Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais

Candidatos ao "sprint"...
                                                                                                                            
José Manuel Coelho foi o último nome a entrar na corrida às presidenciais. Já sobre a meta, viu a sua candidatura aceite, depois de um "sprint" que o lançou numa prova de etapas por onde andam nomes consagrados.
                                            
Mas José Manuel Coelho prefere analogias futebolísticas: diz que acabou de entrar num jogo em que é o Andorinha, o clube que lançou Ronaldo, e no qual vai defrontar o Benfica. Uma viagem ao outro lado das presidenciais. Na contagem decrescente para o início da campanha, José Manuel Coelho queixa-se de ter ficado a ver os debates televisivos pela... televisão. E nem quando partilhou o avião com Cavaco Silva, rumo aos Açores, conseguiu trocar impressões com o Presidente que corre para a reeleição. "Não foi possível, porque o senhor professor veio na zona VIP e eu vim na zona turística, na parte de trás do avião. Ele entrou pela frente, taparam com a cortina, ficou todo protegido pelos seguranças, que impediram qualquer contacto com os passageiros", lamenta o candidato apoiado pelo Partido da Nova Democracia (PND). O antigo pintor da construção civil recorda o exemplo do Brasil, onde um operário metalúrgico conseguiu resgatar milhões de pessoas da pobreza e colocar o país no caminho do desenvolvimento. Coelho não pretende ser o Lula da Silva português, mas diz que é possível.
"Basta o povo querer." A "bola" está do lado dos eleitores, mas o candidato considera que a sua equipa joga com armas desiguais, contra os "candidatos do sistema" e as suas "poderosas máquinas de informação e 'marketing'". "Estas eleições são como se jogasse no 'Andorinha', onde jogou Cristiano Ronaldo, e tentar derrotar o Sport Lisboa e Benfica", afirma. A classe política, que tem "desgraçado" o país e "só se preocupa com as suas benesses, salários e tachos", está na mira deste deputado do parlamento regional da Madeira, irredutível crítico do governo da ilha e de Alberto João Jardim.
Elege como prioridades o combate à corrupção e o "saneamento da Justiça", para que "realmente defenda o Estado de Direito e sirva o país". Sobre o tema que está a marcar a campanha presidencial, o caso BPN, José Manuel Coelho sustenta que "Cavaco Silva tem grandes responsabilidades", porque "foram os seus discípulos, os que saíram da sua escola económica e política, que levaram ao descalabro as finanças portuguesas". Enquanto na América Bernard Maddoff, autor de uma das maiores burlas da história, foi condenado a 150 anos de prisão, em Portugal "os ladrões de colarinho branco são protegidos pelos tribunais, são protegidos pelo Ministério Público e andam soltos, bem tratadinhos e gordinhos", remata.
                                                      
Candidatos "fora de jogo"
                                                                                    
O Tribunal Constitucional não admitiu as candidaturas presidenciais de Luís Botelho Ribeiro, Diamantino Maurício da Silva e Josué Rodrigues Gonçalves Pedro, por não reunirem os "requisitos legais previstos". Luís Botelho Ribeiro não esconde a indignação por este desfecho e acusa o sistema de "silenciar" uma "candidatura inconveniente". O professor universitário, de 43 anos, considera que esbarrou num "cenário maquiavélico desenhado pelo legislador". Explica que conseguiu 7.900 assinaturas, mais 400 do que o necessário. No entanto, faltou a validação de muitas das 2.700 juntas de freguesia onde foram recolhidas.
Preocupado com o estado do país, defende que os cidadãos devem manifestar o seu descontentamento nas eleições de dia 23 e lança um apelo: "Temos de demonstrar que não estamos satisfeitos. Eu vou fazê-lo desta maneira: não vou votar e convido as pessoas que não estão satisfeitas com o estado da nossa democracia, já para não falar do desenvolvimento do país, a manifestarem desta maneira o seu desagrado". Apoiado pelo Partido Pró-Vida, Luís Botelho Rodrigues diz que as "leis criminosas que o Estado vem aprovando", como a lei do aborto, estão a "destruir o Estado social". "Precisamos de outro regime, precisamos, se calhar, de outra República e de um regime em que algumas coisas sejam realmente respeitadas e valham", advoga. A falta de incentivos e de confiança no futuro levou as famílias a fazer uma "greve demográfica", denuncia, e os jovens enfrentam um cenário de incerteza. "Este país não é para novos", reconhece este professor, que todos os dias vê "os melhores partirem" para o estrangeiro e "uma geração sem perspectivas".
                                                                    
De pernas para o ar
                                                                                                          
Quem também ficou fora da corrida a Belém, tal como em 2005, foi Diamantino Maurício da Silva, um militante socialista que não se revê na candidatura de Manuel Alegre, um histórico do partido. Crítico do actual estado da política, o candidato oriundo de Castro Daire queria ajudar a "endireitar" um país que está de "pernas para o ar" e onde "cada um puxa a brasa à sua sardinha". Acusa os sucessivos Presidentes da República de terem falhado e, diz, Cavaco Silva não foi excepção nos últimos cinco anos: "Não zelou pela agricultura, pelas obras, não zelou pela pobreza, não zelou por ninguém", refere. "Muito magoado" com a crise que assola Portugal, Diamantino Maurício da Silva confessa que está preocupado com o "bem estar de todos os portugueses". Apesar de não ser um homem de "bandeiras", se o sonho de ser Presidente fosse concretizado, este socialista "começava logo a tentar ajudar a agricultura e as pecuárias", mas também as pescas, a construção, os transportes e tentaria "encaixar toda a gente que está desempregada". Vestindo a pele de analista político, Diamantino Maurício da Silva diz que a "conversa de chacha" dominou o debate entre Manuel Alegre e Cavaco Silva e uma coisa garante: não vai votar em ninguém.
                                                                                              
