Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Crise nas pescas sobe a Bruxelas

PE pede propostas específicas para as regiões mais dependentes das pescas

Face á recente paralização e crise no sector das pescas, nomeadamente com a intensa luta desenvolvida pelos pescadores de Olhão, o Parlamento Europeu já instou a Comissão a formular propostas específicas para aliviar a situação nas regiões mais dependentes das pescas, reconhecendo que "a situação e, por conseguinte, as soluções, não serão necessariamente as mesmas para todas as actividades de pesca ou regiões". Na resolução hoje aprovada em plenário sobre a crise no sector das pescas devido à subida do preço dos combustíveis, os eurodeputados fazem uma série de recomendações para resolver esta crise.
O Parlamento Europeu solicita aos Estados-Membros que acelerem os procedimentos tendentes a permitir o pagamento de ajudas ao abrigo do regulamento relativo aos auxílios "de minimis" no sector das pescas, reiterando o seu pedido à Comissão de que reveja este regulamento "no sentido de aumentar o auxílio até 100.000 euros por embarcação, e não por empresa", de modo a que o nível de ajuda se aproxime daquele que é prestado a outros sectores económicos.
Os eurodeputados pedem à Comissão que apresente, o mais rapidamente possível, a sua proposta de revisão da Organização Comum do Mercado (OCM) de produtos da pesca, tomando em consideração as propostas do PE, "a fim de permitir que os pescadores tenham uma maior responsabilidade na fixação dos preços, garantindo, desta forma, os rendimentos do sector, assegurando a estabilidade do mercado, melhorando a comercialização dos produtos da pesca".

O PE solicita que em todos os Estados-Membros se apliquem os planos de ajustamento da frota e se preveja o financiamento necessário para, de uma forma voluntária, reestruturar a frota. Com este objectivo, solicita à Comissão que estabeleça critérios de prioridade para os segmentos da frota mais afectados por esta crise, considera essencial a reformulação dos programas operacionais nacionais do Fundo Europeu da Pesca, solicita apoio para uma modificação única das artes de pesca para que passem a utilizar um método de pesca que implique um menor consumo de combustível e incentiva a aquisição de equipamento que melhore a eficiência dos combustíveis.

PSP: Boinas para todos os gostos

Unidade Especial de Polícia unificou cinco forças e não tem dinheiro para comprar fardas novas.

Cerca de dois mil efectivos da Unidade Especial de Polícia (UEP) vêem-se no meio de uma polémica caricata: a nova unidade da PSP nasceu da junção de cinco forças, mas os polícias continuam a vestir cinco fardas diferentes. Isto porque não há dinheiro para vestir da mesma forma toda a UEP.
«Agora parecemos a tropa arco-iris. Temos o GOE [Grupo de Operações Especiais] que anda de boina verde, o CI [Corpo de Intervenção] que tem boina azul, o CIEXSS [Corpo de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo], que tem uma boina preta, o CSP [Corpo de Segurança Pessoal], que usa boina azul-clara, como a das forças da NATO, e, por fim, existe ainda o pessoal do Apoio Cinotécnico, que está a preparar uma boina nova, e o pessoal de apoio, que anda de boné. Então, com tanta cor diferente, somos ou não somos a tropa arco-iris?», questionou um dos polícias da UEP.
Um oficial da PSP confirmou ao Público que o problema está mesmo na falta de dinheiro: «Não são apenas duas mil fardas. São pelo menos o dobro, pois um polícia não pode ter apenas uma farda. Quem é que vai pagar? Onde é que está o dinheiro?». No entanto, a direcção nacional da PSP contraria essas intenções. «Cada força que integra a UEP tem o seu histórico, possuem fardas que foram especialmente concebidas para as funções específicas que desempenham e vão continuar a desempenhar. Por que motivo haveriam agora de ter fardas iguais?
Não faz qualquer sentido», afirmou Hipólito Cunha, porta-voz da PSP. O facto é que uma farda fica por cerca de 450 euros e tem de ser paga pelo próprio polícia. E o subsídio mensal da PSP é de 5,49 euros...

AMBIENTE

Onda de calor chega inesperadamente

Com o Plano de Contingência em vigor, a atenção especial centra-se nas crianças e nos idosos

Depois de uma Primavera instável e com a chegada do Verão inesperadamente, o Plano de Contingência das Ondas de Calor para este ano entrou em vigor. Idosos e crianças serão os grupos de risco a merecer a maior atenção por parte das autoridades de saúde. O Plano de Contingência proposto para o ano corrente é semelhante ao do ano passado, contudo no ano passado não foram registadas situações complicadas na saúde dos portugueses devido ao calor.
Uma vez que as crianças e os idosos são considerados o grupo de risco, a Direcção-geral de Saúde (DGS) vai divulgar informação sobre este Plano em creches, lares e instituições de solidariedade social e ainda ao transporte para os locais de abrigo, acompanhamento e a garantia de capacidade de resposta das unidades prestadoras de cuidados de saúde.
O Plano de Contingência das Ondas de Calor prevê três níveis crescentes de alerta, sendo que o primeiro nível (verde) corresponde a temperaturas normais para a época do ano, às quais está definida a manutenção das medidas gerais, seguindo-se o nível dois (amarelo), que se refere a temperaturas altas e que podem ser prejudiciais à saúde, e por fim o nível três (vermelho), que é o mais grave e é activado sempre que se registam valores de temperaturas máximas muito elevados, que possam implicar graves problemas para a saúde. É de recordar que em 2003, Portugal foi atingido por uma onda de calor que tirou a vida a cerca de duas mil pessoas.

São esperadas mais inundações, secas e tempestade

Estudo norte-americano explica que enquanto o efeito estufa continuar a aumentar os desastres naturais também vão ser mais frequentes.

Inundações, secas e muitas tempestades vão varrer o Norte da América tão frequentemente quanto o aumento do nível de aquecimento do planeta, de acordo com o estudo do governo americano, divulgado pela CNN. O aumento do efeito estufa vai estabelecer climas que podem afectar de forma séria a saúde humana, a agricultura e a qualidade da água, explica o relatório do Programa de Ciência para a Mudança do Clima.
Com o oeste Americano a enfrentar a pior situação de inundação dos últimos 15 anos, que já pôs debaixo de água áreas muito vastas de terra fértil e desalojou milhares de pessoas, o relatório avisa que a situação só tende a piorar. A atmosfera absorve mais vapor de água, as temperaturas aumentam, aumentando a probabilidade e ocorrerem tempestades e inundações. O relatório dá conta de que a precipitação no continente americano aumentou cerca de sete por cento no último século.
«Quanto mais tempo demorarmos a cortar nas emissões de gases, maior vai ser a factura a pagar por causa destes impactos», explicou Richard Moss, vice-presidente para a mudança de clima no «World Wildlife Fund». As altas temperaturas vão também provocar secas no sudoeste Americano e em algumas partes do México e das Caraíbas.

Praias algarvias sem “vigilância eficaz”

Polícia Marítima pede mais meios para garantir segurança nas praias

A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM) avisou que o reduzido número de efectivos impede aquela força de fazer uma «vigilância eficaz» junto das zonas balneares e reclamou um comandou único de polícias. «Os efectivos são manifestamente insuficientes» na Polícia Marítima, afirmou à Agência Lusa o presidente da ASPPM, Jorge Veloso, adiantando que esta falta de efectivos põe em causa a necessária vigilância durante a época de Verão.
Segundo o responsável, o policiamento foi reforçado nas praias pela PSP e GNR, mas esta vigilância «não é suficiente», uma vez que a Polícia Marítima tem mais conhecimento para actuar neste domínio.
Jorge Veloso sublinhou que muitas das situações, como os confrontos que decorreram este fim de semana na praia de Santo Amaro de Oeiras, poderiam ser evitadas caso a Polícia Marítima tivesse um maior número de agentes.
Os confrontos na praia de Santo Amaro de Oeiras obrigaram à intervenção de três equipas da brigada de intervenção rápida da PSP, tendo um agente sido ferido com o arremesso de uma garrafa.
O presidente da associação sócio-profissional explicou que a fiscalização da Polícia Marítima normalmente é feita com um carro de patrulha, com dois agentes, que percorre várias praias. Mas o problema, segundo Jorge Veloso, está no facto de não existir «por detrás da patrulha uma força de intervenção rápida que responder a situações de emergência».
Como exemplo, referiu que o comando da região centro, que cobre a área de Nazaré a Sines, tem um corpo de intervenção rápida com 20 homens. O presidente da ASPPM defendeu a criação de um comando único de polícia para que a distribuição das forças e dos meios fosse «mais eficaz».
Nesse sentido, Jorge Veloso sublinhou que a Polícia Marítima, tutelada pelo Ministério da Defesa, deveria passar para o Ministério da Administração Interna, que tem a responsabilidade das restantes polícias.
No que diz respeito às praias algarvias, em tudo a situação é idêntica, pois a carência de efectivos da Polícia Marítima deixa extensas zonas de areal ao abandono, e só por uma questão de “sorte” não tem havido problemas nas praias do Algarve, o que alguma vez a existirem sería uma machadada para o turismo.

