Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SAÚDE

SIDA MATA QUE SE FARTA



Relatório oficial da ONU e UNICEF é arrasador: Só na África subsariana, a Sida já matou os pais de 12 milhões de crianças.

Cerca de 290 mil crianças com menos de 15 anos morreram vítimas de Sida em 2007, tendo 12,1 milhões perdido os pais pela mesma doença na África subsariana, segundo um relatório comum da Organização Mundial de Saúde, ONUSida e Unicef, recém divulgado. De acordo com o documento As Crianças e a Sida, o tratamento antiretroviral nos países de baixo e médio rendimento chegou a perto de 127 mil crianças seropositivas em 2006, mais 52 300 do que em 2005, ou seja um aumento de 70%. Contudo, estima-se em 290 mil o número de crianças menores de 15 anos que morreram em 2007 devido ao vírus do HIV, tendo a maior parte das 2,1 milhões de crianças seropositivas sido infectadas antes de nascer, durante o parto ou pela amamentação. Segundo o relatório, a proporção das grávidas seropositivas que recebem tratamentos antiretrovirais para reduzir o risco de transmissão do vírus aos seus bebés aumentou em 60% entre 2005 e 2006, mas estima-se que apenas 23% das grávidas com o vírus recebam medicação. Segundo dados do relatório, 50% das crianças infectadas através das suas mães morre antes de completar dois anos. No entanto, no final de 2006, 21 países estavam prestes a alcançar os 80% na prevenção de casos de transmissão do HIV de mãe para filho. Em 2005, apenas 11 países tinham atingido aquele patamar.Em 2007, 5,4 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos estavam infectados com o HIV, sendo que esta faixa etária representou, naquele ano, 40% dos novos casos de infecção na população acima dos 15 anos. Destes, 3,1 milhões são mulheres. O relatório analisa os progressos alcançados na prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho, a nos países de baixo e médio rendimento.

SOCIEDADE

A revolução azul

Capitalismo é um óptimo afrodisíaco... Dez anos depois do lançamento do Viagra, desmoronaram-se tabus, a impotência deixou de ser um fantasma masculino e os laboratórios estoiraram receitas.

Na história da sexualidade humana, ocorreram duas grandes revoluções químicas. A primeira delas surgiu quando foi criada a pílula anticoncepcional, na década de 60, que libertou as mulheres do risco de uma gravidez indesejada. A segunda, deve-se sem dúvida, à entrada do Viagra no mercado farmacêutico. Lançada há dez anos, a pílula azul já livrou milhões de homens do fantasma da impotência e, com isso, promoveu mudanças radicais no comportamento mental e sexual masculino – e feminino. Casais que davam por encerradas as suas relações, e os prazeres do sexo, reencontraram a felicidade em noites de mais amor. Além disso, socialmente, a disfunção eréctil deixou de ser um tabu nas conversas íntimas, entre amigos e nos consultórios médicos.
Em abril de 1998, na imprensa, e na generalidade, as notícias sobre a aprovação do Viagra estampavam em manchetes da capa chamadas como: "A pílula milagrosa". O adjectivo não foi um exagero. Os médicos, investigadores e cientistas ou simples estudiosos sobre o assunto, sempre esperaram pela pílula mágica contra a impotência masculina pelo que ela representava nas relações conjugais e, com o Viagra, chegaram bem perto disso.
O remédio possibilita que 80% dos pacientes recuperem a potência sexual. Antes, o arsenal da medicina contra a disfunção eréctil era muito restrito. E, diga-se, bastante desconfortável e constrangedor – injecções na base do pénis na hora H, supositórios na uretra, próteses e bombas a vácuo, etc. Para além dos distúrbios psicológicos em causa. Com a drageiazinha azul, basta um gole d’água meia hora antes de qualquer tipo de relacionamento acompanhado. O sucesso não poderia ser menos do que instantâneo e absoluto. É famosa até aquela notícia dos exageros americanos: no dia do lançamento, um urologista de Atlanta, nos Estados Unidos, assinou 300 prescrições de Viagra. Hoje, calcula-se que o primeiro medicamento anti-impotência já tenha sido indicado a mais de 35 milhões de homens de 125 países, gerando lucros fabulosos. Na actualidade, existem quatro concorrentes da pílula azul. Em Portugal, o Cialis é o líder de vendas. Motivo: o seu efeito dura 36 horas, contra as seis do Viagra.

Porém, o Viagra além de desmoronar tabus, salvou inúmeros casamentos de um insucesso mais que previsível, mas serviu de desculpa para a dissolução de outros tantos. Homens mais velhos, animados com o novo fôlego sexual, passaram a preferir a companhia de mulheres mais jovens. A coisa chegou a tal ponto que há certas mulheres que boicotam o uso do remédio com elas próprias, por temer que o marido procure outra.
A verdade é que, não são os remédios que acabam com um casamento. Se o relacionamento é saudável, o casal só tem a ganhar com eles. Há, por fim, o drama das mulheres que são, elas próprias, portadoras de alguma disfunção sexual e, por isso mesmo, não conseguem corresponder aos apetites renovados do companheiro.
O impacto do Viagra vai além dos limites da cama. Com os homens mais abertos para falar sobre os seus problemas sexuais, na medicina é mais fácil fazer o diagnóstico de diabetes e da hipertensão. É conhecido que esses distúrbios podem ter a disfunção eréctil como sintoma. Além disso, movidos pelos lucros estratosféricos proporcionados pelas vendas dos medicamentos anti-impotência, os laboratórios estoiraram em receitas geradas pelo lucro, e passaram a investir forte no estudo de outros problemas sexuais que atormentam homens e mulheres.
O Viagra motivou até a corrida pela criação do seu equivalente feminino, contra a frigidez. O capitalismo é mesmo um óptimo afrodisíaco.

domingo, 6 de abril de 2008

CRÓNICA DE DOMINGO

A Esquerda clinicamente morta

Como José Sócrates – um socialista “clinicamente morto”, que está a tentar contabilizar estes três anos de governo dourando a pílula para a sua reeleição como primeiro-ministro, Luis Filipe Menezes assume-se como social democrata – logo, de esquerda (clinicamente morto?).

"Como deixei de ser um esquerdista clinicamente morto." É mais ou menos esse o título de um artigo de David Mamet publicado no Village Voice on line. Para quem desconhece, David Mamet é um dos maiores dramaturgos teatrais dos Estados Unidos. Village Voice é um jornal de Nova York que eu conheço desde que aí estive num seminário de Relações Internacionais, em 1998. E "esquerdista clinicamente morto" é todo o mundo que se intitula de socialista, mas age sem convicção e de forma direitista, considerando-se aquilo que se vê por aí desde que Mário Soares decidiu meter o socialismo na “gaveta”.
David Mamet foi um esquerdista clinicamente morto até o dia em que implicou contra a direcção de uma rádio pública americana. Ele deu-se conta de que as suas antigas ideias políticas já não reflectiam a realidade: do preconceito contra as grandes empresas – cujos produtos ele consumia – ao ódio pelos militares – que arriscavam a vida para o proteger de um mundo hostil. Isto passava-se na América de Bill Clinton.
Ele passou então a questionar o papel do governo, rejeitando o intervencionismo estatal, um dos mitos inabdicáveis dos esquerdistas clinicamente mortos: "Mas, se o governo não intervém, como é que nós, meros seres humanos, o vamos fazer? Eu li, reflecti, e ocorreu-me que tinha a resposta, que é a seguinte: parece que nós simplesmente já sabemos o que fazer".
Para demonstrar isso, David Mamet fez um paralelo com o teatro: "Mudem o director de uma peça teatral e o que acontece? Em geral, menos conflitos no elenco, um período mais curto de ensaios e um resultado melhor com o espectáculo". O teorema de David Mamet pode ser aplicado a todas as esferas da política.
Tal como José Sócrates - um socialista "clinicamente morto", que está a tentar contabilizar estes três anos de governo dourando uma pílula que fez diarreia a milhões de portugueses, ele está a trabalhar para a sua reeleição como primeiro-ministro. Luis Filipe Menezes assume-se como social democrata – logo, de esquerda (clinicamente morto?), e persegue na sua agenda política fazer uma “oposição credível” ao governo. Mas não o consegue dentro de um PSD não social democrata. Resultado: Tirem o Menezes da corrida eleitoral e o que acontece? Menos conflitos, um período mais curto e menos cansativo de campanha e um resultado igual? Estou torcendo para que Filipe Menezes seja o candidato do PSD nas Eleições Legislativas de 2009. Estou torcendo muito. Sem Menezes, o PSD chega ao princípio de um segundo lugar. Com o Menezes, ele chega mais perto do terceiro, que é bem melhor do que “o quinto dos infernos”. Com Menezes é bem melhor do que sem Menezes. Os esquerdistas clinicamente mortos parecem entusiasmados com a candidatura de Sócrates. Eu também. No que se refere à sua candidatura, pode dizer-se que somos todos esquerdistas clinicamente mortos.
Li que Filipe de Menezes se ampara na sua nova situação conjugal para fazer marketing e imagem a usar em seu favor – contra a indefinida e conventual postura solitária de José Sócrates, para se eleger ao Governo. Pelo que entendi, trata-se do principal ponto no início da sua plataforma eleitoral. Quem também em igual período tomou idêntica postura, foi Sá Carneiro. O suficiente para se eleger.
Filipe de Menezes é o Sá Carneiro do Manhattan Connection. Passei a semana em pesquisas a ler sobre isso, para entender como é estar clinicamente morto. Lendo sobre o passado e sobre o futuro. O passado remete a 1993, quando o Manhattan Connection foi exibido pela primeira vez. Em 1993, eu era um jovem jornalista sem leitores. É bom ser um jornalista sem leitores. Pesa pouca responsabilidade, e a gente só pensa ficar para a posteridade. Agora que tenho leitores, a minha vida piorou tremendamente. Eu só penso no futuro, e o futuro é muito mais aborrecido do que a posteridade.
O meu futuro é tentar sobreviver a todos estes esquerdistas clinicamente mortos.
Carlos Ferreira

