessões plenárias para apreciação do programa do XIX Governo Constitucional, a conferência de líderes irá ainda definir o número, competências e composição das comissões parlamentares permanentes da nova Legislatura. A conferência vai ainda fixar também as grelhas de tempo de intervenção para a XII Legislatura e marcará a eleição para os cargos externos à Assembleia da República. De acordo com o número 1 do artigo 192 da Constituição "o programa do Governo é submetido à apreciação da Assembleia da República, através de uma declaração do primeiro-ministro, no prazo máximo de dez dias após a sua nomeação".
                                                                                             
FMI prevê recessão profunda já este ano e forte quebra no poder de compra
                                                                                                           
Documento data de 17 de Maio e traça um cenário macroeconómico gravoso para Portugal. O FMI revê em baixa o cenário macroeconómico para Portugal. A recessão será mais profunda já este ano e o poder de compra dos portugueses vai sofrer uma forte quebra nos próximos anos. A inflação vai atingir, este ano, e segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional, os 3,5% - ou seja, mais do dobro do valor registado no ano passado. Em 2012, ainda deve ultrapassar os 2%. Com salários e pensões congeladas, prevê-se assim uma forte quebra do poder de compra dos portugueses nos próximos anos. O produto (PIB) deve reduzir-se 2,2%, contra os previstos 1,5% no relatório de Abril do próprio FMI. A queda de actividade será, no próximo ano, de 1,8%, mais do triplo da anterior previsão. Em relação à dívida pública, espera-se também um forte agravamento. Depois de um salto de 93% para 106% ainda em 2011, o indicador irá agravar-se até 2013, ultrapassando então os 115,3%, para só começar a descer a partir de 2015. Quanto à taxa de desemprego, ultrapassará, já este ano, os 12% e deve atingir os 13,4% em 2012 (um ponto acima da última previsão), mantendo-se quase ao mesmo nível em 2013. Os dados constam do relatório do FMI datado de 17 de Maio e anexado ao memorando de entendimento estabelecido para a ajuda externa a Portugal.
Consenso político permanente é essencial: No texto que faz o diagnóstico da situação económica em Portugal e acompanha o programa de ajuda financeira admitem-se vários riscos que podem vir a comprometer a eficácia do resgate. Desde logo, a possibilidade de o programa acordado não ser suficiente para pôr fim à crise da dívida soberana, com “impacto desfavorável sobre as perspectivas de financiamento do Governo”. Alerta-se ainda para o risco de um menor crescimento económico em relação ao previsto poder tornar as projecções de aumento da dívida ainda piores. Para o FMI, sem o necessário suporte social e o consenso político permanente, poderá ainda estar em risco o próprio objectivo de consolidação das contas públicas.
O problema do aumento do rácio da dívida público: Na opinião de Graça Franco, directora de informação da Renascença e especialista em assuntos económicos, o dado mais preocupante é o aumento do rácio da dívida para valores muitíssimo elevados. Sublinhando que “este relatório corresponde ao cenário macroeconómico subjacente à ajuda” (“faz o enquadramento e previsões que decorrem da aplicação deste programa”), a jornalista lamenta o facto do país estar a conhecer “o programa às fatias”. Uma das soluções para a crise da dívida é, na opinião de Miguel Cadilhe a criação de um imposto extraordinário, aplicado uma só vez, sobre a riqueza líquida. “A medida que Cadilhe propõe iria ao encontro da necessidade de fazer face a este rácio da dívida pública, mas tem custos políticos muito altos. Não está previsto no programa e duvido que venha a estar sobre a mesa”, considera Graça Franco.
                                                                                           