XXXI Congresso PSD

Portugal vive «situação de emergência social»

É preciso uma «acção imediata» para combater «focos de pobreza». A vaga avassaladora de infra-estruturas ficará como um dos «maiores erros políticos cometidos pelo PS», disse Ferreira Leite.

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, encerrou o XXXI Congresso do PSD, afirmando que Portugal vive uma situação de emergência social que impõe apoios públicos para combater a pobreza e contestou o investimento do Governo em novas infra-estruturas. «A vaga avassaladora de propostas de infra-estruturas que este Governo anuncia e de que o país nem sempre carece, e para os quais manifestamente não tem dinheiro, ficará para a história como um dos maiores erros políticos cometidos», declarou Manuela Ferreira Leite, no discursou de encerramento, em Guimarães.
Sem referir a que infra-estruturas se opõe, a presidente do PSD defendeu que «já não é gastando recursos públicos que Portugal avança e isso exige que a política de investimentos públicos tem de ser muito criteriosa», devendo questionar-
se sempre: «São realmente necessários? Temos meios para os pagar? É que, passada a glória dos anúncios e das inaugurações, ficará apenas uma pequena valia e uma enorme factura a pagar pelos cidadãos e pelas empresas. Mas faltarão os meios para acudir às verdadeiras questões que afligem os portugueses», criticou, acrescentando que «essas questões são hoje de natureza social».
A ex-ministra das Finanças apontou a situação de quem vê o seu nível de vida piorar, dos desempregados e de quem vive «de pequenas pensões ou das suas magras economias», pela qual responsabilizou o Governo chefiado por José Sócrates. «Isto não é o reflexo da crise internacional. É sim o reflexo claro e inequívoco de políticas erradas e de insensibilidade social», disse. Manuela Ferreia Leite considerou que Portugal vive uma situação social «que exige uma
acção imediata», que obriga a «intervir com urgência para combater os focos de pobreza e apoiar os novos pobres».
Segundo a presidente do PSD, devem ser orientados «desde já recursos de apoio às instituções de solidariedade social». «Esta situação de emergência pode justificar que se abdiquem de alguns investimentos para afectar recursos aos casos mais prementes», reforçou.

Que projecto tem Ferreira Leite para o PSD?

“Senhora doutora, nós estamos aqui todos a apoiá-la, mas temos de saber o projecto político que a senhora defende”

Durante o Congresso dos social democratas, o candidato derrotado à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho, discursou dirigindo-se a Manuela Ferreira Leite, desafiando-a a esclarecer qual é o seu projecto político e contestando alguns pontos da sua intervenção. Passos Coelho, que foi aplaudido de pé por uma parte dos congressistas presentes no Pavilhão Multiusos de Guimarães, quando terminou o discurso, anunciou que ficará militante de base, embora encabece uma lista ao Conselho Nacional do PSD.
Mas acrescentou: «Senhora doutora, nós estamos aqui todos a apoiá-la, mas temos de saber o projecto político que a senhora defende», defendeu, dirigindo-se à presidente do PSD e recebendo palmas. «Só vale a dizer aos portugueses para votarem no PSD se nós, ao contrário do PS, não tivermos medo de ser diferentes. Nós não podemos ser nem carne nem peixe, nós não podemos estar à espera do que os outros vão fazer e dizer apenas o que gostariam de ouvir ou com o nosso silêncio deixar que eles pensam que nós pensemos aquilo de que eles gostam», acrescentou. «E aqui, senhora doutora Manuela Ferreira Leite, não tenha medo de dizer, duas, três vezes o que pensa. Temos de saber o que o partido quer e onde é que o partido quer ir», insistiu Passos Coelho, que foi o segundo candidato mais votado nas directas de 31 de Maio.

Ferreira Leite repete resultado de Menezes

Líder do PSD elegeu 20 dos 55 membros do Conselho Nacional. Passos Coelho conseguiu 16, Santana apenas cinco.

A lista da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, ao Conselho Nacional do partido, o órgão máximo entre congressos, elegeu 20 representantes, a de Pedro Passos Coelho 16 e a de Pedro Santana Lopes cinco. A presidente do PSD apresentou uma lista encabeçada por António Capucho e Pedro Pinto foi o primeiro nome da lista de Santana Lopes, enquanto Pedro Passos Coelho encabeçou ele próprio uma lista. Manuela Ferreira Leite repetiu o resultado conseguido em 2007 pelo presidente do PSD cessante, Luís Filipe Menezes, que elegeu também 20 dos 55 membros eleitos do Conselho Nacional.
Rui Machete foi eleito presidente da Mesa do Congresso do PSD e Nuno Morais Sarmento presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, ambos encabeçando listas patrocinadas pela líder do partido, Manuela Ferreira Leite. Machete, que obteve 470 votos, disputou o cargo com Arlindo Carvalho (254 votos), que liderava uma lista apoiada por Santana Lopes, o mesmo que antes tinha anunciado não "apoiar nem propor qualquer lista".
O Conselho de Jurisdição passa a ser constituído por Nuno Morais Sarmento, António Montalvão Machado, Francisco José Martins, Luís Branquinho Crespo e Fernando Santos Antunes (lista de Ferreira Leite), Assunção Esteves e António Almeida Henriques (apoiados por Passos Coelho), Rui Gomes da Silva (Santana Lopes) e Miguel Santos.
A Mesa do Congresso inclui, para além de Machete, os nomes de Berta Melo Cabral, Miguel Sousa, Alfredo Oliveira Henriques, Duarte Pacheco, Hernâni Almeida e do(a) único(a) algarvio(a) de que se ouviu falar no Congresso: Isabel Silva Soares, presidente da Câmara de Silves.

domingo, 22 de junho de 2008

CRÓNICA DE DOMINGO

A BABILÓNICA UE

O ideal seria a Europa caminhar a uma velocidade de cruzeiro. Mas tal não acontece, como veio provar o “não” do referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa.


E a culpa de tudo isso está exactamente no “obreiros” do Tratado, os políticos. Como operários que são dos respectivos Governos, eles deveriam alinhar os seus trabalhos, pelo mesmo diapasão, antes de tomarem decisões definitivas que visam melhorar ou prejudiicar a vida de milhões de cidadãos nos vários estados membros de uma União Europeia que se pretenda igualitária.
Um dos grandes erros em que a UE caiu, foi ter efectuado um precipitado alargamento a 27 países, quando alguns dos antigos membros ainda não estavam de plena integração, e ainda numa altura em que já se prenunciavam crises internacionais de variada ordem. Os políticos têm dessas coisas, olham para as “metas” deles, e dos seus projectos pessoais, esquecendo as do colectivo
Muitos deles ainda não compreenderam que, a aposta europeia só será ganha quando políticos e cidadãos falarem a mesma linguagem, que é a máxima que sintetiza o resultado da Conferência dos Presidentes dos Parlamentos da União Europeia (UE) agora realizada em Lisboa: cautela, e muita cautela. Pretender que os irlamdeses (ou outros quaisquer) “entrem” no Tratado a qualquer preço, pode ser o “haraquiri” de uma UE que vive em séria recessão económica, a braços com uma inigualável crise nos preços dos combustíveis e dos alimentos, e que está por demais agarrada às potencias dominantes. É que, sendo a instabilidade inerente à desregulamentação financeira, como poderão os irrisórios apelos à «transparência» e à «moralização» mudar seja o que for - e impedir que as mesmas causas venham a produzir os mesmos efeitos a curto-médio prazo.
Os políticos também não podem esquecer que o Chipre é um dos sete que ainda não se pronunciaram sobre o Tratado de Lisboa, ratificado por via parlamentar por 18 países-membros mas «chumbado» já por um, em referendo pela Irlanda. No Reino Unido, a ratificação a ser feita esta semana que vem, está pendente da sentença de um tribunal londrino depois de uma queixa apresentada por um cidadão inconformado com a não realização de um referendo, como prometera o governo de Tony Blair.
Além do Chipre, faltam as votações da Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, República Checa e Suécia. A República Checa também está com problemas, porque o texto passou na câmara baixa mas a câmara alta, na dúvida, entendeu consultar o Tribunal Constitucional. Por isso, os cidadãos europeus têm de ser convencidos de que, em última instância, está em causa o seu bem-estar, porque a aposta europeia só será ganha quando políticos e cidadãos falarem a mesma linguagem, e não a babilónica balbúrdia que são as leis e os projectos saídos de Bruxelas.
Invocar o «chumbo» irlandês ao Tratado de Lisboa, é motivo de reflexão, para envolver mais os cidadãos europeus através de novos mecanismos de participação na construção europeia. Na mesma linha de um maior envolvimento dos cidadãos, tem de se valorizar sobretudo a proporcionalidade na representação parlamentar. Embora muitos dos líderes europeus considerem que o Tratado de Lisboa é fundamental para o reforço europeu, apesar do actual momento de incerteza por causa das ratificações pendentes, outros como os holandeses, fazem saber que «a UE não pode seguir em frente como um bulldozer e ignorar a vontade dos irlandeses expressa em referendo».