EDUCAÇÃO

PIOR É IMPOSSÍVEL: ARMAS E FACAS NAS ESCOLAS

Caso do Carolina Michaelis é «insignificante» comparado com outros. Os professores têm o dever de denunciar a violência que se verificar nas escolas. O pequeno crime gera o «grande crime».

O apelo é claro: as escolas, os professores, funcionários ou alunos têm o dever de denunciar as agressões. São crimes públicos e «a impunidade tem de acabar. Faço um apelo aos conselhos executivos, aos professores, para que denunciem os casos de agressões. E que não tenham medo de represálias», disse Pinto Monteiro.
À saída da reunião com o Presidente da República, que está «altamente preocupado e muito bem informado» sobre o que se passa nas escolas, o Procurador-Geral da República lançou um apelo aos «conselhos executivos para denunciar todo os ilícitos criminais». Porque «são os pequenos ilícitos que geram os grandes ilícitos».
Aliás, o caso do liceu Carolina Michaelis «pode ter despertado a atenção de algumas pessoas menos atentas», mas Pinto Monteiro recorda que «há um ano que fala sobre a violência nas escolas»: «Não acordei agora».
Questionado sobre se o Ministério da Educação, que há um ano considerou que o Procurador-Geral da República exagerava nas preocupações, estará agora disposto a olhar com atenção para este problema nas escolas, Pinto Monteiro recusa-se a comentar a posição da 5 de Outubro, mas admite que agora a tutela «esteja mais informada sobre o assunto».

O exemplo do Carolina Michaelis, diz Pinto Monteiro, «é insignificante quando comparado com outras situações bem mais graves»: «Se eu lhe disser que tenho elementos seguros de que há alunos levam pistolas de 635 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas».
«Quando não são os pais que dizem aos filhos para levarem a sua pistola para a escola para se defenderem», contou o Procurador, visivelmente preocupado com a «impunidade» que se vive nas escolas e no país. «Chegámos a esse ponto!»
«Os pequenos crimes não têm sido investigados», diz ainda Pinto Monteiro, frisando uma máxima, já repetida pelo PGR: «São os pequenos ilícitos que geram os grandes ilícitos». Mas Pinto Monteiro ressalva que nunca quis interferir nos «aspectos disciplinares» das escolas, e marca a diferença entre a indisciplina e as agressões a professores e funcionários, que constituem um crime público. E os crimes têm de ser punidos». Pinto Monteiro recorda que a Lei de Política Criminal tem uma norma onde cabe ao PGR fixar as prioridades. E uma das prioridades é a violência escolar. «Cabe à PSP, GNR e PJ, seguir esta norma do Procurador», sublinha Pinto Monteiro.
Pior cenário na educação, é impossível...
Convoquem a cegonha...

Cerca de 800 novos lugares para bebés vão ser criados em creches no Algarve, através de um investimento de aproximadamente 7,5 milhões de euros, no âmbito da segunda fase do PARES.

Os contratos de financiamento assinados no Governo Civil de Faro, em cerimónia presidida pelo secretário de estado da solidariedade social, Pedro Marques, com 15 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) da região, vão permitir ainda a criação de 70 lugares em lares de idosos.
O PARES já aprovou, no âmbito das duas fases, cerca de 400 milhões de euros de investimento em equipamentos sociais, 15 milhões dos quais no Distrito de Faro. A região ultrapassará mesmo a meta definida pelo Governo até 2010, no que concerne à principal prioridade do projecto, nomeadamente aumentar em 50% a rede nacional de creches. Nas duas fases do PARES, Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, já foram aprovados a nível nacional, 16 mil novos lugares nesta valência e cerca de 15 mil na área de apoio a idosos.
“O nosso País estava demasiado atrasado em rede de creches e precisava de ambicionar muito mais para cumprir esta meta Europeia, que conseguiremos ultrapassar, em 2009, praticamente em todo o País”, garantiu Pedro Marques, que salientou o “contributo” do Distrito de Faro, na concretização destas medidas sociais, com a criação de cerca de mil lugares em 24 novos espaços, dois terços dos quais na segunda fase de candidaturas. “A aprovação destes lugares permite que, com a conclusão do PARES, o Distrito de Faro ultrapasse a meta dos 33,8% em rede de creches. Significa que as instituições compreenderam a realidade social em que estão inseridas e perceberam a dimensão estratégica do desenvolvimento destes equipamentos”, frisou o Secretário de Estado, classificando este como o principal “incentivo à natalidade”.

Como complemento ao aumento da rede de creches, o Governo tem implementado prestações sociais como o abono pré-natal, que já abrange cerca de cem mil crianças. Pedro Marques referiu ainda que o PARES conta com dotação orçamental própria, que permitirá a disponibilização de verbas para as obras e posteriores acordos de cooperação, tendo apelado aos parceiros, nomeadamente as câmaras municipais e as instituições envolvidas, que avancem rapidamente com os respectivos processos de construção das futuras creches.
Durante a cerimónia de assinatura dos 15 contratos de financiamento a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, salientou a importância do PARES na resposta às necessidades da região e destacou o “papel fundamental do movimento associativo” vocacionado para esta área, na estruturação de valores para que a palavra solidariedade tenha a sua real correspondência no terreno. “O Governo tem dado um forte impulso na área das politicas sociais e, com este apoio decisivo às famílias, estamos a dar um passo importante para que nasçam mais crianças no nosso País”, disse Isilda Gomes, realçando ainda a importância da intervenção das câmaras municipais na concretização das medidas implementadas pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

sábado, 5 de abril de 2008

ALERTA

PIDE gerou descendência

Passados que são três décadas sobre o 25 de Abril, eis que o comum cidadão descobre que a Revolução dos Cravos, além de outros disparates não acabou com o principal: o “espírito pidesco” inseminado durante décadas nos portugueses.

