Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Turismo: Para que servem os “mega-eventos”?

Queda na ocupação dos hotéis algarvios em Setembro

Apesar das festas VIP, concertos internacionais e mega-eventos, continuou a queda de ocupação hoteleira. Armação de Pêra e Portimão registam as maiores quebras.
Em 2007 foram os espanhóis que salvam a época turística, com mais de 8 milhões de turistas entrados em Portugal

A taxa de ocupação global média/quarto nos estabelecimentos hoteleiros do Alagarve foi de 85,5% em Setembro deste ano, 3% abaixo do valor verificado em 2007 (88,2%), revelam dados da Associação dos Hotéis e Estabelecimentos Turísticos do Algarve (AHETA). Já a taxa de ocupação global média/cama registada, 65,4%, ficou 5,6% abaixo do valor verificado no ano anterior (69,3%). Quanto ao volume de vendas total, registou uma descida de 3,2% relativamente ao período homólogo de 2007.
Numa análise por zonas geográficas, as maiores descidas verificaram-se nas zonas de Carvoeiro/Armação de Pêra (-6,7%) e Portimão/Praia da Rocha (-4,7%). A única subida a assinalar foi registada em Lagos/Sagres (+1,9%). Já a zona de Monte Gordo/Castro Marim foi a que apresentou a taxa de ocupação mais elevada, com 93,3%, enquanto Faro/Olhão registou a taxa de ocupação mais baixa, com 62,5%.
Por categorias, as principais descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 2 estrelas (-10,7%), e nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas (-4,9%). Não há subidas a assinalar. Os hotéis e aparthotéis de 2 estrelas foram aqueles que registaram a taxa de ocupação mais baixa (75%), enquanto que a mais alta ocorreu nos de 3 estrelas (91,8%).
Por nacionalidades, os britânicos representaram 38,5% (-12,2% que em Setembro de 2007) das dormidas totais no Algarve, seguidos dos portugueses com 24% (+22,6%) e dos holandeses, com 8,4% (+5,7%).

Em 2007 as receitas do sector totalizaram 8,3 mil milhões

As receitas do Turismo totalizaram 8,3 mil milhões de euros em 2007, o que corresponde a 5,1 por cento do PIB nacional, indica um estudo da agência de meios Espaço OMD. O estudo, baseado num documento da Euromonitor International de 17 de Setembro, prevê que as receitas dupliquem para 15,9 mil milhões de euros em 2012, data em que deverão entrar em Portugal 26 milhões de turistas, diz a «Lusa».
Assim, em 2007, entraram em Portugal 18,8 milhões de visitantes, o que torna o nosso país o 14º mercado mundial de Turismo, sendo previsível que integre os dez principais mercados do sector em 2020, segundo o estudo. No ano passado, entraram em Portugal 8,8 milhões de turistas espanhóis, 2,9 milhões de britânicos, 1,5 milhões de alemães e 1,2 milhões de franceses.
A proximidade geográfica e a existência de culturas e hábitos similares são, segundo o estudo, as principais motivações dos visitantes espanhóis, enquanto os turistas britânicos, que têm como principais destinos o Algarve e a Madeira, vêm atraídos pelo clima e preços baixos. Ao nível europeu, Portugal é o 9º mercado, devendo atingir a 7ª posição em 2012.
A operar em Portugal desde Janeiro de 2000, a Espaço OMD, é uma agência de meios da rede OMD que faz trabalhos de consultoria, estratégia, planeamento e compra de meios.

IAPMEI distingue PME’s

Só 79 PME Líderes estão do Distrito de Faro

O estatuto PME Líder foi criado pelo IAPMEI e tem como objectivo valorizar as melhores estratégias e performances empresariais

O IAPMEI reúne hoje, em Santa Maria da Feira, no Europarque, as cerca de 2100 pequenas e médias empresas distinguidas como PME Líder, por critérios de solidez financeira, perfil de risco e qualidade de desempenho, numa cerimónia que conta com a presença do Ministro de Economia e da Inovação. São empresas de perfil superior, que têm sabido adaptar-se às condicionantes do mercado, mantendo altos padrões competitivos e contribuindo activamente para dinâmicas de desenvolvimento local.
No Distrito de Faro existem 79 PME Líderes, empresas que geram um volume de negócios total de 476.168.887 euros e empregam mais de 3 mil trabalhadores. A nível nacional, as PME Líder têm em média 51 trabalhadores e apresentam um volume de negócios perto dos 7 milhões de euros. No global, o universo das empresas gera mais de 124 mil empregos e factura mais de 14 mil milhões de euros por ano. O activo líquido global destas empresas é superior a 11 mil milhões de euros. A maioria da facturação das PME Líder é realizada em Portugal, mas as exportações têm vindo a ganhar importância, com crescimentos superiores a 19% em mais de metade destas empresas.
São PME toas as empresas que demonstram muito boa capacidade para usar o seu activo na criação de valor. Criam em média 2,6 milhões de valor acrescentado bruto e em mais de metade destas empresas o VAB gerado representa mais de 74% do activo líquido. Mais de 70% das PME Líder desenvolve a sua actividade nos sectores do comércio e indústria, sendo a seguir a construção e os serviços os sectores que mobilizam maior número de empresas.
O estatuto PME Líder foi criado pelo IAPMEI no âmbito do programa FINCRESCE e tem como objectivo valorizar as melhores performances empresariais e abrir caminhos para a consolidação de estratégias de crescimento e liderança de PME.

Magna reunião contra “hackers”

"Seguranças" da Internet reúnem-se no Algarve

A OWASP vai organizar, pela primeira vez em Portugal, durante os dias 4 a 7 de Novembro, o Summit EU Portugal 2008, naquela que é uma das suas maiores reuniões mundiais contra “hackers”

Este encontro vai juntar especialistas de todo o Mundo na área da Segurança de Informação, em particular no domínio da Segurança em Aplicações baseadas na Web, os quais irão apresentar e discutir as mais recentes ferramentas e documentos desenvolvidos pela OWASP.
Para além disso, vão realizar‐se mais de 40 apresentações de líderes de projectos patrocinados pela OWASP, divididas por seminários técnicos e de negócio, acções de formação e múltiplas sessões de trabalho, tudo na área de pesquisa de segurança para aplicações Web. É ainda objectivo do Summit dinamizar a colaboração, atingir e traçar novos objectivos para projectos OWASP, representações locais e para toda a comunidade OWASP.
A Open Web Application Security Project (OWASP) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para contribuir para a melhoria significativa da Segurança a nível aplicacional, e uma comunidade aberta e independente e é líder a nível mundial em termos de investigação e desenvolvimento na área da segurança aplicacional. No âmbito da sua missão, concedeu recentemente bolsas e patrocínios no valor de 250,000 USD para projectos de investigação e desenvolvimento nesta área.
A OWASP surge consciente de que a gestão, preservação e protecção da informação nunca foi tão crítica para as organizações e para as pessoas como agora. E porque os ataques a que esta informação está sujeita evoluem de dia para dia, é imperioso o desenvolvimento permanente de novas soluções de protecção, uma vez que a tendência é para que a sociedade dependa cada vez mais, não só da informação, mas da segurança com que é transaccionada.

Uma algarvia no Reino das Arábias

Eurodeputada socialista na Jordânia

Jamila Madeira participou numa reunião da APEM, e num encontro com Rei Abdullah, onde foi abordada a Paz no Médio Oriente e as relações entre os países mediterrânicos

A Deputada Jamila Madeira participou esta semana na reunião da sessão plenária da Assembleia Parlamentar Euro-mediterrânica (APEM). A reunião que decorreu na Jordânia, entre 11 e 13 de Outubro, juntou parlamentares dos países mediterrânicos, dos Parlamentos nacionais da UE e eurodeputados. O processo de paz no Médio Oriente e o futuro da União para o Mediterrâneo foram os assuntos que dominaram os encontros.À margem da reunião da APEM, Jamila Madeira e os eurodeputados Tokia Saifi, Rodi Kratsa-Tsagaropoulou, Simon Busutiil, David Hammerstein e John Attard-Montalto, membros do Grupo de Amigos da Jordânia, foram recebidos pelo Rei Abdullah II da Jordânia.
Jamila Madeira é membro efectivo da Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica, e Vice-Presidente da Comissão Económica, Financeira, dos Assuntos Sociais e da Educação desta Assembleia, membro da Delegação para as Relações com os Países do Maxereque e suplente da Delegação para as Relações com o Conselho Legislativo da Palestina.
A eurodeputada socialista considerou este encontro de "particular relevância num momento em que a Jordânia assume um papel como mediador especial no conflito do Médio Oriente e em que o seu empenhamento é tido como crucial para garantir o sucesso das negociações. Também no âmbito das pontes entre o PE e a Jordânia foram abertas portas que permitem estreitar os laços parlamentares em particular, e institucionais em geral, entre a UE e a Jordânia".

