Liberdade e o Direito de Expressão

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Troika" decidiu directrizes

Atraso no pedido de ajuda agravou vida aos portugueses
                                                                                                                    
'Troika' diz que medidas seriam menos restritivas se pedido fosse mais cedo mas PEC foi " bom ponto de partida". Os responsáveis da 'troika' estão convencidos de que não serão necessárias mais medidas de reestruturação económica, para além das que já foram acordadas.
                                           
A 'troika' disse hoje que as medidas anunciadas seriam menos restritivas se o pedido de ajuda tivesse vindo mais cedo, acrescentando no entanto que o PEC chumbado no Parlamento foi um "bom ponto de partida". Numa das conferências de imprensa mais aguardadas pelos portugueses, o responsável que representa a Comissão Europeia nas negociações, Juergen Kroeger, disse que o chamado PEC IV foi "um bom ponto de partida" para a elaboração do plano hoje apresentado mas, ao mesmo tempo, acrescentou que as medidas seriam "menos restritivas nalgumas áreas" se Portugal tivesse pedido ajuda mais cedo. Apesar de tudo, Poul Thomsen, representante do FMI na 'troika', elogiou o Governo, afirmando que "já estava a meio do caminho do que agora foi traçado", mas criticou o PEC chumbado no Parlamento e que provocou eleições antecipadas por este não ser "suficientemente profundo em reformas estruturais", uma vez "que se concentrava apenas em medidas fiscais".
O líder da equipa do FMI disse, em entrevista à agência Lusa, que se o pedido português de auxílio tivesse sido mais rápido teria evitado uma quebra tão profunda na economia portuguesa. "A demora em agir torna sempre as coisas mais difíceis quando finalmente se tomam as medidas. A economia terá de cair antes de recuperar, e se as medidas tivessem sido tomadas antes, este ir para cima e para baixo não teria sido tão profundo", afirmou Poul Thomsen, na entrevista. A 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu deixou um recado claro: a ajuda internacional implica uma redução do rendimento dos particulares nos próximos anos associado a um rigoroso controlo das contas públicas. Para isso, a comissão tripartida está disposta a contribuir com 78 mil milhões de euros durante os próximos três anos, sendo que a União Europeia emprestará 52 mil milhões de euros a uma taxa de 2 por cento mais euribor, enquanto que o FMI ajudará com 26 mil milhões de euros com uma taxa de 3,25 por cento nos próximos três anos e 4,25 por cento a partir do quarto ano.
Poul Thomsen revelou que "mais de metade do empréstimo, perto de dois terços, chegará ainda durante o primeiro ano", sendo que "uma parte chegará com certeza antes de junho". Os responsáveis da 'troika' estão convencidos de que não serão necessárias mais medidas de reestruturação económica, para além das que já foram acordadas. "É um programa abrangente quanto às reformas estruturais se a implementação for bem feita, as metas serão atingidas", disse Juergen Kroeger, referindo-se ao défice nas contas públicas. Perante as eleições a 5 de junho, quer o FMI, quer a Comissão Europeia quer o Banco Central Europeu destacaram a importância de que o próximo governo seja forte para assegurar uma boa aplicação das medidas. "Um governo maioritário, que pode ajudar a trazer uma rápida e determinada implementação do programa, também ajudaria a fazer descer as taxas de juro", afirmou Rasmus Ruffer, que lidera a delegação do Banco Central Europeu. Poul Thomsen sublinhou ainda que o plano desenhado pela 'troika' "é, qualquer que seja o critério, ambicioso e com um forte ritmo de ajustamento", sublinhando a ambição do programa por várias vezes.
                                                         
Ministro da Presidência diz que "acordo não pode agora ser minado por dúvidas e suspeições"
                                                                                                 
O Governo congratulou-se hoje por PSD e CDS terem permitido "desta vez" um consenso alargado sobre o programa de assistência financeira a Portugal, mas advertiu que o acordo não pode agora ser "minado" por "dúvidas e suspeições". Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, falava em conferência de imprensa, depois de o Conselho de Ministros ter aprovado a resolução que delega no ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, as competências para outorgar os instrumentos necessários à concretização do programa de ajustamento económico e financeiro de Portugal.
Na sua declaração inicial, o titular da pasta da Presidência começou por se congratular que PSD e CDS tenham "desta vez" assumido o sentido de responsabilidade ao aceitarem "um consenso político alargado" em torno do acordo celebrado com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (PMI) para assistência financeira da Portugal. No entanto, Pedro Silva Pereira deixou em seguida várias advertências, que se destinaram sobretudo ao PSD. "É agora importante dar por encerrada a fase de negociação. Aquilo que assistimos ainda de algumas declarações de responsáveis políticos, levantando dúvidas e suspeições quanto ao montante do acordo negociado entre o Governo e as instituições internacionais, é uma mensagem que não ajuda o país, que põe em causa o trabalho das instituições internacionais com o Governo e que não é a mensagem que devemos transmitir no plano internacional", avisou o ministro da Presidência. Neste contexto, Pedro Silva Pereira pediu para que na oposição se "valorize" o acordo alcançado "e não pretender desde já minar a confiança nesse acordo estabelecido".
Numa referência a posições assumidas pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, quarta-feira, em entrevista à RTP1, o ministro da Presidência contrapôs que "não é verdade que o acordo preveja a privatização da Caixa Geral de Depósitos (ou de alguma parte do seu capital social), já que a única privatização prevista é do seu setor segurador, havendo ainda a possibilidade de se privatizar outras empresas detidas pela Caixa". "Também não é verdade que, na área do mercado de trabalho, esteja prevista qualquer liberalização dos despedimentos, ou mesmo que a palavra liberalização conste do memorando de entendimento - isso não corresponde à realidade. Tal como não é igualmente verdade que o congelamento das pensões mínimas constasse do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e que tivesse agora sido abandonado", declarou Pedro Silva Pereira, reafirmando que "todas as medidas que constavam do PEC IV constam agora também neste programa de ajuda externa". "Compreendemos que isso possa provocar alguma embaraço àqueles que rejeitaram o PEC IV e agora subscrevem um programa que tem todas as suas medidas, a verdade é que é isso mesmo que acontece", acrescentou Pedro Silva Pereira.
                                                                                                                   
Cavaco diz que o grande desafio do país é recuperação sustentada em investimento verdadeiramente produtivo
                                                                                              
