Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

“Empurrado” para Faro

Macário Correia vai comer muita perna de frango

Ele vai trocar Tavira por Faro... Os social-democratas farenses aprovaram o seu nome por «unanimidade» e «aclamação»

Para ganhar eleições, a receita de Macário Correia é bastante simples: comer muita perna de frango e carne assada. Foi o próprio quem o disse em artigo publicado ontem no Diário de Notícias, sobre a recusa de Manuela Ferreira Leite em visitar as sedes Concelhias do PSD, nomeadamente a de Tavira inaugurada recentemente.
No artigo pode ler-se que, a propósito do recente convite que lhe foi dirigido no distrito de Braga (Espozende), o qual não aceitou, ela defraudou a expectativas dos militantes. “Ferreira Leite disse que preferia reunir com os militantes do partido noutro local. Segundo a líder, explicou já ter rejeitado semelhante convite de Macário Correia, que a desafiou a visitar a sede do partido em Tavira”.O DN acrescenta que “Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira e que a apoiou nas directas de 31 de Maio, não percebe até hoje a atitude da líder laranja. "Realmente esteve aqui no Algarve e convidei-a para inaugurar a sede de Tavira. Disse-me que não podia ir a todas as inaugurações e acabou por ser Marques Guedes (secretário-geral do PSD) a substituí-la".
O autarca admite que Ferreira Leite tem que se afirmar junto da opinião pública, fora das portas do PSD. Mas, diz, "não vai às sedes com esse propósito, mas também tem ido muito pouco ao País. Para ganhar eleições é preciso mobilizar o partido, comer muita perna de frango e carne assada". Macário Correia defende a proximidade da presidente do partido junto das bases e estabelece um paralelo com a liturgia católica: "Os fiéis querem missa, é preciso o padre puxar-lhes pela fé. Ela não está a avaliar bem este aspecto, de que não se pode menosprezar o papel agregador do líder dentro do partido."

Nomeado por “aclamação”

A candidatura de Macário Correia à Câmara de Faro às próximas eleições autárquicas foi aprovada este fim-de-semana pela concelhia do PSD/Faro por «unanimidade» e «aclamação», disse esta terça-feira à Lusa fonte do partido, em Faro. Macário Correia adiantou hoje que «constatou» e «registou com agrado» a vontade dos militantes do PSD/Faro em que fosse candidato a Faro, mas preferiu remeter para «mais tarde» mais comentários.
A reunião, que contou com a presença de Macário Correia, teve lugar sábado, no auditório da Casa dos Rapazes, no centro de Faro, onde cerca de 50 militantes do PSD/Faro aprovaram por «unanimidade» e «aclamação» a candidatura do ainda presidente da Câmara de Tavira, adiantou fonte da concelhia do PSD. A candidatura vai agora seguir os trâmites normais e será enviada para a distrital do PSD/Algarve a 16 de Fevereiro, acrescentou a mesma fonte.
Na reunião, Macário Correia disse aos sociais-democratas de Faro que tinha «algumas ideias» para resolver a «médio e a longo prazo» os «problemas financeiros da autarquia de Faro» - cerca de 55 milhões de euros de dívida. Macário Correia, na mesma reunião da concelhia, e depois de ter sido questionado sobre os problemas dos bombeiros, defendeu a junção das duas corporações de bombeiros - municipais e voluntários.
A 2 de dezembro, Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira pelo PSD, disse à Lusa estar a reflectir sobre os convites que recebeu para ser o candidato social-democrata à Câmara de Faro nas próximas autárquicas e prometeu uma resposta «dentro de semanas». Na altura, o agora candidato da concelhia do PSD/Faro, defendeu na crónica «Passeio Público», que assina no Jornal de Notícias quinzenalmente, que Faro tem de ser «uma cidade-capital de referência», «bem equipada» e com «boa qualidade de vida».
Macário Correia propunha, por exemplo, «uma rede de transportes repensada, dando lugar ao colectivo e com uma articulação regional fiável» e chega mesmo a concretizar, referindo que não faz sentido que o Aeroporto Internacional de Faro esteja «desligado do caminho de ferro, seja ele de longa distância ou de um metro de superfície».

Pavilhão Desportivo nos Olhos d’Água

Lançada 1ª. pedra em equipamento de Albufeira

Orçado em 2 milhões e 200 mil euros, estará pronto antes das eleições autárquicas, para início da época 2009/2010

O lançamento da primeira pedra do Pavilhão Desportivo de Olhos d’Água contou com a presença do Presidente da Câmara, membros do executivo, Presidente da Junta de Freguesia, entre outras entidades. A cerimónia incluiu a bênção do espaço, a cargo do cónego Rosa, bem como uma explicação técnica por parte dos serviços da autarquia.
O Pavilhão Desportivo de Olhos De Água vai ocupar 2.018m2 e será composto por dois pisos e três áreas distintas e independentes. Situado próximo do caminho das Açoteias, na direcção da Praia da Falésia, representa um investimento que ronda os cerca de dois milhões e duzentos mil euros. A intervenção incluirá a criação de circuitos de manutenção, zonas de estadia, percursos alternativos, parque infantil e zonas de estacionamento, com capacidade para cerca de 150 viaturas.
Este projecto está contemplado com a Certificação Energética e Qualidade do Ar, permitindo a sua renovação e evitando desperdícios energéticos. “Por cada árvore retirada irão ser plantadas três novas preservando este espaço fantástico de união entre o desporto e a natureza”, referiu Desidério Silva. O Pavilhão permitirá a realização de actividades desportivas como o basquetebol, andebol, futsal, desportos combate, ginástica elementar e avançada a nível nacional e internacional.
Refira-se que o Pavilhão Desportivo de Olhos de Água está incluído na rede de pavilhões prevista para o concelho e que inclui ainda novos equipamentos em Albufeira (já em construção), Ferreiras e Guia. A obra estará concluída a tempo de ser utilizada na próxima época desportiva.

“Música nas Igrejas”

Recital de Cravo em Ermida de Tavira

O programa “Música nas Igrejas”, é promovido pela Câmara de Tavira, com a direcção artística da Academia de Música

No próximo dia 31 de Janeiro, apresenta-se na Ermida de Santa Ana um recital de cravo com o pianista Luís Conceição, a partir das 18h00. Este pianista nasceu, em Faro, em 1974. Iniciou os seus estudos musicais com cinco anos, no Conservatório Regional do Algarve, tendo completado, nesta instituição, os estudos gerais de piano.
Luís Conceição ingressou, em 1990, na Universidade Nova de Lisboa, onde se Licenciou em Ciências Musicais. Foi pianista e orquestrador da Big Band do Algarve e compositor de vários musicais para teatro infantil e para filmes de curta duração, colaborando também com várias companhias de Teatro de entre as quais «A Gaveta».
A sua obra original ascende a mais de 200 composições, parte dela gravada em três CD’s de edição de autor. Trabalhou, ainda, como professor de Piano, Formação Musical, História da Música e Classe de Conjunto. Em 2001, torna-se num dos sócios fundadores da Academia de Música de Tavira (AMT), onde exerce as funções de vice-presidente, director pedagógico e professor de piano. Integra, habitualmente, o projecto “Música nas Igrejas”, o qual visa dinamizar o património edificado, bem como promover o gosto pela música. Os concertos ocorrem todos os Sábados, destinam-se ao público em geral e são de entrada gratuita.

Parceria Social

Fomentar escolaridade e formação profissional

Câmara de Lagos, Instituto de Emprego e Formação Profissional e Agrupamento Vertical de Escolas de Lagos assinam acordo de colaboração

A parceria tem como objectivo o desenvolvimento de um novo modelo de cidadania, a nível escolar e profissional, para as populações residentes nas Urbanizações Municipais de Lagos.
O Presidente da Câmara Municipal de Lagos, o Delegado Regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional e a Presidente da Comissão Instaladora do Agrupamento Vertical de Escolas de Lagos, assinaram ontem em Lagos, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um Acordo de Colaboração que visa a implementação de um projecto de elevação da escolaridade e formação profissional da população residente nas Urbanizações Municipais, em idade activa e com nível de escolaridade inferior às regulamentares. A parceria tem como grande alcance desenvolver um modelo de cidadania mais dinâmico, participativo e inovador, que permita, simultaneamente, elevar o bem-estar pessoal e social da referida população.
De acordo com o diagnóstico feito pelos serviços municipais de habitação, que têm por missão, entre outras, o acompanhamento das pessoas e famílias residentes nas Urbanizações Municipais, é possível identificar uma relação directa entre o realojamento e a elevação das condições de vida da população alvo, fruto de um trabalho personalizado e interdisciplinar com as várias instituições de cariz social a operar no município. Ainda assim, o recenseamento anual da situação sócio - económico das famílias aponta para taxas na ordem dos 15,6% de pessoas com níveis escolares inferiores às regulamentares.
É neste quadro que o acompanhamento das famílias e o estabelecimento de parcerias com as instituições, como a que ontem se celebrou, podem responder aos problemas sociais dos arrendatários e contribuir para a elevação e humanização dos modos de vida.