Comprar português não é fácil e sai mais caro
                                                                                                                  
Numa lista de compras básica, comprar exclusivamente produtos nacionais sai 33% mais caro ao bolso dos consumidores quando comparado com o cabaz equivalente mais barato. Em tempo de crise e de escassez financeira, não é fácil cumprir a vontade de comprar português. Saindo determinado em direcção a um hipermercado (o ponto de venda em causa faz parte do grupo Sonae) com uma lista de compras, que foi distribuída por dois carrinhos: um exclusivamente com produtos portugueses, outro com os produtos mais baratos que se encontram nas prateleiras.
Primeira conclusão: comprar português sai mais caro. A factura do carrinho nacional foi de 80,04 euros, ao passo que o carrinho mais barato ficou-se pelos 60,84 euros. A grande diferença é que a maioria dos produtos que ficou no carrinho mais em conta é de marca branca. No rótulo destes produtos lê-se “Fabricado na União Europeia”, o que, em bom rigor, até pode significar que é fabricado em Portugal. Tentou-se obter esclarecimentos junto da Sonae sobre a origem destes produtos, mas até agora essa informação não foi disponibilizada. Segunda conclusão: mesmo com muito esforço, é difícil saber se o consumidor está ou não a comprar produtos nacionais. Não são muitos os produtos que ostentam o selo “Compre o que é Nosso” ou aqueles que explicitamente referem que é “made in” Portugal. Na maioria dos casos, dá-se a volta às embalagens, encontram-se moradas portuguesas dos distribuidores, mas não se sabe se a origem do produto é nacional. A excepção é composta pelos legumes e pelas frutas- nestes casos, a origem dos produtos está bem explícita. E aqui as notícias são boas: a maior parte dos legumes e frutas mais baratos são portugueses. Apenas as cebolas e as bananas nacionais são ultrapassadas pelas estrangeiras. Nota ainda para os alhos, feijão verde, pimento e ananás. Nestes produtos, o cliente não tinha escolha: ou levava alhos espanhóis, feijão verde marroquino, pimentos espanhóis e ananases equatorianos ou ficava de mãos a abanar.
                                                                                            
Marcas brancas vão poder usar selo "Compro o que é Nosso"
                                                                                                               
A Associação Empresarial Portugal (AEP) diz que há cada vez mais marcas interessadas em tornar visível a portugalidade dos produtos porque os clientes estão a valorizar o que é nacional. Actualmente, quase três mil marcas fazem parte do projecto "Compro o que é Nosso". O comportamento dos consumidores está a mudar. Cada vez mais, os clientes querem comprar português. Está, por isso, aberto o caminho para que o selo "Compro o que é Nosso" seja cada vez mais visível e em breve vai estar até nos produtos de marca branca que sejam portugueses. São revelações feitas à Renascença por Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal.
                                                                                                         
Porque é tão difícil para os consumidores ter a certeza que estão a comprar produtos portugueses?
Os consumidores mudaram de mentalidade. Agora saber que é português vende mais. Quando nós iniciámos o "Compro o que é Nosso" há quatro anos, nós tínhamos consciência que este projecto iria implicar uma profunda alteração cultural, porque, se calhar, há quatro anos atrás, o que vendia era o produto ser importado - nós não valorizávamos aquilo que era português. As coisas felizmente alteraram-se e hoje o que sentimos é precisamente o contrário. Acontece que só agora é que grande parte das cadeias de distribuição ou algumas marcas perceberam que esse factor adicional de informação vende, ajuda a vender. Por isso é que neste momento estamos a ver muitas marcas a aderir ao "Compro o que é Nosso", estamos a ver cada vez mais marcas a colocar na sua embalagem o nosso logótipo ou qualquer outra indicação relativamente à portugalidade.
                                                                                                    
As chamadas marcas brancas podem levar o selo "Compro o que é Nosso"?
Sim. No âmbito do "Compro o que é Nosso", nós não só aceitamos como aderentes marcas de empresa portuguesas que geram valor acrescentado em Portugal, como também abrimos a possibilidade de as cadeias de distribuição poderem colocar nos produtos de marca branca o nosso logótipo, desde que esses produtos sejam comprados a fabricantes portugueses. Esse, de facto, parece ser o caminho. Hoje, nós sabemos que, na grande distribuição, o peso das marcas brancas relativamente ao total das marcas vendidas é cada vez maior e, se calhar, ainda vai crescer, tendo em conta o período difícil sob o ponto de vista económico e financeiro que estamos e vamos continuar a atravessar. Foi nesse sentido que concretizamos um protocolo entre a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que, por um lado, tenta sensibilizar as grandes cadeias de distribuição a comprarem cada vez mais em Portugal - desde que encontrem em Portugal fornecedores com qualidade para esse produto ou serviço -, mas também que, de alguma forma, dêem visibilidade ao nosso projecto, colocado nas embalagens o logótipo, desde que ele possa ser usado.
                                                                                                          