Prémio para Caldas de Monchique

Villa Termal é sinónimo de ALGARVE MAXIMUS

A Villa Termal das Caldas de Monchique foi distinguida com o prémio Algarve Maximus, na categoria “Equipamentos e Serviços Turísticos”

O equipamento termal das Caldas de Monchique, foi distinguido no decorrer de uma cerimónia realizada no dia 10 de Outubro, em Vilamoura, Algarve, com o Prémio Algarve Maximus, numa iniciativa promovida pela RTA, que reconhece o investimento da Fundação Oriente na recuperação do património, e visa estimular a qualidade do Turismo na região e motivar as entidades do sector a inovar e a elevar os níveis de excelência na prestação de serviços.
A Villa Termal das Caldas de Monchique reabriu em 2001, depois de encerrada durante seis anos para recuperação total dos edifícios e do espaço envolvente. Actualmente, fazem parte da Villa Termal cinco Hotéis, dois Restaurantes, Spa Termal, Piscinas Exteriores, Loja de Conveniência e Artesanato e o Tasco Wine Bar.
Localizada a 15 quilómetros de Portimão, em plena Serra de Monchique, a Villa Termal das Caldas de Monchique revela-se como o Algarve de eleição para os amantes da Natureza, assim como um marco incontornável para quantos desejem conhecer o verdadeiro Algarve. “Este prémio é o reconhecimento do investimento feito pela Fundação Oriente para a recuperação do património, a qual, também, não teria sido possível sem a cooperação da Câmara Municipal de Monchique, nomeadamente do Presidente, Dr. Carlos Tuta”, afirmou o Director-geral da Villa Termal das Caldas de Monchique, Tiago Martins Barata.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Osteoporose: Uma doença silenciosa

Quando se dá por ela já é tarde

Estudo nacional revela novos dados sobre a doença: Uma em cada quatro mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico sobre osteoporose

De acordo com um estudo promovido pela Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS) e pela Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), 25.7 por cento das mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico para falar sobre osteoporose, apesar da esmagadora maioria das mulheres (92.3 por cento) considerar a osteoporose uma doença incapacitante. O presidente da LPCDR, Prof. Jaime Branco, alerta para a preocupação com estes dados novos, “a visita tardia ao médico justifica-se pelo facto da osteoporose ser uma doença silenciosa, pelo que se pode passar inúmeros anos sem sintomas. O mesmo acontece nas doentes medicadas que quando não sentem sintomas abandonam a sua medicação, mas estas atitudes podem ter consequências muito graves para a mulher, como fracturas”.
O estudo revela também que 6 por cento das mulheres acima dos 45 anos que afirmam ter osteoporose ainda não consultou um médico sobre a doença e que 24.6 por cento das mulheres inquiridas não está a fazer tratamento. Por outro lado, mais de metade das mulheres com osteoporose a tomar medicamentos vê vantagens em tomar um único comprimido mensal (58.2 por cento) e a esmagadora maioria (77.5 por cento) admite mesmo que, se pudesse escolher, preferia um único comprimido por mês em vez de toma semanal ou diária.
De acordo com o Prof. Jaime Branco, médico reumatologista, “um dos principais problemas nas doentes com osteoporose é o abandono dos tratamentos receitados pelos médicos, o que pode ter consequências graves como por exemplo as fracturas. A oferta de um maior número de possibilidades terapêuticas como o tratamento mensal pode reduzir a percentagem de abandonos das mulheres à terapêutica”. Entre os principais factores de risco da osteoporose as mulheres destacam a alimentação deficiente (86.2 por cento), a menopausa (85.2 por cento), a idade (76.4 por cento), e a falta de exercício (75.2 por cento).
Para a Dra. Viviana Tavares, médica reumatologista e presidente da APOROS, “apesar de dois factores de risco modificáveis serem bem compreendidos (a alimentação e o exercício), existem outros factores de igual importância que não estão a ser bem percebidos pelas mulheres. É o caso do tabagismo, do alcoolismo, da história familiar, ou mesmo do baixo peso, que foram referidos no estudo por menos de 30 por cento das inquiridas. Estas conclusões são preocupantes e mostram-nos que a auto-avaliação do risco é deficiente”. A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição da resistência dos ossos que, por isso, se tornam mais frágeis e mais susceptíveis a quebrar-se. É uma doença silenciosa e pode progredir sem sintomas dolorosos até ocorrer uma fractura.

Orçamento de Estado 2009

Endividados podem trocar empréstimo por renda

Orçamento de Estado vai ter em conta quem detiver prestações em falta, transformando as mesmas no pagamento de uma renda de valor inferior ao Estado, podendo optar pela aquisição do imóvel até 2020

Nestas circunstâncias, as famílias em dívida terão de alienar as suas casas através de uma autorização legislativa, tendo de vender a casa a um fundo de investimento imobiliário em arrendamento habitacional (FIIAH). Teixeira dos Santos lembrou que esta medida pode servir de «solução de alívio transitório».
Por outro lado, o responsável acrescentou que as condições para o arrendamento serão facilitadas: «Há uma iniciativa que reputo de enorme importância no desenvolvimento do mercado de arrendamento habitacional: o (facto de) permitir que qualquer português tenha acesso ao arrendamento em condições vantajosas com a actuação actual, permitindo que as pessoas que arrendam a casa possam, num momento posterior, adquiri-la», disse o ministro na apresentação, que decorreu esta terça-feira na sede do ministério.
«O fundo de arrendamento habitacional permitirá a entidades criarem um fundo de habitação, com imóveis disponíveis, centrados em zonas geográficas ou dispersos pelo País, que colocam no mercado de arrendamento», acrescentou. O regime fiscal será, segundo Teixeira dos Santos, «bastante atractivo» e, reduzindo custos, permite que as rendas praticadas «sejam rendas bastante atractivas para aqueles que venham a decidir, no seu arbítrio, arrendar uma habitação. Qualquer português que queira arrendar uma casa, poderá arrendar uma habitação que seja propriedade destes fundos», esclareceu ainda o ministro.
O Governo vai ainda propor aos sindicatos da função pública aumentos salariais de 2,9%. De acordo com o ministro das Finanças, que apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2009 em conferência de imprensa, o valor encontra-se acima da taxa de inflação prevista pelo Executivo para o ano que vem, e que é de 2,5%. O objectivo é não só cobrir o aumento do custo de vida, mas também permitir aos funcionários retomarem algum do poder de compra perdido nos últimos anos. "O objectivo é permitir retoma do poder de compra", disse o ministro.

Prevenção na Saúde

Famílias portuguesas sofrem de doenças respiratórias

Resultados de rigoroso estudo demonstram uma elevada prevalência de alergias nas famílias portuguesas, onde pelo menos 30% dos elementos sofre de doenças respiratórias

Os resultados do estudo HabitAr - estudo epidemiológico realizado nas cinco zonas de Portugal Continental (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) que avaliou a qualidade do ar interior em 557 habitações demonstram que a percentagem de habitantes com patologia respiratória é significativa. Foi verificado que numa em cada 3 famílias portuguesas existem doenças respiratórias de tipo alérgico ou inflamatório.
Verificou-se uma prevalência de 29,9% de doença alérgica das vias aéreas superiores ou seja patologias do tipo rinite alérgica, e de 18% de doença alérgica ou inflamatórias do tipo asma nas vias áreas inferiores, nas habitações estudadas. Neste estudo foi avaliado a qualidade do ar no interior das habitações, com mediação de vários parâmetros. O número médio de habitantes por habitação encontrado foi de 1,94, ou seja um nível de habitantes por habitações baixo, quando comparado com décadas anteriores, tendo sido observada uma taxa de fumadores nos lares portugueses de 32,9%.
Nas medições efectuadas em cada uma das habitações, e considerando em conjunto os resultados de CO2, CO, partículas em suspensão no ar, Compostos orgânicos voláteis (COV), formaldeído e O3 (parâmetros para os quais existe limite máximo admissível no Decreto-Lei nº 79/2006 de 4 de Abril), constata-se que 60% das habitações visitadas apresentam pelo menos uma medição com um dos parâmetros atrás referido superior ao valor limite. Os parâmetros maioritariamente responsáveis por estes valores superiores ao limite foram os COV, CO2 e partículas em suspensão.
Outro dado a reter após a análise dos resultados obtidos no Estudo Habitar, e em relação ao conforto térmico que é avaliado através da Temperatura e da Humidade Relativa, é de que em 47% das habitações existiu pelo menos uma medição fora dos valores recomendados. Globalmente o estudo demonstra que algumas habitações portuguesas têm condições para o surgimento de doenças respiratórias alérgicas ou inflamatórias e/ou agravamento as já existentes.
Para este estudo - uma iniciativa conjunta do Instituto UCB de Alergia (IoA) e da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) - foram realizadas 1112 medições em pontos diferentes das habitações (uma na cozinha e outra no quarto) para avaliar os seguintes parâmetros: temperatura, humidade relativa, dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), partículas em suspensão, compostos orgânicos voláteis (COV), formaldeído, ozono, dióxido de enxofre e dióxido de azoto.

Agenda “Emprego e Formação”

Isilda Gomes visita projectos no Sotavento algarvio

Conhecer e divulgar os projectos desenvolvidos pelos serviços públicos com a participação da iniciativa privada

A Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, prossegue na próxima sexta-feira, a quinta edição das ‘Agendas Temáticas’, dedicada ao Emprego e Formação, com uma deslocação aos concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim.
No âmbito deste mês temático denominado ‘Formar para o Emprego e para a Qualidade de Vida’, Isilda Gomes visitará, às 10h00, o empreendimento turístico Robison Club Quinta da Ria, em Vila Nova de Cacela. Trata-se de um campo de golfe com uma unidade hoteleira inaugurada em Julho deste ano e com a qual o Centro de Emprego local colabora no recrutamento de trabalhadores e na respectiva formação profissional.
A Governadora Civil de Faro desloca-se ainda ao Azinhal, no concelho de Castro Marim, para visitar as instalações da doçaria e café ‘A Prova’, empresa constituída por três formandas de um curso do Instituto do Emprego e Formação Profissional realizado em 1987/89.
Esta é a quinta iniciativa integrada nas ‘Agendas Temáticas’, projecto lançado pelo Governo Civil de Faro com vista a conhecer e divulgar projectos desenvolvidos pelos serviços públicos e a iniciativa privada que têm como objectivo melhorar as condições de vida em sociedade

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Um jantar contra a Fome

Trufas, caviar, champanhe, bifes de vaca de Quioto e espargos brancos na Cimeira dos G8 sobre a fome...

