Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Várias

Voluntariado em destaque em Lisboa
                                                                                                      
Conheça os alunos que fazem voluntariado na Chamusca e os voluntários que trabalham no hospital de Viseu. Elza Chambel comenta a Roda do Voluntariado, em Lisboa.
                                                      
Arrancou ontem em Lisboa a volta do voluntariado, iniciativa que durante uma semana marca o inicio do ano europeu dedicado a esta temática. São mais de cem os exemplos que vão ser apresentados, apenas uma amostra deste tipo de acções no nosso país, como explica Elza Chambel presidente do conselho nacional para a promoção do voluntariado: “A mostra é, digamos assim, para fazer o apetite para saber mais. São organizações que vêm mostrar os “seus produtos”. O que é que fazem, como fazem, onde fazem, e que estão disponíveis para trocar impressões com quem lá quiser ir.” Em Portugal há um milhão e meio de voluntários, com um contributo importante para a própria economia nacional.
Até final do ano será feito um novo levantamento do número de voluntários em Portugal. Na Europa são 94 milhões. Três em cada dez europeus faz voluntariado, mas oito em cada dez, consideram importante fazer. Os alunos do Programa Integrado de Educação e Formação vão desenvolver, ao longo do ano, várias acções de voluntariado. Outra vertente cada vez mais necessária do voluntariado manifesta-se nos hospitais. Uma rede de voluntarios dedica o seu tempo a tentar minorar o sofrimento, e por vezes a solidão, dos doentes. Os voluntários ajudam com a alimentação e outros aspectos organizativos. Às vezes basta uma palavra amiga.
                                                                                                                       
Voluntariado não tem preço, mas relatório diz que vale milhões
                                                                                                     
Relatório internacional quantificou, pela primeira vez, o valor económico do voluntariado na Cruz Vermelha Internacional. Quatro mil milhões de euros é o valor estimado do trabalho realizado em 2010 pelos voluntários da Cruz Vermelha Internacional. Os dados foram revelados por um relatório internacional que quantifica, pela primeira vez, o valor económico do voluntariado. O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Barbosa, afirma que esta estimativa dá uma ideia do significativo contributo do voluntariado. O relatório indica que duas em cada mil pessoas em todo o mundo são voluntárias da Cruz Vermelha, o número total de voluntários no mundo é de cerca de 13,1 milhões de pessoas.
                                                                                     
Greve dos transportes com poucos serviços alternativos
                                                                                                      
Próxima semana vai ser de paralisações nos sectores dos transportes e comunicações. A semana de 7 a 11 de Fevereiro vai ser marcada por greves na área dos transportes e comunicações, nomeadamente no sector empresarial do Estado. E ao contrário do que tem acontecido com outras paralisações, em muitos casos não estão previstos transportes alternativos. Em Lisboa, quem usa o Metropolitano o melhor é arranjar outro meio de transporte, para segunda-feira de manhã. A greve prolonga-se até às 11h30 da manhã e o Tribunal Arbitral decidiu que a empresa não teria que garantir transportes alternativos. Quarta-feira é o dia mais preenchido de paralisações. Para a Transtejo, cujos trabalhadores deverão parar três horas por turno, também não há alternativa para atravessar o Tejo. No caso da Carris, com plenário entre as 10h00 da manhã e as 14h00, o Tribunal ainda não decidiu. Na STCP do Porto, a circulação de autocarros também vai ser reduzida devido à realização de um plenário, este autorizado pela empresa.
Na CP, o grande impacto deverá ser na quinta-feira de manhã e até ao meio da tarde, já que os maquinistas têm greve marcada entre as 5h00 e as 9h00, mas todos os trabalhadores que iniciarem o turno nesse período não cumprem o horário de trabalho por inteiro. A paralisação dos outros funcionários, assim como dos da EMEF e da REFER deverá fazer-se sentir ao longo do dia. Finalmente, para dia 11 está prevista a greve da Soflusa. Vão ser duas horas no início de cada turno, o que na prática afecta significativamente a circulação fluvial entre o Barreiro e Lisboa nas horas da manhã e da tarde. Não há novidades quanto à hipótese de serviços alternativos já que o Tribunal Arbitral ainda não decidiu. De referir ainda a greve dos trabalhadores dos CTT: param três horas e meia por turno, na quarta e quinta-feira. Os sindicatos dos transportes e comunicações da CGTP, UGT e independentes marcaram esta semana de luta em protesto contra os cortes salariais decididos pelo Governo para a Função Pública e empresas do sector empresarial do Estado.
                                                                                                         
Reformados vão receber declaração de rendimentos pela Internet
                                                                                                 
Estado pretende poupar cerca de 200 mil euros anuais em cartas. Os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações vão ser obrigados, a partir do próximo ano, a ter acesso à Internet e e-mail. Pois, a declaração de rendimentos para o IRS vai-lhes ser entregue exclusivamente por via electrónica. Este ano, o papel ainda vai chegar através do correio, mas as alterações vão fazer-se sentir já a partir de 2011. Uma medida que o Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas considera violenta já que “podem existir muitas pessoas que ainda não têm acesso a um sistema informático”. Domingos Azevedo fala numa “imposição” por parte do Estado português e recomenda que “antes de se avançar com uma medida destas, com carácter imperativo, deve-se fazer um levantamento no sentido de saber se as pessoas têm ou não meios para a receber.”
Uma opinião partilhada por Casimiro Menezes, presidente do MURPI- Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos que considera que esta deveria ser uma medida facultativa, direccionada apenas àqueles que têm “a possibilidade de fazer a ligação à Caixa Geral de Aposentações através da Internet”. A questão já mereceu comentários por parte da oposição. Jorge Machado, deputado do PCP, exige a alteração imediata da medida uma vez que o que está “em causa é o impedimento de acesso a informação vital para os aposentados portugueses.” Para além do PCP também o CDS e o Bloco de Esquerda já se insurgiram contra esta alteração que vai afectar cerca de 500 mil reformados e que permite ao Estado poupar cerca de 200 mil euros anuais em cartas.
                                                                                                   