A perseguição, a repressão e a “bufaria” pela futilidade, estão a ser reabilitadas pelo Governo de José Socrates, que rebuscou nos esconbros da ditadura fascista os embriões apodrecidos deixados pela tenebrosa actuação da PIDE. Com trinta anos de lenta incubação, os óvulos pidescos estão a ser recuperados e testados sob novas roupagens pseudo-democráticas, na actuação de dois organismos-chave estatais – estes, para já – que se estão a tornar num terror desumano para portugueses e estrangeiros: o SEF, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a ASAE, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
Pode este texto parecer que não se querer o controle dos cidadãos estrangeiros em Portugal, nem a racionalidade da oferta destes no mercado de trabalho nacional? Nada disso!
É preciso que isso e muito mais se faça, mas com rosto humano, sem prepotência ou desumanidade, para mais num País onde os nacionais se recusam a fazer determinados trabalhos que só os estrangeiros aceitam, refugiando-se no subsídio de desemprego durante seis meses por ano.
Dizem que a Lei é cega. Mas nós cidadãos não somos, e estamos assistir diariamente a atropelos à lei, fazendo centenas de vítimas entre os pobres imigrantes que não detêm as condições para reclamar ou protestar pelas incongruências da Lei, ou a leviana actuação deste organismo, que não permite sequer o “contraditório” às decisões tomadas.
Onde está a democracia no SEF?

Com a ASAE passa-se o mesmo, mas de contornos caricatos. Será que nós não queremos comer num restaurante que pratique os índices mínimos de higiene alimentar? Nada disso!
Bem pelo contrário.
Só que, a maioria dos funcionários para apresentar serviço feito aos superiores, são autênticos esbirros ao serviço de uma Lei que enferma de adaptação ao País real.
Pela má actuação desses dois organismos, e no caso dos SEF, que capricha nos funcionários incompetentes, desleixados e arrogantes, muitos estrangeiros estão a passar fome, sem casa nem trabalho, foragidos e perseguidos, sem condições mínimas de regressar às suas terras, porque o SEF em devido tempo não deu, nem soube dar, resolução aos seus processos de inserção na sociedade portuguesa, desencorajando-os pela negativa e pelo cansaço, aqueles que afinal sempre acreditaram e desejaram respeitar e integrar-se na Lei. Usar esse comportamento é rescícuos de ditadura, de regime autoritário, um comportamento que não combina com a democracia.
Pelo mesmo motivo, muitos estabelecimentos estão a ser encerrados, outros a entrar em falência rotunda pelas pesadas multas, com exigências descabidas e inapropriadas ao País real que somos, com a ASAE a fazer uma perseguição feroz aos empresários portugueses e estrangeiros.
Por tudo isso, este País está a ficar "pidesco", cada vez mais pobre, e cada vez menos um local aconcelhável para se viver - em democracia, onde os nossos direitos não são defendidos nem respeitados pelo Estado.
Enquanto isso, “determinada” classe de gente está a ficar cada vez mais rica.
Com a miséria dos outros!
Abaixo com o ESPÍRITO PIDESCO!
João de Almeida Ferreira

quinta-feira, 3 de abril de 2008

HOSPITAL DE PORTIMÃO

Urgência do Hospital do Barlavento
"entupida"

O presidente do conselho de administração do Hospital do Barlavento, em Portimão, justificou o "entupimento" do Serviço de Urgência (SU) com a invulgar afluência de pessoas que ali se dirigem com pequenas patologias nos últimos dias.

Desde segunda-feira (31/03) que o Serviço de Urgência tem estado "entupido", com doentes a permanecerem nas macas e em cadeiras de rodas, nos corredores, enquanto aguardam vagas para o internamento, não dispondo o serviço de condições físicas para acolher mais pacientes.
Segundo Luís Batalau, a situação "hoje está mais desanuviada", mas o serviço de urgência "continua a atender, em média, cerca de 200 pacientes por dia, pessoas que apresentam pequenas patologias, como simples dores de garganta ou febre. São situações que não apresentam gravidade e que provocam atrasos no atendimento e o consequente entupimento do serviço", observou o clínico.
O presidente do conselho de administração do Hospital do Barlavento Algarvio, referiu ainda que para melhorar o internamento, seria necessário "resolver os vinte casos sociais que estão devidamente sinalizados de pessoas idosas que estão a ocupar camas, após terem recebido alta médica. São pessoas rejeitadas pelas famílias e cuja situação o hospital não consegue resolver", referiu Luís Batalau.
Como se pode depreender, o Ministério da Saúde não só acautela não estas situações, como nem tem soluções para encaminhar aqueles que, embora não precisem de uma assistência médica imediata, necessitam de acompanhamento continuado.

TELEVISÃO

Ficção portuguesa na televisão pública

Depois de ouvir/ver o programa A Voz do Cidadão subordinado à telenovela "Vila Faia" (segunda versão) e às reclamações de alguns actores e telespectadores sobre o horário em que foi colocada, gostaria de tecer algumas considerações.

Antes de mais, quero dizer que estou de acordo com o argumento apresentado pelo novo director de programas, José Fragoso. Com efeito, não fazia qualquer sentido colocar uma telenovela no "prime time" da RTP-1, uma vez que os dois canais privados em sinal aberto já têm telenovelas (e muitas) nessa faixa horária. A televisão pública deve apresentar uma programação alternativa ao monolitismo programático da SIC e da TVI. Até aqui tudo bem. Agora o que não se compreende foi o que levou a RTP, face a essa circunstância, a apostar numa telenovela e ainda por cima em 'remake'. José Fragoso ainda não tem culpas no cartório pois acabou de ingressar na RTP mas já me parece que se devia pedir uma satisfação ao anterior director de programas, Nuno Santos. Torna-se evidente que a decisão foi totalmente errada, dela resultando um escusado desperdício de recursos, os quais podiam ser utilizados – isso sim – na produção de ficção de outro género, que não existe nos demais canais, e à qual a RTP devia prestar outra atenção, à luz das suas obrigações de serviço público. Estou a referir-me às séries de época sobre figuras e episódios históricos e às adaptações de obras literárias, que curiosamente têm registado um notório desinvestimento depois da saída de Luís Andrade da direcção de programas da RTP-1. No ano em que se comemora o quadricentenário do nascimento dessa grande figura da Cultura Portuguesa que foi o Padre António Vieira, por que razão não se fez/faz uma série filmada sobre o autor? E dado que o Padre António Vieira passou boa parte da sua vida em Terras de Vera Cruz, tal produção até podia ser feita em parceria com uma estação brasileira (a Globo ou outra). Neste caso, já se justificaria de sobremaneira a exibição no horário nobre, ou seja, depois do Telejornal.
Outra sugestão: por que motivo não se fez/faz uma série baseada no romance "Memorial do Convento", de José Saramago? Digo mais: atendendo ao facto do livro estar publicado em muitos países e ser conhecido de muita gente até se podia produzir a série de acordo com determinados requisitos (formato 16:9, possível dobragem noutras línguas como o inglês e o castelhano, etc.) com vista à comercialização junto de outras cadeias de televisão europeias e do resto do mundo. Uma série que, desde que feita com o devido primor artístico e rigor técnico, podia bem representar um bom investimento financeiro para a RTP. É que sendo uma empresa ainda com uma considerável dívida às costas todas as receitas que conseguisse granjear seriam muito bem-vindas. Bem sei que José Saramago não é muito receptivo a adaptações dos seus livros mas tendo já autorizado uma adaptação cinematográfica ("A Jangada de Pedra") e desde que tudo de processasse com o maior profissionalismo e não se desvirtuasse a essência e o espírito do livro, estou certo que ele acabaria por aceitar. Afinal de contas, também ele sairia beneficiado, quer de direitos de autor quer da publicidade gratuita que a série daria ao romance daí resultando mais uns bons milhares de exemplares vendidos por esse mundo fora.
Em conclusão, se o Padre António Vieira e José Saramago fossem ingleses ou italianos, por exemplo, não tenho quaisquer dúvidas de que há muito tempo a BBC ou a RAI haviam produzido as séries a que fiz referência.
Alvaro José Ferreira

EDUCAÇÃO

Geração do Ecrã

Por Alice Vieira, Escritora

Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar...- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas...)
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador. Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano. E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido. Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho. E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar. A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento. E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.

In Jornal de Notícias, 30.3.2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

ASSOCIATIVISMO

ARCA ESCAVACADA

Acusar entidades oficiais de falta de apoio, e anunciar aos jornais o cancelamento de projectos a pretexto do 1º. de Abril, são brincadeiras inadmissíveis para gente séria e crescida!