Oposição britânica já reclamou: "é bastante hipócrita que os líderes do G8 não tenham resistido a um festim destes numa altura em que existe uma crise alimentar e milhões de pessoas não conseguem sequer uma refeição decente por dia"

Os líderes das oito economias mais industrializadas do mundo (G8), reunidos numa cimeira no Japão, causaram espanto e repúdio na opinião pública internacional, após ter sido divulgada aos órgãos de comunicação social a ementa dos seus almoços de trabalho e jantares de gala. Reunidos sob o signo dos altos preços dos bens alimentares nos países desenvolvidos - e consequente apelo à poupança -, bem como da escassez de comida nos países mais pobres, os chefes de Estado e de Governo não se inibiram de experimentar 24 pratos, incluindo entradas e sobremesas, num jantar que terá custado, por cabeça, a módica quantia de 300 euros.
Trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas eram apenas alguns dos pratos à disposição dos líderes mundiais, que acompanharam a refeição da noite com cinco vinhos diferentes, entre os quais um Château-Grillet 2005, que está avaliado em casas da especialidade online a cerca de 70 euros cada garrafa.
Não faltou também caviar legítimo com champanhe, salmão fumado, bifes de vaca de Quioto e espargos brancos. Nas refeições estiveram envolvidos 25 chefs japoneses e estrangeiros, entre os quais alguns galardoados com as afamadas três estrelas do Guia Michelin. Segundo a imprensa britânica, o "decoro" dos líderes do G8 - ou, no mínimo, dos anfitriões japoneses - impediu-os de convidar para o jantar alguns dos participantes nas reuniões sobre as questões alimentares, como sejam os representantes da Etiópia, Tanzânia ou Senegal.
Os jornais e as televisões inglesas estiveram na linha da frente da divulgação do serviço de mesa e das reacções concomitantes. Dominic Nutt, da organização Britain Save the Children, citado por várias folhas online, referiu que "é bastante hipócrita que os líderes do G8 não tenham resistido a um festim destes numa altura em que existe uma crise alimentar e milhões de pessoas não conseguem sequer uma refeição decente por dia". Para Andrew Mitchell, do governo-sombra conservador, "é irracional que cada um destes líderes tenha dado a garantia de que vão ajudar os mais pobres e depois façam isto".
A cimeira do G8, realizada no Japão, custou um total de 358 milhões de euros, o suficiente para comprar 100 milhões de mosquiteiros que ajudam a impedir a propagação da malária em África ou quatro milhões de doentes com sida. Só o centro de imprensa, construído propositadamente para o evento, custou 30 milhões de euros.

In http://dn.sapo.pt/2008/07/10/economia/trufas_e_caviar_jantar_cimeira_g8_so.html

Autódromo Internacional do Algarve


Faltam 2 semanas para a inauguaração

FIA aprova novo Autódromo do Algarve, McLaren esperada em Dezembro. Circuito espera confirmação oficial antes de receber mais equipas

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou onte, segunda-feira, o novo Autódromo do Algarve. De acordo com o presidente da Parkalgar, empresa proprietária, «praticamente todas as equipas da Fórmula 1» demonstraram intenção de testar os seus monolugares no circuito e a Mclaren-Mercedes já confirmou a sua presença em Dezembro.
«Estamos satisfeitos e aliviados, e no caso da Fórmula 1 esta aprovação é importantíssima porque assim já podemos receber testes», disse Paulo Pinheiro à Agência Lusa. Para já a empresa espera a confirmação oficial da FIA da aprovação da pista, que fica situada nos arredores do Portimão, para que outras escuderias possam testar aí os seus monolugares.
No sábado passado, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) já tinha aprovado o Autódromo do Algarve, o que permite receber a última etapa do Mundial de Superbikes, de 31 de Outubro a 2 de Novembro, que inaugurará o circuito.

«Não tenham vergonha de ser ricos»

PoliEmpreende combate a crise

Secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação desafia jovens estudantes a desenvolverem projectos empresariais

O secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação, Castro Guerra, desafiou esta segunda-feira os jovens estudantes do ensino politécnico a desenvolverem projectos empresariais inovadores e «não terem vergonha de ser ricos», escreve a Lusa. «Não tenham vergonha de ser ricos, mas cumpram o contrato social», disse António José Castro Guerra, frisando que as novas empresas deverão assumir a sua «responsabilidade social», respeitando o ambiente, os direitos dos trabalhadores e as obrigações face ao Estado.
O governante comparou as empresas a «barcos», considerando que os jovens, enquanto empreendedores necessários ao desenvolvimento do país e da economia global, devem assumir a sua condução «com a máxima sabedoria» e respeitar o moderno «conceito de responsabilidade social». Castro Guerra falava na cerimónia de abertura da sexta edição do PoliEmpreende, que envolve mais de 100 mil alunos dos diversos institutos politécnicos de Portugal, além de sete mil docentes.
O PoliEmpreende visa promover o dinamismo das escolas do ensino superior politécnico, através de oficinas de empreendedorismo, concursos de ideias e apresentações de planos de negócios. Nas cinco primeiras edições, a iniciativa permitiu a criação de 14 empresas e 28 postos de trabalho, além do registo de quatro patentes, estando mais 12 firmas em processo de constituição. Para Castro Guerra, os professores e alunos de quase 20 entidades têm, através do PoliEmpreende, a possibilidade de melhor «lidar com o risco e a abertura ao mundo», transformando projectos académicos em empresas.

Lições a tirar da crise

“Monumental hipocrisia política”

Aviso de Carvalho da Silva, que espera uma viragem no «modelo de sociedade» com propostas para melhorar situação actual

O secretário-geral da CGTP afirmou ontem, que a actual crise financeira revela hipocrisia política e deverá ser um ponto de viragem no modelo social de Portugal, escreve a Lusa. «Assistimos a um monumental exercício de hipocrisia política», disse Manuel Carvalho da Silva em conferência de imprensa, considerando que, nas últimas décadas, os responsáveis políticos promoveram o sector financeiro em detrimento da economia real e deixaram desenvolver políticas que aprofundaram os desequilíbrios e as desigualdades.
«Agora, face a uma situação de crise que poderá, de um modo mais intenso, propagar-se à economia real, utiliza-se o Estado, antes tão vilipendiado, para salvar o sistema, e sacodem-se responsabilidades», afirmou. Para a CGTP, a crise financeira deverá constituir «um ponto de viragem sobre o modelo de sociedade em que vivemos», dado que se está a desenrolar «num contexto de forte regressão social».
O secretário-geral da CGTP lembrou ainda que diversas organizações, nomeadamente sindicais, vinham a alertar para a subordinação da economia real à esfera financeira. «A crise financeira não era imprevisível, muitos já tinham chamado a atenção para os perigos da globalização neo-liberal», disse, referindo posições assumidas pela Confederação Europeia de Sindicatos e pela Organização Internacional do Trabalho.
A CGTP considera que «é preciso retirar lições da crise em curso» e repensar o papel do Estado na actividade económica e financeira. «É preciso agir, no plano nacional, para responder ao impacto da crise, para que esta não tenha mais consequências na economia portuguesa», avisou. A central sindical propõe, neste âmbito, a melhoria do poder de compra dos portugueses para dinamizar a procura interna, a redução do apoio do Governo ao Programa de Estabilidade e Crescimento, a aposta na economia real e que se diga a verdade sobre a crise financeira e sobre a situação económica para evitar o perigo da especulação.

Onde está o ‘bicho’?

Silves e Malcata disputam lince

A instalação do centro de reprodução do lince ibérico em Silves está a gerar descontentamento na zona da Malcata, onde há vários anos decorre um projecto para recuperação desta espécie emblemática

O desagrado chegou pela voz do presidente da câmara de Penamacor que não compreende a opção pelo Algarve. "Não faz sentido construir este centro fora da Malcata, tendo em conta os investimentos que o Instituto de Conservação da Natureza da Biodiversidade (ICNB) tem feito nesta região nos últimos anos", afirma Domingos Torrão, presidente da autarquia, referindo-se aos trabalhos de repovoamento de coelhos destinados a criar condições para o regresso do lince ibérico. "Há 25 anos que temos a Reserva da Serra da Malcata que tem criado várias restrições, seja ao turismo e agora até à instalação de energiaeólica. E as contrapartidas que podemos tirar da zona protegida não vão para aqui", lamentou o autarca. Sugere que, pelo menos, os animais criados sejam libertados na Malcata.
O ICNB esclarece que Silves não foi uma aposta mas mais uma oportunidade, pois a instalação do centro de reprodução em cativeiro prende-se com as medidas de compensação da barragem de Odelouca. O promotor foi obrigado pela Comissão Europeia a apostar na conservação da natureza devido ao impacto ambiental gerado pela construção da barragem. O centro terá a colaboração do Parque Doñana, no sul de Espanha.Segundo a União Mundial para a Conservação só em Donãna e Sierra Morena (sul de Espanha) existem populações de lince ibérico viáveis a longo prazo. Da Malcata há muito que desapareceu.