Autodromo do Algarve

Recebe prémio e promove-se na BTL


O galardão Prémio Prestígio da FPAK é consequência do projecto desenvolvido em prol do automobilismo nacional, ao liderar todo o processo de viabilização e construção do Autódromo Internacional do Algarve

Paulo Pinheiro, responsável pelo projecto do Autódromo Internacional do Algarve foi distinguido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting com o Prémio Prestígio. Este galardão surge como sequência do projecto que desenvolveu em prol do automobilismo nacional, ao liderar todo o processo de viabilização, construção e comercialização do Autódromo Internacional do Algarve, considerado actualmente, como um dos melhores da Europa, senão mesmo Mundial.
O Prémio foi entregue no passado fim-de-semana no Casino Estoril pelas mãos do Presidente da FPAK, Luiz Pinto de Freitas.
Paulo Pinheiro considerou a atribuição deste prémio como: “O reconhecimento pelo trabalho que foi desenvolvido por mim e por toda a minha equipa. Um projecto ambicioso derivado de um sonho muito pessoal, mas que acabou por ser igualmente um sonho de todos aqueles que estiveram envolvidos. É uma enorme honra receber este prémio e uma satisfação muito grande por termos conseguido colocar o Autódromo Internacional do Algarve na boca do mundo e na rota das principais provas automobilísticas mundiais. Que o sucesso de hoje se mantenha por muitos e muitos anos”, disse.

Sessão de autógrafos na BTL

O Autódromo Internacional do Algarve que marcou presença na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) que decorreu no passado fim-de-semana na FIL, promoveu uma sessão de autógrafos com o piloto Armindo Araújo que disputa do Campeonato do Mundo de PWRC. O objectivo visou captar a atenção de todos aqueles que visitaram a Feira, para o sem número de actividades que se desenrolam no Algarve Motor Park.
Para além de um espaço fortemente vocacionado para provas automobilísticas, o recém inaugurado Circuito de Portimão é igualmente um centro empresarial e de lazer para todos aqueles que se queiram lá deslocar. “O objectivo é que todas as pessoas e sem qualquer excepção percebam que o Autódromo do Algarve é mais que um simples circuito. Para além da componente desportiva que é obviamente a mais destacada, há também toda uma estrutura envolvente, que está em construção, que tem de ser levada em conta: Hotel de cinco estrelas da cadeia Radisson, Apartamentos Turísticos, Pista de Karts, Parque Tecnológico, Spa, Complexo Desportivo e Zonas de Comércio e Lazer.
Todo este conjunto de facilidades faz do Algarve Motor Park um excelente destino para férias”, disse Paulo Pinheiro, responsável por todo o projecto.

Orquestra do Algarve

Concertos em Fevereiro para todos os gostos

Embora com graves problemas de sobrevivência, a Orquestra do Algarve cointinua a sua programação.

Assim, nos dias 6, Sexta-feira, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Albufeira, e 7 Sábado, no Centro Cultural de Lagos, às 21h30, a Orquestra do Algarve interpreta um programa com obras de Haydn, Mozart e Prokofiev, com o qual assinala os primeiros concertos do mês de Fevereiro. O concerto começa com uma das sinfonias de Franz Joseph Haydn, a Sinfonia Nº 6 Le Matin. Nesta sinfonia, Haydn incluiu vários solos e até um “concertino” composto por violino e violoncelo. Segue-se a Sinfonia Nº 39 em Mi bemol Maior de W.A. Mozart, obra composta no Verão de 1788 e que revela o ideal espiritual de Mozart de forma deslumbrante. Para terminar, a Sinfonia Clássica de Prokofiev, um trabalho composto em Ré Maior, caracterizado pelo tom popular e luminoso do século XVIII.
Dos concertos que se seguem destaca-se o segundo momento do Ciclo de Concertos Promenade, com a apresentação d’ O Lago dos Cisnes, considerado um dos grandes bailados românticos no repertório dos bailados e composto por Peter Ilyich Tchaikovsky. Esta e outras obras serão apresentadas em Santarém, no dia 8, Évora, a 15 de Fevereiro e, no dia 22 em Faro.
A apresentação na Igreja Matriz de Estoi, no dia 21, pelas 21h00 é mais um momento preparado para este mês. O concerto abre com uma das Sinfonias de Haydn, seguindo-se o Romance para Violino e Orquestra Nº 1 em Sol Maior de L. Beethoven. Por último, a Sinfonia Nº 6, D. 589, de Franz Schubert. À orquestra e ao maestro Laurent Wagner junta-se o solista Nuno Meira.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Opinião do Leitor

A propósito do artigo "O Caso da Semana", um leitor enviou-nos o seu comentário:

Tios & Primos

Como leitor, este artigo (O Caso da Semana), publicado pelo Algarve Reporter, pela boa estrutura e análise que tem, merece a minha opinião e contribuição.

A legalidade ou ilegalidade por vezes é difusa, contudo a interferência de uma pessoa de família (um tio, no caso) para ter acesso a uma audiência em Portugal é perfeitamente normal tendo em conta a mania dos senhores da política se tornarem difíceis e inacessíveis ao comum dos mortais.
Qualquer cidadão ou entidade deveria poder marcar uma audiência e obter uma resposta em tempo útil e minimamente decente. Mas não tem. Os processos da administração pública deveriam ter um tempo concreto (estabelecido por lei) de espera, análise, reformulação e de decisão.
Uma pessoa de família tem normalmente acesso ao telemóvel e à vida privada desse seu familiar. Qualquer um de nós, não pode, nem tem, que responder pelo que faz alguém da sua família. Escutar, uma pessoa seja de família, ou não, é o mesmo.
Pressões existem em todo o lado, uma coisa é a pressão e tentar pressionar, outra é a realidade... Lobbies, noutros países como os EUA é um dado natural e está definido por lei, aqui é visto como tráfico de influências e corrupção.
Agora , tudo isto do caso Freeport é censurável ou não? Alteração à ZPE do Tejo a três dias do fim do seu mandato do Governo PS (redefinição dos limites da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo), do qual José Sócrates era Ministro do Ambiente. Aprovou igualmente o terceiro Estudo de Impacto Ambiental, essencial para licenciar a construção naquela área. Outros governos já fizeram coisas parecidas, ou pior. Além disso, até ao último dia devem de governar. E não me venham outros políticos falar em ética, que é coisa que a classe desconhece.
Para mim o problema maior é esta investigação vir a reboque dos ingleses e não de portugueses.
Finalmente a cultura dos nossos Primeiros-Ministros que exigem imenso aos outros e nem sempre dão o exemplo que deveriam dar (licenciaturas; assinaturas de projectos; etc) . Todavia, pôr-se em causa a sua idoneidade vai-se por um caminho perigoso, que não me parece correcto nem sensato.
A justiça deverá ter a última palavra, ser célere e esclarecer rapidamente a opinião pública. O país não aguenta viver entre fantasmas arquitectados sabe-se lá por quem.
Joaquim Jorge

Caso Freeport

Ministro fala em «suspeitas alimentadas pela
comunicação social»

Em entrevista na SIC, Pedro Silva Pereira nega ligação entre mexidas na ZPE e Declaração de Impacto Ambiental

O ministro da Presidência garantiu esta segunda-feira que os limites da Zona de Protecção Especial (ZPE) não foram alterados por causa do Freeport, lembrando que o projecto obteve a Declaração de Impacto Ambiental dois meses antes das mudanças da ZPE, noticia a Lusa.
Pedro Silva Pereira, que em 2002 - aquando da Declaração de Impacto Ambiental e da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo foram aprovadas - era secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza - deu esta garantia durante uma entrevista conduzida por Mário Crespo, na SIC. Para o Ministro da Presidência, o caso Freeport está a viver de «suspeitas alimentadas na comunicação social». «Tudo deve ser investigado e investigado até ao fim», disse.
Conhecedor do dossier Freeport, Pedro Silva Pereira negou que, no âmbito da alteração da ZPE, as organizações ambientais não tenham sido consultadas, garantindo que «o Governo até isso fez», apesar de se tratar de uma recomendação -«não obrigatória» - da Assembleia da República. Segundo o ministro, a Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente foi recebida pelo Governo, no âmbito da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Sem «comentar enredos», o ministro da Presidência alertou para aquilo que disse ser a prova da «maior mentira» que estará a ser contada e que se prende com a alegada relação entre a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do projecto Freeport e alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Isto porque a DIA data de 14 de Março de 2002 e o decreto-lei que altera os limites da ZPE é de 20 de Maio do mesmo ano. «É uma falsa relação», garantiu. Questionado sobre a alegada existência no Ministério do Ambiente, quando José Sócrates era ministro desta pasta, de «favores a troco de dinheiro», Pedro Silva Pereira limitou-se a classificar a pergunta de «insultuosa».