C. Ferreira

algarve_reporter@mail.telepac.pt

sexta-feira, 20 de junho de 2008

SELECÇÃO V - Último capítulo

O 'MISTER' QUASE...

Com o Mister, QUASE fomos campeões em 2004... QUASE nos apuramos para a final em 2006... QUASE ficamos em terceiro em 2006... QUASE fizemos uma boa qualificação para 2008...
E em 2008, QUASE NADA!!!

Chegou a hora do balanço final da era SCOLARI , e logo de caras chegamos a conclusão que foi tudo "brilhantemente" QUASE!!!
Este cronista teve o cuidado em outras crónicas de chamar atenção para alguns comportamentos de elementos ligados a Selecção dentro - e principalmente fora, das quatro linhas, que poderiam desestabilizar e até comprometer a nosso desempenho... Pois aí está o QUASE resultado!!!
Em campo, foi chamada a atenção no posicionamento dos nossos centrais e respectivas compensações dos laterais: ora como viram, o primeiro golo da Alemanha foi um contra-ataque em que Paulo Ferreira se deixa antecipar de maneira displicente. E também por várias vezes se mencionou o comportamento do guarda-redes RICARDO nas saídas dos cruzamentos e cantos. Não foi preciso mais, dois lances de bola parada e GOLO. E tudo isto sob o bigode de $COLARI. Mas o pior de tudo, foi o banho táctico que o técnico alemão deu ao ex-selecionador nacional, demonstrando que fez um excelente trabalho de casa, ao fazer o famoso PRESSING ALTO cortando linhas de passe, e alongando no campo a selceçao nacional, retirando a nossa maior característica, a circulação da bola!
Caros amigos e leitores, vejamos e convenhamos: já em 2004 nós fomos bons principalmente na raça e no querer, mas futebolíscamente falando, não apresentámos níveis de consistência e novidade de espécie alguma. Assim como em 2006, em que sempre andámos no limite, comprovado na disputa do terceiro lugar e na qualificação para 2008 voltamos a fazer as velhas contas a que estavamos habituados!
Quanto a $COLARI, ele sim, fez tudo a que tinha direito e muito mais, qual malabarista sob a cúpula de um gigante chapitô: comprou briga feia com Victor Baía, apontou armas e canhões a norte, maltratou e insultou jornalistas, mandou e desmandou dentro da Federação Portuguesa de Futebol, chorou, riu e praguejou, agrediu (qual MIKE TYSON) jogadores adversários como num qualquer circo de wrestling e, num GRANDE FINALE digno de uma prima dona transferiu-se em plena competição para o CHELSEA!!!
Com todos estes comportamentos ainda há quem diga "obrigado mister scolari"...
AFINAL, O QUE FOI QUE NOS GANHAMOS COM SCOLARI???
É uma pergunta de um milhão de dólares... Responda quem souber!!!
Para terminar, e a bem da verdade, teremos que dizer que não envergonhámos o País, foi pena que a desestabilização tenha partido de dentro da própria Selecção Nacional sob o olhar incompetente, condescendente e servil de GILBERTO MADAIL (outro que se deveria demitir, por compadrio e colaboração na palhaçada instalada durante a permanência da Selecção na Suíça). Mas que pelo menos tenhamos aprendido a lição, e que na escolha do novo seleccionador nacional sejamos bem mais criteriosos!
Aproveito para lembrar nomes que podem fazer um bom lugar de seleccionador nacional: EMERSON LEÃO (duro, disciplinador e tacticamente evoluído); MANUEL CAJUDA (fabulosa leitura de jogo, faz bom grupo, competentíssimo); CARLOS QUEIROZ (tem escola, sabe planear, domina todos os quezitos do jogo).
Apesar de não termos alcançado o objectivo a que nos propusemos, podemos dizer que valeu a pena Portugal estar entre os "maiores" do futebol na Suíça!
Só para terminar, uma palavrinha para $COLARI... ABRAIMOVICH não; e GILBERTO MADAIL, o CHELSEA não: Vamos apostar??? Voçê, $colari não passa do primeiro ano no CHELSEA!
Ficou escrito e registado mais tarde iremos conferir.

QUASE que fazia a minha VI Crónica da Selecção... QUASE!

Hugo Brasil em Fortaleza (Brasil)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

POLÍTICA NACIONAL

MARCELO
A “luz” que sai do nevoeiro


«Já vejo muitos empresários a apontarem para um Governo de Bloco Central», diz o comentador-analista, referindo-se a um possível «arranjo» entre PS e PSD após as eleições.

O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que das eleições legislativas de 2009 possa sair «algum arranjo» entre sociais-democratas e socialistas, apesar de considerar que se tratará de um «risco enorme», informa a agência Lusa.
«Começa a perceber-se que das eleições possa sair um arranjo qualquer», afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, aludindo a que, depois de uma reunião com Sócrates, a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, «admitiu que a situação do país poderia impor acordos de regime» entre sociais-democratas e socialistas.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no final de um almoço promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores, sublinhou ainda que há muitos sectores empresariais que «já só sonham» com um Governo de Bloco Central, um «cenário impensável há um ano atrás», referiu.
«Questionado sobre como encara essa possibilidade, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu não ser defensor da ideia, considerando que o «ideal» é que os eleitores escolham PS ou PSD. «É um risco enorme porque é deixar à solta muita gente, que está nas franjas» acrescentou. Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que levar José Sócrates e Manuela Ferreira Leite a um entendimento poderá «não ser fácil», mas lembrou a existência de um «terceiro elemento», ou seja, o Presidente da República.
«Não é fácil, mas não se esqueçam de Cavaco», respondeu o antigo líder social-democrata aos jornalistas, recordando que o actual Presidente da República não foi contra o Governo de Bloco Central de Mota Pinto.
Acerca de hipótese de um entendimento do PS com o CDS-PP após as eleições legislativas de 2009, e num cenário de um Governo socialista minoritário, Marcelo Rebelo de Sousa disse que será «difícil» acontecer. Um entendimento entre PS e Bloco de Esquerda foi igualmente rejeitado por Marcelo Rebelo de Sousa, que alertou para a dificuldade dos dois partidos «compatibilizarem propostas».

Qual “Prof. Bambo” da caseira política, Marcelo vem uma vez mais a terreiro dizer o que (aquilo que pensa) está na cabeça de Manuela Ferreira Leite, e o que (ele) pensa Cavaco Silva. Se isto fosse possível (ele ser adivinho), o que se duvida, o PSD jamais teria a confiança (de uma parte) do seu eleitorado e simpatizantes. Mas compreendem-se estas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, numa espécie de “abre alas” da carnavalesca política portuguesa, já que ele faz parte daquele grupo de notáveis que com a implantação do Bloco Central sairia sempre a ganhar, mesmo não estando nunca no Governo.
Há até quem diga, que o mais pequeno promenor de qualquer tipo de investimento neste País feito por poderosos, passa sempre pelo seu crivo. E mais, leva sempre a sua chancela de “comentador-pitoniso”, porque - diz-se, ele faz parte de uma imensa girandola de grandes empresas, onde o seu nome é invisivél, mas está lá.
Por isso Marcelo Rebelo de Sousa, qual “iminência parda”, quer estar na linha (in)visível e demarcadora, porque tem medo de perder o comboio que ele como maquinista desenha os percursos que entende pelo caminho do poder.
Da forma como a política portuguesa tem sido conduzida nos últimos anos, dentro de pouco tempo nada vai sobrar da economia de mercado, e será o fim da classe média e a glorificação dos Empresários poderosos. Nada vai sobrar para as pequenas Empresas. Este é o estilo e propósito dos interesses dos poderosos do sistema, que abundam quer no PS e também num “certo” PSD. Por isso mesmo, aguarda-se com muito interesse o Congresso do PSD que se vai realizar dentro de dias em Guimarães.
Como o PSD é um caso raro de militancia camaleónica, espera-se que os delegados militantes presentes (apesar das negociatas de bastidores que se traduzem em garantias de poleiro...) saibam o que vão realmente fazer, e dentro das suas competencias e limitações ponham na ordem todos aqueles que têm feito do PSD o exemplo da insubordinação militante e partidária, a pretexto de uma pretensa democracia interna geralmente de índole populista e caciqueira.

O Remexido
Algarve ligado por mar à Madeira

35 anos depois foi restabelecida ligação marítima entre o Continente e a Madeira.