Forum de Juventude

Estudantes debatem Segurança Rodoviária

Cinquenta alunos algarvios participaram no Fórum ‘Juventude e Segurança Rodoviária’, promovido pelo Governo Civil de Faro, no âmbito da Jornada Europeia de Segurança Rodoviária

A iniciativa, que contou com a presença dos elementos do Conselho Coordenador de Segurança Rodoviária (CCSR) Distrital, o Director Regional de Educação, a Directora Regional do Instituto Português de Juventude, autarcas e professores, visou a criação de um espaço de reflexão e debate sobre prevenção da sinistralidade e segurança rodoviária, de forma a esclarecer os jovens e avaliar as suas principais preocupações e opiniões rel! ativamente a uma problemática que envolve toda a sociedade.
Divididos entre críticas à escassez de informação sobre esta temática nas escolas e o reconhecimento do papel das forças de segurança na redução da sinistralidade nas estradas algarvias, os 50 participantes no debate envolveram-se numa animada discussão com os responsáveis distritais, a quem interrogaram sobre diversas questões relacionadas com a segurança rodoviária. Dúvidas quanto à utilização dos dispositivos de segurança, ao procedimento mais correcto junto das autoridades em caso de acidente e sugestões para intensificar, no meio escolar, as acções de informação e formação de futuros condutores, entre muitas outras questões, preencheram as duas horas e meia de debate que, para a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, cumpriu totalmente o seu objectivo.
Durante o encontro realizado no Salão Nobre, onde foram entregues diplomas de participação a todos os jovens presentes, o Governo Civil de Faro e a Direcção Regional de Educação do Algarve assinaram ainda um protocolo de cooperação com vista à realização do concurso ‘Na faixa de rodagem’, que tem como principal objectivo a criação de genéricos para a próxima campanha distrital de prevenção da sinistralidade rodoviária, a ser lançada em Março do próximo ano.

Militar condecorado em Espanha

Comandante da GNR de Faro agraciado em Huelva

Integrada nas festividades da “Virgem del Pillar” o Tenente-Coronel Costa Caio foi agraciado com Ordem de Mérito da Guarda Civil

O Comandante do Grupo Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana, Tenente-Coronel Armindo da Costa Caio, foi agraciado com a “ Cruz al Mérito del Cuerpo de la Guardia Civil, con Distintivo Blanco”.
Nos termos da legislação que criou a Ordem de Mérito da Guarda Civil Espanhola, dos requisitos para a sua concessão constam, entre outros, a colaboração com êxito em serviços importantes onde se tenham evidenciado relevantes qualidades profissionais ou cívicas e evidenciar notoriedade no cumprimento dos deveres das suas funções, de forma a constituir conduta exemplar digna de realce com mérito extraordinário.
A entrega da Condecoração, cuja iniciativa de concessão teve origem no Comando da Guarda Civil de Huelva, teve lugar ontem naquela cidade espanhola, em cerimónia militar pública presidida pelo Subdelegado do Governo Espanhol, por ocasião das festividades da “Virgen del Pilar” padroeira da Guarda Civil.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Crise Financeira Internacional

Tradição, Estado e Mercado

Adam Smith, o pai da economia tinha em todo o seu estudo a ideia muito presente, que o mercado só funcionaria correctamente dentro de um forte e estável quadro cultural que evitasse a anarquia e o despotismo. O mercado precisaria de confiança, e esta segundo ele, só existiria no meio de uma sociedade em que as regras da civilidade fossem respeitadas por todos.
Quem estudou ou simplesmente se interessa por economia, sabe perfeitamente que esta ciência assenta em dois postulados fundamentais (racionalidade e equilíbrio) e que o problema económico se resolve por mecanismos próprios, a saber: pela tradição (regras básicas de convivência em sociedade), pelo Estado (regulador) e pelo mercado (no qual se verifica a relação livre e directa dos agentes interessados estabelecendo um equilíbrio entre si). Um sistema económico baseado só em dois dos referidos mecanismos dificilmente poderia funcionar, já dizia Adam Smith (1723-1790).

Quando analisamos os acontecimentos que tiveram na génese da actual crise financeira/económica mundial, percebemos facilmente que, várias das regras básicas da ciência económica foram sistematicamente violadas e que, por isso mesmo, outro resultado não seria de esperar, senão o desenlace na actual crise. As grandes instituições financeiras americanas criaram produtos financeiros de alta rendibilidade e de grande vulnerabilidade. Numa fase de crescimento económico, concederam créditos imobiliários sobreavaliados com taxas de juros elevadas, a clientes em situação de precariedade de trabalho, sem poder económico e sem possibilidade de oferecerem garantias adicionais de cumprimento das suas obrigações contratuais.
Poder-se-á facilmente compreender que, na base da decisão dos bancos, não estiveram presentes os princípios da racionalidade e do equilíbrio. Repare-se que, uma escolha é considerada irracional se um agente, deliberada e conscientemente, entre duas alternativas possíveis, seleccionar aquela que sabe ser a que considera pior. Não sejamos ingénuos. Os líderes daquelas instituições, muitos deles formados Harvard e noutras das melhores escolas americanas, sabiam perfeitamente que os produtos financeiros que criaram, tinham apenas como objectivo a obtenção de rácios de rendibilidade imediatos, que lhe garantiam a eles próprios avultados prémios, com os quais construiriam enormes fortunas pessoais. Conheciam claramente o risco de violação dos contratos de crédito concedidos e as consequências para as suas instituições a médio e longo prazo. Por essa razão (não só por questões de financiamento), resolveram vender parte desses créditos a outras instituições nacionais e internacionais, através de fundos imobiliários, como forma de mitigarem o risco.

Neste contexto, podemos identificar outros agentes que contribuíram para a crise: - os investidores, especuladores das bolsas ("jogadores de roleta, agentes parasitários"), que enriqueceram fora do contexto da economia real. Também eles agiram em contraponto aos valores da ética, desrespeitando as regras da civilidade.
O Estado (Administração Bush), cujas decisões influenciam directa e indirectamente não só a USA mas o resto do mundo, preferiu também privilegiar o desenvolvimento de políticas económicas que visassem a obtenção de resultados no curto prazo, em detrimento dos resultados de médio e longo prazo. A Administração Bush tentou tirar aproveitamento político dos efeitos do enorme crescimento do mercado imobiliário, muito dele, fruto dos créditos "Suprime", mesmo sabendo da sua insustentabilidade e da previsível desvalorização do produto a estes associados. Os analistas e especialistas económicos ao serviço da administração Bush, conheciam certamente os riscos e possíveis consequências do crédito mal parado e os seus efeitos contaminantes nos mercados financeiros em geral e também, a possibilidade da economia real ser afectada e os USA entrarem em recessão. Entusiasmados com o crescimento económico, cometeram um erro de cálculo de previsões da chegada da crise. Pensavam ele que os seus efeitos chegariam mais tarde, possivelmente depois das eleições presidências.

O Estado não desempenhou o seu papel de agente económico regulador e de garantia de sustentabilidade dos mercados, por hipocrisia e irresponsabilidade política. Bush teve igual a si próprio e o mundo há muito tempo não conhecia tanta anarquia e tanto despotismo, e por isso tanta desconfiança.
Todas as medidas que venham a ser implementadas para restituir a confiança, poderão até ter algum resultado imediato junto dos especuladores da bolsa, de alguns investidores e no mercado interbancário, mas duvido que, tão depressa chegue ao consumidor comum.
Tenho alguma esperança que o cidadão comum finalmente tenha percebido que, é ele quem vai sofrer mais os efeitos da crise e também que, é ele quem mais vai contribuir com os seus impostos para pagar a maioria das medidas que têm sido anunciadas para tentar restabelecer a confiança aos mercados. Percebeu ainda, até onde pode chegar a ganância dos líderes das instituições financeiras e a ambição dos líderes da política, mesmo que estes últimos estejam encapuçados pelo disfarce da democracia.
Só teremos crescimento económico verdadeiro, gerador de riqueza real sustentável, quando finalmente houver mais economia e menos finanças e quando todos os agentes cumprirem os princípios económicos de Adam Smith. Nessa altura o mundo não poderá ser governado por gente como Bush e as principais instituições financeiras não poderão ter como gestores gente sem escrúpulos.


domingo, 12 de outubro de 2008

Crónica de Domingo

Um punhal no direito de viver

Hoje, quem somos nós?
Quase tudo o que leio, ou pressinto, são setas apontadas ao coração do mais próximo, envenenadas de ódio, de ressentimento, de brutalidade.
E inveja. Muita inveja.
Afinal, que País é este?