Freeport “passa” pelo Algarve

Em Almansil, Smith diz que “tudo será esclarecido”

Conselho de Administração do outlet disponível para «cooperar» com justiça

O engenheiro escocês Charles Smith que vive no Algarve, disse esta segunda-feira à agência Lusa que tudo o que está relacionado com o caso Freeport será «esclarecido na hora apta». Já o conselho de administração do outlet disponível para «cooperar» com justiça.
«Hoje não vou fazer comentários. Ontem [domingo] fiz comentários, mas hoje não vou fazer. Tudo vai ser esclarecido na hora apta», disse Charles Smith à porta da sua casa em Vale Formoso, Almancil, escusando-se a responder com quem se encontrou no Ministério do Ambiente no âmbito do processo de licenciamento para a construção daquele espaço comercial.
Charles Smith - sócio da consultora contratada para conseguir o licenciamento do Freeport - havia dito aos jornalistas no fim-de-semana transacto que nunca se tinha reunido com o actual primeiro-ministro, José Sócrates, na altura ministro do Ambiente, mas que havia estado no Ministério do Ambiente com várias pessoas.
Por seu lado, o conselho de administração do Freeport mostrou-se disponível esta segunda-feira a «cooperar com todas as investigações em curso» relacionadas com o licenciamento do outlet, sublinhando que, no entanto, a direcção e os accionistas da empresa já são outros.
«No caso de nos ser solicitada colaboração, é claro que iremos cooperar com todas as investigações em curso realizadas por entidades oficiais em Portugal ou no Reino Unido», refere o Conselho de Administração do Freeport, num comunicado enviado à Agência Lusa.
Na nota, o Conselho de Administração da Freeport salienta que «não comenta rumores ou especulações, desde logo porque os casos a que as acusações se referem incidem sobre um período anterior à sua tomada de posse ou ao envolvimento do seu actual accionista na empresa».

Obama “fáz-se à crise”

Presidente telefonou a Merkel, Sarkozy e Medvedev

Crise económica, Médio Oriente e alterações climáticas foram alguns dos temas de conversa

O presidente norte-americano telefonou esta segunda-feira aos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e francês, Nicholas Sarkozy, bem como à chanceler alemã, Angela Merkel, disse o assessor de Obama, Robert Gibs, que não avançou mais informações a respeito destes telefonemas, noticia a Lusa.
De acordo com a presidência francesa, Obama e Sarkozy abordaram «uma série de temas da agenda internacional», durante uma chamada de cerca de meia-hora. A crise económica foi um dos assuntos principais da conversa, uma vez que os dois presidentes «estão convencidos de que é preciso agir de forma resoluta e é preciso trabalhar em conjunto, tendo em vista a próxima reunião do G20, em Londres».
A chanceler alemã fez saber à imprensa que uma «estreita cooperação internacional na Cimeira de 2 de Abril é crucial para ultrapassar a crise». Merkel e Obama conversaram, também via telefone, sobre o Médio Oriente, as alterações climáticas e sobre a situação no Afeganistão.
Quanto à situação no Afeganistão, Sarkozy aplaude «a vontade de Obama de definir novas estratégias globais, com os seus aliados». Em comunicado, o presidente francês, Nicholas Sarkozy, afirma que «a França está disponível para ajudar os Estados Unidos», no que se refere aos presos de Guantánamo.
Sarkozy garantiu que a França continua solidária com os seus aliados nesta matéria.
Obama telefonou também ao presidente russo, naquela que foi a primeira conversa particular entre Obama e Dmitri Medvedev, numa altura em que os dois países têm estado afastados, do ponto de vista político.

PJ deteve burlão

Detido suspeito de burlas de um milhão de euros

Homem aliciava empresários do Algarve para supostos financiamentos privados

A Polícia Judiciária anunciou esta quinta-feira a detenção, no Algarve, de um suspeito de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, que lhe permitiram apropriar-se de um milhão de euros, noticia a Lusa.
Segundo um comunicado da PJ, há pelo menos quatro anos que o detido se aproveitava do facto de ser advogado para aliciar empresários do Algarve, para supostos financiamentos privados.
Convencia-os a emitir procurações em seu nome, posteriormente, utilizadas para vender imóveis por um preço inferior ao seu valor real, apropriando-se da totalidade dos valores envolvidos nos negócios, adianta a PJ.
Estes negócios realizavam-se sem o conhecimento das vítimas que, em alguns casos, ficaram com bastantes prejuízos económicos. Até ao momento identificaram-se cerca de uma dezena de lesados, cujos prejuízos patrimoniais ascendem os 2,5 milhões de euros, estimando-se que o detido se terá apropriado de uma quantia superior a um milhão de euros.
A detenção foi realizada quando o homem, de 39 anos, preparava a sua fuga, tendo sido apreendidos na sua posse, uma «viatura topo de gama, uma arma de fogo em situação ilegal e diversa documentação», segundo a PJ. O detido vai ser presente a tribunal para aplicação de medidas de coacção.

Castelo de Loulé

Património está a ser requalificado

Está em curso a terceira fase dos trabalhos de recuperação das torres e muralhas do Castelo de Loulé, junto à Praça D. Afonso III.

A empreitada vai incidir na consolidação do pano da muralha e torres, bem como na sua limpeza. Depois da iluminação e ajardinamento do espaço envolvente, esta obra tem em vista melhorar a imagem de um dos principais ex-líbris do património cultural do Concelho.
Este é um investimento de cerca 100 mil euros, com um prazo de execução de 1 mês, e significa mais uma iniciativa da Autarquia tendo em vista a valorização e preservação do património histórico local.
Refira-se que este Castelo de origem árabe foi reconstruído no século XIII. Possuía umas muralhas impressionantes, parte das quais ainda se podem ver, e 3 torres de alvenaria.
A vila de Loulé era originalmente cercada pelas muralhas, constituindo este espaço o núcleo político, religioso e habitacional. No entanto, o crescimento da população levou a que a então vila se expandisse para além daquelas e formasse os pilares da cidade que hoje conhecemos.
Adossado à muralha encontramos o edifício da Alcaidaria, antiga habitação do Alcaide da Vila, onde actualmente funcionam o Museu Municipal e os serviços de Cultura e História Local da Autarquia.

Palestras sobre Juventude

Os tempos livres de crianças e jovens

A Câmara de Silves (CMS), através do seu Sector de Educação organiza um conjunto de palestras sobre “A importância dos tempos livres nas crianças e nos jovens”.

As duas sessões integradas nesta iniciativa contarão com a presença de conceituados especialistas na área da Educação especial e da Psicologia. Assim, no dia 23 Janeiro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Silves, pelas 21h30, terá lugar a primeira palestra, proferida por José Marques Morgado, Doutorado em Estudos da Criança, área de Educação Especial e Professor no Departamento de Psicologia Educacional do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
A segunda palestra terá lugar no dia 06 Fevereiro, também no auditório da Biblioteca Municipal, às 21h30 e terá como oradora convidada Palestra Isabel Leal, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta, Doutorada pela Universidade Católica de Louvain e Professora do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Esta iniciativa destina-se a todos os Pais, Encarregados de Educação, Educadores de Infância, Professores, Técnicos que desempenham Funções na Área da Educação e demais membros da Comunidade que se interessem por esta temática e o acesso á gratuito.