Entrou em funcionamento um novo e inédito serviço de Ferry-boats regular entre os Portos de Portimão, no Algarve, Funchal, na Ilha da Madeira, e Las Palmas e Tenerife, com ligações a todas as Ilhas Canárias. Com este novo serviço o Algarve assume definitivamente a vocação de Turismo de Cruzeiros, sendo a primeira vez, nesta dimensão, que a região é ponto de partida de uma carreira náutica, depois de uma frustrada experiência de ligação de Faro a Marrocos.
Refira-se que este é um serviço regular semanal, devidamente autorizado por um período mínimo de dois anos para o transporte de passageiros, autos e carga rodada, com saídas todos os Domingos do Porto de Portimão, com chegada ao Porto do Funchal na Segunda Feira seguinte, após apenas 21 horas de navegação, a uma velocidade média de 24 nós (cerca de 45 km/Hora), com saída do Funchal na mesma Segunda Feira e chegada aos Portos Canários de Las Palmas (e Tenerife ulteriormente), na Terça Feira seguinte, depois de cerca de 12 horas de navegação nocturna.
O navio que prestará este serviço é uma unidade rigorosamente nova, saída dos estaleiros em Abril de 2008, com incorporação da Indústria Portuguesa na sua construção. Tem 154 metros de comprimento, com capacidade para 1.000 passageiros, 600 viaturas ligeiras ou 300 ligeiras e 57 pesadas, ou 100 pesadas, em garagem própria, dispõe de 206 camas em camarotes, e confortáveis poltronas tipo avião para os passageiros que não pretendam o preço suplementar dum camarote por uma noite. O Ferry tem ainda piscina, serviço de bufete e bar, e animação nos salões durante as viagens, dispondo também de estabilizadores para um maior conforto dos seus passageiros.
É um navio extraordinariamente rápido para a sua classe, com 2 máquinas de 15.000 HP cada, que permitem as ligações inter portos nos tempos anunciados, o que constitui uma oferta muito original e inédita, já que é a primeira ligação marítima regular de passageiros, autos e camiões de carga entre o Continente, a Madeira e as Canárias.
Cidadãos de Tavira homenageados

Autarquia atribui Medalhas de Mérito no Dia da Cidade, a cidadãos que se distinguem com o seu trabalho em prol da comunidade.

No âmbito das comemorações do Dia da Cidade, e à semelhança de outros anos, a Câmara Municipal de Tavira distingue 20 funcionários, quatro cidadãos e um clube desportivo que se destacaram na sociedade pelo seu percurso de vida. A cerimónia de entrega das medalhas de Mérito Municipal decorre no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos.
Entre os homenageados, está o Clube de Karaté de Tavira (grau cobre), fundado em 1995, tem proporcionado à população tavirense a prática regular de várias artes marciais, tais como o Iai-dô, Tai-chi e em especial o Karaté. Desde a sua criação este clube possibilitou a mais de 600 praticantes o contacto e o conhecimento de várias técnicas orientais, no âmbito da formação, competição e recreação.

Manuel Geraldo Jorge de Jesus (grau cobre), nasceu, na freguesia de Santiago, em Dezembro de 1939. Durante a sua juventude esteve, em Angola, juntamente com os seus pais. Em plena Guerra Colonial cumpriu o serviço militar até ao posto de 2º Sargento, seguindo-se a sua nomeação como Adjunto de Comando da Organização Provincial de Vigilantes de Angola (OPVDA), organização que se ocupava do apoio às populações mais carenciadas.
Como jornalista colabora, desde há muitos anos, com a imprensa regional. No Jornal do Sotavento, desde a sua fundação (1991) exerce a função de chefe de redacção, desdobrando-se entre a reportagem e a opinião, com incidência no desporto. A par disso, é ainda colaborador na Rádio Gilão.
Quer pelos jornais, ou através da rádio, Geraldo de Jesus reporta eventos culturais, desportivos, recreativos e institucionais, dando voz a todos os seus protagonistas e contribuindo, desta forma, para a divulgação das iniciativas concelhias.

José Maria Nunes (grau cobre), nasceu, em Santa Luzia, a Fevereiro de 1948. Inscreveu-se na Federação Portuguesa de Ciclismo em 1967. Entre 1968 e 1974 participou em todas as edições da Volta a Portugal em Bicicleta. Em 1968, pelo Ginásio de Tavira, foi Campeão Nacional de Fundo, na categoria de Seniores. No mesmo ano, venceu o contra-relógio “Tavira-Faro” à frente de Joaquim Agostinho.
Em 1972, obteve o 1º lugar na etapa “Grândola-Lagos” da Volta a Portugal. Um ano depois, foi o melhor ciclista do Ginásio classificado no campeonato Nacional de Fundo. Ainda, nesse mesmo ano, foi vencedor da etapa “Beja-Lagos” da 36ª edição da Volta a Portugal, tendo-se classificado em 21º lugar na classificação geral.
José Maria Nunes, durante o seu percurso como ciclista, foi sempre um trabalhador e lutador, destacando-se o seu espírito de entreajuda, esforço, entusiasmo e a sua garra com que ajudava os colegas. Depois de se ter retirado do ciclismo profissional, José Maria Nunes continua ligado a esta prática, através do Cicloturismo.

Manuel Almeida Martins (grau prata), nasceu, em Abrantes, em 1940. Licenciou-se em Medicina na Faculdade Medicina de Lisboa, em 1979. É pós-graduado em Medicina Legal Social e do Trabalho pela Faculdade de Medicina de Coimbra e em Administração Autárquica e Desenvolvimento Rural pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve. É, também, mestre em Nutrição pela Universidade Autónoma de Barcelona.
Desempenhou funções, de 1979 a 1984, como médico militar da Força Aérea Portuguesa e no Centro de Saúde de Tavira de 1985 até 2006. Destaca-se a sua acção no Núcleo de Tavira da Cruz Vermelha (CVP).
Sob a sua liderança foram vários os projectos que contribuíram para o enriquecimento do concelho de Tavira (Projecto Gira ao Sol-2001; Plano Formativo da CVP e Plano de Prevenção de Toxicodependências do Concelho de Tavira-2002; Centro de Apoio Integrado a Crianças e Jovens de Tavira-2006; gestão da Unidade de Internamento de Média Duração e Reabilitação de Tavira- 2007).
Neste espírito de empreendedorismo, Manuel Almeida Martins quer levar a bom porto os projectos da Unidade Hospitalar da CVP, o Lar de Idosos e a Unidade de Longa Duração.

António Sequeira Bento Luis (grau prata), nasceu em Silves. Exerceu funções de autarca na Assembleia Municipal de Tavira entre 1979 e 1997. A partir da sua acção e do seu dinamismo surgiu o Núcleo de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, do qual foi presidente até 2000. A primeira unidade que criou foi o Centro de Dia para Idosos, seguindo-se a Actividades de Tempos Livres e o Jardim-de-infância.
Em 1989, aquando das cheias, alojou mais de 200 pessoas e forneceu-lhes, durante dois meses, diariamente, todas as refeições. Fruto da sua persistência nasceu a primeira escola de socorrismo e a Unidade de Socorro.
Trabalhou sempre em prol da terceira idade e efectivou o apoio domiciliário, o refeitório social e o apoio domiciliário integrado. É, igualmente, da sua responsabilidade a criação da Clínica de Fisioterapia, a qual foi, durante anos, a única do sotavento algarvio.Segundo palavras do homenageado há já alguns anos que o Núcleo da Cruz Vermelha de Tavira é, a nível nacional, a maior delegação desta instituição, caracterizando-se pelo grande dinamismo e solidariedade que demonstra para com a comunidade.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sítio das Fontes

Lagoa requalifica local privilegiado: Parque de Merendas

O Parque Municipal do Sítio das Fontes localiza-se perto do rio Arade, envolvendo um estreito braço do rio na sua margem, a cerca de 3 km da foz.

Cerca de 18.900 € será o valor de investimento estimado para os trabalhos de requalificação (referentes a Drenagem de águas Pluviais, electricidade, pavimentos, mesas, rega) no Parque de Merendas no Sítio das Fontes.
O Parque está instalado num terreno com cerca de 18 ha (180.000 m2) de área pertencente à Câmara Municipal de Lagoa. Pode-se ali encontrar uma grande diversidade de ambientes representativos da paisagem mediterrânea. Constitui também um acontecimento importante do ponto de vista geológico pela presença das nascentes e proximidade do rio Arade. As suas várias nascentes localizam-se no extremo poente do maior lençol de água algarvio, conhecido por Lias-Dodger ou Querença-Silves e constituem uma das suas saídas mais caudalosas.
Do ponto de vista histórico-cultural, este espaço insere-se de extrema relevância porque ali se encontram vestígios de actividades humanas que datam de tempos remotos. Os dois moinhos de água do Parque são os testemunhos mais eloquentes dessas actividades. A antiguidade de pelo menos um deles está documentada com uma referência no "Livro do Almoxarifado de Silves", do século XV.