Sibilante, o vento ruge e abate-se sob os cerros vindo do barrocal como setas misteriosas a caminho do mar. Há sempre um instante, um dia, um povo, um país, que dá o primeiro passo. Mais cedo ou mais tarde, adoramos deuses sem carne nem osso, com pés de barro e viveremos de mãos dadas com a água da chuva, antes que a vida adormeça definitivamente até à raiz da noite.
Pelo meio ficam apenas os escassos dias luminosos, e nós estamos sinceramente onde está o Sol. Depois do vendaval pulsam frutos proibidos nas veias pujantes de quem sente a vida esvair-se, deixando-o para traz. Esta semana vou ler de novo as escrituras mais sagradas da civilização, desde o cálix da traição que vive imperceptível ao nosso lado herdado nos remotos tempos do Império Romano, aos manuais da bancarrota capitalista.
Lasciate ogni speranza, voi que entrate!
Os versos do poeta morreram a golpes de cimitarra numa guerra impune. Viriato, o bom pastor, morreu apunhalado mesmo à beirinha do seu palácio de fantasia, na estrada da independência de um povo, bordejada de pinheiros verdes, carumas secas e avermelhadas como o sangue fervente de um guerreiro no estertor da morte. E a lentidão estudada de um camaleão ao Sul de língua atrevida e voraz. Vou ler páginas esquecidas, obras-prima de mestres sem cátedra, escorraçados da nossa memória e da nossa ternura.É mais uma viagem que fica por metade enforcada nos recados que nos invadem logo pela manhã, depois de uma madrugada silenciosa.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Hoje vou ler os habituais comentadores, os colunistas afamados, os carrascos da verdade, da língua afiada, do jornalismo, da honra, da palavra. E os arautos do poder subservientes que cantam hinos de amor prostituído. Ligo a rádio, desligo a rádio, ligo a televisão, mudo de canais, e desligo a televisão. Nada me preenche. O meu subconsciente, zangado, diz que me esqueci de mim. Mas não vou esquecer nunca quantos me têm violentado, vigarizado, explorado, humilhado a pretexto de fazer parte ínfima de uma sociedade hipócrita e sem caracter. Estou cansado de ser o 1014329 neste rebanho indigente, envolto num bando de gente parasitária e mesquinha, corrupta e prepotente. Onde está esse génio visionário de ser humano que trouxe a este país conquistas árduas e floresceu com novas raças quando ninguém o fazia? Esqueci, sim. Esquecemo-nos todos castrados por dois séculos de vergonha, traições e iniquidades. À média luz todo o esquecimento é nudez e toda a nudez será recompensada nesta Sodoma, da nossa amantíssima Gomorra lusíada.
Meu amor, tu que vieste do infinito, diz-me que ainda há amanhecer para os que nunca fizeram ninho?
Agora vou navegar à toa por este tempo sem dono. Não leio mais. Nunca mais leio uma página de literatura. Os filósofos também faliram. O grande escritor nobel escreve pudemos em vez de podemos. Andou pelas escolas do Porto, bebeu nas águas turvas do Tejo, saneou selvaticamente jornalistas independentes e apanhou a doença incurável do analfabetismo mental. Hoje é alcandorado a reserva intelectual do país. Reserva da mórbidez sem pluralismo. Por isso é que lhe perdoo a grandeza da fama e lhe ressalvo a pobreza da escrita. Tem tanto direito ao seu pedaço de fama como qualquer outro charlatão, barão ou engraxador deste Sul esventrado por vendilhões no reino do Sol. Vivemos uma época em que até o tempo foi falsificado. Temos de salvar o ambiente, as focas, os leões-marinhos, as tartarugas, as jibóias, os gorilas e os grandes escritores.
Hoje mesmo, neste domingo que se esconde nas nuvens baixas, neste presságio de chuva e triste melancolia, vou ler mais colunistas, mais comentadores, mais papistas, mais paraquedistas, mais fadistas, mais trapezistas, mais lambedores de botas, mais soldadinhos de chumbo num fogo-fátuo que sustenta um conflito insanável com a gramática. Que saudades dos dias em que das mãos dos cronistas nasciam prozas como pombas e gaivotas em liberdade, em voos frágeis de nuvens desfeitas na ventania. Os poucos que existem, por muito que se esforcem, já não chegam para as encomendas. Estão tão sós na sua grandeza! Imploro-vos de joelhos: devolvam-me a majestade da crónica portuguesa. Do Junqueiro. Do Eça. Do Aquilino. Do Aleixo. Da Natália Correia.
As mais profundas raízes de mim estão dentro de ti, minha terra toda única árvore que senti e cresci.
Quando os amos nos impunham a língua, a linguagem, o estilo, o tema e o elogio, compúnhamos crónicas que eram cartas de amor à vida e à nossa terra. Hoje, quem somos nós? Quase tudo o que leio e pressinto, são setas apontadas ao coração do mais próximo, envenenadas de ódio, de ressentimento, de brutalidade. E inveja. Muita inveja. Afinal, que País é este?
E se ao luar florir uma ilusão, é a flor do deserto ou um tiro no coração?


O que se pode ler no Jornal de Angola

A quadrilha dos abusadores

A liberdade de Imprensa teve sempre inimigos confessos e alguns idiotas úteis que, mesmo sem o saberem, são os inimigos mais difíceis de conter ou de enfrentar. São aqueles que os patrões usam para todos os abusos, para todos os fins, para todas as manobras. O jornal "Público", propriedade de Belmiro de Azevedo, está cheio desses idiotas úteis que vêem defeitos em tudo e em todos, menos no dono. O império mediático de Francisco Balsemão é servido por inúmeros idiotas úteis que abusam da liberdade de imprensa, convencidos de que assim são a perfeita voz do dono. As vítimas destes abusadores, regra geral, ignoram-nos e falam directamente com os donos. Às vezes resulta e eles são silenciados com um açaime ou um corte na ração. Outras vezes, os donos assumem um ar sério e dizem que nada podem fazer, em nome da liberdade de imprensa.
Imaginemos que na última edição do "Eixo do Mal", na SIC-Notícias, os alarves que lá montam a banca dos abusos, diziam que Pinto Balsemão é o capitão de uma quadrilha, que é ladrão, que é cleptomaníaco. Imaginemos que algum daqueles idiotas exigia ao Governo de Angola que pusesse na ordem o proprietário da SIC. Ou, imaginemos, que um qualquer empregado do jornal "Público" ia para o "Eixo do Mal" dizer que Belmiro de Azevedo roubou uma fortuna ao banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, enganou a sua viúva e restantes herdeiros do falecido banqueiro. E que à custa dessa actividade de capitão de gang ou de chefe de quadrilha, construiu o império SONAE. Imaginemos que o pobre idiota servidor do "Público", e que recebe mais uns trocos para ser abusador no "Eixo do Mal", apelava ao Governo de Angola para denunciar o ladrão do banqueiro e seus pobres e inconsoláveis familiares.
Os idiotas úteis que abusam da liberdade de imprensa no "Eixo do Mal", jamais se atreveriam a cuspir no prato dos donos. Eles sabem o que aconteceu ao jornalista João Carreira Bom por ter ousado escrever umas palavrinhas que indispuseram Pinto Balsemão. E o que aconteceu a vários jornalistas do "Público" quando o patrão os considerou indesejáveis. Aliás, quando um pobre diabo que fingia ser jornalista do "Público" foi processado por ofender gravemente um político angolano, ele arrojou-se aos pés do ofendido e pediu perdão porque o patrão lhe garantiu que não pagava um tostão de indemnização em caso de condenação.
Clara Ferreira Alves precisa de acumular uns dinheiros para fazer uma plástica. Vai daí insulta e calunia quem o capitão da sua quadrilha soarista manda. Mas parece que dali já pouco pinga dos diamantes de sangue, ela tem de arranjar outro quadrilheiro. Daniel Oliveira, um pobre diabo sem profissão, funciona com moedas na boca. É como os telefones das cabines públicas. José Júdice é um boneco que se perdeu do ventrículo salazarista e agora só grunhe disparates. Pedro Nunes, empregado de Belmiro de Azevedo, faz pela vida no "Eixo do Mal" para compor a ração de dinheiro que, pelos vistos, no "Público" já está ao nível das rapariguinhas das caixas do supermercado Continente. Aqueles quatro miseráveis mentais estão apostados em levar os abusos de liberdade de imprensa aos níveis mais aberrantes dos tempos em que a PIDE destruía a honra dos oposicionistas ao regime fascista no jornal "Diário da Manhã", uma espécie de "Eixo do Mal" mas um pouco mais civilizado.
Os idiotas úteis do "Eixo do Mal", no meio dos seus delírios, fizeram um apelo à intervenção do Governo Português em Angola, porque, disseram eles, Portugal tem muitas responsabilidades com o Povo Angolano. Esta gente parou no tempo. O poder de Portugal em Angola começou a ser contestado, de armas na mão, em 4 de Fevereiro de 1961. Em 11 de Novembro de 1975 expirou o poder colonial. Nenhuma quadrilha portuguesa ficou em Angola, fosse capitaneada por Mário Soares ou por um qualquer patrão da Comunicação Social. O império colonial acabou mesmo. E os angolanos são senhores dos seus destinos. E porque são os angolanos que decidem do seu presente e do seu futuro é que a quadrilha de Mário Soares foi estrondosamente derrotada em Angola. Os governantes angolanos, ao longo de décadas, tiveram de dedicar larguíssimos recursos ao combate sem tréguas a Jonas Savimbi, o lugar-tenente da quadrilha soarista em Angola. Para liquidar esses salteadores, os angolanos deram tudo o que podiam. Mas hoje somos livres e senhores dos nossos destinos. É por isso que os derrotados, hoje, nos soltam os Bob Geldof, os idiotas úteis do "Eixo do Mal" e outros serventes menores que nem merecem que citemos os seus nomes.
Os angolanos hoje vivem com muitas dificuldades, é verdade. Foi preciso gastar biliões e biliões de dólares para desmantelar a quadrilha que em Angola operava ao serviço dos quadrilheiros que hoje nos soltam os cães do "Eixo do Mal" e outras vozes de outros donos. Mas se em Portugal alguns órgãos de Informação estão ao serviço das mais desvairadas quadrilhas, nós aqui vamos enfrentá-los. Por uma questão de decência e como forma de nos solidarizarmos com o Povo Português, que merece uma imprensa livre e responsável. E se o regabofe continua, se calhar um dia destes publicamos as listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi no Andulo. Basta de abusos e insultos!