Número de contribuinte das crianças necessário no próximo
                                                                                                              
A identificação fiscal não é, contudo, obrigatória nas facturas relativas às despesas com os mais novos. O Ministério das Finanças esclarece: o número de contribuinte das crianças será necessário apenas para a declaração de rendimentos do agregado familiar. Quanto às facturas relativas às despesas com os mais novos, basta que venha a indicação do nome da criança. Sim na declaração e não nas facturas. “Para a entrega de IRS que vai começar agora em Março, [o número de identificação fiscal da criança] apenas tem que ser posto na declaração. As despesas que forem apresentadas para os rendimentos de 2011, a entregar em 2012, tem que ser mencionado o nome dos dependentes sobre os quais sejam feitas essas despesas”, explica Marcelo Castro, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.
"O que se exige é que as facturas sejam, pelo menos, emitidas em nome do sujeito passivo ou membro do agregado familiar a que se reportam", indica a Direcção Geral das Contribuições e Impostos (DGCI), recordando que este é já "o procedimento seguido pela administração fiscal em matéria de análise das provas documentais associadas a despesas invocadas pelos contribuintes nas suas declarações fiscais". As novas regras do código do IRS entram em vigor de imediato. As alterações foram introduzidas pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro (Orçamento do Estado para 2011), no n.º 4 do artigo 13.º e no n.º 6 do artigo 78.º, ambos do Código do IRS. O objectivo do Governo é evitar que, quando os pais estejam divorciados, ambos registem as despesas dos mais novos.
                                                                                                     
Novas regras dirigem-se, sobretudo, aos pais divorciados
                                                                                                              
“Pela experiência que tenho, é uma situação que ocorre ou ocorria frequentemente. Em situação de separação ou divórcio dos pais, a pessoa, apesar de não ter os filhos à guarda, tinha pago aquelas despesas em nome dos filhos e punha lá essas despesas pelos dependentes e depois não havia maneira automática de verificar se essa posição de despesas estava correcta”, afirma Marcelo Castro. O sindicalista admite que as novas regras possam causar estranheza no início, mas acredita que, com o tempo, toda a gente estará habituada ao novo processo e as crianças passarão a ser registadas cada vez mais cedo.
                                                                                  
Invasão desproporcionada ou medida compreensiva?
                                                                                                                           
As opiniões divergem no que toca às novas regras do IRS, que impõem que todas as crianças tenham um número de identificação fiscal. O Governo diz que a obrigação de identificação fiscal para as crianças é uma medida de combate à evasão fiscal. O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas apoia as novas regras, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera-as censuráveis a vários níveis. “Não há desculpa para fazer isto", diz Tiago Caiado Guerreiro. “Não há desculpa para fazer isto. Já não somos indivíduos, somos uma espécie de coisas que contribuem com dinheiro para manter um Estado absolutamente despesista e desproporcionado”, contesta o fiscalista. “Estas coisas começam a acontecer em Portugal por uma razão muito simples: é que, como o Estado pesa mais de 50% da economia, não controla a despesa e dá-se a todo o tipo de abuso e clientelismos, isto já são formas de pressão fiscal sobre as pessoas totalmente desproporcionadas para tentar conseguir manter a receita”, defende. Tiago Caiado Guerreiro considera ainda que o Estado tem outras maneiras, menos invasivas, de controlar a vida dos contribuintes e lembra que “já há legislação” para prevenir que haja abusos, sobretudo, por parte de casais divorciados.
Fiscalista contra-argumenta: já há leis para prever fraudes. “Numa inspecção, isso é particularmente fácil de detectar e é grave, porque ao duplicar as despesas é intencional e é um crime. Já há legislação para prever essa situação”, diz. “Segunda coisa: eu acho que tudo o que tenha a ver com bebés e crianças e exigências desse tipo são manifestamente desproporcionadas e revelam um desejo de controlo de todos os movimentos da vida dos indivíduos”, sublinha. No pólo oposto está o bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingos Azevedo, para quem a medida é bem-vinda e é útil no combate à evasão fiscal. "Estou de acordo" com o objectivo da medida, diz Domingos Azevedo. “Se digo que é um livro para um filho que tenho a estudar, então a factura deverá vir em nome desse filho e com a identificação fiscal desse filho, evitando, dessa forma, que se compre um livro de romance e se diga que é um livro pedagógico”, afirma. “Este é, na minha óptica, o objectivo que a medida pretende colmatar e neste âmbito estou de acordo”, acrescenta.
                                                                                                          
"Quem não deve não teme", considera bastonário
                                                                                                                   
Aos críticos, Domingos Azevedo responde: “Se eu cumpro com a minha obrigação, não devo ter medo das situações que me são impostas para clarificação da verdade dessa mesma obrigação. Como diz o nosso povo, e muito bem, quem não deve não teme. Em Portugal, começámos a ter um problema um bocado complexo: parece que se põe em dúvida tudo e acabamos por fazer a discussão das coisas um bocado aleatoriamente”, contesta. De acordo com as novas regras do Código do IRS, os bebés e as crianças são obrigados a ter número de contribuinte. Este ano, o número terá de ser incluído no Modelo 3 da declaração de rendimentos do agregado familiar (referente a 2010). Durante 2011, as facturas relativas às despesas com os mais novos devem ter a indicação, pelo menos, do nome da criança.
                                                                                        