As riquezas mal aproveitadas
                                                                                                                 
Josué Rodrigues Gonçalves Pedro é outro ilustre desconhecido no mundo da política e também não conseguiu ver a sua candidatura aprovada. No site da sua campanha, o candidato independente defende a aposta nas "riquezas mal aproveitadas de Portugal", nomeadamente o turismo e o Vinho do Porto. Viveu 30 anos na Bélgica, conhece a "Europa quase toda, a América Latina e as Áfricas", mas no regresso a Portugal não quer ser apresentado "como salvador da pátria", apenas como alguém preocupado com uma "causa tão digna que é a nossa economia".
                                                                                                           
Cavaco Silva diz que não fala mais sobre BPN, e chumba diploma sobre mudança de sexo para "agradar à direita"
                                                                                                           
O caso BPN voltou marcar a tarde de ontem, no Parlamento, com uma dura troca de palavras no hemiciclo. Francisco Louçã insiste que Cavaco Silva deve explicações ao país. Cavaco Silva, na pele de candidato à Presidência da República, está hoje no Alentejo e esteve ontem no Algarve, onde voltou a ser confrontado com a venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), antiga dona do Banco Português de Negócios. Cavaco não quis alimentar a polémica. “Acho que não devo comentar. Tudo aquilo que eu devia comentar está numa frase que eu pronunciei ontem nos Açores: não acrescentarei a esta campanha nem mais uma palavra”, disse o actual Presidente da República.
O caso BPN voltou marcar a tarde, no Parlamento, com uma dura troca de palavras no hemiciclo. Francisco Louçã insiste que Cavaco Silva deve explicações ao país sobre o caso do Banco Português de Negócios (BPN). O líder do Bloco de Esquerda acusou o Presidente recandidato de ser um dos donos do banco, dizendo que a “nata do cavaquismo e da governação PSD” assaltou o BPN. As palavras duras de Francisco Louçã levaram o líder da bancada social-democrata a pedir a defesa da honra. “Não tenho nenhum problema com o BPN e não faço parte de nenhum 'gang' que assaltou o BPN”, respondeu Miguel Macedo. “Nem eu, nem o meu partido”, acrescentou.
(Ler chumbo de diploma mais em baixo)
                                                                                                               
Cavaco recandidata-se de "cabeça erguida"
                                                                                                           
O candidato à reeleição ao cargo de Presidente da República promete que a partir de agora a sua "voz será mais forte”. Cavaco Silva disse ontem recandidatar-se à Presidência da República de "cabeça erguida e consciência bem tranquila", prometendo que a partir de agora a sua voz será "mais forte" e "insistente". Confessando "alguma emoção" por estar no concelho de Loulé, onde nasceu e estudou, Cavaco Silva começou por explicar as razões da sua recandidatura a um segundo mandato, considerando que perante a situação do país não podia deixar de assumir as suas responsabilidades. "Nesta situação eu não podia deixar de assumir as minhas responsabilidades e de cabeça erguida, de consciência bem tranquila, pedir aos portugueses que me dêem a honra de me escolherem novamente para Presidente da República", disse, insistindo na ideia que a actual crise "não se compadece com aventuras, com experimentalismos na Presidência da República". Admitindo que de momento não é possível "antecipar totalmente" o que "pode acontecer no futuro", o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP voltou a defender a necessidade de "falar verdade". Cavaco Silva promete que a partir de agora a sua "voz será mais forte, será mais insistente, porque o país encontra-se verdadeiramente numa situação crítica".
                                                                                                                      
Silêncio sobre o BPN
                                                                                                                        
O candidato presidencial disse não ter "nenhum comentário a fazer" sobre as notícias que referem que terá vendido as acções que detinha da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) à própria SLN por 2,40 euros. Questionado sobre a notícia avançada esta noite pela SIC de que Oliveira e Costa, antigo presidente da Sociedade Lusa de Negócios e do BPN, assinou, pelo próprio punho, o despacho da venda das acções de Cavaco Silva na SLN a 2,4 cada uma, o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP disse não ter nenhum comentário a fazer. Instado a dizer se tal informação é verdade, Cavaco Silva disse aos jornalistas para lerem o semanário “Expresso”.
                                                                                                                   
Marques Mendes nega favorecimento de Cavaco Silva na venda de acções
                                                                                                                                          
Antigo líder do PSD sai em defesa do Presidente da República no caso das acções da SLN. O social-democrata Marques Mendes recorre a uma auditoria para defender Cavaco Silva e para negar que o actual Presidente da República tenha sido favorecido na venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). No seu habitual espaço de comentário na TVI24, o antigo ministro de Cavaco Silva analisou esta noite o caso que está a marcar a campanha para a Presidência da República. Marques Mendes não detecta qualquer ilegalidade nem indícios de que Cavaco Silva tenha tido um tratamento diferente em relação aos outros investidores com acções da SLN, antiga detentora do BPN. O actual Presidente comprou as acções por um euro cada em 2001 e em Novembro de 2003 vendeu por 2,40 euros, obtendo um lucro de 140%. Segundo Marques Mendes, nesse mesmo mês de 2003 houve quem vendesse as acções a um preço de 2,61 euros. “Estes dados estão numa auditoria e provam que Cavaco Silva até vendeu a um preço inferior, por isso não se pode falar em favorecimento”, sublinha o antigo ministro.
                                                                          