Entretanto, foram já recuperadas, no âmbito do projecto, algumas estruturas como o moinho de maré e a sua caldeira, a casa do moleiro, e foram criadas outras como o edifício da recepção e os sanitários, o anfiteatro ao ar livre, a zona de merendas, o percurso de manutenção e um pequeno embarcadouro.
O Parque Municipal do Sítio das Fontes tem sido também um dos alvos escolhidos pela comunidade educativa, como local privilegiado de contacto com a cultura e com a natureza.
É uma janela que se pode abrir para a compreensão do “ser algarvio”, tendo como ponto de partida a utilização da pequena máquina do tempo, que é o moinho de maré.
Para além disso, este espaço pode servir de mote para colóquis e visitas sobre educação ambiental, bem como no conhecimento do património histórico - cultural com ligação ao rio Arade.
Vinhos do Dão seduziram Algarve

No ano do Centenário de uma das mais prestigiadas Regiões Demarcadas do Vinho em Portugal

Cerca de uma centena de vinhos estiveram em prova no Dão - Vinhos & Gourmet que se realizou no INATEL de Albufeira, no passado fim-de-semana. Foi a primeira vez que este evento aconteceu no Algarve, inserido no programa de comemorações do centenário da Região Demarcada do Dão.
A iniciativa foi bem acolhida por centenas de visitantes que tiveram oportunidade de provar gratuitamente os melhores vinhos do Dão, num ambiente informal e descontraído, onde a descoberta dos segredos de cada vinho foi feita através do contacto directo com os 17 produtores presentes. Em paralelo, o chefe de cozinha Chakal e a sua equipa protagonizaram sessões de Live Cooking em que criações gastronómicas foram harmonizadas com diversos vinhos do Dão. O objectivo passou por captar a atenção da população algarvia - permanente e turística - e dos profissionais da hotelaria, restauração e lojas especializadas para os vinhos do Dão, demonstrando toda a sua qualidade, elegância e maturidade, servindo ainda como forma de cativar e educar consumidores para uma melhor apreciação do vinho e dos produtos gourmet.
O Dão - Vinhos & Gourmet é uma organização da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão com produção da Essência do Vinho. Desde 2004 que marca o panorama de eventos vínicos no nosso país, sendo anualmente realizado no Solar do Vinho do Dão (Viseu), contando ainda passagens pelo Palácio da Bolsa (Porto) e a Gare Marítima de Alcântara (Lisboa).
Após a realização deste evento no Algarve, a CVR do Dão encontra-se já a ultimar outras acções que vão continuar a assinalar o centenário desta Região Demarcada.

CULTURA

“Meias de Seda” no Teatro Lethes, em Faro

O Teatro Lethes prepara-se para receber na próxima Sexta-feira, dia 20 de Junho, pelas 21:30, “Meias de Seda”, um espectáculo de poesia e música brasileira.
Concebido por Valéria Carvalho e com direcção artística a cargo de António Terra, “Meias de Seda”, é um espectáculo que alia a beleza e a voz doce de Valéria Carvalho, à música popular brasileira, a cargo de João Ferreira, na percussão e Virgílio Gomes, na guitarra. “Uma homenagem à Mulher, nas palavras de Alberto Caeiro, Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícios de Morais, Lenine, entre outros”.
O espectáculo estreou em Maio de 2006, nesse ano participou ainda num evento de angariação de fundos para a IPSS e apresentou-se no espaço “Santiago Alquimista” em Lisboa. Em 2007 o produtor musical Guilherme Inês alia-se ao projecto. Sempre bem recebido pelo público, em 2008 iniciou a sua digressão no Teatro Municipal de Bragança, tendo tido lotação esgotada.
Valéria Carvalho desde cedo se interessou pelas artes do espectáculo, ainda no Brasil integrou a Companhia de Dança “Maurício Tobias” e já em Portugal, o corpo de baile de alguns programas televisivos, fez formação teatral e em canto, participando em telenovelas e peças de teatro. É membro fundador da “Companhia de Actores” da qual integra o corpo docente.
Este espectáculo, produzido pela Teatro Municipal de Faro, destina-se a espectadores de todas as idades e promete momentos de beleza e musicalidade, “num universo onde a música, o gesto e a palavra invadem os sentidos”.

terça-feira, 17 de junho de 2008

JOGOS EUROPEUS DA SEGURANÇA SOCIAL

Varandoteis em Albufeira acolheram as delegações europeias de cinco países.

Cerca de 400 atletas oriundos de vários países como, França, Bélgica, Áustria, Alemanha e Portugal vieram disputar entre si os jogos “Euros da Segurança Social”. Este encontro a nível internacional foi possível graças ao trabalho da federação portuguesa da Segurança Social e das delegações internacionais dos diversos países participantes. Durante uma semana as várias delegações representadas disputaram e diversos troféus numa dezena de modalidades desportivas.
A federação portuguesa escolheu os hotéis do grupo Varandoteis para receber a generalidade dos participantes. Do ténis, passando pelo squash, do futsal à petanca, do xadrez à natação os diferentes participantes puderam disputar entre si os vários troféus em jogo, amavelmente oferecidos pela autarquia de Albufeira.
Os hotéis Paraíso de Albufeira e Balaia Atlântico, albergaram os cerca de 400 atletas, assim como varias provas desportivas que tiveram lugar nas suas instalações. A cerimónia de abertura dos jogos “Euros SS” contou com a presença do presidente da Federação Portuguesa da Segurança Social, Luis Gregório, de Georges Steger, presidente do conselho de administração da “Euros” e de José Carlos Rolo, vice-presidente da Câmara de Albufeira, que fez as honras da casa e desejou as boas vindas às delegações.
Nas duas últimas noites dos jogos do “Euros SS” as equipas de animação e cozinha do Hotel Paraíso entraram em jogo e brindaram os convidados com jantares sumptuosos e espectáculos. Foram convidados a actuar o Rancho Folclórico dos Olhos de Agua e o grupo brasileiro “Brasil Samba Show”. No final, teve lugar a cerimónia de entrega de prémios.
Menores não devem usar telemóvel

Investigadores lançam apelo para que os menores de 12 anos não usem telemóvel. O apelo é subscrito maioritariamente por cientistas franceses.

Um grupo de 19 cientistas e investigadores na área do cancro publicou no periódico francês "Journal du Dimanche" um apelo para que sejam tomadas medidas de precaução relacionadas com o uso de telemóveis, sobretudo por crianças com menos de 12 anos. Os especialistas defendem que não existem conclusões definitivas de que o uso de telemóveis é inofensivo para a saúde. A iniciativa foi coordenada pelo professor de Psiquiatria David Servvan-Screiber, da Universidade de Pittsburgh.
O apelo é subscrito maioritariamente por cientistas franceses, mas também da Itália, da Holanda ou dos Estados Unidos. “Estamos hoje na mesma situação que há 50 anos em relação ao amianto ou ao tabaco”, disse ao "Journal du Dimanche" Thierry Bouillet, especialista em cancro do hospital francês Avicenne de Bobigny, junto a Paris. “Ou não fazemos nada, e aceitamos o risco, ou admitimos que há um conjunto de argumentos científicos inquietantes.”No apelo são sugeridas diversas precauções, como proibir o uso de telemóveis pelos menores de 12 anos, excepto em caso de emergência.
Mas não só: os aparelhos devem ser mantidos a um metro do corpo e deve usar-se o sistema mãos-livres. Sempre que possível, também deve optar-se pelo envio de mensagens escritas. No apelo é sublinhado que não existe uma prova formal de que o uso de telemóveis é nocivo para a saúde, mas defende-se que existe o risco de o uso prolongado contribuir para o aparecimento de cancro. Os investigadores citam um estudo sueco no qual se conclui que o risco de aparecer um tumor canceroso no lado em que se usa o telemóvel duplica passados dez anos. Referem ainda o relatório norte-americano BioInitiave, que dá conta de um “risco significativo” de aumento de leucemias infantis ou problemas neurológicos.

O Ministério da Saúde francês tem defendido que não há nenhuma prova científica que permita dizer actualmente que o uso de telemóveis representa “um risco considerável” para a saúde de adultos ou crianças, salientou a agência AFP. Em Janeiro, duas associações francesas de defesa do ambiente pediram ao Ministério da Saúde que fosse proibida a venda de um telemóvel destinado aos mais novos. Não foi dado seguimento ao pedido, mas houve um apelo por parte do Governo para que os pais tenham prudência em relação ao uso de telemóveis pelos filhos. A dúvida sobre os efeitos dos equipamentos na saúde dos utilizadores tem levado à realização de vários estudos, nem sempre conclusivos. A Organização Mundial de Saúde, por exemplo, está a realizar um estudo internacional que envolve 13 países.
O uso excessivo de telemóveis pelos mais novos terá também outros perigos, para além dos riscos para a saúde. No sábado, duas crianças espanholas de 12 e 13 anos foram internadas num centro de saúde mental junto a Barcelona para que seja tratada a sua dependência em relação ao telefone, noticiou o diário espanhol "El Mundo". Usavam de forma descontrolada o sistema de comunicação por mensagens em tempo real Messenger e agora ficarão sujeitas a um tratamento que deverá prolongar-se por dois anos. Em média, passavam cinco a seis horas por dia a usar o computador ou o telemóvel.

Isabel Gorjão Santos, in Público - 2008-06-16 09:32:00

CITAÇÕES

SOMOS PÓ

"os portugueses têm um pequeno país para berço e o mundo todo para morrerem”

António Vieira

Esta nossa chamada vida, não é mais do que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo: De utero translatus ad tumulum: Mas ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo; como é círculo de pó a pó sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele, tanto mais se chega para ele: e quem, quanto mais se aparta, mais se chega, não se aparta. O pó que foi nosso princípio, esse mesmo e não outro é o nosso fim, e porque caminhamos circularmente deste pó para este pó, quanto mais parece que nos apartamos dele, tanto mais nos chegamos para ele: o passo que nos aparta, esse mesmo nos chega; o dia que faz a vida, esse mesmo a desfaz; e como esta roda que anda e desanda juntamente, sempre nos vai moendo, sempre somos pó.