Quando é que isso poderá acontecer?
Há processos de alteração a nível de rotulagem e de etiquetagem que não se mudam numa semana, nem se mudam num mês. Agora o que eu tenho a certeza é que neste momento existe não só por parte da APED, mas acima de tudo pela grande maioria dos seus associados, uma vontade que isso aconteça. Há aqui uma guerra comercial e as pessoas têm cada vez mais de usar factores discriminativos que ajudem a vender cada vez mais. Não tenho a mínima dúvida que a visibilidade do produto ser português vai ser cada vez maior e os portugueses vão ter cada vez mais uma opção consciente de compra.
                                                                  
Actualmente, há muitos produtos de marca branca a ser produzidos em Portugal?
Eu não tenho essa informação, mas sei, por exemplo, que algumas grandes cadeias de distribuição, e podemos citar o exemplo do Continente, que tem um "Clube de Produtores" com produtores nacionais. Portanto, eu não tenho a mínima dúvida que, hoje, grande parte das marcas brancas é produzida em Portugal. O que falta é assinalar essa origem e acho que neste momento todos temos interesse que isso aconteça.
                                                                                                                          
Hospitais públicos perdem 46 cirurgiões e 20 ortopedistas num só ano
                                                                                                                            
A pediatria, por seu lado, ganhou 26 profissionais em 2009. Os hospitais públicos perderam, num ano, 46 cirurgiões, 20 ortopedistas e 13 otorrinos, as especialidades que mais clínicos viram sair, segundo um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS), relativo a 2009. O documento mostra que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinham, em 2009, quase mais 300 médicos do que no ano anterior, mas muitas especialidades perderam clínicos. É o caso da cirurgia geral (que ficou com menos 46 especialistas), da ortopedia (menos 20), da dermatologia (menos 12 médicos) e da psiquiatria (menos 17). Obstetrícia, gastrenterologia, medicina interna, oftalmologia, otorrino e urologia são as outras especialidades que ficaram com menos clínicos. Para um saldo positivo contribui a pediatria, que ganhou 26 profissionais, e a pneumologia, com mais 17 especialistas. A cardiologia manteve os seus 411 médicos. Segundo o documento da DGS, houve um acréscimo de 47 especialistas, mas em áreas que não são as mais procuradas e que não surgem especificadas no documento. Além disso, para o saldo positivo de médicos por especialidade contam também os médicos do internato. Já os enfermeiros registaram um acréscimo significativo nos hospitais públicos, com mais 1.021 profissionais em 2009, com crescimento em todas as áreas: cirurgia, saúde infantil, obstetrícia e saúde mental e psiquiátrica.
                                                                                                               