Ex-presidente do BPN terá assinado despacho da venda de acções de Cavaco
                                                                                                                       
Notícia está a ser avançada pela "SIC" e pelo "Expresso". O Presidente da República tinha comprado as acções da Sociedade Lusa de Negócios, à qual o BPN pertencia, por um euro cada e vendeu-as por 2,40 euros. A "SIC" e o "Expresso" avançaram esta noite que Oliveira e Costa, antigo presidente do BPN, assinou o despacho da venda das acções de Cavaco Silva na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), à qual o banco pertencia. A "SIC" revela que teve acesso a uma carta que mostra que o despacho com o valor de venda das acções foi assinado pelo próprio José Oliveira e Costa, antigo presidente da SLN e do BPN e antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Fiscais de Cavaco Silva. O Presidente da República tinha comprado as acções da SLN por um euro cada e vendeu-as por 2,40 euros, obtendo um lucro de 140%. O caso BPN tem estado a marcar a agenda dos candidatos presidenciais. Hoje, Cavaco Silva voltou a garantir que não fala mais desta polémica.
                                                                                                                 
Parlamento aprova recomendação do Bloco para fazer auditoria ao BPN
                                                                                                                                       
A proposta aprovada pede ao Governo que dê ao Plenário “as avaliações e estudos realizados para determinar o valor” do banco. A Assembleia da República chumbou ontem um projecto de lei do Bloco de Esquerda sobre a nacionalização do BPN, mas aprovou um projecto de resolução para que haja uma auditoria ao funcionamento do banco desde a nacionalização. Assim, a proposta aprovada pede ao Governo que dê ao Parlamento “as avaliações e estudos realizados para determinar o valor do BPN” e determina pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria para avaliar “a utilização dos recursos públicos” atribuídos ao banco para “determinar valor patrimonial” e “avaliar actos de gestão”. Já o projecto de lei que pretendia alterar as condições de nacionalização do BPN foi chumbado com os votos contra do PS e do PSD, abstenção do CDS-PP e votos a favor do Bloco, PCP e Os Verdes.
Quanto ao texto da recomendação do Bloco, foi aprovado com a abstenção do PS e os votos favoráveis das outras bancadas, mas um dos pontos foi chumbado, o que pedia ao Governo a apresentação de “um relatório com a avaliação financeira das responsabilidades dos accionistas se administradores” do banco e da Sociedade Lusa de Negócios, sua proprietária, até Novembro de 2008. Na discussão dos diplomas, o social-democrata Hugo Velosa considerou que a proposta de resolução ia no “caminho certo”, mas discordou do segundo ponto. No entanto, o seu partido acabou por viabilizar a proposta porque “a Assembleia tem o direito de saber porque é que o governo avaliou mal a dimensão do buraco financeiro do BPN”. O vice-presidente da bancada social-democrata Luís Montenegro voltou a criticar o Bloco por “instrumentalizar” a questão do BPN e querer “fazer campanha eleitoral”, referindo-se aos pedidos de esclarecimento do Bloco relativamente às acções do BPN detidas pelo candidato presidencial apoiado pelo PSD e CDS-PP, Cavaco Silva. O deputado socialista Eduardo Cabrita considerou a proposta de resolução “desnecessária e inconsequente”, frisando que na próxima semana serão ouvidos na Assembleia os presidentes actuais do BPN e da Caixa Geral de Depósitos, que gere agora o banco nacionalizado.
Quanto ao projecto de lei, chamou-o “em parte inútil, em parte irresponsável e todo ele de uma demagogia inconsistente”, criticando especialmente a alteração proposta à responsabilidade limitada dos accionistas, criando “uma regra geral absurda de indemnização ao Estado pelo património líquido negativo”. João Almeida, do CDS-PP, garantiu que o seu partido “nunca deixará branquear os crimes cometidos pelo BPN independentemente da cor política dos seus responsáveis”. O deputado comunista Honório Novo afirmou esperar que as recomendações da proposta de resolução não acabem “numa gaveta”, como o governo tem feito “ao longo de dois anos com as perguntas sem resposta que o PCP lhe tem feito”. Pelos Verdes, José Luís Ferreira justificou os votos da sua bancada pelo facto de o Governo ter “protegido os interesses dos banqueiros” e ter “premiado uma gestão danosa”.
                                                                                                                
Querem "adormecer os portugueses" com o BPN, alerta candidato José Manuel Coelho
                                                                                                                    
A escassos metros da residência oficial do Palácio de Belém, José Manuel Coelho defendeu hoje a necessidade de um Presidente da República mais interventivo. O candidato presidencial José Manuel Coelho diz que o caso BPN faz parte da estratégia de Cavaco Silva e de Manuel Alegre para distrair os portugueses dos verdadeiros problemas do país. Numa acção de pré-campanha em Lisboa, José Manuel Coelho foi comer um pastel de nata a Belém e manifestou a intenção de deixar o caso de lado. “Os especialistas em marketing, que andam à volta dos candidatos do sistema, do Sr. professor Cavaco [Silva] e do Sr. Manuel Alegre interessa-lhes – isto é tudo estudado cientificamente – que a discussão dos problemas dos portugueses ande à volta deste atoleiro do BPN, que não se saia daqui que é para adormecer os portugueses”, afirma o candidato apoiado pelo PND. A escassos metros da residência oficial do Palácio de Belém, José Manuel Coelho defende a necessidade de um Presidente da República mais interventivo. “Penso que os portugueses não vão aceitar candidatos à Presidência da República que sejam pastéis, que sejam pessoas passivas, inoperantes, que sejam subservientes ao interesse estrangeiro em detrimento do interesse nacional”, declarou o candidato.
                                                                                                                           
Cavaco Silva veta diploma que simplifica mudança de sexo
                                                                                                                           
É o primeiro veto de 2011 e o primeiro de um diploma com origem no Governo. Entre outros motivos para o veto, o Presidente considera que “o regime submetido a promulgação apresenta graves insuficiências de natureza técnico-jurídica, assim como procede a um enquadramento controverso das situações de perturbação de identidade de género, segundo a opinião colhida junto de especialistas nesta matéria”. Cavaco Silva diz também, no comunicado publicado no site da Presidência da República, que o diploma “é omisso quanto aos critérios de diagnóstico da perturbação de identidade de género”. A 26 de Novembro, a Assembleia da República aprovou as iniciativas do Governo e do Bloco de Esquerda para simplificar a mudança do registo civil de sexo e do nome dos transexuais. O texto final relativo à proposta do Governo e do projecto de lei do Bloco de Esquerda foi aprovado com os votos favoráveis da esquerda e de 12 deputados do PSD. A generalidade da bancada social-democrata e o CDS-PP votaram contra.
                                                                                                 