O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que "o grande desafio que se coloca a Portugal é ser capaz de desenvolver uma recuperação económica sustentada em investimento verdadeiramente produtivo, gerador de receitas externas e de emprego". No discurso da sessão de abertura do Congresso do Empreendedor Lusófono, que até sábado decorre na Alfândega do Porto, Cavaco Silva recordou que tem sido uma constante nas suas intervenções "sublinhar a importância da renovação do tecido empresarial". "Este projeto, desenvolvido pelas Associações de Jovens Empresários de diversos Estados-membros da CPLP, demonstra que essa renovação é possível", disse. Questionado no final pelos jornalistas sobre a questão da ajuda externa, o Presidente da República respondeu que estava hoje em trabalho no Porto e sexta-feira em Braga e na Póvoa de Lanhoso, entendendo que não deve "misturar estes trabalhos com declarações sobre o programa de assistência financeira a Portugal". "Quando regressar a Lisboa, amanhã [sexta-feira], falarei sobre os problemas que neste momento preocupam os portugueses", disse. Para Cavaco Silva, "o grande desafio que hoje se coloca a Portugal é ser capaz de desenvolver uma recuperação económica sustentada em investimento verdadeiramente produtivo, gerador de receitas externas e de emprego". "A resposta para se percorrer, com sucesso, o caminho do crescimento das nossas economias assenta em larga medida na ousadia dos agentes económicos, no reforço do investimento privado e associativismo empresarial", defendeu.
O Presidente da República disse ainda que "aquilo que se espera desta geração não são soluções milagrosas, mas sim uma dinâmica refrescada, com novas ideias, novos modos de pensar e de fazer que se traduzam num aumento de produtividade e de competitividade das nossas empresas". "O reconhecimento da Lusofonia enquanto plataforma instrumental de cooperação entre jovens empresários e empreendedores cria um novo espaço de oportunidades para a renovação do tecido empresarial, além de ser, naturalmente, um elemento promotor das relações comerciais", realçou. Segundo o chefe de Estado "tendo em conta a situação de interdependência das economias e das sociedades, que coloca grandes desafios às atuais e futuras gerações, os mais jovens são chamados a desempenhar um papel estratégico na procura de soluções inovadoras". "A aposta na produção de bens transacionáveis e na prestação de serviços capazes de competir nos mercados externos tem de estar na primeira linha das nossas prioridades. As empresas sabem disso", enfatizou. Para Cavaco Silva é necessário "obter ganhos de competitividade através de aumentos de produtividade, de parcerias, do desenvolvimento tecnológico ou da inovação, da criatividade e da diferenciação dos bens e serviços".
                                                                                     
PSD compromete-se com implementação dos objetivos do programa se "como tudo indica" for governo
                                                                                                          
O PSD escreveu hoje uma carta à Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu para formalizar o seu empenho na "prossecução dos objetivos do programa" de ajuda financeira se, "como tudo indica", for eleito governo. "O PSD está profundamente empenhado na implementação dos objetivos do programa se, como tudo indica, for eleito o próximo governo de Portugal", lê-se no documento assinado pelo presidente do partido, Pedro Passos Coelho, cuja cópia foi cedida à agência Lusa. Aprovando a estratégia orçamental e as metas de redução do défice, o PSD refere, todavia, o "limitado acesso à informação, particularmente na clara definição do perímetro contabilístico da Administração Pública", não obstante os "infrutíferos pedidos" do partido a este respeito junto do ministro da Presidência.
Acrescenta ainda que "um futuro governo liderado pelo PSD poderá propor e discutir, no contexto das revisões trimestrais do Programa, alguns ajustamentos ao 'mix' das medidas estabelecidas que não ponham em risco, de forma alguma, a concretização dos objetivos definidos". O partido argumenta que esta flexibilidade "pode ser necessária tendo em conta a incerteza, que se mantém, quanto à situação orçamental e aos reais compromissos do Estado". A carta, com a data de hoje, foi enviada ao comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, ao presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e ao presidente do BCE, Jean Claude Trichet, com conhecimento ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos setores.
                                                                               
Se for Governo, PSD recusará "cortes cegos" nas deduções fiscais, diz Catroga
                                                                                                             
O coordenador do programa eleitoral do PSD, Eduardo Catroga, afirmou hoje que os sociais-democratas, se formarem Governo, vão tentar melhorar o acordo para a ajuda externa a Portugal e recusarão "cortes cegos" nas deduções fiscais. Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, Eduardo Catroga considerou "globalmente positivo" o programa de ajuda externa a Portugal acordado com a "troika" internacional, sobretudo porque, "pela primeira vez, é um programa virado para o crescimento". "Pode ser a base de partida, mas o PSD entende que esta base de partida pode ser melhorada, se for Governo", acrescentou o antigo ministro das Finanças.
Segundo Eduardo Catroga, um dos pontos que podem ser melhorados é o que respeita às deduções fiscais, porque "a 'troika' não está a ver bem o problema" quanto a algumas deduções. "O PSD, se for Governo, vai muito seriamente demonstrar que esta filosofia de cortes cegos não funciona", prometeu. "Por exemplo, devemos ser prudentes em retirar os benefícios fiscais com as despesas de seguros de saúde", considerou Eduardo Catroga, argumentando que "ao desincentivar o financiamento privado do sistema de saúde e os subsistemas que existem dentro do Estado como a ADSE" faz-se aumentar a "pressão sobre o sistema público de saúde". O economista que representou o PSD no acompanhamento do processo de ajuda externa a Portugal voltou a dizer que foi conseguida "margem para que o novo Governo" ajuste as medidas desse programa. Isso poderá ser feito "no quadro das revisões trimestrais, sem prejuízo dos grandes objetivos em termos de variações orçamentais e dos grandes objetivos em termos de reformas estruturais", acrescentou.
                                                                                