Jornal de Angola /12/05/2008
http://www.jornaldeangola.com/


sábado, 11 de outubro de 2008

RTA entregou prémios

Algarve Maximus distinguiu alguns dos melhores

Estes prémios «Algarve Maximus» na sua 1ª. edição, vêm substituir as Medalhas de Mérito Turístico atribuidas pela RTA

Depois de nove meses de “gestação” on line, os prémios «Algarve Maximus» terminaram em ambiente de festa como convém no Casino de Vilamoura, que atingiu o seu ponto alto ontem à noite com a consagração dos grandes vencedores. A surpresa chegou na categoria «Individualidades», na qual se atribuíram duas estatuetas ex aequo para Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim e Marie Huber, directora do Centro Cultural de S. Lourenço.
Mas nem tudo foram rosas, como se depreende da escolha de alguns galardoados, e “entre dentes” pela assistência a crítica reinava direitinha aos critérios de avaliação e sistema de votação pelas razões imperceptíveis de atribuição que deixavam muito a desejar, porque ficaram por se saber.
A atribuição ficou assim “distribuída”:
Categoria Ambiente e Património - Requalificação da Praia da Rocha.
Categoria Inovação, Investigação e Desenvolvimento - Impactur.
Categoria Animação e Promoção - 26a Concentração Internacional de Motas de Faro.
Categoria Equipamentos e Serviços Turísticos - Recuperação das Caldas Termais de Monchique.
Categoria Comunicação Social - "Cavalos do Mar - Ria Formosa", Mar de Histórias.
Categoria Personalidades - Ex-aequo Francisco Amaral e Marie Huber.
Prémio Excelência - Reabilitação Urbana de Alte.
Claro que nestas coisas de atribuição de prémios, nem sempre (ou nunca) se consegue o consenso, e muita controvérsia e discordância paira pelo ar. A verdade é que estes prémios «Algarve Maximus» vêm substituir as Medalhas de Mérito Turístico, e são uma iniciativa da RTA, que normalmente tem tendência para só olhar para o que é “caseiro”. Pretende fomentar a qualidade do turismo no Algarve, embora nem sempre o consiga, motivando as organizações a serem exemplos de excelência, boas práticas e inovação em actividades ligadas directa ou indirectamente ao turismo.
Para os descontentes, para o ano há mais!

Entrevista com David Martins

O Deputado que pode chegar a Presidente de Câmara

DAVID MARTINS

Será o candidato que deverá disputar a Câmara de Albufeira ao PSD, e responde a 13 "impertinências" do Algarve Reporter

O jovem deputado David Martins, é desde há seis meses o presidente da Comissão Política (CPC) do Partido Socialista de Albufeira. Tem 32 anos, Casado, com Licenciatura em Turismo (Marketing), e foi presidente da JS Albufeira e da Federação Regional da JS do Algarve. Desde 2005 que é deputado na AR pelo Algarve, e entre várias atribuições é membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional e da Subcomissão Parlamentar de Turismo.
Os indicadores apontam para que David Martins seja o potencial candidato pelo PS a disputar as próximas eleições Autárquicas em Albufeira, após a estrondosa derrota de 2005 sofrida pelo PS, e que confirmou o 2º. Mandato ao PSD. Porque as eleições se devem realizar em Outubro de 2009, nada mais actual do que, sabermos à curta distância de um ano, “o que vai na cabeça” daquele que muitos consideram pedra-chave na tão desejada renovação do PS de Albufeira. O Algarve Reporter pediu a “complacência” do deputado David Martins, para que nos respondesse a 13 “ questões (im)pertinentes”. Eis o resultado:

Entrevista de Carlos Ferreira

Como Presidente da CPC do PS/Albufeira, e depois de 20 anos de poder autárquico, o PS está em declínio no espectro político Albufeirense. Porque razões.
- Antes de mais, permita-me discordar da sua afirmação. O PS/Albufeira, de facto, não venceu as eleições para a Câmara Municipal de Albufeira, porém, na actualidade, sinto que a confiança dos eleitores no Partido Socialista tem vindo a aumentar. Posso afirmar-lhe que várias pessoas já me transmitiram a sua vontade em apoiar o PS nas próximas eleições pois estão descontentes com o actual executivo, em quem votaram no último acto eleitoral.
Sobre a questão do “declínio”, devemos aceitar que todos os governantes e responsáveis partidários sofrem um desgaste natural com a sua exposição permanente. Os eleitores desejam ideias novas, projectos novos, caras novas… Em suma, desejam a mudança. Essa é a essência da democracia. No momento político actual em Albufeira sinto que, dia após dia, os eleitores também estão a ficar cansados e desiludidos com o actual executivo. Até o próprio Presidente já afirmou em público que: “já não tenho paciência para estas situações…”. Esta postura demonstra que ao fim de 11 anos no poder está a atingir um momento de saturação, limitando-o no exercício do seu cargo e na disponibilidade física e mental para continuar o seu trabalho.

Que acções tem em mente para inverter essa tendência.
- O PS/Albufeira tem desenvolvido um trabalho de proximidade junto da população para auscultar a sua sensibilidade e as suas preocupações, e é isso que tenho tentado fazer desde que presido à concelhia do PS. Considero essencial que o Partido Socialista esteja próximo das pessoas para com elas encontrar as melhores soluções para os seus problemas. Por outro lado, temos programadas várias iniciativas de discussão e reflexão sobre Albufeira, visitas e reuniões de trabalho, entre outras, que nos permitirão aprofundar o conhecimento para responder aos novos desafios que se colocam aos municípios.
Estamos também a desenvolver um trabalho de pesquisa de informação e indicadores que nos permitam tomar perfeito conhecimento da realidade no concelho nos últimos anos. A partir do trabalho realizado até ao momento, já é possível garantir que há indicadores muito preocupantes e que Albufeira não está acompanhar o crescimento e desenvolvimento desejável.

O eleitorado PS queixa-se de falta de representação. De não “haver oposição” visível na CMA...

- Ao Partido Socialista foi conferida a responsabilidade de ser oposição. Na actualidade temos eleitos apenas 2 vereadores, num total de 7, e 10 membros na Assembleia Municipal, incluindo 3 Presidentes de Junta de Freguesia, num total de 26 membros. Como perceberá é uma posição muito difícil, mas cumprimos o mandato com responsabilidade na defesa dos interesses dos cidadãos. Os nossos representantes nesses órgãos têm sido diligentes e incansáveis para apresentar propostas inovadoras e fiscalizar a acção do executivo municipal.
Sobre a visibilidade das acções da oposição, em comparação com as do executivo, é factual que há uma grande diferença de projecção da mensagem. Como é perceptível, a autarquia tem imensos recursos disponíveis para, em permanência, informar os seus projectos e as suas propostas. Posso afirmar, e isso não constitui novidade para ninguém, que não há uma semana que não veja publicada várias fotos do Presidente em diversos meios de comunicação social e outros materiais de comunicações promocionais. O actual executivo é exímio nessa divulgação, como sabem todos os Albufeirenses, à custa do dinheiro dos contribuintes.
Mas, o PS não é só oposição. Os Presidentes de Junta de Freguesia das Ferreiras, Olhos de Água e Paderne, eleitos pelas listas do PS, têm desenvolvido um bom trabalho, reconhecido por todos os habitantes e visitantes dessas freguesias.

Como tem sido exercida essa obrigação assumida com o eleitorado do PS.
- Nos últimos três anos de mandato os eleitos do Partido Socialista tem apresentado várias propostas no executivo municipal e Assembleia Municipal, que apesar de serem muito importantes para os munícipes, têm sido chumbadas pelo PSD. Dou-lhe dois exemplos.
Em Outubro de 2007, os Vereadores do Partido Socialista apresentaram uma proposta que visava o reforço do orçamento de 2008 para a educação, de 2,93% para 5%, de modo a desenvolver um plano ambicioso de investimentos em infra-estruturas. Essa proposta justificava-se pois o Parque Escolar do Concelho, em particular na Cidade de Albufeira, está sobrelotado e porque existem enormes carências no ensino pré-escolar, da responsabilidade do município, nomeadamente com listas de espera nos Jardins de Infância que somam várias centenas de crianças. Como disse, e apesar de me parecer uma proposta consensual, registou-se um votou contra a nossa proposta. Será a educação uma verdadeira prioridade para este executivo? Se sim, porque não aceita uma proposta que visa melhorar o panorama do ensino em Albufeira?
Em segundo lugar, refiro as sucessivas propostas dos vereadores do PS para que houvesse uma redução dos impostos municipais. Em todas as situações recebemos uma recusa por parte do executivo do PSD, o que a nós nos preocupa uma vez que os cidadãos têm cada vez mais dificuldades. Sugiro que nas próximas eleições o Sr. Presidente da Câmara, enquanto estiver a pedir o voto, recorde os munícipes que não reduziu a generalidade dos impostos e taxas, apesar de estar ao seu alcance.

Tem críticas objectivas à gestão do actual executivo do PSD em segundo mandato na Câmara de Albufeira.