Imigração

Portugal já não é «paraíso» para imigrantes

Os estrangeiros sentem-se atingidos pela crise económica mundial

Os imigrantes em Portugal sentem-se atingidos pela crise económica mundial no seu dia-a-dia e reclamam pelo custo de vida, e da impossibilidade de ter uma poupança ou do decréscimo no envio de dinheiro para familiares. «Portugal deixou de ser aquele país do futuro que todos imaginam», disse à Agência Lusa o brasileiro José Gildo de Santana, que vive em Lisboa desde 2003 e trabalha como empregado de balcão num café.
Santana acrescentou que, nos últimos dois anos, está cada vez mais difícil manter-se em Portugal devido ao encarecimento do custo de vida em geral, acrescentando que há menos condições de poupar dinheiro ou de enviar euros para os familiares.
«Para mim está sendo muito difícil. Uns anos atrás era melhor. Meu salário continua o mesmo e os produtos aumentaram muito, como a comida e a gasolina por exemplo», referiu, por seu lado, a cabo-verdiana Polomina Tavares. «Eu tinha sempre um dinheiro no banco, mas agora não. A meio do mês, eu já nem tenho um iogurte. O meu filho diz sempre 'mãe quero isso, quero aquilo', tenho pena mas não posso dar», apontou a cozinheira, que reside em Portugal há oito anos.
José Gildo Santana e Polomina Tavares concordam que o objectivo dos trabalhadores estrangeiros é conseguir uma vida melhor, angariar uma poupança, ajudar a família e, posteriormente, retornar ao país de origem.
«Vai continuar vindo gente (para Portugal) com aquele sonho de um futuro melhor, a imigração nunca pára», disse Santana, que reside em Portugal com a mulher, os dois filhos e a cunhada.
Os dois imigrantes concordam que estrangeiros continuam a chegar a Portugal, mas decepcionam-se rapidamente com a situação económica que encontram no país. Santana acrescentou ainda que muitos «quebram a cara» e retornam ao Brasil. Os que não têm família estão a deixar Portugal e dirigem-se para Espanha, França e até mesmo Angola.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Linha de crédito no apoio às PME

NERA e IAPMEI apresentam INVESTE III

O NERA, em parceria com o IAPMEI vai realizar uma sessão pública de apresentação da nova Linha de Crédito PME Investe III, no próximo dia 5 de Fevereiro, no Auditório do NERA, em Loulé.

As linhas de crédito PME Investe visam facilitar o acesso ao crédito às Micro, Pequenas e Médias Empresas, incluindo restauração e turismo, através da bonificação de taxas de juro e da minimização do risco das operações bancárias.
A sessão pública contará com a presença de Luís Filipe Costa, Presidente do Conselho Directivo do IAPMEI, e de André Março, Director dos Instrumentos Financeiros do IAPMEI, a quem caberá a apresentação técnica e prática destes instrumentos financeiros. No sentido de esclarecer aos interessados os aspectos práticos do acesso a estas medidas, estarão também presentes responsáveis de vários bancos que aderiram e colaboram na implementação do PME - INVESTE II e III.
“Apesar das limitações e dificuldades, as empresas da nossa região devem fazer um esforço para um melhor conhecimento destes instrumentos financeiros e procurar encontrar o espaço para eventuais candidaturas que possam contribuir para a modernização das suas empresas e para as tornar mais competitivas. Seria um grave erro os empresários não aproveitarem esta oportunidade”, considera o NERA.

Perigo no Aeroporto da Portela

Já houve 51 choques de aves com aviões

Pilotos «assustados» com Aeroporto da Portela «cercado de pombais». Uma «ameaça» à segurança de passageiros e tripulação

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves registou, num ano, 51 choques de aves com aviões no aeroporto de Lisboa. Os pilotos garantem que a maioria das situações não é reportada e alertam que a Portela está «completamente cercada» de pombais. Aos olhos dos aviadores, a quantidade de pombais junto ao Aeroporto Internacional de Lisboa assemelha-se a uma «bateria anti-aérea»: as aves que rondam as pistas são uma «ameaça» à segurança de passageiros e tripulação.
«A existência de aves pode provocar problemas como o que aconteceu recentemente em Nova Iorque», avisa o Comandante José Cruz dos Santos, responsável pelo Departamento de Segurança de Voo da Associação Portuguesa dos Pilotos de Linha Aérea (APPLA). Em 2007, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) recebeu 126 notificações de casos de «Bird Strikes» registados nos aeroportos portugueses. Só na Portela foram 51.
Para o Comandante Cruz dos Santos, estes dados são apenas «uma pequena percentagem do verdadeiro número de embates com pássaros». Em Lisboa, quase todos os pilotos já tiveram «uma situação de embate com um pássaro ou avistamento e quase embate», conta o comandante.

Consciente do perigo, a ANA - Aeroportos de Portugal fez um levantamento do número e localização de todos os pombais existentes nos arredores. O mapa foi enviado para o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), entidade reguladora, e apresentado no final do ano passado à APPLA. Os pilotos ficaram «assustados».
«Estamos completamente cercados de pombais. Assustou-nos a todos a sua quantidade e localização. Aterramos sempre com uma série de pombas a voar em redor do aeroporto, é uma bateria anti-aérea», critica o comandante da APPLA.
A maior concentração de pombais é no Concelho de Loures, na zona norte do aeroporto, que é também normalmente o sentido de descolagem dos aviões.
O comandante explica que, para os pilotos, tentar desviar-se dos pássaros é uma manobra difícil quando se está a aterrar ou a descolar e, muitas vezes, as aves também não o conseguem fazer a tempo. «A reacção que normalmente encontro nos pássaros quando eles avistam um avião é desviarem-se, ou seja, é um mergulho, mas às vezes não têm sucesso e acabam por cair em cima das aeronaves», explica, lembrando que estes choques podem provocar danos nas superfícies de voo dos aviões, vidros e até motores.
Para afugentar as aves da rota dos aviões, a ANA tem vários sistemas: canhões de gás que emitem explosões sonoras, sistemas de ultrasons só audíveis pelos pássaros e alguns falcões que assim que são soltos afastam toda a passarada. No gabinete de segurança da ANA, os investigadores estão a conceber uma «tecnologia inovadora» que recorre a um laser de cor verde «que a breve prazo deverá estar disponível», revelou Rui Oliveira, da ANA.

O herói do Rio Hudson

Piloto recebido como herói na terra natal

Chesley Sullenberger recebeu as chaves de Danville na presença de 3 mil habitantes

O piloto que conseguiu amarar o Airbus, cujos dois motores deixaram de funcionar sobre o rio Hudson, em Nova Iorque, a 15 de Janeiro, Chesley Sullenberger, foi recebido no sábado como um herói na sua cidade natal, Danville, na Califórnia, refere a Lusa. O piloto recebeu as chaves da cidade na presença de 3.000 habitantes, reunidos na praça principal, decorada com bandeiras norte-americanas e cartazes de agradecimento: «Danville deseja as boas-vindas ao seu herói local».
«Falo em nome de toda a tripulação para vos dizer que fizemos simplesmente o trabalho para o qual nos formámos», afirmou o piloto, que sexta-feira comemorou o seu 58º aniversário. Chesley Sullenberger, assim como os outros membros de tripulação, recusou fazer qualquer comentário sobre o acidente enquanto o inquérito prossegue.
Demonstrando um sangue-frio notável, o piloto conseguiu amarar o Airbus depois dos dois motores da aeronave terem deixado de funcionar, imediatamente após a descolagem do aeroporto Guardia. Chesley Sullenberger conseguiu assim evitar que o aparelho se despenhasse numa zona densamente povoada e permitiu o salvamento rápido das 155 pessoas a bordo.
De acordo com o organismo responsável pelo inquérito, o National Transport Safety Board (NTSB), foram descobertas penas no motor direito do avião, e as primeiras análises das caixas negras do aparelho parecem confirmar que a avaria dos motores se deveu a um impacto com pássaros. O piloto dará a sua primeira entrevista a 8 de Fevereiro na CBS, anunciou a cadeia de televisão.

O Carnaval do descontentamento

O maior espectáculo do mundo já sofre com a crise

A crise mundial chega também às comemorações do Carnaval do Brasil. A Petrobrás retirou apoio de 4 milhões de euros, e no Rio de Janeiro os materiais estão 70% mais caros.

A crise financeira mundial vai chegar ao Carnaval brasileiro deste ano, com as escolas de samba a verem os seus patrocínios reduzidos para as comemorações que decorrem entre os dias 20 e 24 de Fevereiro.
Segundo a agência Lusa, a crise e a apreciação do dólar face ao real estarão na origem da subida dos preços dos materiais, que dispararam cerca de 70 por cento face ao ano anterior, e também no corte das verbas por parte dos patrocinadores.
De acordo com o diário «Folha de São Paulo», para este ano todas as escolas estão com os orçamentos mais apertados e por isso terão que «lançar mão à sua criatividade para adaptar os figurinos aos tempos de crise e procurar produtos alternativos, de forma a evitarem produtos importados».
A solução é cortar no orçamento do guarda-roupa, reduzir figurantes e diminuir o número de blocos. «Todo o espectáculo vai sofrer com isso», dizem os directores das Escolas de Samba.