Rio e Costa querem reforma "global e sem tabus" nos três níveis de governação
                                                                                                                
Os presidentes das câmaras do Porto e Lisboa defenderam hoje uma reforma administrativa do país "global e sem tabus", que inclua os três patamares de governação e abranja já a regionalização. "Estamos no momento em que devemos olhar para tudo e fazer tudo no seu conjunto. Na reforma que se fizer ao nível dos concelhos e ao nível da freguesia devemos também equacionar a possibilidade de regionalização, de forma a que tudo feche coerentemente, de forma a que tudo encaixe", defendeu Rui Rio. O autarca falava na Conferência "Reorganização Administrativa do País", organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas em parceria com o Jornal de Notícias e a TSF. "Temos de olhar para tudo sem tabus e com espírito de base zero. Equacionar tudo e procurar fazer como deve ser e não apenas alguns ajustamentos", defendeu Rio, que voltou a insistir na necessidade de reformar o regime político saído da revolução de 25 de abril de 1974. Para Rio, a reforma administrativa é uma "pedra muito importante para conferir credibilidade e governabilidade ao sistema", pelo que urge "reequacionar a divisão administrativa do país ao nível dos concelhos, das freguesias e das regiões". Uma vez que, até agora, "o país não teve coragem ou sabedoria" para avançar, Rio defende que se aproveite "o empurrão da 'troika'
O acordo entre o Governo e a 'troika' refere que Portugal terá de reduzir a partir de julho de 2012 o número de autarquias e juntas de freguesias até às eleições autárquicas de 2013. Para o autarca, o "objetivo não pode ser ter mais ou menos concelhos, tem de ser articular tudo isto de forma mais eficaz". Rio diz que também "não temos necessariamente de fazer a regionalização". O que é preciso é "com calma e tranquilidade, mas sem tabus, olhar para tudo e ver como se pode articular tudo de forma mais inteligente". António Costa também defendeu uma "reforma global e sem tabus". Na sua perspetiva, a regionalização deve avançar já e a reforma administrativa "tem de incidir sobre todos os escalões" de governação. "Ou queremos fazer uma mudança de mapas e isso não muda nada ou a reforma administrativa implica uma distribuição de competências e meios. Não é possível olhar só para um escalão do governo e não olhar para todos os outros. A criação de uma autarquia metropolitana e das regiões tem de ser acompanhadas de reforma da administração desconcentrada do estado", observou o autarca lisboeta.
Costa diz defender a regionalização "não para termos mais uma entidade" mas para "racionalizar as milhares de entidades da administração central que existem na sua administração desconcentrada". Para Rui Rio, "só vale a pena" avançar com a regionalização "se com a mesma despesa ou menos se fizer melhor" e, na sua perspetiva, "há condições" para isso. "Temos de fazer! Senão não vale a pena responsabilizar crises internacionais, nem globalizações, nem troika, porque a culpa é nossa!", alertou. Os dois autarcas mostraram-se também de acordo quanto à necessidade de "diferenciar competências" entre diferentes freguesias e autarquias. "O que é válido para Lisboa ou para o Porto serve para Vinhais? Temos de tratar diferente o que é diferente. E quando olhamos para freguesias, é diferente falar de uma rural ou de uma no centro do porto ou Lisboa", avisou Rio.
                                                                                                     
Belmiro de Azevedo: "O que faz falta ao país são pessoas competentes"
                                                                                                                 
O presidente da Sonae, Belmiro de Azevedo, defendeu hoje que Portugal necessita de ter pessoas mais competentes, escusando-se a comentar as medidas já anunciadas do acordo estabelecido com a 'troika' para não entrar em guerras políticas. "Ainda não li nada [sobre as medidas contempladas no âmbito da ajuda internacional] e não quero falar neste momento. Talvez fale amanhã [quinta-feira]. Para não me meter nas guerras políticas só digo que "o que faz falta ao país são pessoas competentes", afirmou à agência Lusa o empresário nortenho, que participou nas Conferências do Estoril. O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira à noite, numa comunicação ao país, que o Governo conseguiu um "bom acordo" com a 'troika' internacional com vista à ajuda financeira a Portugal. O empréstimo será de 78 mil milhões de euros durante três anos e inclui a recapitalização da banca, caso seja necessária. A 'troika' é constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).
                                                                                        
Jean-Claude Trichet diz que plano de ajuda a Portugal ajuda a restaurar a confiança
                                                                                                                       
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) expressou hoje o seu apoio ao programa de apoio financeiro que foi negociado com o Governo português, considerando que contém os "elementos necessários" e que ajudará a restaurar a confiança nos mercados. As declarações de Jean-Claude Trichet, que falava na habitual reunião mensal do BCE, foram divulgadas pela agência Bloomberg. O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira à noite, numa comunicação ao país, que o Governo conseguiu um "bom acordo" com a 'troika' internacional com vista à ajuda financeira a Portugal. O empréstimo será de 78 mil milhões de euros durante três anos e inclui a recapitalização da banca, caso seja necessária. A 'troika' é constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).
                                                                                                             
                                                                                                
                                                                                              

quarta-feira, 4 de maio de 2011

FMI tem plano de empréstimo pronto

“Troika” mostra plano para Portugal amanhã de manhã
                                                                                                               
Está marcada para as 11 horas de amanhã, quinta-feira, a conferência de imprensa da “troika” internacional para dar conta do plano de auxílio a Portugal. O plano vai ser apresentado em Lisboa na representação da Comissão Europeia em Portugal. O acordo entre a “troika” (FMI, BCE e Comissão Europeia) e o Governo implica um “cheque” de 78 mil milhões de euros, a pagar em três anos.
                                            
Bancos ficam com 12 mil milhões de euros, mas dinheiro pode não ser utilizado
                                                                              
Os lucros dos bancos rondam os 2,8 milhões de euros por dia... Mesmo assim, o acordo alcançado com a “troika internacional” agrada ao Banco de Portugal. Dos 78 mil milhões que vão ser emprestados a Portugal, 12 mil destinam-se à banca, mas isso não implica que sejam utilizados. Segundo fonte próxima do Banco de Portugal, este dinheiro fica à disposição dos bancos portugueses para caso de necessidade. Ao que a Lusa apurou, o reforço de capital que é agora exigido, de 9% até ao final deste ano e 10% até ao final de 2012, é visto pelo banco central como algo excessivo – não seria necessário ir tão longe – mas canja e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém… A mesma fonte recorda que a necessidade de reforço já tinha sido antecipada pela instituição liderada por Carlos Costa, que há pouco tempo até recomendou aos bancos que não distribuíssem dividendos. E a banca tem estado a tratar desta matéria. O reforço das garantias do Estado à banca, para 35 mil milhões, é, sabe a Renascença, entendido pelo Banco de Portugal como mais um instrumento de gestão e uma possibilidade de financiamento. É bom que existam opções, mas é preferível que ninguém precise de recorrer a elas. Sobre o crédito mal parado, matéria que mereceu a atenção da “troika” com a imposição de um novo indicador de medição, fonte do banco central minimiza a questão, lembrando que temos um nível de incumprimento bastante baixo.
                                                                   