Governo lamenta veto do diploma sobre mudança de sexo
                                                                                                                         
Presidente da República coloca reservas ao procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil. O secretário de Estado da Justiça considera "lamentável" que o diploma que simplifica o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil tenha sido vetado pelo Presidente da República. Para José Magalhães, "é pena" que, "quando tudo está resolvido no plano clínico", haja "um sistema hiper-burocrático que leva não só a penosidade acrescida como a situações absolutamente equívocas". Isto porque, prossegue José Magalhães, "uma pessoa que já viu o seu sexo mudado arrasta o seu velho bilhete de identidade e apresenta-se com uma documentação que é perfeitamente questionável", o que "gera embaraços e um profundo desgaste psicológico".
O governante sublinha que "a lei não regula os procedimentos médicos nem é esse o seu propósito", acrescentando que "o procedimento legislativo foi completamente aberto", tendo sido "ouvidos peritos" médicos sobre o assunto. "O que acontece é que, feitas essas operações [médicas], as pessoas, que já trataram a sua perturbação, continuam a arrastar a antiga documentação. E, se querem ter essa alteração [no registo civil] operada, têm de intentar uma acção em tribunal com os custos inerentes de tempo, dinheiro e de desgaste psicológico", lamenta. Para o secretário de Estado da Justiça, "o veto atrasa a correcção dessa situação e prolonga esse status quo durante mais algumas semanas, quiçá meses, e é lamentável que isso ocorra". O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou o diploma que visa simplificar o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil.
"O Presidente da República decidiu, nos termos do artigo 136.º da Constituição, não promulgar o Decreto n.º 68/XI da Assembleia da República, que cria o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil e procede à décima sétima alteração ao Código do Registo Civil, tendo devolvido hoje aquele diploma à Assembleia da República", refere um comunicado publicado no sítio da Presidência da República. A 26 de Novembro a Assembleia da República aprovou as iniciativas do Governo e do Bloco de Esquerda para simplificar a mudança do registo civil de sexo e do nome dos transexuais. O texto final relativo à proposta do Governo e do projecto de lei do Bloco de Esquerda foi aprovado com os votos favoráveis da esquerda e de 12 deputados do PSD, ao contrário da bancada social-democrata, que votou contra, bem como o CDS-PP.
                                                                                            
PS indisponível para alterar diploma sobre mudança de sexo
                                                                                                                    
Veto do Presidente da República divide opiniões à esqueda e à direita. O Partido Socialista mostra-se surpreendido com o veto do Presidente da República ao diploma com vista à simplificação da mudança de sexo e de nome próprio no registo civil e não pretende fazer “qualquer alteração”. “O diploma que foi aprovado evitava o sofrimento inútil e, ao não ser promulgado, perpétua esse sofrimento inútil. Portanto, a reacção é de estupefacção”, afirma a deputada socialista Ana Catarina Mendes. “É evidente que estamos em ambiente eleitoral, 2010 foi um ano marcado por outras iniciativas que levaram a que houvesse um progresso nos direitos individuais dos cidadãos e talvez isso também tenha ditado a solução”, sublinha a vice-presidente da bancada.
O Partido Comunista considera que o veto só se compreende com o ambiente de campanha eleitoral e acusa Cavaco Silva de tentar apelar ao eleitorado “mais conservador”. Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado comunista João Oliveira defendeu que não têm fundamento as "razões técnicas e jurídicas" invocadas pelo Presidente da República para vetar a lei. O Bloco de Esquerda diz que Cavaco Silva desconhece a matéria e desconfia de pareceres médicos. À direita, Teresa Morais, do PSD, concorda e esperava o veto, porque o diploma “tinha deficiências técnico-jurídicas evidentes” e estava “claramente mal feito”. Cavaco Silva vetou um decreto do Parlamento que resultou de uma proposta do Governo e de um projecto de lei do Bloco de Esquerda, um texto que tinha sido viabilizado pela esquerda e por 12 deputados do PSD, com votos contra da restante bancada laranja e do CDS.
                                                                                                                                                         
Mau tempo: Risco de cheias no Minho e no Ribatejo, e estradas cortadas no Oeste
                                                                                                              
Nacional 114, nas zonas da Amieira e do Rebolo, e a Nacional 119, que liga Coruche a Santo Estêvão, estão cortadas. Por causa da chuva que caiu esta tarde com intensidade, fazendo transbordar o Rio Sorraia, há nesta altura quatro estradas submersas no concelho de Coruche. Entre as vias agora cortadas ao trânsito estão a Nacional 114, nas zonas da Amieira e do Rebolo, e a Nacional 119, que liga Coruche a Santo Estêvão. Este é, por enquanto, o único problema do género que se regista no continente, muito embora a Protecção Civil e o Instituto da Água estejam particularmente atentos a outras zonas, em especial o Minho, região onde esta quinta-feira tem chovido mais. A vigilância apertada justifica-se não só pelos elevados índices de precipitação, mas também pelas descargas de algumas barragens, que começam a atingir níveis elevados de capacidade.
Em Alenquer, a estrada municipal que atravessa a localidade de Abrigada está cortada, o mesmo acontece em Mafra, nas localidades de Santo Isidoro e São Julião. Várias estradas municipais nos concelhos de Alenquer e Torres Vedras estão cortadas ao trânsito devido à existência de lençóis de água provocados pela chuva intensa, disseram fontes da GNR. Em Alenquer, a estrada municipal que atravessa a localidade de Abrigada está cortada, o mesmo acontece em Mafra, nas localidades de Santo Isidoro e São Julião. Já em Torres Vedras estão igualmente intransitáveis as estradas municipais nas localidades de Varatojo, Pedra, Bonabal e Vila Facaia e a que liga a Estrada Nacional 9 e Fonte Grada. Ainda no concelho de Torres Vedras, uma outra estrada na zona de A-dos-Cunhados está também cortada junto a uma ponte, assim como as estradas municipais nas localidades de Azenha Velha e Soltaria, ambas pertencentes à freguesia de São Pedro da Cadeira. A Estrada Nacional 9, na zona do Paúl, já reabriu à circulação, depois de ter estado bastante condicionada.
                                                                                                                  