Menos quatro milhões de euros

As escolas não vão contar este ano por exemplo com os 12 milhões de reais (cerca de quatro milhões de euros) concedidos pela petrolífera Petrobras e pelas suas parceiras do sector, Braskem e Quattor. A empresa estatal já adiantou que o patrocínio de 2008 foi «pontual» e não será concedido neste ano. Apenas a escola «Grande Rio» conta com um patrocínio de 2,2 milhões de reais (cerca de 700 mil euros) para o seu enredo dedicado à França, concedido por empresas francesas e pela cidade de Nice. «Este é, sem dúvida, um dos Carnavais mais difíceis da nossa história. As escolas estão com orçamentos mais apertados, mas a qualidade do espectáculo não pode ser comprometida», disse o presidente da «Liesa», do Rio de Janeiro, a maior e mais importante escola do país.
A escola «Viradouro», que homenageia o estado da Bahia, não recebeu qualquer apoio por parte das empresas da região e a «Beija-Flor» não conseguiu chegar a acordo com a multinacional Unilever, com quem esteve em negociações.
O apoio do município do Rio de Janeiro de quatro milhões de reais (cerca de 1,3 milhões de euros) atrasou-se um mês, o que também fez disparar o preço dos materiais.
O governo do estado do Rio de Janeiro concederá assim um apoio de 4,8 milhões de reais (1,6 milhões de euros) o que, juntamente com os direitos de televisão e a venda de bilhetes no sambódromo, deixam a cada escola do Rio de Janeiro 3,5 milhões de reais (cerca de 1,2 milhões de euros).

O Caso da Semana

Freeport: Caso tem fins políticos

Não me interessa se o caso atinge o PS ou, como no passado, outros atingiram o PSD. O que me interessa e repugna, é avaliar esta forma de “fazer política” abastardada, emporcalhada, que os portugueses aprenderam a fazer depois do 25 de Abril. Quando antes, eram todos – ou quase – castrados politicamente.

Para evitar equívocos, esclareço que, em matéria de causas "fracturantes", sou sempre a favor. Por um lado, porque não costumo interferir nas vidas alheias. Por outro, porque é bom que a sociedade seja confrontada com a realidade da vida actual e, cada qual por si, resolva os seus problemas. Também porque prezo o sossego. De facto, não há paciência para o berreiro que cada tema polémico do género suscita no tempo de antena à chamada "sociedade civil", a qual, em período de polémicas assim, se assemelha a uma sociedade militar e perigosamente armada de argumentos prontos a detonar revelações como se fossem minas, a esgrimir palavras como se fossem balas. Em rígida observância a essa minha indiferença, naturalmente já não dou a menor importância às manchetes polémicas dos jornais, ou às notícias e reportagens da TV transformadas em “reality shows” de miséria franciscana num país que beira a falência. Económica e moral.
No mínimo, ficou de olho entreaberto. Mais ainda, sinto momentos de raiva, por ter de fazer parte desta sociedade hipócrita, mesquinha, atávica e pobrezinha, sem vislumbrar efeitos políticos de benefício efectivo para um povo sofrido e laborioso, enquanto eles chafurdam no quintal por um bocado de estrume mais encorpado e cheiroso.
É evidente que o caso Freeport é mais uma daquelas histórias muito mal contadas, ainda por cima com a conivência de estrangeiros, cujos pergaminhos na sociedade civil desse país tão mal frequentado não serve de exemplo para ninguém. Esta, é uma matéria desenterrada ciclicamente com fins políticos, e que as pretensas fugas de informação sobre o processo têm agora – como antes – o objectivo de colocar obstáculos ao actual Governo, atingindo o primeiro-ministro numa época em que se avizinham eleições. Tal como no passado, com o caso “Snu Abecassis” pretenderam arruinar a carreira política de Sá Carneiro.
O que me parece evidente é que uma coisa são investigações que as autoridades devem fazer sobre quem quer que seja de uma forma célere para tornar tudo bem claro, outra são as fugas de informação - ou pretensas fugas de informação - que permanentemente são colocadas para colocar obstáculos à governação deste País.

Depois das declarações do tio de José Sócrates, o incómodo político do caso Freeport para José Sócrates é evidente. Se antes se tinha ficado por um breve comentário ao assunto, agora viu-se forçado a emitir um comunicado, em que tentou explicar e contextualizar as afirmações do seu familiar e confirmou mesmo, pela primeira vez, ter tido uma reunião com os promotores do projecto Freeport. Mas nunca ninguém vai acreditar que, como membro do Governo, tenha usado comprometimentos como aqueles que os súbditos de Sua Majestade pretendem aflorar, que além de quererem fazer passar a mensagem de corruptos ainda nos apelidam de burrice. Então, a famosa tese da “cabala” pode não andar longe.
A pressão política que se abate assim sobre o primeiro-ministro é, porém, muito diferente de fazer extrapolações ou tirar conclusões precipitadas sobre a sua culpabilidade neste processo. É preciso respeitar o andamento da investigação e esperar por factos provados. Só depois disso será legítimo fazer juízos de valor sobre a conduta de José Sócrates como ex-ministro do Ambiente.
Independentemente do que venha a provar-se, é indesmentível que esta convulsão política era a última coisa de que Portugal precisava neste momento. Numa altura em que a união se impunha para fazer frente à profunda crise financeira e social, o País assiste a sucessivos ataques à estabilidade de toda uma população de 10 milhões de pessoas. Primeiro foi o escândalo BPN que ameaçou salpicar o Presidente da República, Cavaco Silva, agora é o caso Freeport que ameaça abalar a imagem do primeiro-ministro, José Sócrates. A Justiça, no entanto, deve manter-se alheia a tudo isto, mesmo às necessidades de estabilidade do País, e concentrar-se exclusivamente na busca da verdade e no esclarecimento cabal e inequívoco destes processos. Para garantir que no futuro ninguém faz ressuscitar estes casos sempre que tal lhe for conveniente.
Sendo até de aconselhar que seja possível serem chamados a uma responsabilidade dura e efectiva sempre que se prove haver “fumo sem fogo”. È que os portugueses, aqueles que “trabalham no duro” estão cansados de casos virtuais, de polémicas que não dão em nada, que prejudicam a governação, de uma certa classe elitista que milita na “oposição do dia” e serviçalmente programa polémicas revelações de consistência duvidosa.
Face à dureza da época que vivemos, não me surpreenderá nada que de novo, o caso Freeport capitalize a favor do actual primeiro ministro. Se esse for o caso, a actual direcção do PSD presta cada vez mais um péssimo serviço aos social-democratas, e à democracia representativa, em particular.

C.F.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Crónica de Domingo

É o começo ou o fim?

O facto é que, boa parte do mundo lhe é simpática. Se o governo de Obama falhar, portanto, não terá sido por falta de apoio em seu favor. Então, teremos inevitavelmente a terceira Guerra Mundial à porta.

Sob uma crise que ameaça a hegemonia americana no mundo, Obama tomou posse com um desafio enorme: ou arruma os EUA para manter o país como potência dominante no século XXI ou administra o declínio de uma supremacia que moldou o planeta tal como hoje o conhecemos.
Naquela terça-feira, ao tomar posse como o 44º presidente dos Estados Unidos, Obama herdou um país de poderes incontrastáveis. É um mamute militar, a maior economia do planeta, uma potência tecnológica e cultural. Mas, como sombra de mau agouro sobre todo o seu gigantismo, o país encaminha-se para uma das maiores crises económicas da sua história, cuja gravidade coloca em xeque a própria hegemonia americana no mundo.
Como o primeiro negro a presidir ao país, a posse de Barack Hussein Obama, 47 anos, foi mesmo, o coroamento de uma jornada histórica. A dúvida agora é saber se o seu governo marcará o início de uma nova era, recuperando os EUA para manter o seu status de potência dominante no século XXI, ou se será o começo do fim de uma supremacia que moldou o planeta tal como o conhecemos hoje com desafios importantíssimos em áreas tão diferentes como a acção social, economia, militar, tecnológica e cultural.
Por de trás do clima festivo, no entanto, esteve a carranca da crise. Nos dois meses que separaram a eleição da posse de Obama, a situação económica agravou-se de modo alarmante. Cerca de 1 milhão de empregos evaporaram-se. O crédito ficou congelado. O poder aquisitivo dos americanos, cujo “modus-vivendi” manteve a economia mundial numa alegre espiral por anos a fio, está a desabar. Dias antes, numa palestra, Obama admitiu que o país precisava de "medidas dramáticas para já" e que a solução da crise "levará tempo, talvez mesmo muitos anos". Na semana passada, os seus auxiliares empenharam-se em convencer o Congresso a libertar a segunda parcela do socorro financeiro ao mercado. Uma parcela de 350 bilhões de dólares. Antes, a equipe detalhou o primeiro plano de Obama para atacar a crise. É um monumental pacote de estímulo de 825 bilhões de dólares para dois anos.
É o pacote da salvação? Nem os seus autores acreditam nisso. É apenas – se é que se pode dizer "apenas" – o maior socorro jamais proposto no planeta para salvar uma economia do colapso. Os sinais de desequilíbrio não cessam de aparecer, acompanhados de cifras espectaculares. Na sexta-feira passada, a crise projectou-se sobre o Citigroup, o gigante financeiro prestes a ser fatiado, e o Bank of America, o maior banco americano, que pediu um novo socorro financeiro ao governo, desta vez de 20 bilhões de dólares. "As dificuldades de Obama são muito mais profundas e mais globais", escreveu o Financial Times que teve repercussão entre todos os economistas mundiais.