- Como deve imaginar as críticas objectivas ao actual executivo são várias, uma vez que têm falhado em imensas situações. Não quero criticar por criticar, não é a minha forma de estar na política, mas faço-o com sentido de responsabilidade e preocupação com a perda de sustentabilidade do nosso concelho. Vou apresentar-lhe 3 casos, dos muitos que poderia enumerar.
Começo por uma situação muito actual, as inundações registadas nos dias 22 e 26 de Setembro passado, que provocaram enormes prejuízos a habitantes e comerciantes de Albufeira, para além da imagem que passamos aos milhares de turistas que nos visitam neste período. Ao longo do processo do Programa Polis, o executivo da Câmara Municipal nunca soube coordenar, apesar de ter essa responsabilidade. Todos os Albufeirenses devem saber que a Câmara Municipal é o principal parceiro deste organismo, sendo o Presidente da Câmara Municipal um dos responsáveis máximos. Assistimos a um acumular de problemas, muitos deles denunciados pela própria população e pelos partidos da oposição, sem que nunca fossem apresentadas soluções sustentáveis. No início começou por negar-se. Agora que os problemas não se resolvem parece que já existe a assumpção de responsabilidade. Com tudo isto, verificamos que o Sr. Presidente não tem um rumo para Albufeira. Pensa-se o “hoje”, tenta dar-se uma resposta pontual aos problemas que vão surgindo mas depois não se projecta o “amanhã”. Esse é o grande problema deste executivo: falta de visão estratégica para o futuro de Albufeira. O que queremos ser daqui a 10 ou 20 anos? Qual o caminho que devemos seguir? São perguntas sobre as quais importa reflectir e ter uma resposta.
Outro exemplo crítico é o que está a suceder nas praias do Concelho. Durante o último Verão assistimos a um número inigualável de interdições de praias, motivados por focos de poluição. Na sua quase totalidade a responsabilidade foi da autarquia, apesar do Vereador responsável pelo Pelouro ter recusado publicamente a responsabilidade, atribuindo-a a outros. É a famosa estratégia de “sacudir a água do capote”. Essa informação foi desmentida pelo Ministério competente mas o Presidente da Câmara Municipal nunca desmentiu publicamente estas informações. Não seria melhor assumir o erro e falar a verdade às pessoas?
Os problemas ocorridos nas praias são mais uma prova da falta de planeamento existente. Sabendo-se do crescimento exponencial do número de fogos, como é possível que ainda não tenhamos novos equipamentos que garantam resposta aos esgotos produzidos? Será que só depois de registarmos o problema é que devemos, com muita preocupação e espanto, tentar resolvê-lo? Esse é o caminho errado. Nos últimos anos foram investidos em animação e promoção turística muitos milhões de euros, quer pela autarquia, quer pelos empresários locais. Esse investimento poderá ser posto em causa, tendo efeitos muito negativos para a economia e empregos locais, caso não se resolvam os problemas definitivamente. O PS já alertou por sucessivas vezes o executivo e voltará a fazê-lo sempre que considerar necessário.
Por fim, a habitação social para os mais carenciados. Se bem me recordo o actual Presidente da Câmara prometeu no seu primeiro mandato a construção de habitação social. Passaram 8 anos e os resultados são zero. Zero casas entregues!

Sente dificuldade em conciliar a sua actividade de Deputado com a de Presidente da CPC do PS/Albufeira. Como supera. Quem “ganha”.

- Para responder a essa pergunta vou utilizar um ditado popular: “quem corre por gosto não cansa”. Sei que me é exigido um grande esforço pessoal mas faço-o porque acredito ser possível mudar. Felizmente tenho uma equipa de militantes muito competentes e disponíveis, todos dedicados à defesa dos interesses dos seus concidadãos. É graças a todos os militantes do PS que consigo dar cumprimento aos meus compromissos. Valorizo muito o trabalho em equipa.Como Deputado à AR tenho desenvolvido um trabalho que em muitas medidas penso ter contribuído para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da nossa cidade.
Como Deputado do PS, que suporta o Governo, fico muito satisfeito pela aprovação de inúmeros projectos em Albufeira que foram esperados durante muitos de anos. Refiro-me, por exemplo, à Ligação da Via do Infante a Albufeira, à Construção do novo Porto de Abrigo de Albufeira, à construção de uma nova Escola Secundária, à Requalificação e ordenamento das Praias do Castelo e Coelha, à simplificação do licenciamento dos projectos turísticos, entre outros.Todos estes projectos foram prometidos há muitos anos, por vários governos, mas os factos são claros. Foi o PS que aprovou estes projectos e medidas estruturantes e a iniciativa é do Governo e não da Câmara Municipal como o Sr. Presidente tenta, oportunistamente, fazer crer como trabalho seu.
A capacidade que tenho de dialogar e contribuir para a resolução de problemas com o Governo é outro aspecto que penso valorizar o meu contributo para defesa dos interesses dos Albufeirenses e dos Algarvios.

Porque aceitou a presidência da CPC do PS de Albufeira. Que desafios pretende lançar e alcançar.

- Disponibilizei-me para ser Presidente do PS Albufeira pois quero dar o meu contributo a Albufeira. Tenho as minhas origens em Paderne, quero ajudar a lutar pelo desenvolvimento da nossa terra e pelo nosso futuro. Pretendo criar uma estrutura política mais forte, capaz de conquistar a autarquia para que tenhamos melhor qualidade de vida e um futuro melhor. Quanto aos desafios, queria dividi-los em duas áreas, no âmbito da organização interna e no âmbito da acção do PS no exterior. Assim, o primeiro objectivo é valorizar os militantes, visando disponibilizar aos militantes mais informação e conhecimento de forma a promover uma participação mais activa e efectiva. Em segundo lugar, trabalharemos no sentido de angariar novos militantes, rejuvenescendo a estrutura e valorizando a experiência, prosseguindo o objectivo de construir uma estrutura com gente dinâmica e solidária, em que a juventude e a experiência se assumam em torno dos valores e do ideal Socialista. Em terceiro lugar, reforçar a posição da concelhia do PS nos órgãos políticos regionais. Em quarto lugar, credibilizar o PS Albufeira para que tenhamos sucesso nos nossos desafios. E, assim, vencer os desafios futuros.
Estas foram as linhas gerais do projecto designado “Preparar o Futuro” que apresentei na minha candidatura no passado mês de Março e que mereceu o voto favorável dos Socialistas de Albufeira.

É notório em Albufeira - em todos os Partidos, que não se extraem quadros suficientemente mediáticos no concelho. Particularmente no PS não tem havido protagonismo nem renovação. Porquê.
- Discordo. O PS Albufeira é uma das concelhias do Partido Socialista no Algarve que maior renovação tem registado ao longo do últimos dois anos e meio. Essa renovação tem sido feita com pessoas muito qualificadas, em diversas áreas sociais e económicas, e são todos e todas do concelho de Albufeira. A prova mais evidente de que houve renovação nesta concelhia, é que sou actualmente o Presidente da CP Concelhia do PS mais novo na região e certamente um dos mais novos no país.

Que dificuldades encontra o PS/Albufeira em aglutinar militantes de referência no Concelho.
- O PS Albufeira tem feito a sua renovação, não somente com jovens - que considero essencial para garantir a continuidade, mas também com pessoas experientes e qualificadas. Para mim, renovar não é só sinónimo de rejuvenescimento, pelo que importa valorizar todos os novos militantes e também aqueles que durante muitos anos contribuíram para o sucesso do Partido Socialista. No nosso partido temos muitos militantes que tem responsabilidades sociais em diversas associações do concelho, de cariz social e económico, que vivem e trabalham no dia-a-dia do concelho. São, sem dúvida, referências no concelho e de elevado valor.

No próximo acto eleitoral Autárquico, está nos seus planos encabeçar uma candidatura à CMA. Em caso afirmativo, como vai dar-se a conhecer à população em tão pouco tempo.
- Os candidatos do Partido Socialista aos órgãos autárquicos de Albufeira ainda não estão definidos. A escolha dos candidatos ao próximo acto eleitoral, quer para o executivo, quer para a Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, é, segundo os estatutos do PS da responsabilidade da Comissão Política Concelhia. Oportunamente, daremos conhecimento a todos os Albufeirenses das propostas do Partido Socialista para os diversos órgãos autárquicos.
Sobre a notoriedade, o PS Albufeira dá-se a conhecer à população todos os dias, tomando posições públicas sobre os vários assuntos, contactando directamente com os cidadãos, interagindo com as forças vivas da cidade, e não somente em período de eleições.

Na falta de candidatos mediáticos (populares e com currículo) a nível concelhio, o PS enjeita ou pensa, dirigir convites a independentes para integrarem a sua lista. De quem depende essa decisão.
- Quero dizer que não concordo com a abordagem feita na sua questão. No PS Albufeira temos vários candidatos credíveis e com currículo e no momento próprio apresentaremos as nossas propostas.
Relativamente à integração de independentes nas listas do Partido Socialista, importa referir que somos um partido aberto à sociedade pelo que estamos disponíveis para receber todos os apoios dos cidadãos que queiram colaborar no nosso projecto. Essa decisão depende do órgão máximo, que é a CP Concelhia, em articulação com a Federação do Partido Socialista do Algarve, procurando sempre apresentar as melhores alternativas aos eleitores.

O PS/Albufeira tem projecto para voltar a ser poder... Estão conformados com o “regime” existente.
- Não estamos conformados, nem satisfeitos. Quem parece estar conformado com a realidade é o actual Presidente da Câmara. Somos também o reflexo da população de Albufeira que se vai apercebendo dos problemas, sem que se vislumbre uma solução credível e sustentável. O PS está a trabalhar, em conjunto com a população, num levantamento dos problemas existentes e das alternativas. Temos, ao longo dos últimos meses, desenvolvido várias reuniões com associações locais para ouvir quais as preocupações e para juntos encontrarmos as melhores soluções. Apresentaremos um projecto ambicioso e sustentado em políticas dirigidas aos cidadãos que aqui nasceram e vivem ou aqueles que, não tendo escolhido onde nasceram, escolheram Albufeira para viver. Só com maior exigência e mais trabalho podemos ambicionar ser uma terra de excelência. Esse será o nosso compromisso.