Quatro distritos alerta amarelo
                                                                                                                                               
Os distritos de Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal estão em alerta amarelo, o menos forte de três, até às 12h00 de sexta-feira, devido às previsões de chuvas intensas, informou hoje a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). A entrada em Portugal Continental de “uma linha de forte instabilidade com células convectivas”, que pode provocar “precipitação intensa associada a ventos fortes” e que poderá afectar aqueles quatro distritos. “A ocorrência de precipitação será acompanhada por uma intensificação do vento e da agitação marítima, tanto no Litoral Oeste como na Costa Sul”, acrescenta ainda a ANPC, em comunicado. A Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda a “desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes que possam ser arrastados”, bem como “cuidados redobrados com actividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar e estacionamento de veículos na orla marítima”. A ANPC recomenda ainda uma condução defensiva, com especial atenção à formação de lençóis de água e à redução de visibilidade.
                                                                                              
                                                                

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Opinião

A Revolução, uma nova Era já começou!
                                                                                                        
"Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!
                                                                                              
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
... Tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73. Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":


1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...
3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.
4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
                                                                    
Eis pois, a Revolução!
                                                                                                    
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!
Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!
Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...
Assim esperamos!... "
                                                                      
(Desconhece-se a autoria, Recebido Via-email)
                                                
                                                      

Várias

Autoeuropa pára hoje por falta de componentes
                                                                                                                            
Autoeuropa vai parar produção por um dia. A paragem prende-se com o facto de grande parte dos fornecedores estrangeiros só ontem terem retomado a produção depois da época natalícia.
                                          
A Autoeuropa vai fazer hopje uma paragem forçada por falta de componentes. No entanto, a porta-voz da fábrica portuguesa da Volkswagen já garantiu à Renascença que a produção vai ser recuperada ainda no mês de Janeiro. Os mecanismos de flexibilização laboral que existem na Autoeuropa permitem o recurso a este tipo de paragens de produção – os chamados “down days”. Neste caso, a paragem prende-se com o facto de grande parte dos fornecedores estrangeiros só ontem terem retomado a produção depois da época natalícia. Por isso, a Comissão de Trabalhadores deu o seu acordo à proposta da administração da fábrica de Palmela.
Os rabalhadores concordaram com “day down” geral, depois de a administração ter garantido que, com esta paragem, a situação ficaria resolvida. A comissão de trabalhadores da Autoeuropa foi informada pela administração da falta de componentes para produzir durante o dia de hoje, quarta-feira. Segundo um comunicado, a administração terá solicitado a concordância da comissão de trabalhadores para, face a esta inesperada ocorrência, ser declarado um “down day” geral. Depois de um esclarecimento sobre a situação e da verificação da impossibilidade de se conseguirem os componentes em falta, bem como da garantia de que parando amanhã a solução ficará resolvida, a comissão de trabalhadores concordou com a marcação extraordinária de um dia de paragem na produção para os dois turnos.
                                                                                      
PS deve assumir responsabilidades até ao fim, diz Fernado Ruas
                                                                                               
O presidente da Associação Nacional de Municípios defende, em entrevista ao programa “Terça à Noite”, que caso o FMI venha a intervir em Portugal, o PS deve manter-se no Governo e assumir as suas responsabilidades até ao fim. Fernando Ruas diz temer que a entrada do FMI venha a ser inevitável se o Governo “não tomar as medidas que tem que tomar”. Ruas recusa a ideia de que as autarquias têm uma quota-parte importante de responsabilidades na situação do país e diz mesmo que acha um erro os cortes que têm sido impostos aos municípios.
“Quando nos cortaram 100 milhões tinha esperança de que ao menos a dívida decrescesse nessa proporção, mas não foi isso que se verificou. O que aconteceu é que outros gastaram o que nós não gastámos e posso garantir que terá sido pior”, afirmou. Nesta entrevista, o autarca de Viseu disse ainda que se o governo não tomar medidas, as verbas do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional ) serão devolvidas a Bruxelas, porque as autarquias não estão a conseguir financiar-se nos bancos. A crise é já bem visível nas Câmaras que passam agora grande parte do tempo a resolver problemas, como o pagamento de rendas de casa e contas dos munícipes.
                                                                                                                 