É este o império herdado de Geroge W. Bush. Há uma corrente de analistas advertindo que a crise americana pode ser tão grave, ou até mais grave, do que a prolongada recessão do Japão nos anos 90. "Se o foco for apenas estabilizar o sistema financeiro, gastaremos trilhões de dólares sem nenhuma reforma e acabaremos no mesmo lugar", disse o economista Bruce Scott, da Universidade Harvard. E o que deve ser feito já? "Não há medida salvadora", responde por seu lado Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "É necessário um bom pacote de estímulo fiscal, recapitalizar os bancos e reestruturar as hipotecas", completou ele na sua análise. "É preciso cortar alíquotas de imposto, e o governo precisa deixar de ser alcoviteiro de interesses especiais, como os da indústria automobilística", disse Edward Prescott, o Prémio Nobel da Economia de 2004.
Ciente destes e outros desafios, Obama já anunciou que consumirá as primeiras três semanas do seu governo em entrevistas, palestras e colectivas para obter apoio no Congresso ao pacote de 825 bilhões de dólares. Na opinião pública, ele assume a presidência de um império arruinado com mais de 80% de aprovação, índice notável em comparação até com o de antecessores muito populares, como Ronald Reagan. Obama tem-se inspirado particularmente pelo governo de Franklin Roosevelt (1933-1945), que arrancou os EUA da depressão. Examinou as palavras e até o tom com que Roosevelt se dirigia, sempre através da rádio, ao povo americano. Também leu o livro do jornalista Jonathan Alter, The Defining Moment, o qual descreve os primeiros 100 dias de Roosevelt.
As comparações entre Obama e Roosevelt, embora corriqueiras, em minha opinião não são muito apropriadas. Primeiro, porque Roosevelt assumiu o poder quando a crise já estava a meio caminho, e teve o “precioso” auxílio economicamente dinamizador da II Guerra. Segundo, porque a vitória de Roosevelt demoliu o quadro partidário da época, levando 29% do eleitorado republicano. Obama levou só 9%. Nem o partido democrata já é mais o mesmo. "A militância de base hoje é menos organizada devido ao declínio da velha máquina política e ao encolhimento do trabalho sindicalizado", escreveu o professor Howard Reiter, da Universidade de Connecticut, especialista nos partidos americanos. "Hoje, os democratas fiam-se em doações de lobistas e aliados milionários tal e qual como os republicanos." Em certa medida, portanto, o desafio de Obama é até maior do que o de Roosevelt.
Por ser a primeira eleição de um negro para a Casa Branca – e pelo esforço para vencer e as dificuldades do futuro –, a vitória de Obama acaba por ser um evento ainda mais relevante. Além de lidar com a crise económica, ele terá também de resgatar o respeito, a admiração e o apreço de que os Estados Unidos gozavam no mundo, mas que foram destroçados pelo governo de Bush e seus auxiliares mais obtusos, como o vice-presidente Dick Cheney e o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld. O trio é responsável por parte do ódio que Bush desperta no mundo e que, naturalmente, passou a ser associado aos Estados Unidos.
À partida, Barack Obama conta com imensas vantagens para lidar com esse legado desmoralizador. Inspirado, tolerante e pragmático, ele é o primeiro presidente-celebridade com um capital de esperança global. Pode ser porque a imprensa o apoiou, ou porque a sua família, com uma mulher exuberante e as duas simpáticas filhas pequenas, sejam perfeitamente fotogénicas para simbolizar o rosto da “nova família americana”. Ou porque é o primeiro negro a chegar lá. O facto é que, talvez por tudo isso junto, boa parte do mundo lhe é simpática. Se o governo de Obama falhar, portanto, não terá sido por falta de apoio em seu favor.
Então, teremos inevitavelmente a terceira Guerra Mundial à porta.

Carlos Ferreira

sábado, 24 de janeiro de 2009

É bom nascer no Algarve

Imigrantes mantêm natalidade elevada

O Algarve é a região do País onde nascem mais crianças filhos de imigrantes. Comunidade brasileira vai na frente – nasce 1 bebé por dia, seguida da ucraniana.

De acordo com os dados disponibilizados pelos Hospitais do Algarve, referentes ao ano de 2008, nasceram na região do Algarve 4.804 crianças, das quais 1.139 são filhas de mãe estrangeira, valores que superam os atingidos em 2007 e colocam o Algarve como uma das regiões portuguesas com maior natalidade, confirmando a crescente importância da população migrante no desenvolvimento socioeconómico do Algarve e na sua contribuição para o rejuvenescimento da população da região.
Os dados agora disponibilizados confirmam o crescimento da população infantil e os resultados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística ao longo dos últimos anos no que se refere ao número de crianças registados no Algarve.
No que se refere à contribuição para o rejuvenescimento da população do Algarve por parte da população estrangeira, verificamos que as dez nacionalidades mais representativas são por ordem decrescente: a brasileira (com 365 nascimentos de bebés), ucraniana (com 150), a romena (com 130), a moldava (com 100), a inglesa (com 67), a guineense (com 35), a angolana (com 34(, a cabo-verdiana (com 23), a francesa (com 20), e a búlgara (com 19).

Crónica do Serrone

"Atracção Química"

Cada um de nós, com toda a certeza, durante as nossas vidas, independentemente da idade, já sentiu uma forte necessidade de se aproximar de alguém. Sem percebermos muito bem porquê, eis que, de um momento para o outro, aquela pessoa passa a ser o alvo constante dos nossos pensamentos. As nossas emoções despertam e incendeiam os nossos sentidos e, invariavelmente, começamos a sentir a necessidade de nos envolvermos e de partilharmos momentos e sensações. Será que existe uma explicação para que isto aconteça? Por que nos sentimos atraídos por uma pessoa e não por outras?
Muitos dirão que não será muito importante encontrar explicações e provavelmente até nem será. De facto a atracção existe e manifesta-se com frequência entre as pessoas, sendo por isso um fenómeno perfeitamente normal e comummente aceite. Mas as questões colocadas, não sendo de fácil resposta, possuem uma relevância excepcional, porque a atracção, molda no todo ou em parte o comportamento de quem está envolvido.
Penso que todos concordarão com este princípio: "a atracção é algo muito fácil de conhecer, mas muito difícil de explicar". Por essa razão, vamos tomar conhecimento com a opinião científica de uma das maiores especialistas mundiais, Helen Fisher, reputada antropóloga norte-americana, professora e investigadora na Rutgers University.
Certamente, todos já ouviram justificar um inesperado comportamento de uma pessoa que se sente atraída por outra, com a palavra "química". No senso comum, a "química" remete para uma ciência um tanto ou quanto obscura, que lida com matérias quase transcendentes. Pois bem, para Helen Fisher a "química" existe mesmo, tem uma explicação científica e desempenha um papel no relacionamento atractivo entre homem e mulher. No seu livro, intitulado Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love, a investigadora defende que aquilo que se convencionou chamar de paixão e que ela prefere chamar de "amor romântico", "não pertence ao domínio das emoções e resulta de uma interacção de substâncias no cérebro". Para Helen Fisher, "a paixão funciona como um instinto humano e é tão forte como outros instintos, tais como a necessidade de alimentação e de sobrevivência". Helen Fisher refere ainda que, "aquilo a que nos habituámos a chamar de paixão, liberta uma tremenda explosão de energia, de interesse em estar com o outro. Uma euforia quando as coisas correm bem, um desespero terrível quando as coisas correm mal". "O amor romântico provoca um enorme desejo…, uma euforia e uma energia transbordantes".
A resposta à primeira pergunta parece ter ganho contornos, por isso vamos agora conhecer a resposta à segunda pergunta, dada por Helen Fisher. Porque nos sentimos atraídos? "As pessoas sentem-se atraídas por alguém com quem interagem, mas sobretudo por alguém que consideram misterioso. Também se apaixonam por pessoas com o mesmo background sociocultural e com atitudes, expectativas e interesses paralelos." Por outro lado, a antropóloga defende que "todos nós temos uma espécie de mapa amoroso que vamos construindo ao longo das nossas vidas e que nos vai guiando". "Crescemos num mar de experiências que moldam as nossas escolhas românticas. Milhares de forças subtis, e invisíveis, controem os nossos interesses, valores e crenças amorosas". Se assim é, percebemos agora que, quando nos deparamos com alguém que reúna as condições ímpares moldadas pela nossa mente, se inicia de imediato o mecanismo de "atracção química", e aquela pessoa passa a ser a prioridade dos nossos pensamentos e das nossas acções. Mas o que é ainda mais extraordinário é que este processo induz a uma reciprocidade de comportamento. Ou seja, a outra pessoa pela qual nos sentimos atraídos, vai ela própria muito provavelmente iniciar um processo químico de atracção idêntico, relativamente a nós. Segundo os especialistas, essa reacção resulta não só dos sinais externos que emitimos quando nos sentimos atraídos, os quais acabam ser captados e por influenciar a outra pessoa, mas também resulta de factores extra-sensoriais, tais como a energia que emanamos e que é captada por esta última.
O "Amor Romântico" é apenas um de três estados comportamentais que se verificam entre um homem e uma mulher, refere a antropóloga. Os outros dois são a "Luxúria" e o "Apego". O primeiro é o puro impulso sexual. Uma pessoa relaciona-se com a outra só pelo prazer em si mesmo. Busca-se uma satisfação física que nem passa pela paixão nem pelo enamoramento. "O Apego é uma fase mais calma, normalmente seguida ao amor romântico, permite uma estabilidade emocional, o desenvolvimento da afeição e a vontade de proteger os seres amados".
Caro leitor (a), o facto de ter lido este artigo até ao fim já demonstra o seu interesse sobre este tema. Então, desperte a sua curiosidade, pense um pouco... e diga para si mesmo (a), qual é o estado comportamental que o (a) motiva neste preciso momento: Luxúria, Amor Romântico ou Apego? … Sendo que, segundo Helen Fisher, a força de cada um deles é de tal forma grande e absorvente que, a cada indivíduo só lhe é permitido experimentar um estado de cada vez.