Novos prazos para entrega da declaração de IRS
                                                                                                                                  
O Governo mudou o calendário, que agora é mais curto e começa em Março. Este ano, o mês de Fevereiro não é sinónimo de entrega de declaração de IRS, uma vez que no Orçamento do Estado para 2010, o Executivo alterou os prazos. Para quem ainda entrega o modelo 3 do IRS em papel e para os trabalhadores por conta de outrem ou pensionistas, o prazo começa a 1 de Março e acaba no fim do mesmo mês. Já pela Internet terá o mês de Abril para o fazer. Para os restantes casos, como trabalhadores independentes, por exemplo, terão Abril para entregar a declaração em papel e Maio para a Internet. São alterações incluídas no Orçamento de Estado deste ano, que introduz também novidades ao nível das deduções e benefícios fiscais, mas só sobre os rendimentos deste ano. Na declaração que ainda vai preencher - relativa a 2010 - pode aproveitar a maioria das facturas e recibos que recolheu, como exemplifica o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro: “Todas as despesas de saúde, de pensões de alimentos, de educação, de formação, os empréstimos para a primeira habitação, as energias renováveis, as rendas para quem não tem casa própria e os PPRs".
                                                                      
Marcelo considera "difícil" que PSD "não tente provocar eleições"
                                                                                       
"Mais de metade do Governo não está em condições para levar uma governação pujante por mais dois anos e meio”, afirma o antigo líder do PSD. Marcelo Rebelo de Sousa considera que será muito difícil que o PSD não tente provocar eleições antecipadas no início de 2012. O antigo líder do Partido Social-Democrata admite que esse cenário será provavelmente positivo para o país, uma vez que o Governo se encontra “muito fragilizado e debilitado” e “encostado ao primeiro-ministro”. “Eu acho que vai ser muito difícil que o PSD deixe passar o período do Orçamento para o ano que vem e que não tente provocar eleições no começo do ano que vem”, prognostica o professor e comentador político. Marcelo Rebelo de Sousa considera que mais de metade do Executivo já não tem condições para terminar o mandato e elenca alguns dos ministérios nessa situação. “Na Administração Interna, o ministro está fragilizadíssimo; Saúde, a ministra está fragilizadíssima; Economia; o ministro, coitado, não existe enquanto ministro da Economia; na Justiça, o ministro é muito talentoso, tenta fazer um equilíbrio, mas sem atar nem desatar o nó. Se começar a percorrer um a um, chega à conclusão que mais de metade do Governo não está em condições para levar uma governação pujante por mais dois anos e meio”, conclui o antigo líder do PSD.
                                                                                    
Marcelo reconhece esforço de Sócrates
                                                                                                 
Marcelo Rebelo de Sousa considera que José Sócrates está a fazer tudo para evitar a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal. O antigo líder do PSD lamenta que as medidas cheguem com seis anos de atraso, mas reconhece o esforço que o primeiro-ministro está a fazer para evitar a intervenção no país do Fundo Europeu de Estabilização e FMI. Marcelo Rebelo de Sousa defende que muito pode depender da cimeira europeia, de amanhã, em Bruxelas. Os líderes europeus devem assumir o compromisso de tomar medidas concretas para garantir que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira terá flexibilidade e capacidade financeira para fornecer apoio adequado ao Euro. É a informação que consta do último projecto de conclusões da cimeira, que está a ser citado pelo jornal “Financial Times”. Não é feita qualquer referência ao eventual reforço da dotação actual do Fundo nem é esclarecido de que forma este pode ser tornado mais flexível. Marcelo Rebelo de Sousa falava à margem do 4º Salão das Viagens de Negócios, em Lisboa.
                                                                                        
PSD espera que congresso do PS crie condições para corte de deputados
                                                                                                             
Social-democrata Miguel Macedo aceita reunir-se com ministro Jorge Lacão. O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, considerou hoje que no próximo Congresso do PS podem ser criadas as condições para o Parlamento aprovar a redução do número de deputados. "É do conhecimento público a realização próxima de um Congresso do PS, e julgo que nesse fórum pode ser que se encontrem as condições políticas dentro do PS para que se venha a viabilizar estas alterações que nós agora propomos", declarou Miguel Macedo aos jornalistas, no Parlamento. Miguel Macedo, que anunciava aos jornalistas ter aceitado o convite do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, para uma reunião a dois sobre a reforma do sistema político, referiu por cinco vezes a ideia de que o próximo Congresso do PS pode ajudar à redução do número de deputados. "Julgo que é útil fazer esta diligência junto Governo e de um alto dirigente do PS, o ministro dos Assuntos Parlamentares, porque não perdemos a esperança de que nesse Congresso do PS, dentro do PS, se criem as condições para podermos prosseguir com esta alteração", disse, numa das vezes.
Mais à frente, o líder parlamentar do PSD apontou o Congresso do PS como "um momento especial que pode fazer avançar este processo. Pode ser um bom momento para que o PS, reflectindo de forma alargada sobre esta matéria, possa encontrar dentro de si as condições necessárias para esta alteração, que, como sabem, carece de dois terços", reforçou. Miguel Macedo frisou que o PSD não quer "desistir deste objectivo" da redução do número de deputados, "que é um objectivo político importante para o partido desde há muitos anos". Sobre o facto de PS e Governo terem afastado a redução do número de deputados defendida pelo ministro Jorge Lacão, o líder parlamentar do PSD não quis fazer comentários, deixando escapar apenas uma observação: "Não me peça para alimentar uma fogueira que já está acesa demais. Não é o meu papel".
Quanto à opção por se reunir com o ministro dos Assuntos parlamentares, e não com o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, justificou: "Nós falamos com quem está disponível, neste momento, para falar". Questionado se o PSD não está a apoiar Jorge Lacão contra Francisco Assis, Miguel Macedo respondeu: "Nesta matéria aquilo que o PSD apoia são as suas propostas, de reforma do sistema político e de redução do número de deputados". Na carta em que o convidou para se reunirem, Jorge Lacão refere que no Programa do Governo este se compromete a rever a lei eleitoral da Assembleia da República "salvaguardando os princípios da proporcionalidade, maior aproximação entre eleitos e eleitores, governabilidade e representatividade, com reconfiguração dos actuais círculos eleitorais". Assinalando essa referência, Miguel Macedo disse que o PSD quer ver criado "um ambiente político que ajude o próprio PS a viabilizar a própria concretização do Programa do Governo".
                                                                                         