Portugueses esperam quase um ano por uma consulta no hospital
                                                                                                              
Em termos globais, é o Hospital do Barlavento Algarvio que mostra pior desempenho. O relatório da Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde destaca dados de 2010, mas vira-se também para o futuro e alerta: é importante que cada um seja mais responsável pela sua saúde e pela maneira como usa o sistema público. Por especialidade médica, o relatório aponta casos extremos de espera: 1.321 dias para uma consulta de ginecologia no hospital de Santarém e 1.200 dias para uma consulta de cardiologia no hospital de S. João, no Porto.
Só 45% dos portugueses que esperavam por uma consulta de especialidade em 2010 é que acabaram por consegui-la. O relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que hoje vai ser apresentado, revela como é difícil aceder a consultas hospitalares dentro dos prazos que a lei prevê. A demora média ronda os 361 dias – praticamente um ano. Em termos globais, foi, no entanto, o Hospital do Barlavento Algarvio que mostrou pior desempenho, com tempos máximos de resposta a rondar os três anos para consultas de psiquiatria, cardiologia e otorrino-laringologia. O ano de 2011 começou com quase um milhão e meio de portugueses inscritos para uma consulta de especialidade hospitalar. Quase um milhão entrou para a lista em 2010 e mais de 400 mil já lá estavam em 2009 - isto porque no ano anterior só 627 mil utentes conseguiram ser atendidos. O lado bom é que a maioria destas consultas (69%) respeitou os prazos máximos previstos por lei. Considera-se que uma situação normal pode esperar cinco meses por uma consulta de especialidade. Já os casos muito prioritários devem ser consultados no espaço máximo de um mês. Curiosamente, diz o relatório, é aqui que, em todas as regiões do país, há mais demoras: até final do ano passado, no Algarve, os doentes considerados muito prioritários esperavam em média 636 dias, enquanto os de Lisboa tinham pela frente um ano de espera.
Crise e responsabilidade na saúde: Estas conclusões constam do relatório da Primavera do Observatório dos Sistemas de Saúde, que aponta os riscos implícitos nas medidas da “troika” e sublinha que o envolvimento dos cidadãos de forma activa e informada será determinante. O documento refere que é preciso discutir e fundamentar as medidas a tomar – e é preciso fazê-lo com transparência. É também crucial, defende o texto, que cada um seja mais responsável pela sua saúde e pela maneira como usa – ou abusa, por vezes – do sistema público. Novos cortes num sector que já este ano perde 13% do seu orçamento torna todo e qualquer passo particularmente sensível para não deixar pelo caminho os mais vulneráveis. Um exemplo: usar as taxas moderadoras para aplicar na prática co-pagamentos dos serviços de saúde consoante os rendimentos é considerado um passo arriscado, sugerido pela “troika”, mas não obrigatório.
Aliás, diz o relatório, já se segue nesse sentido, por exemplo, com o corte no transporte dos doentes, que ameaça interromper tratamentos e afastar muitos utentes dos serviços, ou no corte do salário aos médicos, que pode agravar a fuga para o sector privado, para a reforma ou para fazerem cirurgias no sector privado e social, onde a sua remuneração não será afectada. O documento revela também um receio muito claro quanto à capacidade do futuro Governo para enfrentar os poderosos grupos de interesses económicos e profissionais que marcam o sector da saúde. Diz-se que pode haver a tentação de substituir algumas medidas por outras aparentemente mais fáceis, mas, no final, mais caras para as pessoas – não só porque tornarão mais difícil o acesso universal a cuidados, como aumentarão a carga fiscal dos contribuintes. O relatório sublinha, por outro lado, o que o memorando da “troika” não refere, mas considera essencial - a necessidade de proteger de imediato os mais vulneráveis, a manutenção do investimento nos cuidados continuados numa sociedade cada vez mais envelhecida ou a urgência de medidas de prevenção e promoção da saúde, que também podem evitar muitos gastos.
                                                                                                                
Cantor Angélico mantém prognóstico "muito reservado"
                                                                                                                                      
Antigo vocalista dos D'Zrt, de 28 anos, sofreu um acidente de viação na A1, no qual perdeu parte da massa encefálica. Jornais revelam que está em "morte cerebral", e que a mãe "pede um milagre". O cantor e actor Angélico Vieira, que sábado sofreu um grave acidente de viação, continua internado no Hospital Santo António, Porto, com "prognóstico muito reservado". A chefe de equipa do Serviço Urgência do Santo António disse hoje que o antigo vocalista dos D'Zrt, de 28 anos, "continua internado na Unidade de Cuidados Intensivos e o prognóstico é muito reservado, já que o cantor perdeu parte da massa encefálica no aparatoso acidente". Na mesma Unidade de Cuidados Intensivos encontra-se uma rapariga de 17 anos que ficou também gravemente ferida no acidente. O acidente ocorreu cerca das 3h15 de sábado ao quilómetro 258 da auto-estrada A1, no sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja, tendo resultado num morto, dois feridos graves e um ferido ligeiro.
                                                                                                                 