Estado vai vender BPN sem colocar um preço mínimo
                                                                                                              
RR/Pedro CaeiroJá o grupo CGD será simplificado para aumentar a base de capital do seu ramo bancário". O Estado vai acelerar os prazos para vender o BPN, sem um preço mínimo, esperando encontrar um comprador até ao final de Julho. "Estamos a acelerar esforços para fechar o caso do BPN. Na sequência da privatização mal sucedida em 2010, e tendo em conta a recente deterioração das condições económicas, estamos agora a lançar um processo para vender o banco com prazos acelerados e sem um preço mínimo", indica o memorando de entendimento entre o Governo e a “troika”. Vai ser submetido à Comissão Europeia um novo plano para aprovação no que toca às regras da concorrência. “O nosso objectivos é encontrar um comprador até ao final de Julho de 2011, o mais tardar", acrescenta ainda. Para facilitar a compra, especifica o acordo entre o Governo e a equipa tripartida (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), os três veículos que detêm os "ativos não-'core' foram separados do BPN" e "mais activos poderão ser transferidos para estes veículos como parte das negociações com os potenciais compradores". Uma vez encontrada uma solução, sublinha o texto, as posições da Caixa Geral de Depósitos no BPN e todos os veículos especiais relacionados serão assumidas pelo Estado, "de acordo com um quadro temporal a ser definido". Já sobre a Caixa Geral de Depósitos, banco público sobre o qual o primeiro-ministro adiantou terça-feira que não seria privatizado no âmbito deste acordo, o texto refere que "o grupo CGD será simplificado para aumentar a base de capital do seu ramo bancário".
                                                                     
Subsídio de desemprego reduzido para 18 meses
                                                                                                            
Quem recebe apoios sociais ou subsídios vai ter de declará-los e pagar IRS. O subsídio de desemprego vai passar a ter uma duração de um ano e meio e um tecto máximo de 1.048 euros. Esta é uma das principais alterações previstas no memorando de entendimento alcançado entre a “troika” e o Governo, onde também está previsto que as indemnizações compensatórias por despedimento para os futuros contratados passarão a ser idênticas tanto para contratos sem termo, como para contratos a prazo. Já o período mínimo de contribuições necessário para ter direito ao subsídio de desemprego será reduzido de 15 para 12 meses. As novas regras só vão afectar os futuros desempregados e aproximam a legislação portuguesa ao verificado em países como a Alemanha. Segundo o documento, quem recebe apoios sociais - subsídio de desemprego ou o rendimento social de inserção - vai ter de declarar estes rendimentos para efeitos e IRS e vai passar a ser tributado.
                                                                    
Previstos cortes de trabalhadores na Administração Central e autarquias
                                                                                                                        
Documento inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos. Pelo menos 1% dos trabalhadores da administração central e 2% da administração local e regional vão ter de ser reduzidos anualmente. O memorando de entendimento entre o Governo e a “troika” prevê que até ao final do ano seja implementada uma segunda fase do Programa de Reestruturação da Administração Central (PRACE) e estabelece que até Abril de 2012 será igualmente criado um programa idêntico na administração local, com o objectivo de "aumentar a eficiência e reduzir a dimensão da administração pública em todos os níveis" do Estado. O texto inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos e da administração local, no primeiro caso até ao final do ano e no segundo até Junho de 2012.
                                                                                                                        
Reforma implica fecho de uma em cada cinco repartições fiscais
                                                                                                              
Redução do número de autarquias e freguesias a partir de Julho de 2012 é outras da medidas previstas. O acordo entre o Governo e a “troika” prevê o fecho de uma em cada cinco repartições locais de finanças e que a administração fiscal será constituída por 30% de auditores até ao final de 2012. O texto também indica que "será fortalecida a informação de terceiros para apoiar as auditorias" aos contribuintes. Na vertente organizacional, o acordo prevê a modernização da administração fiscal, com a unificação dos vários serviços de impostos (Direcção Geral de Contribuições e Impostos), alfândegas (Direcção Geral de Alfândegas) e serviços informáticos (Direcção Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiro). No que toca à fraude e evasão fiscal, as partes assumem que até final de Outubro vão preparar um novo plano estratégico para 2012-2014 para a administração fiscal, que inclui "medidas concretas para combater a fraude e evasão fiscais" que não especifica. No campo da justiça, será criada até ao final de 2012 uma "task force de juízes para despachar processos [fiscais] acima de um milhão de euros".
                                                                             
Previstos cortes de trabalhadores na Administração Central e autarquias
                                                                                                                         
Documento inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos. Pelo menos 1% dos trabalhadores da administração central e 2% da administração local e regional, vão ter de ser reduzidos anualmente. O memorando de entendimento entre o Governo e a “troika” prevê que até ao final do ano seja implementada uma segunda fase do Programa de Reestruturação da Administração Central (PRACE) e estabelece que até Abril de 2012 será igualmente criado um programa idêntico na administração local, com o objectivo de "aumentar a eficiência e reduzir a dimensão da administração pública em todos os níveis" do Estado. O texto inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos e da administração local, no primeiro caso até ao final do ano e no segundo até Junho de 2012.
                                                                                   
Militares proibidos de gerar despesa
                                                                                                                             
Em 2010, o Estado inscreveu na sua despesa cerca de mil milhões de euros na compra de dois submarinos. O Governo e a “troika” irão apresentar até ao final do ano uma revisão da Lei da Programação Militar com a intenção de impor tectos de despesa. Segundo o memorando de entendimento, uma das medidas de austeridade pelo lado da despesa é que exista um compromisso para que não se crie nova despesa nas forças militares portuguesas. Até 2014, o acordo prevê também que a área da Defesa reduza o seu pessoal em 10%. Em 2010, o Estado inscreveu na sua despesa cerca de mil milhões de euros na compra de dois submarinos. Na terça-feira, o primeiro-ministro afirmou na sua comunicação ao país que Portugal conseguiu um "bom acordo" e que o empréstimo da “troika” será de 78 mil milhões de euros durante três anos, incluindo a recapitalização da banca, caso seja necessária.
                                                        