Serrone
(Exclusivo para Algarve Repórter)

Não há GPS que nos valha...

Ministro em Faro apela à astrologia!

Teixeira dos Santos diz que «temos de nos guiar pelas estrelas, este é um momento único na história»... Deputados dizem que a situação é «muito grave».

O ministro das Finanças afirmou esta sexta-feira que a crise económica e financeira global é «um momento único na história» e que não «há GPS» para esta situação, mas apenas «estrelas» tapadas com «nuvens», noticia a Lusa.
«Fazer política em condições de normalidade é como navegar com GPS (sistema de posicionamento geográfico por satélite), mas esta crise não vem nos livros», defendeu Teixeira dos Santos, na lição que apresentou ontem em Faro, durante a abertura do II curso da Universidade Meridional, cita a agência Lusa.
Para o ministro das Finanças, esta situação é «inteiramente nova e é um desafio para todos» e «não há GPS para esta situação. Temos de nos guiar pelas estrelas. O problema são as nuvens», observou Teixeira dos Santos, acrescentando que é essencial «saber para onde se quer ir» e como «queremos ir». Para enfrentar a crise global, Teixeira dos Santos recordou que o Estado português vai «abdicar de mil milhões de euros» para implementar o pacote de medidas anunciadas em Dezembro de 2008, mas frisou que são medidas «temporárias».
«As medidas têm de ser temporárias. É um esforço orçamental que temos de fazer, mas que será retirado logo que a crise passe», frisou o ministro das Finanças, referindo ainda que essas medidas têm de ser urgentes. «As medidas não podem levar tempo a implementar, têm de ser muitos investimentos espalhados pelo país, mas de pequena monta», explicou.

«Medidas têm de ser temporárias»

Teixeira dos Santos acredita que Portugal avançou com as medidas contra a crise «no devido tempo para assegurar a actividade económica».
«Temos de assegurar a actividade económica, para defender os postos de trabalho dos portugueses, mas este esforço acaba com a crise», reiterou o ministro, referindo que após a crise as finanças públicas devem voltar à «normalidade».
Durante a lição que Teixeira dos Santos proferiu, intitulada «Portugal - desafios no novo contexto mundial», onde explicou a crise desde a fase embrionária - Primavera de 2007 - até ao culminar da crise mundial que teve o auge no Outono de 2008 com a subida dos preço do petróleo e a subida das taxas de juro, o ministro garantiu que as reformas estruturais para Portugal estavam «presentes» no Orçamento de 2009.
«O Orçamento para 2009 tem presentes as reformas estruturais, mas também contempla as novas medidas para a actividade económica, como a redução do IRC para metade, ou o aumento de investimento público», disse ainda o governante.

Deputados temem catástrofe económica

Os partidos da oposição (BE, PCP, PSD e CDS-PP) manifestaram-se esta sexta-feira «muito preocupados» com as consequências para Portugal da falência da multinacional alemã Qimonda e exigem uma imediata intervenção do Governo. Para o deputado do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, a confirmar-se o fecho da fábrica Quimonda em Portugal, o país ficará «perante uma catástrofe económica» e, como aconteceu com o sistema bancário, «não se pede responsabilidades aos accionistas, que entretanto beneficiaram dos dividendos», disse à Lusa.
O mesmo deputado do BE lembrou que o caso da fábrica de Vila do Conde tem sido apontado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, como um caso «de exemplo» nacional e destacou as altas qualificações dos trabalhadores daquela unidade e cujos postos de trabalho poderão estar em causa.
Já para o deputado Honório Novo, do PCP, a verificar-se esta falência em Portugal o país estará perante «mais uma das falsidades do primeiro-ministro», que «há oito dias atrás dizia que aquela empresa era um exemplo de sucesso em Portugal.

«A situação é muito grave e vai ter consequências muito penalizadoras para a economia, para os trabalhadores, para as suas famílias e para o desemprego no distrito do Porto», disse o deputado no final da reunião plenária da manhã.
Também o deputado do PSD, Hugo Velosa, manifestou-se, por seu turno, «muito preocupado» com os níveis de desemprego e as consequências de mais despedimentos em Portugal. «Perante a actual tendência de aumento do desemprego, é preocupante que cada vez mais jovens com profissões qualificadas e licenciados fiquem sem emprego no actual contexto», afirmou Hugo Velosa.
Hélder Amaral, do CDS-PP, destacou, por sua vez, a sua «grande preocupação» com um «efeito de bola de neve, cujas consequências não podem ser boas». Recorde-se que o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta sexta-feira que o Governo português está em contactos com a Qimonda em Portugal e na Alemanha e irá «fazer tudo» para manter a fábrica de Vila do Conde.

Prémios Turismo de Portugal 2008

Vila do Bispo e Aljezur entre os premiados

Nove projectos inovadores foram distinguidos em cerimónia presidida pelo secretário de Estado do Turismo, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa.

Os prémios destacam os melhores projectos, públicos e privados, que contribuem para o desenvolvimento do Turismo no país, tendo sido recebidas 132 candidaturas. O prémio “Novo Projecto Privado” foi atribuído ex-aequo a três projectos da região do Douro: ao hotel Aquapura Douro Valley, localizado em Lamego, ao restaurante D.O.C. (Degustar, Ousar, Comunicar), em Armamar, e à Quinta do Seixo, um projecto de enoturismo, em Tabuaço.
O Museu do Mar e da Terra da Carrapateira, um espaço comunitário e participativo da Câmara Municipal de Aljezur, e o Centro de Artes e Ciência do Mar da Câmara Municipal de Lajes do Pico, nos Açores, foram contemplados com duas menções honrosas na categoria “Novo Projecto Público”, que não teve nenhum premiado. Os prémios “Requalificação Projecto Privado” e “Requalificação Projecto Público” recaíram, respectivamente, sobre o Memmo Baleeira Hotel, em Vila do Bispo, e o Parque Anjos – Centro de Arte Manuel de Brito, da Câmara Municipal de Oeiras.
A Casa das Penhas Douradas, em Manteigas, e o Heritage Av. Liberdade Hotel, em Lisboa, receberam uma menção honrosa de “Requalificação Projecto Privado”. O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, também recebeu uma menção honrosa na categoria “Requalificação Projecto Público”. O “Novo Projecto Privado” e o “Novo Projecto Público” contemplam intervenções físicas de raiz. A “Requalificação Projecto Privado” e a “Requalificação Projecto Público” são, por sua vez, projectos que envolvem intervenções físicas de reabilitação, requalificação ou valorização.