Sindicatos prometem batalha judicial contra cortes salariais
                                                                                                               
Nos próximos dois dias, várias estruturas sindicais da CGTP avançam para a justiça para contestar as medidas de austeridade do Governo. Os sindicatos da CGTP tentam, através de providências cautelares "antecipatórias", evitar o corte salarial decretado na lei de Orçamento para 2011. Nos próximos dois dias, várias estruturas sindicais avançam para a justiça para contestar as medidas de austeridade do Governo. Sindicatos da Função Pública e da Administração Local, Inspectores, enfermeiros, Médicos são apenas alguns dos que vão entregar providências cautelares para tentar suspender os cortes salariais entre 3,5 e 10%, que abrangem os trabalhadores do Estado com vencimentos superiores a 1500 euros.
À margem da conferência de imprensa da CGTP, o coordenador da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, explicou que providências são estas e o objectivo concreto. “O que iremos fazer amanhã é entregar providências cautelares antecipatórias. Procuramos neste caso anteciparmo-nos ao processamento dos salários que, no nosso caso dos professores, vai até ao dia 8 ou 10”, adianta o sindicalista. Há especialistas que consideram que estas providências cautelares antecipatórias têm poucas hipóteses de vingar, mas os sindicatos já estão a preparar os passos seguintes. Mário Nogueira revelou que as organizações e os trabalhadores vão avançar, também, com providências conservatórias e impugnações de salários.
As providências vão ser entregues nos tribunais administrativos das cidades em que os diversos sindicatos têm sede. Basta que um se pronuncie a favor da pretensão sindical para que a medida que determina o corte salarial seja suspensa. Ainda assim os sindicatos da Administração Pública tentaram sensibilizar os grupos parlamentares para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade destes artigos da Lei de Orçamento. Para vingar é necessário que tenha o apoio de pelo menos um décimo dos 230 deputados do Parlamento, ou seja, 23. Mas como os eleitos do Bloco de Esquerda, PCP e Verdes já manifestaram disponibilidade, o número mínimo já foi ultrapassado e o pedido deverá seguir para o Palácio Ratton.
                                                                                                                  
Governo tenta travar compensações a cortes nos salários
                                                                                                            
Os sindicatos avançam amanhã para os tribunais, para tentar evitar os cortes salariais. Na resolução do Conselho de Ministros hoje publicada em “Diário da República”, o Governo tenta travar qualquer tipo de compensações pelos cortes de 5% nos salários da função pública. O Executivo introduziu no diploma que define os cortes nos salários das empresas públicas uma proibição de implementar qualquer medida compensatória, incluindo benefícios ao agregado familiar. A redução nos salários dos trabalhadores das empresas de capital exclusiva ou maioritariamente público e nas entidades públicas empresariais (EPE), refere a resolução, incide sobre a remuneração ilíquida superior a 1.500 euros e deve ser efectuada “de forma idêntica à da administração pública”. Deve ainda ser feita “sem prejuízo das adaptações que sejam autorizadas pelos membros do Governo competentes”. O diploma sublinha que as adaptações “não podem gerar qualquer excepção à redução remuneratória fixada na lei do Orçamento do Estado para 2011, devendo todas as empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público e as entidades empresariais reduzir efectivamente em 5% os custos globais com as remunerações totais ilíquidas considerado o universo comparável dos efectivos”.
O documento determina ainda que não serão autorizadas quaisquer adaptações que coloquem em causa a isenção do corte nos salários iguais ou inferiores a 1.500 euros, a redução efectiva das remunerações para todos os trabalhadores cuja remuneração seja superior a 1.500 euros mensais e que a dimensão dos cortes seja progressiva. No último ponto, o Governo proíbe ainda estas empresas de atribuírem aos trabalhadores ou aos seus cônjuges, unidos de facto, ascendentes, descendentes ou pessoas que vivam em economia comum “quaisquer benefícios geradores de encargos”, como “subsídios, ajudas de custo ou quais outros suplementos pecuniários com a finalidade de compensar, directa ou indirectamente, as reduções remuneratórias”. Amanhã, os sindicatos avançam para os tribunais, para tentar travar, através de providências cautelares, os cortes salariais. De recordar ainda que o Governo Regional dos Açores prometeu pagar compensações aos funcionários públicos regionais e que o Governo afirmou nada poder fazer.
                                                                                               
Todos ao ataque: Cavaco, um alvo abater
                                                                                                         
Nobre e Alegre defendem que Cavaco Silva deve explicar venda de acções do BPN. Em entrevista à RTP, o candidato presidencial lamentou hoje que a campanha a Belém tenha entrado “num lodaçal esquisito”. Fernando Nobre considera que Cavaco Silva deve explicar a quem comprou e a quem vendeu as acções na Sociedade Lusa de Negócios, a dona do BPN. "Se algo tem que ser esclarecido, que se esclareça. Acho que nós temos serviços competentes no país - nomeadamente judiciais -, embora haja responsabilidade política e a responsabilidade cível. Chegado a este ponto, o professor Cavaco Silva terá que explicar algo. Explicar a quem comprou e a quem vendeu as acções. Se as acções deram o lucro que deram, isso é um assunto interno do banco e o banco que se explique", disse.
Em entrevista à RTP, o candidato presidencial lamentou hoje que a campanha a Belém tenha entrado “num lodaçal esquisito”. O BPN – recorda Nobre – é um “buraco tremendo” em que já se meteram “cinco mil milhões de euros, mais do que o Estado vai cortar”. Questionado sobre as estratégias de outros candidatos presidenciais, que estão a usar o caso BPN para atacar o actual Chefe de Estado e recandidato Cavaco Silva, Fernando Nobre disse que “há candidatos com telhados de vidro”, esclarecendo depois que “todos temos telhados de vidro, porque ninguém é santo”. Fernando Nobre acrescenta que se candidatou para ajudar a “credibilizar o sector da política”, sendo que a sua “candidatura é um imperativo de consciência para com o país”. Já em campanha, o médico Fernando Nobre “preferia discutir ideias, projectos, ideias e valores” e teme que este caso BPN impeça os candidatos de discutir os assuntos que interessam.
“Não ouvi uma ideia para o país dos outros candidatos, tirando a de Defensor Moura sobre a regionalização”, referiu. Sobre um alegado “empurrão” de Mário Soares à sua candidatura, Nobre reage repetindo que “nunca ninguém toma as decisões por mim, não sou pessoa para ser empurrada”. Fernando Nobre reafirma que está na corrida para ganhar e acredita que vai à segunda volta discutir a vitória contra Cavaco Silva. O líder da AMI disse mesmo, nesta entrevista à RTP, que é “o único que pode ganhar na segunda volta”. A sua campanha está avaliada em 800 mil euros. Nobre admite ir até às últimas consequências para pagar e nada ficar a dever. A este propósito, Nobre diz que os partidos políticos e os candidatos por eles apoiados são beneficiados em relação a candidatos independentes. Aconteça o que acontecer – esclarece o médico –, esta está a ser uma “experiência enriquecedora, extremamente marcante”.
                                                                                                        