IVA e IMI aumentam, mas IMT desce
                                                                                                                      
Os impostos sobre os veículos e o tabaco vão também aumentar. Os proprietários de habitações vão pagar mais IMI a partir de Julho, agravamento compensado por uma baixa do IMT na compra da casa, segundo o acordo entre Governo e a “troika” que impõe também um aumento do IVA. “Os efeitos da subida do IVA, segundo o memorando assinado, IRS e IRC em 2011 vão prolongar-se em 2013”, lê-se no memorando. O agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), antiga contribuição autárquica, vai ser concretizado através da reavaliação do valor patrimonial tributário, que vai começar no segundo semestre deste ano, e do aumento das taxas a partir de 2012. Mas, esta subida vai ser compensada com uma diminuição do imposto sobre as transacções onerosas sobre imóveis (IMT), antiga sisa, pago pelos contribuintes no ato de compra da casa. O acordo prevê também que a lista de bens e serviços sujeitos a taxas reduzidas de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) seja revista este ano, adiando para o próximo Governo a forma como vai implementar este agravamento. Os portugueses vão sentir as facturas mais pesadas a começar pelas da casa.
A “troika” exige agora o aumento do IVA sobre a electricidade e o gás, actualmente estes bens tem uma taxa de 6%. Ainda no IVA haverá alterações nas tabelas dos bens e serviços com taxas reduzida e intermédia, as categorias serão substancialmente alteradas. Para quem tem casa o IMI sobe acabando muitas das isenções neste imposto. Mas também a saúde vai sair mais cara: as taxas moderadoras serão pagas através da condição de recurso, ou seja, paga mais que mais ganha. O reembolso de IRS também vai ser mais pequeno, o corte nas deduções e benefícios fiscais será maior. Na saúde há um corte de 2/3 nas deduções fiscais, mas serão impostos também limites na educação e habitação. Será progressivo por escalão de IRS, mas há as alterações fiscais directas no consumo com aumento do imposto automóvel e sobre o tabaco.
Para as empresas há boas e más notícias. As empresas exportadoras estarão isentas de IVA e terão um programa especial, o "Simplex Export", e todas vão descontar menos para a Segurança Social. A ideia é aumentar a competitividade da economia. Esta redução será compensada pelo aumento do IVA para não pôr em risco o sistema nacional de pensões.
                                                                                     
Estado vai sair da EDP e da REN até final do ano
                                                                                                                             
Memorando de entendimento refere estar planeada "uma aceleração do programa de privatizações". O Estado vai sair do capital da EDP e da REN até ao final do ano, indica o memorando de entendimento entre o Governo e a “troika”, que diz que se houver condições espera privatizar também a TAP até final de 2011. No documento, o Governo e a equipa tripartida (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) referem que está planeada "uma aceleração do programa de privatizações". O plano existente, que vai até 2013, refere o texto, "cobre os transportes (ANA, Aeroportos de Portugal, TAP e a CP Carga), sector da energia (Galp, EDP e REN), comunicações (CTT) e Seguros (Caixa Seguros), bem como várias pequenas empresas", que não especifica. Até agora, o plano visava obter receitas de 5,3 mil milhões de euros até 2013 "com desinvestimento apenas parcial em todas as grandes companhias", indica ainda o texto acrescentando que o que está agora acordado visa "ir ainda mais longe, com um rápido desinvestimento das participações públicas na EDP [eléctrica] e na REN", que gere as redes de transporte de electricidade e gás em Portugal. "Estamos esperançados de que as condições de mercado vão permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final do ano", pode ler-se no texto. Um novo plano de privatizações será preparado até Março de 2012.
                                                                                
Taxas moderadoras aumentam até Setembro
                                                                                                                      
"Troika" e Governo impõem medidas para poupar cerca de 8,8 mil milhões em 2012/13. O acordo entre o Governo e a “troika” prevê um aumento das taxas moderadoras na área da saúde a partir de Setembro, indexando-as à inflação. O memorando de entendimento refere que "serão feitas reformas que aumentarão a eficiência e a efectividade no sector da saúde". Entre outras reformas, "as taxas moderadas serão aumentadas até Setembro de 2011, indexadas à inflação, e a isenções substancialmente reduzidas", refere o documento, acrescentando que, "de forma a proteger os mais vulneráveis", serão colocados no terreno mecanismos de compensação.
O programa de resgate financeiro a Portugal prevê que o orçamento total dos subsistemas de saúde dos trabalhadores do estado sofra um corte de 30% em 2012, seguido de uma redução de 20% em 2013 sendo que devem atingir a autonomia financeira em 2016. A medida abrange a ADSE mas também os subsistemas dos militares e da polícia. Os cortes serão feitos através da redução da contribuição do empregador para a ADSE e do leque dos benefícios. O programa da “troika” prevê ainda uma redução na margem de lucros das farmácias sob os medicamentos e recomenda a prescrição de genéricos, o que deverá ter um contributo de 50 milhões de euros na redução da despesa pública. O programa de resgate financeiro prevê também a introdução de incentivos à mobilidade do pessoal de saúde, incluindo médicos. Por outro lado, o documento refere a necessidade de flexibilizar as horas extraordinárias de forma a permitir reduzir os custos com o trabalho extra em 10% em 2012 e mais 10% em 2013.
Finalmente a “troika” quer obrigar os hospitais públicos a cumprir um plano de pagamento de dívidas e reduzir os custos operacionais em 200 milhões de euros até 2012. Na terça-feira, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou na sua comunicação ao país que Portugal conseguiu um "bom acordo". O empréstimo da “troika” será de 78 mil milhões de euros durante três anos, incluindo a recapitalização da banca, caso seja necessária. Vão ainda ser imposta mais medidas de austeridade entre 2012 e 2013 que permitirão poupar 5,1% do PIB, ou seja, cerca de 8,8 mil milhões de euros. Segundo o texto , dentro das novas medidas de austeridade para este período temporal, o maior esforço de consolidação será feito pelo lado da despesa, já que "3,4% serão pelo lado da despesa e 1,7%pelo lado das receitas".

                                                       

Passos Coelho: Portugal vai ter de ir aos mercados financiar-se já em 2012

                       

O presidente do PSD afirmou hoje que Portugal vai ter de ir aos mercados financiar-se já em 2012 porque a ajuda externa acordada só cobre 80 por cento das necessidades financeiras para esse ano.Numa entrevista à RTP1, Pedro Passos Coelho acrescentou que o empréstimo a Portugal de 78 mil milhões para três anos cobre apenas 40 por cento das necessidades de financiamento em 2013 e que só as necessidades para este ano são cobertas na totalidade. "O que significa que Portugal precisa de cumprir religiosamente este acordo de modo a que possa estar em condições de ir ao mercado financiar-se a partir do segundo ano", considerou. De acordo com o presidente do PSD, esta ajuda externa "é rigorosamente a fatura ou o preço do endividamento dos últimos seis anos em Portugal" resultante dos governos do PS liderados por José Sócrates.