A irreverência tem limites. E as brincadeiras ou mentiras do 1º. de Abril, por mais tradicionalistas que (alguns) jovens sejam, também. Vem isto a pretexto de um Comunicado oficial da ARCA e enviado para os jornais, cujo teor era falso, e que negligentemente a ARCA só veio desmentir na madrugada do dia seguinte. Brincar com telemóveis nas aulas já nós estamos habituados e sabemos os resultados que dão: a juventude cada vez está mais burra. E essa burrice chega às associações juvenis, transportada pelos irresponsáveis que a pretexto de "muita piada e maluqueira" brincam com coisas sérias. Possivelmente, até com o fogo, pois o trabalho da ARCA nem se tem notabilizado no Algarve, antes parecendo um clube parasitário protegido por determinada cor partidária, o que poderá realmente levar a que as instituições pensem seriamente no destino a dar aos dinheiros públicos mal parados. Neste caso, numa ARCA irresponsável.

Mas leia-se o teor do comunicado:

"Devido a inultrapassáveis dificuldades financeiras, a ARCA, Associação Recreativa e Cultural do Algarve, tomou a decisão de suspender o projecto até que melhores dias venham”, é o que rezava o comunicado emitido pela Associação. A ARCA acrescentava que, “o facto de o Ministério da Cultura ainda não ter aberto este ano as candidaturas para os apoios às associações culturais do Algarve, da Câmara Municipal de Faro nem sequer ter atribuído o apoio anual do ano passados (e este ano já nos ter sido dito que seria muito difícil) e de o próprio Instituto Português da Juventude não ter garantido nos últimos anos os apoios ao associativismo em tempos útil, acrescido do facto de a sede da ARCA ter sido assaltada 4 vezes nas ultimas 2 semanas (não tendo sido roubado nada de valor, apenas forçadas as entradas e, da primeira vez, ter sido levado o fundo de caixa -alguns euros-), além de a ARCA ser uma instituição sem fins lucrativos, em que todos os membros participam de uma forma voluntária e no seu tempo livre, levam a que consideremos que não existam as condições anímicas para que se realize este ano o projecto 'Contos de Liberdade', enriquecendo as comemorações do 25 de Abril". Étc, étc. étc...

Do exposto, resta-nos uma certeza: a ARCA não merece credibilidade e, ainda que sem significativo sucesso, só tem como finalidade gerir o "Comboio dos Loukos"!

SOLIDARIEDADE SOCIAL


PRO INCLUDERE

Associação avança no apoio á área da reclusão

No sentido de ir ao encontro e conhecer a realidade factual sobre a população reclusa, a Associação PRO INCLUDERE vai elaborar um projecto de actuação no terreno subordinado ao tema "Inquérito de Avaliação 2008", o qual visa ficar a conhecer melhor as condições de vida da comunidade prisional algarvia.

Descobrir o passado, perceber o presente para promover o futuro!...

Segundo Raquel Peters, secretária desta Associação, e membro do Grupo de Trabalho que lidera a área da reclusão, do qual fazem parte ainda as sociólogas Patrícia Silva e Cláudia Guedelha, “o levantamento de opiniões, preocupações e necessidades do ser humano desde sempre funcionou como a melhor forma de contornar os obstáculos e promover o seu bem-estar.
Os momentos de mudança podem influenciar o nosso estado de espírito, a percepção daquilo que nos rodeia e o nosso comportamento. Só o conhecimento destas especificidades nos permite adequação de respostas para os problemas sentidos. A PRO INCLUDERE - Associação Portuguesa para a Igualdade de Oportunidades, nasce da necessidade de existir uma escuta activa de todos os cidadãos, seja qual for a sua condição. Existe para a defesa e promoção dos direitos, liberdades e garantias de todos e de cada um e, neste momento, começa a desenvolver a sua acção junto daqueles que se encontram em situação de privação de liberdade. Nesta primeira fase de aproximação e de contacto da associação, o conhecimento do seu percurso de vida, expectativas, desejos e vocações é fundamental e é nesse sentido que solicitamos a sua colaboração para o preenchimento de um questionário que versa este conjunto de temáticas. Terá oportunidade de colocar todas as questões que achar convenientes para esclarecimento de dúvidas e informamos que a sua participação neste estudo é voluntária, sendo toda a informação obtida de natureza confidencial e preservando sempre o seu anonimato durante e após todo este processo.”
Quanto aos objectivos da PRO INCLUDERE na aplicação do questionário, prendem-se com factos de vária ordem, como: “Conhecer e compreender o percurso de vida, interacção indivíduo-sociedade, vocações e perspectiva de futuro da população reclusa; Analisar o suporte e dinâmicas familiares existentes (passado e presente); Possibilitar uma nova narrativa dos acontecimentos de vida, clarificando-os e modificando algumas crenças e convicções disfuncionais em relação a si e aos outros; Encontrar e reflectir sobre as motivações para a conduta delinquente e explorar que outros cenários seriam possíveis (modificação imaginária de conduta); Incentivar no recluso a criação de uma posição pró-activa em todo o processo de reabilitação/reinserção, responsabilizando-o pelas suas acções e opções – Motivação intrínseca; Auxiliar a equipa técnica do Estabelecimento Prisional na construção de Planos de Reinserção Individuais através de pareceres relativos às vocações e capacidades dos reclusos; Facilitar o processo de aceitação dos acontecimentos vividos e estimular a adaptação ao contexto presente do recluso”, entre outros.
Este projecto, que deverá ter o apoio dos Estabelecimentos Prisionais (EP’s), pretende “encontrar linhas orientadoras de acção para o gabinete de Intervenção Psicossocial da PRO INCLUDERE, e não medir apenas o grau de (in)satisfação (que pode ficar enviesado não só pela desejabilidade social como pela tendência para a vitimização excessiva), mas sim pedir à comunidade prisional que reflicta e manifeste a sua opinião, apontando os aspectos a melhorar e outras alternativas ao sistema implantado”, conclui o secretariado da Associação.
SAÚDE VIRTUAL:
A grande conquista do “Governo Sócrates”

Mais de 1200 médicos vão estar online no 1º Encontro Virtual, organizado pela Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, que vai decorrer entre Abril e Junho de 2008.

A globalização ao serviço da aprendizagem e desenvolvimento médico. Presidido pelo Presidente da APMCG, o 1º Congresso Virtual de MGF assenta num projecto pioneiro a nível mundial e pretende ligar médicos de todo o mundo em “rede”, tendo como lema a qualidade científica. O objectivo é claro e passa pela troca de saber e informação, tendo em vista o contínuo desenvolvimento da MGF e um melhor desempenho médico junto do utente.
A adesão revelou-se um sucesso. O congresso conta com cerca de 1200 médicos inscritos, de 57 países diferentes. Para além dos Médicos de MGF, o congresso estende-se ainda a internos da especialidade e estudantes de Medicina. Um congresso realmente global. Desenvolvido através de plataformas virtuais e ao serviço do e-Learning, o congresso conta com a colaboração de médicos de todo o mundo e tem como objectivo a troca de experiências e vivências desta especialidade médica.
“Queremos que o congresso virtual de MGF passe a ser uma referência do e-Learning da MGF, e que possa ser local de trocas de experiências, vivências e divulgação do trabalho desta especialidade médica que é reconhecida universalmente como a base de qualquer sistema integrado de cuidados às populações”, afirmou Fernando Santos, vice-presidente do congresso. Segundo o médico, esta iniciativa não pretende substituir as reuniões presidenciais. “Seremos um complemento permanente”, clarificou. Para o "pai" do Congresso Virtual as expectativas em relação ao evento são cada vez melhores.
Depois de todas as polémicas "reformas" na área da Saúde, com hospitais e centros de Saúde encerrados, esta pode-se considera uma grande conquista do "governo Sócrates": colocar os médicos portugueses em discussão virtual com os estrangeiros!
Se é curioso, poderá aceder ao 1º Congresso Virtual de MGF em: http://www.congressovirtualmgf.com/

domingo, 30 de março de 2008

DIREITOS HUMANOS

Marcados para morrer, pela hipocrisia dos súbditos de Sua Majestade!