Diabetes a crescer em Portugal afecta quase um milhão
                                                                                             
Custos com medicação para a doença “representam entre 0,6% e 0,8% do PIB português”, diz coordenador do Observatório da Diabetes. Portugal tem quase um milhão de diabéticos. O número consta do relatório anual do Observatório da Diabetes, segundo o qual a doença tem aumentado no país ao longo da última década. Em 2001, a diabetes afectava 11,7% da população entre os 20 e os 79 anos. Em 2011, o número situa-se nos 12,3%. “Nos últimos anos, nomeadamente na última década, tem havido um crescimento da diabetes, que nesta altura já se aproxima, entre os diagnosticados e os nãos diagnosticados, de perto de um milhão de pessoas, entre os 20 e os 79 anos”, revela Luís Gardete Correia, coordenador do Observatório da Diabetes.
Em quase todos os países desenvolvidos, a diabetes é a principal causa de cegueira, insuficiência renal e amputação de membros inferiores. Constitui uma das principais causas de morte, sobretudo por implicar um risco significativamente aumentado de doença coronária e de acidente vascular cerebral (AVC).O especialista destaca duas relações importantes: “entre a obesidade e a diabetes” e “entre o nível cultural das pessoas e a diabetes – as pessoas que têm um nível cultural mais baixo têm diabetes e as que têm diabetes têm muito mais complicações”. O relatório fala ainda das crianças e dos jovens com diabetes, de tratamentos e causas e do factor financeiro da doença. “A entrada dos novos medicamentos fez crescer substancialmente a parte dos custos da medicação, que representam entre 0,6% e 0,8% do PIB português”, afirma Luís Gardete Correia. O estudo foi apresentado ontem de manhã em Lisboa.
                                                                                                    
Portugal gasta mil milhões de euros com diabetes
                                                                                                                   
Em testes de glicemia, Portugal gasta 37 milhões de euros. Em internamentos, 400 milhões. Hoje, uma corrida em Lisboa alerta para a importância do exercício físico e da alimentação no controlo e prevenção da diabetes. Os custos associados à diabetes são, em Portugal, de, pelo menos, mil milhões de euros, o equivalente a 7% da despesa em saúde e 0,7% do Produto Interno Produto (PIB) português. Os dados são do coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo, José Manuel Boavida. Mas há mais números. Os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes permitem quantificar o que custa a diabetes: 37 milhões de euros em testes de glicemia (para ver o açúcar no sangue) e 400 milhões de euros em internamentos, além dos medicamentos, cujos gastos ascenderam a 109 milhões de euros em 2008.
Para José Manuel Boavida, os custos da doença só podem ser minorados através de processos de educação estruturados, organizados e coordenados por equipas multidisciplinares. Segundo o responsável, "essa educação permitirá, através do estímulo para a actividade física e para uma alimentação mais saudável, diminuir a necessidade de comprimidos. Enquanto for mais compensador, do ponto de vista do sistema, passar um medicamento do que estar a ensinar um doente é óbvio que [os médicos] vão continuar a medicar, porque lhes sai mais eficaz do ponto de vista de ver mais doentes", comenta. Mas, alerta, "se a tónica são os números de ver mais doentes os resultados serão desastrosos ao nível dos custos dos medicamentos".
                                                                                               
Dia Mundial da Diabetes assinalado com corrida em Lisboa
                                                                                                                              
O Dia Mundial da Diabetes assinala-se este domingo com a primeira "Corrida pela Diabetes", que pretende alertar as pessoas para uma doença que atinge cerca de 900 mil pessoas em Portugal, das quais 400 mil não estarão diagnosticadas. Para assinalar a data, realiza-se esta manhã, em Lisboa, uma corrida que vem provar que o desporto não faz mal a quem sofre da doença. Há mesmo quem faça desporto profissional, porque a Diabetes não é obstáculo ao exercício. Hugo Oliveira, de 17 anos, é jogador da selecção nacional de Voleibol e treina em Resende. Açoriano, veio para o Continente em busca de um sonho que foi concretizado, sem que a diabetes o impedisse. Diagnosticada a doença aos nove anos, o jovem desportista recorda que os primeiros tempos não foram fáceis, mas depressa se adaptou a uma nova rotina. A primeira corrida pela diabetes, organizada pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), a Sociedade Portuguesa de Diabetologia e a Fundação Ernesto Roma, tem início às 10 horas, da Rua da Escola Politécnica aos Restauradores, em Lisboa.
                                                                                           
Diabetes é a quarta causa de morte nos países desenvolvidos
                                                                                                                    
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo excesso de glicose no sangue e produção deficiente de insulina pelo pâncreas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a quarta causa de morte na maioria dos países desenvolvidos, morrendo a cada 10 segundos uma pessoa vítima da doença. Prevê-se que os índices de mortalidade aumentem 25% na próxima década, caso não sejam tomadas as medidas necessárias para travar o avanço da epidemia, pondo em causa a actual esperança média de vida, alerta a OMS, lembrando que esta doença tem graves implicações a nível cardiovascular, renal, de amputações e cegueira. O exercício físico e a alimentação saudável são duas maneiras importantes de controlar e prevenir a doença. "O combate à diabetes não depende só dos profissionais de saúde. É imprescindível envolver todas as estruturas da sociedade civil e investir na prevenção e no controlo da diabetes através da sensibilização da população", afirma o presidente da APDP, Luís Gardete Correia.
                                                                                                              