Desde 2005, a dívida pública passou de 80 mil milhões para 160 mil milhões de euros, referiu. Passos Coelho voltou a alegar que, se o PS voltar a ganhar as eleições, não será preciso "mais do que de meio ano para se estar falar da reestruturação da dívida portuguesa, como se fez no caso da Grécia". Nesta entrevista à RTP1, o presidente do PSD acusou o primeiro-ministro de ter lançado a dúvida na opinião pública sobre se o 13.º e o 14.º se iam ou não manter caso o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) fosse chumbado, para agora anunciar que isso não faz parte do programa de ajuda externa acordado pelo Governo. "Foi o primeiro-ministro que veio ameaçar publicamente que podia estar em causa o 13.º e o 14.º mês caso o PEC fosse chumbado e tivesse de se recorrer à ajuda externa. Não se disse por aí, foi o primeiro-ministro que ameaçou", afirmou Passos Coelho.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pode ser verdade, mas... Lançado ao mar?

"Morreu Bin Laden, mas o terrorismo não"
                                                                                                                       
Especialistas alertam para possíveis represálias. Barack Obama anunciou esta madrugada (hora de Lisboa) que Osama bin Laden foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
                                           
José Manuel Anes, director do Observatório para Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, considera que a notícia da morte de bin Laden pode desencadear uma onda de retaliações por parte de pequenos grupos radicais ligados à Al-Qaeda. “É uma boa notícia, mas não é caso para deitarmos foguetes: morreu Bin Laden, mas o terrorismo não morreu. Penso que há o risco deles ensaiarem alguma acção espectacular ou várias de vingança pela morte do herói desse islamismo radical e terrorista”, alerta. O General Loureiro dos Santos, também alerta para as prováveis retaliações. Em declarações à Renascença, este especialista em assuntos militares considera que os principais alvos são os Estados Unidos, a Europa e os países muçulmanos moderados, como a Indonésia, Israel, Arábia Saudita e Índia, onde as medidas de segurança já foram reforçadas.
O rosto do terrorismo mundial: O líder da Al-Qaeda, morto hoje numa operação militar norte-americana no Paquistão, nasceu em Riade, na Arábia Saudita, em 1957. Foi o 17.º filho dos 50 de Mohamed bin Laden, um magnata da construção próximo da família real saudita. A mãe, síria, e o pai mantiveram uma educação islâmica estrita, o que, segundo vários especialistas, acabou por condicionar o futuro de Osama. Pai de cerca de 20 crianças - distribuídos por cinco mulheres -, bin Laden casou-se pela primeira vez com uma prima, aos 17 anos, e usou parte da fortuna para apoiar o combate contra a invasão soviética do Afeganistão, na década de 1980, mantendo-se ao lado do mentor, Abdullah Azzam. No final da guerra, e depois de ter sido recebido na Arábia Saudita como um herói mujahidin, bin Laden forma a Al-Qaeda (A Base). Quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990, a Arábia Saudita virou-se para os Estados Unidos e bin Laden abandonou o país onde nasceu. Seguiu para o Sudão, onde se reuniram muitos dos seus apoiantes.
O nome surge pouco depois relacionado com um grupo da “jihad” islâmica do Egipto, liderado por Ayman al-Zawahiri. Quando o grupo tentou assassinar Hosni Mubarak, em 1995, foi expulso do Sudão. Bin Laden regressou ao Afeganistão, onde, protegido pelo regime talibã, começa a instalar os primeiros acampamentos de treino para as acções globais da Al-Qaeda. O seu nome é relacionado com alguns dos principais ataques terroristas contra os Estados Unidos, incluindo os das embaixadas em Dar es Salaam (Tanzânia) e em Nairobi (Quénia) em 1998 e o ataque contra o USS Cole, em 2000. Bin Laden é considerado o autor moral dos atentados contra as Torres Gémeas em Nova Iorque, em 2001, passando então a ser o principal alvo da "guerra contra o terror", iniciada pelo anterior Presidente norte-americano George W. Bush. Várias vezes, no passado, se chegou a falar da morte de Bin Laden mas, apesar da oferta de uma recompensa de 25 milhões de dólares, nunca foi apanhado. Afinal, morreu hoje numa simples operação militar norte-americana no Paquistão, onde niguém ficou ferido, e só Bin Ladem morreu. O seu corpo foi lançado ao mar, noticiou a imprensa norte-americana.
                                                                       
(Lançado ao mar???
Se nos lembrar-mos da exposição mediática do corpo de Che Guevara quando caíu numa emboscada da CIA, na Bolívia, achamos que isto não passa de um embuste à moda parola do Tio Sam...)
                                                                                                              
Governo e “troika” discutem eventual alargamento de prazos para o défice
                                                                                                                             
Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (uma das instituições que integra a troika), espera que "haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar". O alargamento do prazo para Portugal reduzir o défice está, de facto, a ser discutido entre as autoridades portuguesas e a “troika” que vai decidir o resgate financeiro. O vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, não nega essa hipótese, embora também não a queira comentar. “É uma discussão sempre útil, evidentemente. No contexto das negociações, penso que se chegará a um consenso aceitável, quer para as três instituições que estão envolvidas, quer para Portugal. Espero que haja um consenso que satisfaça as perspectivas das diferentes instituições que estão a negociar”, disse.
Vítor Constâncio, em declarações à imprensa, em Bruxelas, insistiu uma vez mais na necessidade de haver um acordo alargado entre Governo e oposição sobre as medidas de austeridade que vão ser impostas. “Vejo como muito importante, porque Portugal fez o pedido de assistência financeira com um Governo minoritário e a decisão do Ecofin sublinhava que era necessário um consenso nacional mais alargado para permitir que houvesse um compromisso do país em relação ao cumprimento de medidas que se vão estender ao longo dos próximos anos”, acrescenta Constâncio. O défice deve chegar aos 4,6% este ano, aos 3% em 2012 e aos 2% em 2013.
                                                                
Partido finlandês volta a rejeitar apoio a Portugal
                                                                                                     
Extrema-direita finlandesa, terceira classificada nas eleições, afirma ainda que a Grécia e outros países devem reestruturar as suas dívidas. O líder do partido “Verdadeiros Finlandeses”, Timo Soini, afirma que a Finlândia e a União Europeia têm de chegar a um acordo sobre o plano de resgate financeiro a Portugal sem o apoio do seu partido. Citado pela agência financeira Bloomberg, Soini disse ainda que prevê que a Grécia e outros membros do euro tenham de reestruturar as suas dívidas. O líder do partido de extrema-direita, que nas eleições finlandesas de 17 de Abril ficou na terceira posição, disse que as conversações para formar Governo são “sérias”, mas enfatizou a sua oposição ao resgate a Portugal. "Espero que haja um Governo de coligação quando esta questão de Portugal for resolvida. Pode não ser nos próximos dois dias, mas talvez dentro de um mês.
                                                                                          