Estranho silêncio paira sobre o processo de extradição de dois cidadãos Iranianos que pediram asilo humanitário em Inglaterra.
Um País bem nosso conhecido pelos seus excessos e costumes de libertinagem dos seus cidadãos, que se revela deste modo insensível, e hipócrita, ao subscrever os Direitos Humanos.

O Governo trabalhista britânico foi fortemente criticado pelo jornal "The Independent" por não conceder asilo político a dois cidadãos iranianos (um jovem homossexual e uma lésbica), que solicitaram por temerem uma condenação à morte no seu país. O último caso conhecido diz respeito a Pegah Emambakhsh, uma lésbica de 40 anos que fugiu para a Inglaterra depois da sua companheira ter sido condenada ao apedrejamento no Irão.

Agora, mais de 60 deputados britânicos enviaram um pedido ao primeiro-ministro, Gordon Brown, no qual lhe pedem que se detenha na decisão de deportar Mehdi Kazemi, um homossexual de 19 anos. Kazemi fugiu para a Holanda depois de o Ministério do Interior britânico negar o seu pedido de asilo político no ano passado, e o seu caso está actualmente nas mãos da Justiça holandesa, que deverá decidir se o devolve ao Reino Unido.
"De regresso ao Reino Unido, o jovem gay expõe-se ao risco de ser deportado para o país onde o seu companheiro já foi executado", informa o jornal.

Os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais indicam que há dezenas de pessoas com essa orientação sexual a serem executadas no Irão (foto ao lado), e outros que solicitaram asilo no Reino Unido por temor a sofrer perseguição caso voltem ao Irão. Pegah Emambakhsh chegou ao Reino Unido em 2005, depois de sua companheira ter sido detida pela Polícia de Teerão.
De acordo com a legislação islâmica iraniana, as lésbicas declaradas culpadas de relações sexuais podem ser condenadas a 100 chicotadas, mas, ao terceirodelito desse tipo, a condenação consiste na sua execução. Emambakshsh esteve a ponto de ser deportada em agosto, mas os parlamentares convenceram o Governo a deixá-la por enquanto no país até que se explorasse as diferentes possibilidades de recurso legal contra sua expulsão do país.

No mês passado, o Tribunal de Apelações rejeitou a solicitação que tinha apresentado para uma audiência sobre seu caso. Emambakhsh declarou-se muito "decepcionada" com essa decisão, mas afirmou que recorreria ao Alto Tribunal.
A eurodeputada Sarah Ludford, porta-voz do grupo a favor dos direitos dos homossexuais e lésbicas do Parlamento Europeu, escreveu à ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, pedindo-lhe que revise o casode Kazemi. "Jacqui Smith deve reconhecer e agir levando em conta a ameaça de perseguição e execução à qual estaria exposto Kzami caso ele seja deportado ao Irã", disse Ludford.

Mehdi Kazemi deslocou-se a Londres para estudar inglês em 2004, e durante a sua estadia na capital foi informado de que o seu amigo tinha sido detido pela Polícia iraniana sob a acusação de sodomia e enforcado. Numa conversa por telefone com o seu pai, que está em Teerão, Kazemi soube que o seu amigo antes de ser executado (foto acima), e torturado pela polícia iraniana, ao ser-lhe perguntado nomes de seus ex-namorados, ele, sob tortura, tinha deixado escapar o seu. Cinicamente, o Ministério do Interior britânico argumentou que em todos esses casos, que se os iranianos forem discretos sobre a sua homossexualidade, não serão perseguidos pelas autoridades do seu país.
Os ingleses, que até têm soldados seus naquelas paragens, e que urinam sobre as fotos dos ayatolahs... (foto ao lado), parecem esquecer que, deportar uma pessoa para um país onde ela será executada sem ter cometido nenhum crime, numa óbvia violação dos direitos humanos, é condená-la à morte antecipadamente.

E, mesmo que o Ministério estivesse certo no seu presuposto (hipócrita) - de que "se a pessoa é 'discreta' ela não sofrerá perseguição" (um verdadeiro absurdo!) - nesse caso, e ainda em Inglaterra os dois já estão a ser perseguidos e, pelo que se entende, marcados para morrer.

sexta-feira, 28 de março de 2008

INTERNACIONAL

O terrorismo e o exemplo Australiano

A Austrália é só o maior país da Oceania, ocupando todo o "continente australiano", e várias ilhas adjacentes. O continente-ilha, como a Austrália por vezes é chamada, é banhado pelo Oceano Índico e, tem fronteira marítima com a Indonésia, Timor-Leste e Papua-Nova Guiné, Nova Caledónia e a Nova Zelândia. Muitos deles são muçulmanos.

A capital do país é a cidade de Camberra. Tornou-se independente do Reino Unido em 1910, tem uma população de 21,152 milhões de habitantes, sendo o 53º país mais populoso do mundo. O PIB per capita é de US$32,220, o 15º. maior no mundo A Austrália faz parte do continente mais novo do mundo - a Oceania. Apesar de ser habitada por aborígines há mais de 40.000 anos, somente há 2 séculos se iniciou a sua colonização por europeus. Geograficamente para o mundo a Austrália era um continente invisível, uma vasta terra que estranhamente foi desconsiderada pelos cartógrafos sem nada que justificasse a sua ausência nos mapa-múndi.
Segundo algumas versões, portugueses e holandeses, bem como outros povos, passavam ao largo da costa e, no entanto, nunca acharam convidativo efectuar uma colonização. Foram os ingleses que em 1770 se atreveram a isso. No começo, esta era feita apenas com o objectivo de "esvaziar" as cadeias britânicas. Os condenados, após cumprirem a sua pena já em solo australiano, recebiam uma pequena parcela de terra e ficavam por lá, não regressando ao Reinno Unido. Isso, desde que não houvessem habitantes nativos nelas. Assim, aos poucos foi-se ampliando o domínio dos ex-saqueadores ingleses naquele vasto e desprotegido continente, até que por volta de 1950 o censo mundial estimou a população australiana em menos de 5.000.000 habitantes.

O país é hoje uma nação moderna e multicultural que recebeu, e recebe, imigrantes desde o processo de colonização europeia com início de forma efectiva e duradoura no século XVIII pelo Reino Unido. Por isso, a maioria étnica da população é de origem britânica, porém é significativa outras minorias étnicas como irlandeses, gregos, asiáticos e árabes. A Austrália tornou-se independente do Império Britânico em 1942, mas faz parte da Commonwelth (Comunidade Britânica das Nações) e o seu governo é uma monarquia parlamentista.

Vem tudo isto a propósito do recente discurso do ex-1º Ministro Australiano John Howard à Comunidade Muçulmana. A todos aqueles que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito abertamente para deixarem a Austrália, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas. Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação.
E passamos a citar:
“...Os imigrantes não-australianos, devem adaptar-se. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos. A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade. A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua! A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas.
Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura. Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
Este é o nosso país, a nossa terra, e o nosso estilo de vida, o oferecemo-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana, : 'O DIREITO de PARTIR.' 'Se não são felizes aqui, então PARTAM. Nós não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.”
Foi este o recente e frontal discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana. O mínimo que se poderia desejar, era que o resto da Europa – incluindo Portugal – seguisse o exemplo. Sem complexos de xenofobia nem arrivismos bacocos. Simplesmente como exemplo de uma cidadania no respeito pelos Universais Direitos do Homem.
Talvez entre todos os cidadãos do mundo livre, encontrássemos o meio de falar e espalhar as mesmas verdades. Por exemplo: a comissão Bouchard-Taylor deveria inspirar-se nesta declaração antes de qualquer outra. E que bom seria!
Indignação em Loulé

Para os tempos mais próximos, o Governo cancelou a concretização da Circular Norte para a cidade. “Lado-a-lado" os autarcas do PS e PSD manifestaram a sua indignação.