                                                                                                

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Ipad nunca substituirá o jornal...
                                             

Várias

Primeiro jornal exclusivo para Ipad foi lançado
                                                                                                                                
Publicação obrigou a um investimento inicial de 23 milhões de euros. O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha.
                                           
“The Daily”, é o primeiro jornal feito exclusivamente para Ipad, foi apresentado ontem no Museu Guggenheim, em Nova Iorque. O lançamento da publicação, que pertence ao grupo News Corp, tinha estado agendada para dia 19 de Janeiro, mas foi adiada de modo a que a Apple concluísse um novo sistema de subscrição para implementar o jornal. A apresentação foi feita por Robert Murdoch, presidente da News Corp., e por Eddy Cue, vice-presidente da Apple para a área da internet. O título é diário e obrigou a um investimento inicial de cerca de 23 milhões de euros.
                                                                    
iPad em Portugal com preços entre os 499 e 799 euros
                                                                                 
O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha. O iPad está à venda em Portugal com preços entre os 499 euros (versão de 16 gigas só com wi-fi) e os 799 euros (versão de 64 gigas com 3G e wi-fi). O "tablet" da Apple foi alvo de um lançamento especial numa superfície comercial de Lisboa, ainda que o evento tenha sido marcado inicialmente para a meia-noite. As versões do iPad sem 3G e só com wi-fi vão custar 499 euros (16 gigas), 599 euros (32 gigas) e 699 euros (64 gigas). Já as versões com 3G custam mais 100 euros em cada um dos modelos: a versão 3G com 16 gigas vai custar 599 euros, a de 32 gigas com 3G vai situar-se nos 699 euros e a versão mais cara - 64 gigas com 3G - vai custar 799 euros.
O lançamento oficial do iPad na loja da Worten, no Colombo (Lisboa), foi adiado. Inicialmente marcado para as 00h00, o evento passou para as 9h00 de amanhã, dia 30. O iPad foi apresentado nos Estados Unidos em Janeiro deste ano, mas só chega ao mercado português nas vésperas de Dezembro. Actualmente, já circulam na Net rumores sobre a próxima geração do iPad, cuja apresentação deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2011.
O Galaxy Tab, da Samsung, foi o primeiro "tablet" lançado em Portugal. A nível internacional, está previsto o lançamento do Playbook no próximo ano, "tablet" que vai ser colocado no mercado pela RIM, empresa responsável pela marca "Blackberry". Os portugueses vão pagar mais pelo iPad do que os vizinhos espanhóis, embora a diferença não seja substancial. Na versão mais barata, o iPad de 16 gigas só com wi-fi custa 488 euros em Espanha, menos 11 euros que em Portugal. Esta é a maior diferença de preços, sendo que a menor é de apenas seis euros e regista-se na versão mais cara - a de 64 gigas com 3G -, que em Espanha custa 793 euros, por oposição aos 799 euros praticados em Portugal.
                                                                                            
Violência laboral está a aumentar na União Europeia
                                                                                                    
Portugueses são dos mais preocupados com o problema, conclui estudo internacional. A violência laboral está a aumentar na União Europeia (UE). A conclusão é de um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, agora divulgado. Há sectores mais afectados, mas a situação varia conforme os países e os portugueses são dos mais preocupados com a intimidação, bullying e assédio no trabalho. O estudo europeu revela que a violência nos locais de trabalho está a aumentar e em muitos casos, concretizada por terceiros: entre 5% e 20% dos trabalhadores sentem-se afectados pelos utentes, sobretudo nos sectores da saúde, assistência social, educação e serviços públicos.
O Relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho reúne vários estudos europeus e nacionais. O último é do ano passado e nele os portugueses mostram-se dos mais preocupados com o aumento da violência e do assédio, logo atrás dos turcos. Os nórdicos são os que menos razões têm para se preocupar. Os métodos usados são diferentes, mas as conclusões são muito próximas. E revelam que as mulheres, os mais jovens e os que têm contratos precários são alvos preferenciais da violência ou ameaças de terceiros. E também, de ameaças e de assédio sexual. O estudo revela também que há factores que favorecem a violência de terceiros, nomeadamente ter dinheiro ou valores à guarda, trabalhar em contacto com o público, prestar cuidados na área da saúde, educação, serviços prisionais ou de inspecção, trabalhar sozinho, sem local definido, à noite e de manhã cedo ou em locais perigosos.
Os principais alvos do assédio sexual são as mulheres, sobretudo, entre os 15 e 29 anos. O sector da saúde também é dos mais problemáticos e a situação piora em ambientes de trabalho dominados por homens. A intimidação, o bullying e o assédio têm consequências para as vítimas, mas também para as empresas e a sociedade. A violência física geralmente faz crescer o absentismo, as baixas por doença, os trabalhadores estão menos motivados e produzem menos. Isso aumenta os custos nacionais com saúde, reduz a produtividade, favorece as reformas antecipadas e tem prejuízos para a economia dos respectivos países. E no caso do assédio – sexual e moral – a pressão e a humilhação crescentes podem levar a reacções extremas, como o suicídio.
                                                     
PS não quer reduzir os "tachos"...
                                                                                                                       