                                                                                                               
                                                                                                                               

sábado, 25 de junho de 2011

Tiros, Droga e... Política

Droga em Loulé com traficantes perigosos
                                                                                                              
Alvoroço com traficantes: GNR apreende 20 mil doses de heroína e detém suspeito após uma rocambolesca perseguição que incluiu tiros em Loulé. Dois conseguiram fugir.
                                         
A GNR apreendeu na quinta-feira, em Loulé, um saco de heroína com o equivalente a 20 mil doses individuais, depois de proceder a uma perseguição, com tiros de advertência, a três indivíduos, informou hoje fonte da guarda. Segundo um comunicado da GNR, os três indivíduos encetaram a fuga à polícia quando circulavam pelas 21:50 de quinta-feira numa viatura junto à estrada municipal, próxima da Estação de Caminhos de Ferro de Loulé. No decurso da fuga, a viatura em que seguiam os três suspeitos embateu no carro da GNR, ficando ambas imobilizadas na via e tendo os ocupantes tentado fugir a pé por uma zona de mato. Um dos homens estava munido de uma pistola que apontou na direção dos militares que os perseguiam, adiantou a mesma fonte. Os militares efetuaram disparos de advertência e, posteriormente, atingiram um deles com um disparo na perna, obrigando à sua hospitalização sob detenção. Durante a fuga, o trio abandonou um saco que continha "uma elevada quantidade em dinheiro, e de heroína suficiente para cerca de 20 mil doses individuais", lê-se na mesma nota. Os outros dois indivíduos continuam a monte
                                                                         
Concelho de Ministros europeu estimula Portugal
                                                                                                  
Líderes europeus saúdam "forte compromisso" do novo Governo português em executar programa de reformas. Passos Coelho diz que Conselho Europeu «não podia ter corrido melhor a Portugal». Os líderes europeus vão saudar o "forte compromisso do recém-eleito Governo português" em implementar integralmente o programa de ajustamento, segundo uma versão provisória de uma declaração do Conselho Europeu a que a agência Lusa teve acesso. Com a complexa situação grega a dominar a atualidade europeia, os chefes de Estado e de Governo, reunidos até ontem em Bruxelas, decidiram adotar uma declaração de apoio à Grécia, que alude também à situação dos outros dois Estados-membros que recorreram ao mecanismo de ajuda, Portugal e Irlanda. Segundo o "esboço" da declaração que os 27 se preparam para adotar, na primeira cimeira em que participa o novo primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, o Conselho Europeu "saúda o forte compromisso do recém-eleito Governo português em implementar integralmente o seu programa de reformas". De acordo com o Conselho, a "implementação estrita" dos programas de reformas, que reuniu um consenso entre as principais forças políticas, tanto no caso português como no caso irlandês, "vai assegurar a sustentabilidade da dívida e vai ajudar ao regresso de Irlanda e Portugal aos mercados financeiros".
Na sua intervenção na cimeira, Passos Coelho irá reafirmar aos parceiros europeus a determinação do novo Governo em cumprir o programa de assistência financeira negociado pelo anterior executivo, uma ideia que vincou já hoje em Bruxelas, tanto num encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, como numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE). O primeiro-ministro garantiu, no final do encontro que manteve com Durão Barroso, que o novo Governo não terá férias de modo a tomar nos próximos meses "o essencial das decisões" para a efetiva implementação do programa de reformas e garantiu que Portugal "não descansará" enquanto não devolver a confiança em si depositada pelos seus parceiros europeus. Quanto à Grécia, não deverá haver referências na declaração do Conselho ao desembolso da próxima "tranche" de ajuda, devendo os líderes instar antes as forças políticas gregas a apoiarem os programas de reformas reclamados por UE e FMI com vista à sua implementação a partir de julho.
                                                                   
Não podia ser melhor...
                                                                                               