Durante a sessão camarária, os vereadores do PSD e PS da Câmara Municipal de Loulé votaram, por unanimidade, uma moção de indignação pelo facto do Governo, mais concretamente o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, ter relegado para segundo plano a construção da Circular Norte de Loulé, “uma via tão necessária quanto urgente para a população deste Município”. Neste documento, o executivo municipal justifica este descontentamento “pelo incumprimento do acordo estabelecido para a construção da Circular Norte de Loulé, pela decisão de adiar sine die a concretização de tão importante infra-estrutura rodoviária e pela permanente criação de falsas expectativas que se traduz num mero paliativo que fere a dignidade de todos os munícipes”.
Recorde-se que a concretização desta via estruturante para a cidade e para o Concelho foi um compromisso assumido pelo Governo na década de 90, como contrapartida pela instalação do Aterro Sanitário na Cortelha, e “durante anos foi objecto de inscrição orçamental no PIDDAC do Orçamento Geral do Estado”. Este processo sofreu alguns revezes ao longo do tempo, com vários protocolos e acordos de colaboração entre as Estradas de Portugal e a CCDRAlg, envolvendo várias administrações autárquicas, mas que nunca foram por diante.
Segundo os signatários desta moção, no passado dia 19 de Março, aquando da apresentação pública da requalificação da EN 125, em Loulé, ao ser questionado pelo presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Telecomunicações “referiu que esta empreitada esteve prevista para integrar o projecto ora apresentada (da EN 125) e numa atitude decisória de geometria variável não só a não incluiu como se prepara para anular o concurso de tal empreitada, que decorre desde Junho de 2006, remetendo-a para ‘melhor oportunidade’”.
Para os responsáveis do Município louletano, “os munícipes de Loulé sentem-se penalizados e injustiçados por uma decisão que não atende a uma reivindicação sua mais do que justa, quebrando um compromisso antes assumido e defraudando o seu esforço em prol da região”.Nesta moção é ainda sublinhado o facto de Loulé estar a ser “subalternizado” em relação a outros municípios algarvios como Faro, Olhão, Lagos, Albufeira, Monchique, Lagoa e Silves que irão beneficiar de um conjunto de intervenções ao nível da rede viária previstas fora da requalificação da EN 125. Loulé fica para depois...

quinta-feira, 27 de março de 2008

EXPOSIÇÃO

POR UMA VIDA MELHOR

Uma exposição que é o retrato da emigração portuguesa na década de 60 e 70 feita pelo fotógrafo que denunciou a miséria dos milhares de emigrantes portugueses que partiram para França em busca de uma vida melhor.

Pintor, poeta, escritor, activista social e fotógrafo, Gérald Bloncourt, 81 anos, traz pela primeira vez a Portugal a exposição "Por Uma Vida Melhor" – um retrato histórico do fenómeno social da emigração de portugueses para França, nas décadas de 60 e 70, que contém fotografias nunca publicadas do artista que denunciou em França e também um pouco por todo o mundo as condições indignas, de miséria e exploração que os emigrantes portugueses enfrentavam ao chegar a território francês.
Patente no Museu Colecção Berardo até 18 de Maio, "Por uma Vida Melhor" apresenta-se como um relato inédito e cru das condições indignas que os emigrantes portugueses enfrentavam assim que transpunham os Pirenéus.
Nascido no Haiti, em 1926, e amigo de Cartier Bresson e de Willy Ronis, Gérald Bloncourt fez, no final dos anos 50, uma série de reportagens sobre a emigração portuguesa em França. Esta exposição reúne cerca de 50 fotografias das que Bloncourt efectuou nessas reportagens, imagens que nunca chegaram a ser apresentadas ou publicadas.

Bloncourt trabalhava como repórter freelancer para vários jornais sindicalistas, e durante anos seguiu os “filhos dos grandes descobridores”, acompanhando a chegada dos emigrantes - crianças, mulheres e homens - que fugiam da ditadura de Salazar, ou das más condições de vida em Portugal.
Gérald Bloncourt interessou-se desde logo pelo fenómeno da emigração portuguesa em França, movido pelo seu activismo social que muito cedo, aos 19 anos, lhe valeu a expulsão do seu país natal, o Haiti.
Durante duas décadas, captou emigrantes portugueses instalados em bairros de lata em condições de miséria, e começou a denunciar a sua situação junto de uma imprensa militante deste tipo de causas, como o "La Vie Ouvrière", semanário da Confederação Geral do Trabalho, um poderoso sindicato francês criado em 1906.
A entrada nas fábricas pelas mais altas horas da madrugada, a exploração dos portugueses nos estaleiros de obra, barracas feitas com restos de materiais, crianças na fila da água, ou a brincar nas ruas enlameadas, ilustram uma realidade que Bloncourt testemunhou e que pode pela primeira vez ser apreciada em Portugal.
A exposição dá a conhecer as características do trabalho deste fotógrafo, sublinhando o seu olhar humanista, propondo ainda uma reflexão sobre a questão dos fenómenos de emigração/imigração.

REFORMA FISCAL

EMPRESÁRIOS ESPERAM E DESESPERAM

Os empresários do sector da hotelaria e restauração esperam que o Governo baixe impostos, nivelando pelo que se pratica na visinha Espanha.

Mais de 1.000 empresários, que se vão reunir nas Jornadas da ARESP - Associação da Restauração e Similares de Portugal na FIL, em Lisboa, aguardam, com grande expectativa, que o Primeiro Ministro lhes faça, pessoalmente, o anúncio da descida da taxa do IVA.
No momento em que é anunciado o sucesso da diminuição do défice das contas públicas, abaixo dos 3%, o Sector da Restauração e Bebidas, responsável pela alimentação de 10 milhões de portugueses, com uma grande componente de preços sociais, e de 30 milhões de visitantes estrangeiros, entende que estão reunidas as condições para repor a fiscalidade das empresas a nível de uma competitividade internacional.
A taxa do IVA, superior em 5% ao praticado na vizinha Espanha, tem obrigado ao encerramento de muitas empresas do Sector. O Sector da Restauração e Bebidas, que é responsável por 54,7% do total das receitas turísticas de Portugal, também está desnivelado em 7% relativamente à taxa do IVA do alojamento, que representando 16,3% das receitas turísticas, tem uma taxa de 5%.
Com o acentuar da crise económica, com o aumento dos preços dos produtos alimentares e das energias, com a diminuição do poder de compra dos consumidores, as empresas de restauração e bebidas que estão em crise há vários anos, não suportam mais o sacrifício, imposto pelo primado das finanças públicas sobre a economia real. É a qualidade dos produtos e serviços que está em causa.
Agora, reunidos em Congresso, os empresários esperam que o Primeiro Ministro lhes anuncie finalmente, e pessoalmente, a tão esperada, e justa, reforma fiscal do Sector. Que para alguns já vem muito tarde.

terça-feira, 25 de março de 2008

ALGARVE LITORAL

EN125: 11 Km requalificados

O anunciado projecto da Concessão Algarve Litoral vai requalificar 11 Km da EN125, em Albufeira, mas a cidade continuará estrangulada na sua principal entrada turística.