O PS e PSD estão de candeias às avessas por causa da redução de deputados. O tema voltou ontem de tarde a ser discutido na Assembleia da República com os sociais-democratas a criticarem as diferentes posições dos socialistas. Afinal, o PS parece não estar interessado na redução do número de deputados, tal como defendeu, a título pessoal, o ministro Jorge Lacão numa entrevista que deu esta semana ao "Diário Económico". Ontem, no Parlamento, o líder parlamentar Francisco Assis afirmou que não vê vantagens nessa redução e nem sequer irá analisar qualquer proposta nesse sentido, o que provocou de imediato críticas na bancada social-democrata.
"Não tencionamos apresentar, nem tencionamos viabilizar qualquer iniciativa que vise pôr em causa o número de deputados actualmente existentes no Parlamento", disse Assis. É que – ontem mesmo – o PSD tinha manifestado disponibilidade para discutir o assunto através de Miguel Macedo, líder parlamentar social-democrata. "Na sequência que o ministro Jorge Lacão fez no sentido de podermos reduzir o número de deputados na Assembleia da República, damos conta da inteira disponibilidade do PSD para encetarmos de imediato esse trabalho". Sobre esta eventual futura discussão sobre a redução de deputados, CDS-PP e PCP já disseram que não concordam. A proposta seria passar de 230 para 180 deputados.
                                                                                                      
Dívida: CDS compara Governo a “bombeiro pirómano”
                                                                                                                       
"A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", acusa Paulo Portas. O líder do CDS-PP responsabiliza o Governo pelo estado a que chegou a dívida pública. Paulo Portas acusa o Executivo de má gestão e de aumentar a dependência externa do país. O Governo comporta-se como um "bombeiro pirómano" ao aumentar de forma exponencial a dívida nacional perante o exterior, cuja consequência é o pagamento de juros "proibitivos", disse Paulo Portas aos jornalistas.
Falando no final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a agenda da próxima cimeira europeia, Paulo Portas não comentou directamente os resultados do leilão de dívida pública portuguesa nos mercados internacionais. Mas, nesta matéria, o presidente do CDS deixou várias críticas ao executivo socialista. "O Governo português, infelizmente - e foi avisado disso - comportou-se em relação à dívida pública como um bombeiro pirómano. A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", apontou Paulo Portas. Segundo o líder democrata-cristão, foi precisamente essa via do Executivo socialista "que colocou Portugal neste estado de dependência externa, pagando juros que são proibitivos. Esses juros repercutem no contribuinte e na liberdade de escolha dos jovens que amanhã são o futuro do país. Penso que o Governo tem pouca margem para dizer seja o que for sobre dívida ou ajuda externa, porque foi este executivo que nos conduziu até aqui", acusou.
                                                                                                                           
                                                                           

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vamos fazer o que ainda não foi feito?

Várias

Cavaco reuniu-se com responsáveis de quatro bancos
                                                                                                                                   
Presidentes dos conselhos de administração da CGD, do BES, do BPI e do BCP estiveram em Belém. Administrador do BES diz que "portugueses foram sábios"...
                                                  
Cavaco Silva reuniu-se ontem com os presidentes dos conselhos de administração de quatro bancos, para se "inteirar da situação do sistema bancário português e da concessão de crédito à economia". "O Presidente da República reuniu-se hoje, separadamente, com os presidentes dos conselhos de administração da Caixa Geral de Depósitos, do Banco Espírito Santo, do Banco Português de Investimento e do Banco Comercial Português, para se inteirar da situação do sistema bancário português e da concessão de crédito à economia", lê-se numa nota divulgada no site da Presidência. Na segunda-feira, o chefe de Estado tinha estado reunido com o Governador do Banco de Portugal. Na agenda do encontro com Carlos Costa esteve "a situação do sistema financeiro português e sobre a situação na Zona Euro".
                                                                                                             
PR reuniu-se antes com governador do Banco de Portugal
                                                                                                           
Cavaco Silva tinha-se reuniudo já antes com o Governador do Banco de Portugal para se inteirar sobre a situação do sistema financeiro português e sobre a situação da Zona Euro. "O Presidente da República reuniu-se hoje com o Governador do Banco de Portugal para se inteirar sobre a situação do sistema financeiro português e sobre a situação na Zona Euro", lê-se numa nota divulgada no site da Presidência da República. A última vez que Carlos Costa esteve reunido com Cavaco Silva foi em Setembro, altura em que o governador do banco central apresentou o programa de trabalho do supervisor bancário até 2015.
                                                                                  
Salgado teme fuga de capitais com intervenção do FMI
                                                                                                      
O presidente do Banco Espírito voltou a defender que Portugal resolva os seus problemas sem pedir ajuda internacional. Ricardo Salgado disse hoje na apresentação de resultados do banco que a intervenção do Fundo Monetário Internacional pode causar fuga de capitais. O presidente do Banco Espírito Santo apontou para os exemplos da Grécia e da Irlanda para alertar que os resgates financeiro podem levar a uma quebra de confiança, originando uma diminuição dos depósitos nos bancos portugueses. "É de esperar que não haja intervenção do FMI e que a execução do nosso Orçamento do Estado permita atingir os objectivos traçados para 2011".
"Somos capazes de o fazer [de resolver os nossos problemas] pelos nossos próprios meios desde que sejam executadas as medidas tomadas pelo governo, o que acreditamos que virá a acontecer", defendeu Ricardo Salgado, acrescentando que "o acesso das PME a capital e recursos financeiros mais económicos e com taxas mais baixas é essencial para o relançamento económico". O lucro do Banco Espírito Santo (BES) baixou 2,2% em 2010 face ao ano anterior, ficando os 510,5 milhões de euros, anunciou hoje a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em 2009, o banco registou um lucro de 504 milhões de euros.
                                                                                    