Se for presidente da CMA quais serão as suas prioridades neste Concelho.
- Sem necessitar de me imaginar como Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, mas assumindo a visão do PS para o concelho, posso garantir-lhe que a principal prioridade serão as pessoas. Por esse facto, defenderemos a construção de mais jardins de infância, visando dar resposta às inúmeras dificuldades sentidas actualmente pelas famílias do Concelho; o apoio à construção de mais escolas e à criação de mais apoios para os alunos carenciados, melhorando a qualidade do ensino e acesso para todos; a promoção de novas medidas de apoio social para os mais desfavorecidos, muitos deles escondidos por vergonha; a aposta na construção de mais lares e centros de dia para os idosos; a aposta na criação de mais espaços verdes, muito limitados na actualidade; a criação de mais parques de estacionamento; a aposta em novas acessibilidades; a aposta em iniciativas que visem o reforço da segurança; a defesa de soluções para reforçar os cuidados de saúde; a aposta na requalificação das zonas degradadas; a promoção do melhoramento das infra-estruturas de saneamento básico; a aposta em soluções para qualificar e diversificar a principal actividade económica e fomentar a criação de emprego; entre muitas outras que apresentaremos em tempo oportuno.
Como sabe, estamos a preparar o nosso projecto para o futuro e contamos com todos os Albufeirenses!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Crise financeira mundial

O que será preciso fazer mais para restabelecer a confiança nos mercados?

Aparentemente as medidas que o FED, o BCE, o Banco de Inglaterra e do Japão têm estado a implementar, acrescidas das medidas e muitas promessas que os governos de vários países têm feito nos últimos dias, para devolver a confiança aos mercados, não tem surtido o resultado esperado.
...

Hoje os G7 vão reunir-se de emergência para tentar encontrar uma solução. O que terão eles que fazer para parar o pânico?
Não sei ao certo, mas esforços não devem ser poupados. É preciso manter a economia real em funcionamento a todo o custo e devolver de imediato a confiança aos mercados.Seja como for a economia precisa de impostos mais baixos para as empresas e por isso as políticas orçamentais dos estados terão que ser mais flexíveis. também se precisa de juros mais baixos, pelo que os bancos centrais têm que dar já um sinal forte nesse sentido e depois… vamos ver o que irá acontecer.

Serrone

Cuidado, muito cuidado

Eles ganham sempre

Generalizou-se a idéia de que os contribuintes americanos vão sair a perder com o plano de ajuda às empresas em queda.
A realidade é diferente: eles preparam-se para realizar mais um grande e chorudo negócio para os cofres públicos

"Uma libra da vossa bela carne." Shylock, o agiota de O Mercador de Veneza, pede uma única garantia a Antonio, em troca de um empréstimo de 3 mil ducados. Em caso de calote, ele quer poder decepar um naco do corpo do seu devedor.
Com esta inesperada crise originada pelos agiotas americanos (cuidado, muito cuidado com eles), quem está no papel de Shylock, agora, é Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em parceria com Henry Paulson, o equivalente ao nosso ministro das Finanças. Neste momento ninguém tem dinheiro no mercado financeiro internacional, só Ben Bernanke e Henry Paulson, e porque conseguiram arrancar aqueles 700.000.000.000 de ducados dos contribuintes. Por uns trocados, eles podem agora pedir as garantias que quiserem aos mercadores de Wall Street. Até mesmo uma libra da sua bela carne (deles).
Em momentos de incerteza, como este, o melhor que há a fazer é recorrer a William Shakespeare. Está lá tudo: o passado, o presente, e o futuro.
Nos últimos dias, disseminou-se pelo Mundo a idéia de que os contribuintes americanos sairiam a perder com o pacote de ajuda às empresas em queda. Mentira. Na realidade, Ben Bernanke e Henry Paulson preparam-se para realizar um grande e chorudo negócio para os cofres públicos, abocanhando uma montanha de títulos hipotecários por uma ninharia. Tal como Shylock, O Mercador, eles podem atribuir qualquer valor a esses bens, porque ninguém tem agora interesse neles, em os comprar.
De facto, pelas notícias nesta semana, e no seu depoimento aos congressistas, Ben Bernanke chegou a dizer que o maior perigo do pacote era justamente este: comprar barato demais, desvalorizando os próprios activos. As autoridades monetárias dos Estados Unidos não são burras, e querem cortar a carne dos mercadores que se arriscaram estupidamente no mercado de hipotecas, mas sem os sangrar até a morte. Quem regressava ao mercado depois?
Warren Buffett comparou o tombo no inferno do mercado hipotecário americano à derrota de Pearl Harbor. Como terminou Pearl Harbor? Os Estados Unidos ganharam a guerra. É o que acontecerá agora, mais uma vez. Para nossa sorte, eles triunfam sempre.
Hurra, hurra, hurra!
Num ou dois anos, assim que o mercado se acalmar, o investimento feito pelo governo terá dobrado o seu valor. Foi pensando nisso que Warren Buffett comprou, por uma pechincha, uma libra da bela carne do Goldman Sachs. E já entrou na fila para comprar uma libra da bela carne da seguradora AIG.
Se o tombo do mercado hipotecário americano é igual a Pearl Harbor, Cavaco e o seu discurso na Wall Street só pode ser comparado ao almirante Yamamoto. O almirante Yamamoto comandou o bombardeio às tropas dos Estados Unidos em Pearl Harbor. Em Nova York, Cavaco preferiu bombardear a invenção que se fez de produtos financeiros. “Permitiram-se todas as invenções”, disse, prevendo seu fim. Ele anunciou também que o mercado financeiro "precisa ter ética". É duro escutar estas previsões sobre o liberalismo fora de portas. Pior ainda é ter de escutá-lo ali falando sobre ética, nos Estados Unidos da América.
Cá por mim, repito: é preciso ter muito cuidado com aquela gente. Eles ganham sempre.

CF

Pela sua saúde!

Pela primeira vez Portugal celebra Dia Mundial da Coluna

Sabia que mais de 50 por cento das causas de incapacidade física estão relacionadas com a coluna?

No âmbito do Dia Mundial da Coluna, que se celebra a 16 de Outubro, a Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna (SPPCV), a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) e a Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, dão a conhecer as principais doenças da coluna e o seu impacto na sociedade portuguesa, numa iniciativa conjunta, que terá lugar no dia 16 de Outubro, às 10h30m, no Hotel Corinthia, em Lisboa. (Sete Rios).
“Com esta iniciativa pretendemos alertar os portugueses para as doenças que afectam a coluna, bem como sensibilizá-los para as formas de prevenção e tratamento existentes para as diferentes patologias”, explica o Dr. Rui Pinto, presidente da SPPCV. De acordo com o Dr. Nuno Reis, presidente da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, “as doenças degenerativas da coluna representam mais de 50 por cento das causas de incapacidade física em idade laboral e são uma das principais causas de ausência no trabalho em todo o mundo.”
Por outro lado, o Dr. José Carlos Vilarinho, presidente da secção Coluna da SPOT, refere também que “em Portugal, 70 a 80 por cento da população acaba por recorrer ao médico nalgum período da sua vida por queixas dolorosas ao nível da coluna. A patologia degenerativa da coluna é a primeira causa de baixa laboral e de incapacidade transitória e permanente para o trabalho.” As dores nas costas são a segunda causa, em números globais, em Portugal, das visitas ao médico. Tanto homens como mulheres sofrem de dores nas costas e geralmente a dor ocorre entre os 25 e os 60 anos. Contudo, aproximadamente 12 por cento a 26 por cento das crianças e adolescentes também sofrem de dores nas costas (apesar de pouco intensas).

MAMAMARATONA 2008

Atletas Olímpicos solidários marcam presença

Mamamaratona contra o Cancro na Mama, Domingo, 12 de Outubro às 10h00, em Portimão

Portimão associa-se à causa da Mamamaratona pelo quarto ano consecutivo, ao receber a partir das 10h00 de domingo, 12 de Outubro, mais de dois mil participantes, entre os quais atletas de renome internacional, que vão correr ao longo da zona ribeirinha da cidade, em prol da luta contra o cancro da mama.
Para além das confirmações de Ana Cabecinha, Ezequiel Canário, António Fortunato e António Silva, com créditos firmados no panorama nacional, são ainda esperados os olímpicos Naide Gomes, Francis Obikwelu e Carlos Cabral, que se juntarão às consagradas Daisy Dowse e Elly Van Hulst e fazem parte do grupo líder de participantes da corrida/marcha de 8,5 km, entre outros conhecidos atletas.
Figuras públicas de carácter social e político, bem como patrocinadores, artistas e animadores, estarão igualmente presentes, numa demonstração de solidariedade para com os ideais da iniciativa. O pelotão integra marchantes de grupos desportivos, juntas de freguesia e câmaras de várias zonas do Algarve, integrados no programa de Marchas Passeio do Instituto de Desporto de Portugal, entre muitos outros que apoiam a Associação Oncológica do Algarve (AOA).
O principal objectivo da Mamamaratona é a angariação de fundos para a “Casa Flor das Dunas”, residência temporária para o doente oncológico em tratamento na Unidade de Radioterapia da AOA, que será construída em Faro. No total, são esperadas mais de duas mil pessoas, sendo que os interessados podem inscrever-se na véspera, entre as 10h30 e as 18h00, e no dia da iniciativa desde as 08h00 até às 09h45, no ponto de partida, situado no Parque de Feiras e Exposições de Portimão.