Padre António Vieira, in "Sermões"

TURISMO

“Guia do Património Cultural”

Forte Ponta da Bandeira, em Lagos, serviu de palco para Região de Turismo do Algarve apresentar guia informativo.

A mais recente publicação da RTA dedicada aos monumentos algarvios - o “Guia do Património Cultural” - foi apresentado no Forte Ponta da Bandeira, em Lagos. A cerimónia contou com as presenças do Presidente da Região de Turismo do Algarve, António Pina, do Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, do autor dos textos, Jorge Carrega e de diversas individualidades convidadas para a ocasião, incluindo o responsável pela Delegação Regional do Ministério da Cultura do Algarve.
A publicação, com quase 150 páginas, remete o leitor para cerca de 100 monumentos classificados dos concelhos algarvios, entre igrejas, sítios arqueológicos, museus e monumentos, incluindo a descrição das características mais relevantes do património, curiosidades históricas, o seu estado de conservação, acessibilidade e classificação. De acordo com António Pina, a justificação para a publicação deste guia prendeu-se com uma razão muito simples: o Algarve não viver apenas do sol e praia. Para o presidente da RTA, “temos de entender que o Algarve tem uma coroa a defender – o turismo – e que para além dos produtos sol e praia, golfe e gastronomia, também o património cultural é um diadema dessa coroa”. “É da soma de todos estes factores que é feita a riqueza da região do Algarve, e é por estas razões que somos a maior região do país, se falarmos em termos de turismo”.
Para o presidente da autarquia lacobrigense é de fulcral importância “a preservação das memórias e a defesa do património como factor diferenciador do território”, adiantando que, em Lagos “procuramos defender tudo o que representa o testemunho daquilo que ocorreu no nosso território em todos os tempos”. Júlio Barroso aproveitou para destacar a requalificação e preservação de que têm vindo a ser alvo os baluartes e muralhas envolventes da cidade, no âmbito do Programa POLIS e, a futura colocação à vista do público em geral o que resta do antigo Porto Medieval, obra a decorrer actualmente no âmbito do Programa POLIS – Frente Ribeirinha, e que tem como principal objectivo aproximar a cidade do mar.

Para o autor dos textos desta publicação, este trabalho “pretende dar um valor histórico e artístico do que é a face mais visível da nossa tradição cultural”. Nesse sentido referiu que não “haveria melhor sítio para a apresentação deste guia que não em Lagos, o Berço dos Descobrimentos Portugueses”. Jorge Carrega explicou ainda na ocasião que “os critérios na escolha dos monumentos foram o seu valor histórico, arqueológico ou artístico, não esquecendo a relevância na história local de cada um dos concelhos”. Ainda que no Algarve existam mais monumentos que poderiam integrar este guia, o autor explicou que “uma vez que este trabalho tem um objectivo turístico, não foram incluídos monumentos em mau estado de conservação e sem condições de serem visitados”.
“Mas logo que se encontrem visitáveis, poderão vir a ser contemplados numa próxima edição, revista e actualizada, do nosso património”, prometeu de imediato António Pina, aproveitando a deixa para chamar a atenção de todos os autarcas algarvios para “a necessidade de criar condições para que os principais monumentos se encontrem abertos e visitáveis”. O Guia do Património Cultural é uma iniciativa da RTA, em colaboração com a Delegação Regional do Ministério da Cultura e com a Diocese do Algarve. Com edição bilingue (português / inglês) esta nova publicação pode ser adquirida nos postos de turismo, por cinco euros e poderá, a partir desta semana, ser descarregado gratuitamente no sítio www. visitalgarve.pt.

SELECÇÃO IV

CIRCO SCOLARI

Lotação esgotada... ansiedade mais que muita, e... voilá, apagam-se as luzes! Só um foco poderoso ilumina o centro da pista, e como magia surge o dono do circo... nem mais nem menos que SCOLARI BATATINHA!

"SENHORES E SENHORAS BOA NOITEEEEEEEEE!! BENVINDOS AO MAIOR ESPECTÁCULO DO MUNDO... Hoje, o Circo Scolari tem o prazer de apresentar a noite dos PALHAÇOS!!
E eis que começam a surgir os ditos cujos, na frente brincalhão e irreverente - como sempre, Quaresma logo seguido de perto por Miguel e Jorge Ribeiro, dando tapinhas um no outro, Miguel Veloso o palhaço topmodel, e começou o jogo... desculpem a brincadeira!!
VERGONHOSO o que se passou no jogo Portugal-Suiça, inaceitavel a falta de empenho e profissionalismo, que não é mais do que um reflexo do que está acontecer fora das quatro linhas!
Não consigo entender como não se levantam outras vozes com a situação criada por Scolari, pelo absurdo da mesma, e pelo antecedente que foi criado na altura com o Benfica, e que foi resolvida de maneira completamente diferente pelo dono do circo!! ($$$$$$$ do you understand???
Deram uma olhada no Scolari no banco do jogo com a Suiça? Santa paz, tudo joia, gritinho ali, gritinho aqui - mas deu para ver que o homem já não mora por aquelas bandas, e no final senhores: "NAO TENHO NADA QUE RECLAMAR, OS JOGADORES FIZERAM O QUE FOI PEDIDO!!"
Este cronista que vos escreve do outro lado do Atlântico, e que tanto criticou Paulo Ferreira, Ricardo, etc, agora entende as escolhas do dono do circo. Portugal só tem 16 jogadores no máximo, os outros vergonhosamente desmotivados, foram fazer turismo - Deus nos livre se DECO se aleija - mas não se preocupem, o homem não vai dizer adeus só até jazz (se correr mal, cá estará a "maria" vai com todos de pernas abertas) só vai mudar o local de treino...
SANTA PACIÊNCIA, SCOLARI BATATINHA...VA MORRER LONGE... JÁ VAI TARDE!!
Dei comigo a pensar se NANI continuar a jogar assim, os outros vão lhe dar com a famosa torta na cara (então isso faz-se garoto, jogar a sério enquanto todo mundo brinca? Àh desmancha prazeres malvado!!).
Vamos torcer para que o orgulho dos jogadores e a maturidade revelada não seja beliscada por esta inqualificavel desestabilizaçao interna!!
PRECISAMOS DE VOÇÊS AGORA, GAROTOS... AS ESTRELAS SÃO VOÇÊS!!
Desceu o pano, e felizmente acabou a palhaçada... Agora é mata-mata...VAMOS A ELES!!
O circo vai pegar fogo e o dono é que vai ficar com o prejuizo... logo veremos!!
VIVA PORTUGAL!

Hugo Brazil em Fortaleza (Brasil)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ba$ta de e$peculação, ba$ta de crise$!

Se, por «liberdade», há que entender a liberdade de as potências dominantes (hoje encarnadas na finança) reduzirem o resto da sociedade à servidão, digamos imediatamente que a não queremos.

A propósito de um poste que li no http//actualidadesdoserrone.blogspot.com/ com o título “Travar a especulação”, permito-me transcrever o 1º. Parágrafo: “A especulação internacional financeira “altera” de forma propositada as regras de mercado de modo a criar altos rendimentos aos investidores. Embora, sempre tenham ocorrido práticas especulativas nos mercados internacionais, temos assistido recentemente a um crescimento sem controlo de investimentos de capitais em matérias-primas, em detrimentos de investimentos mais tradicionais, designadamente em fundos imobiliários.”
Todo o artigo extremamente bem construído e analizado deixa-nos ainda margem de reflexão. E a propósito dele, e do “NÃO” ao referendo sobre o Tratado de Lisboa efectuado na Irlanda, apetece-me perguntar o porquê, qual a razão que levaram os irlandeses a rejeitar aquilo que a maior parte dos povos da União Europeia nem sequer foi chamada a pronunciar-se: o avanço do capitalismo selvagem e a falta de "regulamentarização dos mercados e punição severa dos infractores".
Tudo isso, porque a desregulamentação da finança destrói as sociedades, destrói as silenciosamente, dia a dia, quando os accionistas fazem pressão sobre as empresas, isto é, sobre os empregados, a fim de extraírem deles maior rentabilidade, tanto nos países do Norte como nos do Sul; destrói as à vista desarmada, com grande ruído, nas crises agudas em que se revelam brutalmente os inverosímeis excessos da cupidez especulativa e os seus ricochetes sobre a actividade económica e o emprego.
Desemprego, precariedade, aumento das desigualdades sociais: os assalariados e os mais pobres estão condenados a pagar eternamente os custos tanto da especulação, como dos danos que dela resultam.
Desde há duas décadas, a evolução da finança mundial mais não é do que uma longa série de crises: 1987, craque da bolsa; 1990, crise imobiliária nos Estados Unidos da América, na Europa e no Japão; 1994, craque obrigacionista americano; 1997 e 1998, crise financeira internacional; 2000-2002, craque da “nova economia”; e, por fim, 2007-2008, crise imobiliária e talvez uma crise financeira global.