Portugueses foram “sábios” na escolha de Cavaco, diz Ricardo Salgado
                                                                                                            
O presidente do BES sublinha que o Presidente reeleito é o que tem mais qualificações para estar à frente dos destinos do país. O presidente do Banco Espírito Santo (BES),Ricardo Salgado, saudou a reeleição de Cavaco Silva e considerou que o povo português foi sábio na escolha feita no passado domingo para a Presidência da República. “Julgo que os portugueses, mais uma vez, foram sábios, reelegeram a pessoa certa”, afirma Ricardo Salgado. Para o presidente do BES, de todos os candidatos, Cavaco Silva “é o que tem mais perfil e mais qualificações para estar na Presidência de Portugal neste momento particularmente difícil”.
O banqueiro acredita que neste segundo mandato o Presidente reeleito domingo “poderá dar uma boa contribuição para a estabilização e nova fase de progresso do país”. Cavaco Silva venceu as presidenciais deste domingo, com 52, 94% dos votos. O segundo candidato mais votado foi Manuel Alegre, com 19,76%. O terceiro candidato que vais votos obteve foi Fernando Nobre, com 14,1%, seguido de Francisco Lopes, com 7,14%, José Manuel Coelho, com 4,49% e por último Defensor Moura, com 1,57%.
                                                                                                            
Desemprego é “o problema social mais sério do país”
                                                                                                  
Paulo Portas critica o facto do Governo pouco fazer para combater este problema. O líder do CDS/PP, Paulo Portas, diz que o desemprego é "o problema social mais sério" de Portugal, criticando o Governo por entender que a "manutenção de nível é uma boa notícia". Segundo o Eurostat, o desemprego em Portugal manteve-se nos 10,9% em Dezembro, face a Novembro, mas aumentou 0,6% face ao mesmo período do ano anterior. O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, frisou que a tendência em matéria de desemprego é de "estabilidade" e que 2010 foi "bastante melhor" do que as previsões da "esmagadora maioria" dos comentadores e organizações internacionais.
"É seguramente o problema social mais sério e não percebo como é que o Governo acha que uma manutenção de nível é uma boa notícia", reagiu Paulo Portas aos jornalistas em Viseu, durante uma visita à escola Grão Vasco, no âmbito da campanha para as directas. Na sua opinião, "o problema de um país muito endividado é que paga cada vez mais caro pela sua dívida, o financiamento da sua economia é cada vez mais difícil" e, "se as empresas não tiverem acesso ao crédito, não conseguem investir". Neste contexto, "não conseguem criar emprego", frisou Paulo Portas, lamentando que 25% dos jovens portugueses não tenham "uma oportunidade de trabalho" e se mantenham níveis elevados "do desemprego das mulheres, sobretudo a partir de uma certa idade", e do desemprego de longa duração.
                                                                                        
Escolas particulares vão processar Estado por “abuso de poder”
                                                                                                                
Padre Querubim Silva assegura que já foram preparados alguns instrumentos jurídicos. O processo deve dar entrada esta semana em tribunal. As escolas com contrato de associação com o Governo, que ainda não assinaram os novos acordos de financiamento, vão processar o Estado português. Os estabelecimentos alegam “enriquecimento ilícito” e “abuso de poder”, porque ainda não receberam o financiamento de Janeiro apesar de terem contrato válido até 31 de Agosto. Em declarações à Renascença o Padre Querubim Silva em “prejuízos”, assegurando que “já foram preparados alguns instrumentos jurídicos. Pelo que o processo deve dar entrada ainda esta semana em tribunal.” O presidente da Associação de Escolas Católicas Portuguesas queixa-se que o Governo está a agir contra a lei, uma vez que “o próprio decreto-lei prevê que durante as renegociações não possa haver cessação do contrato em execução”. A polémica relativa ao financiamento das escolas privadas teve origem no passado mês de Dezembro, altura em que o Governo publicou uma portaria que previa o pagamento de 80 mil e 80 euros anuais/turma aos estabelecimentos com contrato de associação, menos 34 mil euros que no ano passado. Um valor que a maioria das escolas considera insuficiente para garantir uma boa qualidade de ensino.
                                                                                     
D.Vitalino Dantas espera que não haja regresso à “ditadura” na educação
                                                                                                           
Bispo de Beja pede diálogo entre a ministra Isabel Alçada e as escolas. D. Vitalino Dantas aponta o dedo ao Governo e diz esperar que não haja um regresso à ditadura em matéria de educação. Na sua nota semanal, critica as novas regras do financiamento estatal aos colégios com contratos de associação. “Estamos a voltar à educação do livro único como se o Estado tivesse os parâmetros para poder impor uma única maneira de pensar. Daí que eu chamo a isso uma ditadura que é imposta por meios mais ou menos declarados, mas o resultado é o mesmo”, disse.
O Bispo de Beja diz que há demagogia da ministra da Educação quando fala da forma como estas escolas utilizam os dinheiros públicos e aproveita para deixar um recado a Isabel Alçada. “A ministra do Educação está no Governo, mas não é para depois, durante o mandato, fazer tudo aquilo que lhe apetece, tem que ouvir e não tratar os cidadãos como uns de primeira e outros de segunda. Temos que entrar aqui em diálogo e não deixar uma grande parte da sociedade nesta expectativa de ser tratados injustamente em relação a muitos outros”, acrescenta D. Vitalino Dantas. De recordar que o Governo quer cortar as verbas aos colégios privados com contrato de associação, alegadamente para uniformizar com a verba entregue às escolas públicas.
                                                                                     