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou no final da sua primeira cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que a reunião não podia ter corrido melhor a Portugal. "No essencial este foi um Conselho, o primeiro em que participei, que, ao contrário de outros, pelo que me dizem, mais conturbados, acabou por ter uma conclusão bastante consensual e rápida, e não creio que do ponto de vista de Portugal ele tivesse podido correr melhor", declarou. Passos Coelho considerou bastante positiva a referência à situação portuguesa que consta das conclusões adotadas pelos líderes europeus, que saudaram "o forte compromisso" do novo Governo português em aplicar "integralmente" o seu programa de reformas, sublinhando a importância da manutenção do consenso entre as maiores forças políticas do país. De acordo com o primeiro-ministro, "em jeito de balanço" daquela que foi a sua primeira cimeira europeia, esta "do ponto de vista estritamente português, correu bastante bem", mas também "do ponto de vista da Europa" foi "muito produtiva", com uma mensagem clara de apoio à Grécia com vista a um novo programa de ajuda.
                                                                              
Líderes europeus aprovaram novas regras para o espaço Schengen
                                                                                                   
Os dirigentes europeus aprovaram hoje novas regras para o espaço Schengen que facilitam o restabelecimento do controlo de fronteiras, mas asseguraram que elas não põem em causa o princípio da liberdade de circulação. A alteração, aprovada na cimeira europeia em Bruxelas, foi proposta pela Comissão Europeia, num contexto de polémicas entre países europeus, nomeadamente as que opuseram França e Itália a propósito do afluxo de imigrantes clandestinos da Tunísia e da Líbia. "Isto não põe em causa o princípio da liberdade de circulação" dos cidadãos europeus no espaço Schengen, "isto permite controlar essa liberdade de circulação", afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, à imprensa. Se nada fosse feito, disse, "então sim, havia o risco de Schengen desaparecer". "Trata-se de melhorar Schengen, de o tornar mais bem adaptado às exigências dos cidadãos", disse por seu lado o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Nos termos do compromisso encontrado, a Comissão Europeia vai ser encarregue de avaliar as situações caso a caso para determinar se estão reunidas "circunstâncias excecionais" para permitir acionar uma "cláusula de salvaguarda" que permita restabelecer temporariamente o controlo das fronteiras.
O compromisso admite que a Comissão faça uma avaliação de casos em que, por exemplo, um país não está a conseguir vigiar as fronteiras da UE - as fronteiras externas - mas, sublinhou Sarkozy, "a decisão continua a ser nacional". Os controlos das fronteiras nacionais também poderão ser restabelecidos quando uma parte de uma fronteira externa da UE estiver sob uma pressão migratória "forte e inesperada". Este princípio inspira-se em dois casos polémicos recentes: quando a Grécia não conseguiu controlar a sua fronteira com a Turquia e quando a Itália decidiu regularizar 25 mil migrantes tunisinos que pretendiam ir para França. Atualmente, o restabelecimento do controlo das fronteiras internas do espaço Schengen é possível em caso de "ameaça grave para a ordem pública ou a segurança interna". A declaração comum hoje aprovada frisa o "carácter excecional" da nova disposição, condiciona-a a "uma situação verdadeiramente crítica" e limita a sua duração. O espaço Schengen integra 22 Estados membros da UE - o Reino Unido, a Irlanda, a Bulgária, a Roménia e Chipre não pertencem - e os extra-comunitários Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
                                                                               
José Seguro desafiou Passos a alterar lei das Autárquicas e Legislativas até ao fim do ano
                                                                                                                    
O candidato à liderança do PS António José Seguro desafiou ontem, em Portimão (Algarve), o primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, para que até ao final deste ano celebre um acordo para alterar a legislação das Autárquicas e Legislativas. "O meu desejo é que as eleições Autárquicas de 2013 e as Legislativas de 2015 já sejam com as alterações nas leis Autárquicas e Legislativas", disse António José Seguro, num encontro com os militantes socialistas algarvios que teve lugar esta noite no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) para apresentar a moção. O candidato a secretário-geral do PS desafiou esta noite Pedro Passos Coelho a comprometer-se a estabelecer um "acordo" para que a alteração da legislação das Autárquicas e Legislativas em vigor seja feita até ao final deste ano.
                                                                                                             
Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas apoia Seguro e diz que este é a pessoa mais capaz de credibilizar PS
                                                                                                                         