Porquê tal repetição ? Porque foram abolidos todos os entraves à circulação dos capitais e à «inovação» financeira. Quanto aos bancos centrais, que deixaram engordar a bolha financeira, não têm outra solução senão acorrer em auxílio dos bancos e dos fundos especulativos com falta de liquidez.
Não vamos, nem podemos esperar a próxima crise de braços cruzados, nem suportaremos mais as extravagantes desigualdades propiciadas pela finança de mercado. É que, sendo a instabilidade inerente à desregulamentação financeira, como poderão os irrisórios apelos à «transparência» e à «moralização» mudar seja o que for - e impedir que as mesmas causas venham a produzir os mesmos efeitos a curto-médio prazo? Pôr cobro a isso pressupõe que se intervenha no cerne do «jogo», isto é, que se transforme radicalmente as suas estruturas. Ora, na União Europeia, toda e qualquer transformação vem a chocar se com a incrível protecção que os tratados acharam por bem conceder ao capital financeiro.
Assim sendo, nós, cidadãos europeus, pedimos:
1) a revogação do artigo 56.º do Tratado de Lisboa, que, proibindo toda e qualquer restrição aos movimentos desses capitais, proporciona ao capital financeiro todas as condições para exercer um domínio esmagador sobre a sociedade.
Pedimos ainda:
2) a restrição da «liberdade de estabelecimento» (art. 48.º) que dá ao capital a oportunidade de se deslocar para onde as condições lhe são mais favoráveis, permitindo às instituições financeiras encontrar asilo na City de Londres, em Wall Street, de Nova Iorque, ou noutro sítio qualquer.
Se, por «liberdade», há que entender a liberdade de as potências dominantes (hoje encarnadas na finança) reduzirem o resto da sociedade à servidão, digamos imediatamente que a NÃO queremos: preferimos a liberdade dos povos, a liberdade de viverem livres da servidão da rentabilidade financeira.

O Remexido

domingo, 15 de junho de 2008

ELEIÇÕES NO PSD/ALGARVE

MACÁRIO CORREIA É CANDIDATO

“Está na hora de mudar”, dizem os militantes que apoiam uma nova liderança social democrata no Algarve.

O anúncio de eleições antecipadas para a distrital do PSD Algarve, suscitou descontentamento nalguns militantes sociais democratas por aquilo que consideram “manobra de antecipação do clientelismo-botista” ao contrário do que o actual líder anunciou recentemente em comunicado. Ao provocar eleições antecipadas para os cargos distritais do Partido Social Democrata, Mendes Bota diz pretender voltar a ser candidato, “pois continuo disponível para prosseguir o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, à frente do PSD/Algarve, em grande consonância de ideias e de apoio com a base dos seus militantes algarvios”, propondo-se continuar nessa tarefa até 2010.
Mas essa não é a leitura de alguns militantes que se manifestam contra uma estratégia que, dizem “visa perpetuar a actual Direcção”. Eles acrescentam que “está na hora de mudar com credibilidade, porque esta Direcção não trouxe mais valia para o Algarve, a não ser servir determinado populismo e clientelismo partidário”, acrescenta um militante do barlavento, que por razões óbvias pretende manter anonimato até ao momento de aparecer a lista concorrente.
A divisão de votos nas últimas eleições para as directas do PSD demonstraram a fractura existente entre os militantes do PSD Algarve (Santana Lopes apoiado por Mendes Bota só conseguiu 44,2%), razão que para alguns, “esta é a verdadeira causa da antecipação deste acto eleitoral determinado pelo actual líder da Distrital do PSD Algarve. A actual Direcção sabe que se as eleições fossem em Dezembro, conforme estava determinado, uma lista concorrente teria muito mais tempo para se implantar, e com o descontentamento pelo ‘botismo’ reinante em vários concelhos, a derrota de Mendes Bota seria facto consumado”, acrescentam.

"Clientelismo"

As acusações contra o actual líder dos sociais democratas vão mais longe: “Com esta antecipação eleitoral para os órgão distritais algarvios antes do Congresso Nacional do PSD, Bota além de se vitimizar, serve o clientelismo e subverte os canais existentes na democracia interna do partido. Pelo que se vê, Bota tem-se servido muito mais do Partido, do que servir o Partido a nível de Algarve, e não se vislumbra como ele conseguirá estar em articulação com a actual Direcção Nacional do PSD, quando não tem diálogo com ninguém. Já lá vai o tempo em a sua liderança galvanizava o eleitorado. Hoje, as suas palavras de mensagem estão gastas, os seus argumentos políticos repetitivos, e o eleitorado Social Democrata tem definhado nas mãos do actual líder, com o resultado patente na perda do número de deputados algarvios existentes na Assembleia da República.”
Numa resposta ao descontentamento a nível destes militantes, Macário Correia decidiu avançar - pela primeira vez, com uma lista às Eleições para os órgãos Distritais do PSD Algarve, pelo que convocou uma conferência de imprensa que decorre amanhã no Conservatório Regional Maria Campina em Faro, onde vai apresentar as suas razões da sua candidatura ao PSD/Algarve. Macário Correia pretende desta forma dar uma maior credibilidade ao Partido, e ”pugnar pela unidade do PSD a nível regional, e por uma boa sintonia com os órgãos nacionais, exigindo ao poder político central um claro respeito pelo Algarve e pelos algarvios, com um rumo determinado e desenvolvimento sustentado”.

CRÓNICA DE DOMINGO

Que ricos Paizinhos!

É preciso não esquecer que ter um filho não é só fruto de uma noite de prazer ou a consumação de um grande amor.

Se as relações familiares não fossem intrinsecamente complicadas, não existiria a velha máxima tão em desuso: "Honrar pai e mãe". Comentário de grande sabedoria. Assunto inesgotável. Como educar, como cuidar neste mundo maravilhoso e tresloucado, com tanta sedução e tanta informação - um mundo no qual, sobretudo na juventude, nem sempre há o necessário discernimento para escolher bem?
Saber distinguir o melhor do pior, ser capaz de observar e argumentar, são o melhor legado que a família e a escola podem dar. Na família, além do afecto e da segurança emocional, também a educação. Na escola, importa mais a formação e aprendizagem, do que o acúmulo de informações e o espaço das brincadeiras, num sistema que aprendeu erroneamente que se deve educar em vez de ensinar, como se o aluno não tivesse primeiro de aprender educação. Fora disso, meus caros, não há salvação. Isso e professores supervalorizados e bem pagos, escola para todos - não mais milhões de crianças e jovens em casas cujo pátio é barro misturado a esgoto, ou na rua, com a droga e a prostituição ao virar da esquina. Um ensino que dê muito e exija bastante: ou caímos na grande farra e na impreparação para a vida, que inclui graves decisões pessoais e um mercado de trabalho cruel.
Bem antes da escola vem o fundamental, o ambiente em casa, que marca o indivíduo pelo resto da sua vida. Não é por acaso que recordam tanto os tempos de infância, quer sejam os bons como os maus. Se esse ambiente for positivo, amoroso, de verdadeira educação familiar, a criança acreditará que amor e harmonia são possíveis, que ela também pode ter e construir tudo isso, e nesse sentido fará suas escolhas pessoais futuras. Se o clima for de ressentimento, de frieza e desinteresse, mágoas ocultas e desejos negativos, o chão por onde o(a) jovem indivíduo vai caminhar será todo ele esburacado cheio de armadilhas. Ainda mais irá tropeçar, ainda mais irá encontrar obstáculos intransponíveis acabando por escolher para si mesmo o pior.
As dificuldades familiares não têm a ver só com o natural conflito de gerações, mas também com a atitude geral dos pais. Será que eles começam por ter entre si uma relação de lealdade, carinho, alegria? Estão realmente interessados na educação dos filhos, tentam assumir as suas responsabilidades grandes e difíceis? Já vai longe o tempo do patriarcado, em que havia regras rígidas. Eu não quereria estar na pele dos infractores de então, os filhos que ousavam discordar. Em lugar da anterior rigidez e distância, estabeleceu-se agora em nome de uma moderna educação, uma alegre e por vezes promíscua bagunça, com mais demonstrações de afecto, mais liberdade, mas menos respeito pelas individualidades - muitas vezes com resultados dramáticos. Lembro-me de uma frase que já escrevi em tempos, de um psicólogo que me revelou: "A maior parte dos jovens perturbados que atendo não tem em casa ou pai ou a mãe, tem um cão ou uma gatinha". Talvez tenham uma mãe que não troca o cabeleireiro por horas de afecto com os filhos, ou um pai que corre atrás do dinheiro necessário para manter a família acima de suas possibilidades, por ilusão sua ou desejo de um status difícil de atingir.
Há crianças de 11 anos que frequentam festas em que acontece o inenarrável: onde estão o pai ou a mãe? Adolescentes rodam de madrugada pelas ruas, correndo de bar em bar, conduzindo bêbados ou drogados: onde estão o pai ou a mãe? Quase crianças que passam fins de semana em casas de campo e praia reais ou fictícios, com adultos irresponsáveis, ou só entre outras crianças, “relacionando-se” precocemente, drogando-se, engravidando, semeando infelicidade ao seu redor, culpa, desorientação pela vida fora. Onde estão os pais?
É preciso não esquecer que ter um filho não é só fruto de uma noite de prazer ou a consumação de um grande amor. Ter um filho é talvez a maior fonte de alegria, mas também é assumir uma das grandes responsabilidades que a vida propõe.
Ah sim, não duvidem disso!
Nisso sou rigoroso e pouco simpático, eu sei, com alguns dos “paizinhos e mãezinhas” que conheço. E que acuso de irresponsáveis, e a justiça deveria julgar. Esse é o dilema fundamental numa sociedade que prega a uma liberalidade sem regras, o "divirta-se cada um na sua", como num pré-apocalipse. Mais grave ainda num momento em que a honradez de figuras públicas (que deveriam ser nossos guias e modelos) é quase uma extravagância. Pais bonzinhos são tão maus para a educação dos seus filhos, como pais indiferentes: o amor não se compra com presentes, nem permitindo tudo e mais alguma coisa, nem fingindo não saber ou não querendo saber, muito menos desviando o olhar quando ele devia estar vigilante.
Quem ama cuida daquilo que é seu: velho princípio inegável, incontornável e imortal, tantas vezes violado.