A Câmara Municipal de Albufeira recebeu o Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, a fim de apresentar a Concessão Algarve Litoral, e a requalificação da Estrada Nacional 125. No concelho de Albufeira, a requalificação da EN125 abrange 11 km e inclui, a implantação de Vias de Serviço em 1km na zona da Guia, Implantação de 3 novas Rotundas (Lagoas, Fontainhas e Pata de Cima), Requalificação entre o Zoomarine e o Nó da Guia e Tratamento Urbano da Travessia da Patã. A requalificação da EN125 contempla ainda a realização de um conjunto de intervenções específicas e direccionadas para o objectivo de reduzir significativamente os níveis de sinistralidade, nomeadamente em locais em que se registaram nos últimos 10 anos 16 vítimas mortais.
No âmbito desta concessão será ainda construído o troço da Estrada Nacional 395 (EN395) entre a Guia e Albufeira com 3,5 km e encontra-se dividido em 2 troços: um correspondente a construção de uma nova variante com 2,5 kms e outro, com 1,0 kms, relativo à beneficiação da actual EN395 entre o Parque de Campismo e a rotunda de acesso ao Centro de Saúde.
A variante a construir, com um perfil transversal tipo de 2x2 vias, inicia-se no nó entre o IC1 e a EN125, o qual irá ser totalmente reformulado, e termina numa rotunda a construir na EN395 existente junto ao Parque de Campismo, fazendo charneira com o projecto a cargo do Programa Polis de Albufeira.
Esta variante vai proporcionar, principalmente, ao tráfego proveniente da A22, do IC1 e da EN125 (Portimão) um acesso mais rápido a Albufeira, evitando que o tráfego tenha que utilizar o Nó de Vale Paraíso da EN125 actualmente bastante congestionado, e um troço da EN395 existente que apresenta características geométricas bastantes reduzidas. O secretário de Estado referiu a importância deste projecto de requalificação que no total da obra nos seus 273 km implica um investimento de 150 milhões de euros, e tem como principal objectivo a redução da sinistralidade. Este mega projecto terá início em 2009, prevendo-se a sua conclusão até ao final de 2010.

segunda-feira, 24 de março de 2008

HOLOCAUSTO


60 ANOS DEPOIS DE AUSCHWITZ

É uma questão de História lembrar que, após o término da 2ª. Guerra Mundial imposta por Adolfo Hitler, quando o Supremo Comandante das Forças Aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas da guerra nos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de documentos e fotos. Fez também com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos, e aí mesmo enterrassem aqueles mortos. E o motivo, ele explicou: "Que se tenha o máximo de documentação de toda esta barbárie - façam filmes - gravem testemunhos - porque, pode muito bem acontecer nalgum ponto ao longo da história, haver algum bastardo que se erga e diga que isto nunca aconteceu!".

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam". (Edmund Burke)

Relembrando
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares com a desculpa de que "ofendia" a população muçulmana, a qual afirma que o Holocausto nunca aconteceu... Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingir o mundo, e o quão facilmente cada país está a deixar-se levar por essa onda.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial. Esta notícia deverá ser lida em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos de fome e humilhados, enquanto a Alemanha e a Rússia olhavam para outras direcções. Agora especialmente, e mais do que nunca, com o Irão (entre outros) sustentando que o "Holocausto é um mito"... Que nunca aconteceu barbaridades como Auschwitz, Birkenau, Dachau, Mauthausen-Gusen, Buchenwald...
Torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça. A intenção, é que tudo isso seja recordado em memória, por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

POLÍTICA NO SEU MELHOR

COMO SE FAZ UM MINISTRO!

Conta-se nos 'mentideros' do governo uma história deliciosa, que a ser verdade (nunca se sabe onde começa a ficção e acaba a realidade) revela bem todo o mundo e engrenagem que envolve a política.

O Primeiro Ministro tem, como todos devem saber, um assessor cultural. Trata-se de um típico intelectual luso, minimalista, de negro sempre vestido, triste, taciturno e crítico de todas as artes, em tempos assessor de... Manuel Maria Carrilho. Chama-se Alexandre Melo, pertence como não podia deixar de ser, ao lobby colorido do PM e é grande amigo de outro célebre crítico de arte, também de negro sempre vestido, cujo nome é António Pinto Ribeiro, antigo funcionário da Gulbenkian e hoje em dia da Culturgest. Sócrates telefonou ao seu assessor a quem pediu que lhe indicasse o nome de alguém para substituir a ex-ministra Isabel Pires de Lima no Ministério da Cultura e o seu assessor, sem hesitar, indicou António Pinto Ribeiro. Logo a seguir, o Melo telefonou ao amigo Pinto Ribeiro a quem preveniu que logo lhe telefonaria José Sócrates a convidá-lo para Ministro da Cultura. Exultaram os dois, e o indigitado futuro ministro ficou de olho e ouvido no telefone à espera de um telefonema que não havia maneira de chegar.
Entretanto, José Sócrates, no seu gabinete, solicita que o ponham em contacto com o Dr. Pinto Ribeiro. A telefonista procede com prontidão visto ter à mão uma lista de todos os funcionários superiores de todos os ministérios, um dos quais é o Dr. JOSÉ ANTÓNIO PINTO RIBEIRO, advogado de formação e profissão, mas exercendo as funções de Presidente da Colecção Berardo no CCB, lugar para onde fôra nomeado por ter sido o advogado intermediário entre o Comendador Joe Berardo e o Primeiro-Ministro por alturas daquela escandalosa história de transferência da chamada Colecção Berardo para o Centro Cultural de Belém! Sócrates cumprimenta-o calorosamente e convida-o para Ministro da Cultura, julgando estar a falar com o outro Pinto Ribeiro, o tal de "agente cultural" que lhe havia sido calorosamente recomendado pelo seu diligente assessor cultural, Alexandre Melo.
Muito à portuguesa o interlocutor a quem por equívoco José Sócrates estava a convidar para Ministro da Cultura respondeu imediatamente que aceitava... "SIM SENHOR, E SEM FAZER QUALQUER PERGUNTA" a Sua Excelência, é claro.
Sócrates desliga o telefone e informa o assessor do facto de ter o Pinto Ribeiro aceite o convite. O assessor dá-lhe parte do seu regozijo e telefona logo a seguir ao amigo para o felicitar. Mas só nesta altura se apercebem ambos de como de enganos e desenganos a vida é feita em Portugal, a tal ponto é feita de ignorantes, trapalhões e imbecis a classe política.
Se assim foi, é uma delícia fazerem-se ministros neste País. Se não passa de ficção... ficará bem numa rábula de revista e, ao contrário de certas nomeações, não faz mal a ninguém.

Portugal dos pequeninos

Na semana do Natal passado, um cliente enviou um email para a VODAFONE a pedir o cancelamento do contrato. A resposta, seria para rir à gargalhada se não demonstrasse o quanto somos pequeninos e pouco profissionais.
Eis a cópia do que se passou:


Cancelamento de contrato- telefone 9145046??

Exmos. Senhores,

Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V...... de M....... Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.

Sem outro assunto,
Alda Teles

RESPOSTA DA VODAFONE

apoiocliente@vodafone.pt <mailto:%20apoiocliente@vodafone.pt> wrote:

Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.

Boas festas. Viva o momento, Now!

Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt
Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.

PS: Para dúvidas relacionadas com o serviço yorn o mail de apoio ao cliente é Heeellp@Yorn.net <mailto:%20Heeellp@Yorn.net> mailto:Heeellp@Yorn.net >>.

NOVO EMAIL DO CLIENTE

-----Original Message-----
Sent: sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005 19:12 To:apoiocliente@vodafone.ptSubject
mailto: apoiocliente@vodafone.ptSubject

Re: Cancelamento de contrato- telefone 9145046??

Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.


SEM COMENTÁRIOS!

domingo, 23 de março de 2008

CINEMA

Filme da Páscoa: Juno - Uma história dos nossos dias

Dirão que se aprova que uma adolescente engravide e dê o seu bebé? Recomendo apenas que a gente abra os olhos e veja em Juno a história de multiplicadas situações dos nossos dias.

Os filmes são como as estações: sinais dos tempos. Por natureza, raramente comento livros ou filmes: estou do outro lado do balcão. Mas leio e escuto da parte dos profissionais, ou amadores, que pensam saber de tudo, demasiadas críticas sobre o assunto. Hoje, apenas dou a minha interpretação da humanidade expressa no filme Juno, candidato aos Óscares de Hollywood como melhor “Melhor Filme do Ano”. Original, provocador, às vezes irritante. Não me interessa se é ou não um "grande filme". Porquê só se assistir aos chamados grandes filmes e só ler as ditas grandes obras de livros?
Para os moralistas, Juno é sem dúvida o elogio da irresponsabilidade: uma adolescente americana engravida quase por acaso, é apoiada pela família, mas resolve entregar o seu bebé a quem julga que poderão ser bons pais. Para os convencionais, será improvável: uma quase-miuda passa pela prova extrema da maternidade, dá a criança, e tudo termina com ela e o namorado cantando num jardim florido. Mas o filme, tal como a adolescente Juno, é singular. Durante todo o tempo nós hesitamos entre castiga-la ou pegar-lhe ao colo. Solitária, ela caminha contra a corrente dos seus colegas nos corredores da escola, expondo-se aos olhares críticos. Surpreende por ser muito mais informada do que o habitual na sua idade. Nada convencional, mas vivendo num lar afectuoso, ela faz amor sem protecção e engravida. Mesmo apoiada pela família, resolve tomar por si as decisões: vai fazer um aborto numa clínica. Protegendo-se da emoção, com a típica arrogância dos assustados, ela fala do bebé como "a coisa" que ela simplesmente vai expelir.