Alegre pede a Cavaco esclarecimentos sobre venda de acções do BPN
                                                                                                                   
O candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda diz que Cavaco Silva, quanto Presidente da República, não é um cidadão qualquer e deve, por isso, esclarecer a opinião pública sobre este negócio. O candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda desafia Cavaco Silva a revelar publicamente o contrato de venda das suas acções no Banco Português de Negócios (BPN). Manuel Alegre ressalva que tem o candidato Cavaco Silva como uma pessoa séria, mas lançou o repto, esta tarde, na Madeira. “Acho que chegou a altura de ele [Cavaco Silva] tornar público o contrato de venda das acções dele, da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Saber a quem as vendeu, saber como, em tão pouco tempo, aquelas acções valorizaram cerca de 40% e se isso é verdade. Se por acaso ele as vendeu ao presidente do BPN - se por acaso isso aconteceu -, então é um caso político, senão está tudo bem”, diz Alegre.
O candidato presidencial, apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda, recorda que Cavaco Silva disse que o seu “compromisso era a verdade”. “Quem tem um compromisso com a verdade, é dizer a verdade”, sublinha, acrescentando, porém, que não está a pôr em causa Cavaco Silva, nem a fazer insinuações. “É um facto político. Ele é Presidente da República, não é um cidadão qualquer”, refere Alegre. Também esta tarde, o candidato presidencial afimrou que Cavaco Silva nunca “disse nada” sobre a gestão “danosa e criminosa” da antiga administração do BPN, pelo que o desafiou a pronunciar-se sobre este assunto.
                                                                                                                                       
Cavaco Silva recusa fazer mais comentários à venda de acções do BPN
                                                                                                                                    
Candidato presidencial rejeita campanhas "sujas e desonestas". O candidato presidencial Cavaco Silva recusou fazer mais comentários sobre a venda das suas acções no Banco Português de Negócios (BPN), alegando ter "respondido uma vez e estar tudo por escrito". "Depois de responder uma vez, não respondo mais nenhuma. Contratos há zero", declarou hoje Cavaco Silva, interrogado pelos jornalistas à chegada a Ponta Delgada para uma visita de pré-campanha de dois dias aos Açores. No Funchal, o candidato presidencial Manuel Alegre desafiou hoje Cavaco Silva a revelar pormenores sobre a venda das suas acções do BPN, designadamente se as vendeu ao presidente do banco e porque razão elas se valorizaram em 40% em pouco tempo, insistindo que considera ter "chegado a altura de Cavaco Silva tornar público o contrato de venda das suas ações" no BPN. Em resposta a este desafio de Alegre, o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP acrescentou não vir aos Açores "para alimentar campanhas sujas e desonestas". "Vim aos Açores para falar da crise grave em que Portugal está metido", sublinhou.
                                                                                                             
"Não é um tempo para aventuras", alerta Cavaco Silva
                                                                                                                       
Candidato presidencial inaugurou sede de campanha no Funchal. O candidato presidencial Cavaco Silva voltou ontem a alertar que Portugal não deve “fazer experiências” nas eleições de 23 de Janeiro. “Este não é um tempo para aventuras, para fazer experiências e o nosso país não pode ser um país aberto a qualquer experimentalismo”, declarou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP. Cavaco Silva falava na inauguração da sua sede de campanha no Funchal, na Madeira, onde se encontra desde ontem. Na corrida à reeleição para o Palácio de Belém, Cavaco Silva chega ainda esta tarde a Ponta Delgada, nos Açores, para mais acções de pré-campanha.
                                                                                                
Carlos César critica "falta de consideração" de Cavaco Silva
                                                                                                               
Candidato presidencial Cavaco Silva visita Açores, mas não se vai reunir com os órgãos de governo regionais. O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, acusou Cavaco Silva de "falta de consideração", pelo facto de o candidato presidencial não se encontrar com os órgãos de governo regionais na deslocação que hoje inicia ao arquipélago. "Acho que um candidato à Presidência da República deve demonstrar com humildade e sentido de coesão nacional o seu respeito pelas instituições autonómicas", afirmou Carlos César em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada. Carlos César comentava o facto de Cavaco Silva não ter previsto nenhum encontro com o presidente do Governo Regional ou com o presidente da Assembleia Legislativa Regional na visita que hoje inicia aos Açores, enquanto candidato às eleições presidenciais.
"Não creio que Cavaco Silva tenha distinguido positivamente as instituições regionais no passado enquanto Presidente da República e a circunstância de, nesta deslocação em campanha eleitoral, ignorar a assembleia e o governo regionais não deixa de ser consonante com a ideia que temos do seu perfil nesta matéria", frisou. Para Carlos César, "nesta omissão está uma posição política", salientando que "visitar nestas circunstâncias e prestar homenagem aos órgãos de governo próprios representa uma deferência e uma consideração institucional que dá nota do respeito dos candidatos pelos órgãos autonómicos". "Não o fazer também tem um significado político. Revela a posição que este candidato tem em relação às autonomias regionais, que é de alguma falta de consideração", acrescentou Carlos César.
                                                                          