sábado, 14 de junho de 2008


CONSCIÊNCIA NACIONAL

Paralisação dos camionistas, subida dos combustiveis, carga tributaria em vias de aumento, desemprego em alta... a crise instalou-se de armas e bagagens, e tão cedo nao vai embora!

Caros compatriotas, apesar deste mês de junho andarmos às voltas euforicos -e com justa causa -com a nossa brilhante seleção, já se faz tarde para reflectirmos sobre nosso presente e mais do que duvidoso futuro!
Partamos de um principio de fácil concordância e sem argumentação possivel, estamos mais pobres e cada vez mais endividados... ISTO É UM FACTO!!!
Então sugiro que façamos uma reflexão sobre quem na realidade é o grande responsável por termos chegado a esta perigosíssima e frustante situação. Para isso é necessário medirmos a nossa MATURIDADE PESSOAL e capacidade de aceitação do famoso 'EU'!

Tenho para mim, depois de profunda reflexão, que fomos nós e continuamos a ser nós, portugueses e portuguesas, os primeiros e únicos responsaveis pela situaçao instalada em nosso país, senão vejamos: fomos nos que concordamos com a entrada na CEE (a fáctura já se sabia que ia ser muito alta, ela ai está!); fomos nós que votamos em politicos incompetentes e irresponsáveis mas, principalmente mentirosos, e os colocámos no poder; fomos nós que no final da década de 80, meados de 90, entrámos num consumismo desenfreado e endividamento externo galopante...

Todos estes fáctores e alguns mais que ficam para uma próxima analise, revelam gritante falta de MATURIDADE PESSOAL, pois com estas atitudes criamos e cultivamos aquilo que vulgo se denomina de 'AUTO-ILUSAO' - o que nós pensamos que somos, e o que de fácto nós somos, o que pensamos que fazemos, e o que de facto fazemos...

'FAZ O QUE EU DIGO MAS NAO FAÇAS O QUE EU FAÇO', assim sendo foi fácil começarmos a pensar que estavamos ao nivel dos grandes paises da Comunidade Europeia, e principalmente começámos a não querer executar as ditas tarefas duras, menores (limpezas, construçao, etc)abrindo a porta para a imigração, das ex-colonias em primeira instância, e posteriormente aos cidadãos dos paises de Leste, criando assim mais um problema de carácter social - as famosas bolsas de conflito - que tem uma componente desestabilizadora e fricção constante que so pode terminar em profundas rupturas da nossa ja fragmentada sociedade!
Como podem ler, meus caros compatriotas, criamos uma situação dificílima a qual só nós(portugueses) podemos e devemos fazer frente...
VAMOS ACORDAR DESTE PESADELO!!!
A classe política tem sinalizado, embora timidamente, com a bandeira da mudança e de nova atitude. A iniciativa do Bloco de Esquerda conjuntamente com Manuel Alegre, Carlos Brito e outros mais, são válidas desde que não sejam fruto e não tenham o propósito de fraguementação, revanche e lutas intestinais dentro dos seus partidos, mas sim PENSAR E TRABALHAR POR PORTUGAL!!!
Precisamos que os pensadores de plantão (Pacheco Pereira, Lobo Xavier, Miguel Portas, Manuel Alegre, Carlos Brito e outros mais) desçam do seu pedestal de deuses com pés de barro, arregaçem as mangas e se juntem a nós nesta dificil tarefa de salvar PORTUGAL...

'MÃOS Á OBRA QUE SE FAZ TARDE'!!!
Soou a campainha da última chamada para embarcar-mos todos nesta tarefa, e desafio de salvarmos e reconstruirmos aquilo que é nosso, que um dia sera de nossos filhos!
Portugal, mas principalmente nós temos a obrigaçao de despertar a nossa... CONSCIÊNCIA NACIONAL.

Hugo Brazil - em Fortaleza (Brasil)

TRATADO DE LISBOA

“Ca'ganda derrota, pá!”

Irlandeses rejeitaram Tratado de Lisboa, enjeitando aquela que deveria ser a maior vitória da presidência portuguesa da União Europeia

A República da Irlanda disse não ao Tratado de Lisboa, segundo foi anunciado oficialmente na capital, Dublin. Os resultados oficiais do referendo apontam para um resultado de 53,4% de votos para o não e 46,6% para o sim. Os números finais registam 862415 votos pelo não e 752451 pelo sim.
Depois dos irlandeses rejeitarem o Tratado de Lisboa em referendo, Durão Barroso ainda acredita que o texto tem pernas para andar. De qualquer forma, nem todos pensam assim, podendo mesmo abrir-se uma nova crise na União Europeia. O «Porreiro, pá!» de José Sócrates apertando a mão de Durão Barroso no final da cerimónia em que considerou um dos momentos mais importantes da sua carreira política, poderá sair frustrado.

Um contra... muitos

O presidente da Comissão Europeia defendeu que o Tratado «ainda está vivo» e o processo de ratificação deve prosseguir, aproveitando para lembrar que foi assinado pelos 27 Estados-membros, em Dezembro passado em Lisboa, e que 18 países já o ratificaram. Durão Barroso disse que o resultado negativo da consulta popular é agora «uma responsabilidade conjunta» de todos.
Em todo o caso, deverá cair por terra o maior sucesso da presidência portuguesa da União Europeia no segundo semestre de 2007 e desde sempre apontado por Lisboa como a sua grande prioridade. A perspectiva de entrada em vigor do Tratado de Lisboa a 1 de Janeiro de 2009 veio por fim à crise institucional mais prolongada do processo de integração europeia, iniciada com os referendos negativos à Constituição Europeia na França e na Holanda, em 2005, recorda a agência Lusa.

Chefes de Estado reúnem-se
Agora, os líderes europeu vão encontrar-se em Cimeira durante os dias 19 e 20, altura em que o «não» vai ser avaliado: «Dezoito já aprovaram, um votou contra, devemos continuar o processo de ratificação e encontrar uma resposta colectiva».
Entretanto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão discutir já na segunda-feira, no Luxemburgo, as consequências da vitória do «não» no referendo irlandês, preparando também a Cimeira de chefes de Estado.
«Teremos de avaliar em conjunto, desde logo com o governo irlandês, quais são as opções que nos permitirão sair da situação de crise em que a Europa continuará mergulhada», afirmou à agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

«Tratado morreu»
Numa primeira reacção política, o eurodeputado do BE, Miguel Portas, disse que o «Tratado de Lisboa acabou de morrer» e que a palavra sobre o futuro da Europa deve ser devolvida a todos os cidadãos europeus: «Neste momento o Tratado de Lisboa está morto porque os irlandeses votaram por todos aqueles que o queriam fazer e não puderam».
Miguel Portas recordou que se o Tratado não for ratificado por todos os Estados-membros da União Europeia não pode entrar em vigor, pelo que o BE «não aceita qualquer mudança de regras de jogo» neste momento.
O eurodeputado do BE disse que a palavra sobre o futuro da Europa deve ser devolvida aos cidadãos, por ocasião das eleições para o Parlamento Europeu de 2009: «A decisão final sobre o futuro da Europa deve ficar nas mãos dos cidadãos e não dos Governos».
«Só posso lamentar que os irlandeses, que são dos que mais ganharam com a solidariedade da União Europeia, tenham decidido neste sentido e não percebam a importância de uma Europa coesa e unida», disse à Lusa a líder do grupo socialista português, Edite Estrela, numa opinião partilhada pelo seu homólogo social-democrata, Carlos Coelho. Já o líder da delegação do CDS-PP, Luís Queiró, lembrou que é importante «respeitar as regras do jogo, conhecidas de todos». A eurodeputada comunista Ilda Figueiredo fez questão de felicitar o povo irlandês, «que soube resistir à pressão» em torno do «Sim»: «O Tratado de Lisboa acabou, foi para o caixote do lixo, como o projecto de constituição que tentou ressuscitar».