Idade de reforma vai ter de aumentar, diz professor do ISEG
                                                                                                                      
Introdução do factor de estabilidade poderá não ser suficiente, avisa Ribeiro Mendes. O professor Fernando Ribeiro Mendes admitiu que é bem provável que a idade de reforma tenha que aumentar em Portugal para que esteja garantida a sustentabilidade do sistema de Segurança Social durante mais anos. Durante a apresentação do seu livro “Segurança Social, o Futuro Hipotecado”, patrocinado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, explicou que essa poderá ser a única forma de todos perceberem que têm que descontar mais e durante mais tempo. “Admito que venha a ser um recurso para dar um sinal de que as pessoas devem sair cada vez mais tarde do mercado de trabalho. Toda a gente percebe que o sistema só é viável se as pessoas continuarem a actividade e a contribuir para ele durante mais tempo”, assegura Ribeiro Mendes.
Com a introdução do factor de sustentabilidade há dois anos - que tem em conta o aumento da esperança de vida- quem se reforma tem já um corte na pensão ou tem que trabalhar mais tempo para a manter, no entanto isso poderá não ser suficiente, segundo o antigo Secretário de Estado do Governo de António Guterres. Para Ribeiro Mendes, o factor de sustentabilidade não deve ser aplicado de forma cega e necessita de várias alterações, nomeadamente, a isenção para os rendimentos mais baixos, uma medida que poderia ser compensada “com uma redução da taxa de formação da pensão acima de certos escalões”. Para garantir a sustentabilidade do sistema, o especialista em Segurança Social defende a revisão da estrutura actual de benefícios nas pensões e o incentivo à poupança privada para a reforma e capitalização virtual, que poderá ser bem mais vantajosa já que “tem menos oscilações”. Estas são algumas das ideias referidas em “Segurança Social – o Futuro Hipotecado”, uma das edições da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto. O objectivo da instituição é tratar temas de interesse para a sociedade de forma acessível e em livros vendidos a baixo preço.
                                                                                                  
PSD não quer despedir funcionários públicos, mas deixa aviso
                                                                                                               
Em Braga, o líder do partido lembra que se não forem aplicadas medidas, poderá não haver alternativa. Pedro Passos Coelho afirmou ontem não querer seguir "o caminho" dos despedimentos na função pública e defendeu que isso poderá não ser inevitável, mas vai ser imposto se Portugal não fizer as reformas necessárias. "Claro que, se continuarmos a não tomar as medidas que são necessárias, um dia aparecerá alguma instituição a dizer: os senhores têm de fazer como outros países que também despediram pessoas não função pública. Mas esse não é o caminho que nós queremos seguir", afirmou o líder do PSD, no final das jornadas parlamentares, em Braga. Na segunda-feira à noite, o jornalista José Manuel Fernandes, convidado para discursar, sustentou que Portugal terá de lidar "mais cedo ou mais tarde" com "o problema dos despedimentos na função pública".
Confrontado com esta opinião, Pedro Passos Coelho defendeu que sem primeiro "definir exactamente o que é que deve ficar no Estado" não se consegue saber se há "pessoal a mais" ou "pessoal a menos" na função pública. Questionado se é possível extinguir serviços do Estado e manter o actual número de funcionários públicos, o presidente do PSD respondeu que "não tem necessariamente de haver despedimentos", embora admitindo que "redimensionar o Estado pode exigir também não ter o mesmo número de efectivos". Segundo o presidente do PSD, o que não se pode é "excluir acções" que "acabaram por se tornar inevitáveis" como aconteceu com os "cortes de salários na função pública e aumentos de impostos" em resultado de decisões adiadas.
                                                                                                            
Social-democratas insistem na reforma do Estado
                                                                                                                      
Nas jornadas parlamentares do partido, Passos Coelho garantiu que não está a pensar em eleições, mas no país. O presidente do PSD insiste na necessidade do Governo avançar, de uma vez por todas, com a reforma do Estado, respondendo assim às críticas dos socialistas. Este foi o tema forte que Pedro Passos Coelho levou ao encerramento das Jornadas Parlamentares do partido, em Braga. “Ter uma visão enviesada, retrógrada e socialmente muito custosa do que deve ser o papel do Estado na área empresarial, é a factura que estamos hoje a pagar por essa miopia de um Governo socialista que anos após anos conseguiu aumentar a esfera pública à custa do investimento privado, do emprego privado e dos impostos que são pagos pelos cidadãos”, disse.
O líder social-democrata reforça o desafio ao Governo e quer saber se estamos a pagar mordomias ou serviços públicos em sectores como o dos transportes. “É preciso saber se é legítimo que os impostos dos portugueses estejam a subsidiar passes sociais para toda a gente, quer elas precisem quer não precisem”. “Ganhar o futuro” implica a discussão séria. Passos Coelho quer que esta se faça sem preconceitos ideológicos: “Temos de deixar essa discussão, essa ganga ideológica de lado, sobre se devemos ou não defender ao transe o que herdamos a troco de uma certa paz social ou se é preciso pôr tudo em causa para ganhar o futuro”. O social-democrata garante ainda que o PSD não está a pensar em eleições, mas sim no país. “Estamos a amadurecer, rapidamente, o conjunto de reformas que entendemos que o país precisa de fazer”.
                                                                                                
PSD mostra-se disponível para mudar mapa autárquico
                                                                                        
Existem em Portugal 308 municípios e 4.260 freguesias, que empregam um total de 132 mil funcionários. Miguel Macedo admitiu hoje que o sistema de administração local está desfasado da realidade portuguesa e que, por isso, são necessárias mudanças urgentes no mapa autárquico português. O líder parlamentar do PSD mostrou-se disponível para fazer passar o plano do Governo que prevê uma reorganização administrativa do país. À margem das jornadas parlamentares do partido, em Braga, Miguel Macedo admitiu, no entanto, que “esta é uma matéria muito sensível, carece do envolvimento dos autarcas e da associação municipal dos municípios, defendo que qualquer alteração feita não pode resultar em grandes convulsões”. Actualmente existem 308 municípios e 4.260 freguesias em Portugal, que empregam um total de 132 mil funcionários.
                                                                                                        
General Luis Araújo é o novo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas
                                                                                              
O novo CEMGFA era até ontem o Chefe do Estado da Força Aérea. O General Luis Araújo sucede ao General Valença Pinto e toma posse na próxima segunda-feira como novo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
A cerimónia vai ser presidida pelo Presidente da República e terá lugar no Palácio de Belém, em Lisboa, a partir do meio-dia. O novo CEMGFA era até agora o Chefe do Estado da Força Aérea. Os dois generais já estiveram reunidos na passada semana, altura em que aproveitaram para fazer a transição de poderes.