Mas a natureza inclui sentimentos além de hormónios, ou faz hormónios manipular os sentimentos. Dando-se conta de que tem dentro de si uma pessoazinha, "com unhas", Juno desiste do aborto: vai dá-la ao que parece um casal ideal. Responsável, ela sabe que, com o seu namorado de 16 anos, não vai ter condições de criar um filho, e também não quer dar esse encargo à família. Com a bravata típica, ela insiste em que tudo é apenas um processo fisiológico, mas encanta-se quando vê a ecografia da criança, e a madrasta a faz comer comida saudável e lhe pede que não se chegue "perto do microondas".
A certa altura, o casamento dos candidatos à adopção desmorona-se. Primeira reacção nossa (minha): agora ela vai ficar com a criança, ou terá um caso com o futuro pai adoptivo. Mas – um dos seus encantos – o filme tem surpresas: observadora e determinada, vendo a candidata a mãe, já separada do marido, brincando amorosamente com uma criança, Juno decide entregar-lhe o bebé. A princípio impliquei com a cena final: depois de tudo, música, viola e flores? Mas um autor de ficção escreve o que quiser. Uma adolescente nada fútil entrega o seu bebé para adopção num gesto consciente, enquanto aprende a amar o pai dele, um garoto feioso que, segundo ela, é "o tipo mais legal de todos lá na escola". A vida segue: deseja-se que seja boa. Dirão que aprovo que uma adolescente engravide e dê o seu bebé? Não aprovo nem recomendo. Recomendo apenas que a gente abra os olhos e veja em Juno a história de multiplicadas situações dos nossos dias, que ele também é.
Por isso, este filme da Páscoa não ganhou a puritana estatueta de Hollywood.

sexta-feira, 21 de março de 2008

ECONOMIA

Crise vai chegar a produtores de leite portugueses

Parlamento Europeu aprova aumento voluntário de 2% das quotas leiteiras e deixa produtores nacionais preocupados com a futura liberalização do sector.

O Parlamento Europeu aprovou uma proposta que prevê que os Estados-membros da União Europeia possam aumentar voluntariamente em 2% as quotas de produção de leite a partir de 1 de Abril. O sistema actual deverá terminar em 2015 e dar lugar à liberalização do sector. As medidas não agradam aos produtores portugueses, que receiam uma baixa de preços e, em ultima análise, o fim da produção nacional.
O Parlamento Europeu (PE) aprovou uma proposta da Comissão Europeia de aumento de dois por cento nas quotas leiteiras para a campanha de 2008/2009, como forma de fazer face à subida de preços dos lacticínios no mercado. Para satisfazer a crescente procura registada na União Europeia e no mercado mundial, a Comissão Europeia propôs em Dezembro de 2007 um aumento de 2% nas quotas leiteiras a partir de 1 de Abril de 2008, o que se traduzirá num total de 2,84 milhões de toneladas, distribuídas equitativamente pelos 27 Estados-Membros.
O PE propôs que as quotas dos estados-membros sejam aumentadas “numa base voluntária”. A partir de 1 de Abril, Portugal pode assim aumentar voluntariamente a sua produção de leite em 38.971 toneladas - para 1.987.521 toneladas.
A Comissão Europeia também já fez saber que pretende liberalizar em 2015 o sector do leite através do fim do sistema de quotas, o que levou vários países, entre os quais Portugal, a defender um período de transição para preparar o mercado e proteger os pequenos produtores.

quinta-feira, 20 de março de 2008

TELEMÓVEL AO SERVIÇO DE SURDOS

Projecto pioneiro cria linha de emergência

A Associação de Surdos do Algarve (ASA) e o Governo Civil de Faro assinaram um protocolo para a criação de um serviço pioneiro a nível nacional. Trata-se do Projecto Regional “SMS-Voz”, activado desde as 14h00, que permitirá à comunidade surda aceder a uma linha de emergência via telemóvel, através do número 91 112 000.

Durante a cerimónia de assinatura, traduzida em língua gestual e presidida pela Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, a Governadora Civil de Faro considerou que a criação deste novo serviço, a que se associou a Vodafone, constitui “mais um passo para a igualdade de oportunidades para todos”. Isilda Gomes realçou ainda o papel da ASA na concretização deste projecto. “Alertaram-nos para um problema que provavelmente muitos de nós ainda não nos tínhamos apercebido, mas que era de facto limitativo para um grande número de pessoas. Era inaceitável que não existisse um serviço disponível para a comunidade surda aceder ao sistema de socorro e emergência quando esse é um direito de todos os cidadãos”, referiu a Governadora Civil, frisando a intervenção da Secretária de Estado Idália Moniz, na aplicação das políticas do Governo em prol das pessoas portadoras de deficiência.
O Projecto Regional SMS-Voz, que para o presidente da ASA, Bruno Brito, representa um “compromisso muito importante para a comunidade surda”, consiste na instalação de um telemóvel no Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro (CDOS), que funcionará durante 24 horas. O equipamento está acessível a todas as pessoas com problemas ao nível da comunicação, que podem transmitir um pedido de auxílio através de uma mensagem escrita a qual, de acordo com uma tipologia estipulada, identificará a respectiva situação de emergência e permitirá ao CDOS reencaminhar os pedidos para as entidades competentes. A recepção da mensagem enviada será sempre confirmada pelo operador de serviço.
De acordo com a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, este projecto, que permite derrubar mais uma barreira e criar uma nova acessibilidade, será alvo de uma avaliação permanente com vista ao seu alargamento a todo o País, podendo mesmo via a ser adoptado por outros Estados Membros da União Europeia. “Passo a passo vamos conseguindo construir os alicerces para que, pessoas com capacidades diferentes, possam aceder a todos os bens e serviços, dando assim cumprimento à igualdade de oportunidades para todos” referiu Idália Moniz, para quem deve ser a sociedade a adaptar-se aos cidadãos e não o inverso.

quarta-feira, 19 de março de 2008

POLÍTICA NACIONAL

COMO NUNCA ANTES, ATÉ HOJE

ABRIU A CAÇA AO VOTO:
Sócrates promete investimento sem precedentes no plano tecnológico da educação

A Lusa divulgou uma nota onde o primeiro-ministro afirmou que haverá nos próximos anos um investimento sem precedentes no plano tecnológico para a educação, num discurso em que criticou os resultados das políticas educativas dos governos anteriores, incluindo os de Guterres.
José Sócrates discursava no Convento do Beato, em Lisboa, no final de uma cerimónia de assinatura de acordos entre o Governo e 30 empresas de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para a abertura de 300 estágios ao nível do ensino profissionalizante.
Na sua intervenção, feita de improviso, o primeiro-ministro defendeu os resultados das políticas educativas nos últimos dois anos - atribuindo o "sucesso" de haver aumento de alunos e mais sucesso escolar à escola pública e aos professores" - e prometeu que, nos próximos anos, haverá investimento no plano tecnológico da educação "como nunca foram feitos até hoje".
Segundo Sócrates, já no próximo ano lectivo, as escolas terão um aumento da velocidade da Internet em banda larga de 40 para 100 megabytes, as salas estarão equipadas com quadros electrónicos interactivos e, a prazo, o objectivo é ter um computador por cada dois alunos.
Para o reforço da segurança nas escolas, o primeiro-ministro referiu que continuará a ser desenvolvida a videovigilância e os estudantes passarão a pagar todas as suas despesas dentro da escola com o cartão de aluno. "Ainda este ano será lançado o concurso para a requalificação de mais de 30 escolas secundárias. Queremos escolas de vanguarda em todo o país", declarou Sócrates, numa cerimónia que contou com a participação dos ministros da Educação, das Obras Públicas, da Economia e do Ambiente, além de cinco secretários de Estado.