(Lembrete: Os nossos amigos europeus da Filândia está a precisar que lhe seja recordado, que no final da 2ª. Grande Guerra Mundial estava decrépita e esfomeada, tendo na altura sido ajudade por Portugal com alimentos, vestuário e bens de consumo variados)
                                                                                  
Português apoiado pela fundação Gates investiga cura da SIDA
                                                                                                                    
Projecto visa “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento", refere o investigador. Só 85 em 2.500 candidatos foram seleccionados e um deles é português: o investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, acaba de receber um financiamento de 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados. O programa apoia investigadores em todo o mundo a explorarem formas não ortodoxas para a resolução de problemas de saúde pública em países em vias de desenvolvimento. O projecto do investigador português (intitulado “Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cell”) ambiciona chegar a uma cura contra a SIDA.
Hoje, apesar dos avanços médicos que melhoraram a qualidade de vida dos doentes, não se conhecem formas de erradicar o HIV-1 de um organismo infectado. O financiamento vai permitir “desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento". "Significa também que a ciência básica portuguesa é reconhecida internacionalmente e que pode ser um importante motor de desenvolvimento do país", afirma João Gonçalves, em comunicado. O projecto, desenvolvido em laboratório, vai durar 12 meses. Caso os resultados sejam promissores, o investigador poder ser de novo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, desta vez com um milhão de dólares, para a produção em larga escala das nanopartículas terapêuticas e para testes "in vivo" (em ratinhos e macacos) de eficácia e segurança desta abordagem.
                                                                                
Eleições: O problema está na escolha
                                                                                                               
17 forças políticas concorrem às eleições de 5 de Junho, e CNE confirma que 10 “vão a jogo” em todos os círculos nacionais. São dezassete as forças políticas apresentaram listas para as eleições legislativas de 5 de Junho, mas apenas nove partidos e uma coligação vão candidatar-se a todos os círculos eleitorais, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE). De acordo com a CNE, PS, PSD, CDS-PP, BE, PCTP-MRPP, Movimento Esperança Portugal (MEP), Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Nacional Renovador (PNR) e a CDU (coligação que integra PCP e PEV) apresentaram listas aos 22 círculos. Em 2009, 15 forças apresentaram listas, mas também apenas nove partidos e uma coligação, a CDU, candidataram-se a todos os círculos. Segundo o resultado do sorteio das candidaturas apresentadas nos respectivos tribunais para ordenação dos boletins de voto, divulgado no “site” da CNE, o recém-criado Partido Pelos Animais e Pela Natureza (PAN) apresentou listas em 21 círculos eleitorais. O Partido Trabalhista Português irá concorrer a 19 círculos, ficando de fora nos círculos de Faro, Viana do Castelo e Fora da Europa. O partido Portugal Pró-Vida (PPV) apresentou listas em 12 círculos eleitorais, enquanto o Partido Democrático do Atlântico (PDA) e o Partido Nova Democracia (PND) concorrem em nove círculos. Já o Partido Humanista (PH) e o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS) irão concorrer em oito círculos.
                                                                           
Menos 11 mil bolsas de acção social para estudantes universitários
                                                                                                                                     
Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) atribuiu 64 mil bolsas de acção social a estudantes universitários, menos 11 mil que no ano passado. Muitos pedidos de ajuda ficaram para trás, 40% dos quais porque eram jovens que pertenciam a agregados familiares com património superior a 100 mil euros e que não responderam aos pedidos de esclarecimento que foram feitos. Uma outra fatia dos indeferimentos deve-se à falta de aproveitamento escolar. As regras mudaram este ano e, ao contrário do que acontecia no passado, agora os maus alunos deixam de ter a possibilidade de receber bolsa. Ainda segundo o MCTES, as novas regras permitem agora que cerca de 19 mil estudantes do ensino universitário, politécnico e privado possam receber mais dinheiro. Em alguns casos, trata-se de mais de 700 euros de acréscimo. As novas regras também têm o seu reverso, sendo que cerca de 22 mil alunos viram a verba da bolsa ser reduzida. Para que estas ajudas aos estudantes cheguem em tempo útil, o MCTES, a Direcção-Geral do Ensino Superior e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas decidiram que, a partir do próximo ano lectivo, a candidatura à bolsa passa a ser submetida no início do ano lectivo e os resultados anunciados no arranque das aulas.
                                                                                                                                           
Quatros indivíduos assaltam bar. Cliente e dono foram agredidos e sequestrados
                                                                                                                  
Grupo, que actuou encapuzado, levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora. Um cliente e o proprietário de um bar na freguesia de Maceira, concelho de Leiria, foram agredidos e sequestrados esta madrugada por um grupo de quatro indivíduos que assaltaram o estabelecimento. "A situação passou-se cerca das 2h20, quando quatro indivíduos entraram dentro do estabelecimento, tendo agredido o cliente e o proprietário, que depois amarraram", explicou fonte policial à Lusa, adiantando que pelo menos um dos suspeitos estava munido de uma arma de fogo. O grupo, que actuou encapuzado, "levou o dinheiro das máquinas de diversão e da caixa registadora", tendo ainda furtado um veículo que se encontrava estacionado nas imediações do bar. Passadas duas horas, as duas vítimas conseguiram libertar-se, tendo pedido ajuda à GNR. O grupo é suspeito de estar envolvido num outro assalto a uma perfumaria na vila da Batalha, dado que a viatura que foi vista no local "tem características idênticas à que foi furtada" na Maceira. A investigação está agora sob a alçada do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.
                                                                                                   
                                                                                    
                                                             

domingo, 1 de maio de 2011

Hoje, Dia da Mãe

Homenagem a todas as Mães deste País, e do Mundo!