O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingos Azevedo, revelou o seu apoio a António José Seguro na corrida à liderança do PS, considerando que este é "a pessoa mais indicada para gerir" e "credibilizar" o partido. "Já me decidi, acho que o António José Seguro é neste momento a pessoa mais indicada para gerir o partido e para conseguir dar uma imagem diferente e que é necessária dar do PS", afirmou à agência Lusa Domingos Azevedo, na sua qualidade de militante socialista e também de presidente da Comissão de Fiscalização Económica e Financeira do PS. Domingos Azevedo considerou que nos últimos tempos, o PS mostrou uma imagem de "alguma indecisão na gestão do Governo e do poder" e que Seguro é capaz de voltar a credibilizar o partido. Na opinião do atual bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, António José Seguro deve ser capaz de transformar o PS numa "instituição que procura as melhores soluções para o bem-estar dos cidadãos". "O PS precisa de ser credibilizado nesse domínio, de criar uma maior envolvência e de criar uma imagem diferente", reforçou. As eleições no PS, que colocam frente-a-frente António José Seguro e Francisco Assis, estão marcadas para 22 e 23 de julho.
                                                                               
Passos Coelho revelará na próxima semana medidas de ajustamento que podem incluir novidades
                                                                                                                
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ontem que na próxima semana o Governo anunciará um pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas, admitindo que possam ser decididas medidas adicionais. Falando à saída de um Conselho Europeu, em Bruxelas, Passos Coelho escusou-se a "entrar em grandes pormenores", por estar a "ultimar justamente com o ministro das Finanças", Vítor Gaspar, o anúncio que deverá ser feito, em vésperas de apresentação do programa de Governo na Assembleia da República, da antecipação de "medidas essenciais, sobretudo na área da reforma estrutural e no pacote das privatizações". Ainda assim, o chefe de Governo admitiu que, além de algumas das medidas que constam do programa negociado com a "troika" poderem ser antecipadas, poderão ser igualmente decidas outras que não constam do programa de ajustamento. Passos indicou que "as duas tarefas mais imediatas" que vão merecer a atenção do Governo serão "proceder de forma mais intensa à consolidação orçamental" e reestruturar "todo o setor público empresarial". "Isso irá traduzir-se na apresentação de um conjunto de medidas que, por um lado, já estão previstas no nosso programa, mas que nós entendemos que devem ser antecipadas já para este semestre, e eventualmente de outras medidas que não estavam previstas no programa e que nós poderemos vir a entender necessárias para reforçar quer o controlo de redução do nosso défice, bem como de matérias relativas à reestruturação do setor público, não só administrativo mas também empresarial", declarou. Pedro Passos Coelho indicou que "esses detalhes serão conhecidos na próxima semana".
                                                                                                                               
Extinção dos Governadores civis não afeta combate aos incêndios florestais, diz ministro da Administração Interna
                                                                                                                           
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, garantiu hoje que a extinção do cargo de governador civil não põe em causa o combate aos incêndios florestais e que na próxima semana haverá novidades nesta matéria. "Em cada distrito há um responsável, que não é o governador civil, pelas operações que têm a ver com o sistema de proteção civil e incêndios", disse Miguel Macedo, no final de uma reunião com a Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras, para avaliar o dispositivo de combate aos incêndios florestais. O novo ministro da Administração Interna adiantou que os governadores civis estão em funções neste momento e que no início da próxima semana será conhecido "exatamente" o que o Governo pretende fazer nesta matéria. Na tomada de posse, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que não vai nomear novos governadores civis. Na sequência do anúncio, já confirmaram a entrega do seu pedido de demissão os governadores de Lisboa (António Galamba), Braga (Fernando Moniz), Santarém (Sónia Sanfona), Leiria (Paiva de Carvalho), Setúbal (Manuel Macaísta Malheiros), Castelo Branco (Alzira Serrasqueiro), Guarda (Santinho Pacheco), Évora (Fernanda Ramos), Bragança (Jorge Gomes), Vila Real (Alexandre Chaves), Porto (Fernando Moreira), Beja (Manuel Monge), Portalegre (Jaime Estorninho) e Viseu (Mónica Costa). O ministro da Administração Interna fez hoje a sua primeira deslocação desde que tomou posse, realizando uma reunião na Autoridade Nacional de Proteção Civil.