Na categoria “Serviços”, o vencedor foi a Acessible Portugal – Turismo para pessoas com mobilidade reduzida, seus familiares e amigos, da Vectio. Esta empresa é a primeira agência de viagens especificamente dedicada ao turista com mobilidade reduzida. A categoria teve também uma menção honrosa para o projecto Selecção – um programa de valorização da oferta de serviços e do produto Gastronomia, da AHRESP. O evento Red Bull Air Race World Series, que se realizou no Porto, recebeu o prémio “Animação e Eventos”. Nesta categoria atribuíram-se também duas menções honrosas ao Festival Internacional de Cinema do Porto – Fantasporto e à Feira do Cavalo de Ponte de Lima.
A Central de dessalinização, um projecto da empresa Salvor (Grupo Pestana), ganhou o prémio “Sustentabilidade Ambiental”. O projecto Passaporte Ambiental, um documento onde estão descritas todas as medidas ambientais implementadas pelo Hotel Vila Park, em Santiago do Cacém, recebeu uma menção honrosa nesta categoria. A novidade “Prémio Especial do Turismo de Portugal”, que recai sobre um projecto que tenha recebido apoio financeiro do instituto nos últimos três anos, foi atribuída ao festival CCB Fora de Si, do Centro Cultural de Belém.
O júri dos prémios é presidido pelo empresário André Jordan, e é constituído pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, o presidente da Confederação do Turismo Português, José Carlos Pinto Coelho, e o jornalista António Perez Metelo. A avaliação técnica das candidaturas esteve a cargo da empresa de consultoria Deloitte. Os projectos candidatos ficaram expostos no stand do Turismo de Portugal, localizado no Pavilhão 1 da FIL, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL 2009), quw decorre até dia 25 de Janeiro.

Lagos comemora

436º Aniversário de Elevação a Cidade

Comemorar a elevação de Lagos a Cidade, e os seus 436 anos, é sempre motivo de orgulho e de regozijo para todos os lacobrigenses.

A Elevação de Lagos a cidade representa, sem dúvida, um dos momentos mais significativos da história local, constituindo o reconhecimento claro da importância e do trajecto percorrido desde a atribuição do Foral, por D. Manuel I em 1504 até à sua elevação em 1573, por D. Sebastião.
Esta data, assinalada a 27 de Janeiro, representa um dos momentos mais significativos da história local, uma vez que levou à instalação na cidade dos governadores do Reino do Algarve, tornando-a numa das mais importantes localidades que se destacaram na história de Portugal. Daqui partiram igualmente as primeiras caravelas, abrindo caminho às grandes navegações dos Descobrimentos, e com as mesmas a abertura da Europa e da Cristandade a todo o mundo então desconhecido. A antiguidade e a importância desta data histórica são o pretexto das actividades culturais e recreativas organizadas anualmente pela autarquia.
No âmbito destas comemorações, no dia 27, pelas 09h30, decorrerá na Igreja de Santo António (Museu Municipal), o Espectáculo Teatral “Vieira a Voz Visível”, destinado aos alunos do secundário. Mais tarde, pelas 21h30, terá lugar, no Centro Cultural de Lagos um Concerto pela Orquestra de Jazz de Lagos, de entrada livre.
Também no dia 27 vai ter lugar a Assembleia da Juventude, constituída por alunos das quatro escolas de Lagos e formandos do Centro de Emprego. Recorde-se que esta iniciativa, organizada pela Assembleia Municipal de Lagos, em colaboração com as escolas secundárias, básicas 2/3 de Lagos e o Centro de Emprego, tem por objectivo a promoção do desenvolvimento da cidadania e promoção da participação cívica dos jovens. A Assembleia irá decorrer a partir das 10h00, no Centro Cultural de Lagos e serão abordados temas como a pobreza, sociedade, imigração, turismo e desenvolvimento rural. Para o dia 31 está previsto o descerramento de placas toponímicas, que será antecedido por uma cerimónia, a ter lugar pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Carnaval de Loulé 2009

Receitas revertem para Santa Casa da Misericórdia

Loulé vai atribuir à Santa Casa da Misericórdia as receitas da edição do desfile de Carnaval, apoiando a actividade desta instituição de solidariedade social.

A vertente social que durante décadas esteve associada ao corso louletano – o “Bodo dos Pobres” - volta a estar este ano em destaque. Efectivamente, ao longo de muitos anos, sensivelmente até aos anos 70, o organizador e beneficiário das verbas arrecadas pela realização do Carnaval foi a Santa Casa da Misericórdia de Loulé, podendo assim dessa forma prosseguir os seus objectivos ligados à assistência, benemerência e intervenção social alargada.
Também agora esta verba resultante das entradas no desfile tem em vista contribuir para a vasta actividade social da instituição, particularmente para fazer face às despesas inerentes às obras de revitalização do Hospital de Loulé. O custo das entradas do Carnaval de Loulé é de 2 euros. Em média, cada edição deste desfile conta com 100 mil visitantes.
Refira-se que o corso louletano, o mais antigo do país e que conta já com 103 anos, sai para a rua nos dias 22, 23 e 24 de Fevereiro, a partir das 15h00. A Avenida José da Costa Mealha volta a ser palco de muita animação, música e colorido, num desfile com 17 carros alegóricos e muitos figurantes. “Alegria, Natureza e Carnaval” é o tema escolhido.

Bolsas de Estudo para Fundação António Aleixo

A Autarquia de Loulé deliberou atribuir um subsídio de 100 mil euros à Fundação António Aleixo destinado a bolsas de estudo para jovens naturais e/ou residentes no Concelho, para o presente ano lectivo. Assumida inicialmente pela Autarquia, entendeu a mesma transferir essa missão de atribuição de bolsas de estudo para esta Fundação, entidade à qual a Câmara de Loulé pertence e que, sendo-lhe reconhecido o estatuto de “utilidade pública”, dispõe de recursos técnicos e humanos necessários, e uma dinâmica reconhecida por todos, podendo prosseguir este projecto de relevante alcance social.
Estas bolsas constituem desde a data da sua criação uma iniciativa social importante, cujos resultados começam já a ser visíveis, e que tem permitido a muitos jovens prosseguirem os seus estudos e alcançarem uma formação académica que de outra forma não seria possível. De acordo com os responsáveis municipais, “este projecto, desde sempre apoiado pela Câmara Municipal de Loulé, tem contribuído em muito para a valorização dos recursos humanos do Concelho e, por esta via, assume-se como gerador de riqueza para toda a comunidade, dado o potencial que esses jovens se tornam portadores”.

Ambiente com Solidariedade

Campanha “2 Causas por 1 causa”

ALGAR, Valorização e Tratamento de resíduos sólidos, contribuiu com donativo de 400 mil euros para campanha do cancro na mama.

O volume de resíduos de embalagem recolhido pela ALGAR e pelos 14 sistemas multimunicipais da EGF em 2008 e enviado para reciclagem através da Sociedade Ponto Verde, permitiu, no seu conjunto, angariar a verba suficiente para a aquisição de uma das duas unidades de rastreio do cancro da mama oferecidas à Laço no âmbito da campanha “2 causas por 1 causa”. No âmbito do sistema gerido pela ALGAR, que abrange 16 municípios num total de 421.528 pessoas, a actividade de recolha selectiva registou um crescimento de cerca de 19% por cento relativamente ao ano de 2007.
A ALGAR, S.A., empresa participada da EGF responsável pela gestão do sistema multimunicipal de tratamento e valorização de resíduos, canalizou, em 2008, 23,079 toneladas de resíduos de embalagem para reciclagem, que no âmbito da parceria com a Sociedade Ponto Verde (SPV) e a Associação Laço na campanha “2 causas por 1 causa”, serão convertidas num donativo para reforçar o plano de rastreio do cancro da mama em Portugal.
Por cada tonelada de resíduos de embalagem (metal, plástico, papel/ cartão e vidro) recolhidos selectivamente (ecopontos e porta-a-porta) e encaminhados para reciclagem, os sistemas aderentes à campanha e a SPV contribuíram com 1,5€ para a Laço, cujo objectivo, agora concretizado, foi angariar a verba suficiente para a aquisição de duas novas unidades de rastreio móvel.
Já esta semana, representantes dos sistemas de tratamento e valorização de resíduos aderentes à campanha fizeram a entrega simbólica à Associação Laço de um donativo de 409 mil euros, num encontro que contou com a presença de Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues, duas das caras que se associaram à campanha que, de forma inédita, juntou a promoção da reciclagem à prevenção do cancro da mama. As novas unidades móveis de rastreio destinam-se a cobrir áreas geográficas que actualmente ainda não são abrangidas pelo Programa Nacional de Rastreio do Cancro da Mama, estimando-se que possam vir a abranger mais 20 mil mulheres portuguesas por ano.
A ALGAR, S.A., agradece a todas as pessoas que contribuíram para o sucesso desta campanha separando em casa todo o tipo de resíduos de embalagem - metal, plástico, papel/ cartão e vidro - e depositando-os correctamente nos respectivos ecopontos.