Crónica de Domingo

Contra a roubalheira do Estado a que chegámos!
                                                                                                                         
Mais do que nunca, TODOS devemos exercer os nossos direitos de cidadania. Por isso, estive atento aos discursos dos ex-Presidentes da República, durante a cerimónia do 25 de Abril, e notei - na minha opinião pessoal, que o mais "radical" foi o do Dr. Jorge Sampaio, o mais "estafado" foi do Dr. M. Soares, o do General Ramalho Eanes fica para a História, (porque não fez ele tudo quanto disse que tinha a fazer?) e o do actual Presidente da República Cavaco Silva, num apelo algo desesperado de "unidade nacional", que foi também um puxão de orelhas a alguns, a quem já devia ter puxado à muito.
                                                      
Mas, e há sempre um "mas", todos eles que discursaram têm também "culpas no cartório" dos males que enunciaram. Deixando para tráz esse espírito de "acerto de contas", penso que não vai ser fácil - disso tenho consciência, resolver todo o emaranhado estado de coisas que derivam de Eleições antecipadas com a entrada do FMI em cena. Mas duma coisa podem ter a certeza, com "estes Srs." europeus, os políticos portugueses não vão brincar como o fizeram com os portugueses. Além de que, todo o dinheiro que o FMI possa introduzir em Portugal terá de ser pago em tempo a determinar e com juros, como é natural nas sociedades capitalistas. Daí, que sejam necessárias boas e rigorosas negociações, para que os portugueses não fiquem agarrados à miséria criada por "ad eternun".
                                                       
Após o tão esperado 25 de Abril, a ilusão de muitos milhares de portugueses deu para servirem o país com honra e dignidade, o que nestes anos todos não se tem visto - essa mesma dignidade - numa certa panoplia da classe politica, assim eles se intitulam! Têm sido escândalos atráz de escândalos, desfalques, falências, fundações, e todo o tipo de tropelias que fazem de um Alves dos Reis, um "aprendiz de feiticeiro". Quando se deu o 25 de Abril de 1974, muitos de nós tiveram esperança no País, que a médio prazo vivêssemos numa sociadade mais igualitária e menos capitalista, com mais liberdade mas também maiores deveres para todos, na saúdem no trabalho e na velhice. Por isso, muitos começaram logo a trabalhar e a investir para assim contribuirem para o seu desenvolvimento sem nunca mais parar, tanto profissionalmente, como socialmente.
                                                                         
Agora, chega a vez de nos interrogar-mos se todos os nossos compatriotas - particularmente os políticos - fizeram o mesmo. Ao ouvirem-se tais discursos, fica-se com mais uma gota de azedume, de angustia, e até de raiva pela esperança vivida que foi frustrada por tais comportamentos irresponsáveis, após se ouvir as palavras de tão grandes e ilustres personalidades que dirigiram os destinos deste País. Homens que nós queremos acreditar que são de carácter, de dignidade, de verdade que é no fundo do que precisamos de ter ao serviço da população. Homens que se ofereceram para a "causa pública" e servir o seu País, para que não se assista à triste realidade de ver os portugueses hoje terem de abandonar as suas famílias, as suas casas e o seu país, como nos anos salazaristas em demanda de uma situação para um futuro melhor.
                                                                                    
Porque o País quer a verdade e procura os verdadeiros valores de uma sociedade democrática. Não queremos divisões, mas sim directivas orientativas para prosseguirmos de forma construtiva a nossa história e assegurarmos o futuro das nossas gerações, que possamos ser respeitados por esse mundo fora, mas acima de tudo pela nossa frágil Europa onde "era" imperioso estar-mos de corpo inteiro. Hoje, assiste-se nessa Europa ao achincalhamento nacional, porque de "bom aluno" nos anos 80, Portugal passou a ser um "crápula playboy".
                                               
Assim, está na altura de darmos o valor exacto ao que se esbanjou e perdeu ao longo destes anos, e - já que não se podem julgar os culpados (porque os há) - recuperarmos a mesma auto-estima que a este pais pertence, com o exemplo e esforço da denominada Classe Política, já que do povo pouco ou nada mais se lhe pode exigir e retirar já. Teríamos que voltar a encher os terrenos do alentejo de pão, saír para o mar a pescar, criar agricultura e pecuária, e deixarmos de importar tudo e mais alguma coisa para não ficarmos com os terrenos aridos que abundam por esse Portugal fora. O desemprego poderá diminuir ao trabalharmos as nossas terras, e Portugal poderá recuperar o seu lugar na história.
                                                                                       
Por tudo o que atrás exponho, e porque sempre me manifestei contra o desperdício de Eleições Antecipadas, podendo muito bem o Presidente da República ter demitido o Governo logo após a rejeição do PEC 4, e tomar a iniciativa de formar um Governo de Salvação Nacional, com iniciativa presidencial, hoje resta lembrar aos políticos que estão agora à frente dos destinos da nação portuguesa - democracia pluri-Partidária - que ficarão com o ónus da glória ou da derrota, e com isso ficarão na história como sendo valorosos e sérios cidadãos ou, o opróbio de crápulas oportunistas que levaram o País ao fosso da miséria, através da mais vil er nojenta forma de sobrevivência: O ROUBO !
                                                                   
Carlos Ferreira
                                                                                                                                               
Nota:
                                                                                                                    
É da mais elementar justiça dedicar especialmente este artigo (como prova de agradecimento) aos mais de 50 emails que recebi esta semana apoiando algumas das minhas últimas crónicas em que me tenho expressado Contra as Eleições Antecipadas, e pela necessidade de um Governo de Salvação Nacional, dando especial relevo aos seguintes leitores que assíduamente me dão a honra da sua leitura e comentários personalizados:
                                                                                      
Antonio Gambetta de Mendonça, António Augusto, Ana Maria Lucas, Antonieta Taborda, Adriano Rio de Carvalho, Agueda Chantre, Albertino Macedo, Bruno Lopes, Carlos Martins, Carlos Soares, Carlos Ferreira da Silva, Carlos Paulo, Francisco Guerreiro, Luciano Balisa Cavaco, Luis Alpalhão, Margarida Baptista, Rogério Berrucho, Rodrigo Condeço, Celia Pinto, Pedro Candeias, Luzia Comédias Carvalho, Joaquim Carvalho, José Costa, Carla Ferraz, Teresa Correia, Diogo Palma, Nuno Elmano da Cruz, Elsa Soares, Pedro Ferreira, Juvenal Garces, Victor Guimarães, Gino Vitalli, Isabel Telinhos, Julio Silveira, Lili Caneças, Vasco Morgado, Leonel Jorge, Luis Miguel Faria, Victor Osorio, Paulo Vasco, Samantha Rox, Rochana Rocha, Marina Mota, Fernando Santos, Rute Rodrigues, e Pedro Stretch (entre outros).