Pico de afluência às urgências após Natal e Ano Novo
                                                                                                                  
A Direcção-Geral de Saúde garante que o impacto da época gripal se mantém moderado, mas explica que é difícil prever as próximas semanas. Os dias que se seguiram ao Natal e do Ano Novo concentram, até agora, os picos de afluência às urgências dos hospitais, indica a Direcção-Geral de Saúde (DGS). A DGS garante que o impacto da época gripal mantém-se moderado, mas explica que é difícil prever as próximas semanas. Mário Carreira, da DGS, explica que o aumento da procura dos serviços de urgência começou em meados de Dezembro e concentrou-se, sobretudo, nos hospitais.Os picos de procura de urgências foram registados a seguir ao Natal e ao Ano Novo, embora a níveis dentro do normal para a época, nunca acima dos 30 mil casos por dia. “No dia 25 subiu um pouco, no dia 26 subiu mais um pouco e no dia 27 atingiu o máximo desde o início do Inverno, cerca de 30 mil”, refere Mário Carreira.
Este ano não há pandemia, no entanto, há, de novo, uma circunstância rara: dois tipos de vírus numa espécie de competição a ver qual domina, o que torna muito difícil prever a evolução desta época gripal. Não há explicações científicas para estas oscilações. À primeira vista, ou o vírus dá “tréguas” em épocas festivas ou são os doentes que adiam a ida ao médico para depois das festas. Segundo os últimos dados da DGS, até final do ano passado a gripe provocou duas mortes, uma provocada por um vírus do tipo A e outra por um vírus do tipo B. Ontem, no hospital Garcia de Orta, em Almada, os doentes urgentes esperaram mais de três horas. Em S. José, a espera pode ser idêntica, mas aqui para os casos não urgentes. Já outros como o Santa Maria ou S. João referem ter uma afluência normal para a época
                                                                                                        
Medicamentos sem receita perdem comparticipação até Março
                                                                                                                                 
A medida, publicada em Diário da República, aplica-se a fármacos como o paracetamol, antiácidos ou antivirais para combater a gripe. Todos os remédios que forem vendidos sem receita até Março vão deixar de ser comparticipados pelo Estado. Medicamentos como o paracetamol, antiácidos ou antivirais deixam assim de ter apoio estatal. A medida, que já saiu em Diário da República, é mais uma para conter a despesa do Estado com medicamentos e vai ser aplicada durante os primeiros três meses do ano. De um universo de 1.900 remédios que podem ser comprados sem receita médica, actualmente apenas 24 têm comparticipação. São dados do Infarmed, que adianta que são essas 24 apresentações que agora deixam de ter apoio do Estado. Entre elas, estão alguns tipos de paracetamol, de anti-ácidos e de medicamentos antivirais para combater a gripe. Trata-se de remédios que só beneficiam de comparticipação se forem comprados na farmácia, mas que agora são totalmente descomparticipados.
                                                                                                                         
E se um dia lhe assaltassem o Facebook?
                                                                                                                                   
Daniela Cabrita descobriu, através de amigos, que lhe tinham roubado as fotografias das filhas no Facebook. Fez queixa junto do site que gere esta rede social, mas não obteve, até hoje, qualquer resposta. O caso ilustra que os portugueses estão pouco conscientes dos perigos da Internet, conclusão revelada hoje num estudo da Universidade de Coimbra. Daniela Cabrita é utilizadora de uma das redes sociais mais famosas do mundo: o Facebook. Partilhava informações com amigos, estados de espírito e fotografias. Até que um dia uma amiga reparou que existia alguém na rede, de nome Carlota, que exibia no seu perfil as fotografias de Daniela Cabrita e das suas filhas. “Uma amiga minha, que mora em Leiria, estava em casa de uma vizinha que tem filhos adolescentes e um deles, que já tem uns 17 ou 18 anos, tinha uma amiga de nome Carlota no Facebook. Esta 'Carlota' tinha fotografia minhas, da minha filha mais nova, como se eu fosse a mãe dela e a minha filha Carminho a irmã”, conta Daniela Cabrita. Com receio de que algo pior pudesse acontecer, Daniela Cabrita resolveu contactar a dita Carlota. “Mandei-lhe duas mensagens a dizer que já sabia o que estava a acontecer e a pedir-lhe para tirar as fotografias. Nunca me respondeu”, explica.
O passo imediatamente a seguir foi denunciar na própria rede a fraude que estava a acontecer. “Fiz denúncia através do Facebook. Fiz eu e fizeram os meus amigos todos. Nunca me disseram nada do Facebook. Nunca recebi resposta alguma”, sublinha. Sem respostas, Daniela Cabrita resolveu apresentar queixa na Polícia Judiciária. Também sem sucesso. “Fui à Polícia Judiciária porque fiquei preocupada, podiam fazer alguma coisa às miúdas, podia ser mais grave, porque tenho três filhas. Disseram-me que não podiam fazer nada, que não se podia provar nada e tudo ficou assim”, relata. O tempo passou até que um amigo avisou que as fotografias ainda continuavam no perfil da dita Carlota. Por isso, Daniela Cabrita deixa um conselho: “Só aceitarem mesmo quem conhecem verdadeiramente, que tenham confiança e não exporem nada como fotografias, nem da casa, nem de sítios. Tentarem ao máximo manter tudo privado. É a única maneira, porque aquilo de facto está perigosíssimo”.
                                                                                 
Portugueses pouco conscientes dos perigos das redes sociais
                                                                                                          
Os utilizadores portugueses da rede social Facebook divulgam muita informação pessoal e profissional, não se mostram preocupados com a sua privacidade e desconhecem os riscos a que estão expostos. Esta é uma das conclusões de um estudo da Universidade de Coimbra, que analisou 79 mil utilizadores desta rede. “Dos 79 mil, cerca de metade revelam informação sobre as suas relações pessoais e cerca de um quarto revela informações sobre a sua vida profissional, o que, de uma maneira geral, sustenta a ideia de que as pessoas das duas uma: ou não sabem o risco que correm, ou simplesmente não lhe atribuem a devida importância”, explicou Francisco Rente, do Centro de Investigação em Sistemas (CISUC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC). Com essa informação, explica o investigador, “pessoas mal intencionadas podem praticar inúmeros crimes, informáticos ou não, fazerem-se passar pela pessoa em questão, focalizarem ataques informáticos, afectarem a organização para a qual essa pessoa trabalha”.